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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXECUÇÃO FISCAL MOVIDA PELA UNIÃO EM FACE DE ESTADO ESTRANGEIRO. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7ª Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7ª Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1º, do regimento interno do STF, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1º, I; 4º, I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da CF/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do CPC; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1º, do regimento interno do STF, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1º, I; 4º, I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da CF/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do CPC; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5º, IIII, do RI/STF, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5º, IIII, do RI/STF, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6820125
2014-09-09T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: Agravo Regimental em Ação Cível Originária. Execução Fiscal movida pela União em face de Estado estrangeiro. Impossibilidade jurídica do pedido. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278207
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO FISCAL, ESTADO ESTRANGEIRO) ACO 522 AgR (2ªT), ACO 633 AgR (TP), ACO 645 AgR (TP). (IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO) ACi 9696 (TP), AI 139671 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO) ACO 1437, ACO 1769. Número de páginas: 7. Análise: 09/10/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
740
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00005 INC-00003\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 740 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXECUÇÃO FISCAL MOVIDA PELA UNIÃO EM FACE DE ESTADO ESTRANGEIRO. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7... Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7... Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1..., do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7... Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1..., I; 4..., I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da Constituição Federal de 1988/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do Código de Processo Civil; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1..., do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7... Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1..., I; 4..., I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da Constituição Federal de 1988/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do Código de Processo Civil; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5..., IIII, do RI/Supremo Tribunal Federal, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5..., IIII, do RI/Supremo Tribunal Federal, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO", "ACO 633 - AgR", "ACO 645 -", "AgR", "ACO 522 -", "AgR", "ACO 1 . 769", "ACO 1 . 437", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740", "ACO 634 - AgR", "ACO 522 -", "ACO 524 -", "AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO", "ACO 634", "AgR", "ACO 522", "ACO 524", "AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 527 - AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 527 - AgR", "Rcl 10 . 418 - AgR", "AgRg 139 . 671", "AC 9 . 696", "ACO 522 - AgR", "ACO 645 - AgR", "ACO 634 - AgR", "ACO 633 - AgR", "ACO 524 -", "AgR", "ACO 527 -", "AgR", "ACO 527 - AgR", "Rcl 10 . 418 - AgR", "AgRg 139 . 671", "AC 9 . 696", "ACO 522 - AgR", "ACO 645 - AgR", "ACO 634 -", "AgR", "ACO 633 - AgR", "ACO 524 - AgR", "ACO 527 - AgR", "ACO 527 - AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 1 . 769", "AI 597 . 817 / RJ", "AI 743 . 826 / RJ", "ARE 678 . 785 / SP", "ACO 633 - AgR / SP", "ACO 645 - AgR / SP", "ACO 709 / SP", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 1 . 769", "AI 597 . 817 / RJ", "AI 743 . 826 / RJ", "ARE 678 . 785 / SP", "ACO 633 - AgR / SP", "ACO 645 - AgR / SP", "ACO 709 / SP", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção de Viena", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do regimento interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , e , da Constituição Federal1", "arts .", "III , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do regimento interno do", "art . 102 , I , e , da Constituição Federal1", "arts", "art . 88 , II e III , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IIII , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IIII , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CONSULADO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Joaquim Barbosa", "Fazenda Nacional", "Consulado", "-", "geral americano de São Paulo", "7", ".", ".", ". Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo", "Fazenda Nacional", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CONSULADO", "Fazenda Nacional", "Consulado", "-", "geral americano de São Paulo", "7", "Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo", "Fazenda Nacional", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Consulado Geral Americano em São", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Consulado Geral Americano em São Paulo", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal de Execuções Fiscais", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Consulado", "-", "Geral Americano", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Consulado", "-", "Geral Americano", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "PFN", "CONSULADO GERAL AMERICANO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "SIMONE ANGHER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "ROBERTO BARROSO", "SIMONE ANGHER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "Joaquim Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Sydney Sanches", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Sydney Sanches", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", ".", "09", ".", "2002", "16", ".", "09", ".", "1998", "26", ".", "03", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", ".", "09", ".", "2002", "16", ".", "09", ".", "1998", "26", ".", "03", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1º, da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1º, da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1º, da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1º, da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, RE 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), RE 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), RE 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), RE 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do RE 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, RE 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), RE 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), RE 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), RE 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do RE 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1º.02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1º.02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6534250
2014-06-24T00:00:00
2014-08-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272703
- Acórdão(s) citado(s): (PUBLICIDADE, ATOS GOVERNAMENTAIS) RE 191668 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 27/08/2014, AUR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
631448
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 631448 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1..., da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (Recurso Extraordinário 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1..., da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1..., da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1..., da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1..., da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), Recurso Extraordinário 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), Recurso Extraordinário 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), Recurso Extraordinário 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do Recurso Extraordinário 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), Recurso Extraordinário 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), Recurso Extraordinário 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), Recurso Extraordinário 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do Recurso Extraordinário 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1....02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1....02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 242 . 546 - AgR", "Recurso Extraordinário 366 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário 217 . 025 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 966", "AI 492 . 970", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 242 . 546 - AgR", "Recurso Extraordinário 366 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário 217 . 025 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 966", "AI 492 . 970", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "AI 743 . 222", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "AI 743 . 222", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448" ], "LEGISLACAO": [ "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 37 , § 1 . . . , da CRFB⁄88", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 37 , § 1 . . . , da CRFB⁄88", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , parágrafo 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , parágrafo 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Gonet", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "DECIO NERY DE LIMA", "RONEI DANIELLI", "JEAN JACKSON KUHLMANN", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal RE 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 398.379-AgR/PR e RE 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; RE 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 398.379-AgR/PR e RE 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; RE 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, CF, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal RE 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, CF, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519623
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272260
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 774016 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 20/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
706240
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009032 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009129 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 706240 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 398.379-AgR/PR e Recurso Extraordinário 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 398.379-AgR/PR e Recurso Extraordinário 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, Constituição Federal de 1988, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, Constituição Federal de 1988, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO DE SANEAMENTO. IMUNIDADE RECÍPROCA RECONHECIDA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a imunidade recíproca é aplicável às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. As instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço teriam por escopo cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 763000 AGR / ES Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL DECISÃO QUE PROVEU PARCIALMENTE O RECURSO IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA ATIVIDADE ESSENCIAL DE ESTADO PRECEDENTES DO STF HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXORBITÂNCIA ALTERAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem se posicionado pela imunidade tributária sobre impostos das prestações de serviço de água e esgoto, quando o sujeito passivo é sociedade de economia mista, por desempenhar atividade essencial e exclusiva de Estado, nos termos da Constituição do Brasil. 2. Observada a exorbitância do valor fixado a título de honorários advocatícios, este deve ser reduzido sem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL DECISÃO QUE PROVEU PARCIALMENTE O RECURSO IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA ATIVIDADE ESSENCIAL DE ESTADO PRECEDENTES DO STF HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXORBITÂNCIA ALTERAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem se posicionado pela imunidade tributária sobre impostos das prestações de serviço de água e esgoto, quando o sujeito passivo é sociedade de economia mista, por desempenhar atividade essencial e exclusiva de Estado, nos termos da Constituição do Brasil. 2. Observada a exorbitância do valor fixado a título de honorários advocatícios, este deve ser reduzido sem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES vinculação aos percentuais previstos na legislação processual, considerando ter sido a Fazenda Pública vencida na causa, nos termos do parágrafo 4º do artigo 20 do CPC. 3. Recurso parcialmente provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados ante a ausência de omissão, contradição ou obscuridade justificadora de eventual acolhimento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição. A parte recorrente alega violação aos arts. 29; 150, §§ 2º e 3º; 173, §1º, II e § 2º, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a parte recorrida não cumpriu os requisitos necessários ao gozo da imunidade tributária. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o seguinte fundamento: Assim, não tendo o recorrente se desincumbido de seu ônus de impugnar especificamente os fundamentos do julgado recorrido , o que, inclusive, dificulta a aferição dos motivos de seu inconformismo, configurada está a deficiência de fundamentação , de modo a atrair o óbice encartado na Súmula 284 do STF No agravo, a parte reitera os argumentos aduzidos no recurso extraordinário e alega que a situação dos autos refoge dos precedentes indicados no acórdão recorrido. A pretensão não merece acolhida, tendo em vista que o acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. De fato, é firme o entendimento desta Corte no sentido de que é aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade exclusivamente pública. No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES vinculação aos percentuais previstos na legislação processual, considerando ter sido a Fazenda Pública vencida na causa, nos termos do parágrafo 4º do artigo 20 do CPC. 3. Recurso parcialmente provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados ante a ausência de omissão, contradição ou obscuridade justificadora de eventual acolhimento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição. A parte recorrente alega violação aos arts. 29; 150, §§ 2º e 3º; 173, §1º, II e § 2º, todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a parte recorrida não cumpriu os requisitos necessários ao gozo da imunidade tributária. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o seguinte fundamento: Assim, não tendo o recorrente se desincumbido de seu ônus de impugnar especificamente os fundamentos do julgado recorrido , o que, inclusive, dificulta a aferição dos motivos de seu inconformismo, configurada está a deficiência de fundamentação , de modo a atrair o óbice encartado na Súmula 284 do STF No agravo, a parte reitera os argumentos aduzidos no recurso extraordinário e alega que a situação dos autos refoge dos precedentes indicados no acórdão recorrido. A pretensão não merece acolhida, tendo em vista que o acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. De fato, é firme o entendimento desta Corte no sentido de que é aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade exclusivamente pública. No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.’ (RE 631.309-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. AUTARQUIA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO. ATIVIDADE REMUNERADA POR CONTRAPRESTAÇÃO. APLICABILIDADE. ART, 150, §3º DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. Definem o alcance da imunidade tributária recíproca sua vocação para servir como salvaguarda do pacto federativo, para evitar pressões políticas entre entes federados ou para desonerar atividades desprovidas de presunção de riqueza. 2. É aplicável a imunidade tributária recíproca às autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público, desde que, entre outros requisitos constitucionais e legais não distribuam lucros ou resultados direta ou indiretamente a particulares, ou tenham por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público (ausência de capacidade contributiva) e não desempenhem atividade econômica, de modo a conferir vantagem não extensível às empresas privadas (livre iniciativa e concorrência). 3. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI, a e §§ 2º e 3º da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não altera a conclusão. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento’ (RE 399.307- 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.’ (RE 631.309-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. AUTARQUIA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO. ATIVIDADE REMUNERADA POR CONTRAPRESTAÇÃO. APLICABILIDADE. ART, 150, §3º DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. Definem o alcance da imunidade tributária recíproca sua vocação para servir como salvaguarda do pacto federativo, para evitar pressões políticas entre entes federados ou para desonerar atividades desprovidas de presunção de riqueza. 2. É aplicável a imunidade tributária recíproca às autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público, desde que, entre outros requisitos constitucionais e legais não distribuam lucros ou resultados direta ou indiretamente a particulares, ou tenham por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público (ausência de capacidade contributiva) e não desempenhem atividade econômica, de modo a conferir vantagem não extensível às empresas privadas (livre iniciativa e concorrência). 3. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI, a e §§ 2º e 3º da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não altera a conclusão. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento’ (RE 399.307- 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ao final, ressalto outros precedentes no mesmo sentido: ARE 760.073/ES, Relª Minª Cármen Lúcia, DJe 27.03.2014; ARE 759.190/ES, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 03.02.2014; Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. ” 2. A parte agravante sustenta que a sociedade de economia mista não cumpre os requisitos necessários ao gozo da imunidade recíproca, visto que, além de ser remunerada por meio de tarifas cobradas dos usuários, não presta serviço em regime de monopólio. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ao final, ressalto outros precedentes no mesmo sentido: ARE 760.073/ES, Relª Minª Cármen Lúcia, DJe 27.03.2014; ARE 759.190/ES, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 03.02.2014; Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. ” 2. A parte agravante sustenta que a sociedade de economia mista não cumpre os requisitos necessários ao gozo da imunidade recíproca, visto que, além de ser remunerada por meio de tarifas cobradas dos usuários, não presta serviço em regime de monopólio. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, é firme o entendimento desta Corte de ser aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou expressamente que a “COMPANHIA ESPÍRITO DE SANEAMENTO – CESAN presta serviço público obrigatório de saneamento básico, tratando-se este de caráter exclusivo de Estado, razão pela qual enquadra-se nas hipóteses já analisados pelo E. STF como de pessoas imunes à exação tributária.” A orientação adotada está plenamente conforme a diretriz jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea “a” do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.”(RE 631.309-AgR, Rel. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, é firme o entendimento desta Corte de ser aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou expressamente que a “COMPANHIA ESPÍRITO DE SANEAMENTO – CESAN presta serviço público obrigatório de saneamento básico, tratando-se este de caráter exclusivo de Estado, razão pela qual enquadra-se nas hipóteses já analisados pelo E. STF como de pessoas imunes à exação tributária.” A orientação adotada está plenamente conforme a diretriz jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea “a” do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.”(RE 631.309-AgR, Rel. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 763000 AGR / ES Min. Ayres Britto) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ABRANGÊNCIA. AUTARQUIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO ESSENCIAL E EXCLUSIVO DO ESTADO. FORNECIMENTO DE ÁGUA. ATIVIDADE REMUNERADA POR TARIFA. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I – A imunidade do art. 150, VI, a, da CF alcança as autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público. A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não descaracteriza a regra imunizante. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.” (RE 482.814-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. Ademais, as instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço tem por escopo tão somente cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES Min. Ayres Britto) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ABRANGÊNCIA. AUTARQUIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO ESSENCIAL E EXCLUSIVO DO ESTADO. FORNECIMENTO DE ÁGUA. ATIVIDADE REMUNERADA POR TARIFA. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I – A imunidade do art. 150, VI, a, da CF alcança as autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público. A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não descaracteriza a regra imunizante. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.” (RE 482.814-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. Ademais, as instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço tem por escopo tão somente cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tenho pequena divergência no de número 5 da lista. Vejamos do que se trata: imunidade recíproca, sociedade de economia mista. Realmente abriu-se exceção quanto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Agora as demais estão buscando a denominada imunidade recíproca. De início há impropriedade terminológica. Não se pode falar de imunidade recíproca, porque sociedade de economia mista não atua, ativamente, no campo tributário. Espero que jamais tenha a capacidade tributária de impor tributo! Provejo o agravo regimental. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu também nesse ponto normalmente tenho uma posição próxima à do Ministro Marco Aurélio, inclusive na questão dos Correios. É que esse é um serviço de saneamento, e aí eu considero um serviço essencial e, pela essencialidade, eu trato diferentemente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6804021. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tenho pequena divergência no de número 5 da lista. Vejamos do que se trata: imunidade recíproca, sociedade de economia mista. Realmente abriu-se exceção quanto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Agora as demais estão buscando a denominada imunidade recíproca. De início há impropriedade terminológica. Não se pode falar de imunidade recíproca, porque sociedade de economia mista não atua, ativamente, no campo tributário. Espero que jamais tenha a capacidade tributária de impor tributo! Provejo o agravo regimental. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu também nesse ponto normalmente tenho uma posição próxima à do Ministro Marco Aurélio, inclusive na questão dos Correios. É que esse é um serviço de saneamento, e aí eu considero um serviço essencial e, pela essencialidade, eu trato diferentemente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6804021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) : FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623746 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) : FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623746 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6826991
2014-08-19T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO DE SANEAMENTO. IMUNIDADE RECÍPROCA RECONHECIDA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a imunidade recíproca é aplicável às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. As instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço teriam por escopo cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278430
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA, SANEAMENTO BÁSICO) RE 482814 AgR (2ªT), RE 631309 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 09/10/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
763000
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 763000 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) : FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO DE SANEAMENTO. IMUNIDADE RECÍPROCA RECONHECIDA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a imunidade recíproca é aplicável às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. As instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço teriam por escopo cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 763000 AGR / ES Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL DECISÃO QUE PROVEU PARCIALMENTE O RECURSO IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA ATIVIDADE ESSENCIAL DE ESTADO PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXORBITÂNCIA ALTERAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem se posicionado pela imunidade tributária sobre impostos das prestações de serviço de água e esgoto, quando o sujeito passivo é sociedade de economia mista, por desempenhar atividade essencial e exclusiva de Estado, nos termos da Constituição do Brasil. 2. Observada a exorbitância do valor fixado a título de honorários advocatícios, este deve ser reduzido sem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) :FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL DECISÃO QUE PROVEU PARCIALMENTE O RECURSO IMUNIDADE TRIBUTÁRIA DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA ATIVIDADE ESSENCIAL DE ESTADO PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXORBITÂNCIA ALTERAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem se posicionado pela imunidade tributária sobre impostos das prestações de serviço de água e esgoto, quando o sujeito passivo é sociedade de economia mista, por desempenhar atividade essencial e exclusiva de Estado, nos termos da Constituição do Brasil. 2. Observada a exorbitância do valor fixado a título de honorários advocatícios, este deve ser reduzido sem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES vinculação aos percentuais previstos na legislação processual, considerando ter sido a Fazenda Pública vencida na causa, nos termos do parágrafo 4... do artigo 20 do Código de Processo Civil. 3. Recurso parcialmente provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados ante a ausência de omissão, contradição ou obscuridade justificadora de eventual acolhimento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição. A parte recorrente alega violação aos arts. 29; 150, §§ 2... e 3...; 173, §1..., II e § 2..., todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a parte recorrida não cumpriu os requisitos necessários ao gozo da imunidade tributária. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o seguinte fundamento: Assim, não tendo o recorrente se desincumbido de seu ônus de impugnar especificamente os fundamentos do julgado recorrido , o que, inclusive, dificulta a aferição dos motivos de seu inconformismo, configurada está a deficiência de fundamentação , de modo a atrair o óbice encartado na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal No agravo, a parte reitera os argumentos aduzidos no recurso extraordinário e alega que a situação dos autos refoge dos precedentes indicados no acórdão recorrido. A pretensão não merece acolhida, tendo em vista que o acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. De fato, é firme o entendimento desta Corte no sentido de que é aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade exclusivamente pública. No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES vinculação aos percentuais previstos na legislação processual, considerando ter sido a Fazenda Pública vencida na causa, nos termos do parágrafo 4... do artigo 20 do Código de Processo Civil. 3. Recurso parcialmente provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados ante a ausência de omissão, contradição ou obscuridade justificadora de eventual acolhimento. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição. A parte recorrente alega violação aos arts. 29; 150, §§ 2... e 3...; 173, §1..., II e § 2..., todos da Carta. Sustenta, em síntese, que a parte recorrida não cumpriu os requisitos necessários ao gozo da imunidade tributária. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob o seguinte fundamento: Assim, não tendo o recorrente se desincumbido de seu ônus de impugnar especificamente os fundamentos do julgado recorrido , o que, inclusive, dificulta a aferição dos motivos de seu inconformismo, configurada está a deficiência de fundamentação , de modo a atrair o óbice encartado na Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal No agravo, a parte reitera os argumentos aduzidos no recurso extraordinário e alega que a situação dos autos refoge dos precedentes indicados no acórdão recorrido. A pretensão não merece acolhida, tendo em vista que o acórdão recorrido alinha-se à jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. De fato, é firme o entendimento desta Corte no sentido de que é aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade exclusivamente pública. No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.’ (Recurso Extraordinário 631.309-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. AUTARQUIA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO. ATIVIDADE REMUNERADA POR CONTRAPRESTAÇÃO. APLICABILIDADE. ART, 150, §3... DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. Definem o alcance da imunidade tributária recíproca sua vocação para servir como salvaguarda do pacto federativo, para evitar pressões políticas entre entes federados ou para desonerar atividades desprovidas de presunção de riqueza. 2. É aplicável a imunidade tributária recíproca às autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público, desde que, entre outros requisitos constitucionais e legais não distribuam lucros ou resultados direta ou indiretamente a particulares, ou tenham por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público (ausência de capacidade contributiva) e não desempenhem atividade econômica, de modo a conferir vantagem não extensível às empresas privadas (livre iniciativa e concorrência). 3. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI, a e §§ 2... e 3... da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não altera a conclusão. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 399.307- 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.’ (Recurso Extraordinário 631.309-AgR, Rel. Min. Ayres Britto) ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. AUTARQUIA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO. ATIVIDADE REMUNERADA POR CONTRAPRESTAÇÃO. APLICABILIDADE. ART, 150, §3... DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. 1. Definem o alcance da imunidade tributária recíproca sua vocação para servir como salvaguarda do pacto federativo, para evitar pressões políticas entre entes federados ou para desonerar atividades desprovidas de presunção de riqueza. 2. É aplicável a imunidade tributária recíproca às autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público, desde que, entre outros requisitos constitucionais e legais não distribuam lucros ou resultados direta ou indiretamente a particulares, ou tenham por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público (ausência de capacidade contributiva) e não desempenhem atividade econômica, de modo a conferir vantagem não extensível às empresas privadas (livre iniciativa e concorrência). 3. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI, a e §§ 2... e 3... da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não altera a conclusão. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 399.307- 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 763000 AGR / ES AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ao final, ressalto outros precedentes no mesmo sentido: ARE 760.073/ES, Rel Min Cármen Lúcia, DJe 27.03.2014; ARE 759.190/ES, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 03.02.2014; Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. ” 2. A parte agravante sustenta que a sociedade de economia mista não cumpre os requisitos necessários ao gozo da imunidade recíproca, visto que, além de ser remunerada por meio de tarifas cobradas dos usuários, não presta serviço em regime de monopólio. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ao final, ressalto outros precedentes no mesmo sentido: ARE 760.073/ES, Rel Min Cármen Lúcia, DJe 27.03.2014; ARE 759.190/ES, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 03.02.2014; Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. ” 2. A parte agravante sustenta que a sociedade de economia mista não cumpre os requisitos necessários ao gozo da imunidade recíproca, visto que, além de ser remunerada por meio de tarifas cobradas dos usuários, não presta serviço em regime de monopólio. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, é firme o entendimento desta Corte de ser aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou expressamente que a “COMPANHIA ESPÍRITO DE SANEAMENTO – CESAN presta serviço público obrigatório de saneamento básico, tratando-se este de caráter exclusivo de Estado, razão pela qual enquadra-se nas hipóteses já analisados pelo E. Supremo Tribunal Federal como de pessoas imunes à exação tributária.” A orientação adotada está plenamente conforme a diretriz jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea “a” do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.”(Recurso Extraordinário 631.309-AgR, Rel. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, é firme o entendimento desta Corte de ser aplicável a imunidade recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço de distribuição de água e saneamento, tendo em vista que desempenham atividade de prestação obrigatória e exclusiva do Estado. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou expressamente que a “COMPANHIA ESPÍRITO DE SANEAMENTO – CESAN presta serviço público obrigatório de saneamento básico, tratando-se este de caráter exclusivo de Estado, razão pela qual enquadra-se nas hipóteses já analisados pelo E. Supremo Tribunal Federal como de pessoas imunes à exação tributária.” A orientação adotada está plenamente conforme a diretriz jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO DE ÁGUA E ESGOTO. APLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que a sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea “a” do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.”(Recurso Extraordinário 631.309-AgR, Rel. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 763000 AGR / ES Min. Ayres Britto) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ABRANGÊNCIA. AUTARQUIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO ESSENCIAL E EXCLUSIVO DO ESTADO. FORNECIMENTO DE ÁGUA. ATIVIDADE REMUNERADA POR TARIFA. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I – A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988 alcança as autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público. A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não descaracteriza a regra imunizante. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 482.814-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. Ademais, as instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço tem por escopo tão somente cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Supremo Tribunal Federal ARE 763000 AGR / ES Min. Ayres Britto) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ABRANGÊNCIA. AUTARQUIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO ESSENCIAL E EXCLUSIVO DO ESTADO. FORNECIMENTO DE ÁGUA. ATIVIDADE REMUNERADA POR TARIFA. POSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I – A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988 alcança as autarquias e empresas públicas que prestem inequívoco serviço público. A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não descaracteriza a regra imunizante. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 482.814-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. Ademais, as instâncias ordinárias assentaram que a companhia é controlada pelo Governo do Estado do Espírito Santo e que tem por finalidade essencial os serviços de abastecimento de água e esgotos sanitários, razão pela qual as taxas cobradas a título de serviço tem por escopo tão somente cobrir os custos operacionais, sem qualquer finalidade lucrativa. Dessa forma, o acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tenho pequena divergência no de número 5 da lista. Vejamos do que se trata: imunidade recíproca, sociedade de economia mista. Realmente abriu-se exceção quanto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Agora as demais estão buscando a denominada imunidade recíproca. De início há impropriedade terminológica. Não se pode falar de imunidade recíproca, porque sociedade de economia mista não atua, ativamente, no campo tributário. Espero que jamais tenha a capacidade tributária de impor tributo! Provejo o agravo regimental. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu também nesse ponto normalmente tenho uma posição próxima à do Ministro Marco Aurélio, inclusive na questão dos Correios. É que esse é um serviço de saneamento, e aí eu considero um serviço essencial e, pela essencialidade, eu trato diferentemente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6804021. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 ESPÍRITO SANTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Tenho pequena divergência no de número 5 da lista. Vejamos do que se trata: imunidade recíproca, sociedade de economia mista. Realmente abriu-se exceção quanto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Agora as demais estão buscando a denominada imunidade recíproca. De início há impropriedade terminológica. Não se pode falar de imunidade recíproca, porque sociedade de economia mista não atua, ativamente, no campo tributário. Espero que jamais tenha a capacidade tributária de impor tributo! Provejo o agravo regimental. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Eu também nesse ponto normalmente tenho uma posição próxima à do Ministro Marco Aurélio, inclusive na questão dos Correios. É que esse é um serviço de saneamento, e aí eu considero um serviço essencial e, pela essencialidade, eu trato diferentemente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6804021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) : FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623746 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.000 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO - CESAN ADV.(A/S) : FRANCINE FAVARATO LIBERATO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623746 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763 . 000", "SÚMULA 279 / Supremo", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 763000 AGR / ES", "ARE 763000 AGR", "ARE 763000 AGR / ES", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 763000 AGR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631 . 309 - AgR", "Recurso Extraordinário 399 . 307 - 3", "ARE 763000 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 631 . 309 - AgR", "Recurso Extraordinário 399 . 307 - 3", "ARE 763000 AGR / ES AgR", "ARE 760 . 073 / ES", "ARE 759 . 190 / ES", "ARE 763000 AGR / ES AgR", "ARE 760 . 073 / ES", "ARE 759 . 190 / ES", "Recurso Extraordinário 631 . 309 - AgR", "Recurso Extraordinário 631 . 309 - AgR", "ARE 763000 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 482 . 814 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 763000 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 482 . 814 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 4 . . . do artigo 20 do Código de Processo Civil", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo 4 . . . do artigo 20 do Código de Processo Civil", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 29 ; 150 , § § 2 . . . e 3 . . . ; 173 , § 1 . . . , II e § 2 . . . , todos da Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal", "ART , 150 , § 3 . . . 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DA CONSTITUIÇÃO", "art . 150 , VI , a e § § 2 . . . e 3 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "MUNICÍPIO DE VITÓRIA", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "MUNICÍPIO DE VITÓRIA", "ESPÍRITO SANTO", 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DA PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF – HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 107107 / SP notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementar a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementar a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Haroldo Rodrigues, assim ementado: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/2006. NÃO PREENCHIMENTO DOS SEUS REQUISITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não faz jus à diminuição da pena, nos termos do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, os pacientes que se dedicam a atividades criminosas, circunstância devidamente reconhecida pela instância ordinária. 2. Ordem denegada.” 2. Os pacientes foram condenados, em primeiro grau, a 6 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes, por fatos assim descritos na denúncia: “[...] Marc Bagodou e Guy Roch Beauzy Tahi foram presos em flagrante no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, quando tentavam embarcar, em voo da empresa aérea TAP AIR PORTUGAL, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Haroldo Rodrigues, assim ementado: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/2006. NÃO PREENCHIMENTO DOS SEUS REQUISITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não faz jus à diminuição da pena, nos termos do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, os pacientes que se dedicam a atividades criminosas, circunstância devidamente reconhecida pela instância ordinária. 2. Ordem denegada.” 2. Os pacientes foram condenados, em primeiro grau, a 6 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes, por fatos assim descritos na denúncia: “[...] Marc Bagodou e Guy Roch Beauzy Tahi foram presos em flagrante no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, quando tentavam embarcar, em voo da empresa aérea TAP AIR PORTUGAL, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 107107 / SP com destino a Lisboa, transportando, dentro do aparelho digestivo, para fins de comércio ou entrega de qualquer forma a consumo de terceiros, no exterior, respectivamente, 808,8g (oitocentos e oito gramas e oito decigramas) e 874,7 (oitocentos e setenta e quatro gramas e sete decigramas) de cocaína...” 3. Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, embora entendendo incabível a incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, reduziu a reprimenda para 5 anos e 4 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado. 4. O Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido, denegou o habeas corpus especialmente por entender que a dedicação dos pacientes à atividade criminosa, comprovada pela existência de outras duas reservas aéreas para novas viagens ao Brasil em menos de um mês, impede a incidência da causa especial de diminuição da pena. 5. A Defensoria Pública da União reitera a alegação de que os pacientes fazem jus à causa especial do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, no seu patamar máximo (2/3). Argumenta que “não estariam os pacientes inseridos na organização criminosa, mas tão somente sendo usados por esta, merecendo a especial proteção que a legislação brasileira quis dar para os arregimentados pelo tráfico”. 6. Com essa argumentação, a defesa postula a concessão da ordem para que se aplique a referida minorante do tráfico na fração de 2/3. De consequência, requer o deferimento da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento da ordem, em parecer do Dr. Edson Oliveira de Almeida. 8. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP com destino a Lisboa, transportando, dentro do aparelho digestivo, para fins de comércio ou entrega de qualquer forma a consumo de terceiros, no exterior, respectivamente, 808,8g (oitocentos e oito gramas e oito decigramas) e 874,7 (oitocentos e setenta e quatro gramas e sete decigramas) de cocaína...” 3. Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, embora entendendo incabível a incidência da minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, reduziu a reprimenda para 5 anos e 4 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado. 4. O Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido, denegou o habeas corpus especialmente por entender que a dedicação dos pacientes à atividade criminosa, comprovada pela existência de outras duas reservas aéreas para novas viagens ao Brasil em menos de um mês, impede a incidência da causa especial de diminuição da pena. 5. A Defensoria Pública da União reitera a alegação de que os pacientes fazem jus à causa especial do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, no seu patamar máximo (2/3). Argumenta que “não estariam os pacientes inseridos na organização criminosa, mas tão somente sendo usados por esta, merecendo a especial proteção que a legislação brasileira quis dar para os arregimentados pelo tráfico”. 6. Com essa argumentação, a defesa postula a concessão da ordem para que se aplique a referida minorante do tráfico na fração de 2/3. De consequência, requer o deferimento da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento da ordem, em parecer do Dr. Edson Oliveira de Almeida. 8. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário constitucional. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. Sem prejuízo desse encaminhamento, passo a examinar a eventual possibilidade de concessão da ordem de ofício. 3. Inicialmente, lembro que a via processualmente restrita do habeas corpus não é apropriada para o revolvimento de fatos e provas, de modo a verificar se o acusado preenche, ou não, os requisitos descritos no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20061. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA 1 “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. […] § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário constitucional. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. Sem prejuízo desse encaminhamento, passo a examinar a eventual possibilidade de concessão da ordem de ofício. 3. Inicialmente, lembro que a via processualmente restrita do habeas corpus não é apropriada para o revolvimento de fatos e provas, de modo a verificar se o acusado preenche, ou não, os requisitos descritos no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20061. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA 1 “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. […] § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP PENA. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. ORDEM DENEGADA. 1. A apreciação da incidência ou não, no caso, da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.358, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “(...) 1. A não aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de um conjunto probatório apto a afastar a configuração de alguma das hipóteses descritas no preceito legal (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. 2. No caso, as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente se dedicaria à atividades criminosas, em especial à prática do crime de tráfico de drogas. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias. (...)” (HC 111.607, Rel. Min. Teori Zavascki) “(...) 3. A causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 4. A análise da dedicação, ou não, do agente com atividade criminosa demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do habeas corpus. Precedentes: RHC 105.150, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Red. p/ o acórdão Min. Joaquim Barbosa, DJe de 06.08.12; RHC 107.860, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP PENA. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. ORDEM DENEGADA. 1. A apreciação da incidência ou não, no caso, da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.358, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “(...) 1. A não aplicação da causa de diminuição da pena do § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de um conjunto probatório apto a afastar a configuração de alguma das hipóteses descritas no preceito legal (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. 2. No caso, as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente se dedicaria à atividades criminosas, em especial à prática do crime de tráfico de drogas. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias. (...)” (HC 111.607, Rel. Min. Teori Zavascki) “(...) 3. A causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 4. A análise da dedicação, ou não, do agente com atividade criminosa demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do habeas corpus. Precedentes: RHC 105.150, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Red. p/ o acórdão Min. Joaquim Barbosa, DJe de 06.08.12; RHC 107.860, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP Primeira Turma, Rel. a Min. Rosa Weber, DJe de 25.09.12. (…).” (HC 116.961, Rel. Min. Luiz Fux) 4. No caso de que se trata, para além de observar que os pacientes (naturais da Costa do Marfim) foram presos em flagrante com mais de 1,5 Kg de cocaína, ao tentarem embarcar em um vôo internacional, as instâncias de origem foram convergentes no sentido de que foi comprovada a dedicação dos acusados à prática criminosa. Vejam- se, a propósito, os fundamentos do acórdão da apelação que me parecem inviabilizar a concessão da minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006: “(...) Quanto à causa de diminuição prevista no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, o MM. Juiz de primeiro grau entendeu pela não incidência. Segundo Sua Excelência, os autos revelam a existência de duas reservas, uma para cada um dos réus, junto à empresa aérea TAP, referentes a novas viagens que empreenderiam ao Brasil em menos de um mês. Essa circunstância, somadas às dificuldades financeiras que ambos os apelantes afirmam enfrentar, demonstra que eles já se haviam decidido a dedicar-se ao tráfico, não fazendo jus à benesse em questão, reservada para quem reúna, de modo inquestionável, todos os requisitos previstos na lei...” 5. Por outro lado, a ordem deve ser concedida de ofício no tocante ao regime inicial para o cumprimento da reprimenda. É que o § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90 foi o único fundamento adotado pelas instâncias de origem para justificar a fixação do regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade. Entendimento que contraria a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, assim ementado: “Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes. Crime 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP Primeira Turma, Rel. a Min. Rosa Weber, DJe de 25.09.12. (…).” (HC 116.961, Rel. Min. Luiz Fux) 4. No caso de que se trata, para além de observar que os pacientes (naturais da Costa do Marfim) foram presos em flagrante com mais de 1,5 Kg de cocaína, ao tentarem embarcar em um vôo internacional, as instâncias de origem foram convergentes no sentido de que foi comprovada a dedicação dos acusados à prática criminosa. Vejam- se, a propósito, os fundamentos do acórdão da apelação que me parecem inviabilizar a concessão da minorante do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006: “(...) Quanto à causa de diminuição prevista no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, o MM. Juiz de primeiro grau entendeu pela não incidência. Segundo Sua Excelência, os autos revelam a existência de duas reservas, uma para cada um dos réus, junto à empresa aérea TAP, referentes a novas viagens que empreenderiam ao Brasil em menos de um mês. Essa circunstância, somadas às dificuldades financeiras que ambos os apelantes afirmam enfrentar, demonstra que eles já se haviam decidido a dedicar-se ao tráfico, não fazendo jus à benesse em questão, reservada para quem reúna, de modo inquestionável, todos os requisitos previstos na lei...” 5. Por outro lado, a ordem deve ser concedida de ofício no tocante ao regime inicial para o cumprimento da reprimenda. É que o § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90 foi o único fundamento adotado pelas instâncias de origem para justificar a fixação do regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade. Entendimento que contraria a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, assim ementado: “Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes. Crime 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP praticado durante a vigência da Lei nº 11.464/07. Pena inferior a 8 anos de reclusão. Obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5º da CF/88). Fundamentação necessária (CP, art. 33, § 3º, c/c o art. 59). Possibilidade de fixação, no caso em exame, do regime semiaberto para o início de cumprimento da pena privativa de liberdade. Ordem concedida. 1. Verifica-se que o delito foi praticado em 10/10/09, já na vigência da Lei nº 11.464/07, a qual instituiu a obrigatoriedade da imposição do regime inicialmente fechado aos crimes hediondos e assemelhados. 2. Se a Constituição Federal menciona que a lei regulará a individualização da pena, é natural que ela exista. Do mesmo modo, os critérios para a fixação do regime prisional inicial devem-se harmonizar com as garantias constitucionais, sendo necessário exigir-se sempre a fundamentação do regime imposto, ainda que se trate de crime hediondo ou equiparado. 3. Na situação em análise, em que o paciente, condenado a cumprir pena de seis (6) anos de reclusão, ostenta circunstâncias subjetivas favoráveis, o regime prisional, à luz do art. 33, § 2º, alínea b, deve ser o semiaberto. 4. Tais circunstâncias não elidem a possibilidade de o magistrado, em eventual apreciação das condições subjetivas desfavoráveis, vir a estabelecer regime prisional mais severo, desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade de maior rigor da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do § 3º do art. 33, c/c o art. 59, do Código Penal. 5. Ordem concedida tão somente para remover o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determina que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex nunc, da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP praticado durante a vigência da Lei nº 11.464/07. Pena inferior a 8 anos de reclusão. Obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5º da CF/88). Fundamentação necessária (CP, art. 33, § 3º, c/c o art. 59). Possibilidade de fixação, no caso em exame, do regime semiaberto para o início de cumprimento da pena privativa de liberdade. Ordem concedida. 1. Verifica-se que o delito foi praticado em 10/10/09, já na vigência da Lei nº 11.464/07, a qual instituiu a obrigatoriedade da imposição do regime inicialmente fechado aos crimes hediondos e assemelhados. 2. Se a Constituição Federal menciona que a lei regulará a individualização da pena, é natural que ela exista. Do mesmo modo, os critérios para a fixação do regime prisional inicial devem-se harmonizar com as garantias constitucionais, sendo necessário exigir-se sempre a fundamentação do regime imposto, ainda que se trate de crime hediondo ou equiparado. 3. Na situação em análise, em que o paciente, condenado a cumprir pena de seis (6) anos de reclusão, ostenta circunstâncias subjetivas favoráveis, o regime prisional, à luz do art. 33, § 2º, alínea b, deve ser o semiaberto. 4. Tais circunstâncias não elidem a possibilidade de o magistrado, em eventual apreciação das condições subjetivas desfavoráveis, vir a estabelecer regime prisional mais severo, desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade de maior rigor da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do § 3º do art. 33, c/c o art. 59, do Código Penal. 5. Ordem concedida tão somente para remover o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determina que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex nunc, da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP equiparado.” 6. Diante do exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Todavia, concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o juízo de origem examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. 7. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP equiparado.” 6. Diante do exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Todavia, concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o juízo de origem examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. 7. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração. Quanto ao regime de cumprimento, a pena-base foi fixada acima do mínimo previsto para o tipo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Foi, mas abaixo de oito anos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Então, consideradas as circunstâncias judiciais negativas, e levando em conta o § 3º do artigo 33 do Código Penal, não implemento a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644492. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração. Quanto ao regime de cumprimento, a pena-base foi fixada acima do mínimo previsto para o tipo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Foi, mas abaixo de oito anos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Então, consideradas as circunstâncias judiciais negativas, e levando em conta o § 3º do artigo 33 do Código Penal, não implemento a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.107 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : MARC BOGODOU PACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606298 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.107 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : MARC BOGODOU PACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6704274
2014-08-19T00:00:00
2014-09-11T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DA PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF – HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal.
sjur276076
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUTIVO, RHC) HC 109956 (1ªT). (HC, FATOS, PROVAS) HC 111607 (2ªT), HC 116961 (1ªT), HC 119358 (2ªT). (REGIME INICIAL FECHADO OBRIGATÓRIO) HC 111840 (TP). Número de páginas: 11. Análise: 25/09/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
107107
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 107107
[ "" ]
PACTE.(S) : MARC BOGODOU PACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DA PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal – HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 107107 / SP notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementar a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementar a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Haroldo Rodrigues, assim ementado: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/2006. NÃO PREENCHIMENTO DOS SEUS REQUISITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não faz jus à diminuição da pena, nos termos do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, os pacientes que se dedicam a atividades criminosas, circunstância devidamente reconhecida pela instância ordinária. 2. Ordem denegada.” 2. Os pacientes foram condenados, em primeiro grau, a 6 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes, por fatos assim descritos na denúncia: “[...] Marc Bagodou e Guy Roch Beauzy Tahi foram presos em flagrante no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, quando tentavam embarcar, em voo da empresa aérea TAP AIR PORTUGAL, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :MARC BOGODOU PACTE.(S) :GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Haroldo Rodrigues, assim ementado: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI n 11.343/2006. NÃO PREENCHIMENTO DOS SEUS REQUISITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Não faz jus à diminuição da pena, nos termos do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, os pacientes que se dedicam a atividades criminosas, circunstância devidamente reconhecida pela instância ordinária. 2. Ordem denegada.” 2. Os pacientes foram condenados, em primeiro grau, a 6 anos e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes, por fatos assim descritos na denúncia: “[...] Marc Bagodou e Guy Roch Beauzy Tahi foram presos em flagrante no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, quando tentavam embarcar, em voo da empresa aérea TAP AIR PORTUGAL, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 107107 / SP com destino a Lisboa, transportando, dentro do aparelho digestivo, para fins de comércio ou entrega de qualquer forma a consumo de terceiros, no exterior, respectivamente, 808,8g (oitocentos e oito gramas e oito decigramas) e 874,7 (oitocentos e setenta e quatro gramas e sete decigramas) de cocaína...” 3. Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região, embora entendendo incabível a incidência da minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, reduziu a reprimenda para 5 anos e 4 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado. 4. O Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido, denegou o habeas corpus especialmente por entender que a dedicação dos pacientes à atividade criminosa, comprovada pela existência de outras duas reservas aéreas para novas viagens ao Brasil em menos de um mês, impede a incidência da causa especial de diminuição da pena. 5. A Defensoria Pública da União reitera a alegação de que os pacientes fazem jus à causa especial do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, no seu patamar máximo (2/3). Argumenta que “não estariam os pacientes inseridos na organização criminosa, mas tão somente sendo usados por esta, merecendo a especial proteção que a legislação brasileira quis dar para os arregimentados pelo tráfico”. 6. Com essa argumentação, a defesa postula a concessão da ordem para que se aplique a referida minorante do tráfico na fração de 2/3. De consequência, requer o deferimento da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento da ordem, em parecer do Dr. Edson Oliveira de Almeida. 8. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP com destino a Lisboa, transportando, dentro do aparelho digestivo, para fins de comércio ou entrega de qualquer forma a consumo de terceiros, no exterior, respectivamente, 808,8g (oitocentos e oito gramas e oito decigramas) e 874,7 (oitocentos e setenta e quatro gramas e sete decigramas) de cocaína...” 3. Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região, embora entendendo incabível a incidência da minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, reduziu a reprimenda para 5 anos e 4 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado. 4. O Superior Tribunal de Justiça, conforme já referido, denegou o habeas corpus especialmente por entender que a dedicação dos pacientes à atividade criminosa, comprovada pela existência de outras duas reservas aéreas para novas viagens ao Brasil em menos de um mês, impede a incidência da causa especial de diminuição da pena. 5. A Defensoria Pública da União reitera a alegação de que os pacientes fazem jus à causa especial do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, no seu patamar máximo (2/3). Argumenta que “não estariam os pacientes inseridos na organização criminosa, mas tão somente sendo usados por esta, merecendo a especial proteção que a legislação brasileira quis dar para os arregimentados pelo tráfico”. 6. Com essa argumentação, a defesa postula a concessão da ordem para que se aplique a referida minorante do tráfico na fração de 2/3. De consequência, requer o deferimento da substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. 7. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento da ordem, em parecer do Dr. Edson Oliveira de Almeida. 8. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário constitucional. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. Sem prejuízo desse encaminhamento, passo a examinar a eventual possibilidade de concessão da ordem de ofício. 3. Inicialmente, lembro que a via processualmente restrita do habeas corpus não é apropriada para o revolvimento de fatos e provas, de modo a verificar se o acusado preenche, ou não, os requisitos descritos no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20061. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA 1 “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. […] § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo do recurso ordinário constitucional. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. Sem prejuízo desse encaminhamento, passo a examinar a eventual possibilidade de concessão da ordem de ofício. 3. Inicialmente, lembro que a via processualmente restrita do habeas corpus não é apropriada para o revolvimento de fatos e provas, de modo a verificar se o acusado preenche, ou não, os requisitos descritos no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20061. Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA 1 “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. […] § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP PENA. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. ORDEM DENEGADA. 1. A apreciação da incidência ou não, no caso, da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.358, Rel. Min. Cármen Lúcia) “(...) 1. A não aplicação da causa de diminuição da pena do § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de um conjunto probatório apto a afastar a configuração de alguma das hipóteses descritas no preceito legal (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. 2. No caso, as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente se dedicaria à atividades criminosas, em especial à prática do crime de tráfico de drogas. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias. (...)” (HC 111.607, Rel. Min. Teori Zavascki) “(...) 3. A causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 4. A análise da dedicação, ou não, do agente com atividade criminosa demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do habeas corpus. Precedentes: RHC 105.150, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Red. p/ o acórdão Min. Joaquim Barbosa, DJe de 06.08.12; RHC 107.860, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP PENA. CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. ORDEM DENEGADA. 1. A apreciação da incidência ou não, no caso, da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.358, Rel. Min. Cármen Lúcia) “(...) 1. A não aplicação da causa de diminuição da pena do § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de um conjunto probatório apto a afastar a configuração de alguma das hipóteses descritas no preceito legal (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. 2. No caso, as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente se dedicaria à atividades criminosas, em especial à prática do crime de tráfico de drogas. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus para o revolvimento do conjunto fático-probatório, a fim de reexaminar o que decidido pelas instâncias ordinárias. (...)” (HC 111.607, Rel. Min. Teori Zavascki) “(...) 3. A causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 4. A análise da dedicação, ou não, do agente com atividade criminosa demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do habeas corpus. Precedentes: RHC 105.150, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Red. p/ o acórdão Min. Joaquim Barbosa, DJe de 06.08.12; RHC 107.860, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP Primeira Turma, Rel. a Min. Rosa Weber, DJe de 25.09.12. (…).” (HC 116.961, Rel. Min. Luiz Fux) 4. No caso de que se trata, para além de observar que os pacientes (naturais da Costa do Marfim) foram presos em flagrante com mais de 1,5 Kg de cocaína, ao tentarem embarcar em um vôo internacional, as instâncias de origem foram convergentes no sentido de que foi comprovada a dedicação dos acusados à prática criminosa. Vejam- se, a propósito, os fundamentos do acórdão da apelação que me parecem inviabilizar a concessão da minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006: “(...) Quanto à causa de diminuição prevista no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, o MM. Juiz de primeiro grau entendeu pela não incidência. Segundo Sua Excelência, os autos revelam a existência de duas reservas, uma para cada um dos réus, junto à empresa aérea TAP, referentes a novas viagens que empreenderiam ao Brasil em menos de um mês. Essa circunstância, somadas às dificuldades financeiras que ambos os apelantes afirmam enfrentar, demonstra que eles já se haviam decidido a dedicar-se ao tráfico, não fazendo jus à benesse em questão, reservada para quem reúna, de modo inquestionável, todos os requisitos previstos na lei...” 5. Por outro lado, a ordem deve ser concedida de ofício no tocante ao regime inicial para o cumprimento da reprimenda. É que o § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90 foi o único fundamento adotado pelas instâncias de origem para justificar a fixação do regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade. Entendimento que contraria a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, assim ementado: “Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes. Crime 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP Primeira Turma, Rel. a Min. Rosa Weber, DJe de 25.09.12. (…).” (HC 116.961, Rel. Min. Luiz Fux) 4. No caso de que se trata, para além de observar que os pacientes (naturais da Costa do Marfim) foram presos em flagrante com mais de 1,5 Kg de cocaína, ao tentarem embarcar em um vôo internacional, as instâncias de origem foram convergentes no sentido de que foi comprovada a dedicação dos acusados à prática criminosa. Vejam- se, a propósito, os fundamentos do acórdão da apelação que me parecem inviabilizar a concessão da minorante do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006: “(...) Quanto à causa de diminuição prevista no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006, o MM. Juiz de primeiro grau entendeu pela não incidência. Segundo Sua Excelência, os autos revelam a existência de duas reservas, uma para cada um dos réus, junto à empresa aérea TAP, referentes a novas viagens que empreenderiam ao Brasil em menos de um mês. Essa circunstância, somadas às dificuldades financeiras que ambos os apelantes afirmam enfrentar, demonstra que eles já se haviam decidido a dedicar-se ao tráfico, não fazendo jus à benesse em questão, reservada para quem reúna, de modo inquestionável, todos os requisitos previstos na lei...” 5. Por outro lado, a ordem deve ser concedida de ofício no tocante ao regime inicial para o cumprimento da reprimenda. É que o § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90 foi o único fundamento adotado pelas instâncias de origem para justificar a fixação do regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade. Entendimento que contraria a orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli, assim ementado: “Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes. Crime 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP praticado durante a vigência da Lei n 11.464/07. Pena inferior a 8 anos de reclusão. Obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). Fundamentação necessária (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3..., c/c o art. 59). Possibilidade de fixação, no caso em exame, do regime semiaberto para o início de cumprimento da pena privativa de liberdade. Ordem concedida. 1. Verifica-se que o delito foi praticado em 10/10/09, já na vigência da Lei n 11.464/07, a qual instituiu a obrigatoriedade da imposição do regime inicialmente fechado aos crimes hediondos e assemelhados. 2. Se a Constituição Federal menciona que a lei regulará a individualização da pena, é natural que ela exista. Do mesmo modo, os critérios para a fixação do regime prisional inicial devem-se harmonizar com as garantias constitucionais, sendo necessário exigir-se sempre a fundamentação do regime imposto, ainda que se trate de crime hediondo ou equiparado. 3. Na situação em análise, em que o paciente, condenado a cumprir pena de seis (6) anos de reclusão, ostenta circunstâncias subjetivas favoráveis, o regime prisional, à luz do art. 33, § 2..., alínea b, deve ser o semiaberto. 4. Tais circunstâncias não elidem a possibilidade de o magistrado, em eventual apreciação das condições subjetivas desfavoráveis, vir a estabelecer regime prisional mais severo, desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade de maior rigor da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do § 3... do art. 33, c/c o art. 59, do Código Penal. 5. Ordem concedida tão somente para remover o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determina que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex nunc, da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP praticado durante a vigência da Lei n 11.464/07. Pena inferior a 8 anos de reclusão. Obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). Fundamentação necessária (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3..., c/c o art. 59). Possibilidade de fixação, no caso em exame, do regime semiaberto para o início de cumprimento da pena privativa de liberdade. Ordem concedida. 1. Verifica-se que o delito foi praticado em 10/10/09, já na vigência da Lei n 11.464/07, a qual instituiu a obrigatoriedade da imposição do regime inicialmente fechado aos crimes hediondos e assemelhados. 2. Se a Constituição Federal menciona que a lei regulará a individualização da pena, é natural que ela exista. Do mesmo modo, os critérios para a fixação do regime prisional inicial devem-se harmonizar com as garantias constitucionais, sendo necessário exigir-se sempre a fundamentação do regime imposto, ainda que se trate de crime hediondo ou equiparado. 3. Na situação em análise, em que o paciente, condenado a cumprir pena de seis (6) anos de reclusão, ostenta circunstâncias subjetivas favoráveis, o regime prisional, à luz do art. 33, § 2..., alínea b, deve ser o semiaberto. 4. Tais circunstâncias não elidem a possibilidade de o magistrado, em eventual apreciação das condições subjetivas desfavoráveis, vir a estabelecer regime prisional mais severo, desde que o faça em razão de elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade de maior rigor da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do § 3... do art. 33, c/c o art. 59, do Código Penal. 5. Ordem concedida tão somente para remover o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determina que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito ex nunc, da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107107 / SP equiparado.” 6. Diante do exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Todavia, concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o juízo de origem examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. 7. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Supremo Tribunal Federal HC 107107 / SP equiparado.” 6. Diante do exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Todavia, concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o juízo de origem examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal. 7. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração. Quanto ao regime de cumprimento, a pena-base foi fixada acima do mínimo previsto para o tipo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Foi, mas abaixo de oito anos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Então, consideradas as circunstâncias judiciais negativas, e levando em conta o § 3... do artigo 33 do Código Penal, não implemento a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644492. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração. Quanto ao regime de cumprimento, a pena-base foi fixada acima do mínimo previsto para o tipo? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Foi, mas abaixo de oito anos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Então, consideradas as circunstâncias judiciais negativas, e levando em conta o § 3... do artigo 33 do Código Penal, não implemento a ordem de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.107 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : MARC BOGODOU PACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606298 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.107 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : MARC BOGODOU PACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou a ordem, de ofício, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6606298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 107 . 107", "HC 111 . 840", "HC 107107 / SP", "HC 107107 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 107 SÃO", "HABEAS CORPUS 107 . 107 SÃO", "HC 107107 / SP", "HC 107107 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 107", "HC 109 . 956 / PR", "HABEAS CORPUS 107 . 107 SÃO", "HC 109 . 956 / PR", "HC 107107 / SP", "HC 119 . 358", "HC 111 . 607", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 107107 / SP", "HC 119 . 358", "HC 111 . 607", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 107107 / SP", "HC 116 . 961", "HC 111 . 840", "HC 107107 / SP", "HC 116 . 961", "HC 111 . 840", "HC 107107 / SP", "HC 107107 / SP", "HC 107107 / SP", "HC 107107 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 107", "HABEAS CORPUS 107 . 107", "HABEAS CORPUS 107 . 107", "HABEAS CORPUS 107 . 107" ], "LEGISLACAO": [ "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90", "art . 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11", ".", "343", "/", "2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 20061", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 20061", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA", "LEI 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "§ 4 .", "art . 33 , da Lei 11 . 343 / 06", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "§ 4 . . . , do art . 33 , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 464 / 07", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "inciso XLVI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 3 . . . ,", "Lei n 11 . 464 / 07", "Constituição Federal", "§", "§", "Lei n 11 . 464 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 464 / 07", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90", "inciso XLVI do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código Penal Brasileiro , 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BOGODOU", "GUY ROCH BEAUZY THAI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARC BOGODOU", "GUY ROCH", "BEAUZY THAI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "05", ".", "12", "06", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "05", ".", "12", 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 4.465-MC/DF. AUSÊNCIA MANIFESTA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE OS FUNDAMENTOS DO ATO RECLAMADO E O QUE FOI EFETIVAMENTE DECIDIDO NO JULGADO APONTADO COMO PARADIGMA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato decisório reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida por esta Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 15650 AGR / DF agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento de reclamação ajuizada pelo Município de Álvares Machado/SP contra decisão proferida pelo Desembargador Coordenador da Diretoria de Execuções de Precatórios e Cálculos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão 8.153/10. O agravante manejou esta reclamação sustentando, em suma, ter sido intimado pelo Departamento de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do Ofício EP 660, de 11/3/2013, a fim de que fossem complementados depósitos do Regime Especial Anual de pagamento de precatórios referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012. Em 14/5/2013, neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre os fundamentos do ato reclamado e aqueles constantes da decisão proferida na ADI 4.465- MC/DF. Esclareci, naquela assentada, que, no caso dos autos, não houve afronta ao que decidido na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento de reclamação ajuizada pelo Município de Álvares Machado/SP contra decisão proferida pelo Desembargador Coordenador da Diretoria de Execuções de Precatórios e Cálculos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão 8.153/10. O agravante manejou esta reclamação sustentando, em suma, ter sido intimado pelo Departamento de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do Ofício EP 660, de 11/3/2013, a fim de que fossem complementados depósitos do Regime Especial Anual de pagamento de precatórios referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012. Em 14/5/2013, neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre os fundamentos do ato reclamado e aqueles constantes da decisão proferida na ADI 4.465- MC/DF. Esclareci, naquela assentada, que, no caso dos autos, não houve afronta ao que decidido na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 15650 AGR / DF reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Irresignado, o agravante interpôs este agravo regimental, sustentando que, “Como bem demonstrado, o DEPRE vinculou, como critérios para cálculo da mora, o valor da parcela anual a média dos Orçamentos 2009 e 2010, critério similar àquele rechaçado pela decisão cautelar exarada na ADI 4.465-MC/DF” (pág. 1 do documento eletrônico 7). Alega, ademais, que “a identidade fática entre o ato reclamado e a decisão proferida no ADI 4.465/MC-DF está caracterizada pela edição, por parte do Tribunal de Justiça Paulista, da Ordem de Serviço 003/2010, ato jurídico impróprio tendo em vista a incompetência do citado órgão para regulamentação da EC 62/2009, definindo critério similar àquele estabelecido pelo artigo 22 da Resolução 115/2010-CNJ”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. RESOLUÇÃO 115/2010 DO CNJ. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. DESPROVIMENTO. 1. Alegada ofensa à decisão dessa Corte Suprema na ADI 4.465/DF, na qual consignado não ter o Conselho Nacional de Justiça competência para regulamentar a sistemática de pagamento de precatórios disciplinada na Emenda Constitucional 62/2009. 2. Ausência de identidade material entre o julgado do STF e a decisão reclamada. 3. Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Irresignado, o agravante interpôs este agravo regimental, sustentando que, “Como bem demonstrado, o DEPRE vinculou, como critérios para cálculo da mora, o valor da parcela anual a média dos Orçamentos 2009 e 2010, critério similar àquele rechaçado pela decisão cautelar exarada na ADI 4.465-MC/DF” (pág. 1 do documento eletrônico 7). Alega, ademais, que “a identidade fática entre o ato reclamado e a decisão proferida no ADI 4.465/MC-DF está caracterizada pela edição, por parte do Tribunal de Justiça Paulista, da Ordem de Serviço 003/2010, ato jurídico impróprio tendo em vista a incompetência do citado órgão para regulamentação da EC 62/2009, definindo critério similar àquele estabelecido pelo artigo 22 da Resolução 115/2010-CNJ”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. RESOLUÇÃO 115/2010 DO CNJ. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. DESPROVIMENTO. 1. Alegada ofensa à decisão dessa Corte Suprema na ADI 4.465/DF, na qual consignado não ter o Conselho Nacional de Justiça competência para regulamentar a sistemática de pagamento de precatórios disciplinada na Emenda Constitucional 62/2009. 2. Ausência de identidade material entre o julgado do STF e a decisão reclamada. 3. Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 15650 AGR / DF Requer, por fim, o provimento do agravo para que esta reclamação tenha regular prosseguimento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF Requer, por fim, o provimento do agravo para que esta reclamação tenha regular prosseguimento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Conforme asseverado, o julgado apontado como paradigma não enfrentou a questão especificamente examinada nos autos, consubstanciada na intimação do Município reclamante para complementar depósitos do regime anual de pagamento de precatórios, uma vez que o ato reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Com efeito, ao decidir monocraticamente pela concessão da medida liminar na ADI 4.465-MC/DF, o Relator, Min. Marco Aurélio, assim consignou: “Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda nº 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução nº 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional nº 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Conforme asseverado, o julgado apontado como paradigma não enfrentou a questão especificamente examinada nos autos, consubstanciada na intimação do Município reclamante para complementar depósitos do regime anual de pagamento de precatórios, uma vez que o ato reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Com efeito, ao decidir monocraticamente pela concessão da medida liminar na ADI 4.465-MC/DF, o Relator, Min. Marco Aurélio, assim consignou: “Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda nº 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução nº 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional nº 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução nº 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário” (grifei). O ato reclamado, por seu turno, assim determinou: “Em razão do despacho que proferi no processo em epígrafe, transmito a Vossa Excelência a inclusa documentação, para conhecimento e providências até 30/4/2013, sob pena de, no caso de manutenção da inadimplência ou injustificável recusa, se proceder aos trâmites legais para o sequestro de rendas públicas e bloqueio de verbas, na forma do determinado no § 10 e incisos do art. 97 do ADCT (com redação pela Emenda Constitucional nº 62/2009), além das implicações constantes dos arts. 3º, § 1º; 26; 33 e parágrafos 1º a 5º; 34 e parágrafos 1º e 2º, todos da Resolução nº 115/2010 com alterações pela Resolução nº 123/2010, ambas do Conselho Nacional de Justiça”. O Serviço de Gestões das Dívidas, Conciliações e Rateios do Depósitos, unidade da Diretoria de Execução de Precatórios e Cálculos do TJSP (DEPRE), ao prestar a Informação 119/2013, constante do Processo Geral de Gestão 8.153/10, assim justificou os cálculos efetuados: “8. Em cumprimento ao r. despacho de fl. 268, procedemos ao recálculo, para considerar como importância mínima a ser depositada, a média dos Orçamentos de 2009 e 2010, que não pode ser inferior 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução nº 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário” (grifei). O ato reclamado, por seu turno, assim determinou: “Em razão do despacho que proferi no processo em epígrafe, transmito a Vossa Excelência a inclusa documentação, para conhecimento e providências até 30/4/2013, sob pena de, no caso de manutenção da inadimplência ou injustificável recusa, se proceder aos trâmites legais para o sequestro de rendas públicas e bloqueio de verbas, na forma do determinado no § 10 e incisos do art. 97 do ADCT (com redação pela Emenda Constitucional nº 62/2009), além das implicações constantes dos arts. 3º, § 1º; 26; 33 e parágrafos 1º a 5º; 34 e parágrafos 1º e 2º, todos da Resolução nº 115/2010 com alterações pela Resolução nº 123/2010, ambas do Conselho Nacional de Justiça”. O Serviço de Gestões das Dívidas, Conciliações e Rateios do Depósitos, unidade da Diretoria de Execução de Precatórios e Cálculos do TJSP (DEPRE), ao prestar a Informação 119/2013, constante do Processo Geral de Gestão 8.153/10, assim justificou os cálculos efetuados: “8. Em cumprimento ao r. despacho de fl. 268, procedemos ao recálculo, para considerar como importância mínima a ser depositada, a média dos Orçamentos de 2009 e 2010, que não pode ser inferior 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF a 1% da Receita Corrente Líquida – RCL, estabelecida na EC 62/2009 (…) (…) 10. Para a apuração da importância a ser depositada, elaboramos à fl. 296, a média dos orçamentos de 2009 e 2010, que resultou no valor de R$ 50.061,02, que corresponde em 31/12/210, a apenas 0,15% da RCL, entretanto, a EC 62/09 determina em 1% da RCL o valor mínimo a ser depositado, que corresponde a R$ 327.222,36, em dezembro de 2010 (1% da RCL de outubro/2010), bem como das demais parcelas referentes ao Regime Anual, encerrando a dívida em 3 anos” (grifos meus). Como se observa, não houve afronta ao que decidido em sede cautelar na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato impugnado não aplicou, especificamente, o comando previsto no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Convém ressaltar, nos termos do parecer da Procuradoria Geral da República, que, “em que pese a alegação de que a decisão atacada se utilizou de critério similar ao do aludido dispositivo legal, o reclamante não comprovou em nenhum momento ter a autoridade reclamada regulamentado indevidamente a Emenda Constitucional nº 62/2009 ou criado sistemática de pagamento de precatórios distinta da estabelecida no texto constitucional”. Vale salientar, por fim, o que restou consignado por esta Corte por ocasião do julgamento da Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. Celso de Mello: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF a 1% da Receita Corrente Líquida – RCL, estabelecida na EC 62/2009 (…) (…) 10. Para a apuração da importância a ser depositada, elaboramos à fl. 296, a média dos orçamentos de 2009 e 2010, que resultou no valor de R$ 50.061,02, que corresponde em 31/12/210, a apenas 0,15% da RCL, entretanto, a EC 62/09 determina em 1% da RCL o valor mínimo a ser depositado, que corresponde a R$ 327.222,36, em dezembro de 2010 (1% da RCL de outubro/2010), bem como das demais parcelas referentes ao Regime Anual, encerrando a dívida em 3 anos” (grifos meus). Como se observa, não houve afronta ao que decidido em sede cautelar na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato impugnado não aplicou, especificamente, o comando previsto no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Convém ressaltar, nos termos do parecer da Procuradoria Geral da República, que, “em que pese a alegação de que a decisão atacada se utilizou de critério similar ao do aludido dispositivo legal, o reclamante não comprovou em nenhum momento ter a autoridade reclamada regulamentado indevidamente a Emenda Constitucional nº 62/2009 ou criado sistemática de pagamento de precatórios distinta da estabelecida no texto constitucional”. Vale salientar, por fim, o que restou consignado por esta Corte por ocasião do julgamento da Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. Celso de Mello: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (grifos meus). Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (grifos meus). Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564014 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564014 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6595583
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 4.465-MC/DF. AUSÊNCIA MANIFESTA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE OS FUNDAMENTOS DO ATO RECLAMADO E O QUE FOI EFETIVAMENTE DECIDIDO NO JULGADO APONTADO COMO PARADIGMA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato decisório reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida por esta Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274489
Número de páginas: 10. Análise: 03/09/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
15650
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 15650 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA ADI 4.465-MC/DF. AUSÊNCIA MANIFESTA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE OS FUNDAMENTOS DO ATO RECLAMADO E O QUE FOI EFETIVAMENTE DECIDIDO NO JULGADO APONTADO COMO PARADIGMA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato decisório reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida por esta Corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, Rel. Min. Marco Aurélio. II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 15650 AGR / DF agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento de reclamação ajuizada pelo Município de Álvares Machado/SP contra decisão proferida pelo Desembargador Coordenador da Diretoria de Execuções de Precatórios e Cálculos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão 8.153/10. O agravante manejou esta reclamação sustentando, em suma, ter sido intimado pelo Departamento de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do Ofício EP 660, de 11/3/2013, a fim de que fossem complementados depósitos do Regime Especial Anual de pagamento de precatórios referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012. Em 14/5/2013, neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre os fundamentos do ato reclamado e aqueles constantes da decisão proferida na ADI 4.465- MC/DF. Esclareci, naquela assentada, que, no caso dos autos, não houve afronta ao que decidido na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) :ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento de reclamação ajuizada pelo Município de Álvares Machado/SP contra decisão proferida pelo Desembargador Coordenador da Diretoria de Execuções de Precatórios e Cálculos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão 8.153/10. O agravante manejou esta reclamação sustentando, em suma, ter sido intimado pelo Departamento de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do Ofício EP 660, de 11/3/2013, a fim de que fossem complementados depósitos do Regime Especial Anual de pagamento de precatórios referentes aos anos de 2010, 2011 e 2012. Em 14/5/2013, neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre os fundamentos do ato reclamado e aqueles constantes da decisão proferida na ADI 4.465- MC/DF. Esclareci, naquela assentada, que, no caso dos autos, não houve afronta ao que decidido na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 15650 AGR / DF reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Irresignado, o agravante interpôs este agravo regimental, sustentando que, “Como bem demonstrado, o DEPRE vinculou, como critérios para cálculo da mora, o valor da parcela anual a média dos Orçamentos 2009 e 2010, critério similar àquele rechaçado pela decisão cautelar exarada na ADI 4.465-MC/DF” (pág. 1 do documento eletrônico 7). Alega, ademais, que “a identidade fática entre o ato reclamado e a decisão proferida no ADI 4.465/MC-DF está caracterizada pela edição, por parte do Tribunal de Justiça Paulista, da Ordem de Serviço 003/2010, ato jurídico impróprio tendo em vista a incompetência do citado órgão para regulamentação da EC 62/2009, definindo critério similar àquele estabelecido pelo artigo 22 da Resolução 115/2010-CNJ”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. RESOLUÇÃO 115/2010 DO CNJ. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. DESPROVIMENTO. 1. Alegada ofensa à decisão dessa Corte Suprema na ADI 4.465/DF, na qual consignado não ter o Conselho Nacional de Justiça competência para regulamentar a sistemática de pagamento de precatórios disciplinada na Emenda Constitucional 62/2009. 2. Ausência de identidade material entre o julgado do Supremo Tribunal Federal e a decisão reclamada. 3. Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Irresignado, o agravante interpôs este agravo regimental, sustentando que, “Como bem demonstrado, o DEPRE vinculou, como critérios para cálculo da mora, o valor da parcela anual a média dos Orçamentos 2009 e 2010, critério similar àquele rechaçado pela decisão cautelar exarada na ADI 4.465-MC/DF” (pág. 1 do documento eletrônico 7). Alega, ademais, que “a identidade fática entre o ato reclamado e a decisão proferida no ADI 4.465/MC-DF está caracterizada pela edição, por parte do Tribunal de Justiça Paulista, da Ordem de Serviço 003/2010, ato jurídico impróprio tendo em vista a incompetência do citado órgão para regulamentação da EC 62/2009, definindo critério similar àquele estabelecido pelo artigo 22 da Resolução 115/2010-CNJ”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental, em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. RESOLUÇÃO 115/2010 DO CNJ. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. DESPROVIMENTO. 1. Alegada ofensa à decisão dessa Corte Suprema na ADI 4.465/DF, na qual consignado não ter o Conselho Nacional de Justiça competência para regulamentar a sistemática de pagamento de precatórios disciplinada na Emenda Constitucional 62/2009. 2. Ausência de identidade material entre o julgado do Supremo Tribunal Federal e a decisão reclamada. 3. Parecer pelo desprovimento do agravo regimental”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 15650 AGR / DF Requer, por fim, o provimento do agravo para que esta reclamação tenha regular prosseguimento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF Requer, por fim, o provimento do agravo para que esta reclamação tenha regular prosseguimento. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Conforme asseverado, o julgado apontado como paradigma não enfrentou a questão especificamente examinada nos autos, consubstanciada na intimação do Município reclamante para complementar depósitos do regime anual de pagamento de precatórios, uma vez que o ato reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Com efeito, ao decidir monocraticamente pela concessão da medida liminar na ADI 4.465-MC/DF, o Relator, Min. Marco Aurélio, assim consignou: “Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda n 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução n 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional n 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Conforme asseverado, o julgado apontado como paradigma não enfrentou a questão especificamente examinada nos autos, consubstanciada na intimação do Município reclamante para complementar depósitos do regime anual de pagamento de precatórios, uma vez que o ato reclamado não se fundamentou no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Com efeito, ao decidir monocraticamente pela concessão da medida liminar na ADI 4.465-MC/DF, o Relator, Min. Marco Aurélio, assim consignou: “Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda n 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução n 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional n 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução n 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário” (grifei). O ato reclamado, por seu turno, assim determinou: “Em razão do despacho que proferi no processo em epígrafe, transmito a Vossa Excelência a inclusa documentação, para conhecimento e providências até 30/4/2013, sob pena de, no caso de manutenção da inadimplência ou injustificável recusa, se proceder aos trâmites legais para o sequestro de rendas públicas e bloqueio de verbas, na forma do determinado no § 10 e incisos do art. 97 do ADCT (com redação pela Emenda Constitucional n 62/2009), além das implicações constantes dos arts. 3..., § 1...; 26; 33 e parágrafos 1... a 5...; 34 e parágrafos 1... e 2..., todos da Resolução n 115/2010 com alterações pela Resolução n 123/2010, ambas do Conselho Nacional de Justiça”. O Serviço de Gestões das Dívidas, Conciliações e Rateios do Depósitos, unidade da Diretoria de Execução de Precatórios e Cálculos do TJSP (DEPRE), ao prestar a Informação 119/2013, constante do Processo Geral de Gestão 8.153/10, assim justificou os cálculos efetuados: “8. Em cumprimento ao r. despacho de fl. 268, procedemos ao recálculo, para considerar como importância mínima a ser depositada, a média dos Orçamentos de 2009 e 2010, que não pode ser inferior 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução n 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário” (grifei). O ato reclamado, por seu turno, assim determinou: “Em razão do despacho que proferi no processo em epígrafe, transmito a Vossa Excelência a inclusa documentação, para conhecimento e providências até 30/4/2013, sob pena de, no caso de manutenção da inadimplência ou injustificável recusa, se proceder aos trâmites legais para o sequestro de rendas públicas e bloqueio de verbas, na forma do determinado no § 10 e incisos do art. 97 do ADCT (com redação pela Emenda Constitucional n 62/2009), além das implicações constantes dos arts. 3..., § 1...; 26; 33 e parágrafos 1... a 5...; 34 e parágrafos 1... e 2..., todos da Resolução n 115/2010 com alterações pela Resolução n 123/2010, ambas do Conselho Nacional de Justiça”. O Serviço de Gestões das Dívidas, Conciliações e Rateios do Depósitos, unidade da Diretoria de Execução de Precatórios e Cálculos do TJSP (DEPRE), ao prestar a Informação 119/2013, constante do Processo Geral de Gestão 8.153/10, assim justificou os cálculos efetuados: “8. Em cumprimento ao r. despacho de fl. 268, procedemos ao recálculo, para considerar como importância mínima a ser depositada, a média dos Orçamentos de 2009 e 2010, que não pode ser inferior 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF a 1% da Receita Corrente Líquida – RCL, estabelecida na EC 62/2009 (…) (…) 10. Para a apuração da importância a ser depositada, elaboramos à fl. 296, a média dos orçamentos de 2009 e 2010, que resultou no valor de R$ 50.061,02, que corresponde em 31/12/210, a apenas 0,15% da RCL, entretanto, a EC 62/09 determina em 1% da RCL o valor mínimo a ser depositado, que corresponde a R$ 327.222,36, em dezembro de 2010 (1% da RCL de outubro/2010), bem como das demais parcelas referentes ao Regime Anual, encerrando a dívida em 3 anos” (grifos meus). Como se observa, não houve afronta ao que decidido em sede cautelar na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato impugnado não aplicou, especificamente, o comando previsto no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Convém ressaltar, nos termos do parecer da Procuradoria Geral da República, que, “em que pese a alegação de que a decisão atacada se utilizou de critério similar ao do aludido dispositivo legal, o reclamante não comprovou em nenhum momento ter a autoridade reclamada regulamentado indevidamente a Emenda Constitucional n 62/2009 ou criado sistemática de pagamento de precatórios distinta da estabelecida no texto constitucional”. Vale salientar, por fim, o que restou consignado por esta Corte por ocasião do julgamento da Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. Celso de Mello: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF a 1% da Receita Corrente Líquida – RCL, estabelecida na EC 62/2009 (…) (…) 10. Para a apuração da importância a ser depositada, elaboramos à fl. 296, a média dos orçamentos de 2009 e 2010, que resultou no valor de R$ 50.061,02, que corresponde em 31/12/210, a apenas 0,15% da RCL, entretanto, a EC 62/09 determina em 1% da RCL o valor mínimo a ser depositado, que corresponde a R$ 327.222,36, em dezembro de 2010 (1% da RCL de outubro/2010), bem como das demais parcelas referentes ao Regime Anual, encerrando a dívida em 3 anos” (grifos meus). Como se observa, não houve afronta ao que decidido em sede cautelar na ADI 4.465-MC/DF, uma vez que o ato impugnado não aplicou, especificamente, o comando previsto no art. 22 da Resolução 115/2010 do CNJ. Convém ressaltar, nos termos do parecer da Procuradoria Geral da República, que, “em que pese a alegação de que a decisão atacada se utilizou de critério similar ao do aludido dispositivo legal, o reclamante não comprovou em nenhum momento ter a autoridade reclamada regulamentado indevidamente a Emenda Constitucional n 62/2009 ou criado sistemática de pagamento de precatórios distinta da estabelecida no texto constitucional”. Vale salientar, por fim, o que restou consignado por esta Corte por ocasião do julgamento da Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. Celso de Mello: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 15650 AGR / DF comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (grifos meus). Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Supremo Tribunal Federal RCL 15650 AGR / DF comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (grifos meus). Isso posto, nego provimento a este agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564014 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO ADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DIRETORIA DE EXECUÇÕES DE PRECATÓRIOS E CÁLCULOS DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564014 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 15 . 650", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 - MC / DF", "RCL 15650", "ADI 4 . 465 - MC", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "RECLAMAÇÃO 15 . 650", "Processo Geral de Gestão 8 . 153 / 10", "ADI 4 . 465 - MC", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "ADI 4 . 465 / MC - DF", "ADI 4 . 465 / DF", "RCL", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "ADI 4 . 465 / MC - DF", "RESOLUÇÃO 115 / 2010", "ADI 4 . 465 / DF", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "ADI 4 . 465 - MC / DF", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 da Resolução 115 / 2010 do CNJ", "EC 62 / 2009", "artigo 22 da Resolução 115 / 2010", "RESOLUÇÃO", "Emenda Constitucional", "Medida Provisória n 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Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EGRÉGIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROGERIO MONTEIRO DE BARROS", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROGERIO MONTEIRO DE BARROS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROGERIO MONTEIRO DE BARROS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROGERIO MONTEIRO DE BARROS", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROGERIO MONTEIRO DE BARROS", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "11", "/", "3", "/", "2013", "2010", "2011", "2012", "14", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "11", "/", "3", "/", "2013", "2010", "2011", "2012", "14", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "30", "/", "4", "/", "2013", "2009", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "30", "/", "4", "/", "2013", "2009", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2010", "31", "/", "12", "/", "210", "dezembro de 2010", "outubro", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2010", "31", "/", "12", "/", "210", "dezembro de 2010", "outubro", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "19", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, assentou ser incompatível com a Carta da República aplicar os artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 a situações a ela anteriores, considerada a data da propositura da demanda. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811471. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – ARTIGOS 3º E 4º, SEGUNDA PARTE, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05 - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluiu ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005, considerada a data de propositura da demanda. Quanto ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – ARTIGOS 3º E 4º, SEGUNDA PARTE, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05 - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluiu ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005, considerada a data de propositura da demanda. Quanto ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 817429 AGR / PE revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Sirinhaém, na minuta do regimental, discorre acerca da Lei Complementar nº 118/05, buscando demonstrar a não ocorrência da prescrição. Afirma não se tratar de reexame de fatos e provas. A União, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Supremo Tribunal Federal ARE 817429 AGR / PE revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Sirinhaém, na minuta do regimental, discorre acerca da Lei Complementar nº 118/05, buscando demonstrar a não ocorrência da prescrição. Afirma não se tratar de reexame de fatos e provas. A União, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Consignou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGENTES POLÍTICOS. ART. 12, I, "H", DA LEI Nº. 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE. INEXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DA LEI Nº. 10.887/04. DIREITO À RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DA PARTE PATRONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. (...) 2. Quanto à prescrição do pedido de repetição, o STF, no julgamento do RE 566621/RS, considerou válida a contagem do prazo de 5 anos de prescrição a contar do pagamento, conforme passou a dispor a LC 118/2005, mas que a mesma somente deve ser aplicada às ações ajuizadas a partir de 09.06.2005, ou seja, após o transcurso do vacacio legis, sendo inconstitucional sua aplicação às ações ajuizadas anteriormente a esta data. (Informativo n. 634). Reconhecimento da prescrição, pois, em relação a eventuais pagamentos dos créditos constituídos pelas NFLDs e LDCs referidas na inicial relativamente às parcelas com vencimento até 11.2002. (...) A conclusão adotada pelo Colegiado de origem está em consonância Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Consignou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGENTES POLÍTICOS. ART. 12, I, "H", DA LEI Nº. 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE. INEXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DA LEI Nº. 10.887/04. DIREITO À RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DA PARTE PATRONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. (...) 2. Quanto à prescrição do pedido de repetição, o STF, no julgamento do RE 566621/RS, considerou válida a contagem do prazo de 5 anos de prescrição a contar do pagamento, conforme passou a dispor a LC 118/2005, mas que a mesma somente deve ser aplicada às ações ajuizadas a partir de 09.06.2005, ou seja, após o transcurso do vacacio legis, sendo inconstitucional sua aplicação às ações ajuizadas anteriormente a esta data. (Informativo n. 634). Reconhecimento da prescrição, pois, em relação a eventuais pagamentos dos créditos constituídos pelas NFLDs e LDCs referidas na inicial relativamente às parcelas com vencimento até 11.2002. (...) A conclusão adotada pelo Colegiado de origem está em consonância Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 817429 AGR / PE com o entendimento do Supremo. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluído ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005. No mais, em relação ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, o deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Supremo Tribunal Federal ARE 817429 AGR / PE com o entendimento do Supremo. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluído ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005. No mais, em relação ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, o deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780408 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6836370
2014-09-09T00:00:00
2014-10-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, assentou ser incompatível com a Carta da República aplicar os artigos 3º e 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005 a situações a ela anteriores, considerada a data da propositura da demanda. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur278572
- Acórdão(s) citado(s): (APLICAÇÃO RETROATIVA, LCP) RE 566621 (TP). Número de páginas: 6. Análise: 20/10/2014, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
817429
[ "LEG-FED LCP-000118 ANO-2005\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 817429 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – LEI COMPLEMENTAR n 118/05. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, assentou ser incompatível com a Carta da República aplicar os artigos 3... e 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/2005 a situações a ela anteriores, considerada a data da propositura da demanda. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811471. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – ARTIGOS 3... E 4..., SEGUNDA PARTE, DA LEI COMPLEMENTAR n 118/05 - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluiu ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3... e 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005, considerada a data de propositura da demanda. Quanto ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – ARTIGOS 3... E 4..., SEGUNDA PARTE, DA LEI COMPLEMENTAR n 118/05 - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluiu ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3... e 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005, considerada a data de propositura da demanda. Quanto ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 817429 AGR / PE revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Sirinhaém, na minuta do regimental, discorre acerca da Lei Complementar n 118/05, buscando demonstrar a não ocorrência da prescrição. Afirma não se tratar de reexame de fatos e provas. A União, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Supremo Tribunal Federal ARE 817429 AGR / PE revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Ante o exposto, conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Município de Sirinhaém, na minuta do regimental, discorre acerca da Lei Complementar n 118/05, buscando demonstrar a não ocorrência da prescrição. Afirma não se tratar de reexame de fatos e provas. A União, em contraminuta, defende o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região. Consignou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGENTES POLÍTICOS. ART. 12, I, "H", DA LEI n. 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE. INEXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DA LEI n. 10.887/04. DIREITO À RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DA PARTE PATRONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. (...) 2. Quanto à prescrição do pedido de repetição, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 566621/RS, considerou válida a contagem do prazo de 5 anos de prescrição a contar do pagamento, conforme passou a dispor a Lei Complementar 118/2005, mas que a mesma somente deve ser aplicada às ações ajuizadas a partir de 09.06.2005, ou seja, após o transcurso do vacacio legis, sendo inconstitucional sua aplicação às ações ajuizadas anteriormente a esta data. (Informativo n. 634). Reconhecimento da prescrição, pois, em relação a eventuais pagamentos dos créditos constituídos pelas NFLDs e LDCs referidas na inicial relativamente às parcelas com vencimento até 11.2002. (...) A conclusão adotada pelo Colegiado de origem está em consonância Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região. Consignou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AGENTES POLÍTICOS. ART. 12, I, "H", DA LEI n. 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE. INEXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DA LEI n. 10.887/04. DIREITO À RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DA PARTE PATRONAL. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. (...) 2. Quanto à prescrição do pedido de repetição, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 566621/RS, considerou válida a contagem do prazo de 5 anos de prescrição a contar do pagamento, conforme passou a dispor a Lei Complementar 118/2005, mas que a mesma somente deve ser aplicada às ações ajuizadas a partir de 09.06.2005, ou seja, após o transcurso do vacacio legis, sendo inconstitucional sua aplicação às ações ajuizadas anteriormente a esta data. (Informativo n. 634). Reconhecimento da prescrição, pois, em relação a eventuais pagamentos dos créditos constituídos pelas NFLDs e LDCs referidas na inicial relativamente às parcelas com vencimento até 11.2002. (...) A conclusão adotada pelo Colegiado de origem está em consonância Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 817429 AGR / PE com o entendimento do Supremo. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluído ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3... e 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005. No mais, em relação ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, o deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Supremo Tribunal Federal ARE 817429 AGR / PE com o entendimento do Supremo. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, da relatoria da ministra Ellen Gracie, concluído ser inconstitucional a aplicação dos artigos 3... e 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/2005 às situações anteriores à vigência da norma, isto é, 9 de junho de 2005. No mais, em relação ao pedido de revisão dos lançamentos tributários, o deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6811473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780408 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.429 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817 . 429", "Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS", "Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS", "Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS", "ARE 817429 AGR / PE", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 817429 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 566621 / RS", "Recurso Extraordinário 566621 / RS", "Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS", "ARE 817429 AGR / PE", "Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR n 118 / 05", "Carta da República", "artigos", "Lei Complementar n 118 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 3 . . . E", "LEI COMPLEMENTAR n 118 / 05", "artigos", "Lei Complementar n 118 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "ARTIGOS 3 . . . E 4 . . . , SEGUNDA PARTE , DA", "LEI COMPLEMENTAR n 118 / 05", "artigos 3 . . . e 4 . . . , segunda parte , da", "Lei Complementar n 118 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 118 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 118 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 12 , I , \" H \" , DA LEI n . 8 . 212 / 91", "LEI n . 10 . 887 / 04", "Lei Complementar 118 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 12 , I , \" H \" , DA LEI n . 8 . 212 / 91", "LEI n . 10 . 887 / 04", "Lei Complementar 118 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Lei Complementar n 118 / 2005", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . e 4 . . . , segunda parte , da", "Lei Complementar n 118 / 2005", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM / PE", "Brasília", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM / PE", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM / PE", "Município de Sirinhaém", "Município de Sirinhaém", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM / PE", "PERNAMBUCO", "MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM / PE" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP -", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "12 de junho de 2014", "9 de junho de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "12 de junho de 2014", "9 de junho de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "09", ".", "06", ".", "2005", "11", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "09", ".", "06", ".", "2005", "11", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de junho de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de junho de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565430. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de Goiás contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu nos termos da legislação estadual e do conjunto probatório dos autos que, uma vez presentes os requisitos legais, teriam os servidores direito à progressão funcional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Com base no conjunto fático probatório dos autos e da análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Lei estadual n. 17.098/2010), o Tribunal a quo concedeu a segurança e determinou à autoridade coatora promovesse a imediata progressão na forma pleiteada. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6º da Lei estadual n. 17.098/2010, vedado em recurso extraordinário. Incide, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de Goiás contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu nos termos da legislação estadual e do conjunto probatório dos autos que, uma vez presentes os requisitos legais, teriam os servidores direito à progressão funcional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Com base no conjunto fático probatório dos autos e da análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Lei estadual n. 17.098/2010), o Tribunal a quo concedeu a segurança e determinou à autoridade coatora promovesse a imediata progressão na forma pleiteada. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6º da Lei estadual n. 17.098/2010, vedado em recurso extraordinário. Incide, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 810526 AGR / GO ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA STF 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula STF 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º. Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 5. Ademais, não se há cogitar, no caso, de ofensa ao art. 97 da Constituição nem em incidência da Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal, pois o Tribunal de Justiça do Goiás não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, a Lei Estadual n. 17.098/2010. Ao contrário, o Tribunal de origem aplicou a norma por tê-la constitucional: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA STF 10. art. 97, CF: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full bench), é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal RE 810526 AGR / GO ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA STF 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula STF 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º. Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 5. Ademais, não se há cogitar, no caso, de ofensa ao art. 97 da Constituição nem em incidência da Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal, pois o Tribunal de Justiça do Goiás não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, a Lei Estadual n. 17.098/2010. Ao contrário, o Tribunal de origem aplicou a norma por tê-la constitucional: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA STF 10. art. 97, CF: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full bench), é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 810526 AGR / GO necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à súmula vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. 3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (RE 566.502-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.3.2011, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE LIMITA A INTERPRETAR A NORMA E APLICÁ-LA AO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 821.963-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.4.2011, grifei). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 1.8.2014, interpõe o Estado de Goiás, em 13.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não se deve olvidar que não se busca em nenhum momento que se proceda ao reexame do conjunto fático-probatório, pois, além de incabível nesta elevada esfera recursal, não se cinge a questão na necessidade de reapreciá-lo, tampouco há qualquer interpretação de norma infraconstitucional a ser revista ou reformulada, o que se mostra claramente é a necessidade desta Suprema Corte em se posicionar no cerne do ponto constitucional ignorado, promovendo adequação do Acórdão recorrido aos ditames constitucionais, estes sim, afrontados literalmente por “intepretações” que dissonam do texto constitucional”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal RE 810526 AGR / GO necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à súmula vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. 3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (RE 566.502-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.3.2011, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE LIMITA A INTERPRETAR A NORMA E APLICÁ-LA AO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 821.963-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.4.2011, grifei). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 1.8.2014, interpõe o Estado de Goiás, em 13.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não se deve olvidar que não se busca em nenhum momento que se proceda ao reexame do conjunto fático-probatório, pois, além de incabível nesta elevada esfera recursal, não se cinge a questão na necessidade de reapreciá-lo, tampouco há qualquer interpretação de norma infraconstitucional a ser revista ou reformulada, o que se mostra claramente é a necessidade desta Suprema Corte em se posicionar no cerne do ponto constitucional ignorado, promovendo adequação do Acórdão recorrido aos ditames constitucionais, estes sim, afrontados literalmente por “intepretações” que dissonam do texto constitucional”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 810526 AGR / GO Assevera que “também não encontra respaldo na doutrina e jurisprudência o óbice supostamente encontradiço na Súmula 280 na medida em que a ofensa ao dispositivo constitucional é frontal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal RE 810526 AGR / GO Assevera que “também não encontra respaldo na doutrina e jurisprudência o óbice supostamente encontradiço na Súmula 280 na medida em que a ofensa ao dispositivo constitucional é frontal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. De acordo com o contido na decisão agravada, o Tribunal de origem baseou-se nas seguintes premissas para conceder a segurança: “Assim, tendo o sindicato comprovado que referidas servidoras implementaram o interstício estabelecido no art. 6º da Lei [Estadual] n. 17.098/2010, em dezembro de 2012, restam preenchidos os requisitos necessários à referida progressão para o padrão subsequente, com todas as vantagens respectivas, restando configurada, umas vez que, implementadas as condições estabelecidas pela legislação de regência, o Poder Público não cuidou de providenciar a progressão na carreira daqueles que faziam jus ao benefício” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria, pois, o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6º da Lei estadual n. 17.098/2010, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. De acordo com o contido na decisão agravada, o Tribunal de origem baseou-se nas seguintes premissas para conceder a segurança: “Assim, tendo o sindicato comprovado que referidas servidoras implementaram o interstício estabelecido no art. 6º da Lei [Estadual] n. 17.098/2010, em dezembro de 2012, restam preenchidos os requisitos necessários à referida progressão para o padrão subsequente, com todas as vantagens respectivas, restando configurada, umas vez que, implementadas as condições estabelecidas pela legislação de regência, o Poder Público não cuidou de providenciar a progressão na carreira daqueles que faziam jus ao benefício” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria, pois, o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6º da Lei estadual n. 17.098/2010, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 810526 AGR / GO “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA STF 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula STF 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º. Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Supremo Tribunal Federal RE 810526 AGR / GO “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA STF 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula STF 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6º. Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO-GO ADV.(A/S) : OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO-GO ADV.(A/S) : OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6594529
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur274508
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) AI 752671 AgR (2ªT), RE 606250 AgR (2ªT), ARE 737733 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/09/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
810526
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-017098 ANO-2010\n ART-00006\n LEI ORDINÁRIA, GO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 810526 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO-GO ADV.(A/S) : OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PLANO DE CARGOS E REMUNERAÇÃO. REQUISITOS PARA PROGRESSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565430. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de Goiás contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu nos termos da legislação estadual e do conjunto probatório dos autos que, uma vez presentes os requisitos legais, teriam os servidores direito à progressão funcional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Com base no conjunto fático probatório dos autos e da análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Lei estadual n. 17.098/2010), o Tribunal a quo concedeu a segurança e determinou à autoridade coatora promovesse a imediata progressão na forma pleiteada. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6... da Lei estadual n. 17.098/2010, vedado em recurso extraordinário. Incide, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO- GO ADV.(A/S) :OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado de Goiás contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu nos termos da legislação estadual e do conjunto probatório dos autos que, uma vez presentes os requisitos legais, teriam os servidores direito à progressão funcional. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Com base no conjunto fático probatório dos autos e da análise da legislação infraconstitucional local aplicada ao caso (Lei estadual n. 17.098/2010), o Tribunal a quo concedeu a segurança e determinou à autoridade coatora promovesse a imediata progressão na forma pleiteada. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6... da Lei estadual n. 17.098/2010, vedado em recurso extraordinário. Incide, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6.... Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 5. Ademais, não se há cogitar, no caso, de ofensa ao art. 97 da Constituição nem em incidência da Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal, pois o Tribunal de Justiça do Goiás não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, a Lei Estadual n. 17.098/2010. Ao contrário, o Tribunal de origem aplicou a norma por tê-la constitucional: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 10. art. 97, Constituição Federal de 1988: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full bench), é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6.... Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 5. Ademais, não se há cogitar, no caso, de ofensa ao art. 97 da Constituição nem em incidência da Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal, pois o Tribunal de Justiça do Goiás não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, a Lei Estadual n. 17.098/2010. Ao contrário, o Tribunal de origem aplicou a norma por tê-la constitucional: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ENSINO SUPERIOR. SUPLETIVO. IDADE MÍNIMA NÃO ALCANÇADA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 10. art. 97, Constituição Federal de 1988: INAPLICABILIDADE. 1. Para a caracterização de ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de plenário (full bench), é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à súmula vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. 3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário 566.502-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.3.2011, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE LIMITA A INTERPRETAR A NORMA E APLICÁ-LA AO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 821.963-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.4.2011, grifei). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 1.8.2014, interpõe o Estado de Goiás, em 13.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não se deve olvidar que não se busca em nenhum momento que se proceda ao reexame do conjunto fático-probatório, pois, além de incabível nesta elevada esfera recursal, não se cinge a questão na necessidade de reapreciá-lo, tampouco há qualquer interpretação de norma infraconstitucional a ser revista ou reformulada, o que se mostra claramente é a necessidade desta Suprema Corte em se posicionar no cerne do ponto constitucional ignorado, promovendo adequação do Acórdão recorrido aos ditames constitucionais, estes sim, afrontados literalmente por “intepretações” que dissonam do texto constitucional”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO necessário que a norma aplicável à espécie seja efetivamente afastada por alegada incompatibilidade com a Constituição Federal. 2. Não incidindo a norma no caso e não tendo sido ela discutida, não se caracteriza ofensa à súmula vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. 3. O embasamento da decisão em princípios constitucionais não resulta, necessariamente, em juízo de inconstitucionalidade. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (Recurso Extraordinário 566.502-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.3.2011, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE LIMITA A INTERPRETAR A NORMA E APLICÁ-LA AO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 821.963-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.4.2011, grifei). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 1.8.2014, interpõe o Estado de Goiás, em 13.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “não se deve olvidar que não se busca em nenhum momento que se proceda ao reexame do conjunto fático-probatório, pois, além de incabível nesta elevada esfera recursal, não se cinge a questão na necessidade de reapreciá-lo, tampouco há qualquer interpretação de norma infraconstitucional a ser revista ou reformulada, o que se mostra claramente é a necessidade desta Suprema Corte em se posicionar no cerne do ponto constitucional ignorado, promovendo adequação do Acórdão recorrido aos ditames constitucionais, estes sim, afrontados literalmente por “intepretações” que dissonam do texto constitucional”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO Assevera que “também não encontra respaldo na doutrina e jurisprudência o óbice supostamente encontradiço na Súmula 280 na medida em que a ofensa ao dispositivo constitucional é frontal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO Assevera que “também não encontra respaldo na doutrina e jurisprudência o óbice supostamente encontradiço na Súmula 280 na medida em que a ofensa ao dispositivo constitucional é frontal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. De acordo com o contido na decisão agravada, o Tribunal de origem baseou-se nas seguintes premissas para conceder a segurança: “Assim, tendo o sindicato comprovado que referidas servidoras implementaram o interstício estabelecido no art. 6... da Lei [Estadual] n. 17.098/2010, em dezembro de 2012, restam preenchidos os requisitos necessários à referida progressão para o padrão subsequente, com todas as vantagens respectivas, restando configurada, umas vez que, implementadas as condições estabelecidas pela legislação de regência, o Poder Público não cuidou de providenciar a progressão na carreira daqueles que faziam jus ao benefício” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria, pois, o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6... da Lei estadual n. 17.098/2010, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. De acordo com o contido na decisão agravada, o Tribunal de origem baseou-se nas seguintes premissas para conceder a segurança: “Assim, tendo o sindicato comprovado que referidas servidoras implementaram o interstício estabelecido no art. 6... da Lei [Estadual] n. 17.098/2010, em dezembro de 2012, restam preenchidos os requisitos necessários à referida progressão para o padrão subsequente, com todas as vantagens respectivas, restando configurada, umas vez que, implementadas as condições estabelecidas pela legislação de regência, o Poder Público não cuidou de providenciar a progressão na carreira daqueles que faziam jus ao benefício” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria, pois, o reexame do conjunto fático probatório dos autos e a análise do art. 6... da Lei estadual n. 17.098/2010, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. ADICIONAL NOTURNO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 10.098/1994 E LEI ESTADUAL N. 6.672/1974. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 737.733-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 30.8.2013 grifos nossos). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6.... Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Para se concluir, como pretende a parte agravante, pelo caráter indenizatório da gratificação em análise, necessário seria o reexame de legislação local, o que é defeso nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Agravo regimental improvido” (AI 752.671-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 22.10.2010). “Responsabilidade civil. Responsabilidade objetiva do Estado. Art. 37, § 6.... Elementos e exclusão. Aplicação da súmula 279. Agravo regimental improvido. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, nem tampouco de violação que dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 606.250-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 5.6.2012, grifos nossos). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO-GO ADV.(A/S) : OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDIPÚBLICO-GO ADV.(A/S) : OTÁVIO ALVES FORTE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 526", "SÚMULAS NS . 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 526", "Súmulas ns . 279", "Súmulas ns . 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 810526", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 737 . 733 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 280", "AI 752 . 671 - AgR", "Recurso Extraordinário 606 . 250 - AgR", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO ESTADUAL N . 6 . 672 / 1974", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 737 . 733 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 280", "AI 752 . 671 - AgR", "Recurso Extraordinário 606 . 250 - AgR", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 810526 AGR", "súmula vinculante 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566 . 502 - AgR", "AI 821 . 963 - AgR", "Recurso Extraordinário 810526 AGR / GO", "súmula vinculante 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AI 831001 AGR / RJ Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO ORA AGRAVANTE. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C INDENIZATÓRIA. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO POR ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AVARIA CRÔNICA INSTALADA NO BEM. VÍCIO DO PRODUTO. RESCISÃO DA COMPRA E VENDA. DEVOLUÇÃO DA QUANTIA PAGA COMO ENTRADA A CONCESSIONÁRIA CONDICIONADA À DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO EM PRAZO A SER ASSINADO PELO JUÍZO A QUO . VISTORIA DO VEÍCULO QUE NÃO INTEGRA A PRESENTE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO ORA AGRAVANTE. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C INDENIZATÓRIA. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO POR ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AVARIA CRÔNICA INSTALADA NO BEM. VÍCIO DO PRODUTO. RESCISÃO DA COMPRA E VENDA. DEVOLUÇÃO DA QUANTIA PAGA COMO ENTRADA A CONCESSIONÁRIA CONDICIONADA À DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO EM PRAZO A SER ASSINADO PELO JUÍZO A QUO . VISTORIA DO VEÍCULO QUE NÃO INTEGRA A PRESENTE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AI 831001 AGR / RJ CONTROVÉRSIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ (Fls. 184) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 217-219). Nas razões de recurso extraordinário, alega-se violação ao disposto nos arts. 5º, XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição. Inexiste a alegada afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora agravante. Ademais, impossível chegar à conclusão contrária à do acórdão recorrido sem o reexame da legislação infraconstitucional e dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado das Súmulas 279 e, mutatis mutandis, 636, desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que “o acórdão do Tribunal de Justiça Fluminense, tirado para a apelação da agravante, não contém qualquer fundamentação que explique a manutenção da decisão monocrática que julgou a apelação da agravante”. Aduz que o acórdão recorrido “violou diretamente o disposto incisos XXXV, e LV, do art. 5º e o inciso IX, do art. 93, da Constituição Federal” (sic). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ CONTROVÉRSIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ (Fls. 184) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 217-219). Nas razões de recurso extraordinário, alega-se violação ao disposto nos arts. 5º, XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição. Inexiste a alegada afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora agravante. Ademais, impossível chegar à conclusão contrária à do acórdão recorrido sem o reexame da legislação infraconstitucional e dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado das Súmulas 279 e, mutatis mutandis, 636, desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que “o acórdão do Tribunal de Justiça Fluminense, tirado para a apelação da agravante, não contém qualquer fundamentação que explique a manutenção da decisão monocrática que julgou a apelação da agravante”. Aduz que o acórdão recorrido “violou diretamente o disposto incisos XXXV, e LV, do art. 5º e o inciso IX, do art. 93, da Constituição Federal” (sic). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Nessa linha, confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Nessa linha, confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 831001 AGR / RJ 3. Quanto à alegação de afronta ao disposto no art. 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ 3. Quanto à alegação de afronta ao disposto no art. 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) : NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572740 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) : NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6604492
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274638
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 737174 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 839837 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 7. Análise: 12/09/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
831001
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 831001 AgR
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AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) : NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão AI 831001 AGR / RJ Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO ORA AGRAVANTE. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C INDENIZATÓRIA. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO POR ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AVARIA CRÔNICA INSTALADA NO BEM. VÍCIO DO PRODUTO. RESCISÃO DA COMPRA E VENDA. DEVOLUÇÃO DA QUANTIA PAGA COMO ENTRADA A CONCESSIONÁRIA CONDICIONADA À DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO EM PRAZO A SER ASSINADO PELO JUÍZO A QUO . VISTORIA DO VEÍCULO QUE NÃO INTEGRA A PRESENTE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) :MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) :NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO ORA AGRAVANTE. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C INDENIZATÓRIA. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO POR ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AVARIA CRÔNICA INSTALADA NO BEM. VÍCIO DO PRODUTO. RESCISÃO DA COMPRA E VENDA. DEVOLUÇÃO DA QUANTIA PAGA COMO ENTRADA A CONCESSIONÁRIA CONDICIONADA À DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO EM PRAZO A SER ASSINADO PELO JUÍZO A QUO . VISTORIA DO VEÍCULO QUE NÃO INTEGRA A PRESENTE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AI 831001 AGR / RJ CONTROVÉRSIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ (Fls. 184) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 217-219). Nas razões de recurso extraordinário, alega-se violação ao disposto nos arts. 5..., XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição. Inexiste a alegada afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora agravante. Ademais, impossível chegar à conclusão contrária à do acórdão recorrido sem o reexame da legislação infraconstitucional e dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado das Súmulas 279 e, mutatis mutandis, 636, desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que “o acórdão do Tribunal de Justiça Fluminense, tirado para a apelação da agravante, não contém qualquer fundamentação que explique a manutenção da decisão monocrática que julgou a apelação da agravante”. Aduz que o acórdão recorrido “violou diretamente o disposto incisos XXXV, e LV, do art. 5... e o inciso IX, do art. 93, da Constituição Federal” (sic). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ CONTROVÉRSIA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.’ (Fls. 184) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 217-219). Nas razões de recurso extraordinário, alega-se violação ao disposto nos arts. 5..., XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição. Inexiste a alegada afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora agravante. Ademais, impossível chegar à conclusão contrária à do acórdão recorrido sem o reexame da legislação infraconstitucional e dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado das Súmulas 279 e, mutatis mutandis, 636, desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que “o acórdão do Tribunal de Justiça Fluminense, tirado para a apelação da agravante, não contém qualquer fundamentação que explique a manutenção da decisão monocrática que julgou a apelação da agravante”. Aduz que o acórdão recorrido “violou diretamente o disposto incisos XXXV, e LV, do art. 5... e o inciso IX, do art. 93, da Constituição Federal” (sic). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Nessa linha, confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada, de modo que a decisão permanece incólume. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” 2. De qualquer forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional. Nessa linha, confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 831001 AGR / RJ 3. Quanto à alegação de afronta ao disposto no art. 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Supremo Tribunal Federal AI 831001 AGR / RJ 3. Quanto à alegação de afronta ao disposto no art. 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 4. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) : NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572740 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA ADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCEL ALEXANDRE SOUZA DE MENDONÇA ADV.(A/S) : NORMA DO REGO BARROS SOUZA DE MENDONÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001", "AI 831001 AGR / RJ", "AI 831001 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001", "AI 831001 AGR / RJ", "AI 831001 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 839 . 837 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 839 . 837 - AgR", "AI 831001 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 831001 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO BENEFICIADO PELA REGRA DA PARIDADE. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS. AFASTAMENTO DE FATOR DE REDUÇÃO SALARIAL IMPOSTO PELA LEI MUNICIPAL Nº 7.494/1997. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. Dissentir do Tribunal de origem e concluir se são devidos, ou não, aos servidores inativos, beneficiados pela regra da paridade, o complemento de seus proventos por afastamento de fator de redução salarial demandaria a análise da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF), providência inviável de ser realizada neste momento processual. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589501. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento pelos seguintes fundamentos (fls. 272/273): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que deixou de admitir recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 182): ‘PROCESSUAL CIVIL – Valor da causa inferior a 60 salários mínimos – Reexame necessário – não conhecimento – Par. 2º do art. 475 do C.P.C. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS – INDENIZAÇÃO – Servidores Públicos Municipais Inativos – Lei Municipal nº 7494/97 – Redução de jornada de trabalho, com a respectiva redução salarial em 6,25% - Lei de caráter temporário, pois prevê que ela será revogada automaticamente, quando a Administração Municipal atingir 15% de sua capacidade de investimento, com retorno imediato da jornada de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento pelos seguintes fundamentos (fls. 272/273): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que deixou de admitir recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 182): ‘PROCESSUAL CIVIL – Valor da causa inferior a 60 salários mínimos – Reexame necessário – não conhecimento – Par. 2º do art. 475 do C.P.C. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS – INDENIZAÇÃO – Servidores Públicos Municipais Inativos – Lei Municipal nº 7494/97 – Redução de jornada de trabalho, com a respectiva redução salarial em 6,25% - Lei de caráter temporário, pois prevê que ela será revogada automaticamente, quando a Administração Municipal atingir 15% de sua capacidade de investimento, com retorno imediato da jornada de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 739005 AGR / SP trabalho anterior – Aposentadoria concedida aos autores durante a vigência dessa lei, com a incidência do fator de redução – Inadmissibilidade – Inteligência do art. 40, § 4º, com a redação original, anterior a E.C. Nº 20/98 – Percentual de 6,25% incorporado aos servidores ativos, devendo ser repassado aos inativos – Sentença mantida.’ No recurso extraordinário, o ora agravante alega ofensa aos arts. 5º, LV; 23, I; 37; 40, § 8º; 125, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Eventual modificação do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria, necessariamente, a interpretação da legislação local (Leis municipais 7.494/1997 e 8.157/2011). Tal circunstância inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280/STF. Confiram-se, em casos análogos ao presente, os seguintes precedentes: AI 782.466 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.02.2010) e AI 796.875 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 06.12.2011). Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que o caso é de afronta direta à Constituição Federal. Sustenta que “não há como se falar em revisão dos proventos concedidos aos autores aposentados porque o retorno à jornada normal de trabalho somente pode ser cumprida pelo servidor que está em atividade” (fls. 284). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Supremo Tribunal Federal AI 739005 AGR / SP trabalho anterior – Aposentadoria concedida aos autores durante a vigência dessa lei, com a incidência do fator de redução – Inadmissibilidade – Inteligência do art. 40, § 4º, com a redação original, anterior a E.C. Nº 20/98 – Percentual de 6,25% incorporado aos servidores ativos, devendo ser repassado aos inativos – Sentença mantida.’ No recurso extraordinário, o ora agravante alega ofensa aos arts. 5º, LV; 23, I; 37; 40, § 8º; 125, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Eventual modificação do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria, necessariamente, a interpretação da legislação local (Leis municipais 7.494/1997 e 8.157/2011). Tal circunstância inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280/STF. Confiram-se, em casos análogos ao presente, os seguintes precedentes: AI 782.466 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.02.2010) e AI 796.875 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 06.12.2011). Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que o caso é de afronta direta à Constituição Federal. Sustenta que “não há como se falar em revisão dos proventos concedidos aos autores aposentados porque o retorno à jornada normal de trabalho somente pode ser cumprida pelo servidor que está em atividade” (fls. 284). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentou a decisão agravada, observa-se que o Tribunal de origem entendeu que é devido, aos servidores inativos beneficiados pela regra da paridade, a complementação de seus proventos após o afastamento do fator de redução salarial imposto pela Lei municipal nº 7.494/1997, por ter esta caráter temporário. Dissentir dessa conclusão exigiria a análise da legislação local pertinente, providência que não tem lugar neste momento processual (incidência da Súmula 280/STF). Nesse sentido e sobre a mesma controvérsia, confiram- se os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 796.875-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentou a decisão agravada, observa-se que o Tribunal de origem entendeu que é devido, aos servidores inativos beneficiados pela regra da paridade, a complementação de seus proventos após o afastamento do fator de redução salarial imposto pela Lei municipal nº 7.494/1997, por ter esta caráter temporário. Dissentir dessa conclusão exigiria a análise da legislação local pertinente, providência que não tem lugar neste momento processual (incidência da Súmula 280/STF). Nesse sentido e sobre a mesma controvérsia, confiram- se os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 796.875-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 739005 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 798.836-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Supremo Tribunal Federal AI 739005 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 798.836-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6645080
2014-08-19T00:00:00
2014-09-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO BENEFICIADO PELA REGRA DA PARIDADE. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS. AFASTAMENTO DE FATOR DE REDUÇÃO SALARIAL IMPOSTO PELA LEI MUNICIPAL Nº 7.494/1997. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. Dissentir do Tribunal de origem e concluir se são devidos, ou não, aos servidores inativos, beneficiados pela regra da paridade, o complemento de seus proventos por afastamento de fator de redução salarial demandaria a análise da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF), providência inviável de ser realizada neste momento processual. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur275313
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 796875 AgR (1ªT), AI 798836 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 23/09/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
739005
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-007494 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ, SP" ]
AI-AgR
acordaos
AI 739005 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO BENEFICIADO PELA REGRA DA PARIDADE. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS. AFASTAMENTO DE FATOR DE REDUÇÃO SALARIAL IMPOSTO PELA LEI MUNICIPAL n 7.494/1997. CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Dissentir do Tribunal de origem e concluir se são devidos, ou não, aos servidores inativos, beneficiados pela regra da paridade, o complemento de seus proventos por afastamento de fator de redução salarial demandaria a análise da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), providência inviável de ser realizada neste momento processual. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589501. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento pelos seguintes fundamentos (fls. 272/273): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que deixou de admitir recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 182): ‘PROCESSUAL CIVIL – Valor da causa inferior a 60 salários mínimos – Reexame necessário – não conhecimento – Par. 2... do art. 475 do C.P.C. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS – INDENIZAÇÃO – Servidores Públicos Municipais Inativos – Lei Municipal n 7494/97 – Redução de jornada de trabalho, com a respectiva redução salarial em 6,25% - Lei de caráter temporário, pois prevê que ela será revogada automaticamente, quando a Administração Municipal atingir 15% de sua capacidade de investimento, com retorno imediato da jornada de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) :BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento pelos seguintes fundamentos (fls. 272/273): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que deixou de admitir recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja ementa possui o seguinte teor (fls. 182): ‘PROCESSUAL CIVIL – Valor da causa inferior a 60 salários mínimos – Reexame necessário – não conhecimento – Par. 2... do art. 475 do C.P.C. COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS – INDENIZAÇÃO – Servidores Públicos Municipais Inativos – Lei Municipal n 7494/97 – Redução de jornada de trabalho, com a respectiva redução salarial em 6,25% - Lei de caráter temporário, pois prevê que ela será revogada automaticamente, quando a Administração Municipal atingir 15% de sua capacidade de investimento, com retorno imediato da jornada de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 739005 AGR / SP trabalho anterior – Aposentadoria concedida aos autores durante a vigência dessa lei, com a incidência do fator de redução – Inadmissibilidade – Inteligência do art. 40, § 4..., com a redação original, anterior a E.C. n 20/98 – Percentual de 6,25% incorporado aos servidores ativos, devendo ser repassado aos inativos – Sentença mantida.’ No recurso extraordinário, o ora agravante alega ofensa aos arts. 5..., LV; 23, I; 37; 40, § 8...; 125, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Eventual modificação do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria, necessariamente, a interpretação da legislação local (Leis municipais 7.494/1997 e 8.157/2011). Tal circunstância inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, em casos análogos ao presente, os seguintes precedentes: AI 782.466 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.02.2010) e AI 796.875 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 06.12.2011). Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que o caso é de afronta direta à Constituição Federal. Sustenta que “não há como se falar em revisão dos proventos concedidos aos autores aposentados porque o retorno à jornada normal de trabalho somente pode ser cumprida pelo servidor que está em atividade” (fls. 284). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Supremo Tribunal Federal AI 739005 AGR / SP trabalho anterior – Aposentadoria concedida aos autores durante a vigência dessa lei, com a incidência do fator de redução – Inadmissibilidade – Inteligência do art. 40, § 4..., com a redação original, anterior a E.C. n 20/98 – Percentual de 6,25% incorporado aos servidores ativos, devendo ser repassado aos inativos – Sentença mantida.’ No recurso extraordinário, o ora agravante alega ofensa aos arts. 5..., LV; 23, I; 37; 40, § 8...; 125, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Eventual modificação do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria, necessariamente, a interpretação da legislação local (Leis municipais 7.494/1997 e 8.157/2011). Tal circunstância inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, em casos análogos ao presente, os seguintes precedentes: AI 782.466 (rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.02.2010) e AI 796.875 (rel. min. Dias Toffoli, DJe de 06.12.2011). Do exposto, nego seguimento ao agravo.” 2. A parte agravante alega que o caso é de afronta direta à Constituição Federal. Sustenta que “não há como se falar em revisão dos proventos concedidos aos autores aposentados porque o retorno à jornada normal de trabalho somente pode ser cumprida pelo servidor que está em atividade” (fls. 284). 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentou a decisão agravada, observa-se que o Tribunal de origem entendeu que é devido, aos servidores inativos beneficiados pela regra da paridade, a complementação de seus proventos após o afastamento do fator de redução salarial imposto pela Lei municipal n 7.494/1997, por ter esta caráter temporário. Dissentir dessa conclusão exigiria a análise da legislação local pertinente, providência que não tem lugar neste momento processual (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido e sobre a mesma controvérsia, confiram- se os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 796.875-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como assentou a decisão agravada, observa-se que o Tribunal de origem entendeu que é devido, aos servidores inativos beneficiados pela regra da paridade, a complementação de seus proventos após o afastamento do fator de redução salarial imposto pela Lei municipal n 7.494/1997, por ter esta caráter temporário. Dissentir dessa conclusão exigiria a análise da legislação local pertinente, providência que não tem lugar neste momento processual (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido e sobre a mesma controvérsia, confiram- se os seguintes precedentes das duas Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Complementação de proventos. Reexame de legislação local. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 796.875-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 739005 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 798.836-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Supremo Tribunal Federal AI 739005 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.” (AI 798.836-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ AGDO.(A/S) : BENEDITO DO PRADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIANGELA SANTOS MACHADO BRITA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI Nº 3.684-MC/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e o ato reclamado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face da decisão monocrática por mim proferida, mediante a qual neguei seguimento ao feito, interpõem agravo regimental Natan Domingues da Silva Junior e Outro(a/s). Os agravantes insistem na alegação de que as autoridades reclamadas teriam afrontado a decisão liminar proferida por esta Suprema Corte ao julgamento da ADI nº 3.684-MC/DF. Defendem a impossibilidade de determinação de quebra do sigilo bancário nos autos da Reclamação Trabalhista n.º 0002024- 96.2012.5.23.0007. Sustentam, ainda, equivocada a decisão agravada, ao argumento de que foram indicados, na petição inicial, inúmeros julgados deste Supremo Tribunal Federal nos quais firmado o entendimento de que a quebra de sigilo de dados somente pode ser decretada para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Em abono de sua tese, os reclamantes apontam as decisões proferidas por esta Corte na Petição 557/DF, HC 96.056/PE e RE 398.808. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544046. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face da decisão monocrática por mim proferida, mediante a qual neguei seguimento ao feito, interpõem agravo regimental Natan Domingues da Silva Junior e Outro(a/s). Os agravantes insistem na alegação de que as autoridades reclamadas teriam afrontado a decisão liminar proferida por esta Suprema Corte ao julgamento da ADI nº 3.684-MC/DF. Defendem a impossibilidade de determinação de quebra do sigilo bancário nos autos da Reclamação Trabalhista n.º 0002024- 96.2012.5.23.0007. Sustentam, ainda, equivocada a decisão agravada, ao argumento de que foram indicados, na petição inicial, inúmeros julgados deste Supremo Tribunal Federal nos quais firmado o entendimento de que a quebra de sigilo de dados somente pode ser decretada para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Em abono de sua tese, os reclamantes apontam as decisões proferidas por esta Corte na Petição 557/DF, HC 96.056/PE e RE 398.808. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Trata-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, fundada no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ajuizada por Natan Domingues da Silva Júnior e Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva contra decisões proferidas pela 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, as quais, supostamente, teriam contrariado o entendimento firmado por este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.684. Os reclamantes argumentam que Natan Domingues da Silva Junior ajuizou a reclamação trabalhista 0002024- 96.2012.5.23.0007 contra Arrossensal Agropecuária e Industrial S.A., na qual discute verbas trabalhistas não quitadas durante a vigência de seu contrato de trabalho. Informam que o ex-empregador, em sua reconvenção, com fundamento em suposta apropriação indébita de valores da empresa, solicitou e teve autorizada, a quebra de sigilo bancário dos ora reclamantes. Noticiam que ingressaram com mandado de segurança perante o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, no qual foi deferida a liminar somente para extrair dos autos os extratos bancários da reclamante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva. Aduz em que por ser liminar, a decisão pode ser cassada por aquela Corte. Ainda, sustentam a existência do perigo na demora, tendo em vista que os referidos extratos já estão juntados aos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Trata-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, fundada no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ajuizada por Natan Domingues da Silva Júnior e Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva contra decisões proferidas pela 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, as quais, supostamente, teriam contrariado o entendimento firmado por este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.684. Os reclamantes argumentam que Natan Domingues da Silva Junior ajuizou a reclamação trabalhista 0002024- 96.2012.5.23.0007 contra Arrossensal Agropecuária e Industrial S.A., na qual discute verbas trabalhistas não quitadas durante a vigência de seu contrato de trabalho. Informam que o ex-empregador, em sua reconvenção, com fundamento em suposta apropriação indébita de valores da empresa, solicitou e teve autorizada, a quebra de sigilo bancário dos ora reclamantes. Noticiam que ingressaram com mandado de segurança perante o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, no qual foi deferida a liminar somente para extrair dos autos os extratos bancários da reclamante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva. Aduz em que por ser liminar, a decisão pode ser cassada por aquela Corte. Ainda, sustentam a existência do perigo na demora, tendo em vista que os referidos extratos já estão juntados aos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT de origem, fato esse que pode influenciar a convicção do juiz e tornar inócua a decisão final do processo. Os reclamantes requerem o benefício da gratuidade processual, forte no art. 1º da Lei nº 7.115/1983, e na Lei nº 1.060/1950 c/c Lei nº 5.584/1970. É o relatório. Decido. De início, tendo em vista a afirmação dos reclamantes a respeito da inviabilidade de custear as despesas processuais sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, concedo o benefício da assistência judiciária gratuita (art. 4º da Lei nº 1.060/50 e art. 21, XIX, do RISTF). A reclamação prevista no artigo 102, I, l, da Constituição Federal é cabível nos casos de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, de desobediência à súmula vinculante ou de descumprimento de decisão desta Corte com efeito vinculante. No presente caso, não verifico a ocorrência de qualquer dessas hipóteses. O acórdão lavrado na ADI 3.684-MC, Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 03.8.2007, possui a seguinte ementa: ‘COMPETÊNCIA CRIMINAL. Justiça do Trabalho. Ações penais. Processo e julgamento. Jurisdição penal genérica. Inexistência. Interpretação conforme dada ao art. 114, incs. I, IV e IX, da CF, acrescidos pela EC nº 45/2004. Ação direta de inconstitucionalidade. Liminar deferida com efeito ex tunc. O disposto no art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição da República, acrescidos pela Emenda Constitucional nº 45, não atribui à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais.’ A decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região no julgamento do mandado de segurança possui o seguinte teor: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT de origem, fato esse que pode influenciar a convicção do juiz e tornar inócua a decisão final do processo. Os reclamantes requerem o benefício da gratuidade processual, forte no art. 1º da Lei nº 7.115/1983, e na Lei nº 1.060/1950 c/c Lei nº 5.584/1970. É o relatório. Decido. De início, tendo em vista a afirmação dos reclamantes a respeito da inviabilidade de custear as despesas processuais sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, concedo o benefício da assistência judiciária gratuita (art. 4º da Lei nº 1.060/50 e art. 21, XIX, do RISTF). A reclamação prevista no artigo 102, I, l, da Constituição Federal é cabível nos casos de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, de desobediência à súmula vinculante ou de descumprimento de decisão desta Corte com efeito vinculante. No presente caso, não verifico a ocorrência de qualquer dessas hipóteses. O acórdão lavrado na ADI 3.684-MC, Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 03.8.2007, possui a seguinte ementa: ‘COMPETÊNCIA CRIMINAL. Justiça do Trabalho. Ações penais. Processo e julgamento. Jurisdição penal genérica. Inexistência. Interpretação conforme dada ao art. 114, incs. I, IV e IX, da CF, acrescidos pela EC nº 45/2004. Ação direta de inconstitucionalidade. Liminar deferida com efeito ex tunc. O disposto no art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição da República, acrescidos pela Emenda Constitucional nº 45, não atribui à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais.’ A decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região no julgamento do mandado de segurança possui o seguinte teor: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT ‘Vistos os autos. NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR e CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA impetraram Mandado de Segurança, cumulado com pedido de liminar, em face de ato praticado pelo Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho Substituto LUIS APARECIDO TORRES, que, em atuação na egrégia 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá-MT, nos autos do processo 0002024-96.2012.5.23.0007, no qual o Impetrante figura como parte, deferiu o pedido formulado pela Ré, ora Litisconsorte, em Reconvenção, de quebra de sigilo bancário da conta dos Impetrantes. Reputa ilegal e abusivo o ato praticado e aponta afronta do artigo 5º, incisos X e XII da Constituição Federal. Aduz que o inciso X assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação e o inciso XII, que autoriza a quebra do sigilo bancário apenas por força de ordem judicial nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Insurge-se contra a quebra de sigilo bancário de sua esposa, sob a alegação de que esta sequer era parte na ação trabalhista. Assevera que a prova é ilícita, razão pela qual sua produção ofenderia também os artigos 5º , LIV e LV da CF, 1º, §4º, da Lei complementar nº 105/2001 e artigo 1º da Lei 9.296/96 e inobservância da decisão proferida na ADI 3684-0. Cita jurisprudência, doutrina, princípios e outros dispositivos legais a fim de alicerçar sua tese. Requer a concessão de liminar inaudita altera pars a fim de que seja suspenso o trâmite do processo de origem; suspensos os efeitos do ato coator para que seja determinado ao Banco do Brasil que não apresente os extratos bancários da Impetrante e, caso sejam juntados, requer sejam estes desentranhados; devendo ser adotado o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT ‘Vistos os autos. NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR e CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA impetraram Mandado de Segurança, cumulado com pedido de liminar, em face de ato praticado pelo Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho Substituto LUIS APARECIDO TORRES, que, em atuação na egrégia 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá-MT, nos autos do processo 0002024-96.2012.5.23.0007, no qual o Impetrante figura como parte, deferiu o pedido formulado pela Ré, ora Litisconsorte, em Reconvenção, de quebra de sigilo bancário da conta dos Impetrantes. Reputa ilegal e abusivo o ato praticado e aponta afronta do artigo 5º, incisos X e XII da Constituição Federal. Aduz que o inciso X assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação e o inciso XII, que autoriza a quebra do sigilo bancário apenas por força de ordem judicial nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Insurge-se contra a quebra de sigilo bancário de sua esposa, sob a alegação de que esta sequer era parte na ação trabalhista. Assevera que a prova é ilícita, razão pela qual sua produção ofenderia também os artigos 5º , LIV e LV da CF, 1º, §4º, da Lei complementar nº 105/2001 e artigo 1º da Lei 9.296/96 e inobservância da decisão proferida na ADI 3684-0. Cita jurisprudência, doutrina, princípios e outros dispositivos legais a fim de alicerçar sua tese. Requer a concessão de liminar inaudita altera pars a fim de que seja suspenso o trâmite do processo de origem; suspensos os efeitos do ato coator para que seja determinado ao Banco do Brasil que não apresente os extratos bancários da Impetrante e, caso sejam juntados, requer sejam estes desentranhados; devendo ser adotado o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT mesmo procedimento quanto aos extratos do Impetrante já juntados, por se tratar de prova ilícita. Com a inicial vieram procuração, documentos e a cópia do ato apontado como coator. Foi atribuído à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), tendo sido devidamente apontado e qualificado o Litisconsorte. A prova pré-constituída às fls. 653/656 demonstra que, em cumprimento à decisão judicial proferida pela autoridade apontada como coatora foram encaminhados pela Secretaria da Vara de origem ofícios a agências bancárias a fim de que fossem enviados a esta Justiça extratos bancários das contas do Autor e de sua esposa, as quais possuem numeração distinta. O sigilo bancário, embora constitua direito constitucionalmente assegurado pelo artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, não é um direito absoluto, havendo razões relevantes de interesse público que legitimam os órgãos juridicionais a adotar medidas restritivas desse direito, cabendo nessas hipóteses o julgador utilizar-se dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para decidir. Todavia, a quebra de sigilo bancário na esfera trabalhista, a rigor, deve restringir-se àqueles que figuram como partes no processo, não devendo se estender a terceiros alheios ao feito. Nesse sentido, transcrevo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INSTRUÇÃO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. Uma vez instaurada plena controvérsia acerca da quitação de períodos de licença- prêmios não gozados, ante a alegação do Empregador de que houve a conversão em pecúnia, com pagamento por meio de crédito direto na conta de recebimento do Empregado, o deferimento do pedido de quebra de sigilo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT mesmo procedimento quanto aos extratos do Impetrante já juntados, por se tratar de prova ilícita. Com a inicial vieram procuração, documentos e a cópia do ato apontado como coator. Foi atribuído à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), tendo sido devidamente apontado e qualificado o Litisconsorte. A prova pré-constituída às fls. 653/656 demonstra que, em cumprimento à decisão judicial proferida pela autoridade apontada como coatora foram encaminhados pela Secretaria da Vara de origem ofícios a agências bancárias a fim de que fossem enviados a esta Justiça extratos bancários das contas do Autor e de sua esposa, as quais possuem numeração distinta. O sigilo bancário, embora constitua direito constitucionalmente assegurado pelo artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, não é um direito absoluto, havendo razões relevantes de interesse público que legitimam os órgãos juridicionais a adotar medidas restritivas desse direito, cabendo nessas hipóteses o julgador utilizar-se dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para decidir. Todavia, a quebra de sigilo bancário na esfera trabalhista, a rigor, deve restringir-se àqueles que figuram como partes no processo, não devendo se estender a terceiros alheios ao feito. Nesse sentido, transcrevo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INSTRUÇÃO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. Uma vez instaurada plena controvérsia acerca da quitação de períodos de licença- prêmios não gozados, ante a alegação do Empregador de que houve a conversão em pecúnia, com pagamento por meio de crédito direto na conta de recebimento do Empregado, o deferimento do pedido de quebra de sigilo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT bancário do Reclamante não revela ato imbuído de ilegalidade ou abuso de poder. Trata-se de procedimento calcado em lei infraconstitucional, com a devida observância do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, resultante da relevância do interesse público na obtenção da verdade real para a solução pacífica da lide havida entre as partes, a justificar a ação estatal restritiva ao direito fundamental do cidadão. Ressalte-se, ainda, a existência de jurisprudência da Suprema Corte no sentido de que os direitos e garantias fundamentais não se revestem de caráter absoluto. Recurso não provido’. (Processo: ROMS – 51500- 14.2001.5.05.0000 Data de Julgamento: 01/03/2005, Relator Ministro: Emmanoel Pereira, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DJ 22/03/2005). Em face das razões expendidas, vislumbro possível afronta dos dispositivos legais apontados apenas em relação à Impetrante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva, razão pela qual DEFIRO PARCIALMENTE, a liminar postulada, apenas para determinar que sejam suspensos os efeitos da decisão de origem em relação à Impetrante nos termos requeridos no item ‘b’ da petição inicial, o que deverá ser restrito às contas individuais em que esta figurar como titular, não se estendendo às contas conjuntas. Observadas tais condições, autorizo o desentranhamento dos eventuais extratos da Impetrante já juntados aos autos de origem.’ Desta simples leitura, verifica-se a ausência de identidade entre a ADI 3.684-MC e a questão versada na reclamação. As decisões reclamadas trataram da possibilidade de quebra de sigilo bancário em reclamação trabalhista. Já o precedente desta Corte versa sobre a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações penais. Evidente, pois, que diferem entre si. Finalmente, o reclamante objetiva que seja conferida à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT bancário do Reclamante não revela ato imbuído de ilegalidade ou abuso de poder. Trata-se de procedimento calcado em lei infraconstitucional, com a devida observância do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, resultante da relevância do interesse público na obtenção da verdade real para a solução pacífica da lide havida entre as partes, a justificar a ação estatal restritiva ao direito fundamental do cidadão. Ressalte-se, ainda, a existência de jurisprudência da Suprema Corte no sentido de que os direitos e garantias fundamentais não se revestem de caráter absoluto. Recurso não provido’. (Processo: ROMS – 51500- 14.2001.5.05.0000 Data de Julgamento: 01/03/2005, Relator Ministro: Emmanoel Pereira, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DJ 22/03/2005). Em face das razões expendidas, vislumbro possível afronta dos dispositivos legais apontados apenas em relação à Impetrante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva, razão pela qual DEFIRO PARCIALMENTE, a liminar postulada, apenas para determinar que sejam suspensos os efeitos da decisão de origem em relação à Impetrante nos termos requeridos no item ‘b’ da petição inicial, o que deverá ser restrito às contas individuais em que esta figurar como titular, não se estendendo às contas conjuntas. Observadas tais condições, autorizo o desentranhamento dos eventuais extratos da Impetrante já juntados aos autos de origem.’ Desta simples leitura, verifica-se a ausência de identidade entre a ADI 3.684-MC e a questão versada na reclamação. As decisões reclamadas trataram da possibilidade de quebra de sigilo bancário em reclamação trabalhista. Já o precedente desta Corte versa sobre a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações penais. Evidente, pois, que diferem entre si. Finalmente, o reclamante objetiva que seja conferida à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT reclamação a natureza de sucedâneo recursal, possibilitando um atalho processual, o que é inviável no entendimento firmado por este Supremo Tribunal: ‘Impende enfatizar, finalmente, considerada a estrita vocação a que se acha constitucionalmente vinculado o instrumento da reclamação (RTJ 134/1033, v.g.), que tal remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Torna-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação do meio processual ora utilizado. É que, como referido, a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal’. (Rcl 4.003, rel. Min. Celso de Mello, DJ 04.4.2006) No mesmo sentido: Rcl 15345, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12.3.2013; Rcl 14169-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 24.8.2012; Rcl 6420, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.9.2008. Nego seguimento à presente reclamação (art. 21, § 1º, do RISTF), restando prejudicado o exame do pedido liminar. Retifique-se a autuação para que também conste o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região como reclamado.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT reclamação a natureza de sucedâneo recursal, possibilitando um atalho processual, o que é inviável no entendimento firmado por este Supremo Tribunal: ‘Impende enfatizar, finalmente, considerada a estrita vocação a que se acha constitucionalmente vinculado o instrumento da reclamação (RTJ 134/1033, v.g.), que tal remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Torna-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação do meio processual ora utilizado. É que, como referido, a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal’. (Rcl 4.003, rel. Min. Celso de Mello, DJ 04.4.2006) No mesmo sentido: Rcl 15345, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12.3.2013; Rcl 14169-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 24.8.2012; Rcl 6420, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.9.2008. Nego seguimento à presente reclamação (art. 21, § 1º, do RISTF), restando prejudicado o exame do pedido liminar. Retifique-se a autuação para que também conste o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região como reclamado.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 3.684-MC/DF. Ao julgar a mencionada ação direta de inconstitucionalidade, este Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido de medida cautelar, com efeito ex tunc, para assentar o entendimento de que o disposto nos incisos I, IV e IX do art. 114 da Carta da República, acrescidos pela Emenda Constitucional nº 45, não atribuiu à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais. O ato reclamado, por outro lado, versa sobre a possibilidade de determinação de quebra de sigilo de dados bancários pela Justiça do Trabalho, para fins de dirimir controvérsia surgida no bojo de reclamação trabalhista, sem que ao menos seja tangenciada qualquer discussão sobre a competência daquele ramo especializado do Poder Judiciário para o processamento e julgamento de ação penal. Os reclamantes invocam, ainda, suposto descumprimento de decisões proferidas por esta Corte em feitos de natureza subjetiva, dos quais sequer foram parte - situação que extrapola as balizas da reclamação constitucional. A propósito, cito, dentre vários, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 3.684-MC/DF. Ao julgar a mencionada ação direta de inconstitucionalidade, este Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido de medida cautelar, com efeito ex tunc, para assentar o entendimento de que o disposto nos incisos I, IV e IX do art. 114 da Carta da República, acrescidos pela Emenda Constitucional nº 45, não atribuiu à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais. O ato reclamado, por outro lado, versa sobre a possibilidade de determinação de quebra de sigilo de dados bancários pela Justiça do Trabalho, para fins de dirimir controvérsia surgida no bojo de reclamação trabalhista, sem que ao menos seja tangenciada qualquer discussão sobre a competência daquele ramo especializado do Poder Judiciário para o processamento e julgamento de ação penal. Os reclamantes invocam, ainda, suposto descumprimento de decisões proferidas por esta Corte em feitos de natureza subjetiva, dos quais sequer foram parte - situação que extrapola as balizas da reclamação constitucional. A propósito, cito, dentre vários, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6078 AgR/SC, Relator Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2010). “RECLAMAÇÃO. Alegação de afronta a decisão proferida em agravo regimental em agravo de instrumento. Causa de índole subjetiva. Decisão desprovida de eficácia erga omnes. Vinculação restrita às partes. Autoridade diversa daquela que é sujeito processual do recurso extraordinário. Processo extinto, sem julgamento de mérito. Inteligência do art. 102, I, "l", da CF. Precedentes. Agravo regimental improvido. Não cabe reclamação por suposta ofensa à autoridade de decisão proferida em processo subjetivo, do qual não é nem foi parte o reclamante” (Rcl 5335 ED/MG, Relator Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 09.5.2008). Assim, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6078 AgR/SC, Relator Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2010). “RECLAMAÇÃO. Alegação de afronta a decisão proferida em agravo regimental em agravo de instrumento. Causa de índole subjetiva. Decisão desprovida de eficácia erga omnes. Vinculação restrita às partes. Autoridade diversa daquela que é sujeito processual do recurso extraordinário. Processo extinto, sem julgamento de mérito. Inteligência do art. 102, I, "l", da CF. Precedentes. Agravo regimental improvido. Não cabe reclamação por suposta ofensa à autoridade de decisão proferida em processo subjetivo, do qual não é nem foi parte o reclamante” (Rcl 5335 ED/MG, Relator Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 09.5.2008). Assim, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) : OTACILIO PERON INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572577 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) : OTACILIO PERON INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572577 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588587
2014-08-12T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI Nº 3.684-MC/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e o ato reclamado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur274280
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, PRESSUPOSTOS) Rcl 6078 AgR (TP), Rcl 5335 ED-MC. Número de páginas: 12. Análise: 19/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
15443
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003 ART-00114 INC-00001 INC-00004 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n ART-00114\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 15443 AgR
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AGTE.(S) : NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) : OTACILIO PERON INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 7.ª VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7. VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI n 3.684-MC/DF. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e o ato reclamado, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544045. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7. VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face da decisão monocrática por mim proferida, mediante a qual neguei seguimento ao feito, interpõem agravo regimental Natan Domingues da Silva Junior e Outro(a/s). Os agravantes insistem na alegação de que as autoridades reclamadas teriam afrontado a decisão liminar proferida por esta Suprema Corte ao julgamento da ADI n 3.684-MC/DF. Defendem a impossibilidade de determinação de quebra do sigilo bancário nos autos da Reclamação Trabalhista n. 0002024- 96.2012.5.23.0007. Sustentam, ainda, equivocada a decisão agravada, ao argumento de que foram indicados, na petição inicial, inúmeros julgados deste Supremo Tribunal Federal nos quais firmado o entendimento de que a quebra de sigilo de dados somente pode ser decretada para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Em abono de sua tese, os reclamantes apontam as decisões proferidas por esta Corte na Petição 557/DF, HC 96.056/PE e Recurso Extraordinário 398.808. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544046. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) :OTACILIO PERON INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 7. VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face da decisão monocrática por mim proferida, mediante a qual neguei seguimento ao feito, interpõem agravo regimental Natan Domingues da Silva Junior e Outro(a/s). Os agravantes insistem na alegação de que as autoridades reclamadas teriam afrontado a decisão liminar proferida por esta Suprema Corte ao julgamento da ADI n 3.684-MC/DF. Defendem a impossibilidade de determinação de quebra do sigilo bancário nos autos da Reclamação Trabalhista n. 0002024- 96.2012.5.23.0007. Sustentam, ainda, equivocada a decisão agravada, ao argumento de que foram indicados, na petição inicial, inúmeros julgados deste Supremo Tribunal Federal nos quais firmado o entendimento de que a quebra de sigilo de dados somente pode ser decretada para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Em abono de sua tese, os reclamantes apontam as decisões proferidas por esta Corte na Petição 557/DF, HC 96.056/PE e Recurso Extraordinário 398.808. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544046. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Trata-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, fundada no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ajuizada por Natan Domingues da Silva Júnior e Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva contra decisões proferidas pela 7... Vara do Trabalho de Cuiabá e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região, as quais, supostamente, teriam contrariado o entendimento firmado por este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.684. Os reclamantes argumentam que Natan Domingues da Silva Junior ajuizou a reclamação trabalhista 0002024- 96.2012.5.23.0007 contra Arrossensal Agropecuária e Industrial S.A., na qual discute verbas trabalhistas não quitadas durante a vigência de seu contrato de trabalho. Informam que o ex-empregador, em sua reconvenção, com fundamento em suposta apropriação indébita de valores da empresa, solicitou e teve autorizada, a quebra de sigilo bancário dos ora reclamantes. Noticiam que ingressaram com mandado de segurança perante o Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região, no qual foi deferida a liminar somente para extrair dos autos os extratos bancários da reclamante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva. Aduz em que por ser liminar, a decisão pode ser cassada por aquela Corte. Ainda, sustentam a existência do perigo na demora, tendo em vista que os referidos extratos já estão juntados aos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 MATO GROSSO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Trata-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, fundada no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ajuizada por Natan Domingues da Silva Júnior e Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva contra decisões proferidas pela 7... Vara do Trabalho de Cuiabá e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região, as quais, supostamente, teriam contrariado o entendimento firmado por este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.684. Os reclamantes argumentam que Natan Domingues da Silva Junior ajuizou a reclamação trabalhista 0002024- 96.2012.5.23.0007 contra Arrossensal Agropecuária e Industrial S.A., na qual discute verbas trabalhistas não quitadas durante a vigência de seu contrato de trabalho. Informam que o ex-empregador, em sua reconvenção, com fundamento em suposta apropriação indébita de valores da empresa, solicitou e teve autorizada, a quebra de sigilo bancário dos ora reclamantes. Noticiam que ingressaram com mandado de segurança perante o Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região, no qual foi deferida a liminar somente para extrair dos autos os extratos bancários da reclamante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva. Aduz em que por ser liminar, a decisão pode ser cassada por aquela Corte. Ainda, sustentam a existência do perigo na demora, tendo em vista que os referidos extratos já estão juntados aos autos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT de origem, fato esse que pode influenciar a convicção do juiz e tornar inócua a decisão final do processo. Os reclamantes requerem o benefício da gratuidade processual, forte no art. 1... da Lei n 7.115/1983, e na Lei n 1.060/1950 c/c Lei n 5.584/1970. É o relatório. Decido. De início, tendo em vista a afirmação dos reclamantes a respeito da inviabilidade de custear as despesas processuais sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, concedo o benefício da assistência judiciária gratuita (art. 4... da Lei n 1.060/50 e art. 21, XIX, do RISTF). A reclamação prevista no artigo 102, I, l, da Constituição Federal é cabível nos casos de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, de desobediência à súmula vinculante ou de descumprimento de decisão desta Corte com efeito vinculante. No presente caso, não verifico a ocorrência de qualquer dessas hipóteses. O acórdão lavrado na ADI 3.684-MC, Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 03.8.2007, possui a seguinte ementa: ‘COMPETÊNCIA CRIMINAL. Justiça do Trabalho. Ações penais. Processo e julgamento. Jurisdição penal genérica. Inexistência. Interpretação conforme dada ao art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição Federal de 1988, acrescidos pela EC n 45/2004. Ação direta de inconstitucionalidade. Liminar deferida com efeito ex tunc. O disposto no art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição da República, acrescidos pela Emenda Constitucional n 45, não atribui à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais.’ A decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região no julgamento do mandado de segurança possui o seguinte teor: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT de origem, fato esse que pode influenciar a convicção do juiz e tornar inócua a decisão final do processo. Os reclamantes requerem o benefício da gratuidade processual, forte no art. 1... da Lei n 7.115/1983, e na Lei n 1.060/1950 c/c Lei n 5.584/1970. É o relatório. Decido. De início, tendo em vista a afirmação dos reclamantes a respeito da inviabilidade de custear as despesas processuais sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, concedo o benefício da assistência judiciária gratuita (art. 4... da Lei n 1.060/50 e art. 21, XIX, do RISTF). A reclamação prevista no artigo 102, I, l, da Constituição Federal é cabível nos casos de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, de desobediência à súmula vinculante ou de descumprimento de decisão desta Corte com efeito vinculante. No presente caso, não verifico a ocorrência de qualquer dessas hipóteses. O acórdão lavrado na ADI 3.684-MC, Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 03.8.2007, possui a seguinte ementa: ‘COMPETÊNCIA CRIMINAL. Justiça do Trabalho. Ações penais. Processo e julgamento. Jurisdição penal genérica. Inexistência. Interpretação conforme dada ao art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição Federal de 1988, acrescidos pela EC n 45/2004. Ação direta de inconstitucionalidade. Liminar deferida com efeito ex tunc. O disposto no art. 114, incs. I, IV e IX, da Constituição da República, acrescidos pela Emenda Constitucional n 45, não atribui à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais.’ A decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região no julgamento do mandado de segurança possui o seguinte teor: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT ‘Vistos os autos. NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR e CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA impetraram Mandado de Segurança, cumulado com pedido de liminar, em face de ato praticado pelo Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho Substituto LUIS APARECIDO TORRES, que, em atuação na egrégia 7... Vara do Trabalho de Cuiabá-MT, nos autos do processo 0002024-96.2012.5.23.0007, no qual o Impetrante figura como parte, deferiu o pedido formulado pela Ré, ora Litisconsorte, em Reconvenção, de quebra de sigilo bancário da conta dos Impetrantes. Reputa ilegal e abusivo o ato praticado e aponta afronta do artigo 5..., incisos X e XII da Constituição Federal. Aduz que o inciso X assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação e o inciso XII, que autoriza a quebra do sigilo bancário apenas por força de ordem judicial nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Insurge-se contra a quebra de sigilo bancário de sua esposa, sob a alegação de que esta sequer era parte na ação trabalhista. Assevera que a prova é ilícita, razão pela qual sua produção ofenderia também os artigos 5... , LIV e LV da Constituição Federal de 1988, 1..., §4..., da Lei complementar n 105/2001 e artigo 1... da Lei 9.296/96 e inobservância da decisão proferida na ADI 3684-0. Cita jurisprudência, doutrina, princípios e outros dispositivos legais a fim de alicerçar sua tese. Requer a concessão de liminar inaudita altera pars a fim de que seja suspenso o trâmite do processo de origem; suspensos os efeitos do ato coator para que seja determinado ao Banco do Brasil que não apresente os extratos bancários da Impetrante e, caso sejam juntados, requer sejam estes desentranhados; devendo ser adotado o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT ‘Vistos os autos. NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR e CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA impetraram Mandado de Segurança, cumulado com pedido de liminar, em face de ato praticado pelo Excelentíssimo Senhor Juiz do Trabalho Substituto LUIS APARECIDO TORRES, que, em atuação na egrégia 7... Vara do Trabalho de Cuiabá-MT, nos autos do processo 0002024-96.2012.5.23.0007, no qual o Impetrante figura como parte, deferiu o pedido formulado pela Ré, ora Litisconsorte, em Reconvenção, de quebra de sigilo bancário da conta dos Impetrantes. Reputa ilegal e abusivo o ato praticado e aponta afronta do artigo 5..., incisos X e XII da Constituição Federal. Aduz que o inciso X assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação e o inciso XII, que autoriza a quebra do sigilo bancário apenas por força de ordem judicial nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Insurge-se contra a quebra de sigilo bancário de sua esposa, sob a alegação de que esta sequer era parte na ação trabalhista. Assevera que a prova é ilícita, razão pela qual sua produção ofenderia também os artigos 5... , LIV e LV da Constituição Federal de 1988, 1..., §4..., da Lei complementar n 105/2001 e artigo 1... da Lei 9.296/96 e inobservância da decisão proferida na ADI 3684-0. Cita jurisprudência, doutrina, princípios e outros dispositivos legais a fim de alicerçar sua tese. Requer a concessão de liminar inaudita altera pars a fim de que seja suspenso o trâmite do processo de origem; suspensos os efeitos do ato coator para que seja determinado ao Banco do Brasil que não apresente os extratos bancários da Impetrante e, caso sejam juntados, requer sejam estes desentranhados; devendo ser adotado o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT mesmo procedimento quanto aos extratos do Impetrante já juntados, por se tratar de prova ilícita. Com a inicial vieram procuração, documentos e a cópia do ato apontado como coator. Foi atribuído à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), tendo sido devidamente apontado e qualificado o Litisconsorte. A prova pré-constituída às fls. 653/656 demonstra que, em cumprimento à decisão judicial proferida pela autoridade apontada como coatora foram encaminhados pela Secretaria da Vara de origem ofícios a agências bancárias a fim de que fossem enviados a esta Justiça extratos bancários das contas do Autor e de sua esposa, as quais possuem numeração distinta. O sigilo bancário, embora constitua direito constitucionalmente assegurado pelo artigo 5..., inciso X, da Constituição Federal, não é um direito absoluto, havendo razões relevantes de interesse público que legitimam os órgãos juridicionais a adotar medidas restritivas desse direito, cabendo nessas hipóteses o julgador utilizar-se dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para decidir. Todavia, a quebra de sigilo bancário na esfera trabalhista, a rigor, deve restringir-se àqueles que figuram como partes no processo, não devendo se estender a terceiros alheios ao feito. Nesse sentido, transcrevo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INSTRUÇÃO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. Uma vez instaurada plena controvérsia acerca da quitação de períodos de licença- prêmios não gozados, ante a alegação do Empregador de que houve a conversão em pecúnia, com pagamento por meio de crédito direto na conta de recebimento do Empregado, o deferimento do pedido de quebra de sigilo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT mesmo procedimento quanto aos extratos do Impetrante já juntados, por se tratar de prova ilícita. Com a inicial vieram procuração, documentos e a cópia do ato apontado como coator. Foi atribuído à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), tendo sido devidamente apontado e qualificado o Litisconsorte. A prova pré-constituída às fls. 653/656 demonstra que, em cumprimento à decisão judicial proferida pela autoridade apontada como coatora foram encaminhados pela Secretaria da Vara de origem ofícios a agências bancárias a fim de que fossem enviados a esta Justiça extratos bancários das contas do Autor e de sua esposa, as quais possuem numeração distinta. O sigilo bancário, embora constitua direito constitucionalmente assegurado pelo artigo 5..., inciso X, da Constituição Federal, não é um direito absoluto, havendo razões relevantes de interesse público que legitimam os órgãos juridicionais a adotar medidas restritivas desse direito, cabendo nessas hipóteses o julgador utilizar-se dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para decidir. Todavia, a quebra de sigilo bancário na esfera trabalhista, a rigor, deve restringir-se àqueles que figuram como partes no processo, não devendo se estender a terceiros alheios ao feito. Nesse sentido, transcrevo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INSTRUÇÃO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. Uma vez instaurada plena controvérsia acerca da quitação de períodos de licença- prêmios não gozados, ante a alegação do Empregador de que houve a conversão em pecúnia, com pagamento por meio de crédito direto na conta de recebimento do Empregado, o deferimento do pedido de quebra de sigilo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT bancário do Reclamante não revela ato imbuído de ilegalidade ou abuso de poder. Trata-se de procedimento calcado em lei infraconstitucional, com a devida observância do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, resultante da relevância do interesse público na obtenção da verdade real para a solução pacífica da lide havida entre as partes, a justificar a ação estatal restritiva ao direito fundamental do cidadão. Ressalte-se, ainda, a existência de jurisprudência da Suprema Corte no sentido de que os direitos e garantias fundamentais não se revestem de caráter absoluto. Recurso não provido’. (Processo: ROMS – 51500- 14.2001.5.05.0000 Data de Julgamento: 01/03/2005, Relator Ministro: Emmanoel Pereira, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DJ 22/03/2005). Em face das razões expendidas, vislumbro possível afronta dos dispositivos legais apontados apenas em relação à Impetrante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva, razão pela qual DEFIRO PARCIALMENTE, a liminar postulada, apenas para determinar que sejam suspensos os efeitos da decisão de origem em relação à Impetrante nos termos requeridos no item ‘b’ da petição inicial, o que deverá ser restrito às contas individuais em que esta figurar como titular, não se estendendo às contas conjuntas. Observadas tais condições, autorizo o desentranhamento dos eventuais extratos da Impetrante já juntados aos autos de origem.’ Desta simples leitura, verifica-se a ausência de identidade entre a ADI 3.684-MC e a questão versada na reclamação. As decisões reclamadas trataram da possibilidade de quebra de sigilo bancário em reclamação trabalhista. Já o precedente desta Corte versa sobre a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações penais. Evidente, pois, que diferem entre si. Finalmente, o reclamante objetiva que seja conferida à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT bancário do Reclamante não revela ato imbuído de ilegalidade ou abuso de poder. Trata-se de procedimento calcado em lei infraconstitucional, com a devida observância do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, resultante da relevância do interesse público na obtenção da verdade real para a solução pacífica da lide havida entre as partes, a justificar a ação estatal restritiva ao direito fundamental do cidadão. Ressalte-se, ainda, a existência de jurisprudência da Suprema Corte no sentido de que os direitos e garantias fundamentais não se revestem de caráter absoluto. Recurso não provido’. (Processo: ROMS – 51500- 14.2001.5.05.0000 Data de Julgamento: 01/03/2005, Relator Ministro: Emmanoel Pereira, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DJ 22/03/2005). Em face das razões expendidas, vislumbro possível afronta dos dispositivos legais apontados apenas em relação à Impetrante Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva, razão pela qual DEFIRO PARCIALMENTE, a liminar postulada, apenas para determinar que sejam suspensos os efeitos da decisão de origem em relação à Impetrante nos termos requeridos no item ‘b’ da petição inicial, o que deverá ser restrito às contas individuais em que esta figurar como titular, não se estendendo às contas conjuntas. Observadas tais condições, autorizo o desentranhamento dos eventuais extratos da Impetrante já juntados aos autos de origem.’ Desta simples leitura, verifica-se a ausência de identidade entre a ADI 3.684-MC e a questão versada na reclamação. As decisões reclamadas trataram da possibilidade de quebra de sigilo bancário em reclamação trabalhista. Já o precedente desta Corte versa sobre a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações penais. Evidente, pois, que diferem entre si. Finalmente, o reclamante objetiva que seja conferida à 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT reclamação a natureza de sucedâneo recursal, possibilitando um atalho processual, o que é inviável no entendimento firmado por este Supremo Tribunal: ‘Impende enfatizar, finalmente, considerada a estrita vocação a que se acha constitucionalmente vinculado o instrumento da reclamação (RTJ 134/1033, v.g.), que tal remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Torna-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação do meio processual ora utilizado. É que, como referido, a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal’. (Rcl 4.003, rel. Min. Celso de Mello, DJ 04.4.2006) No mesmo sentido: Rcl 15345, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12.3.2013; Rcl 14169-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 24.8.2012; Rcl 6420, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.9.2008. Nego seguimento à presente reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF), restando prejudicado o exame do pedido liminar. Retifique-se a autuação para que também conste o Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região como reclamado.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional n 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT reclamação a natureza de sucedâneo recursal, possibilitando um atalho processual, o que é inviável no entendimento firmado por este Supremo Tribunal: ‘Impende enfatizar, finalmente, considerada a estrita vocação a que se acha constitucionalmente vinculado o instrumento da reclamação (RTJ 134/1033, v.g.), que tal remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Torna-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação do meio processual ora utilizado. É que, como referido, a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal’. (Rcl 4.003, rel. Min. Celso de Mello, DJ 04.4.2006) No mesmo sentido: Rcl 15345, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12.3.2013; Rcl 14169-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 24.8.2012; Rcl 6420, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 17.9.2008. Nego seguimento à presente reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF), restando prejudicado o exame do pedido liminar. Retifique-se a autuação para que também conste o Tribunal Regional do Trabalho da 23... Região como reclamado.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional n 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 3.684-MC/DF. Ao julgar a mencionada ação direta de inconstitucionalidade, este Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido de medida cautelar, com efeito ex tunc, para assentar o entendimento de que o disposto nos incisos I, IV e IX do art. 114 da Carta da República, acrescidos pela Emenda Constitucional n 45, não atribuiu à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais. O ato reclamado, por outro lado, versa sobre a possibilidade de determinação de quebra de sigilo de dados bancários pela Justiça do Trabalho, para fins de dirimir controvérsia surgida no bojo de reclamação trabalhista, sem que ao menos seja tangenciada qualquer discussão sobre a competência daquele ramo especializado do Poder Judiciário para o processamento e julgamento de ação penal. Os reclamantes invocam, ainda, suposto descumprimento de decisões proferidas por esta Corte em feitos de natureza subjetiva, dos quais sequer foram parte - situação que extrapola as balizas da reclamação constitucional. A propósito, cito, dentre vários, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 3.684-MC/DF. Ao julgar a mencionada ação direta de inconstitucionalidade, este Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido de medida cautelar, com efeito ex tunc, para assentar o entendimento de que o disposto nos incisos I, IV e IX do art. 114 da Carta da República, acrescidos pela Emenda Constitucional n 45, não atribuiu à Justiça do Trabalho competência para processar e julgar ações penais. O ato reclamado, por outro lado, versa sobre a possibilidade de determinação de quebra de sigilo de dados bancários pela Justiça do Trabalho, para fins de dirimir controvérsia surgida no bojo de reclamação trabalhista, sem que ao menos seja tangenciada qualquer discussão sobre a competência daquele ramo especializado do Poder Judiciário para o processamento e julgamento de ação penal. Os reclamantes invocam, ainda, suposto descumprimento de decisões proferidas por esta Corte em feitos de natureza subjetiva, dos quais sequer foram parte - situação que extrapola as balizas da reclamação constitucional. A propósito, cito, dentre vários, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6078 AgR/SC, Relator Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2010). “RECLAMAÇÃO. Alegação de afronta a decisão proferida em agravo regimental em agravo de instrumento. Causa de índole subjetiva. Decisão desprovida de eficácia erga omnes. Vinculação restrita às partes. Autoridade diversa daquela que é sujeito processual do recurso extraordinário. Processo extinto, sem julgamento de mérito. Inteligência do art. 102, I, "l", da Constituição Federal de 1988. Precedentes. Agravo regimental improvido. Não cabe reclamação por suposta ofensa à autoridade de decisão proferida em processo subjetivo, do qual não é nem foi parte o reclamante” (Rcl 5335 ED/MG, Relator Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 09.5.2008). Assim, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6078 AgR/SC, Relator Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJe 30.4.2010). “RECLAMAÇÃO. Alegação de afronta a decisão proferida em agravo regimental em agravo de instrumento. Causa de índole subjetiva. Decisão desprovida de eficácia erga omnes. Vinculação restrita às partes. Autoridade diversa daquela que é sujeito processual do recurso extraordinário. Processo extinto, sem julgamento de mérito. Inteligência do art. 102, I, "l", da Constituição Federal de 1988. Precedentes. Agravo regimental improvido. Não cabe reclamação por suposta ofensa à autoridade de decisão proferida em processo subjetivo, do qual não é nem foi parte o reclamante” (Rcl 5335 ED/MG, Relator Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 09.5.2008). Assim, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 15443 AGR / MT É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Supremo Tribunal Federal RCL 15443 AGR / MT É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) : OTACILIO PERON INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 7. VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572577 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.443 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALE ARFUX JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S.A ADV.(A/S) : OTACILIO PERON INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 7. VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572577 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI n 3 . 684 - MC / DF", "RECLAMAÇÃO 15 . 443", "ADI n 3 . 684 - MC / DF", "Reclamação Trabalhista n . 0002024 - 96 . 2012 . 5 . 23 . 0007", "Petição 557 / DF", "HC 96 . 056 / PE", "Recurso Extraordinário 398 . 808", "ADI n 3 . 684 - MC / DF", "Reclamação Trabalhista n . 0002024 - 96 . 2012 . 5 . 23 . 0007", "Petição 557 / DF", "HC 96 . 056 / PE", "Recurso Extraordinário 398 . 808", "ADI 3 . 684", "ADI 3 . 684", "ADI 3 . 684 - MC", "processo", "0002024", "-", "96", ".", "2012", ".", "5", ".", "23", ".", "0007", "ADI 3684 - 0", "RCL 15443", "processo", "0002024", "-", "96 .", "2012", ".", "5", ".", "23", ".", "0007", "ADI 3684 - 0", "RCL 15443 AGR / MT", "RCL 15443 AGR / MT", "RCL 15443 AGR / MT", "ROMS – 51500 - 14 . 2001 . 5 . 05 . 0000", "ADI 3 . 684 - MC", "RCL 15443 AGR /", "ROMS – 51500 - 14 . 2001 . 5 . 05 . 0000", "ADI 3 . 684 - MC", "RCL 15443 AGR / MT", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 4 . 003", "Rcl 15345", "Rcl 14169 - MC", "Rcl 6420", "RCL 15443", "RTJ", "Rcl 4 . 003", "Rcl 15345", "Rcl 14169 - MC", "Rcl 6420", "ADI 3 . 684 - MC / DF", "ADI 3 . 684 - MC / DF", "RCL 15443 AGR / MT", "Rcl 6078 AgR / SC", "Rcl 5335 ED / MG", "RCL 15443 AGR / MT", "Rcl 6078 AgR / SC", "Rcl 5335 ED / MG", "RCL" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . da Lei n 7 . 115 / 1983", "Lei n 1 . 060 / 1950", "Lei n 5 . 584 / 1970", "art . 4 . . . da Lei n 1 . 060 / 50", "art . 21 , XIX , do RISTF", "artigo 102 , I , l , da Constituição Federal", "art . 114 , incs . 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "7", ".", "Banco do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MT", "7", "Banco do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Subseção II Especializada em Dissídios Individuais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Subseção II Especializada em Dissídios Individuais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Regional do Trabalho da 23 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 23 . .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MT", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MT", "Supremo Tribunal Federal", "PLENO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S . A", "7", ". VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ - MT", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ARROSSENSAL AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL S . A", "7", ". VARA DO TRABALHO DE CUIABÁ", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "ALE ARFUX JÚNIOR", "OTACILIO PERON", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "ALE ARFUX JÚNIOR", "OTACILIO PERON", "Rosa Weber", "Natan Domingues da Silva Junior", "ROSA WEBER", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "ALE ARFUX JÚNIOR", "OTACILIO PERON", "Rosa Weber", "Natan Domingues da Silva Junior", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Natan Domingues da Silva Júnior", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "Natan Domingues da Silva Junior", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "Rosa Weber", "Natan Domingues da Silva Júnior", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "Natan Domingues da Silva Junior", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER RCL", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA", "LUIS APARECIDO TORRES", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "CRISTIANE MARCIA COSTA MIRANDA DA SILVA", "LUIS APARECIDO TORRES", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Emmanoel Pereira", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "Emmanoel Pereira", "Cristiane Marcia Costa Miranda da Silva", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "ALE ARFUX JÚNIOR", "OTACILIO PERON", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "NATAN DOMINGUES DA SILVA JUNIOR", "ALE ARFUX JÚNIOR", "OTACILIO PERON", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "2005", "22", "/", "03", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "2005", "22", "/", "03", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "4", ".", "2006", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", ".", "8", ".", "2012", "17", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "4", ".", "2006", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", ".", "8", ".", "2012", "17", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "09", ".", "5", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "09", ".", "5", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. O acolhimento do pedido formulado pelo embargante, a envolver o mérito do recurso, pressupõe um dos vícios relativos aos declaratórios – omissão, contradição e obscuridade. MANDADO DE SEGURANÇA – MODULAÇÃO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL NEGATIVO. Descabe modular pronunciamento judicial formalizado em mandado de segurança, deferida, ou não, a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985588. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno, na sessão de 24 de fevereiro de 2011, indeferiu a segurança pleiteada. O acórdão, o qual fui designado para redigir, ficou assim ementado: AJUDA DE CUSTO E DESPESA DE TRANSPORTE – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – ALCANCE DA LEI Nº 8.112/90 E DOS DECRETOS Nº 1.445/95 E 1.637/95. A teor das normas de regência da ajuda de custo, o fato de o servidor voltar à origem espontaneamente não gera o direito à ajuda de custo, mostrando-se irrelevante a circunstância de haver sido afastado de função comissionada. O impetrante, nos embargos de declaração, aponta contradição no pronunciamento. Alega, inicialmente, a necessidade de fixar efeitos prospectivos ao julgado, por tratar-se de processo em única instância. Pretende o reconhecimento de direito à ajuda de custo de deslocamento, pois teria sido removido, por interesse do Tribunal de Contas da União, para a unidade do órgão no Acre, com o objetivo de exercer a função de confiança de chefe de divisão, e, tempos depois, acabou destituído da função e devolvido para a Paraíba. Assim, se o primeiro deslocamento ocorreu no interesse da Administração Pública, com a segunda remoção, teria direito ao mencionado auxílio. Argui erro de fato no julgamento, destacando os votos na tese Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno, na sessão de 24 de fevereiro de 2011, indeferiu a segurança pleiteada. O acórdão, o qual fui designado para redigir, ficou assim ementado: AJUDA DE CUSTO E DESPESA DE TRANSPORTE – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – ALCANCE DA LEI Nº 8.112/90 E DOS DECRETOS Nº 1.445/95 E 1.637/95. A teor das normas de regência da ajuda de custo, o fato de o servidor voltar à origem espontaneamente não gera o direito à ajuda de custo, mostrando-se irrelevante a circunstância de haver sido afastado de função comissionada. O impetrante, nos embargos de declaração, aponta contradição no pronunciamento. Alega, inicialmente, a necessidade de fixar efeitos prospectivos ao julgado, por tratar-se de processo em única instância. Pretende o reconhecimento de direito à ajuda de custo de deslocamento, pois teria sido removido, por interesse do Tribunal de Contas da União, para a unidade do órgão no Acre, com o objetivo de exercer a função de confiança de chefe de divisão, e, tempos depois, acabou destituído da função e devolvido para a Paraíba. Assim, se o primeiro deslocamento ocorreu no interesse da Administração Pública, com a segunda remoção, teria direito ao mencionado auxílio. Argui erro de fato no julgamento, destacando os votos na tese Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório MS 24089 ED / DF vencedora proferidos pelo Ministro Gilmar Mendes e por mim, consoante os quais a remoção para a unidade SECEX-AC não possuiria vínculo com a nomeação para ocupar a função de confiança. Sustenta ter acontecido simples atraso na publicação do ato de nomeação. Requer o provimento dos embargos, com a aplicação de efeitos infringentes e prospectivos, para reconhecer o direito à ajuda de custo e de transporte. A União, nas contrarrazões de folha 252 a 256, diz da ausência dos requisitos do cabimento do recurso. Afirma que o alegado erro não ocorreu, pois a apreciação da circunstância fática ora apontada foi tratada como razão de decidir, não integrando propriamente o julgado. Além disso, o reconhecimento do equívoco não levaria à mudança da conclusão dos votos. Contesta as apontadas divergências no meu voto e no do Ministro Gilmar Mendes, ressaltando, quanto à fundamentação deste último, o esclarecimento final sobre o objeto do julgamento – a impossibilidade de concessão da ajuda de custo quando a remoção se der a pedido do servidor, hipótese do processo. Requer o não conhecimento dos embargos de declaração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Supremo Tribunal Federal MS 24089 ED / DF vencedora proferidos pelo Ministro Gilmar Mendes e por mim, consoante os quais a remoção para a unidade SECEX-AC não possuiria vínculo com a nomeação para ocupar a função de confiança. Sustenta ter acontecido simples atraso na publicação do ato de nomeação. Requer o provimento dos embargos, com a aplicação de efeitos infringentes e prospectivos, para reconhecer o direito à ajuda de custo e de transporte. A União, nas contrarrazões de folha 252 a 256, diz da ausência dos requisitos do cabimento do recurso. Afirma que o alegado erro não ocorreu, pois a apreciação da circunstância fática ora apontada foi tratada como razão de decidir, não integrando propriamente o julgado. Além disso, o reconhecimento do equívoco não levaria à mudança da conclusão dos votos. Contesta as apontadas divergências no meu voto e no do Ministro Gilmar Mendes, ressaltando, quanto à fundamentação deste último, o esclarecimento final sobre o objeto do julgamento – a impossibilidade de concessão da ajuda de custo quando a remoção se der a pedido do servidor, hipótese do processo. Requer o não conhecimento dos embargos de declaração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A decisão recorrida foi publicada em 9 de maio de 2011, segunda-feira. Excluído tal dia da contagem, o termo final recaiu em 16 subsequente, segunda-feira, data do protocolo dos embargos. A peça está subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciada (folha 206). Conheço. As balizas fáticas adotadas no acórdão revelaram-se lineares: a remoção do servidor público para a unidade do Tribunal de Contas da União no Estado do Acre dera-se antes da nomeação para o exercício da função comissionada. A primeira, em 8 de agosto de 1996, e a segunda, em 27 seguinte. A remoção do Estado do Acre para o da Paraíba ocorrera a requerimento do servidor (folha 178), fato que afasta a percepção da ajuda de custo, consoante o artigo 53 da Lei nº 8.112/90, a exigir o “interesse do serviço” como condição de implemento da vantagem pecuniária. Não há o vício apontado pelo embargante – a contradição. O recurso foi protocolado com o claro intuito de obter o rejulgamento da causa, o que é inviável a esta altura, presente a organicidade do Direito instrumental. Quanto à modulação, mostra-se manifesta a impropriedade da articulação. Ou se reconhece a existência de direito líquido e certo ou não se reconhece, indeferindo-se a segurança. Nego provimento aos embargos declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985590. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A decisão recorrida foi publicada em 9 de maio de 2011, segunda-feira. Excluído tal dia da contagem, o termo final recaiu em 16 subsequente, segunda-feira, data do protocolo dos embargos. A peça está subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciada (folha 206). Conheço. As balizas fáticas adotadas no acórdão revelaram-se lineares: a remoção do servidor público para a unidade do Tribunal de Contas da União no Estado do Acre dera-se antes da nomeação para o exercício da função comissionada. A primeira, em 8 de agosto de 1996, e a segunda, em 27 seguinte. A remoção do Estado do Acre para o da Paraíba ocorrera a requerimento do servidor (folha 178), fato que afasta a percepção da ajuda de custo, consoante o artigo 53 da Lei nº 8.112/90, a exigir o “interesse do serviço” como condição de implemento da vantagem pecuniária. Não há o vício apontado pelo embargante – a contradição. O recurso foi protocolado com o claro intuito de obter o rejulgamento da causa, o que é inviável a esta altura, presente a organicidade do Direito instrumental. Quanto à modulação, mostra-se manifesta a impropriedade da articulação. Ou se reconhece a existência de direito líquido e certo ou não se reconhece, indeferindo-se a segurança. Nego provimento aos embargos declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) : ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6972759 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) : ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6972759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7065888
2014-08-28T00:00:00
2014-10-29T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. O acolhimento do pedido formulado pelo embargante, a envolver o mérito do recurso, pressupõe um dos vícios relativos aos declaratórios – omissão, contradição e obscuridade. MANDADO DE SEGURANÇA – MODULAÇÃO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL NEGATIVO. Descabe modular pronunciamento judicial formalizado em mandado de segurança, deferida, ou não, a ordem.
sjur282018
Número de páginas: 5. Análise: 18/11/2014, AUR.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
24089
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00053\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS" ]
MS-ED
acordaos
MS 24089 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) : ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. O acolhimento do pedido formulado pelo embargante, a envolver o mérito do recurso, pressupõe um dos vícios relativos aos declaratórios – omissão, contradição e obscuridade. MANDADO DE SEGURANÇA – MODULAÇÃO DO PRONUNCIAMENTO JUDICIAL NEGATIVO. Descabe modular pronunciamento judicial formalizado em mandado de segurança, deferida, ou não, a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985588. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno, na sessão de 24 de fevereiro de 2011, indeferiu a segurança pleiteada. O acórdão, o qual fui designado para redigir, ficou assim ementado: AJUDA DE CUSTO E DESPESA DE TRANSPORTE – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – ALCANCE DA LEI n 8.112/90 E DOS DECRETOS n 1.445/95 E 1.637/95. A teor das normas de regência da ajuda de custo, o fato de o servidor voltar à origem espontaneamente não gera o direito à ajuda de custo, mostrando-se irrelevante a circunstância de haver sido afastado de função comissionada. O impetrante, nos embargos de declaração, aponta contradição no pronunciamento. Alega, inicialmente, a necessidade de fixar efeitos prospectivos ao julgado, por tratar-se de processo em única instância. Pretende o reconhecimento de direito à ajuda de custo de deslocamento, pois teria sido removido, por interesse do Tribunal de Contas da União, para a unidade do órgão no Acre, com o objetivo de exercer a função de confiança de chefe de divisão, e, tempos depois, acabou destituído da função e devolvido para a Paraíba. Assim, se o primeiro deslocamento ocorreu no interesse da Administração Pública, com a segunda remoção, teria direito ao mencionado auxílio. Argui erro de fato no julgamento, destacando os votos na tese Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) :ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Pleno, na sessão de 24 de fevereiro de 2011, indeferiu a segurança pleiteada. O acórdão, o qual fui designado para redigir, ficou assim ementado: AJUDA DE CUSTO E DESPESA DE TRANSPORTE – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – ALCANCE DA LEI n 8.112/90 E DOS DECRETOS n 1.445/95 E 1.637/95. A teor das normas de regência da ajuda de custo, o fato de o servidor voltar à origem espontaneamente não gera o direito à ajuda de custo, mostrando-se irrelevante a circunstância de haver sido afastado de função comissionada. O impetrante, nos embargos de declaração, aponta contradição no pronunciamento. Alega, inicialmente, a necessidade de fixar efeitos prospectivos ao julgado, por tratar-se de processo em única instância. Pretende o reconhecimento de direito à ajuda de custo de deslocamento, pois teria sido removido, por interesse do Tribunal de Contas da União, para a unidade do órgão no Acre, com o objetivo de exercer a função de confiança de chefe de divisão, e, tempos depois, acabou destituído da função e devolvido para a Paraíba. Assim, se o primeiro deslocamento ocorreu no interesse da Administração Pública, com a segunda remoção, teria direito ao mencionado auxílio. Argui erro de fato no julgamento, destacando os votos na tese Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório MS 24089 ED / DF vencedora proferidos pelo Ministro Gilmar Mendes e por mim, consoante os quais a remoção para a unidade SECEX-AC não possuiria vínculo com a nomeação para ocupar a função de confiança. Sustenta ter acontecido simples atraso na publicação do ato de nomeação. Requer o provimento dos embargos, com a aplicação de efeitos infringentes e prospectivos, para reconhecer o direito à ajuda de custo e de transporte. A União, nas contrarrazões de folha 252 a 256, diz da ausência dos requisitos do cabimento do recurso. Afirma que o alegado erro não ocorreu, pois a apreciação da circunstância fática ora apontada foi tratada como razão de decidir, não integrando propriamente o julgado. Além disso, o reconhecimento do equívoco não levaria à mudança da conclusão dos votos. Contesta as apontadas divergências no meu voto e no do Ministro Gilmar Mendes, ressaltando, quanto à fundamentação deste último, o esclarecimento final sobre o objeto do julgamento – a impossibilidade de concessão da ajuda de custo quando a remoção se der a pedido do servidor, hipótese do processo. Requer o não conhecimento dos embargos de declaração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Supremo Tribunal Federal MS 24089 ED / DF vencedora proferidos pelo Ministro Gilmar Mendes e por mim, consoante os quais a remoção para a unidade SECEX-AC não possuiria vínculo com a nomeação para ocupar a função de confiança. Sustenta ter acontecido simples atraso na publicação do ato de nomeação. Requer o provimento dos embargos, com a aplicação de efeitos infringentes e prospectivos, para reconhecer o direito à ajuda de custo e de transporte. A União, nas contrarrazões de folha 252 a 256, diz da ausência dos requisitos do cabimento do recurso. Afirma que o alegado erro não ocorreu, pois a apreciação da circunstância fática ora apontada foi tratada como razão de decidir, não integrando propriamente o julgado. Além disso, o reconhecimento do equívoco não levaria à mudança da conclusão dos votos. Contesta as apontadas divergências no meu voto e no do Ministro Gilmar Mendes, ressaltando, quanto à fundamentação deste último, o esclarecimento final sobre o objeto do julgamento – a impossibilidade de concessão da ajuda de custo quando a remoção se der a pedido do servidor, hipótese do processo. Requer o não conhecimento dos embargos de declaração. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A decisão recorrida foi publicada em 9 de maio de 2011, segunda-feira. Excluído tal dia da contagem, o termo final recaiu em 16 subsequente, segunda-feira, data do protocolo dos embargos. A peça está subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciada (folha 206). Conheço. As balizas fáticas adotadas no acórdão revelaram-se lineares: a remoção do servidor público para a unidade do Tribunal de Contas da União no Estado do Acre dera-se antes da nomeação para o exercício da função comissionada. A primeira, em 8 de agosto de 1996, e a segunda, em 27 seguinte. A remoção do Estado do Acre para o da Paraíba ocorrera a requerimento do servidor (folha 178), fato que afasta a percepção da ajuda de custo, consoante o artigo 53 da Lei n 8.112/90, a exigir o “interesse do serviço” como condição de implemento da vantagem pecuniária. Não há o vício apontado pelo embargante – a contradição. O recurso foi protocolado com o claro intuito de obter o rejulgamento da causa, o que é inviável a esta altura, presente a organicidade do Direito instrumental. Quanto à modulação, mostra-se manifesta a impropriedade da articulação. Ou se reconhece a existência de direito líquido e certo ou não se reconhece, indeferindo-se a segurança. Nego provimento aos embargos declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985590. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A decisão recorrida foi publicada em 9 de maio de 2011, segunda-feira. Excluído tal dia da contagem, o termo final recaiu em 16 subsequente, segunda-feira, data do protocolo dos embargos. A peça está subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciada (folha 206). Conheço. As balizas fáticas adotadas no acórdão revelaram-se lineares: a remoção do servidor público para a unidade do Tribunal de Contas da União no Estado do Acre dera-se antes da nomeação para o exercício da função comissionada. A primeira, em 8 de agosto de 1996, e a segunda, em 27 seguinte. A remoção do Estado do Acre para o da Paraíba ocorrera a requerimento do servidor (folha 178), fato que afasta a percepção da ajuda de custo, consoante o artigo 53 da Lei n 8.112/90, a exigir o “interesse do serviço” como condição de implemento da vantagem pecuniária. Não há o vício apontado pelo embargante – a contradição. O recurso foi protocolado com o claro intuito de obter o rejulgamento da causa, o que é inviável a esta altura, presente a organicidade do Direito instrumental. Quanto à modulação, mostra-se manifesta a impropriedade da articulação. Ou se reconhece a existência de direito líquido e certo ou não se reconhece, indeferindo-se a segurança. Nego provimento aos embargos declaratórios. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) : ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6972759 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 24.089 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : EDSON DA SILVA NERI ADV.(A/S) : ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos de declaração. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6972759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 24089 ED / DF", "MS 24089 ED / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 112 / 90", "DECRETOS n 1 . 445 / 95", "1", ".", "637", "/", "95", "Medida Provisória n 2 .", "LEI n 8 . 112 / 90", "DECRETOS n 1 . 445 / 95", "1", ".", "637", "/", "95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 53 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 53 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "Acre", "Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "Acre", "Paraíba", "SECEX", "-", "AC", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "da Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "da Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "México", "DISTRITO FEDERAL", "México" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "- Americana sobre Justiça Eleitoral", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "EDSON DA SILVA NERI", "ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON DA SILVA NERI", "ANAPAULA DRUMOND", "GERVÁSIO GUERRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON DA SILVA NERI", "ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON DA SILVA NERI", "ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "MARCO AURÉLIO", "EDSON DA SILVA NERI", "ANAPAULA DRUMOND GERVÁSIO GUERRA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "24 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "9 de maio de 2011", "16 subsequente", "segunda", "8 de agosto de 1996", "27 seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "9 de maio de 2011", "16", "subsequente", "8", "de agosto de 1996", "27 seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI Nº 4.465. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e a decisão reclamada, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544034. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, mediante a qual negado seguimento à reclamação, interpõe agravo regimental o Município de Martinópolis. O agravante insiste na alegação de que a autoridade reclamada teria afrontado a autoridade da decisão liminar proferida por esta Suprema Corte no julgamento da ADI nº 4.465. Segundo afirma, o Tribunal de Justiça de São Paulo, nos autos do Processo Geral de Precatórios n. 8.200/10-DEPRE 5.1, exigiu do agravante o depósito do valor complementar ao provisionado no orçamento de 2009, embora tenha a Suprema Corte, no julgamento da referida ADI 4.465, determinado a suspensão da exigência prevista no art. 22 da Resolução 115/10-CNJ. O Procurador-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544035. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, mediante a qual negado seguimento à reclamação, interpõe agravo regimental o Município de Martinópolis. O agravante insiste na alegação de que a autoridade reclamada teria afrontado a autoridade da decisão liminar proferida por esta Suprema Corte no julgamento da ADI nº 4.465. Segundo afirma, o Tribunal de Justiça de São Paulo, nos autos do Processo Geral de Precatórios n. 8.200/10-DEPRE 5.1, exigiu do agravante o depósito do valor complementar ao provisionado no orçamento de 2009, embora tenha a Suprema Corte, no julgamento da referida ADI 4.465, determinado a suspensão da exigência prevista no art. 22 da Resolução 115/10-CNJ. O Procurador-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pelo Município de Martinópolis – SP, com fundamento nos arts. 102, I, l, da Constituição Federal; 13 e seguintes da Lei 8.038/1990; e 156 a 162 do RISTF, contra ato praticado pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10-DEPRE 5.1. Noticia o reclamante que a Emenda Constitucional 62/2009 criou o regime especial de pagamento de precatórios pendentes, vencidos e vincendos nos próximos quinze anos. Assevera que optou pelo regime especial de quinze anos (art. 97, § 1º, II, do ADCT), motivo por que depositou 1/15 de sua dívida em 2010, no importe de R$ 770.000,00 (setecentos e setenta mil reais), na conta do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com fundamento no Decreto Municipal 4.388/2010. Todavia, a mencionada autoridade reclamada determinou que o Município de Martinópolis efetuasse depósito complementar no valor de R$ 1.230.000,00 (um milhão duzentos e trinta mil reais) até o dia 17 de maio de 2011. Alega que o art. 100 da Constituição Federal não é aplicável àqueles que estejam sob o regime especial, por determinação expressa do art. 97, caput, do ADCT. Sustenta, em síntese, que o ato impugnado ofendeu a autoridade da decisão proferida pelo Ministro Marco Aurélio nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pelo Município de Martinópolis – SP, com fundamento nos arts. 102, I, l, da Constituição Federal; 13 e seguintes da Lei 8.038/1990; e 156 a 162 do RISTF, contra ato praticado pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10-DEPRE 5.1. Noticia o reclamante que a Emenda Constitucional 62/2009 criou o regime especial de pagamento de precatórios pendentes, vencidos e vincendos nos próximos quinze anos. Assevera que optou pelo regime especial de quinze anos (art. 97, § 1º, II, do ADCT), motivo por que depositou 1/15 de sua dívida em 2010, no importe de R$ 770.000,00 (setecentos e setenta mil reais), na conta do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com fundamento no Decreto Municipal 4.388/2010. Todavia, a mencionada autoridade reclamada determinou que o Município de Martinópolis efetuasse depósito complementar no valor de R$ 1.230.000,00 (um milhão duzentos e trinta mil reais) até o dia 17 de maio de 2011. Alega que o art. 100 da Constituição Federal não é aplicável àqueles que estejam sob o regime especial, por determinação expressa do art. 97, caput, do ADCT. Sustenta, em síntese, que o ato impugnado ofendeu a autoridade da decisão proferida pelo Ministro Marco Aurélio nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP MC/DF, DJe 02.02.2011, que suspendera a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010. Narra que o ato impugnado reconheceu que o Município de Martinópolis está sob o regime especial de cumprimento anual. Entretanto, exigiu o depósito do valor correspondente ao orçamento de 2009 e consignou que a dívida deverá ser paga em sete anos, prazo menor do aquele previsto pela Emenda Constitucional 62/2009, criando, dessa forma, uma terceira hipótese de regime não prevista no art. 97 do ADCT. Defende que, com a superveniência da decisão do Ministro Marco Aurélio, que deferiu o pedido de medida cautelar formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, as Cortes Estaduais de Justiça não podem exigir depósitos em valores iguais àqueles do orçamento votado em 2008 e que vigorou em 2009. Discorre que todos esses fatos foram levados ao conhecimento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, em que se alega a inaplicabilidade do art. 100, § 5º, da Constituição Federal aos municípios sob o regime especial, nos termos do art. 97, caput, do ADCT. Porém, em 20.5.2011, o TJSP indeferiu o pedido de medida liminar formulado. Salienta a existência do perigo na demora, porquanto ‘está na iminência de experimentar sérios, graves e irreversíveis danos – em seu patrimônio e na prestação dos serviços públicos à sua população (25.000 habitantes)’. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do despacho que ordenou a realização de depósito complementar. No mérito, pede a cassação da decisão proferida pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10- DEPRE 5.1. 2. A via estreita da reclamação (Constituição, art. 102, I, l) pressupõe a ocorrência de usurpação de competência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP MC/DF, DJe 02.02.2011, que suspendera a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010. Narra que o ato impugnado reconheceu que o Município de Martinópolis está sob o regime especial de cumprimento anual. Entretanto, exigiu o depósito do valor correspondente ao orçamento de 2009 e consignou que a dívida deverá ser paga em sete anos, prazo menor do aquele previsto pela Emenda Constitucional 62/2009, criando, dessa forma, uma terceira hipótese de regime não prevista no art. 97 do ADCT. Defende que, com a superveniência da decisão do Ministro Marco Aurélio, que deferiu o pedido de medida cautelar formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, as Cortes Estaduais de Justiça não podem exigir depósitos em valores iguais àqueles do orçamento votado em 2008 e que vigorou em 2009. Discorre que todos esses fatos foram levados ao conhecimento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, em que se alega a inaplicabilidade do art. 100, § 5º, da Constituição Federal aos municípios sob o regime especial, nos termos do art. 97, caput, do ADCT. Porém, em 20.5.2011, o TJSP indeferiu o pedido de medida liminar formulado. Salienta a existência do perigo na demora, porquanto ‘está na iminência de experimentar sérios, graves e irreversíveis danos – em seu patrimônio e na prestação dos serviços públicos à sua população (25.000 habitantes)’. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do despacho que ordenou a realização de depósito complementar. No mérito, pede a cassação da decisão proferida pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10- DEPRE 5.1. 2. A via estreita da reclamação (Constituição, art. 102, I, l) pressupõe a ocorrência de usurpação de competência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP originária do Supremo Tribunal Federal, a desobediência a súmula vinculante ou o descumprimento de decisão desta Corte proferida no exercício de controle abstrato de constitucionalidade ou em controle difuso, desde que neste último caso cuide-se da mesma relação jurídica em apreço na reclamação e das mesmas partes. Portanto, seu objeto é e só pode ser a verificação de uma dessas estritas hipóteses, razão pela qual considero necessário o máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento. Nesse sentido se manifestou o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar a Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, em acórdão cuja ementa resume com precisão o pensamento da Casa em relação às alegações de desrespeito à autoridade das decisões proferidas em controle normativo abstrato de constitucionalidade, da qual destaco o seguinte excerto: ‘(...) - Os atos questionados em qualquer reclamação- nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (...)’ (DJ 17.10.2008, destaquei). A decisão ora impugnada é a seguinte: ‘Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP originária do Supremo Tribunal Federal, a desobediência a súmula vinculante ou o descumprimento de decisão desta Corte proferida no exercício de controle abstrato de constitucionalidade ou em controle difuso, desde que neste último caso cuide-se da mesma relação jurídica em apreço na reclamação e das mesmas partes. Portanto, seu objeto é e só pode ser a verificação de uma dessas estritas hipóteses, razão pela qual considero necessário o máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento. Nesse sentido se manifestou o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar a Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, em acórdão cuja ementa resume com precisão o pensamento da Casa em relação às alegações de desrespeito à autoridade das decisões proferidas em controle normativo abstrato de constitucionalidade, da qual destaco o seguinte excerto: ‘(...) - Os atos questionados em qualquer reclamação- nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (...)’ (DJ 17.10.2008, destaquei). A decisão ora impugnada é a seguinte: ‘Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP anual, e observando o exposto no § 5º, do artigo 100, da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis’. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF foi proposta pela então Governadora do Estado do Pará contra o § 1º do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, que dispõe: ‘Artigo 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1º O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal’. O eminente relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, Ministro Marco Aurélio, ao deferir o pedido de medida cautelar, suspendendo a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, expressamente consignou: ‘(...) O processo veio-me concluso para exame em 7 de dezembro de 2010. Nele lancei visto, declarando-me habilitado a votar, ante o pedido de concessão de medida acauteladora, em 13 de dezembro de 2010, expedida a papeleta ao Plenário na mesma data. Não ocorreu, nem mesmo na última Sessão do Ano Judiciário, ante o acúmulo de processos, o pregão. A impossibilidade de exame pelo Plenário deságua 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP anual, e observando o exposto no § 5º, do artigo 100, da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis’. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF foi proposta pela então Governadora do Estado do Pará contra o § 1º do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, que dispõe: ‘Artigo 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1º O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal’. O eminente relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, Ministro Marco Aurélio, ao deferir o pedido de medida cautelar, suspendendo a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, expressamente consignou: ‘(...) O processo veio-me concluso para exame em 7 de dezembro de 2010. Nele lancei visto, declarando-me habilitado a votar, ante o pedido de concessão de medida acauteladora, em 13 de dezembro de 2010, expedida a papeleta ao Plenário na mesma data. Não ocorreu, nem mesmo na última Sessão do Ano Judiciário, ante o acúmulo de processos, o pregão. A impossibilidade de exame pelo Plenário deságua 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP na incidência do artigo 21, incisos IV e V, do Regimento Interno e artigo 5º, § 1º, da Lei nº 9.882/99, diante do risco de grave lesão, ensejando a atuação do relator. Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda nº 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução nº 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional nº 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP na incidência do artigo 21, incisos IV e V, do Regimento Interno e artigo 5º, § 1º, da Lei nº 9.882/99, diante do risco de grave lesão, ensejando a atuação do relator. Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda nº 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução nº 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional nº 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP nº 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário. (...)’ (DJe 02.02.2011, destaquei). Como visto, o Ministro Marco Aurélio, na decisão- paradigma, entendeu que o Conselho Nacional de Justiça não tem competência para regulamentar a Constituição Federal, e por isso não poderia definir as implicações referentes à observância da Emenda Constitucional 62/2009. Não adentrou S. Exa., portanto, no mérito da superveniência da Emenda Constitucional 62/2009 (constitucionalidade das alterações por ela introduzidas). É atribuição maior desta Suprema Corte dizer o que é a Constituição e definir qual deve ser a correta interpretação de seus dispositivos. No presente caso, todavia, a decisão- paradigma, proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF (DJe 02.02.2011), não estabeleceu qualquer juízo sobre a correta interpretação a ser atribuída ao art. 97, § 1º, II, do ADCT. É dizer, não houve na decisão paradigma declaração específica em relação à constitucionalidade material das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional 62/2009. Vê-se, portanto, que não há perfeita relação de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (suposta ilegitimidade da atuação do TJSP, baseada no art. 97, § 1º, II, do ADCT) e a decisão proferida pelo relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, que, repita-se, cuidou exclusivamente da incompetência formal do Conselho Nacional de Justiça para disciplinar a aplicação da Emenda Constitucional 62/2009, circunstância que expõe a evidente falta de pertinência na invocação da decisão-paradigma. Recentemente o Ministro Joaquim Barbosa, ao julgar caso semelhante, Reclamação 11.455-MC/SP, ajuizada pelo Município de Itobi – SP, escreveu: ‘(...) A ADI 4.465 foi ajuizada contra resolução do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP nº 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário. (...)’ (DJe 02.02.2011, destaquei). Como visto, o Ministro Marco Aurélio, na decisão- paradigma, entendeu que o Conselho Nacional de Justiça não tem competência para regulamentar a Constituição Federal, e por isso não poderia definir as implicações referentes à observância da Emenda Constitucional 62/2009. Não adentrou S. Exa., portanto, no mérito da superveniência da Emenda Constitucional 62/2009 (constitucionalidade das alterações por ela introduzidas). É atribuição maior desta Suprema Corte dizer o que é a Constituição e definir qual deve ser a correta interpretação de seus dispositivos. No presente caso, todavia, a decisão- paradigma, proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF (DJe 02.02.2011), não estabeleceu qualquer juízo sobre a correta interpretação a ser atribuída ao art. 97, § 1º, II, do ADCT. É dizer, não houve na decisão paradigma declaração específica em relação à constitucionalidade material das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional 62/2009. Vê-se, portanto, que não há perfeita relação de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (suposta ilegitimidade da atuação do TJSP, baseada no art. 97, § 1º, II, do ADCT) e a decisão proferida pelo relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, que, repita-se, cuidou exclusivamente da incompetência formal do Conselho Nacional de Justiça para disciplinar a aplicação da Emenda Constitucional 62/2009, circunstância que expõe a evidente falta de pertinência na invocação da decisão-paradigma. Recentemente o Ministro Joaquim Barbosa, ao julgar caso semelhante, Reclamação 11.455-MC/SP, ajuizada pelo Município de Itobi – SP, escreveu: ‘(...) A ADI 4.465 foi ajuizada contra resolução do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Conselho Nacional de Justiça, e um de seus fundamentos é a ausência de competência legislativa daquele órgão para criar normas gerais e abstratas capazes de vincular os entes federados e os demais órgãos do Judiciário. Esse tipo de fundamento não prejudica eventuais discussões sobre a correta interpretação a ser dada ao art. 97, § 1º, II do ADCT, especialmente nos casos em que o ente federado devedor tem recursos e previsão financeira para pagamento dos valores atrasados. No estágio atual de processamento e exame da ADI 4.465-MC, com pedido de vista formulado pelo eminente Ministro Ayres Britto em relação ao referendo da medida liminar, descabe dissociar a ação de seu quadro jurídico (Resolução CNJ), para indevidamente tomá-la com a força de uma ação declaratória de inconstitucionalidade às avessas. Ademais, o próprio dispositivo da decisão tida por violada está ostensivamente circunscrito à questão própria da competência do CNJ (...)’ (DJe 19.5.2011, destaquei). Saliente-se ainda que a constitucionalidade da EC 62/2009 e do art. 97 do ADCT será devidamente discutida por ocasião dos julgamentos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF, 4.400/DF e 4.425/DF, rel. Min. Ayres Britto. 3. Quanto à decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, verifico que o pedido deduzido pelo reclamante tem nítido caráter recursal infringente, e por essa razão não merece acolhida porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recursos, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Reclamações 603/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 12.02.1999; 968/DF, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 29.6.2001; 2.933-MC/MA, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 14.3.2005; 2.959/PA, rel. Min. Ayres Britto, DJ 09.02.2005). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Conselho Nacional de Justiça, e um de seus fundamentos é a ausência de competência legislativa daquele órgão para criar normas gerais e abstratas capazes de vincular os entes federados e os demais órgãos do Judiciário. Esse tipo de fundamento não prejudica eventuais discussões sobre a correta interpretação a ser dada ao art. 97, § 1º, II do ADCT, especialmente nos casos em que o ente federado devedor tem recursos e previsão financeira para pagamento dos valores atrasados. No estágio atual de processamento e exame da ADI 4.465-MC, com pedido de vista formulado pelo eminente Ministro Ayres Britto em relação ao referendo da medida liminar, descabe dissociar a ação de seu quadro jurídico (Resolução CNJ), para indevidamente tomá-la com a força de uma ação declaratória de inconstitucionalidade às avessas. Ademais, o próprio dispositivo da decisão tida por violada está ostensivamente circunscrito à questão própria da competência do CNJ (...)’ (DJe 19.5.2011, destaquei). Saliente-se ainda que a constitucionalidade da EC 62/2009 e do art. 97 do ADCT será devidamente discutida por ocasião dos julgamentos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF, 4.400/DF e 4.425/DF, rel. Min. Ayres Britto. 3. Quanto à decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, verifico que o pedido deduzido pelo reclamante tem nítido caráter recursal infringente, e por essa razão não merece acolhida porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recursos, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Reclamações 603/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 12.02.1999; 968/DF, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 29.6.2001; 2.933-MC/MA, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 14.3.2005; 2.959/PA, rel. Min. Ayres Britto, DJ 09.02.2005). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Destaque-se também que o ‘remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal’ (Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ 17.10.2008). 4. O presente caso também não se subsume a súmula vinculante alguma (art. 103-A, § 3º, da Constituição Federal). 5. Nem houve, outrossim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. 6. Assim, pelo que constatei dos autos, nenhuma das circunstâncias autorizadoras da reclamação aqui se configura. 7. Ante o exposto, com fundamento nos arts. 38 da Lei 8.038/1990; e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, ficando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 4.465. Ao apreciar a referida ADI, o Relator, Ministro Marco Aurélio, monocraticamente, proferiu a seguinte decisão, DJe 01.02.2011, in verbis: “Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Destaque-se também que o ‘remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal’ (Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ 17.10.2008). 4. O presente caso também não se subsume a súmula vinculante alguma (art. 103-A, § 3º, da Constituição Federal). 5. Nem houve, outrossim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. 6. Assim, pelo que constatei dos autos, nenhuma das circunstâncias autorizadoras da reclamação aqui se configura. 7. Ante o exposto, com fundamento nos arts. 38 da Lei 8.038/1990; e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, ficando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 4.465. Ao apreciar a referida ADI, o Relator, Ministro Marco Aurélio, monocraticamente, proferiu a seguinte decisão, DJe 01.02.2011, in verbis: “Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho.” Posteriormente, na apreciação do referendo da liminar pelo Plenário desta Corte, após o voto do Relator, houve pedido de vista do Ministro Ayres Britto. O art. 22 da citada resolução ostenta o seguinte teor: “Art. 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1º O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal. § 2º No cálculo do valor das demais parcelas anuais, o Tribunal de Justiça competente considerará o total do valor em mora remanescente, somando-o ao valor dos precatórios apresentados até 1º julho do ano em curso, dividido pelo número de anos faltantes.” 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1º do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional nº 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho.” Posteriormente, na apreciação do referendo da liminar pelo Plenário desta Corte, após o voto do Relator, houve pedido de vista do Ministro Ayres Britto. O art. 22 da citada resolução ostenta o seguinte teor: “Art. 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1º O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal. § 2º No cálculo do valor das demais parcelas anuais, o Tribunal de Justiça competente considerará o total do valor em mora remanescente, somando-o ao valor dos precatórios apresentados até 1º julho do ano em curso, dividido pelo número de anos faltantes.” 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Observo, entretanto, que o ato reclamado foi editado com base na EC 62/2009, que alterou a redação do artigo 100 da Constituição Federal e acrescentou o artigo 97 ao ADCT para instituir o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Eis a decisão reclamada: “Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento anual, e observando o exposto no § 5º do artigo 100 da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis”. Assim, ao julgamento da ADI 4.465, foi suspensa a eficácia do art. 22 da Resolução nº 115/2010 do CNJ, o qual, contudo, não serviu de fundamento ao ato reclamado. Com efeito, a suspensão de dispositivo da aludida resolução do Conselho Nacional do Justiça, objeto da ADI 4.465, não apresenta identidade com a discussão a respeito do próprio art. 97 do ADCT, na redação que lhe foi dada pela EC 62/2009, este sim, tido como base da decisão reclamada. Ante o quadro, afigura-se imperioso reconhecer a ausência de estrita aderência entre a decisão reclamada e o paradigma invocado. Nesse sentido, recordo o seguinte precedente: Rcl 11.455-MC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.5.2011. Portanto, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Observo, entretanto, que o ato reclamado foi editado com base na EC 62/2009, que alterou a redação do artigo 100 da Constituição Federal e acrescentou o artigo 97 ao ADCT para instituir o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Eis a decisão reclamada: “Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento anual, e observando o exposto no § 5º do artigo 100 da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis”. Assim, ao julgamento da ADI 4.465, foi suspensa a eficácia do art. 22 da Resolução nº 115/2010 do CNJ, o qual, contudo, não serviu de fundamento ao ato reclamado. Com efeito, a suspensão de dispositivo da aludida resolução do Conselho Nacional do Justiça, objeto da ADI 4.465, não apresenta identidade com a discussão a respeito do próprio art. 97 do ADCT, na redação que lhe foi dada pela EC 62/2009, este sim, tido como base da decisão reclamada. Ante o quadro, afigura-se imperioso reconhecer a ausência de estrita aderência entre a decisão reclamada e o paradigma invocado. Nesse sentido, recordo o seguinte precedente: Rcl 11.455-MC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.5.2011. Portanto, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572572 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588690
2014-08-12T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI Nº 4.465. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e a decisão reclamada, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur274275
- Decisão monocrática citada: (CNJ, COMPETÊNCIA LEGISLATIVA) Rcl 11455 MC. Número de páginas: 14. Análise: 18/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
11801
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 REDADAÇÃO DADA PELA EMC-62/2009\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00097\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED EMC-000062 ANO-2009\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 11801 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA AFRONTA À AUTORIDADE DO DECIDIDO NA ADI n 4.465. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. À míngua de identidade de objeto entre o paradigma invocado e a decisão reclamada, não há como divisar a alegada afronta à autoridade de decisão desta Excelsa Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544034. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, mediante a qual negado seguimento à reclamação, interpõe agravo regimental o Município de Martinópolis. O agravante insiste na alegação de que a autoridade reclamada teria afrontado a autoridade da decisão liminar proferida por esta Suprema Corte no julgamento da ADI n 4.465. Segundo afirma, o Tribunal de Justiça de São Paulo, nos autos do Processo Geral de Precatórios n. 8.200/10-DEPRE 5.1, exigiu do agravante o depósito do valor complementar ao provisionado no orçamento de 2009, embora tenha a Suprema Corte, no julgamento da referida ADI 4.465, determinado a suspensão da exigência prevista no art. 22 da Resolução 115/10-CNJ. O Procurador-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544035. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) :DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pela eminente Ministra Ellen Gracie, mediante a qual negado seguimento à reclamação, interpõe agravo regimental o Município de Martinópolis. O agravante insiste na alegação de que a autoridade reclamada teria afrontado a autoridade da decisão liminar proferida por esta Suprema Corte no julgamento da ADI n 4.465. Segundo afirma, o Tribunal de Justiça de São Paulo, nos autos do Processo Geral de Precatórios n. 8.200/10-DEPRE 5.1, exigiu do agravante o depósito do valor complementar ao provisionado no orçamento de 2009, embora tenha a Suprema Corte, no julgamento da referida ADI 4.465, determinado a suspensão da exigência prevista no art. 22 da Resolução 115/10-CNJ. O Procurador-Geral da República opina pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pelo Município de Martinópolis – SP, com fundamento nos arts. 102, I, l, da Constituição Federal; 13 e seguintes da Lei 8.038/1990; e 156 a 162 do RISTF, contra ato praticado pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10-DEPRE 5.1. Noticia o reclamante que a Emenda Constitucional 62/2009 criou o regime especial de pagamento de precatórios pendentes, vencidos e vincendos nos próximos quinze anos. Assevera que optou pelo regime especial de quinze anos (art. 97, § 1..., II, do ADCT), motivo por que depositou 1/15 de sua dívida em 2010, no importe de R$ 770.000,00 (setecentos e setenta mil reais), na conta do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com fundamento no Decreto Municipal 4.388/2010. Todavia, a mencionada autoridade reclamada determinou que o Município de Martinópolis efetuasse depósito complementar no valor de R$ 1.230.000,00 (um milhão duzentos e trinta mil reais) até o dia 17 de maio de 2011. Alega que o art. 100 da Constituição Federal não é aplicável àqueles que estejam sob o regime especial, por determinação expressa do art. 97, caput, do ADCT. Sustenta, em síntese, que o ato impugnado ofendeu a autoridade da decisão proferida pelo Ministro Marco Aurélio nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada pelo Município de Martinópolis – SP, com fundamento nos arts. 102, I, l, da Constituição Federal; 13 e seguintes da Lei 8.038/1990; e 156 a 162 do RISTF, contra ato praticado pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10-DEPRE 5.1. Noticia o reclamante que a Emenda Constitucional 62/2009 criou o regime especial de pagamento de precatórios pendentes, vencidos e vincendos nos próximos quinze anos. Assevera que optou pelo regime especial de quinze anos (art. 97, § 1..., II, do ADCT), motivo por que depositou 1/15 de sua dívida em 2010, no importe de R$ 770.000,00 (setecentos e setenta mil reais), na conta do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com fundamento no Decreto Municipal 4.388/2010. Todavia, a mencionada autoridade reclamada determinou que o Município de Martinópolis efetuasse depósito complementar no valor de R$ 1.230.000,00 (um milhão duzentos e trinta mil reais) até o dia 17 de maio de 2011. Alega que o art. 100 da Constituição Federal não é aplicável àqueles que estejam sob o regime especial, por determinação expressa do art. 97, caput, do ADCT. Sustenta, em síntese, que o ato impugnado ofendeu a autoridade da decisão proferida pelo Ministro Marco Aurélio nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP MC/DF, DJe 02.02.2011, que suspendera a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010. Narra que o ato impugnado reconheceu que o Município de Martinópolis está sob o regime especial de cumprimento anual. Entretanto, exigiu o depósito do valor correspondente ao orçamento de 2009 e consignou que a dívida deverá ser paga em sete anos, prazo menor do aquele previsto pela Emenda Constitucional 62/2009, criando, dessa forma, uma terceira hipótese de regime não prevista no art. 97 do ADCT. Defende que, com a superveniência da decisão do Ministro Marco Aurélio, que deferiu o pedido de medida cautelar formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, as Cortes Estaduais de Justiça não podem exigir depósitos em valores iguais àqueles do orçamento votado em 2008 e que vigorou em 2009. Discorre que todos esses fatos foram levados ao conhecimento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, em que se alega a inaplicabilidade do art. 100, § 5..., da Constituição Federal aos municípios sob o regime especial, nos termos do art. 97, caput, do ADCT. Porém, em 20.5.2011, o TJSP indeferiu o pedido de medida liminar formulado. Salienta a existência do perigo na demora, porquanto ‘está na iminência de experimentar sérios, graves e irreversíveis danos – em seu patrimônio e na prestação dos serviços públicos à sua população (25.000 habitantes)’. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do despacho que ordenou a realização de depósito complementar. No mérito, pede a cassação da decisão proferida pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10- DEPRE 5.1. 2. A via estreita da reclamação (Constituição, art. 102, I, l) pressupõe a ocorrência de usurpação de competência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP MC/DF, DJe 02.02.2011, que suspendera a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010. Narra que o ato impugnado reconheceu que o Município de Martinópolis está sob o regime especial de cumprimento anual. Entretanto, exigiu o depósito do valor correspondente ao orçamento de 2009 e consignou que a dívida deverá ser paga em sete anos, prazo menor do aquele previsto pela Emenda Constitucional 62/2009, criando, dessa forma, uma terceira hipótese de regime não prevista no art. 97 do ADCT. Defende que, com a superveniência da decisão do Ministro Marco Aurélio, que deferiu o pedido de medida cautelar formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, as Cortes Estaduais de Justiça não podem exigir depósitos em valores iguais àqueles do orçamento votado em 2008 e que vigorou em 2009. Discorre que todos esses fatos foram levados ao conhecimento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, em que se alega a inaplicabilidade do art. 100, § 5..., da Constituição Federal aos municípios sob o regime especial, nos termos do art. 97, caput, do ADCT. Porém, em 20.5.2011, o TJSP indeferiu o pedido de medida liminar formulado. Salienta a existência do perigo na demora, porquanto ‘está na iminência de experimentar sérios, graves e irreversíveis danos – em seu patrimônio e na prestação dos serviços públicos à sua população (25.000 habitantes)’. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão do despacho que ordenou a realização de depósito complementar. No mérito, pede a cassação da decisão proferida pelo Desembargador-Coordenador da Diretoria de Execução de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nos autos do Processo Geral de Gestão de Precatórios 8.200/10- DEPRE 5.1. 2. A via estreita da reclamação (Constituição, art. 102, I, l) pressupõe a ocorrência de usurpação de competência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP originária do Supremo Tribunal Federal, a desobediência a súmula vinculante ou o descumprimento de decisão desta Corte proferida no exercício de controle abstrato de constitucionalidade ou em controle difuso, desde que neste último caso cuide-se da mesma relação jurídica em apreço na reclamação e das mesmas partes. Portanto, seu objeto é e só pode ser a verificação de uma dessas estritas hipóteses, razão pela qual considero necessário o máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento. Nesse sentido se manifestou o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar a Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, em acórdão cuja ementa resume com precisão o pensamento da Casa em relação às alegações de desrespeito à autoridade das decisões proferidas em controle normativo abstrato de constitucionalidade, da qual destaco o seguinte excerto: ‘(...) - Os atos questionados em qualquer reclamação- nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (...)’ (DJ 17.10.2008, destaquei). A decisão ora impugnada é a seguinte: ‘Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional n 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP originária do Supremo Tribunal Federal, a desobediência a súmula vinculante ou o descumprimento de decisão desta Corte proferida no exercício de controle abstrato de constitucionalidade ou em controle difuso, desde que neste último caso cuide-se da mesma relação jurídica em apreço na reclamação e das mesmas partes. Portanto, seu objeto é e só pode ser a verificação de uma dessas estritas hipóteses, razão pela qual considero necessário o máximo rigor na verificação dos pressupostos específicos da reclamação constitucional, sob pena de seu desvirtuamento. Nesse sentido se manifestou o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar a Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, em acórdão cuja ementa resume com precisão o pensamento da Casa em relação às alegações de desrespeito à autoridade das decisões proferidas em controle normativo abstrato de constitucionalidade, da qual destaco o seguinte excerto: ‘(...) - Os atos questionados em qualquer reclamação- nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (...)’ (DJ 17.10.2008, destaquei). A decisão ora impugnada é a seguinte: ‘Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional n 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP anual, e observando o exposto no § 5..., do artigo 100, da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis’. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF foi proposta pela então Governadora do Estado do Pará contra o § 1... do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, que dispõe: ‘Artigo 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1... O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal’. O eminente relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, Ministro Marco Aurélio, ao deferir o pedido de medida cautelar, suspendendo a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, expressamente consignou: ‘(...) O processo veio-me concluso para exame em 7 de dezembro de 2010. Nele lancei visto, declarando-me habilitado a votar, ante o pedido de concessão de medida acauteladora, em 13 de dezembro de 2010, expedida a papeleta ao Plenário na mesma data. Não ocorreu, nem mesmo na última Sessão do Ano Judiciário, ante o acúmulo de processos, o pregão. A impossibilidade de exame pelo Plenário deságua 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP anual, e observando o exposto no § 5..., do artigo 100, da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis’. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF foi proposta pela então Governadora do Estado do Pará contra o § 1... do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, que dispõe: ‘Artigo 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1... O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal’. O eminente relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465/DF, Ministro Marco Aurélio, ao deferir o pedido de medida cautelar, suspendendo a eficácia do art. 22 da Resolução CNJ 115/2010, expressamente consignou: ‘(...) O processo veio-me concluso para exame em 7 de dezembro de 2010. Nele lancei visto, declarando-me habilitado a votar, ante o pedido de concessão de medida acauteladora, em 13 de dezembro de 2010, expedida a papeleta ao Plenário na mesma data. Não ocorreu, nem mesmo na última Sessão do Ano Judiciário, ante o acúmulo de processos, o pregão. A impossibilidade de exame pelo Plenário deságua 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP na incidência do artigo 21, incisos IV e V, do Regimento Interno e artigo 5..., § 1..., da Lei n 9.882/99, diante do risco de grave lesão, ensejando a atuação do relator. Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda n 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução n 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional n 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP na incidência do artigo 21, incisos IV e V, do Regimento Interno e artigo 5..., § 1..., da Lei n 9.882/99, diante do risco de grave lesão, ensejando a atuação do relator. Ao Conselho Nacional de Justiça compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário. Não tem ele poder normativo. Não tem ele a incumbência de regular texto constitucional, como fez relativamente à Emenda n 62/09, lançando, até mesmo, como premissa do ato atacado, como premissa da Resolução n 115/2010, a necessidade 'de regulamentar aspectos procedimentais referentes à Emenda Constitucional n 62/09' (folha 17). Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho. 3. Defiro a medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta ação direta de inconstitucionalidade, a eficácia do artigo 22 da Resolução 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP n 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário. (...)’ (DJe 02.02.2011, destaquei). Como visto, o Ministro Marco Aurélio, na decisão- paradigma, entendeu que o Conselho Nacional de Justiça não tem competência para regulamentar a Constituição Federal, e por isso não poderia definir as implicações referentes à observância da Emenda Constitucional 62/2009. Não adentrou S. Exa., portanto, no mérito da superveniência da Emenda Constitucional 62/2009 (constitucionalidade das alterações por ela introduzidas). É atribuição maior desta Suprema Corte dizer o que é a Constituição e definir qual deve ser a correta interpretação de seus dispositivos. No presente caso, todavia, a decisão- paradigma, proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF (DJe 02.02.2011), não estabeleceu qualquer juízo sobre a correta interpretação a ser atribuída ao art. 97, § 1..., II, do ADCT. É dizer, não houve na decisão paradigma declaração específica em relação à constitucionalidade material das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional 62/2009. Vê-se, portanto, que não há perfeita relação de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (suposta ilegitimidade da atuação do TJSP, baseada no art. 97, § 1..., II, do ADCT) e a decisão proferida pelo relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, que, repita-se, cuidou exclusivamente da incompetência formal do Conselho Nacional de Justiça para disciplinar a aplicação da Emenda Constitucional 62/2009, circunstância que expõe a evidente falta de pertinência na invocação da decisão-paradigma. Recentemente o Ministro Joaquim Barbosa, ao julgar caso semelhante, Reclamação 11.455-MC/SP, ajuizada pelo Município de Itobi – SP, escreveu: ‘(...) A ADI 4.465 foi ajuizada contra resolução do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP n 115/2010 do Conselho Nacional de Justiça. Ao referendo do Plenário. (...)’ (DJe 02.02.2011, destaquei). Como visto, o Ministro Marco Aurélio, na decisão- paradigma, entendeu que o Conselho Nacional de Justiça não tem competência para regulamentar a Constituição Federal, e por isso não poderia definir as implicações referentes à observância da Emenda Constitucional 62/2009. Não adentrou S. Exa., portanto, no mérito da superveniência da Emenda Constitucional 62/2009 (constitucionalidade das alterações por ela introduzidas). É atribuição maior desta Suprema Corte dizer o que é a Constituição e definir qual deve ser a correta interpretação de seus dispositivos. No presente caso, todavia, a decisão- paradigma, proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF (DJe 02.02.2011), não estabeleceu qualquer juízo sobre a correta interpretação a ser atribuída ao art. 97, § 1..., II, do ADCT. É dizer, não houve na decisão paradigma declaração específica em relação à constitucionalidade material das alterações introduzidas pela Emenda Constitucional 62/2009. Vê-se, portanto, que não há perfeita relação de identidade entre a matéria versada na presente reclamação (suposta ilegitimidade da atuação do TJSP, baseada no art. 97, § 1..., II, do ADCT) e a decisão proferida pelo relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.465-MC/DF, que, repita-se, cuidou exclusivamente da incompetência formal do Conselho Nacional de Justiça para disciplinar a aplicação da Emenda Constitucional 62/2009, circunstância que expõe a evidente falta de pertinência na invocação da decisão-paradigma. Recentemente o Ministro Joaquim Barbosa, ao julgar caso semelhante, Reclamação 11.455-MC/SP, ajuizada pelo Município de Itobi – SP, escreveu: ‘(...) A ADI 4.465 foi ajuizada contra resolução do 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Conselho Nacional de Justiça, e um de seus fundamentos é a ausência de competência legislativa daquele órgão para criar normas gerais e abstratas capazes de vincular os entes federados e os demais órgãos do Judiciário. Esse tipo de fundamento não prejudica eventuais discussões sobre a correta interpretação a ser dada ao art. 97, § 1..., II do ADCT, especialmente nos casos em que o ente federado devedor tem recursos e previsão financeira para pagamento dos valores atrasados. No estágio atual de processamento e exame da ADI 4.465-MC, com pedido de vista formulado pelo eminente Ministro Ayres Britto em relação ao referendo da medida liminar, descabe dissociar a ação de seu quadro jurídico (Resolução CNJ), para indevidamente tomá-la com a força de uma ação declaratória de inconstitucionalidade às avessas. Ademais, o próprio dispositivo da decisão tida por violada está ostensivamente circunscrito à questão própria da competência do CNJ (...)’ (DJe 19.5.2011, destaquei). Saliente-se ainda que a constitucionalidade da EC 62/2009 e do art. 97 do ADCT será devidamente discutida por ocasião dos julgamentos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF, 4.400/DF e 4.425/DF, rel. Min. Ayres Britto. 3. Quanto à decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, verifico que o pedido deduzido pelo reclamante tem nítido caráter recursal infringente, e por essa razão não merece acolhida porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recursos, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Reclamações 603/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 12.02.1999; 968/DF, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 29.6.2001; 2.933-MC/MA, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 14.3.2005; 2.959/PA, rel. Min. Ayres Britto, DJ 09.02.2005). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Conselho Nacional de Justiça, e um de seus fundamentos é a ausência de competência legislativa daquele órgão para criar normas gerais e abstratas capazes de vincular os entes federados e os demais órgãos do Judiciário. Esse tipo de fundamento não prejudica eventuais discussões sobre a correta interpretação a ser dada ao art. 97, § 1..., II do ADCT, especialmente nos casos em que o ente federado devedor tem recursos e previsão financeira para pagamento dos valores atrasados. No estágio atual de processamento e exame da ADI 4.465-MC, com pedido de vista formulado pelo eminente Ministro Ayres Britto em relação ao referendo da medida liminar, descabe dissociar a ação de seu quadro jurídico (Resolução CNJ), para indevidamente tomá-la com a força de uma ação declaratória de inconstitucionalidade às avessas. Ademais, o próprio dispositivo da decisão tida por violada está ostensivamente circunscrito à questão própria da competência do CNJ (...)’ (DJe 19.5.2011, destaquei). Saliente-se ainda que a constitucionalidade da EC 62/2009 e do art. 97 do ADCT será devidamente discutida por ocasião dos julgamentos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4.357/DF, 4.400/DF e 4.425/DF, rel. Min. Ayres Britto. 3. Quanto à decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Mandado de Segurança 0097000-20.2011.8.26.0000, verifico que o pedido deduzido pelo reclamante tem nítido caráter recursal infringente, e por essa razão não merece acolhida porque a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recursos, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Reclamações 603/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, DJ 12.02.1999; 968/DF, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 29.6.2001; 2.933-MC/MA, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 14.3.2005; 2.959/PA, rel. Min. Ayres Britto, DJ 09.02.2005). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Destaque-se também que o ‘remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal’ (Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ 17.10.2008). 4. O presente caso também não se subsume a súmula vinculante alguma (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal). 5. Nem houve, outrossim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. 6. Assim, pelo que constatei dos autos, nenhuma das circunstâncias autorizadoras da reclamação aqui se configura. 7. Ante o exposto, com fundamento nos arts. 38 da Lei 8.038/1990; e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, ficando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional n 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 4.465. Ao apreciar a referida ADI, o Relator, Ministro Marco Aurélio, monocraticamente, proferiu a seguinte decisão, DJe 01.02.2011, in verbis: “Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Destaque-se também que o ‘remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal’ (Reclamação 6.534-AgR/MA, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ 17.10.2008). 4. O presente caso também não se subsume a súmula vinculante alguma (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal). 5. Nem houve, outrossim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. 6. Assim, pelo que constatei dos autos, nenhuma das circunstâncias autorizadoras da reclamação aqui se configura. 7. Ante o exposto, com fundamento nos arts. 38 da Lei 8.038/1990; e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, ficando prejudicada a apreciação do pedido de medida liminar.” Nada colhe o agravo regimental. A reclamação é ação autônoma de impugnação dotada de perfil constitucional, prevista no texto original da Carta Política de 1988 para a preservação da competência e garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, “l”, da Lei Maior), e a configurar, desde o advento da Emenda Constitucional n 45/2004, instrumento de combate a ato administrativo ou decisão judicial que contrarie ou indevidamente aplique súmula vinculante, aprovada, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). Conforme já assentado na decisão agravada, não há identidade entre a questão suscitada na presente reclamação e a apreciada no julgamento da ADI 4.465. Ao apreciar a referida ADI, o Relator, Ministro Marco Aurélio, monocraticamente, proferiu a seguinte decisão, DJe 01.02.2011, in verbis: “Em síntese, o Conselho adentrou campo próprio à 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho.” Posteriormente, na apreciação do referendo da liminar pelo Plenário desta Corte, após o voto do Relator, houve pedido de vista do Ministro Ayres Britto. O art. 22 da citada resolução ostenta o seguinte teor: “Art. 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1... O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal. § 2... No cálculo do valor das demais parcelas anuais, o Tribunal de Justiça competente considerará o total do valor em mora remanescente, somando-o ao valor dos precatórios apresentados até 1... julho do ano em curso, dividido pelo número de anos faltantes.” 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP execução de débito da Fazenda retratado em título judicial, olvidando a área que lhe está reservada constitucionalmente. Com isso, atropelou mecanismo que já vinha sendo observado nos Estados, dispondo sobre a obrigatoriedade de depósito, até dezembro de 2010, a corresponder ao total da mora atualizada, dividida pelo número de anos necessários à liquidação, revelando-a passível de ocorrer em quinze anos. Previu, mais, no § 1... do artigo 22 da citada Resolução – também atacado nesta ação –, que o montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do artigo 100 da Carta Federal. O que contido no mencionado artigo 22 ganha contornos normativos impróprios porque emanado de atuação dita administrativa do Conselho, tumultuando, inclusive, o sistema adotado em várias unidades da Federação. Implicações referentes à observância da Emenda Constitucional n 62/09 não podem ser definidas, em tese, pelo Conselho.” Posteriormente, na apreciação do referendo da liminar pelo Plenário desta Corte, após o voto do Relator, houve pedido de vista do Ministro Ayres Britto. O art. 22 da citada resolução ostenta o seguinte teor: “Art. 22. A entidade devedora que optar pelo regime especial anual, promoverá o depósito até dezembro de 2010, correspondente ao total da mora atualizada, dividido pelo número de anos necessários à liquidação, que poderá ser de até 15 anos. § 1... O montante de cada parcela não poderá ser inferior ao valor provisionado na lei orçamentária promulgada em 2008, em atenção ao sistema do art. 100 da Constituição Federal. § 2... No cálculo do valor das demais parcelas anuais, o Tribunal de Justiça competente considerará o total do valor em mora remanescente, somando-o ao valor dos precatórios apresentados até 1... julho do ano em curso, dividido pelo número de anos faltantes.” 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP Observo, entretanto, que o ato reclamado foi editado com base na EC 62/2009, que alterou a redação do artigo 100 da Constituição Federal e acrescentou o artigo 97 ao ADCT para instituir o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Eis a decisão reclamada: “Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional n 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento anual, e observando o exposto no § 5... do artigo 100 da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis”. Assim, ao julgamento da ADI 4.465, foi suspensa a eficácia do art. 22 da Resolução n 115/2010 do CNJ, o qual, contudo, não serviu de fundamento ao ato reclamado. Com efeito, a suspensão de dispositivo da aludida resolução do Conselho Nacional do Justiça, objeto da ADI 4.465, não apresenta identidade com a discussão a respeito do próprio art. 97 do ADCT, na redação que lhe foi dada pela EC 62/2009, este sim, tido como base da decisão reclamada. Ante o quadro, afigura-se imperioso reconhecer a ausência de estrita aderência entre a decisão reclamada e o paradigma invocado. Nesse sentido, recordo o seguinte precedente: Rcl 11.455-MC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.5.2011. Portanto, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP Observo, entretanto, que o ato reclamado foi editado com base na EC 62/2009, que alterou a redação do artigo 100 da Constituição Federal e acrescentou o artigo 97 ao ADCT para instituir o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Eis a decisão reclamada: “Visto. Havendo mora, o Município de Martinópolis deverá se adequar às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional n 62, de 09/12/09. Submetida ao regime especial de cumprimento anual, e observando o exposto no § 5... do artigo 100 da Constituição Federal, a Municipalidade deverá depositar, no prazo de 15 dias, o valor provisionado para pagamento de precatórios na lei orçamentária 2009, encerrando assim a dívida em 7 anos, ou justifique. Oficie-se a municipalidade de Martinópolis para conhecimento e providências cabíveis”. Assim, ao julgamento da ADI 4.465, foi suspensa a eficácia do art. 22 da Resolução n 115/2010 do CNJ, o qual, contudo, não serviu de fundamento ao ato reclamado. Com efeito, a suspensão de dispositivo da aludida resolução do Conselho Nacional do Justiça, objeto da ADI 4.465, não apresenta identidade com a discussão a respeito do próprio art. 97 do ADCT, na redação que lhe foi dada pela EC 62/2009, este sim, tido como base da decisão reclamada. Ante o quadro, afigura-se imperioso reconhecer a ausência de estrita aderência entre a decisão reclamada e o paradigma invocado. Nesse sentido, recordo o seguinte precedente: Rcl 11.455-MC, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.5.2011. Portanto, não se cogita de afronta à autoridade da decisão invocada como paradigma, a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 11801 AGR / SP É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Supremo Tribunal Federal RCL 11801 AGR / SP É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544036. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572572 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.801 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS AGDO.(A/S) : DESEMBARGADOR COORDENADOR DA DEPRE 5.1 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 11 . 801", "ADI n 4 . 465", "RECLAMAÇÃO 11 . 801", "ADI n 4 . 465", "ADI n 4 . 465", "ADI 4 . 465", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465", "RCL 11801 AGR / SP MC / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "Mandado de Segurança 0097000 - 20 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "RCL 11801 AGR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "Mandado de Segurança 0097000 - 20 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "Reclamação 6 . 534 - AgR / MA", "RCL 11801 AGR", "Reclamação 6 . 534 - AgR / MA", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "RCL 11801", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 / DF", "RCL 11801 AGR / SP", "RCL 11801 AGR", "RCL 11801 AGR", "/", "SP n 115 / 2010 do", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 - MC / DF", "Ação Direta de Inconstitucionalidade 4 . 465 - 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100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 62 / 2009", "artigo 100 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 62", "§ 5 . . . do artigo 100 da Constituição Federal", "art . 22 da Resolução n 115 / 2010 do CNJ", "art . 97 do ADCT", "EC 62 / 2009", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição da República", "EC 62 / 2009", "artigo 100 da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 62", "§ 5 . . . do artigo 100 da Constituição Federal", "art . 22 da Resolução n 115 / 2010 do CNJ", "art .", "EC 62 / 2009", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS", "Município de Martinópolis", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MARTINÓPOLIS", 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) DENÚNCIA – RECEBIMENTO – REQUISITOS. Uma vez observada a forma e havendo a tipicidade dos fatos e indícios de autoria, cumpre receber a denúncia, abrindo-se ao titular da ação penal a possibilidade de provar a procedência da acusação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em receber a denúncia no inquérito, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760680. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o Deputado Federal Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como “Ratinho Júnior”, pela suposta prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral – omissão para fins eleitorais. Segundo narra, em 5 de novembro de 2002, o investigado omitiu doações em dinheiro e estimativas de receita na prestação de contas eleitorais relativa ao pleito de deputado estadual daquele ano. Diz ter havido movimentação de valores destinados à campanha em conta de terceiros – Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa –, em violação aos artigos 8º e 12, § 2º, da Resolução nº 20.987/2002, do Tribunal Superior Eleitoral. Transcreve depoimentos para comprovar o que apontado. Ressalta não constarem dos demonstrativos de receitas estimadas valores referentes às despesas com a prestação de serviços de comunicação e consultoria por Antonio Honorato Cioni e Nilton Roberto Barbosa. Destaca a afirmação de Ricardo Spinosa no sentido de este ter cedido sala para instalação de comitê político do parlamentar, sem, no entanto, haver constado o evento na aludida declaração das receitas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o Deputado Federal Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como “Ratinho Júnior”, pela suposta prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral – omissão para fins eleitorais. Segundo narra, em 5 de novembro de 2002, o investigado omitiu doações em dinheiro e estimativas de receita na prestação de contas eleitorais relativa ao pleito de deputado estadual daquele ano. Diz ter havido movimentação de valores destinados à campanha em conta de terceiros – Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa –, em violação aos artigos 8º e 12, § 2º, da Resolução nº 20.987/2002, do Tribunal Superior Eleitoral. Transcreve depoimentos para comprovar o que apontado. Ressalta não constarem dos demonstrativos de receitas estimadas valores referentes às despesas com a prestação de serviços de comunicação e consultoria por Antonio Honorato Cioni e Nilton Roberto Barbosa. Destaca a afirmação de Ricardo Spinosa no sentido de este ter cedido sala para instalação de comitê político do parlamentar, sem, no entanto, haver constado o evento na aludida declaração das receitas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório INQ 3345 / DF estimadas. O investigado informou ter sido nomeado para o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná em 7 de fevereiro de 2013. Defendeu a competência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, nos termos do artigo 101, inciso VII, alínea “a”, da Constituição estadual, pleiteando a remessa dos autos. Sobre a mencionada alegação de mudança de foro, o Procurador-Geral da República assinalou precedentes do Colegiado quanto à competência do Supremo para processar e julgar Deputado Federal licenciado para exercer cargo de Secretário de Estado. Vossa Excelência resolveu o incidente, assentando a manutenção da competência do Tribunal. Consignou não implicar a interpretação sistemática do Diploma Maior o deslocamento da competência por prerrogativa de foro ao Tribunal local nas situações de licenciamento de Deputado Federal para assumir cargo da administração estadual. Na resposta, o investigado destacou a ausência de elementos indiciários sobre a omissão dolosa de informações à Justiça Eleitoral. Refutou a presença de liame subjetivo entre o investigado e os depoentes. Enfatizou ter sido toda a movimentação financeira da campanha ao cargo de deputado estadual em 2002 realizada em conta oficial. Discorreu sobre a falta de dolo específico. Ao final, pleiteou a rejeição da denúncia por inexistência de justa causa. Cumpre esclarecer ter a Juíza Federal Substituta da Justiça Federal no Paraná, por meio da Petição/STF nº 37.782, comunicado a impossibilidade de intimação do acusado para apresentação de resposta, o que não implicou prejuízo à defesa em razão de esta ter sido efetivamente oferecida. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF estimadas. O investigado informou ter sido nomeado para o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná em 7 de fevereiro de 2013. Defendeu a competência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, nos termos do artigo 101, inciso VII, alínea “a”, da Constituição estadual, pleiteando a remessa dos autos. Sobre a mencionada alegação de mudança de foro, o Procurador-Geral da República assinalou precedentes do Colegiado quanto à competência do Supremo para processar e julgar Deputado Federal licenciado para exercer cargo de Secretário de Estado. Vossa Excelência resolveu o incidente, assentando a manutenção da competência do Tribunal. Consignou não implicar a interpretação sistemática do Diploma Maior o deslocamento da competência por prerrogativa de foro ao Tribunal local nas situações de licenciamento de Deputado Federal para assumir cargo da administração estadual. Na resposta, o investigado destacou a ausência de elementos indiciários sobre a omissão dolosa de informações à Justiça Eleitoral. Refutou a presença de liame subjetivo entre o investigado e os depoentes. Enfatizou ter sido toda a movimentação financeira da campanha ao cargo de deputado estadual em 2002 realizada em conta oficial. Discorreu sobre a falta de dolo específico. Ao final, pleiteou a rejeição da denúncia por inexistência de justa causa. Cumpre esclarecer ter a Juíza Federal Substituta da Justiça Federal no Paraná, por meio da Petição/STF nº 37.782, comunicado a impossibilidade de intimação do acusado para apresentação de resposta, o que não implicou prejuízo à defesa em razão de esta ter sido efetivamente oferecida. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório INQ 3345 / DF É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem a fase em que estão os autos. É embrionária e diz respeito, unicamente, ao recebimento, ou não, da denúncia. Para tanto, mostra-se suficiente que a peça apresentada atenda aos requisitos formais do artigo 41 do Código de Processo Penal, consubstanciando o relato dos acontecimentos prática delituosa, no caso, o crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, e haja indícios de autoria: Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa, se o documento é público, e reclusão de três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular. O Ministério Público afirma que, em 5 de novembro de 2002, o denunciado omitiu, em documento público – a prestação de contas eleitoral referente ao pleito do referido ano –, doações estimáveis em dinheiro, além de ter movimentado valores destinados à campanha em conta de terceiros, violando diretamente as disposições dos artigos 8º e 12, § 2º, ambos da Resolução nº 20.987/2002. Em primeiro lugar, é de frisar que há, em princípio, a incidência do preceito no que versa o documento público, assim considerada a prestação de contas. Em segundo lugar, descabe cogitar da prescrição pela pena em perspectiva, tese que o Supremo vem rechaçando reiteradamente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem a fase em que estão os autos. É embrionária e diz respeito, unicamente, ao recebimento, ou não, da denúncia. Para tanto, mostra-se suficiente que a peça apresentada atenda aos requisitos formais do artigo 41 do Código de Processo Penal, consubstanciando o relato dos acontecimentos prática delituosa, no caso, o crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, e haja indícios de autoria: Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa, se o documento é público, e reclusão de três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular. O Ministério Público afirma que, em 5 de novembro de 2002, o denunciado omitiu, em documento público – a prestação de contas eleitoral referente ao pleito do referido ano –, doações estimáveis em dinheiro, além de ter movimentado valores destinados à campanha em conta de terceiros, violando diretamente as disposições dos artigos 8º e 12, § 2º, ambos da Resolução nº 20.987/2002. Em primeiro lugar, é de frisar que há, em princípio, a incidência do preceito no que versa o documento público, assim considerada a prestação de contas. Em segundo lugar, descabe cogitar da prescrição pela pena em perspectiva, tese que o Supremo vem rechaçando reiteradamente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3345 / DF No mais, quanto à materialidade, o Ministério Público vale-se de dados colhidos em inquérito policial relativo à investigação de movimentações vultosas de recursos na conta-corrente de Alberto Luiz Mattos Sabino. Conforme consta da peça, Ricardo Spinosa esclareceu que, a pedido do pai do denunciado, buscou auxiliar a campanha deste atinente ao cargo de Deputado, chegando a efetuar pagamentos de despesas alusivas ao comitê, das quais apontou que teria ocorrido o reembolso. Em depoimento, Nilton Roberto Barbosa ressaltou que viajara por todo o Paraná, checando as bases de apoio ao candidato e tentando angariar colaboradores para a campanha. Acrescentou que houve pagamentos de despesas realizadas para tanto, correspondentes às viagens, e que prestara os serviços gratuitamente, em razão de amizade mantida com o pai do candidato. Pois bem, a responsabilidade na prestação de contas das despesas realizadas com a campanha cabe ao candidato, pouco importando que outrem haja intermediado as relações jurídicas. Mais do que isso, Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa disseram, em depoimentos, que realizaram movimentações nas contas bancárias respectivas para pagamento de despesas da campanha do denunciado. Então, esses valores deixaram de entrar na conta de campanha propriamente dita, na conta oficial do candidato. O contexto revela dados alusivos à materialidade do tipo do artigo 350 do Código Eleitoral e, ante a responsabilidade na prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, indícios de autoria, considerados os gastos verificados e o fato de o candidato ter alcançado benefícios estimáveis em dinheiro, sem indicá-los na prestação de contas. Há de aguardar-se a instrução do processo-crime, sendo suficiente, por ora, conclusão sobre a materialidade do crime e indícios da autoria. Recebo a denúncia. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF No mais, quanto à materialidade, o Ministério Público vale-se de dados colhidos em inquérito policial relativo à investigação de movimentações vultosas de recursos na conta-corrente de Alberto Luiz Mattos Sabino. Conforme consta da peça, Ricardo Spinosa esclareceu que, a pedido do pai do denunciado, buscou auxiliar a campanha deste atinente ao cargo de Deputado, chegando a efetuar pagamentos de despesas alusivas ao comitê, das quais apontou que teria ocorrido o reembolso. Em depoimento, Nilton Roberto Barbosa ressaltou que viajara por todo o Paraná, checando as bases de apoio ao candidato e tentando angariar colaboradores para a campanha. Acrescentou que houve pagamentos de despesas realizadas para tanto, correspondentes às viagens, e que prestara os serviços gratuitamente, em razão de amizade mantida com o pai do candidato. Pois bem, a responsabilidade na prestação de contas das despesas realizadas com a campanha cabe ao candidato, pouco importando que outrem haja intermediado as relações jurídicas. Mais do que isso, Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa disseram, em depoimentos, que realizaram movimentações nas contas bancárias respectivas para pagamento de despesas da campanha do denunciado. Então, esses valores deixaram de entrar na conta de campanha propriamente dita, na conta oficial do candidato. O contexto revela dados alusivos à materialidade do tipo do artigo 350 do Código Eleitoral e, ante a responsabilidade na prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, indícios de autoria, considerados os gastos verificados e o fato de o candidato ter alcançado benefícios estimáveis em dinheiro, sem indicá-los na prestação de contas. Há de aguardar-se a instrução do processo-crime, sendo suficiente, por ora, conclusão sobre a materialidade do crime e indícios da autoria. Recebo a denúncia. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.345 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) : LUÍS PAULO ZOLANDEK E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma recebeu a denúncia, nos termos do voto do relator. Unânime. Falou o Dr. Renato Andrade, pelo investigado. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.345 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) : LUÍS PAULO ZOLANDEK E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma recebeu a denúncia, nos termos do voto do relator. Unânime. Falou o Dr. Renato Andrade, pelo investigado. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6804236
2014-08-12T00:00:00
2014-09-25T00:00:00
A Turma recebeu a denúncia, nos termos do voto do relator. Unânime. Falou o Dr. Renato Andrade, pelo investigado. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
INQUÉRITO
DENÚNCIA – RECEBIMENTO – REQUISITOS. Uma vez observada a forma e havendo a tipicidade dos fatos e indícios de autoria, cumpre receber a denúncia, abrindo-se ao titular da ação penal a possibilidade de provar a procedência da acusação.
sjur277820
Número de páginas: 7. Análise: 17/10/2014, RAF.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
3345
[ "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00350\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RES-020987 ANO-2002\n ART-00008 ART-00012 PAR-00002\n RESOLUÇÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - TSE" ]
Inq
acordaos
Inq 3345
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) : RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) DENÚNCIA – RECEBIMENTO – REQUISITOS. Uma vez observada a forma e havendo a tipicidade dos fatos e indícios de autoria, cumpre receber a denúncia, abrindo-se ao titular da ação penal a possibilidade de provar a procedência da acusação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em receber a denúncia no inquérito, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760680. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o Deputado Federal Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como “Ratinho Júnior”, pela suposta prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro – omissão para fins eleitorais. Segundo narra, em 5 de novembro de 2002, o investigado omitiu doações em dinheiro e estimativas de receita na prestação de contas eleitorais relativa ao pleito de deputado estadual daquele ano. Diz ter havido movimentação de valores destinados à campanha em conta de terceiros – Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa –, em violação aos artigos 8... e 12, § 2..., da Resolução n 20.987/2002, do Tribunal Superior Eleitoral. Transcreve depoimentos para comprovar o que apontado. Ressalta não constarem dos demonstrativos de receitas estimadas valores referentes às despesas com a prestação de serviços de comunicação e consultoria por Antonio Honorato Cioni e Nilton Roberto Barbosa. Destaca a afirmação de Ricardo Spinosa no sentido de este ter cedido sala para instalação de comitê político do parlamentar, sem, no entanto, haver constado o evento na aludida declaração das receitas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) :RENATO ANDRADE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o Deputado Federal Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como “Ratinho Júnior”, pela suposta prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro – omissão para fins eleitorais. Segundo narra, em 5 de novembro de 2002, o investigado omitiu doações em dinheiro e estimativas de receita na prestação de contas eleitorais relativa ao pleito de deputado estadual daquele ano. Diz ter havido movimentação de valores destinados à campanha em conta de terceiros – Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa –, em violação aos artigos 8... e 12, § 2..., da Resolução n 20.987/2002, do Tribunal Superior Eleitoral. Transcreve depoimentos para comprovar o que apontado. Ressalta não constarem dos demonstrativos de receitas estimadas valores referentes às despesas com a prestação de serviços de comunicação e consultoria por Antonio Honorato Cioni e Nilton Roberto Barbosa. Destaca a afirmação de Ricardo Spinosa no sentido de este ter cedido sala para instalação de comitê político do parlamentar, sem, no entanto, haver constado o evento na aludida declaração das receitas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório INQ 3345 / DF estimadas. O investigado informou ter sido nomeado para o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná em 7 de fevereiro de 2013. Defendeu a competência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, nos termos do artigo 101, inciso VII, alínea “a”, da Constituição estadual, pleiteando a remessa dos autos. Sobre a mencionada alegação de mudança de foro, o Procurador-Geral da República assinalou precedentes do Colegiado quanto à competência do Supremo para processar e julgar Deputado Federal licenciado para exercer cargo de Secretário de Estado. Vossa Excelência resolveu o incidente, assentando a manutenção da competência do Tribunal. Consignou não implicar a interpretação sistemática do Diploma Maior o deslocamento da competência por prerrogativa de foro ao Tribunal local nas situações de licenciamento de Deputado Federal para assumir cargo da administração estadual. Na resposta, o investigado destacou a ausência de elementos indiciários sobre a omissão dolosa de informações à Justiça Eleitoral. Refutou a presença de liame subjetivo entre o investigado e os depoentes. Enfatizou ter sido toda a movimentação financeira da campanha ao cargo de deputado estadual em 2002 realizada em conta oficial. Discorreu sobre a falta de dolo específico. Ao final, pleiteou a rejeição da denúncia por inexistência de justa causa. Cumpre esclarecer ter a Juíza Federal Substituta da Justiça Federal no Paraná, por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 37.782, comunicado a impossibilidade de intimação do acusado para apresentação de resposta, o que não implicou prejuízo à defesa em razão de esta ter sido efetivamente oferecida. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF estimadas. O investigado informou ter sido nomeado para o cargo de Secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná em 7 de fevereiro de 2013. Defendeu a competência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, nos termos do artigo 101, inciso VII, alínea “a”, da Constituição estadual, pleiteando a remessa dos autos. Sobre a mencionada alegação de mudança de foro, o Procurador-Geral da República assinalou precedentes do Colegiado quanto à competência do Supremo para processar e julgar Deputado Federal licenciado para exercer cargo de Secretário de Estado. Vossa Excelência resolveu o incidente, assentando a manutenção da competência do Tribunal. Consignou não implicar a interpretação sistemática do Diploma Maior o deslocamento da competência por prerrogativa de foro ao Tribunal local nas situações de licenciamento de Deputado Federal para assumir cargo da administração estadual. Na resposta, o investigado destacou a ausência de elementos indiciários sobre a omissão dolosa de informações à Justiça Eleitoral. Refutou a presença de liame subjetivo entre o investigado e os depoentes. Enfatizou ter sido toda a movimentação financeira da campanha ao cargo de deputado estadual em 2002 realizada em conta oficial. Discorreu sobre a falta de dolo específico. Ao final, pleiteou a rejeição da denúncia por inexistência de justa causa. Cumpre esclarecer ter a Juíza Federal Substituta da Justiça Federal no Paraná, por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 37.782, comunicado a impossibilidade de intimação do acusado para apresentação de resposta, o que não implicou prejuízo à defesa em razão de esta ter sido efetivamente oferecida. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório INQ 3345 / DF É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem a fase em que estão os autos. É embrionária e diz respeito, unicamente, ao recebimento, ou não, da denúncia. Para tanto, mostra-se suficiente que a peça apresentada atenda aos requisitos formais do artigo 41 do Código de Processo Penal, consubstanciando o relato dos acontecimentos prática delituosa, no caso, o crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro, e haja indícios de autoria: Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa, se o documento é público, e reclusão de três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular. O Ministério Público afirma que, em 5 de novembro de 2002, o denunciado omitiu, em documento público – a prestação de contas eleitoral referente ao pleito do referido ano –, doações estimáveis em dinheiro, além de ter movimentado valores destinados à campanha em conta de terceiros, violando diretamente as disposições dos artigos 8... e 12, § 2..., ambos da Resolução n 20.987/2002. Em primeiro lugar, é de frisar que há, em princípio, a incidência do preceito no que versa o documento público, assim considerada a prestação de contas. Em segundo lugar, descabe cogitar da prescrição pela pena em perspectiva, tese que o Supremo vem rechaçando reiteradamente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA INQUÉRITO 3.345 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem a fase em que estão os autos. É embrionária e diz respeito, unicamente, ao recebimento, ou não, da denúncia. Para tanto, mostra-se suficiente que a peça apresentada atenda aos requisitos formais do artigo 41 do Código de Processo Penal, consubstanciando o relato dos acontecimentos prática delituosa, no caso, o crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro, e haja indícios de autoria: Art. 350. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais: Pena – reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa, se o documento é público, e reclusão de três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa, se o documento é particular. O Ministério Público afirma que, em 5 de novembro de 2002, o denunciado omitiu, em documento público – a prestação de contas eleitoral referente ao pleito do referido ano –, doações estimáveis em dinheiro, além de ter movimentado valores destinados à campanha em conta de terceiros, violando diretamente as disposições dos artigos 8... e 12, § 2..., ambos da Resolução n 20.987/2002. Em primeiro lugar, é de frisar que há, em princípio, a incidência do preceito no que versa o documento público, assim considerada a prestação de contas. Em segundo lugar, descabe cogitar da prescrição pela pena em perspectiva, tese que o Supremo vem rechaçando reiteradamente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3345 / DF No mais, quanto à materialidade, o Ministério Público vale-se de dados colhidos em inquérito policial relativo à investigação de movimentações vultosas de recursos na conta-corrente de Alberto Luiz Mattos Sabino. Conforme consta da peça, Ricardo Spinosa esclareceu que, a pedido do pai do denunciado, buscou auxiliar a campanha deste atinente ao cargo de Deputado, chegando a efetuar pagamentos de despesas alusivas ao comitê, das quais apontou que teria ocorrido o reembolso. Em depoimento, Nilton Roberto Barbosa ressaltou que viajara por todo o Paraná, checando as bases de apoio ao candidato e tentando angariar colaboradores para a campanha. Acrescentou que houve pagamentos de despesas realizadas para tanto, correspondentes às viagens, e que prestara os serviços gratuitamente, em razão de amizade mantida com o pai do candidato. Pois bem, a responsabilidade na prestação de contas das despesas realizadas com a campanha cabe ao candidato, pouco importando que outrem haja intermediado as relações jurídicas. Mais do que isso, Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa disseram, em depoimentos, que realizaram movimentações nas contas bancárias respectivas para pagamento de despesas da campanha do denunciado. Então, esses valores deixaram de entrar na conta de campanha propriamente dita, na conta oficial do candidato. O contexto revela dados alusivos à materialidade do tipo do artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro e, ante a responsabilidade na prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, indícios de autoria, considerados os gastos verificados e o fato de o candidato ter alcançado benefícios estimáveis em dinheiro, sem indicá-los na prestação de contas. Há de aguardar-se a instrução do processo-crime, sendo suficiente, por ora, conclusão sobre a materialidade do crime e indícios da autoria. Recebo a denúncia. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Supremo Tribunal Federal INQ 3345 / DF No mais, quanto à materialidade, o Ministério Público vale-se de dados colhidos em inquérito policial relativo à investigação de movimentações vultosas de recursos na conta-corrente de Alberto Luiz Mattos Sabino. Conforme consta da peça, Ricardo Spinosa esclareceu que, a pedido do pai do denunciado, buscou auxiliar a campanha deste atinente ao cargo de Deputado, chegando a efetuar pagamentos de despesas alusivas ao comitê, das quais apontou que teria ocorrido o reembolso. Em depoimento, Nilton Roberto Barbosa ressaltou que viajara por todo o Paraná, checando as bases de apoio ao candidato e tentando angariar colaboradores para a campanha. Acrescentou que houve pagamentos de despesas realizadas para tanto, correspondentes às viagens, e que prestara os serviços gratuitamente, em razão de amizade mantida com o pai do candidato. Pois bem, a responsabilidade na prestação de contas das despesas realizadas com a campanha cabe ao candidato, pouco importando que outrem haja intermediado as relações jurídicas. Mais do que isso, Antonio Honorato Cioni e Ricardo Spinosa disseram, em depoimentos, que realizaram movimentações nas contas bancárias respectivas para pagamento de despesas da campanha do denunciado. Então, esses valores deixaram de entrar na conta de campanha propriamente dita, na conta oficial do candidato. O contexto revela dados alusivos à materialidade do tipo do artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro e, ante a responsabilidade na prestação de contas junto à Justiça Eleitoral, indícios de autoria, considerados os gastos verificados e o fato de o candidato ter alcançado benefícios estimáveis em dinheiro, sem indicá-los na prestação de contas. Há de aguardar-se a instrução do processo-crime, sendo suficiente, por ora, conclusão sobre a materialidade do crime e indícios da autoria. Recebo a denúncia. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6760682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.345 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) : LUÍS PAULO ZOLANDEK E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma recebeu a denúncia, nos termos do voto do relator. Unânime. Falou o Dr. Renato Andrade, pelo investigado. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.345 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : CARLOS ROBERTO MASSA JUNIOR ADV.(A/S) : LUÍS PAULO ZOLANDEK E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma recebeu a denúncia, nos termos do voto do relator. Unânime. Falou o Dr. Renato Andrade, pelo investigado. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": null, "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigos 8 . . . e 12 , § 2 . . . , da Resolução n 20 . 987 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigos 8 . . . e 12 , § 2 . . . , da Resolução n 20 . 987 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 101 , inciso VII , alínea “ a ” , da Constituição estadual", "Diploma", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 101 , inciso VII , alínea “ a ” , da Constituição estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigos 8 . . . e 12 , § 2 . . . , ambos da", "Resolução n 20 . 987 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "artigo 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "artigos 8 . . . e 12 , § 2 . . . , ambos da", "Resolução n 20 . 987 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Administrativo. Servidor Público. Extensão de gratificação com fundamento no princípio da Isonomia. Vedação. Enunciado 339 da Súmula desta Corte. Recurso extraordinário provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, dar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 28 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão RE 592317 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ementado nos seguintes termos: “Apelação Civil. Administrativo. Servidor público municipal que pretende receber atrasados referentes à gratificação de gestão de sistemas, assim como a incorporação da mencionada gratificação. O artigo 4º da Lei Municipal 2.377/95 estende o benefício a todos os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração, permitida a redução Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ementado nos seguintes termos: “Apelação Civil. Administrativo. Servidor público municipal que pretende receber atrasados referentes à gratificação de gestão de sistemas, assim como a incorporação da mencionada gratificação. O artigo 4º da Lei Municipal 2.377/95 estende o benefício a todos os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração, permitida a redução Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório RE 592317 / RJ somente em caso de avaliação de desempenho individual. Aplicação do Princípio da Isonomia, na medida em que independente da lotação do servidor, estando ele vinculado ao mesmo cargo e desempenhando a mesma função daqueles lotados na SMA, faz jus à gratificação almejada. Possibilidade de incorporação de acordo com os critérios do art. 7º da mencionada Lei Municipal. Precedentes deste Tribunal. Dedução de outra gratificação percebida e inacumulável. Sentença de procedência parcial que merece confirmação. Recurso não provido”. (fl. 219) No caso, cuida-se de extensão de gratificação com fundamento no princípio da isonomia. Na espécie, o tribunal de origem confirmou a sentença que condenou o Município do Rio de Janeiro ao pagamento da “gratificação de gestão de sistemas administrativos” ao recorrido, com o seguinte fundamento: “Pelo Princípio da Isonomia, de status constitucional, cargos idênticos, de iguais funções, devem ser valorados com o mesmo quantum remuneratório, pois não se justifica o não recebimento da gratificação em questão pelo servidor público ocupante de cargo efetivo da SMA em razão de sua lotação em outro setor da administração municipal”. (fl. 184) No apelo extremo, o recorrente sustenta violação aos artigos 5º, II, e 37, caput e X, da Constituição Federal. Nas razões recursais, o ente federado defende, em síntese, que o recorrido não possui direito à gratificação, uma vez que não preencheu os requisitos legais para a sua concessão. Ademais, alega que a sua não concessão não ofende o princípio da isonomia. Por fim, aduz que não cabe ao Judiciário aumentar os vencimentos dos servidores com fundamento no princípio da isonomia, conforme o Verbete 339 da Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ somente em caso de avaliação de desempenho individual. Aplicação do Princípio da Isonomia, na medida em que independente da lotação do servidor, estando ele vinculado ao mesmo cargo e desempenhando a mesma função daqueles lotados na SMA, faz jus à gratificação almejada. Possibilidade de incorporação de acordo com os critérios do art. 7º da mencionada Lei Municipal. Precedentes deste Tribunal. Dedução de outra gratificação percebida e inacumulável. Sentença de procedência parcial que merece confirmação. Recurso não provido”. (fl. 219) No caso, cuida-se de extensão de gratificação com fundamento no princípio da isonomia. Na espécie, o tribunal de origem confirmou a sentença que condenou o Município do Rio de Janeiro ao pagamento da “gratificação de gestão de sistemas administrativos” ao recorrido, com o seguinte fundamento: “Pelo Princípio da Isonomia, de status constitucional, cargos idênticos, de iguais funções, devem ser valorados com o mesmo quantum remuneratório, pois não se justifica o não recebimento da gratificação em questão pelo servidor público ocupante de cargo efetivo da SMA em razão de sua lotação em outro setor da administração municipal”. (fl. 184) No apelo extremo, o recorrente sustenta violação aos artigos 5º, II, e 37, caput e X, da Constituição Federal. Nas razões recursais, o ente federado defende, em síntese, que o recorrido não possui direito à gratificação, uma vez que não preencheu os requisitos legais para a sua concessão. Ademais, alega que a sua não concessão não ofende o princípio da isonomia. Por fim, aduz que não cabe ao Judiciário aumentar os vencimentos dos servidores com fundamento no princípio da isonomia, conforme o Verbete 339 da Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório RE 592317 / RJ desta Suprema Corte. Não foram apresentadas as contrarrazões ao recurso extraordinário, conforme certidão de fl. 270. Inicialmente, o presente recurso não foi admitido pelo Tribunal a quo, entretanto, nesta Suprema Corte, o Ministro Cezar Peluso, então relator, deu provimento ao agravo de instrumento interposto para convertê-lo neste recurso extraordinário (fl. 295). Em 23.9.2010, a repercussão geral do tema foi reconhecida (DJe 22.10.2010). Em parecer de fls. 299 a 301, a douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso, afirmando que o exame do caso demanda prévia análise e interpretação de lei local, ou seja, Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos dos Enunciados 280 e 636 da Súmula desta Suprema Corte. Deferi o ingresso do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (SINDFORT), do Estado do Rio Grande do Sul, do Município de Fortaleza, da União e da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco (ASPJ-PE) na qualidade de amicus curiae e determinei a inclusão do processo em pauta, para trazê-lo a julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ desta Suprema Corte. Não foram apresentadas as contrarrazões ao recurso extraordinário, conforme certidão de fl. 270. Inicialmente, o presente recurso não foi admitido pelo Tribunal a quo, entretanto, nesta Suprema Corte, o Ministro Cezar Peluso, então relator, deu provimento ao agravo de instrumento interposto para convertê-lo neste recurso extraordinário (fl. 295). Em 23.9.2010, a repercussão geral do tema foi reconhecida (DJe 22.10.2010). Em parecer de fls. 299 a 301, a douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso, afirmando que o exame do caso demanda prévia análise e interpretação de lei local, ou seja, Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos dos Enunciados 280 e 636 da Súmula desta Suprema Corte. Deferi o ingresso do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (SINDFORT), do Estado do Rio Grande do Sul, do Município de Fortaleza, da União e da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco (ASPJ-PE) na qualidade de amicus curiae e determinei a inclusão do processo em pauta, para trazê-lo a julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, cuja redação é: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem a função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. Entre outros, confiram-se: RE 40.914, Rel. Min Antonio Villas Boas, DJ 7.4.1960; RE 42.186, Rel. Min. Nelson Hungria, DJ 21.9.1960; RMS 9.122, Rel. Min. Vitor Nunes, DJ 26.10.1961 e RE 47.340, Rel. Min. Barros Barreto, DJ 26.10.1961. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, cuja redação é: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem a função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. Entre outros, confiram-se: RE 40.914, Rel. Min Antonio Villas Boas, DJ 7.4.1960; RE 42.186, Rel. Min. Nelson Hungria, DJ 21.9.1960; RMS 9.122, Rel. Min. Vitor Nunes, DJ 26.10.1961 e RE 47.340, Rel. Min. Barros Barreto, DJ 26.10.1961. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 592317 / RJ Assim, percebe-se que, há muito, já havia preocupação com a exigência de reserva legal relacionada à remuneração dos servidores. Sobre o tema, na doutrina administrativista, destaca-se a lição do professor Hely Lopes Meirelles, que, ao tratar de reajuste de servidores e princípio da isonomia, defende: “Em qualquer das hipóteses – aumento impróprio e reestruturação – podem ocorrer injustiças, pela inobservância do princípio da isonomia, tal como explicado acima. Nesse caso, porém somente a lei poderá corrigi-las, pois qualquer interferência do Judiciário nesta matéria constituiria usurpação de atribuições do Legislativo, consoante vêm decidindo reiteradamente nossos Tribunais e, finalmente, sumulou o STF.” (grifo nosso) (Direito Administrativo Brasileiro, 36º edição, Ed. Malheiros, p. 14) Registre-se que, em sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do STF, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. Nesse sentido: RE-AgR 599.402/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.9.2009; RE-AgR 575964/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 4.9.2009; RE-AgR 524.020/CE, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.10.2010; AI-AgR 836.790/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12.4.2011; RE-AGR-ED 286.512/CE, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 26.5.2009; AI-AgR 363.096/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 306.2011; RE-AgR 378.141/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 30.4.2010; RE-AgR 599.890/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010 e RE-AGR 609.527/AL. Primeira Turma, DJe 1.10.2010, este último ementado nos seguintes termos: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ Assim, percebe-se que, há muito, já havia preocupação com a exigência de reserva legal relacionada à remuneração dos servidores. Sobre o tema, na doutrina administrativista, destaca-se a lição do professor Hely Lopes Meirelles, que, ao tratar de reajuste de servidores e princípio da isonomia, defende: “Em qualquer das hipóteses – aumento impróprio e reestruturação – podem ocorrer injustiças, pela inobservância do princípio da isonomia, tal como explicado acima. Nesse caso, porém somente a lei poderá corrigi-las, pois qualquer interferência do Judiciário nesta matéria constituiria usurpação de atribuições do Legislativo, consoante vêm decidindo reiteradamente nossos Tribunais e, finalmente, sumulou o STF.” (grifo nosso) (Direito Administrativo Brasileiro, 36º edição, Ed. Malheiros, p. 14) Registre-se que, em sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do STF, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. Nesse sentido: RE-AgR 599.402/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.9.2009; RE-AgR 575964/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 4.9.2009; RE-AgR 524.020/CE, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.10.2010; AI-AgR 836.790/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12.4.2011; RE-AGR-ED 286.512/CE, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 26.5.2009; AI-AgR 363.096/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 306.2011; RE-AgR 378.141/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 30.4.2010; RE-AgR 599.890/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010 e RE-AGR 609.527/AL. Primeira Turma, DJe 1.10.2010, este último ementado nos seguintes termos: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 592317 / RJ EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Nesse contexto, a jurisprudência desta Suprema Corte também não tem admitido a equiparação salarial invocada a pretexto de resguardar a isonomia entre servidores de mesmo cargo quando o paradigma emana de decisão judicial transitada em julgado. Sobre esse aspecto, destaco o que decidido no RE-AgR 575.936/DF, Rel. Min. Ayres Bitto, Segunda Turma, DJe 24.8.2010, ementado nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OUTROS MILITARES DE MESMA GRADUAÇÃO QUE, EM DECORRÊNCIA DE ÊXITO EM DEMANDA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, OBTIVERAM REAJUSTES REMUNERATÓRIOS COM BASE NA LEI ESTADUAL 10.395/1995. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/STF. 1. É de se aplicar ao caso a Súmula 339/STF, que dispõe ser vedado ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia. 2. Agravo regimental desprovido. Na espécie, o acórdão recorrido divergiu deste entendimento ao estender benefício sem autorização legal com fundamento no princípio da isonomia. Nos termos da Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, a gratificação de gestão de sistemas administrativos é específica para os servidores em exercício na Secretaria Municipal de Administração – SMA. O recorrido, apesar de ocupante de cargo efetivo da SMA, estava em exercício em secretaria diversa (Secretaria Municipal de Governo – SMG), portanto não cumpria os requisitos legais para o recebimento e a incorporação desta gratificação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Nesse contexto, a jurisprudência desta Suprema Corte também não tem admitido a equiparação salarial invocada a pretexto de resguardar a isonomia entre servidores de mesmo cargo quando o paradigma emana de decisão judicial transitada em julgado. Sobre esse aspecto, destaco o que decidido no RE-AgR 575.936/DF, Rel. Min. Ayres Bitto, Segunda Turma, DJe 24.8.2010, ementado nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OUTROS MILITARES DE MESMA GRADUAÇÃO QUE, EM DECORRÊNCIA DE ÊXITO EM DEMANDA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, OBTIVERAM REAJUSTES REMUNERATÓRIOS COM BASE NA LEI ESTADUAL 10.395/1995. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/STF. 1. É de se aplicar ao caso a Súmula 339/STF, que dispõe ser vedado ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia. 2. Agravo regimental desprovido. Na espécie, o acórdão recorrido divergiu deste entendimento ao estender benefício sem autorização legal com fundamento no princípio da isonomia. Nos termos da Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, a gratificação de gestão de sistemas administrativos é específica para os servidores em exercício na Secretaria Municipal de Administração – SMA. O recorrido, apesar de ocupante de cargo efetivo da SMA, estava em exercício em secretaria diversa (Secretaria Municipal de Governo – SMG), portanto não cumpria os requisitos legais para o recebimento e a incorporação desta gratificação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 592317 / RJ Assim, verifica-se que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, motivo pelo qual dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Condeno a parte recorrida a suportar os ônus da sucumbência, incluindo honorários, que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), ressalvada a hipótese de concessão da justiça gratuita (art. 12 da Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ Assim, verifica-se que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, motivo pelo qual dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Condeno a parte recorrida a suportar os ônus da sucumbência, incluindo honorários, que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), ressalvada a hipótese de concessão da justiça gratuita (art. 12 da Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos em sede extraordinária e não é dado colocar, em segundo plano, as premissas constantes do acórdão impugnado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a sentença proferida. Ao fazê-lo, levou em conta a Lei municipal, local, e o decreto regulamentador. É certo que se defrontou com gratificação, mas gratificação – repito – disciplinada em diploma local. O recurso foi interposto com alegada base na alínea "a" do inciso III do artigo 102, considerado o maltrato ao inciso II do artigo 5º, que encerra o princípio da legalidade, e também ao inciso X do artigo 37, no que direciona no sentido de a remuneração e o subsídio serem fixados por lei – princípio da legalidade. O que percebemos? Em primeiro lugar, que se introduziu, no cenário jurídico, gratificação cuja nomenclatura se revela ampla, Gratificação de Gestão de Sistemas Administrativos. Previu-se que teriam direito a essa gratificação os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração ou em exercício – deslocados, portanto, de outras Secretarias – nessa Secretaria. Vejo óbices intransponíveis quanto ao conhecimento do recurso. Defrontamo-nos com conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado, já que o último julgamento partiu, repito, de interpretação conferida a certa lei municipal e também ao decreto que a regulamentou. Mais do que isso, ter-se-ia que revolver os elementos probatórios para, assentando premissas diversas das constantes do acórdão impugnado, chegar à conclusão da procedência do inconformismo do Município do Rio de Janeiro. Por último, o Tribunal de origem acabou por reconhecer o direito do autor da ação ajuizada a partir do decreto, no que simplesmente consignou: o fato de o apelado estar deslocado para outro órgão – ele seria da Secretaria que estaria a congregar os servidores beneficiados – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos em sede extraordinária e não é dado colocar, em segundo plano, as premissas constantes do acórdão impugnado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a sentença proferida. Ao fazê-lo, levou em conta a Lei municipal, local, e o decreto regulamentador. É certo que se defrontou com gratificação, mas gratificação – repito – disciplinada em diploma local. O recurso foi interposto com alegada base na alínea "a" do inciso III do artigo 102, considerado o maltrato ao inciso II do artigo 5º, que encerra o princípio da legalidade, e também ao inciso X do artigo 37, no que direciona no sentido de a remuneração e o subsídio serem fixados por lei – princípio da legalidade. O que percebemos? Em primeiro lugar, que se introduziu, no cenário jurídico, gratificação cuja nomenclatura se revela ampla, Gratificação de Gestão de Sistemas Administrativos. Previu-se que teriam direito a essa gratificação os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração ou em exercício – deslocados, portanto, de outras Secretarias – nessa Secretaria. Vejo óbices intransponíveis quanto ao conhecimento do recurso. Defrontamo-nos com conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado, já que o último julgamento partiu, repito, de interpretação conferida a certa lei municipal e também ao decreto que a regulamentou. Mais do que isso, ter-se-ia que revolver os elementos probatórios para, assentando premissas diversas das constantes do acórdão impugnado, chegar à conclusão da procedência do inconformismo do Município do Rio de Janeiro. Por último, o Tribunal de origem acabou por reconhecer o direito do autor da ação ajuizada a partir do decreto, no que simplesmente consignou: o fato de o apelado estar deslocado para outro órgão – ele seria da Secretaria que estaria a congregar os servidores beneficiados – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 592317 / RJ não invalida o seu direito. Tanto assim – não bastasse a interpretação da Lei municipal – que o Decreto nº 21.927/2002 o reconheceu no artigo 1º, o que não é contestado, não teria sido sequer contestado pelo Município. Costumo dizer que não é crível que órgão julgador admita a existência de norma dispondo em certo sentido e decida de forma diametralmente oposta. Por isso, o que se contém no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal dificilmente é colocado em segundo plano, ou seja, o princípio da legalidade, consoante o qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma senão em virtude de lei. No caso concreto, não houve fixação de remuneração, nem de subsídio. O que houve foi ato de vontade, interpretativo, quanto aos diplomas envolvidos, e diplomas – repito – municipais, chegando-se à conclusão do direito do recorrido. O Verbete nº 339 da Súmula do Supremo – a revelar que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia – não calha na espécie. Aludiu-se, é certo, no acórdão, à isonomia, mas isonomia muito específica que diria respeito a um servidor da Secretaria Municipal de Administração, que estaria – ao que tudo indica, por conveniência da Administração – deslocado para órgão diverso, situação jurídica, repito, contemplada no Decreto que regulamentou a Lei. O recurso não está a merecer conhecimento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ não invalida o seu direito. Tanto assim – não bastasse a interpretação da Lei municipal – que o Decreto nº 21.927/2002 o reconheceu no artigo 1º, o que não é contestado, não teria sido sequer contestado pelo Município. Costumo dizer que não é crível que órgão julgador admita a existência de norma dispondo em certo sentido e decida de forma diametralmente oposta. Por isso, o que se contém no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal dificilmente é colocado em segundo plano, ou seja, o princípio da legalidade, consoante o qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma senão em virtude de lei. No caso concreto, não houve fixação de remuneração, nem de subsídio. O que houve foi ato de vontade, interpretativo, quanto aos diplomas envolvidos, e diplomas – repito – municipais, chegando-se à conclusão do direito do recorrido. O Verbete nº 339 da Súmula do Supremo – a revelar que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia – não calha na espécie. Aludiu-se, é certo, no acórdão, à isonomia, mas isonomia muito específica que diria respeito a um servidor da Secretaria Municipal de Administração, que estaria – ao que tudo indica, por conveniência da Administração – deslocado para órgão diverso, situação jurídica, repito, contemplada no Decreto que regulamentou a Lei. O recurso não está a merecer conhecimento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, este recurso está submetido ao regime da repercussão geral. A nossa jurisprudência é no sentido de que, para que haja uma apreciação da repercussão geral, é preciso que o recurso tenha preenchido todos os requisitos de admissibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, permita-me um aparte. Sem querer contestá-lo, há verdadeira incongruência, porque – inclusive, partiu-se para criar essa nomenclatura no Plenário virtual – cansei de me defrontar com situação em que o Relator, primeiro, provia o agravo de instrumento e, em segundo lugar, assentava que não se teria matéria constitucional, mesmo incluído o recurso no Plenário virtual, e confirmava com isso a jurisprudência. De qualquer forma, está-se no sítio próprio para o julgamento do recurso, com absoluta independência. Eu mesmo, quando me manifestei sob o ângulo da repercussão geral, a partir das informações com as quais me defrontei, vislumbrei, de início, matéria constitucional. Agora, examinando o acórdão impugnado, constatei que simplesmente se decidiu a partir de moldura fática irremovível e considerada a legislação local. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu respeito aqui a opinião, evidentemente, do nosso hoje decano, pela ausência do Ministro Celso de Mello. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agradeço a Vossa Excelência o aparte. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, este recurso está submetido ao regime da repercussão geral. A nossa jurisprudência é no sentido de que, para que haja uma apreciação da repercussão geral, é preciso que o recurso tenha preenchido todos os requisitos de admissibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, permita-me um aparte. Sem querer contestá-lo, há verdadeira incongruência, porque – inclusive, partiu-se para criar essa nomenclatura no Plenário virtual – cansei de me defrontar com situação em que o Relator, primeiro, provia o agravo de instrumento e, em segundo lugar, assentava que não se teria matéria constitucional, mesmo incluído o recurso no Plenário virtual, e confirmava com isso a jurisprudência. De qualquer forma, está-se no sítio próprio para o julgamento do recurso, com absoluta independência. Eu mesmo, quando me manifestei sob o ângulo da repercussão geral, a partir das informações com as quais me defrontei, vislumbrei, de início, matéria constitucional. Agora, examinando o acórdão impugnado, constatei que simplesmente se decidiu a partir de moldura fática irremovível e considerada a legislação local. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu respeito aqui a opinião, evidentemente, do nosso hoje decano, pela ausência do Ministro Celso de Mello. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agradeço a Vossa Excelência o aparte. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Mas, hoje, a metodologia da repercussão geral impõe que o Relator faça uma narrativa do caso, e nós apreciamos através de formulário próprio para depois ingressarmos nesse Plenário virtual. Então, já há uma presunção de admissibilidade do recurso para que ele se submeta à repercussão, muito embora se possa retirar os recursos da repercussão geral nas hipóteses em que, a posteriori, de forma não vinculativa, o Plenário verifique que não há matéria constitucional e que ela é estritamente infraconstitucional. Só que a nossa cognição no exame de admissibilidade cinge-se à apreciação da decisão em única ou de última instância. Se a decisão de última instância consagra violação à Constituição Federal, o único órgão competente para verificar se houve essa violação, ou não, é o Supremo Tribunal Federal. Só que agora não basta só a violação à Constituição, é preciso que a matéria envolta nessa violação também apresente repercussão geral. E aqui, onde é que está - digamos assim - a essência da repercussão geral? Está exatamente, em primeiro lugar, num acórdão que, a pretexto de firmar a isonomia, infirma frontalmente a súmula do Supremo Tribunal Federal; um acórdão que, a pretexto da isonomia, promove uma suposta equiparação de vencimentos, que viola a Constituição Federal, porque não é preciso que a Constituição Federal esteja mencionada no acórdão, porque há uma máxima de que iura novit curia. Aqui os fatos demonstram que se quer uma equiparação vedada pela Constituição Federal. O que se quer é uma isonomia vedada pela súmula. Então, o que se quer é afrontar a súmula do Supremo Tribunal Federal e fazer, conjurada a apreciação da Suprema Corte, essa questão. Eu vou pedir vênia, e como já estou me adiantando, também para afirmar que, no caso concreto, efetivamente são funções diferentes. Quer dizer, não bastasse a nossa súmula, que é importante, porque ela afirma que não se pode conceder esse aumento a título da isonomia, então, apesar de essa súmula ter essa importância, o que também se preserva aqui no Estado Democrático de Direito é a deferência ao Legislativo. Ele é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Mas, hoje, a metodologia da repercussão geral impõe que o Relator faça uma narrativa do caso, e nós apreciamos através de formulário próprio para depois ingressarmos nesse Plenário virtual. Então, já há uma presunção de admissibilidade do recurso para que ele se submeta à repercussão, muito embora se possa retirar os recursos da repercussão geral nas hipóteses em que, a posteriori, de forma não vinculativa, o Plenário verifique que não há matéria constitucional e que ela é estritamente infraconstitucional. Só que a nossa cognição no exame de admissibilidade cinge-se à apreciação da decisão em única ou de última instância. Se a decisão de última instância consagra violação à Constituição Federal, o único órgão competente para verificar se houve essa violação, ou não, é o Supremo Tribunal Federal. Só que agora não basta só a violação à Constituição, é preciso que a matéria envolta nessa violação também apresente repercussão geral. E aqui, onde é que está - digamos assim - a essência da repercussão geral? Está exatamente, em primeiro lugar, num acórdão que, a pretexto de firmar a isonomia, infirma frontalmente a súmula do Supremo Tribunal Federal; um acórdão que, a pretexto da isonomia, promove uma suposta equiparação de vencimentos, que viola a Constituição Federal, porque não é preciso que a Constituição Federal esteja mencionada no acórdão, porque há uma máxima de que iura novit curia. Aqui os fatos demonstram que se quer uma equiparação vedada pela Constituição Federal. O que se quer é uma isonomia vedada pela súmula. Então, o que se quer é afrontar a súmula do Supremo Tribunal Federal e fazer, conjurada a apreciação da Suprema Corte, essa questão. Eu vou pedir vênia, e como já estou me adiantando, também para afirmar que, no caso concreto, efetivamente são funções diferentes. Quer dizer, não bastasse a nossa súmula, que é importante, porque ela afirma que não se pode conceder esse aumento a título da isonomia, então, apesar de essa súmula ter essa importância, o que também se preserva aqui no Estado Democrático de Direito é a deferência ao Legislativo. Ele é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 592317 / RJ que pode, através de lei própria, outorgar a concessão dessa gratificação. Cada categoria - ontem eu conversando até com o Procurador da República - vai buscar a sua gratificação. Não é possível. Então, tem que declarar a inconstitucionalidade da lei por violação do princípio da isonomia. E não é disso que se trata. Nós estamos julgando um caso subjetivo, cuja tese central afronta imediatamente não só a Constituição Federal, nessa vertente da equiparação, como também a nossa súmula, que não é vinculante, mas é o entendimento predominante no tocante à impossibilidade de o Judiciário, no Estado Democrático de Direito, que respeita a separação de Poderes, superar a deferência que se deve dar ao Legislativo e conceder aumentos através de decisão judicial. Por outro lado, Senhor Presidente, com a devida vênia, no caso concreto, efetivamente não se verifica nenhuma afronta; quer dizer, se nós formos analisar o caso concreto, não se verifica nenhuma afronta. Nós não vamos agora ingressar na esfera de opção legislativa do legislador ou do administrador, que vai escolher uma gratificação para opção legislativa do legislador, do administrador que vai escolher uma gratificação; não, nós vamos defender a Constituição Federal. Se for uma gratificação a camuflar uma paridade obrigatória hoje, isso é outra questão. Mas nós vamos escolher agora quais são as categorias que vão receber a gratificação, se isso se encarta do poder discricionário ou do administrador ou do Legislativo. Isso não é função do Poder Judiciário. Então, com essas observações, Senhor Presidente, eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, que votou anteriormente com seus fundados argumentos, para acompanhar o eminente Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ que pode, através de lei própria, outorgar a concessão dessa gratificação. Cada categoria - ontem eu conversando até com o Procurador da República - vai buscar a sua gratificação. Não é possível. Então, tem que declarar a inconstitucionalidade da lei por violação do princípio da isonomia. E não é disso que se trata. Nós estamos julgando um caso subjetivo, cuja tese central afronta imediatamente não só a Constituição Federal, nessa vertente da equiparação, como também a nossa súmula, que não é vinculante, mas é o entendimento predominante no tocante à impossibilidade de o Judiciário, no Estado Democrático de Direito, que respeita a separação de Poderes, superar a deferência que se deve dar ao Legislativo e conceder aumentos através de decisão judicial. Por outro lado, Senhor Presidente, com a devida vênia, no caso concreto, efetivamente não se verifica nenhuma afronta; quer dizer, se nós formos analisar o caso concreto, não se verifica nenhuma afronta. Nós não vamos agora ingressar na esfera de opção legislativa do legislador ou do administrador, que vai escolher uma gratificação para opção legislativa do legislador, do administrador que vai escolher uma gratificação; não, nós vamos defender a Constituição Federal. Se for uma gratificação a camuflar uma paridade obrigatória hoje, isso é outra questão. Mas nós vamos escolher agora quais são as categorias que vão receber a gratificação, se isso se encarta do poder discricionário ou do administrador ou do Legislativo. Isso não é função do Poder Judiciário. Então, com essas observações, Senhor Presidente, eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, que votou anteriormente com seus fundados argumentos, para acompanhar o eminente Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu devo dizer que conheço, entendo que existe uma questão constitucional presente e devo dizer que, em linhas gerais, eu estou de acordo com a proposição constante da Súmula 339/STF de que: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia." Eu apenas faço uma reserva mental de que há algumas situações teratológicas ou de injustiça patente que me levariam a, eventualmente, excepcionar a Súmula – o que não considero ser a hipótese desses autos –, em que, tal como observou o Ministro Luiz Fux, eu acho que nem sequer a ideia de isonomia seria aplicável. Portanto, eu acho que aqui o princípio da isonomia foi invocado indevidamente para equiparar situações que não eram equiparáveis. Com essas breves razões, eu estou acompanhando integralmente o voto do Ministro Gilmar Mendes. *************** Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797778. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu devo dizer que conheço, entendo que existe uma questão constitucional presente e devo dizer que, em linhas gerais, eu estou de acordo com a proposição constante da Súmula 339/STF de que: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia." Eu apenas faço uma reserva mental de que há algumas situações teratológicas ou de injustiça patente que me levariam a, eventualmente, excepcionar a Súmula – o que não considero ser a hipótese desses autos –, em que, tal como observou o Ministro Luiz Fux, eu acho que nem sequer a ideia de isonomia seria aplicável. Portanto, eu acho que aqui o princípio da isonomia foi invocado indevidamente para equiparar situações que não eram equiparáveis. Com essas breves razões, eu estou acompanhando integralmente o voto do Ministro Gilmar Mendes. *************** Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria, em primeiro lugar, de dizer que eu concordo plenamente com o Ministro Marco Aurélio de que não se deve ser demasiadamente rígido com o julgamento que se faz no Plenário Virtual, especialmente na questão do conhecimento do recurso, porque, no Plenário Virtual, nós temos um enfoque muito particularizado, sem maiores profundidades a respeito do conteúdo do processo, e nós podemos ter preliminares que não são sequer lá colocadas. Penso que se deve, eventualmente, voltar atrás, como já ocorreu aqui em casos análogos, inclusive na questão da existência ou não de repercussão geral. Mas, no caso específico, o princípio da isonomia é que foi a base para a extensão dos vencimentos e para a incorporação desses vencimentos. De modo que o tema da Súmula nº 339 está bem claro. Por essas razões, eu vou pedir vênia, nesse ponto, ao Ministro Marco Aurélio, para acompanhar o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100766. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria, em primeiro lugar, de dizer que eu concordo plenamente com o Ministro Marco Aurélio de que não se deve ser demasiadamente rígido com o julgamento que se faz no Plenário Virtual, especialmente na questão do conhecimento do recurso, porque, no Plenário Virtual, nós temos um enfoque muito particularizado, sem maiores profundidades a respeito do conteúdo do processo, e nós podemos ter preliminares que não são sequer lá colocadas. Penso que se deve, eventualmente, voltar atrás, como já ocorreu aqui em casos análogos, inclusive na questão da existência ou não de repercussão geral. Mas, no caso específico, o princípio da isonomia é que foi a base para a extensão dos vencimentos e para a incorporação desses vencimentos. De modo que o tema da Súmula nº 339 está bem claro. Por essas razões, eu vou pedir vênia, nesse ponto, ao Ministro Marco Aurélio, para acompanhar o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, coerente com o que votei ontem, subscrevo os fundamentos do voto do eminente Ministro Marco Aurélio, a me levarem a votar pelo não conhecimento do recurso extraordinário. Todavia, superado o aspecto, como ocorreu ontem, e adentrando no mérito, em função da ementa do acórdão recorrido – a que o Ministro Teori fez referência -, no sentido de a aplicação do princípio da isonomia embasar o deferimento, via manutenção no caso da sentença de primeiro grau –, entendo que está afrontada a nossa Súmula nº 339/STF, que endosso. Portanto, acompanho, no mérito, o voto do Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7015052. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, coerente com o que votei ontem, subscrevo os fundamentos do voto do eminente Ministro Marco Aurélio, a me levarem a votar pelo não conhecimento do recurso extraordinário. Todavia, superado o aspecto, como ocorreu ontem, e adentrando no mérito, em função da ementa do acórdão recorrido – a que o Ministro Teori fez referência -, no sentido de a aplicação do princípio da isonomia embasar o deferimento, via manutenção no caso da sentença de primeiro grau –, entendo que está afrontada a nossa Súmula nº 339/STF, que endosso. Portanto, acompanho, no mérito, o voto do Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7015052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Confirmação de Voto 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ultrapassada a barreira do conhecimento, confirmo a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, negando provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087285. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ultrapassada a barreira do conhecimento, confirmo a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, negando provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu vou pedir vênia para conhecer do recurso e dar-lhe provimento também. Além das razões já expostas pelos eminentes Colegas, eu verifico que o fundamento da Súmula 339, que tem a seguinte dicção: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia." A base que levou à edição deste verbete, é justamente o Princípio da Separação dos Poderes, e me parece até muito oportuno que estejam presentes neste Plenário, os alunos juízes da IFAM, para mostrar que a Corte não admite que o Judiciário intervenha em outro Poder para, a qualquer pretexto, aumentar vencimentos ou vantagens. Eu também, depois de entender que há, por esse motivo, matéria constitucional a ser apreciada pelo Plenário, conheço, então, do recurso. Acompanho o Relator porque entendo vulnerada a Súmula 339. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor Presidente, só para duas considerações. Muitas vezes eu me atrapalhei com esses enunciados aí citados pela Procuradoria, 280 e 636, quanto a direito local. Mas, na verdade, o que o texto do enunciado diz é: quando a discussão é puramente de direito local sem nenhuma afetação constitucional. Mas aqui, veja, o que se discute de fato é a aplicação da norma, quer dizer, o próprio fundamento que se entendeu era de isonomia, a extensão da própria norma. Então, quando se trata de Direito municipal, que é colocado em contraste, via interpretação, com o próprio Texto Constitucional, nós não podemos aplicar esse enunciado. Por outro lado, também, Presidente, nós temos aquela preocupação já de algum tempo de coligirmos alguns dos enunciados anteriores e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu vou pedir vênia para conhecer do recurso e dar-lhe provimento também. Além das razões já expostas pelos eminentes Colegas, eu verifico que o fundamento da Súmula 339, que tem a seguinte dicção: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia." A base que levou à edição deste verbete, é justamente o Princípio da Separação dos Poderes, e me parece até muito oportuno que estejam presentes neste Plenário, os alunos juízes da IFAM, para mostrar que a Corte não admite que o Judiciário intervenha em outro Poder para, a qualquer pretexto, aumentar vencimentos ou vantagens. Eu também, depois de entender que há, por esse motivo, matéria constitucional a ser apreciada pelo Plenário, conheço, então, do recurso. Acompanho o Relator porque entendo vulnerada a Súmula 339. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor Presidente, só para duas considerações. Muitas vezes eu me atrapalhei com esses enunciados aí citados pela Procuradoria, 280 e 636, quanto a direito local. Mas, na verdade, o que o texto do enunciado diz é: quando a discussão é puramente de direito local sem nenhuma afetação constitucional. Mas aqui, veja, o que se discute de fato é a aplicação da norma, quer dizer, o próprio fundamento que se entendeu era de isonomia, a extensão da própria norma. Então, quando se trata de Direito municipal, que é colocado em contraste, via interpretação, com o próprio Texto Constitucional, nós não podemos aplicar esse enunciado. Por outro lado, também, Presidente, nós temos aquela preocupação já de algum tempo de coligirmos alguns dos enunciados anteriores e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 592317 / RJ convertermos em Súmula Vinculante. Eu proporia que também, que nós já talvez anotássemos para a conversão exatamente o verbete da Súmula nº 339, porque acho que precisamos prosseguir na faina da ... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, eu acho uma excelente ideia. E talvez Vossa Excelência já pudesse propor à Comissão apropriada que transformasse essa súmula numa súmula vinculante. E eu pretendo também, com o apoio e o consenso do Plenário, futuramente, facilitar um pouco a aprovação das súmulas vinculantes. Hoje, nós temos um processo, de certo modo, burocratizado. Eu me lembro que, desde a última alteração regimental, quase que não aprovamos mais nenhuma súmula. E essas súmulas vinculantes, a meu ver, são absolutamente fundamentais para a agilização da prestação jurisdicional. Isso, bem ou mal, o Supremo se pronunciou sobre um determinado tema, e os operadores do Direito - sejam juízes, sejam promotores, sejam membros do Ministério Público, ou sejam advogados ou, enfim, a própria Administração Pública - terão de observar essa súmula, e isto contribuirá para que nós possamos, de certa maneira, abater esse enorme saldo de processos que temos em tramitação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Endossando inteiramente o que Vossa Excelência falou, eu apenas, eu sou preocupado, em geral, e, na repercussão em geral, em particular, com a tese que foi afirmada. Então, quer dizer, nós estamos aqui, Ministro Gilmar, reiterando, em sede de repercussão geral, a proposição constante da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, porque isso facilitará os juízos, os tribunais de Segunda Instância no controle do que pode subir, do que que não pode subir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa é a diferença: a súmula permite ao Relator, por exemplo, usar os poderes 557, mas a repercussão geral impede que os processos subam; é muito melhor. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ convertermos em Súmula Vinculante. Eu proporia que também, que nós já talvez anotássemos para a conversão exatamente o verbete da Súmula nº 339, porque acho que precisamos prosseguir na faina da ... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, eu acho uma excelente ideia. E talvez Vossa Excelência já pudesse propor à Comissão apropriada que transformasse essa súmula numa súmula vinculante. E eu pretendo também, com o apoio e o consenso do Plenário, futuramente, facilitar um pouco a aprovação das súmulas vinculantes. Hoje, nós temos um processo, de certo modo, burocratizado. Eu me lembro que, desde a última alteração regimental, quase que não aprovamos mais nenhuma súmula. E essas súmulas vinculantes, a meu ver, são absolutamente fundamentais para a agilização da prestação jurisdicional. Isso, bem ou mal, o Supremo se pronunciou sobre um determinado tema, e os operadores do Direito - sejam juízes, sejam promotores, sejam membros do Ministério Público, ou sejam advogados ou, enfim, a própria Administração Pública - terão de observar essa súmula, e isto contribuirá para que nós possamos, de certa maneira, abater esse enorme saldo de processos que temos em tramitação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Endossando inteiramente o que Vossa Excelência falou, eu apenas, eu sou preocupado, em geral, e, na repercussão em geral, em particular, com a tese que foi afirmada. Então, quer dizer, nós estamos aqui, Ministro Gilmar, reiterando, em sede de repercussão geral, a proposição constante da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, porque isso facilitará os juízos, os tribunais de Segunda Instância no controle do que pode subir, do que que não pode subir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa é a diferença: a súmula permite ao Relator, por exemplo, usar os poderes 557, mas a repercussão geral impede que os processos subam; é muito melhor. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, nós estamos reiterando a proposição constante da Súmula 339. Se o Ministro Gilmar estiver de acordo, deixaríamos isso consignado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal RE 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, nós estamos reiterando a proposição constante da Súmula 339. Se o Ministro Gilmar estiver de acordo, deixaríamos isso consignado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) : ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) : CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) : HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. No mérito, também por maioria, deu provimento ao recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio, que lhe negava provimento. Tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805644 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) : ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) : CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) : HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. No mérito, também por maioria, deu provimento ao recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio, que lhe negava provimento. Tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805644 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7181942
2014-08-28T00:00:00
2014-11-10T00:00:00
O Tribunal, por maioria, conheceu do recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. No mérito, também por maioria, deu provimento ao recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio, que lhe negava provimento. Tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Administrativo. Servidor Público. Extensão de gratificação com fundamento no princípio da Isonomia. Vedação. Enunciado 339 da Súmula desta Corte. Recurso extraordinário provido.
sjur283853
- Acórdão(s) citado(s): (REAJUSTE, REMUNERAÇÃO, SERVIDOR PÚBLICO, PRINCÍPIO DA ISONOMIA) RE 378141 AgR (2ªT), AI 363096 AgR (1ªT), RE 575964 AgR (1ªT), RE 599402 AgR (2ªT), RE 286512 AgR-ED (2ªT), RE 524020 AgR (2ªT), RE 599890 AgR (1ªT), RE 609527 AgR (1ªT), AI 836790 AgR (1ªT), RE 40914 (1ªT), RE 42186 (1ªT), RMS 9122 (TP), RE 47340 (2ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, EQUIPARAÇÃO SALARIAL, PARADIGMA, DECISÃO JUDICIAL, CASO ANÁLOGO) RE 575936 AgR (2ªT). Número de páginas: 22. Análise: 14/11/2014, GOD.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
592317
[ "LEG-FED CF ANO-1891\n ART-00025 ART-00034\n CF-1891 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 ART-00037 INC-00010 \n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-001060 ANO-1950\n ART-00012\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000339 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-002377 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ\n\n", "LEG-MUN DEC-021927 ANO-2002\n ART-00001\n DECRETO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ" ]
RE
acordaos
RE 592317
[ "" ]
RECTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) : ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) : CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) : HOMERO MENDES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Administrativo. Servidor Público. Extensão de gratificação com fundamento no princípio da Isonomia. Vedação. Enunciado 339 da Súmula desta Corte. Recurso extraordinário provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, dar provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 28 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 592317 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6999510. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ementado nos seguintes termos: “Apelação Civil. Administrativo. Servidor público municipal que pretende receber atrasados referentes à gratificação de gestão de sistemas, assim como a incorporação da mencionada gratificação. O artigo 4... da Lei Municipal 2.377/95 estende o benefício a todos os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração, permitida a redução Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) :ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) :CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. :ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) :HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ementado nos seguintes termos: “Apelação Civil. Administrativo. Servidor público municipal que pretende receber atrasados referentes à gratificação de gestão de sistemas, assim como a incorporação da mencionada gratificação. O artigo 4... da Lei Municipal 2.377/95 estende o benefício a todos os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração, permitida a redução Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório Recurso Extraordinário 592317 / RJ somente em caso de avaliação de desempenho individual. Aplicação do Princípio da Isonomia, na medida em que independente da lotação do servidor, estando ele vinculado ao mesmo cargo e desempenhando a mesma função daqueles lotados na SMA, faz jus à gratificação almejada. Possibilidade de incorporação de acordo com os critérios do art. 7... da mencionada Lei Municipal. Precedentes deste Tribunal. Dedução de outra gratificação percebida e inacumulável. Sentença de procedência parcial que merece confirmação. Recurso não provido”. (fl. 219) No caso, cuida-se de extensão de gratificação com fundamento no princípio da isonomia. Na espécie, o tribunal de origem confirmou a sentença que condenou o Município do Rio de Janeiro ao pagamento da “gratificação de gestão de sistemas administrativos” ao recorrido, com o seguinte fundamento: “Pelo Princípio da Isonomia, de status constitucional, cargos idênticos, de iguais funções, devem ser valorados com o mesmo quantum remuneratório, pois não se justifica o não recebimento da gratificação em questão pelo servidor público ocupante de cargo efetivo da SMA em razão de sua lotação em outro setor da administração municipal”. (fl. 184) No apelo extremo, o recorrente sustenta violação aos artigos 5..., II, e 37, caput e X, da Constituição Federal. Nas razões recursais, o ente federado defende, em síntese, que o recorrido não possui direito à gratificação, uma vez que não preencheu os requisitos legais para a sua concessão. Ademais, alega que a sua não concessão não ofende o princípio da isonomia. Por fim, aduz que não cabe ao Judiciário aumentar os vencimentos dos servidores com fundamento no princípio da isonomia, conforme o Verbete 339 da Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ somente em caso de avaliação de desempenho individual. Aplicação do Princípio da Isonomia, na medida em que independente da lotação do servidor, estando ele vinculado ao mesmo cargo e desempenhando a mesma função daqueles lotados na SMA, faz jus à gratificação almejada. Possibilidade de incorporação de acordo com os critérios do art. 7... da mencionada Lei Municipal. Precedentes deste Tribunal. Dedução de outra gratificação percebida e inacumulável. Sentença de procedência parcial que merece confirmação. Recurso não provido”. (fl. 219) No caso, cuida-se de extensão de gratificação com fundamento no princípio da isonomia. Na espécie, o tribunal de origem confirmou a sentença que condenou o Município do Rio de Janeiro ao pagamento da “gratificação de gestão de sistemas administrativos” ao recorrido, com o seguinte fundamento: “Pelo Princípio da Isonomia, de status constitucional, cargos idênticos, de iguais funções, devem ser valorados com o mesmo quantum remuneratório, pois não se justifica o não recebimento da gratificação em questão pelo servidor público ocupante de cargo efetivo da SMA em razão de sua lotação em outro setor da administração municipal”. (fl. 184) No apelo extremo, o recorrente sustenta violação aos artigos 5..., II, e 37, caput e X, da Constituição Federal. Nas razões recursais, o ente federado defende, em síntese, que o recorrido não possui direito à gratificação, uma vez que não preencheu os requisitos legais para a sua concessão. Ademais, alega que a sua não concessão não ofende o princípio da isonomia. Por fim, aduz que não cabe ao Judiciário aumentar os vencimentos dos servidores com fundamento no princípio da isonomia, conforme o Verbete 339 da Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório Recurso Extraordinário 592317 / RJ desta Suprema Corte. Não foram apresentadas as contrarrazões ao recurso extraordinário, conforme certidão de fl. 270. Inicialmente, o presente recurso não foi admitido pelo Tribunal a quo, entretanto, nesta Suprema Corte, o Ministro Cezar Peluso, então relator, deu provimento ao agravo de instrumento interposto para convertê-lo neste recurso extraordinário (fl. 295). Em 23.9.2010, a repercussão geral do tema foi reconhecida (DJe 22.10.2010). Em parecer de fls. 299 a 301, a douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso, afirmando que o exame do caso demanda prévia análise e interpretação de lei local, ou seja, Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos dos Enunciados 280 e 636 da Súmula desta Suprema Corte. Deferi o ingresso do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (SINDFORT), do Estado do Rio Grande do Sul, do Município de Fortaleza, da União e da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco (ASPJ-PE) na qualidade de amicus curiae e determinei a inclusão do processo em pauta, para trazê-lo a julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ desta Suprema Corte. Não foram apresentadas as contrarrazões ao recurso extraordinário, conforme certidão de fl. 270. Inicialmente, o presente recurso não foi admitido pelo Tribunal a quo, entretanto, nesta Suprema Corte, o Ministro Cezar Peluso, então relator, deu provimento ao agravo de instrumento interposto para convertê-lo neste recurso extraordinário (fl. 295). Em 23.9.2010, a repercussão geral do tema foi reconhecida (DJe 22.10.2010). Em parecer de fls. 299 a 301, a douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso, afirmando que o exame do caso demanda prévia análise e interpretação de lei local, ou seja, Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, nos termos dos Enunciados 280 e 636 da Súmula desta Suprema Corte. Deferi o ingresso do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (SINDFORT), do Estado do Rio Grande do Sul, do Município de Fortaleza, da União e da Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Pernambuco (ASPJ-PE) na qualidade de amicus curiae e determinei a inclusão do processo em pauta, para trazê-lo a julgamento. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, cuja redação é: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem a função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. Entre outros, confiram-se: Recurso Extraordinário 40.914, Rel. Min Antonio Villas Boas, DJ 7.4.1960; Recurso Extraordinário 42.186, Rel. Min. Nelson Hungria, DJ 21.9.1960; RMS 9.122, Rel. Min. Vitor Nunes, DJ 26.10.1961 e Recurso Extraordinário 47.340, Rel. Min. Barros Barreto, DJ 26.10.1961. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A questão central a ser discutida nestes autos refere-se à possibilidade de o Poder Judiciário ou a Administração Pública aumentar vencimentos ou estender vantagens a servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com fundamento no princípio da isonomia, independentemente de lei. Inicialmente, salienta-se que, desde a Primeira Constituição Republicana, 1891, em seus artigos 34 e 25, já existia determinação de que a competência para reajustar os vencimentos dos servidores públicos é do Poder Legislativo, ou seja, ocorre mediante edição de lei. Atualmente, a Carta Magna de 1988, artigo 37, X, trata a questão com mais rigor, uma vez que exige lei específica para o reajuste da remuneração de servidores públicos. A propósito, na Sessão Plenária de 13.12.1963, foi aprovado o enunciado 339 da Súmula desta Corte, cuja redação é: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem a função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. Dos precedentes que originaram essa orientação jurisprudencial sumulada, resta claro que esta Corte, pacificou o entendimento no sentido de que aumento de vencimentos de servidores depende de Lei e não pode ser efetuado apenas com suporte no princípio da isonomia. Entre outros, confiram-se: Recurso Extraordinário 40.914, Rel. Min Antonio Villas Boas, DJ 7.4.1960; Recurso Extraordinário 42.186, Rel. Min. Nelson Hungria, DJ 21.9.1960; RMS 9.122, Rel. Min. Vitor Nunes, DJ 26.10.1961 e Recurso Extraordinário 47.340, Rel. Min. Barros Barreto, DJ 26.10.1961. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 592317 / RJ Assim, percebe-se que, há muito, já havia preocupação com a exigência de reserva legal relacionada à remuneração dos servidores. Sobre o tema, na doutrina administrativista, destaca-se a lição do professor Hely Lopes Meirelles, que, ao tratar de reajuste de servidores e princípio da isonomia, defende: “Em qualquer das hipóteses – aumento impróprio e reestruturação – podem ocorrer injustiças, pela inobservância do princípio da isonomia, tal como explicado acima. Nesse caso, porém somente a lei poderá corrigi-las, pois qualquer interferência do Judiciário nesta matéria constituiria usurpação de atribuições do Legislativo, consoante vêm decidindo reiteradamente nossos Tribunais e, finalmente, sumulou o Supremo Tribunal Federal.” (grifo nosso) (Direito Administrativo Brasileiro, 36... edição, Ed. Malheiros, p. 14) Registre-se que, em sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. Nesse sentido: Recurso Extraordinário-AgR 599.402/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.9.2009; Recurso Extraordinário-AgR 575964/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 4.9.2009; Recurso Extraordinário-AgR 524.020/CE, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.10.2010; AI-AgR 836.790/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12.4.2011; Recurso Extraordinário-AGR-ED 286.512/CE, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 26.5.2009; AI-AgR 363.096/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 306.2011; Recurso Extraordinário-AgR 378.141/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 30.4.2010; Recurso Extraordinário-AgR 599.890/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010 e Recurso Extraordinário-AGR 609.527/AL. Primeira Turma, DJe 1.10.2010, este último ementado nos seguintes termos: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ Assim, percebe-se que, há muito, já havia preocupação com a exigência de reserva legal relacionada à remuneração dos servidores. Sobre o tema, na doutrina administrativista, destaca-se a lição do professor Hely Lopes Meirelles, que, ao tratar de reajuste de servidores e princípio da isonomia, defende: “Em qualquer das hipóteses – aumento impróprio e reestruturação – podem ocorrer injustiças, pela inobservância do princípio da isonomia, tal como explicado acima. Nesse caso, porém somente a lei poderá corrigi-las, pois qualquer interferência do Judiciário nesta matéria constituiria usurpação de atribuições do Legislativo, consoante vêm decidindo reiteradamente nossos Tribunais e, finalmente, sumulou o Supremo Tribunal Federal.” (grifo nosso) (Direito Administrativo Brasileiro, 36... edição, Ed. Malheiros, p. 14) Registre-se que, em sucessivos julgados, esta Corte tem reiteradamente aplicado o Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, denotando que sua inteligência permanece atual para ordem constitucional vigente. Nesse sentido: Recurso Extraordinário-AgR 599.402/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.9.2009; Recurso Extraordinário-AgR 575964/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 4.9.2009; Recurso Extraordinário-AgR 524.020/CE, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.10.2010; AI-AgR 836.790/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12.4.2011; Recurso Extraordinário-AGR-ED 286.512/CE, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 26.5.2009; AI-AgR 363.096/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 306.2011; Recurso Extraordinário-AgR 378.141/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 30.4.2010; Recurso Extraordinário-AgR 599.890/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010 e Recurso Extraordinário-AGR 609.527/AL. Primeira Turma, DJe 1.10.2010, este último ementado nos seguintes termos: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 592317 / RJ EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Nesse contexto, a jurisprudência desta Suprema Corte também não tem admitido a equiparação salarial invocada a pretexto de resguardar a isonomia entre servidores de mesmo cargo quando o paradigma emana de decisão judicial transitada em julgado. Sobre esse aspecto, destaco o que decidido no Recurso Extraordinário-AgR 575.936/DF, Rel. Min. Ayres Bitto, Segunda Turma, DJe 24.8.2010, ementado nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OUTROS MILITARES DE MESMA GRADUAÇÃO QUE, EM DECORRÊNCIA DE ÊXITO EM DEMANDA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, OBTIVERAM REAJUSTES REMUNERATÓRIOS COM BASE NA LEI ESTADUAL 10.395/1995. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/Supremo Tribunal Federal. 1. É de se aplicar ao caso a Súmula 339/Supremo Tribunal Federal, que dispõe ser vedado ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia. 2. Agravo regimental desprovido. Na espécie, o acórdão recorrido divergiu deste entendimento ao estender benefício sem autorização legal com fundamento no princípio da isonomia. Nos termos da Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, a gratificação de gestão de sistemas administrativos é específica para os servidores em exercício na Secretaria Municipal de Administração – SMA. O recorrido, apesar de ocupante de cargo efetivo da SMA, estava em exercício em secretaria diversa (Secretaria Municipal de Governo – SMG), portanto não cumpria os requisitos legais para o recebimento e a incorporação desta gratificação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Nesse contexto, a jurisprudência desta Suprema Corte também não tem admitido a equiparação salarial invocada a pretexto de resguardar a isonomia entre servidores de mesmo cargo quando o paradigma emana de decisão judicial transitada em julgado. Sobre esse aspecto, destaco o que decidido no Recurso Extraordinário-AgR 575.936/DF, Rel. Min. Ayres Bitto, Segunda Turma, DJe 24.8.2010, ementado nos seguintes termos: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR ESTADUAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OUTROS MILITARES DE MESMA GRADUAÇÃO QUE, EM DECORRÊNCIA DE ÊXITO EM DEMANDA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO, OBTIVERAM REAJUSTES REMUNERATÓRIOS COM BASE NA LEI ESTADUAL 10.395/1995. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/Supremo Tribunal Federal. 1. É de se aplicar ao caso a Súmula 339/Supremo Tribunal Federal, que dispõe ser vedado ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia. 2. Agravo regimental desprovido. Na espécie, o acórdão recorrido divergiu deste entendimento ao estender benefício sem autorização legal com fundamento no princípio da isonomia. Nos termos da Lei 2.377/1995 do Município do Rio de Janeiro, a gratificação de gestão de sistemas administrativos é específica para os servidores em exercício na Secretaria Municipal de Administração – SMA. O recorrido, apesar de ocupante de cargo efetivo da SMA, estava em exercício em secretaria diversa (Secretaria Municipal de Governo – SMG), portanto não cumpria os requisitos legais para o recebimento e a incorporação desta gratificação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 592317 / RJ Assim, verifica-se que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, motivo pelo qual dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Condeno a parte recorrida a suportar os ônus da sucumbência, incluindo honorários, que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), ressalvada a hipótese de concessão da justiça gratuita (art. 12 da Lei n 1.060, de 5 de fevereiro de 1950). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ Assim, verifica-se que o acordão recorrido conflita com firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, motivo pelo qual dou provimento ao recurso extraordinário para julgar improcedentes os pedidos formulados na inicial. Condeno a parte recorrida a suportar os ônus da sucumbência, incluindo honorários, que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), ressalvada a hipótese de concessão da justiça gratuita (art. 12 da Lei n 1.060, de 5 de fevereiro de 1950). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6894374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos em sede extraordinária e não é dado colocar, em segundo plano, as premissas constantes do acórdão impugnado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a sentença proferida. Ao fazê-lo, levou em conta a Lei municipal, local, e o decreto regulamentador. É certo que se defrontou com gratificação, mas gratificação – repito – disciplinada em diploma local. O recurso foi interposto com alegada base na alínea "a" do inciso III do artigo 102, considerado o maltrato ao inciso II do artigo 5..., que encerra o princípio da legalidade, e também ao inciso X do artigo 37, no que direciona no sentido de a remuneração e o subsídio serem fixados por lei – princípio da legalidade. O que percebemos? Em primeiro lugar, que se introduziu, no cenário jurídico, gratificação cuja nomenclatura se revela ampla, Gratificação de Gestão de Sistemas Administrativos. Previu-se que teriam direito a essa gratificação os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração ou em exercício – deslocados, portanto, de outras Secretarias – nessa Secretaria. Vejo óbices intransponíveis quanto ao conhecimento do recurso. Defrontamo-nos com conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado, já que o último julgamento partiu, repito, de interpretação conferida a certa lei municipal e também ao decreto que a regulamentou. Mais do que isso, ter-se-ia que revolver os elementos probatórios para, assentando premissas diversas das constantes do acórdão impugnado, chegar à conclusão da procedência do inconformismo do Município do Rio de Janeiro. Por último, o Tribunal de origem acabou por reconhecer o direito do autor da ação ajuizada a partir do decreto, no que simplesmente consignou: o fato de o apelado estar deslocado para outro órgão – ele seria da Secretaria que estaria a congregar os servidores beneficiados – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, estamos em sede extraordinária e não é dado colocar, em segundo plano, as premissas constantes do acórdão impugnado. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a sentença proferida. Ao fazê-lo, levou em conta a Lei municipal, local, e o decreto regulamentador. É certo que se defrontou com gratificação, mas gratificação – repito – disciplinada em diploma local. O recurso foi interposto com alegada base na alínea "a" do inciso III do artigo 102, considerado o maltrato ao inciso II do artigo 5..., que encerra o princípio da legalidade, e também ao inciso X do artigo 37, no que direciona no sentido de a remuneração e o subsídio serem fixados por lei – princípio da legalidade. O que percebemos? Em primeiro lugar, que se introduziu, no cenário jurídico, gratificação cuja nomenclatura se revela ampla, Gratificação de Gestão de Sistemas Administrativos. Previu-se que teriam direito a essa gratificação os servidores lotados na Secretaria Municipal de Administração ou em exercício – deslocados, portanto, de outras Secretarias – nessa Secretaria. Vejo óbices intransponíveis quanto ao conhecimento do recurso. Defrontamo-nos com conflito de interesses que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado, já que o último julgamento partiu, repito, de interpretação conferida a certa lei municipal e também ao decreto que a regulamentou. Mais do que isso, ter-se-ia que revolver os elementos probatórios para, assentando premissas diversas das constantes do acórdão impugnado, chegar à conclusão da procedência do inconformismo do Município do Rio de Janeiro. Por último, o Tribunal de origem acabou por reconhecer o direito do autor da ação ajuizada a partir do decreto, no que simplesmente consignou: o fato de o apelado estar deslocado para outro órgão – ele seria da Secretaria que estaria a congregar os servidores beneficiados – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 592317 / RJ não invalida o seu direito. Tanto assim – não bastasse a interpretação da Lei municipal – que o Decreto n 21.927/2002 o reconheceu no artigo 1..., o que não é contestado, não teria sido sequer contestado pelo Município. Costumo dizer que não é crível que órgão julgador admita a existência de norma dispondo em certo sentido e decida de forma diametralmente oposta. Por isso, o que se contém no inciso II do artigo 5... da Constituição Federal dificilmente é colocado em segundo plano, ou seja, o princípio da legalidade, consoante o qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma senão em virtude de lei. No caso concreto, não houve fixação de remuneração, nem de subsídio. O que houve foi ato de vontade, interpretativo, quanto aos diplomas envolvidos, e diplomas – repito – municipais, chegando-se à conclusão do direito do recorrido. O Verbete n 339 da Súmula do Supremo – a revelar que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia – não calha na espécie. Aludiu-se, é certo, no acórdão, à isonomia, mas isonomia muito específica que diria respeito a um servidor da Secretaria Municipal de Administração, que estaria – ao que tudo indica, por conveniência da Administração – deslocado para órgão diverso, situação jurídica, repito, contemplada no Decreto que regulamentou a Lei. O recurso não está a merecer conhecimento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ não invalida o seu direito. Tanto assim – não bastasse a interpretação da Lei municipal – que o Decreto n 21.927/2002 o reconheceu no artigo 1..., o que não é contestado, não teria sido sequer contestado pelo Município. Costumo dizer que não é crível que órgão julgador admita a existência de norma dispondo em certo sentido e decida de forma diametralmente oposta. Por isso, o que se contém no inciso II do artigo 5... da Constituição Federal dificilmente é colocado em segundo plano, ou seja, o princípio da legalidade, consoante o qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma senão em virtude de lei. No caso concreto, não houve fixação de remuneração, nem de subsídio. O que houve foi ato de vontade, interpretativo, quanto aos diplomas envolvidos, e diplomas – repito – municipais, chegando-se à conclusão do direito do recorrido. O Verbete n 339 da Súmula do Supremo – a revelar que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar os vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia – não calha na espécie. Aludiu-se, é certo, no acórdão, à isonomia, mas isonomia muito específica que diria respeito a um servidor da Secretaria Municipal de Administração, que estaria – ao que tudo indica, por conveniência da Administração – deslocado para órgão diverso, situação jurídica, repito, contemplada no Decreto que regulamentou a Lei. O recurso não está a merecer conhecimento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, este recurso está submetido ao regime da repercussão geral. A nossa jurisprudência é no sentido de que, para que haja uma apreciação da repercussão geral, é preciso que o recurso tenha preenchido todos os requisitos de admissibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, permita-me um aparte. Sem querer contestá-lo, há verdadeira incongruência, porque – inclusive, partiu-se para criar essa nomenclatura no Plenário virtual – cansei de me defrontar com situação em que o Relator, primeiro, provia o agravo de instrumento e, em segundo lugar, assentava que não se teria matéria constitucional, mesmo incluído o recurso no Plenário virtual, e confirmava com isso a jurisprudência. De qualquer forma, está-se no sítio próprio para o julgamento do recurso, com absoluta independência. Eu mesmo, quando me manifestei sob o ângulo da repercussão geral, a partir das informações com as quais me defrontei, vislumbrei, de início, matéria constitucional. Agora, examinando o acórdão impugnado, constatei que simplesmente se decidiu a partir de moldura fática irremovível e considerada a legislação local. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu respeito aqui a opinião, evidentemente, do nosso hoje decano, pela ausência do Ministro Celso de Mello. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agradeço a Vossa Excelência o aparte. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, este recurso está submetido ao regime da repercussão geral. A nossa jurisprudência é no sentido de que, para que haja uma apreciação da repercussão geral, é preciso que o recurso tenha preenchido todos os requisitos de admissibilidade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, permita-me um aparte. Sem querer contestá-lo, há verdadeira incongruência, porque – inclusive, partiu-se para criar essa nomenclatura no Plenário virtual – cansei de me defrontar com situação em que o Relator, primeiro, provia o agravo de instrumento e, em segundo lugar, assentava que não se teria matéria constitucional, mesmo incluído o recurso no Plenário virtual, e confirmava com isso a jurisprudência. De qualquer forma, está-se no sítio próprio para o julgamento do recurso, com absoluta independência. Eu mesmo, quando me manifestei sob o ângulo da repercussão geral, a partir das informações com as quais me defrontei, vislumbrei, de início, matéria constitucional. Agora, examinando o acórdão impugnado, constatei que simplesmente se decidiu a partir de moldura fática irremovível e considerada a legislação local. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu respeito aqui a opinião, evidentemente, do nosso hoje decano, pela ausência do Ministro Celso de Mello. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agradeço a Vossa Excelência o aparte. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Mas, hoje, a metodologia da repercussão geral impõe que o Relator faça uma narrativa do caso, e nós apreciamos através de formulário próprio para depois ingressarmos nesse Plenário virtual. Então, já há uma presunção de admissibilidade do recurso para que ele se submeta à repercussão, muito embora se possa retirar os recursos da repercussão geral nas hipóteses em que, a posteriori, de forma não vinculativa, o Plenário verifique que não há matéria constitucional e que ela é estritamente infraconstitucional. Só que a nossa cognição no exame de admissibilidade cinge-se à apreciação da decisão em única ou de última instância. Se a decisão de última instância consagra violação à Constituição Federal, o único órgão competente para verificar se houve essa violação, ou não, é o Supremo Tribunal Federal. Só que agora não basta só a violação à Constituição, é preciso que a matéria envolta nessa violação também apresente repercussão geral. E aqui, onde é que está - digamos assim - a essência da repercussão geral? Está exatamente, em primeiro lugar, num acórdão que, a pretexto de firmar a isonomia, infirma frontalmente a súmula do Supremo Tribunal Federal; um acórdão que, a pretexto da isonomia, promove uma suposta equiparação de vencimentos, que viola a Constituição Federal, porque não é preciso que a Constituição Federal esteja mencionada no acórdão, porque há uma máxima de que iura novit curia. Aqui os fatos demonstram que se quer uma equiparação vedada pela Constituição Federal. O que se quer é uma isonomia vedada pela súmula. Então, o que se quer é afrontar a súmula do Supremo Tribunal Federal e fazer, conjurada a apreciação da Suprema Corte, essa questão. Eu vou pedir vênia, e como já estou me adiantando, também para afirmar que, no caso concreto, efetivamente são funções diferentes. Quer dizer, não bastasse a nossa súmula, que é importante, porque ela afirma que não se pode conceder esse aumento a título da isonomia, então, apesar de essa súmula ter essa importância, o que também se preserva aqui no Estado Democrático de Direito é a deferência ao Legislativo. Ele é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Mas, hoje, a metodologia da repercussão geral impõe que o Relator faça uma narrativa do caso, e nós apreciamos através de formulário próprio para depois ingressarmos nesse Plenário virtual. Então, já há uma presunção de admissibilidade do recurso para que ele se submeta à repercussão, muito embora se possa retirar os recursos da repercussão geral nas hipóteses em que, a posteriori, de forma não vinculativa, o Plenário verifique que não há matéria constitucional e que ela é estritamente infraconstitucional. Só que a nossa cognição no exame de admissibilidade cinge-se à apreciação da decisão em única ou de última instância. Se a decisão de última instância consagra violação à Constituição Federal, o único órgão competente para verificar se houve essa violação, ou não, é o Supremo Tribunal Federal. Só que agora não basta só a violação à Constituição, é preciso que a matéria envolta nessa violação também apresente repercussão geral. E aqui, onde é que está - digamos assim - a essência da repercussão geral? Está exatamente, em primeiro lugar, num acórdão que, a pretexto de firmar a isonomia, infirma frontalmente a súmula do Supremo Tribunal Federal; um acórdão que, a pretexto da isonomia, promove uma suposta equiparação de vencimentos, que viola a Constituição Federal, porque não é preciso que a Constituição Federal esteja mencionada no acórdão, porque há uma máxima de que iura novit curia. Aqui os fatos demonstram que se quer uma equiparação vedada pela Constituição Federal. O que se quer é uma isonomia vedada pela súmula. Então, o que se quer é afrontar a súmula do Supremo Tribunal Federal e fazer, conjurada a apreciação da Suprema Corte, essa questão. Eu vou pedir vênia, e como já estou me adiantando, também para afirmar que, no caso concreto, efetivamente são funções diferentes. Quer dizer, não bastasse a nossa súmula, que é importante, porque ela afirma que não se pode conceder esse aumento a título da isonomia, então, apesar de essa súmula ter essa importância, o que também se preserva aqui no Estado Democrático de Direito é a deferência ao Legislativo. Ele é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 592317 / RJ que pode, através de lei própria, outorgar a concessão dessa gratificação. Cada categoria - ontem eu conversando até com o Procurador da República - vai buscar a sua gratificação. Não é possível. Então, tem que declarar a inconstitucionalidade da lei por violação do princípio da isonomia. E não é disso que se trata. Nós estamos julgando um caso subjetivo, cuja tese central afronta imediatamente não só a Constituição Federal, nessa vertente da equiparação, como também a nossa súmula, que não é vinculante, mas é o entendimento predominante no tocante à impossibilidade de o Judiciário, no Estado Democrático de Direito, que respeita a separação de Poderes, superar a deferência que se deve dar ao Legislativo e conceder aumentos através de decisão judicial. Por outro lado, Senhor Presidente, com a devida vênia, no caso concreto, efetivamente não se verifica nenhuma afronta; quer dizer, se nós formos analisar o caso concreto, não se verifica nenhuma afronta. Nós não vamos agora ingressar na esfera de opção legislativa do legislador ou do administrador, que vai escolher uma gratificação para opção legislativa do legislador, do administrador que vai escolher uma gratificação; não, nós vamos defender a Constituição Federal. Se for uma gratificação a camuflar uma paridade obrigatória hoje, isso é outra questão. Mas nós vamos escolher agora quais são as categorias que vão receber a gratificação, se isso se encarta do poder discricionário ou do administrador ou do Legislativo. Isso não é função do Poder Judiciário. Então, com essas observações, Senhor Presidente, eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, que votou anteriormente com seus fundados argumentos, para acompanhar o eminente Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ que pode, através de lei própria, outorgar a concessão dessa gratificação. Cada categoria - ontem eu conversando até com o Procurador da República - vai buscar a sua gratificação. Não é possível. Então, tem que declarar a inconstitucionalidade da lei por violação do princípio da isonomia. E não é disso que se trata. Nós estamos julgando um caso subjetivo, cuja tese central afronta imediatamente não só a Constituição Federal, nessa vertente da equiparação, como também a nossa súmula, que não é vinculante, mas é o entendimento predominante no tocante à impossibilidade de o Judiciário, no Estado Democrático de Direito, que respeita a separação de Poderes, superar a deferência que se deve dar ao Legislativo e conceder aumentos através de decisão judicial. Por outro lado, Senhor Presidente, com a devida vênia, no caso concreto, efetivamente não se verifica nenhuma afronta; quer dizer, se nós formos analisar o caso concreto, não se verifica nenhuma afronta. Nós não vamos agora ingressar na esfera de opção legislativa do legislador ou do administrador, que vai escolher uma gratificação para opção legislativa do legislador, do administrador que vai escolher uma gratificação; não, nós vamos defender a Constituição Federal. Se for uma gratificação a camuflar uma paridade obrigatória hoje, isso é outra questão. Mas nós vamos escolher agora quais são as categorias que vão receber a gratificação, se isso se encarta do poder discricionário ou do administrador ou do Legislativo. Isso não é função do Poder Judiciário. Então, com essas observações, Senhor Presidente, eu peço todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, que votou anteriormente com seus fundados argumentos, para acompanhar o eminente Relator. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7098461. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu devo dizer que conheço, entendo que existe uma questão constitucional presente e devo dizer que, em linhas gerais, eu estou de acordo com a proposição constante da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal de que: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia." Eu apenas faço uma reserva mental de que há algumas situações teratológicas ou de injustiça patente que me levariam a, eventualmente, excepcionar a Súmula – o que não considero ser a hipótese desses autos –, em que, tal como observou o Ministro Luiz Fux, eu acho que nem sequer a ideia de isonomia seria aplicável. Portanto, eu acho que aqui o princípio da isonomia foi invocado indevidamente para equiparar situações que não eram equiparáveis. Com essas breves razões, eu estou acompanhando integralmente o voto do Ministro Gilmar Mendes. *************** Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797778. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu devo dizer que conheço, entendo que existe uma questão constitucional presente e devo dizer que, em linhas gerais, eu estou de acordo com a proposição constante da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal de que: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia." Eu apenas faço uma reserva mental de que há algumas situações teratológicas ou de injustiça patente que me levariam a, eventualmente, excepcionar a Súmula – o que não considero ser a hipótese desses autos –, em que, tal como observou o Ministro Luiz Fux, eu acho que nem sequer a ideia de isonomia seria aplicável. Portanto, eu acho que aqui o princípio da isonomia foi invocado indevidamente para equiparar situações que não eram equiparáveis. Com essas breves razões, eu estou acompanhando integralmente o voto do Ministro Gilmar Mendes. *************** Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria, em primeiro lugar, de dizer que eu concordo plenamente com o Ministro Marco Aurélio de que não se deve ser demasiadamente rígido com o julgamento que se faz no Plenário Virtual, especialmente na questão do conhecimento do recurso, porque, no Plenário Virtual, nós temos um enfoque muito particularizado, sem maiores profundidades a respeito do conteúdo do processo, e nós podemos ter preliminares que não são sequer lá colocadas. Penso que se deve, eventualmente, voltar atrás, como já ocorreu aqui em casos análogos, inclusive na questão da existência ou não de repercussão geral. Mas, no caso específico, o princípio da isonomia é que foi a base para a extensão dos vencimentos e para a incorporação desses vencimentos. De modo que o tema da Súmula n 339 está bem claro. Por essas razões, eu vou pedir vênia, nesse ponto, ao Ministro Marco Aurélio, para acompanhar o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100766. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, gostaria, em primeiro lugar, de dizer que eu concordo plenamente com o Ministro Marco Aurélio de que não se deve ser demasiadamente rígido com o julgamento que se faz no Plenário Virtual, especialmente na questão do conhecimento do recurso, porque, no Plenário Virtual, nós temos um enfoque muito particularizado, sem maiores profundidades a respeito do conteúdo do processo, e nós podemos ter preliminares que não são sequer lá colocadas. Penso que se deve, eventualmente, voltar atrás, como já ocorreu aqui em casos análogos, inclusive na questão da existência ou não de repercussão geral. Mas, no caso específico, o princípio da isonomia é que foi a base para a extensão dos vencimentos e para a incorporação desses vencimentos. De modo que o tema da Súmula n 339 está bem claro. Por essas razões, eu vou pedir vênia, nesse ponto, ao Ministro Marco Aurélio, para acompanhar o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, coerente com o que votei ontem, subscrevo os fundamentos do voto do eminente Ministro Marco Aurélio, a me levarem a votar pelo não conhecimento do recurso extraordinário. Todavia, superado o aspecto, como ocorreu ontem, e adentrando no mérito, em função da ementa do acórdão recorrido – a que o Ministro Teori fez referência -, no sentido de a aplicação do princípio da isonomia embasar o deferimento, via manutenção no caso da sentença de primeiro grau –, entendo que está afrontada a nossa Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal, que endosso. Portanto, acompanho, no mérito, o voto do Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7015052. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, coerente com o que votei ontem, subscrevo os fundamentos do voto do eminente Ministro Marco Aurélio, a me levarem a votar pelo não conhecimento do recurso extraordinário. Todavia, superado o aspecto, como ocorreu ontem, e adentrando no mérito, em função da ementa do acórdão recorrido – a que o Ministro Teori fez referência -, no sentido de a aplicação do princípio da isonomia embasar o deferimento, via manutenção no caso da sentença de primeiro grau –, entendo que está afrontada a nossa Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal, que endosso. Portanto, acompanho, no mérito, o voto do Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7015052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Confirmação de Voto 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ultrapassada a barreira do conhecimento, confirmo a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, negando provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087285. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, ultrapassada a barreira do conhecimento, confirmo a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, negando provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu vou pedir vênia para conhecer do recurso e dar-lhe provimento também. Além das razões já expostas pelos eminentes Colegas, eu verifico que o fundamento da Súmula 339, que tem a seguinte dicção: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia." A base que levou à edição deste verbete, é justamente o Princípio da Separação dos Poderes, e me parece até muito oportuno que estejam presentes neste Plenário, os alunos juízes da IFAM, para mostrar que a Corte não admite que o Judiciário intervenha em outro Poder para, a qualquer pretexto, aumentar vencimentos ou vantagens. Eu também, depois de entender que há, por esse motivo, matéria constitucional a ser apreciada pelo Plenário, conheço, então, do recurso. Acompanho o Relator porque entendo vulnerada a Súmula 339. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor Presidente, só para duas considerações. Muitas vezes eu me atrapalhei com esses enunciados aí citados pela Procuradoria, 280 e 636, quanto a direito local. Mas, na verdade, o que o texto do enunciado diz é: quando a discussão é puramente de direito local sem nenhuma afetação constitucional. Mas aqui, veja, o que se discute de fato é a aplicação da norma, quer dizer, o próprio fundamento que se entendeu era de isonomia, a extensão da própria norma. Então, quando se trata de Direito municipal, que é colocado em contraste, via interpretação, com o próprio Texto Constitucional, nós não podemos aplicar esse enunciado. Por outro lado, também, Presidente, nós temos aquela preocupação já de algum tempo de coligirmos alguns dos enunciados anteriores e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu vou pedir vênia para conhecer do recurso e dar-lhe provimento também. Além das razões já expostas pelos eminentes Colegas, eu verifico que o fundamento da Súmula 339, que tem a seguinte dicção: "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia." A base que levou à edição deste verbete, é justamente o Princípio da Separação dos Poderes, e me parece até muito oportuno que estejam presentes neste Plenário, os alunos juízes da IFAM, para mostrar que a Corte não admite que o Judiciário intervenha em outro Poder para, a qualquer pretexto, aumentar vencimentos ou vantagens. Eu também, depois de entender que há, por esse motivo, matéria constitucional a ser apreciada pelo Plenário, conheço, então, do recurso. Acompanho o Relator porque entendo vulnerada a Súmula 339. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor Presidente, só para duas considerações. Muitas vezes eu me atrapalhei com esses enunciados aí citados pela Procuradoria, 280 e 636, quanto a direito local. Mas, na verdade, o que o texto do enunciado diz é: quando a discussão é puramente de direito local sem nenhuma afetação constitucional. Mas aqui, veja, o que se discute de fato é a aplicação da norma, quer dizer, o próprio fundamento que se entendeu era de isonomia, a extensão da própria norma. Então, quando se trata de Direito municipal, que é colocado em contraste, via interpretação, com o próprio Texto Constitucional, nós não podemos aplicar esse enunciado. Por outro lado, também, Presidente, nós temos aquela preocupação já de algum tempo de coligirmos alguns dos enunciados anteriores e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 592317 / RJ convertermos em Súmula Vinculante. Eu proporia que também, que nós já talvez anotássemos para a conversão exatamente o verbete da Súmula n 339, porque acho que precisamos prosseguir na faina da ... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, eu acho uma excelente ideia. E talvez Vossa Excelência já pudesse propor à Comissão apropriada que transformasse essa súmula numa súmula vinculante. E eu pretendo também, com o apoio e o consenso do Plenário, futuramente, facilitar um pouco a aprovação das súmulas vinculantes. Hoje, nós temos um processo, de certo modo, burocratizado. Eu me lembro que, desde a última alteração regimental, quase que não aprovamos mais nenhuma súmula. E essas súmulas vinculantes, a meu ver, são absolutamente fundamentais para a agilização da prestação jurisdicional. Isso, bem ou mal, o Supremo se pronunciou sobre um determinado tema, e os operadores do Direito - sejam juízes, sejam promotores, sejam membros do Ministério Público, ou sejam advogados ou, enfim, a própria Administração Pública - terão de observar essa súmula, e isto contribuirá para que nós possamos, de certa maneira, abater esse enorme saldo de processos que temos em tramitação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Endossando inteiramente o que Vossa Excelência falou, eu apenas, eu sou preocupado, em geral, e, na repercussão em geral, em particular, com a tese que foi afirmada. Então, quer dizer, nós estamos aqui, Ministro Gilmar, reiterando, em sede de repercussão geral, a proposição constante da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, porque isso facilitará os juízos, os tribunais de Segunda Instância no controle do que pode subir, do que que não pode subir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa é a diferença: a súmula permite ao Relator, por exemplo, usar os poderes 557, mas a repercussão geral impede que os processos subam; é muito melhor. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ convertermos em Súmula Vinculante. Eu proporia que também, que nós já talvez anotássemos para a conversão exatamente o verbete da Súmula n 339, porque acho que precisamos prosseguir na faina da ... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, eu acho uma excelente ideia. E talvez Vossa Excelência já pudesse propor à Comissão apropriada que transformasse essa súmula numa súmula vinculante. E eu pretendo também, com o apoio e o consenso do Plenário, futuramente, facilitar um pouco a aprovação das súmulas vinculantes. Hoje, nós temos um processo, de certo modo, burocratizado. Eu me lembro que, desde a última alteração regimental, quase que não aprovamos mais nenhuma súmula. E essas súmulas vinculantes, a meu ver, são absolutamente fundamentais para a agilização da prestação jurisdicional. Isso, bem ou mal, o Supremo se pronunciou sobre um determinado tema, e os operadores do Direito - sejam juízes, sejam promotores, sejam membros do Ministério Público, ou sejam advogados ou, enfim, a própria Administração Pública - terão de observar essa súmula, e isto contribuirá para que nós possamos, de certa maneira, abater esse enorme saldo de processos que temos em tramitação. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Endossando inteiramente o que Vossa Excelência falou, eu apenas, eu sou preocupado, em geral, e, na repercussão em geral, em particular, com a tese que foi afirmada. Então, quer dizer, nós estamos aqui, Ministro Gilmar, reiterando, em sede de repercussão geral, a proposição constante da Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, porque isso facilitará os juízos, os tribunais de Segunda Instância no controle do que pode subir, do que que não pode subir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Essa é a diferença: a súmula permite ao Relator, por exemplo, usar os poderes 557, mas a repercussão geral impede que os processos subam; é muito melhor. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, nós estamos reiterando a proposição constante da Súmula 339. Se o Ministro Gilmar estiver de acordo, deixaríamos isso consignado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 592317 / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Portanto, nós estamos reiterando a proposição constante da Súmula 339. Se o Ministro Gilmar estiver de acordo, deixaríamos isso consignado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois não. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) : ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) : CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) : HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. No mérito, também por maioria, deu provimento ao recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio, que lhe negava provimento. Tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805644 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.317 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : FRANCISCO GERALDO BARRETO SIQUEIRA ADV.(A/S) : ALINE CARVALHO DE SOUSA INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (SINDIFORT) ADV.(A/S) : CECÍLIA PARENTE PINHEIRO AM. CURIAE. : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : MUNICIPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AM. CURIAE. : ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - ASPJ ADV.(A/S) : HOMERO MENDES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Rosa Weber. No mérito, também por maioria, deu provimento ao recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio, que lhe negava provimento. Tudo nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805644 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 317", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 317", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 317", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "Verbete 339 da Súmula 2", "Enunciados 280", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "Recurso Extraordinário 40 . 914", "Recurso Extraordinário 42 . 186", "RMS 9 . 122", "Recurso Extraordinário 47 . 340", "Recurso Extraordinário 40 . 914", "Recurso Extraordinário 42 . 186", "RMS 9 . 122", "Recurso Extraordinário 47 . 340", "Recurso Extraordinário 592317 / RJ", "Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 599 . 402 / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 575964 / RJ", "Recurso Extraordinário - AgR 524 . 020 / CE", "AI", "-", "AgR 836 . 790 / SC", "Recurso Extraordinário - AGR - ED 286 . 512 / CE", "AI", "-", "AgR 363 . 096 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 378 . 141 / CE", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Imposto de renda. Isenção. Deficiência visual. Servidor não aposentado. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes da Corte. 1. A suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201207. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Walter Rodrigues da Costa interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. SERVIDOR PÚBLICO EM ATIVIDADE, PORTADOR DE CEGUEIRA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção de imposto de renda prevista no art. 6º, XIV, da Lei n. 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado. 2. Desta forma, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária. 3. Inexistindo nos autos argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada, impõe-se sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Walter Rodrigues da Costa interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. SERVIDOR PÚBLICO EM ATIVIDADE, PORTADOR DE CEGUEIRA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção de imposto de renda prevista no art. 6º, XIV, da Lei n. 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado. 2. Desta forma, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária. 3. Inexistindo nos autos argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada, impõe-se sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO manutenção. Agravo interno desprovido’ (fl. 252). Alega violação dos arts. 1º, III e IV, 5º, caput, 150, I e II, da Constituição Federal. Defende que o benefício fiscal da isenção constante do art. 6º, XIV, da lei nº 7.713/88, deve ser aplicado aos servidores ativos. Afirma que o critério de discriminação da citada norma ‘é o fato de o Recorrente ser comprovadamente cego, não havendo que se falar em estar ou não aposentado’ (fl. 286). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional não ‘é suficiente para servir de barreira à aplicação do princípio da isonomia, dada a gravidade da violação’ (fl. 287). Decido. Verifico que o acórdão recorrido assentou-se na interpretação da legislação infraconstitucional para concluir que não é possível a extensão do benefício fiscal da isenção em tela aos servidores ativos. Por esclarecedor, transcrevo o seguinte trecho: ‘Desde já, registro que não merece amparo o inconformismo do agravante, pois, conforme restou consignado na decisão monocrática agravada, ‘a isenção prevista no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado, como é o caso do apelante.’ (f. 224). Outrossim, nos termos da jurisprudência assente do Superior Tribunal de Justiça, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária’ (fl. 250/251). Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame da legislação ordinária aplicável à espécie (Lei nº 7.713/88 e Código 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO manutenção. Agravo interno desprovido’ (fl. 252). Alega violação dos arts. 1º, III e IV, 5º, caput, 150, I e II, da Constituição Federal. Defende que o benefício fiscal da isenção constante do art. 6º, XIV, da lei nº 7.713/88, deve ser aplicado aos servidores ativos. Afirma que o critério de discriminação da citada norma ‘é o fato de o Recorrente ser comprovadamente cego, não havendo que se falar em estar ou não aposentado’ (fl. 286). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional não ‘é suficiente para servir de barreira à aplicação do princípio da isonomia, dada a gravidade da violação’ (fl. 287). Decido. Verifico que o acórdão recorrido assentou-se na interpretação da legislação infraconstitucional para concluir que não é possível a extensão do benefício fiscal da isenção em tela aos servidores ativos. Por esclarecedor, transcrevo o seguinte trecho: ‘Desde já, registro que não merece amparo o inconformismo do agravante, pois, conforme restou consignado na decisão monocrática agravada, ‘a isenção prevista no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado, como é o caso do apelante.’ (f. 224). Outrossim, nos termos da jurisprudência assente do Superior Tribunal de Justiça, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária’ (fl. 250/251). Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame da legislação ordinária aplicável à espécie (Lei nº 7.713/88 e Código 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO Tributário Nacional). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. ISENÇÃO. ALEGADA EXTENSÃO DE BENEFÍCIO POR FORÇA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE EM VIRTUDE DE FALTA DE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA PARA BENEFICIAR A SITUAÇÃO ESPECÍFICA TRATADA NOS AUTOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLÊNCIA REFLEXA OU INDIRETA. Da forma como postas as razões recursais, a discussão sobre o alcance de isenção tributária a ex- funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE tem alçada infraconstitucional, de modo que eventual violação constitucional seria indireta ou reflexa (Súmula 636/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 603.170/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/11) (Grifei). Ainda que ultrapassado esse óbice, nada colhe a recorrente. Isso porque não cabe ao Poder Judiciário, em razão do princípio da isonomia, estender benefício fiscal a destinatários não contemplados pela previsão legal, sob pena de afronta ao princípio fundamental da separação dos poderes; caso contrário faria o Judiciário papel de legislador positivo, função estranha à competência que a Constituição lhe conferiu. Nesse sentido: RE nº 405.579/PR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/8/11; RE nº 631.641/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/2/13; ARE nº 742.618/RJ-AgR, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Tributário Nacional). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. ISENÇÃO. ALEGADA EXTENSÃO DE BENEFÍCIO POR FORÇA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE EM VIRTUDE DE FALTA DE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA PARA BENEFICIAR A SITUAÇÃO ESPECÍFICA TRATADA NOS AUTOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLÊNCIA REFLEXA OU INDIRETA. Da forma como postas as razões recursais, a discussão sobre o alcance de isenção tributária a ex- funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE tem alçada infraconstitucional, de modo que eventual violação constitucional seria indireta ou reflexa (Súmula 636/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 603.170/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/11) (Grifei). Ainda que ultrapassado esse óbice, nada colhe a recorrente. Isso porque não cabe ao Poder Judiciário, em razão do princípio da isonomia, estender benefício fiscal a destinatários não contemplados pela previsão legal, sob pena de afronta ao princípio fundamental da separação dos poderes; caso contrário faria o Judiciário papel de legislador positivo, função estranha à competência que a Constituição lhe conferiu. Nesse sentido: RE nº 405.579/PR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/8/11; RE nº 631.641/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/2/13; ARE nº 742.618/RJ-AgR, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13, este último assim ementado: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE EXTENSÃO DE BENEFÍCIO FISCAL A CONTRIBUINTE NÃO ALCANÇADO PELA NORMA DE REGÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.6.2012. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do entendimento do acórdão recorrido com a jurisprudência do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 742.618/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13) (Grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que não há necessidade de se reexaminarem normas infraconstitucionais. Salienta que é desarrazoado se-lhe negar a isenção em razão de não estar aposentado. Insiste em dizer que “o critério de discriminação para aplicação da norma do art. 6º, inciso XIV da Lei 7.713/88 é o fato de o Agravante comprovadamente ser cego (...)” (fl. 377). Defende que, “[s]e a norma, conforme prescrita, não é isonômica, os resultados práticos de sua origem devem ser estendidos ao Agravante (...)” (fl. 378). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional (CTN) não pode servir de óbice para aplicação do princípio da isonomia. Sustenta que a decisão recorrida violou os princípios da isonomia, da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Afirma que “não está pleiteando do Poder Judiciário a criação 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13, este último assim ementado: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE EXTENSÃO DE BENEFÍCIO FISCAL A CONTRIBUINTE NÃO ALCANÇADO PELA NORMA DE REGÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.6.2012. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do entendimento do acórdão recorrido com a jurisprudência do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE nº 742.618/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13) (Grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que não há necessidade de se reexaminarem normas infraconstitucionais. Salienta que é desarrazoado se-lhe negar a isenção em razão de não estar aposentado. Insiste em dizer que “o critério de discriminação para aplicação da norma do art. 6º, inciso XIV da Lei 7.713/88 é o fato de o Agravante comprovadamente ser cego (...)” (fl. 377). Defende que, “[s]e a norma, conforme prescrita, não é isonômica, os resultados práticos de sua origem devem ser estendidos ao Agravante (...)” (fl. 378). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional (CTN) não pode servir de óbice para aplicação do princípio da isonomia. Sustenta que a decisão recorrida violou os princípios da isonomia, da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Afirma que “não está pleiteando do Poder Judiciário a criação 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO de disposições jurídicas, mas tão somente a aplicação do direito ao caso em comento” (fl. 382). Argumenta que a Lei nº 7.713/88 deve ser convenientemente interpretada “para que haja um ajuste ao caso, uma vez que deve ser conferido ao Agravante, portador de cegueira, a isenção do imposto de renda (...)” (fl. 383). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO de disposições jurídicas, mas tão somente a aplicação do direito ao caso em comento” (fl. 382). Argumenta que a Lei nº 7.713/88 deve ser convenientemente interpretada “para que haja um ajuste ao caso, uma vez que deve ser conferido ao Agravante, portador de cegueira, a isenção do imposto de renda (...)” (fl. 383). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, firme na extração do sentido e do alcance da legislação ordinária, concluiu que não se pode conceder a isenção do imposto de renda prevista no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88 ao servidor ativo deficiente visual, pois o benefício recai sobre proventos de aposentadoria ou reforma. Apoiado em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assentou, ainda, “ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária” (fls. 250/251). Dessa forma, a suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem e as razões do recurso extraordinário (notadamente, o CTN e a Lei nº 7.713/88), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agrava, destaco os seguintes julgados: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES POR PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE nº 790.799/PB-RG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/4/14 – grifei). “DIREITO TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DO IMPOSTO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, firme na extração do sentido e do alcance da legislação ordinária, concluiu que não se pode conceder a isenção do imposto de renda prevista no art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88 ao servidor ativo deficiente visual, pois o benefício recai sobre proventos de aposentadoria ou reforma. Apoiado em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assentou, ainda, “ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária” (fls. 250/251). Dessa forma, a suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem e as razões do recurso extraordinário (notadamente, o CTN e a Lei nº 7.713/88), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agrava, destaco os seguintes julgados: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES POR PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE nº 790.799/PB-RG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/4/14 – grifei). “DIREITO TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DO IMPOSTO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 787994 AGR / GO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. DEFICIENTE FÍSICO. DEBATE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2010. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 715.383/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/10/13 – grifei). Na mesma direção: ARE nº 711.792/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/12/13; ARE nº 710.070/PB-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12. Ademais, reitero o entendimento no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. Sobre o tema: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA. AMPLIAÇÃO DE ISENÇÕES POR EQUIPARAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.8.2010. Esta Suprema Corte entende ser vedado ao Poder Judiciário, sob pretexto de atenção ao princípio da igualdade, atuar como legislador positivo estabelecendo isenções tributárias não previstas em lei. Tal interpretação se amolda ao presente caso, em que se almeja ampliar isenções de determinadas verbas para efeito de incidência do imposto de renda, a despeito de inexistir lei outorgando essa benesse. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 691.852/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. DEFICIENTE FÍSICO. DEBATE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2010. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 715.383/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/10/13 – grifei). Na mesma direção: ARE nº 711.792/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/12/13; ARE nº 710.070/PB-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12. Ademais, reitero o entendimento no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. Sobre o tema: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA. AMPLIAÇÃO DE ISENÇÕES POR EQUIPARAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.8.2010. Esta Suprema Corte entende ser vedado ao Poder Judiciário, sob pretexto de atenção ao princípio da igualdade, atuar como legislador positivo estabelecendo isenções tributárias não previstas em lei. Tal interpretação se amolda ao presente caso, em que se almeja ampliar isenções de determinadas verbas para efeito de incidência do imposto de renda, a despeito de inexistir lei outorgando essa benesse. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 691.852/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 787994 AGR / GO Weber, DJe de 21/11/13 – grifei). No mesmo sentido: RE nº 606.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 4/6/13. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Weber, DJe de 21/11/13 – grifei). No mesmo sentido: RE nº 606.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 4/6/13. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071108 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071108 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6225701
2014-05-27T00:00:00
2014-06-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Imposto de renda. Isenção. Deficiência visual. Servidor não aposentado. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes da Corte. 1. A suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. 3. Agravo regimental não provido.
sjur268282
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 710070 AgR (2ªT), ARE 715383 AgR (1ªT), ARE 711792 AgR (1ªT), RE 790799 RG. (JUDICIÁRIO, LEGISLADOR POSITIVO) RE 606179 AgR (2ªT), ARE 691852 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 07/07/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
787994
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-007713 ANO-1988\n ART-00006 INC-00014\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 787994 AgR
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AGTE.(S) : WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Imposto de renda. Isenção. Deficiência visual. Servidor não aposentado. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade de atuação do judiciário como legislador positivo. Precedentes da Corte. 1. A suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201207. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Walter Rodrigues da Costa interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. SERVIDOR PÚBLICO EM ATIVIDADE, PORTADOR DE CEGUEIRA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção de imposto de renda prevista no art. 6..., XIV, da Lei n. 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado. 2. Desta forma, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária. 3. Inexistindo nos autos argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada, impõe-se sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Walter Rodrigues da Costa interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com o seguinte fundamento: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. SERVIDOR PÚBLICO EM ATIVIDADE, PORTADOR DE CEGUEIRA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A isenção de imposto de renda prevista no art. 6..., XIV, da Lei n. 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado. 2. Desta forma, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária. 3. Inexistindo nos autos argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada, impõe-se sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO manutenção. Agravo interno desprovido’ (fl. 252). Alega violação dos arts. 1..., III e IV, 5..., caput, 150, I e II, da Constituição Federal. Defende que o benefício fiscal da isenção constante do art. 6..., XIV, da lei n 7.713/88, deve ser aplicado aos servidores ativos. Afirma que o critério de discriminação da citada norma ‘é o fato de o Recorrente ser comprovadamente cego, não havendo que se falar em estar ou não aposentado’ (fl. 286). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional não ‘é suficiente para servir de barreira à aplicação do princípio da isonomia, dada a gravidade da violação’ (fl. 287). Decido. Verifico que o acórdão recorrido assentou-se na interpretação da legislação infraconstitucional para concluir que não é possível a extensão do benefício fiscal da isenção em tela aos servidores ativos. Por esclarecedor, transcrevo o seguinte trecho: ‘Desde já, registro que não merece amparo o inconformismo do agravante, pois, conforme restou consignado na decisão monocrática agravada, ‘a isenção prevista no art. 6..., XIV, da Lei n 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado, como é o caso do apelante.’ (f. 224). Outrossim, nos termos da jurisprudência assente do Superior Tribunal de Justiça, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária’ (fl. 250/251). Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame da legislação ordinária aplicável à espécie (Lei n 7.713/88 e Código 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO manutenção. Agravo interno desprovido’ (fl. 252). Alega violação dos arts. 1..., III e IV, 5..., caput, 150, I e II, da Constituição Federal. Defende que o benefício fiscal da isenção constante do art. 6..., XIV, da lei n 7.713/88, deve ser aplicado aos servidores ativos. Afirma que o critério de discriminação da citada norma ‘é o fato de o Recorrente ser comprovadamente cego, não havendo que se falar em estar ou não aposentado’ (fl. 286). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional não ‘é suficiente para servir de barreira à aplicação do princípio da isonomia, dada a gravidade da violação’ (fl. 287). Decido. Verifico que o acórdão recorrido assentou-se na interpretação da legislação infraconstitucional para concluir que não é possível a extensão do benefício fiscal da isenção em tela aos servidores ativos. Por esclarecedor, transcrevo o seguinte trecho: ‘Desde já, registro que não merece amparo o inconformismo do agravante, pois, conforme restou consignado na decisão monocrática agravada, ‘a isenção prevista no art. 6..., XIV, da Lei n 7.713/88, recai sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por portadores de alguma das doenças graves lá enumeradas, não alcançando os rendimentos auferidos por servidor não aposentado, como é o caso do apelante.’ (f. 224). Outrossim, nos termos da jurisprudência assente do Superior Tribunal de Justiça, não é possível a extensão do benefício fiscal previsto no mencionado dispositivo legal aos servidores que estejam em atividade, por ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária’ (fl. 250/251). Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário o reexame da legislação ordinária aplicável à espécie (Lei n 7.713/88 e Código 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO Tributário Nacional). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. ISENÇÃO. ALEGADA EXTENSÃO DE BENEFÍCIO POR FORÇA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE EM VIRTUDE DE FALTA DE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA PARA BENEFICIAR A SITUAÇÃO ESPECÍFICA TRATADA NOS AUTOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLÊNCIA REFLEXA OU INDIRETA. Da forma como postas as razões recursais, a discussão sobre o alcance de isenção tributária a ex- funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE tem alçada infraconstitucional, de modo que eventual violação constitucional seria indireta ou reflexa (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 603.170/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/11) (Grifei). Ainda que ultrapassado esse óbice, nada colhe a recorrente. Isso porque não cabe ao Poder Judiciário, em razão do princípio da isonomia, estender benefício fiscal a destinatários não contemplados pela previsão legal, sob pena de afronta ao princípio fundamental da separação dos poderes; caso contrário faria o Judiciário papel de legislador positivo, função estranha à competência que a Constituição lhe conferiu. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 405.579/PR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/8/11; Recurso Extraordinário n 631.641/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/2/13; ARE n 742.618/RJ-AgR, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Tributário Nacional). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA. ISENÇÃO. ALEGADA EXTENSÃO DE BENEFÍCIO POR FORÇA DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE EM VIRTUDE DE FALTA DE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA PARA BENEFICIAR A SITUAÇÃO ESPECÍFICA TRATADA NOS AUTOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. VIOLÊNCIA REFLEXA OU INDIRETA. Da forma como postas as razões recursais, a discussão sobre o alcance de isenção tributária a ex- funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE tem alçada infraconstitucional, de modo que eventual violação constitucional seria indireta ou reflexa (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 603.170/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/11) (Grifei). Ainda que ultrapassado esse óbice, nada colhe a recorrente. Isso porque não cabe ao Poder Judiciário, em razão do princípio da isonomia, estender benefício fiscal a destinatários não contemplados pela previsão legal, sob pena de afronta ao princípio fundamental da separação dos poderes; caso contrário faria o Judiciário papel de legislador positivo, função estranha à competência que a Constituição lhe conferiu. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 405.579/PR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 4/8/11; Recurso Extraordinário n 631.641/RS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/2/13; ARE n 742.618/RJ-AgR, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13, este último assim ementado: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE EXTENSÃO DE BENEFÍCIO FISCAL A CONTRIBUINTE NÃO ALCANÇADO PELA NORMA DE REGÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.6.2012. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do entendimento do acórdão recorrido com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE n 742.618/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13) (Grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que não há necessidade de se reexaminarem normas infraconstitucionais. Salienta que é desarrazoado se-lhe negar a isenção em razão de não estar aposentado. Insiste em dizer que “o critério de discriminação para aplicação da norma do art. 6..., inciso XIV da Lei 7.713/88 é o fato de o Agravante comprovadamente ser cego (...)” (fl. 377). Defende que, “[s]e a norma, conforme prescrita, não é isonômica, os resultados práticos de sua origem devem ser estendidos ao Agravante (...)” (fl. 378). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional (CTN) não pode servir de óbice para aplicação do princípio da isonomia. Sustenta que a decisão recorrida violou os princípios da isonomia, da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Afirma que “não está pleiteando do Poder Judiciário a criação 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13, este último assim ementado: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE EXTENSÃO DE BENEFÍCIO FISCAL A CONTRIBUINTE NÃO ALCANÇADO PELA NORMA DE REGÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.6.2012. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade do entendimento do acórdão recorrido com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido’ (ARE n 742.618/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 22/10/13) (Grifei). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que não há necessidade de se reexaminarem normas infraconstitucionais. Salienta que é desarrazoado se-lhe negar a isenção em razão de não estar aposentado. Insiste em dizer que “o critério de discriminação para aplicação da norma do art. 6..., inciso XIV da Lei 7.713/88 é o fato de o Agravante comprovadamente ser cego (...)” (fl. 377). Defende que, “[s]e a norma, conforme prescrita, não é isonômica, os resultados práticos de sua origem devem ser estendidos ao Agravante (...)” (fl. 378). Aduz que o art. 111 do Código Tributário Nacional (CTN) não pode servir de óbice para aplicação do princípio da isonomia. Sustenta que a decisão recorrida violou os princípios da isonomia, da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Afirma que “não está pleiteando do Poder Judiciário a criação 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 787994 AGR / GO de disposições jurídicas, mas tão somente a aplicação do direito ao caso em comento” (fl. 382). Argumenta que a Lei n 7.713/88 deve ser convenientemente interpretada “para que haja um ajuste ao caso, uma vez que deve ser conferido ao Agravante, portador de cegueira, a isenção do imposto de renda (...)” (fl. 383). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO de disposições jurídicas, mas tão somente a aplicação do direito ao caso em comento” (fl. 382). Argumenta que a Lei n 7.713/88 deve ser convenientemente interpretada “para que haja um ajuste ao caso, uma vez que deve ser conferido ao Agravante, portador de cegueira, a isenção do imposto de renda (...)” (fl. 383). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, firme na extração do sentido e do alcance da legislação ordinária, concluiu que não se pode conceder a isenção do imposto de renda prevista no art. 6..., XIV, da Lei n 7.713/88 ao servidor ativo deficiente visual, pois o benefício recai sobre proventos de aposentadoria ou reforma. Apoiado em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assentou, ainda, “ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária” (fls. 250/251). Dessa forma, a suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem e as razões do recurso extraordinário (notadamente, o CTN e a Lei n 7.713/88), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agrava, destaco os seguintes julgados: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES POR PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário n 790.799/PB-RG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/4/14 – grifei). “DIREITO TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DO IMPOSTO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, firme na extração do sentido e do alcance da legislação ordinária, concluiu que não se pode conceder a isenção do imposto de renda prevista no art. 6..., XIV, da Lei n 7.713/88 ao servidor ativo deficiente visual, pois o benefício recai sobre proventos de aposentadoria ou reforma. Apoiado em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assentou, ainda, “ser vedada a interpretação analógica ou extensiva das normas concessivas de isenção tributária” (fls. 250/251). Dessa forma, a suposta ofensa à Constituição somente poderia ser constatada a partir da análise e da reinterpretação da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem e as razões do recurso extraordinário (notadamente, o CTN e a Lei n 7.713/88), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, a qual é insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agrava, destaco os seguintes julgados: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES POR PORTADOR DE DEFICIÊNCIA FÍSICA. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário n 790.799/PB-RG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/4/14 – grifei). “DIREITO TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO DO IMPOSTO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 787994 AGR / GO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. DEFICIENTE FÍSICO. DEBATE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2010. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 715.383/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/10/13 – grifei). Na mesma direção: ARE n 711.792/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/12/13; ARE n 710.070/PB-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12. Ademais, reitero o entendimento no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. Sobre o tema: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA. AMPLIAÇÃO DE ISENÇÕES POR EQUIPARAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.8.2010. Esta Suprema Corte entende ser vedado ao Poder Judiciário, sob pretexto de atenção ao princípio da igualdade, atuar como legislador positivo estabelecendo isenções tributárias não previstas em lei. Tal interpretação se amolda ao presente caso, em que se almeja ampliar isenções de determinadas verbas para efeito de incidência do imposto de renda, a despeito de inexistir lei outorgando essa benesse. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 691.852/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. DEFICIENTE FÍSICO. DEBATE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.7.2010. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 715.383/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/10/13 – grifei). Na mesma direção: ARE n 711.792/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/12/13; ARE n 710.070/PB-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12. Ademais, reitero o entendimento no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo para estabelecer isenções de tributos não previstas em lei. Sobre o tema: “DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. PESSOA FÍSICA. AMPLIAÇÃO DE ISENÇÕES POR EQUIPARAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.8.2010. Esta Suprema Corte entende ser vedado ao Poder Judiciário, sob pretexto de atenção ao princípio da igualdade, atuar como legislador positivo estabelecendo isenções tributárias não previstas em lei. Tal interpretação se amolda ao presente caso, em que se almeja ampliar isenções de determinadas verbas para efeito de incidência do imposto de renda, a despeito de inexistir lei outorgando essa benesse. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 691.852/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 787994 AGR / GO Weber, DJe de 21/11/13 – grifei). No mesmo sentido: Recurso Extraordinário n 606.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 4/6/13. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Supremo Tribunal Federal ARE 787994 AGR / GO Weber, DJe de 21/11/13 – grifei). No mesmo sentido: Recurso Extraordinário n 606.179/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 4/6/13. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071108 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787.994 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WALTER RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : ALEXANDRE IUNES MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071108 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 787 . 994", "RECURSO", "ARE 787994 AGR / GO", "ARE 787994 AGR", "ARE 787994 AGR / GO", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 603 . 170 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 405 . 579 / PR", "Recurso Extraordinário n 631 . 641 / RS - AgR", "ARE n 742 . 618 / RJ - AgR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 603 . 170 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 405 . 579 / PR", "Recurso Extraordinário n 631 . 641 / RS - AgR", "ARE n 742 . 618", "ARE 787994 AGR / GO", "ARE n 742 . 618 / RJ - AgR", "ARE 787994 AGR / GO", "ARE n 742 . 618 / RJ - AgR", "ARE 787994 AGR / GO", "ARE 787994 AGR / GO", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Recurso Extraordinário n 790 . 799 / PB - RG", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Recurso Extraordinário n 790 . 799 / PB - RG", "ARE 787994 AGR /", "ARE n 715 . 383 / SP - AgR", "ARE n 711 . 792 / DF - AgR", "ARE n 710 . 070 / PB - AgR", "ARE n 691 . 852 / RS - AgR", 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da Lei n 7 . 713 / 88", "Lei n 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XIV da Lei 7 . 713 / 88", "art . 111 do Código Tributário Nacional", "CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , inciso XIV da Lei 7 . 713 / 88", "art . 111 do Código Tributário Nacional", "CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , XIV , da Lei n 7 . 713 / 88", "Constituição", "CTN", "Lei n 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , XIV , da Lei n 7 . 713 / 88", "Constituição", "CTN", "Lei n 7 . 713 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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"Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "WALTER RODRIGUES DA COSTA", "ALEXANDRE IUNES MACHADO", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "WALTER RODRIGUES DA COSTA", "ALEXANDRE IUNES MACHADO", "DIAS TOFFOLI", "Walter Rodrigues da Costa", "DIAS TOFFOLI", "WALTER RODRIGUES DA COSTA", "ALEXANDRE IUNES MACHADO", "DIAS TOFFOLI", "Walter Rodrigues da Costa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz", "Fux", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa", "2", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "WALTER RODRIGUES DA COSTA", "ALEXANDRE IUNES MACHADO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "WALTER RODRIGUES DA COSTA", "ALEXANDRE IUNES MACHADO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "11", "4", "/", "8", "/", "11", "13", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "11", "4", "/", "8", "/", "11", "13", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "13", "15", ".", "6", ".", "2012", "22", "/", "10", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "13", "15", ".", "6", ".", "2012", "22", "/", "10", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "7", ".", "2010", "21", "/", "10", "/", "13", "2", "/", "12", "/", "13", "21", "/", "11", "/", "12", "30", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "7", ".", "2010", "21", "/", "10", "/", "13", "2", "/", "12", "/", "13", "21", "/", "11", "/", "12", "30", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "13", "4", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "13", "4", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados-membros. Decreto-Lei nº 260/70 do Estado de São Paulo. Omissão legislativa não configurada. Entendimento firmado no MI nº 721/DF. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, uma vez que a Corte de origem consignou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo (Decreto-Lei nº 260/70). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 785239 AGR / SP Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Carlos Favaro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (253 a 255), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Luiz Carlos Favaro interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão do Colégio Recursal Cível da Quadragésima Primeira Circunscrição Judiciária da Comarca de Ribeirão Preto/SP que, em síntese, concluiu que o regime de aposentadoria do autor, policial militar do estado de São Paulo, é regulado pelo Decreto-lei nº 260/70. Sustenta o recorrente violação dos artigos 1º, caput e parágrafo único, 5º, caput e incisos II, XXXV, LIV, LV e LXXI, 40, § 4º, incisos II e III, 42, caput, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Carlos Favaro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (253 a 255), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Luiz Carlos Favaro interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão do Colégio Recursal Cível da Quadragésima Primeira Circunscrição Judiciária da Comarca de Ribeirão Preto/SP que, em síntese, concluiu que o regime de aposentadoria do autor, policial militar do estado de São Paulo, é regulado pelo Decreto-lei nº 260/70. Sustenta o recorrente violação dos artigos 1º, caput e parágrafo único, 5º, caput e incisos II, XXXV, LIV, LV e LXXI, 40, § 4º, incisos II e III, 42, caput, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 785239 AGR / SP preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 785239 AGR / SP Saliente-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos o que decidido no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual se concluiu que, em razão da falta de lei específica sobre a aposentadoria especial do servidor público federal, deveria ser aplicada a regra do regime geral da previdência social (artigo 57 da Lei nº 8.213/91). No caso ora em análise, a situação do agravante difere do que decidido no referido mandado de injunção, uma vez que existe disciplinamento normativo que regulamenta a aposentadoria especial dos policiais militares (Decreto Lei nº 260/70), razão pela qual esta Corte vem entendendo que, em tal hipótese, não existe lacuna legislativa. Sobre o tema, anote-se: MI nº 3.796/DF, de minha relatoria, DJe de 23/3/12; MI nº 4.528/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/3/12; MI nº 2.557/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 14/12/11; e RE nº 754.882/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/12/13, esse último assim ementado: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP Saliente-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos o que decidido no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual se concluiu que, em razão da falta de lei específica sobre a aposentadoria especial do servidor público federal, deveria ser aplicada a regra do regime geral da previdência social (artigo 57 da Lei nº 8.213/91). No caso ora em análise, a situação do agravante difere do que decidido no referido mandado de injunção, uma vez que existe disciplinamento normativo que regulamenta a aposentadoria especial dos policiais militares (Decreto Lei nº 260/70), razão pela qual esta Corte vem entendendo que, em tal hipótese, não existe lacuna legislativa. Sobre o tema, anote-se: MI nº 3.796/DF, de minha relatoria, DJe de 23/3/12; MI nº 4.528/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/3/12; MI nº 2.557/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 14/12/11; e RE nº 754.882/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/12/13, esse último assim ementado: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 785239 AGR / SP extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados o art. 5º, caput, incisos II, LIV e LV, e 40, § 4º, incisos II e III, da Constituição Federal, bem como que a ofensa aos mencionados dispositivos seria direta. Aduz, in verbis, que, “[n]o caso, deveria o Órgão Colegiado ter adotado a mesma solução dos Mandados de Injunção n. 880 e 721, desse STF... (...) (...) o não reconhecimento do direito ora pleiteado ao Recorrente, aqui Agravante, por ser ele militar, e não servidor civil, e o constante reconhecimento do direito aos demais servidores civis estaduais, viola o princípio da igualdade (art. 5°, caput, da CF), ainda mais considerando que a desigualdade manifesta origina-se de postura estatal” (fl. 267). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados o art. 5º, caput, incisos II, LIV e LV, e 40, § 4º, incisos II e III, da Constituição Federal, bem como que a ofensa aos mencionados dispositivos seria direta. Aduz, in verbis, que, “[n]o caso, deveria o Órgão Colegiado ter adotado a mesma solução dos Mandados de Injunção n. 880 e 721, desse STF... (...) (...) o não reconhecimento do direito ora pleiteado ao Recorrente, aqui Agravante, por ser ele militar, e não servidor civil, e o constante reconhecimento do direito aos demais servidores civis estaduais, viola o princípio da igualdade (art. 5°, caput, da CF), ainda mais considerando que a desigualdade manifesta origina-se de postura estatal” (fl. 267). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5º, caput e incisos II, LIV e LV, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5º, caput e incisos II, LIV e LV, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 785239 AGR / SP opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGOS 5º, LIV E LV; 6º; E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. O artigo 6º da Constituição Federal não se encontra prequestionado, porque, embora suscitado nos embargos de declaração opostos, não foi argüido nas razões do recurso interposto perante o Tribunal a quo. 2. Os artigos 5º, LIV e LV, e 93, IX, sequer foram suscitados nos embargos de declaração. Se a alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 696.326/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ademais, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, da Constituição Federal regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, dentre as quais as relativas ao regime de aposentadoria dos militares estaduais. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGOS 5º, LIV E LV; 6º; E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. O artigo 6º da Constituição Federal não se encontra prequestionado, porque, embora suscitado nos embargos de declaração opostos, não foi argüido nas razões do recurso interposto perante o Tribunal a quo. 2. Os artigos 5º, LIV e LV, e 93, IX, sequer foram suscitados nos embargos de declaração. Se a alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 696.326/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ademais, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, da Constituição Federal regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, dentre as quais as relativas ao regime de aposentadoria dos militares estaduais. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 785239 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Competência legislativa. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Critérios. Legislação local. Preenchimento dos requisitos. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Recurso extraordinário interposto com fundamento também nas alíneas c e d do art. 102, inciso III, da Constituição Federal. Não cabimento. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. No acórdão recorrido, não se divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 4. O Tribunal de origem concluiu que os ora agravados preenchiam os requisitos legais para sua transferência para a reserva remunerada, com proventos equivalentes à remuneração percebida no grau hierárquico imediatamente superior, com fundamento na Lei Complementar estadual nº 53/90 e nos fatos e nas provas dos autos. Incidência no ponto das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 5. A Corte de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, tampouco em face de lei federal, razão pela qual fica igualmente inviabilizado o processamento do recurso extraordinário pelas alíneas c e d do permissivo constitucional. 6. Agravo regimental não provido” (ARE nº 724.191/MS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/9/13). Nesse contexto, consignou a Turma Recursal o seguinte: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Competência legislativa. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Critérios. Legislação local. Preenchimento dos requisitos. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Recurso extraordinário interposto com fundamento também nas alíneas c e d do art. 102, inciso III, da Constituição Federal. Não cabimento. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. No acórdão recorrido, não se divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 4. O Tribunal de origem concluiu que os ora agravados preenchiam os requisitos legais para sua transferência para a reserva remunerada, com proventos equivalentes à remuneração percebida no grau hierárquico imediatamente superior, com fundamento na Lei Complementar estadual nº 53/90 e nos fatos e nas provas dos autos. Incidência no ponto das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 5. A Corte de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, tampouco em face de lei federal, razão pela qual fica igualmente inviabilizado o processamento do recurso extraordinário pelas alíneas c e d do permissivo constitucional. 6. Agravo regimental não provido” (ARE nº 724.191/MS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/9/13). Nesse contexto, consignou a Turma Recursal o seguinte: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 785239 AGR / SP “O recorrente pretende o reconhecimento ao direito de aposentadoria especial, por conta do exercício de atividade considerada insalubre e perigosa, com fundamento no artigo 40, § 4º, incisos II e III, da Constituição Federal, combinados com o artigo 57 da Lei nº 8.213/91. Sem razão, contudo. O autor é policial militar, que tem tratamento específico na Constituição Federal, como se vê dos artigos 42, § 1º e 142, § 3º, inciso X da Carta Magna, que assim dispõem: (…) Além do mais já existe regra de aposentadoria especial para os servidores militares, nos termos do Decreto-lei Estadual nº 260, de 29/5/1970, que, considerando as condições específicas do trabalho dos militares, já concede àqueles o direito à aposentadoria especial aos trinta anos de serviço, inexistindo a alegada omissão legislativa para materialização daquele benefício, circunstância que inviabiliza a alegação da inicial” (fls. 103/104). Destarte, a Corte de origem afirmou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo. Assim, consoante expresso na decisão agravada, é inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual este Tribunal, ante a inexistência de lei regulamentando o art. 40, § 4º, da Constituição, determinou, enquanto permanecer a omissão legislativa, a aplicação das normas relativas ao Regime Geral de Previdência Social aos servidores públicos civis. Sobre o tema, os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL MILITAR. REGRAMENTO PRÓPRIO DIVERSO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS. PRECEDENTES. De acordo com o art. 42 da Constituição Federal, cabe à lei própria fixar o regime jurídico de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP “O recorrente pretende o reconhecimento ao direito de aposentadoria especial, por conta do exercício de atividade considerada insalubre e perigosa, com fundamento no artigo 40, § 4º, incisos II e III, da Constituição Federal, combinados com o artigo 57 da Lei nº 8.213/91. Sem razão, contudo. O autor é policial militar, que tem tratamento específico na Constituição Federal, como se vê dos artigos 42, § 1º e 142, § 3º, inciso X da Carta Magna, que assim dispõem: (…) Além do mais já existe regra de aposentadoria especial para os servidores militares, nos termos do Decreto-lei Estadual nº 260, de 29/5/1970, que, considerando as condições específicas do trabalho dos militares, já concede àqueles o direito à aposentadoria especial aos trinta anos de serviço, inexistindo a alegada omissão legislativa para materialização daquele benefício, circunstância que inviabiliza a alegação da inicial” (fls. 103/104). Destarte, a Corte de origem afirmou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo. Assim, consoante expresso na decisão agravada, é inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual este Tribunal, ante a inexistência de lei regulamentando o art. 40, § 4º, da Constituição, determinou, enquanto permanecer a omissão legislativa, a aplicação das normas relativas ao Regime Geral de Previdência Social aos servidores públicos civis. Sobre o tema, os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL MILITAR. REGRAMENTO PRÓPRIO DIVERSO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS. PRECEDENTES. De acordo com o art. 42 da Constituição Federal, cabe à lei própria fixar o regime jurídico de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 785239 AGR / SP aposentadoria dos servidores militares, de modo que, existindo norma específica (Lei Complementar nº 51/1985 ou Decreto-Lei estadual nº 260/1970), não há que se falar em omissão legislativa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 781.359/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/4/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 756.362/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 3/4/14). “Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4º, da Constituição Federal. Lei Complementar nº 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido” (MI nº 2.283/DF-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 23/10/13). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal RE 785239 AGR / SP aposentadoria dos servidores militares, de modo que, existindo norma específica (Lei Complementar nº 51/1985 ou Decreto-Lei estadual nº 260/1970), não há que se falar em omissão legislativa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 781.359/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/4/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 756.362/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 3/4/14). “Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4º, da Constituição Federal. Lei Complementar nº 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar nº 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido” (MI nº 2.283/DF-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 23/10/13). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071099 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071099 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6225691
2014-05-27T00:00:00
2014-06-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados-membros. Decreto-Lei nº 260/70 do Estado de São Paulo. Omissão legislativa não configurada. Entendimento firmado no MI nº 721/DF. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI nº 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, uma vez que a Corte de origem consignou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo (Decreto-Lei nº 260/70). 4. Agravo regimental não provido.
sjur268294
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 696326 AgR (2ªT), RE 760160 AgR (2ªT). (COMPETÊNCIA LEGISLATIVA ESTADUAL) ARE 724191 AgR (1ªT). (APOSENTADORIA ESPECIAL, POLICIAL MILITAR) MI 2283 AgR (TP), ARE 756362 AgR (1ªT), ARE 781359 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 03/07/2014, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
785239
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00004 ART-00042 PAR-00001 \n ART-00142 PAR-00003 INC-00010\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST DEL-000260 ANO-1970\n DECRETO-LEI" ]
RE-AgR
acordaos
RE 785239 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados-membros. Decreto-Lei n 260/70 do Estado de São Paulo. Omissão legislativa não configurada. Entendimento firmado no MI n 721/DF. Inaplicabilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI n 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, uma vez que a Corte de origem consignou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo (Decreto-Lei n 260/70). 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Carlos Favaro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (253 a 255), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Luiz Carlos Favaro interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão do Colégio Recursal Cível da Quadragésima Primeira Circunscrição Judiciária da Comarca de Ribeirão Preto/SP que, em síntese, concluiu que o regime de aposentadoria do autor, policial militar do estado de São Paulo, é regulado pelo Decreto-lei n 260/70. Sustenta o recorrente violação dos artigos 1..., caput e parágrafo único, 5..., caput e incisos II, XXXV, LIV, LV e LXXI, 40, § 4..., incisos II e III, 42, caput, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Carlos Favaro interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário (253 a 255), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Luiz Carlos Favaro interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão do Colégio Recursal Cível da Quadragésima Primeira Circunscrição Judiciária da Comarca de Ribeirão Preto/SP que, em síntese, concluiu que o regime de aposentadoria do autor, policial militar do estado de São Paulo, é regulado pelo Decreto-lei n 260/70. Sustenta o recorrente violação dos artigos 1..., caput e parágrafo único, 5..., caput e incisos II, XXXV, LIV, LV e LXXI, 40, § 4..., incisos II e III, 42, caput, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento,sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP Saliente-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos o que decidido no MI n 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual se concluiu que, em razão da falta de lei específica sobre a aposentadoria especial do servidor público federal, deveria ser aplicada a regra do regime geral da previdência social (artigo 57 da Lei n 8.213/91). No caso ora em análise, a situação do agravante difere do que decidido no referido mandado de injunção, uma vez que existe disciplinamento normativo que regulamenta a aposentadoria especial dos policiais militares (Decreto Lei n 260/70), razão pela qual esta Corte vem entendendo que, em tal hipótese, não existe lacuna legislativa. Sobre o tema, anote-se: MI n 3.796/DF, de minha relatoria, DJe de 23/3/12; MI n 4.528/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/3/12; MI n 2.557/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 14/12/11; e Recurso Extraordinário n 754.882/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/12/13, esse último assim ementado: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP Saliente-se, por fim, que não se aplica ao caso dos autos o que decidido no MI n 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual se concluiu que, em razão da falta de lei específica sobre a aposentadoria especial do servidor público federal, deveria ser aplicada a regra do regime geral da previdência social (artigo 57 da Lei n 8.213/91). No caso ora em análise, a situação do agravante difere do que decidido no referido mandado de injunção, uma vez que existe disciplinamento normativo que regulamenta a aposentadoria especial dos policiais militares (Decreto Lei n 260/70), razão pela qual esta Corte vem entendendo que, em tal hipótese, não existe lacuna legislativa. Sobre o tema, anote-se: MI n 3.796/DF, de minha relatoria, DJe de 23/3/12; MI n 4.528/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/3/12; MI n 2.557/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 14/12/11; e Recurso Extraordinário n 754.882/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/12/13, esse último assim ementado: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados o art. 5..., caput, incisos II, LIV e LV, e 40, § 4..., incisos II e III, da Constituição Federal, bem como que a ofensa aos mencionados dispositivos seria direta. Aduz, in verbis, que, “[n]o caso, deveria o Órgão Colegiado ter adotado a mesma solução dos Mandados de Injunção n. 880 e 721, desse Supremo Tribunal Federal... (...) (...) o não reconhecimento do direito ora pleiteado ao Recorrente, aqui Agravante, por ser ele militar, e não servidor civil, e o constante reconhecimento do direito aos demais servidores civis estaduais, viola o princípio da igualdade (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), ainda mais considerando que a desigualdade manifesta origina-se de postura estatal” (fl. 267). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados o art. 5..., caput, incisos II, LIV e LV, e 40, § 4..., incisos II e III, da Constituição Federal, bem como que a ofensa aos mencionados dispositivos seria direta. Aduz, in verbis, que, “[n]o caso, deveria o Órgão Colegiado ter adotado a mesma solução dos Mandados de Injunção n. 880 e 721, desse Supremo Tribunal Federal... (...) (...) o não reconhecimento do direito ora pleiteado ao Recorrente, aqui Agravante, por ser ele militar, e não servidor civil, e o constante reconhecimento do direito aos demais servidores civis estaduais, viola o princípio da igualdade (art. 5..., caput, da Constituição Federal de 1988), ainda mais considerando que a desigualdade manifesta origina-se de postura estatal” (fl. 267). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5..., caput e incisos II, LIV e LV, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se, inicialmente, que os arts. 5..., caput e incisos II, LIV e LV, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGOS 5..., LIV E LV; 6...; E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. O artigo 6... da Constituição Federal não se encontra prequestionado, porque, embora suscitado nos embargos de declaração opostos, não foi argüido nas razões do recurso interposto perante o Tribunal a quo. 2. Os artigos 5..., LIV e LV, e 93, IX, sequer foram suscitados nos embargos de declaração. Se a alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 696.326/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ademais, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., da Constituição Federal regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, dentre as quais as relativas ao regime de aposentadoria dos militares estaduais. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). “CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGOS 5..., LIV E LV; 6...; E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. O artigo 6... da Constituição Federal não se encontra prequestionado, porque, embora suscitado nos embargos de declaração opostos, não foi argüido nas razões do recurso interposto perante o Tribunal a quo. 2. Os artigos 5..., LIV e LV, e 93, IX, sequer foram suscitados nos embargos de declaração. Se a alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 696.326/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ademais, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que cabe a lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., da Constituição Federal regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, dentre as quais as relativas ao regime de aposentadoria dos militares estaduais. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Competência legislativa. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Critérios. Legislação local. Preenchimento dos requisitos. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Recurso extraordinário interposto com fundamento também nas alíneas c e d do art. 102, inciso III, da Constituição Federal. Não cabimento. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. No acórdão recorrido, não se divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 4. O Tribunal de origem concluiu que os ora agravados preenchiam os requisitos legais para sua transferência para a reserva remunerada, com proventos equivalentes à remuneração percebida no grau hierárquico imediatamente superior, com fundamento na Lei Complementar estadual n 53/90 e nos fatos e nas provas dos autos. Incidência no ponto das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. A Corte de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, tampouco em face de lei federal, razão pela qual fica igualmente inviabilizado o processamento do recurso extraordinário pelas alíneas c e d do permissivo constitucional. 6. Agravo regimental não provido” (ARE n 724.191/MS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/9/13). Nesse contexto, consignou a Turma Recursal o seguinte: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Competência legislativa. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Critérios. Legislação local. Preenchimento dos requisitos. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Recurso extraordinário interposto com fundamento também nas alíneas c e d do art. 102, inciso III, da Constituição Federal. Não cabimento. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. No acórdão recorrido, não se divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 4. O Tribunal de origem concluiu que os ora agravados preenchiam os requisitos legais para sua transferência para a reserva remunerada, com proventos equivalentes à remuneração percebida no grau hierárquico imediatamente superior, com fundamento na Lei Complementar estadual n 53/90 e nos fatos e nas provas dos autos. Incidência no ponto das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. A Corte de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, tampouco em face de lei federal, razão pela qual fica igualmente inviabilizado o processamento do recurso extraordinário pelas alíneas c e d do permissivo constitucional. 6. Agravo regimental não provido” (ARE n 724.191/MS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/9/13). Nesse contexto, consignou a Turma Recursal o seguinte: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP “O recorrente pretende o reconhecimento ao direito de aposentadoria especial, por conta do exercício de atividade considerada insalubre e perigosa, com fundamento no artigo 40, § 4..., incisos II e III, da Constituição Federal, combinados com o artigo 57 da Lei n 8.213/91. Sem razão, contudo. O autor é policial militar, que tem tratamento específico na Constituição Federal, como se vê dos artigos 42, § 1... e 142, § 3..., inciso X da Carta Magna, que assim dispõem: (…) Além do mais já existe regra de aposentadoria especial para os servidores militares, nos termos do Decreto-lei Estadual n 260, de 29/5/1970, que, considerando as condições específicas do trabalho dos militares, já concede àqueles o direito à aposentadoria especial aos trinta anos de serviço, inexistindo a alegada omissão legislativa para materialização daquele benefício, circunstância que inviabiliza a alegação da inicial” (fls. 103/104). Destarte, a Corte de origem afirmou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo. Assim, consoante expresso na decisão agravada, é inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI n 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual este Tribunal, ante a inexistência de lei regulamentando o art. 40, § 4..., da Constituição, determinou, enquanto permanecer a omissão legislativa, a aplicação das normas relativas ao Regime Geral de Previdência Social aos servidores públicos civis. Sobre o tema, os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL MILITAR. REGRAMENTO PRÓPRIO DIVERSO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS. PRECEDENTES. De acordo com o art. 42 da Constituição Federal, cabe à lei própria fixar o regime jurídico de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP “O recorrente pretende o reconhecimento ao direito de aposentadoria especial, por conta do exercício de atividade considerada insalubre e perigosa, com fundamento no artigo 40, § 4..., incisos II e III, da Constituição Federal, combinados com o artigo 57 da Lei n 8.213/91. Sem razão, contudo. O autor é policial militar, que tem tratamento específico na Constituição Federal, como se vê dos artigos 42, § 1... e 142, § 3..., inciso X da Carta Magna, que assim dispõem: (…) Além do mais já existe regra de aposentadoria especial para os servidores militares, nos termos do Decreto-lei Estadual n 260, de 29/5/1970, que, considerando as condições específicas do trabalho dos militares, já concede àqueles o direito à aposentadoria especial aos trinta anos de serviço, inexistindo a alegada omissão legislativa para materialização daquele benefício, circunstância que inviabiliza a alegação da inicial” (fls. 103/104). Destarte, a Corte de origem afirmou a existência de norma estadual específica regulamentando a aposentadoria dos policiais militares do Estado de São Paulo. Assim, consoante expresso na decisão agravada, é inaplicável ao caso o entendimento firmado no MI n 721/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, no qual este Tribunal, ante a inexistência de lei regulamentando o art. 40, § 4..., da Constituição, determinou, enquanto permanecer a omissão legislativa, a aplicação das normas relativas ao Regime Geral de Previdência Social aos servidores públicos civis. Sobre o tema, os julgados a seguir colacionados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL MILITAR. REGRAMENTO PRÓPRIO DIVERSO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS. PRECEDENTES. De acordo com o art. 42 da Constituição Federal, cabe à lei própria fixar o regime jurídico de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP aposentadoria dos servidores militares, de modo que, existindo norma específica (Lei Complementar n 51/1985 ou Decreto-Lei estadual n 260/1970), não há que se falar em omissão legislativa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 781.359/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/4/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 756.362/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 3/4/14). “Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4..., da Constituição Federal. Lei Complementar n 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido” (MI n 2.283/DF-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 23/10/13). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP aposentadoria dos servidores militares, de modo que, existindo norma específica (Lei Complementar n 51/1985 ou Decreto-Lei estadual n 260/1970), não há que se falar em omissão legislativa. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 781.359/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 23/4/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Prequestionamento. Ausência. Aposentadoria. Regime. Competência dos estados. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 756.362/SP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 3/4/14). “Mandado de injunção. Aposentadoria especial de servidor público policial. Artigo 40, § 4..., da Constituição Federal. Lei Complementar n 51/1985. Inexistência de omissão legislativa. Agravo não provido. 1. A Lei Complementar n 51/1985, que trata da aposentadoria especial dos servidores públicos policiais, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988 (ADI 3.817/DF). 2. Havendo norma incidente sobre a situação concreta do impetrante, num ou noutro sentido, que ampare o exercício do direito à aposentadoria especial, em plano obviamente diferenciado dos servidores públicos em geral, submetidos às previsões do art. 40 da Constituição Federal e demais regras de transição, carece a parte de interesse na impetração, uma vez ausente qualquer omissão a ser sanada. 3. Agravo regimental não provido” (MI n 2.283/DF-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 23/10/13). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071099 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785.239 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS FAVARO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071099 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785 . 239", "MI n 721 / DF", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "MI n 721 / DF", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785 . 239", "Questão", "RECURSO", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "AI n 360 . 265 / RJ", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "MI n 721 / DF", "MI n 3 . 796 / DF", "MI n 4 . 528 / DF", "MI n 2 . 557 / DF", "Recurso Extraordinário n 754 . 882 / SP - AgR", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "MI n 721 / DF", "MI n 3 . 796 / DF", "MI n 4 . 528 / DF", "MI n 2 . 557 / DF", "Recurso Extraordinário n 754 . 882 / SP - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 785239 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 785 . 239", 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TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ CARLOS FAVARO", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ CARLOS FAVARO", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "3", "/", 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Decisão sobre Repercussão Geral 28/08/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECDO.(A/S) :FELIPE DE OLIVEIRA LOPES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: RECURSO EXTRADORDINÁRIO. MANIFESTAÇÃO SOBRE REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. ART. 52 DA LEP. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO POR CRIME DOLOSO PARA CARACTERIZAÇÃO DA FALTA GRAVE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. RELEVÂNCIA JURÍDICO- SOCIAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA NOS AUTOS. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6707782. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: “Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a ‘prática de crime doloso’, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime)” (página 43 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Este RE tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: “(...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica” (página 57 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: “A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: “Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a ‘prática de crime doloso’, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime)” (página 43 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Este RE tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: “(...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica” (página 57 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: “A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS Ora, a falta grave cometida pelo apenado – prática de crime doloso – não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5º da Magna Carta” (páginas 60-61 do documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS Ora, a falta grave cometida pelo apenado – prática de crime doloso – não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5º da Magna Carta” (páginas 60-61 do documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI - Relator - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI - Relator - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO EXECUÇÃO PENAL – FALTA GRAVE – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE – OBSERVÂNCIA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. Diogo Lopes de Barbosa Leite prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 776.823/RS, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 8 de agosto de 2014. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul negou provimento ao agravo em execução penal interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Santa Maria mediante a qual foi indeferido pedido de instauração de processo administrativo visando apurar o cometimento de falta grave pelo apenado. Conferindo interpretação conforme à Constituição aos artigos 52, cabeça, e 118, inciso I, da Lei nº 7.210/84 – Lei de Execuções Penais –, assentou que apenas o pronunciamento condenatório com trânsito em julgado faz presente a “prática de crime doloso” prevista nos dispositivos, sob pena de violação do princípio da não culpabilidade, afastando, desde logo, qualquer articulação relativa à ofensa ao Verbete Vinculante nº 10. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO EXECUÇÃO PENAL – FALTA GRAVE – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE – OBSERVÂNCIA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. Diogo Lopes de Barbosa Leite prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 776.823/RS, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 8 de agosto de 2014. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul negou provimento ao agravo em execução penal interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Santa Maria mediante a qual foi indeferido pedido de instauração de processo administrativo visando apurar o cometimento de falta grave pelo apenado. Conferindo interpretação conforme à Constituição aos artigos 52, cabeça, e 118, inciso I, da Lei nº 7.210/84 – Lei de Execuções Penais –, assentou que apenas o pronunciamento condenatório com trânsito em julgado faz presente a “prática de crime doloso” prevista nos dispositivos, sob pena de violação do princípio da não culpabilidade, afastando, desde logo, qualquer articulação relativa à ofensa ao Verbete Vinculante nº 10. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS Não houve a interposição de embargos declaratórios. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público argui desrespeito aos artigos 5º, inciso LVII, e 97 do Diploma Maior. Sustenta haver-se declarado a inconstitucionalidade dos referidos artigos da Lei de Execuções Penais sem a instauração do devido incidente. Ressalta que, no caso, não se procedeu à interpretação conforme à Carta Federal, mas à proclamação de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, porquanto se deixou de aplicar parte de dispositivo legal. Entende constituir falta grave o cometimento de fato definido como crime doloso, independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não sendo observável o princípio da não culpabilidade, uma vez que se trata de sanção de natureza administrativa e não penal. Consoante afirma, a punição disciplinar independe de ser o fato objeto de inquérito ou de ação penal, bastando apenas a instauração de procedimento voltado à apuração do ocorrido, de acordo com o disposto na lei e no respectivo regulamento. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta que o tema versado no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, possuindo transcendência apta a ensejar a sequência do extraordinário. Aduz que a questão debatida no extraordinário influirá em diversas decisões alusivas à prática de crimes dolosos por apenados. A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, nas contrarrazões, articula, incialmente, com a impossibilidade de conhecimento do recurso em virtude da ausência de prequestionamento e da inviabilidade de exame de matéria infraconstitucional. No mérito, aponta o acerto do acórdão recorrido. O extraordinário não foi admitido na origem. Seguiu-se a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS Não houve a interposição de embargos declaratórios. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público argui desrespeito aos artigos 5º, inciso LVII, e 97 do Diploma Maior. Sustenta haver-se declarado a inconstitucionalidade dos referidos artigos da Lei de Execuções Penais sem a instauração do devido incidente. Ressalta que, no caso, não se procedeu à interpretação conforme à Carta Federal, mas à proclamação de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, porquanto se deixou de aplicar parte de dispositivo legal. Entende constituir falta grave o cometimento de fato definido como crime doloso, independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não sendo observável o princípio da não culpabilidade, uma vez que se trata de sanção de natureza administrativa e não penal. Consoante afirma, a punição disciplinar independe de ser o fato objeto de inquérito ou de ação penal, bastando apenas a instauração de procedimento voltado à apuração do ocorrido, de acordo com o disposto na lei e no respectivo regulamento. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta que o tema versado no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, possuindo transcendência apta a ensejar a sequência do extraordinário. Aduz que a questão debatida no extraordinário influirá em diversas decisões alusivas à prática de crimes dolosos por apenados. A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, nas contrarrazões, articula, incialmente, com a impossibilidade de conhecimento do recurso em virtude da ausência de prequestionamento e da inviabilidade de exame de matéria infraconstitucional. No mérito, aponta o acerto do acórdão recorrido. O extraordinário não foi admitido na origem. Seguiu-se a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS interposição de agravo, no qual se defendeu a admissibilidade do extraordinário e reiteraram-se os argumentos veiculados no recurso. Na contraminuta, anotou-se o acerto do ato atacado. O ministro Ricardo Lewandowski, em 23 de dezembro de 2013, proveu o agravo e determinou a reautuação do processo. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do processo. Eis o pronunciamento do relator: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a prática de crime doloso, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime) (página 43 do documento eletrônico 1 grifos no original). Este RE tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: (...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS interposição de agravo, no qual se defendeu a admissibilidade do extraordinário e reiteraram-se os argumentos veiculados no recurso. Na contraminuta, anotou-se o acerto do ato atacado. O ministro Ricardo Lewandowski, em 23 de dezembro de 2013, proveu o agravo e determinou a reautuação do processo. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do processo. Eis o pronunciamento do relator: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a prática de crime doloso, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime) (página 43 do documento eletrônico 1 grifos no original). Este RE tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: (...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica (página 57 do documento eletrônico 1 grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (…) Ora, a falta grave cometida pelo apenado prática de crime doloso não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5º da Magna Carta (páginas 60-61 do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica (página 57 do documento eletrônico 1 grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (…) Ora, a falta grave cometida pelo apenado prática de crime doloso não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5º da Magna Carta (páginas 60-61 do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 776823 RG / RS Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro Ricardo Lewandowski - Relator - 2. Teve início o julgamento de controvérsia sobre o alcance do princípio da não culpabilidade – Recurso Extraordinário nº 591.054/SC, sob a minha relatoria. Cabe ao Supremo manifestar-se a respeito, ante a circunstância de a matéria poder estar veiculada em um número indeterminado de processos. 3. Pronuncio-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 22 de agosto de 2014, às 13h10. Ministro MARCO AURÉLIO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal RE 776823 RG / RS Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro Ricardo Lewandowski - Relator - 2. Teve início o julgamento de controvérsia sobre o alcance do princípio da não culpabilidade – Recurso Extraordinário nº 591.054/SC, sob a minha relatoria. Cabe ao Supremo manifestar-se a respeito, ante a circunstância de a matéria poder estar veiculada em um número indeterminado de processos. 3. Pronuncio-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 22 de agosto de 2014, às 13h10. Ministro MARCO AURÉLIO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6751916
2014-08-28T00:00:00
2014-09-18T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: RECURSO EXTRADORDINÁRIO. MANIFESTAÇÃO SOBRE REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. ART. 52 DA LEP. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO POR CRIME DOLOSO PARA CARACTERIZAÇÃO DA FALTA GRAVE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. RELEVÂNCIA JURÍDICO-SOCIAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA NOS AUTOS. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
repercussao-geral6382
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO JULGADO. - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA VINCULANTE 10) Rcl 17120, Rcl 15849, Rcl 13116, Rcl 17295, Rcl 10874, Rcl 16416, Rcl 10818. - Veja RE 591054 do STF. Número de páginas: 10. Análise: 22/09/2014, JOS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
776823
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00057 ART-00052 \"CAPUT\" \r\n ART-00097 ART-00102 INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00052 ART-00118 INC-00001 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n", "LEG-FED SUV-000010\r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-RG
acordaos
RE 776823 RG
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RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIOGRANDE DO SUL RECDO.(A/S) : FELIPE DE OLIVEIRA LOPES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Decisão sobre Repercussão Geral 28/08/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECDO.(A/S) :FELIPE DE OLIVEIRA LOPES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: RECURSO EXTRADORDINÁRIO. MANIFESTAÇÃO SOBRE REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. ART. 52 DA LEP. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO POR CRIME DOLOSO PARA CARACTERIZAÇÃO DA FALTA GRAVE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. RELEVÂNCIA JURÍDICO- SOCIAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA NOS AUTOS. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6707782. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: “Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a ‘prática de crime doloso’, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime)” (página 43 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Este Recurso Extraordinário tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: “(...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica” (página 57 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: “A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: “Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a ‘prática de crime doloso’, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime)” (página 43 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Este Recurso Extraordinário tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: “(...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica” (página 57 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: “A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (...) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Ora, a falta grave cometida pelo apenado – prática de crime doloso – não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5... da Magna Carta” (páginas 60-61 do documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Ora, a falta grave cometida pelo apenado – prática de crime doloso – não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5... da Magna Carta” (páginas 60-61 do documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI - Relator - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI - Relator - 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6504199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO EXECUÇÃO PENAL – FALTA GRAVE – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE – OBSERVÂNCIA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. Diogo Lopes de Barbosa Leite prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 776.823/RS, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 8 de agosto de 2014. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul negou provimento ao agravo em execução penal interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Santa Maria mediante a qual foi indeferido pedido de instauração de processo administrativo visando apurar o cometimento de falta grave pelo apenado. Conferindo interpretação conforme à Constituição aos artigos 52, cabeça, e 118, inciso I, da Lei n 7.210/84 – Lei de Execuções Penais –, assentou que apenas o pronunciamento condenatório com trânsito em julgado faz presente a “prática de crime doloso” prevista nos dispositivos, sob pena de violação do princípio da não culpabilidade, afastando, desde logo, qualquer articulação relativa à ofensa ao Verbete Vinculante n 10. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 776.823 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO EXECUÇÃO PENAL – FALTA GRAVE – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE – OBSERVÂNCIA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. Diogo Lopes de Barbosa Leite prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 776.823/RS, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 8 de agosto de 2014. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul negou provimento ao agravo em execução penal interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul contra a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Santa Maria mediante a qual foi indeferido pedido de instauração de processo administrativo visando apurar o cometimento de falta grave pelo apenado. Conferindo interpretação conforme à Constituição aos artigos 52, cabeça, e 118, inciso I, da Lei n 7.210/84 – Lei de Execuções Penais –, assentou que apenas o pronunciamento condenatório com trânsito em julgado faz presente a “prática de crime doloso” prevista nos dispositivos, sob pena de violação do princípio da não culpabilidade, afastando, desde logo, qualquer articulação relativa à ofensa ao Verbete Vinculante n 10. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Não houve a interposição de embargos declaratórios. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público argui desrespeito aos artigos 5..., inciso LVII, e 97 do Diploma Maior. Sustenta haver-se declarado a inconstitucionalidade dos referidos artigos da Lei de Execuções Penais sem a instauração do devido incidente. Ressalta que, no caso, não se procedeu à interpretação conforme à Carta Federal, mas à proclamação de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, porquanto se deixou de aplicar parte de dispositivo legal. Entende constituir falta grave o cometimento de fato definido como crime doloso, independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não sendo observável o princípio da não culpabilidade, uma vez que se trata de sanção de natureza administrativa e não penal. Consoante afirma, a punição disciplinar independe de ser o fato objeto de inquérito ou de ação penal, bastando apenas a instauração de procedimento voltado à apuração do ocorrido, de acordo com o disposto na lei e no respectivo regulamento. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta que o tema versado no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, possuindo transcendência apta a ensejar a sequência do extraordinário. Aduz que a questão debatida no extraordinário influirá em diversas decisões alusivas à prática de crimes dolosos por apenados. A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, nas contrarrazões, articula, incialmente, com a impossibilidade de conhecimento do recurso em virtude da ausência de prequestionamento e da inviabilidade de exame de matéria infraconstitucional. No mérito, aponta o acerto do acórdão recorrido. O extraordinário não foi admitido na origem. Seguiu-se a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Não houve a interposição de embargos declaratórios. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público argui desrespeito aos artigos 5..., inciso LVII, e 97 do Diploma Maior. Sustenta haver-se declarado a inconstitucionalidade dos referidos artigos da Lei de Execuções Penais sem a instauração do devido incidente. Ressalta que, no caso, não se procedeu à interpretação conforme à Carta Federal, mas à proclamação de inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, porquanto se deixou de aplicar parte de dispositivo legal. Entende constituir falta grave o cometimento de fato definido como crime doloso, independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não sendo observável o princípio da não culpabilidade, uma vez que se trata de sanção de natureza administrativa e não penal. Consoante afirma, a punição disciplinar independe de ser o fato objeto de inquérito ou de ação penal, bastando apenas a instauração de procedimento voltado à apuração do ocorrido, de acordo com o disposto na lei e no respectivo regulamento. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta que o tema versado no recurso ultrapassa os limites subjetivos da lide, possuindo transcendência apta a ensejar a sequência do extraordinário. Aduz que a questão debatida no extraordinário influirá em diversas decisões alusivas à prática de crimes dolosos por apenados. A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, nas contrarrazões, articula, incialmente, com a impossibilidade de conhecimento do recurso em virtude da ausência de prequestionamento e da inviabilidade de exame de matéria infraconstitucional. No mérito, aponta o acerto do acórdão recorrido. O extraordinário não foi admitido na origem. Seguiu-se a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS interposição de agravo, no qual se defendeu a admissibilidade do extraordinário e reiteraram-se os argumentos veiculados no recurso. Na contraminuta, anotou-se o acerto do ato atacado. O ministro Ricardo Lewandowski, em 23 de dezembro de 2013, proveu o agravo e determinou a reautuação do processo. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do processo. Eis o pronunciamento do relator: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a prática de crime doloso, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime) (página 43 do documento eletrônico 1 grifos no original). Este Recurso Extraordinário tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: (...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS interposição de agravo, no qual se defendeu a admissibilidade do extraordinário e reiteraram-se os argumentos veiculados no recurso. Na contraminuta, anotou-se o acerto do ato atacado. O ministro Ricardo Lewandowski, em 23 de dezembro de 2013, proveu o agravo e determinou a reautuação do processo. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do processo. Eis o pronunciamento do relator: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: Agravo em execução penal. Falta grave. Art. 52, da LEP: apenas a condenação com trânsito em julgado faz presente a prática de crime doloso, pena de agredir o princípio da presunção de inocência. Negaram provimento ao agravo ministerial (unânime) (página 43 do documento eletrônico 1 grifos no original). Este Recurso Extraordinário tem fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. Em preliminar formal de repercussão geral, o Recorrente aduz que: (...) a matéria levada ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal diz com a constitucionalidade da imposição da falta grave pela prática de fato definido como crime doloso, prevista nos artigos 52, caput, e 118, inciso I, da LEP [Lei de Execuções Penais], em face do princípio constitucional da presunção de inocência, o que se trata de questão capaz de influir concretamente e de maneira generalizada, em uma grande quantidade de casos. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica (página 57 do documento eletrônico 1 grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (…) Ora, a falta grave cometida pelo apenado prática de crime doloso não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5... da Magna Carta (páginas 60-61 do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Cuida-se, assim, de questão apta a influir em todas as decisões em execução penal pertinentes à prática de crimes dolosos por apenados, sendo manifesta a sua relevância jurídica (página 57 do documento eletrônico 1 grifos no original). Quanto ao mérito, apenas no que interessa, alega o seguinte: A prática de fato definido como crime doloso, independentemente da existência de sentença condenatória transitada em julgado, constitui falta grave, o que não viola o princípio da presunção de inocência. (…) Ora, a falta grave cometida pelo apenado prática de crime doloso não precisa de sentença condenatória para ser punida no âmbito administrativo, pois decorre de expressa previsão na Lei de Execução Penal e alcança as condutas de forma autônoma e independentemente de possível tipificação penal; eventual sentença condenatória em virtude do mesmo fato viria como um plus, resultando em nova pena a ser cumprida. Dessa maneira, a prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, nos termos do artigo 52, caput, da LEP, sujeita o apenado à sanção disciplinar, sendo certo que, em tal hipótese, não ocorre violação ao princípio constitucional da presunção de inocência, pois o apenado não sofrerá aplicação de sanção penal sem a decisão transitar em julgado. Destarte, o Tribunal de Justiça Sul-rio-grandense, ao exigir o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, com suporte no princípio da presunção de inocência, no caso dos autos, aplicou de forma equivocada o inciso LVII do art. 5... da Magna Carta (páginas 60-61 do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS documento eletrônico 1). Bem analisados os autos, verifico que os pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário estão preenchidos. Quanto à questão constitucional trazida na espécie, entendo possuir repercussão geral. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reputou indispensável à aplicação do art. 52 da Lei de Execuções Penais sentença condenatória, transitada em julgado, do fato previsto como crime doloso, sob pena de contrariedade ao princípio da presunção de inocência. Cumpre ao Poder Judiciário concluir sobre a ocorrência, ou não, da prática de fato previsto em lei como crime doloso e determinar as consequências da conduta delituosa, que, a depender da situação, refletirão como falta grave também na via administrativa. Logo, a tese sustentada neste processo possui relevância jurídica, pois, além da observância ao princípio da presunção de inocência, a meu ver, imbrica-se com a aplicação dos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Também tem relevância social, uma vez que alcança qualquer cidadão que esteja cumprindo pena. Por fim, cabe o registro de que a questão ora controvertida tem sido objeto de diversas reclamações nesta Corte, por alegada violação da Súmula Vinculante 10. Cito alguns casos: RCL 17.120/RS e RCL 15.849/RS, ambos de minha relatoria; RCL 13.116/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; RCL 17.295/RS, Rel. Min. Celso de Mello; RCL 10.874/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; RCL 16.416/RS, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro Ricardo Lewandowski - Relator - 2. Teve início o julgamento de controvérsia sobre o alcance do princípio da não culpabilidade – Recurso Extraordinário n 591.054/SC, sob a minha relatoria. Cabe ao Supremo manifestar-se a respeito, ante a circunstância de a matéria poder estar veiculada em um número indeterminado de processos. 3. Pronuncio-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 22 de agosto de 2014, às 13h10. Ministro MARCO AURÉLIO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 776823 RG / RS Rel. Min. Luiz Fux; RCL 10.818/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, entre outras. Isso posto, manifesto-me pela existência de repercussão geral da matéria constitucional versada neste recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil, combinado com o art. 323 do RISTF. Brasília, 8 de agosto 2014. Ministro Ricardo Lewandowski - Relator - 2. Teve início o julgamento de controvérsia sobre o alcance do princípio da não culpabilidade – Recurso Extraordinário n 591.054/SC, sob a minha relatoria. Cabe ao Supremo manifestar-se a respeito, ante a circunstância de a matéria poder estar veiculada em um número indeterminado de processos. 3. Pronuncio-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 22 de agosto de 2014, às 13h10. Ministro MARCO AURÉLIO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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rio - grandense", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Sul - rio - grandense", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul", "Vara de Execuções Criminais da", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul", "Vara de Execuções", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria Geral da República", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça Sul - rio - grandense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça Sul - rio - grandense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "FELIPE DE OLIVEIRA LOPES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Diogo Lopes de Barbosa Leite", "Ricardo Lewandowski", "Diogo Lopes de Barbosa Leite", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen", "Lúcia", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de dezembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de dezembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto 2014", "22 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de agosto 2014", "22 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMBARGADO. ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À DEBATIDA NOS AUTOS. RENOVAÇÃO DO JULGAMENTO DO REGIMENTAL. EDIFICAÇÕES IRREGULARES. ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. DEMOLIÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E LOCAL. SÚMULA 280/STF. OFENSA REFLEXA. EMBARGOS ACOLHIDOS. MANTIDA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. I - Para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais e locais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos da Súmula 280 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Embargos de declaração acolhidos, tendo em vista a ocorrência de erro material, para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 784223 AGR-ED / SC Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. O embargante sustenta, em suma, a existência de erro material no acórdão embargado uma vez que as razões utilizadas como fundamento para decidir estariam dissociadas do assunto tratado nos autos. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276211. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. O embargante sustenta, em suma, a existência de erro material no acórdão embargado uma vez que as razões utilizadas como fundamento para decidir estariam dissociadas do assunto tratado nos autos. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos. Ao julgar o recurso extraordinário com agravo, a ele neguei seguimento por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e que julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. O ora embargante interpôs agravo regimental alegando que o acórdão de origem incorreu em ofensa direta ao texto constitucional, Insistindo, ainda, na existência de violação ao artigo 5º, XXXV, da CF/88. Ao analisar o regimental, mantive a decisão agravada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL 2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL 4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos. Ao julgar o recurso extraordinário com agravo, a ele neguei seguimento por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e que julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. O ora embargante interpôs agravo regimental alegando que o acórdão de origem incorreu em ofensa direta ao texto constitucional, Insistindo, ainda, na existência de violação ao artigo 5º, XXXV, da CF/88. Ao analisar o regimental, mantive a decisão agravada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL 2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL 4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Desse julgado foram opostos estes aclaratórios, nos quais o embargante consignou que: “(...) a decisão embargada omitiu-se quanto à análise do caso concreto, apreciando hipótese diversa da qual foi interposto o recurso extraordinário, deixando de examinar, assim, os fundamentos do agravo regimental.” (pág. 7 do documento eletrônico 15). Após minuciosa análise, verifico que assiste razão ao embargante quanto à alegação de ocorrência de erro material no julgamento do regimental, uma vez que não se discute no presente feito incorporação de gratificação de função comissionada, mas sim a demolição de obras construídas em imóvel situado em área de preservação ambiental. Por essa razão acolho os embargos para sanar o erro na fundamentação do voto. Dessa feita, renovo o julgamento do agravo regimental. Não obstante os bem lançados argumentos do agravante, não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões expedidas na decisão monocrática (documento eletrônico 6) que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Municipal 2.193/1985, Decreto Municipal 112/1985 e Lei federal 4.771/1965). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Desse julgado foram opostos estes aclaratórios, nos quais o embargante consignou que: “(...) a decisão embargada omitiu-se quanto à análise do caso concreto, apreciando hipótese diversa da qual foi interposto o recurso extraordinário, deixando de examinar, assim, os fundamentos do agravo regimental.” (pág. 7 do documento eletrônico 15). Após minuciosa análise, verifico que assiste razão ao embargante quanto à alegação de ocorrência de erro material no julgamento do regimental, uma vez que não se discute no presente feito incorporação de gratificação de função comissionada, mas sim a demolição de obras construídas em imóvel situado em área de preservação ambiental. Por essa razão acolho os embargos para sanar o erro na fundamentação do voto. Dessa feita, renovo o julgamento do agravo regimental. Não obstante os bem lançados argumentos do agravante, não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões expedidas na decisão monocrática (documento eletrônico 6) que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Municipal 2.193/1985, Decreto Municipal 112/1985 e Lei federal 4.771/1965). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Administrativo. Desapropriação. Área de proteção ambiental. Legislação local. Ofensa reflexa. Dever de indenizar. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem no sentido da efetiva criação de uma área de proteção ambiental, seria necessário perquirir a extensão da limitação administrativa imposta pelos diplomas normativos locais à propriedade das agravadas e a consequente existência ou não do dever estatal de indenizar. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional local e o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (ARE 640.707-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma – grifos meus). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Ambiental. Alegação de desapropriação indireta. Área de preservação permanente. Restrições decorrentes de legislação estadual (Decreto estadual n. 22.717/84 e da Resolução n. 40/85). Ausência de demonstração de ato ou fato que subsidie qualquer pretensão indenizatória. 3. Análise de legislação infraconstitucional e local. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 4. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE 597.897-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões proferidas em casos análogos: RE 679.171/SC, Rel. Min. Luiz Fux; e AI 852.202/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 853.109/SC, Rel. Min. Cezar Peluso; ARE 714.185/SC, Rel. Min. Dias Toffoli. Registre-se, ainda, quanto ao art. 5º, XXXV, da Constituição, que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Administrativo. Desapropriação. Área de proteção ambiental. Legislação local. Ofensa reflexa. Dever de indenizar. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem no sentido da efetiva criação de uma área de proteção ambiental, seria necessário perquirir a extensão da limitação administrativa imposta pelos diplomas normativos locais à propriedade das agravadas e a consequente existência ou não do dever estatal de indenizar. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional local e o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (ARE 640.707-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma – grifos meus). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Ambiental. Alegação de desapropriação indireta. Área de preservação permanente. Restrições decorrentes de legislação estadual (Decreto estadual n. 22.717/84 e da Resolução n. 40/85). Ausência de demonstração de ato ou fato que subsidie qualquer pretensão indenizatória. 3. Análise de legislação infraconstitucional e local. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 4. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE 597.897-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões proferidas em casos análogos: RE 679.171/SC, Rel. Min. Luiz Fux; e AI 852.202/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 853.109/SC, Rel. Min. Cezar Peluso; ARE 714.185/SC, Rel. Min. Dias Toffoli. Registre-se, ainda, quanto ao art. 5º, XXXV, da Constituição, que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de minha relatoria”. Percebe-se, pois, não haver necessidade de reparos na decisão agravada. Isso posto, tendo em vista a ocorrência de erro material, acolho os embargos de declaração para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de minha relatoria”. Percebe-se, pois, não haver necessidade de reparos na decisão agravada. Isso posto, tendo em vista a ocorrência de erro material, acolho os embargos de declaração para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) : THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) : RAFAEL GOIDANICH COSTA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) : THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) : RAFAEL GOIDANICH COSTA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6518867
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMBARGADO. ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À DEBATIDA NOS AUTOS. RENOVAÇÃO DO JULGAMENTO DO REGIMENTAL. EDIFICAÇÕES IRREGULARES. ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. DEMOLIÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E LOCAL. SÚMULA 280/STF. OFENSA REFLEXA. EMBARGOS ACOLHIDOS. MANTIDA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. I - Para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais e locais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos da Súmula 280 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Embargos de declaração acolhidos, tendo em vista a ocorrência de erro material, para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental.
sjur272157
Número de páginas: 8. Análise: 27/08/2014, AUR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
784223
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 784223 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) : THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) : RAFAEL GOIDANICH COSTA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMBARGADO. ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À DEBATIDA NOS AUTOS. RENOVAÇÃO DO JULGAMENTO DO REGIMENTAL. EDIFICAÇÕES IRREGULARES. ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. DEMOLIÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA. EMBARGOS ACOLHIDOS. MANTIDA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO REGIMENTAL. I - Para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais e locais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Embargos de declaração acolhidos, tendo em vista a ocorrência de erro material, para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 784223 AGR-ED / SC Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, acolher os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6275920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. O embargante sustenta, em suma, a existência de erro material no acórdão embargado uma vez que as razões utilizadas como fundamento para decidir estariam dissociadas do assunto tratado nos autos. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276211. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) :THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) :RAFAEL GOIDANICH COSTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. O embargante sustenta, em suma, a existência de erro material no acórdão embargado uma vez que as razões utilizadas como fundamento para decidir estariam dissociadas do assunto tratado nos autos. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos. Ao julgar o recurso extraordinário com agravo, a ele neguei seguimento por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e que julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. O ora embargante interpôs agravo regimental alegando que o acórdão de origem incorreu em ofensa direta ao texto constitucional, Insistindo, ainda, na existência de violação ao artigo 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988/88. Ao analisar o regimental, mantive a decisão agravada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL 2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL 4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que os embargos merecem ser acolhidos. Ao julgar o recurso extraordinário com agravo, a ele neguei seguimento por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e que julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. O ora embargante interpôs agravo regimental alegando que o acórdão de origem incorreu em ofensa direta ao texto constitucional, Insistindo, ainda, na existência de violação ao artigo 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988/88. Ao analisar o regimental, mantive a decisão agravada em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL 2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL 4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. I – Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Desse julgado foram opostos estes aclaratórios, nos quais o embargante consignou que: “(...) a decisão embargada omitiu-se quanto à análise do caso concreto, apreciando hipótese diversa da qual foi interposto o recurso extraordinário, deixando de examinar, assim, os fundamentos do agravo regimental.” (pág. 7 do documento eletrônico 15). Após minuciosa análise, verifico que assiste razão ao embargante quanto à alegação de ocorrência de erro material no julgamento do regimental, uma vez que não se discute no presente feito incorporação de gratificação de função comissionada, mas sim a demolição de obras construídas em imóvel situado em área de preservação ambiental. Por essa razão acolho os embargos para sanar o erro na fundamentação do voto. Dessa feita, renovo o julgamento do agravo regimental. Não obstante os bem lançados argumentos do agravante, não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões expedidas na decisão monocrática (documento eletrônico 6) que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Municipal 2.193/1985, Decreto Municipal 112/1985 e Lei federal 4.771/1965). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Desse julgado foram opostos estes aclaratórios, nos quais o embargante consignou que: “(...) a decisão embargada omitiu-se quanto à análise do caso concreto, apreciando hipótese diversa da qual foi interposto o recurso extraordinário, deixando de examinar, assim, os fundamentos do agravo regimental.” (pág. 7 do documento eletrônico 15). Após minuciosa análise, verifico que assiste razão ao embargante quanto à alegação de ocorrência de erro material no julgamento do regimental, uma vez que não se discute no presente feito incorporação de gratificação de função comissionada, mas sim a demolição de obras construídas em imóvel situado em área de preservação ambiental. Por essa razão acolho os embargos para sanar o erro na fundamentação do voto. Dessa feita, renovo o julgamento do agravo regimental. Não obstante os bem lançados argumentos do agravante, não foram aduzidos argumentos capazes de afastar as razões expedidas na decisão monocrática (documento eletrônico 6) que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Municipal 2.193/1985, Decreto Municipal 112/1985 e Lei federal 4.771/1965). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta,além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Administrativo. Desapropriação. Área de proteção ambiental. Legislação local. Ofensa reflexa. Dever de indenizar. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem no sentido da efetiva criação de uma área de proteção ambiental, seria necessário perquirir a extensão da limitação administrativa imposta pelos diplomas normativos locais à propriedade das agravadas e a consequente existência ou não do dever estatal de indenizar. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional local e o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (ARE 640.707-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma – grifos meus). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Ambiental. Alegação de desapropriação indireta. Área de preservação permanente. Restrições decorrentes de legislação estadual (Decreto estadual n. 22.717/84 e da Resolução n. 40/85). Ausência de demonstração de ato ou fato que subsidie qualquer pretensão indenizatória. 3. Análise de legislação infraconstitucional e local. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 4. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 597.897-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões proferidas em casos análogos: Recurso Extraordinário 679.171/SC, Rel. Min. Luiz Fux; e AI 852.202/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 853.109/SC, Rel. Min. Cezar Peluso; ARE 714.185/SC, Rel. Min. Dias Toffoli. Registre-se, ainda, quanto ao art. 5..., XXXV, da Constituição, que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Administrativo. Desapropriação. Área de proteção ambiental. Legislação local. Ofensa reflexa. Dever de indenizar. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem no sentido da efetiva criação de uma área de proteção ambiental, seria necessário perquirir a extensão da limitação administrativa imposta pelos diplomas normativos locais à propriedade das agravadas e a consequente existência ou não do dever estatal de indenizar. 2. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional local e o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (ARE 640.707-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma – grifos meus). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Ambiental. Alegação de desapropriação indireta. Área de preservação permanente. Restrições decorrentes de legislação estadual (Decreto estadual n. 22.717/84 e da Resolução n. 40/85). Ausência de demonstração de ato ou fato que subsidie qualquer pretensão indenizatória. 3. Análise de legislação infraconstitucional e local. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 4. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 597.897-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma – grifos meus). Indico, no mesmo sentido, as seguintes decisões proferidas em casos análogos: Recurso Extraordinário 679.171/SC, Rel. Min. Luiz Fux; e AI 852.202/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 853.109/SC, Rel. Min. Cezar Peluso; ARE 714.185/SC, Rel. Min. Dias Toffoli. Registre-se, ainda, quanto ao art. 5..., XXXV, da Constituição, que o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 657.164-AgR/AM, Rel. Min. Menezes 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 784223 AGR-ED / SC Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de minha relatoria”. Percebe-se, pois, não haver necessidade de reparos na decisão agravada. Isso posto, tendo em vista a ocorrência de erro material, acolho os embargos de declaração para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Supremo Tribunal Federal ARE 784223 AGR-ED / SC Direito; AI 648.551-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.341-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 690.551-AgR/RJ, de minha relatoria”. Percebe-se, pois, não haver necessidade de reparos na decisão agravada. Isso posto, tendo em vista a ocorrência de erro material, acolho os embargos de declaração para sanar o erro material no voto proferido no acórdão embargado e, sob novos fundamentos, negar provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) : THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) : RAFAEL GOIDANICH COSTA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.223 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMBDO.(A/S) : THAIS MARIATH BELLOC ADV.(A/S) : RAFAEL GOIDANICH COSTA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 784223 AGR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 640 . 707 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 597 . 897 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 679 . 171 / SC", "AI 852 . 202 / SC", "AI 853 . 109 / SC", "ARE 714 . 185 / SC", "AI 747 . 611 - AgR / SP", "AI 657 . 164 - AgR / AM", "ARE 784223 AGR - ED / SC", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 640 . 707 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 597 . 897 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 679 . 171 / SC", "AI 852 . 202 / SC", "AI 853 . 109 / SC", "ARE 714 . 185 / SC", "AI 747 . 611 - AgR / SP", "AI 657 . 164 - AgR / AM", "ARE 784223 AGR -", "ED /", "AI 648 . 551 - AgR / 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMERCIANTE VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS: CONTRIBUINTE DE FATO OU DE DIREITO. LEGITIMIDADE ATIVA PARA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478739. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Dislub Combustíveis Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela ausência de legitimidade do comerciante varejista (contribuinte de fato - substituído) para pleitear a repetição de indébito pago pela refinaria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. Quanto à alegação de contrariedade aos arts. 5º, inc. XXXV, e 145, § 1º, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, verifica-se que tais dispositivos não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Dislub Combustíveis Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela ausência de legitimidade do comerciante varejista (contribuinte de fato - substituído) para pleitear a repetição de indébito pago pela refinaria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. Quanto à alegação de contrariedade aos arts. 5º, inc. XXXV, e 145, § 1º, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, verifica-se que tais dispositivos não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório RE 809955 AGR / PE constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (RE 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). 5. Ainda que se pudesse superar tal óbice, o que não se dá na espécie, a pretensão da Recorrente não poderia prosperar. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do CPC, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (RE 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). 5. Ainda que se pudesse superar tal óbice, o que não se dá na espécie, a pretensão da Recorrente não poderia prosperar. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do CPC, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RE 809955 AGR / PE afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4º, da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4º, da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RE 809955 AGR / PE autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (RE 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (RE 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RE 809955 AGR / PE Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 6. Relativamente à alegada contrariedade ao inciso XXXV do art. 5º da Constituição da República, cumpre destacar que no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.6.2014, interpõe Dislub Combustíveis LTDA, em 16.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante repete os argumentos trazidos em seu recurso extraordinário. Afirma que “é o contribuinte de fato (no caso, o substituído tributário) quem tem o patrimônio lesado pela imposição tributária classificada como “indireta” (aquela que por sua natureza transfere o encargo financeiro ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 6. Relativamente à alegada contrariedade ao inciso XXXV do art. 5º da Constituição da República, cumpre destacar que no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.6.2014, interpõe Dislub Combustíveis LTDA, em 16.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante repete os argumentos trazidos em seu recurso extraordinário. Afirma que “é o contribuinte de fato (no caso, o substituído tributário) quem tem o patrimônio lesado pela imposição tributária classificada como “indireta” (aquela que por sua natureza transfere o encargo financeiro ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório RE 809955 AGR / PE adquirente) - logo, é ele quem deve ter assegurada uma via processual para discutir a exação tributária” e que “negar sua legitimidade ativa, portanto, é excluir da apreciação judicial lesão a direito, afrontando diretamente (e não de maneira indireta, como afirma a decisão agravada) os dispositivos constitucionais indicados”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE adquirente) - logo, é ele quem deve ter assegurada uma via processual para discutir a exação tributária” e que “negar sua legitimidade ativa, portanto, é excluir da apreciação judicial lesão a direito, afrontando diretamente (e não de maneira indireta, como afirma a decisão agravada) os dispositivos constitucionais indicados”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do CPC, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4º, da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do CPC, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4º, da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 809955 AGR / PE razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 5º, inc. XXXV, e 145, § 1º, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (RE 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 5º, inc. XXXV, e 145, § 1º, da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (RE 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 809955 AGR / PE “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). Ademais, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). Ademais, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 809955 AGR / PE relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (RE 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (RE 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 809955 AGR / PE 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal RE 809955 AGR / PE 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6275089 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6275089 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519510
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMERCIANTE VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS: CONTRIBUINTE DE FATO OU DE DIREITO. LEGITIMIDADE ATIVA PARA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur272207
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO) RE 234114 AgR (2ªT), AI 631961 ED (1ªT), AI 752442 AgR (1ªT). (RESTITUIÇÃO, INDÉBITO TRIBUTÁRIO) AI 832140 AgR (2ªT), RE 580426 AgR (1ªT), ARE 741356 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 20/08/2014, MÁR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
809955
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009718 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 809955 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMERCIANTE VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS: CONTRIBUINTE DE FATO OU DE DIREITO. LEGITIMIDADE ATIVA PARA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478739. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Dislub Combustíveis Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela ausência de legitimidade do comerciante varejista (contribuinte de fato - substituído) para pleitear a repetição de indébito pago pela refinaria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. Quanto à alegação de contrariedade aos arts. 5..., inc. XXXV, e 145, § 1..., da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, verifica-se que tais dispositivos não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de junho de 2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Dislub Combustíveis Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela ausência de legitimidade do comerciante varejista (contribuinte de fato - substituído) para pleitear a repetição de indébito pago pela refinaria. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste à Recorrente. 4. Quanto à alegação de contrariedade aos arts. 5..., inc. XXXV, e 145, § 1..., da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, verifica-se que tais dispositivos não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (Recurso Extraordinário 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). 5. Ainda que se pudesse superar tal óbice, o que não se dá na espécie, a pretensão da Recorrente não poderia prosperar. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (Recurso Extraordinário 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). 5. Ainda que se pudesse superar tal óbice, o que não se dá na espécie, a pretensão da Recorrente não poderia prosperar. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4..., da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4..., da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 6. Relativamente à alegada contrariedade ao inciso XXXV do art. 5... da Constituição da República, cumpre destacar que no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.6.2014, interpõe Dislub Combustíveis LTDA, em 16.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante repete os argumentos trazidos em seu recurso extraordinário. Afirma que “é o contribuinte de fato (no caso, o substituído tributário) quem tem o patrimônio lesado pela imposição tributária classificada como “indireta” (aquela que por sua natureza transfere o encargo financeiro ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 6. Relativamente à alegada contrariedade ao inciso XXXV do art. 5... da Constituição da República, cumpre destacar que no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou a inexistência de repercussão geral quanto às alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, quando o exame da questão depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Recorrente. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 11.6.2014, interpõe Dislub Combustíveis LTDA, em 16.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante repete os argumentos trazidos em seu recurso extraordinário. Afirma que “é o contribuinte de fato (no caso, o substituído tributário) quem tem o patrimônio lesado pela imposição tributária classificada como “indireta” (aquela que por sua natureza transfere o encargo financeiro ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE adquirente) - logo, é ele quem deve ter assegurada uma via processual para discutir a exação tributária” e que “negar sua legitimidade ativa, portanto, é excluir da apreciação judicial lesão a direito, afrontando diretamente (e não de maneira indireta, como afirma a decisão agravada) os dispositivos constitucionais indicados”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE adquirente) - logo, é ele quem deve ter assegurada uma via processual para discutir a exação tributária” e que “negar sua legitimidade ativa, portanto, é excluir da apreciação judicial lesão a direito, afrontando diretamente (e não de maneira indireta, como afirma a decisão agravada) os dispositivos constitucionais indicados”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4..., da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Ministro Relator do julgado recorrido, em decisão monocrática mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, afirmou: “Segundo o decidido no recurso representativo da controvérsia REsp. n. 903.394/AL, Primeira Seção, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe de 26.04.2010, submetido ao rito do artigo 543-C do Código de Processo Civil, em regra o contribuinte de fato não tem legitimidade ativa para manejar a repetição de indébito tributário, ou qualquer outro tipo de ação contra o Poder Público de cunho declaratório, constitutivo, condenatório ou mandamental, objetivando tutela preventiva ou repressiva, que vise a afastar a incidência ou repetir tributo que entenda indevido. (…) Ora, no presente caso, a situação da empresa comerciante varejista de combustível (substituído tributário) é justamente a situação de contribuinte de fato, pois a redação original do art. 4..., da Lei n. 9.718/98 estabelece que as refinarias de petróleo é que figuram na qualidade de contribuinte de direito das exações ao PIS e COFINS (substitutos tributários). (…) Desse modo, diante do posicionamento firmado em sede de recurso representativo da controvérsia, restou superada a jurisprudência desta Casa que reconhecia a legitimidade das empresas comerciantes varejistas de combustível desde que demonstrado que não repassaram o ônus financeiro do tributo aos consumidores finais ou que estejam autorizadas pelos consumidores a restituir o indébito (aplicação do art. 166, do CTN). Assim, deve ser aplicado aos autos o novo entendimento em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 5..., inc. XXXV, e 145, § 1..., da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (Recurso Extraordinário 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE razão de se tratar de matéria de ordem pública (condições da ação) a ser enfrentada no bojo do prequestionamento referente a tema legitimidade ativa, que foi objeto do recurso especial da Fazenda Nacional (violação aos arts. 165 e 166, do CTN), o que faço em juízo de reconsideração” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 5..., inc. XXXV, e 145, § 1..., da Constituição da República, suscitados no recurso extraordinário, não foram objeto de debate e decisão prévios do Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de se comprovar ter havido, no momento processual próprio, o devido prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009). “Se a questão constitucional não houver sido apreciada pela decisão recorrida, e contra esta não forem opostos embargos de declaração destinados a suprir a omissão constatada, torna-se inadmissível a utilização da via recursal extraordinária. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal continua a exigir, como pressuposto necessário à adequada interposição do recurso extraordinário, que o acórdão recorrido tenha efetivamente examinado, de modo explícito, a controvérsia constitucional” (Recurso Extraordinário 234.114-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 31.8.2001, grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). Ademais, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE “O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração” (AI 752.442-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013, grifos nossos). Ademais, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional interpretada (Lei n. 9.718/1998 e Código Tributário Nacional). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear repetição de indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE 741.356-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.6.2013, grifos nossos). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual. Legitimidade ad causam. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Prequestionamento. Ausência. Precedentes. 1. A controvérsia 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE relativa à legitimidade ad causam é questão de Direito Processual, insuscetível de análise no recurso extraordinário, haja vista que a afronta à Constituição da República, caso existente, seria indireta ou reflexa. 2. As questões relativas ao mérito da demanda não foram debatidas na Corte de origem, carecendo, assim, do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no acórdão atacado. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 580.426-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1.8.2013, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 832.140- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 13.8.2012, grifos nossos). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6275089 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809.955 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISLUB COMBUSTÍVEIS LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6275089 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809 . 955", "SÚMULAS NS . 282", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809 . 955", "Súmulas n . 282", "SÚMULAS 282", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809 . 955", "Súmulas n . 282", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "AI 631 . 961 - ED", "Recurso Extraordinário 234 . 114 - AgR", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 752 . 442 - AgR", "REsp . n . 903 . 394 / AL", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "AI 631 . 961 - ED", "Recurso Extraordinário 234 . 114 - AgR", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 752 . 442 - AgR", "REsp", "394", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso", "ARE 741 . 356 - AgR", "Recurso Extraordinário 580 . 426 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "ARE 741 . 356 - AgR", "Recurso Extraordinário 580 . 426 - AgR", "AI 832 . 140 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "AI 832 . 140 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 809955 AGR", "REsp", ". n . 903 . 394 /", "REsp", ". n . 903 . 394", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 631 . 961 - ED", "Recurso Extraordinário 234 . 114 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "AI 631 . 961 - ED", "Recurso Extraordinário 234 . 114 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 752 . 442 - AgR", "ARE 741 . 356 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 752 . 442 - AgR", "ARE 741 . 356 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 580 . 426 - AgR", "AI 832 . 140 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 580 . 426 - AgR", "AI 832 . 140 - AgR", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 809955 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 809 . 955" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. HOMOLOGAÇÃO DE RENÚNCIA AO DIREITO SOBRE QUE SE FUNDA A AÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SÚMULA 512 DO STF. I – Não cabe condenação em honorários advocatícios nas ações de mandado de segurança, conforme consolidada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Súmula 512 do STF), inclusive na homologação de renúncia ao direito sobre que se funda a ação. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “Tendo em vista os termos da petição protocolada, homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, manifestada por procurador com poderes bastantes.” Sustenta-se, neste agravo regimental, em síntese, que a hipótese é de extinção do processo, nos termos do art. 269, V, do Código de Processo Civil, com condenação ao pagamento de honorários advocatícios em favor da União. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654188. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “Tendo em vista os termos da petição protocolada, homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, manifestada por procurador com poderes bastantes.” Sustenta-se, neste agravo regimental, em síntese, que a hipótese é de extinção do processo, nos termos do art. 269, V, do Código de Processo Civil, com condenação ao pagamento de honorários advocatícios em favor da União. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Com feito, a extinção do processo com resolução de mérito (art. 269, V, do CPC) já foi reconhecida implicitamente na decisão agravada, quando dispôs : “homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação” (fls. 492). Entretanto, não é possível haver a condenação em honorários advocatícios pretendida pela agravante, porque o presente agravo de instrumento teve origem em um mandado de segurança e a Súmula 512 do STF estabelece in verbis: “NÃO CABE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.” Ainda nesse sentido: RE 559.951, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 568.296- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 420.845-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AI 744.994-ED-AgR-ED, de minha relatoria; RE 564.295-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RE 491.694-ED, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654189. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Com feito, a extinção do processo com resolução de mérito (art. 269, V, do CPC) já foi reconhecida implicitamente na decisão agravada, quando dispôs : “homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação” (fls. 492). Entretanto, não é possível haver a condenação em honorários advocatícios pretendida pela agravante, porque o presente agravo de instrumento teve origem em um mandado de segurança e a Súmula 512 do STF estabelece in verbis: “NÃO CABE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.” Ainda nesse sentido: RE 559.951, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 568.296- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 420.845-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AI 744.994-ED-AgR-ED, de minha relatoria; RE 564.295-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RE 491.694-ED, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805697 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805697 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819919
2014-08-28T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. HOMOLOGAÇÃO DE RENÚNCIA AO DIREITO SOBRE QUE SE FUNDA A AÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SÚMULA 512 DO STF. I – Não cabe condenação em honorários advocatícios nas ações de mandado de segurança, conforme consolidada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Súmula 512 do STF), inclusive na homologação de renúncia ao direito sobre que se funda a ação. II – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278237
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 512) RE 491694 ED (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 512) RE 559951, RE 564295 AgR, RE 420845 AgR, AI 744994 ED-AgR-ED, RE 568296 AgR. Número de páginas: 4. Análise: 30/09/2014, MÁR.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
747189
[ "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 747189 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. HOMOLOGAÇÃO DE RENÚNCIA AO DIREITO SOBRE QUE SE FUNDA A AÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. SÚMULA 512 DO Supremo Tribunal Federal. I – Não cabe condenação em honorários advocatícios nas ações de mandado de segurança, conforme consolidada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal), inclusive na homologação de renúncia ao direito sobre que se funda a ação. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “Tendo em vista os termos da petição protocolada, homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, manifestada por procurador com poderes bastantes.” Sustenta-se, neste agravo regimental, em síntese, que a hipótese é de extinção do processo, nos termos do art. 269, V, do Código de Processo Civil, com condenação ao pagamento de honorários advocatícios em favor da União. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654188. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “Tendo em vista os termos da petição protocolada, homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, manifestada por procurador com poderes bastantes.” Sustenta-se, neste agravo regimental, em síntese, que a hipótese é de extinção do processo, nos termos do art. 269, V, do Código de Processo Civil, com condenação ao pagamento de honorários advocatícios em favor da União. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Com feito, a extinção do processo com resolução de mérito (art. 269, V, do Código de Processo Civil) já foi reconhecida implicitamente na decisão agravada, quando dispôs : “homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação” (fls. 492). Entretanto, não é possível haver a condenação em honorários advocatícios pretendida pela agravante, porque o presente agravo de instrumento teve origem em um mandado de segurança e a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal estabelece in verbis: “NÃO CABE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.” Ainda nesse sentido: Recurso Extraordinário 559.951, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 568.296- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 420.845-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AI 744.994-ED-AgR-ED, de minha relatoria; Recurso Extraordinário 564.295-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e Recurso Extraordinário 491.694-ED, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654189. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Com feito, a extinção do processo com resolução de mérito (art. 269, V, do Código de Processo Civil) já foi reconhecida implicitamente na decisão agravada, quando dispôs : “homologo, para que produza seus efeitos jurídicos, a renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação” (fls. 492). Entretanto, não é possível haver a condenação em honorários advocatícios pretendida pela agravante, porque o presente agravo de instrumento teve origem em um mandado de segurança e a Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal estabelece in verbis: “NÃO CABE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.” Ainda nesse sentido: Recurso Extraordinário 559.951, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 568.296- AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 420.845-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AI 744.994-ED-AgR-ED, de minha relatoria; Recurso Extraordinário 564.295-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e Recurso Extraordinário 491.694-ED, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805697 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 747.189 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805697 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 747 . 189", "SÚMULA 512 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 747 . 189", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 559 . 951", "Recurso Extraordinário 568 . 296 - AgR", "Recurso Extraordinário 420 . 845 - AgR", "AI 744 . 994 - ED - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 564 . 295 - AgR", "Recurso Extraordinário 491 . 694 - ED", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 559 . 951", "Recurso Extraordinário 568 . 296 - AgR", "Recurso Extraordinário 420 . 845 - AgR", "AI 744 . 994 - ED - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 564 . 295 - AgR", "Recurso Extraordinário 491 . 694 - ED", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 747 . 189", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 747 . 189" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "México", "RIO DE JANEIRO", "México" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "UNIÃO", "XEROX PARTICIPAÇÕES LTDA", "Conferência Ibero - Americana sobre Justiça Eleitoral", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "JOSÉ OLINTO DE ARRUDA CAMPOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO INCIDÊNCIA. REITERAÇÃO DELITIVA. CONTUMÁCIA NA PRÁTICA DE CRIMES DA ESPÉCIE. AUSÊNCIA DO REDUZIDO GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM DENEGADA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado “princípio da insignificância” e, assim, afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. 2. Nesse sentido, a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Assim, há de se considerar que “a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa” (Zaffaroni), levando em conta também que o próprio legislador já considerou hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. 3. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade é indispensável, portanto, averiguar a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de apurar se o fato imputado, que é Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão HC 120662 / RS formalmente típico, tem ou não relevância penal. Esse contexto social ampliado certamente comporta, também, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 4. Não se pode considerar atípica, por irrelevante, a conduta formalmente típica de delito contra a administração em geral (=descaminho), cometido por agente que é costumeiro na prática de crimes da espécie. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS formalmente típico, tem ou não relevância penal. Esse contexto social ampliado certamente comporta, também, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 4. Não se pode considerar atípica, por irrelevante, a conduta formalmente típica de delito contra a administração em geral (=descaminho), cometido por agente que é costumeiro na prática de crimes da espécie. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Sergio Humberto Rodrigues Junior contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no REsp 1.276.615/RS. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de descaminho (art. 334 do CP), mas o juízo de primeira instância rejeitou a denúncia com base no princípio da insignificância; (b) o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal; (c) houve recurso especial do órgão ministerial, o qual foi provido por decisão monocrática para afastar o princípio da insignificância e dar prosseguimento à persecução penal; (d) a defesa interpôs agravo regimental, que foi improvido, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A despeito de o tributo suprimido pelo Agravante ser de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), subsiste o interesse estatal à repressão do delito de descaminho praticado habitualmente pelo Acusado. 2. A Suprema Corte firmou sua orientação no sentido de que ‘[o] princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimas, isoladas, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Sergio Humberto Rodrigues Junior contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no REsp 1.276.615/RS. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de descaminho (art. 334 do CP), mas o juízo de primeira instância rejeitou a denúncia com base no princípio da insignificância; (b) o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal; (c) houve recurso especial do órgão ministerial, o qual foi provido por decisão monocrática para afastar o princípio da insignificância e dar prosseguimento à persecução penal; (d) a defesa interpôs agravo regimental, que foi improvido, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A despeito de o tributo suprimido pelo Agravante ser de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), subsiste o interesse estatal à repressão do delito de descaminho praticado habitualmente pelo Acusado. 2. A Suprema Corte firmou sua orientação no sentido de que ‘[o] princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimas, isoladas, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório HC 120662 / RS Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (STF, HC 102.088/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010). 3. De fato, constatada a conduta habitual do Agente, a lei seria inócua se fosse tolerada a prática criminosa ou, até mesmo, o cometimento do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. A desconsideração dessas circunstâncias implicaria verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente para aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. Precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e desta Turma. 4. Agravo regimental desprovido”. Neste habeas corpus, a impetrante alega, em suma, que: (a) “se o limite para arquivamento das execuções, sem baixa na distribuição, é hoje de vinte mil reais (a teor do que estabelece a Portaria n. 75, do Ministério da Fazenda), também deve este ser o parâmetro para aferição da tipicidade material da conduta (…)”; (b) eventual reiteração criminal não importa o afastamento da tese despenalizante, haja vista que a incidência do princípio da insignificância não pressupõe a análise de circunstâncias subjetivas, sendo aferida apenas em função de aspectos objetivos referentes ao delito perpetrado”. Requer, ao final, concessão da ordem, para que seja restabelecido o acórdão do TRF da 4ª Região. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (STF, HC 102.088/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010). 3. De fato, constatada a conduta habitual do Agente, a lei seria inócua se fosse tolerada a prática criminosa ou, até mesmo, o cometimento do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. A desconsideração dessas circunstâncias implicaria verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente para aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. Precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e desta Turma. 4. Agravo regimental desprovido”. Neste habeas corpus, a impetrante alega, em suma, que: (a) “se o limite para arquivamento das execuções, sem baixa na distribuição, é hoje de vinte mil reais (a teor do que estabelece a Portaria n. 75, do Ministério da Fazenda), também deve este ser o parâmetro para aferição da tipicidade material da conduta (…)”; (b) eventual reiteração criminal não importa o afastamento da tese despenalizante, haja vista que a incidência do princípio da insignificância não pressupõe a análise de circunstâncias subjetivas, sendo aferida apenas em função de aspectos objetivos referentes ao delito perpetrado”. Requer, ao final, concessão da ordem, para que seja restabelecido o acórdão do TRF da 4ª Região. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A propósito da aplicação do princípio da insignificância quando há contumácia na prática de delitos da mesma natureza, reporto-me ao voto em caso semelhante (HC 111.077, Segunda Turma, DJe de 03-02-2014), em que sustentei: “3. Há convergência de entendimento, na jurisprudência do STF, de que, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado ‘princípio da insignificância’ e assim afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. É ilustrativo e sempre referido, a propósito, o acórdão de lavra do Ministro Celso de Mello, no HC 84.412-SP, 2 ª Turma, DJ de 19.11.2004, em cuja ementa se lê: (…) O princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A propósito da aplicação do princípio da insignificância quando há contumácia na prática de delitos da mesma natureza, reporto-me ao voto em caso semelhante (HC 111.077, Segunda Turma, DJe de 03-02-2014), em que sustentei: “3. Há convergência de entendimento, na jurisprudência do STF, de que, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado ‘princípio da insignificância’ e assim afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. É ilustrativo e sempre referido, a propósito, o acórdão de lavra do Ministro Celso de Mello, no HC 84.412-SP, 2 ª Turma, DJ de 19.11.2004, em cuja ementa se lê: (…) O princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. - O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo desvalor - por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social. Com a mesma orientação, entre muitos outros: HC 110.841-PR, 2ª Turma, Min. Cármen Lúcia, DJe de 14.12.2012; HC 113.327-MG, 2ª Turma, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 08.12.2012; HC 109.871-MS, 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012), todos indicando, como requisitos negativos de tipicidade, por insignificância, a mínima ofensividade da conduta, a nenhuma periculosidade social, a reduzida reprovabilidade e de inexpressividade da lesão jurídica, requisitos que, assevera-se, devem ser necessariamente concomitantes. 4. A despeito dessa orientação uniforme sobre os pressupostos básicos do princípio da insignificância, registra-se no Tribunal certa divergência quanto a levar em consideração ou não, para esse efeito, a contumácia do agente na prática da conduta. É justamente essa a hipótese dos autos. Afastando, em casos tais, a aplicação do princípio, há diversos acórdãos da 1ª Turma, onde, ao que se constata, a jurisprudência é firme nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. - O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo desvalor - por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social. Com a mesma orientação, entre muitos outros: HC 110.841-PR, 2ª Turma, Min. Cármen Lúcia, DJe de 14.12.2012; HC 113.327-MG, 2ª Turma, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 08.12.2012; HC 109.871-MS, 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012), todos indicando, como requisitos negativos de tipicidade, por insignificância, a mínima ofensividade da conduta, a nenhuma periculosidade social, a reduzida reprovabilidade e de inexpressividade da lesão jurídica, requisitos que, assevera-se, devem ser necessariamente concomitantes. 4. A despeito dessa orientação uniforme sobre os pressupostos básicos do princípio da insignificância, registra-se no Tribunal certa divergência quanto a levar em consideração ou não, para esse efeito, a contumácia do agente na prática da conduta. É justamente essa a hipótese dos autos. Afastando, em casos tais, a aplicação do princípio, há diversos acórdãos da 1ª Turma, onde, ao que se constata, a jurisprudência é firme nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS sentido: HC 114.548-PR, Min. Rosa Weber, DJe 27.11.2012; HC 115.422-MG, Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012; HC 109.739- SP, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951-RS, Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696-MS, Dias Toffoli, DJ 20.10.2011; HC 107.674-MG, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.09.2011. Mas, nesta 2ª Turma, há posições divergentes, registrando-se acórdãos que consideram irrelevante, para aferição da insignificância, a contumácia ou a reincidência do agente: HC 112.400-RS, Min. Gilmar Mendes, DJe de 08.08.2012; HC 106.510-MG, Min. Celso de Mello, DJe 13.06.2011; HC 110.244- RS, Min. Gilmar Mendes, DJe 09.04.2012; HC 93.393-RS, Min. Cezar Peluso, DJe 15.05.2009. 5. O enfrentamento dessa específica questão impõe a consideração de algumas premissas de ordem conceitual. É que, como bem assevera a jurisprudência do Tribunal, nesse ponto sem divergência, o princípio da insignificância não pode ser aquilatado à luz, apenas, do conceito de tipicidade formal, mas, sim, da tipicidade em seu sentido material, conforme, aliás, ficou claro no voto do Ministro Celso de Mello, no já referido HC 84.412-SP. A questão que se põe é a de saber se o juízo de tipicidade material comporta exame dessa conduta social do agente, representada pela contumácia da prática delituosa. 6. A rigor, na base dessa discussão está o próprio conceito de delito, que, sem divergência alguma, a doutrina costuma definir da seguinte maneira: ‘Delito é uma conduta humana individualizada mediante um dispositivo legal (tipo) que revela sua proibição (típica), que, por não estar permitida por nenhum preceito jurídico (causa de justificação), é contrária à ordem jurídica (antijurídica) e que, por ser exigível do autor que agisse de maneira diversa diante das circunstâncias, é reprovável (culpável)’ (ZAFFARARONI, Eugênio Raul; e PIERANGELI, José Henrique.Manual de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS sentido: HC 114.548-PR, Min. Rosa Weber, DJe 27.11.2012; HC 115.422-MG, Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012; HC 109.739- SP, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951-RS, Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696-MS, Dias Toffoli, DJ 20.10.2011; HC 107.674-MG, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.09.2011. Mas, nesta 2ª Turma, há posições divergentes, registrando-se acórdãos que consideram irrelevante, para aferição da insignificância, a contumácia ou a reincidência do agente: HC 112.400-RS, Min. Gilmar Mendes, DJe de 08.08.2012; HC 106.510-MG, Min. Celso de Mello, DJe 13.06.2011; HC 110.244- RS, Min. Gilmar Mendes, DJe 09.04.2012; HC 93.393-RS, Min. Cezar Peluso, DJe 15.05.2009. 5. O enfrentamento dessa específica questão impõe a consideração de algumas premissas de ordem conceitual. É que, como bem assevera a jurisprudência do Tribunal, nesse ponto sem divergência, o princípio da insignificância não pode ser aquilatado à luz, apenas, do conceito de tipicidade formal, mas, sim, da tipicidade em seu sentido material, conforme, aliás, ficou claro no voto do Ministro Celso de Mello, no já referido HC 84.412-SP. A questão que se põe é a de saber se o juízo de tipicidade material comporta exame dessa conduta social do agente, representada pela contumácia da prática delituosa. 6. A rigor, na base dessa discussão está o próprio conceito de delito, que, sem divergência alguma, a doutrina costuma definir da seguinte maneira: ‘Delito é uma conduta humana individualizada mediante um dispositivo legal (tipo) que revela sua proibição (típica), que, por não estar permitida por nenhum preceito jurídico (causa de justificação), é contrária à ordem jurídica (antijurídica) e que, por ser exigível do autor que agisse de maneira diversa diante das circunstâncias, é reprovável (culpável)’ (ZAFFARARONI, Eugênio Raul; e PIERANGELI, José Henrique.Manual de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS Direito Penal Brasileiro – Parte Geral v. 1, 9ª ed., RT:SP, 2011, p. 344/345). Há, pois, relevante diferença entre tipo e tipicidade: ‘O tipo é a fórmula que pertence à lei, enquanto a tipicidade pertence à conduta. A tipicidade é a característica que tem uma conduta em razão de estar adequada a um tipo penal. (...) O juiz comprova a tipicidade comparando a conduta particular e concreta com a individualização típica, para ver se se adequa ou não a ela. Este processo mental é o juízo de tipicidade que o juiz deve realizar’ (op. cit., p. 388). O juízo de tipicidade envolve, também e necessariamente, consideração sobre a chamada antinormatividade, a saber: ‘O tipo é gerado pelo interesse do legislador no ente que valora, elevando-o a bem jurídico, enunciando uma norma para tutelá-lo, a qual se manifesta em um tipo legal que a ela agrega uma tutela penal. Conforme esse processo de gestação, resultará que a conduta que se adequa a um tipo penal será, necessariamente, contrária à norma que está anteposta ao tipo legal, e afetará o bem jurídico tutelado. (...) Isso significa que a conduta, pelo fato de ser penalmente típica, necessariamente deve ser também antinormativa. Não obstante, não se deve pensar que, quando uma conduta se adequa formalmente a uma descrição típica, só por esta circunstância é penalmente típica. (...) O tipo é criado pelo legislador para tutelar o bem contra as condutas proibidas pela norma, de modo que o juiz jamais pode considerar incluídas no tipo aquelas condutas que, embora formalmente se adequem à descrição típica, realmente não podem ser consideradas contrárias à norma e nem lesivas do bem jurídico tutelado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Direito Penal Brasileiro – Parte Geral v. 1, 9ª ed., RT:SP, 2011, p. 344/345). Há, pois, relevante diferença entre tipo e tipicidade: ‘O tipo é a fórmula que pertence à lei, enquanto a tipicidade pertence à conduta. A tipicidade é a característica que tem uma conduta em razão de estar adequada a um tipo penal. (...) O juiz comprova a tipicidade comparando a conduta particular e concreta com a individualização típica, para ver se se adequa ou não a ela. Este processo mental é o juízo de tipicidade que o juiz deve realizar’ (op. cit., p. 388). O juízo de tipicidade envolve, também e necessariamente, consideração sobre a chamada antinormatividade, a saber: ‘O tipo é gerado pelo interesse do legislador no ente que valora, elevando-o a bem jurídico, enunciando uma norma para tutelá-lo, a qual se manifesta em um tipo legal que a ela agrega uma tutela penal. Conforme esse processo de gestação, resultará que a conduta que se adequa a um tipo penal será, necessariamente, contrária à norma que está anteposta ao tipo legal, e afetará o bem jurídico tutelado. (...) Isso significa que a conduta, pelo fato de ser penalmente típica, necessariamente deve ser também antinormativa. Não obstante, não se deve pensar que, quando uma conduta se adequa formalmente a uma descrição típica, só por esta circunstância é penalmente típica. (...) O tipo é criado pelo legislador para tutelar o bem contra as condutas proibidas pela norma, de modo que o juiz jamais pode considerar incluídas no tipo aquelas condutas que, embora formalmente se adequem à descrição típica, realmente não podem ser consideradas contrárias à norma e nem lesivas do bem jurídico tutelado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS A antinormatividade não é comprovada somente com a adequação da conduta ao tipo legal, posto que requer uma investigação do alcance da norma que está anteposta, e que deu origem ao tipo legal, e uma investigação sobre a afetação do bem jurídico. Esta investigação é uma etapa posterior do juízo de tipicidade que, uma vez comprovada a tipicidade legal, obriga a indagar sobre a tipicidade penal da conduta. (...) A tipicidade penal pressupõe a legal, mas não a esgota; a tipicidade penal requer, além da tipicidade legal, a antinormatividade.’ (op. cit., p. 398/9). Ora, é desse juízo amplo que se extrai o conceito de tipicidade apto a integrar, como elemento indispensável, o conceito de delito: ‘Isto nos indica que o juízo de tipicidade não é um mero juízo de tipicidade legal, mas que exige um outro passo, que é a comprovação da tipicidade conglobante, consistente na averiguação da proibição através da indagação do alcance proibitivo da norma, não considerada isoladamente, e sim conglobada na ordem normativa. A tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do típico aquelas condutas que apenas aparentemente estão proibidas (...). (grifei) A função deste segundo passo do juízo de tipicidade penal será, pois, reduzi-la à verdadeira dimensão daquilo que a norma proíbe, deixando fora da tipicidade penal aquelas condutas que somente são alcançadas pela tipicidade legal, mas que a ordem normativa não quer proibir, precisamente porque as ordena ou fomenta’ (op. cit., p. 400). (...) Os principais casos em que, apesar da tipicidade legal, configura-se uma atipicidade conglobante, ocorrem quando uma norma ordena o que outra parece proibir 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS A antinormatividade não é comprovada somente com a adequação da conduta ao tipo legal, posto que requer uma investigação do alcance da norma que está anteposta, e que deu origem ao tipo legal, e uma investigação sobre a afetação do bem jurídico. Esta investigação é uma etapa posterior do juízo de tipicidade que, uma vez comprovada a tipicidade legal, obriga a indagar sobre a tipicidade penal da conduta. (...) A tipicidade penal pressupõe a legal, mas não a esgota; a tipicidade penal requer, além da tipicidade legal, a antinormatividade.’ (op. cit., p. 398/9). Ora, é desse juízo amplo que se extrai o conceito de tipicidade apto a integrar, como elemento indispensável, o conceito de delito: ‘Isto nos indica que o juízo de tipicidade não é um mero juízo de tipicidade legal, mas que exige um outro passo, que é a comprovação da tipicidade conglobante, consistente na averiguação da proibição através da indagação do alcance proibitivo da norma, não considerada isoladamente, e sim conglobada na ordem normativa. A tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do típico aquelas condutas que apenas aparentemente estão proibidas (...). (grifei) A função deste segundo passo do juízo de tipicidade penal será, pois, reduzi-la à verdadeira dimensão daquilo que a norma proíbe, deixando fora da tipicidade penal aquelas condutas que somente são alcançadas pela tipicidade legal, mas que a ordem normativa não quer proibir, precisamente porque as ordena ou fomenta’ (op. cit., p. 400). (...) Os principais casos em que, apesar da tipicidade legal, configura-se uma atipicidade conglobante, ocorrem quando uma norma ordena o que outra parece proibir 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS (cumprimento do dever legal), quando uma norma parece proibir o que outra fomenta, quando uma norma parece proibir o que outra exclui do âmbito de proibição, por estar fora da ingerência do Estado, e quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas, proibindo as condutas que a perturbam’ (op. cit., p. 479) Essa tipicidade conglobante produz outros resultados importantes, que interessam mais de perto à questão aqui em exame: ‘Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico, não podem incluir no seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. Consequentemente, para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação legal, pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado, e, no entanto, o bem jurídico não tenha sido atingido. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante, ainda que, é justo reconhecer, se trate de casos excepcionais’ (op. cit., p.488/9). Bem se vê, portanto, que a aplicação do princípio da insignificância resulta justamente desse juízo de atipicidade conglobante: ‘Há relativamente pouco tempo, observou-se que as afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requeriam sempre alguma entidade, isto é, alguma gravidade, posto que nem toda a afetação mínima do bem jurídico era capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. (...) A insignificância da afetação exclui a tipicidade, mas 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS (cumprimento do dever legal), quando uma norma parece proibir o que outra fomenta, quando uma norma parece proibir o que outra exclui do âmbito de proibição, por estar fora da ingerência do Estado, e quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas, proibindo as condutas que a perturbam’ (op. cit., p. 479) Essa tipicidade conglobante produz outros resultados importantes, que interessam mais de perto à questão aqui em exame: ‘Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico, não podem incluir no seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. Consequentemente, para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação legal, pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado, e, no entanto, o bem jurídico não tenha sido atingido. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante, ainda que, é justo reconhecer, se trate de casos excepcionais’ (op. cit., p.488/9). Bem se vê, portanto, que a aplicação do princípio da insignificância resulta justamente desse juízo de atipicidade conglobante: ‘Há relativamente pouco tempo, observou-se que as afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requeriam sempre alguma entidade, isto é, alguma gravidade, posto que nem toda a afetação mínima do bem jurídico era capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. (...) A insignificância da afetação exclui a tipicidade, mas 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda ordem normativa persegue uma finalidade, tem um sentido, que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa, e, portanto, à norma em particular, e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição, o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada’ (op. cit., p. 488/9). 6. O que resulta dessas premissas conceituais é que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade, mormente em se tratando de crimes contra o patrimônio, envolve juízo muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa, nesse juízo de tipicidade conglobante, de modo significativo, investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, que se traduz pela ausência de periculosidade social, pela mínima ofensividade e pela falta de reprovabilidade, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Repetindo Zaffaroni, há de se considerar que ‘a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa’ (op. cit, p. 489). Essa constatação – de que a insignificância do resultado da ação não pode, por si só, afastar a tipicidade - se mostra evidente quando se considera que não passaram despercebidas ao legislador as hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas como fundamento, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade, cumpre, portanto, que se vá além da irrelevância penal a que se referiu o legislador. É indispensável averiguar o significado social da ação, a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de que se apure se o resultado dessa investigação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda ordem normativa persegue uma finalidade, tem um sentido, que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa, e, portanto, à norma em particular, e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição, o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada’ (op. cit., p. 488/9). 6. O que resulta dessas premissas conceituais é que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade, mormente em se tratando de crimes contra o patrimônio, envolve juízo muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa, nesse juízo de tipicidade conglobante, de modo significativo, investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, que se traduz pela ausência de periculosidade social, pela mínima ofensividade e pela falta de reprovabilidade, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Repetindo Zaffaroni, há de se considerar que ‘a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa’ (op. cit, p. 489). Essa constatação – de que a insignificância do resultado da ação não pode, por si só, afastar a tipicidade - se mostra evidente quando se considera que não passaram despercebidas ao legislador as hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas como fundamento, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade, cumpre, portanto, que se vá além da irrelevância penal a que se referiu o legislador. É indispensável averiguar o significado social da ação, a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de que se apure se o resultado dessa investigação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS ampliada é compatível ou não com a finalidade perseguida pelo ordenamento penal, ou, em outras palavras, se o fato imputado, que é formalmente típico, tem ou não, quando examinado no seu contexto social, tem relevância penal. Parece certo concluir, à luz dessas premissas, que a relevância penal, em casos dessa natureza, comporta, sim, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 7. É importante, todavia, que seja precisado o conceito de contumácia, a ser levado em consideração nesse juízo de insignificância penal do fato. Muita apropriada, no ponto, a observação do Professor Luiz Flávio Gomes (op. cit. p. 112/115), de que se deve ‘destacar a existência de três situações distintas: 1) a multirreincidência ou reiteração cumulativa; 2) multirreincidência ou reiteração não cumulativa; e 3) fato único cometido por agente reincidente: 1. Multirreincidência ou reiteração cumulativa: parece-nos muito acertado afirmar que a multirreincidência (de algo em princípio irrelevante) pode elevar o fato para patamar relevante, deixando de ter validade o princípio da insignificância. Em outras palavras, quando o agente pratica reiteradas condutas que, somadas, não geram um resultado insignificante (sim, bastante expressivo), deixa de ter pertinência o princípio que estamos estudando. Gerente de banco (ou um ‘hacker’) que desvia R$ 1,00 de cada conta corrente, no final, aufere soma significativa. Empregado que trabalha como caixa de estabelecimento comercial e que furta, diariamente, pequena quantidade de dinheiro. Para efeito da pena e da aplicação do principio da insignificância temos que com siderar o todo como fato único. Com isso fica refutada a aplicação a doutrina da insignificância quando o agente, mediante reiteradas condutas, acaba lesando seriamente o bem jurídico. (...) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS ampliada é compatível ou não com a finalidade perseguida pelo ordenamento penal, ou, em outras palavras, se o fato imputado, que é formalmente típico, tem ou não, quando examinado no seu contexto social, tem relevância penal. Parece certo concluir, à luz dessas premissas, que a relevância penal, em casos dessa natureza, comporta, sim, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 7. É importante, todavia, que seja precisado o conceito de contumácia, a ser levado em consideração nesse juízo de insignificância penal do fato. Muita apropriada, no ponto, a observação do Professor Luiz Flávio Gomes (op. cit. p. 112/115), de que se deve ‘destacar a existência de três situações distintas: 1) a multirreincidência ou reiteração cumulativa; 2) multirreincidência ou reiteração não cumulativa; e 3) fato único cometido por agente reincidente: 1. Multirreincidência ou reiteração cumulativa: parece-nos muito acertado afirmar que a multirreincidência (de algo em princípio irrelevante) pode elevar o fato para patamar relevante, deixando de ter validade o princípio da insignificância. Em outras palavras, quando o agente pratica reiteradas condutas que, somadas, não geram um resultado insignificante (sim, bastante expressivo), deixa de ter pertinência o princípio que estamos estudando. Gerente de banco (ou um ‘hacker’) que desvia R$ 1,00 de cada conta corrente, no final, aufere soma significativa. Empregado que trabalha como caixa de estabelecimento comercial e que furta, diariamente, pequena quantidade de dinheiro. Para efeito da pena e da aplicação do principio da insignificância temos que com siderar o todo como fato único. Com isso fica refutada a aplicação a doutrina da insignificância quando o agente, mediante reiteradas condutas, acaba lesando seriamente o bem jurídico. (...) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS 2. Multirreincidência ou reiteração não cumulativa: essa é a situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porém, não contra a mesma vitima nem de forma cumulativa. São fatos desconectados no tempo. Furta uma caneta esferográfica hoje, um DVD no mês seguinte etc. Para nós, considerando-se que os fatos são insignificantes se isolados (ou seja, não cumulativos), não há impedimento para a incidência do principio da insignificância, que conta com critérios objetivos. (...) 3. Fato único insignificante cometido por réu reincidente: cuidando-se de fato único, não há como negar a incidência do principio da insignificância, que deve ser regido por critérios objetivos. Isso significa que só o fato de o réu ser reincidente não pode ser critério impeditivo para a incidência do princípio da insignificância, que é objetivo. Para sua aplicação não contam os dados pessoais do agente (maus antecedentes, reincidência, etc.)’ A ressalva que se faz, a essa doutrina, e quanto a hipótese da aplicação do princípio em situação de multirreincidência ou reiteração não cumulativa de condutas do mesmo gênero (embora não, necessariamente, pertencente a idêntico tipo legal). A não ser quando sejam fatos esporádicos e distanciados no tempo, também essa especie de multirreincidência – situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porem, não contra a mesma vítima, nem de forma cumulativa, mormente quando o agente faz disso um meio de vida –, constitui pratica que não pode ser considerada como abonadora de conduta social aceitável, nem pode ser tida como irrelevante para os fins a que se destina a tipificação do delito, ‘a luz da finalidade geral que da sentido a ordem normativa’”. 2. No caso, não se considerou aplicável o princípio da insignificância à consideração de que o paciente é contumaz na prática de delitos de descaminho. Esse entendimento foi adotado na decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, que tem por fundamento a efetiva carga de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS 2. Multirreincidência ou reiteração não cumulativa: essa é a situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porém, não contra a mesma vitima nem de forma cumulativa. São fatos desconectados no tempo. Furta uma caneta esferográfica hoje, um DVD no mês seguinte etc. Para nós, considerando-se que os fatos são insignificantes se isolados (ou seja, não cumulativos), não há impedimento para a incidência do principio da insignificância, que conta com critérios objetivos. (...) 3. Fato único insignificante cometido por réu reincidente: cuidando-se de fato único, não há como negar a incidência do principio da insignificância, que deve ser regido por critérios objetivos. Isso significa que só o fato de o réu ser reincidente não pode ser critério impeditivo para a incidência do princípio da insignificância, que é objetivo. Para sua aplicação não contam os dados pessoais do agente (maus antecedentes, reincidência, etc.)’ A ressalva que se faz, a essa doutrina, e quanto a hipótese da aplicação do princípio em situação de multirreincidência ou reiteração não cumulativa de condutas do mesmo gênero (embora não, necessariamente, pertencente a idêntico tipo legal). A não ser quando sejam fatos esporádicos e distanciados no tempo, também essa especie de multirreincidência – situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porem, não contra a mesma vítima, nem de forma cumulativa, mormente quando o agente faz disso um meio de vida –, constitui pratica que não pode ser considerada como abonadora de conduta social aceitável, nem pode ser tida como irrelevante para os fins a que se destina a tipificação do delito, ‘a luz da finalidade geral que da sentido a ordem normativa’”. 2. No caso, não se considerou aplicável o princípio da insignificância à consideração de que o paciente é contumaz na prática de delitos de descaminho. Esse entendimento foi adotado na decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, que tem por fundamento a efetiva carga de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS reprovabilidade da conduta, decorrente da reiteração criminosa do agente. Por oportuno, destaca-se do registro do STJ: “No caso em tela, o valor do tributo suprimido pelo Réu, sem o cômputo de PIS e COFINS, foi de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), o que atrairia, portanto, a aplicação do princípio da insignificância. Ocorre que o Tribunal de origem aplicou o princípio da insignificância após consignar, expressamente, que na aplicação do mencionado princípio, somente os dados objetivos do fato são relevantes, devendo ser desconsiderados os dados eminentemente subjetivos. No entanto, ainda que o montante de impostos elididos seja inferior ao limite de R$ 10.000,00, o Ministério Público, nas razões do recurso em sentido estrito, informa que '[...] os documentos anexos, frutos de consulta ao Sistema de Coordenação-Geral de Recursos Logísticos da Receita Federal do Brasil (COMPROT), consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos.' (fls. 171/172) Diante desse fato, entendo que o acórdão recorrido merece reparos. Com efeito, a aplicabilidade do princípio da insignificância deve observar as peculiaridades do caso concreto, de forma a aferir o potencial grau de reprovabilidade da conduta, buscando identificar a necessidade ou não da utilização do direito penal como resposta estatal. Diante do caráter fragmentário do direito penal moderno, segundo o qual se devem tutelar apenas os bens jurídicos de maior relevo, somente justificam a efetiva movimentação da máquina estatal os casos que implicam lesões de significativa gravidade. É certo, porém, que o pequeno valor da vantagem patrimonial ilícita não se traduz, automaticamente, no 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS reprovabilidade da conduta, decorrente da reiteração criminosa do agente. Por oportuno, destaca-se do registro do STJ: “No caso em tela, o valor do tributo suprimido pelo Réu, sem o cômputo de PIS e COFINS, foi de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), o que atrairia, portanto, a aplicação do princípio da insignificância. Ocorre que o Tribunal de origem aplicou o princípio da insignificância após consignar, expressamente, que na aplicação do mencionado princípio, somente os dados objetivos do fato são relevantes, devendo ser desconsiderados os dados eminentemente subjetivos. No entanto, ainda que o montante de impostos elididos seja inferior ao limite de R$ 10.000,00, o Ministério Público, nas razões do recurso em sentido estrito, informa que '[...] os documentos anexos, frutos de consulta ao Sistema de Coordenação-Geral de Recursos Logísticos da Receita Federal do Brasil (COMPROT), consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos.' (fls. 171/172) Diante desse fato, entendo que o acórdão recorrido merece reparos. Com efeito, a aplicabilidade do princípio da insignificância deve observar as peculiaridades do caso concreto, de forma a aferir o potencial grau de reprovabilidade da conduta, buscando identificar a necessidade ou não da utilização do direito penal como resposta estatal. Diante do caráter fragmentário do direito penal moderno, segundo o qual se devem tutelar apenas os bens jurídicos de maior relevo, somente justificam a efetiva movimentação da máquina estatal os casos que implicam lesões de significativa gravidade. É certo, porém, que o pequeno valor da vantagem patrimonial ilícita não se traduz, automaticamente, no 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS reconhecimento do crime de bagatela. O Estado é o sujeito passivo do delito de descaminho, o que enseja a aplicação do princípio da insignificância, como causa supralegal de exclusão da tipicidade, apenas quando a conduta imputada na peça acusatória não chegou a lesar o bem jurídico tutelado, qual seja, a Administração Pública em seu interesse fiscal. Não obstante, como bem acentuado pela eminente Ministra CÁRMEN LÚCIA, do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC n.º 102.088/RS, de que foi Relatora, 'O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal' (1ª Turma, DJe de 21/05/2010). A lei seria inócua se fosse tolerada a reiteração do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. E mais: seria um verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente tendo em conta aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. A possibilidade de arquivar a execução fiscal, em face do valor da vantagem patrimonial ilícita, não se traduz, automaticamente, no reconhecimento da atipicidade do crime de descaminho, sobretudo porque o § 1º do art. 20 da Lei nº 10.522/02 prevê expressamente que os autos de execução serão reativados quando os valores dos débitos do contribuinte, somados, ultrapassarem os limites indicados para o arquivamento. (…) Em assim sendo, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Acusado, não sendo possível reconhecer um reduzido grau de reprovabilidade na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS reconhecimento do crime de bagatela. O Estado é o sujeito passivo do delito de descaminho, o que enseja a aplicação do princípio da insignificância, como causa supralegal de exclusão da tipicidade, apenas quando a conduta imputada na peça acusatória não chegou a lesar o bem jurídico tutelado, qual seja, a Administração Pública em seu interesse fiscal. Não obstante, como bem acentuado pela eminente Ministra CÁRMEN LÚCIA, do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC n.º 102.088/RS, de que foi Relatora, 'O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal' (1ª Turma, DJe de 21/05/2010). A lei seria inócua se fosse tolerada a reiteração do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. E mais: seria um verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente tendo em conta aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. A possibilidade de arquivar a execução fiscal, em face do valor da vantagem patrimonial ilícita, não se traduz, automaticamente, no reconhecimento da atipicidade do crime de descaminho, sobretudo porque o § 1º do art. 20 da Lei nº 10.522/02 prevê expressamente que os autos de execução serão reativados quando os valores dos débitos do contribuinte, somados, ultrapassarem os limites indicados para o arquivamento. (…) Em assim sendo, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Acusado, não sendo possível reconhecer um reduzido grau de reprovabilidade na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS conduta de quem, de forma reiterada, comete novos delitos”. Realmente, a ação e o resultado da conduta praticada pelo paciente assumem, em tese, nível suficiente de reprovabilidade, de modo a não se caracterizarem como insignificantes. Conforme destacado na decisão impugnada, “consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos”. Desse modo, e considerando o entendimento acima exposto, é inviável a aplicação do princípio da insignificância, pois ausente, na espécie, o requisito do reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. Nessa linha de consideração, precedentes de ambas as Turmas: “PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, ATUALIZADO PELAS PORTARIAS 75/2012 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. (…) os fatos narrados demonstram a necessidade da tutela penal em função da maior reprovabilidade da conduta do agente. II – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Segundo consta dos autos, o paciente tem ‘em curso ações penais pelo mesmo fato’. É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência do recorrente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes. III – Revelada a periculosidade do paciente, não há falar na aplicação do princípio da insignificância, em razão do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento. IV – Ordem denegada” (HC 122400, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 06-06- 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS conduta de quem, de forma reiterada, comete novos delitos”. Realmente, a ação e o resultado da conduta praticada pelo paciente assumem, em tese, nível suficiente de reprovabilidade, de modo a não se caracterizarem como insignificantes. Conforme destacado na decisão impugnada, “consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos”. Desse modo, e considerando o entendimento acima exposto, é inviável a aplicação do princípio da insignificância, pois ausente, na espécie, o requisito do reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. Nessa linha de consideração, precedentes de ambas as Turmas: “PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, ATUALIZADO PELAS PORTARIAS 75/2012 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. (…) os fatos narrados demonstram a necessidade da tutela penal em função da maior reprovabilidade da conduta do agente. II – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Segundo consta dos autos, o paciente tem ‘em curso ações penais pelo mesmo fato’. É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência do recorrente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes. III – Revelada a periculosidade do paciente, não há falar na aplicação do princípio da insignificância, em razão do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento. IV – Ordem denegada” (HC 122400, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 06-06- 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS 2014). “Habeas Corpus Originário. Crime de Descaminho. Reiteração delitiva. Princípio da Insignificância Penal. Impossibilidade. 1. A reiteração delitiva, comprovada pela certidão de antecedentes criminais do paciente, impossibilita a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC 109705, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 27-05-2014). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada. (...) 3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011)” (HC 120.438, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014). “HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 344, § 1º, ALÍNEA D, DO CÓDIGO PENAL. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. PRÁTICA REITERADA DE DESCAMINHO. PRECEDENTES. 1. (...) 3. Existência de outros processos administrativos fiscais instaurados contra o 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS 2014). “Habeas Corpus Originário. Crime de Descaminho. Reiteração delitiva. Princípio da Insignificância Penal. Impossibilidade. 1. A reiteração delitiva, comprovada pela certidão de antecedentes criminais do paciente, impossibilita a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC 109705, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 27-05-2014). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada. (...) 3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011)” (HC 120.438, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014). “HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 344, § 1º, ALÍNEA D, DO CÓDIGO PENAL. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. PRÁTICA REITERADA DE DESCAMINHO. PRECEDENTES. 1. (...) 3. Existência de outros processos administrativos fiscais instaurados contra o 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS Paciente em razão de práticas de descaminho. Elevado grau de reprovabilidade da conduta imputada evidenciado pela reiteração delitiva, o que afasta a aplicação do princípio da insignificância no caso. 4. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida” (HC 112597, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10-12-2012). 3. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Paciente em razão de práticas de descaminho. Elevado grau de reprovabilidade da conduta imputada evidenciado pela reiteração delitiva, o que afasta a aplicação do princípio da insignificância no caso. 4. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida” (HC 112597, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10-12-2012). 3. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.662 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492381 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.662 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492381 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6542767
2014-06-24T00:00:00
2014-08-21T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO INCIDÊNCIA. REITERAÇÃO DELITIVA. CONTUMÁCIA NA PRÁTICA DE CRIMES DA ESPÉCIE. AUSÊNCIA DO REDUZIDO GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM DENEGADA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado “princípio da insignificância” e, assim, afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. 2. Nesse sentido, a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Assim, há de se considerar que “a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa” (Zaffaroni), levando em conta também que o próprio legislador já considerou hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. 3. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade é indispensável, portanto, averiguar a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de apurar se o fato imputado, que é formalmente típico, tem ou não relevância penal. Esse contexto social ampliado certamente comporta, também, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 4. Não se pode considerar atípica, por irrelevante, a conduta formalmente típica de delito contra a administração em geral (=descaminho), cometido por agente que é costumeiro na prática de crimes da espécie. 5. Ordem denegada.
sjur273353
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 109705 (1ªT), HC 111077 (2ªT), HC 112597 (2ªT), HC 120438 (1ªT), HC 122400 (2ªT). Número de páginas: 19. Análise: 25/08/2014, IVA. Revisão: 22/09/2014, JOS.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
120662
null
HC
acordaos
HC 120662
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PACTE.(S) : SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO INCIDÊNCIA. REITERAÇÃO DELITIVA. CONTUMÁCIA NA PRÁTICA DE CRIMES DA ESPÉCIE. AUSÊNCIA DO REDUZIDO GRAU DE REPROVABILIDADE DA CONDUTA. ORDEM DENEGADA. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado “princípio da insignificância” e, assim, afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. 2. Nesse sentido, a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade envolve um juízo de tipicidade conglobante, muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Assim, há de se considerar que “a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa” (Zaffaroni), levando em conta também que o próprio legislador já considerou hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. 3. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade é indispensável, portanto, averiguar a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de apurar se o fato imputado, que é Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão HC 120662 / RS formalmente típico, tem ou não relevância penal. Esse contexto social ampliado certamente comporta, também, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 4. Não se pode considerar atípica, por irrelevante, a conduta formalmente típica de delito contra a administração em geral (=descaminho), cometido por agente que é costumeiro na prática de crimes da espécie. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS formalmente típico, tem ou não relevância penal. Esse contexto social ampliado certamente comporta, também, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 4. Não se pode considerar atípica, por irrelevante, a conduta formalmente típica de delito contra a administração em geral (=descaminho), cometido por agente que é costumeiro na prática de crimes da espécie. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Sergio Humberto Rodrigues Junior contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no REsp 1.276.615/RS. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de descaminho (art. 334 do Código Penal Brasileiro), mas o juízo de primeira instância rejeitou a denúncia com base no princípio da insignificância; (b) o Tribunal Regional Federal da 4... Região negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal; (c) houve recurso especial do órgão ministerial, o qual foi provido por decisão monocrática para afastar o princípio da insignificância e dar prosseguimento à persecução penal; (d) a defesa interpôs agravo regimental, que foi improvido, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A despeito de o tributo suprimido pelo Agravante ser de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), subsiste o interesse estatal à repressão do delito de descaminho praticado habitualmente pelo Acusado. 2. A Suprema Corte firmou sua orientação no sentido de que ‘[o] princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimas, isoladas, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Sergio Humberto Rodrigues Junior contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no REsp 1.276.615/RS. Consta dos autos, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime de descaminho (art. 334 do Código Penal Brasileiro), mas o juízo de primeira instância rejeitou a denúncia com base no princípio da insignificância; (b) o Tribunal Regional Federal da 4... Região negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal; (c) houve recurso especial do órgão ministerial, o qual foi provido por decisão monocrática para afastar o princípio da insignificância e dar prosseguimento à persecução penal; (d) a defesa interpôs agravo regimental, que foi improvido, em acórdão assim ementado: “(...) 1. A despeito de o tributo suprimido pelo Agravante ser de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), subsiste o interesse estatal à repressão do delito de descaminho praticado habitualmente pelo Acusado. 2. A Suprema Corte firmou sua orientação no sentido de que ‘[o] princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimas, isoladas, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório HC 120662 / RS Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 102.088/RS, 1. Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010). 3. De fato, constatada a conduta habitual do Agente, a lei seria inócua se fosse tolerada a prática criminosa ou, até mesmo, o cometimento do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. A desconsideração dessas circunstâncias implicaria verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente para aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. Precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e desta Turma. 4. Agravo regimental desprovido”. Neste habeas corpus, a impetrante alega, em suma, que: (a) “se o limite para arquivamento das execuções, sem baixa na distribuição, é hoje de vinte mil reais (a teor do que estabelece a Portaria n. 75, do Ministério da Fazenda), também deve este ser o parâmetro para aferição da tipicidade material da conduta (…)”; (b) eventual reiteração criminal não importa o afastamento da tese despenalizante, haja vista que a incidência do princípio da insignificância não pressupõe a análise de circunstâncias subjetivas, sendo aferida apenas em função de aspectos objetivos referentes ao delito perpetrado”. Requer, ao final, concessão da ordem, para que seja restabelecido o acórdão do TRF da 4... Região. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 102.088/RS, 1. Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010). 3. De fato, constatada a conduta habitual do Agente, a lei seria inócua se fosse tolerada a prática criminosa ou, até mesmo, o cometimento do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. A desconsideração dessas circunstâncias implicaria verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente para aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. Precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e desta Turma. 4. Agravo regimental desprovido”. Neste habeas corpus, a impetrante alega, em suma, que: (a) “se o limite para arquivamento das execuções, sem baixa na distribuição, é hoje de vinte mil reais (a teor do que estabelece a Portaria n. 75, do Ministério da Fazenda), também deve este ser o parâmetro para aferição da tipicidade material da conduta (…)”; (b) eventual reiteração criminal não importa o afastamento da tese despenalizante, haja vista que a incidência do princípio da insignificância não pressupõe a análise de circunstâncias subjetivas, sendo aferida apenas em função de aspectos objetivos referentes ao delito perpetrado”. Requer, ao final, concessão da ordem, para que seja restabelecido o acórdão do TRF da 4... Região. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A propósito da aplicação do princípio da insignificância quando há contumácia na prática de delitos da mesma natureza, reporto-me ao voto em caso semelhante (HC 111.077, Segunda Turma, DJe de 03-02-2014), em que sustentei: “3. Há convergência de entendimento, na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado ‘princípio da insignificância’ e assim afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. É ilustrativo e sempre referido, a propósito, o acórdão de lavra do Ministro Celso de Mello, no HC 84.412-SP, 2 Turma, DJ de 19.11.2004, em cuja ementa se lê: (…) O princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 120.662 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A propósito da aplicação do princípio da insignificância quando há contumácia na prática de delitos da mesma natureza, reporto-me ao voto em caso semelhante (HC 111.077, Segunda Turma, DJe de 03-02-2014), em que sustentei: “3. Há convergência de entendimento, na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado ‘princípio da insignificância’ e assim afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. É ilustrativo e sempre referido, a propósito, o acórdão de lavra do Ministro Celso de Mello, no HC 84.412-SP, 2 Turma, DJ de 19.11.2004, em cuja ementa se lê: (…) O princípio da insignificância - que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal - tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado - que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada - apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. - O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo desvalor - por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social. Com a mesma orientação, entre muitos outros: HC 110.841-PR, 2... Turma, Min. Cármen Lúcia, DJe de 14.12.2012; HC 113.327-MG, 2... Turma, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 08.12.2012; HC 109.871-MS, 1... Turma, Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012), todos indicando, como requisitos negativos de tipicidade, por insignificância, a mínima ofensividade da conduta, a nenhuma periculosidade social, a reduzida reprovabilidade e de inexpressividade da lesão jurídica, requisitos que, assevera-se, devem ser necessariamente concomitantes. 4. A despeito dessa orientação uniforme sobre os pressupostos básicos do princípio da insignificância, registra-se no Tribunal certa divergência quanto a levar em consideração ou não, para esse efeito, a contumácia do agente na prática da conduta. É justamente essa a hipótese dos autos. Afastando, em casos tais, a aplicação do princípio, há diversos acórdãos da 1... Turma, onde, ao que se constata, a jurisprudência é firme nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. - O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado, cujo desvalor - por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social. Com a mesma orientação, entre muitos outros: HC 110.841-PR, 2... Turma, Min. Cármen Lúcia, DJe de 14.12.2012; HC 113.327-MG, 2... Turma, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 08.12.2012; HC 109.871-MS, 1... Turma, Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012), todos indicando, como requisitos negativos de tipicidade, por insignificância, a mínima ofensividade da conduta, a nenhuma periculosidade social, a reduzida reprovabilidade e de inexpressividade da lesão jurídica, requisitos que, assevera-se, devem ser necessariamente concomitantes. 4. A despeito dessa orientação uniforme sobre os pressupostos básicos do princípio da insignificância, registra-se no Tribunal certa divergência quanto a levar em consideração ou não, para esse efeito, a contumácia do agente na prática da conduta. É justamente essa a hipótese dos autos. Afastando, em casos tais, a aplicação do princípio, há diversos acórdãos da 1... Turma, onde, ao que se constata, a jurisprudência é firme nesse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS sentido: HC 114.548-PR, Min. Rosa Weber, DJe 27.11.2012; HC 115.422-MG, Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012; HC 109.739- SP, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951-RS, Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696-MS, Dias Toffoli, DJ 20.10.2011; HC 107.674-MG, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.09.2011. Mas, nesta 2... Turma, há posições divergentes, registrando-se acórdãos que consideram irrelevante, para aferição da insignificância, a contumácia ou a reincidência do agente: HC 112.400-RS, Min. Gilmar Mendes, DJe de 08.08.2012; HC 106.510-MG, Min. Celso de Mello, DJe 13.06.2011; HC 110.244- RS, Min. Gilmar Mendes, DJe 09.04.2012; HC 93.393-RS, Min. Cezar Peluso, DJe 15.05.2009. 5. O enfrentamento dessa específica questão impõe a consideração de algumas premissas de ordem conceitual. É que, como bem assevera a jurisprudência do Tribunal, nesse ponto sem divergência, o princípio da insignificância não pode ser aquilatado à luz, apenas, do conceito de tipicidade formal, mas, sim, da tipicidade em seu sentido material, conforme, aliás, ficou claro no voto do Ministro Celso de Mello, no já referido HC 84.412-SP. A questão que se põe é a de saber se o juízo de tipicidade material comporta exame dessa conduta social do agente, representada pela contumácia da prática delituosa. 6. A rigor, na base dessa discussão está o próprio conceito de delito, que, sem divergência alguma, a doutrina costuma definir da seguinte maneira: ‘Delito é uma conduta humana individualizada mediante um dispositivo legal (tipo) que revela sua proibição (típica), que, por não estar permitida por nenhum preceito jurídico (causa de justificação), é contrária à ordem jurídica (antijurídica) e que, por ser exigível do autor que agisse de maneira diversa diante das circunstâncias, é reprovável (culpável)’ (ZAFFARARONI, Eugênio Raul; e PIERANGELI, José Henrique.Manual de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS sentido: HC 114.548-PR, Min. Rosa Weber, DJe 27.11.2012; HC 115.422-MG, Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012; HC 109.739- SP, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951-RS, Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696-MS, Dias Toffoli, DJ 20.10.2011; HC 107.674-MG, Min. Cármen Lúcia, DJe 14.09.2011. Mas, nesta 2... Turma, há posições divergentes, registrando-se acórdãos que consideram irrelevante, para aferição da insignificância, a contumácia ou a reincidência do agente: HC 112.400-RS, Min. Gilmar Mendes, DJe de 08.08.2012; HC 106.510-MG, Min. Celso de Mello, DJe 13.06.2011; HC 110.244- RS, Min. Gilmar Mendes, DJe 09.04.2012; HC 93.393-RS, Min. Cezar Peluso, DJe 15.05.2009. 5. O enfrentamento dessa específica questão impõe a consideração de algumas premissas de ordem conceitual. É que, como bem assevera a jurisprudência do Tribunal, nesse ponto sem divergência, o princípio da insignificância não pode ser aquilatado à luz, apenas, do conceito de tipicidade formal, mas, sim, da tipicidade em seu sentido material, conforme, aliás, ficou claro no voto do Ministro Celso de Mello, no já referido HC 84.412-SP. A questão que se põe é a de saber se o juízo de tipicidade material comporta exame dessa conduta social do agente, representada pela contumácia da prática delituosa. 6. A rigor, na base dessa discussão está o próprio conceito de delito, que, sem divergência alguma, a doutrina costuma definir da seguinte maneira: ‘Delito é uma conduta humana individualizada mediante um dispositivo legal (tipo) que revela sua proibição (típica), que, por não estar permitida por nenhum preceito jurídico (causa de justificação), é contrária à ordem jurídica (antijurídica) e que, por ser exigível do autor que agisse de maneira diversa diante das circunstâncias, é reprovável (culpável)’ (ZAFFARARONI, Eugênio Raul; e PIERANGELI, José Henrique.Manual de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS Direito Penal Brasileiro – Parte Geral v. 1, 9... ed., RT:SP, 2011, p. 344/345). Há, pois, relevante diferença entre tipo e tipicidade: ‘O tipo é a fórmula que pertence à lei, enquanto a tipicidade pertence à conduta. A tipicidade é a característica que tem uma conduta em razão de estar adequada a um tipo penal. (...) O juiz comprova a tipicidade comparando a conduta particular e concreta com a individualização típica, para ver se se adequa ou não a ela. Este processo mental é o juízo de tipicidade que o juiz deve realizar’ (op. cit., p. 388). O juízo de tipicidade envolve, também e necessariamente, consideração sobre a chamada antinormatividade, a saber: ‘O tipo é gerado pelo interesse do legislador no ente que valora, elevando-o a bem jurídico, enunciando uma norma para tutelá-lo, a qual se manifesta em um tipo legal que a ela agrega uma tutela penal. Conforme esse processo de gestação, resultará que a conduta que se adequa a um tipo penal será, necessariamente, contrária à norma que está anteposta ao tipo legal, e afetará o bem jurídico tutelado. (...) Isso significa que a conduta, pelo fato de ser penalmente típica, necessariamente deve ser também antinormativa. Não obstante, não se deve pensar que, quando uma conduta se adequa formalmente a uma descrição típica, só por esta circunstância é penalmente típica. (...) O tipo é criado pelo legislador para tutelar o bem contra as condutas proibidas pela norma, de modo que o juiz jamais pode considerar incluídas no tipo aquelas condutas que, embora formalmente se adequem à descrição típica, realmente não podem ser consideradas contrárias à norma e nem lesivas do bem jurídico tutelado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Direito Penal Brasileiro – Parte Geral v. 1, 9... ed., RT:SP, 2011, p. 344/345). Há, pois, relevante diferença entre tipo e tipicidade: ‘O tipo é a fórmula que pertence à lei, enquanto a tipicidade pertence à conduta. A tipicidade é a característica que tem uma conduta em razão de estar adequada a um tipo penal. (...) O juiz comprova a tipicidade comparando a conduta particular e concreta com a individualização típica, para ver se se adequa ou não a ela. Este processo mental é o juízo de tipicidade que o juiz deve realizar’ (op. cit., p. 388). O juízo de tipicidade envolve, também e necessariamente, consideração sobre a chamada antinormatividade, a saber: ‘O tipo é gerado pelo interesse do legislador no ente que valora, elevando-o a bem jurídico, enunciando uma norma para tutelá-lo, a qual se manifesta em um tipo legal que a ela agrega uma tutela penal. Conforme esse processo de gestação, resultará que a conduta que se adequa a um tipo penal será, necessariamente, contrária à norma que está anteposta ao tipo legal, e afetará o bem jurídico tutelado. (...) Isso significa que a conduta, pelo fato de ser penalmente típica, necessariamente deve ser também antinormativa. Não obstante, não se deve pensar que, quando uma conduta se adequa formalmente a uma descrição típica, só por esta circunstância é penalmente típica. (...) O tipo é criado pelo legislador para tutelar o bem contra as condutas proibidas pela norma, de modo que o juiz jamais pode considerar incluídas no tipo aquelas condutas que, embora formalmente se adequem à descrição típica, realmente não podem ser consideradas contrárias à norma e nem lesivas do bem jurídico tutelado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS A antinormatividade não é comprovada somente com a adequação da conduta ao tipo legal, posto que requer uma investigação do alcance da norma que está anteposta, e que deu origem ao tipo legal, e uma investigação sobre a afetação do bem jurídico. Esta investigação é uma etapa posterior do juízo de tipicidade que, uma vez comprovada a tipicidade legal, obriga a indagar sobre a tipicidade penal da conduta. (...) A tipicidade penal pressupõe a legal, mas não a esgota; a tipicidade penal requer, além da tipicidade legal, a antinormatividade.’ (op. cit., p. 398/9). Ora, é desse juízo amplo que se extrai o conceito de tipicidade apto a integrar, como elemento indispensável, o conceito de delito: ‘Isto nos indica que o juízo de tipicidade não é um mero juízo de tipicidade legal, mas que exige um outro passo, que é a comprovação da tipicidade conglobante, consistente na averiguação da proibição através da indagação do alcance proibitivo da norma, não considerada isoladamente, e sim conglobada na ordem normativa. A tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do típico aquelas condutas que apenas aparentemente estão proibidas (...). (grifei) A função deste segundo passo do juízo de tipicidade penal será, pois, reduzi-la à verdadeira dimensão daquilo que a norma proíbe, deixando fora da tipicidade penal aquelas condutas que somente são alcançadas pela tipicidade legal, mas que a ordem normativa não quer proibir, precisamente porque as ordena ou fomenta’ (op. cit., p. 400). (...) Os principais casos em que, apesar da tipicidade legal, configura-se uma atipicidade conglobante, ocorrem quando uma norma ordena o que outra parece proibir 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS A antinormatividade não é comprovada somente com a adequação da conduta ao tipo legal, posto que requer uma investigação do alcance da norma que está anteposta, e que deu origem ao tipo legal, e uma investigação sobre a afetação do bem jurídico. Esta investigação é uma etapa posterior do juízo de tipicidade que, uma vez comprovada a tipicidade legal, obriga a indagar sobre a tipicidade penal da conduta. (...) A tipicidade penal pressupõe a legal, mas não a esgota; a tipicidade penal requer, além da tipicidade legal, a antinormatividade.’ (op. cit., p. 398/9). Ora, é desse juízo amplo que se extrai o conceito de tipicidade apto a integrar, como elemento indispensável, o conceito de delito: ‘Isto nos indica que o juízo de tipicidade não é um mero juízo de tipicidade legal, mas que exige um outro passo, que é a comprovação da tipicidade conglobante, consistente na averiguação da proibição através da indagação do alcance proibitivo da norma, não considerada isoladamente, e sim conglobada na ordem normativa. A tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do típico aquelas condutas que apenas aparentemente estão proibidas (...). (grifei) A função deste segundo passo do juízo de tipicidade penal será, pois, reduzi-la à verdadeira dimensão daquilo que a norma proíbe, deixando fora da tipicidade penal aquelas condutas que somente são alcançadas pela tipicidade legal, mas que a ordem normativa não quer proibir, precisamente porque as ordena ou fomenta’ (op. cit., p. 400). (...) Os principais casos em que, apesar da tipicidade legal, configura-se uma atipicidade conglobante, ocorrem quando uma norma ordena o que outra parece proibir 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS (cumprimento do dever legal), quando uma norma parece proibir o que outra fomenta, quando uma norma parece proibir o que outra exclui do âmbito de proibição, por estar fora da ingerência do Estado, e quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas, proibindo as condutas que a perturbam’ (op. cit., p. 479) Essa tipicidade conglobante produz outros resultados importantes, que interessam mais de perto à questão aqui em exame: ‘Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico, não podem incluir no seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. Consequentemente, para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação legal, pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado, e, no entanto, o bem jurídico não tenha sido atingido. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante, ainda que, é justo reconhecer, se trate de casos excepcionais’ (op. cit., p.488/9). Bem se vê, portanto, que a aplicação do princípio da insignificância resulta justamente desse juízo de atipicidade conglobante: ‘Há relativamente pouco tempo, observou-se que as afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requeriam sempre alguma entidade, isto é, alguma gravidade, posto que nem toda a afetação mínima do bem jurídico era capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. (...) A insignificância da afetação exclui a tipicidade, mas 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS (cumprimento do dever legal), quando uma norma parece proibir o que outra fomenta, quando uma norma parece proibir o que outra exclui do âmbito de proibição, por estar fora da ingerência do Estado, e quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas, proibindo as condutas que a perturbam’ (op. cit., p. 479) Essa tipicidade conglobante produz outros resultados importantes, que interessam mais de perto à questão aqui em exame: ‘Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico, não podem incluir no seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. Consequentemente, para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação legal, pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado, e, no entanto, o bem jurídico não tenha sido atingido. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante, ainda que, é justo reconhecer, se trate de casos excepcionais’ (op. cit., p.488/9). Bem se vê, portanto, que a aplicação do princípio da insignificância resulta justamente desse juízo de atipicidade conglobante: ‘Há relativamente pouco tempo, observou-se que as afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requeriam sempre alguma entidade, isto é, alguma gravidade, posto que nem toda a afetação mínima do bem jurídico era capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. (...) A insignificância da afetação exclui a tipicidade, mas 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda ordem normativa persegue uma finalidade, tem um sentido, que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa, e, portanto, à norma em particular, e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição, o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada’ (op. cit., p. 488/9). 6. O que resulta dessas premissas conceituais é que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade, mormente em se tratando de crimes contra o patrimônio, envolve juízo muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa, nesse juízo de tipicidade conglobante, de modo significativo, investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, que se traduz pela ausência de periculosidade social, pela mínima ofensividade e pela falta de reprovabilidade, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Repetindo Zaffaroni, há de se considerar que ‘a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa’ (op. cit, p. 489). Essa constatação – de que a insignificância do resultado da ação não pode, por si só, afastar a tipicidade - se mostra evidente quando se considera que não passaram despercebidas ao legislador as hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas como fundamento, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade, cumpre, portanto, que se vá além da irrelevância penal a que se referiu o legislador. É indispensável averiguar o significado social da ação, a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de que se apure se o resultado dessa investigação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda ordem normativa persegue uma finalidade, tem um sentido, que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa, e, portanto, à norma em particular, e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição, o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada’ (op. cit., p. 488/9). 6. O que resulta dessas premissas conceituais é que a aferição da insignificância como requisito negativo da tipicidade, mormente em se tratando de crimes contra o patrimônio, envolve juízo muito mais abrangente que a simples expressão do resultado da conduta. Importa, nesse juízo de tipicidade conglobante, de modo significativo, investigar o desvalor da ação criminosa em seu sentido amplo, que se traduz pela ausência de periculosidade social, pela mínima ofensividade e pela falta de reprovabilidade, de modo a impedir que, a pretexto da insignificância apenas do resultado material, acabe desvirtuado o objetivo a que visou o legislador quando formulou a tipificação legal. Repetindo Zaffaroni, há de se considerar que ‘a insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa’ (op. cit, p. 489). Essa constatação – de que a insignificância do resultado da ação não pode, por si só, afastar a tipicidade - se mostra evidente quando se considera que não passaram despercebidas ao legislador as hipóteses de irrelevância penal, por ele erigidas como fundamento, não para excluir a tipicidade, mas para mitigar a pena ou a persecução penal. Para se afirmar que a insignificância pode conduzir à atipicidade, cumpre, portanto, que se vá além da irrelevância penal a que se referiu o legislador. É indispensável averiguar o significado social da ação, a adequação da conduta do agente em seu sentido social amplo, a fim de que se apure se o resultado dessa investigação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS ampliada é compatível ou não com a finalidade perseguida pelo ordenamento penal, ou, em outras palavras, se o fato imputado, que é formalmente típico, tem ou não, quando examinado no seu contexto social, tem relevância penal. Parece certo concluir, à luz dessas premissas, que a relevância penal, em casos dessa natureza, comporta, sim, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 7. É importante, todavia, que seja precisado o conceito de contumácia, a ser levado em consideração nesse juízo de insignificância penal do fato. Muita apropriada, no ponto, a observação do Professor Luiz Flávio Gomes (op. cit. p. 112/115), de que se deve ‘destacar a existência de três situações distintas: 1) a multirreincidência ou reiteração cumulativa; 2) multirreincidência ou reiteração não cumulativa; e 3) fato único cometido por agente reincidente: 1. Multirreincidência ou reiteração cumulativa: parece-nos muito acertado afirmar que a multirreincidência (de algo em princípio irrelevante) pode elevar o fato para patamar relevante, deixando de ter validade o princípio da insignificância. Em outras palavras, quando o agente pratica reiteradas condutas que, somadas, não geram um resultado insignificante (sim, bastante expressivo), deixa de ter pertinência o princípio que estamos estudando. Gerente de banco (ou um ‘hacker’) que desvia R$ 1,00 de cada conta corrente, no final, aufere soma significativa. Empregado que trabalha como caixa de estabelecimento comercial e que furta, diariamente, pequena quantidade de dinheiro. Para efeito da pena e da aplicação do principio da insignificância temos que com siderar o todo como fato único. Com isso fica refutada a aplicação a doutrina da insignificância quando o agente, mediante reiteradas condutas, acaba lesando seriamente o bem jurídico. (...) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS ampliada é compatível ou não com a finalidade perseguida pelo ordenamento penal, ou, em outras palavras, se o fato imputado, que é formalmente típico, tem ou não, quando examinado no seu contexto social, tem relevância penal. Parece certo concluir, à luz dessas premissas, que a relevância penal, em casos dessa natureza, comporta, sim, juízo sobre a contumácia da conduta do agente. 7. É importante, todavia, que seja precisado o conceito de contumácia, a ser levado em consideração nesse juízo de insignificância penal do fato. Muita apropriada, no ponto, a observação do Professor Luiz Flávio Gomes (op. cit. p. 112/115), de que se deve ‘destacar a existência de três situações distintas: 1) a multirreincidência ou reiteração cumulativa; 2) multirreincidência ou reiteração não cumulativa; e 3) fato único cometido por agente reincidente: 1. Multirreincidência ou reiteração cumulativa: parece-nos muito acertado afirmar que a multirreincidência (de algo em princípio irrelevante) pode elevar o fato para patamar relevante, deixando de ter validade o princípio da insignificância. Em outras palavras, quando o agente pratica reiteradas condutas que, somadas, não geram um resultado insignificante (sim, bastante expressivo), deixa de ter pertinência o princípio que estamos estudando. Gerente de banco (ou um ‘hacker’) que desvia R$ 1,00 de cada conta corrente, no final, aufere soma significativa. Empregado que trabalha como caixa de estabelecimento comercial e que furta, diariamente, pequena quantidade de dinheiro. Para efeito da pena e da aplicação do principio da insignificância temos que com siderar o todo como fato único. Com isso fica refutada a aplicação a doutrina da insignificância quando o agente, mediante reiteradas condutas, acaba lesando seriamente o bem jurídico. (...) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS 2. Multirreincidência ou reiteração não cumulativa: essa é a situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porém, não contra a mesma vitima nem de forma cumulativa. São fatos desconectados no tempo. Furta uma caneta esferográfica hoje, um DVD no mês seguinte etc. Para nós, considerando-se que os fatos são insignificantes se isolados (ou seja, não cumulativos), não há impedimento para a incidência do principio da insignificância, que conta com critérios objetivos. (...) 3. Fato único insignificante cometido por réu reincidente: cuidando-se de fato único, não há como negar a incidência do principio da insignificância, que deve ser regido por critérios objetivos. Isso significa que só o fato de o réu ser reincidente não pode ser critério impeditivo para a incidência do princípio da insignificância, que é objetivo. Para sua aplicação não contam os dados pessoais do agente (maus antecedentes, reincidência, etc.)’ A ressalva que se faz, a essa doutrina, e quanto a hipótese da aplicação do princípio em situação de multirreincidência ou reiteração não cumulativa de condutas do mesmo gênero (embora não, necessariamente, pertencente a idêntico tipo legal). A não ser quando sejam fatos esporádicos e distanciados no tempo, também essa especie de multirreincidência – situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porem, não contra a mesma vítima, nem de forma cumulativa, mormente quando o agente faz disso um meio de vida –, constitui pratica que não pode ser considerada como abonadora de conduta social aceitável, nem pode ser tida como irrelevante para os fins a que se destina a tipificação do delito, ‘a luz da finalidade geral que da sentido a ordem normativa’”. 2. No caso, não se considerou aplicável o princípio da insignificância à consideração de que o paciente é contumaz na prática de delitos de descaminho. Esse entendimento foi adotado na decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, que tem por fundamento a efetiva carga de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS 2. Multirreincidência ou reiteração não cumulativa: essa é a situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porém, não contra a mesma vitima nem de forma cumulativa. São fatos desconectados no tempo. Furta uma caneta esferográfica hoje, um DVD no mês seguinte etc. Para nós, considerando-se que os fatos são insignificantes se isolados (ou seja, não cumulativos), não há impedimento para a incidência do principio da insignificância, que conta com critérios objetivos. (...) 3. Fato único insignificante cometido por réu reincidente: cuidando-se de fato único, não há como negar a incidência do principio da insignificância, que deve ser regido por critérios objetivos. Isso significa que só o fato de o réu ser reincidente não pode ser critério impeditivo para a incidência do princípio da insignificância, que é objetivo. Para sua aplicação não contam os dados pessoais do agente (maus antecedentes, reincidência, etc.)’ A ressalva que se faz, a essa doutrina, e quanto a hipótese da aplicação do princípio em situação de multirreincidência ou reiteração não cumulativa de condutas do mesmo gênero (embora não, necessariamente, pertencente a idêntico tipo legal). A não ser quando sejam fatos esporádicos e distanciados no tempo, também essa especie de multirreincidência – situação de quem pratica vários fatos insignificantes, porem, não contra a mesma vítima, nem de forma cumulativa, mormente quando o agente faz disso um meio de vida –, constitui pratica que não pode ser considerada como abonadora de conduta social aceitável, nem pode ser tida como irrelevante para os fins a que se destina a tipificação do delito, ‘a luz da finalidade geral que da sentido a ordem normativa’”. 2. No caso, não se considerou aplicável o princípio da insignificância à consideração de que o paciente é contumaz na prática de delitos de descaminho. Esse entendimento foi adotado na decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, que tem por fundamento a efetiva carga de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS reprovabilidade da conduta, decorrente da reiteração criminosa do agente. Por oportuno, destaca-se do registro do Superior Tribunal de Justiça: “No caso em tela, o valor do tributo suprimido pelo Réu, sem o cômputo de PIS e COFINS, foi de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), o que atrairia, portanto, a aplicação do princípio da insignificância. Ocorre que o Tribunal de origem aplicou o princípio da insignificância após consignar, expressamente, que na aplicação do mencionado princípio, somente os dados objetivos do fato são relevantes, devendo ser desconsiderados os dados eminentemente subjetivos. No entanto, ainda que o montante de impostos elididos seja inferior ao limite de R$ 10.000,00, o Ministério Público, nas razões do recurso em sentido estrito, informa que '[...] os documentos anexos, frutos de consulta ao Sistema de Coordenação-Geral de Recursos Logísticos da Receita Federal do Brasil (COMPROT), consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos.' (fls. 171/172) Diante desse fato, entendo que o acórdão recorrido merece reparos. Com efeito, a aplicabilidade do princípio da insignificância deve observar as peculiaridades do caso concreto, de forma a aferir o potencial grau de reprovabilidade da conduta, buscando identificar a necessidade ou não da utilização do direito penal como resposta estatal. Diante do caráter fragmentário do direito penal moderno, segundo o qual se devem tutelar apenas os bens jurídicos de maior relevo, somente justificam a efetiva movimentação da máquina estatal os casos que implicam lesões de significativa gravidade. É certo, porém, que o pequeno valor da vantagem patrimonial ilícita não se traduz, automaticamente, no 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS reprovabilidade da conduta, decorrente da reiteração criminosa do agente. Por oportuno, destaca-se do registro do Superior Tribunal de Justiça: “No caso em tela, o valor do tributo suprimido pelo Réu, sem o cômputo de PIS e COFINS, foi de R$ 3.388,80 (três mil, trezentos e oitenta e oito reais e oitenta centavos), o que atrairia, portanto, a aplicação do princípio da insignificância. Ocorre que o Tribunal de origem aplicou o princípio da insignificância após consignar, expressamente, que na aplicação do mencionado princípio, somente os dados objetivos do fato são relevantes, devendo ser desconsiderados os dados eminentemente subjetivos. No entanto, ainda que o montante de impostos elididos seja inferior ao limite de R$ 10.000,00, o Ministério Público, nas razões do recurso em sentido estrito, informa que '[...] os documentos anexos, frutos de consulta ao Sistema de Coordenação-Geral de Recursos Logísticos da Receita Federal do Brasil (COMPROT), consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos.' (fls. 171/172) Diante desse fato, entendo que o acórdão recorrido merece reparos. Com efeito, a aplicabilidade do princípio da insignificância deve observar as peculiaridades do caso concreto, de forma a aferir o potencial grau de reprovabilidade da conduta, buscando identificar a necessidade ou não da utilização do direito penal como resposta estatal. Diante do caráter fragmentário do direito penal moderno, segundo o qual se devem tutelar apenas os bens jurídicos de maior relevo, somente justificam a efetiva movimentação da máquina estatal os casos que implicam lesões de significativa gravidade. É certo, porém, que o pequeno valor da vantagem patrimonial ilícita não se traduz, automaticamente, no 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS reconhecimento do crime de bagatela. O Estado é o sujeito passivo do delito de descaminho, o que enseja a aplicação do princípio da insignificância, como causa supralegal de exclusão da tipicidade, apenas quando a conduta imputada na peça acusatória não chegou a lesar o bem jurídico tutelado, qual seja, a Administração Pública em seu interesse fiscal. Não obstante, como bem acentuado pela eminente Ministra CÁRMEN LÚCIA, do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC n. 102.088/RS, de que foi Relatora, 'O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal' (1... Turma, DJe de 21/05/2010). A lei seria inócua se fosse tolerada a reiteração do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. E mais: seria um verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente tendo em conta aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. A possibilidade de arquivar a execução fiscal, em face do valor da vantagem patrimonial ilícita, não se traduz, automaticamente, no reconhecimento da atipicidade do crime de descaminho, sobretudo porque o § 1... do art. 20 da Lei n 10.522/02 prevê expressamente que os autos de execução serão reativados quando os valores dos débitos do contribuinte, somados, ultrapassarem os limites indicados para o arquivamento. (…) Em assim sendo, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Acusado, não sendo possível reconhecer um reduzido grau de reprovabilidade na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS reconhecimento do crime de bagatela. O Estado é o sujeito passivo do delito de descaminho, o que enseja a aplicação do princípio da insignificância, como causa supralegal de exclusão da tipicidade, apenas quando a conduta imputada na peça acusatória não chegou a lesar o bem jurídico tutelado, qual seja, a Administração Pública em seu interesse fiscal. Não obstante, como bem acentuado pela eminente Ministra CÁRMEN LÚCIA, do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC n. 102.088/RS, de que foi Relatora, 'O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal' (1... Turma, DJe de 21/05/2010). A lei seria inócua se fosse tolerada a reiteração do mesmo delito, seguidas vezes, em frações que, isoladamente, não superassem certo valor tido por insignificante, mas o excedesse na soma. E mais: seria um verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma legal, mormente tendo em conta aqueles que fazem da criminalidade um meio de vida. A possibilidade de arquivar a execução fiscal, em face do valor da vantagem patrimonial ilícita, não se traduz, automaticamente, no reconhecimento da atipicidade do crime de descaminho, sobretudo porque o § 1... do art. 20 da Lei n 10.522/02 prevê expressamente que os autos de execução serão reativados quando os valores dos débitos do contribuinte, somados, ultrapassarem os limites indicados para o arquivamento. (…) Em assim sendo, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Acusado, não sendo possível reconhecer um reduzido grau de reprovabilidade na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS conduta de quem, de forma reiterada, comete novos delitos”. Realmente, a ação e o resultado da conduta praticada pelo paciente assumem, em tese, nível suficiente de reprovabilidade, de modo a não se caracterizarem como insignificantes. Conforme destacado na decisão impugnada, “consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos”. Desse modo, e considerando o entendimento acima exposto, é inviável a aplicação do princípio da insignificância, pois ausente, na espécie, o requisito do reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. Nessa linha de consideração, precedentes de ambas as Turmas: “PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, ATUALIZADO PELAS PORTARIAS 75/2012 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. (…) os fatos narrados demonstram a necessidade da tutela penal em função da maior reprovabilidade da conduta do agente. II – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Segundo consta dos autos, o paciente tem ‘em curso ações penais pelo mesmo fato’. É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência do recorrente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes. III – Revelada a periculosidade do paciente, não há falar na aplicação do princípio da insignificância, em razão do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento. IV – Ordem denegada” (HC 122400, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 06-06- 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS conduta de quem, de forma reiterada, comete novos delitos”. Realmente, a ação e o resultado da conduta praticada pelo paciente assumem, em tese, nível suficiente de reprovabilidade, de modo a não se caracterizarem como insignificantes. Conforme destacado na decisão impugnada, “consta a informação da existência de 21 (vinte e um) registos de autuações, infrações e representações fiscais para fins penais em nome do recorrido, junto à Delegacia da Receita Federal, relativamente aos últimos 4 (quatro) anos”. Desse modo, e considerando o entendimento acima exposto, é inviável a aplicação do princípio da insignificância, pois ausente, na espécie, o requisito do reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. Nessa linha de consideração, precedentes de ambas as Turmas: “PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO. VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA LEI 10.522/2002, ATUALIZADO PELAS PORTARIAS 75/2012 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. (…) os fatos narrados demonstram a necessidade da tutela penal em função da maior reprovabilidade da conduta do agente. II – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Segundo consta dos autos, o paciente tem ‘em curso ações penais pelo mesmo fato’. É evidente que esses fatos não indicam, tecnicamente, a reincidência do recorrente. Contudo, demonstram a sua propensão à prática de crimes. III – Revelada a periculosidade do paciente, não há falar na aplicação do princípio da insignificância, em razão do alto grau de reprovabilidade do seu comportamento. IV – Ordem denegada” (HC 122400, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 06-06- 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS 2014). “Habeas Corpus Originário. Crime de Descaminho. Reiteração delitiva. Princípio da Insignificância Penal. Impossibilidade. 1. A reiteração delitiva, comprovada pela certidão de antecedentes criminais do paciente, impossibilita a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC 109705, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 27-05-2014). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada. (...) 3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011)” (HC 120.438, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014). “HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 344, § 1..., ALÍNEA D, DO CÓDIGO PENAL. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. PRÁTICA REITERADA DE DESCAMINHO. PRECEDENTES. 1. (...) 3. Existência de outros processos administrativos fiscais instaurados contra o 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS 2014). “Habeas Corpus Originário. Crime de Descaminho. Reiteração delitiva. Princípio da Insignificância Penal. Impossibilidade. 1. A reiteração delitiva, comprovada pela certidão de antecedentes criminais do paciente, impossibilita a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC 109705, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 27-05-2014). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada. (...) 3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011)” (HC 120.438, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 11-02-2014). “HABEAS CORPUS. PENAL. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 344, § 1..., ALÍNEA D, DO CÓDIGO PENAL. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: INVIABILIDADE. PRÁTICA REITERADA DE DESCAMINHO. PRECEDENTES. 1. (...) 3. Existência de outros processos administrativos fiscais instaurados contra o 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 120662 / RS Paciente em razão de práticas de descaminho. Elevado grau de reprovabilidade da conduta imputada evidenciado pela reiteração delitiva, o que afasta a aplicação do princípio da insignificância no caso. 4. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida” (HC 112597, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10-12-2012). 3. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Supremo Tribunal Federal HC 120662 / RS Paciente em razão de práticas de descaminho. Elevado grau de reprovabilidade da conduta imputada evidenciado pela reiteração delitiva, o que afasta a aplicação do princípio da insignificância no caso. 4. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida” (HC 112597, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10-12-2012). 3. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.662 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492381 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 120.662 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492381 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 120 . 662", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HABEAS CORPUS 120 . 662", "REsp 1 . 276 . 615 / RS", "HABEAS CORPUS 120 . 662", "REsp 1 . 276 . 615 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 102 . 088 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 102 . 088 / RS", "HABEAS CORPUS 120 . 662", "HC 111 . 077", "HC 84 . 412 - SP", "HABEAS CORPUS 120 . 662", "HC 111 . 077", "HC 84 . 412 - SP", "HC 120662 / RS", "HC 110 . 841 - PR", "HC 113 . 327 - MG", "HC 109 . 871 - MS", "HC 120662 / RS", "HC 110 . 841 - PR", "HC 113 . 327 - MG", "HC 109 . 871", "HC 120662 / RS", "HC 114 . 548 - PR", "HC 115 . 422 - MG", "HC 109 . 739 - SP", "HC 110 . 951 - RS", "HC 108 . 696 - MS", "HC 107 . 674 - MG", "HC 112 . 400 -", "HC 106 . 510 - MG", "HC 110 . 244 - RS", "HC 93 . 393 - RS", "HC 84 . 412 - SP", "HC 120662 / RS", "HC 114 . 548 - PR", "HC 115 . 422 - MG", "HC 109 . 739 - SP", "HC 110 . 951 - RS", "HC 108 . 696 - MS", "HC 107 . 674 - MG", "HC 112 . 400 - RS", "HC 106 . 510 - MG", "HC 110 . 244 - RS", "HC 93 . 393 - RS", "HC 84 . 412 - SP", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 120662 / RS", "HC n . 102 . 088 / RS", "HC 120662 / RS", "HC n . 102 . 088 / RS", "HC 120662 / RS", "HC 122400", "HC 120662 / RS", "HC 122400", "HC 120662 / RS 2014", "HC 109705", "HC 109 . 739 / SP", "HC 110 . 951 / RS", "HC 108 . 696 / MS", "HC 107 . 674 / MG", "HC 120 . 438", "HC 120662 / RS 2014", "HC 109705", "HC 109 . 739", "/", "SP", "HC 110 . 951 / RS", "HC 108 . 696 / MS", "HC 107 . 674 / MG", "HC 120 . 438", "HC 120662 / RS", "HC 112597", "HC 120662 / RS", "HC 112597", "HABEAS CORPUS 120 . 662", "HABEAS CORPUS 120 . 662" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 334 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 334 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 75", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Portaria n . 75", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 20 da Lei n 10 . 522 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "PORTARIAS 75 / 2012", "130", "2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "PORTARIAS 75 / 2012", "130", "/", "2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "ART . 344 , § 1 . . . , ALÍNEA D , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002", "PORTARIAS 75", "ART . 344 , § 1 . . . , ALÍNEA D , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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"Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "ZAFFARARONI", "Eugênio Raul", "PIERANGELI ,", "José Henrique", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Celso de Mello", "PIERANGELI , José Henrique", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Zaffaroni", "Zaffaroni", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Flávio Gomes", "Luiz Flávio Gomes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "SERGIO HUMBERTO RODRIGUES", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "SERGIO HUMBERTO RODRIGUES JUNIOR", "Celso de Mello", "Gilmar", "Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2010", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "03", "-", "02", "-", "2014", "19", ".", "11", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "03", "-", "02", "-", "2014", "19", ".", "11", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2012", "08", ".", "12", ".", "2012", "03", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2012", "08", ".", "12", ".", "2012", "03", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2012", "14", ".", "12", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "27", ".", "02", ".", "2012", "20", ".", "10", ".", "2011", "14", ".", "09", ".", "2011", "08", ".", "08", ".", "2012", "13", ".", "06", ".", "2011", "09", ".", "04", ".", "2012", "15", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2012", "14", ".", "12", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "27", ".", "02", ".", "2012", "20", ".", "10", ".", "2011", "14", ".", "09", ".", "2011", "08", ".", "08", ".", "2012", "13", ".", "06", ".", "2011", "09", ".", "04", ".", "2012", "15", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "-", "06", "-", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "-", "06", "-", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "05", "-", "2014", "14", ".", "02", ".", "2012", "27", ".", "02", ".", "2012", "20", ".", "10", ".", "2011", "14", ".", "9", ".", "2011", "11", "-", "02", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "-", "05", "-", "2014", "14", ".", "02", ".", "2012", "27", ".", "02", ".", "2012", "20", ".", "10", ".", "2011", "14", ".", "9", ".", "2011", "11", "-", "02", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. REVOGAÇÃO INDEVIDA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADA POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO Nº 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA Nº 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 767828 AGR / PE 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE PERNAMBUCO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAS. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE PERNAMBUCO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAS. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 767828 AGR / PE dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADAS POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO Nº 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA Nº 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA.’ 5. Agravo DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Em que pese a argumentação desenvolvida, tal entendimento, permissa venia, não merece prosperar. Isso porque quanto à suposta necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória – Súmula 279/STF –, note-se que não é o caso de revolver prova, mas de corretamente valorá-la, o que afasta o óbice sumular apontado. Quanto a tal ponto não há dúvidas, Senhores Ministros” (fl. 3 do documento eletrônico 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADAS POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO Nº 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA Nº 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA.’ 5. Agravo DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Em que pese a argumentação desenvolvida, tal entendimento, permissa venia, não merece prosperar. Isso porque quanto à suposta necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória – Súmula 279/STF –, note-se que não é o caso de revolver prova, mas de corretamente valorá-la, o que afasta o óbice sumular apontado. Quanto a tal ponto não há dúvidas, Senhores Ministros” (fl. 3 do documento eletrônico 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade civil do recorrente, com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Como se depreende in casu, o autor, em função de ato da Administração reconhecido como ilegítimo por sentença judicial transitada em julgada, foi impedido de continuar no cargo para o qual fora promovido, a saber, Major da PMPE. Configurada, portanto, a responsabilidade do Estado pelos danos decorrentes. Na configuração do ato impugnado, Decreto nº 21.257/99, e em seus desdobramentos, se estabelece o nexo de causalidade material entre o comportamento do Estado/apelado/apelante, e o dano sofrido pelo autor, tendo em vista que, se não fora a revogação do decreto de promoção, desenhada como uma verdadeira punição, o autor/apelante/apelado não teria sofrido agravos e sequelas de ordem funcional e moral, conforme sobejamente demonstrado nos autos. Dado o caráter objetivo da responsabilidade civil do Estado, basta a prova dessa ligação entre o ato e suas causas e consequências, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade civil do recorrente, com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Como se depreende in casu, o autor, em função de ato da Administração reconhecido como ilegítimo por sentença judicial transitada em julgada, foi impedido de continuar no cargo para o qual fora promovido, a saber, Major da PMPE. Configurada, portanto, a responsabilidade do Estado pelos danos decorrentes. Na configuração do ato impugnado, Decreto nº 21.257/99, e em seus desdobramentos, se estabelece o nexo de causalidade material entre o comportamento do Estado/apelado/apelante, e o dano sofrido pelo autor, tendo em vista que, se não fora a revogação do decreto de promoção, desenhada como uma verdadeira punição, o autor/apelante/apelado não teria sofrido agravos e sequelas de ordem funcional e moral, conforme sobejamente demonstrado nos autos. Dado o caráter objetivo da responsabilidade civil do Estado, basta a prova dessa ligação entre o ato e suas causas e consequências, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE para se impor ao réu a obrigação de reparar o injusto sofrimento moral causado ao autor, como bem aventou o juízo a quo: (...) ‘Examino, destarte, a existência do dano moral. Com efeito, este se encontra comprovado. É que a atuação do réu ao editar um decreto ilegal anulando a promoção do autor fez com que este experimentasse durante o período da ‘despromoção’, momentos de grande amargura, impossibilitado que foi de ter uma vida normal, posto que após legalmente promovido, à vista de um currículo construído com bastante esmero e dedicação como também com relevantes serviços prestados ao estado, viu-se atingido em sua imagem e em seu bom nome causando-lhe perturbações de ordem psíquica, na medida em que passou por uma série de perseguições e humilhações, conforme acima já registrado, causando-lhe sofrimentos e vexames, dores, tristeza e humilhação, enfim, sentimentos e sensações negativas (...)’ (fls. 366) [...] Assim, ante a comprovação do nexo de causalidade existente entre a ação específica do poder público e os danos experimentados pelo autor, bem como a ausência a ausência de qualquer excludente da responsabilização, deve o Estado/apelado/apelante ser responsabilizado pelos danos experimentados pelo autor em decorrência do decreto de ‘despromoção’, restando, agora, saber qual a verdadeira extensão e natureza desses danos, a fim de que a indenização a ser fixada neste Tribunal ad quem não se mostre ínfima nem, tampouco, excessiva. [...] Da data da ‘despromoção’ do autor/apelante/apelado, janeiro de 1999, para a data de sua promoção ao Posto de Maj QOPM, dezembro de 2003, tem-se 59 meses, o que perfaria um total arredondado de R$ 41.500,00 (quarenta e hum mil e quinhentos reais) da pretensa diferença. Portanto, ainda que de certo modo inovador, penso ser esse o critério mais justo a ser adotado na fixação e cálculo da verba indenizatória de cunho moral pleiteada nestes autos”. (fls. 33-36 do volume 7). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE para se impor ao réu a obrigação de reparar o injusto sofrimento moral causado ao autor, como bem aventou o juízo a quo: (...) ‘Examino, destarte, a existência do dano moral. Com efeito, este se encontra comprovado. É que a atuação do réu ao editar um decreto ilegal anulando a promoção do autor fez com que este experimentasse durante o período da ‘despromoção’, momentos de grande amargura, impossibilitado que foi de ter uma vida normal, posto que após legalmente promovido, à vista de um currículo construído com bastante esmero e dedicação como também com relevantes serviços prestados ao estado, viu-se atingido em sua imagem e em seu bom nome causando-lhe perturbações de ordem psíquica, na medida em que passou por uma série de perseguições e humilhações, conforme acima já registrado, causando-lhe sofrimentos e vexames, dores, tristeza e humilhação, enfim, sentimentos e sensações negativas (...)’ (fls. 366) [...] Assim, ante a comprovação do nexo de causalidade existente entre a ação específica do poder público e os danos experimentados pelo autor, bem como a ausência a ausência de qualquer excludente da responsabilização, deve o Estado/apelado/apelante ser responsabilizado pelos danos experimentados pelo autor em decorrência do decreto de ‘despromoção’, restando, agora, saber qual a verdadeira extensão e natureza desses danos, a fim de que a indenização a ser fixada neste Tribunal ad quem não se mostre ínfima nem, tampouco, excessiva. [...] Da data da ‘despromoção’ do autor/apelante/apelado, janeiro de 1999, para a data de sua promoção ao Posto de Maj QOPM, dezembro de 2003, tem-se 59 meses, o que perfaria um total arredondado de R$ 41.500,00 (quarenta e hum mil e quinhentos reais) da pretensa diferença. Portanto, ainda que de certo modo inovador, penso ser esse o critério mais justo a ser adotado na fixação e cálculo da verba indenizatória de cunho moral pleiteada nestes autos”. (fls. 33-36 do volume 7). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Ato administrativo. Anulação. Responsabilidade civil do Estado. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que, na ação de indenização proposta pelo ora agravado, restaram demonstrados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 769.427-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15/8/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ALEGADA NULIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5º, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA À LEI MAIOR. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ADMINISTRATIVO. CANCELAMENTO DE PROMOÇÃO DE SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR. DANO MORAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Ato administrativo. Anulação. Responsabilidade civil do Estado. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que, na ação de indenização proposta pelo ora agravado, restaram demonstrados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 769.427-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15/8/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ALEGADA NULIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5º, LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA À LEI MAIOR. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ADMINISTRATIVO. CANCELAMENTO DE PROMOÇÃO DE SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR. DANO MORAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento. III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 802.835-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento. III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 802.835-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) : MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623749 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) : MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623749 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6638901
2014-08-19T00:00:00
2014-09-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. REVOGAÇÃO INDEVIDA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADA POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO Nº 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA Nº 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA”. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur275166
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 769427 AgR (1ªT), ARE 802835 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/09/2014, MÁR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
767828
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 767828 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) : MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. REVOGAÇÃO INDEVIDA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADA POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO n 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA n 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 767828 AGR / PE 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608522. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE PERNAMBUCO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAS. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) :MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DE PERNAMBUCO contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAS. PROMOÇÃO DE POLICIAL MILITAR. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral em face da responsabilidade do Estado, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.’ 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 767828 AGR / PE dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADAS POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO n 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA n 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA.’ 5. Agravo DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Em que pese a argumentação desenvolvida, tal entendimento, permissa venia, não merece prosperar. Isso porque quanto à suposta necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória – Súmula 279/Supremo Tribunal Federal –, note-se que não é o caso de revolver prova, mas de corretamente valorá-la, o que afasta o óbice sumular apontado. Quanto a tal ponto não há dúvidas, Senhores Ministros” (fl. 3 do documento eletrônico 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. REEXAME NECESSÁRIO E APELOS VOLUNTÁRIOS. PRELIMINARES. CARÊNCIA DA AÇÃO. INÉPCIA DA INICIAL. INADEQUAÇÃO PROCEDIMENTAL. REJEITADAS POR UNANIMIDADE. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATOS ILEGAIS. DECRETO n 21.257/99. MANDADO DE SEGURANÇA n 48.335-2. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. PROVIDO PARCIAL O REEXAME DE NECESSÁRIO. PREJUDICADOS APELOS. DECISÃO POR MAIORIA.’ 5. Agravo DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Em que pese a argumentação desenvolvida, tal entendimento, permissa venia, não merece prosperar. Isso porque quanto à suposta necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória – Súmula 279/Supremo Tribunal Federal –, note-se que não é o caso de revolver prova, mas de corretamente valorá-la, o que afasta o óbice sumular apontado. Quanto a tal ponto não há dúvidas, Senhores Ministros” (fl. 3 do documento eletrônico 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade civil do recorrente, com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Como se depreende in casu, o autor, em função de ato da Administração reconhecido como ilegítimo por sentença judicial transitada em julgada, foi impedido de continuar no cargo para o qual fora promovido, a saber, Major da PMPE. Configurada, portanto, a responsabilidade do Estado pelos danos decorrentes. Na configuração do ato impugnado, Decreto n 21.257/99, e em seus desdobramentos, se estabelece o nexo de causalidade material entre o comportamento do Estado/apelado/apelante, e o dano sofrido pelo autor, tendo em vista que, se não fora a revogação do decreto de promoção, desenhada como uma verdadeira punição, o autor/apelante/apelado não teria sofrido agravos e sequelas de ordem funcional e moral, conforme sobejamente demonstrado nos autos. Dado o caráter objetivo da responsabilidade civil do Estado, basta a prova dessa ligação entre o ato e suas causas e consequências, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano indenizável e à responsabilidade civil do recorrente, com fundamento no conjunto fático- probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Como se depreende in casu, o autor, em função de ato da Administração reconhecido como ilegítimo por sentença judicial transitada em julgada, foi impedido de continuar no cargo para o qual fora promovido, a saber, Major da PMPE. Configurada, portanto, a responsabilidade do Estado pelos danos decorrentes. Na configuração do ato impugnado, Decreto n 21.257/99, e em seus desdobramentos, se estabelece o nexo de causalidade material entre o comportamento do Estado/apelado/apelante, e o dano sofrido pelo autor, tendo em vista que, se não fora a revogação do decreto de promoção, desenhada como uma verdadeira punição, o autor/apelante/apelado não teria sofrido agravos e sequelas de ordem funcional e moral, conforme sobejamente demonstrado nos autos. Dado o caráter objetivo da responsabilidade civil do Estado, basta a prova dessa ligação entre o ato e suas causas e consequências, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE para se impor ao réu a obrigação de reparar o injusto sofrimento moral causado ao autor, como bem aventou o juízo a quo: (...) ‘Examino, destarte, a existência do dano moral. Com efeito, este se encontra comprovado. É que a atuação do réu ao editar um decreto ilegal anulando a promoção do autor fez com que este experimentasse durante o período da ‘despromoção’, momentos de grande amargura, impossibilitado que foi de ter uma vida normal, posto que após legalmente promovido, à vista de um currículo construído com bastante esmero e dedicação como também com relevantes serviços prestados ao estado, viu-se atingido em sua imagem e em seu bom nome causando-lhe perturbações de ordem psíquica, na medida em que passou por uma série de perseguições e humilhações, conforme acima já registrado, causando-lhe sofrimentos e vexames, dores, tristeza e humilhação, enfim, sentimentos e sensações negativas (...)’ (fls. 366) [...] Assim, ante a comprovação do nexo de causalidade existente entre a ação específica do poder público e os danos experimentados pelo autor, bem como a ausência a ausência de qualquer excludente da responsabilização, deve o Estado/apelado/apelante ser responsabilizado pelos danos experimentados pelo autor em decorrência do decreto de ‘despromoção’, restando, agora, saber qual a verdadeira extensão e natureza desses danos, a fim de que a indenização a ser fixada neste Tribunal ad quem não se mostre ínfima nem, tampouco, excessiva. [...] Da data da ‘despromoção’ do autor/apelante/apelado, janeiro de 1999, para a data de sua promoção ao Posto de Maj QOPM, dezembro de 2003, tem-se 59 meses, o que perfaria um total arredondado de R$ 41.500,00 (quarenta e hum mil e quinhentos reais) da pretensa diferença. Portanto, ainda que de certo modo inovador, penso ser esse o critério mais justo a ser adotado na fixação e cálculo da verba indenizatória de cunho moral pleiteada nestes autos”. (fls. 33-36 do volume 7). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE para se impor ao réu a obrigação de reparar o injusto sofrimento moral causado ao autor, como bem aventou o juízo a quo: (...) ‘Examino, destarte, a existência do dano moral. Com efeito, este se encontra comprovado. É que a atuação do réu ao editar um decreto ilegal anulando a promoção do autor fez com que este experimentasse durante o período da ‘despromoção’, momentos de grande amargura, impossibilitado que foi de ter uma vida normal, posto que após legalmente promovido, à vista de um currículo construído com bastante esmero e dedicação como também com relevantes serviços prestados ao estado, viu-se atingido em sua imagem e em seu bom nome causando-lhe perturbações de ordem psíquica, na medida em que passou por uma série de perseguições e humilhações, conforme acima já registrado, causando-lhe sofrimentos e vexames, dores, tristeza e humilhação, enfim, sentimentos e sensações negativas (...)’ (fls. 366) [...] Assim, ante a comprovação do nexo de causalidade existente entre a ação específica do poder público e os danos experimentados pelo autor, bem como a ausência a ausência de qualquer excludente da responsabilização, deve o Estado/apelado/apelante ser responsabilizado pelos danos experimentados pelo autor em decorrência do decreto de ‘despromoção’, restando, agora, saber qual a verdadeira extensão e natureza desses danos, a fim de que a indenização a ser fixada neste Tribunal ad quem não se mostre ínfima nem, tampouco, excessiva. [...] Da data da ‘despromoção’ do autor/apelante/apelado, janeiro de 1999, para a data de sua promoção ao Posto de Maj QOPM, dezembro de 2003, tem-se 59 meses, o que perfaria um total arredondado de R$ 41.500,00 (quarenta e hum mil e quinhentos reais) da pretensa diferença. Portanto, ainda que de certo modo inovador, penso ser esse o critério mais justo a ser adotado na fixação e cálculo da verba indenizatória de cunho moral pleiteada nestes autos”. (fls. 33-36 do volume 7). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Ato administrativo. Anulação. Responsabilidade civil do Estado. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que, na ação de indenização proposta pelo ora agravado, restaram demonstrados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI 769.427-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15/8/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ALEGADA NULIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5..., LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA À LEI MAIOR. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ADMINISTRATIVO. CANCELAMENTO DE PROMOÇÃO DE SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR. DANO MORAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Ato administrativo. Anulação. Responsabilidade civil do Estado. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que, na ação de indenização proposta pelo ora agravado, restaram demonstrados os pressupostos da responsabilidade civil do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI 769.427-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15/8/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ALEGADA NULIDADE DO ACÓRDÃO RECORRIDO POR CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5..., LIV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA À LEI MAIOR. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ADMINISTRATIVO. CANCELAMENTO DE PROMOÇÃO DE SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR. DANO MORAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 767828 AGR / PE PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento. III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 802.835-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Supremo Tribunal Federal ARE 767828 AGR / PE PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – A exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento. III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 802.835-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6608524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) : MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623749 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.828 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : ULYSSES SILVA VIANA ADV.(A/S) : MARÍLIA FRAGOSO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623749 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767 . 828", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 767828 AGR / PE", "ARE 767828 AGR / PE", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 767828 AGR / PE", "MANDADO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 767828 AGR / PE", "MANDADO DE SEGURANÇA n 48 . 335 - 2", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 767828 AGR / PE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 769 . 427 - AgR", "ARE 767828 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 769", ".", "427", "-", "AgR", "ARE 767828", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 802 . 835 - AgR", "ARE 767828", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 802 . 835 - 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do STF. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 733656 AGR / PR inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do STF. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Supremo Tribunal Federal RE 733656 AGR / PR inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do STF. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 5 e requer o provimento do recurso. Para tanto, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 636 do STF ao caso dos autos, porquanto a verificação do efeito confiscatório decorrente da exigência de multa cumulada de juros que supere o valor do tributo devido não dependeria da análise de provas. Sustenta, ainda, que há efetiva ofensa ao princípio da legalidade, ante a inexistência de norma determinando a incidência de juros de mora sobre multas. Além disso, argumenta que não se opõe à correção do crédito tributário pela SELIC, mas, sim, à sua aplicação na correção de multas, por não integrarem o conceito de crédito tributário. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276496. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 5 e requer o provimento do recurso. Para tanto, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 636 do STF ao caso dos autos, porquanto a verificação do efeito confiscatório decorrente da exigência de multa cumulada de juros que supere o valor do tributo devido não dependeria da análise de provas. Sustenta, ainda, que há efetiva ofensa ao princípio da legalidade, ante a inexistência de norma determinando a incidência de juros de mora sobre multas. Além disso, argumenta que não se opõe à correção do crédito tributário pela SELIC, mas, sim, à sua aplicação na correção de multas, por não integrarem o conceito de crédito tributário. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “É que Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pela instância a quo. Aplica-se ao caso, por analogia, a Súmula 636 do STF. Verifique-se, por oportuno, que o acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Quanto ao art. 150, IV, da CF, é certo que esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante do inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias, a exemplo do que se decidiu nos seguintes feitos: ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ARE 637.717-AgR/GO, Rel. Min. Luiz Fux; . Nesse contexto, há julgados do Tribunal que entendem ser legítima a imposição de multas fixadas em 20% e 30%. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 220.284/SP, Rel. Min. Moreira Alves; RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “É que Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pela instância a quo. Aplica-se ao caso, por analogia, a Súmula 636 do STF. Verifique-se, por oportuno, que o acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Quanto ao art. 150, IV, da CF, é certo que esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante do inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias, a exemplo do que se decidiu nos seguintes feitos: ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ARE 637.717-AgR/GO, Rel. Min. Luiz Fux; . Nesse contexto, há julgados do Tribunal que entendem ser legítima a imposição de multas fixadas em 20% e 30%. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 220.284/SP, Rel. Min. Moreira Alves; RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 733656 AGR / PR 239.964/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 470.801/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 404.915/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto. Além disso, é antiga a jurisprudência desta Corte que, com base na vedação ao confisco, reconhece como inconstitucionais multas fixadas em índices de 100% ou mais. Nesse sentido, anoto os seguintes precedentes: ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; RE 91.707/MG, Rel. Min. Moreira Alves; RE 81.550/MG, Rel. Min. Xavier de Albuquerque. Ocorre que, na situação em questão, impõe-se saber se multa fixada em 77% do valor do tributo acrescida da taxa SELIC traduz caráter confiscatório ou não, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista não se tratar de hipótese em que a contrariedade ao postulado constitucional sobressaia de forma clara e objetiva, como nos casos acima citados. É que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, em especial se há desproporcionalidade entre o valor da multa e o patrimônio do contribuinte, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, cito, entre outras, as seguintes decisões: RE 271.974-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 483.502/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 499.917/MG, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 687.642-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 551.331-AgR/MG, Rel. Min. Marco Aurélio. Por fim, no que diz respeito à incidência da Taxa Selic, o acórdão impugnado está em consonância com o entendimento firmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento do RE 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, com repercussão geral reconhecida, no sentido de que é legítima a incidência da Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Confira-se trecho da ementa do mencionado julgado: ‘1. Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal RE 733656 AGR / PR 239.964/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 470.801/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 404.915/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto. Além disso, é antiga a jurisprudência desta Corte que, com base na vedação ao confisco, reconhece como inconstitucionais multas fixadas em índices de 100% ou mais. Nesse sentido, anoto os seguintes precedentes: ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; RE 91.707/MG, Rel. Min. Moreira Alves; RE 81.550/MG, Rel. Min. Xavier de Albuquerque. Ocorre que, na situação em questão, impõe-se saber se multa fixada em 77% do valor do tributo acrescida da taxa SELIC traduz caráter confiscatório ou não, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista não se tratar de hipótese em que a contrariedade ao postulado constitucional sobressaia de forma clara e objetiva, como nos casos acima citados. É que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, em especial se há desproporcionalidade entre o valor da multa e o patrimônio do contribuinte, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, cito, entre outras, as seguintes decisões: RE 271.974-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 483.502/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 499.917/MG, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 687.642-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 551.331-AgR/MG, Rel. Min. Marco Aurélio. Por fim, no que diz respeito à incidência da Taxa Selic, o acórdão impugnado está em consonância com o entendimento firmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento do RE 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, com repercussão geral reconhecida, no sentido de que é legítima a incidência da Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Confira-se trecho da ementa do mencionado julgado: ‘1. Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 733656 AGR / PR Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. (...)’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 760.894-AgR-ED/RS, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto; RE 429.132-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 680.025/RS, de minha relatoria”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal RE 733656 AGR / PR Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. (...)’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 760.894-AgR-ED/RS, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto; RE 429.132-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 680.025/RS, de minha relatoria”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) : MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492426 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) : MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519071
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do STF. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do STF. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272179
Número de páginas: 7. Análise: 20/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
733656
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009430 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 733656 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) : MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 5 e requer o provimento do recurso. Para tanto, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos, porquanto a verificação do efeito confiscatório decorrente da exigência de multa cumulada de juros que supere o valor do tributo devido não dependeria da análise de provas. Sustenta, ainda, que há efetiva ofensa ao princípio da legalidade, ante a inexistência de norma determinando a incidência de juros de mora sobre multas. Além disso, argumenta que não se opõe à correção do crédito tributário pela SELIC, mas, sim, à sua aplicação na correção de multas, por não integrarem o conceito de crédito tributário. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276496. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) :MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 5 e requer o provimento do recurso. Para tanto, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos, porquanto a verificação do efeito confiscatório decorrente da exigência de multa cumulada de juros que supere o valor do tributo devido não dependeria da análise de provas. Sustenta, ainda, que há efetiva ofensa ao princípio da legalidade, ante a inexistência de norma determinando a incidência de juros de mora sobre multas. Além disso, argumenta que não se opõe à correção do crédito tributário pela SELIC, mas, sim, à sua aplicação na correção de multas, por não integrarem o conceito de crédito tributário. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “É que Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pela instância a quo. Aplica-se ao caso, por analogia, a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Verifique-se, por oportuno, que o acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Quanto ao art. 150, IV, da Constituição Federal de 1988, é certo que esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante do inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias, a exemplo do que se decidiu nos seguintes feitos: ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ARE 637.717-AgR/GO, Rel. Min. Luiz Fux; . Nesse contexto, há julgados do Tribunal que entendem ser legítima a imposição de multas fixadas em 20% e 30%. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 220.284/SP, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “É que Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pela instância a quo. Aplica-se ao caso, por analogia, a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Verifique-se, por oportuno, que o acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Quanto ao art. 150, IV, da Constituição Federal de 1988, é certo que esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante do inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias, a exemplo do que se decidiu nos seguintes feitos: ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ARE 637.717-AgR/GO, Rel. Min. Luiz Fux; . Nesse contexto, há julgados do Tribunal que entendem ser legítima a imposição de multas fixadas em 20% e 30%. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 220.284/SP, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR 239.964/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 470.801/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 404.915/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto. Além disso, é antiga a jurisprudência desta Corte que, com base na vedação ao confisco, reconhece como inconstitucionais multas fixadas em índices de 100% ou mais. Nesse sentido, anoto os seguintes precedentes: ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 91.707/MG, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário 81.550/MG, Rel. Min. Xavier de Albuquerque. Ocorre que, na situação em questão, impõe-se saber se multa fixada em 77% do valor do tributo acrescida da taxa SELIC traduz caráter confiscatório ou não, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista não se tratar de hipótese em que a contrariedade ao postulado constitucional sobressaia de forma clara e objetiva, como nos casos acima citados. É que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, em especial se há desproporcionalidade entre o valor da multa e o patrimônio do contribuinte, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito, entre outras, as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 271.974-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 483.502/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 499.917/MG, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 687.642-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 551.331-AgR/MG, Rel. Min. Marco Aurélio. Por fim, no que diz respeito à incidência da Taxa Selic, o acórdão impugnado está em consonância com o entendimento firmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, com repercussão geral reconhecida, no sentido de que é legítima a incidência da Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Confira-se trecho da ementa do mencionado julgado: ‘1. Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR 239.964/RS, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 470.801/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 404.915/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto. Além disso, é antiga a jurisprudência desta Corte que, com base na vedação ao confisco, reconhece como inconstitucionais multas fixadas em índices de 100% ou mais. Nesse sentido, anoto os seguintes precedentes: ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1075-MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 91.707/MG, Rel. Min. Moreira Alves; Recurso Extraordinário 81.550/MG, Rel. Min. Xavier de Albuquerque. Ocorre que, na situação em questão, impõe-se saber se multa fixada em 77% do valor do tributo acrescida da taxa SELIC traduz caráter confiscatório ou não, o que se mostra inviável em sede de recurso extraordinário, haja vista não se tratar de hipótese em que a contrariedade ao postulado constitucional sobressaia de forma clara e objetiva, como nos casos acima citados. É que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, em especial se há desproporcionalidade entre o valor da multa e o patrimônio do contribuinte, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito, entre outras, as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 271.974-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 483.502/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 499.917/MG, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 687.642-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 551.331-AgR/MG, Rel. Min. Marco Aurélio. Por fim, no que diz respeito à incidência da Taxa Selic, o acórdão impugnado está em consonância com o entendimento firmado pelo Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 582.461/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, com repercussão geral reconhecida, no sentido de que é legítima a incidência da Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Confira-se trecho da ementa do mencionado julgado: ‘1. Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. (...)’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 760.894-AgR-ED/RS, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 429.132-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 680.025/RS, de minha relatoria”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. (...)’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 760.894-AgR-ED/RS, Rel. Min. Marco Aurélio; AI 798.089-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 429.132-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 680.025/RS, de minha relatoria”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) : MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492426 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.656 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WILSON FERRO DE LARA ADV.(A/S) : MARCELO DINIZ BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 656", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733656 AGR /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 656", "Súmulas 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 656", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 656", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 1075 - MC / DF", "ADI 551 / RJ", "ARE 637 . 717 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 582 . 461 / SP", "Recurso Extraordinário 220 . 284 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 656", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 1075 - MC / DF", "ADI 551 / RJ", "ARE 637 . 717 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 582 . 461 / SP", "Recurso Extraordinário 220 . 284 / SP", "Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR 239 .", "964 / RS", "Recurso Extraordinário 470 . 801 / RS", "AI 404 . 915 / SP", "AI 798 . 089 - AgR / RS", "ADI 551 / RJ", "ADI 1075 - MC / DF", "Recurso Extraordinário 91 . 707 / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 271 . 974 - AgR / MG", "AI 483 . 502 / RS", "AI 499 . 917 / MG", "AI 687 . 642 - AgR / MG", "AI 551 . 331 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 582 . 461 / SP", "ADI 2 . 214", "Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR 239 . 964 / RS", "Recurso Extraordinário 470 . 801 / RS", "AI 404 . 915 / SP", "AI 798 . 089 - AgR / RS", "ADI 551 / RJ", "ADI 1075 - MC / DF", "Recurso Extraordinário 91 . 707 / MG", "Recurso Extraordinário 81 . 550 / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 271 . 974 - AgR / MG", "AI 483 . 502 / RS", "AI 499 . 917 / MG", "AI 687 . 642 - AgR / MG", "AI 551 . 331 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 582 . 461 / SP", "ADI 2 . 214", "Recurso Extraordinário 733656 AGR / PR", "AI 760 . 894 - AgR - ED / RS", "AI 798 . 089 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 795723 AGR / RJ recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A União, na minuta do regimental, aponta a desnecessidade de reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102, inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de interesse de toda a magistratura. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Supremo Tribunal Federal ARE 795723 AGR / RJ recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A União, na minuta do regimental, aponta a desnecessidade de reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102, inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de interesse de toda a magistratura. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região assentou acerca da controvérsia: Cumpre consignar, ab initio, que não merece acolhida a preliminar de incompetência suscitada pela União Federal, já que a causa em exame não é de interesse exclusivo da magistratura, como tem exigido o STF para reconhecer sua competência originária [STF, ARE 704424 CE, DJe-192 DIVULG 28/09/2012 PUBLIC 01/10/2012]. É de se notar que o próprio e. STF tem emprestado exegese restritiva ao disposto no art. 102, I, "n" da CR-88, deixando assente que constitui norma atributiva de competência originária de caráter excepcional. Ademais, importa salientar, ainda no ponto, que, no caso, é evidente que não há interesse, nem mesmo indireto ou reflexo, de toda a magistratura nacional, como alega a recorrente, mas apenas do magistrado federal que, por conta de eventual designação sem prejuízo, pleiteie o pagamento de valores residuais que lhe seriam devidos a título de diárias. O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região assentou acerca da controvérsia: Cumpre consignar, ab initio, que não merece acolhida a preliminar de incompetência suscitada pela União Federal, já que a causa em exame não é de interesse exclusivo da magistratura, como tem exigido o STF para reconhecer sua competência originária [STF, ARE 704424 CE, DJe-192 DIVULG 28/09/2012 PUBLIC 01/10/2012]. É de se notar que o próprio e. STF tem emprestado exegese restritiva ao disposto no art. 102, I, "n" da CR-88, deixando assente que constitui norma atributiva de competência originária de caráter excepcional. Ademais, importa salientar, ainda no ponto, que, no caso, é evidente que não há interesse, nem mesmo indireto ou reflexo, de toda a magistratura nacional, como alega a recorrente, mas apenas do magistrado federal que, por conta de eventual designação sem prejuízo, pleiteie o pagamento de valores residuais que lhe seriam devidos a título de diárias. O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 795723 AGR / RJ da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes, julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de 2006. Isso não ocorreu na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Supremo Tribunal Federal ARE 795723 AGR / RJ da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias nº 183/TO, de minha relatoria, e nº 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes, julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de 2006. Isso não ocorreu na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) : BRUNO COSTA LEWICKI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) : BRUNO COSTA LEWICKI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6682814
2014-08-19T00:00:00
2014-09-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur275721
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, INTERESSE MEMBROS DA MAGISTRATURA) AO 183 (TP), AO 1157 (TP). Número de páginas: 6. Análise: 26/09/2014, MAR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
795723
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 795723 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) : BRUNO COSTA LEWICKI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) :BRUNO COSTA LEWICKI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 795723 AGR / RJ recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A União, na minuta do regimental, aponta a desnecessidade de reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102, inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de interesse de toda a magistratura. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Supremo Tribunal Federal ARE 795723 AGR / RJ recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A União, na minuta do regimental, aponta a desnecessidade de reexame do conjunto fático probatório. Sustenta a competência originária do Supremo para apreciação da controvérsia, com base no artigo 102, inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, por tratar-se de questão de interesse de toda a magistratura. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2... Região assentou acerca da controvérsia: Cumpre consignar, ab initio, que não merece acolhida a preliminar de incompetência suscitada pela União Federal, já que a causa em exame não é de interesse exclusivo da magistratura, como tem exigido o Supremo Tribunal Federal para reconhecer sua competência originária [Supremo Tribunal Federal, ARE 704424 CE, DJe-192 DIVULG 28/09/2012 PUBLIC 01/10/2012]. É de se notar que o próprio e. Supremo Tribunal Federal tem emprestado exegese restritiva ao disposto no art. 102, I, "n" da CR-88, deixando assente que constitui norma atributiva de competência originária de caráter excepcional. Ademais, importa salientar, ainda no ponto, que, no caso, é evidente que não há interesse, nem mesmo indireto ou reflexo, de toda a magistratura nacional, como alega a recorrente, mas apenas do magistrado federal que, por conta de eventual designação sem prejuízo, pleiteie o pagamento de valores residuais que lhe seriam devidos a título de diárias. O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2... Região assentou acerca da controvérsia: Cumpre consignar, ab initio, que não merece acolhida a preliminar de incompetência suscitada pela União Federal, já que a causa em exame não é de interesse exclusivo da magistratura, como tem exigido o Supremo Tribunal Federal para reconhecer sua competência originária [Supremo Tribunal Federal, ARE 704424 CE, DJe-192 DIVULG 28/09/2012 PUBLIC 01/10/2012]. É de se notar que o próprio e. Supremo Tribunal Federal tem emprestado exegese restritiva ao disposto no art. 102, I, "n" da CR-88, deixando assente que constitui norma atributiva de competência originária de caráter excepcional. Ademais, importa salientar, ainda no ponto, que, no caso, é evidente que não há interesse, nem mesmo indireto ou reflexo, de toda a magistratura nacional, como alega a recorrente, mas apenas do magistrado federal que, por conta de eventual designação sem prejuízo, pleiteie o pagamento de valores residuais que lhe seriam devidos a título de diárias. O Colegiado local procedeu à análise dos fatos e das provas, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, observem os reiterados pronunciamentos sobre o alcance Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 795723 AGR / RJ da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias n 183/TO, de minha relatoria, e n 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes, julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de 2006. Isso não ocorreu na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Supremo Tribunal Federal ARE 795723 AGR / RJ da alínea “n” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, que prevê competir ao Supremo processar e julgar originariamente a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados e aquela em que mais da metade dos membros do Tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. Quanto ao interesse dos membros da magistratura, deve haver direito peculiar a ela. Precedentes do Plenário: Ações Originárias n 183/TO, de minha relatoria, e n 1.157/PI, relator ministro Gilmar Mendes, julgadas, respectivamente, em 11 de setembro de 2003 e 25 de outubro de 2006. Isso não ocorreu na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) : BRUNO COSTA LEWICKI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.723 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA ADV.(A/S) : BRUNO COSTA LEWICKI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 795723 AGR / RJ", "ARE 795723", "ARE 704424 CE", "ARE 704424 CE", "Ações Originárias n 183 / TO", "n 1 . 157 / PI", "ARE 795723 AGR / RJ", "Ações Originárias n 183 / TO", "n 1 . 157 / PI" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ n ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alínea “ n ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , \" n \" da CR - 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , \" n \" da CR - 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ n ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "União", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Turma Recursal do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA", "BRUNO COSTA LEWICKI", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA", "BRUNO COSTA LEWICKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA", "BRUNO COSTA LEWICKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA", "BRUNO COSTA LEWICKI", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "VELLÉDA BIVAR SOARES DIAS NETA", "BRUNO COSTA LEWICKI", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "28", "/", "09", "/", "2012", "01", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "28", "/", "09", "/", "2012", "01", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de setembro de 2003", "25 de outubro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de setembro de 2003", "25 de outubro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. PENSÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 53/90. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.7.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual nº 53/90, exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 668263 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Mato Grosso do Sul. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se aplica à espécie a Súmula 280/STF e a matéria foi devidamente prequestionada. Sustenta afronta direta à Constituição Federal, “(...) e restou demonstrado que a autora não faz jus ao benefício peliteado, pois, além do policial estar vivo, perdeu a condição de servidor e consequentemente de segurado, sendo imoral, por ofensa aso princípios constitucionais, o estado assumir obrigação do policial militar excluído de prover a subsistência dos seus(...)” (fl. 520). Alega a desnecessidade de exame de legislação infraconstitucional para enfrentamento das razões recursais. Defende a viabilidade de recurso extraordinário por afronta aos princípios constitucionais insculpidos nos arts. 5º, caput, 12, 37, caput, 40, caput, §§ 4º, 7º, 8º, 42, §§ 1º, 2º e 3º, 142, X, 144, § 6º, da Constituição da República. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul publicado em 1º.7.2010. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479984. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Mato Grosso do Sul. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se aplica à espécie a Súmula 280/STF e a matéria foi devidamente prequestionada. Sustenta afronta direta à Constituição Federal, “(...) e restou demonstrado que a autora não faz jus ao benefício peliteado, pois, além do policial estar vivo, perdeu a condição de servidor e consequentemente de segurado, sendo imoral, por ofensa aso princípios constitucionais, o estado assumir obrigação do policial militar excluído de prover a subsistência dos seus(...)” (fl. 520). Alega a desnecessidade de exame de legislação infraconstitucional para enfrentamento das razões recursais. Defende a viabilidade de recurso extraordinário por afronta aos princípios constitucionais insculpidos nos arts. 5º, caput, 12, 37, caput, 40, caput, §§ 4º, 7º, 8º, 42, §§ 1º, 2º e 3º, 142, X, 144, § 6º, da Constituição da República. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul publicado em 1º.7.2010. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, 40, § § 3º, 4º, 7º, 8º e 9º, 42, § 1º , 93, IX, e 142, § § 2º e 3º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, 40, § § 3º, 4º, 7º, 8º e 9º, 42, § 1º , 93, IX, e 142, § § 2º e 3º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: AI 762.655-AgR/MS, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 19.02.2010; e RE 574.945-ED/MS, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: AI 762.655-AgR/MS, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 19.02.2010; e RE 574.945-ED/MS, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.9.2010, cuja ementa transcrevo: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, da Constituição Federal exigiria prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o RE 612.901-AgR/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 13.12.2011 e o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo acórdão está assim ementado: “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.9.2010, cuja ementa transcrevo: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, da Constituição Federal exigiria prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o RE 612.901-AgR/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 13.12.2011 e o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012, cujo acórdão está assim ementado: “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.” Noutro giro, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário, considerado o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO C/C COBRANÇA – PENSÃO – POLICIAL MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO – PENSÃO MILITAR A DEPENDENTE – ARTIGO 117, PARÁGRAFOS 1º, 2º E 3º, DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90 – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E MORALIDADE NÃO VERIFICADOS – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – PAGAMENTO DEVIDO – SENTENÇA REFORMADA – ÔNUS DE SUCUMBÊNCIA – INVERSÃO – RECURSO PROVIDO. A Lei Complementar n. 53/90, em seu artigo 117 e parágrafos, que assegura a concessão de pensão aos dependentes do policial militar excluído da corporação que conte com, no mínimo, dez anos de serviço, não é inconstitucional, já que não fere os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade, tampouco viola as normas constitucionais expressas no art. 42 e 142, guardando consonância com o art. 5º, inciso XLV, da CF, que prescreve que a pena do condenado não será estendida aos seus dependentes. Recurso provido” (fl. 159). Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual nº 53/90, exigiria a análise 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.” Noutro giro, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário, considerado o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO C/C COBRANÇA – PENSÃO – POLICIAL MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO – PENSÃO MILITAR A DEPENDENTE – ARTIGO 117, PARÁGRAFOS 1º, 2º E 3º, DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90 – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E MORALIDADE NÃO VERIFICADOS – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – PAGAMENTO DEVIDO – SENTENÇA REFORMADA – ÔNUS DE SUCUMBÊNCIA – INVERSÃO – RECURSO PROVIDO. A Lei Complementar n. 53/90, em seu artigo 117 e parágrafos, que assegura a concessão de pensão aos dependentes do policial militar excluído da corporação que conte com, no mínimo, dez anos de serviço, não é inconstitucional, já que não fere os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade, tampouco viola as normas constitucionais expressas no art. 42 e 142, guardando consonância com o art. 5º, inciso XLV, da CF, que prescreve que a pena do condenado não será estendida aos seus dependentes. Recurso provido” (fl. 159). Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual nº 53/90, exigiria a análise 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Além dos julgados indicados na decisão impugnada, cito precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PERMISSIVO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE ATENDIMENTO. Verificada a ausência de enquadramento do extraordinário no permissivo evocado, impõe-se obstar a sequência do recurso, evitando-se a sobrecarga da máquina judiciária. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil” (ARE 761.444-AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 10.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO. MORTE FICTA. PENSÃO AOS SEUS DEPENDENTES. LEI DISTRITAL 3.765/60. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Além dos julgados indicados na decisão impugnada, cito precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PERMISSIVO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE ATENDIMENTO. Verificada a ausência de enquadramento do extraordinário no permissivo evocado, impõe-se obstar a sequência do recurso, evitando-se a sobrecarga da máquina judiciária. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil” (ARE 761.444-AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 10.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO. MORTE FICTA. PENSÃO AOS SEUS DEPENDENTES. LEI DISTRITAL 3.765/60. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS extraordinário. Precedentes: AI 634.215-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 15.06.2007; AI 754.286, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 04.10.2011; AI 762.724, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 20.10.2009; RE 568710, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 18.12.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “MANDADO DE SEGURANÇA – PENSÃO MILITAR – BENEFICIÁRIOS – HERDEIROS – POLICIAIS EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO COM MAIS DE DEZ ANOS DE EFETIVO SERVIÇO MILITAR. I – De acordo com a Lei nº 3.765/60, os beneficiários/herdeiros de policiais excluídos da Corporação, que já contassem com mais de dez anos de efetivo serviço militar, tinham direito a receber pensão militar. Ocorria, na hipótese, morte ficta do instituidor da pensão. II – Os beneficiários de tais pensões não podem perder o benefício em decorrência da superveniência de lei nova, desde que regularmente concedidas. III – O poder da Administração Pública de rever os próprios atos não é absoluto, não podendo ser exercido a qualquer tempo. A Lei Distrital nº 2.834/2001, estabelece o prazo decadencial de cinco anos para a anulação dos atos administrativos que tenham gerado direitos a terceiro. IV – Remessa necessária e recurso voluntário conhecidos e não providos. Unânime” 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 844.225-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 654.107-AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 07.8.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS extraordinário. Precedentes: AI 634.215-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 15.06.2007; AI 754.286, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 04.10.2011; AI 762.724, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 20.10.2009; RE 568710, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 18.12.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “MANDADO DE SEGURANÇA – PENSÃO MILITAR – BENEFICIÁRIOS – HERDEIROS – POLICIAIS EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO COM MAIS DE DEZ ANOS DE EFETIVO SERVIÇO MILITAR. I – De acordo com a Lei nº 3.765/60, os beneficiários/herdeiros de policiais excluídos da Corporação, que já contassem com mais de dez anos de efetivo serviço militar, tinham direito a receber pensão militar. Ocorria, na hipótese, morte ficta do instituidor da pensão. II – Os beneficiários de tais pensões não podem perder o benefício em decorrência da superveniência de lei nova, desde que regularmente concedidas. III – O poder da Administração Pública de rever os próprios atos não é absoluto, não podendo ser exercido a qualquer tempo. A Lei Distrital nº 2.834/2001, estabelece o prazo decadencial de cinco anos para a anulação dos atos administrativos que tenham gerado direitos a terceiro. IV – Remessa necessária e recurso voluntário conhecidos e não providos. Unânime” 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 844.225-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 654.107-AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 07.8.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS INSTRUMENTO. LEIS NS. 3.765/60 E 9.787/99. MORTE FICTA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição. Inviabilidade do extraordinário. 2. Incidência da Súmula n. 636 do STF: "não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". 3. A Administração Pública somente poderia anular o ato, sem a instauração de procedimento administrativo, caso essa alteração não repercutisse no campo de interesses individuais. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 634.215- AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 15.6.2007). Nesse contexto, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação infraconstitucional, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS INSTRUMENTO. LEIS NS. 3.765/60 E 9.787/99. MORTE FICTA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição. Inviabilidade do extraordinário. 2. Incidência da Súmula n. 636 do STF: "não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". 3. A Administração Pública somente poderia anular o ato, sem a instauração de procedimento administrativo, caso essa alteração não repercutisse no campo de interesses individuais. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 634.215- AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 15.6.2007). Nesse contexto, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação infraconstitucional, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6555440
2014-08-05T00:00:00
2014-08-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. PENSÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 53/90. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.7.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual nº 53/90, exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur273303
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 612901 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). (MILITAR, PENSÃO) AI 634215 AgR (2ªT), AI 654107 AgR (1ªT), AI 844225 AgR (1ªT), ARE 761444 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 01/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
668263
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000053 ANO-1990\n LEI COMPLEMENTAR, MS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 668263 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. PENSÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 53/90. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....7.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual n 53/90, exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 668263 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Mato Grosso do Sul. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se aplica à espécie a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e a matéria foi devidamente prequestionada. Sustenta afronta direta à Constituição Federal, “(...) e restou demonstrado que a autora não faz jus ao benefício peliteado, pois, além do policial estar vivo, perdeu a condição de servidor e consequentemente de segurado, sendo imoral, por ofensa aso princípios constitucionais, o estado assumir obrigação do policial militar excluído de prover a subsistência dos seus(...)” (fl. 520). Alega a desnecessidade de exame de legislação infraconstitucional para enfrentamento das razões recursais. Defende a viabilidade de recurso extraordinário por afronta aos princípios constitucionais insculpidos nos arts. 5..., caput, 12, 37, caput, 40, caput, §§ 4..., 7..., 8..., 42, §§ 1..., 2... e 3..., 142, X, 144, § 6..., da Constituição da República. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul publicado em 1....7.2010. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479984. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Mato Grosso do Sul. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se aplica à espécie a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e a matéria foi devidamente prequestionada. Sustenta afronta direta à Constituição Federal, “(...) e restou demonstrado que a autora não faz jus ao benefício peliteado, pois, além do policial estar vivo, perdeu a condição de servidor e consequentemente de segurado, sendo imoral, por ofensa aso princípios constitucionais, o estado assumir obrigação do policial militar excluído de prover a subsistência dos seus(...)” (fl. 520). Alega a desnecessidade de exame de legislação infraconstitucional para enfrentamento das razões recursais. Defende a viabilidade de recurso extraordinário por afronta aos princípios constitucionais insculpidos nos arts. 5..., caput, 12, 37, caput, 40, caput, §§ 4..., 7..., 8..., 42, §§ 1..., 2... e 3..., 142, X, 144, § 6..., da Constituição da República. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul publicado em 1....7.2010. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, 40, § § 3..., 4..., 7..., 8... e 9..., 42, § 1... , 93, IX, e 142, § § 2... e 3..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 MATO GROSSO DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, 40, § § 3..., 4..., 7..., 8... e 9..., 42, § 1... , 93, IX, e 142, § § 2... e 3..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: AI 762.655-AgR/MS, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 19.02.2010; e Recurso Extraordinário 574.945-ED/MS, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: AI 762.655-AgR/MS, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 19.02.2010; e Recurso Extraordinário 574.945-ED/MS, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.9.2010, cuja ementa transcrevo: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., caput, da Constituição Federal exigiria prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o Recurso Extraordinário 612.901-AgR/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 13.12.2011 e o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo acórdão está assim ementado: “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.9.2010, cuja ementa transcrevo: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., caput, da Constituição Federal exigiria prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o Recurso Extraordinário 612.901-AgR/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 13.12.2011 e o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012, cujo acórdão está assim ementado: “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.” Noutro giro, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário, considerado o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO C/C COBRANÇA – PENSÃO – POLICIAL MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO – PENSÃO MILITAR A DEPENDENTE – ARTIGO 117, PARÁGRAFOS 1..., 2... E 3..., DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90 – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E MORALIDADE NÃO VERIFICADOS – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – PAGAMENTO DEVIDO – SENTENÇA REFORMADA – ÔNUS DE SUCUMBÊNCIA – INVERSÃO – RECURSO PROVIDO. A Lei Complementar n. 53/90, em seu artigo 117 e parágrafos, que assegura a concessão de pensão aos dependentes do policial militar excluído da corporação que conte com, no mínimo, dez anos de serviço, não é inconstitucional, já que não fere os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade, tampouco viola as normas constitucionais expressas no art. 42 e 142, guardando consonância com o art. 5..., inciso XLV, da Constituição Federal de 1988, que prescreve que a pena do condenado não será estendida aos seus dependentes. Recurso provido” (fl. 159). Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual n 53/90, exigiria a análise 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.” Noutro giro, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário, considerado o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Oportuna a transcrição da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO C/C COBRANÇA – PENSÃO – POLICIAL MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO – PENSÃO MILITAR A DEPENDENTE – ARTIGO 117, PARÁGRAFOS 1..., 2... E 3..., DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90 – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E MORALIDADE NÃO VERIFICADOS – INCONSTITUCIONALIDADE AFASTADA – PAGAMENTO DEVIDO – SENTENÇA REFORMADA – ÔNUS DE SUCUMBÊNCIA – INVERSÃO – RECURSO PROVIDO. A Lei Complementar n. 53/90, em seu artigo 117 e parágrafos, que assegura a concessão de pensão aos dependentes do policial militar excluído da corporação que conte com, no mínimo, dez anos de serviço, não é inconstitucional, já que não fere os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade, tampouco viola as normas constitucionais expressas no art. 42 e 142, guardando consonância com o art. 5..., inciso XLV, da Constituição Federal de 1988, que prescreve que a pena do condenado não será estendida aos seus dependentes. Recurso provido” (fl. 159). Divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto ao direito dos dependentes à pensão de policial militar excluído ou demitido de seus quadros que permaneceu na corporação em serviço por no mínimo 10 anos, prevista na Lei Complementar Estadual n 53/90, exigiria a análise 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Além dos julgados indicados na decisão impugnada, cito precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PERMISSIVO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE ATENDIMENTO. Verificada a ausência de enquadramento do extraordinário no permissivo evocado, impõe-se obstar a sequência do recurso, evitando-se a sobrecarga da máquina judiciária. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil” (ARE 761.444-AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 10.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO. MORTE FICTA. PENSÃO AOS SEUS DEPENDENTES. LEI DISTRITAL 3.765/60. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Além dos julgados indicados na decisão impugnada, cito precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PERMISSIVO ESPECÍFICO – AUSÊNCIA DE ATENDIMENTO. Verificada a ausência de enquadramento do extraordinário no permissivo evocado, impõe-se obstar a sequência do recurso, evitando-se a sobrecarga da máquina judiciária. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil” (ARE 761.444-AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 10.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO. MORTE FICTA. PENSÃO AOS SEUS DEPENDENTES. LEI DISTRITAL 3.765/60. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS extraordinário. Precedentes: AI 634.215-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 15.06.2007; AI 754.286, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 04.10.2011; AI 762.724, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 20.10.2009; Recurso Extraordinário 568710, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 18.12.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “MANDADO DE SEGURANÇA – PENSÃO MILITAR – BENEFICIÁRIOS – HERDEIROS – POLICIAIS EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO COM MAIS DE DEZ ANOS DE EFETIVO SERVIÇO MILITAR. I – De acordo com a Lei n 3.765/60, os beneficiários/herdeiros de policiais excluídos da Corporação, que já contassem com mais de dez anos de efetivo serviço militar, tinham direito a receber pensão militar. Ocorria, na hipótese, morte ficta do instituidor da pensão. II – Os beneficiários de tais pensões não podem perder o benefício em decorrência da superveniência de lei nova, desde que regularmente concedidas. III – O poder da Administração Pública de rever os próprios atos não é absoluto, não podendo ser exercido a qualquer tempo. A Lei Distrital n 2.834/2001, estabelece o prazo decadencial de cinco anos para a anulação dos atos administrativos que tenham gerado direitos a terceiro. IV – Remessa necessária e recurso voluntário conhecidos e não providos. Unânime” 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 844.225-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 654.107-AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 07.8.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS extraordinário. Precedentes: AI 634.215-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 15.06.2007; AI 754.286, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 04.10.2011; AI 762.724, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 20.10.2009; Recurso Extraordinário 568710, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 18.12.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “MANDADO DE SEGURANÇA – PENSÃO MILITAR – BENEFICIÁRIOS – HERDEIROS – POLICIAIS EXCLUÍDOS DA CORPORAÇÃO COM MAIS DE DEZ ANOS DE EFETIVO SERVIÇO MILITAR. I – De acordo com a Lei n 3.765/60, os beneficiários/herdeiros de policiais excluídos da Corporação, que já contassem com mais de dez anos de efetivo serviço militar, tinham direito a receber pensão militar. Ocorria, na hipótese, morte ficta do instituidor da pensão. II – Os beneficiários de tais pensões não podem perder o benefício em decorrência da superveniência de lei nova, desde que regularmente concedidas. III – O poder da Administração Pública de rever os próprios atos não é absoluto, não podendo ser exercido a qualquer tempo. A Lei Distrital n 2.834/2001, estabelece o prazo decadencial de cinco anos para a anulação dos atos administrativos que tenham gerado direitos a terceiro. IV – Remessa necessária e recurso voluntário conhecidos e não providos. Unânime” 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 844.225-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR EXCLUÍDO DA CORPORAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 654.107-AgR/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 07.8.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668263 AGR / MS INSTRUMENTO. LEIS NS. 3.765/60 E 9.787/99. MORTE FICTA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição. Inviabilidade do extraordinário. 2. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: "não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". 3. A Administração Pública somente poderia anular o ato, sem a instauração de procedimento administrativo, caso essa alteração não repercutisse no campo de interesses individuais. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 634.215- AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 15.6.2007). Nesse contexto, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação infraconstitucional, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Supremo Tribunal Federal ARE 668263 AGR / MS INSTRUMENTO. LEIS NS. 3.765/60 E 9.787/99. MORTE FICTA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INVIABILIDADE. SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição. Inviabilidade do extraordinário. 2. Incidência da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: "não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". 3. A Administração Pública somente poderia anular o ato, sem a instauração de procedimento administrativo, caso essa alteração não repercutisse no campo de interesses individuais. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 634.215- AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 15.6.2007). Nesse contexto, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação infraconstitucional, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.263 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : CONCEIÇÃO ALVES DOS SANTOS AGUIRRE ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ARTIGO 117 , PARÁGRAFOS 1 . . . ,", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 90", "Lei Complementar n . 53 / 90", "art . 5 . . . , inciso XLV , da Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar Estadual n 53 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ARTIGO", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 90", "Lei Complementar n . 53 / 90", "art . 5 . . . , inciso XLV , da Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar Estadual n 53 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "LEI DISTRITAL 3 . 765 / 60", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "LEI DISTRITAL 3 . 765 / 60", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 765", "/", "60", "Lei Distrital n 2 . 834 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 765 / 60", "Lei Distrital n 2 . 834 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS NS . 3 . 765 / 60", "9", ".", "787", "/", "99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS NS . 3 . 765 / 60", "9", ".", "787", "/", "99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Estado de Mato Grosso do Sul", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Estado de Mato Grosso do Sul", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "495", "880", "/", "SP", "1", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 799.718 (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 718, DJE DE 25/6/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503720. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário, porquanto a matéria nele discutida diz respeito a tema cuja repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por ser de índole infraconstitucional. Sustenta o agravante, em suma, que o processo deve ser sobrestado até o julgamento do RE 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503790. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário, porquanto a matéria nele discutida diz respeito a tema cuja repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por ser de índole infraconstitucional. Sustenta o agravante, em suma, que o processo deve ser sobrestado até o julgamento do RE 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no RE 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES, esse recurso paradigma diz respeito a tema distinto, qual seja, a extensão de gratificações de servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com base no principio da isonomia. De outro lado, o que se discute neste recurso extraordinário é o caráter de revisão geral de Lei Estadual que concede reajuste, com índices distintos, a determinada categoria de servidores. Não cabe, portanto, a paralisação deste processo. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 799.718 (Rel. Min. GILMAR MENDES Tema 718), que tem por objeto a controvérsia sobre o reconhecimento da natureza jurídica de revisão geral anual de lei que concedeu reajuste a servidores públicos, por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503791. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no RE 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES, esse recurso paradigma diz respeito a tema distinto, qual seja, a extensão de gratificações de servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com base no principio da isonomia. De outro lado, o que se discute neste recurso extraordinário é o caráter de revisão geral de Lei Estadual que concede reajuste, com índices distintos, a determinada categoria de servidores. Não cabe, portanto, a paralisação deste processo. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 799.718 (Rel. Min. GILMAR MENDES Tema 718), que tem por objeto a controvérsia sobre o reconhecimento da natureza jurídica de revisão geral anual de lei que concedeu reajuste a servidores públicos, por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALICE MICHELINE MATOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521310 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALICE MICHELINE MATOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521310 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6541885
2014-08-05T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 799.718 (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 718, DJE DE 25/6/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur273066
- Acórdão(s) citado(s): (NATUREZA JURÍDICA, REVISÃO GERAL ANUAL) ARE 799718 RG. Número de páginas: 4. Análise: 01/09/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
813683
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 813683 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALICE MICHELINE MATOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 799.718 (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 718, DJE DE 25/6/2014). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503720. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário, porquanto a matéria nele discutida diz respeito a tema cuja repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por ser de índole infraconstitucional. Sustenta o agravante, em suma, que o processo deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503790. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALICE MICHELINE MATOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário, porquanto a matéria nele discutida diz respeito a tema cuja repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por ser de índole infraconstitucional. Sustenta o agravante, em suma, que o processo deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no Recurso Extraordinário 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES, esse recurso paradigma diz respeito a tema distinto, qual seja, a extensão de gratificações de servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com base no principio da isonomia. De outro lado, o que se discute neste recurso extraordinário é o caráter de revisão geral de Lei Estadual que concede reajuste, com índices distintos, a determinada categoria de servidores. Não cabe, portanto, a paralisação deste processo. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 799.718 (Rel. Min. GILMAR MENDES Tema 718), que tem por objeto a controvérsia sobre o reconhecimento da natureza jurídica de revisão geral anual de lei que concedeu reajuste a servidores públicos, por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503791. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no Recurso Extraordinário 592.317 RG, de relatoria do Min. GILMAR MENDES, esse recurso paradigma diz respeito a tema distinto, qual seja, a extensão de gratificações de servidores públicos civis e militares, regidos pelo regime estatutário, com base no principio da isonomia. De outro lado, o que se discute neste recurso extraordinário é o caráter de revisão geral de Lei Estadual que concede reajuste, com índices distintos, a determinada categoria de servidores. Não cabe, portanto, a paralisação deste processo. 2. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 799.718 (Rel. Min. GILMAR MENDES Tema 718), que tem por objeto a controvérsia sobre o reconhecimento da natureza jurídica de revisão geral anual de lei que concedeu reajuste a servidores públicos, por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALICE MICHELINE MATOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521310 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.683 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : ANDERSON KAIRON RIBEIRO PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALICE MICHELINE MATOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521310 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MUDANÇA SUPERVENIENTE DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO QUE EMBASOU A IMPETRAÇÃO. PREJUDICIALIDADE. PERDA DE OBJETO. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, ter havido perda de objeto da presente impetração, ante a superveniência do novo ato administrativo que passou a ser o fundamento da perda do benefício. Alega o agravante, em suma, que o ato superveniente, que anulou a condição de anistiado político do impetrante (Portaria 444/2006), estaria sendo impugnado por meio da ADPF 158, de forma que seria necessário determinar-se o sobrestamento da impetração até o julgamento da ADPF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401107. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, ter havido perda de objeto da presente impetração, ante a superveniência do novo ato administrativo que passou a ser o fundamento da perda do benefício. Alega o agravante, em suma, que o ato superveniente, que anulou a condição de anistiado político do impetrante (Portaria 444/2006), estaria sendo impugnado por meio da ADPF 158, de forma que seria necessário determinar-se o sobrestamento da impetração até o julgamento da ADPF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do recorrente não merece prosperar. Com efeito, a decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: “1. Trata-se de recurso ordinário contra acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do MS 10.139/DF, e assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA DE MILITAR. AVISO AO MINISTRO DA DEFESA PARA PROVIDÊNCIAS. OMISSÃO. PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 18 DA LEI Nº 10.599/2002. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO. COMPROMETIMENTO DA LEGALIDADE DO ATO. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Esta Corte já proclamou que, em princípio, tendo o servidor militar sido declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte do Ministro de Estado da Defesa, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei nº 10.599/2002, caracteriza omissão ilegal que viola direito líquido e certo. 2. Apreciando hipóteses idênticas à presente, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça assentou compreensão de que a instauração de processo de anulação, em tese, compromete a legalidade do ato que concedeu a anistia política, circunstância que afasta a alegação de liquidez e certeza do direito vindicado. 3. Precedentes. 4. Ordem denegada’ (Rel. Min. Paulo Gallotti, DJe de 01/02/2013). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do recorrente não merece prosperar. Com efeito, a decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: “1. Trata-se de recurso ordinário contra acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do MS 10.139/DF, e assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA DE MILITAR. AVISO AO MINISTRO DA DEFESA PARA PROVIDÊNCIAS. OMISSÃO. PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 18 DA LEI Nº 10.599/2002. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO. COMPROMETIMENTO DA LEGALIDADE DO ATO. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Esta Corte já proclamou que, em princípio, tendo o servidor militar sido declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte do Ministro de Estado da Defesa, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei nº 10.599/2002, caracteriza omissão ilegal que viola direito líquido e certo. 2. Apreciando hipóteses idênticas à presente, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça assentou compreensão de que a instauração de processo de anulação, em tese, compromete a legalidade do ato que concedeu a anistia política, circunstância que afasta a alegação de liquidez e certeza do direito vindicado. 3. Precedentes. 4. Ordem denegada’ (Rel. Min. Paulo Gallotti, DJe de 01/02/2013). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 26632 AGR / DF Na origem, Antônio Aparecido Vieira impetrou mandado de segurança contra ato omissivo do Ministro de Estado da Defesa, que, não obstante a declaração da condição de anistiado político (Portaria 1.823/2002), não providenciou o pagamento da parcela retroativa, no montante de R$ 246.375,00, conforme determina a Lei 10.559/2002. No recurso ordinário, alega, em síntese, que, (a) a mera instauração de procedimento revisional não poderia afastar a presunção de legitimidade e imperatividade da Portaria 1.823/200; e (b) diante da existência de disponibilidade orçamentária, não poderia a autoridade coatora descumprir a Lei 10.559/02, não realizando o pagamento da indenização devida. 2. No caso, conforme consignado na petição de fl. 242 (Petição 113.291/2008), o ato normativo individual e concreto que fundamentava o pedido inicial, Portaria 1.823/02 (que declarou a condição de anistiado político do impetrante), foi anulado pela Portaria Ministerial 444/2006, o que importa em significativa alteração do conjunto fático-probatório que embasou a presente impetração. Assim, está prejudicado o pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto. Nesse sentido já decidiu esta Suprema Corte: ‘(...) MUDANÇA DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO. MANDADO DE SEGURANÇA PREJUDICADO, POR PERDA SUPERVENIENTE DE OBJETO’ (MS 28.000/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 06/06/2013). 3. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso ordinário”(268-269). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Supremo Tribunal Federal RMS 26632 AGR / DF Na origem, Antônio Aparecido Vieira impetrou mandado de segurança contra ato omissivo do Ministro de Estado da Defesa, que, não obstante a declaração da condição de anistiado político (Portaria 1.823/2002), não providenciou o pagamento da parcela retroativa, no montante de R$ 246.375,00, conforme determina a Lei 10.559/2002. No recurso ordinário, alega, em síntese, que, (a) a mera instauração de procedimento revisional não poderia afastar a presunção de legitimidade e imperatividade da Portaria 1.823/200; e (b) diante da existência de disponibilidade orçamentária, não poderia a autoridade coatora descumprir a Lei 10.559/02, não realizando o pagamento da indenização devida. 2. No caso, conforme consignado na petição de fl. 242 (Petição 113.291/2008), o ato normativo individual e concreto que fundamentava o pedido inicial, Portaria 1.823/02 (que declarou a condição de anistiado político do impetrante), foi anulado pela Portaria Ministerial 444/2006, o que importa em significativa alteração do conjunto fático-probatório que embasou a presente impetração. Assim, está prejudicado o pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto. Nesse sentido já decidiu esta Suprema Corte: ‘(...) MUDANÇA DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO. MANDADO DE SEGURANÇA PREJUDICADO, POR PERDA SUPERVENIENTE DE OBJETO’ (MS 28.000/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 06/06/2013). 3. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso ordinário”(268-269). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : antonio aparecido vieira ADV.(A/S) : ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492351 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : antonio aparecido vieira ADV.(A/S) : ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6511880
2014-06-24T00:00:00
2014-08-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MUDANÇA SUPERVENIENTE DO QUADRO FÁTICO-PROBATÓRIO QUE EMBASOU A IMPETRAÇÃO. PREJUDICIALIDADE. PERDA DE OBJETO. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
sjur271931
Número de páginas: 5. Análise: 18/08/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
26632
[ "LEG-FED LEI-010559 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 26632 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : antonio aparecido vieira ADV.(A/S) : ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. MUDANÇA SUPERVENIENTE DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO QUE EMBASOU A IMPETRAÇÃO. PREJUDICIALIDADE. PERDA DE OBJETO. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, ter havido perda de objeto da presente impetração, ante a superveniência do novo ato administrativo que passou a ser o fundamento da perda do benefício. Alega o agravante, em suma, que o ato superveniente, que anulou a condição de anistiado político do impetrante (Portaria 444/2006), estaria sendo impugnado por meio da ADPF 158, de forma que seria necessário determinar-se o sobrestamento da impetração até o julgamento da ADPF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401107. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTONIO APARECIDO VIEIRA ADV.(A/S) :ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao presente recurso ordinário por entender, em suma, ter havido perda de objeto da presente impetração, ante a superveniência do novo ato administrativo que passou a ser o fundamento da perda do benefício. Alega o agravante, em suma, que o ato superveniente, que anulou a condição de anistiado político do impetrante (Portaria 444/2006), estaria sendo impugnado por meio da ADPF 158, de forma que seria necessário determinar-se o sobrestamento da impetração até o julgamento da ADPF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do recorrente não merece prosperar. Com efeito, a decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: “1. Trata-se de recurso ordinário contra acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do MS 10.139/DF, e assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA DE MILITAR. AVISO AO MINISTRO DA DEFESA PARA PROVIDÊNCIAS. OMISSÃO. PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 18 DA LEI n 10.599/2002. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO. COMPROMETIMENTO DA LEGALIDADE DO ATO. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Esta Corte já proclamou que, em princípio, tendo o servidor militar sido declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte do Ministro de Estado da Defesa, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei n 10.599/2002, caracteriza omissão ilegal que viola direito líquido e certo. 2. Apreciando hipóteses idênticas à presente, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça assentou compreensão de que a instauração de processo de anulação, em tese, compromete a legalidade do ato que concedeu a anistia política, circunstância que afasta a alegação de liquidez e certeza do direito vindicado. 3. Precedentes. 4. Ordem denegada’ (Rel. Min. Paulo Gallotti, DJe de 01/02/2013). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do recorrente não merece prosperar. Com efeito, a decisão recorrida encontra-se assim fundamentada: “1. Trata-se de recurso ordinário contra acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do MS 10.139/DF, e assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA DE MILITAR. AVISO AO MINISTRO DA DEFESA PARA PROVIDÊNCIAS. OMISSÃO. PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 18 DA LEI n 10.599/2002. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ANULAÇÃO. COMPROMETIMENTO DA LEGALIDADE DO ATO. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Esta Corte já proclamou que, em princípio, tendo o servidor militar sido declarado anistiado político por portaria do Ministro de Estado da Justiça, a falta de cumprimento da determinação de providências por parte do Ministro de Estado da Defesa, no prazo previsto no parágrafo único do art. 18 da Lei n 10.599/2002, caracteriza omissão ilegal que viola direito líquido e certo. 2. Apreciando hipóteses idênticas à presente, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça assentou compreensão de que a instauração de processo de anulação, em tese, compromete a legalidade do ato que concedeu a anistia política, circunstância que afasta a alegação de liquidez e certeza do direito vindicado. 3. Precedentes. 4. Ordem denegada’ (Rel. Min. Paulo Gallotti, DJe de 01/02/2013). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RMS 26632 AGR / DF Na origem, Antônio Aparecido Vieira impetrou mandado de segurança contra ato omissivo do Ministro de Estado da Defesa, que, não obstante a declaração da condição de anistiado político (Portaria 1.823/2002), não providenciou o pagamento da parcela retroativa, no montante de R$ 246.375,00, conforme determina a Lei 10.559/2002. No recurso ordinário, alega, em síntese, que, (a) a mera instauração de procedimento revisional não poderia afastar a presunção de legitimidade e imperatividade da Portaria 1.823/200; e (b) diante da existência de disponibilidade orçamentária, não poderia a autoridade coatora descumprir a Lei 10.559/02, não realizando o pagamento da indenização devida. 2. No caso, conforme consignado na petição de fl. 242 (Petição 113.291/2008), o ato normativo individual e concreto que fundamentava o pedido inicial, Portaria 1.823/02 (que declarou a condição de anistiado político do impetrante), foi anulado pela Portaria Ministerial 444/2006, o que importa em significativa alteração do conjunto fático-probatório que embasou a presente impetração. Assim, está prejudicado o pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto. Nesse sentido já decidiu esta Suprema Corte: ‘(...) MUDANÇA DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO. MANDADO DE SEGURANÇA PREJUDICADO, POR PERDA SUPERVENIENTE DE OBJETO’ (MS 28.000/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 06/06/2013). 3. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso ordinário”(268-269). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Supremo Tribunal Federal RMS 26632 AGR / DF Na origem, Antônio Aparecido Vieira impetrou mandado de segurança contra ato omissivo do Ministro de Estado da Defesa, que, não obstante a declaração da condição de anistiado político (Portaria 1.823/2002), não providenciou o pagamento da parcela retroativa, no montante de R$ 246.375,00, conforme determina a Lei 10.559/2002. No recurso ordinário, alega, em síntese, que, (a) a mera instauração de procedimento revisional não poderia afastar a presunção de legitimidade e imperatividade da Portaria 1.823/200; e (b) diante da existência de disponibilidade orçamentária, não poderia a autoridade coatora descumprir a Lei 10.559/02, não realizando o pagamento da indenização devida. 2. No caso, conforme consignado na petição de fl. 242 (Petição 113.291/2008), o ato normativo individual e concreto que fundamentava o pedido inicial, Portaria 1.823/02 (que declarou a condição de anistiado político do impetrante), foi anulado pela Portaria Ministerial 444/2006, o que importa em significativa alteração do conjunto fático-probatório que embasou a presente impetração. Assim, está prejudicado o pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto. Nesse sentido já decidiu esta Suprema Corte: ‘(...) MUDANÇA DO QUADRO FÁTICO- PROBATÓRIO. MANDADO DE SEGURANÇA PREJUDICADO, POR PERDA SUPERVENIENTE DE OBJETO’ (MS 28.000/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 06/06/2013). 3. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso ordinário”(268-269). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6401108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : antonio aparecido vieira ADV.(A/S) : ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492351 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.632 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : antonio aparecido vieira ADV.(A/S) : ILTON CARMONA DE SOUZA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 158", "MS 10 . 139 / DF", "MS 10 . 139 / DF", "MS 28 . 000", "RMS 26632 AGR", "MS 28 . 000 / DF", "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 26 . 632" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 444 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 444 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PARÁGRAFO", "ART . 18 DA LEI n 10 . 599 / 2002", "art . 18 da Lei n 10 . 599 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PARÁGRAFO ÚNICO DO ART . 18 DA LEI n 10 . 599 / 2002", "parágrafo único do art . 18 da Lei n 10 . 599 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 1 . 823 / 2002", "Lei 10 . 559 / 2002", "Portaria 1 . 823 / 200", "Lei 10 . 559 / 02", "Portaria 1 . 823 / 02", "Portaria Ministerial 444 / 2006", "Medida Provisória n 2 .", "Portaria 1 . 823 / 2002", "Lei 10 . 559 / 2002", "Portaria 1 . 823 / 200", "Lei 10 . 559 / 02", "Portaria 1 . 823 / 02", "Portaria Ministerial 444 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Suprema Corte", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO APARECIDO VIEIRA", "ILTON CARMONA DE SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO APARECIDO VIEIRA", "ILTON CARMONA DE SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "ANTONIO APARECIDO VIEIRA", "ILTON CARMONA DE SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Paulo Gallotti", "TEORI ZAVASCKI", "Paulo Gallotti", "TEORI ZAVASCKI", "Antônio Aparecido Vieira", "Cármen Lúcia", "Antônio Aparecido Vieira", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "antonio aparecido vieira", "ILTON CARMONA DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "antonio aparecido vieira", "ILTON CARMONA DE SOUZA", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "01", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "01", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING EMENTA DIREITO AMINISTRATIVO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTATAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.01.2009. Para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução nº 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual nº 7.105/1977 e Decreto nº 29.767/1980), discussão que restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 780456 AGR / RS de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - DAER/RS. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão submetida à apreciação dessa Corte diz com a ofensa direta aos arts. arts. 22, XI e 25, §1º, da Constituição Federal, na medida em que o Tribunal a quo entendeu não ser possível a regulamentação pelo ente estadual, no exercício do respectivo poder de polícia, do transporte coletivo intermunicipal sob o regime de fretamento (fl. 114). Sustenta que há julgados na Corte que conheceram e deram provimento ao recurso extraordinário, entre os quais o AI 843.126/RS, e que há similitude com a matéria discutida no tema 430 da Repercussão Geral. Alega “(...) inexistir o óbice invocado pela decisão monocrática para negativa de seguimento ao recurso extraordinário (...)” (fl. 119). Requer o provimento do recurso extraordinário. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicado em 21.01.2009. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479923. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - DAER/RS. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão submetida à apreciação dessa Corte diz com a ofensa direta aos arts. arts. 22, XI e 25, §1º, da Constituição Federal, na medida em que o Tribunal a quo entendeu não ser possível a regulamentação pelo ente estadual, no exercício do respectivo poder de polícia, do transporte coletivo intermunicipal sob o regime de fretamento (fl. 114). Sustenta que há julgados na Corte que conheceram e deram provimento ao recurso extraordinário, entre os quais o AI 843.126/RS, e que há similitude com a matéria discutida no tema 430 da Repercussão Geral. Alega “(...) inexistir o óbice invocado pela decisão monocrática para negativa de seguimento ao recurso extraordinário (...)” (fl. 119). Requer o provimento do recurso extraordinário. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicado em 21.01.2009. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 22, XI, e 25, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Na esteira da jurisprudência desta Corte, um dos fundamentos adotados no acórdão recorrido, atinente à incompatibilidade entre a resolução questionada e a Lei Estadual 7.105/1977, restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. Nesse sentido,as decisões monocráticas proferidas no ARE 722.676/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.4.2013 e no RE 640.609/RS, de minha relatoria, DJe 21.02.2013. Aplicável, à hipótese, a Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 22, XI, e 25, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Na esteira da jurisprudência desta Corte, um dos fundamentos adotados no acórdão recorrido, atinente à incompatibilidade entre a resolução questionada e a Lei Estadual 7.105/1977, restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. Nesse sentido,as decisões monocráticas proferidas no ARE 722.676/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.4.2013 e no RE 640.609/RS, de minha relatoria, DJe 21.02.2013. Aplicável, à hipótese, a Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DISCUSSÃO SOBRE A VALIDADE DA RESOLUÇÃO N. 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ (AI 802.499/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2011.) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. LIMITAÇÃO DE DISTÂNCIA PERCORRIDA POR VEÍCULO DE TURISMO, COM BASE NA IDADE DO CHASSI. RESOLUÇÃO Nº 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. Nos termos do inciso XI do art. 22 da Constituição Federal, cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre trânsito e transporte, não havendo como a autarquia estadual impor restrições, como a constante do art. 21 da Resolução nº 4.107/04, mediante simples Resolução. Na hipótese dos autos a restrição sequer é razoável, pois a documentação colacionada nos autos demonstra que o veículo encontra-se em boas condições de trafegabilidade, de modo que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DISCUSSÃO SOBRE A VALIDADE DA RESOLUÇÃO N. 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ (AI 802.499/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2011.) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. LIMITAÇÃO DE DISTÂNCIA PERCORRIDA POR VEÍCULO DE TURISMO, COM BASE NA IDADE DO CHASSI. RESOLUÇÃO Nº 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. Nos termos do inciso XI do art. 22 da Constituição Federal, cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre trânsito e transporte, não havendo como a autarquia estadual impor restrições, como a constante do art. 21 da Resolução nº 4.107/04, mediante simples Resolução. Na hipótese dos autos a restrição sequer é razoável, pois a documentação colacionada nos autos demonstra que o veículo encontra-se em boas condições de trafegabilidade, de modo que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS a verificação das condições de segurança deveria ser feita in loco, no veículo, não pela simples aferição da idade do chassi” (fl. 40). Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Verifica-se que para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução nº 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual nº 7.105/1977 e Decreto nº 29.767/1980), restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTADUAL DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CATEGORIA TURÍSTICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 722.676-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS a verificação das condições de segurança deveria ser feita in loco, no veículo, não pela simples aferição da idade do chassi” (fl. 40). Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Verifica-se que para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução nº 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual nº 7.105/1977 e Decreto nº 29.767/1980), restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTADUAL DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CATEGORIA TURÍSTICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 722.676-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 26.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 600.233-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 02.3.2012). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Decreto e poder regulamentar. Conflito de legalidade. Súmula 636. Precedentes. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 574.251- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 8.2.2011). “DECRETO ESTADUAL COM EFICÁCIA NORMATIVA E CARÁTER REGULAMENTAR. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. 1. As questões infraconstitucionais não podem ser examinadas em sede de recurso extraordinário. 2. O exame do decreto estadual encontra óbice na Súmula 280/STF e configuraria no máximo violação indireta à Constituição do Brasil. 3. A questão constitucional foi devidamente examinada, não havendo que se falar em omissão no julgado. Embargos de declaração rejeitados” (RE 461.878-AgR-ED-ED, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 25.9.2009). Quanto à alegação que há precedente dando provimento ao recurso da autarquia rodoviária estadual, em caso semelhante no AI 843.126/RS, razão não assiste a agravante. Esclareço que o provimento do agravo de instrumento foi para a subida do recurso extraordinário que recebeu o nº RE 759.278/RS. Em 21.3.2014, o Ministro Teori Zavascki, ao julgar monocraticamente o RE 759.278/RS, negou seguimento ao recurso da ora agravante, decisão com trânsito em julgado em 04.4.2014, que segue parcialmente transcrita: “(...) 3. No mais, o Tribunal de origem adotou fundamentos constitucional e infraconstitucional autônomos e suficientes para sustentar sua conclusão. A teor da Súmula 283/STF, é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 600.233-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 02.3.2012). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Decreto e poder regulamentar. Conflito de legalidade. Súmula 636. Precedentes. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 574.251- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 8.2.2011). “DECRETO ESTADUAL COM EFICÁCIA NORMATIVA E CARÁTER REGULAMENTAR. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. 1. As questões infraconstitucionais não podem ser examinadas em sede de recurso extraordinário. 2. O exame do decreto estadual encontra óbice na Súmula 280/STF e configuraria no máximo violação indireta à Constituição do Brasil. 3. A questão constitucional foi devidamente examinada, não havendo que se falar em omissão no julgado. Embargos de declaração rejeitados” (RE 461.878-AgR-ED-ED, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 25.9.2009). Quanto à alegação que há precedente dando provimento ao recurso da autarquia rodoviária estadual, em caso semelhante no AI 843.126/RS, razão não assiste a agravante. Esclareço que o provimento do agravo de instrumento foi para a subida do recurso extraordinário que recebeu o nº RE 759.278/RS. Em 21.3.2014, o Ministro Teori Zavascki, ao julgar monocraticamente o RE 759.278/RS, negou seguimento ao recurso da ora agravante, decisão com trânsito em julgado em 04.4.2014, que segue parcialmente transcrita: “(...) 3. No mais, o Tribunal de origem adotou fundamentos constitucional e infraconstitucional autônomos e suficientes para sustentar sua conclusão. A teor da Súmula 283/STF, é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS ‘inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles’. Veja-se o fundamento infraconstitucional apto a manter, por si só, o julgado: A Lei n. 11.090/1998, que reestruturou o DAER, não outorgou competência normativa ao Conselho de Tráfego para regulamentar a atividade privada de transporte de pessoas na modalidade turística. A competência do Conselho de Tráfego “apreciar todos os assuntos referentes ao tráfego intermunicipal e aos serviços das agências e estações rodoviárias” não alberga a de disciplinar a atividade de transporte privado. Contudo, em 26 de junho de 2004, o Conselho de Tráfego do DAER editou a Resolução 4107/2004, disciplinando a execução de serviços especiais de transporte coletivo, quais sejam, ‘os serviços referentes ao transporte rodoviário intermunicipal de pessoas no regime de fretamento contínuo ou turístico, só podendo ser prestados em circuito fechado com fins comerciais ou gratuitos realizados em veículo da empresa transportadora sem que tenha qualquer característica de transporte regular de passageiros, independentemente de licitação’. Confrontando-se o teor da Resolução n. 4.107, de 27 de junho de 2004, à luz do ordenamento jurídico vigente, é forçoso concluir que o art. 21 que limita a utilização de veículo acima de 20 anos é ilegal, porque desborda dos limites da Lei estadual n. 7.105, de 28 de novembro de 1977. Tal restrição, a par de não constar da lei estadual, sequer consta da legislação nacional sobre a matéria. Segundo a lei estadual, a fiscalização está restrita às indispensáveis condições de conforto e segurança para os usuários. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve provimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 17/10/2012 (REsp 1.232.522/RS, Min. Benedito Gonçalves, Dje de 28/09/2012), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS ‘inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles’. Veja-se o fundamento infraconstitucional apto a manter, por si só, o julgado: A Lei n. 11.090/1998, que reestruturou o DAER, não outorgou competência normativa ao Conselho de Tráfego para regulamentar a atividade privada de transporte de pessoas na modalidade turística. A competência do Conselho de Tráfego “apreciar todos os assuntos referentes ao tráfego intermunicipal e aos serviços das agências e estações rodoviárias” não alberga a de disciplinar a atividade de transporte privado. Contudo, em 26 de junho de 2004, o Conselho de Tráfego do DAER editou a Resolução 4107/2004, disciplinando a execução de serviços especiais de transporte coletivo, quais sejam, ‘os serviços referentes ao transporte rodoviário intermunicipal de pessoas no regime de fretamento contínuo ou turístico, só podendo ser prestados em circuito fechado com fins comerciais ou gratuitos realizados em veículo da empresa transportadora sem que tenha qualquer característica de transporte regular de passageiros, independentemente de licitação’. Confrontando-se o teor da Resolução n. 4.107, de 27 de junho de 2004, à luz do ordenamento jurídico vigente, é forçoso concluir que o art. 21 que limita a utilização de veículo acima de 20 anos é ilegal, porque desborda dos limites da Lei estadual n. 7.105, de 28 de novembro de 1977. Tal restrição, a par de não constar da lei estadual, sequer consta da legislação nacional sobre a matéria. Segundo a lei estadual, a fiscalização está restrita às indispensáveis condições de conforto e segurança para os usuários. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve provimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 17/10/2012 (REsp 1.232.522/RS, Min. Benedito Gonçalves, Dje de 28/09/2012), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a procedência do pedido. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; RE 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; RE 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; RE 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08- 2009. Assim, restando imutável o fundamento do acórdão de que a Resolução 4.107/04 ultrapassa os limites outorgados à autarquia estadual pelas Leis Estaduais 7.105/77 e 11.090/98, torna-se inócua a discussão relativa a eventual existência de competência legislativa privativa da União para tratar da matéria. 4. Outrossim, o Tribunal de origem, ao decidir pela natureza privada do transporte rodoviário de pessoas realizado por operadoras de turismo, o fez tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 9.074/95 e 10.233/01). Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 670.626-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 06/02/2013; ARE 746.649-AgR, Segunda Turma, rel. Min GILMAR MENDES, DJe de 24/6/2013. 5. Por fim, é de se afastar qualquer relação da questão discutida nos presentes autos com aquela abordada no ARE 639.496 (Tema 430), submetido à sistemática da repercussão geral. Neste precedente, tratou-se dos limites da competência suplementar municipal para legislar sobre trânsito e transporte, impondo sanções mais gravosas que as previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Como se vê, não há qualquer semelhança entre as matérias, razão pela qual é incabível a aplicação do art. 543-B do CPC. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a procedência do pedido. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; RE 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; RE 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; RE 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08- 2009. Assim, restando imutável o fundamento do acórdão de que a Resolução 4.107/04 ultrapassa os limites outorgados à autarquia estadual pelas Leis Estaduais 7.105/77 e 11.090/98, torna-se inócua a discussão relativa a eventual existência de competência legislativa privativa da União para tratar da matéria. 4. Outrossim, o Tribunal de origem, ao decidir pela natureza privada do transporte rodoviário de pessoas realizado por operadoras de turismo, o fez tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 9.074/95 e 10.233/01). Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 670.626-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 06/02/2013; ARE 746.649-AgR, Segunda Turma, rel. Min GILMAR MENDES, DJe de 24/6/2013. 5. Por fim, é de se afastar qualquer relação da questão discutida nos presentes autos com aquela abordada no ARE 639.496 (Tema 430), submetido à sistemática da repercussão geral. Neste precedente, tratou-se dos limites da competência suplementar municipal para legislar sobre trânsito e transporte, impondo sanções mais gravosas que as previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Como se vê, não há qualquer semelhança entre as matérias, razão pela qual é incabível a aplicação do art. 543-B do CPC. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS De qualquer forma, o resultado do julgamento desse precedente nada influiria na presente causa, dada a incapacidade de o recurso extraordinário superar o juízo de prelibação. 6. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS De qualquer forma, o resultado do julgamento desse precedente nada influiria na presente causa, dada a incapacidade de o recurso extraordinário superar o juízo de prelibação. 6. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) : ITACIR DOS SANTOS SCHILLING Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527933 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) : ITACIR DOS SANTOS SCHILLING Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527933 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6555885
2014-08-05T00:00:00
2014-08-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO AMINISTRATIVO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTATAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.01.2009. Para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução nº 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual nº 7.105/1977 e Decreto nº 29.767/1980), discussão que restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur273308
- Acórdão(s) citado(s): (TRANSPORTE DE PASSAGEIRO, REGULAMENTAÇÃO) RE 461878 AgR-ED-ED (2ªT), RE 574251 AgR (2ªT), RE 600233 AgR (1ªT), ARE 722676 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 01/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
780456
[ "LEG-FED DEC-029767 ANO-1980\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-007105 ANO-1977\n LEI ORDINÁRIA, RS\n\n", "LEG-EST RES-004107 ANO-2004\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER, RS" ]
AI-AgR
acordaos
AI 780456 AgR
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AGTE.(S) : DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) : ITACIR DOS SANTOS SCHILLING
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING EMENTA DIREITO AMINISTRATIVO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTATAL. OFENSA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.01.2009. Para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução n 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual n 7.105/1977 e Decreto n 29.767/1980), discussão que restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 780456 AGR / RS de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - DAER/RS. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão submetida à apreciação dessa Corte diz com a ofensa direta aos arts. arts. 22, XI e 25, §1..., da Constituição Federal, na medida em que o Tribunal a quo entendeu não ser possível a regulamentação pelo ente estadual, no exercício do respectivo poder de polícia, do transporte coletivo intermunicipal sob o regime de fretamento (fl. 114). Sustenta que há julgados na Corte que conheceram e deram provimento ao recurso extraordinário, entre os quais o AI 843.126/RS, e que há similitude com a matéria discutida no tema 430 da Repercussão Geral. Alega “(...) inexistir o óbice invocado pela decisão monocrática para negativa de seguimento ao recurso extraordinário (...)” (fl. 119). Requer o provimento do recurso extraordinário. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicado em 21.01.2009. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479923. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) :ITACIR DOS SANTOS SCHILLING R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - DAER/RS. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão submetida à apreciação dessa Corte diz com a ofensa direta aos arts. arts. 22, XI e 25, §1..., da Constituição Federal, na medida em que o Tribunal a quo entendeu não ser possível a regulamentação pelo ente estadual, no exercício do respectivo poder de polícia, do transporte coletivo intermunicipal sob o regime de fretamento (fl. 114). Sustenta que há julgados na Corte que conheceram e deram provimento ao recurso extraordinário, entre os quais o AI 843.126/RS, e que há similitude com a matéria discutida no tema 430 da Repercussão Geral. Alega “(...) inexistir o óbice invocado pela decisão monocrática para negativa de seguimento ao recurso extraordinário (...)” (fl. 119). Requer o provimento do recurso extraordinário. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul publicado em 21.01.2009. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 22, XI, e 25, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Na esteira da jurisprudência desta Corte, um dos fundamentos adotados no acórdão recorrido, atinente à incompatibilidade entre a resolução questionada e a Lei Estadual 7.105/1977, restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. Nesse sentido,as decisões monocráticas proferidas no ARE 722.676/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.4.2013 e no Recurso Extraordinário 640.609/RS, de minha relatoria, DJe 21.02.2013. Aplicável, à hipótese, a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 22, XI, e 25, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Na esteira da jurisprudência desta Corte, um dos fundamentos adotados no acórdão recorrido, atinente à incompatibilidade entre a resolução questionada e a Lei Estadual 7.105/1977, restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. Nesse sentido,as decisões monocráticas proferidas no ARE 722.676/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.4.2013 e no Recurso Extraordinário 640.609/RS, de minha relatoria, DJe 21.02.2013. Aplicável, à hipótese, a Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DISCUSSÃO SOBRE A VALIDADE DA RESOLUÇÃO N. 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ (AI 802.499/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2011.) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. LIMITAÇÃO DE DISTÂNCIA PERCORRIDA POR VEÍCULO DE TURISMO, COM BASE NA IDADE DO CHASSI. RESOLUÇÃO n 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. Nos termos do inciso XI do art. 22 da Constituição Federal, cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre trânsito e transporte, não havendo como a autarquia estadual impor restrições, como a constante do art. 21 da Resolução n 4.107/04, mediante simples Resolução. Na hipótese dos autos a restrição sequer é razoável, pois a documentação colacionada nos autos demonstra que o veículo encontra-se em boas condições de trafegabilidade, de modo que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DISCUSSÃO SOBRE A VALIDADE DA RESOLUÇÃO N. 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.’ (AI 802.499/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2011.) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. LIMITAÇÃO DE DISTÂNCIA PERCORRIDA POR VEÍCULO DE TURISMO, COM BASE NA IDADE DO CHASSI. RESOLUÇÃO n 4.107/04 DO CONSELHO DE TRÁFEGO DO DAER. Nos termos do inciso XI do art. 22 da Constituição Federal, cabe à União, em caráter privativo, legislar sobre trânsito e transporte, não havendo como a autarquia estadual impor restrições, como a constante do art. 21 da Resolução n 4.107/04, mediante simples Resolução. Na hipótese dos autos a restrição sequer é razoável, pois a documentação colacionada nos autos demonstra que o veículo encontra-se em boas condições de trafegabilidade, de modo que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS a verificação das condições de segurança deveria ser feita in loco, no veículo, não pela simples aferição da idade do chassi” (fl. 40). Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Verifica-se que para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução n 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual n 7.105/1977 e Decreto n 29.767/1980), restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTADUAL DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CATEGORIA TURÍSTICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 722.676-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS a verificação das condições de segurança deveria ser feita in loco, no veículo, não pela simples aferição da idade do chassi” (fl. 40). Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Verifica-se que para divergir do entendimento do Tribunal a quo seria necessário analisar se a norma regulamentadora (Resolução n 4.107/2004) teria ou não extrapolado os limites impostos pela lei regulamentada (Lei Estadual n 7.105/1977 e Decreto n 29.767/1980), restringe-se ao plano da legalidade, não alcançando estatura constitucional. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente para manutenção do julgado. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REGULAMENTAÇÃO POR ÓRGÃO ESTADUAL DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS NA CATEGORIA TURÍSTICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 722.676-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 26.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. LICENÇA PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 600.233-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 02.3.2012). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Decreto e poder regulamentar. Conflito de legalidade. Súmula 636. Precedentes. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 574.251- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 8.2.2011). “DECRETO ESTADUAL COM EFICÁCIA NORMATIVA E CARÁTER REGULAMENTAR. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. 1. As questões infraconstitucionais não podem ser examinadas em sede de recurso extraordinário. 2. O exame do decreto estadual encontra óbice na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e configuraria no máximo violação indireta à Constituição do Brasil. 3. A questão constitucional foi devidamente examinada, não havendo que se falar em omissão no julgado. Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário 461.878-AgR-ED-ED, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 25.9.2009). Quanto à alegação que há precedente dando provimento ao recurso da autarquia rodoviária estadual, em caso semelhante no AI 843.126/RS, razão não assiste a agravante. Esclareço que o provimento do agravo de instrumento foi para a subida do recurso extraordinário que recebeu o n Recurso Extraordinário 759.278/RS. Em 21.3.2014, o Ministro Teori Zavascki, ao julgar monocraticamente o Recurso Extraordinário 759.278/RS, negou seguimento ao recurso da ora agravante, decisão com trânsito em julgado em 04.4.2014, que segue parcialmente transcrita: “(...) 3. No mais, o Tribunal de origem adotou fundamentos constitucional e infraconstitucional autônomos e suficientes para sustentar sua conclusão. A teor da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 600.233-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 02.3.2012). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Decreto e poder regulamentar. Conflito de legalidade. Súmula 636. Precedentes. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 574.251- AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 8.2.2011). “DECRETO ESTADUAL COM EFICÁCIA NORMATIVA E CARÁTER REGULAMENTAR. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. 1. As questões infraconstitucionais não podem ser examinadas em sede de recurso extraordinário. 2. O exame do decreto estadual encontra óbice na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e configuraria no máximo violação indireta à Constituição do Brasil. 3. A questão constitucional foi devidamente examinada, não havendo que se falar em omissão no julgado. Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário 461.878-AgR-ED-ED, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 25.9.2009). Quanto à alegação que há precedente dando provimento ao recurso da autarquia rodoviária estadual, em caso semelhante no AI 843.126/RS, razão não assiste a agravante. Esclareço que o provimento do agravo de instrumento foi para a subida do recurso extraordinário que recebeu o n Recurso Extraordinário 759.278/RS. Em 21.3.2014, o Ministro Teori Zavascki, ao julgar monocraticamente o Recurso Extraordinário 759.278/RS, negou seguimento ao recurso da ora agravante, decisão com trânsito em julgado em 04.4.2014, que segue parcialmente transcrita: “(...) 3. No mais, o Tribunal de origem adotou fundamentos constitucional e infraconstitucional autônomos e suficientes para sustentar sua conclusão. A teor da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, é 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS ‘inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles’. Veja-se o fundamento infraconstitucional apto a manter, por si só, o julgado: A Lei n. 11.090/1998, que reestruturou o DAER, não outorgou competência normativa ao Conselho de Tráfego para regulamentar a atividade privada de transporte de pessoas na modalidade turística. A competência do Conselho de Tráfego “apreciar todos os assuntos referentes ao tráfego intermunicipal e aos serviços das agências e estações rodoviárias” não alberga a de disciplinar a atividade de transporte privado. Contudo, em 26 de junho de 2004, o Conselho de Tráfego do DAER editou a Resolução 4107/2004, disciplinando a execução de serviços especiais de transporte coletivo, quais sejam, ‘os serviços referentes ao transporte rodoviário intermunicipal de pessoas no regime de fretamento contínuo ou turístico, só podendo ser prestados em circuito fechado com fins comerciais ou gratuitos realizados em veículo da empresa transportadora sem que tenha qualquer característica de transporte regular de passageiros, independentemente de licitação’. Confrontando-se o teor da Resolução n. 4.107, de 27 de junho de 2004, à luz do ordenamento jurídico vigente, é forçoso concluir que o art. 21 que limita a utilização de veículo acima de 20 anos é ilegal, porque desborda dos limites da Lei estadual n. 7.105, de 28 de novembro de 1977. Tal restrição, a par de não constar da lei estadual, sequer consta da legislação nacional sobre a matéria. Segundo a lei estadual, a fiscalização está restrita às indispensáveis condições de conforto e segurança para os usuários. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve provimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 17/10/2012 (REsp 1.232.522/RS, Min. Benedito Gonçalves, Dje de 28/09/2012), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS ‘inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles’. Veja-se o fundamento infraconstitucional apto a manter, por si só, o julgado: A Lei n. 11.090/1998, que reestruturou o DAER, não outorgou competência normativa ao Conselho de Tráfego para regulamentar a atividade privada de transporte de pessoas na modalidade turística. A competência do Conselho de Tráfego “apreciar todos os assuntos referentes ao tráfego intermunicipal e aos serviços das agências e estações rodoviárias” não alberga a de disciplinar a atividade de transporte privado. Contudo, em 26 de junho de 2004, o Conselho de Tráfego do DAER editou a Resolução 4107/2004, disciplinando a execução de serviços especiais de transporte coletivo, quais sejam, ‘os serviços referentes ao transporte rodoviário intermunicipal de pessoas no regime de fretamento contínuo ou turístico, só podendo ser prestados em circuito fechado com fins comerciais ou gratuitos realizados em veículo da empresa transportadora sem que tenha qualquer característica de transporte regular de passageiros, independentemente de licitação’. Confrontando-se o teor da Resolução n. 4.107, de 27 de junho de 2004, à luz do ordenamento jurídico vigente, é forçoso concluir que o art. 21 que limita a utilização de veículo acima de 20 anos é ilegal, porque desborda dos limites da Lei estadual n. 7.105, de 28 de novembro de 1977. Tal restrição, a par de não constar da lei estadual, sequer consta da legislação nacional sobre a matéria. Segundo a lei estadual, a fiscalização está restrita às indispensáveis condições de conforto e segurança para os usuários. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve provimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 17/10/2012 (REsp 1.232.522/RS, Min. Benedito Gonçalves, Dje de 28/09/2012), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a procedência do pedido. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; Recurso Extraordinário 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; Recurso Extraordinário 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; Recurso Extraordinário 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08- 2009. Assim, restando imutável o fundamento do acórdão de que a Resolução 4.107/04 ultrapassa os limites outorgados à autarquia estadual pelas Leis Estaduais 7.105/77 e 11.090/98, torna-se inócua a discussão relativa a eventual existência de competência legislativa privativa da União para tratar da matéria. 4. Outrossim, o Tribunal de origem, ao decidir pela natureza privada do transporte rodoviário de pessoas realizado por operadoras de turismo, o fez tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 9.074/95 e 10.233/01). Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 670.626-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 06/02/2013; ARE 746.649-AgR, Segunda Turma, rel. Min GILMAR MENDES, DJe de 24/6/2013. 5. Por fim, é de se afastar qualquer relação da questão discutida nos presentes autos com aquela abordada no ARE 639.496 (Tema 430), submetido à sistemática da repercussão geral. Neste precedente, tratou-se dos limites da competência suplementar municipal para legislar sobre trânsito e transporte, impondo sanções mais gravosas que as previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Como se vê, não há qualquer semelhança entre as matérias, razão pela qual é incabível a aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a procedência do pedido. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; Recurso Extraordinário 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; Recurso Extraordinário 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; Recurso Extraordinário 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08- 2009. Assim, restando imutável o fundamento do acórdão de que a Resolução 4.107/04 ultrapassa os limites outorgados à autarquia estadual pelas Leis Estaduais 7.105/77 e 11.090/98, torna-se inócua a discussão relativa a eventual existência de competência legislativa privativa da União para tratar da matéria. 4. Outrossim, o Tribunal de origem, ao decidir pela natureza privada do transporte rodoviário de pessoas realizado por operadoras de turismo, o fez tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 9.074/95 e 10.233/01). Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 670.626-AgR, Primeira Turma, rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 06/02/2013; ARE 746.649-AgR, Segunda Turma, rel. Min GILMAR MENDES, DJe de 24/6/2013. 5. Por fim, é de se afastar qualquer relação da questão discutida nos presentes autos com aquela abordada no ARE 639.496 (Tema 430), submetido à sistemática da repercussão geral. Neste precedente, tratou-se dos limites da competência suplementar municipal para legislar sobre trânsito e transporte, impondo sanções mais gravosas que as previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Como se vê, não há qualquer semelhança entre as matérias, razão pela qual é incabível a aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 780456 AGR / RS De qualquer forma, o resultado do julgamento desse precedente nada influiria na presente causa, dada a incapacidade de o recurso extraordinário superar o juízo de prelibação. 6. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Supremo Tribunal Federal AI 780456 AGR / RS De qualquer forma, o resultado do julgamento desse precedente nada influiria na presente causa, dada a incapacidade de o recurso extraordinário superar o juízo de prelibação. 6. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6479924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) : ITACIR DOS SANTOS SCHILLING Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527933 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 780.456 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM -DAER/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : AUTO VIAÇÃO SERRA MAR LTDA ADV.(A/S) : ITACIR DOS SANTOS SCHILLING Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527933 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "DAER", "Conselho de Tráfego", "Conselho de Tráfego", "Conselho de Tráfego do DAER", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "DAER", "Conselho de Tráfego", "Conselho de Tráfego", "Conselho de Tráfego do DAER", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira", "Primeira Turma", "União", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "União", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Weber", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Benedito Gonçalves", "Benedito Gonçalves", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ITACIR DOS SANTOS SCHILLING", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ITACIR DOS SANTOS SCHILLING", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "21", ".", "01", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "21", ".", "01", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "21", ".", "01", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "03", ".", "4", ".", "2013", "21", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "03", ".", "4", ".", "2013", "21", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "3", ".", "2012", "8", ".", "2", ".", "2011", "25", ".", "9", ".", "2009", "21", ".", "3", ".", "2014", "04", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "3", ".", "2012", "8", ".", "2", ".", "2011", "25", ".", "9", ".", "2009", "21", ".", "3", ".", "2014", "04", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de junho de 2004", "27 de junho de 2004", "28 de novembro de 1977", "17", "/", "10", "/", "2012", "28", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de junho de 2004", "27 de junho de 2004", "28 de novembro de 1977", "17", "/", "10", "/", "2012", "28", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "-", "03", "-", "2013", "20", "-", "04", "-", "2012", "15", "-", "08", "-", "2011", "14", "-", "08", "-", "2009", "06", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "-", "03", "-", "2013", "20", "-", "04", "-", "2012", "15", "-", "08", "-", "2011", "14", "-", "08", "-", "2009", "06", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA DECIDIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. FALÊNCIA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. LEI 11.101/2005. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.10.2011. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do RE 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 677921 AGR / RJ manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-Lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-Lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a União. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa aos arts. 97 e 114 da Constituição Federal. Alega que o acórdão recorrido declarou “(...) efetivamente a inconstitucionalidade do art. 6º, § 7º, da Lei 11.101/2005, ao suspender a execução fiscal em virtude da recuperação judicial” (doc.17, fl. 03). Sustenta violação do art. 97 da Lei Maior, pois o Superior Tribunal de Justiça não submeteu a matéria à Corte Especial. Aduz afronta ao art. 114 da Constituição da República “(...) na medida em que este dispositivo estabeleceu, em efeitos práticos, a competência da justiça do trabalho para o ajuizamento e prosseguimento das execuções fiscais, e o acórdão recorrido definiu que compete ao Juízo da recuperação judicial – Justiça Estadual – decidir sobre a penhora em execução fiscal processada perante a Justiça Trabalhista” (doc. 17, fls. 05-6). Acórdão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça publicado em 03.10.2011. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a União. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa aos arts. 97 e 114 da Constituição Federal. Alega que o acórdão recorrido declarou “(...) efetivamente a inconstitucionalidade do art. 6º, § 7º, da Lei 11.101/2005, ao suspender a execução fiscal em virtude da recuperação judicial” (doc.17, fl. 03). Sustenta violação do art. 97 da Lei Maior, pois o Superior Tribunal de Justiça não submeteu a matéria à Corte Especial. Aduz afronta ao art. 114 da Constituição da República “(...) na medida em que este dispositivo estabeleceu, em efeitos práticos, a competência da justiça do trabalho para o ajuizamento e prosseguimento das execuções fiscais, e o acórdão recorrido definiu que compete ao Juízo da recuperação judicial – Justiça Estadual – decidir sobre a penhora em execução fiscal processada perante a Justiça Trabalhista” (doc. 17, fls. 05-6). Acórdão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça publicado em 03.10.2011. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 677921 AGR / RJ É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97 e 114 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 656.890- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 02.10.2012; e RE 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 12.11.2012, cuja ementa transcrevo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97 e 114 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 656.890- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 02.10.2012; e RE 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 12.11.2012, cuja ementa transcrevo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. TERRENO DE MARINHA. TAXA DE OCUPAÇÃO. PROCESSO DEMARCATÓRIO. CITAÇÃO DOS INTERESSADOS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refutou todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. II - Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. TERRENO DE MARINHA. TAXA DE OCUPAÇÃO. PROCESSO DEMARCATÓRIO. CITAÇÃO DOS INTERESSADOS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refutou todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. II - Não há que falar em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do STF, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ Constituição. Precedentes. III - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE 577.910- AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 26.02.2014). “DIREITO TRIBUTÁRIO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELA NÃO INCORPORÁVEL À REMUNERAÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 28/2000. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. RESERVA DE PLENÁRIO INAPLICÁVEL. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL AO CASO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 22.10.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual violação, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistência de ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou de contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ Constituição. Precedentes. III - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE 577.910- AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 26.02.2014). “DIREITO TRIBUTÁRIO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELA NÃO INCORPORÁVEL À REMUNERAÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 28/2000. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. RESERVA DE PLENÁRIO INAPLICÁVEL. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL AO CASO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 22.10.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual violação, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistência de ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou de contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ norma legal discutida na espécie. Agravo conhecido e não provido” (ARE 666.857-AgR/PE, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.11.2013). Noutro giro, oportuna a transcrição da ementa proferida pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça que versa sobre conflito de competência: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E JUÍZO TRABALHISTA. LEI Nº 11.101/05. PRESERVAÇÃO DOS INTERESSES DOS DEMAIS CREDORES. MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E A MANUTENÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL QUE CORRE NO JUÍZO TRABALHISTA. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (doc. 12, fl. 105). Emerge do acórdão recorrido que o STJ, com base no art. 120, parágrafo único, do Código de Processo Civil, conheceu do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde se processa a recuperação judicial e as causas em que estejam envolvidos interesses e bens da empresa em recuperação. Divergir de tal entendimento dependeria da prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie – Código Tributário Nacional e Leis nº 6.830/80 e 11.101/2005, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Em casos semelhantes, a Corte já decidiu. Cito precedentes, AI 803.775/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.4.2014, decisão monocrática com trânsito em julgado em 12.5.2014, o ARE 793.392-AgR/DF e RE 704.676-AgR/SP, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ norma legal discutida na espécie. Agravo conhecido e não provido” (ARE 666.857-AgR/PE, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.11.2013). Noutro giro, oportuna a transcrição da ementa proferida pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça que versa sobre conflito de competência: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E JUÍZO TRABALHISTA. LEI Nº 11.101/05. PRESERVAÇÃO DOS INTERESSES DOS DEMAIS CREDORES. MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E A MANUTENÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL QUE CORRE NO JUÍZO TRABALHISTA. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (doc. 12, fl. 105). Emerge do acórdão recorrido que o STJ, com base no art. 120, parágrafo único, do Código de Processo Civil, conheceu do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde se processa a recuperação judicial e as causas em que estejam envolvidos interesses e bens da empresa em recuperação. Divergir de tal entendimento dependeria da prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie – Código Tributário Nacional e Leis nº 6.830/80 e 11.101/2005, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Em casos semelhantes, a Corte já decidiu. Cito precedentes, AI 803.775/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.4.2014, decisão monocrática com trânsito em julgado em 12.5.2014, o ARE 793.392-AgR/DF e RE 704.676-AgR/SP, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: INEXISTÊNCIA. 2. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL FALIMENTAR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 793.392-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 07.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 12.11.2012). Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do RE 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. Transcrevo a ementa: “CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: INEXISTÊNCIA. 2. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL FALIMENTAR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 793.392-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 07.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 12.11.2012). Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do RE 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. Transcrevo a ementa: “CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 677921 AGR / RJ TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA CF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A questão central debatida no presente recurso consiste em saber qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se o entendimento de que a competência para executar os créditos ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art. 114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e improvido.” Nesse sentir, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal RE 677921 AGR / RJ TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA CF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A questão central debatida no presente recurso consiste em saber qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se o entendimento de que a competência para executar os créditos ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art. 114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e improvido.” Nesse sentir, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) : LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) : ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) : ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) : JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) : PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572565 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) : LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) : ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) : ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) : JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) : PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572565 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6603093
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA DECIDIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. FALÊNCIA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. LEI 11.101/2005. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.10.2011. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do RE 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-Lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur274645
- Acórdão(s) citado(s): (RECUPERAÇÃO JUDICIAL, COMPETÊNCIA) RE 583955 RG. (RESERVA DE PLENÁRIO) RE 577910 AgR (2ªT), ARE 666857 AgR (1ªT). (EXECUÇÃO FISCAL, FALÊNCIA, COMPETÊNCIA) RE 704676 AgR (2ªT), ARE 793392 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (EXECUÇÃO FISCAL, FALÊNCIA, COMPETÊNCIA) ARE 803775. Número de páginas: 12. Análise: 09/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
677921
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n", "LEG-FED LEI-011101 ANO-2005\n LF-2005 LEI DE FALÊNCIAS\n\n", "LEG-FED DEL-007661 ANO-1945\n LF-1945 LEI DE FALÊNCIAS\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 677921 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) : LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) : ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) : ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) : JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) : PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA DECIDIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. FALÊNCIA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. LEI 11.101/2005. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.10.2011. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do Recurso Extraordinário 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-Lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-Lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544085. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a União. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa aos arts. 97 e 114 da Constituição Federal. Alega que o acórdão recorrido declarou “(...) efetivamente a inconstitucionalidade do art. 6..., § 7..., da Lei 11.101/2005, ao suspender a execução fiscal em virtude da recuperação judicial” (doc.17, fl. 03). Sustenta violação do art. 97 da Lei Maior, pois o Superior Tribunal de Justiça não submeteu a matéria à Corte Especial. Aduz afronta ao art. 114 da Constituição da República “(...) na medida em que este dispositivo estabeleceu, em efeitos práticos, a competência da justiça do trabalho para o ajuizamento e prosseguimento das execuções fiscais, e o acórdão recorrido definiu que compete ao Juízo da recuperação judicial – Justiça Estadual – decidir sobre a penhora em execução fiscal processada perante a Justiça Trabalhista” (doc. 17, fls. 05-6). Acórdão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça publicado em 03.10.2011. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) :LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) :ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) :ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) :JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) :PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a União. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa aos arts. 97 e 114 da Constituição Federal. Alega que o acórdão recorrido declarou “(...) efetivamente a inconstitucionalidade do art. 6..., § 7..., da Lei 11.101/2005, ao suspender a execução fiscal em virtude da recuperação judicial” (doc.17, fl. 03). Sustenta violação do art. 97 da Lei Maior, pois o Superior Tribunal de Justiça não submeteu a matéria à Corte Especial. Aduz afronta ao art. 114 da Constituição da República “(...) na medida em que este dispositivo estabeleceu, em efeitos práticos, a competência da justiça do trabalho para o ajuizamento e prosseguimento das execuções fiscais, e o acórdão recorrido definiu que compete ao Juízo da recuperação judicial – Justiça Estadual – decidir sobre a penhora em execução fiscal processada perante a Justiça Trabalhista” (doc. 17, fls. 05-6). Acórdão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça publicado em 03.10.2011. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97 e 114 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 656.890- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 02.10.2012; e Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 12.11.2012, cuja ementa transcrevo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97 e 114 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 656.890- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 02.10.2012; e Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 12.11.2012, cuja ementa transcrevo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866- AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 24.4.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. TERRENO DE MARINHA. TAXA DE OCUPAÇÃO. PROCESSO DEMARCATÓRIO. CITAÇÃO DOS INTERESSADOS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refutou todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. TERRENO DE MARINHA. TAXA DE OCUPAÇÃO. PROCESSO DEMARCATÓRIO. CITAÇÃO DOS INTERESSADOS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não refutou todos os fundamentos suficientes da decisão agravada, o que atrai a incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Não há que falar em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ Constituição. Precedentes. III - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 577.910- AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 26.02.2014). “DIREITO TRIBUTÁRIO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELA NÃO INCORPORÁVEL À REMUNERAÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 28/2000. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO INAPLICÁVEL. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL AO CASO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 22.10.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual violação, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistência de ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou de contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ Constituição. Precedentes. III - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 577.910- AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 26.02.2014). “DIREITO TRIBUTÁRIO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELA NÃO INCORPORÁVEL À REMUNERAÇÃO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 28/2000. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO INAPLICÁVEL. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL AO CASO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 22.10.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual violação, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistência de ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou de contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a incompatibilidade entre a Constituição Federal e a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ norma legal discutida na espécie. Agravo conhecido e não provido” (ARE 666.857-AgR/PE, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.11.2013). Noutro giro, oportuna a transcrição da ementa proferida pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça que versa sobre conflito de competência: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E JUÍZO TRABALHISTA. LEI n 11.101/05. PRESERVAÇÃO DOS INTERESSES DOS DEMAIS CREDORES. MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E A MANUTENÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL QUE CORRE NO JUÍZO TRABALHISTA. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (doc. 12, fl. 105). Emerge do acórdão recorrido que o Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 120, parágrafo único, do Código de Processo Civil, conheceu do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da 4... Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde se processa a recuperação judicial e as causas em que estejam envolvidos interesses e bens da empresa em recuperação. Divergir de tal entendimento dependeria da prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie – Código Tributário Nacional e Leis n 6.830/80 e 11.101/2005, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Em casos semelhantes, a Corte já decidiu. Cito precedentes, AI 803.775/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.4.2014, decisão monocrática com trânsito em julgado em 12.5.2014, o ARE 793.392-AgR/DF e Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ norma legal discutida na espécie. Agravo conhecido e não provido” (ARE 666.857-AgR/PE, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.11.2013). Noutro giro, oportuna a transcrição da ementa proferida pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça que versa sobre conflito de competência: “AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E JUÍZO TRABALHISTA. LEI n 11.101/05. PRESERVAÇÃO DOS INTERESSES DOS DEMAIS CREDORES. MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E A MANUTENÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL QUE CORRE NO JUÍZO TRABALHISTA. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (doc. 12, fl. 105). Emerge do acórdão recorrido que o Superior Tribunal de Justiça, com base no art. 120, parágrafo único, do Código de Processo Civil, conheceu do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da 4... Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde se processa a recuperação judicial e as causas em que estejam envolvidos interesses e bens da empresa em recuperação. Divergir de tal entendimento dependeria da prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie – Código Tributário Nacional e Leis n 6.830/80 e 11.101/2005, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Em casos semelhantes, a Corte já decidiu. Cito precedentes, AI 803.775/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.4.2014, decisão monocrática com trânsito em julgado em 12.5.2014, o ARE 793.392-AgR/DF e Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: INEXISTÊNCIA. 2. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL FALIMENTAR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 793.392-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 07.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 12.11.2012). Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do Recurso Extraordinário 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. Transcrevo a ementa: “CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO: INEXISTÊNCIA. 2. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA DO JUÍZO UNIVERSAL FALIMENTAR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 793.392-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 07.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA RESOLVIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DISCUSSÃO QUANTO À ALIENAÇÃO DE BENS EM EXECUÇÃO FISCAL. ANÁLISE DA LEI N. 11.101/2005. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 704.676-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 12.11.2012). Acresço que o Tribunal Pleno desta Casa no julgamento do Recurso Extraordinário 583.955-RG/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 28.8.2009, negou provimento ao recurso extraordinário ao entendimento de que compete a Justiça Estadual Comum processar e julgar a execução de débitos trabalhistas no caso de empresa em face de recuperação judicial. Isso porque foi opção do legislador infraconstitucional (Lei 11.101/2005) manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência (Decreto-lei 7.661/1945), sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. Transcrevo a ementa: “CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL COMUM, COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA Constituição Federal de 1988. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A questão central debatida no presente recurso consiste em saber qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se o entendimento de que a competência para executar os créditos ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art. 114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e improvido.” Nesse sentir, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 11.101/05, EM FACE DO ART. 114 DA Constituição Federal de 1988. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - A questão central debatida no presente recurso consiste em saber qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação judicial. II - Na vigência do Decreto-lei 7.661/1945 consolidou-se o entendimento de que a competência para executar os créditos ora discutidos é da Justiça Estadual Comum, sendo essa também a regra adotada pela Lei 11.101/05. III - O inc. IX do art. 114 da Constituição Federal apenas outorgou ao legislador ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça Laboral outras controvérsias, além daquelas taxativamente estabelecidas nos incisos anteriores, desde que decorrentes da relação de trabalho. IV - O texto constitucional não o obrigou a fazê-lo, deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em que se afigure conveniente o julgamento pela Justiça do Trabalho, à luz das peculiaridades das situações que pretende regrar. V - A opção do legislador infraconstitucional foi manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falência, sem prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento. VI - Recurso extraordinário conhecido e improvido.” Nesse sentir, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) : LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) : ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) : ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) : JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) : PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572565 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.921 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SATA - SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL ADV.(A/S) : LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA ADV.(A/S) : ADALBERTO DE SOUZA SANTOS INTDO.(A/S) : ROBERTO PALLU INTDO.(A/S) : JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO INTDO.(A/S) : PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572565 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677 . 921", "Sumula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 583 . 955 - RG / RJ", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677 . 921", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677 .", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677 . 921", "ARE 656 . 890 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 704 . 676 - AgR / SP", "ARE 656 . 890 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 704 . 676 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Sumula Vinculante 10", "Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR / RS", "AI 848 . 332 - AgR / RJ", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR / RS", "AI 848 . 332 - AgR / RJ", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Sumula Vinculante 10", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677921 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 577 . 910 - 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IX do art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 101 / 05", "ART . 114 DA Constituição Federal de 1988", "Decreto", "-", "lei 7 . 661 / 1945", "Lei 11 . 101 / 05", "inc . IX do art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "TERRENO", "TERRENO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SATA", "-", "SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S / A", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Tribunal Pleno desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SATA", "- SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S / A", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SATA", "- SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S / A", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", ".", ".", "Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "4", ". Vara Empresarial do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "4", ".", ". . Vara Empresarial do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ". . Turma", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SATA", "- SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SATA", "-", "SERVIÇOS AUXILIARES DE TRANSPORTE AÉREO S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA", "LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA", "ADALBERTO DE SOUZA SANTOS", "ROBERTO PALLU", "JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO", "PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA", "LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA", "ADALBERTO DE SOUZA SANTOS", "ROBERTO PALLU", "JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO", "PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA", "LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA", "ADALBERTO DE SOUZA SANTOS", "ROBERTO PALLU", "JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO", "PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA", "LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA", "ADALBERTO DE SOUZA SANTOS", "ROBERTO PALLU", "JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO", "PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "LEANDRO BAPTISTA TEIXEIRA", "LUIZ OTÁVIO MACHADO DA SILVA", "ADALBERTO DE SOUZA SANTOS", "ROBERTO PALLU", "JOÃO DE CARVALHO SOBRINHO", "PEDRO PAULO DIAS BORDALO FILHO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "03", ".", "10", "28", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "03", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "03", ".", "10", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "02", ".", "10", ".", "2012", "12", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "02", ".", "10", ".", "2012", "12", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "9", ".", "2011", "24", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "9", ".", "2011", "24", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "02", ".", "2014", "22", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "02", ".", "2014", "22", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "11", ".", "2013", "22", ".", "4", ".", "2014", "12", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "11", ".", "2013", "22", ".", "4", ".", "2014", "12", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "5", ".", "2014", "12", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "5", ".", "2014", "12", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL E MATERIAL INDENIZÁVEL. DETERMINAÇÃO DO VALOR A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 813234 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Supremo Tribunal Federal ARE 813234 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 12 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276297. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 12 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276297. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(…) O Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, transcrevo ementa do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 712.035- AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 743.094-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau; AI 590.140-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 414.618- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(…) O Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, transcrevo ementa do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 712.035- AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 743.094-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau; AI 590.140-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; RE 414.618- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 813234 AGR / RJ AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; RE 520.187-AgR/MG, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência de dano moral, de modo a ensejar o dever do recorrente de implementar a respectiva indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE 790.566-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’. (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).” Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Supremo Tribunal Federal ARE 813234 AGR / RJ AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; RE 520.187-AgR/MG, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência de dano moral, de modo a ensejar o dever do recorrente de implementar a respectiva indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE 790.566-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’. (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).” Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) : MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) : JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492539 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) : MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) : JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519595
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL E MATERIAL INDENIZÁVEL. DETERMINAÇÃO DO VALOR A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272210
Número de páginas: 6. Análise: 22/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
813234
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 813234 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) : MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) : JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. CARACTERIZAÇÃO DE DANO MORAL E MATERIAL INDENIZÁVEL. DETERMINAÇÃO DO VALOR A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 813234 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Supremo Tribunal Federal ARE 813234 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 12 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276297. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) :MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) :JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso. O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 12 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276297. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(…) O Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, transcrevo ementa do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 712.035- AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 743.094-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau; AI 590.140-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 414.618- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(…) O Tribunal firmou orientação no sentido de que não há contrariedade ao art. 93, IX, da mesma Carta, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, transcrevo ementa do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’. No mesmo sentido, menciono, ainda, as seguintes decisões, entre outras: AI 747.611-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 712.035- AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 743.094-AgR/RJ, Rel. Min. Eros Grau; AI 590.140-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 414.618- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 813234 AGR / RJ AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 520.187-AgR/MG, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência de dano moral, de modo a ensejar o dever do recorrente de implementar a respectiva indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE 790.566-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’. (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).” Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Supremo Tribunal Federal ARE 813234 AGR / RJ AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 520.187-AgR/MG, de minha relatoria. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência de dano moral, de modo a ensejar o dever do recorrente de implementar a respectiva indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE 790.566-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização. Nexo causal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pela responsabilidade objetiva da Administração Pública e o consequente dever de indenizar com fundamento nos elementos fáticos-probatórios constantes dos autos. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’. (AI 666.378-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma).” Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276298. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) : MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) : JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492539 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.234 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE RIOS DAS OSTRAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS AGDO.(A/S) : MARCELO YUNES ANTONIO ADV.(A/S) : JOAQUIM QUEIROGA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 813234 AGR /", "ARE 813234 AGR /", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "AI 747 . 611 - AgR / SP", "AI 712 . 035 - AgR / RJ", "AI 529 . 105 - AgR / CE", "AI 743 . 094 - AgR / RJ", "AI 590 . 140 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 414 . 618", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "AI 747 . 611 - AgR / SP", "AI 712 . 035 - AgR / RJ", "AI 529 . 105 - AgR / CE", "AI 743 . 094 - AgR / RJ", "AI 590 . 140 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 414 . 618", "ARE 813234 AGR /", "RJ AgR", "/", "RN", "Recurso Extraordinário 520 . 187 - AgR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790 . 566 - AgR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 666 . 378 - AgR / PI", "ARE 813234 AGR / RJ AgR / RN", "Recurso Extraordinário 520 . 187 - AgR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790 . 566 - 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. RENÚNCIA AOS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO DE MENOR EXPRESSÃO ECONÔMICA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO AI Nº 843.287. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do AI nº 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 3. A revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da RMI, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 793709 ED / RS infraconstitucional. Precedente: ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014. 4. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48º (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS infraconstitucional. Precedente: ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014. 4. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48º (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por MARIA INÊS SCHMIDT contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO AI Nº 843.287. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do AI nº 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: ‘Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48º (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por MARIA INÊS SCHMIDT contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO AI Nº 843.287. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do AI nº 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: ‘Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48º (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 793709 ED / RS completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria. Registre-se assim que o art. 29 da Lei nº 8.213/91 (redação original) aplica-se a todos que preencheram os requisitos à aposentadoria sob a sua égide, e este procedimento foi corretamente adotado pela autarquia. Por fim, a argüição de violação ao princípio da isonomia não pode ser acolhida, porquanto a parte autora oferece exemplos de segurados que, de fato, constituem situações diferentes na legislação previdenciária, levando, também, a soluções distintas. Assim, correto está o cálculo da RMI do benefício, devendo ser julgado improcedente o feito’. 3. Agravo DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Forte no princípio da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11), deverá ser observado os seguintes critérios legais: A) na concessão da prestação, dentre os diversos modos legais de fixação do salário-de-benefício, o segurado tem direito àquele que lhe propiciar melhor proveito econômico, não sendo dado ao legislador ordinário reservar a poucos, sem justificativa válida, a aplicação do modo mais benéfico, razão pela qual: 1 - aos titulares de aposentadorias programáveis (idade, tempo de contribuição, especial) deve ser reconhecido o direito já reconhecido aos titulares de aposentadoria por invalidez, de auferir renda mensal equivalente ao salário-de-benefício calculado em competência anterior, quando já presente em menor intensidade o risco coberto pelo sistema (incapacidade temporária), multiplicado pelo coeficiente de cálculo devido em sua consolidação (incapacidade permanente); / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS – 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal – (CR/88, 5°, ‘caput’). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria. Registre-se assim que o art. 29 da Lei nº 8.213/91 (redação original) aplica-se a todos que preencheram os requisitos à aposentadoria sob a sua égide, e este procedimento foi corretamente adotado pela autarquia. Por fim, a argüição de violação ao princípio da isonomia não pode ser acolhida, porquanto a parte autora oferece exemplos de segurados que, de fato, constituem situações diferentes na legislação previdenciária, levando, também, a soluções distintas. Assim, correto está o cálculo da RMI do benefício, devendo ser julgado improcedente o feito’. 3. Agravo DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Forte no princípio da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11), deverá ser observado os seguintes critérios legais: A) na concessão da prestação, dentre os diversos modos legais de fixação do salário-de-benefício, o segurado tem direito àquele que lhe propiciar melhor proveito econômico, não sendo dado ao legislador ordinário reservar a poucos, sem justificativa válida, a aplicação do modo mais benéfico, razão pela qual: 1 - aos titulares de aposentadorias programáveis (idade, tempo de contribuição, especial) deve ser reconhecido o direito já reconhecido aos titulares de aposentadoria por invalidez, de auferir renda mensal equivalente ao salário-de-benefício calculado em competência anterior, quando já presente em menor intensidade o risco coberto pelo sistema (incapacidade temporária), multiplicado pelo coeficiente de cálculo devido em sua consolidação (incapacidade permanente); / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS – 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal – (CR/88, 5°, ‘caput’). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 793709 ED / RS 2 - a todos os segurados deve ser reconhecido o direito já reconhecido apenas aos segurados com falhas contributivas no período básico de cálculo do salário-de-benefício, de substituir salários de menor valor (iguais a zero) por outros, de maior valor; / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal (CR/88, 5°, ‘caput’). Vê-se claramente que em nada guarda identidade a matéria debatida no AI 843287 com as (2) duas questões tratadas no recurso extraordinário não conhecido, eis que, inexiste a indispensável existência de identicidade de matérias entre os recursos, e aqui, repete- se, não há. Excelência, os temas tratados nesta ação são NOVOS, merecem estudo próprio, pois não existem precedentes, nem em prol, nem contra. E não, o Supremo Tribunal não julgou nenhum deles frente à causa de pedir ora apresentada” (fl. 3 do documento eletrônico 90). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS 2 - a todos os segurados deve ser reconhecido o direito já reconhecido apenas aos segurados com falhas contributivas no período básico de cálculo do salário-de-benefício, de substituir salários de menor valor (iguais a zero) por outros, de maior valor; / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal (CR/88, 5°, ‘caput’). Vê-se claramente que em nada guarda identidade a matéria debatida no AI 843287 com as (2) duas questões tratadas no recurso extraordinário não conhecido, eis que, inexiste a indispensável existência de identicidade de matérias entre os recursos, e aqui, repete- se, não há. Excelência, os temas tratados nesta ação são NOVOS, merecem estudo próprio, pois não existem precedentes, nem em prol, nem contra. E não, o Supremo Tribunal não julgou nenhum deles frente à causa de pedir ora apresentada” (fl. 3 do documento eletrônico 90). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que não prospera o argumento da parte recorrente no sentido de que a matéria discutida nos autos não guarda identidade com a tratada no AI 843.287-RG. Isso porque é possível verificar, nas razões do recurso extraordinário, as semelhanças entre os pedidos formulados no apelo extremo e a questão versada naquele recurso. Senão, vejamos: “Estas as razões pelas quais a parte recorrente, REQUER: [...] B) seja conhecido e provido o presente recurso, para o fim de, reformando-se acórdão de Turma Recursal dos Juizados Especiais, julgar procedente a ação intentada contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), condenando-se o, tal como o requerido na petição inicial: 1) a RETIFICAR o ato administrativo de concessão do benefício, fixando a renda mensal inicial: Tese Jurídica 1) apurada em qualquer competência posterior à aquisição do direito, mesmo anterior ao seu exercício; Tese Jurídica 2) a partir da média contributiva dos trinta e seis (36) melhores salários-de-contribuição dentre os integrantes do período de cálculo (48)” (fl. 21 do documento eletrônico 66). Nesse contexto, observa-se que a questão suscitada neste recurso versa sobre o cálculo do benefício previdenciário utilizando-se os 36 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que não prospera o argumento da parte recorrente no sentido de que a matéria discutida nos autos não guarda identidade com a tratada no AI 843.287-RG. Isso porque é possível verificar, nas razões do recurso extraordinário, as semelhanças entre os pedidos formulados no apelo extremo e a questão versada naquele recurso. Senão, vejamos: “Estas as razões pelas quais a parte recorrente, REQUER: [...] B) seja conhecido e provido o presente recurso, para o fim de, reformando-se acórdão de Turma Recursal dos Juizados Especiais, julgar procedente a ação intentada contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), condenando-se o, tal como o requerido na petição inicial: 1) a RETIFICAR o ato administrativo de concessão do benefício, fixando a renda mensal inicial: Tese Jurídica 1) apurada em qualquer competência posterior à aquisição do direito, mesmo anterior ao seu exercício; Tese Jurídica 2) a partir da média contributiva dos trinta e seis (36) melhores salários-de-contribuição dentre os integrantes do período de cálculo (48)” (fl. 21 do documento eletrônico 66). Nesse contexto, observa-se que a questão suscitada neste recurso versa sobre o cálculo do benefício previdenciário utilizando-se os 36 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo, independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. Ou seja, o que se pretende, na verdade, é a renuncia dos salários de contribuição de menor expressão econômica, considerando-se o período de 48 meses previsto na Lei nº 8.213/91. Assim, conforme asseverado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no julgamento do AI 843.287, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema ora versado, por entender que a discussão tem natureza infraconstitucional. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculo da renda mensal inicial do benefício. Salários de contribuição utilizados. Período básico de cálculo. Critérios legais. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 8.213/91, pela impossibilidade de provimento do pleito do ora agravante, o qual pretendia que, no cálculo da sua aposentadoria, fossem utilizados os 36 melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo (PBC), independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 4. O Plenário da Corte, no AI nº 843.287/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/9/11, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao ‘direito de se renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário’, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido” (RE 695.890-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9/9/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo, independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. Ou seja, o que se pretende, na verdade, é a renuncia dos salários de contribuição de menor expressão econômica, considerando-se o período de 48 meses previsto na Lei nº 8.213/91. Assim, conforme asseverado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no julgamento do AI 843.287, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema ora versado, por entender que a discussão tem natureza infraconstitucional. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculo da renda mensal inicial do benefício. Salários de contribuição utilizados. Período básico de cálculo. Critérios legais. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 8.213/91, pela impossibilidade de provimento do pleito do ora agravante, o qual pretendia que, no cálculo da sua aposentadoria, fossem utilizados os 36 melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo (PBC), independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 4. O Plenário da Corte, no AI nº 843.287/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/9/11, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao ‘direito de se renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário’, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido” (RE 695.890-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9/9/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS Demais disso, a revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da renda mensal inicial, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente infraconstitucional. Nesse sentido, em caso análogo ao dos autos, menciono o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS Demais disso, a revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da renda mensal inicial, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente infraconstitucional. Nesse sentido, em caso análogo ao dos autos, menciono o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) : IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572695 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) : IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572695 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6603122
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 12.8.2014.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. RENÚNCIA AOS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO DE MENOR EXPRESSÃO ECONÔMICA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO AI Nº 843.287. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do AI nº 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 3. A revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da RMI, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente infraconstitucional. Precedente: ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014. 4. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48º (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur274650
- Acórdão(s) citado(s): (CÁLCULO, RENDA MENSAL INICIAL) AI 843287 RG, RE 695890 AgR (1ªT). (REVISÃO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) ARE 792043 ED (2ªT). (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 547827 ED (1ªT), RE 546525 ED (2ªT), Pet 4837 ED (TP), Rcl 11022 ED (TP). Número de páginas: 10. Análise: 15/09/2014, AUR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
793709
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 793709 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) : IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. RENÚNCIA AOS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO DE MENOR EXPRESSÃO ECONÔMICA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO AI n 843.287. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do AI n 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 3. A revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da RMI, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 793709 ED / RS infraconstitucional. Precedente: ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014. 4. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48... (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS infraconstitucional. Precedente: ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014. 4. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48... (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria”. 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por MARIA INÊS SCHMIDT contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO AI n 843.287. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do AI n 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: ‘Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48... (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) :IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por MARIA INÊS SCHMIDT contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. RENDA MENSAL INICIAL. CRITÉRIO DE CÁLCULO. MATÉRIA DE FUNDO COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO AI n 843.287. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A renúncia aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do AI n 843.287, da Relatoria do Min. Cezar Peluso. 2. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: ‘Verifica-se assim que não há a possibilidade de eleição dos melhores salários-de-contribuição, mas a determinação de cálculo do salário-de-benefício pela média dos 36 (trinta e seis) últimos salários de contribuição. A lei ainda facultou aos segurados que não verteram contribuições ao Sistema Previdenciário, em um ou nos últimos meses, retroagir até o 48... (quadragésimo oitavo) mês, para buscar os valores restantes a fim de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 793709 ED / RS completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria. Registre-se assim que o art. 29 da Lei n 8.213/91 (redação original) aplica-se a todos que preencheram os requisitos à aposentadoria sob a sua égide, e este procedimento foi corretamente adotado pela autarquia. Por fim, a argüição de violação ao princípio da isonomia não pode ser acolhida, porquanto a parte autora oferece exemplos de segurados que, de fato, constituem situações diferentes na legislação previdenciária, levando, também, a soluções distintas. Assim, correto está o cálculo da RMI do benefício, devendo ser julgado improcedente o feito’. 3. Agravo DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Forte no princípio da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11), deverá ser observado os seguintes critérios legais: A) na concessão da prestação, dentre os diversos modos legais de fixação do salário-de-benefício, o segurado tem direito àquele que lhe propiciar melhor proveito econômico, não sendo dado ao legislador ordinário reservar a poucos, sem justificativa válida, a aplicação do modo mais benéfico, razão pela qual: 1 - aos titulares de aposentadorias programáveis (idade, tempo de contribuição, especial) deve ser reconhecido o direito já reconhecido aos titulares de aposentadoria por invalidez, de auferir renda mensal equivalente ao salário-de-benefício calculado em competência anterior, quando já presente em menor intensidade o risco coberto pelo sistema (incapacidade temporária), multiplicado pelo coeficiente de cálculo devido em sua consolidação (incapacidade permanente); / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS – 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal – (CR/88, 5..., ‘caput’). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS completar os 36 (trinta e seis) salários-de-contribuição e realizar a média aritmética para cálculo do salário-de-benefício e da RMI, evitando assim prejuízo no cálculo do valor da aposentadoria. Registre-se assim que o art. 29 da Lei n 8.213/91 (redação original) aplica-se a todos que preencheram os requisitos à aposentadoria sob a sua égide, e este procedimento foi corretamente adotado pela autarquia. Por fim, a argüição de violação ao princípio da isonomia não pode ser acolhida, porquanto a parte autora oferece exemplos de segurados que, de fato, constituem situações diferentes na legislação previdenciária, levando, também, a soluções distintas. Assim, correto está o cálculo da RMI do benefício, devendo ser julgado improcedente o feito’. 3. Agravo DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a embargante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Forte no princípio da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11), deverá ser observado os seguintes critérios legais: A) na concessão da prestação, dentre os diversos modos legais de fixação do salário-de-benefício, o segurado tem direito àquele que lhe propiciar melhor proveito econômico, não sendo dado ao legislador ordinário reservar a poucos, sem justificativa válida, a aplicação do modo mais benéfico, razão pela qual: 1 - aos titulares de aposentadorias programáveis (idade, tempo de contribuição, especial) deve ser reconhecido o direito já reconhecido aos titulares de aposentadoria por invalidez, de auferir renda mensal equivalente ao salário-de-benefício calculado em competência anterior, quando já presente em menor intensidade o risco coberto pelo sistema (incapacidade temporária), multiplicado pelo coeficiente de cálculo devido em sua consolidação (incapacidade permanente); / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS – 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal – (CR/88, 5..., ‘caput’). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 793709 ED / RS 2 - a todos os segurados deve ser reconhecido o direito já reconhecido apenas aos segurados com falhas contributivas no período básico de cálculo do salário-de-benefício, de substituir salários de menor valor (iguais a zero) por outros, de maior valor; / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal (CR/88, 5..., ‘caput’). Vê-se claramente que em nada guarda identidade a matéria debatida no AI 843287 com as (2) duas questões tratadas no recurso extraordinário não conhecido, eis que, inexiste a indispensável existência de identicidade de matérias entre os recursos, e aqui, repete- se, não há. Excelência, os temas tratados nesta ação são NOVOS, merecem estudo próprio, pois não existem precedentes, nem em prol, nem contra. E não, o Supremo Tribunal não julgou nenhum deles frente à causa de pedir ora apresentada” (fl. 3 do documento eletrônico 90). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS 2 - a todos os segurados deve ser reconhecido o direito já reconhecido apenas aos segurados com falhas contributivas no período básico de cálculo do salário-de-benefício, de substituir salários de menor valor (iguais a zero) por outros, de maior valor; / DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS VIOLADOS 1) Garantia da ampla repercussão dos salários em benefícios (CR/88, 201, § 11) – 2) Viabilidade atuarial (CR/88, 201, ‘caput’) - 3) Igualdade formal (CR/88, 5..., ‘caput’). Vê-se claramente que em nada guarda identidade a matéria debatida no AI 843287 com as (2) duas questões tratadas no recurso extraordinário não conhecido, eis que, inexiste a indispensável existência de identicidade de matérias entre os recursos, e aqui, repete- se, não há. Excelência, os temas tratados nesta ação são NOVOS, merecem estudo próprio, pois não existem precedentes, nem em prol, nem contra. E não, o Supremo Tribunal não julgou nenhum deles frente à causa de pedir ora apresentada” (fl. 3 do documento eletrônico 90). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que não prospera o argumento da parte recorrente no sentido de que a matéria discutida nos autos não guarda identidade com a tratada no AI 843.287-RG. Isso porque é possível verificar, nas razões do recurso extraordinário, as semelhanças entre os pedidos formulados no apelo extremo e a questão versada naquele recurso. Senão, vejamos: “Estas as razões pelas quais a parte recorrente, REQUER: [...] B) seja conhecido e provido o presente recurso, para o fim de, reformando-se acórdão de Turma Recursal dos Juizados Especiais, julgar procedente a ação intentada contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), condenando-se o, tal como o requerido na petição inicial: 1) a RETIFICAR o ato administrativo de concessão do benefício, fixando a renda mensal inicial: Tese Jurídica 1) apurada em qualquer competência posterior à aquisição do direito, mesmo anterior ao seu exercício; Tese Jurídica 2) a partir da média contributiva dos trinta e seis (36) melhores salários-de-contribuição dentre os integrantes do período de cálculo (48)” (fl. 21 do documento eletrônico 66). Nesse contexto, observa-se que a questão suscitada neste recurso versa sobre o cálculo do benefício previdenciário utilizando-se os 36 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que não prospera o argumento da parte recorrente no sentido de que a matéria discutida nos autos não guarda identidade com a tratada no AI 843.287-RG. Isso porque é possível verificar, nas razões do recurso extraordinário, as semelhanças entre os pedidos formulados no apelo extremo e a questão versada naquele recurso. Senão, vejamos: “Estas as razões pelas quais a parte recorrente, REQUER: [...] B) seja conhecido e provido o presente recurso, para o fim de, reformando-se acórdão de Turma Recursal dos Juizados Especiais, julgar procedente a ação intentada contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), condenando-se o, tal como o requerido na petição inicial: 1) a RETIFICAR o ato administrativo de concessão do benefício, fixando a renda mensal inicial: Tese Jurídica 1) apurada em qualquer competência posterior à aquisição do direito, mesmo anterior ao seu exercício; Tese Jurídica 2) a partir da média contributiva dos trinta e seis (36) melhores salários-de-contribuição dentre os integrantes do período de cálculo (48)” (fl. 21 do documento eletrônico 66). Nesse contexto, observa-se que a questão suscitada neste recurso versa sobre o cálculo do benefício previdenciário utilizando-se os 36 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo, independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. Ou seja, o que se pretende, na verdade, é a renuncia dos salários de contribuição de menor expressão econômica, considerando-se o período de 48 meses previsto na Lei n 8.213/91. Assim, conforme asseverado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no julgamento do AI 843.287, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema ora versado, por entender que a discussão tem natureza infraconstitucional. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculo da renda mensal inicial do benefício. Salários de contribuição utilizados. Período básico de cálculo. Critérios legais. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte de origem concluiu, com base na Lei n 8.213/91, pela impossibilidade de provimento do pleito do ora agravante, o qual pretendia que, no cálculo da sua aposentadoria, fossem utilizados os 36 melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo (PBC), independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 4. O Plenário da Corte, no AI n 843.287/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../9/11, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao ‘direito de se renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário’, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 695.890-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9/9/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo, independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. Ou seja, o que se pretende, na verdade, é a renuncia dos salários de contribuição de menor expressão econômica, considerando-se o período de 48 meses previsto na Lei n 8.213/91. Assim, conforme asseverado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no julgamento do AI 843.287, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema ora versado, por entender que a discussão tem natureza infraconstitucional. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Cálculo da renda mensal inicial do benefício. Salários de contribuição utilizados. Período básico de cálculo. Critérios legais. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte de origem concluiu, com base na Lei n 8.213/91, pela impossibilidade de provimento do pleito do ora agravante, o qual pretendia que, no cálculo da sua aposentadoria, fossem utilizados os 36 melhores salários de contribuição dentro do período básico de cálculo (PBC), independentemente de serem os 36 salários imediatamente anteriores ao afastamento. 3. Inviável, em recurso extraordinário, a interpretação da legislação infraconstitucional e a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 4. O Plenário da Corte, no AI n 843.287/RS, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../9/11, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao ‘direito de se renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário’, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 695.890-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9/9/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 793709 ED / RS Demais disso, a revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da renda mensal inicial, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente infraconstitucional. Nesse sentido, em caso análogo ao dos autos, menciono o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Supremo Tribunal Federal ARE 793709 ED / RS Demais disso, a revisão de benefício previdenciário, quando sub judice a controvérsia sobre a fixação da renda mensal inicial, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por envolver discussão de tema de caráter eminentemente infraconstitucional. Nesse sentido, em caso análogo ao dos autos, menciono o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CRITÉRIOS ELEITOS PELO LEGISLADOR PARA CÁLCULO DE SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 792.043-ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1/4/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) : IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572695 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.709 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARIA INÊS SCHMIDT ADV.(A/S) : IVONE DA FONSECA GARCIA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572695 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n 843 . 287", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "AI n 843 . 287", "ARE 793709 ED", "ARE 792 . 043 - ED", "ARE 793709 ED / RS", "ARE 792 . 043 - ED", "AI n 843 . 287", "AI n 843 . 287", "AI n 843 . 287", "AI n 843 . 287", "ARE 793709 ED / RS", "ARE 793709 ED / RS", "ARE 793709 ED / RS", "AI 843287", "ARE 793709 ED / RS", "AGRAVO 793 . 709", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 793709 ED / RS", "AI 843 . 287 - RG", "ARE 793709 ED", "AI 843 . 287 - RG", "ARE 793709 ED / RS", "AI 843 . 287", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 843 . 287 / RS", "Recurso Extraordinário 695 . 890 - AgR", "ARE 793709 ED / RS", "AI 843 . 287", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 843 . 287 / RS", "Recurso Extraordinário 695 . 890 - AgR", "ARE 793709 ED / RS", "ARE 792 . 043 - ED", "ARE 793709 ED / RS", "ARE 792 . 043 - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 da Lei n 8 . 213 / 91", "CR", "/", "88 , 201 , §", "CR", "/", "88 ,", "CR", "/", "88 , 201 , ‘", "CR", "/", "88 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 da Lei n 8 . 213 / 91", "CR", "/", "88", "CR", "/", "88", "CR", "/", "88", "CR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CR", "/", "88", "CR", "/", "88", "CR", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CR", "CR", "/", "88", "CR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 8 . 213 / 91", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 8 . 213 / 91", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . 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Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "TRF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Turma Recursal dos Juizados Especiais", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário da Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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SCHMIDT", "IVONE DA FONSECA GARCIA", "LUIZ FUX", "MARIA INÊS SCHMIDT", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "MARIA INÊS SCHMIDT", "IVONE DA FONSECA GARCIA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARIA INÊS SCHMIDT", "IVONE DA FONSECA GARCIA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "24", 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PENAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. FIXAÇÃO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO ENUNCIADO DAS SÚMULAS 718 E 719 DESTA CORTE. INVIABILIDADE DO PEDIDO. SÚMULAS DESTITUÍDAS DE EFEITO VINCULANTE. PRECEDENTES. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA OU ILEGALIDADE MANIFESTA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – O pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. II – A jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. III – Ausência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante, de modo a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 17573 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento a esta reclamação. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação ajuizada por VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR contra decisão da 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que teria violado a autoridade da Súmula 267 desta Corte. Colhe-se dos autos que o reclamante foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I, II, IV e V, do Código Penal. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, mantida, no mais, a sentença condenatória. Desse acórdão opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados, contudo. Ainda irresignado, o recorrente interpôs recursos especial, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento a esta reclamação. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação ajuizada por VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR contra decisão da 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que teria violado a autoridade da Súmula 267 desta Corte. Colhe-se dos autos que o reclamante foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I, II, IV e V, do Código Penal. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, mantida, no mais, a sentença condenatória. Desse acórdão opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados, contudo. Ainda irresignado, o recorrente interpôs recursos especial, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP não foi admitido pelo Tribunal bandeirante. Contra essa decisão manejou o respectivo agravo no STJ, onde o Ministro Relator não conheceu do pedido, dando ensejo ao ajuizamento de agravo regimental, que, igualmente, não foi conhecido pela Quinta Turma da Corte Superior. Na sequência, a defesa manejou recurso extraordinário, que não foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do STJ, motivando a interposição de agravo para este Tribunal, ao qual neguei seguimento. A defesa ajuizou, então, agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento e, em seguida, opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados. Por fim, interpôs embargos de divergência, que não foram por mim admitidos. É contra o acórdão do Tribunal paulista, que deu parcial provimento ao apelo defensivo – mas manteve o regime inicial fechado –, que se insurge o reclamante. Alega, em síntese, que a manutenção do regime mais gravoso viola o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 deste tribunal. Argumenta, para tanto, que a gravidade do delito ou a opinião do julgador não são motivos suficientes para determinar o agravamento da condenação. Assevera, então, que o § 2º do art. 33 do Código Penal preconiza a fixação do regime inicial semiaberto para as condenações superiores a 4 (quatro) anos e não excedentes a 8 (oito) anos. Requer, ao final, seja julgada procedente a reclamação, para que seja reformado o acórdão proferido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de amoldá-lo ao entendimento consolidado por esta Corte nas Súmulas 718 e 719, fixando-se o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Subsidiariamente, pleiteia a concessão de habeas corpus de ofício nesse sentido. É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, constato, de plano, que a pretensão não merece acolhida, pois o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP não foi admitido pelo Tribunal bandeirante. Contra essa decisão manejou o respectivo agravo no STJ, onde o Ministro Relator não conheceu do pedido, dando ensejo ao ajuizamento de agravo regimental, que, igualmente, não foi conhecido pela Quinta Turma da Corte Superior. Na sequência, a defesa manejou recurso extraordinário, que não foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do STJ, motivando a interposição de agravo para este Tribunal, ao qual neguei seguimento. A defesa ajuizou, então, agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento e, em seguida, opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados. Por fim, interpôs embargos de divergência, que não foram por mim admitidos. É contra o acórdão do Tribunal paulista, que deu parcial provimento ao apelo defensivo – mas manteve o regime inicial fechado –, que se insurge o reclamante. Alega, em síntese, que a manutenção do regime mais gravoso viola o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 deste tribunal. Argumenta, para tanto, que a gravidade do delito ou a opinião do julgador não são motivos suficientes para determinar o agravamento da condenação. Assevera, então, que o § 2º do art. 33 do Código Penal preconiza a fixação do regime inicial semiaberto para as condenações superiores a 4 (quatro) anos e não excedentes a 8 (oito) anos. Requer, ao final, seja julgada procedente a reclamação, para que seja reformado o acórdão proferido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de amoldá-lo ao entendimento consolidado por esta Corte nas Súmulas 718 e 719, fixando-se o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Subsidiariamente, pleiteia a concessão de habeas corpus de ofício nesse sentido. É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, constato, de plano, que a pretensão não merece acolhida, pois o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP A ação reclamatória ora em análise tem como fundamento o suposto desrespeito ao teor das Súmulas 718 e 719 desta Corte. No entanto, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Com a inserção, pela Emenda Constitucional 45/2004, do art. 103-A, § 3º, no texto da Constituição Federal, chegou-se a sustentar que o desrespeito a qualquer súmula desta Corte poderia, a partir de então, ser impugnado pela via da reclamação. Essa tese, porém, foi expressamente rejeitada pelo Plenário desta Casa no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3º, da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Surgiram, nessa mesma direção, outros precedentes mais recentes do Plenário, entre os quais cito os seguintes: 'AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes' (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do STF somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8º da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP A ação reclamatória ora em análise tem como fundamento o suposto desrespeito ao teor das Súmulas 718 e 719 desta Corte. No entanto, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Com a inserção, pela Emenda Constitucional 45/2004, do art. 103-A, § 3º, no texto da Constituição Federal, chegou-se a sustentar que o desrespeito a qualquer súmula desta Corte poderia, a partir de então, ser impugnado pela via da reclamação. Essa tese, porém, foi expressamente rejeitada pelo Plenário desta Casa no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3º, da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Surgiram, nessa mesma direção, outros precedentes mais recentes do Plenário, entre os quais cito os seguintes: 'AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes' (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do STF somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8º da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP EC nº 45/04). 3. Agravo desprovido' (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). 'CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento' (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). De outra banda, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Isso posto, nego seguimento a esta reclamação. Publique-se”. Neste agravo regimental, a defesa insiste que a decisão agravada violou o enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Argumenta que, embora as referidas Súmulas “não possuam efeito vinculante, consubstanciam decisões do Plenário desta Corte que resguardaram princípios e garantias 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP EC nº 45/04). 3. Agravo desprovido' (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). 'CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento' (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). De outra banda, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Isso posto, nego seguimento a esta reclamação. Publique-se”. Neste agravo regimental, a defesa insiste que a decisão agravada violou o enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Argumenta que, embora as referidas Súmulas “não possuam efeito vinculante, consubstanciam decisões do Plenário desta Corte que resguardaram princípios e garantias 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP constitucionais, no desempenho do preconizado pelo artigo 102, caput, da Carta Magna, não se podendo fazer tábula rasa, pois, do contrário, em xeque a razão de se delinear e de se uniformizar a prestação jurisdicional e a própria guarda da Constituição”. Diz, mais, que o Tribunal bandeirante reconheceu a inexistência de circunstâncias judiciais valoradas em desfavor do agravante, razão pela qual a pena-base foi fixada no mínimo legal. Pede, ao final, a reforma da decisão agravada a fim de que seja processada a reclamação. Na sequência, pugna pelo provimento da reclamação, para que seja fixado o regime inicial semiaberto, nos termos do enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Alternativamente, postula a concessão de habeas corpus de ofício, no mesmo sentido. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP constitucionais, no desempenho do preconizado pelo artigo 102, caput, da Carta Magna, não se podendo fazer tábula rasa, pois, do contrário, em xeque a razão de se delinear e de se uniformizar a prestação jurisdicional e a própria guarda da Constituição”. Diz, mais, que o Tribunal bandeirante reconheceu a inexistência de circunstâncias judiciais valoradas em desfavor do agravante, razão pela qual a pena-base foi fixada no mínimo legal. Pede, ao final, a reforma da decisão agravada a fim de que seja processada a reclamação. Na sequência, pugna pelo provimento da reclamação, para que seja fixado o regime inicial semiaberto, nos termos do enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Alternativamente, postula a concessão de habeas corpus de ofício, no mesmo sentido. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao agravo regimental. O agravante insiste na tese de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria violado o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 desta Corte ao manter o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda que lhe foi imposta. Não lhe assiste razão, contudo. Como assentei na decisão agravada, o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. Com efeito, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. O Plenário afastou expressamente essa possibilidade no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3º, da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Nessa mesma esteira, menciono, ainda, outros julgados mais recentes do Plenário deste Tribunal: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao agravo regimental. O agravante insiste na tese de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria violado o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 desta Corte ao manter o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda que lhe foi imposta. Não lhe assiste razão, contudo. Como assentei na decisão agravada, o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. Com efeito, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. O Plenário afastou expressamente essa possibilidade no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3º, da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Nessa mesma esteira, menciono, ainda, outros julgados mais recentes do Plenário deste Tribunal: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 17573 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes” (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). “AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do STF somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8º da EC nº 45/04). 3. Agravo desprovido” (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes” (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). “AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do STF somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8º da EC nº 45/04). 3. Agravo desprovido” (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 17573 AGR / SP consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Por outro lado, conforme anotei na decisão impugnada, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta, aptas a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Com efeito, o § 3º do art. 33 do Código Penal dispõe, expressamente, que o juízo sentenciante, ao fixar o regime inicial de cumprimento de pena, deverá observar os critérios previstos no art. 59 do mesmo diploma legal. Daí porque, mesmo reduzindo a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, o Tribunal bandeirante manteve o regime inicial fechado, fixado pelo juízo sentenciante, em razão da gravidade concreta do delito perpetrado, nos termos do art. 33, § 3º, do CP. Eis o trecho do acórdão do Tribunal paulista: “Importante consignar, a propósito, que não há qualquer ilegalidade na fixação do regime inicial como fechado, e nem ofensa às Súmulas 718 e 719, do Supremo Tribunal Federal, pois os fatos concretos e as circunstâncias judiciais aferidas, ambos extraídos dos autos, demonstram não ser recomendável a adoção de regime prisional mais brando, sobretudo para não se provocar afrouxamento excessivo e intolerável estímulo ao criminoso, forjando, em seu espirito, a sensação de uma ilusória impunidade” (página 15 do documento eletrônico 34). Desse modo, apesar de a pena final ter sido estabelecida em patamar inferior a 8 (oito) anos de reclusão, não vislumbro a existência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Por outro lado, conforme anotei na decisão impugnada, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta, aptas a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Com efeito, o § 3º do art. 33 do Código Penal dispõe, expressamente, que o juízo sentenciante, ao fixar o regime inicial de cumprimento de pena, deverá observar os critérios previstos no art. 59 do mesmo diploma legal. Daí porque, mesmo reduzindo a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, o Tribunal bandeirante manteve o regime inicial fechado, fixado pelo juízo sentenciante, em razão da gravidade concreta do delito perpetrado, nos termos do art. 33, § 3º, do CP. Eis o trecho do acórdão do Tribunal paulista: “Importante consignar, a propósito, que não há qualquer ilegalidade na fixação do regime inicial como fechado, e nem ofensa às Súmulas 718 e 719, do Supremo Tribunal Federal, pois os fatos concretos e as circunstâncias judiciais aferidas, ambos extraídos dos autos, demonstram não ser recomendável a adoção de regime prisional mais brando, sobretudo para não se provocar afrouxamento excessivo e intolerável estímulo ao criminoso, forjando, em seu espirito, a sensação de uma ilusória impunidade” (página 15 do documento eletrônico 34). Desse modo, apesar de a pena final ter sido estabelecida em patamar inferior a 8 (oito) anos de reclusão, não vislumbro a existência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) : VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492348 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) : VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492348 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519639
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PENAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. FIXAÇÃO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO ENUNCIADO DAS SÚMULAS 718 E 719 DESTA CORTE. INVIABILIDADE DO PEDIDO. SÚMULAS DESTITUÍDAS DE EFEITO VINCULANTE. PRECEDENTES. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA OU ILEGALIDADE MANIFESTA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – O pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. II – A jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. III – Ausência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante, de modo a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur272209
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SÚMULAS VINCULANTES) Rcl 3284 AgR (TP), Rcl 3979 AgR (TP), Rcl 6531 AgR (TP), Rcl 6135 AgR (TP). Número de páginas: 11. Análise: 21/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
17573
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000718 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17573 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) : VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PENAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. FIXAÇÃO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO ENUNCIADO DAS SÚMULAS 718 E 719 DESTA CORTE. INVIABILIDADE DO PEDIDO. SÚMULAS DESTITUÍDAS DE EFEITO VINCULANTE. PRECEDENTES. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA OU ILEGALIDADE MANIFESTA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – O pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. II – A jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. III – Ausência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante, de modo a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 17573 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento a esta reclamação. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação ajuizada por VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR contra decisão da 14... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que teria violado a autoridade da Súmula 267 desta Corte. Colhe-se dos autos que o reclamante foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I, II, IV e V, do Código Penal. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, mantida, no mais, a sentença condenatória. Desse acórdão opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados, contudo. Ainda irresignado, o recorrente interpôs recursos especial, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) :VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento a esta reclamação. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação ajuizada por VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR contra decisão da 14... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que teria violado a autoridade da Súmula 267 desta Corte. Colhe-se dos autos que o reclamante foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10 (dez) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I, II, IV e V, do Código Penal. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, mantida, no mais, a sentença condenatória. Desse acórdão opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados, contudo. Ainda irresignado, o recorrente interpôs recursos especial, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP não foi admitido pelo Tribunal bandeirante. Contra essa decisão manejou o respectivo agravo no Superior Tribunal de Justiça, onde o Ministro Relator não conheceu do pedido, dando ensejo ao ajuizamento de agravo regimental, que, igualmente, não foi conhecido pela Quinta Turma da Corte Superior. Na sequência, a defesa manejou recurso extraordinário, que não foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça, motivando a interposição de agravo para este Tribunal, ao qual neguei seguimento. A defesa ajuizou, então, agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento e, em seguida, opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados. Por fim, interpôs embargos de divergência, que não foram por mim admitidos. É contra o acórdão do Tribunal paulista, que deu parcial provimento ao apelo defensivo – mas manteve o regime inicial fechado –, que se insurge o reclamante. Alega, em síntese, que a manutenção do regime mais gravoso viola o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 deste tribunal. Argumenta, para tanto, que a gravidade do delito ou a opinião do julgador não são motivos suficientes para determinar o agravamento da condenação. Assevera, então, que o § 2... do art. 33 do Código Penal preconiza a fixação do regime inicial semiaberto para as condenações superiores a 4 (quatro) anos e não excedentes a 8 (oito) anos. Requer, ao final, seja julgada procedente a reclamação, para que seja reformado o acórdão proferido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de amoldá-lo ao entendimento consolidado por esta Corte nas Súmulas 718 e 719, fixando-se o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Subsidiariamente, pleiteia a concessão de habeas corpus de ofício nesse sentido. É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, constato, de plano, que a pretensão não merece acolhida, pois o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP não foi admitido pelo Tribunal bandeirante. Contra essa decisão manejou o respectivo agravo no Superior Tribunal de Justiça, onde o Ministro Relator não conheceu do pedido, dando ensejo ao ajuizamento de agravo regimental, que, igualmente, não foi conhecido pela Quinta Turma da Corte Superior. Na sequência, a defesa manejou recurso extraordinário, que não foi admitido pelo Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça, motivando a interposição de agravo para este Tribunal, ao qual neguei seguimento. A defesa ajuizou, então, agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento e, em seguida, opôs embargos declaratórios, que foram rejeitados. Por fim, interpôs embargos de divergência, que não foram por mim admitidos. É contra o acórdão do Tribunal paulista, que deu parcial provimento ao apelo defensivo – mas manteve o regime inicial fechado –, que se insurge o reclamante. Alega, em síntese, que a manutenção do regime mais gravoso viola o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 deste tribunal. Argumenta, para tanto, que a gravidade do delito ou a opinião do julgador não são motivos suficientes para determinar o agravamento da condenação. Assevera, então, que o § 2... do art. 33 do Código Penal preconiza a fixação do regime inicial semiaberto para as condenações superiores a 4 (quatro) anos e não excedentes a 8 (oito) anos. Requer, ao final, seja julgada procedente a reclamação, para que seja reformado o acórdão proferido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a fim de amoldá-lo ao entendimento consolidado por esta Corte nas Súmulas 718 e 719, fixando-se o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Subsidiariamente, pleiteia a concessão de habeas corpus de ofício nesse sentido. É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, constato, de plano, que a pretensão não merece acolhida, pois o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP A ação reclamatória ora em análise tem como fundamento o suposto desrespeito ao teor das Súmulas 718 e 719 desta Corte. No entanto, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Com a inserção, pela Emenda Constitucional 45/2004, do art. 103-A, § 3..., no texto da Constituição Federal, chegou-se a sustentar que o desrespeito a qualquer súmula desta Corte poderia, a partir de então, ser impugnado pela via da reclamação. Essa tese, porém, foi expressamente rejeitada pelo Plenário desta Casa no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3..., da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Surgiram, nessa mesma direção, outros precedentes mais recentes do Plenário, entre os quais cito os seguintes: 'AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes' (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do Supremo Tribunal Federal somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8... da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP A ação reclamatória ora em análise tem como fundamento o suposto desrespeito ao teor das Súmulas 718 e 719 desta Corte. No entanto, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Com a inserção, pela Emenda Constitucional 45/2004, do art. 103-A, § 3..., no texto da Constituição Federal, chegou-se a sustentar que o desrespeito a qualquer súmula desta Corte poderia, a partir de então, ser impugnado pela via da reclamação. Essa tese, porém, foi expressamente rejeitada pelo Plenário desta Casa no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3..., da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Surgiram, nessa mesma direção, outros precedentes mais recentes do Plenário, entre os quais cito os seguintes: 'AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes' (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do Supremo Tribunal Federal somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8... da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP EC n 45/04). 3. Agravo desprovido' (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). 'CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento' (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). De outra banda, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Isso posto, nego seguimento a esta reclamação. Publique-se”. Neste agravo regimental, a defesa insiste que a decisão agravada violou o enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Argumenta que, embora as referidas Súmulas “não possuam efeito vinculante, consubstanciam decisões do Plenário desta Corte que resguardaram princípios e garantias 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP EC n 45/04). 3. Agravo desprovido' (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). 'CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento' (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). De outra banda, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Isso posto, nego seguimento a esta reclamação. Publique-se”. Neste agravo regimental, a defesa insiste que a decisão agravada violou o enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Argumenta que, embora as referidas Súmulas “não possuam efeito vinculante, consubstanciam decisões do Plenário desta Corte que resguardaram princípios e garantias 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 17573 AGR / SP constitucionais, no desempenho do preconizado pelo artigo 102, caput, da Carta Magna, não se podendo fazer tábula rasa, pois, do contrário, em xeque a razão de se delinear e de se uniformizar a prestação jurisdicional e a própria guarda da Constituição”. Diz, mais, que o Tribunal bandeirante reconheceu a inexistência de circunstâncias judiciais valoradas em desfavor do agravante, razão pela qual a pena-base foi fixada no mínimo legal. Pede, ao final, a reforma da decisão agravada a fim de que seja processada a reclamação. Na sequência, pugna pelo provimento da reclamação, para que seja fixado o regime inicial semiaberto, nos termos do enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Alternativamente, postula a concessão de habeas corpus de ofício, no mesmo sentido. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP constitucionais, no desempenho do preconizado pelo artigo 102, caput, da Carta Magna, não se podendo fazer tábula rasa, pois, do contrário, em xeque a razão de se delinear e de se uniformizar a prestação jurisdicional e a própria guarda da Constituição”. Diz, mais, que o Tribunal bandeirante reconheceu a inexistência de circunstâncias judiciais valoradas em desfavor do agravante, razão pela qual a pena-base foi fixada no mínimo legal. Pede, ao final, a reforma da decisão agravada a fim de que seja processada a reclamação. Na sequência, pugna pelo provimento da reclamação, para que seja fixado o regime inicial semiaberto, nos termos do enunciado das Súmulas 718 e 719 desta Corte. Alternativamente, postula a concessão de habeas corpus de ofício, no mesmo sentido. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276448. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao agravo regimental. O agravante insiste na tese de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria violado o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 desta Corte ao manter o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda que lhe foi imposta. Não lhe assiste razão, contudo. Como assentei na decisão agravada, o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. Com efeito, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. O Plenário afastou expressamente essa possibilidade no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3..., da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Nessa mesma esteira, menciono, ainda, outros julgados mais recentes do Plenário deste Tribunal: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao agravo regimental. O agravante insiste na tese de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria violado o entendimento consolidado nas Súmulas 718 e 719 desta Corte ao manter o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda que lhe foi imposta. Não lhe assiste razão, contudo. Como assentei na decisão agravada, o pedido formulado não se enquadra em nenhuma das duas hipóteses autorizadoras referidas no art. 102, I, l, da Constituição Federal, ou seja, não se presta a preservar a competência da Suprema Corte nem a garantir a autoridade de suas decisões. Com efeito, a jurisprudência desta Casa é firme no sentido de que não cabe reclamação por inobservância de súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. O Plenário afastou expressamente essa possibilidade no julgamento da Rcl 3.979-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, no qual ficou assentado que o art. 103-A, § 3..., da Carta Magna tem aplicação exclusiva às súmulas vinculantes, que possuem natureza constitucional específica e completamente distinta das súmulas convencionais, as quais não vinculam ou subordinam os demais órgãos do Poder Judiciário. Nessa mesma esteira, menciono, ainda, outros julgados mais recentes do Plenário deste Tribunal: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 17573 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes” (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). “AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do Supremo Tribunal Federal somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8... da EC n 45/04). 3. Agravo desprovido” (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EFEITOS DA DECISÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não cabe reclamação fundamentada na afronta a súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante. Precedentes” (Rcl 6.531-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia). “AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECLAMAÇÃO. SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESTITUÍDA DE EFEITO VINCULANTE. INVIABILIDADE DA AÇÃO. 1. Não cabe reclamação constitucional para questionar violação a súmula do Supremo Tribunal Federal destituída de efeito vinculante. Precedentes. 2. As atuais súmulas singelas do Supremo Tribunal Federal somente produzirão efeito vinculante após sua confirmação por dois terços dos ministros da Corte e publicação na imprensa oficial (art. 8... da EC n 45/04). 3. Agravo desprovido” (Rcl 3.284-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto). “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 17573 AGR / SP consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Por outro lado, conforme anotei na decisão impugnada, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta, aptas a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Com efeito, o § 3... do art. 33 do Código Penal dispõe, expressamente, que o juízo sentenciante, ao fixar o regime inicial de cumprimento de pena, deverá observar os critérios previstos no art. 59 do mesmo diploma legal. Daí porque, mesmo reduzindo a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, o Tribunal bandeirante manteve o regime inicial fechado, fixado pelo juízo sentenciante, em razão da gravidade concreta do delito perpetrado, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro. Eis o trecho do acórdão do Tribunal paulista: “Importante consignar, a propósito, que não há qualquer ilegalidade na fixação do regime inicial como fechado, e nem ofensa às Súmulas 718 e 719, do Supremo Tribunal Federal, pois os fatos concretos e as circunstâncias judiciais aferidas, ambos extraídos dos autos, demonstram não ser recomendável a adoção de regime prisional mais brando, sobretudo para não se provocar afrouxamento excessivo e intolerável estímulo ao criminoso, forjando, em seu espirito, a sensação de uma ilusória impunidade” (página 15 do documento eletrônico 34). Desse modo, apesar de a pena final ter sido estabelecida em patamar inferior a 8 (oito) anos de reclusão, não vislumbro a existência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Supremo Tribunal Federal RCL 17573 AGR / SP consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal ('Súmula Tradicional'). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento” (Rcl 6.135-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Por outro lado, conforme anotei na decisão impugnada, não identifico no caso sob exame teratologia ou ilegalidade manifesta, aptas a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Com efeito, o § 3... do art. 33 do Código Penal dispõe, expressamente, que o juízo sentenciante, ao fixar o regime inicial de cumprimento de pena, deverá observar os critérios previstos no art. 59 do mesmo diploma legal. Daí porque, mesmo reduzindo a reprimenda imposta para 5 (cinco) anos e 8 (oito) meses de reclusão, o Tribunal bandeirante manteve o regime inicial fechado, fixado pelo juízo sentenciante, em razão da gravidade concreta do delito perpetrado, nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal Brasileiro. Eis o trecho do acórdão do Tribunal paulista: “Importante consignar, a propósito, que não há qualquer ilegalidade na fixação do regime inicial como fechado, e nem ofensa às Súmulas 718 e 719, do Supremo Tribunal Federal, pois os fatos concretos e as circunstâncias judiciais aferidas, ambos extraídos dos autos, demonstram não ser recomendável a adoção de regime prisional mais brando, sobretudo para não se provocar afrouxamento excessivo e intolerável estímulo ao criminoso, forjando, em seu espirito, a sensação de uma ilusória impunidade” (página 15 do documento eletrônico 34). Desse modo, apesar de a pena final ter sido estabelecida em patamar inferior a 8 (oito) anos de reclusão, não vislumbro a existência de ilegalidade patente ou teratologia na fixação do regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda imposta ao ora agravante. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) : VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492348 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.573 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR ADV.(A/S) : VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492348 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 17 . 573", "RECLAMAÇÃO 17 . 573", "Súmula 267 desta Corte", "RCL 17573 AGR / SP", "Rcl 3 . 979 - AgR / DF", "SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl 6 . 531 - AgR / SC", "Rcl 3 . 979 - AgR / DF", "SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl 6 . 531 - AgR / SC", "AGR", "EC n 45 / 04", "Rcl 3 . 284 - AgR / SP", "Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 6 . 135 - AgR / SP", "RCL 17573 AGR / SP", "EC n 45 / 04", "Rcl 3 . 284 - AgR / SP", "Rcl 6 . 135 - AgR / SP", "RCL 17573", "Rcl 3 . 979 - AgR / DF", "RECLAMAÇÃO", "Rcl 3 . 979 - AgR", "SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl 6 . 531 - AgR / SC", "Rcl 3 . 284 - AgR / SP", "RCL 17573 AGR /", "SÚMULA 271 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Rcl 6 . 531 - AgR / SC", "Rcl 3 . 284 - AgR / SP", "RCL 17573 AGR / SP", "Rcl 6 . 135 - AgR / SP", "Súmulas 718 e 719 , do Supremo Tribunal Federal", "RCL 17573 AGR /", "Rcl 6 . 135 - AgR / SP", "Súmulas 718", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO 17 . 573" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I , II , IV e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I , II , IV e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 33 do Código Penal", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 33 do Código Penal", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Constituição Federal", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Constituição Federal", "art . 103 - A , § 3 . . . , da", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 161 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 103 - A , § 3 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 161 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 103 - A , § 3 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , caput , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , caput , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . da EC n 45 / 04", "ART . 161 , PAR . 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"Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR", "VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "VALDEMAR AUGUSTO MESQUITA JUNIOR", "VITOR DE CAMARGO HOLTZ MORAES", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS. DANO MATERIAL E MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. ART. 3º, II, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. A suposta violação ao art. 3º, II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 657467 AGR / RS matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), pelos seguintes fundamentos: (i) a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente; (ii) a alegada violação ao art. 3º, II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento; (iii) incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional; (iv) o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 2. A parte agravante alega que não se aplicam ao caso as Súmulas 279 e 282/STF. Reafirma a ocorrência de ofensa aos arts. 5º, II, e 93, IX, da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574244. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), pelos seguintes fundamentos: (i) a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente; (ii) a alegada violação ao art. 3º, II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento; (iii) incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional; (iv) o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 2. A parte agravante alega que não se aplicam ao caso as Súmulas 279 e 282/STF. Reafirma a ocorrência de ofensa aos arts. 5º, II, e 93, IX, da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado (fls. 281): ‘REPARAÇÃO DE DANOS. RESPONSABILIDADE DA AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS PELOS DANOS CAUSADOS POR ESTES. APLICAÇÃO DA LEI 7.195/84. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REDUZIDO. 1 – No caso em comento a autora foi vítima de furto praticado por empregada doméstica, indicada pela demandada, agência que presta serviços de seleção de tais profissionais. 2 – Responsabilidade objetiva da empresa quando seus indicados causam danos, conforme determina a Lei nº 7.195/84. Incabível qualquer hipótese de excludente de responsabilidade. 3 – Dever de ressarcir os danos materiais e morais, porquanto configurados ao caso concreto. 4 – Quantum indenizatório fixado em R$ 4.000,00 que comporta redução no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado (fls. 281): ‘REPARAÇÃO DE DANOS. RESPONSABILIDADE DA AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS PELOS DANOS CAUSADOS POR ESTES. APLICAÇÃO DA LEI 7.195/84. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REDUZIDO. 1 – No caso em comento a autora foi vítima de furto praticado por empregada doméstica, indicada pela demandada, agência que presta serviços de seleção de tais profissionais. 2 – Responsabilidade objetiva da empresa quando seus indicados causam danos, conforme determina a Lei nº 7.195/84. Incabível qualquer hipótese de excludente de responsabilidade. 3 – Dever de ressarcir os danos materiais e morais, porquanto configurados ao caso concreto. 4 – Quantum indenizatório fixado em R$ 4.000,00 que comporta redução no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 3º, I; 5º, II e LIV; e 93, IX, da Constituição. Sustenta ‘que o caso não deve ser apreciado a partir da interpretação da Lei 7.195/84, mas sim a partir da legislação consumerista que (…) prevê que a responsabilidade não é absoluta, (…) a teor do que dispõe o artigo 14, § 3º, II, do Código de Defesa do Consumidor’ (fls. 304). A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) ‘a suposta ofensa à Constituição Federal não se caracteriza de forma frontal e direta, como exige o Pretório Excelso a fim de viabilizar o recurso extraordinário’; (ii) ‘a pretensão recursal centra-se na reapreciação dos elementos fáticos que permeiam a controvérsia dos autos’; e (iii) ‘é totalmente insubsistente a alegação de que o acórdão não contém fundamentação’. O recurso não pode ser provido, tendo em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes e o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 281v-282): ‘(...) Conforme se depreende dos autos, o réu presta serviço de seleção e indicação de empregados domésticos, enquadrando-se, pois, nos ditames da Lei nº 7.195/84. Assim, tal diploma legal é aplicável ao caso em comento. (...) No mais, vale dizer que é desnecessário aplicar o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 3º, I; 5º, II e LIV; e 93, IX, da Constituição. Sustenta ‘que o caso não deve ser apreciado a partir da interpretação da Lei 7.195/84, mas sim a partir da legislação consumerista que (…) prevê que a responsabilidade não é absoluta, (…) a teor do que dispõe o artigo 14, § 3º, II, do Código de Defesa do Consumidor’ (fls. 304). A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) ‘a suposta ofensa à Constituição Federal não se caracteriza de forma frontal e direta, como exige o Pretório Excelso a fim de viabilizar o recurso extraordinário’; (ii) ‘a pretensão recursal centra-se na reapreciação dos elementos fáticos que permeiam a controvérsia dos autos’; e (iii) ‘é totalmente insubsistente a alegação de que o acórdão não contém fundamentação’. O recurso não pode ser provido, tendo em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes e o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 281v-282): ‘(...) Conforme se depreende dos autos, o réu presta serviço de seleção e indicação de empregados domésticos, enquadrando-se, pois, nos ditames da Lei nº 7.195/84. Assim, tal diploma legal é aplicável ao caso em comento. (...) No mais, vale dizer que é desnecessário aplicar o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS CDC, não só pelo fato de existir norma específica sobre tal atividade – derrogando a norma geral -, mas também porque as consequências jurídicas seriam as mesmas para resolução da lide, haja vista a responsabilização objetiva decorrente da indigita norma legal. Portanto, incabível à espécie qualquer excludente de ilicitude. Quanto ao fato propriamente dito, dispensam-se maiores análises, dado que já ocorrido o trânsito em julgado de sentença penal condenando a empregada pelo furto. (…). Quanto aos danos morais, tenho que cabível indenização. O caso concreto importa em dano moral in re ipsa, ou seja, que prescinde de comprovação porquanto presumível pela própria situação vivenciada (…). ‘ No tocante à alegada violação ao art. 3º, II, da Constituição, anoto que foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/STF. Nessa linha, vejam-se, o AI 133.690-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e o AI 502.659-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS CDC, não só pelo fato de existir norma específica sobre tal atividade – derrogando a norma geral -, mas também porque as consequências jurídicas seriam as mesmas para resolução da lide, haja vista a responsabilização objetiva decorrente da indigita norma legal. Portanto, incabível à espécie qualquer excludente de ilicitude. Quanto ao fato propriamente dito, dispensam-se maiores análises, dado que já ocorrido o trânsito em julgado de sentença penal condenando a empregada pelo furto. (…). Quanto aos danos morais, tenho que cabível indenização. O caso concreto importa em dano moral in re ipsa, ou seja, que prescinde de comprovação porquanto presumível pela própria situação vivenciada (…). ‘ No tocante à alegada violação ao art. 3º, II, da Constituição, anoto que foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/STF. Nessa linha, vejam-se, o AI 133.690-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e o AI 502.659-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Quanto à suposta ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Quanto à suposta ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) : ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) : MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) : RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572558 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) : ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) : MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) : RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6604451
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS. DANO MATERIAL E MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. ART. 3º, II, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. A suposta violação ao art. 3º, II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274693
Número de páginas: 8. Análise: 12/09/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
657467
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00003 INC-00002 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007195 ANO-1984\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 657467 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) : ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) : MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) : RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS. DANO MATERIAL E MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ART. 3..., II, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. A suposta violação ao art. 3..., II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 657467 AGR / RS matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Precedentes. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), pelos seguintes fundamentos: (i) a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente; (ii) a alegada violação ao art. 3..., II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento; (iii) incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional; (iv) o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 2. A parte agravante alega que não se aplicam ao caso as Súmulas 279 e 282/Supremo Tribunal Federal. Reafirma a ocorrência de ofensa aos arts. 5..., II, e 93, IX, da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574244. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) :ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) :MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) :RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), pelos seguintes fundamentos: (i) a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente; (ii) a alegada violação ao art. 3..., II, da Constituição foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento; (iii) incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional; (iv) o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 2. A parte agravante alega que não se aplicam ao caso as Súmulas 279 e 282/Supremo Tribunal Federal. Reafirma a ocorrência de ofensa aos arts. 5..., II, e 93, IX, da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado (fls. 281): ‘REPARAÇÃO DE DANOS. RESPONSABILIDADE DA AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS PELOS DANOS CAUSADOS POR ESTES. APLICAÇÃO DA LEI 7.195/84. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REDUZIDO. 1 – No caso em comento a autora foi vítima de furto praticado por empregada doméstica, indicada pela demandada, agência que presta serviços de seleção de tais profissionais. 2 – Responsabilidade objetiva da empresa quando seus indicados causam danos, conforme determina a Lei n 7.195/84. Incabível qualquer hipótese de excludente de responsabilidade. 3 – Dever de ressarcir os danos materiais e morais, porquanto configurados ao caso concreto. 4 – Quantum indenizatório fixado em R$ 4.000,00 que comporta redução no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais Cíveis do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado (fls. 281): ‘REPARAÇÃO DE DANOS. RESPONSABILIDADE DA AGÊNCIA INDICADORA DE EMPREGADOS DOMÉSTICOS PELOS DANOS CAUSADOS POR ESTES. APLICAÇÃO DA LEI 7.195/84. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REDUZIDO. 1 – No caso em comento a autora foi vítima de furto praticado por empregada doméstica, indicada pela demandada, agência que presta serviços de seleção de tais profissionais. 2 – Responsabilidade objetiva da empresa quando seus indicados causam danos, conforme determina a Lei n 7.195/84. Incabível qualquer hipótese de excludente de responsabilidade. 3 – Dever de ressarcir os danos materiais e morais, porquanto configurados ao caso concreto. 4 – Quantum indenizatório fixado em R$ 4.000,00 que comporta redução no caso concreto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 3..., I; 5..., II e LIV; e 93, IX, da Constituição. Sustenta ‘que o caso não deve ser apreciado a partir da interpretação da Lei 7.195/84, mas sim a partir da legislação consumerista que (…) prevê que a responsabilidade não é absoluta, (…) a teor do que dispõe o artigo 14, § 3..., II, do Código de Defesa do Consumidor’ (fls. 304). A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) ‘a suposta ofensa à Constituição Federal não se caracteriza de forma frontal e direta, como exige o Pretório Excelso a fim de viabilizar o recurso extraordinário’; (ii) ‘a pretensão recursal centra-se na reapreciação dos elementos fáticos que permeiam a controvérsia dos autos’; e (iii) ‘é totalmente insubsistente a alegação de que o acórdão não contém fundamentação’. O recurso não pode ser provido, tendo em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes e o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 281v-282): ‘(...) Conforme se depreende dos autos, o réu presta serviço de seleção e indicação de empregados domésticos, enquadrando-se, pois, nos ditames da Lei n 7.195/84. Assim, tal diploma legal é aplicável ao caso em comento. (...) No mais, vale dizer que é desnecessário aplicar o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 3..., I; 5..., II e LIV; e 93, IX, da Constituição. Sustenta ‘que o caso não deve ser apreciado a partir da interpretação da Lei 7.195/84, mas sim a partir da legislação consumerista que (…) prevê que a responsabilidade não é absoluta, (…) a teor do que dispõe o artigo 14, § 3..., II, do Código de Defesa do Consumidor’ (fls. 304). A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (i) ‘a suposta ofensa à Constituição Federal não se caracteriza de forma frontal e direta, como exige o Pretório Excelso a fim de viabilizar o recurso extraordinário’; (ii) ‘a pretensão recursal centra-se na reapreciação dos elementos fáticos que permeiam a controvérsia dos autos’; e (iii) ‘é totalmente insubsistente a alegação de que o acórdão não contém fundamentação’. O recurso não pode ser provido, tendo em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes e o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 281v-282): ‘(...) Conforme se depreende dos autos, o réu presta serviço de seleção e indicação de empregados domésticos, enquadrando-se, pois, nos ditames da Lei n 7.195/84. Assim, tal diploma legal é aplicável ao caso em comento. (...) No mais, vale dizer que é desnecessário aplicar o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS CDC, não só pelo fato de existir norma específica sobre tal atividade – derrogando a norma geral -, mas também porque as consequências jurídicas seriam as mesmas para resolução da lide, haja vista a responsabilização objetiva decorrente da indigita norma legal. Portanto, incabível à espécie qualquer excludente de ilicitude. Quanto ao fato propriamente dito, dispensam-se maiores análises, dado que já ocorrido o trânsito em julgado de sentença penal condenando a empregada pelo furto. (…). Quanto aos danos morais, tenho que cabível indenização. O caso concreto importa em dano moral in re ipsa, ou seja, que prescinde de comprovação porquanto presumível pela própria situação vivenciada (…). ‘ No tocante à alegada violação ao art. 3..., II, da Constituição, anoto que foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se, o AI 133.690-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e o AI 502.659-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS CDC, não só pelo fato de existir norma específica sobre tal atividade – derrogando a norma geral -, mas também porque as consequências jurídicas seriam as mesmas para resolução da lide, haja vista a responsabilização objetiva decorrente da indigita norma legal. Portanto, incabível à espécie qualquer excludente de ilicitude. Quanto ao fato propriamente dito, dispensam-se maiores análises, dado que já ocorrido o trânsito em julgado de sentença penal condenando a empregada pelo furto. (…). Quanto aos danos morais, tenho que cabível indenização. O caso concreto importa em dano moral in re ipsa, ou seja, que prescinde de comprovação porquanto presumível pela própria situação vivenciada (…). ‘ No tocante à alegada violação ao art. 3..., II, da Constituição, anoto que foi suscitada de modo inaugural nos embargos declaratórios opostos ao acórdão impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Incide, no caso, a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se, o AI 133.690-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e o AI 502.659-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 657467 AGR / RS verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Quanto à suposta ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Supremo Tribunal Federal ARE 657467 AGR / RS verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Quanto à suposta ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) : ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) : MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) : RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572558 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657.467 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS ADV.(A/S) : ANA RISPOLI D' AZEVEDO AGDO.(A/S) : MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ ADV.(A/S) : RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 657 . 467", "SÚMULA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 657467 AGR / RS", "ARE 657467 AGR / RS", "Súmulas 279 e 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 282 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE 657467 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 657467 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 657467 AGR / RS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 133 . 690 - AgR", "AI 502 . 659 - AgR", "súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 657467 AGR / RS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 133 . 690 - AgR", "AI 502 . 659", "-", "AgR", "súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 657467 AGR / RS", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 657467 AGR / RS", "AI 791 . 292 - QO - RG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 3 . . . , II , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 3 . . . , II , da Constituição", "Constituição", 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544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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"Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS", "ANA RISPOLI D ' AZEVEDO", "MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ", "RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS", "ANA RISPOLI D ' AZEVEDO", "MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ", "RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS", "ANA RISPOLI D ' AZEVEDO", "MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ", "RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS", "ANA RISPOLI D ' AZEVEDO", "MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ", "RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "BIANCA MINÉIA BRANCO MATTOS", "ANA RISPOLI D ' AZEVEDO", "MARIA LUCIA RODRIGUES DE FREITAS MORITZ", "RAFAEL JOSTMEIER VALLANDRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "279", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 785711 AGR / DF A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Busca demonstrar a existência de ofensa ao artigo 103, inciso IX, da Constituição Federal, aduzindo possuir legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Supremo Tribunal Federal ARE 785711 AGR / DF A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Busca demonstrar a existência de ofensa ao artigo 103, inciso IX, da Constituição Federal, aduzindo possuir legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios desproveu o agravo interno, consignando, em síntese: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ASSOCIAÇÃO REPRESENTATIVA DOS PERITOS CRIMINAIS DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. FALTA DE LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A ADI. AGRAVO REGIMENTAL. DESPROVIMENTO. 1. Somente uma associação específica não tem legitimidade para requerer ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo que trate de interesses, também, de outras categorias. Precedentes do STF. 2. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074217. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios desproveu o agravo interno, consignando, em síntese: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ASSOCIAÇÃO REPRESENTATIVA DOS PERITOS CRIMINAIS DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. FALTA DE LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A ADI. AGRAVO REGIMENTAL. DESPROVIMENTO. 1. Somente uma associação específica não tem legitimidade para requerer ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo que trate de interesses, também, de outras categorias. Precedentes do STF. 2. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071102 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071102 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6135183
2014-05-27T00:00:00
2014-06-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur267250
Número de páginas: 5. Análise: 25/06/2014, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
785711
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 785711 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 26 de março de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 785711 AGR / DF A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Busca demonstrar a existência de ofensa ao artigo 103, inciso IX, da Constituição Federal, aduzindo possuir legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Supremo Tribunal Federal ARE 785711 AGR / DF A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Busca demonstrar a existência de ofensa ao artigo 103, inciso IX, da Constituição Federal, aduzindo possuir legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios desproveu o agravo interno, consignando, em síntese: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ASSOCIAÇÃO REPRESENTATIVA DOS PERITOS CRIMINAIS DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. FALTA DE LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A ADI. AGRAVO REGIMENTAL. DESPROVIMENTO. 1. Somente uma associação específica não tem legitimidade para requerer ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo que trate de interesses, também, de outras categorias. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074217. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios desproveu o agravo interno, consignando, em síntese: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ASSOCIAÇÃO REPRESENTATIVA DOS PERITOS CRIMINAIS DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL. FALTA DE LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A ADI. AGRAVO REGIMENTAL. DESPROVIMENTO. 1. Somente uma associação específica não tem legitimidade para requerer ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo que trate de interesses, também, de outras categorias. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6074217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071102 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785.711 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA - ABPC ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071102 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 785 . 711", "ARE 785711" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA", "ABPC", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA", "ABPC", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA", "ABPC", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA", "ABPC", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DOS PERITOS EM CRIMINALÍSTICA", "ABPC", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "26 de março de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Aposentadoria. Cancelamento de registro no OGMO. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 725088 AGR / SP Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Nardy Mazzitelli Domingues e outros interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 1º, incisos III e IV, 5º, caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV, 7º, inciso XXXIV, 93, inciso IX, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. APOSENTADORIA. CANCELAMENTO DE REGISTRO. ARTIGO 27, § 3º, DA LEI Nº 8.630/93. Recurso de revista que não merece admissibilidade em face da aplicação da Súmula nº 333 desta Corte, do dispõe o artigo 896, alínea ‘a’ e § 4º, da CLT, bem como porque não restou configurada, de forma direta e literal, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Nardy Mazzitelli Domingues e outros interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 1º, incisos III e IV, 5º, caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV, 7º, inciso XXXIV, 93, inciso IX, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. APOSENTADORIA. CANCELAMENTO DE REGISTRO. ARTIGO 27, § 3º, DA LEI Nº 8.630/93. Recurso de revista que não merece admissibilidade em face da aplicação da Súmula nº 333 desta Corte, do dispõe o artigo 896, alínea ‘a’ e § 4º, da CLT, bem como porque não restou configurada, de forma direta e literal, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP nos termos em que estabelece a alínea ‘c’ do artigo 896 consolidado, a alegada ofensa aos artigos 1º, incisos III e IV, 5º, inciso XXIII, 7º, inciso XXXIV, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal e 453, §§ 1º e 2º, da CLT, pelo que, não infirmados os fundamentos do despacho denegatório do recurso de revista, mantém-se a decisão agravada por seus próprios fundamentos. Ressalta-se que, conforme entendimento pacificado da Suprema Corte (MS-27.350/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/06/2008), não configura negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação a decisão do Juízo ad quem pela qual se adotam, como razões de decidir, os próprios razões de decidir, os próprios fundamentos constantes da decisão da instância recorrida (motivação per relationem), uma vez que atendida a exigência constitucional e legal da motivação das decisões emanadas do Poder Judiciário. Agravo de instrumento desprovido’ (grifo original). Opostos embargos de declaração, foram desprovidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP nos termos em que estabelece a alínea ‘c’ do artigo 896 consolidado, a alegada ofensa aos artigos 1º, incisos III e IV, 5º, inciso XXIII, 7º, inciso XXXIV, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal e 453, §§ 1º e 2º, da CLT, pelo que, não infirmados os fundamentos do despacho denegatório do recurso de revista, mantém-se a decisão agravada por seus próprios fundamentos. Ressalta-se que, conforme entendimento pacificado da Suprema Corte (MS-27.350/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/06/2008), não configura negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação a decisão do Juízo ad quem pela qual se adotam, como razões de decidir, os próprios razões de decidir, os próprios fundamentos constantes da decisão da instância recorrida (motivação per relationem), uma vez que atendida a exigência constitucional e legal da motivação das decisões emanadas do Poder Judiciário. Agravo de instrumento desprovido’ (grifo original). Opostos embargos de declaração, foram desprovidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Verifica-se que o Tribunal de origem decidiu com base na legislação infraconstitucional pertinente e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário. Incide, pois, para a espécie, a Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema em debate, temos as seguintes decisões monocráticas a confirmar a sua índole infraconstitucional: AI nº 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12; ARE nº 652.660/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/8/11; e AI nº 816825/SC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/10/10. Veja-se, para a certeza das coisas, o teor da decisão proferida no AI nº 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, em que se decidiu hipótese análoga, verbi gratia: ‘Tenho que a insurgência não merece acolhida. De saída, observo que o art. 114 da Constituição Federal não foi apreciado no aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, conforme as Súmulas 282 e 356/STF. 4. Por outra volta, anoto que para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, faz-se necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Providência vedada na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso’ (DJe de 11/4/12). No julgamento do agravo regimental no AI nº 844748, em que foi Relator o Ministro Marco Aurélio, vemos a similitude da situação a autorizar a aplicação do mesmo desiderato. Veja- se trecho do relatório: ‘Os agravantes, na minuta de folha 261 a 276, insistem em ver processado o extraordinário, articulando 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Verifica-se que o Tribunal de origem decidiu com base na legislação infraconstitucional pertinente e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário. Incide, pois, para a espécie, a Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema em debate, temos as seguintes decisões monocráticas a confirmar a sua índole infraconstitucional: AI nº 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12; ARE nº 652.660/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/8/11; e AI nº 816825/SC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/10/10. Veja-se, para a certeza das coisas, o teor da decisão proferida no AI nº 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, em que se decidiu hipótese análoga, verbi gratia: ‘Tenho que a insurgência não merece acolhida. De saída, observo que o art. 114 da Constituição Federal não foi apreciado no aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, conforme as Súmulas 282 e 356/STF. 4. Por outra volta, anoto que para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, faz-se necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Providência vedada na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso’ (DJe de 11/4/12). No julgamento do agravo regimental no AI nº 844748, em que foi Relator o Ministro Marco Aurélio, vemos a similitude da situação a autorizar a aplicação do mesmo desiderato. Veja- se trecho do relatório: ‘Os agravantes, na minuta de folha 261 a 276, insistem em ver processado o extraordinário, articulando 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP com a ofensa ao artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição Federal. Defendem que a extinção do registro do trabalhador portuário avulso no OGMO, em virtude de aposentadoria, não pode servir de obstáculo ao exercício do direito ao trabalho, já que não se trata de elemento de qualificação (ou desqualificação) profissional. Sustentam a inconstitucionalidade do artigo 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 285 a 295, apontando o acerto do ato atacado.’ A Primeira Turma desta Corte, por unanimidade, no julgamento do referido agravo regimental, acompanhou o voto do eminente Ministro Relator, a confirmar que as questões postas não possuem amplitude constitucional. Vide excerto da decisão que transitou em julgado em 20/8/12, e que também se aplica ao presente caso: ‘O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das Leis do Trabalho. Revela-se estratégia, nesses casos, articular-se com a transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não procedendo o insurgimento dos agravantes. A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu- se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP com a ofensa ao artigo 7º, inciso XXXIV, da Constituição Federal. Defendem que a extinção do registro do trabalhador portuário avulso no OGMO, em virtude de aposentadoria, não pode servir de obstáculo ao exercício do direito ao trabalho, já que não se trata de elemento de qualificação (ou desqualificação) profissional. Sustentam a inconstitucionalidade do artigo 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 285 a 295, apontando o acerto do ato atacado.’ A Primeira Turma desta Corte, por unanimidade, no julgamento do referido agravo regimental, acompanhou o voto do eminente Ministro Relator, a confirmar que as questões postas não possuem amplitude constitucional. Vide excerto da decisão que transitou em julgado em 20/8/12, e que também se aplica ao presente caso: ‘O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das Leis do Trabalho. Revela-se estratégia, nesses casos, articular-se com a transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não procedendo o insurgimento dos agravantes. A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu- se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado pela origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação processual ordinária trabalhista. (...) Ante o quadro, desprovejo o regimental.’ Diante de todo o exposto, ficam evidentemente prejudicadas as demais teses e conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insistem os agravantes que teriam sido violados os art. 1º, incisos III e IV, 5º, caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV; 7º, inciso XXXIV; 93, inciso IX; e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Sustentam que o Tribunal Superior do Trabalho, apesar de instado a se manisfestar acerca das teses constitucionais mediante oposição de embargos de declaração, não o fez, o que teria acarretado tais violações. Aduzem, ainda, in verbis, que “(...) o C. TST compreendeu ser válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso ao OGMO em face da sua aposentadoria espontânea, com base no art. 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93... (…) O aludido preceito legal dispõe especificamente que a inscrição no cadastro e o registro do trabalhador portuário se extingue por aposentadoria, morte ou cancelamento. Ocorre que sem o registro ou com o seu cancelamento o trabalhador portuário fica impedido de exercer seu ofício nos portos organizados. Sob tal aspecto é que se invoca, nas razões do apelo extremo, ofensa direta e frontal aos arts. 5º, caput, e 7º, XXXIV, bem como aos arts. 1º, III e IV, 5º, inciso XXIII, e 170, caput e incisos III e VIII, todos da Carta da República. (…) Essa Excelsa Corte, na ADI nº 1721, de relatoria do Exmo. Ministro Carlos Britto, decidiu que a aposentadoria espontânea 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado pela origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação processual ordinária trabalhista. (...) Ante o quadro, desprovejo o regimental.’ Diante de todo o exposto, ficam evidentemente prejudicadas as demais teses e conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insistem os agravantes que teriam sido violados os art. 1º, incisos III e IV, 5º, caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV; 7º, inciso XXXIV; 93, inciso IX; e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Sustentam que o Tribunal Superior do Trabalho, apesar de instado a se manisfestar acerca das teses constitucionais mediante oposição de embargos de declaração, não o fez, o que teria acarretado tais violações. Aduzem, ainda, in verbis, que “(...) o C. TST compreendeu ser válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso ao OGMO em face da sua aposentadoria espontânea, com base no art. 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93... (…) O aludido preceito legal dispõe especificamente que a inscrição no cadastro e o registro do trabalhador portuário se extingue por aposentadoria, morte ou cancelamento. Ocorre que sem o registro ou com o seu cancelamento o trabalhador portuário fica impedido de exercer seu ofício nos portos organizados. Sob tal aspecto é que se invoca, nas razões do apelo extremo, ofensa direta e frontal aos arts. 5º, caput, e 7º, XXXIV, bem como aos arts. 1º, III e IV, 5º, inciso XXIII, e 170, caput e incisos III e VIII, todos da Carta da República. (…) Essa Excelsa Corte, na ADI nº 1721, de relatoria do Exmo. Ministro Carlos Britto, decidiu que a aposentadoria espontânea 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP não extingue automaticamente o vínculo de emprego. Nesse sentido, da mesma forma, com relação ao trabalhador portuário avulso, não pode a aposentadoria espontânea extinguir a sua inscrição no cadastro e o seu registro no OGMO, sob pena de ofensa aos princípios acima elencados. (…) Veja-se que a Lei nº 8.630/93 foi integralmente revogada pela MP nº 595/2012, publicada no DOU de 7.12.2012, convertida, em 2013, na Lei nº 12.815, que não mais contempla a aposentadoria entre as causas de extinção da inscrição do trabalhador no cadastro ou registro do OGMO, restringindo-se às hipóteses de morte ou cancelamento (art. 41, § 3º), o que novamente demonstra que o v. acórdão recorrido, ao manter a improcedência da presente reclamatória, incorreu em ofensa direta e literal ao art. 7º, XXXIV, da Carta Política e demais dispositivos constitucionais já invocados”. Afirmam, por fim, que a solução da lide não depende do prévio exame da legislação infraconstitucional e que não incide, no caso, o óbice da Súmula nº 279/STF. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP não extingue automaticamente o vínculo de emprego. Nesse sentido, da mesma forma, com relação ao trabalhador portuário avulso, não pode a aposentadoria espontânea extinguir a sua inscrição no cadastro e o seu registro no OGMO, sob pena de ofensa aos princípios acima elencados. (…) Veja-se que a Lei nº 8.630/93 foi integralmente revogada pela MP nº 595/2012, publicada no DOU de 7.12.2012, convertida, em 2013, na Lei nº 12.815, que não mais contempla a aposentadoria entre as causas de extinção da inscrição do trabalhador no cadastro ou registro do OGMO, restringindo-se às hipóteses de morte ou cancelamento (art. 41, § 3º), o que novamente demonstra que o v. acórdão recorrido, ao manter a improcedência da presente reclamatória, incorreu em ofensa direta e literal ao art. 7º, XXXIV, da Carta Política e demais dispositivos constitucionais já invocados”. Afirmam, por fim, que a solução da lide não depende do prévio exame da legislação infraconstitucional e que não incide, no caso, o óbice da Súmula nº 279/STF. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento de agravo de instrumento interposto contra a decisão em que a origem não admitiu o recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) que a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que é válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso junto ao OGMO em razão da sua aposentadoria espontânea, nos termos do artigo 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93. (...) Por estar a decisão do Regional em consonância com a notória, reiterada e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, esgotada se encontra a função uniformizadora desta Corte, o que afasta a possibilidade de eventual afronta aos dispositivos constitucionais e legais indicados, bem como de configuração de divergência jurisprudencial, ante a aplicação do teor da Súmula nº 333 do TST e § 4º do artigo 896 da CLT.” Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento de agravo de instrumento interposto contra a decisão em que a origem não admitiu o recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) que a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que é válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso junto ao OGMO em razão da sua aposentadoria espontânea, nos termos do artigo 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93. (...) Por estar a decisão do Regional em consonância com a notória, reiterada e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, esgotada se encontra a função uniformizadora desta Corte, o que afasta a possibilidade de eventual afronta aos dispositivos constitucionais e legais indicados, bem como de configuração de divergência jurisprudencial, ante a aplicação do teor da Súmula nº 333 do TST e § 4º do artigo 896 da CLT.” Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). Por fim, anote-se que o TST dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.630/93). Assim, para acolher a pretensão dos agravantes, seria necessário interpretar a mencionada legislação, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, se ocorresse, seria reflexa. Incidência da Súmula nº 636/STF. Em situação análoga à dos autos, em que se discutia a aplicabilidade do art. 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93, esta Primeira Turma, no exame do AI nº 844.748/PR-AgR, da Relatoria do Ministro Marco Aurélio, assentou que “o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República”. Referido julgado foi assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal” (DJe de 2/5/12). No mesmo sentido, confirmando a índole infraconstitucional do debate ora travado, a decisão proferida, no AI nº 500.562/SP, pelo Relator, Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). Por fim, anote-se que o TST dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.630/93). Assim, para acolher a pretensão dos agravantes, seria necessário interpretar a mencionada legislação, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, se ocorresse, seria reflexa. Incidência da Súmula nº 636/STF. Em situação análoga à dos autos, em que se discutia a aplicabilidade do art. 27, § 3º, da Lei nº 8.630/93, esta Primeira Turma, no exame do AI nº 844.748/PR-AgR, da Relatoria do Ministro Marco Aurélio, assentou que “o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República”. Referido julgado foi assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal” (DJe de 2/5/12). No mesmo sentido, confirmando a índole infraconstitucional do debate ora travado, a decisão proferida, no AI nº 500.562/SP, pelo Relator, Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) : MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780344 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) : MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780344 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6890794
2014-09-09T00:00:00
2014-10-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Aposentadoria. Cancelamento de registro no OGMO. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Agravo regimental não provido.
sjur279229
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG, RE 792124 AgR (2ªT), AI 860205 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL.) AI 836830 AgR (1ªT), ARE 644667 AgR (1ªT). (RECURSOS, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) AI 844748 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 15/10/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
725088
[ "LEG-FED LEI-008630 ANO-1993\n ART-00027 PAR-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 725088 AgR
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AGTE.(S) : NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) : MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Aposentadoria. Cancelamento de registro no OGMO. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 725088 AGR / SP Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Nardy Mazzitelli Domingues e outros interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 1..., incisos III e IV, 5..., caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV, 7..., inciso XXXIV, 93, inciso IX, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. APOSENTADORIA. CANCELAMENTO DE REGISTRO. ARTIGO 27, § 3..., DA LEI n 8.630/93. Recurso de revista que não merece admissibilidade em face da aplicação da Súmula n 333 desta Corte, do dispõe o artigo 896, alínea ‘a’ e § 4..., da Consolidação das Leis do Trabalho, bem como porque não restou configurada, de forma direta e literal, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) :MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Nardy Mazzitelli Domingues e outros interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 1..., incisos III e IV, 5..., caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV, 7..., inciso XXXIV, 93, inciso IX, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. APOSENTADORIA. CANCELAMENTO DE REGISTRO. ARTIGO 27, § 3..., DA LEI n 8.630/93. Recurso de revista que não merece admissibilidade em face da aplicação da Súmula n 333 desta Corte, do dispõe o artigo 896, alínea ‘a’ e § 4..., da Consolidação das Leis do Trabalho, bem como porque não restou configurada, de forma direta e literal, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP nos termos em que estabelece a alínea ‘c’ do artigo 896 consolidado, a alegada ofensa aos artigos 1..., incisos III e IV, 5..., inciso XXIII, 7..., inciso XXXIV, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal e 453, §§ 1... e 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que, não infirmados os fundamentos do despacho denegatório do recurso de revista, mantém-se a decisão agravada por seus próprios fundamentos. Ressalta-se que, conforme entendimento pacificado da Suprema Corte (MS-27.350/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/06/2008), não configura negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação a decisão do Juízo ad quem pela qual se adotam, como razões de decidir, os próprios razões de decidir, os próprios fundamentos constantes da decisão da instância recorrida (motivação per relationem), uma vez que atendida a exigência constitucional e legal da motivação das decisões emanadas do Poder Judiciário. Agravo de instrumento desprovido’ (grifo original). Opostos embargos de declaração, foram desprovidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP nos termos em que estabelece a alínea ‘c’ do artigo 896 consolidado, a alegada ofensa aos artigos 1..., incisos III e IV, 5..., inciso XXIII, 7..., inciso XXXIV, e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal e 453, §§ 1... e 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que, não infirmados os fundamentos do despacho denegatório do recurso de revista, mantém-se a decisão agravada por seus próprios fundamentos. Ressalta-se que, conforme entendimento pacificado da Suprema Corte (MS-27.350/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/06/2008), não configura negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação a decisão do Juízo ad quem pela qual se adotam, como razões de decidir, os próprios razões de decidir, os próprios fundamentos constantes da decisão da instância recorrida (motivação per relationem), uma vez que atendida a exigência constitucional e legal da motivação das decisões emanadas do Poder Judiciário. Agravo de instrumento desprovido’ (grifo original). Opostos embargos de declaração, foram desprovidos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Verifica-se que o Tribunal de origem decidiu com base na legislação infraconstitucional pertinente e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário. Incide, pois, para a espécie, a Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema em debate, temos as seguintes decisões monocráticas a confirmar a sua índole infraconstitucional: AI n 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12; ARE n 652.660/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/8/11; e AI n 816825/SC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/10/10. Veja-se, para a certeza das coisas, o teor da decisão proferida no AI n 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, em que se decidiu hipótese análoga, verbi gratia: ‘Tenho que a insurgência não merece acolhida. De saída, observo que o art. 114 da Constituição Federal não foi apreciado no aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, conforme as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 4. Por outra volta, anoto que para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, faz-se necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Providência vedada na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso’ (DJe de 11/4/12). No julgamento do agravo regimental no AI n 844748, em que foi Relator o Ministro Marco Aurélio, vemos a similitude da situação a autorizar a aplicação do mesmo desiderato. Veja- se trecho do relatório: ‘Os agravantes, na minuta de folha 261 a 276, insistem em ver processado o extraordinário, articulando 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Verifica-se que o Tribunal de origem decidiu com base na legislação infraconstitucional pertinente e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário. Incide, pois, para a espécie, a Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema em debate, temos as seguintes decisões monocráticas a confirmar a sua índole infraconstitucional: AI n 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12; ARE n 652.660/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/8/11; e AI n 816825/SC, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/10/10. Veja-se, para a certeza das coisas, o teor da decisão proferida no AI n 500.562/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, em que se decidiu hipótese análoga, verbi gratia: ‘Tenho que a insurgência não merece acolhida. De saída, observo que o art. 114 da Constituição Federal não foi apreciado no aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, conforme as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 4. Por outra volta, anoto que para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, faz-se necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Providência vedada na instância recursal extraordinária. Isso posto, e frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso’ (DJe de 11/4/12). No julgamento do agravo regimental no AI n 844748, em que foi Relator o Ministro Marco Aurélio, vemos a similitude da situação a autorizar a aplicação do mesmo desiderato. Veja- se trecho do relatório: ‘Os agravantes, na minuta de folha 261 a 276, insistem em ver processado o extraordinário, articulando 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP com a ofensa ao artigo 7..., inciso XXXIV, da Constituição Federal. Defendem que a extinção do registro do trabalhador portuário avulso no OGMO, em virtude de aposentadoria, não pode servir de obstáculo ao exercício do direito ao trabalho, já que não se trata de elemento de qualificação (ou desqualificação) profissional. Sustentam a inconstitucionalidade do artigo 27, § 3..., da Lei n 8.630/93. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 285 a 295, apontando o acerto do ato atacado.’ A Primeira Turma desta Corte, por unanimidade, no julgamento do referido agravo regimental, acompanhou o voto do eminente Ministro Relator, a confirmar que as questões postas não possuem amplitude constitucional. Vide excerto da decisão que transitou em julgado em 20/8/12, e que também se aplica ao presente caso: ‘O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das Leis do Trabalho. Revela-se estratégia, nesses casos, articular-se com a transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não procedendo o insurgimento dos agravantes. A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu- se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP com a ofensa ao artigo 7..., inciso XXXIV, da Constituição Federal. Defendem que a extinção do registro do trabalhador portuário avulso no OGMO, em virtude de aposentadoria, não pode servir de obstáculo ao exercício do direito ao trabalho, já que não se trata de elemento de qualificação (ou desqualificação) profissional. Sustentam a inconstitucionalidade do artigo 27, § 3..., da Lei n 8.630/93. A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 285 a 295, apontando o acerto do ato atacado.’ A Primeira Turma desta Corte, por unanimidade, no julgamento do referido agravo regimental, acompanhou o voto do eminente Ministro Relator, a confirmar que as questões postas não possuem amplitude constitucional. Vide excerto da decisão que transitou em julgado em 20/8/12, e que também se aplica ao presente caso: ‘O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das Leis do Trabalho. Revela-se estratégia, nesses casos, articular-se com a transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não procedendo o insurgimento dos agravantes. A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu- se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado pela origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação processual ordinária trabalhista. (...) Ante o quadro, desprovejo o regimental.’ Diante de todo o exposto, ficam evidentemente prejudicadas as demais teses e conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insistem os agravantes que teriam sido violados os art. 1..., incisos III e IV, 5..., caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV; 7..., inciso XXXIV; 93, inciso IX; e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Sustentam que o Tribunal Superior do Trabalho, apesar de instado a se manisfestar acerca das teses constitucionais mediante oposição de embargos de declaração, não o fez, o que teria acarretado tais violações. Aduzem, ainda, in verbis, que “(...) o C. Tribunal Superior do Trabalho compreendeu ser válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso ao OGMO em face da sua aposentadoria espontânea, com base no art. 27, § 3..., da Lei n 8.630/93... (…) O aludido preceito legal dispõe especificamente que a inscrição no cadastro e o registro do trabalhador portuário se extingue por aposentadoria, morte ou cancelamento. Ocorre que sem o registro ou com o seu cancelamento o trabalhador portuário fica impedido de exercer seu ofício nos portos organizados. Sob tal aspecto é que se invoca, nas razões do apelo extremo, ofensa direta e frontal aos arts. 5..., caput, e 7..., XXXIV, bem como aos arts. 1..., III e IV, 5..., inciso XXIII, e 170, caput e incisos III e VIII, todos da Carta da República. (…) Essa Excelsa Corte, na ADI n 1721, de relatoria do Exmo. Ministro Carlos Britto, decidiu que a aposentadoria espontânea 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado pela origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação processual ordinária trabalhista. (...) Ante o quadro, desprovejo o regimental.’ Diante de todo o exposto, ficam evidentemente prejudicadas as demais teses e conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insistem os agravantes que teriam sido violados os art. 1..., incisos III e IV, 5..., caput e incisos XXIII, XXXV, LIV e LV; 7..., inciso XXXIV; 93, inciso IX; e 170, caput e incisos III e VIII, da Constituição Federal. Sustentam que o Tribunal Superior do Trabalho, apesar de instado a se manisfestar acerca das teses constitucionais mediante oposição de embargos de declaração, não o fez, o que teria acarretado tais violações. Aduzem, ainda, in verbis, que “(...) o C. Tribunal Superior do Trabalho compreendeu ser válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso ao OGMO em face da sua aposentadoria espontânea, com base no art. 27, § 3..., da Lei n 8.630/93... (…) O aludido preceito legal dispõe especificamente que a inscrição no cadastro e o registro do trabalhador portuário se extingue por aposentadoria, morte ou cancelamento. Ocorre que sem o registro ou com o seu cancelamento o trabalhador portuário fica impedido de exercer seu ofício nos portos organizados. Sob tal aspecto é que se invoca, nas razões do apelo extremo, ofensa direta e frontal aos arts. 5..., caput, e 7..., XXXIV, bem como aos arts. 1..., III e IV, 5..., inciso XXIII, e 170, caput e incisos III e VIII, todos da Carta da República. (…) Essa Excelsa Corte, na ADI n 1721, de relatoria do Exmo. Ministro Carlos Britto, decidiu que a aposentadoria espontânea 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório ARE 725088 AGR / SP não extingue automaticamente o vínculo de emprego. Nesse sentido, da mesma forma, com relação ao trabalhador portuário avulso, não pode a aposentadoria espontânea extinguir a sua inscrição no cadastro e o seu registro no OGMO, sob pena de ofensa aos princípios acima elencados. (…) Veja-se que a Lei n 8.630/93 foi integralmente revogada pela Medida Provisória n 595/2012, publicada no DOU de 7.12.2012, convertida, em 2013, na Lei n 12.815, que não mais contempla a aposentadoria entre as causas de extinção da inscrição do trabalhador no cadastro ou registro do OGMO, restringindo-se às hipóteses de morte ou cancelamento (art. 41, § 3...), o que novamente demonstra que o v. acórdão recorrido, ao manter a improcedência da presente reclamatória, incorreu em ofensa direta e literal ao art. 7..., XXXIV, da Carta Política e demais dispositivos constitucionais já invocados”. Afirmam, por fim, que a solução da lide não depende do prévio exame da legislação infraconstitucional e que não incide, no caso, o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP não extingue automaticamente o vínculo de emprego. Nesse sentido, da mesma forma, com relação ao trabalhador portuário avulso, não pode a aposentadoria espontânea extinguir a sua inscrição no cadastro e o seu registro no OGMO, sob pena de ofensa aos princípios acima elencados. (…) Veja-se que a Lei n 8.630/93 foi integralmente revogada pela Medida Provisória n 595/2012, publicada no DOU de 7.12.2012, convertida, em 2013, na Lei n 12.815, que não mais contempla a aposentadoria entre as causas de extinção da inscrição do trabalhador no cadastro ou registro do OGMO, restringindo-se às hipóteses de morte ou cancelamento (art. 41, § 3...), o que novamente demonstra que o v. acórdão recorrido, ao manter a improcedência da presente reclamatória, incorreu em ofensa direta e literal ao art. 7..., XXXIV, da Carta Política e demais dispositivos constitucionais já invocados”. Afirmam, por fim, que a solução da lide não depende do prévio exame da legislação infraconstitucional e que não incide, no caso, o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento de agravo de instrumento interposto contra a decisão em que a origem não admitiu o recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) que a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que é válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso junto ao OGMO em razão da sua aposentadoria espontânea, nos termos do artigo 27, § 3..., da Lei n 8.630/93. (...) Por estar a decisão do Regional em consonância com a notória, reiterada e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, esgotada se encontra a função uniformizadora desta Corte, o que afasta a possibilidade de eventual afronta aos dispositivos constitucionais e legais indicados, bem como de configuração de divergência jurisprudencial, ante a aplicação do teor da Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho e § 4... do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho.” Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento de agravo de instrumento interposto contra a decisão em que a origem não admitiu o recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) que a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que é válido o cancelamento do registro de trabalhador portuário avulso junto ao OGMO em razão da sua aposentadoria espontânea, nos termos do artigo 27, § 3..., da Lei n 8.630/93. (...) Por estar a decisão do Regional em consonância com a notória, reiterada e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, esgotada se encontra a função uniformizadora desta Corte, o que afasta a possibilidade de eventual afronta aos dispositivos constitucionais e legais indicados, bem como de configuração de divergência jurisprudencial, ante a aplicação do teor da Súmula n 333 do Tribunal Superior do Trabalho e § 4... do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho.” Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725088 AGR / SP regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). Por fim, anote-se que o Tribunal Superior do Trabalho dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei n 8.630/93). Assim, para acolher a pretensão dos agravantes, seria necessário interpretar a mencionada legislação, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, se ocorresse, seria reflexa. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Em situação análoga à dos autos, em que se discutia a aplicabilidade do art. 27, § 3..., da Lei n 8.630/93, esta Primeira Turma, no exame do AI n 844.748/PR-AgR, da Relatoria do Ministro Marco Aurélio, assentou que “o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República”. Referido julgado foi assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal” (DJe de 2/5/12). No mesmo sentido, confirmando a índole infraconstitucional do debate ora travado, a decisão proferida, no AI n 500.562/SP, pelo Relator, Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Supremo Tribunal Federal ARE 725088 AGR / SP regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). Por fim, anote-se que o Tribunal Superior do Trabalho dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional (Lei n 8.630/93). Assim, para acolher a pretensão dos agravantes, seria necessário interpretar a mencionada legislação, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, se ocorresse, seria reflexa. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Em situação análoga à dos autos, em que se discutia a aplicabilidade do art. 27, § 3..., da Lei n 8.630/93, esta Primeira Turma, no exame do AI n 844.748/PR-AgR, da Relatoria do Ministro Marco Aurélio, assentou que “o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República”. Referido julgado foi assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal” (DJe de 2/5/12). No mesmo sentido, confirmando a índole infraconstitucional do debate ora travado, a decisão proferida, no AI n 500.562/SP, pelo Relator, Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/12. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) : MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780344 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.088 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : NARDY MAZZITELLI DOMINGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RENATA ALVARENGA FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA DO TRABALHO PORTUÁRIO DO PORTO ORGANIZADO DE SANTOS - OGMO/SANTOS ADV.(A/S) : MARCELO KANITZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780344 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725 . 088", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "ARE 725088 AGR / SP", "ARE 725088 AGR / SP", "Súmula n 333 desta Corte", "ARE 725088 AGR / SP", "MS", "-", "27", ".", "350", "/", "DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 725088 AGR / SP", "MS - 27 . 350 / DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 725088 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 725088 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 725088 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 500 . 562 / SP", "ARE n 652 . 660 / SC", "AI n 816825 / SC", "AI n 500 . 562 / SP", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 844748", "ARE 725088 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 500 . 562 / SP", "ARE n 652 . 660 / SC", "AI n 816825 / SC", "AI n 500 . 562 / SP", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 844748", "ARE 725088 AGR / SP", "ARE 725088 AGR / SP", "ARE 725088 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Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "NARDY MAZZITELLI DOMINGUES", "RENATA ALVARENGA FLEURY", "MARCELO KANITZ", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2008", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2008", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. INTEMPESTIVIDADE. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 3. A sistemática da repercussão geral tem aplicação plena nos recursos de matéria criminal, conforme a decisão na Questão de Ordem no AI n. 664.567-QO, Relator Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJe de 6/9/2007. 4. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 5. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o agravante. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 6. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 7. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedentes: ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 3. A sistemática da repercussão geral tem aplicação plena nos recursos de matéria criminal, conforme a decisão na Questão de Ordem no AI n. 664.567-QO, Relator Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJe de 6/9/2007. 4. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 5. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o agravante. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 6. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 7. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedentes: ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF Turma, DJe 14/2/2014, e ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012. 8. In casu, os acórdãos recorridos restaram assim assentados, in verbis: “APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - [...] - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - [...] - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO-AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI Nº 9.034/95, C/C ART. 33, §3º, DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.” E “PROCESSO PENAL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO ESPECIAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 2º DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N.º 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. PRETENSA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 59 E 68 DO CÓDIGO PENAL. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE ALÉM DO MÍNIMO LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” . 9. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Turma, DJe 14/2/2014, e ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012. 8. In casu, os acórdãos recorridos restaram assim assentados, in verbis: “APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - [...] - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - [...] - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO-AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI Nº 9.034/95, C/C ART. 33, §3º, DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.” E “PROCESSO PENAL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO ESPECIAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 2º DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N.º 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. PRETENSA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 59 E 68 DO CÓDIGO PENAL. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE ALÉM DO MÍNIMO LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” . 9. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interposto por LEIZER DA SILVA CAMERA contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interposto por LEIZER DA SILVA CAMERA contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. EMBARGOS NO RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDOS. FLUÊNCIA DO PRAZO RECURSAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 3. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedente: ARE 738.488-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 24/3/2014. 4. In casu, os acórdãos recorridos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Superior Tribunal de Justiça assentaram, respectivamente: ‘APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - INÉPCIA DA DENÚNCIA - INOCORRÊNCIA -EXORDIAL QUE NARROU A CONTENTO AS IMPUTAÇÕES, VIABILIZANDO A AMPLA DEFESA - ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DAS ELEMENTARES DO TIPO PENAL - QUESTÃO ATINENTE AO 'MERITUM CAUSAE' - VÍCIO NA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - IMPERTINÊNCIA - PEDIDO DE NULIDADE DA SENTENÇA - IMPROCEDÊNCIA - DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - CREDIBILIDADE DOS DADOS COLIGIDOS NA INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA PELA POLÍCIA FEDERAL - ELEMENTOS PROBANTES SUBMETIDOS AO CONTRADITÓRIO - INVEROSSIMILHANÇA DAS NEGATIVAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. EMBARGOS NO RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDOS. FLUÊNCIA DO PRAZO RECURSAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 3. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedente: ARE 738.488-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 24/3/2014. 4. In casu, os acórdãos recorridos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Superior Tribunal de Justiça assentaram, respectivamente: ‘APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - INÉPCIA DA DENÚNCIA - INOCORRÊNCIA -EXORDIAL QUE NARROU A CONTENTO AS IMPUTAÇÕES, VIABILIZANDO A AMPLA DEFESA - ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DAS ELEMENTARES DO TIPO PENAL - QUESTÃO ATINENTE AO 'MERITUM CAUSAE' - VÍCIO NA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - IMPERTINÊNCIA - PEDIDO DE NULIDADE DA SENTENÇA - IMPROCEDÊNCIA - DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - CREDIBILIDADE DOS DADOS COLIGIDOS NA INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA PELA POLÍCIA FEDERAL - ELEMENTOS PROBANTES SUBMETIDOS AO CONTRADITÓRIO - INVEROSSIMILHANÇA DAS NEGATIVAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF DE AUTORIA - VALIDADE DAS DELAÇÕES EXTRAJUDICIAIS - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO- AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI Nº 9.034/95, C/C ART. 33, §3º, DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO- PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.’ e ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO’ 5. Agravos DESPROVIDOS” . Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “O Recurso Extraordinário é tempestivo, eis que os Embargos Declaratórios opostos foram publicados em 19 de dezembro de 2013, quando, em função de dispositivo legal, os prazos foram suspensos, começando em 3 fevereiro do ano em curso. [...] Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio considerado. No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF DE AUTORIA - VALIDADE DAS DELAÇÕES EXTRAJUDICIAIS - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO- AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI Nº 9.034/95, C/C ART. 33, §3º, DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO- PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.’ e ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO’ 5. Agravos DESPROVIDOS” . Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “O Recurso Extraordinário é tempestivo, eis que os Embargos Declaratórios opostos foram publicados em 19 de dezembro de 2013, quando, em função de dispositivo legal, os prazos foram suspensos, começando em 3 fevereiro do ano em curso. [...] Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio considerado. No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público” (fls. 3-4 do documento eletrônico 78). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público” (fls. 3-4 do documento eletrônico 78). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e RE 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, observe-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais foi publicado após 3/5/2007 (documento eletrônico 4), quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no AI nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, que não “há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas”. Destaca-se, nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Precedentes. Regimental não provido. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Ocorrência. Habeas concedido de ofício. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). 2. A repercussão geral deverá ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, observe-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais foi publicado após 3/5/2007 (documento eletrônico 4), quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no AI nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, que não “há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas”. Destaca-se, nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Precedentes. Regimental não provido. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Ocorrência. Habeas concedido de ofício. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). 2. A repercussão geral deverá ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo que se falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Agravo regimental não provido. 4. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (art. 61 do Código de Processo Penal). 5. Ordem de habeas corpus concedida de ofício para declarar extinta a punibilidade do agravante, em virtude da consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal” (AI 854.453-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, mesmo em matéria criminal. Precedentes. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do prequestionamento. 3. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 837.837-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 28/03/2012). Com efeito, o agravante, na petição de recurso extraordinário, suscitou: “Com a introdução do § 3º, no artigo 102, da CR/88, pela EC- 45, (reforma do Judiciário) tornou-se imperioso demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais. Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo que se falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Agravo regimental não provido. 4. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (art. 61 do Código de Processo Penal). 5. Ordem de habeas corpus concedida de ofício para declarar extinta a punibilidade do agravante, em virtude da consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal” (AI 854.453-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, mesmo em matéria criminal. Precedentes. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do prequestionamento. 3. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 837.837-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 28/03/2012). Com efeito, o agravante, na petição de recurso extraordinário, suscitou: “Com a introdução do § 3º, no artigo 102, da CR/88, pela EC- 45, (reforma do Judiciário) tornou-se imperioso demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais. Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público. O desrespeito aos direitos fundamentais constitucionalmente assegurados afronta todo e qualquer cidadão, além de ir de encontro com o Estado Democrático de Direito, que respeita suas Leis, e principalmente, os direitos fundamentais” (fl. 84 do documento eletrônico 71). Assim, verifica-se que o recorrente não fundamentou, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público. O desrespeito aos direitos fundamentais constitucionalmente assegurados afronta todo e qualquer cidadão, além de ir de encontro com o Estado Democrático de Direito, que respeita suas Leis, e principalmente, os direitos fundamentais” (fl. 84 do documento eletrônico 71). Assim, verifica-se que o recorrente não fundamentou, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o recorrente. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. No que concerne ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque o acórdão recorrido foi publicado em 16/10/2013 (fl. 18 do documento eletrônico 74), sendo certo que o prazo para interposição do apelo extremo começou a fluir em 17/10/2013 (quinta-feira), encerrando-se no dia 31/10/2013 (quinta-feira). No entanto, a petição de recurso extraordinário somente foi recebida pelo protocolo do Tribunal de origem no dia 17/2/2014 (fl. 4 do documento eletrônico 75), após decorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 26 da Lei nº 8.038/90. Registre-se, por oportuno, que o Tribunal a quo não conheceu dos embargos de declaração opostos pelo recorrente, por serem intempestivos. O acórdão restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Apresentam-se intempestivos os embargos de declaração opostos após o prazo de 02 (dois) dias contados da devida intimação do acórdão embargado, a teor do disposto nos arts. 619 do Código de Processo Penal e 263 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o recorrente. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. No que concerne ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque o acórdão recorrido foi publicado em 16/10/2013 (fl. 18 do documento eletrônico 74), sendo certo que o prazo para interposição do apelo extremo começou a fluir em 17/10/2013 (quinta-feira), encerrando-se no dia 31/10/2013 (quinta-feira). No entanto, a petição de recurso extraordinário somente foi recebida pelo protocolo do Tribunal de origem no dia 17/2/2014 (fl. 4 do documento eletrônico 75), após decorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 26 da Lei nº 8.038/90. Registre-se, por oportuno, que o Tribunal a quo não conheceu dos embargos de declaração opostos pelo recorrente, por serem intempestivos. O acórdão restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Apresentam-se intempestivos os embargos de declaração opostos após o prazo de 02 (dois) dias contados da devida intimação do acórdão embargado, a teor do disposto nos arts. 619 do Código de Processo Penal e 263 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF 2. Embargos não conhecidos” (fl. 52 do documento eletrônico 74). Nesse contexto, destaco que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição de recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONHECIDOS. CARÁTER PROTELATÓRIO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O recurso extraordinário foi protocolado quando já transcorrido o prazo de quinze dias previsto no art. 26 da Lei nº 8.038/1990. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que embargos de declaração opostos na origem, quando julgados manifestamente incabíveis, intempestivos ou inexistentes, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14/2/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Embargos de declaração opostos contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Intempestividade reconhecida na origem. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que os embargos de declaração, quando intempestivos ou incabíveis, não interrompem ou suspendem o prazo para interposição do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF 2. Embargos não conhecidos” (fl. 52 do documento eletrônico 74). Nesse contexto, destaco que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição de recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONHECIDOS. CARÁTER PROTELATÓRIO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O recurso extraordinário foi protocolado quando já transcorrido o prazo de quinze dias previsto no art. 26 da Lei nº 8.038/1990. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que embargos de declaração opostos na origem, quando julgados manifestamente incabíveis, intempestivos ou inexistentes, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14/2/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Embargos de declaração opostos contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Intempestividade reconhecida na origem. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que os embargos de declaração, quando intempestivos ou incabíveis, não interrompem ou suspendem o prazo para interposição do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) : PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) : OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) : MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) : PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) : CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) : ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) : FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) : RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) : NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) : FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) : WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) : ELAINE CRISTINA PEREIRA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780417 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) : PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) : OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) : MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) : PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) : CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) : ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) : FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) : RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) : NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) : FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) : WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) : ELAINE CRISTINA PEREIRA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6924152
2014-09-09T00:00:00
2014-10-10T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 9.9.2014.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. INTEMPESTIVIDADE. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 3. A sistemática da repercussão geral tem aplicação plena nos recursos de matéria criminal, conforme a decisão na Questão de Ordem no AI n. 664.567-QO, Relator Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJe de 6/9/2007. 4. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 5. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o agravante. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 6. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 7. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedentes: ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14/2/2014, e ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012. 8. In casu, os acórdãos recorridos restaram assim assentados, in verbis: “APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - [...] - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - [...] - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO-AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI Nº 9.034/95, C/C ART. 33, §3º, DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.” E “PROCESSO PENAL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO ESPECIAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 2º DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N.º 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. PRETENSA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 59 E 68 DO CÓDIGO PENAL. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE ALÉM DO MÍNIMO LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” . 9. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur280040
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 547827 ED (1ªT), RE 546525 ED (2ªT), Pet 4837 ED (TP), Rcl 11022 ED (TP). (APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, RG) AI 664567 QO (TP), AI 837837 AgR (1ªT), AI 854453 AgR (1ªT). (DEMONSTRAÇÃO FORMAL, RG) AI 812378 AgR (TP). (SUSPENSÃO, INTERRUPÇÃO, PRAZO) RE 427221 AgR (1ªT), ARE 770405 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (DEMONSTRAÇÃO FORMAL, RG) AI 731924. Número de páginas: 15. Análise: 04/11/2014, AUR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
819651
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00026\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 819651 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) : PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) : OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) : MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) : PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) : CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) : ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) : FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) : RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) : NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) : FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) : WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) : ELAINE CRISTINA PEREIRA
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. INTEMPESTIVIDADE. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 3. A sistemática da repercussão geral tem aplicação plena nos recursos de matéria criminal, conforme a decisão na Questão de Ordem no AI n. 664.567-QO, Relator Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJe de 6/9/2007. 4. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 5. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o agravante. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 6. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 7. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedentes: ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: “O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral”). 3. A sistemática da repercussão geral tem aplicação plena nos recursos de matéria criminal, conforme a decisão na Questão de Ordem no AI n. 664.567-QO, Relator Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJe de 6/9/2007. 4. O recorrente deve demonstrar a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário. 5. O momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos das partes é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o agravante. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. 6. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 7. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedentes: ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF Turma, DJe 14/2/2014, e ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012. 8. In casu, os acórdãos recorridos restaram assim assentados, in verbis: “APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - [...] - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - [...] - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO-AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI n 9.034/95, C/C ART. 33, §3..., DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.” E “PROCESSO PENAL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO ESPECIAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 2... DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. PRETENSA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 59 E 68 DO CÓDIGO PENAL. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE ALÉM DO MÍNIMO LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” . 9. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Turma, DJe 14/2/2014, e ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012. 8. In casu, os acórdãos recorridos restaram assim assentados, in verbis: “APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - [...] - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - [...] - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO-AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI n 9.034/95, C/C ART. 33, §3..., DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.” E “PROCESSO PENAL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE NA VIA DO ESPECIAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 2... DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. PRETENSA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 59 E 68 DO CÓDIGO PENAL. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO PARA EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE ALÉM DO MÍNIMO LEGAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” . 9. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Ementa e Acórdão ARE 819651 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interposto por LEIZER DA SILVA CAMERA contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) :PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) :OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) :CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) :MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) :PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) :CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) :REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) :ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) :FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) :RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) :NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) :FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) :WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) :ELAINE CRISTINA PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interposto por LEIZER DA SILVA CAMERA contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. PENAL. ROUBO. APELO EXTREMO CONTRA ACÓRDÃO DO TJDFT. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. EMBARGOS NO RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDOS. FLUÊNCIA DO PRAZO RECURSAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 3. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedente: ARE 738.488-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 24/3/2014. 4. In casu, os acórdãos recorridos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Superior Tribunal de Justiça assentaram, respectivamente: ‘APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - INÉPCIA DA DENÚNCIA - INOCORRÊNCIA -EXORDIAL QUE NARROU A CONTENTO AS IMPUTAÇÕES, VIABILIZANDO A AMPLA DEFESA - ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DAS ELEMENTARES DO TIPO PENAL - QUESTÃO ATINENTE AO 'MERITUM CAUSAE' - VÍCIO NA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - IMPERTINÊNCIA - PEDIDO DE NULIDADE DA SENTENÇA - IMPROCEDÊNCIA - DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - CREDIBILIDADE DOS DADOS COLIGIDOS NA INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA PELA POLÍCIA FEDERAL - ELEMENTOS PROBANTES SUBMETIDOS AO CONTRADITÓRIO - INVEROSSIMILHANÇA DAS NEGATIVAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. EMBARGOS NO RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDOS. FLUÊNCIA DO PRAZO RECURSAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTEMPESTIVO. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007). 2. A tempestividade constitui requisito recursal de admissibilidade indispensável, razão pela qual o recorrente deve obedecer aos prazos previstos na Lei 8.038/1990. 3. O recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Precedente: ARE 738.488-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 24/3/2014. 4. In casu, os acórdãos recorridos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e no Superior Tribunal de Justiça assentaram, respectivamente: ‘APELAÇÃO CRIMINAL - FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA - PRELIMINARES - INÉPCIA DA DENÚNCIA - INOCORRÊNCIA -EXORDIAL QUE NARROU A CONTENTO AS IMPUTAÇÕES, VIABILIZANDO A AMPLA DEFESA - ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DAS ELEMENTARES DO TIPO PENAL - QUESTÃO ATINENTE AO 'MERITUM CAUSAE' - VÍCIO NA INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - IMPERTINÊNCIA - PEDIDO DE NULIDADE DA SENTENÇA - IMPROCEDÊNCIA - DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA - REJEIÇÃO - MÉRITO - PRETENSÕES ABSOLUTÓRIAS - INVIABILIDADE - CONLUIO ESTÁVEL ENTRE OS ACUSADOS PARA O COMETIMENTO DE CRIMES DEVIDAMENTE DELINEADO NOS AUTOS - CREDIBILIDADE DOS DADOS COLIGIDOS NA INVESTIGAÇÃO PROMOVIDA PELA POLÍCIA FEDERAL - ELEMENTOS PROBANTES SUBMETIDOS AO CONTRADITÓRIO - INVEROSSIMILHANÇA DAS NEGATIVAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF DE AUTORIA - VALIDADE DAS DELAÇÕES EXTRAJUDICIAIS - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO- AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI n 9.034/95, C/C ART. 33, §3..., DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO- PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.’ e ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO’ 5. Agravos DESPROVIDOS” . Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “O Recurso Extraordinário é tempestivo, eis que os Embargos Declaratórios opostos foram publicados em 19 de dezembro de 2013, quando, em função de dispositivo legal, os prazos foram suspensos, começando em 3 fevereiro do ano em curso. [...] Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio considerado. No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF DE AUTORIA - VALIDADE DAS DELAÇÕES EXTRAJUDICIAIS - CONDENAÇÃO MANTIDA - DECOTE DA MAJORANTE DO EMPREGO DE ARMAS DE FOGO - IMPOSSIBILIDADE - CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR DE CARÁTER OBJETIVO, QUE SE COMUNICA AOS CO- AGENTES - SANÇÕES ESTIPULADAS COM PRUDÊNCIA E RAZOABILIDADE - DESFAVORABILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CPB - ADEQUAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIALMENTE FECHADO - INTELIGÊNCIA DO ART. 10 DA LEI n 9.034/95, C/C ART. 33, §3..., DO CPB - INVIABILIDADE DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA - REQUISITOS NÃO- PREENCHIDOS - IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE PEÇAS AUTOMOTORAS COMPROVADAMENTE ADULTERADAS - RECURSOS CONHECIDOS E DESPROVIDOS, COM A REJEIÇÃO DAS PRELIMINARES ARGÜIDAS.’ e ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO’ 5. Agravos DESPROVIDOS” . Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “O Recurso Extraordinário é tempestivo, eis que os Embargos Declaratórios opostos foram publicados em 19 de dezembro de 2013, quando, em função de dispositivo legal, os prazos foram suspensos, começando em 3 fevereiro do ano em curso. [...] Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio considerado. No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 819651 ED / DF Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público” (fls. 3-4 do documento eletrônico 78). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público” (fls. 3-4 do documento eletrônico 78). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do Relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.3.2011; e Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 5.4.2011, este último, assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2.O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3.O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4.Agravo regimental a que se nega provimento”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, observe-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais foi publicado após 3/5/2007 (documento eletrônico 4), quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no AI n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, que não “há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas”. Destaca-se, nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Precedentes. Regimental não provido. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Ocorrência. Habeas concedido de ofício. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). 2. A repercussão geral deverá ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF Destarte, converto os embargos de declaração em agravo regimental, e passo a apreciá-lo. A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, observe-se que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais foi publicado após 3/5/2007 (documento eletrônico 4), quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no AI n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, que não “há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas”. Destaca-se, nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal fundamentada. Ausência. Precedentes. Regimental não provido. Prescrição da pretensão punitiva estatal. Ocorrência. Habeas concedido de ofício. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). 2. A repercussão geral deverá ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo que se falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Agravo regimental não provido. 4. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (art. 61 do Código de Processo Penal). 5. Ordem de habeas corpus concedida de ofício para declarar extinta a punibilidade do agravante, em virtude da consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal” (AI 854.453-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, mesmo em matéria criminal. Precedentes. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do prequestionamento. 3. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 837.837-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 28/03/2012). Com efeito, o agravante, na petição de recurso extraordinário, suscitou: “Com a introdução do § 3..., no artigo 102, da CR/88, pela EC- 45, (reforma do Judiciário) tornou-se imperioso demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais. Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo que se falar em repercussão geral implícita ou presumida. 3. Agravo regimental não provido. 4. A prescrição em direito penal, em qualquer de suas modalidades, é matéria de ordem pública e, por isso, pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo (art. 61 do Código de Processo Penal). 5. Ordem de habeas corpus concedida de ofício para declarar extinta a punibilidade do agravante, em virtude da consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal” (AI 854.453-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, mesmo em matéria criminal. Precedentes. 2. Se a questão constitucional invocada no Recurso Extraordinário não foi objeto de debate e decisão no acórdão recorrido, fica desatendido o pressuposto recursal do prequestionamento. 3. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 837.837-AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 28/03/2012). Com efeito, o agravante, na petição de recurso extraordinário, suscitou: “Com a introdução do § 3..., no artigo 102, da CR/88, pela EC- 45, (reforma do Judiciário) tornou-se imperioso demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais. Uma questão é provida de repercussão geral quando há interesse geral pelo desfecho, ou seja, interesse público e não somente dos envolvidos no litígio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público. O desrespeito aos direitos fundamentais constitucionalmente assegurados afronta todo e qualquer cidadão, além de ir de encontro com o Estado Democrático de Direito, que respeita suas Leis, e principalmente, os direitos fundamentais” (fl. 84 do documento eletrônico 71). Assim, verifica-se que o recorrente não fundamentou, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF No momento em que o julgamento deste recurso deixa de afetar apenas as partes do processo, mas também uma gama de pessoas fora dele, despertando interesse público, terá esta causa repercussão geral. Em se tratando de matéria penal, processual penal, direitos humanos e de direitos fundamentais que limitam a atuação estatal, todos possuem o interesse público. O desrespeito aos direitos fundamentais constitucionalmente assegurados afronta todo e qualquer cidadão, além de ir de encontro com o Estado Democrático de Direito, que respeita suas Leis, e principalmente, os direitos fundamentais” (fl. 84 do documento eletrônico 71). Assim, verifica-se que o recorrente não fundamentou, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a preliminar de repercussão geral, conforme disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, AI 731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, no qual ficou assentado: “Não basta, portanto, dizer que o tema tem repercussão geral, sendo ônus exclusivo do recorrente demonstrar, com argumentos substanciais, que há no caso relevância econômica, política, social ou jurídica. A ausência de fundamentação expressa, formal e objetivamente articulada pelo Agravante para demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência de repercussão geral da matéria constitucionalmente arguida inviabiliza o exame do recurso. Assim, embora tenha mencionado a existência, no caso vertente, de repercussão geral, o Agravante não desenvolveu argumentos suficientemente convincentes para cumprir o objetivo da exigência constitucional.” No mesmo sentido, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário, que possui a seguinte ementa: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o recorrente. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. No que concerne ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque o acórdão recorrido foi publicado em 16/10/2013 (fl. 18 do documento eletrônico 74), sendo certo que o prazo para interposição do apelo extremo começou a fluir em 17/10/2013 (quinta-feira), encerrando-se no dia 31/10/2013 (quinta-feira). No entanto, a petição de recurso extraordinário somente foi recebida pelo protocolo do Tribunal de origem no dia 17/2/2014 (fl. 4 do documento eletrônico 75), após decorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 26 da Lei n 8.038/90. Registre-se, por oportuno, que o Tribunal a quo não conheceu dos embargos de declaração opostos pelo recorrente, por serem intempestivos. O acórdão restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Apresentam-se intempestivos os embargos de declaração opostos após o prazo de 02 (dois) dias contados da devida intimação do acórdão embargado, a teor do disposto nos arts. 619 do Código de Processo Penal e 263 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF repercussão geral.“ Cabe salientar que o momento processual oportuno para a demonstração das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, é em tópico exclusivo, devidamente fundamentado, no recurso extraordinário, e não nas razões do agravo regimental, como deseja o recorrente. Incide, aqui, o óbice da preclusão consumativa. No que concerne ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, melhor sorte não assiste ao recorrente. Isso porque o acórdão recorrido foi publicado em 16/10/2013 (fl. 18 do documento eletrônico 74), sendo certo que o prazo para interposição do apelo extremo começou a fluir em 17/10/2013 (quinta-feira), encerrando-se no dia 31/10/2013 (quinta-feira). No entanto, a petição de recurso extraordinário somente foi recebida pelo protocolo do Tribunal de origem no dia 17/2/2014 (fl. 4 do documento eletrônico 75), após decorrido o prazo de 15 (quinze) dias previsto no art. 26 da Lei n 8.038/90. Registre-se, por oportuno, que o Tribunal a quo não conheceu dos embargos de declaração opostos pelo recorrente, por serem intempestivos. O acórdão restou assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. 1. Apresentam-se intempestivos os embargos de declaração opostos após o prazo de 02 (dois) dias contados da devida intimação do acórdão embargado, a teor do disposto nos arts. 619 do Código de Processo Penal e 263 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 819651 ED / DF 2. Embargos não conhecidos” (fl. 52 do documento eletrônico 74). Nesse contexto, destaco que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição de recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONHECIDOS. CARÁTER PROTELATÓRIO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O recurso extraordinário foi protocolado quando já transcorrido o prazo de quinze dias previsto no art. 26 da Lei n 8.038/1990. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que embargos de declaração opostos na origem, quando julgados manifestamente incabíveis, intempestivos ou inexistentes, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14/2/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Embargos de declaração opostos contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região. Intempestividade reconhecida na origem. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que os embargos de declaração, quando intempestivos ou incabíveis, não interrompem ou suspendem o prazo para interposição do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Supremo Tribunal Federal ARE 819651 ED / DF 2. Embargos não conhecidos” (fl. 52 do documento eletrônico 74). Nesse contexto, destaco que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a interposição de recurso manifestamente incabível ou intempestivo não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de outro recurso. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA PENAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS NÃO CONHECIDOS. CARÁTER PROTELATÓRIO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O recurso extraordinário foi protocolado quando já transcorrido o prazo de quinze dias previsto no art. 26 da Lei n 8.038/1990. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de que embargos de declaração opostos na origem, quando julgados manifestamente incabíveis, intempestivos ou inexistentes, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 770.405-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 14/2/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Embargos de declaração opostos contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região. Intempestividade reconhecida na origem. Recurso extraordinário intempestivo. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é de que os embargos de declaração, quando intempestivos ou incabíveis, não interrompem ou suspendem o prazo para interposição do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 427.221-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14/8/2012). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) : PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) : OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) : MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) : PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) : CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) : ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) : FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) : RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) : NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) : FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) : WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) : ELAINE CRISTINA PEREIRA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780417 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.651 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : LEIZER DA SILVA CAMERA ADV.(A/S) : PAULO SUZANO MENDONÇA DE SOUZA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS INTDO.(A/S) : OSMIRO FERREIRA DA SILVA INTDO.(A/S) : CLAUDEMIR ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : EDSON LIMA DA SILVA INTDO.(A/S) : MOACIR BENEDITO PROSPERUTE INTDO.(A/S) : PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS INTDO.(A/S) : CLÓVIS ARANHA PRÓBIO INTDO.(A/S) : REGINALDO DA SILVA PASSOS INTDO.(A/S) : ADRIANO TOLEDO DA SILVA INTDO.(A/S) : FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO INTDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS BALBI INTDO.(A/S) : RODRIGO BALBI INTDO.(A/S) : NOÉ ARAÚJO DA SILVA INTDO.(A/S) : FLÁVIA MARIA DA SILVA INTDO.(A/S) : WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA INTDO.(A/S) : ELAINE CRISTINA PEREIRA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 819651", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "ARE 770 . 405 - AgR", "ARE 819651 ED / DF", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "AI n . 664 . 567 - QO", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 .", "378", "-", "AgR", "/", "SP", "ARE 770 . 405 - AgR", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 427 . 221 - AgR", "SÚMULAS N . 282", "ARE", "SÚMULAS N . 282", "ARE 819651 ED", "ARE 819651 ED", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 738 . 488 - AgR", "ARE 738 . 488 - AgR", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 819651 ED / DF", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "Questão", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "ARE 819651 ED / DF", "Questão de Ordem no AI n 664 . 567 / RS", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "ARE 819651 ED / DF", "AI 854 . 453 - AgR / DF", "AI 837 . 837 - AgR / SP", "AI 854 . 453 - AgR / DF", "AI 837 . 837 - AgR / SP", "ARE 819651 ED / DF", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "ARE 819651 ED / DF", "AI 731 . 924 / PR", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "ARE 819651", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 770 . 405 - AgR", "ARE 427 . 221 - AgR", "ARE 819651 ED / DF", "ARE 770 . 405 - AgR", "ARE 427 . 221 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DO CPB", "ART . 10 DA LEI n 9 . 034 / 95", "ART . 33 , § 3 . . . , DO CPB", "ART . 2 . . . 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Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "TJDFT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "POLÍCIA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "POLÍCIA FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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"OSMAR APARECIDO PEREIRA DE ASSIS", "OSMIRO FERREIRA DA SILVA", "CLAUDEMIR ARANHA", "EDSON LIMA DA SILVA", "MOACIR BENEDITO", "PAULO ROBERTO MORAIS DOS SANTOS", "CLÓVIS ARANHA PRÓBIO", "REGINALDO DA SILVA PASSOS", "ADRIANO TOLEDO DA SILVA", "FRANCISCO MARTINS DE OLIVEIRA FILHO", "ANTONIO CARLOS BALBI", "RODRIGO BALBI", "NOÉ ARAÚJO DA SILVA", "FLÁVIA MARIA DA SILVA", "WANDERCLAYSSON BEZERRA LIMA", "ELAINE CRISTINA PEREIRA", "LUIZ FUX", "LEIZER DA SILVA CAMERA", "Sepúlveda Pertence", "Joaquim Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Roberto 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 824021 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de julho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de julho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 824021 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do verbete evocado, afirmando a necessidade de simples revaloração de provas. Defende a existência de violação aos artigos 37 e 170, parágrafo único e inciso VIII, da Carta Federal, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Aponta o prequestionamento da matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Município de São Paulo, em contraminuta, discorre acerca do tema, sustentando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do verbete evocado, afirmando a necessidade de simples revaloração de provas. Defende a existência de violação aos artigos 37 e 170, parágrafo único e inciso VIII, da Carta Federal, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Aponta o prequestionamento da matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Município de São Paulo, em contraminuta, discorre acerca do tema, sustentando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou acolhida a pedido formulado em apelação, ante fundamentos assim resumidos: MANDADO DE SEGURANÇA – PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA – MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – FISCALIZAÇÃO DE IMÓVEL UTILIZADO PARA ATIVIDADE COMERCIAL – AUTUAÇÃO E INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO EM 5 (CINCO) DIAS, DE ACORDO COM A LEI MUNICIPAL N° 13.885/04 – CABIMENTO – EXIGÊNCIA DE PRÉVIA LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ATIVIDADE COMERCIAL NO IMÓVEL – PREVALÊNCIA DO INTERESSE COLETIVO CONCERNENTE AO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, À SEGURANÇA, À HIGIENE, AO SOSSEGO PÚBLICO, À PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES, IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA – RECURSO DESPROVIDO O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou acolhida a pedido formulado em apelação, ante fundamentos assim resumidos: MANDADO DE SEGURANÇA – PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA – MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – FISCALIZAÇÃO DE IMÓVEL UTILIZADO PARA ATIVIDADE COMERCIAL – AUTUAÇÃO E INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO EM 5 (CINCO) DIAS, DE ACORDO COM A LEI MUNICIPAL N° 13.885/04 – CABIMENTO – EXIGÊNCIA DE PRÉVIA LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ATIVIDADE COMERCIAL NO IMÓVEL – PREVALÊNCIA DO INTERESSE COLETIVO CONCERNENTE AO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, À SEGURANÇA, À HIGIENE, AO SOSSEGO PÚBLICO, À PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES, IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA – RECURSO DESPROVIDO O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 824021 AGR / SP prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) : RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780431 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) : RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819952
2014-09-09T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional.
sjur278210
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 17/10/2014, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
824021
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-013885 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 824021 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) : RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 824021 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de julho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) :RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de julho de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 824021 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do verbete evocado, afirmando a necessidade de simples revaloração de provas. Defende a existência de violação aos artigos 37 e 170, parágrafo único e inciso VIII, da Carta Federal, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Aponta o prequestionamento da matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Município de São Paulo, em contraminuta, discorre acerca do tema, sustentando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do verbete evocado, afirmando a necessidade de simples revaloração de provas. Defende a existência de violação aos artigos 37 e 170, parágrafo único e inciso VIII, da Carta Federal, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Aponta o prequestionamento da matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Município de São Paulo, em contraminuta, discorre acerca do tema, sustentando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou acolhida a pedido formulado em apelação, ante fundamentos assim resumidos: MANDADO DE SEGURANÇA – PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA – MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – FISCALIZAÇÃO DE IMÓVEL UTILIZADO PARA ATIVIDADE COMERCIAL – AUTUAÇÃO E INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO EM 5 (CINCO) DIAS, DE ACORDO COM A LEI MUNICIPAL n 13.885/04 – CABIMENTO – EXIGÊNCIA DE PRÉVIA LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ATIVIDADE COMERCIAL NO IMÓVEL – PREVALÊNCIA DO INTERESSE COLETIVO CONCERNENTE AO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, À SEGURANÇA, À HIGIENE, AO SOSSEGO PÚBLICO, À PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES, IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA – RECURSO DESPROVIDO O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou acolhida a pedido formulado em apelação, ante fundamentos assim resumidos: MANDADO DE SEGURANÇA – PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA – MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – FISCALIZAÇÃO DE IMÓVEL UTILIZADO PARA ATIVIDADE COMERCIAL – AUTUAÇÃO E INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO EM 5 (CINCO) DIAS, DE ACORDO COM A LEI MUNICIPAL n 13.885/04 – CABIMENTO – EXIGÊNCIA DE PRÉVIA LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ATIVIDADE COMERCIAL NO IMÓVEL – PREVALÊNCIA DO INTERESSE COLETIVO CONCERNENTE AO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, À SEGURANÇA, À HIGIENE, AO SOSSEGO PÚBLICO, À PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES, IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA – RECURSO DESPROVIDO O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par deste aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 824021 AGR / SP prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Supremo Tribunal Federal ARE 824021 AGR / SP prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe concluir o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) : RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780431 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.021 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SALVI CASAGRANDE MEDIÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO LTDA ADV.(A/S) : RAQUEL ELITA ALVES PRETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824 . 021", "ARE 824021 AGR / SP", "ARE 824021 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 824021 AGR / SP", "Verbetes n 282", "ARE 824021 AGR / SP", "Verbetes n 282", "ARE 824021 AGR / SP", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 824021 AGR / SP", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Verbete n 282", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 37 e 170 , parágrafo único e inciso VIII , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 37 e 170 , parágrafo único e inciso VIII , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n 13 . 885 / 04", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n 13 . 885 / 04", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Município de São Paulo", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Município de", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SALVI", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SALVI CASAGRANDE", "RAQUEL ELITA ALVES PRETO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SALVI CASAGRANDE", "RAQUEL ELITA ALVES PRETO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SALVI CASAGRANDE", "RAQUEL ELITA ALVES PRETO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAQUEL ELITA ALVES PRETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SALVI CASAGRANDE", "RAQUEL ELITA ALVES PRETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "23 de julho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "23 de julho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES E CORRUPÇÃO ATIVA. ALEGADA INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS (ART. 212 DO CPP). NULIDADE DO PROCESSO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que a nulidade foi arguida apenas em sede de apelação e não houve a devida demonstração de eventual prejuízo suportado pela acusada. Incidência da Súmula 523/STF (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 114789 / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (HC 207.917/STJ, da relatoria do Ministro Jorge Mussi), assim ementado: “[...] 1. A nova redação dada ao art. 212 do CPP, em vigor a partir de agosto de 2008, determina que as vítimas, testemunhas e o interrogado sejam perquiridos direta e primeiramente pela acusação e na sequência pela defesa, possibilitando ao magistrado complementar a inquirição quando entender necessário quaisquer esclarecimentos. 2. É cediço que no terreno das nulidades no âmbito no processo penal vige o sistema da instrumentalidade das formas, no qual se protege o ato praticado em desacordo com o modelo legal caso tenha atingido a sua finalidade, cuja invalidação é condicionada à demonstração do prejuízo causado à parte, ficando a cargo do magistrado o exercício do juízo de conveniência acerca da retirada da sua eficácia, de acordo com as peculiaridades verificadas no caso concreto. 3. Na hipótese em apreço, o ato impugnado atingiu a sua finalidade, ou seja, houve a produção das provas requeridas, sendo oportunizada às partes, ainda que em momento posterior, a formulação de questões às testemunhas ouvidas, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (HC 207.917/STJ, da relatoria do Ministro Jorge Mussi), assim ementado: “[...] 1. A nova redação dada ao art. 212 do CPP, em vigor a partir de agosto de 2008, determina que as vítimas, testemunhas e o interrogado sejam perquiridos direta e primeiramente pela acusação e na sequência pela defesa, possibilitando ao magistrado complementar a inquirição quando entender necessário quaisquer esclarecimentos. 2. É cediço que no terreno das nulidades no âmbito no processo penal vige o sistema da instrumentalidade das formas, no qual se protege o ato praticado em desacordo com o modelo legal caso tenha atingido a sua finalidade, cuja invalidação é condicionada à demonstração do prejuízo causado à parte, ficando a cargo do magistrado o exercício do juízo de conveniência acerca da retirada da sua eficácia, de acordo com as peculiaridades verificadas no caso concreto. 3. Na hipótese em apreço, o ato impugnado atingiu a sua finalidade, ou seja, houve a produção das provas requeridas, sendo oportunizada às partes, ainda que em momento posterior, a formulação de questões às testemunhas ouvidas, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 114789 / SP constitucionalmente garantidos, motivo pelo qual não houve qualquer prejuízo efetivo à paciente. 4. Eventual inobservância à ordem estabelecida no artigo 212 do Código de Processo Penal cuida-se de vício relativo, devendo ser arguido no momento processual oportuno juntamente da demonstração da ocorrência do prejuízo sofrido pela parte, sob pena de preclusão, porquanto vige no cenário das nulidades o brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art. 563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal, nenhuma nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo (Precedentes STJ e STF). 5. Constatando-se que a defesa da paciente permaneceu silente durante a audiência de instrução e julgamento, vindo a arguir a irregularidade somente na impetração do mandamus perante a Corte Estadual em momento posterior à prolação do édito repressivo, a pretensão do impetrante encontra-se fulminada pelo instituto da preclusão. 6. Ordem denegada.” 2. A paciente foi denunciada por tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006) e corrupção ativa (art. 333 do CP)1, tendo em vista que, ao ser surpreendida com 56g de “crack” e 03 tijolos de cocaína, pesando 3,2kg, “ofereceu dinheiro aos policiais, para que não fosse presa, no valor de R$ 3.900,00”. 3. O Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Praia Grande/SP condenou a paciente a 6 anos de reclusão, pelo delito de 1 Lei nº 11.343/2006 - “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.” Código Penal - “Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP constitucionalmente garantidos, motivo pelo qual não houve qualquer prejuízo efetivo à paciente. 4. Eventual inobservância à ordem estabelecida no artigo 212 do Código de Processo Penal cuida-se de vício relativo, devendo ser arguido no momento processual oportuno juntamente da demonstração da ocorrência do prejuízo sofrido pela parte, sob pena de preclusão, porquanto vige no cenário das nulidades o brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art. 563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal, nenhuma nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo (Precedentes STJ e STF). 5. Constatando-se que a defesa da paciente permaneceu silente durante a audiência de instrução e julgamento, vindo a arguir a irregularidade somente na impetração do mandamus perante a Corte Estadual em momento posterior à prolação do édito repressivo, a pretensão do impetrante encontra-se fulminada pelo instituto da preclusão. 6. Ordem denegada.” 2. A paciente foi denunciada por tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006) e corrupção ativa (art. 333 do CP)1, tendo em vista que, ao ser surpreendida com 56g de “crack” e 03 tijolos de cocaína, pesando 3,2kg, “ofereceu dinheiro aos policiais, para que não fosse presa, no valor de R$ 3.900,00”. 3. O Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Praia Grande/SP condenou a paciente a 6 anos de reclusão, pelo delito de 1 Lei nº 11.343/2006 - “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.” Código Penal - “Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 114789 / SP tráfico de entorpecentes, e a 3 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa, em concurso material. 4. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso de apelação “apenas para conceder os benefícios da justiça gratuita à apelante, mantida a r. sentença por seus próprios fundamentos”. 5. A defesa impetrou habeas corpus perante Superior Tribunal de Justiça, alegando a nulidade absoluta do processo, sob o argumento de inobservância à ordem de inquirição das testemunhas conforme previsto no art. 212 do CPP2, na redação dada pela Lei nº 11.690/2008. 6. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (no acórdão já referido) não acolheu a tese de nulidade do processo, especialmente porque inexistente “arguição tempestiva da matéria pela defesa e tampouco a demonstração de eventual prejuízo concreto suportado pela paciente” 7. A parte impetrante insiste na tese de nulidade absoluta do processo-crime, tendo em vista que “não competia à magistrada iniciar a inquirição da prova testemunhal, mas, sim, à própria Acusação, o que não ocorreu, gerando, assim, um notório desrespeito ao dispositivo legal”. Assim, além de violar a regra do art. 212 do CPP, o juízo de origem violou “acabou por violar também o postulado constitucional do devido processo legal”. Daí o pedido de concessão da ordem para anular a ação penal na origem, revogando-se, de consequência, a prisão cautelar da acusada. 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento do HC. No mérito, o parecer é pela denegação da ordem. 2 “Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP tráfico de entorpecentes, e a 3 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa, em concurso material. 4. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso de apelação “apenas para conceder os benefícios da justiça gratuita à apelante, mantida a r. sentença por seus próprios fundamentos”. 5. A defesa impetrou habeas corpus perante Superior Tribunal de Justiça, alegando a nulidade absoluta do processo, sob o argumento de inobservância à ordem de inquirição das testemunhas conforme previsto no art. 212 do CPP2, na redação dada pela Lei nº 11.690/2008. 6. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (no acórdão já referido) não acolheu a tese de nulidade do processo, especialmente porque inexistente “arguição tempestiva da matéria pela defesa e tampouco a demonstração de eventual prejuízo concreto suportado pela paciente” 7. A parte impetrante insiste na tese de nulidade absoluta do processo-crime, tendo em vista que “não competia à magistrada iniciar a inquirição da prova testemunhal, mas, sim, à própria Acusação, o que não ocorreu, gerando, assim, um notório desrespeito ao dispositivo legal”. Assim, além de violar a regra do art. 212 do CPP, o juízo de origem violou “acabou por violar também o postulado constitucional do devido processo legal”. Daí o pedido de concessão da ordem para anular a ação penal na origem, revogando-se, de consequência, a prisão cautelar da acusada. 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento do HC. No mérito, o parecer é pela denegação da ordem. 2 “Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 114789 / SP 9. As informações prestadas pelo juízo da origem dão conta de que a condenação imposta à paciente transitou em julgado no dia 25/05/2012. 10. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP 9. As informações prestadas pelo juízo da origem dão conta de que a condenação imposta à paciente transitou em julgado no dia 25/05/2012. 10. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “[...] 2. O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação da Lei nº 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para a inquirição das testemunhas, franqueando às partes a formulação de perguntas diretamente e em primeiro lugar, com a complementação pelo juiz. A não observância de tal ordem, no caso, não implicou prejuízo processual, a atrair a aplicação do princípio maior regente da matéria - pas de nullité sans grief -, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal, em se tratando de nulidade relativa. Não se prestigia a forma pela forma. Se do vício formal não deflui prejuízo, o ato deve ser preservado. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 114.512, Rel. Min. Rosa Weber) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “[...] 2. O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação da Lei nº 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para a inquirição das testemunhas, franqueando às partes a formulação de perguntas diretamente e em primeiro lugar, com a complementação pelo juiz. A não observância de tal ordem, no caso, não implicou prejuízo processual, a atrair a aplicação do princípio maior regente da matéria - pas de nullité sans grief -, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal, em se tratando de nulidade relativa. Não se prestigia a forma pela forma. Se do vício formal não deflui prejuízo, o ato deve ser preservado. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 114.512, Rel. Min. Rosa Weber) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 114789 / SP “[...] 3. O entendimento assentado nos autos, no sentido de que a nulidade decorrente da não observância da ordem de inquirição prevista no art. 212 do CPP somente se reconhece diante da demonstração de evidente prejuízo à defesa, está em consonância com a jurisprudência da Corte. Precedentes. 4. Recurso não provido.” (RHC 117.665, Rel. Min. Dias Toffoli) “Habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Estupro e atentado violento ao pudor. Pronúncia. 3. Audiência de instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP. Preclusão da matéria. Prejuízo não demonstrado. Nulidade relativa. Precedentes. 4. Excesso de prazo. Questão superada. Superveniência de sentença condenatória. Presença dos fundamentos da prisão preventiva. 5. Constrangimento ilegal inexistente. Ordem denegada.” (HC 114.786, Rel. Min. Gilmar Mendes). 4. No caso de que se trata, a defesa arguiu a nulidade apenas em sede de apelação e, ainda assim, não se desincumbiu do seu dever de demonstrar a concreta ocorrência de prejuízo eventualmente suportado pela acusada, limitando-se a tecer considerações doutrinárias sobre a garantia do devido processo legal. Circunstâncias que fazem incidir o entendimento consolidado na Súmula 523/STF (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”) e na regra descrita no próprio art. 563 do Código de Processo Penal: “Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.” 5. Nessas condições, não vejo nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP “[...] 3. O entendimento assentado nos autos, no sentido de que a nulidade decorrente da não observância da ordem de inquirição prevista no art. 212 do CPP somente se reconhece diante da demonstração de evidente prejuízo à defesa, está em consonância com a jurisprudência da Corte. Precedentes. 4. Recurso não provido.” (RHC 117.665, Rel. Min. Dias Toffoli) “Habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Estupro e atentado violento ao pudor. Pronúncia. 3. Audiência de instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP. Preclusão da matéria. Prejuízo não demonstrado. Nulidade relativa. Precedentes. 4. Excesso de prazo. Questão superada. Superveniência de sentença condenatória. Presença dos fundamentos da prisão preventiva. 5. Constrangimento ilegal inexistente. Ordem denegada.” (HC 114.786, Rel. Min. Gilmar Mendes). 4. No caso de que se trata, a defesa arguiu a nulidade apenas em sede de apelação e, ainda assim, não se desincumbiu do seu dever de demonstrar a concreta ocorrência de prejuízo eventualmente suportado pela acusada, limitando-se a tecer considerações doutrinárias sobre a garantia do devido processo legal. Circunstâncias que fazem incidir o entendimento consolidado na Súmula 523/STF (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”) e na regra descrita no próprio art. 563 do Código de Processo Penal: “Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.” 5. Nessas condições, não vejo nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 114789 / SP especialmente pelos esclarecimentos prestados pelo juízo da origem: “[...] De qualquer modo, desde as alterações introduzidas pela Lei 11690/2008, este juízo vem dando cumprimento ao disposto no art. 212 do Código de Processo Penal. Assim, logo após a tomada de compromisso, a testemunha é simplesmente convidada a fazer um resumo às partes dos fatos de que tenha conhecimento. Após este resumo inicial é dada oportunidade às partes para a inquirição respeitando-se, obviamente, a ordem de apresentação do rol. Somente depois e, se necessário, é que este Juízo faz indagações complementares. E, dependendo dos esclarecimentos feitos é novamente concedida oportunidade às partes para novas indagações.” 6. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. 7. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP especialmente pelos esclarecimentos prestados pelo juízo da origem: “[...] De qualquer modo, desde as alterações introduzidas pela Lei 11690/2008, este juízo vem dando cumprimento ao disposto no art. 212 do Código de Processo Penal. Assim, logo após a tomada de compromisso, a testemunha é simplesmente convidada a fazer um resumo às partes dos fatos de que tenha conhecimento. Após este resumo inicial é dada oportunidade às partes para a inquirição respeitando-se, obviamente, a ordem de apresentação do rol. Somente depois e, se necessário, é que este Juízo faz indagações complementares. E, dependendo dos esclarecimentos feitos é novamente concedida oportunidade às partes para novas indagações.” 6. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. 7. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração e indefiro a ordem, tendo em conta o segundo fundamento, ou seja, a natureza relativa da nulidade. Continuo convencido de que há uma ordem de interrogatório, a implicar formalidade essencial à valia da audiência. Invertida a ordem, tem-se a nulidade. O prejuízo já está estampado em um documento público, que é o título condenatório. Mas, de qualquer forma, a matéria não foi veiculada na oportunidade própria. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644504. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração e indefiro a ordem, tendo em conta o segundo fundamento, ou seja, a natureza relativa da nulidade. Continuo convencido de que há uma ordem de interrogatório, a implicar formalidade essencial à valia da audiência. Invertida a ordem, tem-se a nulidade. O prejuízo já está estampado em um documento público, que é o título condenatório. Mas, de qualquer forma, a matéria não foi veiculada na oportunidade própria. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.789 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623646 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.789 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6826451
2014-08-19T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014.
HABEAS CORPUS
Ementa: Habeas Corpus substitutivo de recurso ordinário. Tráfico de entorpecentes e Corrupção Ativa. Alegada inversão na ordem de inquirição das testemunhas (art. 212 do CPP). Nulidade do processo. Inocorrência. Ausência de comprovação de prejuízo. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que a nulidade foi arguida apenas em sede de apelação e não houve a devida demonstração de eventual prejuízo suportado pela acusada. Incidência da Súmula 523/STF (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual.
sjur278415
- Acórdão(s) citado(s): (NULIDADE RELATIVA, INVERSÃO, ORDEM, INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA) HC 114512 (1ªT), HC 114787 (1ªT), HC 114786 (2ªT), RHC 117665 (1ªT). (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 06/10/2014, RAF. Revisão: 03/03/2015, KAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
114789
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00212 ART-00563\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000523 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 114789
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PACTE.(S) : CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES E CORRUPÇÃO ATIVA. ALEGADA INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO DAS TESTEMUNHAS (ART. 212 DO CPP). NULIDADE DO PROCESSO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Hipótese em que a nulidade foi arguida apenas em sede de apelação e não houve a devida demonstração de eventual prejuízo suportado pela acusada. Incidência da Súmula 523/Supremo Tribunal Federal (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 114789 / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (HC 207.917/Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Jorge Mussi), assim ementado: “[...] 1. A nova redação dada ao art. 212 do CPP, em vigor a partir de agosto de 2008, determina que as vítimas, testemunhas e o interrogado sejam perquiridos direta e primeiramente pela acusação e na sequência pela defesa, possibilitando ao magistrado complementar a inquirição quando entender necessário quaisquer esclarecimentos. 2. É cediço que no terreno das nulidades no âmbito no processo penal vige o sistema da instrumentalidade das formas, no qual se protege o ato praticado em desacordo com o modelo legal caso tenha atingido a sua finalidade, cuja invalidação é condicionada à demonstração do prejuízo causado à parte, ficando a cargo do magistrado o exercício do juízo de conveniência acerca da retirada da sua eficácia, de acordo com as peculiaridades verificadas no caso concreto. 3. Na hipótese em apreço, o ato impugnado atingiu a sua finalidade, ou seja, houve a produção das provas requeridas, sendo oportunizada às partes, ainda que em momento posterior, a formulação de questões às testemunhas ouvidas, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) :ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (HC 207.917/Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Jorge Mussi), assim ementado: “[...] 1. A nova redação dada ao art. 212 do CPP, em vigor a partir de agosto de 2008, determina que as vítimas, testemunhas e o interrogado sejam perquiridos direta e primeiramente pela acusação e na sequência pela defesa, possibilitando ao magistrado complementar a inquirição quando entender necessário quaisquer esclarecimentos. 2. É cediço que no terreno das nulidades no âmbito no processo penal vige o sistema da instrumentalidade das formas, no qual se protege o ato praticado em desacordo com o modelo legal caso tenha atingido a sua finalidade, cuja invalidação é condicionada à demonstração do prejuízo causado à parte, ficando a cargo do magistrado o exercício do juízo de conveniência acerca da retirada da sua eficácia, de acordo com as peculiaridades verificadas no caso concreto. 3. Na hipótese em apreço, o ato impugnado atingiu a sua finalidade, ou seja, houve a produção das provas requeridas, sendo oportunizada às partes, ainda que em momento posterior, a formulação de questões às testemunhas ouvidas, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 114789 / SP constitucionalmente garantidos, motivo pelo qual não houve qualquer prejuízo efetivo à paciente. 4. Eventual inobservância à ordem estabelecida no artigo 212 do Código de Processo Penal cuida-se de vício relativo, devendo ser arguido no momento processual oportuno juntamente da demonstração da ocorrência do prejuízo sofrido pela parte, sob pena de preclusão, porquanto vige no cenário das nulidades o brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art. 563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal, nenhuma nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo (Precedentes Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal). 5. Constatando-se que a defesa da paciente permaneceu silente durante a audiência de instrução e julgamento, vindo a arguir a irregularidade somente na impetração do mandamus perante a Corte Estadual em momento posterior à prolação do édito repressivo, a pretensão do impetrante encontra-se fulminada pelo instituto da preclusão. 6. Ordem denegada.” 2. A paciente foi denunciada por tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/2006) e corrupção ativa (art. 333 do Código Penal Brasileiro)1, tendo em vista que, ao ser surpreendida com 56g de “crack” e 03 tijolos de cocaína, pesando 3,2kg, “ofereceu dinheiro aos policiais, para que não fosse presa, no valor de R$ 3.900,00”. 3. O Juízo da 2... Vara Criminal da Comarca de Praia Grande/SP condenou a paciente a 6 anos de reclusão, pelo delito de 1 Lei n 11.343/2006 - “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.” Código Penal - “Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP constitucionalmente garantidos, motivo pelo qual não houve qualquer prejuízo efetivo à paciente. 4. Eventual inobservância à ordem estabelecida no artigo 212 do Código de Processo Penal cuida-se de vício relativo, devendo ser arguido no momento processual oportuno juntamente da demonstração da ocorrência do prejuízo sofrido pela parte, sob pena de preclusão, porquanto vige no cenário das nulidades o brocado pas de nullité sans grief positivado na letra do art. 563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria penal, nenhuma nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo (Precedentes Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal). 5. Constatando-se que a defesa da paciente permaneceu silente durante a audiência de instrução e julgamento, vindo a arguir a irregularidade somente na impetração do mandamus perante a Corte Estadual em momento posterior à prolação do édito repressivo, a pretensão do impetrante encontra-se fulminada pelo instituto da preclusão. 6. Ordem denegada.” 2. A paciente foi denunciada por tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/2006) e corrupção ativa (art. 333 do Código Penal Brasileiro)1, tendo em vista que, ao ser surpreendida com 56g de “crack” e 03 tijolos de cocaína, pesando 3,2kg, “ofereceu dinheiro aos policiais, para que não fosse presa, no valor de R$ 3.900,00”. 3. O Juízo da 2... Vara Criminal da Comarca de Praia Grande/SP condenou a paciente a 6 anos de reclusão, pelo delito de 1 Lei n 11.343/2006 - “Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.” Código Penal - “Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 114789 / SP tráfico de entorpecentes, e a 3 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa, em concurso material. 4. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso de apelação “apenas para conceder os benefícios da justiça gratuita à apelante, mantida a r. sentença por seus próprios fundamentos”. 5. A defesa impetrou habeas corpus perante Superior Tribunal de Justiça, alegando a nulidade absoluta do processo, sob o argumento de inobservância à ordem de inquirição das testemunhas conforme previsto no art. 212 do CPP2, na redação dada pela Lei n 11.690/2008. 6. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (no acórdão já referido) não acolheu a tese de nulidade do processo, especialmente porque inexistente “arguição tempestiva da matéria pela defesa e tampouco a demonstração de eventual prejuízo concreto suportado pela paciente” 7. A parte impetrante insiste na tese de nulidade absoluta do processo-crime, tendo em vista que “não competia à magistrada iniciar a inquirição da prova testemunhal, mas, sim, à própria Acusação, o que não ocorreu, gerando, assim, um notório desrespeito ao dispositivo legal”. Assim, além de violar a regra do art. 212 do CPP, o juízo de origem violou “acabou por violar também o postulado constitucional do devido processo legal”. Daí o pedido de concessão da ordem para anular a ação penal na origem, revogando-se, de consequência, a prisão cautelar da acusada. 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento do HC. No mérito, o parecer é pela denegação da ordem. 2 “Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP tráfico de entorpecentes, e a 3 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa, em concurso material. 4. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso de apelação “apenas para conceder os benefícios da justiça gratuita à apelante, mantida a r. sentença por seus próprios fundamentos”. 5. A defesa impetrou habeas corpus perante Superior Tribunal de Justiça, alegando a nulidade absoluta do processo, sob o argumento de inobservância à ordem de inquirição das testemunhas conforme previsto no art. 212 do CPP2, na redação dada pela Lei n 11.690/2008. 6. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (no acórdão já referido) não acolheu a tese de nulidade do processo, especialmente porque inexistente “arguição tempestiva da matéria pela defesa e tampouco a demonstração de eventual prejuízo concreto suportado pela paciente” 7. A parte impetrante insiste na tese de nulidade absoluta do processo-crime, tendo em vista que “não competia à magistrada iniciar a inquirição da prova testemunhal, mas, sim, à própria Acusação, o que não ocorreu, gerando, assim, um notório desrespeito ao dispositivo legal”. Assim, além de violar a regra do art. 212 do CPP, o juízo de origem violou “acabou por violar também o postulado constitucional do devido processo legal”. Daí o pedido de concessão da ordem para anular a ação penal na origem, revogando-se, de consequência, a prisão cautelar da acusada. 8. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento do HC. No mérito, o parecer é pela denegação da ordem. 2 “Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 114789 / SP 9. As informações prestadas pelo juízo da origem dão conta de que a condenação imposta à paciente transitou em julgado no dia 25/05/2012. 10. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP 9. As informações prestadas pelo juízo da origem dão conta de que a condenação imposta à paciente transitou em julgado no dia 25/05/2012. 10. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597477. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “[...] 2. O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação da Lei n 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para a inquirição das testemunhas, franqueando às partes a formulação de perguntas diretamente e em primeiro lugar, com a complementação pelo juiz. A não observância de tal ordem, no caso, não implicou prejuízo processual, a atrair a aplicação do princípio maior regente da matéria - pas de nullité sans grief -, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal, em se tratando de nulidade relativa. Não se prestigia a forma pela forma. Se do vício formal não deflui prejuízo, o ato deve ser preservado. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 114.512, Rel. Min. Rosa Weber) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que “a inobservância da ordem de inquirição de testemunhas não constitui vício capaz de inquinar de nulidade o ato processual ou a ação penal, razão por que a demonstração do efetivo prejuízo se faz necessária para a invalidação do ato” (HC 114.787, Rel. Min. Luiz Fux). Nessa linha, vejam-se os seguintes precedentes: “[...] 2. O art. 212 do Código de Processo Penal, com a redação da Lei n 11.690/2008, inaugurou nova sistemática para a inquirição das testemunhas, franqueando às partes a formulação de perguntas diretamente e em primeiro lugar, com a complementação pelo juiz. A não observância de tal ordem, no caso, não implicou prejuízo processual, a atrair a aplicação do princípio maior regente da matéria - pas de nullité sans grief -, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal, em se tratando de nulidade relativa. Não se prestigia a forma pela forma. Se do vício formal não deflui prejuízo, o ato deve ser preservado. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 114.512, Rel. Min. Rosa Weber) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 114789 / SP “[...] 3. O entendimento assentado nos autos, no sentido de que a nulidade decorrente da não observância da ordem de inquirição prevista no art. 212 do CPP somente se reconhece diante da demonstração de evidente prejuízo à defesa, está em consonância com a jurisprudência da Corte. Precedentes. 4. Recurso não provido.” (RHC 117.665, Rel. Min. Dias Toffoli) “Habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Estupro e atentado violento ao pudor. Pronúncia. 3. Audiência de instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP. Preclusão da matéria. Prejuízo não demonstrado. Nulidade relativa. Precedentes. 4. Excesso de prazo. Questão superada. Superveniência de sentença condenatória. Presença dos fundamentos da prisão preventiva. 5. Constrangimento ilegal inexistente. Ordem denegada.” (HC 114.786, Rel. Min. Gilmar Mendes). 4. No caso de que se trata, a defesa arguiu a nulidade apenas em sede de apelação e, ainda assim, não se desincumbiu do seu dever de demonstrar a concreta ocorrência de prejuízo eventualmente suportado pela acusada, limitando-se a tecer considerações doutrinárias sobre a garantia do devido processo legal. Circunstâncias que fazem incidir o entendimento consolidado na Súmula 523/Supremo Tribunal Federal (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”) e na regra descrita no próprio art. 563 do Código de Processo Penal: “Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.” 5. Nessas condições, não vejo nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP “[...] 3. O entendimento assentado nos autos, no sentido de que a nulidade decorrente da não observância da ordem de inquirição prevista no art. 212 do CPP somente se reconhece diante da demonstração de evidente prejuízo à defesa, está em consonância com a jurisprudência da Corte. Precedentes. 4. Recurso não provido.” (RHC 117.665, Rel. Min. Dias Toffoli) “Habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado. Estupro e atentado violento ao pudor. Pronúncia. 3. Audiência de instrução. Inobservância da regra sobre inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP. Preclusão da matéria. Prejuízo não demonstrado. Nulidade relativa. Precedentes. 4. Excesso de prazo. Questão superada. Superveniência de sentença condenatória. Presença dos fundamentos da prisão preventiva. 5. Constrangimento ilegal inexistente. Ordem denegada.” (HC 114.786, Rel. Min. Gilmar Mendes). 4. No caso de que se trata, a defesa arguiu a nulidade apenas em sede de apelação e, ainda assim, não se desincumbiu do seu dever de demonstrar a concreta ocorrência de prejuízo eventualmente suportado pela acusada, limitando-se a tecer considerações doutrinárias sobre a garantia do devido processo legal. Circunstâncias que fazem incidir o entendimento consolidado na Súmula 523/Supremo Tribunal Federal (“No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”) e na regra descrita no próprio art. 563 do Código de Processo Penal: “Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa.” 5. Nessas condições, não vejo nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 114789 / SP especialmente pelos esclarecimentos prestados pelo juízo da origem: “[...] De qualquer modo, desde as alterações introduzidas pela Lei 11690/2008, este juízo vem dando cumprimento ao disposto no art. 212 do Código de Processo Penal. Assim, logo após a tomada de compromisso, a testemunha é simplesmente convidada a fazer um resumo às partes dos fatos de que tenha conhecimento. Após este resumo inicial é dada oportunidade às partes para a inquirição respeitando-se, obviamente, a ordem de apresentação do rol. Somente depois e, se necessário, é que este Juízo faz indagações complementares. E, dependendo dos esclarecimentos feitos é novamente concedida oportunidade às partes para novas indagações.” 6. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. 7. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Supremo Tribunal Federal HC 114789 / SP especialmente pelos esclarecimentos prestados pelo juízo da origem: “[...] De qualquer modo, desde as alterações introduzidas pela Lei 11690/2008, este juízo vem dando cumprimento ao disposto no art. 212 do Código de Processo Penal. Assim, logo após a tomada de compromisso, a testemunha é simplesmente convidada a fazer um resumo às partes dos fatos de que tenha conhecimento. Após este resumo inicial é dada oportunidade às partes para a inquirição respeitando-se, obviamente, a ordem de apresentação do rol. Somente depois e, se necessário, é que este Juízo faz indagações complementares. E, dependendo dos esclarecimentos feitos é novamente concedida oportunidade às partes para novas indagações.” 6. Diante do exposto, julgo extinto este processo sem resolução de mérito por inadequação da via processual. 7. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597478. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração e indefiro a ordem, tendo em conta o segundo fundamento, ou seja, a natureza relativa da nulidade. Continuo convencido de que há uma ordem de interrogatório, a implicar formalidade essencial à valia da audiência. Invertida a ordem, tem-se a nulidade. O prejuízo já está estampado em um documento público, que é o título condenatório. Mas, de qualquer forma, a matéria não foi veiculada na oportunidade própria. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644504. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.789 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Admito a impetração e indefiro a ordem, tendo em conta o segundo fundamento, ou seja, a natureza relativa da nulidade. Continuo convencido de que há uma ordem de interrogatório, a implicar formalidade essencial à valia da audiência. Invertida a ordem, tem-se a nulidade. O prejuízo já está estampado em um documento público, que é o título condenatório. Mas, de qualquer forma, a matéria não foi veiculada na oportunidade própria. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.789 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623646 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.789 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : CÁTIA SILVA PINTO IMPTE.(S) : ANA LÚCIA CARLOS PERERIA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HC 114 . 787", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HC 207 . 917 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HC 207 . 917 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HC 109 . 956 / PR", "HC 114 . 787", "HC 114 . 512", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HC 109 . 956 / PR", "HC 114 . 787", "HC 114 . 512", "HC 114789 / SP", "RHC 117 . 665", "HC 114 . 786", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "HC 114789 / SP", "RHC 117 . 665", "HC 114 . 786", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "HC 114789 / SP", "HC 114789 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HABEAS CORPUS 114 . 789", "HABEAS CORPUS 114 . 789" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 212 DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 793407 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de junho de 2014, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de junho de 2014, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 793407 AGR / DF processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Após o trânsito em julgado, volte-me o processo para a apreciação do agravo interposto contra a decisão proferida pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIII e LV, e 60, §4º, inciso IV, da Constituição Federal. Sustenta atendido o requisito do prequestionamento ante a interposição de embargos de declaração. No mérito, insiste na tempestividade do agravo interposto visando ao processamento do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Após o trânsito em julgado, volte-me o processo para a apreciação do agravo interposto contra a decisão proferida pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, incisos XXXV, LIII e LV, e 60, §4º, inciso IV, da Constituição Federal. Sustenta atendido o requisito do prequestionamento ante a interposição de embargos de declaração. No mérito, insiste na tempestividade do agravo interposto visando ao processamento do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A conclusão adotada na origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO. 1. De acordo com firme entendimento desta Corte, os embargos de declaração opostos contra a decisão que nega seguimento a recurso especial não interrompem o prazo para a interposição do agravo. Isso porque o agravo é o único recurso cabível contra a decisão que inadmite recurso especial. Precedentes. 2. A interposição de agravo manifestamente infundado enseja a aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A conclusão adotada na origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO. 1. De acordo com firme entendimento desta Corte, os embargos de declaração opostos contra a decisão que nega seguimento a recurso especial não interrompem o prazo para a interposição do agravo. Isso porque o agravo é o único recurso cabível contra a decisão que inadmite recurso especial. Precedentes. 2. A interposição de agravo manifestamente infundado enseja a aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2º do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 793407 AGR / DF 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. No mais, não foram, examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. No mais, não foram, examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572693 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588167
2014-08-12T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional.
sjur274251
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/09/2014, MÁR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
793407
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 793407 AgR
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AGTE.(S) : RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 793407 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de junho de 2014, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 10 de junho de 2014, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 793407 AGR / DF processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Após o trânsito em julgado, volte-me o processo para a apreciação do agravo interposto contra a decisão proferida pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIII e LV, e 60, §4..., inciso IV, da Constituição Federal. Sustenta atendido o requisito do prequestionamento ante a interposição de embargos de declaração. No mérito, insiste na tempestividade do agravo interposto visando ao processamento do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF processo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Após o trânsito em julgado, volte-me o processo para a apreciação do agravo interposto contra a decisão proferida pelo Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., incisos XXXV, LIII e LV, e 60, §4..., inciso IV, da Constituição Federal. Sustenta atendido o requisito do prequestionamento ante a interposição de embargos de declaração. No mérito, insiste na tempestividade do agravo interposto visando ao processamento do recurso especial. A parte agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A conclusão adotada na origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO. 1. De acordo com firme entendimento desta Corte, os embargos de declaração opostos contra a decisão que nega seguimento a recurso especial não interrompem o prazo para a interposição do agravo. Isso porque o agravo é o único recurso cabível contra a decisão que inadmite recurso especial. Precedentes. 2. A interposição de agravo manifestamente infundado enseja a aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2... do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada. Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada, simplesmente são reiterados os argumentos até então expendidos, pretendendo-se o rejulgamento da causa. A conclusão adotada na origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Atentem para a síntese do acórdão impugnado mediante o extraordinário: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO. 1. De acordo com firme entendimento desta Corte, os embargos de declaração opostos contra a decisão que nega seguimento a recurso especial não interrompem o prazo para a interposição do agravo. Isso porque o agravo é o único recurso cabível contra a decisão que inadmite recurso especial. Precedentes. 2. A interposição de agravo manifestamente infundado enseja a aplicação da multa prevista no artigo 557, § 2... do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 793407 AGR / DF 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. No mais, não foram, examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Supremo Tribunal Federal ARE 793407 AGR / DF 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. No mais, não foram, examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572693 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793.407 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : RUY RIBEIRO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 793 . 407", "ARE 793407 AGR", "ARE 793407 AGR", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 793407 AGR / DF", "ARE 793407 AGR /", "ARE 793407 AGR / DF", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 793407 AGR / DF", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXV , LIII e LV , e 60 , § 4 . . . , inciso IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RENAL CLÍNICA SOCIEDADE SIMPLES LTDA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO", "RUY RIBEIRO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO", "RUY RIBEIRO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO", "RUY RIBEIRO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO", "RUY RIBEIRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO PUENTE DE SOUZA FILHO", "RUY RIBEIRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "10 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "10 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 601161 AGR / RJ Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Supremo Tribunal Federal RE 601161 AGR / RJ Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 496 e 497, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a impossibilidade de exigir-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais, pela recorrida, à Caixa Econômica Federal por meio de transferência de senha eletrônica. Consignou o descompasso entre os artigos 3º, § 5º, da Lei nº 2.657, de 1996, e 12, inciso VII, § 1º, da Lei Complementar nº 87, de 1996, na medida em que, mediante o primeiro preceito, o estado recorrente teria extrapolado a disciplina do fato gerador do imposto, ultrapassando os limites materiais estabelecidos no aludido dispositivo complementar. O recorrente sustenta que o acórdão impugnado revela transgressão à autonomia dos estados de legislarem acerca do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS e a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 496 e 497, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a impossibilidade de exigir-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais, pela recorrida, à Caixa Econômica Federal por meio de transferência de senha eletrônica. Consignou o descompasso entre os artigos 3º, § 5º, da Lei nº 2.657, de 1996, e 12, inciso VII, § 1º, da Lei Complementar nº 87, de 1996, na medida em que, mediante o primeiro preceito, o estado recorrente teria extrapolado a disciplina do fato gerador do imposto, ultrapassando os limites materiais estabelecidos no aludido dispositivo complementar. O recorrente sustenta que o acórdão impugnado revela transgressão à autonomia dos estados de legislarem acerca do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS e a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 601161 AGR / RJ sistemática da substituição tributária, configurando interpretação equivocada dos artigos 146, inciso III, alínea “a”, e 155, § 2º, inciso XII, alínea “b”, da Carta da República. O exame quanto à observância do disposto no artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, considerada a compatibilidade da norma estadual com o regramento do fato gerador do imposto pela lei complementar, requer a interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. No tocante à substituição tributária e à competência plena do estado para deliberar sobre a sistemática, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro, no regimental de folha 501 a 505, discorre acerca da existência de violação ao artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, sustentando a desnecessidade de apreciação de lei local. Defende o prequestionamento da matéria, ante a interposição de declaratórios. A parte agravada, na contraminuta de folha 509 a 517, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Supremo Tribunal Federal RE 601161 AGR / RJ sistemática da substituição tributária, configurando interpretação equivocada dos artigos 146, inciso III, alínea “a”, e 155, § 2º, inciso XII, alínea “b”, da Carta da República. O exame quanto à observância do disposto no artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, considerada a compatibilidade da norma estadual com o regramento do fato gerador do imposto pela lei complementar, requer a interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. No tocante à substituição tributária e à competência plena do estado para deliberar sobre a sistemática, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro, no regimental de folha 501 a 505, discorre acerca da existência de violação ao artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, sustentando a desnecessidade de apreciação de lei local. Defende o prequestionamento da matéria, ante a interposição de declaratórios. A parte agravada, na contraminuta de folha 509 a 517, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese (folha 236): TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CARTÕES TELEFÔNICOS VIRTUAIS. SENHA ELETRÔNICA. Alegação do direito líquido e certo à inexigibilidade do ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais para a Caixa Econômica Federal, por meio de transferência de senha eletrônica. Inconstitucionalidade do art. 3º, § 5º, in fine, da Lei Estadual n.º 2.657/96, o qual determina para os serviços de fornecimento de serviço de telecomunicações pela forma de ficha cartão ou assemelhado a ocorrência do fato gerador quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário ou ao intermediário, com amparo na Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126/98. Violação do art. 146, III, “a” da Constituição Federal, em confronto com a redação do art. 12, VII, § 1º, da Lei Complementar n.º 87/96, que limita a ocorrência do fato gerador ao fornecimento desses instrumentos ao usuário. Ao encontro desse entendimento, em sessão plenária do dia 19/12/2005, o E. Órgão Especial acolheu o incidente de Arguição de Inconstitucionalidade N.º 42/2005, para declarar a inconstitucionalidade do § 5º, do art. 3º, da Lei Estadual n.º 2.657/96. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese (folha 236): TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CARTÕES TELEFÔNICOS VIRTUAIS. SENHA ELETRÔNICA. Alegação do direito líquido e certo à inexigibilidade do ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais para a Caixa Econômica Federal, por meio de transferência de senha eletrônica. Inconstitucionalidade do art. 3º, § 5º, in fine, da Lei Estadual n.º 2.657/96, o qual determina para os serviços de fornecimento de serviço de telecomunicações pela forma de ficha cartão ou assemelhado a ocorrência do fato gerador quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário ou ao intermediário, com amparo na Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126/98. Violação do art. 146, III, “a” da Constituição Federal, em confronto com a redação do art. 12, VII, § 1º, da Lei Complementar n.º 87/96, que limita a ocorrência do fato gerador ao fornecimento desses instrumentos ao usuário. Ao encontro desse entendimento, em sessão plenária do dia 19/12/2005, o E. Órgão Especial acolheu o incidente de Arguição de Inconstitucionalidade N.º 42/2005, para declarar a inconstitucionalidade do § 5º, do art. 3º, da Lei Estadual n.º 2.657/96. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 601161 AGR / RJ PROVIMENTO DO RECURSO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conquanto formalizados declaratórios, não há, no extraordinário, pedido visando a nulidade do acórdão, ante a ausência de manifestação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal RE 601161 AGR / RJ PROVIMENTO DO RECURSO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conquanto formalizados declaratórios, não há, no extraordinário, pedido visando a nulidade do acórdão, ante a ausência de manifestação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 601161 AGR / RJ do Tribunal de origem acerca da alegada violação à norma constitucional. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal RE 601161 AGR / RJ do Tribunal de origem acerca da alegada violação à norma constitucional. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : CLARO S/A ADV.(A/S) : LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : CLARO S/A ADV.(A/S) : LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6707024
2014-08-19T00:00:00
2014-09-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
sjur276111
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 29/09/2014, MAR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
601161
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED CNV-000126 ANO-1998\n CONVÊNIO DO IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS - ICMS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-002657 ANO-1996\n ART-00003 PAR-00005\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
RE-AgR
acordaos
RE 601161 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : CLARO S/A ADV.(A/S) : LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 496 e 497, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a impossibilidade de exigir-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais, pela recorrida, à Caixa Econômica Federal por meio de transferência de senha eletrônica. Consignou o descompasso entre os artigos 3..., § 5..., da Lei n 2.657, de 1996, e 12, inciso VII, § 1..., da Lei Complementar n 87, de 1996, na medida em que, mediante o primeiro preceito, o estado recorrente teria extrapolado a disciplina do fato gerador do imposto, ultrapassando os limites materiais estabelecidos no aludido dispositivo complementar. O recorrente sustenta que o acórdão impugnado revela transgressão à autonomia dos estados de legislarem acerca do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS e a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :CLARO S/A ADV.(A/S) :LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 496 e 497, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a impossibilidade de exigir-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais, pela recorrida, à Caixa Econômica Federal por meio de transferência de senha eletrônica. Consignou o descompasso entre os artigos 3..., § 5..., da Lei n 2.657, de 1996, e 12, inciso VII, § 1..., da Lei Complementar n 87, de 1996, na medida em que, mediante o primeiro preceito, o estado recorrente teria extrapolado a disciplina do fato gerador do imposto, ultrapassando os limites materiais estabelecidos no aludido dispositivo complementar. O recorrente sustenta que o acórdão impugnado revela transgressão à autonomia dos estados de legislarem acerca do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS e a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ sistemática da substituição tributária, configurando interpretação equivocada dos artigos 146, inciso III, alínea “a”, e 155, § 2..., inciso XII, alínea “b”, da Carta da República. O exame quanto à observância do disposto no artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, considerada a compatibilidade da norma estadual com o regramento do fato gerador do imposto pela lei complementar, requer a interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. No tocante à substituição tributária e à competência plena do estado para deliberar sobre a sistemática, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro, no regimental de folha 501 a 505, discorre acerca da existência de violação ao artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, sustentando a desnecessidade de apreciação de lei local. Defende o prequestionamento da matéria, ante a interposição de declaratórios. A parte agravada, na contraminuta de folha 509 a 517, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ sistemática da substituição tributária, configurando interpretação equivocada dos artigos 146, inciso III, alínea “a”, e 155, § 2..., inciso XII, alínea “b”, da Carta da República. O exame quanto à observância do disposto no artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, considerada a compatibilidade da norma estadual com o regramento do fato gerador do imposto pela lei complementar, requer a interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. No tocante à substituição tributária e à competência plena do estado para deliberar sobre a sistemática, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro, no regimental de folha 501 a 505, discorre acerca da existência de violação ao artigo 146, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, sustentando a desnecessidade de apreciação de lei local. Defende o prequestionamento da matéria, ante a interposição de declaratórios. A parte agravada, na contraminuta de folha 509 a 517, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese (folha 236): TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CARTÕES TELEFÔNICOS VIRTUAIS. SENHA ELETRÔNICA. Alegação do direito líquido e certo à inexigibilidade do ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais para a Caixa Econômica Federal, por meio de transferência de senha eletrônica. Inconstitucionalidade do art. 3..., § 5..., in fine, da Lei Estadual n. 2.657/96, o qual determina para os serviços de fornecimento de serviço de telecomunicações pela forma de ficha cartão ou assemelhado a ocorrência do fato gerador quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário ou ao intermediário, com amparo na Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126/98. Violação do art. 146, III, “a” da Constituição Federal, em confronto com a redação do art. 12, VII, § 1..., da Lei Complementar n. 87/96, que limita a ocorrência do fato gerador ao fornecimento desses instrumentos ao usuário. Ao encontro desse entendimento, em sessão plenária do dia 19/12/2005, o E. Órgão Especial acolheu o incidente de Arguição de Inconstitucionalidade N. 42/2005, para declarar a inconstitucionalidade do § 5..., do art. 3..., da Lei Estadual n. 2.657/96. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou, em síntese (folha 236): TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CARTÕES TELEFÔNICOS VIRTUAIS. SENHA ELETRÔNICA. Alegação do direito líquido e certo à inexigibilidade do ICMS sobre a remessa de cartões telefônicos virtuais para a Caixa Econômica Federal, por meio de transferência de senha eletrônica. Inconstitucionalidade do art. 3..., § 5..., in fine, da Lei Estadual n. 2.657/96, o qual determina para os serviços de fornecimento de serviço de telecomunicações pela forma de ficha cartão ou assemelhado a ocorrência do fato gerador quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário ou ao intermediário, com amparo na Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126/98. Violação do art. 146, III, “a” da Constituição Federal, em confronto com a redação do art. 12, VII, § 1..., da Lei Complementar n. 87/96, que limita a ocorrência do fato gerador ao fornecimento desses instrumentos ao usuário. Ao encontro desse entendimento, em sessão plenária do dia 19/12/2005, o E. Órgão Especial acolheu o incidente de Arguição de Inconstitucionalidade N. 42/2005, para declarar a inconstitucionalidade do § 5..., do art. 3..., da Lei Estadual n. 2.657/96. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ PROVIMENTO DO RECURSO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conquanto formalizados declaratórios, não há, no extraordinário, pedido visando a nulidade do acórdão, ante a ausência de manifestação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ PROVIMENTO DO RECURSO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais tidos por violados, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conquanto formalizados declaratórios, não há, no extraordinário, pedido visando a nulidade do acórdão, ante a ausência de manifestação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ do Tribunal de origem acerca da alegada violação à norma constitucional. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ do Tribunal de origem acerca da alegada violação à norma constitucional. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : CLARO S/A ADV.(A/S) : LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.161 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : CLARO S/A ADV.(A/S) : LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 161", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 601161 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 161", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 .", "Recurso Extraordinário 601161", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "Arguição de Inconstitucionalidade N . 42 / 2005", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 601161 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 161", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 161" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . , § 5 . . . , da Lei n 2 . 657", "12 , inciso VII , § 1 . . . , da Lei Complementar n 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 3 . . . , § 5 . . . , da Lei n 2 . 657", "12 , inciso VII , § 1 . . . , da Lei Complementar n 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 146 ,", "artigo 146 , inciso III , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 do Diploma Maior", "artigo 146 , inciso III , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 146 , inciso III , alínea “ a ” ,", "155 , § 2 . . . , inciso XII , alínea “ b ” , da Carta da República", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 do Diploma Maior", "artigo 146 , inciso III , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , § 5 . . . , in fine , da", "Lei Estadual n . 2 . 657 / 96", "Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126 / 98", "art . 146 , III , “ a ” da Constituição Federal", "art . 12 , VII , § 1 . . . , da Lei Complementar n . 87 / 96", "Lei Estadual n . 2 . 657 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , § 5 . . . , in fine , da", "Lei Estadual n . 2 . 657 / 96", "Cláusula Sétima do Convênio ICMS 126 / 98", "art . 146 , III , “ a ” da Constituição Federal", "art . 12 , VII , § 1 . . . , da Lei Complementar n . 87 / 96", "§", "art . 3 . . . , da", "Lei Estadual n . 2 . 657 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CLARO S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CLARO S / A", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CLARO S / A", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CLARO S / A", "Primeira", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CLARO S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANA ANGEIRAS FERREIRA", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "1996", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "1996", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "19", "/", "12", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "19", "/", "12", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO CONCURSO PÚBLICO – FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE. O Supremo, no Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, assentou a validade da exigência de idade mínima prevista em edital, em face à não recepção da expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica”, contida no artigo 10 de Lei nº 6.880/80. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 401 a 404, dei provimento ao extraordinário, consignando: AGRAVO REGIMENTAL – JUÍZO DE RETRATAÇÃO – CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE DO PLENÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO. 1. Às folhas 378 e 379 proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 401 a 404, dei provimento ao extraordinário, consignando: AGRAVO REGIMENTAL – JUÍZO DE RETRATAÇÃO – CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE DO PLENÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO. 1. Às folhas 378 e 379 proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. No agravo de folha 385 a 393, a União sustenta ter o Supremo, no Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, reconhecido a repercussão geral do tema de fundo e assentado a inconstitucionalidade da exigência de idade máxima para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. No agravo de folha 385 a 393, a União sustenta ter o Supremo, no Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, reconhecido a repercussão geral do tema de fundo e assentado a inconstitucionalidade da exigência de idade máxima para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS ingresso nas Forças Armadas. Afirmou que, no entanto, determinou-se a modulação dos efeitos da não recepção do artigo 10 da Lei nº 6.880/80, validando-se as exigências dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no aludido preceito até 31 de dezembro de 2011, sendo essa a situação dos autos. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta (certidão de folha 399). 2. Na interposição deste agravo, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por Advogado da União e restou protocolada no prazo assinado em lei. 3. Assiste razão à agravante. Em sessão realizada em 9 de fevereiro de 2011, o Tribunal Pleno, julgando o Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, decidiu a matéria versada neste processo. Na oportunidade, veio a prevalecer entendimento, assim sintetizado: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS: CRITÉRIO DE LIMITE DE IDADE FIXADO EM EDITAL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DE PARADIGMA. ART. 10 DA LEI N. 6.880/1980. ART. 142, § 3º, INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DECLARAÇÃO DE NÃO-RECEPÇÃO DA NORMA COM MODULAÇÃO DE EFEITOS. DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário n. 572.499: perda de seu objeto; substituição pelo Recurso Extraordinário n. 600.885. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS ingresso nas Forças Armadas. Afirmou que, no entanto, determinou-se a modulação dos efeitos da não recepção do artigo 10 da Lei nº 6.880/80, validando-se as exigências dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no aludido preceito até 31 de dezembro de 2011, sendo essa a situação dos autos. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta (certidão de folha 399). 2. Na interposição deste agravo, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por Advogado da União e restou protocolada no prazo assinado em lei. 3. Assiste razão à agravante. Em sessão realizada em 9 de fevereiro de 2011, o Tribunal Pleno, julgando o Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, decidiu a matéria versada neste processo. Na oportunidade, veio a prevalecer entendimento, assim sintetizado: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS: CRITÉRIO DE LIMITE DE IDADE FIXADO EM EDITAL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DE PARADIGMA. ART. 10 DA LEI N. 6.880/1980. ART. 142, § 3º, INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DECLARAÇÃO DE NÃO-RECEPÇÃO DA NORMA COM MODULAÇÃO DE EFEITOS. DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário n. 572.499: perda de seu objeto; substituição pelo Recurso Extraordinário n. 600.885. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS 2. O art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição da República, é expresso ao atribuir exclusivamente à lei a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas. 3. A Constituição brasileira determina, expressamente, os requisitos para o ingresso nas Forças Armadas, previstos em lei: referência constitucional taxativa ao critério de idade. Descabimento de regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por delegação legal. 4. Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei n. 6.880/1980. 5. O princípio da segurança jurídica impõe que, mais de vinte e dois anos de vigência da Constituição, nos quais dezenas de concursos foram realizados se observando aquela regra legal, modulem-se os efeitos da não-recepção: manutenção da validade dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no art. 10 da Lei n. 6.880/1980 até 31 de dezembro de 2011. 6 Recurso extraordinário desprovido, com modulação de seus efeitos. 4. Diante do precedente, reconsidero o ato impugnado e dou provimento ao extraordinário para, reformando o acórdão de origem, assentar a validade da exigência de idade mínima prevista no edital. 5. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 411 a 417, insiste na impossibilidade de ter-se limitação etária para o ingresso nas Forças Armadas. Discorre acerca da controvérsia, sustentando que a modulação de efeitos realizada pelo Supremo no precedente atacado abrange os direitos dos candidatos que já tinham ingressado em Juízo quando do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS 2. O art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição da República, é expresso ao atribuir exclusivamente à lei a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas. 3. A Constituição brasileira determina, expressamente, os requisitos para o ingresso nas Forças Armadas, previstos em lei: referência constitucional taxativa ao critério de idade. Descabimento de regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por delegação legal. 4. Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei n. 6.880/1980. 5. O princípio da segurança jurídica impõe que, mais de vinte e dois anos de vigência da Constituição, nos quais dezenas de concursos foram realizados se observando aquela regra legal, modulem-se os efeitos da não-recepção: manutenção da validade dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no art. 10 da Lei n. 6.880/1980 até 31 de dezembro de 2011. 6 Recurso extraordinário desprovido, com modulação de seus efeitos. 4. Diante do precedente, reconsidero o ato impugnado e dou provimento ao extraordinário para, reformando o acórdão de origem, assentar a validade da exigência de idade mínima prevista no edital. 5. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 411 a 417, insiste na impossibilidade de ter-se limitação etária para o ingresso nas Forças Armadas. Discorre acerca da controvérsia, sustentando que a modulação de efeitos realizada pelo Supremo no precedente atacado abrange os direitos dos candidatos que já tinham ingressado em Juízo quando do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS julgamento do Recurso Extraordinário nº 600.885/RS. A União, na contraminuta de folha 441 a 446, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal RE 599221 AGR-SEGUNDO / RS julgamento do Recurso Extraordinário nº 600.885/RS. A União, na contraminuta de folha 441 a 446, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Não assiste razão à agravante. Conforme consignado, o Supremo, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, concluiu pela não recepção do artigo 10 da Lei nº 6.880/80. Na modulação dos efeitos, manteve-se a validade da limitação etária até o final do ano de 2011. Nesse sentido, uma vez verificado o enquadramento do presente caso à hipótese citada, correta a conclusão adotada. Ante o precedente, desprovejo o regimental. Declaro o prejuízo do agravo regimental de folha 458 a 465. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564787. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Não assiste razão à agravante. Conforme consignado, o Supremo, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, concluiu pela não recepção do artigo 10 da Lei nº 6.880/80. Na modulação dos efeitos, manteve-se a validade da limitação etária até o final do ano de 2011. Nesse sentido, uma vez verificado o enquadramento do presente caso à hipótese citada, correta a conclusão adotada. Ante o precedente, desprovejo o regimental. Declaro o prejuízo do agravo regimental de folha 458 a 465. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) : ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572597 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) : ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572597 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588034
2014-08-12T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
CONCURSO PÚBLICO – FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE. O Supremo, no Recurso Extraordinário nº 600.885/RS, assentou a validade da exigência de idade mínima prevista em edital, em face à não recepção da expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica”, contida no artigo 10 de Lei nº 6.880/80.
sjur274238
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, FORÇAS ARMADAS, LIMITE DE IDADE ) RE 600885 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 09/09/2014, MÁR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
599221
[ "LEG-FED LEI-006880 ANO-1980\n ART-00010\n EM-1980 ESTATUTO DOS MILITARES" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 599221 AgR-segundo
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AGTE.(S) : KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) : ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO CONCURSO PÚBLICO – FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE. O Supremo, no Recurso Extraordinário n 600.885/RS, assentou a validade da exigência de idade mínima prevista em edital, em face à não recepção da expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica”, contida no artigo 10 de Lei n 6.880/80. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 401 a 404, dei provimento ao extraordinário, consignando: AGRAVO REGIMENTAL – JUÍZO DE RETRATAÇÃO – CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE DO PLENÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO. 1. Às folhas 378 e 379 proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) :ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 401 a 404, dei provimento ao extraordinário, consignando: AGRAVO REGIMENTAL – JUÍZO DE RETRATAÇÃO – CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS – LIMITE DE IDADE – PRECEDENTE DO PLENÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO. 1. Às folhas 378 e 379 proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. No agravo de folha 385 a 393, a União sustenta ter o Supremo, no Recurso Extraordinário n 600.885/RS, reconhecido a repercussão geral do tema de fundo e assentado a inconstitucionalidade da exigência de idade máxima para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. No agravo de folha 385 a 393, a União sustenta ter o Supremo, no Recurso Extraordinário n 600.885/RS, reconhecido a repercussão geral do tema de fundo e assentado a inconstitucionalidade da exigência de idade máxima para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS ingresso nas Forças Armadas. Afirmou que, no entanto, determinou-se a modulação dos efeitos da não recepção do artigo 10 da Lei n 6.880/80, validando-se as exigências dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no aludido preceito até 31 de dezembro de 2011, sendo essa a situação dos autos. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta (certidão de folha 399). 2. Na interposição deste agravo, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por Advogado da União e restou protocolada no prazo assinado em lei. 3. Assiste razão à agravante. Em sessão realizada em 9 de fevereiro de 2011, o Tribunal Pleno, julgando o Recurso Extraordinário n 600.885/RS, decidiu a matéria versada neste processo. Na oportunidade, veio a prevalecer entendimento, assim sintetizado: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS: CRITÉRIO DE LIMITE DE IDADE FIXADO EM EDITAL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DE PARADIGMA. ART. 10 DA LEI N. 6.880/1980. ART. 142, § 3..., INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DECLARAÇÃO DE NÃO-RECEPÇÃO DA NORMA COM MODULAÇÃO DE EFEITOS. DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário n. 572.499: perda de seu objeto; substituição pelo Recurso Extraordinário n. 600.885. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS ingresso nas Forças Armadas. Afirmou que, no entanto, determinou-se a modulação dos efeitos da não recepção do artigo 10 da Lei n 6.880/80, validando-se as exigências dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no aludido preceito até 31 de dezembro de 2011, sendo essa a situação dos autos. A parte agravada, apesar de intimada, não apresentou contraminuta (certidão de folha 399). 2. Na interposição deste agravo, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A peça está subscrita por Advogado da União e restou protocolada no prazo assinado em lei. 3. Assiste razão à agravante. Em sessão realizada em 9 de fevereiro de 2011, o Tribunal Pleno, julgando o Recurso Extraordinário n 600.885/RS, decidiu a matéria versada neste processo. Na oportunidade, veio a prevalecer entendimento, assim sintetizado: EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS: CRITÉRIO DE LIMITE DE IDADE FIXADO EM EDITAL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DE PARADIGMA. ART. 10 DA LEI N. 6.880/1980. ART. 142, § 3..., INCISO X, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DECLARAÇÃO DE NÃO-RECEPÇÃO DA NORMA COM MODULAÇÃO DE EFEITOS. DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário n. 572.499: perda de seu objeto; substituição pelo Recurso Extraordinário n. 600.885. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS 2. O art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição da República, é expresso ao atribuir exclusivamente à lei a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas. 3. A Constituição brasileira determina, expressamente, os requisitos para o ingresso nas Forças Armadas, previstos em lei: referência constitucional taxativa ao critério de idade. Descabimento de regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por delegação legal. 4. Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei n. 6.880/1980. 5. O princípio da segurança jurídica impõe que, mais de vinte e dois anos de vigência da Constituição, nos quais dezenas de concursos foram realizados se observando aquela regra legal, modulem-se os efeitos da não-recepção: manutenção da validade dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no art. 10 da Lei n. 6.880/1980 até 31 de dezembro de 2011. 6 Recurso extraordinário desprovido, com modulação de seus efeitos. 4. Diante do precedente, reconsidero o ato impugnado e dou provimento ao extraordinário para, reformando o acórdão de origem, assentar a validade da exigência de idade mínima prevista no edital. 5. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 411 a 417, insiste na impossibilidade de ter-se limitação etária para o ingresso nas Forças Armadas. Discorre acerca da controvérsia, sustentando que a modulação de efeitos realizada pelo Supremo no precedente atacado abrange os direitos dos candidatos que já tinham ingressado em Juízo quando do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS 2. O art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição da República, é expresso ao atribuir exclusivamente à lei a definição dos requisitos para o ingresso nas Forças Armadas. 3. A Constituição brasileira determina, expressamente, os requisitos para o ingresso nas Forças Armadas, previstos em lei: referência constitucional taxativa ao critério de idade. Descabimento de regulamentação por outra espécie normativa, ainda que por delegação legal. 4. Não foi recepcionada pela Constituição da República de 1988 a expressão “nos regulamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica” do art. 10 da Lei n. 6.880/1980. 5. O princípio da segurança jurídica impõe que, mais de vinte e dois anos de vigência da Constituição, nos quais dezenas de concursos foram realizados se observando aquela regra legal, modulem-se os efeitos da não-recepção: manutenção da validade dos limites de idade fixados em editais e regulamentos fundados no art. 10 da Lei n. 6.880/1980 até 31 de dezembro de 2011. 6 Recurso extraordinário desprovido, com modulação de seus efeitos. 4. Diante do precedente, reconsidero o ato impugnado e dou provimento ao extraordinário para, reformando o acórdão de origem, assentar a validade da exigência de idade mínima prevista no edital. 5. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 411 a 417, insiste na impossibilidade de ter-se limitação etária para o ingresso nas Forças Armadas. Discorre acerca da controvérsia, sustentando que a modulação de efeitos realizada pelo Supremo no precedente atacado abrange os direitos dos candidatos que já tinham ingressado em Juízo quando do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS julgamento do Recurso Extraordinário n 600.885/RS. A União, na contraminuta de folha 441 a 446, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 599221 AGR-SEGUNDO / RS julgamento do Recurso Extraordinário n 600.885/RS. A União, na contraminuta de folha 441 a 446, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Não assiste razão à agravante. Conforme consignado, o Supremo, no julgamento do Recurso Extraordinário n 600.885/RS, concluiu pela não recepção do artigo 10 da Lei n 6.880/80. Na modulação dos efeitos, manteve-se a validade da limitação etária até o final do ano de 2011. Nesse sentido, uma vez verificado o enquadramento do presente caso à hipótese citada, correta a conclusão adotada. Ante o precedente, desprovejo o regimental. Declaro o prejuízo do agravo regimental de folha 458 a 465. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564787. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Não assiste razão à agravante. Conforme consignado, o Supremo, no julgamento do Recurso Extraordinário n 600.885/RS, concluiu pela não recepção do artigo 10 da Lei n 6.880/80. Na modulação dos efeitos, manteve-se a validade da limitação etária até o final do ano de 2011. Nesse sentido, uma vez verificado o enquadramento do presente caso à hipótese citada, correta a conclusão adotada. Ante o precedente, desprovejo o regimental. Declaro o prejuízo do agravo regimental de folha 458 a 465. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6564787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) : ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572597 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.221 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : KELY DE ARAUJO ADV.(A/S) : ALTEMIR WAGNER DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572597 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 221", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário 599221 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário 599221 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário 599221 AGR - SEGUNDO / RS", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário n . 572 . 499", "Recurso Extraordinário 599221 AGR", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário n . 572 . 499", "Recurso Extraordinário n . 600 . 885 .", "Recurso Extraordinário 599221 AGR - SEGUNDO / RS", "Recurso Extraordinário 599221", "Recurso Extraordinário 599221 AGR", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário 599221 AGR - SEGUNDO / RS", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 221", "Recurso Extraordinário n 600 . 885 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 10 de Lei n 6 . 880 / 80", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. ASSENTAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565333. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10 de junho de 2014, neguei seguimento ao agravo em recuso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, o qual concluiu pela rescisão dos contratos de assentamento dos colonos. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Apreciada a matéria trazida na espécie, DECIDO. 4. Inicialmente, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada relativo à ausência de prequestionamento, pois a matéria foi objeto de oportuna impugnação. Mas a superação desse fundamento não é suficiente para o acolhimento da pretensão do Agravante, por subsistir o segundo fundamento da decisão que conduziu à inadmissão do recurso interposto. 5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10 de junho de 2014, neguei seguimento ao agravo em recuso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, o qual concluiu pela rescisão dos contratos de assentamento dos colonos. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Apreciada a matéria trazida na espécie, DECIDO. 4. Inicialmente, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada relativo à ausência de prequestionamento, pois a matéria foi objeto de oportuna impugnação. Mas a superação desse fundamento não é suficiente para o acolhimento da pretensão do Agravante, por subsistir o segundo fundamento da decisão que conduziu à inadmissão do recurso interposto. 5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 6. Ademais, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia de normas infraconstitucionais aplicadas à espécie (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 6. Ademais, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia de normas infraconstitucionais aplicadas à espécie (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula STF 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 7. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371- RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO: INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 806.616-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.11.2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula STF 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 7. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371- RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO: INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 806.616-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.11.2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 23.6.2014, interpõe o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em 29.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a veiculação de ofensa levada a cabo no Recurso Extraordinário autárquico é direta e literal, dispensando a formulação de juízo prévio de legalidade. É de se ressaltar que o INCRA não vinculou a formulação de sua insurgência à demonstração de violação de matéria de legislação ordinária, limitando-se a fazer-lhe remissão com o intuito único de melhor desenvolver sua tese”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 23.6.2014, interpõe o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em 29.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a veiculação de ofensa levada a cabo no Recurso Extraordinário autárquico é direta e literal, dispensando a formulação de juízo prévio de legalidade. É de se ressaltar que o INCRA não vinculou a formulação de sua insurgência à demonstração de violação de matéria de legislação ordinária, limitando-se a fazer-lhe remissão com o intuito único de melhor desenvolver sua tese”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assim se manifestou: “3. Os réus foram assentados em seus respectivos lotes como parte do projeto de colonização para fins de reforma agrária no Assentamento Bela Vista do Chibarro, no município de Araraquara, São Paulo. Para tanto, celebraram junto ao INCRA, em consonância com o art. 189 da Constituição Federal, contrato de concessão de uso. 4. Durante a vigência do contrato de concessão de uso, o advento de uma das hipóteses previstas pelo art. 77 o Decreto n. 59.428/66 acarreta a rescisão do contrato. 5. Verifica-se pelos documentos de fls. 75/455 o pleno cumprimento do princípio do contraditório e da ampla defesa no curso do inquérito administrativo que resultou na rescisão do contrato. Os réus foram cientificados da instauração do inquérito administrativo, prestaram declarações perante o INCRA no âmbito do inquérito, sendo-lhes oportunizada a defesa. 6. Os Laudos periciais de fls. 1005/1106 e fls. 1129/1252 deixam claras as irregularidades existentes no assentamento referentes aos réus José Marques da Silva, Aparecido Martins Góes e Sebastiana Silva de Góes, Pedro Soares de Pinho e Palmira Dalcole de Pinho, Nelson José Marques e Maria Ângela de Araújo Marques, José Pinheiro Lopes e Maria Júlia dos Santos, José Soares de Pinho, Antônio Damião da Cruz e Josefina Lemos Cardoso, Luiz Henrique dos Santos e Geny Pereira dos Santos. 7. Qualquer forma de exploração da terra que não seja realizada diretamente pelos assentados, além de ser causa de rescisão, é absolutamente incompatível com a finalidade da reforma agrária e está expressamente vedada pela Constituição da República, que dispõem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assim se manifestou: “3. Os réus foram assentados em seus respectivos lotes como parte do projeto de colonização para fins de reforma agrária no Assentamento Bela Vista do Chibarro, no município de Araraquara, São Paulo. Para tanto, celebraram junto ao INCRA, em consonância com o art. 189 da Constituição Federal, contrato de concessão de uso. 4. Durante a vigência do contrato de concessão de uso, o advento de uma das hipóteses previstas pelo art. 77 o Decreto n. 59.428/66 acarreta a rescisão do contrato. 5. Verifica-se pelos documentos de fls. 75/455 o pleno cumprimento do princípio do contraditório e da ampla defesa no curso do inquérito administrativo que resultou na rescisão do contrato. Os réus foram cientificados da instauração do inquérito administrativo, prestaram declarações perante o INCRA no âmbito do inquérito, sendo-lhes oportunizada a defesa. 6. Os Laudos periciais de fls. 1005/1106 e fls. 1129/1252 deixam claras as irregularidades existentes no assentamento referentes aos réus José Marques da Silva, Aparecido Martins Góes e Sebastiana Silva de Góes, Pedro Soares de Pinho e Palmira Dalcole de Pinho, Nelson José Marques e Maria Ângela de Araújo Marques, José Pinheiro Lopes e Maria Júlia dos Santos, José Soares de Pinho, Antônio Damião da Cruz e Josefina Lemos Cardoso, Luiz Henrique dos Santos e Geny Pereira dos Santos. 7. Qualquer forma de exploração da terra que não seja realizada diretamente pelos assentados, além de ser causa de rescisão, é absolutamente incompatível com a finalidade da reforma agrária e está expressamente vedada pela Constituição da República, que dispõem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP serem tais contratos "inegociáveis pelo prazo de dez anos" (art. 189). É, pois, irrelevante tratar-se de arrendamento ou parceria os contratos celebrados com terceiros. 8. A alegação de desamparo técnico e financeiro é afastada pela Sra. Perita à fl. 1244. 9. Os beneficiários dos planos de reforma agrária devem demonstrar aptidões e cumprir requisitos constitucionais e legais voltados à maximizar a produtividade da terra. Não demonstradas tais aptidões ou não cumpridos os requisitos, é no interesse público que a parcela de terra reservada à reforma agrária deve ser transferida à quem melhor possa aproveitá-la. 10. Cabe aos necessitados requererem sua inclusão nos programas de assistência social desenvolvidos pelo Poder Público. 11. Os documentos juntados aos autos demonstram que os assentados tiveram informações sobre os valores a eles repassados a título de crédito. 12. Os elementos dos autos infirmaram as imputações feitas em face dos réus Severino Marcolino da Silva e Maria José da Silva, Jilco Lúcio, Luiz Pereira dos Santos e Terezinha dos Santos”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise de norma infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965 e o Decreto n. 59.428/1966) e o reexame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP serem tais contratos "inegociáveis pelo prazo de dez anos" (art. 189). É, pois, irrelevante tratar-se de arrendamento ou parceria os contratos celebrados com terceiros. 8. A alegação de desamparo técnico e financeiro é afastada pela Sra. Perita à fl. 1244. 9. Os beneficiários dos planos de reforma agrária devem demonstrar aptidões e cumprir requisitos constitucionais e legais voltados à maximizar a produtividade da terra. Não demonstradas tais aptidões ou não cumpridos os requisitos, é no interesse público que a parcela de terra reservada à reforma agrária deve ser transferida à quem melhor possa aproveitá-la. 10. Cabe aos necessitados requererem sua inclusão nos programas de assistência social desenvolvidos pelo Poder Público. 11. Os documentos juntados aos autos demonstram que os assentados tiveram informações sobre os valores a eles repassados a título de crédito. 12. Os elementos dos autos infirmaram as imputações feitas em face dos réus Severino Marcolino da Silva e Maria José da Silva, Jilco Lúcio, Luiz Pereira dos Santos e Terezinha dos Santos”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise de norma infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965 e o Decreto n. 59.428/1966) e o reexame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF” (ARE 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula STF 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF” (ARE 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula STF 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ARISTIDES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563978 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ARISTIDES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563978 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6594940
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. ASSENTAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur274534
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) RE 531204 ED (1ªT), AI 843921 AgR (2ªT), AI 762037 AgR (2ªT), ARE 683104 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 15/09/2014, BRU.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
817771
[ "LEG-FED LEI-004604 ANO-1964\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-004771 ANO-1965\n CFL-1965 CÓDIGO FLORESTAL\n\n", "LEG-FED DEC-000279 \n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-059428 ANO-1966\n DECRETO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 817771 AgR
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AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ARISTIDES DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. ASSENTAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565333. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10 de junho de 2014, neguei seguimento ao agravo em recuso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, o qual concluiu pela rescisão dos contratos de assentamento dos colonos. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Apreciada a matéria trazida na espécie, DECIDO. 4. Inicialmente, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada relativo à ausência de prequestionamento, pois a matéria foi objeto de oportuna impugnação. Mas a superação desse fundamento não é suficiente para o acolhimento da pretensão do Agravante, por subsistir o segundo fundamento da decisão que conduziu à inadmissão do recurso interposto. 5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ARISTIDES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10 de junho de 2014, neguei seguimento ao agravo em recuso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, o qual concluiu pela rescisão dos contratos de assentamento dos colonos. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Apreciada a matéria trazida na espécie, DECIDO. 4. Inicialmente, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada relativo à ausência de prequestionamento, pois a matéria foi objeto de oportuna impugnação. Mas a superação desse fundamento não é suficiente para o acolhimento da pretensão do Agravante, por subsistir o segundo fundamento da decisão que conduziu à inadmissão do recurso interposto. 5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 6. Ademais, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia de normas infraconstitucionais aplicadas à espécie (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 6. Ademais, a apreciação do pleito recursal demandaria a análise prévia de normas infraconstitucionais aplicadas à espécie (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, conforme dispõe a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 7. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371- RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO: INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 806.616-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.11.2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 7. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965, o Decreto n 59.428/1966), poderia configurar, se fosse o caso, ofensa constitucional indireta: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE 748.371- RG/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO: INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 806.616-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 24.11.2010). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 817771 AGR / SP 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 23.6.2014, interpõe o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em 29.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a veiculação de ofensa levada a cabo no Recurso Extraordinário autárquico é direta e literal, dispensando a formulação de juízo prévio de legalidade. É de se ressaltar que o INCRA não vinculou a formulação de sua insurgência à demonstração de violação de matéria de legislação ordinária, limitando-se a fazer-lhe remissão com o intuito único de melhor desenvolver sua tese”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Intimado dessa decisão em 23.6.2014, interpõe o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em 29.6.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a veiculação de ofensa levada a cabo no Recurso Extraordinário autárquico é direta e literal, dispensando a formulação de juízo prévio de legalidade. É de se ressaltar que o INCRA não vinculou a formulação de sua insurgência à demonstração de violação de matéria de legislação ordinária, limitando-se a fazer-lhe remissão com o intuito único de melhor desenvolver sua tese”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assim se manifestou: “3. Os réus foram assentados em seus respectivos lotes como parte do projeto de colonização para fins de reforma agrária no Assentamento Bela Vista do Chibarro, no município de Araraquara, São Paulo. Para tanto, celebraram junto ao INCRA, em consonância com o art. 189 da Constituição Federal, contrato de concessão de uso. 4. Durante a vigência do contrato de concessão de uso, o advento de uma das hipóteses previstas pelo art. 77 o Decreto n. 59.428/66 acarreta a rescisão do contrato. 5. Verifica-se pelos documentos de fls. 75/455 o pleno cumprimento do princípio do contraditório e da ampla defesa no curso do inquérito administrativo que resultou na rescisão do contrato. Os réus foram cientificados da instauração do inquérito administrativo, prestaram declarações perante o INCRA no âmbito do inquérito, sendo-lhes oportunizada a defesa. 6. Os Laudos periciais de fls. 1005/1106 e fls. 1129/1252 deixam claras as irregularidades existentes no assentamento referentes aos réus José Marques da Silva, Aparecido Martins Góes e Sebastiana Silva de Góes, Pedro Soares de Pinho e Palmira Dalcole de Pinho, Nelson José Marques e Maria Ângela de Araújo Marques, José Pinheiro Lopes e Maria Júlia dos Santos, José Soares de Pinho, Antônio Damião da Cruz e Josefina Lemos Cardoso, Luiz Henrique dos Santos e Geny Pereira dos Santos. 7. Qualquer forma de exploração da terra que não seja realizada diretamente pelos assentados, além de ser causa de rescisão, é absolutamente incompatível com a finalidade da reforma agrária e está expressamente vedada pela Constituição da República, que dispõem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem assim se manifestou: “3. Os réus foram assentados em seus respectivos lotes como parte do projeto de colonização para fins de reforma agrária no Assentamento Bela Vista do Chibarro, no município de Araraquara, São Paulo. Para tanto, celebraram junto ao INCRA, em consonância com o art. 189 da Constituição Federal, contrato de concessão de uso. 4. Durante a vigência do contrato de concessão de uso, o advento de uma das hipóteses previstas pelo art. 77 o Decreto n. 59.428/66 acarreta a rescisão do contrato. 5. Verifica-se pelos documentos de fls. 75/455 o pleno cumprimento do princípio do contraditório e da ampla defesa no curso do inquérito administrativo que resultou na rescisão do contrato. Os réus foram cientificados da instauração do inquérito administrativo, prestaram declarações perante o INCRA no âmbito do inquérito, sendo-lhes oportunizada a defesa. 6. Os Laudos periciais de fls. 1005/1106 e fls. 1129/1252 deixam claras as irregularidades existentes no assentamento referentes aos réus José Marques da Silva, Aparecido Martins Góes e Sebastiana Silva de Góes, Pedro Soares de Pinho e Palmira Dalcole de Pinho, Nelson José Marques e Maria Ângela de Araújo Marques, José Pinheiro Lopes e Maria Júlia dos Santos, José Soares de Pinho, Antônio Damião da Cruz e Josefina Lemos Cardoso, Luiz Henrique dos Santos e Geny Pereira dos Santos. 7. Qualquer forma de exploração da terra que não seja realizada diretamente pelos assentados, além de ser causa de rescisão, é absolutamente incompatível com a finalidade da reforma agrária e está expressamente vedada pela Constituição da República, que dispõem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP serem tais contratos "inegociáveis pelo prazo de dez anos" (art. 189). É, pois, irrelevante tratar-se de arrendamento ou parceria os contratos celebrados com terceiros. 8. A alegação de desamparo técnico e financeiro é afastada pela Sra. Perita à fl. 1244. 9. Os beneficiários dos planos de reforma agrária devem demonstrar aptidões e cumprir requisitos constitucionais e legais voltados à maximizar a produtividade da terra. Não demonstradas tais aptidões ou não cumpridos os requisitos, é no interesse público que a parcela de terra reservada à reforma agrária deve ser transferida à quem melhor possa aproveitá-la. 10. Cabe aos necessitados requererem sua inclusão nos programas de assistência social desenvolvidos pelo Poder Público. 11. Os documentos juntados aos autos demonstram que os assentados tiveram informações sobre os valores a eles repassados a título de crédito. 12. Os elementos dos autos infirmaram as imputações feitas em face dos réus Severino Marcolino da Silva e Maria José da Silva, Jilco Lúcio, Luiz Pereira dos Santos e Terezinha dos Santos”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise de norma infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965 e o Decreto n. 59.428/1966) e o reexame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP serem tais contratos "inegociáveis pelo prazo de dez anos" (art. 189). É, pois, irrelevante tratar-se de arrendamento ou parceria os contratos celebrados com terceiros. 8. A alegação de desamparo técnico e financeiro é afastada pela Sra. Perita à fl. 1244. 9. Os beneficiários dos planos de reforma agrária devem demonstrar aptidões e cumprir requisitos constitucionais e legais voltados à maximizar a produtividade da terra. Não demonstradas tais aptidões ou não cumpridos os requisitos, é no interesse público que a parcela de terra reservada à reforma agrária deve ser transferida à quem melhor possa aproveitá-la. 10. Cabe aos necessitados requererem sua inclusão nos programas de assistência social desenvolvidos pelo Poder Público. 11. Os documentos juntados aos autos demonstram que os assentados tiveram informações sobre os valores a eles repassados a título de crédito. 12. Os elementos dos autos infirmaram as imputações feitas em face dos réus Severino Marcolino da Silva e Maria José da Silva, Jilco Lúcio, Luiz Pereira dos Santos e Terezinha dos Santos”. 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria a prévia análise de norma infraconstitucional (no caso, as Leis ns. 4.604/1964 e 4.771/1965 e o Decreto n. 59.428/1966) e o reexame do conjunto probatório. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 531.204-ED/RJ, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 24.9.2010). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP Assentamento agrícola. Despejo. Indenização por dano moral e material. 3. Reexame dos fatos e provas. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 843.921-AgR/PR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 11.10.2011). “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO. INTERESSE SOCIAL. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., XXIV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 683.104-AgR/PA, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 25.9.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ASSENTAMENTO AGRÍCOLA. DESPEJO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade civil do ora agravado com fundamento nos fatos e provas da causa. Para se verificar a existência, ou não, de relação de causalidade entre a atuação do INCRA e o resultado danoso, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incide, na espécie, o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 762.037-AgR/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 18.8.2011). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 817771 AGR / SP 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Supremo Tribunal Federal ARE 817771 AGR / SP 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565335. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ARISTIDES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563978 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : PEDRO SOARES DE PINHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ARISTIDES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563978 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RTJ 150 / 269", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 531 . 204 - ED / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 843 . 921 - AgR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 817771 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RTJ 150 / 269", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 531 . 204 - ED / RJ", "AI 843 . 921 - AgR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 817771 AGR / SP 683 . 104 - AgR / PA", "AI 762 . 037 - AgR / PR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 806 . 616 - AgR", "ARE", "AI 762 . 037 - AgR / PR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 806 . 616 - AgR", "ARE 817771 AGR / SP", "ARE 817771 AGR / SP", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 531 . 204 - ED / RJ", "ARE 817771 AGR /", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 531 . 204 - ED / RJ", "ARE 817771 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 843 . 921 - AgR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 683 . 104 - AgR / PA", "AI 762 . 037 - AgR / PR", "ARE 817771 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 843 . 921 - AgR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 683 . 104 - AgR / PA", "AI 762 . 037 - AgR / PR", "ARE 817771 AGR / SP", "ARE 817771 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 93 , inc . 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos A solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 776205 AGR / RS material probatório constantes dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/STF Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS material probatório constantes dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/STF Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios opostos (Súmulas 282 e 356/STF); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (iii) a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. A parte agravante alega que ocorreu ofensa ao art. 5º, II, da Constituição. Afirma que “a matéria constitucional discutida nos presentes autos, qual seja, a ausência de legalidade da decisão que obriga a transferência de um veículo clonado – furto de crime, para a propriedade da seguradora, deve ser analisada com mais acúria, uma vez que se está exigindo que a agravante regularize um veículo que é produto de crime” (fls. 304). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios opostos (Súmulas 282 e 356/STF); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (iii) a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. A parte agravante alega que ocorreu ofensa ao art. 5º, II, da Constituição. Afirma que “a matéria constitucional discutida nos presentes autos, qual seja, a ausência de legalidade da decisão que obriga a transferência de um veículo clonado – furto de crime, para a propriedade da seguradora, deve ser analisada com mais acúria, uma vez que se está exigindo que a agravante regularize um veículo que é produto de crime” (fls. 304). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 776205 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 2. De qualquer forma, a matéria constitucional inscrita no art. 5º, II, da Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios, de modo que o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 2. De qualquer forma, a matéria constitucional inscrita no art. 5º, II, da Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios, de modo que o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776205 AGR / RS 3. Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 4. Por fim, a solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS 3. Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 4. Por fim, a solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) : NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) : MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572672 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) : NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) : MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6603687
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos A solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/STF Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274688
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 695632 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 839837 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 16/09/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
776205
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 776205 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) : NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) : MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o recurso, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de suposta ofensa ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos A solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 776205 AGR / RS material probatório constantes dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS material probatório constantes dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios opostos (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (iii) a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. A parte agravante alega que ocorreu ofensa ao art. 5..., II, da Constituição. Afirma que “a matéria constitucional discutida nos presentes autos, qual seja, a ausência de legalidade da decisão que obriga a transferência de um veículo clonado – furto de crime, para a propriedade da seguradora, deve ser analisada com mais acúria, uma vez que se está exigindo que a agravante regularize um veículo que é produto de crime” (fls. 304). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) :NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) :MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios opostos (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (iii) a solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. A parte agravante alega que ocorreu ofensa ao art. 5..., II, da Constituição. Afirma que “a matéria constitucional discutida nos presentes autos, qual seja, a ausência de legalidade da decisão que obriga a transferência de um veículo clonado – furto de crime, para a propriedade da seguradora, deve ser analisada com mais acúria, uma vez que se está exigindo que a agravante regularize um veículo que é produto de crime” (fls. 304). 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 776205 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 2. De qualquer forma, a matéria constitucional inscrita no art. 5..., II, da Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios, de modo que o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 2. De qualquer forma, a matéria constitucional inscrita no art. 5..., II, da Constituição não foi apreciada pelo acórdão impugnado. Tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios, de modo que o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776205 AGR / RS 3. Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 4. Por fim, a solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Supremo Tribunal Federal ARE 776205 AGR / RS 3. Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal – ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei, e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 4. Por fim, a solução da controvérsia implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) : NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) : MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572672 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.205 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : TOKIO MARINE SEGURADORA S/A ADV.(A/S) : NELY QUINT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JORGE PINTO RIBEIRO E CIA LTDA ADV.(A/S) : MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : REAL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "ARE 776205 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776205 AGR / RS", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776205 AGR / RS", "ARE 776205 AGR / RS", "ARE 695 . 632 - AgR", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 632 - AgR", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776205 AGR / RS", "AI 839 . 837 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776205 AGR / RS", "AI 839 . 837 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Constituição", "art . 5 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Constituição", "art . 5 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TOKIO MARINE SEGURADORA S / A", "REAL SEGUROS S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TOKIO MARINE SEGURADORA S / A", "REAL SEGUROS S / A", "Primeira Turma", 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Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "NELY QUINT", "JORGE PINTO RIBEIRO", "MIGUEL FERNANDO LOPES DO COUTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Operação “Navalha”. 3. Interceptações telefônicas. Prescindibilidade de degravação de todas as conversas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem e considerar prejudicado o regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640830. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Adiamento 27/05/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A D I A M E N T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, tenho uma anotação aqui de que Vossa Excelência estaria impedido, então, nesse caso, acho que temos de indicar adiamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640831. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A D I A M E N T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, tenho uma anotação aqui de que Vossa Excelência estaria impedido, então, nesse caso, acho que temos de indicar adiamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640831. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Extrato de Ata - 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050285 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Carlos Felizola Soares Filho e outros, em favor de Renato Conde Garcia, contra acórdão que rejeitou as preliminares arguidas pela defesa e, no mérito, recebeu a denúncia nos autos da Ação Penal n. 536/BA, proferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na espécie, o Ministério Público Federal, pelas Subprocuradoras- Gerais da República, Dra. Lindôra Maria Araújo e Dra. Célia Regina Souza Delgado, ofereceu denúncia contra 61 pessoas, entre as quais se inclui o paciente, em virtude de condutas relacionadas ao esquema que envolve especificamente a empresa Gautama, servidores públicos e agentes políticos, nas obras identificadas nos autos, em diversos Estados da Federação. No caso, Renato Conde Garcia, que à época era engenheiro fiscal da obra realizada pela construtora Gautama no Estado de Sergipe, foi denunciado pela prática dos crimes de peculato e formação de quadrilha (art. 312, caput, c/c art. 29, e no art. 288, caput, todos do Código Penal). No que se refere ao paciente, o Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia, por entender que, em juízo sumário, estariam presentes indícios da prática dos delitos de peculato-desvio e formação de quadrilha. Confira-se a ementa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL - AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA - DENÚNCIA OFERECIDA CONTRA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Carlos Felizola Soares Filho e outros, em favor de Renato Conde Garcia, contra acórdão que rejeitou as preliminares arguidas pela defesa e, no mérito, recebeu a denúncia nos autos da Ação Penal n. 536/BA, proferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na espécie, o Ministério Público Federal, pelas Subprocuradoras- Gerais da República, Dra. Lindôra Maria Araújo e Dra. Célia Regina Souza Delgado, ofereceu denúncia contra 61 pessoas, entre as quais se inclui o paciente, em virtude de condutas relacionadas ao esquema que envolve especificamente a empresa Gautama, servidores públicos e agentes políticos, nas obras identificadas nos autos, em diversos Estados da Federação. No caso, Renato Conde Garcia, que à época era engenheiro fiscal da obra realizada pela construtora Gautama no Estado de Sergipe, foi denunciado pela prática dos crimes de peculato e formação de quadrilha (art. 312, caput, c/c art. 29, e no art. 288, caput, todos do Código Penal). No que se refere ao paciente, o Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia, por entender que, em juízo sumário, estariam presentes indícios da prática dos delitos de peculato-desvio e formação de quadrilha. Confira-se a ementa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL - AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA - DENÚNCIA OFERECIDA CONTRA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 118371 / BA CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL E OUTROS 16 (DEZESSEIS) ACUSADOS - PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA JURISDICIONAL, INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, ILEGAL MANIPULAÇÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO, AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA LICITUDE DAS GRAVAÇÕES, PRESENÇA DOS REQUISITOS DA LEI 9.296/96, PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO, NULIDADE DO PROCESSO - ILICITUDE DA PROVA, NECESSÁRIO APENSAMENTO DO PROCEDIMENTO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AOS AUTOS DO INQUÉRITO, CERCEAMENTO DE DEFESA - PRAZO HÁBIL PARA A ANÁLISE DO MATERIAL ANEXADO AO PROCESSO, AUSÊNCIA DOS REQUERIMENTOS E DAS ORDENS QUE DEFERIRAM AS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS QUE REDUNDARAM NO PRESENTE FEITO, IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA LEI 9.034/95 NO CASO CONCRETO, SUPOSTAS NULIDADES DAS INTERCEPTAÇÕES EM RAZÃO DE DECISÕES PROFERIDAS POR ESTA CORTE - REJEIÇÃO - MÉRITO DA ACUSAÇÃO - INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO DE VERBA PÚBLICA NO CONTRATO N 110/01 - RELATÓRIO DA CGU - MATERIALIDADE - INDÍCIOS DE PRÁTICA DOS CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, PECULATO-DESVIO, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. 1. A oitiva dos investigados na fase pré-processual pelo relator não viola os princípios do devido processo legal e da imparcialidade. Precedentes do STJ e do STF. 2. A peça acusatória atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, na medida em que houve a exposição do fato considerado criminoso, com suas circunstâncias, assim como se deu a devida qualificação dos denunciados e a classificação do crime. 3. As medidas constritivas de direito levadas a termo nos autos do Inquérito foram determinadas por autoridade competente à época dos fatos. 4. Interceptações telefônicas eventualmente determinadas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL E OUTROS 16 (DEZESSEIS) ACUSADOS - PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA JURISDICIONAL, INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, ILEGAL MANIPULAÇÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO, AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA LICITUDE DAS GRAVAÇÕES, PRESENÇA DOS REQUISITOS DA LEI 9.296/96, PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO, NULIDADE DO PROCESSO - ILICITUDE DA PROVA, NECESSÁRIO APENSAMENTO DO PROCEDIMENTO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AOS AUTOS DO INQUÉRITO, CERCEAMENTO DE DEFESA - PRAZO HÁBIL PARA A ANÁLISE DO MATERIAL ANEXADO AO PROCESSO, AUSÊNCIA DOS REQUERIMENTOS E DAS ORDENS QUE DEFERIRAM AS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS QUE REDUNDARAM NO PRESENTE FEITO, IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA LEI 9.034/95 NO CASO CONCRETO, SUPOSTAS NULIDADES DAS INTERCEPTAÇÕES EM RAZÃO DE DECISÕES PROFERIDAS POR ESTA CORTE - REJEIÇÃO - MÉRITO DA ACUSAÇÃO - INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO DE VERBA PÚBLICA NO CONTRATO N 110/01 - RELATÓRIO DA CGU - MATERIALIDADE - INDÍCIOS DE PRÁTICA DOS CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, PECULATO-DESVIO, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. 1. A oitiva dos investigados na fase pré-processual pelo relator não viola os princípios do devido processo legal e da imparcialidade. Precedentes do STJ e do STF. 2. A peça acusatória atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, na medida em que houve a exposição do fato considerado criminoso, com suas circunstâncias, assim como se deu a devida qualificação dos denunciados e a classificação do crime. 3. As medidas constritivas de direito levadas a termo nos autos do Inquérito foram determinadas por autoridade competente à época dos fatos. 4. Interceptações telefônicas eventualmente determinadas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 118371 / BA por autoridade absolutamente incompetente permanecem válidas e podem ser plenamente ratificadas. Precedentes do STJ e do STF. 5. É cediço na Corte que as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas por mais de uma vez, desde que comprovada sua necessidade mediante decisão motivada do Juízo competente. 6. É prescindível a degravação integral das interceptações telefônicas, sendo necessário, a fim de assegurar o amplo exercício da defesa, a transcrição dos trechos das escutas que embasaram o oferecimento da denúncia. Precedentes do STJ e do STF. 7. Havendo encontro fortuito de notícia da prática de conduta delituosa, durante a realização de interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade competente, não se deve exigir a demonstração da conexão entre o fato investigado e aquele descoberto. Precedentes. 8. A denúncia oferecida contra os acusados está lastreada estritamente em indícios coletados por meio de prova documental e interceptações telefônicas colhidas por meio de decisões proferidas com base na Lei 9.296/96. 9. As decisões de quebra de sigilo telefônico (e respectivas prorrogações) deferidas quando da chegada dos autos a esta Corte encontram-se devidamente fundamentadas, reportando- se, inclusive, ao teor dos requerimentos formulados pelo MPF e pela Polícia Federal. Fundamentação per relationem. 10. Ausência de solução de continuidade nas ordens judiciais que determinaram a quebra do sigilo telefônico, tendo sido estritamente cumprido o prazo previsto no art. 5° da Lei 9.296/96. 11. A CGU, por meio da sua Secretaria Federal de Controle Interno, tem competência para fiscalizar e avaliar a execução de programas de governo, inclusive ações descentralizadas com recursos dos orçamentos da União, realizar auditorias e avaliar os resultados da gestão dos administradores públicos, apurar denúncias e executar atividades de apoio ao controle externo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA por autoridade absolutamente incompetente permanecem válidas e podem ser plenamente ratificadas. Precedentes do STJ e do STF. 5. É cediço na Corte que as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas por mais de uma vez, desde que comprovada sua necessidade mediante decisão motivada do Juízo competente. 6. É prescindível a degravação integral das interceptações telefônicas, sendo necessário, a fim de assegurar o amplo exercício da defesa, a transcrição dos trechos das escutas que embasaram o oferecimento da denúncia. Precedentes do STJ e do STF. 7. Havendo encontro fortuito de notícia da prática de conduta delituosa, durante a realização de interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade competente, não se deve exigir a demonstração da conexão entre o fato investigado e aquele descoberto. Precedentes. 8. A denúncia oferecida contra os acusados está lastreada estritamente em indícios coletados por meio de prova documental e interceptações telefônicas colhidas por meio de decisões proferidas com base na Lei 9.296/96. 9. As decisões de quebra de sigilo telefônico (e respectivas prorrogações) deferidas quando da chegada dos autos a esta Corte encontram-se devidamente fundamentadas, reportando- se, inclusive, ao teor dos requerimentos formulados pelo MPF e pela Polícia Federal. Fundamentação per relationem. 10. Ausência de solução de continuidade nas ordens judiciais que determinaram a quebra do sigilo telefônico, tendo sido estritamente cumprido o prazo previsto no art. 5° da Lei 9.296/96. 11. A CGU, por meio da sua Secretaria Federal de Controle Interno, tem competência para fiscalizar e avaliar a execução de programas de governo, inclusive ações descentralizadas com recursos dos orçamentos da União, realizar auditorias e avaliar os resultados da gestão dos administradores públicos, apurar denúncias e executar atividades de apoio ao controle externo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório HC 118371 / BA 12. A materialidade de delitos praticados contra a Administração (em que ocorre suposto desvio de dinheiro público), pode ser demonstrada por perícia realizada pelos órgãos estatais de controle (tais como o TCU e a CGU), incumbidos pela legislação vigente do exercício específico de tal mister. 13. A Secretaria de Controle Interno da CGU apontou a existência de fundados indícios de que houve superfaturamento e irregularidades na execução do contrato n. 110/01 firmado entre a DESO (Companhia de Saneamento do Estado de Sergipe, sociedade de economia mista na qual o Estado detém a maior parte do capital social) e a construtora Gautama, resultando em desvio de verba pública. 14. O TCU constatou a presença de irregularidades na execução orçamentária do contrato firmado entre a DESO e a Gautama. 15. Existem nos autos indícios de que determinados agentes públicos do Estado de Sergipe (J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, J.I.C.P, M.J.V.A) solicitaram e receberam, por diversas vezes e em razão da função que desempenhavam no Governo Estadual, vantagens indevidas de funcionários da empresa GAUTAMA, praticando, em juízo perfunctório, o crime de corrupção passiva previsto no art. 317, § 1°, do Código Penal. 16. Exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P praticaram, em juízo sumário de cognição, o delito de peculato-desvio, tipificado no art. 312, caput (2ª figura), do Código Penal. 17. Indícios de que os denunciados Z.S.V. e R.M.S. praticaram, na modalidade de autoria, o crime de corrupção ativa previsto no art. 333, caput, do Código Penal. 18. Em juízo de delibação da peça acusatória exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P associaram-se, de forma estável e permanente, com o fim específico de cometer crimes contra a Administração Pública, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA 12. A materialidade de delitos praticados contra a Administração (em que ocorre suposto desvio de dinheiro público), pode ser demonstrada por perícia realizada pelos órgãos estatais de controle (tais como o TCU e a CGU), incumbidos pela legislação vigente do exercício específico de tal mister. 13. A Secretaria de Controle Interno da CGU apontou a existência de fundados indícios de que houve superfaturamento e irregularidades na execução do contrato n. 110/01 firmado entre a DESO (Companhia de Saneamento do Estado de Sergipe, sociedade de economia mista na qual o Estado detém a maior parte do capital social) e a construtora Gautama, resultando em desvio de verba pública. 14. O TCU constatou a presença de irregularidades na execução orçamentária do contrato firmado entre a DESO e a Gautama. 15. Existem nos autos indícios de que determinados agentes públicos do Estado de Sergipe (J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, J.I.C.P, M.J.V.A) solicitaram e receberam, por diversas vezes e em razão da função que desempenhavam no Governo Estadual, vantagens indevidas de funcionários da empresa GAUTAMA, praticando, em juízo perfunctório, o crime de corrupção passiva previsto no art. 317, § 1°, do Código Penal. 16. Exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P praticaram, em juízo sumário de cognição, o delito de peculato-desvio, tipificado no art. 312, caput (2ª figura), do Código Penal. 17. Indícios de que os denunciados Z.S.V. e R.M.S. praticaram, na modalidade de autoria, o crime de corrupção ativa previsto no art. 333, caput, do Código Penal. 18. Em juízo de delibação da peça acusatória exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P associaram-se, de forma estável e permanente, com o fim específico de cometer crimes contra a Administração Pública, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório HC 118371 / BA praticando o crime de formação de quadrilha previsto no art. 288, caput, do Código Penal. 19. Indícios que demonstram que os denunciados tinham ciência do funcionamento de todo o esquema montado no Estado de Sergipe com vistas a, mediante repasse de vantagem indevida a funcionários públicos, desviar dinheiro do Estado em prol da GAUTAMA e garantir verba para o financiamento da campanha de reeleição do denunciado J.A.F. 20. Extinta a punibilidade do denunciado F.C.O.N. em relação ao delito previsto no art. 319 do Código Penal (prevaricação), nos termos do art. 107, IV, do Estatuto Repressivo pátrio (prescrição da pretensão punitiva). 21. Ausência de justa causa em relação aos denunciados R.L, H.R.O, F.B.V, G.J.C.S, M.F.C.P, no que tange aos delitos imputados no denominado ‘Evento Sergipe’. 22. Denúncia recebida em parte, com o afastamento do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, pelo prazo que perdurar a instrução criminal.” Nesta Corte Suprema, a defesa alega que, “em sessão de sua Corte Especial, o Superior Tribunal de Justiça não acolheu a preliminar de cerceamento de defesa e o pedido de degravação de todas as interceptações relevantes, que tivessem pertinência com os fatos narrados na denúncia”, limitando a degravação aos trechos que embasaram a denúncia. Por essas razões, sustenta constrangimento ilegal por não lhe ter sido oportunizado o pleno exercício de seu direito de defesa, consubstanciado na prerrogativa de examinar a transcrição de todas as interceptações telefônicas que tenham pertinência com os fatos objeto da imputação e, assim, poder adequadamente formular resposta à denúncia contra ele oferecida. Desse modo, a defesa requer a concessão da liminar para suspender os efeitos do v. acórdão proferido pelo STJ e no mérito, a concessão da ordem para “determinar a transcrição das gravações de interceptações telefônicas que interessem a prova dos fatos pretensamente delituosos imputados ao paciente, entendendo como tais as que não tiverem sido inutilizadas por 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA praticando o crime de formação de quadrilha previsto no art. 288, caput, do Código Penal. 19. Indícios que demonstram que os denunciados tinham ciência do funcionamento de todo o esquema montado no Estado de Sergipe com vistas a, mediante repasse de vantagem indevida a funcionários públicos, desviar dinheiro do Estado em prol da GAUTAMA e garantir verba para o financiamento da campanha de reeleição do denunciado J.A.F. 20. Extinta a punibilidade do denunciado F.C.O.N. em relação ao delito previsto no art. 319 do Código Penal (prevaricação), nos termos do art. 107, IV, do Estatuto Repressivo pátrio (prescrição da pretensão punitiva). 21. Ausência de justa causa em relação aos denunciados R.L, H.R.O, F.B.V, G.J.C.S, M.F.C.P, no que tange aos delitos imputados no denominado ‘Evento Sergipe’. 22. Denúncia recebida em parte, com o afastamento do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, pelo prazo que perdurar a instrução criminal.” Nesta Corte Suprema, a defesa alega que, “em sessão de sua Corte Especial, o Superior Tribunal de Justiça não acolheu a preliminar de cerceamento de defesa e o pedido de degravação de todas as interceptações relevantes, que tivessem pertinência com os fatos narrados na denúncia”, limitando a degravação aos trechos que embasaram a denúncia. Por essas razões, sustenta constrangimento ilegal por não lhe ter sido oportunizado o pleno exercício de seu direito de defesa, consubstanciado na prerrogativa de examinar a transcrição de todas as interceptações telefônicas que tenham pertinência com os fatos objeto da imputação e, assim, poder adequadamente formular resposta à denúncia contra ele oferecida. Desse modo, a defesa requer a concessão da liminar para suspender os efeitos do v. acórdão proferido pelo STJ e no mérito, a concessão da ordem para “determinar a transcrição das gravações de interceptações telefônicas que interessem a prova dos fatos pretensamente delituosos imputados ao paciente, entendendo como tais as que não tiverem sido inutilizadas por 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório HC 118371 / BA decisão judicial, na forma do art. 9º da Lei n. 9.296/96”. O pedido liminar foi indeferido, motivo pelo qual a defesa interpôs agravo regimental. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem, em parecer ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO NAVALHA. PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. DEGRAVAÇÃO E TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS. DESNECESSIDADE. A EMBASAR EVENTUAL PERSECUÇÃO CRIMINAL, BASTA A TRANSCRIÇÃO (PARCIAL) DOS DIÁLOGOS RESPEITANTES À AUTORIA E À MATERIALIDADE CRIMINOSA. PRECEDENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. - Parecer pela denegação”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA decisão judicial, na forma do art. 9º da Lei n. 9.296/96”. O pedido liminar foi indeferido, motivo pelo qual a defesa interpôs agravo regimental. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem, em parecer ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO NAVALHA. PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. DEGRAVAÇÃO E TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS. DESNECESSIDADE. A EMBASAR EVENTUAL PERSECUÇÃO CRIMINAL, BASTA A TRANSCRIÇÃO (PARCIAL) DOS DIÁLOGOS RESPEITANTES À AUTORIA E À MATERIALIDADE CRIMINOSA. PRECEDENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. - Parecer pela denegação”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente habeas corpus, a defesa aduz, em síntese, cerceamento de defesa decorrente da negativa do pedido de degravação integral das interceptações telefônicas que tivessem pertinência com os fatos narrados. Extrai-se dos autos que a Min. Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ao receber a denúncia da Ação Penal n. 536, assentou o seguinte sobre o tema: “Afasto, ainda, a arguição de nulidade da prova em razão de degravação de todos os diálogos interceptados, por ter ocasionado cerceamento à defesa. Segundo orientação jurisprudencial do STF, quando há degravação dos diálogos em que se apoia a denúncia e desde que tenha sido conferido acesso ao áudio, é possível a só transcrição do que interessa”. Na mesma esteira, cito trecho do voto proferido pela Ministra Eliana Calmon: “A suposta nulidade em razão da transcrição parcial das conversas telefônicas, pretensamente manipuladas pela Polícia Federal, não prospera. Nenhuma pertinência há na alegação. É claro que não se transcreve, integralmente, todas as conversas travadas pelos interlocutores interceptados, por razões óbvias, quais sejam, primeiro, nem tudo interessa à investigação; segundo, o que se transcreve são justamente as declarações que possam subsidiar a ocorrência do crime investigado e respectivo autor. Não obstante, é livre a Defesa para buscar, por si, levantar outras versões que interesse na sua versão dos fatos, estando à disposição dos defensores o inteiro teor das conversas interceptadas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente habeas corpus, a defesa aduz, em síntese, cerceamento de defesa decorrente da negativa do pedido de degravação integral das interceptações telefônicas que tivessem pertinência com os fatos narrados. Extrai-se dos autos que a Min. Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ao receber a denúncia da Ação Penal n. 536, assentou o seguinte sobre o tema: “Afasto, ainda, a arguição de nulidade da prova em razão de degravação de todos os diálogos interceptados, por ter ocasionado cerceamento à defesa. Segundo orientação jurisprudencial do STF, quando há degravação dos diálogos em que se apoia a denúncia e desde que tenha sido conferido acesso ao áudio, é possível a só transcrição do que interessa”. Na mesma esteira, cito trecho do voto proferido pela Ministra Eliana Calmon: “A suposta nulidade em razão da transcrição parcial das conversas telefônicas, pretensamente manipuladas pela Polícia Federal, não prospera. Nenhuma pertinência há na alegação. É claro que não se transcreve, integralmente, todas as conversas travadas pelos interlocutores interceptados, por razões óbvias, quais sejam, primeiro, nem tudo interessa à investigação; segundo, o que se transcreve são justamente as declarações que possam subsidiar a ocorrência do crime investigado e respectivo autor. Não obstante, é livre a Defesa para buscar, por si, levantar outras versões que interesse na sua versão dos fatos, estando à disposição dos defensores o inteiro teor das conversas interceptadas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA A propósito, não é a fase do recebimento da denúncia o momento apropriado para se examinar profundamente versões defensivas sobre os fatos narrados na inicial acusatória. Alega-se ainda suposto cerceamento de defesa por ausência de prazo para a análise do material anexado ao processo. Esclareceu a Relatora ser desarrazoada a alegação, pois os autos do inquérito esteve, por muito tempo, à disposição da defesa, sendo que a juntada dos autos da ação penal n.º 2006.33.00.002647-3 foi feita de modo oportuno, sem nenhuma mácula ao exercício do plano direito de defesa (eDOC 18, p. 316). Ressalto que, conforme já consignado por ocasião do indeferimento do pedido liminar, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é desnecessária a degravação integral de todas as conversas colhidas nas interceptações telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia, não configurando, esta restrição, ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Inicialmente, transcrevo, na parte que interessa, trecho da ementa do INQ 2.424/RJ,rel. Min. Cezar Peluso, julgado pelo Pleno em 26 de novembro de 2008 (DJe 26.3.2010): “PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6º, § 1º, da Lei nº 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6º, § 1º, da Lei federal nº 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA A propósito, não é a fase do recebimento da denúncia o momento apropriado para se examinar profundamente versões defensivas sobre os fatos narrados na inicial acusatória. Alega-se ainda suposto cerceamento de defesa por ausência de prazo para a análise do material anexado ao processo. Esclareceu a Relatora ser desarrazoada a alegação, pois os autos do inquérito esteve, por muito tempo, à disposição da defesa, sendo que a juntada dos autos da ação penal n.º 2006.33.00.002647-3 foi feita de modo oportuno, sem nenhuma mácula ao exercício do plano direito de defesa (eDOC 18, p. 316). Ressalto que, conforme já consignado por ocasião do indeferimento do pedido liminar, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é desnecessária a degravação integral de todas as conversas colhidas nas interceptações telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia, não configurando, esta restrição, ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Inicialmente, transcrevo, na parte que interessa, trecho da ementa do INQ 2.424/RJ,rel. Min. Cezar Peluso, julgado pelo Pleno em 26 de novembro de 2008 (DJe 26.3.2010): “PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6º, § 1º, da Lei nº 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6º, § 1º, da Lei federal nº 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice”. Na sessão de 20.11.2008, o Pleno do STF, por maioria, rejeitou a preliminar de cerceamento de defesa em razão da ausência de transcrição completa de todas as gravações. Reportou-se ao que decidido no HC 91.207 MC/RJ (DJE de 21.9.2007), no sentido da desnecessidade da juntada do conteúdo integral das degravações realizadas nos autos do inquérito, por bastar que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LV). Asseverou- se que a transcrição por escrito de todas as gravações geraria uma quantidade tal de papel que tornaria só a sua leitura mais dificultosa do que a análise dos documentos gravados em mídia eletrônica, num trabalho que levaria anos, o que poderia ensejar, inclusive, a prescrição da pretensão punitiva de todos os crimes teóricos. Além disso, ressaltou-se que todos os defensores receberam a mídia eletrônica de toda a documentação do processo, dos autos principais e do apenso. Após, o julgamento foi suspenso e concluído na sessão de 26.11.2008 (notícia veiculada no Informativo n. 529/STF). No mesmo sentido, destaco as ementas dos seguintes julgados: “Agravo regimental em mandado de segurança. Independência das esferas penal e administrativa. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso quando a matéria for objeto de jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Independência entre as esferas penal e administrativa, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice”. Na sessão de 20.11.2008, o Pleno do STF, por maioria, rejeitou a preliminar de cerceamento de defesa em razão da ausência de transcrição completa de todas as gravações. Reportou-se ao que decidido no HC 91.207 MC/RJ (DJE de 21.9.2007), no sentido da desnecessidade da juntada do conteúdo integral das degravações realizadas nos autos do inquérito, por bastar que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LV). Asseverou- se que a transcrição por escrito de todas as gravações geraria uma quantidade tal de papel que tornaria só a sua leitura mais dificultosa do que a análise dos documentos gravados em mídia eletrônica, num trabalho que levaria anos, o que poderia ensejar, inclusive, a prescrição da pretensão punitiva de todos os crimes teóricos. Além disso, ressaltou-se que todos os defensores receberam a mídia eletrônica de toda a documentação do processo, dos autos principais e do apenso. Após, o julgamento foi suspenso e concluído na sessão de 26.11.2008 (notícia veiculada no Informativo n. 529/STF). No mesmo sentido, destaco as ementas dos seguintes julgados: “Agravo regimental em mandado de segurança. Independência das esferas penal e administrativa. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso quando a matéria for objeto de jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Independência entre as esferas penal e administrativa, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA salvo quando, na instância penal, se decida pela inexistência material do fato ou pela negativa de autoria, casos em que essas conclusões repercutem na seara administrativa. 3. ‘É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal’ (art. 5º, inc. LV, da Constituição da República)” (HC n. 91.207/RJ-MC, relator o Ministro Marco Aurélio, Relatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 21/9/07). 4. Agravo regimental não provido”. (Grifei; MS-AgR- terceiro 26.988/DF, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, unânime, DJe 24.2.2014) “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA salvo quando, na instância penal, se decida pela inexistência material do fato ou pela negativa de autoria, casos em que essas conclusões repercutem na seara administrativa. 3. ‘É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal’ (art. 5º, inc. LV, da Constituição da República)” (HC n. 91.207/RJ-MC, relator o Ministro Marco Aurélio, Relatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 21/9/07). 4. Agravo regimental não provido”. (Grifei; MS-AgR- terceiro 26.988/DF, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, unânime, DJe 24.2.2014) “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado”. (Grifo nosso; HC 105.527/DF, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, unânime, DJe 13.5.2011) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS JUDICIALMENTE AUTORIZADAS. DEGRAVAÇÃO INTEGRAL. DESNECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. II - No julgamento do HC 91.207-MC/RJ, Rel. para o acórdão Min. Cármen Lúcia, esta Corte assentou ser desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. III - Impossibilidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido”. (AI 685.878/RJ AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJe 12.6.2009). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado”. (Grifo nosso; HC 105.527/DF, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, unânime, DJe 13.5.2011) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS JUDICIALMENTE AUTORIZADAS. DEGRAVAÇÃO INTEGRAL. DESNECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. II - No julgamento do HC 91.207-MC/RJ, Rel. para o acórdão Min. Cármen Lúcia, esta Corte assentou ser desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. III - Impossibilidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido”. (AI 685.878/RJ AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJe 12.6.2009). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA Ainda, sobre o tema, menciono que o STF confirmou, por maioria, a decisão do Ministro Marco Aurélio que garantiu ao Deputado Federal Sebastião Bala Rocha o direito à degravação integral das interceptações telefônicas no âmbito da Ação Penal n. 508/AP, a que responde pela suposta prática dos crimes de corrupção e formação de quadrilha (sessão de 7.2.2013). A maioria dos ministros da Corte acompanhou o voto do Ministro Marco Aurélio, que negou provimento a agravo regimental apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionou a decisão que determinou fosse feita a degravação integral. Abriu divergência no caso o Ministro Teori Zavascki, com base em jurisprudência do Plenário. Segundo o Ministro, a degravação deve alcançar as partes que interessam ao processo, sem a necessidade de degravar aquilo que não interessa, sem prejuízo de acesso das partes à versão em áudio das interceptações. “Nada impede que se dê acesso amplo, aos interessados, da totalidade da mídia”, afirmou. Seguiram a mesma posição os ministros Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Posteriormente a esse julgado (13.8.2013), no julgamento do HC 117.000/RJ, a Primeira Turma do STF denegou a ordem em habeas corpus no qual a defesa pretendia a transcrição de 40 mil horas de interceptação telefônica (DJe 16.10.2013). Destaco, também, julgado mais recente do Pleno, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia (sessão de 10.4.2014). Trata-se do Inquérito 3.693/PA, no qual ficou assentado não ser necessária a transcrição integral das conversas interceptadas, desde que possibilitado ao investigado o pleno acesso a todas as conversas captadas, assim como disponibilizada a totalidade do material que, direta e indiretamente, àquele se refira, sem prejuízo do poder do magistrado em determinar a transcrição da integralidade ou de partes do áudio. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Verifico que, no presente caso, todas as interceptações telefônicas ficaram à disposição dos denunciados, inclusive aquelas anexadas aos autos posteriormente à abertura de prazo para defesa preliminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA Ainda, sobre o tema, menciono que o STF confirmou, por maioria, a decisão do Ministro Marco Aurélio que garantiu ao Deputado Federal Sebastião Bala Rocha o direito à degravação integral das interceptações telefônicas no âmbito da Ação Penal n. 508/AP, a que responde pela suposta prática dos crimes de corrupção e formação de quadrilha (sessão de 7.2.2013). A maioria dos ministros da Corte acompanhou o voto do Ministro Marco Aurélio, que negou provimento a agravo regimental apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionou a decisão que determinou fosse feita a degravação integral. Abriu divergência no caso o Ministro Teori Zavascki, com base em jurisprudência do Plenário. Segundo o Ministro, a degravação deve alcançar as partes que interessam ao processo, sem a necessidade de degravar aquilo que não interessa, sem prejuízo de acesso das partes à versão em áudio das interceptações. “Nada impede que se dê acesso amplo, aos interessados, da totalidade da mídia”, afirmou. Seguiram a mesma posição os ministros Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Posteriormente a esse julgado (13.8.2013), no julgamento do HC 117.000/RJ, a Primeira Turma do STF denegou a ordem em habeas corpus no qual a defesa pretendia a transcrição de 40 mil horas de interceptação telefônica (DJe 16.10.2013). Destaco, também, julgado mais recente do Pleno, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia (sessão de 10.4.2014). Trata-se do Inquérito 3.693/PA, no qual ficou assentado não ser necessária a transcrição integral das conversas interceptadas, desde que possibilitado ao investigado o pleno acesso a todas as conversas captadas, assim como disponibilizada a totalidade do material que, direta e indiretamente, àquele se refira, sem prejuízo do poder do magistrado em determinar a transcrição da integralidade ou de partes do áudio. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Verifico que, no presente caso, todas as interceptações telefônicas ficaram à disposição dos denunciados, inclusive aquelas anexadas aos autos posteriormente à abertura de prazo para defesa preliminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA momento em que foi dado novo prazo para aditamento à resposta dos acusados, conforme se extrai do excerto do voto condutor proferido pela Ministra Relatora Eliana Calmon, na referida ação penal: “À luz de certidão da Corte Especial (fl. 9.078), atestando que o processo n° 2006.33.00.002647-3 não havia sido juntado aos presentes autos por equívoco, determinei, em decisão datada de 14/12/2011 (fl. 9.080/9.081), a juntada aos autos do referido processo que continha as medidas de interceptação telefônica autorizadas pelo Juízo de 1º Grau e abri prazo para aditamento à resposta pelos acusados, justamente com a finalidade de evitar qualquer arguição de cerceamento de defesa. Verifica-se, portanto, que todos os documentos, pedidos de interceptação telefônica e decisões judiciais de 1º Grau que excepcionaram direitos fundamentais dos ora denunciados estão juntados aos presentes autos, não havendo que se falar em violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.” Assim, não vislumbro qualquer constrangimento ilegal a ser sanado, pois a autoridade apontada coatora disponibilizou à defesa o acesso a todos os diálogos captados mediante interceptações telefônicas, tendo sido aberto, ainda, novo prazo para sua manifestação. Por fim, cumpre apenas esclarecer que por ocasião da aposentadoria da Ministra Eliana Calmon, em 18.12.2013, os autos da Ação Penal n. 536 foram redistribuídos à relatoria do Min. Og Fernandes. Ante o exposto, denego a ordem e julgo prejudicado o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido liminar. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA momento em que foi dado novo prazo para aditamento à resposta dos acusados, conforme se extrai do excerto do voto condutor proferido pela Ministra Relatora Eliana Calmon, na referida ação penal: “À luz de certidão da Corte Especial (fl. 9.078), atestando que o processo n° 2006.33.00.002647-3 não havia sido juntado aos presentes autos por equívoco, determinei, em decisão datada de 14/12/2011 (fl. 9.080/9.081), a juntada aos autos do referido processo que continha as medidas de interceptação telefônica autorizadas pelo Juízo de 1º Grau e abri prazo para aditamento à resposta pelos acusados, justamente com a finalidade de evitar qualquer arguição de cerceamento de defesa. Verifica-se, portanto, que todos os documentos, pedidos de interceptação telefônica e decisões judiciais de 1º Grau que excepcionaram direitos fundamentais dos ora denunciados estão juntados aos presentes autos, não havendo que se falar em violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.” Assim, não vislumbro qualquer constrangimento ilegal a ser sanado, pois a autoridade apontada coatora disponibilizou à defesa o acesso a todos os diálogos captados mediante interceptações telefônicas, tendo sido aberto, ainda, novo prazo para sua manifestação. Por fim, cumpre apenas esclarecer que por ocasião da aposentadoria da Ministra Eliana Calmon, em 18.12.2013, os autos da Ação Penal n. 536 foram redistribuídos à relatoria do Min. Og Fernandes. Ante o exposto, denego a ordem e julgo prejudicado o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido liminar. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Decisão: Denegada a ordem e prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6608974 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Decisão: Denegada a ordem e prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6608974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6656916
2014-08-19T00:00:00
2014-09-05T00:00:00
Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 27.05.2014. Decisão: Denegada a ordem e prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Operação “Navalha”. 3. Interceptações telefônicas. Prescindibilidade de degravação de todas as conversas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Ordem denegada.
sjur275521
- Acórdão(s) citado(s): (TRANSCRIÇÃO, DIÁLOGO, INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA) Inq 2424 (TP), AI 685878, HC 91207 MC (TP), HC 105527 (2ªT), AP 508 AgR (TP), HC 117000 (1ªT), MS 26988 AgR-terceiro (TP), INQ 3693 (TP). Número de páginas: 17. Análise: 12/09/2014, JOS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
118371
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 118371
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PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Operação “Navalha”. 3. Interceptações telefônicas. Prescindibilidade de degravação de todas as conversas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem e considerar prejudicado o regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640830. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Adiamento 27/05/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A D I A M E N T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, tenho uma anotação aqui de que Vossa Excelência estaria impedido, então, nesse caso, acho que temos de indicar adiamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640831. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A D I A M E N T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, tenho uma anotação aqui de que Vossa Excelência estaria impedido, então, nesse caso, acho que temos de indicar adiamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640831. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Extrato de Ata - 27/05/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050285 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6050285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Carlos Felizola Soares Filho e outros, em favor de Renato Conde Garcia, contra acórdão que rejeitou as preliminares arguidas pela defesa e, no mérito, recebeu a denúncia nos autos da Ação Penal n. 536/BA, proferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Na espécie, o Ministério Público Federal, pelas Subprocuradoras- Gerais da República, Dra. Lindôra Maria Araújo e Dra. Célia Regina Souza Delgado, ofereceu denúncia contra 61 pessoas, entre as quais se inclui o paciente, em virtude de condutas relacionadas ao esquema que envolve especificamente a empresa Gautama, servidores públicos e agentes políticos, nas obras identificadas nos autos, em diversos Estados da Federação. No caso, Renato Conde Garcia, que à época era engenheiro fiscal da obra realizada pela construtora Gautama no Estado de Sergipe, foi denunciado pela prática dos crimes de peculato e formação de quadrilha (art. 312, caput, c/c art. 29, e no art. 288, caput, todos do Código Penal). No que se refere ao paciente, o Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia, por entender que, em juízo sumário, estariam presentes indícios da prática dos delitos de peculato-desvio e formação de quadrilha. Confira-se a ementa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL - AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA - DENÚNCIA OFERECIDA CONTRA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) :JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Carlos Felizola Soares Filho e outros, em favor de Renato Conde Garcia, contra acórdão que rejeitou as preliminares arguidas pela defesa e, no mérito, recebeu a denúncia nos autos da Ação Penal n. 536/BA, proferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Na espécie, o Ministério Público Federal, pelas Subprocuradoras- Gerais da República, Dra. Lindôra Maria Araújo e Dra. Célia Regina Souza Delgado, ofereceu denúncia contra 61 pessoas, entre as quais se inclui o paciente, em virtude de condutas relacionadas ao esquema que envolve especificamente a empresa Gautama, servidores públicos e agentes políticos, nas obras identificadas nos autos, em diversos Estados da Federação. No caso, Renato Conde Garcia, que à época era engenheiro fiscal da obra realizada pela construtora Gautama no Estado de Sergipe, foi denunciado pela prática dos crimes de peculato e formação de quadrilha (art. 312, caput, c/c art. 29, e no art. 288, caput, todos do Código Penal). No que se refere ao paciente, o Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia, por entender que, em juízo sumário, estariam presentes indícios da prática dos delitos de peculato-desvio e formação de quadrilha. Confira-se a ementa: “PENAL E PROCESSUAL PENAL - AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA - DENÚNCIA OFERECIDA CONTRA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 118371 / BA CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL E OUTROS 16 (DEZESSEIS) ACUSADOS - PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA JURISDICIONAL, INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, ILEGAL MANIPULAÇÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO, AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA LICITUDE DAS GRAVAÇÕES, PRESENÇA DOS REQUISITOS DA LEI 9.296/96, PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO, NULIDADE DO PROCESSO - ILICITUDE DA PROVA, NECESSÁRIO APENSAMENTO DO PROCEDIMENTO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AOS AUTOS DO INQUÉRITO, CERCEAMENTO DE DEFESA - PRAZO HÁBIL PARA A ANÁLISE DO MATERIAL ANEXADO AO PROCESSO, AUSÊNCIA DOS REQUERIMENTOS E DAS ORDENS QUE DEFERIRAM AS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS QUE REDUNDARAM NO PRESENTE FEITO, IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA LEI 9.034/95 NO CASO CONCRETO, SUPOSTAS NULIDADES DAS INTERCEPTAÇÕES EM RAZÃO DE DECISÕES PROFERIDAS POR ESTA CORTE - REJEIÇÃO - MÉRITO DA ACUSAÇÃO - INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO DE VERBA PÚBLICA NO CONTRATO N 110/01 - RELATÓRIO DA CGU - MATERIALIDADE - INDÍCIOS DE PRÁTICA DOS CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, PECULATO-DESVIO, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. 1. A oitiva dos investigados na fase pré-processual pelo relator não viola os princípios do devido processo legal e da imparcialidade. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 2. A peça acusatória atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, na medida em que houve a exposição do fato considerado criminoso, com suas circunstâncias, assim como se deu a devida qualificação dos denunciados e a classificação do crime. 3. As medidas constritivas de direito levadas a termo nos autos do Inquérito foram determinadas por autoridade competente à época dos fatos. 4. Interceptações telefônicas eventualmente determinadas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA CONSELHEIRO DE TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL E OUTROS 16 (DEZESSEIS) ACUSADOS - PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA JURISDICIONAL, INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, ILEGAL MANIPULAÇÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO, AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA LICITUDE DAS GRAVAÇÕES, PRESENÇA DOS REQUISITOS DA LEI 9.296/96, PRORROGAÇÃO DA INTERCEPTAÇÃO, NULIDADE DO PROCESSO - ILICITUDE DA PROVA, NECESSÁRIO APENSAMENTO DO PROCEDIMENTO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA AOS AUTOS DO INQUÉRITO, CERCEAMENTO DE DEFESA - PRAZO HÁBIL PARA A ANÁLISE DO MATERIAL ANEXADO AO PROCESSO, AUSÊNCIA DOS REQUERIMENTOS E DAS ORDENS QUE DEFERIRAM AS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS QUE REDUNDARAM NO PRESENTE FEITO, IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA LEI 9.034/95 NO CASO CONCRETO, SUPOSTAS NULIDADES DAS INTERCEPTAÇÕES EM RAZÃO DE DECISÕES PROFERIDAS POR ESTA CORTE - REJEIÇÃO - MÉRITO DA ACUSAÇÃO - INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO E DESVIO DE VERBA PÚBLICA NO CONTRATO N 110/01 - RELATÓRIO DA CGU - MATERIALIDADE - INDÍCIOS DE PRÁTICA DOS CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, PECULATO-DESVIO, CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. 1. A oitiva dos investigados na fase pré-processual pelo relator não viola os princípios do devido processo legal e da imparcialidade. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 2. A peça acusatória atende aos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, na medida em que houve a exposição do fato considerado criminoso, com suas circunstâncias, assim como se deu a devida qualificação dos denunciados e a classificação do crime. 3. As medidas constritivas de direito levadas a termo nos autos do Inquérito foram determinadas por autoridade competente à época dos fatos. 4. Interceptações telefônicas eventualmente determinadas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório HC 118371 / BA por autoridade absolutamente incompetente permanecem válidas e podem ser plenamente ratificadas. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 5. É cediço na Corte que as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas por mais de uma vez, desde que comprovada sua necessidade mediante decisão motivada do Juízo competente. 6. É prescindível a degravação integral das interceptações telefônicas, sendo necessário, a fim de assegurar o amplo exercício da defesa, a transcrição dos trechos das escutas que embasaram o oferecimento da denúncia. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 7. Havendo encontro fortuito de notícia da prática de conduta delituosa, durante a realização de interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade competente, não se deve exigir a demonstração da conexão entre o fato investigado e aquele descoberto. Precedentes. 8. A denúncia oferecida contra os acusados está lastreada estritamente em indícios coletados por meio de prova documental e interceptações telefônicas colhidas por meio de decisões proferidas com base na Lei 9.296/96. 9. As decisões de quebra de sigilo telefônico (e respectivas prorrogações) deferidas quando da chegada dos autos a esta Corte encontram-se devidamente fundamentadas, reportando- se, inclusive, ao teor dos requerimentos formulados pelo MPF e pela Polícia Federal. Fundamentação per relationem. 10. Ausência de solução de continuidade nas ordens judiciais que determinaram a quebra do sigilo telefônico, tendo sido estritamente cumprido o prazo previsto no art. 5... da Lei 9.296/96. 11. A CGU, por meio da sua Secretaria Federal de Controle Interno, tem competência para fiscalizar e avaliar a execução de programas de governo, inclusive ações descentralizadas com recursos dos orçamentos da União, realizar auditorias e avaliar os resultados da gestão dos administradores públicos, apurar denúncias e executar atividades de apoio ao controle externo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA por autoridade absolutamente incompetente permanecem válidas e podem ser plenamente ratificadas. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 5. É cediço na Corte que as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas por mais de uma vez, desde que comprovada sua necessidade mediante decisão motivada do Juízo competente. 6. É prescindível a degravação integral das interceptações telefônicas, sendo necessário, a fim de assegurar o amplo exercício da defesa, a transcrição dos trechos das escutas que embasaram o oferecimento da denúncia. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 7. Havendo encontro fortuito de notícia da prática de conduta delituosa, durante a realização de interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade competente, não se deve exigir a demonstração da conexão entre o fato investigado e aquele descoberto. Precedentes. 8. A denúncia oferecida contra os acusados está lastreada estritamente em indícios coletados por meio de prova documental e interceptações telefônicas colhidas por meio de decisões proferidas com base na Lei 9.296/96. 9. As decisões de quebra de sigilo telefônico (e respectivas prorrogações) deferidas quando da chegada dos autos a esta Corte encontram-se devidamente fundamentadas, reportando- se, inclusive, ao teor dos requerimentos formulados pelo MPF e pela Polícia Federal. Fundamentação per relationem. 10. Ausência de solução de continuidade nas ordens judiciais que determinaram a quebra do sigilo telefônico, tendo sido estritamente cumprido o prazo previsto no art. 5... da Lei 9.296/96. 11. A CGU, por meio da sua Secretaria Federal de Controle Interno, tem competência para fiscalizar e avaliar a execução de programas de governo, inclusive ações descentralizadas com recursos dos orçamentos da União, realizar auditorias e avaliar os resultados da gestão dos administradores públicos, apurar denúncias e executar atividades de apoio ao controle externo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório HC 118371 / BA 12. A materialidade de delitos praticados contra a Administração (em que ocorre suposto desvio de dinheiro público), pode ser demonstrada por perícia realizada pelos órgãos estatais de controle (tais como o TCU e a CGU), incumbidos pela legislação vigente do exercício específico de tal mister. 13. A Secretaria de Controle Interno da CGU apontou a existência de fundados indícios de que houve superfaturamento e irregularidades na execução do contrato n. 110/01 firmado entre a DESO (Companhia de Saneamento do Estado de Sergipe, sociedade de economia mista na qual o Estado detém a maior parte do capital social) e a construtora Gautama, resultando em desvio de verba pública. 14. O TCU constatou a presença de irregularidades na execução orçamentária do contrato firmado entre a DESO e a Gautama. 15. Existem nos autos indícios de que determinados agentes públicos do Estado de Sergipe (J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, J.I.C.P, M.J.V.A) solicitaram e receberam, por diversas vezes e em razão da função que desempenhavam no Governo Estadual, vantagens indevidas de funcionários da empresa GAUTAMA, praticando, em juízo perfunctório, o crime de corrupção passiva previsto no art. 317, § 1..., do Código Penal. 16. Exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P praticaram, em juízo sumário de cognição, o delito de peculato-desvio, tipificado no art. 312, caput (2... figura), do Código Penal. 17. Indícios de que os denunciados Z.S.V. e R.M.S. praticaram, na modalidade de autoria, o crime de corrupção ativa previsto no art. 333, caput, do Código Penal. 18. Em juízo de delibação da peça acusatória exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P associaram-se, de forma estável e permanente, com o fim específico de cometer crimes contra a Administração Pública, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA 12. A materialidade de delitos praticados contra a Administração (em que ocorre suposto desvio de dinheiro público), pode ser demonstrada por perícia realizada pelos órgãos estatais de controle (tais como o TCU e a CGU), incumbidos pela legislação vigente do exercício específico de tal mister. 13. A Secretaria de Controle Interno da CGU apontou a existência de fundados indícios de que houve superfaturamento e irregularidades na execução do contrato n. 110/01 firmado entre a DESO (Companhia de Saneamento do Estado de Sergipe, sociedade de economia mista na qual o Estado detém a maior parte do capital social) e a construtora Gautama, resultando em desvio de verba pública. 14. O TCU constatou a presença de irregularidades na execução orçamentária do contrato firmado entre a DESO e a Gautama. 15. Existem nos autos indícios de que determinados agentes públicos do Estado de Sergipe (J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, J.I.C.P, M.J.V.A) solicitaram e receberam, por diversas vezes e em razão da função que desempenhavam no Governo Estadual, vantagens indevidas de funcionários da empresa GAUTAMA, praticando, em juízo perfunctório, o crime de corrupção passiva previsto no art. 317, § 1..., do Código Penal. 16. Exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P praticaram, em juízo sumário de cognição, o delito de peculato-desvio, tipificado no art. 312, caput (2... figura), do Código Penal. 17. Indícios de que os denunciados Z.S.V. e R.M.S. praticaram, na modalidade de autoria, o crime de corrupção ativa previsto no art. 333, caput, do Código Penal. 18. Em juízo de delibação da peça acusatória exsurgem dos autos indícios de que os denunciados J.A.F, J.A.N, F.C.O.N, M.J.V.A, Z.S.V, R.C.G, R.M.S, S.D.L, V.F.M, G.M.M, K.C.F, J.I.C.P associaram-se, de forma estável e permanente, com o fim específico de cometer crimes contra a Administração Pública, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório HC 118371 / BA praticando o crime de formação de quadrilha previsto no art. 288, caput, do Código Penal. 19. Indícios que demonstram que os denunciados tinham ciência do funcionamento de todo o esquema montado no Estado de Sergipe com vistas a, mediante repasse de vantagem indevida a funcionários públicos, desviar dinheiro do Estado em prol da GAUTAMA e garantir verba para o financiamento da campanha de reeleição do denunciado J.A.F. 20. Extinta a punibilidade do denunciado F.C.O.N. em relação ao delito previsto no art. 319 do Código Penal (prevaricação), nos termos do art. 107, IV, do Estatuto Repressivo pátrio (prescrição da pretensão punitiva). 21. Ausência de justa causa em relação aos denunciados R.L, H.R.O, F.B.V, G.J.C.S, M.F.C.P, no que tange aos delitos imputados no denominado ‘Evento Sergipe’. 22. Denúncia recebida em parte, com o afastamento do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, pelo prazo que perdurar a instrução criminal.” Nesta Corte Suprema, a defesa alega que, “em sessão de sua Corte Especial, o Superior Tribunal de Justiça não acolheu a preliminar de cerceamento de defesa e o pedido de degravação de todas as interceptações relevantes, que tivessem pertinência com os fatos narrados na denúncia”, limitando a degravação aos trechos que embasaram a denúncia. Por essas razões, sustenta constrangimento ilegal por não lhe ter sido oportunizado o pleno exercício de seu direito de defesa, consubstanciado na prerrogativa de examinar a transcrição de todas as interceptações telefônicas que tenham pertinência com os fatos objeto da imputação e, assim, poder adequadamente formular resposta à denúncia contra ele oferecida. Desse modo, a defesa requer a concessão da liminar para suspender os efeitos do v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e no mérito, a concessão da ordem para “determinar a transcrição das gravações de interceptações telefônicas que interessem a prova dos fatos pretensamente delituosos imputados ao paciente, entendendo como tais as que não tiverem sido inutilizadas por 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA praticando o crime de formação de quadrilha previsto no art. 288, caput, do Código Penal. 19. Indícios que demonstram que os denunciados tinham ciência do funcionamento de todo o esquema montado no Estado de Sergipe com vistas a, mediante repasse de vantagem indevida a funcionários públicos, desviar dinheiro do Estado em prol da GAUTAMA e garantir verba para o financiamento da campanha de reeleição do denunciado J.A.F. 20. Extinta a punibilidade do denunciado F.C.O.N. em relação ao delito previsto no art. 319 do Código Penal (prevaricação), nos termos do art. 107, IV, do Estatuto Repressivo pátrio (prescrição da pretensão punitiva). 21. Ausência de justa causa em relação aos denunciados R.L, H.R.O, F.B.V, G.J.C.S, M.F.C.P, no que tange aos delitos imputados no denominado ‘Evento Sergipe’. 22. Denúncia recebida em parte, com o afastamento do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, pelo prazo que perdurar a instrução criminal.” Nesta Corte Suprema, a defesa alega que, “em sessão de sua Corte Especial, o Superior Tribunal de Justiça não acolheu a preliminar de cerceamento de defesa e o pedido de degravação de todas as interceptações relevantes, que tivessem pertinência com os fatos narrados na denúncia”, limitando a degravação aos trechos que embasaram a denúncia. Por essas razões, sustenta constrangimento ilegal por não lhe ter sido oportunizado o pleno exercício de seu direito de defesa, consubstanciado na prerrogativa de examinar a transcrição de todas as interceptações telefônicas que tenham pertinência com os fatos objeto da imputação e, assim, poder adequadamente formular resposta à denúncia contra ele oferecida. Desse modo, a defesa requer a concessão da liminar para suspender os efeitos do v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e no mérito, a concessão da ordem para “determinar a transcrição das gravações de interceptações telefônicas que interessem a prova dos fatos pretensamente delituosos imputados ao paciente, entendendo como tais as que não tiverem sido inutilizadas por 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório HC 118371 / BA decisão judicial, na forma do art. 9... da Lei n. 9.296/96”. O pedido liminar foi indeferido, motivo pelo qual a defesa interpôs agravo regimental. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem, em parecer ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO NAVALHA. PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. DEGRAVAÇÃO E TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS. DESNECESSIDADE. A EMBASAR EVENTUAL PERSECUÇÃO CRIMINAL, BASTA A TRANSCRIÇÃO (PARCIAL) DOS DIÁLOGOS RESPEITANTES À AUTORIA E À MATERIALIDADE CRIMINOSA. PRECEDENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. - Parecer pela denegação”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA decisão judicial, na forma do art. 9... da Lei n. 9.296/96”. O pedido liminar foi indeferido, motivo pelo qual a defesa interpôs agravo regimental. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem, em parecer ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO NAVALHA. PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. DEGRAVAÇÃO E TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS. DESNECESSIDADE. A EMBASAR EVENTUAL PERSECUÇÃO CRIMINAL, BASTA A TRANSCRIÇÃO (PARCIAL) DOS DIÁLOGOS RESPEITANTES À AUTORIA E À MATERIALIDADE CRIMINOSA. PRECEDENTES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. - Parecer pela denegação”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente habeas corpus, a defesa aduz, em síntese, cerceamento de defesa decorrente da negativa do pedido de degravação integral das interceptações telefônicas que tivessem pertinência com os fatos narrados. Extrai-se dos autos que a Min. Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ao receber a denúncia da Ação Penal n. 536, assentou o seguinte sobre o tema: “Afasto, ainda, a arguição de nulidade da prova em razão de degravação de todos os diálogos interceptados, por ter ocasionado cerceamento à defesa. Segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, quando há degravação dos diálogos em que se apoia a denúncia e desde que tenha sido conferido acesso ao áudio, é possível a só transcrição do que interessa”. Na mesma esteira, cito trecho do voto proferido pela Ministra Eliana Calmon: “A suposta nulidade em razão da transcrição parcial das conversas telefônicas, pretensamente manipuladas pela Polícia Federal, não prospera. Nenhuma pertinência há na alegação. É claro que não se transcreve, integralmente, todas as conversas travadas pelos interlocutores interceptados, por razões óbvias, quais sejam, primeiro, nem tudo interessa à investigação; segundo, o que se transcreve são justamente as declarações que possam subsidiar a ocorrência do crime investigado e respectivo autor. Não obstante, é livre a Defesa para buscar, por si, levantar outras versões que interesse na sua versão dos fatos, estando à disposição dos defensores o inteiro teor das conversas interceptadas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.371 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente habeas corpus, a defesa aduz, em síntese, cerceamento de defesa decorrente da negativa do pedido de degravação integral das interceptações telefônicas que tivessem pertinência com os fatos narrados. Extrai-se dos autos que a Min. Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ao receber a denúncia da Ação Penal n. 536, assentou o seguinte sobre o tema: “Afasto, ainda, a arguição de nulidade da prova em razão de degravação de todos os diálogos interceptados, por ter ocasionado cerceamento à defesa. Segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, quando há degravação dos diálogos em que se apoia a denúncia e desde que tenha sido conferido acesso ao áudio, é possível a só transcrição do que interessa”. Na mesma esteira, cito trecho do voto proferido pela Ministra Eliana Calmon: “A suposta nulidade em razão da transcrição parcial das conversas telefônicas, pretensamente manipuladas pela Polícia Federal, não prospera. Nenhuma pertinência há na alegação. É claro que não se transcreve, integralmente, todas as conversas travadas pelos interlocutores interceptados, por razões óbvias, quais sejam, primeiro, nem tudo interessa à investigação; segundo, o que se transcreve são justamente as declarações que possam subsidiar a ocorrência do crime investigado e respectivo autor. Não obstante, é livre a Defesa para buscar, por si, levantar outras versões que interesse na sua versão dos fatos, estando à disposição dos defensores o inteiro teor das conversas interceptadas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA A propósito, não é a fase do recebimento da denúncia o momento apropriado para se examinar profundamente versões defensivas sobre os fatos narrados na inicial acusatória. Alega-se ainda suposto cerceamento de defesa por ausência de prazo para a análise do material anexado ao processo. Esclareceu a Relatora ser desarrazoada a alegação, pois os autos do inquérito esteve, por muito tempo, à disposição da defesa, sendo que a juntada dos autos da ação penal n. 2006.33.00.002647-3 foi feita de modo oportuno, sem nenhuma mácula ao exercício do plano direito de defesa (eDOC 18, p. 316). Ressalto que, conforme já consignado por ocasião do indeferimento do pedido liminar, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é desnecessária a degravação integral de todas as conversas colhidas nas interceptações telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia, não configurando, esta restrição, ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Inicialmente, transcrevo, na parte que interessa, trecho da ementa do INQ 2.424/RJ,rel. Min. Cezar Peluso, julgado pelo Pleno em 26 de novembro de 2008 (DJe 26.3.2010): “PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6..., § 1..., da Lei n 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6..., § 1..., da Lei federal n 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA A propósito, não é a fase do recebimento da denúncia o momento apropriado para se examinar profundamente versões defensivas sobre os fatos narrados na inicial acusatória. Alega-se ainda suposto cerceamento de defesa por ausência de prazo para a análise do material anexado ao processo. Esclareceu a Relatora ser desarrazoada a alegação, pois os autos do inquérito esteve, por muito tempo, à disposição da defesa, sendo que a juntada dos autos da ação penal n. 2006.33.00.002647-3 foi feita de modo oportuno, sem nenhuma mácula ao exercício do plano direito de defesa (eDOC 18, p. 316). Ressalto que, conforme já consignado por ocasião do indeferimento do pedido liminar, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é desnecessária a degravação integral de todas as conversas colhidas nas interceptações telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos que subsidiaram o oferecimento da denúncia, não configurando, esta restrição, ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Inicialmente, transcrevo, na parte que interessa, trecho da ementa do INQ 2.424/RJ,rel. Min. Cezar Peluso, julgado pelo Pleno em 26 de novembro de 2008 (DJe 26.3.2010): “PROVA. Criminal. Interceptação telefônica. Transcrição da totalidade das gravações. Desnecessidade. Gravações diárias e ininterruptas de diversos terminais durante período de 7 (sete) meses. Conteúdo sonoro armazenado em 2 (dois) DVDs e 1 (hum) HD, com mais de quinhentos mil arquivos. Impossibilidade material e inutilidade prática de reprodução gráfica. Suficiência da transcrição literal e integral das gravações em que se apoiou a denúncia. Acesso garantido às defesas também mediante meio magnético, com reabertura de prazo. Cerceamento de defesa não ocorrente. Preliminar repelida. Interpretação do art. 6..., § 1..., da Lei n 9.296/96. Precedentes. Votos vencidos. O disposto no art. 6..., § 1..., da Lei federal n 9.296, de 24 de julho de 1996, só comporta a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice”. Na sessão de 20.11.2008, o Pleno do Supremo Tribunal Federal, por maioria, rejeitou a preliminar de cerceamento de defesa em razão da ausência de transcrição completa de todas as gravações. Reportou-se ao que decidido no HC 91.207 MC/RJ (DJE de 21.9.2007), no sentido da desnecessidade da juntada do conteúdo integral das degravações realizadas nos autos do inquérito, por bastar que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV). Asseverou- se que a transcrição por escrito de todas as gravações geraria uma quantidade tal de papel que tornaria só a sua leitura mais dificultosa do que a análise dos documentos gravados em mídia eletrônica, num trabalho que levaria anos, o que poderia ensejar, inclusive, a prescrição da pretensão punitiva de todos os crimes teóricos. Além disso, ressaltou-se que todos os defensores receberam a mídia eletrônica de toda a documentação do processo, dos autos principais e do apenso. Após, o julgamento foi suspenso e concluído na sessão de 26.11.2008 (notícia veiculada no Informativo n. 529/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, destaco as ementas dos seguintes julgados: “Agravo regimental em mandado de segurança. Independência das esferas penal e administrativa. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso quando a matéria for objeto de jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Independência entre as esferas penal e administrativa, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA interpretação sensata de que, salvo para fim ulterior, só é exigível, na formalização da prova de interceptação telefônica, a transcrição integral de tudo aquilo que seja relevante para esclarecer sobre os fatos da causa sub iudice”. Na sessão de 20.11.2008, o Pleno do Supremo Tribunal Federal, por maioria, rejeitou a preliminar de cerceamento de defesa em razão da ausência de transcrição completa de todas as gravações. Reportou-se ao que decidido no HC 91.207 MC/RJ (DJE de 21.9.2007), no sentido da desnecessidade da juntada do conteúdo integral das degravações realizadas nos autos do inquérito, por bastar que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV). Asseverou- se que a transcrição por escrito de todas as gravações geraria uma quantidade tal de papel que tornaria só a sua leitura mais dificultosa do que a análise dos documentos gravados em mídia eletrônica, num trabalho que levaria anos, o que poderia ensejar, inclusive, a prescrição da pretensão punitiva de todos os crimes teóricos. Além disso, ressaltou-se que todos os defensores receberam a mídia eletrônica de toda a documentação do processo, dos autos principais e do apenso. Após, o julgamento foi suspenso e concluído na sessão de 26.11.2008 (notícia veiculada no Informativo n. 529/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, destaco as ementas dos seguintes julgados: “Agravo regimental em mandado de segurança. Independência das esferas penal e administrativa. Agravo regimental não provido. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso quando a matéria for objeto de jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Independência entre as esferas penal e administrativa, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA salvo quando, na instância penal, se decida pela inexistência material do fato ou pela negativa de autoria, casos em que essas conclusões repercutem na seara administrativa. 3. ‘É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal’ (art. 5..., inc. LV, da Constituição da República)” (HC n. 91.207/RJ-MC, relator o Ministro Marco Aurélio, Relatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 21/9/07). 4. Agravo regimental não provido”. (Grifei; MS-AgR- terceiro 26.988/DF, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, unânime, DJe 24.2.2014) “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA salvo quando, na instância penal, se decida pela inexistência material do fato ou pela negativa de autoria, casos em que essas conclusões repercutem na seara administrativa. 3. ‘É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois bastam que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal’ (art. 5..., inc. LV, da Constituição da República)” (HC n. 91.207/RJ-MC, relator o Ministro Marco Aurélio, Relatora para o acórdão a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 21/9/07). 4. Agravo regimental não provido”. (Grifei; MS-AgR- terceiro 26.988/DF, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, unânime, DJe 24.2.2014) “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. ÚNICO MEIO DE PROVA VIÁVEL. PRÉVIA INVESTIGAÇÃO. DESNECESSIDADE. INDÍCIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CRIME SURGIDOS DURANTE O PERÍODO DE MONITORAMENTO. PRESCINDIBILIDADE DE DEGRAVAÇÃO DE TODAS AS CONVERSAS. INOCORRÊNCIA DE ILEGALIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. Na espécie, a interceptação telefônica era o único meio viável à investigação dos crimes levados ao conhecimento da Polícia Federal, mormente se se levar em conta que as negociações das vantagens indevidas solicitadas pelo investigado se davam eminentemente por telefone. 2. É lícita a interceptação telefônica, determinada em decisão judicial fundamentada, quando necessária, como único meio de prova, à apuração de fato delituoso. Precedentes. 3. O monitoramento do terminal telefônico da paciente se deu no contexto de gravações telefônicas autorizadas judicialmente, em que houve menção de pagamento de determinada porcentagem a ela, o que consiste em indício de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado”. (Grifo nosso; HC 105.527/DF, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, unânime, DJe 13.5.2011) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS JUDICIALMENTE AUTORIZADAS. DEGRAVAÇÃO INTEGRAL. DESNECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. II - No julgamento do HC 91.207-MC/RJ, Rel. para o acórdão Min. Cármen Lúcia, esta Corte assentou ser desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. III - Impossibilidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido”. (AI 685.878/RJ AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJe 12.6.2009). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA sua participação na empreitada criminosa. 4. O Estado não deve quedar-se inerte ao ter conhecimento da prática de outros delitos no curso de interceptação telefônica legalmente autorizada. 5. É desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas realizadas nos autos do inquérito no qual são investigados os ora Pacientes, pois basta que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida, não configurando, essa restrição, ofensa ao princípio do devido processo legal. Precedentes. 6. Writ denegado”. (Grifo nosso; HC 105.527/DF, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, unânime, DJe 13.5.2011) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. OFENSA REFLEXA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS JUDICIALMENTE AUTORIZADAS. DEGRAVAÇÃO INTEGRAL. DESNECESSIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Este Tribunal tem decidido no sentido de que o indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. II - No julgamento do HC 91.207-MC/RJ, Rel. para o acórdão Min. Cármen Lúcia, esta Corte assentou ser desnecessária a juntada do conteúdo integral das degravações das escutas telefônicas, sendo bastante que se tenham degravados os excertos necessários ao embasamento da denúncia oferecida. III - Impossibilidade de reexame do conjunto fático probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido”. (AI 685.878/RJ AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJe 12.6.2009). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA Ainda, sobre o tema, menciono que o Supremo Tribunal Federal confirmou, por maioria, a decisão do Ministro Marco Aurélio que garantiu ao Deputado Federal Sebastião Bala Rocha o direito à degravação integral das interceptações telefônicas no âmbito da Ação Penal n. 508/AP, a que responde pela suposta prática dos crimes de corrupção e formação de quadrilha (sessão de 7.2.2013). A maioria dos ministros da Corte acompanhou o voto do Ministro Marco Aurélio, que negou provimento a agravo regimental apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionou a decisão que determinou fosse feita a degravação integral. Abriu divergência no caso o Ministro Teori Zavascki, com base em jurisprudência do Plenário. Segundo o Ministro, a degravação deve alcançar as partes que interessam ao processo, sem a necessidade de degravar aquilo que não interessa, sem prejuízo de acesso das partes à versão em áudio das interceptações. “Nada impede que se dê acesso amplo, aos interessados, da totalidade da mídia”, afirmou. Seguiram a mesma posição os ministros Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Posteriormente a esse julgado (13.8.2013), no julgamento do HC 117.000/RJ, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem em habeas corpus no qual a defesa pretendia a transcrição de 40 mil horas de interceptação telefônica (DJe 16.10.2013). Destaco, também, julgado mais recente do Pleno, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia (sessão de 10.4.2014). Trata-se do Inquérito 3.693/PA, no qual ficou assentado não ser necessária a transcrição integral das conversas interceptadas, desde que possibilitado ao investigado o pleno acesso a todas as conversas captadas, assim como disponibilizada a totalidade do material que, direta e indiretamente, àquele se refira, sem prejuízo do poder do magistrado em determinar a transcrição da integralidade ou de partes do áudio. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Verifico que, no presente caso, todas as interceptações telefônicas ficaram à disposição dos denunciados, inclusive aquelas anexadas aos autos posteriormente à abertura de prazo para defesa preliminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA Ainda, sobre o tema, menciono que o Supremo Tribunal Federal confirmou, por maioria, a decisão do Ministro Marco Aurélio que garantiu ao Deputado Federal Sebastião Bala Rocha o direito à degravação integral das interceptações telefônicas no âmbito da Ação Penal n. 508/AP, a que responde pela suposta prática dos crimes de corrupção e formação de quadrilha (sessão de 7.2.2013). A maioria dos ministros da Corte acompanhou o voto do Ministro Marco Aurélio, que negou provimento a agravo regimental apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionou a decisão que determinou fosse feita a degravação integral. Abriu divergência no caso o Ministro Teori Zavascki, com base em jurisprudência do Plenário. Segundo o Ministro, a degravação deve alcançar as partes que interessam ao processo, sem a necessidade de degravar aquilo que não interessa, sem prejuízo de acesso das partes à versão em áudio das interceptações. “Nada impede que se dê acesso amplo, aos interessados, da totalidade da mídia”, afirmou. Seguiram a mesma posição os ministros Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Posteriormente a esse julgado (13.8.2013), no julgamento do HC 117.000/RJ, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal denegou a ordem em habeas corpus no qual a defesa pretendia a transcrição de 40 mil horas de interceptação telefônica (DJe 16.10.2013). Destaco, também, julgado mais recente do Pleno, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia (sessão de 10.4.2014). Trata-se do Inquérito 3.693/PA, no qual ficou assentado não ser necessária a transcrição integral das conversas interceptadas, desde que possibilitado ao investigado o pleno acesso a todas as conversas captadas, assim como disponibilizada a totalidade do material que, direta e indiretamente, àquele se refira, sem prejuízo do poder do magistrado em determinar a transcrição da integralidade ou de partes do áudio. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Verifico que, no presente caso, todas as interceptações telefônicas ficaram à disposição dos denunciados, inclusive aquelas anexadas aos autos posteriormente à abertura de prazo para defesa preliminar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 118371 / BA momento em que foi dado novo prazo para aditamento à resposta dos acusados, conforme se extrai do excerto do voto condutor proferido pela Ministra Relatora Eliana Calmon, na referida ação penal: “À luz de certidão da Corte Especial (fl. 9.078), atestando que o processo n 2006.33.00.002647-3 não havia sido juntado aos presentes autos por equívoco, determinei, em decisão datada de 14/12/2011 (fl. 9.080/9.081), a juntada aos autos do referido processo que continha as medidas de interceptação telefônica autorizadas pelo Juízo de 1... Grau e abri prazo para aditamento à resposta pelos acusados, justamente com a finalidade de evitar qualquer arguição de cerceamento de defesa. Verifica-se, portanto, que todos os documentos, pedidos de interceptação telefônica e decisões judiciais de 1... Grau que excepcionaram direitos fundamentais dos ora denunciados estão juntados aos presentes autos, não havendo que se falar em violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.” Assim, não vislumbro qualquer constrangimento ilegal a ser sanado, pois a autoridade apontada coatora disponibilizou à defesa o acesso a todos os diálogos captados mediante interceptações telefônicas, tendo sido aberto, ainda, novo prazo para sua manifestação. Por fim, cumpre apenas esclarecer que por ocasião da aposentadoria da Ministra Eliana Calmon, em 18.12.2013, os autos da Ação Penal n. 536 foram redistribuídos à relatoria do Min. Og Fernandes. Ante o exposto, denego a ordem e julgo prejudicado o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido liminar. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Supremo Tribunal Federal HC 118371 / BA momento em que foi dado novo prazo para aditamento à resposta dos acusados, conforme se extrai do excerto do voto condutor proferido pela Ministra Relatora Eliana Calmon, na referida ação penal: “À luz de certidão da Corte Especial (fl. 9.078), atestando que o processo n 2006.33.00.002647-3 não havia sido juntado aos presentes autos por equívoco, determinei, em decisão datada de 14/12/2011 (fl. 9.080/9.081), a juntada aos autos do referido processo que continha as medidas de interceptação telefônica autorizadas pelo Juízo de 1... Grau e abri prazo para aditamento à resposta pelos acusados, justamente com a finalidade de evitar qualquer arguição de cerceamento de defesa. Verifica-se, portanto, que todos os documentos, pedidos de interceptação telefônica e decisões judiciais de 1... Grau que excepcionaram direitos fundamentais dos ora denunciados estão juntados aos presentes autos, não havendo que se falar em violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa.” Assim, não vislumbro qualquer constrangimento ilegal a ser sanado, pois a autoridade apontada coatora disponibilizou à defesa o acesso a todos os diálogos captados mediante interceptações telefônicas, tendo sido aberto, ainda, novo prazo para sua manifestação. Por fim, cumpre apenas esclarecer que por ocasião da aposentadoria da Ministra Eliana Calmon, em 18.12.2013, os autos da Ação Penal n. 536 foram redistribuídos à relatoria do Min. Og Fernandes. Ante o exposto, denego a ordem e julgo prejudicado o agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido liminar. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6640833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Decisão: Denegada a ordem e prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6608974 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.371 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RENATO CONDE GARCIA IMPTE.(S) : JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Julgamento adiado por indicação do Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 27.05.2014. Decisão: Denegada a ordem e prejudicado o agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6608974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori", "Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "GILMAR MENDES", "José Carlos Felizola Soares Filho", "Renato Conde Garcia", "Lindôra Maria Araújo", "Célia Regina Souza Delgado", "Renato Conde Garcia", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "GILMAR MENDES", "José Carlos Felizola Soares Filho", "Renato Conde Garcia", "Lindôra Maria Araújo", "Célia Regina Souza Delgado", "Renato Conde Garcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Eliana Calmon", "Eliana Calmon", "GILMAR MENDES", "Eliana Calmon", "Eliana Calmon", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Sebastião Bala", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Sebastião Bala Rocha", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Eliana Calmon", "Eliana Calmon", "Og Fernandes", "Eliana Calmon", "Eliana Calmon", "Og Fernandes", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RENATO CONDE GARCIA", "JOSÉ CARLOS FELIZOLA SOARES FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cláudia Sampaio Marques .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "05", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de novembro de 2008", "26", ".", "3", ".", "2010", "24 de julho de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de novembro de 2008", "26", ".", "3", ".", "2010", "24 de julho de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "11", ".", "2008", "21", ".", "9", ".", "2007", "26", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "11", ".", "2008", "21", ".", "9", ".", "2007", "26", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "9", "/", "07", "24", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "9", "/", "07", "24", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "5", ".", "2011", "12", ".", "6", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "5", ".", "2011", "12", ".", "6", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2013", "16", ".", "10", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2013", "16", ".", "10", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2014", "24", 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI Nº 4620/2005. RESOLUÇÃO Nº 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/STF. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012. 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do STF. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 768440 AGR / RJ RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI Nº 4620/2005. RESOLUÇÃO Nº 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/STF. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/4/2014, ARE 758.444, Rel. Min, Roberto Barroso, DJe de 11/3/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI Nº 4620/2005. RESOLUÇÃO Nº 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/STF. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/4/2014, ARE 758.444, Rel. Min, Roberto Barroso, DJe de 11/3/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 768440 AGR / RJ 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do STF. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 5. Agravo DESPROVIDO.” O agravante interpõe o recurso de agravo, por meio do qual alega, em síntese, que: “Cumpre ressaltar que a Resolução do Conselho da Magistratura fere o princípio da legalidade exposto no Artigo 37, caput da Constituição Federal. Ainda no tocante as violações cometidas pela administração, estas continuaram a ofender os dispositivos constitucionais a exemplo do inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal, que deixa bem claro que ao servidor é garantida a revisão anual de suas remunerações, sem distinção de índices e sempre na mesma data.” (fls. 271-277) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do STF. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 5. Agravo DESPROVIDO.” O agravante interpõe o recurso de agravo, por meio do qual alega, em síntese, que: “Cumpre ressaltar que a Resolução do Conselho da Magistratura fere o princípio da legalidade exposto no Artigo 37, caput da Constituição Federal. Ainda no tocante as violações cometidas pela administração, estas continuaram a ofender os dispositivos constitucionais a exemplo do inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal, que deixa bem claro que ao servidor é garantida a revisão anual de suas remunerações, sem distinção de índices e sempre na mesma data.” (fls. 271-277) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado na decisão agravada, o reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012, dos quais cito, respectivamente, trechos na parte que interessa, in verbis: “Conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei 4.620/2005 do Estado do Rio de Janeiro), o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte.” “Nesses termos, para se concluir de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido, imprescindível o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, bem como a prévia interpretação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado na decisão agravada, o reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012, dos quais cito, respectivamente, trechos na parte que interessa, in verbis: “Conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei 4.620/2005 do Estado do Rio de Janeiro), o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte.” “Nesses termos, para se concluir de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido, imprescindível o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, bem como a prévia interpretação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 768440 AGR / RJ legislação infraconstitucional aplicável ao caso, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas 279 e 280 do STF.” A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc . (RE 66.149, RTJ 49/356). ( in , Direito Sumular. 12ª ed. São Paulo: Malheiros, 2004). Por fim, quanto à alegada violação ao princípio constitucional da legalidade, aplica-se o teor da Súmula n.º 636 desta Corte: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ legislação infraconstitucional aplicável ao caso, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas 279 e 280 do STF.” A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do STF são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (RE 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc . (RE 66.149, RTJ 49/356). ( in , Direito Sumular. 12ª ed. São Paulo: Malheiros, 2004). Por fim, quanto à alegada violação ao princípio constitucional da legalidade, aplica-se o teor da Súmula n.º 636 desta Corte: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) : ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527913 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) : ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527913 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6542211
2014-08-05T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI Nº 4620/2005. RESOLUÇÃO Nº 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei nº 4.620/2005 e na Resolução nº 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/STF. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012. 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do STF. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur273004
- Decisões monocráticas citadas: (SERVIDOR PÚBLICO, REENQUADRAMENTO) ARE 678374, ARE 804083. Número de páginas: 7. Análise: 25/08/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
768440
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-004620 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 768440 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) : ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI n 4620/2005. RESOLUÇÃO n 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei n 4.620/2005 e na Resolução n 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012. 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 768440 AGR / RJ RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI n 4620/2005. RESOLUÇÃO n 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei n 4.620/2005 e na Resolução n 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/4/2014, ARE 758.444, Rel. Min, Roberto Barroso, DJe de 11/3/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) :ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO. LEI n 4620/2005. RESOLUÇÃO n 6/2005. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei n 4.620/2005 e na Resolução n 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/4/2014, ARE 758.444, Rel. Min, Roberto Barroso, DJe de 11/3/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 768440 AGR / RJ 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 5. Agravo DESPROVIDO.” O agravante interpõe o recurso de agravo, por meio do qual alega, em síntese, que: “Cumpre ressaltar que a Resolução do Conselho da Magistratura fere o princípio da legalidade exposto no Artigo 37, caput da Constituição Federal. Ainda no tocante as violações cometidas pela administração, estas continuaram a ofender os dispositivos constitucionais a exemplo do inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal, que deixa bem claro que ao servidor é garantida a revisão anual de suas remunerações, sem distinção de índices e sempre na mesma data.” (fls. 271-277) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ 2. O princípio constitucional da legalidade, quando debatido sob a ótica infraconstitucional, revela uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. QUESTIONAMENTOS ACERCA DA LEGALIDADE DA APLICAÇÃO DA LEI N. 4.620/05 E DA RESOLUÇÃO N. 06 DO CM. CARGOS DO QUADRO ÚNICO DO PESSOAL DO TJRJ.” 5. Agravo DESPROVIDO.” O agravante interpõe o recurso de agravo, por meio do qual alega, em síntese, que: “Cumpre ressaltar que a Resolução do Conselho da Magistratura fere o princípio da legalidade exposto no Artigo 37, caput da Constituição Federal. Ainda no tocante as violações cometidas pela administração, estas continuaram a ofender os dispositivos constitucionais a exemplo do inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal, que deixa bem claro que ao servidor é garantida a revisão anual de suas remunerações, sem distinção de índices e sempre na mesma data.” (fls. 271-277) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494680. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado na decisão agravada, o reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei n 4.620/2005 e na Resolução n 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012, dos quais cito, respectivamente, trechos na parte que interessa, in verbis: “Conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei 4.620/2005 do Estado do Rio de Janeiro), o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte.” “Nesses termos, para se concluir de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido, imprescindível o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, bem como a prévia interpretação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado na decisão agravada, o reenquadramento funcional dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cujos requisitos estão dispostos na Lei n 4.620/2005 e na Resolução n 6/2005, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, ARE 804.083, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 30/4/2014, e ARE 678.374, Rel. Min, Gilmar Mendes, DJe 16/4/2012, dos quais cito, respectivamente, trechos na parte que interessa, in verbis: “Conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei 4.620/2005 do Estado do Rio de Janeiro), o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte.” “Nesses termos, para se concluir de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido, imprescindível o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, bem como a prévia interpretação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 768440 AGR / RJ legislação infraconstitucional aplicável ao caso, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.” A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc . (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356). ( in , Direito Sumular. 12... ed. São Paulo: Malheiros, 2004). Por fim, quanto à alegada violação ao princípio constitucional da legalidade, aplica-se o teor da Súmula n. 636 desta Corte: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Supremo Tribunal Federal ARE 768440 AGR / RJ legislação infraconstitucional aplicável ao caso, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário, conforme disposto nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.” A propósito, menciono as lições do ilustre professor Roberto Rosas sobre a Súmula 280 desta Corte: A interpretação do direito local ou então a violação de direito local para possibilitar o recurso extraordinário é impossível, porque o desideratum do legislador e a orientação do Supremo Tribunal Federal são no sentido de instituir o apelo final no âmbito da lei federal, mantendo a sua supremacia. A Súmula 280, seguindo nessa esteira, afirma que por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ressalte-se que, quando as leis estaduais conflitam no tempo, a matéria já está no plano do direito federal, porquanto o Direito Intertemporal é do âmbito da lei federal (Recurso Extraordinário 51.680, Rel. Min. Luiz Gallotti, DJU 1.8.1963). Quanto às leis municipais adota-se o mesmo ponto concernente às leis estaduais. As Leis de Organização Judiciária são locais, estaduais, portanto não podem ser invocadas para a admissão de recurso extraordinário, sendo comum os casos onde surgem problemas no concernente ao julgamento da causa pelo tribunal a quo, discutindo-se a sistemática nos julgamentos: juízes impedidos, convocação de juízes etc . (Recurso Extraordinário 66.149, RTJ 49/356). ( in , Direito Sumular. 12... ed. São Paulo: Malheiros, 2004). Por fim, quanto à alegada violação ao princípio constitucional da legalidade, aplica-se o teor da Súmula n. 636 desta Corte: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494681. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) : ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527913 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.440 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SIND-JUSTIÇA - SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO RIO JANEIRO ADV.(A/S) : ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527913 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 804 . 083", "ARE 678 . 374", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 768440 AGR", "ARE 768440 AGR / RJ", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 804 . 083", "ARE 758 . 444", "RECURSO", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 804 . 083", "ARE 758 . 444", "ARE 768440 AGR / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 768440 AGR / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE 804 . 083", "ARE 678 . 374", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 desta Corte", "ARE 804 . 083", "ARE 678 . 374", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 desta Corte .", "ARE 768440 AGR / RJ", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal .", "Recurso Extraordinário 51 . 680", "Recurso Extraordinário 66 . 149", "RTJ 49 / 356", "Súmula n . 636 desta Corte", "ARE 768440 AGR / RJ", "Súmulas 279", "Súmula 280", "Recurso Extraordinário 51 . 680", "Recurso Extraordinário 66 . 149", "RTJ 49 / 356", "Súmula n . 636 desta Corte" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 4620 / 2005", "RESOLUÇÃO n 6 / 2005", "Lei n 4 . 620 / 2005", "Resolução n 6 / 2005", "Constituição Federal", "LEI N . 4 . 620 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 4620 / 2005", "RESOLUÇÃO n 6 / 2005", "Lei n 4 . 620 / 2005", "Resolução n 6 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 4620 / 2005", "RESOLUÇÃO", "Lei n 4", ".", "620", "/", "2005", "Resolução n 6 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "LEI N . 4 . 620 / 05", "RESOLUÇÃO N . 06 DO CM", "Artigo 37 , caput da Constituição Federal", "inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "LEI N . 4 . 620 / 05", "RESOLUÇÃO N .", "Artigo 37 , caput da Constituição Federal", "inciso X do referido artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 620 / 2005", "Resolução n 6 / 2005", "Lei 4 . 620 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 620 / 2005", "Resolução n 6 / 2005", "Lei 4 . 620 / 2005 do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO", "RIO JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "São Paulo", "São Paulo", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO RIO JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "TJRJ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJRJ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves 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Lewandowski", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Roberto Rosas", "Luiz Gallotti", "Roberto Rosas", "Luiz Gallotti", "LUIZ FUX", "ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANA CAROLINA VIEIRA DE AZEVEDO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "30", "/", "4", "/", "2014", "16", "/", "4", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "30", "/", "4", "/", "2014", "11", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "30", "/", "4", "/", "2014", "11", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659306. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “DECISÃO : O acórdão recorrido foi publicado em 14.12.2012 (sexta-feira), conforme certidão de publicação de fls. 289/291, tendo-se esgotado o prazo para a interposição de recurso extraordinário em 14.01.2013 (segunda-feira). Sendo assim, o recurso é intempestivo, porquanto interposto em 26.04.2013. Do exposto, nego seguimento ao agravo” (Fls. 430). A agravante alega, em síntese, que a suposta intempestividade deveria ser superada, pois a recorrente não teria sido intimada do acórdão da Turma Recursal que apreciou seu recurso inominado. Afirma que após a sessão de julgamento não há nos autos certidão de publicação da súmula do julgamento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659307. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “DECISÃO : O acórdão recorrido foi publicado em 14.12.2012 (sexta-feira), conforme certidão de publicação de fls. 289/291, tendo-se esgotado o prazo para a interposição de recurso extraordinário em 14.01.2013 (segunda-feira). Sendo assim, o recurso é intempestivo, porquanto interposto em 26.04.2013. Do exposto, nego seguimento ao agravo” (Fls. 430). A agravante alega, em síntese, que a suposta intempestividade deveria ser superada, pois a recorrente não teria sido intimada do acórdão da Turma Recursal que apreciou seu recurso inominado. Afirma que após a sessão de julgamento não há nos autos certidão de publicação da súmula do julgamento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Conforme se verifica às fls. 289 e 290, a parte foi intimada de que o acórdão seria publicado na própria sessão de julgamento. Desse modo, não há que se falar em ausência de certidão de publicação da súmula do julgamento. O julgamento ocorreu em sessão datada de 14/12/2012 (fls. 291), tendo-se esgotado o prazo recursal em 14/1/2013 (segunda-feira). Portanto, é intempestivo o recurso extraordinário protocolado em 26/4/2013 (sexta-feira). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659308. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Conforme se verifica às fls. 289 e 290, a parte foi intimada de que o acórdão seria publicado na própria sessão de julgamento. Desse modo, não há que se falar em ausência de certidão de publicação da súmula do julgamento. O julgamento ocorreu em sessão datada de 14/12/2012 (fls. 291), tendo-se esgotado o prazo recursal em 14/1/2013 (segunda-feira). Portanto, é intempestivo o recurso extraordinário protocolado em 26/4/2013 (sexta-feira). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) : ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) : THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805699 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) : ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) : THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805699 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819750
2014-08-28T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278227
- O ARE 798306 AgR foi objeto de embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos. Número de páginas: 4. Análise: 01/10/2014, MÁR.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
768791
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 768791 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) : ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) : THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I – O recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659306. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “DECISÃO : O acórdão recorrido foi publicado em 14.12.2012 (sexta-feira), conforme certidão de publicação de fls. 289/291, tendo-se esgotado o prazo para a interposição de recurso extraordinário em 14.01.2013 (segunda-feira). Sendo assim, o recurso é intempestivo, porquanto interposto em 26.04.2013. Do exposto, nego seguimento ao agravo” (Fls. 430). A agravante alega, em síntese, que a suposta intempestividade deveria ser superada, pois a recorrente não teria sido intimada do acórdão da Turma Recursal que apreciou seu recurso inominado. Afirma que após a sessão de julgamento não há nos autos certidão de publicação da súmula do julgamento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659307. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) :ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) :THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “DECISÃO : O acórdão recorrido foi publicado em 14.12.2012 (sexta-feira), conforme certidão de publicação de fls. 289/291, tendo-se esgotado o prazo para a interposição de recurso extraordinário em 14.01.2013 (segunda-feira). Sendo assim, o recurso é intempestivo, porquanto interposto em 26.04.2013. Do exposto, nego seguimento ao agravo” (Fls. 430). A agravante alega, em síntese, que a suposta intempestividade deveria ser superada, pois a recorrente não teria sido intimada do acórdão da Turma Recursal que apreciou seu recurso inominado. Afirma que após a sessão de julgamento não há nos autos certidão de publicação da súmula do julgamento. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Conforme se verifica às fls. 289 e 290, a parte foi intimada de que o acórdão seria publicado na própria sessão de julgamento. Desse modo, não há que se falar em ausência de certidão de publicação da súmula do julgamento. O julgamento ocorreu em sessão datada de 14/12/2012 (fls. 291), tendo-se esgotado o prazo recursal em 14/1/2013 (segunda-feira). Portanto, é intempestivo o recurso extraordinário protocolado em 26/4/2013 (sexta-feira). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659308. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Bem examinados os autos, entendo que a pretensão recursal não merece acolhida. Conforme se verifica às fls. 289 e 290, a parte foi intimada de que o acórdão seria publicado na própria sessão de julgamento. Desse modo, não há que se falar em ausência de certidão de publicação da súmula do julgamento. O julgamento ocorreu em sessão datada de 14/12/2012 (fls. 291), tendo-se esgotado o prazo recursal em 14/1/2013 (segunda-feira). Portanto, é intempestivo o recurso extraordinário protocolado em 26/4/2013 (sexta-feira). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) : ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) : THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805699 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768.791 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EDNA FERNANDES DE AQUINO ADV.(A/S) : ESTEFANO DE LUCCA DAVID E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GIMBERTO BERTOLINI NETO ADV.(A/S) : THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805699 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768 . 791", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 768 . 791", "RECURSO", "AGRAVO 768 . 791" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "México", "SÃO PAULO", "México" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDNA FERNANDES DE AQUINO", "ESTEFANO DE LUCCA DAVID", "GIMBERTO BERTOLINI NETO", "THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDNA FERNANDES DE AQUINO", "ESTEFANO DE LUCCA DAVID", "GIMBERTO BERTOLINI NETO", "THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDNA FERNANDES DE AQUINO", "ESTEFANO DE LUCCA DAVID", "GIMBERTO BERTOLINI NETO", "THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDNA FERNANDES DE AQUINO", "ESTEFANO DE LUCCA DAVID", "GIMBERTO BERTOLINI NETO", "THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "EDNA FERNANDES DE AQUINO", "ESTEFANO DE LUCCA DAVID", "GIMBERTO BERTOLINI NETO", "THIAGO JOSÉ DE SOUZA BONFIM", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "14", ".", "12", ".", "2012", "sexta", "-", "feira", "14", ".", "01", ".", "2013", "segunda", "-", "feira", "26", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "14", ".", "12", ".", "2012", "sexta", "-", "feira", "14", ".", "01", ".", "2013", "segunda", "-", "feira", "26", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "14", "/", "12", "/", "2012", "14", "/", "1", "/", "2013", "segunda", "-", "feira", "26", "/", "4", "/", "2013", "sexta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "14", "/", "12", "/", "2012", "14", "/", "1", "/", "2013", "segunda", "-", "feira", "26", "/", "4", "/", "2013", "sexta", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/STF. 2. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente no exercício da Presidência), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781704. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra a seguinte decisão, em que o Ministro Ayres Britto negou seguimento ação (fls. 304- 8): “Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, aparelhada com pedido de medida liminar, proposta pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e pelo Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União (SINMAGU). Ação que impugna o inciso I do art. 28 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, e o inciso I do § 1º do art. 38 da Medida Provisória nº 2.229, de 06 de setembro de 2001. Dispositivos que vedam aos Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Assistentes Jurídicos e Procuradores Federais o exercício da advocacia fora das respectivas atribuições. 2. Eis a base de argumentação dos acionantes (causas de pedir): a) violação ao direito fundamental de livre exercício de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra a seguinte decisão, em que o Ministro Ayres Britto negou seguimento ação (fls. 304- 8): “Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, aparelhada com pedido de medida liminar, proposta pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e pelo Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União (SINMAGU). Ação que impugna o inciso I do art. 28 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, e o inciso I do § 1º do art. 38 da Medida Provisória nº 2.229, de 06 de setembro de 2001. Dispositivos que vedam aos Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Assistentes Jurídicos e Procuradores Federais o exercício da advocacia fora das respectivas atribuições. 2. Eis a base de argumentação dos acionantes (causas de pedir): a) violação ao direito fundamental de livre exercício de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF qualquer trabalho, ofício ou profissão (inciso XIII do art. 5º da CF); b) ofensa à garantia constitucional do direito adquirido; c) desrespeito aos princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. 3. Pois bem, em despacho de fls. 117, adotei o procedimento abreviado de que trata o art. 12 da Lei nº 9.868/99 e solicitei informações aos requeridos. Informações que foram prestadas às fls. 154/165 e 168/178. 4. Continuo neste reavivar das coisas para dizer que o Advogado-Geral da União suscitou, preliminarmente, a ilegitimidade ativa dos autores e, no mérito, pugnou pela improcedência da ação (fls. 259/283). À mesma conclusão chegou o Procurador-Geral da República, em parecer de fls. 285/293. 5. Por fim, anoto que a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE) requereu sua admissão no feito, na qualidade de amicus curiae. 6. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, anoto, de saída, não merecer seguimento a presente ação direta de inconstitucionalidade. É que, segundo realçaram o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, os autores não têm legitimidade ativa para esta causa. Explico. 7. O inciso IX do art. 103 da Constituição Federal confere legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade a “confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional”. Sendo assim, tratando-se de entidade de natureza sindical, apenas aquelas de grau superior (“confederação”) estão aptas a iniciar o processo objetivo perante esta nossa Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.953, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1.904-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 797, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, entre outros. Ademais, como bem observou o Advogado-Geral da União, “é irrelevante que o SINMAGU efetivamente possua, como afirma, base sindical 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF qualquer trabalho, ofício ou profissão (inciso XIII do art. 5º da CF); b) ofensa à garantia constitucional do direito adquirido; c) desrespeito aos princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. 3. Pois bem, em despacho de fls. 117, adotei o procedimento abreviado de que trata o art. 12 da Lei nº 9.868/99 e solicitei informações aos requeridos. Informações que foram prestadas às fls. 154/165 e 168/178. 4. Continuo neste reavivar das coisas para dizer que o Advogado-Geral da União suscitou, preliminarmente, a ilegitimidade ativa dos autores e, no mérito, pugnou pela improcedência da ação (fls. 259/283). À mesma conclusão chegou o Procurador-Geral da República, em parecer de fls. 285/293. 5. Por fim, anoto que a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE) requereu sua admissão no feito, na qualidade de amicus curiae. 6. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, anoto, de saída, não merecer seguimento a presente ação direta de inconstitucionalidade. É que, segundo realçaram o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, os autores não têm legitimidade ativa para esta causa. Explico. 7. O inciso IX do art. 103 da Constituição Federal confere legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade a “confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional”. Sendo assim, tratando-se de entidade de natureza sindical, apenas aquelas de grau superior (“confederação”) estão aptas a iniciar o processo objetivo perante esta nossa Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.953, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1.904-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 797, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, entre outros. Ademais, como bem observou o Advogado-Geral da União, “é irrelevante que o SINMAGU efetivamente possua, como afirma, base sindical 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF correspondente a todo o território nacional ou que se qualifique como entidade de classe de âmbito nacional”. Isto porque, conforme já decidiu este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.506-AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, a “inequívoca natureza sindical” da autora “a exclui, peremptoriamente, das demais categorias de associação de âmbito nacional, sendo indevida a mescla das duas hipóteses de legitimação previstas no art. 103 da Constituição da República. Daí ser “irrelevante a maior ou menor representatividade territorial no que toca ao atendimento da exigência contida na primeira parte do art. 103, IX, da Carta Magna”. Nesse mesmo tom, cito os seguintes arestos: ADI 1.508-MC, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 54, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.343-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão. Pelo que se verifica, de logo, a ilegitimidade ativa do Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União, entidade sindical de primeiro grau. 8. Não é diferente quanto à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. Este Supremo Tribunal Federal já afirmou, numerosas vezes, a ilegitimidade de tal pessoa jurídica para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade: ADI 324, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 444, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.409, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.471, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.565, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.532, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 2.368, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 2.685, Rel. Min. Sydney Sanches; ADI 3.906, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Embora conste dos autos certidão atualizada do registro de sua alteração estatutária, a requerente, assim como na ADI 3.805, não trouxe aos autos documentação comprobatória de sua atuação transregional. Conquanto afirme ser uma confederação sindical, não há prova de que congregue federações de sindicatos que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas (ADI 928, Rel. Min. Sydney Sanches). Até porque, ao tentar abranger os servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as entidades federativas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), essa confederação se propõe a vincular pessoas pertencentes a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF correspondente a todo o território nacional ou que se qualifique como entidade de classe de âmbito nacional”. Isto porque, conforme já decidiu este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.506-AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, a “inequívoca natureza sindical” da autora “a exclui, peremptoriamente, das demais categorias de associação de âmbito nacional, sendo indevida a mescla das duas hipóteses de legitimação previstas no art. 103 da Constituição da República. Daí ser “irrelevante a maior ou menor representatividade territorial no que toca ao atendimento da exigência contida na primeira parte do art. 103, IX, da Carta Magna”. Nesse mesmo tom, cito os seguintes arestos: ADI 1.508-MC, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 54, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.343-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão. Pelo que se verifica, de logo, a ilegitimidade ativa do Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União, entidade sindical de primeiro grau. 8. Não é diferente quanto à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. Este Supremo Tribunal Federal já afirmou, numerosas vezes, a ilegitimidade de tal pessoa jurídica para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade: ADI 324, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 444, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.409, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.471, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.565, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.532, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 2.368, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 2.685, Rel. Min. Sydney Sanches; ADI 3.906, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Embora conste dos autos certidão atualizada do registro de sua alteração estatutária, a requerente, assim como na ADI 3.805, não trouxe aos autos documentação comprobatória de sua atuação transregional. Conquanto afirme ser uma confederação sindical, não há prova de que congregue federações de sindicatos que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas (ADI 928, Rel. Min. Sydney Sanches). Até porque, ao tentar abranger os servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as entidades federativas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), essa confederação se propõe a vincular pessoas pertencentes a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF categorias diversas, sujeitas a regimes jurídicos dos mais variados. A propósito, precisas as palavras do Procurador-Geral da República, in verbis: ‘Reconhecer-lhe a prerrogativa de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade na defesa dos interesses desta enorme gama de congregados significaria acrescentar novo legitimado universal – ao menos em matérias relativas ao serviço público em geral – ao taxativo rol do art. 103 da Lei Maior. Por mais ampla e benevolente que seja a análise, não há como afirmar estar presente liame de identidade ou até mesmo similaridade entre todas as carreiras abarcadas pela confederação em questão. Trata-se de instituição deveras heterogênea. Para ilustrar essa dicção, é pertinente imaginar que, eventualmente, ante a imensidão de agregados aos objetivos sociais da entidade requerente, seja ela absolutamente vazia, na verdade. É tão ampla que escapa ao conceito de unidade sindical, ignorando assim que as categorias aqui imediatamente atingidas pelas proposições normativas atacadas podem sequer integrar o rol de filiados da entidade. Ou, noutro modo de dizer, a amplidão conceitual dos objetivos e da gama de potenciais representados cria uma segunda ordem de representação, eventualmente, à revelia de organizações específicas estruturadas pelas categorias em si consideradas.’ 9. Por fim, não fosse a ilegitimidade ativa dos autores, esta ação direta de inconstitucionalidade não haveria mesmo de ser conhecida. É que, conforme destacou o Presidente do Congresso Nacional, os requerentes não impugnaram todo o complexo normativo da matéria, o que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal reputa indispensável (ADI 3.148, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 2.133, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF categorias diversas, sujeitas a regimes jurídicos dos mais variados. A propósito, precisas as palavras do Procurador-Geral da República, in verbis: ‘Reconhecer-lhe a prerrogativa de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade na defesa dos interesses desta enorme gama de congregados significaria acrescentar novo legitimado universal – ao menos em matérias relativas ao serviço público em geral – ao taxativo rol do art. 103 da Lei Maior. Por mais ampla e benevolente que seja a análise, não há como afirmar estar presente liame de identidade ou até mesmo similaridade entre todas as carreiras abarcadas pela confederação em questão. Trata-se de instituição deveras heterogênea. Para ilustrar essa dicção, é pertinente imaginar que, eventualmente, ante a imensidão de agregados aos objetivos sociais da entidade requerente, seja ela absolutamente vazia, na verdade. É tão ampla que escapa ao conceito de unidade sindical, ignorando assim que as categorias aqui imediatamente atingidas pelas proposições normativas atacadas podem sequer integrar o rol de filiados da entidade. Ou, noutro modo de dizer, a amplidão conceitual dos objetivos e da gama de potenciais representados cria uma segunda ordem de representação, eventualmente, à revelia de organizações específicas estruturadas pelas categorias em si consideradas.’ 9. Por fim, não fosse a ilegitimidade ativa dos autores, esta ação direta de inconstitucionalidade não haveria mesmo de ser conhecida. É que, conforme destacou o Presidente do Congresso Nacional, os requerentes não impugnaram todo o complexo normativo da matéria, o que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal reputa indispensável (ADI 3.148, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 2.133, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF 1.187, Rel. Min. Maurício Corrêa), tendo em vista que “o pedido formulado na ação direta de inconstitucionalidade deve revestir-se do predicado utilidade” (ADI 1.912, Rel. Min. Marco Aurélio). Trata- se, no caso, do art. 24 da Lei nº 9.651/98, que também veda aos Advogados da União, Assistentes Jurídicos, Procuradores da Fazenda Nacional, do Banco Central e do INSS (hoje Procurador Federal) o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. Vedação que também se contém no art. 6º da Lei nº 11.890, de 24 de dezembro de 2008, acerca do qual não há pedido de aditamento da inicial. 10. Ante o exposto, nego seguimento à ação. Pelo que fica prejudicado o pedido de ingresso no feito, na condição de amicus curiae, da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE).” 2. Em seu agravo, a CSPB e o SINMAGU: (i) sustentam que a primeira requerente (CSPB) seria confederação sindical, registrada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e, por isso, se enquadraria na previsão do art. 103, IX, primeira parte, da Constituição; (ii) alegam que a CSPB não precisaria comprovar atuação transregional por ser confederação sindical, e não entidade associativa civil; e (iii) aceitam a conclusão da decisão quanto à ilegitimidade ativa do SINMAGU, requerendo, então, a retificação da autuação do feito, a fim de que passe a constar como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não- conhecimento do agravo regimental, sob o fundamento de que a peça recursal não impugnaria todas as razões da decisão agravada. 4. É o relatório. Remetam-se cópias aos Senhores Ministros (Lei nº 9.868/99, art. 9º). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF 1.187, Rel. Min. Maurício Corrêa), tendo em vista que “o pedido formulado na ação direta de inconstitucionalidade deve revestir-se do predicado utilidade” (ADI 1.912, Rel. Min. Marco Aurélio). Trata- se, no caso, do art. 24 da Lei nº 9.651/98, que também veda aos Advogados da União, Assistentes Jurídicos, Procuradores da Fazenda Nacional, do Banco Central e do INSS (hoje Procurador Federal) o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. Vedação que também se contém no art. 6º da Lei nº 11.890, de 24 de dezembro de 2008, acerca do qual não há pedido de aditamento da inicial. 10. Ante o exposto, nego seguimento à ação. Pelo que fica prejudicado o pedido de ingresso no feito, na condição de amicus curiae, da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE).” 2. Em seu agravo, a CSPB e o SINMAGU: (i) sustentam que a primeira requerente (CSPB) seria confederação sindical, registrada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e, por isso, se enquadraria na previsão do art. 103, IX, primeira parte, da Constituição; (ii) alegam que a CSPB não precisaria comprovar atuação transregional por ser confederação sindical, e não entidade associativa civil; e (iii) aceitam a conclusão da decisão quanto à ilegitimidade ativa do SINMAGU, requerendo, então, a retificação da autuação do feito, a fim de que passe a constar como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não- conhecimento do agravo regimental, sob o fundamento de que a peça recursal não impugnaria todas as razões da decisão agravada. 4. É o relatório. Remetam-se cópias aos Senhores Ministros (Lei nº 9.868/99, art. 9º). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL V O T O Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/STF. 2. Agravo a que se nega provimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. Como bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, a decisão agravada negou seguimento à ação direta valendo-se de três fundamentos autônomos: (i) a ilegitimidade ativa da CSPB; (ii) a ilegitimidade ativa do SINMAGU; e (iii) a ausência de impugnação de todo o complexo normativo pertinente ao tema. Contudo, a agravante acatou o fundamento (ii) e impugnou o (i), mas nada disse acerca do item (iii) – que, por isso, subsiste íntegro. Nessas condições, é inviável o conhecimento do recurso por manifesta ausência de interesse recursal. 2. Em se tratando de um fundamento autônomo e suficiente à manutenção da decisão, a ausência de sua impugnação torna inútil o eventual provimento do recurso. Afinal, mesmo que se afirmasse a legitimidade ativa da agravante, a ação não poderia prosseguir em razão do fundamento (iii). Aplica-se, aqui, por analogia, o disposto na Súmula 283/STF (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”). Assim vem decidindo o Supremo Tribunal Federal: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL V O T O Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/STF. 2. Agravo a que se nega provimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. Como bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, a decisão agravada negou seguimento à ação direta valendo-se de três fundamentos autônomos: (i) a ilegitimidade ativa da CSPB; (ii) a ilegitimidade ativa do SINMAGU; e (iii) a ausência de impugnação de todo o complexo normativo pertinente ao tema. Contudo, a agravante acatou o fundamento (ii) e impugnou o (i), mas nada disse acerca do item (iii) – que, por isso, subsiste íntegro. Nessas condições, é inviável o conhecimento do recurso por manifesta ausência de interesse recursal. 2. Em se tratando de um fundamento autônomo e suficiente à manutenção da decisão, a ausência de sua impugnação torna inútil o eventual provimento do recurso. Afinal, mesmo que se afirmasse a legitimidade ativa da agravante, a ação não poderia prosseguir em razão do fundamento (iii). Aplica-se, aqui, por analogia, o disposto na Súmula 283/STF (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”). Assim vem decidindo o Supremo Tribunal Federal: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 4036 AGR / DF “Agravos regimentais em embargos de declaração. Ação direta de inconstitucionalidade. Extemporaneidade e ausência de impugnação dos fundamentos autônomos. Precedentes da Corte. 1. O agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão atacada não pode ser conhecido. Aplicação da Súmula nº 283. 2. Não se conhece dos embargos declaratórios opostos antes da publicação da decisão embargada, sendo certo que, no caso, a interposição ocorreu antes mesmo da juntada do acórdão. 3. Agravo regimental da ATRICON não-conhecido e agravo regimental do PT desprovido.” (ADI 3.255 ED-AgR/PA, Rel. Min. Menezes Direito. No mesmo sentido: ARE 677.018 AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 5.472 AgR/AC, Rel. Min. Ayres Britto; RMS 25129 AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; HC 95.074 AgR/DF, Rel. Min. Menezes Direito.) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Fica prejudicado o pedido de admissão do SINMAGU como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 4. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF “Agravos regimentais em embargos de declaração. Ação direta de inconstitucionalidade. Extemporaneidade e ausência de impugnação dos fundamentos autônomos. Precedentes da Corte. 1. O agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão atacada não pode ser conhecido. Aplicação da Súmula nº 283. 2. Não se conhece dos embargos declaratórios opostos antes da publicação da decisão embargada, sendo certo que, no caso, a interposição ocorreu antes mesmo da juntada do acórdão. 3. Agravo regimental da ATRICON não-conhecido e agravo regimental do PT desprovido.” (ADI 3.255 ED-AgR/PA, Rel. Min. Menezes Direito. No mesmo sentido: ARE 677.018 AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 5.472 AgR/AC, Rel. Min. Ayres Britto; RMS 25129 AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; HC 95.074 AgR/DF, Rel. Min. Menezes Direito.) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Fica prejudicado o pedido de admissão do SINMAGU como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 4. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, neste caso, temos, quando não há o ataque a todos os fundamentos, desprovido o regimental. É o problema da terminologia, porque, em vez de não conhecermos – como se trata de regimental, e a matéria é de fundo, o não ataque aos dois fundamentos –, caminhamos para o desprovimento. Na Primeira Turma, temos decidido assim e penso que, na Segunda, também. Seria apenas, em vez de não conhecimento, o desprovimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não tem problema, nego provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803934. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, neste caso, temos, quando não há o ataque a todos os fundamentos, desprovido o regimental. É o problema da terminologia, porque, em vez de não conhecermos – como se trata de regimental, e a matéria é de fundo, o não ataque aos dois fundamentos –, caminhamos para o desprovimento. Na Primeira Turma, temos decidido assim e penso que, na Segunda, também. Seria apenas, em vez de não conhecimento, o desprovimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não tem problema, nego provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) : JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: Retirado de mesa em face da aposentadoria do Relator. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 26.11.2012. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805636 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) : JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: Retirado de mesa em face da aposentadoria do Relator. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 26.11.2012. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819507
2014-08-28T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
Retirado de mesa em face da aposentadoria do Relator. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 26.11.2012. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/STF. 2. Agravo a que se nega provimento.
sjur278233
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) RMS 25129 AgR (2ªT), Rcl 5472 AgR (TP), HC 95074 AgR (1ªT), ARE 677018 AgR (2ªT), ADI 3255 ED-AGR (TP). Número de páginas: 10. Análise: 30/09/2014, JOS.
ROBERTO BARROSO
Tribunal Pleno
4036
[ "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ADI-AgR
acordaos
ADI 4036 AgR
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AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) : JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL
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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente no exercício da Presidência), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781704. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra a seguinte decisão, em que o Ministro Ayres Britto negou seguimento ação (fls. 304- 8): “Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, aparelhada com pedido de medida liminar, proposta pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e pelo Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União (SINMAGU). Ação que impugna o inciso I do art. 28 da Lei Complementar n 73, de 10 de fevereiro de 1993, e o inciso I do § 1... do art. 38 da Medida Provisória n 2.229, de 06 de setembro de 2001. Dispositivos que vedam aos Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Assistentes Jurídicos e Procuradores Federais o exercício da advocacia fora das respectivas atribuições. 2. Eis a base de argumentação dos acionantes (causas de pedir): a) violação ao direito fundamental de livre exercício de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) :SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) :JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra a seguinte decisão, em que o Ministro Ayres Britto negou seguimento ação (fls. 304- 8): “Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, aparelhada com pedido de medida liminar, proposta pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e pelo Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União (SINMAGU). Ação que impugna o inciso I do art. 28 da Lei Complementar n 73, de 10 de fevereiro de 1993, e o inciso I do § 1... do art. 38 da Medida Provisória n 2.229, de 06 de setembro de 2001. Dispositivos que vedam aos Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Assistentes Jurídicos e Procuradores Federais o exercício da advocacia fora das respectivas atribuições. 2. Eis a base de argumentação dos acionantes (causas de pedir): a) violação ao direito fundamental de livre exercício de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF qualquer trabalho, ofício ou profissão (inciso XIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988); b) ofensa à garantia constitucional do direito adquirido; c) desrespeito aos princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. 3. Pois bem, em despacho de fls. 117, adotei o procedimento abreviado de que trata o art. 12 da Lei n 9.868/99 e solicitei informações aos requeridos. Informações que foram prestadas às fls. 154/165 e 168/178. 4. Continuo neste reavivar das coisas para dizer que o Advogado-Geral da União suscitou, preliminarmente, a ilegitimidade ativa dos autores e, no mérito, pugnou pela improcedência da ação (fls. 259/283). À mesma conclusão chegou o Procurador-Geral da República, em parecer de fls. 285/293. 5. Por fim, anoto que a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE) requereu sua admissão no feito, na qualidade de amicus curiae. 6. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, anoto, de saída, não merecer seguimento a presente ação direta de inconstitucionalidade. É que, segundo realçaram o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, os autores não têm legitimidade ativa para esta causa. Explico. 7. O inciso IX do art. 103 da Constituição Federal confere legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade a “confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional”. Sendo assim, tratando-se de entidade de natureza sindical, apenas aquelas de grau superior (“confederação”) estão aptas a iniciar o processo objetivo perante esta nossa Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.953, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1.904-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 797, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, entre outros. Ademais, como bem observou o Advogado-Geral da União, “é irrelevante que o SINMAGU efetivamente possua, como afirma, base sindical 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF qualquer trabalho, ofício ou profissão (inciso XIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988); b) ofensa à garantia constitucional do direito adquirido; c) desrespeito aos princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. 3. Pois bem, em despacho de fls. 117, adotei o procedimento abreviado de que trata o art. 12 da Lei n 9.868/99 e solicitei informações aos requeridos. Informações que foram prestadas às fls. 154/165 e 168/178. 4. Continuo neste reavivar das coisas para dizer que o Advogado-Geral da União suscitou, preliminarmente, a ilegitimidade ativa dos autores e, no mérito, pugnou pela improcedência da ação (fls. 259/283). À mesma conclusão chegou o Procurador-Geral da República, em parecer de fls. 285/293. 5. Por fim, anoto que a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE) requereu sua admissão no feito, na qualidade de amicus curiae. 6. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, anoto, de saída, não merecer seguimento a presente ação direta de inconstitucionalidade. É que, segundo realçaram o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, os autores não têm legitimidade ativa para esta causa. Explico. 7. O inciso IX do art. 103 da Constituição Federal confere legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade a “confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional”. Sendo assim, tratando-se de entidade de natureza sindical, apenas aquelas de grau superior (“confederação”) estão aptas a iniciar o processo objetivo perante esta nossa Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ADI 1.442, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 1.953, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 1.904-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 797, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, entre outros. Ademais, como bem observou o Advogado-Geral da União, “é irrelevante que o SINMAGU efetivamente possua, como afirma, base sindical 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF correspondente a todo o território nacional ou que se qualifique como entidade de classe de âmbito nacional”. Isto porque, conforme já decidiu este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.506-AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, a “inequívoca natureza sindical” da autora “a exclui, peremptoriamente, das demais categorias de associação de âmbito nacional, sendo indevida a mescla das duas hipóteses de legitimação previstas no art. 103 da Constituição da República. Daí ser “irrelevante a maior ou menor representatividade territorial no que toca ao atendimento da exigência contida na primeira parte do art. 103, IX, da Carta Magna”. Nesse mesmo tom, cito os seguintes arestos: ADI 1.508-MC, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 54, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.343-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão. Pelo que se verifica, de logo, a ilegitimidade ativa do Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União, entidade sindical de primeiro grau. 8. Não é diferente quanto à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. Este Supremo Tribunal Federal já afirmou, numerosas vezes, a ilegitimidade de tal pessoa jurídica para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade: ADI 324, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 444, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.409, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.471, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.565, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.532, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 2.368, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 2.685, Rel. Min. Sydney Sanches; ADI 3.906, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Embora conste dos autos certidão atualizada do registro de sua alteração estatutária, a requerente, assim como na ADI 3.805, não trouxe aos autos documentação comprobatória de sua atuação transregional. Conquanto afirme ser uma confederação sindical, não há prova de que congregue federações de sindicatos que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas (ADI 928, Rel. Min. Sydney Sanches). Até porque, ao tentar abranger os servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as entidades federativas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), essa confederação se propõe a vincular pessoas pertencentes a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF correspondente a todo o território nacional ou que se qualifique como entidade de classe de âmbito nacional”. Isto porque, conforme já decidiu este Supremo Tribunal Federal na ADI 3.506-AgR, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, a “inequívoca natureza sindical” da autora “a exclui, peremptoriamente, das demais categorias de associação de âmbito nacional, sendo indevida a mescla das duas hipóteses de legitimação previstas no art. 103 da Constituição da República. Daí ser “irrelevante a maior ou menor representatividade territorial no que toca ao atendimento da exigência contida na primeira parte do art. 103, IX, da Carta Magna”. Nesse mesmo tom, cito os seguintes arestos: ADI 1.508-MC, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 54, Rel. Min. Marco Aurélio; ADI 1.343-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão. Pelo que se verifica, de logo, a ilegitimidade ativa do Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia-Geral da União, entidade sindical de primeiro grau. 8. Não é diferente quanto à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil. Este Supremo Tribunal Federal já afirmou, numerosas vezes, a ilegitimidade de tal pessoa jurídica para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade: ADI 324, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 444, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.409, Rel. Min. Moreira Alves; ADI 1.471, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.565, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 1.532, Rel. Min. Maurício Corrêa; ADI 2.368, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 2.685, Rel. Min. Sydney Sanches; ADI 3.906, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Embora conste dos autos certidão atualizada do registro de sua alteração estatutária, a requerente, assim como na ADI 3.805, não trouxe aos autos documentação comprobatória de sua atuação transregional. Conquanto afirme ser uma confederação sindical, não há prova de que congregue federações de sindicatos que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas (ADI 928, Rel. Min. Sydney Sanches). Até porque, ao tentar abranger os servidores públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todas as entidades federativas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), essa confederação se propõe a vincular pessoas pertencentes a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF categorias diversas, sujeitas a regimes jurídicos dos mais variados. A propósito, precisas as palavras do Procurador-Geral da República, in verbis: ‘Reconhecer-lhe a prerrogativa de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade na defesa dos interesses desta enorme gama de congregados significaria acrescentar novo legitimado universal – ao menos em matérias relativas ao serviço público em geral – ao taxativo rol do art. 103 da Lei Maior. Por mais ampla e benevolente que seja a análise, não há como afirmar estar presente liame de identidade ou até mesmo similaridade entre todas as carreiras abarcadas pela confederação em questão. Trata-se de instituição deveras heterogênea. Para ilustrar essa dicção, é pertinente imaginar que, eventualmente, ante a imensidão de agregados aos objetivos sociais da entidade requerente, seja ela absolutamente vazia, na verdade. É tão ampla que escapa ao conceito de unidade sindical, ignorando assim que as categorias aqui imediatamente atingidas pelas proposições normativas atacadas podem sequer integrar o rol de filiados da entidade. Ou, noutro modo de dizer, a amplidão conceitual dos objetivos e da gama de potenciais representados cria uma segunda ordem de representação, eventualmente, à revelia de organizações específicas estruturadas pelas categorias em si consideradas.’ 9. Por fim, não fosse a ilegitimidade ativa dos autores, esta ação direta de inconstitucionalidade não haveria mesmo de ser conhecida. É que, conforme destacou o Presidente do Congresso Nacional, os requerentes não impugnaram todo o complexo normativo da matéria, o que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal reputa indispensável (ADI 3.148, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 2.133, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF categorias diversas, sujeitas a regimes jurídicos dos mais variados. A propósito, precisas as palavras do Procurador-Geral da República, in verbis: ‘Reconhecer-lhe a prerrogativa de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade na defesa dos interesses desta enorme gama de congregados significaria acrescentar novo legitimado universal – ao menos em matérias relativas ao serviço público em geral – ao taxativo rol do art. 103 da Lei Maior. Por mais ampla e benevolente que seja a análise, não há como afirmar estar presente liame de identidade ou até mesmo similaridade entre todas as carreiras abarcadas pela confederação em questão. Trata-se de instituição deveras heterogênea. Para ilustrar essa dicção, é pertinente imaginar que, eventualmente, ante a imensidão de agregados aos objetivos sociais da entidade requerente, seja ela absolutamente vazia, na verdade. É tão ampla que escapa ao conceito de unidade sindical, ignorando assim que as categorias aqui imediatamente atingidas pelas proposições normativas atacadas podem sequer integrar o rol de filiados da entidade. Ou, noutro modo de dizer, a amplidão conceitual dos objetivos e da gama de potenciais representados cria uma segunda ordem de representação, eventualmente, à revelia de organizações específicas estruturadas pelas categorias em si consideradas.’ 9. Por fim, não fosse a ilegitimidade ativa dos autores, esta ação direta de inconstitucionalidade não haveria mesmo de ser conhecida. É que, conforme destacou o Presidente do Congresso Nacional, os requerentes não impugnaram todo o complexo normativo da matéria, o que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal reputa indispensável (ADI 3.148, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 2.133, Rel. Min. Ilmar Galvão; ADI 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ADI 4036 AGR / DF 1.187, Rel. Min. Maurício Corrêa), tendo em vista que “o pedido formulado na ação direta de inconstitucionalidade deve revestir-se do predicado utilidade” (ADI 1.912, Rel. Min. Marco Aurélio). Trata- se, no caso, do art. 24 da Lei n 9.651/98, que também veda aos Advogados da União, Assistentes Jurídicos, Procuradores da Fazenda Nacional, do Banco Central e do INSS (hoje Procurador Federal) o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. Vedação que também se contém no art. 6... da Lei n 11.890, de 24 de dezembro de 2008, acerca do qual não há pedido de aditamento da inicial. 10. Ante o exposto, nego seguimento à ação. Pelo que fica prejudicado o pedido de ingresso no feito, na condição de amicus curiae, da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE).” 2. Em seu agravo, a CSPB e o SINMAGU: (i) sustentam que a primeira requerente (CSPB) seria confederação sindical, registrada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e, por isso, se enquadraria na previsão do art. 103, IX, primeira parte, da Constituição; (ii) alegam que a CSPB não precisaria comprovar atuação transregional por ser confederação sindical, e não entidade associativa civil; e (iii) aceitam a conclusão da decisão quanto à ilegitimidade ativa do SINMAGU, requerendo, então, a retificação da autuação do feito, a fim de que passe a constar como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não- conhecimento do agravo regimental, sob o fundamento de que a peça recursal não impugnaria todas as razões da decisão agravada. 4. É o relatório. Remetam-se cópias aos Senhores Ministros (Lei n 9.868/99, art. 9...). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF 1.187, Rel. Min. Maurício Corrêa), tendo em vista que “o pedido formulado na ação direta de inconstitucionalidade deve revestir-se do predicado utilidade” (ADI 1.912, Rel. Min. Marco Aurélio). Trata- se, no caso, do art. 24 da Lei n 9.651/98, que também veda aos Advogados da União, Assistentes Jurídicos, Procuradores da Fazenda Nacional, do Banco Central e do INSS (hoje Procurador Federal) o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. Vedação que também se contém no art. 6... da Lei n 11.890, de 24 de dezembro de 2008, acerca do qual não há pedido de aditamento da inicial. 10. Ante o exposto, nego seguimento à ação. Pelo que fica prejudicado o pedido de ingresso no feito, na condição de amicus curiae, da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (UNAFE).” 2. Em seu agravo, a CSPB e o SINMAGU: (i) sustentam que a primeira requerente (CSPB) seria confederação sindical, registrada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego e, por isso, se enquadraria na previsão do art. 103, IX, primeira parte, da Constituição; (ii) alegam que a CSPB não precisaria comprovar atuação transregional por ser confederação sindical, e não entidade associativa civil; e (iii) aceitam a conclusão da decisão quanto à ilegitimidade ativa do SINMAGU, requerendo, então, a retificação da autuação do feito, a fim de que passe a constar como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não- conhecimento do agravo regimental, sob o fundamento de que a peça recursal não impugnaria todas as razões da decisão agravada. 4. É o relatório. Remetam-se cópias aos Senhores Ministros (Lei n 9.868/99, art. 9...). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6718700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL V O T O Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo a que se nega provimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. Como bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, a decisão agravada negou seguimento à ação direta valendo-se de três fundamentos autônomos: (i) a ilegitimidade ativa da CSPB; (ii) a ilegitimidade ativa do SINMAGU; e (iii) a ausência de impugnação de todo o complexo normativo pertinente ao tema. Contudo, a agravante acatou o fundamento (ii) e impugnou o (i), mas nada disse acerca do item (iii) – que, por isso, subsiste íntegro. Nessas condições, é inviável o conhecimento do recurso por manifesta ausência de interesse recursal. 2. Em se tratando de um fundamento autônomo e suficiente à manutenção da decisão, a ausência de sua impugnação torna inútil o eventual provimento do recurso. Afinal, mesmo que se afirmasse a legitimidade ativa da agravante, a ação não poderia prosseguir em razão do fundamento (iii). Aplica-se, aqui, por analogia, o disposto na Súmula 283/Supremo Tribunal Federal (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”). Assim vem decidindo o Supremo Tribunal Federal: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL V O T O Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Se a decisão agravada adota dois ou mais fundamentos autônomos, suficientes para mantê-la, a ausência de impugnação de um ou de alguns deles torna inviável o agravo regimental. Aplicação analógica da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo a que se nega provimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser conhecido. Como bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, a decisão agravada negou seguimento à ação direta valendo-se de três fundamentos autônomos: (i) a ilegitimidade ativa da CSPB; (ii) a ilegitimidade ativa do SINMAGU; e (iii) a ausência de impugnação de todo o complexo normativo pertinente ao tema. Contudo, a agravante acatou o fundamento (ii) e impugnou o (i), mas nada disse acerca do item (iii) – que, por isso, subsiste íntegro. Nessas condições, é inviável o conhecimento do recurso por manifesta ausência de interesse recursal. 2. Em se tratando de um fundamento autônomo e suficiente à manutenção da decisão, a ausência de sua impugnação torna inútil o eventual provimento do recurso. Afinal, mesmo que se afirmasse a legitimidade ativa da agravante, a ação não poderia prosseguir em razão do fundamento (iii). Aplica-se, aqui, por analogia, o disposto na Súmula 283/Supremo Tribunal Federal (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”). Assim vem decidindo o Supremo Tribunal Federal: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 4036 AGR / DF “Agravos regimentais em embargos de declaração. Ação direta de inconstitucionalidade. Extemporaneidade e ausência de impugnação dos fundamentos autônomos. Precedentes da Corte. 1. O agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão atacada não pode ser conhecido. Aplicação da Súmula n 283. 2. Não se conhece dos embargos declaratórios opostos antes da publicação da decisão embargada, sendo certo que, no caso, a interposição ocorreu antes mesmo da juntada do acórdão. 3. Agravo regimental da ATRICON não-conhecido e agravo regimental do PT desprovido.” (ADI 3.255 ED-AgR/PA, Rel. Min. Menezes Direito. No mesmo sentido: ARE 677.018 AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 5.472 AgR/AC, Rel. Min. Ayres Britto; RMS 25129 AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; HC 95.074 AgR/DF, Rel. Min. Menezes Direito.) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Fica prejudicado o pedido de admissão do SINMAGU como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 4. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Supremo Tribunal Federal ADI 4036 AGR / DF “Agravos regimentais em embargos de declaração. Ação direta de inconstitucionalidade. Extemporaneidade e ausência de impugnação dos fundamentos autônomos. Precedentes da Corte. 1. O agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão atacada não pode ser conhecido. Aplicação da Súmula n 283. 2. Não se conhece dos embargos declaratórios opostos antes da publicação da decisão embargada, sendo certo que, no caso, a interposição ocorreu antes mesmo da juntada do acórdão. 3. Agravo regimental da ATRICON não-conhecido e agravo regimental do PT desprovido.” (ADI 3.255 ED-AgR/PA, Rel. Min. Menezes Direito. No mesmo sentido: ARE 677.018 AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 5.472 AgR/AC, Rel. Min. Ayres Britto; RMS 25129 AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; HC 95.074 AgR/DF, Rel. Min. Menezes Direito.) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Fica prejudicado o pedido de admissão do SINMAGU como assistente litisconsorcial ou amicus curiae. 4. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, neste caso, temos, quando não há o ataque a todos os fundamentos, desprovido o regimental. É o problema da terminologia, porque, em vez de não conhecermos – como se trata de regimental, e a matéria é de fundo, o não ataque aos dois fundamentos –, caminhamos para o desprovimento. Na Primeira Turma, temos decidido assim e penso que, na Segunda, também. Seria apenas, em vez de não conhecimento, o desprovimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não tem problema, nego provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803934. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, neste caso, temos, quando não há o ataque a todos os fundamentos, desprovido o regimental. É o problema da terminologia, porque, em vez de não conhecermos – como se trata de regimental, e a matéria é de fundo, o não ataque aos dois fundamentos –, caminhamos para o desprovimento. Na Primeira Turma, temos decidido assim e penso que, na Segunda, também. Seria apenas, em vez de não conhecimento, o desprovimento. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Não tem problema, nego provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) : JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: Retirado de mesa em face da aposentadoria do Relator. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 26.11.2012. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805636 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.036 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL - CSPB LIT.ATIV.(A/S) : SINDICATO NACIONAL DOS MEMBROS DA ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - SINMAGU ADV.(A/S) : JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: Retirado de mesa em face da aposentadoria do Relator. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 26.11.2012. Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805636 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 036", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 036", "ADI 4036 AGR / DF", "ADI 1 . 442", "ADI 1 . 953", "ADI 1 . 904 - QO", "ADI 797", "ADI 1 . 795", "ADI 4036 AGR / DF", "ADI 1 . 442", "ADI 1 . 953", "ADI 1 . 904 - QO", "ADI 797", "ADI 1 . 795", "ADI 4036 AGR / DF", "ADI 3 . 506 - AgR", "ADI 1 . 508 - MC", "ADI 54", "ADI 1 . 343 - MC", "ADI 324", "ADI 444", "ADI 1 . 409", "ADI 1 . 471", "ADI 1 . 565", "ADI 1 . 532", "ADI 2 . 368", "ADI 2 . 685", "ADI 3 . 906", "ADI 3 . 805", "ADI 928", "ADI 4036 AGR", "ADI 3 . 506 - AgR", "ADI 1 . 508 - MC", "ADI 54", "ADI 1 . 343 - MC", "ADI 324", "ADI 444", "ADI 1 . 409", "ADI 1 . 471", "ADI 1 . 565", "ADI 1 . 532", "ADI 2 . 368", "ADI 2 . 685", "ADI 3 . 906", "ADI 3 . 805", "ADI 928", "ADI 4036 AGR / DF", "ADI 3 . 148", "ADI 2 . 133", "ADI", "ADI 4036 AGR / DF", "ADI 3 . 148", "ADI 2 . 133", "ADI", "ADI 4036 AGR / DF 1 . 187", "ADI 1 . 912", 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Medida Provisória n 2 . 229", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 12 da Lei n 9 . 868 / 99", "inciso IX do art . 103 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 12 da Lei n 9 . 868 / 99", "inciso IX do art . 103 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da Constituição da República", "art . 103 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da Constituição da República", "art . 103 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 da Lei n 9 . 651 / 98", "art . 6 . . . da Lei n 11 . 890", "art . 103 , IX , primeira parte , da Constituição", "Lei n 9 . 868 / 99 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 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Brasil", "UNAFE", "União", "União", "SINMAGU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União dos Advogados Públicos Federais do Brasil", "UNAFE", "União", "União", "SINMAGU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia - Geral da União", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato Nacional dos Membros da Advocacia - Geral da União", "Confederação dos Servidores Públicos do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", 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"Sepúlveda Pertence", "Sydney Sanches", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "Néri da Silveira", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Sydney Sanches", "Sepúlveda Pertence", "Sydney Sanches", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Maurício Corrêa", "Marco Aurélio", "Maurício Corrêa", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Eros Grau", "Menezes Direito", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Eros Grau", "Menezes Direito", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "ROBERTO BARROSO", "JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "10 de fevereiro de 1993", "06 de setembro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "10 de fevereiro de 1993", "06 de setembro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de dezembro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE Nº 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 780297 AGR / RN A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula 280 desta Corte. Precedentes: ARE 780.764-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 6/2/2014, ARE 783.756, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/12/2013 . 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula 280 desta Corte. Precedentes: ARE 780.764-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 6/2/2014, ARE 783.756, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/12/2013 . 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 780297 AGR / RN (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Da leitura deste dispositivo, sobressai evidente que se mostra perfeitamente cabível a formulação de pleitos, via recurso extraordinário, com o objetivo de obter a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de determinada interpretação judicial, toda vez que, na aplicação da legislação estadual, o órgão judicante desrespeitar a Constituição Federal. Obviamente, que, o Supremo Tribunal Federal, para que possa dirimir tal controvérsia, deverá voltar seus olhos para legislação estadual, pois não se mostra possível exercer o respectivo controle de constitucionalidade das decisões judiciais controvertidas em face da Constituição Federal sem que se entenda e se determine o alcance das normas locais, cuja validade ou aplicabilidade se busca determinar. […] Consoante se observa, a ofensa ao texto constitucional se dá de forma direta e frontal, não se aplicando à hipótese vertente o óbice da Súmula 280/STF, porquanto constitui entendimento pacífico dessa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Da leitura deste dispositivo, sobressai evidente que se mostra perfeitamente cabível a formulação de pleitos, via recurso extraordinário, com o objetivo de obter a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de determinada interpretação judicial, toda vez que, na aplicação da legislação estadual, o órgão judicante desrespeitar a Constituição Federal. Obviamente, que, o Supremo Tribunal Federal, para que possa dirimir tal controvérsia, deverá voltar seus olhos para legislação estadual, pois não se mostra possível exercer o respectivo controle de constitucionalidade das decisões judiciais controvertidas em face da Constituição Federal sem que se entenda e se determine o alcance das normas locais, cuja validade ou aplicabilidade se busca determinar. […] Consoante se observa, a ofensa ao texto constitucional se dá de forma direta e frontal, não se aplicando à hipótese vertente o óbice da Súmula 280/STF, porquanto constitui entendimento pacífico dessa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 780297 AGR / RN Corte que a pretensão de declaração de inconstitucionalidade de norma estadual em face da Constituição Federal é passível de conhecimento no âmbito do recurso extraordinário.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN Corte que a pretensão de declaração de inconstitucionalidade de norma estadual em face da Constituição Federal é passível de conhecimento no âmbito do recurso extraordinário.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme já destacado na decisão recorrida, a controvérsia foi decidida à luz de interpretação de norma local, qual seja, a Lei Complementar n. 432/2010. Incide, in casu, o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: " Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ". Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema ora versado, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki, do qual podemos destacar o seguinte trecho: “Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a controvérsia acerca da concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar 101/2000 e Lei Complementar Estadual 432/2010).”. Ressalte-se, por oportuno, que essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme já destacado na decisão recorrida, a controvérsia foi decidida à luz de interpretação de norma local, qual seja, a Lei Complementar n. 432/2010. Incide, in casu, o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: " Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ". Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema ora versado, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki, do qual podemos destacar o seguinte trecho: “Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a controvérsia acerca da concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar 101/2000 e Lei Complementar Estadual 432/2010).”. Ressalte-se, por oportuno, que essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 780297 AGR / RN § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071090 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071090 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6113720
2014-05-27T00:00:00
2014-06-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE Nº 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur267121
- Acórdão(s) citado(s): (REAJUSTE, VENCIMENTO, SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL) ARE 792107 RG. Número de páginas: 8. Análise: 16/06/2014, AUR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
780297
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000432 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA, RN" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 780297 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. ARE n 792.107. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 780297 AGR / RN A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula 280 desta Corte. Precedentes: ARE 780.764-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe de 6/2/2014, ARE 783.756, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/12/2013 . 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR ESTADUAL. REAJUSTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 432/2010. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O reajuste instituído pela Lei Complementar Estadual 432/2010, quando sub judice a controvérsia sobre sua implementação, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário, em face do óbice da Súmula 280 desta Corte. Precedentes: ARE 780.764-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe de 6/2/2014, ARE 783.756, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 12/12/2013 . 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 780297 AGR / RN (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Da leitura deste dispositivo, sobressai evidente que se mostra perfeitamente cabível a formulação de pleitos, via recurso extraordinário, com o objetivo de obter a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de determinada interpretação judicial, toda vez que, na aplicação da legislação estadual, o órgão judicante desrespeitar a Constituição Federal. Obviamente, que, o Supremo Tribunal Federal, para que possa dirimir tal controvérsia, deverá voltar seus olhos para legislação estadual, pois não se mostra possível exercer o respectivo controle de constitucionalidade das decisões judiciais controvertidas em face da Constituição Federal sem que se entenda e se determine o alcance das normas locais, cuja validade ou aplicabilidade se busca determinar. […] Consoante se observa, a ofensa ao texto constitucional se dá de forma direta e frontal, não se aplicando à hipótese vertente o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, porquanto constitui entendimento pacífico dessa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PRELIMINAR DE DECADÊNCIA. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR N. 432/2010. OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E ÓBICE NO LIMITE PRUDENCIAL PREVISTO NA LEI DE RESPONSABIILIDADE FISCAL. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO ASSEGURADO POR LEI. PRECEDENTES DA CORTE E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA.” 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Da leitura deste dispositivo, sobressai evidente que se mostra perfeitamente cabível a formulação de pleitos, via recurso extraordinário, com o objetivo de obter a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de determinada interpretação judicial, toda vez que, na aplicação da legislação estadual, o órgão judicante desrespeitar a Constituição Federal. Obviamente, que, o Supremo Tribunal Federal, para que possa dirimir tal controvérsia, deverá voltar seus olhos para legislação estadual, pois não se mostra possível exercer o respectivo controle de constitucionalidade das decisões judiciais controvertidas em face da Constituição Federal sem que se entenda e se determine o alcance das normas locais, cuja validade ou aplicabilidade se busca determinar. […] Consoante se observa, a ofensa ao texto constitucional se dá de forma direta e frontal, não se aplicando à hipótese vertente o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, porquanto constitui entendimento pacífico dessa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 780297 AGR / RN Corte que a pretensão de declaração de inconstitucionalidade de norma estadual em face da Constituição Federal é passível de conhecimento no âmbito do recurso extraordinário.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN Corte que a pretensão de declaração de inconstitucionalidade de norma estadual em face da Constituição Federal é passível de conhecimento no âmbito do recurso extraordinário.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme já destacado na decisão recorrida, a controvérsia foi decidida à luz de interpretação de norma local, qual seja, a Lei Complementar n. 432/2010. Incide, in casu, o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: " Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ". Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema ora versado, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki, do qual podemos destacar o seguinte trecho: “Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a controvérsia acerca da concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar 101/2000 e Lei Complementar Estadual 432/2010).”. Ressalte-se, por oportuno, que essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme já destacado na decisão recorrida, a controvérsia foi decidida à luz de interpretação de norma local, qual seja, a Lei Complementar n. 432/2010. Incide, in casu, o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: " Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ". Aliás, outro não foi o entendimento do Supremo ao afirmar a inexistência de repercussão geral do tema ora versado, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 792.107, Rel. Min. Teori Zavascki, do qual podemos destacar o seguinte trecho: “Não há matéria constitucional a ser analisada. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a controvérsia acerca da concessão do reajuste de vencimentos aos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Lei Complementar 101/2000 e Lei Complementar Estadual 432/2010).”. Ressalte-se, por oportuno, que essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 780297 AGR / RN § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Supremo Tribunal Federal ARE 780297 AGR / RN § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6028405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071090 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 780.297 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071090 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CORTE", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CORTE", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARIA DA SILVA", "OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARIA DA SILVA", "OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "MARIA DA SILVA", "OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARIA DA SILVA", "OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MARIA DA SILVA", "OTACÍLIO CASSIANO DO NASCIMENTO NETO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "6", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "6", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. INADMISSIBILIDADE DO WRIT. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. RECURSO PENDENTE NO TRIBUNAL ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática - em que não conhecido anterior habeas corpus-, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. Não evidenciada flagrante ilegalidade ou abuso de poder no ato apontado como coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício. 3. Inviável a análise do pedido pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 122718 / SP Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Marcos José Leme e outra em favor de Patrícia Gimenez Zocchio contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. O Juízo de Direito da Vara Única de Porangaba/SP condenou a paciente à pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, c/c art. 40, III, ambos da Lei 11.343/2006), por ter sido surpreendida, nas dependências da Penitenciária Nelson Vieira, a portar 225 g (duzentos e vinte e cinco gramas) de cocaína e 54,80 g (cinquenta e quatro gramas e oitenta decigramas) de maconha. Inconformada, a Defesa manejou recurso de apelação e, concomitantemente, impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ato contínuo, a Corte Estadual não conheceu do writ forte na inviabilidade do reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus. Naquela ocasião, ainda restou consignado que a matéria seria oportunamente apreciada no julgamento do recurso de apelação. Contra tal decisão, impetrado o HC 274.883/SP ao Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, não conheceu do writ ao fundamento da supressão de instância. Ao final, salientou a Corte Superior que, inobstante o julgamento superveniente do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça, pendente, ainda, de exame Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Marcos José Leme e outra em favor de Patrícia Gimenez Zocchio contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. O Juízo de Direito da Vara Única de Porangaba/SP condenou a paciente à pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, c/c art. 40, III, ambos da Lei 11.343/2006), por ter sido surpreendida, nas dependências da Penitenciária Nelson Vieira, a portar 225 g (duzentos e vinte e cinco gramas) de cocaína e 54,80 g (cinquenta e quatro gramas e oitenta decigramas) de maconha. Inconformada, a Defesa manejou recurso de apelação e, concomitantemente, impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ato contínuo, a Corte Estadual não conheceu do writ forte na inviabilidade do reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus. Naquela ocasião, ainda restou consignado que a matéria seria oportunamente apreciada no julgamento do recurso de apelação. Contra tal decisão, impetrado o HC 274.883/SP ao Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, não conheceu do writ ao fundamento da supressão de instância. Ao final, salientou a Corte Superior que, inobstante o julgamento superveniente do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça, pendente, ainda, de exame Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 122718 / SP recurso de embargos infringentes opostos pela Defesa. Nesse habeas corpus, os Impetrantes reputam inidônea a exasperação da pena-base e a aplicação do benefício do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 em seu patamar mínimo. Sustentam a ocorrência de bis in idem decorrente da valoração da natureza e da quantidade da droga em momentos distintos da dosimetria da pena. Apontam, ainda, ser o caso de imposição do regime inicial diverso do fechado. Requerem a reavaliação da dosimetria da pena, com o reajuste da pena-base em seu mínimo, a aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo e a fixação do regime de cumprimento a pena menos severo. Em 23.6.2014, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocuradora-Geral Claudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do habeas corpus, e, se conhecido, pela concessão parcial da ordem “para que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria da pena considerando a natureza e a quantidade da droga apreendida como circunstância desfavorável à paciente em apenas uma das fases, fixando o regime prisional adequado, nos moldes do art. 33 do Código Penal”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP recurso de embargos infringentes opostos pela Defesa. Nesse habeas corpus, os Impetrantes reputam inidônea a exasperação da pena-base e a aplicação do benefício do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 em seu patamar mínimo. Sustentam a ocorrência de bis in idem decorrente da valoração da natureza e da quantidade da droga em momentos distintos da dosimetria da pena. Apontam, ainda, ser o caso de imposição do regime inicial diverso do fechado. Requerem a reavaliação da dosimetria da pena, com o reajuste da pena-base em seu mínimo, a aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo e a fixação do regime de cumprimento a pena menos severo. Em 23.6.2014, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocuradora-Geral Claudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do habeas corpus, e, se conhecido, pela concessão parcial da ordem “para que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria da pena considerando a natureza e a quantidade da droga apreendida como circunstância desfavorável à paciente em apenas uma das fases, fixando o regime prisional adequado, nos moldes do art. 33 do Código Penal”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente habeas corpus a revisão da dosimetria da pena cominada à paciente, em especial diante da exasperação da pena-base e do patamar de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, a traduzirem, no entender dos impetrantes, indevido bis in idem. A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ. Nesse sentido, colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. FUNDAMENTAÇÃO AUTÔNOMA E SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. ANÁLISE DAS QUESTÕES DE FUNDO DO RECURSO ESPECIAL: NÃO CABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. (...) 6. A jurisprudência predominante neste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a decisão possibilitadora do habeas corpus não seria aquela que indeferiu monocraticamente o recurso sem analisar a questão de direito, mas sim aquela proferida pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de eventual e consecutivo agravo regimental - exigência que visa ao esgotamento da jurisdição e à esquiva da indevida supressão de instância” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente habeas corpus a revisão da dosimetria da pena cominada à paciente, em especial diante da exasperação da pena-base e do patamar de diminuição da pena do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, a traduzirem, no entender dos impetrantes, indevido bis in idem. A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ. Nesse sentido, colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. FUNDAMENTAÇÃO AUTÔNOMA E SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. ANÁLISE DAS QUESTÕES DE FUNDO DO RECURSO ESPECIAL: NÃO CABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. (...) 6. A jurisprudência predominante neste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a decisão possibilitadora do habeas corpus não seria aquela que indeferiu monocraticamente o recurso sem analisar a questão de direito, mas sim aquela proferida pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de eventual e consecutivo agravo regimental - exigência que visa ao esgotamento da jurisdição e à esquiva da indevida supressão de instância” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 122718 / SP 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.5.2010). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus não conhecido, cassada a medida liminar deferida.” (HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 03.02.2014). Ademais, o caminho trilhado traduz na verdade a adoção incabível de verdadeiros atalhos processuais, considerada a submissão concomitante da matéria, desde a origem, à via estreita do habeas corpus e ao reexame do Tribunal de Justiça em apelação criminal, recurso adequado ao amplo debate da dosimetria da pena. Ressalto que ao julgamento do aludido recurso de apelação, deu-se parcial provimento ao apelo ministerial, para redimensionar a pena para 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Contra o acórdão de apelação, a Defesa interpôs embargos infringentes, pendentes ainda de apreciação. Nessa perspectiva, o Superior Tribunal de Justiça, na decisão monocrática combatida, enfatizou que “o Tribunal de origem postergou a reforma da sentença para o momento do julgamento do recurso de apelação defensivo”, que “já foi julgado pela Corte Estadual, estando pendente, ainda, o exame de embargos infringentes opostos pela Defesa, conforme extrato obtido no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça”. Assim, não se evidencia flagrante ilegalidade ou abuso de poder no pretenso ato coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício, ainda pendente de apreciação, de resto, recurso de embargos infringentes sobre a dosimetria da pena, cujo alcance não cabe a esta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.5.2010). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus não conhecido, cassada a medida liminar deferida.” (HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 03.02.2014). Ademais, o caminho trilhado traduz na verdade a adoção incabível de verdadeiros atalhos processuais, considerada a submissão concomitante da matéria, desde a origem, à via estreita do habeas corpus e ao reexame do Tribunal de Justiça em apelação criminal, recurso adequado ao amplo debate da dosimetria da pena. Ressalto que ao julgamento do aludido recurso de apelação, deu-se parcial provimento ao apelo ministerial, para redimensionar a pena para 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Contra o acórdão de apelação, a Defesa interpôs embargos infringentes, pendentes ainda de apreciação. Nessa perspectiva, o Superior Tribunal de Justiça, na decisão monocrática combatida, enfatizou que “o Tribunal de origem postergou a reforma da sentença para o momento do julgamento do recurso de apelação defensivo”, que “já foi julgado pela Corte Estadual, estando pendente, ainda, o exame de embargos infringentes opostos pela Defesa, conforme extrato obtido no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça”. Assim, não se evidencia flagrante ilegalidade ou abuso de poder no pretenso ato coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício, ainda pendente de apreciação, de resto, recurso de embargos infringentes sobre a dosimetria da pena, cujo alcance não cabe a esta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 122718 / SP Suprema Corte perquirir per saltum. Dessa forma, como reiteradamente pontuado, inviável a análise do pedido, por ora, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância, Nessa linha, os seguintes precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007. Em síntese, a impetração do habeas corpus em substituição ao recurso apropriado e a impossibilidade de indevida supressão de instância inviabilizam o enfrentamento da dosimetria da pena. Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem resolução de mérito. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP Suprema Corte perquirir per saltum. Dessa forma, como reiteradamente pontuado, inviável a análise do pedido, por ora, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância, Nessa linha, os seguintes precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007. Em síntese, a impetração do habeas corpus em substituição ao recurso apropriado e a impossibilidade de indevida supressão de instância inviabilizam o enfrentamento da dosimetria da pena. Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem resolução de mérito. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 122.718 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) : MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623672 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 122.718 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) : MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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2014-08-19T00:00:00
2014-09-03T00:00:00
A Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. INADMISSIBILIDADE DO WRIT. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. RECURSO PENDENTE NO TRIBUNAL ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática - em que não conhecido anterior habeas corpus-, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. Não evidenciada flagrante ilegalidade ou abuso de poder no ato apontado como coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício. 3. Inviável a análise do pedido pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito.
sjur275160
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 90902 (1ªT), HC 95978 AgR (1ªT), HC 104167 (1ªT), HC 105501 (1ªT), HC 108778 (1ªT), HC 116567 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 16/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
122718
null
HC
acordaos
HC 122718
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PACTE.(S) : PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) : MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. INADMISSIBILIDADE DO WRIT. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. RECURSO PENDENTE NO TRIBUNAL ESTADUAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática - em que não conhecido anterior habeas corpus-, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou. Precedentes. 2. Não evidenciada flagrante ilegalidade ou abuso de poder no ato apontado como coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício. 3. Inviável a análise do pedido pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 122718 / SP Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590069. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Marcos José Leme e outra em favor de Patrícia Gimenez Zocchio contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. O Juízo de Direito da Vara Única de Porangaba/SP condenou a paciente à pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, c/c art. 40, III, ambos da Lei 11.343/2006), por ter sido surpreendida, nas dependências da Penitenciária Nelson Vieira, a portar 225 g (duzentos e vinte e cinco gramas) de cocaína e 54,80 g (cinquenta e quatro gramas e oitenta decigramas) de maconha. Inconformada, a Defesa manejou recurso de apelação e, concomitantemente, impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ato contínuo, a Corte Estadual não conheceu do writ forte na inviabilidade do reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus. Naquela ocasião, ainda restou consignado que a matéria seria oportunamente apreciada no julgamento do recurso de apelação. Contra tal decisão, impetrado o HC 274.883/SP ao Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, não conheceu do writ ao fundamento da supressão de instância. Ao final, salientou a Corte Superior que, inobstante o julgamento superveniente do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça, pendente, ainda, de exame Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) :MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Marcos José Leme e outra em favor de Patrícia Gimenez Zocchio contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. O Juízo de Direito da Vara Única de Porangaba/SP condenou a paciente à pena de 04 (quatro) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, c/c art. 40, III, ambos da Lei 11.343/2006), por ter sido surpreendida, nas dependências da Penitenciária Nelson Vieira, a portar 225 g (duzentos e vinte e cinco gramas) de cocaína e 54,80 g (cinquenta e quatro gramas e oitenta decigramas) de maconha. Inconformada, a Defesa manejou recurso de apelação e, concomitantemente, impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ato contínuo, a Corte Estadual não conheceu do writ forte na inviabilidade do reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus. Naquela ocasião, ainda restou consignado que a matéria seria oportunamente apreciada no julgamento do recurso de apelação. Contra tal decisão, impetrado o HC 274.883/SP ao Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, não conheceu do writ ao fundamento da supressão de instância. Ao final, salientou a Corte Superior que, inobstante o julgamento superveniente do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça, pendente, ainda, de exame Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 122718 / SP recurso de embargos infringentes opostos pela Defesa. Nesse habeas corpus, os Impetrantes reputam inidônea a exasperação da pena-base e a aplicação do benefício do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 em seu patamar mínimo. Sustentam a ocorrência de bis in idem decorrente da valoração da natureza e da quantidade da droga em momentos distintos da dosimetria da pena. Apontam, ainda, ser o caso de imposição do regime inicial diverso do fechado. Requerem a reavaliação da dosimetria da pena, com o reajuste da pena-base em seu mínimo, a aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo e a fixação do regime de cumprimento a pena menos severo. Em 23.6.2014, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocuradora-Geral Claudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do habeas corpus, e, se conhecido, pela concessão parcial da ordem “para que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria da pena considerando a natureza e a quantidade da droga apreendida como circunstância desfavorável à paciente em apenas uma das fases, fixando o regime prisional adequado, nos moldes do art. 33 do Código Penal”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP recurso de embargos infringentes opostos pela Defesa. Nesse habeas corpus, os Impetrantes reputam inidônea a exasperação da pena-base e a aplicação do benefício do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 em seu patamar mínimo. Sustentam a ocorrência de bis in idem decorrente da valoração da natureza e da quantidade da droga em momentos distintos da dosimetria da pena. Apontam, ainda, ser o caso de imposição do regime inicial diverso do fechado. Requerem a reavaliação da dosimetria da pena, com o reajuste da pena-base em seu mínimo, a aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 em seu patamar máximo e a fixação do regime de cumprimento a pena menos severo. Em 23.6.2014, indeferi a liminar. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocuradora-Geral Claudia Sampaio Marques, opina pelo não conhecimento do habeas corpus, e, se conhecido, pela concessão parcial da ordem “para que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria da pena considerando a natureza e a quantidade da droga apreendida como circunstância desfavorável à paciente em apenas uma das fases, fixando o regime prisional adequado, nos moldes do art. 33 do Código Penal”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente habeas corpus a revisão da dosimetria da pena cominada à paciente, em especial diante da exasperação da pena-base e do patamar de diminuição da pena do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, a traduzirem, no entender dos impetrantes, indevido bis in idem. A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ. Nesse sentido, colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. FUNDAMENTAÇÃO AUTÔNOMA E SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. ANÁLISE DAS QUESTÕES DE FUNDO DO RECURSO ESPECIAL: NÃO CABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. (...) 6. A jurisprudência predominante neste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a decisão possibilitadora do habeas corpus não seria aquela que indeferiu monocraticamente o recurso sem analisar a questão de direito, mas sim aquela proferida pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de eventual e consecutivo agravo regimental - exigência que visa ao esgotamento da jurisdição e à esquiva da indevida supressão de instância” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 122.718 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Objetiva o presente habeas corpus a revisão da dosimetria da pena cominada à paciente, em especial diante da exasperação da pena-base e do patamar de diminuição da pena do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, a traduzirem, no entender dos impetrantes, indevido bis in idem. A impetração se fez contra decisão monocrática, da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 274.883/SP. Há óbice, pois, a seu conhecimento, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça. O ato impugnado é mera decisão monocrática e não o resultado de julgamento colegiado. Caberia à Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, o manejo de agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado. Não o tendo feito, resulta inadmissível o presente writ. Nesse sentido, colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. FUNDAMENTAÇÃO AUTÔNOMA E SUFICIENTE DA DECISÃO AGRAVADA. ANÁLISE DAS QUESTÕES DE FUNDO DO RECURSO ESPECIAL: NÃO CABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. (...) 6. A jurisprudência predominante neste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a decisão possibilitadora do habeas corpus não seria aquela que indeferiu monocraticamente o recurso sem analisar a questão de direito, mas sim aquela proferida pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça no julgamento de eventual e consecutivo agravo regimental - exigência que visa ao esgotamento da jurisdição e à esquiva da indevida supressão de instância” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 122718 / SP 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.5.2010). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus não conhecido, cassada a medida liminar deferida.” (HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 03.02.2014). Ademais, o caminho trilhado traduz na verdade a adoção incabível de verdadeiros atalhos processuais, considerada a submissão concomitante da matéria, desde a origem, à via estreita do habeas corpus e ao reexame do Tribunal de Justiça em apelação criminal, recurso adequado ao amplo debate da dosimetria da pena. Ressalto que ao julgamento do aludido recurso de apelação, deu-se parcial provimento ao apelo ministerial, para redimensionar a pena para 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Contra o acórdão de apelação, a Defesa interpôs embargos infringentes, pendentes ainda de apreciação. Nessa perspectiva, o Superior Tribunal de Justiça, na decisão monocrática combatida, enfatizou que “o Tribunal de origem postergou a reforma da sentença para o momento do julgamento do recurso de apelação defensivo”, que “já foi julgado pela Corte Estadual, estando pendente, ainda, o exame de embargos infringentes opostos pela Defesa, conforme extrato obtido no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça”. Assim, não se evidencia flagrante ilegalidade ou abuso de poder no pretenso ato coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício, ainda pendente de apreciação, de resto, recurso de embargos infringentes sobre a dosimetria da pena, cujo alcance não cabe a esta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP 95.978-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.5.2010). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus não conhecido, cassada a medida liminar deferida.” (HC 116.567/MG, Relator para acórdão Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 03.02.2014). Ademais, o caminho trilhado traduz na verdade a adoção incabível de verdadeiros atalhos processuais, considerada a submissão concomitante da matéria, desde a origem, à via estreita do habeas corpus e ao reexame do Tribunal de Justiça em apelação criminal, recurso adequado ao amplo debate da dosimetria da pena. Ressalto que ao julgamento do aludido recurso de apelação, deu-se parcial provimento ao apelo ministerial, para redimensionar a pena para 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Contra o acórdão de apelação, a Defesa interpôs embargos infringentes, pendentes ainda de apreciação. Nessa perspectiva, o Superior Tribunal de Justiça, na decisão monocrática combatida, enfatizou que “o Tribunal de origem postergou a reforma da sentença para o momento do julgamento do recurso de apelação defensivo”, que “já foi julgado pela Corte Estadual, estando pendente, ainda, o exame de embargos infringentes opostos pela Defesa, conforme extrato obtido no sítio eletrônico do Tribunal de Justiça”. Assim, não se evidencia flagrante ilegalidade ou abuso de poder no pretenso ato coator a justificar a excepcional concessão da ordem de ofício, ainda pendente de apreciação, de resto, recurso de embargos infringentes sobre a dosimetria da pena, cujo alcance não cabe a esta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 122718 / SP Suprema Corte perquirir per saltum. Dessa forma, como reiteradamente pontuado, inviável a análise do pedido, por ora, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância, Nessa linha, os seguintes precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007. Em síntese, a impetração do habeas corpus em substituição ao recurso apropriado e a impossibilidade de indevida supressão de instância inviabilizam o enfrentamento da dosimetria da pena. Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem resolução de mérito. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Supremo Tribunal Federal HC 122718 / SP Suprema Corte perquirir per saltum. Dessa forma, como reiteradamente pontuado, inviável a análise do pedido, por ora, pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância, Nessa linha, os seguintes precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007. Em síntese, a impetração do habeas corpus em substituição ao recurso apropriado e a impossibilidade de indevida supressão de instância inviabilizam o enfrentamento da dosimetria da pena. Ante o exposto, voto pela extinção do presente habeas corpus sem resolução de mérito. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6590071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 122.718 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) : MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623672 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 122.718 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO IMPTE.(S) : MARCOS JOSÉ LEME E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 274.883 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC n 274 . 883 DO SUPERIOR", "HC 122718 / SP", "HC 122718 / SP", "HABEAS CORPUS 122 . 718 SÃO", "HC n 274 . 883", "HC 274 . 883 / SP", "HC 274 . 883 / SP", "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC n 274 . 883", "HC 274 . 883 / SP", "HC 274 . 883 / SP", "HC 122718 / SP", "HC 122718 / SP", "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC 274 . 883 / SP", "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC 274 . 883 / SP", "HC 122718 / SP 95 . 978 - AgR", "HC 113 . 186", "HC 116 . 567 / MG", "HC 122718 / SP 95 . 978 -", "HC 113 . 186", "HC 116 . 567 / MG", "HC 122718 / SP", "HC 108 . 778 / SP", "HC 104 . 167 / SP", "HC 105 . 501", "HC 90 . 902 / RS", "HC 122718 / SP", "HC 108 . 778 / SP", "HC 104 . 167 /", "HC 105 . 501", "HC 90 . 902 / RS", "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC n 274 . 883 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 122 . 718", "HC n 274 . 883 DO SUPERIOR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , c / c art . 40 , III , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , c / c art . 40 , III , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 do Código Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da", "Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 do Código Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "Vara Única de Porangaba / SP", "Penitenciária Nelson Vieira", "SÃO PAULO", "Vara Única de Porangaba / SP", "Penitenciária Nelson Vieira", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MARCOS JOSÉ LEME", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO", "MARCOS JOSÉ LEME", "Rosa Weber", "Marcos José Leme", "Patrícia Gimenez Zocchio", "Laurita Vaz", "Laurita Vaz", "ROSA WEBER", "MARCOS JOSÉ LEME", "Rosa Weber", "Marcos José Leme", "Patrícia Gimenez Zocchio", "Laurita Vaz", "Laurita Vaz", "Claudia Sampaio Marques", "Claudia Sampaio Marques", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Laurita Vaz", "Rosa Weber", "Laurita Vaz", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "PATRÍCIA GIMENEZ ZOCCHIO", "MARCOS JOSÉ LEME", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "MARCOS JOSÉ LEME", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2010", "03", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2010", "03", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "8", ".", "2011", "3", ".", "5", ".", "2011", "13", ".", "4", ".", "2011", "22", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "8", ".", "2011", "3", ".", "5", ".", "2011", "13", ".", "4", ".", "2011", "22", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "/", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 781423 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Artur Lopes Miranda interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Artur Lopes Miranda interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. EX-CELETISTA. REVISÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. CÔMPUTO ESPECIAL DO TEMPO DE SERVIÇO. ATIVIDADE INSALUBRE. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA LEI 8.112/90. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. DECRETO 20.910/32. 1. A pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996, para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Artur Lopes Miranda interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Artur Lopes Miranda interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. EX-CELETISTA. REVISÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. CÔMPUTO ESPECIAL DO TEMPO DE SERVIÇO. ATIVIDADE INSALUBRE. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA LEI 8.112/90. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. DECRETO 20.910/32. 1. A pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996, para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei nº 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no qüinqüênio anterior à propositura da ação. 2. Conforme entendimento sedimentado doutrinária e jurisprudencialmente regulam-se os prazos prescricionais pelo princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no momento da violação do direito à prestação pretendida, sendo que ‘fluído o qüinqüênio, sem que o funcionário tenha exercido sua pretensão, nem tendo a Administração praticado qualquer ato contrário a essa pretensão, prescrito está o fundo de direito e não só as prestações vencidas naquele prazo’ (STJ, REsp nº 441655/PB, STF, RE nº 110.419/SP, RE nº 111.020/SP). 3. A pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1º do Decreto nº 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria (STJ, AGRESP 1022505). 4. Constatando-se que o autor não aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito, não lhe socorrendo o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto. 5. Recurso da UNIÃO e remessa necessária providos. Sentença reformada. Pedido improcedente. Recurso do autor prejudicado’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Sustenta o agravante, nas razões do recurso extraordinário, que ‘o acórdão recorrido violou diretamente o inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1º do Decreto nº 20.910/32, eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei nº 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no qüinqüênio anterior à propositura da ação. 2. Conforme entendimento sedimentado doutrinária e jurisprudencialmente regulam-se os prazos prescricionais pelo princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no momento da violação do direito à prestação pretendida, sendo que ‘fluído o qüinqüênio, sem que o funcionário tenha exercido sua pretensão, nem tendo a Administração praticado qualquer ato contrário a essa pretensão, prescrito está o fundo de direito e não só as prestações vencidas naquele prazo’ (STJ, REsp nº 441655/PB, STF, RE nº 110.419/SP, RE nº 111.020/SP). 3. A pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1º do Decreto nº 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria (STJ, AGRESP 1022505). 4. Constatando-se que o autor não aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito, não lhe socorrendo o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto. 5. Recurso da UNIÃO e remessa necessária providos. Sentença reformada. Pedido improcedente. Recurso do autor prejudicado’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Sustenta o agravante, nas razões do recurso extraordinário, que ‘o acórdão recorrido violou diretamente o inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1º do Decreto nº 20.910/32, eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação, como se observa da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação, como se observa da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 847.196/RS-AgR, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 847.196/RS-AgR, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/12). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: AI n° 734.798/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/10/10 e AI n° 740.496/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o que se discute no Recurso Extraordinário (...) é matéria exclusivamente de direito, qual seja, o reconhecimento pela 8º Turma Especializada do TRF da 2ª Região da prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1º do Decreto nº 20.910/32, em frontal violação ao enunciado da Súmula 85 do STJ e ao dispositivo constitucional constante do artigo 5º, inciso XXXV da Constituição eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação. (…) (…) deverá esse Colendo Supremo Tribunal Federal reformar o acórdão da Oitava Turma Especializada do TRF da 2ª Região, para que não seja reconhecido o instituto da PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO, eis que esse entendimento viola o Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional, previsto no artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/12). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: AI n° 734.798/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/10/10 e AI n° 740.496/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o que se discute no Recurso Extraordinário (...) é matéria exclusivamente de direito, qual seja, o reconhecimento pela 8º Turma Especializada do TRF da 2ª Região da prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1º do Decreto nº 20.910/32, em frontal violação ao enunciado da Súmula 85 do STJ e ao dispositivo constitucional constante do artigo 5º, inciso XXXV da Constituição eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação. (…) (…) deverá esse Colendo Supremo Tribunal Federal reformar o acórdão da Oitava Turma Especializada do TRF da 2ª Região, para que não seja reconhecido o instituto da PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO, eis que esse entendimento viola o Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional, previsto no artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que não houve a alegada violação do art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que a agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias aos seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que não houve a alegada violação do art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que a agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias aos seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CF/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI Nº 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis nºs 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Consoante relatado, a pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 (fls. 02) dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996 (fls. 27 e 53/55), para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei nº 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no quinquênio anterior à propositura da ação. (...) Nas relações jurídicas envolvendo a Administração (...) [s]e esta, devendo agir de ofício, pratica o ato com exclusão do interessado, não lhe concedendo a vantagem determinada pela legislação pertinente – o que implica negativa implícita – ou ainda, se indefere expressamente pedido manejado pelo servidor, ter-se-á a negação do próprio direito, fixando-se aí o termo inicial da prescrição, o que dá azo à prescrição do fundo de direito, por se tratar de modificação inerente à natureza do vínculo havido entre os sujeitos, pertinente a uma situação jurídica. (…) Não se trata, assim, de relação jurídica de trato sucessivo referente à simples conversão e averbação de tempo de serviço, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Consoante relatado, a pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 (fls. 02) dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996 (fls. 27 e 53/55), para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei nº 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no quinquênio anterior à propositura da ação. (...) Nas relações jurídicas envolvendo a Administração (...) [s]e esta, devendo agir de ofício, pratica o ato com exclusão do interessado, não lhe concedendo a vantagem determinada pela legislação pertinente – o que implica negativa implícita – ou ainda, se indefere expressamente pedido manejado pelo servidor, ter-se-á a negação do próprio direito, fixando-se aí o termo inicial da prescrição, o que dá azo à prescrição do fundo de direito, por se tratar de modificação inerente à natureza do vínculo havido entre os sujeitos, pertinente a uma situação jurídica. (…) Não se trata, assim, de relação jurídica de trato sucessivo referente à simples conversão e averbação de tempo de serviço, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ mas de revisão de ato de aposentadoria, que constitui o termo a quo da prescrição em que ocorreu eventual eventual lesão ao direito, pela ausência de conversão do tempo especial. Nesse diapasão, é pacífico o entendimento jurisprudencial do Col. STJ no sentido de que a pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1º do Decreto nº 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria. (…) Assim é que, constatando-se que o autor ão aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito. A propósito, não socorre ao autor o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado em 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto”. Conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento no Decreto nº 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, pela impossibilidade de o agravante rever o ato de sua aposentação para fins de retificação de tempo de serviço, uma vez que essa pretensão estaria prescrita. Desse modo, para chegar a conclusão diversa, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional mencionada e reexaminar do conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n. 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ mas de revisão de ato de aposentadoria, que constitui o termo a quo da prescrição em que ocorreu eventual eventual lesão ao direito, pela ausência de conversão do tempo especial. Nesse diapasão, é pacífico o entendimento jurisprudencial do Col. STJ no sentido de que a pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1º do Decreto nº 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria. (…) Assim é que, constatando-se que o autor ão aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito. A propósito, não socorre ao autor o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado em 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto”. Conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento no Decreto nº 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, pela impossibilidade de o agravante rever o ato de sua aposentação para fins de retificação de tempo de serviço, uma vez que essa pretensão estaria prescrita. Desse modo, para chegar a conclusão diversa, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional mencionada e reexaminar do conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n. 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13). “DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13). “DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 639.000/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/5/09). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 639.000/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/5/09). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) : TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071092 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) : TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071092 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6242685
2014-05-27T00:00:00
2014-06-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur268348
- Acórdão(s) citado(s): (PRESCRIÇÃO) AI 639000 AgR (1ªT), AI 719749 AgR (2ªT), ARE 745842 AgR (1ªT), ARE 718477 AgR (2ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, REAJUSTE DA REMUNERAÇÃO) RE 547022 AgR (2ªT), ARE 764558 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 29/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
781423
[ "LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 781423 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) : TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 781423 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Artur Lopes Miranda interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Artur Lopes Miranda interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. EX-CELETISTA. REVISÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. CÔMPUTO ESPECIAL DO TEMPO DE SERVIÇO. ATIVIDADE INSALUBRE. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA LEI 8.112/90. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. DECRETO 20.910/32. 1. A pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996, para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) :TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Artur Lopes Miranda interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Artur Lopes Miranda interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. EX-CELETISTA. REVISÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. CÔMPUTO ESPECIAL DO TEMPO DE SERVIÇO. ATIVIDADE INSALUBRE. PERÍODO ANTERIOR AO ADVENTO DA LEI 8.112/90. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO. DECRETO 20.910/32. 1. A pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996, para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei n 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no qüinqüênio anterior à propositura da ação. 2. Conforme entendimento sedimentado doutrinária e jurisprudencialmente regulam-se os prazos prescricionais pelo princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no momento da violação do direito à prestação pretendida, sendo que ‘fluído o qüinqüênio, sem que o funcionário tenha exercido sua pretensão, nem tendo a Administração praticado qualquer ato contrário a essa pretensão, prescrito está o fundo de direito e não só as prestações vencidas naquele prazo’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp n 441655/PB, Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário n 110.419/SP, Recurso Extraordinário n 111.020/SP). 3. A pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1... do Decreto n 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria (Superior Tribunal de Justiça, AGRESP 1022505). 4. Constatando-se que o autor não aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito, não lhe socorrendo o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto. 5. Recurso da UNIÃO e remessa necessária providos. Sentença reformada. Pedido improcedente. Recurso do autor prejudicado’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Sustenta o agravante, nas razões do recurso extraordinário, que ‘o acórdão recorrido violou diretamente o inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1... do Decreto n 20.910/32, eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei n 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no qüinqüênio anterior à propositura da ação. 2. Conforme entendimento sedimentado doutrinária e jurisprudencialmente regulam-se os prazos prescricionais pelo princípio da actio nata, que fixa o termo a quo destes no momento da violação do direito à prestação pretendida, sendo que ‘fluído o qüinqüênio, sem que o funcionário tenha exercido sua pretensão, nem tendo a Administração praticado qualquer ato contrário a essa pretensão, prescrito está o fundo de direito e não só as prestações vencidas naquele prazo’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp n 441655/PB, Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário n 110.419/SP, Recurso Extraordinário n 111.020/SP). 3. A pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1... do Decreto n 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria (Superior Tribunal de Justiça, AGRESP 1022505). 4. Constatando-se que o autor não aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito, não lhe socorrendo o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto. 5. Recurso da UNIÃO e remessa necessária providos. Sentença reformada. Pedido improcedente. Recurso do autor prejudicado’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Sustenta o agravante, nas razões do recurso extraordinário, que ‘o acórdão recorrido violou diretamente o inciso XXXV do art. 5... da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1... do Decreto n 20.910/32, eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação, como se observa da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação, como se observa da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 847.196/RS-AgR, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR. PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE COBRANÇA. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPROCEDÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 847.196/RS-AgR, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 781423 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/12). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: AI n 734.798/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/10/10 e AI n 740.496/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o que se discute no Recurso Extraordinário (...) é matéria exclusivamente de direito, qual seja, o reconhecimento pela 8... Turma Especializada do TRF da 2... Região da prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1... do Decreto n 20.910/32, em frontal violação ao enunciado da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça e ao dispositivo constitucional constante do artigo 5..., inciso XXXV da Constituição eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação. (…) (…) deverá esse Colendo Supremo Tribunal Federal reformar o acórdão da Oitava Turma Especializada do TRF da 2... Região, para que não seja reconhecido o instituto da PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO, eis que esse entendimento viola o Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional, previsto no artigo 5..., inciso XXXV da Constituição Federal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/12). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: AI n 734.798/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 18/10/10 e AI n 740.496/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/4/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) o que se discute no Recurso Extraordinário (...) é matéria exclusivamente de direito, qual seja, o reconhecimento pela 8... Turma Especializada do TRF da 2... Região da prescrição do fundo de direito prevista no artigo 1... do Decreto n 20.910/32, em frontal violação ao enunciado da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça e ao dispositivo constitucional constante do artigo 5..., inciso XXXV da Constituição eis que não se pode excluir da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, assim como não pode prejudicar o direito adquirido formado no momento da concessão do benefício previdenciário, inviabilizando a revisão judicial, fazendo incidir a prescrição do fundo de direito quando tal instituto inexistia na relação. (…) (…) deverá esse Colendo Supremo Tribunal Federal reformar o acórdão da Oitava Turma Especializada do TRF da 2... Região, para que não seja reconhecido o instituto da PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO, eis que esse entendimento viola o Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional, previsto no artigo 5..., inciso XXXV da Constituição Federal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que não houve a alegada violação do art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que a agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias aos seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que não houve a alegada violação do art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal, uma vez que a agravante teve acesso aos recursos cabíveis e que as decisões proferidas nos autos foram devidamente motivadas, embora contrárias aos seus interesses. Adotando esse entendimento, anotem-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV E LV, E AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. JURISPRUDÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI n 10.698/2003. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Precedente. No mérito, incide a orientação do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a controvérsia envolve a interpretação das Leis ns 10.697/2003 e 10.698/2003, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 764.558/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/13). “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO GERAL DE VENCIMENTO. COMPORTAMENTO OMISSIVO DO CHEFE DO EXECUTIVO. DIREITO À INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. IMPOSSIBILIDADE. Esta Corte firmou o entendimento de que, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Consoante relatado, a pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 (fls. 02) dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996 (fls. 27 e 53/55), para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei n 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no quinquênio anterior à propositura da ação. (...) Nas relações jurídicas envolvendo a Administração (...) [s]e esta, devendo agir de ofício, pratica o ato com exclusão do interessado, não lhe concedendo a vantagem determinada pela legislação pertinente – o que implica negativa implícita – ou ainda, se indefere expressamente pedido manejado pelo servidor, ter-se-á a negação do próprio direito, fixando-se aí o termo inicial da prescrição, o que dá azo à prescrição do fundo de direito, por se tratar de modificação inerente à natureza do vínculo havido entre os sujeitos, pertinente a uma situação jurídica. (…) Não se trata, assim, de relação jurídica de trato sucessivo referente à simples conversão e averbação de tempo de serviço, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ embora reconhecida a mora legislativa, não pode o Judiciário deflagrar o processo legislativo, nem fixar prazo para que o chefe do Poder Executivo o faça. Além disso, esta Turma entendeu que o comportamento omissivo do chefe do Poder Executivo não gera direito à indenização por perdas e danos. Inexistência de ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição federal, porquanto o recurso extraordinário foi analisado tal como proposto. Assim, não há confundir-se decisão desfavorável com falta de prestação jurisdicional. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 547.022/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1/2/08). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Consoante relatado, a pretensão do demandante protocolizada em 27/04/2005 (fls. 02) dirige-se à revisão do ato de aposentação em 1996 (fls. 27 e 53/55), para retificar o tempo de serviço a partir do reconhecimento de seu direito à contagem privilegiada de tempo de serviço em cargo público no período celetista, ou seja, antes da Lei n 8.112/90, com pagamento das diferenças devidas no quinquênio anterior à propositura da ação. (...) Nas relações jurídicas envolvendo a Administração (...) [s]e esta, devendo agir de ofício, pratica o ato com exclusão do interessado, não lhe concedendo a vantagem determinada pela legislação pertinente – o que implica negativa implícita – ou ainda, se indefere expressamente pedido manejado pelo servidor, ter-se-á a negação do próprio direito, fixando-se aí o termo inicial da prescrição, o que dá azo à prescrição do fundo de direito, por se tratar de modificação inerente à natureza do vínculo havido entre os sujeitos, pertinente a uma situação jurídica. (…) Não se trata, assim, de relação jurídica de trato sucessivo referente à simples conversão e averbação de tempo de serviço, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ mas de revisão de ato de aposentadoria, que constitui o termo a quo da prescrição em que ocorreu eventual eventual lesão ao direito, pela ausência de conversão do tempo especial. Nesse diapasão, é pacífico o entendimento jurisprudencial do Col. Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1... do Decreto n 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria. (…) Assim é que, constatando-se que o autor ão aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito. A propósito, não socorre ao autor o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado em 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto”. Conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento no Decreto n 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, pela impossibilidade de o agravante rever o ato de sua aposentação para fins de retificação de tempo de serviço, uma vez que essa pretensão estaria prescrita. Desse modo, para chegar a conclusão diversa, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional mencionada e reexaminar do conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n. 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ mas de revisão de ato de aposentadoria, que constitui o termo a quo da prescrição em que ocorreu eventual eventual lesão ao direito, pela ausência de conversão do tempo especial. Nesse diapasão, é pacífico o entendimento jurisprudencial do Col. Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a pretensão de alterar o ato de aposentadoria se submete à denominada prescrição do fundo de direito, prevista no art. 1... do Decreto n 20.910/32, correndo o prazo da data do ato de aposentadoria. (…) Assim é que, constatando-se que o autor ão aproveitou o prazo de cinco anos para ajuizamento da ação, prescreve, dessa forma, o próprio fundo de direito. A propósito, não socorre ao autor o processo administrativo de revisão da aposentadoria iniciado em 13/10/2004, quando também já esgotado o prazo prescricional para tanto”. Conforme expresso na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento no Decreto n 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, pela impossibilidade de o agravante rever o ato de sua aposentação para fins de retificação de tempo de serviço, uma vez que essa pretensão estaria prescrita. Desse modo, para chegar a conclusão diversa, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional mencionada e reexaminar do conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n. 20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13). “DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13). “DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 781423 AGR / RJ normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 639.000/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/5/09). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Supremo Tribunal Federal ARE 781423 AGR / RJ normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 14/5/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 639.000/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/5/09). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) : TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071092 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781.423 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ARTUR LOPES MIRANDA ADV.(A/S) : TATIANA TROMMER BARBOSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071092 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 781 . 423", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 781423 AGR / RJ", "ARE 781423 AGR / RJ", "REsp n 441655 / PB", "Recurso Extraordinário n 110 . 419 / SP", "Recurso Extraordinário n 111 . 020 / SP", "AGRESP 1022505", "ARE 781423 AGR / RJ", "REsp n 441655 / PB", "Recurso Extraordinário n 110 . 419 / SP", "Recurso Extraordinário n 111 . 020 / SP", "AGRESP 1022505", "ARE 781423 AGR / RJ", "Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 781423 AGR / RJ", "Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 781423 AGR / RJ", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 781423 AGR /", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 4", "ARE 781423 AGR / RJ 753 . 881 / DF -", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 807 . 332 / SP - AgR", "AI n 830 . 273 / PE - AgR", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA", "AI n 847 . 196 / RS - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ 753 . 881 / DF - AgR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 807 . 332 / SP - AgR", "AI n 830 . 273 / PE - AgR", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA /", "AI n 847 . 196 / RS - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "AI n 734 . 798 / RJ", "AI n 740 . 496 / RJ", "Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 781423 AGR / RJ", "AI n 734 . 798 / RJ", "AI n 740 . 496 / RJ", "Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 764 . 558 / DF - AgR", "ARE n 764 . 558 / DF - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 547 . 022 / RJ - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 547 . 022 / RJ - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "Súmulas ns 636", "ARE 781423", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 781423 AGR / RJ", "ARE n 718 . 477 / PE - AgR", "ARE n 745 . 842 / RS - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "ARE n 718 . 477 / PE - AgR", "ARE n 745 . 842 / RS - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 719 . 749 / RJ - AgR", "AI n 639 . 000 / SP - AgR", "ARE 781423 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 719 . 749 / RJ - 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 339/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.5.2013. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. O Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais nºs 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual nº 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 770619 AGR / MG no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 339/STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 339/STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental João Baptista Vianini. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta e frontal dos arts. 37, XIII, e 40, § 4º, da Constituição Federal. Alega possuir direito constitucional à paridade, ou seja, “(...) isonomia dos seus proventos com seus pares no serviço público ativo. (...) O direito do poder público alterar o regime jurídico dos servidores tem alguns limites, dentre eles estava o da isonomia, hoje já suprimida do texto constitucional, mas que no tempo da aposentação do agravante era vigente(...)” (fls. 197-8). Sustenta a inaplicabilidade da Súmula 339/STF. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais publicado em 06.5.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572244. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental João Baptista Vianini. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta e frontal dos arts. 37, XIII, e 40, § 4º, da Constituição Federal. Alega possuir direito constitucional à paridade, ou seja, “(...) isonomia dos seus proventos com seus pares no serviço público ativo. (...) O direito do poder público alterar o regime jurídico dos servidores tem alguns limites, dentre eles estava o da isonomia, hoje já suprimida do texto constitucional, mas que no tempo da aposentação do agravante era vigente(...)” (fls. 197-8). Sustenta a inaplicabilidade da Súmula 339/STF. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais publicado em 06.5.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, XIII e 40, § 8º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, XIII e 40, § 8º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG Nesse sentido: ARE 761.068, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.8.2013, ARE 665.312, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 07.6.2013, ARE 685.842, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 06.6.2013, ARE 722.863, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.4.2013, RE 522.570-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2009, cuja ementa transcrevo: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO A SERVIDOR INATIVO DE REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. I – A jurisprudência da Corte é no sentido de que é inviável estender a servidores inativos as vantagens pecuniárias decorrentes de reposicionamento, na carreira, de servidores ativos, com fundamento no art. 40, § 8º, da Constituição. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mina Gerais: “APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. IMPRENSA OFICIAL. REENQUADRAMENTO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS/PROVENTOS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL. PODER JUDICIÁRIIO. AUMENTO DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME JURÍDICO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG Nesse sentido: ARE 761.068, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.8.2013, ARE 665.312, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 07.6.2013, ARE 685.842, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 06.6.2013, ARE 722.863, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.4.2013, RE 522.570-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2009, cuja ementa transcrevo: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO A SERVIDOR INATIVO DE REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. I – A jurisprudência da Corte é no sentido de que é inviável estender a servidores inativos as vantagens pecuniárias decorrentes de reposicionamento, na carreira, de servidores ativos, com fundamento no art. 40, § 8º, da Constituição. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mina Gerais: “APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. IMPRENSA OFICIAL. REENQUADRAMENTO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS/PROVENTOS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL. PODER JUDICIÁRIIO. AUMENTO DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME JURÍDICO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (...)” (fl. 121) A decisão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.02.2009. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Tendo o Tribunal de origem dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da súmula 280/STF : “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 769.799- AgR/CE, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 11.9.2013). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Servidor público aposentado. Novo plano de carreira. Criação de novos cargos. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (...)” (fl. 121) A decisão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.02.2009. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Tendo o Tribunal de origem dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da súmula 280/STF : “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 769.799- AgR/CE, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 11.9.2013). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Servidor público aposentado. Novo plano de carreira. Criação de novos cargos. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG como agravo regimental. 2. Esta Corte já pacificou o entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, não viola a Constituição a implementação de novo plano de carreira que, ao criar novos cargos, modifica a nomenclatura dos cargos antigos e o escalonamento hierárquico ao qual pertencia o servidor inativo, desde não haja redução dos proventos. 3. Agravo regimental não provido” (RE 639.738-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.8.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte fixou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico, não havendo falar, portanto, em violação do direito adquirido e do princípio da isonomia se a Administração altera o escalonamento hierárquico da carreira a que pertence o servidor inativo, criando novos níveis para a progressão de servidores da ativa, desde que não implique em redução dos proventos do servidor inativo. Precedentes. II - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (AI 790.954-ED/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 22.02.2011). De outra parte, o Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais nºs 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual nº 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG como agravo regimental. 2. Esta Corte já pacificou o entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, não viola a Constituição a implementação de novo plano de carreira que, ao criar novos cargos, modifica a nomenclatura dos cargos antigos e o escalonamento hierárquico ao qual pertencia o servidor inativo, desde não haja redução dos proventos. 3. Agravo regimental não provido” (RE 639.738-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.8.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte fixou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico, não havendo falar, portanto, em violação do direito adquirido e do princípio da isonomia se a Administração altera o escalonamento hierárquico da carreira a que pertence o servidor inativo, criando novos níveis para a progressão de servidores da ativa, desde que não implique em redução dos proventos do servidor inativo. Precedentes. II - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (AI 790.954-ED/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 22.02.2011). De outra parte, o Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais nºs 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual nº 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG 339/STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA (SÚMULA 339 DO STF). AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (RE 711.344-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. REVISÃO GERAL ANUAL. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. EXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. LEI Nº 10.698/03. IMPOSSIBILIDADE DO JUDICIÁRIO CONCEDER AUMENTO REMUNERATÓRIO. SÚMULA 339 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. O recurso extraordinário é inadmissível quando a aferição de violação constitucional dependente da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG 339/STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA (SÚMULA 339 DO STF). AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (RE 711.344-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. REVISÃO GERAL ANUAL. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. EXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. LEI Nº 10.698/03. IMPOSSIBILIDADE DO JUDICIÁRIO CONCEDER AUMENTO REMUNERATÓRIO. SÚMULA 339 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. O recurso extraordinário é inadmissível quando a aferição de violação constitucional dependente da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11) 3. Ao Poder Judiciário é vedado conceder aumento a servidores públicos ou a militares com fundamento no princípio da isonomia, uma vez que não possui atribuição legislativa. Súmula 339 do STF, verbis: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Precedentes: RE 630.768-AgR, primeira turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 07/04/11, e RE 524.020-AgR, segunda turma, Rel. Min Gilmar Mendes, Dje de 15/10/10. 4. Agravo regimental não provido” (RE 638.428-AgR/PB, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 20.10.2011). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11) 3. Ao Poder Judiciário é vedado conceder aumento a servidores públicos ou a militares com fundamento no princípio da isonomia, uma vez que não possui atribuição legislativa. Súmula 339 do STF, verbis: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Precedentes: RE 630.768-AgR, primeira turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 07/04/11, e RE 524.020-AgR, segunda turma, Rel. Min Gilmar Mendes, Dje de 15/10/10. 4. Agravo regimental não provido” (RE 638.428-AgR/PB, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 20.10.2011). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) : IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623751 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) : IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623751 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6640234
2014-08-19T00:00:00
2014-09-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 339/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.5.2013. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. O Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais nºs 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual nº 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 339/STF: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur275327
- Acórdão(s) citado(s): (VANTAGEM PECUNIÁRIA, EXTENSÃO, REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL) RE 522570 AgR (1ªT). (DIREITO ADQUIRIDO, REGIME JURÍDICO) AI 790954 ED (1ªT), RE 639738 ED (1ªT), AI 769799 AgR (1ªT). (SÚMULA 339) RE 638428 AgR (1ªT), RE 711344 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (VANTAGEM PECUNIÁRIA, EXTENSÃO, REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL) ARE 722863, ARE 685842, ARE 665312, ARE 761068. Número de páginas: 10. Análise: 01/10/2014, MÁR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
770619
[ "LEG-FED SUMSTF-000339 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-011177 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST LEI-015470 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST DEC-044618 ANO-2007\n DECRETO, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 770619 AgR
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AGTE.(S) : JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) : IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 339/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.5.2013. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. O Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais ns 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual n 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 770619 AGR / MG no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 339/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 339/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental João Baptista Vianini. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta e frontal dos arts. 37, XIII, e 40, § 4..., da Constituição Federal. Alega possuir direito constitucional à paridade, ou seja, “(...) isonomia dos seus proventos com seus pares no serviço público ativo. (...) O direito do poder público alterar o regime jurídico dos servidores tem alguns limites, dentre eles estava o da isonomia, hoje já suprimida do texto constitucional, mas que no tempo da aposentação do agravante era vigente(...)” (fls. 197-8). Sustenta a inaplicabilidade da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais publicado em 06.5.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572244. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) :IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental João Baptista Vianini. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há violação direta e frontal dos arts. 37, XIII, e 40, § 4..., da Constituição Federal. Alega possuir direito constitucional à paridade, ou seja, “(...) isonomia dos seus proventos com seus pares no serviço público ativo. (...) O direito do poder público alterar o regime jurídico dos servidores tem alguns limites, dentre eles estava o da isonomia, hoje já suprimida do texto constitucional, mas que no tempo da aposentação do agravante era vigente(...)” (fls. 197-8). Sustenta a inaplicabilidade da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais publicado em 06.5.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, XIII e 40, § 8..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, XIII e 40, § 8..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG Nesse sentido: ARE 761.068, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.8.2013, ARE 665.312, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 07.6.2013, ARE 685.842, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 06.6.2013, ARE 722.863, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.4.2013, Recurso Extraordinário 522.570-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2009, cuja ementa transcrevo: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO A SERVIDOR INATIVO DE REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. I – A jurisprudência da Corte é no sentido de que é inviável estender a servidores inativos as vantagens pecuniárias decorrentes de reposicionamento, na carreira, de servidores ativos, com fundamento no art. 40, § 8..., da Constituição. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mina Gerais: “APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. IMPRENSA OFICIAL. REENQUADRAMENTO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS/PROVENTOS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL. PODER JUDICIÁRIIO. AUMENTO DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME JURÍDICO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG Nesse sentido: ARE 761.068, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.8.2013, ARE 665.312, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 07.6.2013, ARE 685.842, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 06.6.2013, ARE 722.863, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.4.2013, Recurso Extraordinário 522.570-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2009, cuja ementa transcrevo: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXTENSÃO A SERVIDOR INATIVO DE REPOSICIONAMENTO FUNCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. I – A jurisprudência da Corte é no sentido de que é inviável estender a servidores inativos as vantagens pecuniárias decorrentes de reposicionamento, na carreira, de servidores ativos, com fundamento no art. 40, § 8..., da Constituição. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mina Gerais: “APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. IMPRENSA OFICIAL. REENQUADRAMENTO. EQUIPARAÇÃO DE VENCIMENTOS/PROVENTOS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL. PODER JUDICIÁRIIO. AUMENTO DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. REGIME JURÍDICO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (...)” (fl. 121) A decisão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.02.2009. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Tendo o Tribunal de origem dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da súmula 280/Supremo Tribunal Federal : “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 769.799- AgR/CE, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 11.9.2013). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Servidor público aposentado. Novo plano de carreira. Criação de novos cargos. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (...)” (fl. 121) A decisão do Tribunal de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REENQUADRAMENTO FUNCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.02.2009. Jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, bem como ofensa ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, quando preservado seu valor nominal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Tendo o Tribunal de origem dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da súmula 280/Supremo Tribunal Federal : “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 769.799- AgR/CE, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 11.9.2013). “Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Servidor público aposentado. Novo plano de carreira. Criação de novos cargos. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG como agravo regimental. 2. Esta Corte já pacificou o entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, não viola a Constituição a implementação de novo plano de carreira que, ao criar novos cargos, modifica a nomenclatura dos cargos antigos e o escalonamento hierárquico ao qual pertencia o servidor inativo, desde não haja redução dos proventos. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 639.738-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.8.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte fixou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico, não havendo falar, portanto, em violação do direito adquirido e do princípio da isonomia se a Administração altera o escalonamento hierárquico da carreira a que pertence o servidor inativo, criando novos níveis para a progressão de servidores da ativa, desde que não implique em redução dos proventos do servidor inativo. Precedentes. II - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (AI 790.954-ED/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 22.02.2011). De outra parte, o Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais ns 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual n 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG como agravo regimental. 2. Esta Corte já pacificou o entendimento no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, não viola a Constituição a implementação de novo plano de carreira que, ao criar novos cargos, modifica a nomenclatura dos cargos antigos e o escalonamento hierárquico ao qual pertencia o servidor inativo, desde não haja redução dos proventos. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 639.738-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.8.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte fixou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico, não havendo falar, portanto, em violação do direito adquirido e do princípio da isonomia se a Administração altera o escalonamento hierárquico da carreira a que pertence o servidor inativo, criando novos níveis para a progressão de servidores da ativa, desde que não implique em redução dos proventos do servidor inativo. Precedentes. II - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (AI 790.954-ED/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 22.02.2011). De outra parte, o Tribunal a quo, com base na moldura fática delineada nos autos e na legislação infraconstitucional – Leis Estaduais ns 11.177/1993 e 15.470/2005 e Decreto Estadual n 44.618/2007 -, concluiu que “(...) não há falar em direito a novo reenquadramento de servidor aposentado do antigo órgão autônomo da Imprensa Oficial quando constatado que seu reposicionamento respeitou o nível de escolaridade de cada cargo e não houve redução de vencimentos (...)” (fl. 121). Assim, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, cristalizada na Súmula 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG 339/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA (SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal). AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 711.344-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. REVISÃO GERAL ANUAL. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. EXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. LEI n 10.698/03. IMPOSSIBILIDADE DO JUDICIÁRIO CONCEDER AUMENTO REMUNERATÓRIO. SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. O recurso extraordinário é inadmissível quando a aferição de violação constitucional dependente da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG 339/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA (SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal). AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 711.344-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 11.3.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. REVISÃO GERAL ANUAL. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL. EXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. LEI n 10.698/03. IMPOSSIBILIDADE DO JUDICIÁRIO CONCEDER AUMENTO REMUNERATÓRIO. SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. O recurso extraordinário é inadmissível quando a aferição de violação constitucional dependente da 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 770619 AGR / MG análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11) 3. Ao Poder Judiciário é vedado conceder aumento a servidores públicos ou a militares com fundamento no princípio da isonomia, uma vez que não possui atribuição legislativa. Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Precedentes: Recurso Extraordinário 630.768-AgR, primeira turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 07/04/11, e Recurso Extraordinário 524.020-AgR, segunda turma, Rel. Min Gilmar Mendes, Dje de 15/10/10. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 638.428-AgR/PB, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 20.10.2011). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Supremo Tribunal Federal ARE 770619 AGR / MG análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11) 3. Ao Poder Judiciário é vedado conceder aumento a servidores públicos ou a militares com fundamento no princípio da isonomia, uma vez que não possui atribuição legislativa. Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Precedentes: Recurso Extraordinário 630.768-AgR, primeira turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 07/04/11, e Recurso Extraordinário 524.020-AgR, segunda turma, Rel. Min Gilmar Mendes, Dje de 15/10/10. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 638.428-AgR/PB, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 20.10.2011). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6572245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) : IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623751 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.619 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO BAPTISTA VIANINI ADV.(A/S) : IGOR ANÍCIO DE GODOY MENDES CORRÊA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623751 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770 . 619", "ARE 770619 AGR / MG", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 770619 AGR / MG", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 761 . 068", "ARE 665 . 312", "ARE 685 . 842", "ARE 722 . 863", "Recurso Extraordinário 522 . 570 - AgR", "ARE 770619 AGR / MG", "ARE 761 . 068", "ARE 665 . 312", "ARE 722 . 863", "Recurso Extraordinário 522 . 570 - AgR", "ARE 770619 AGR / MG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 769 . 799 - AgR / CE", "ARE 770619 AGR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 769 . 799 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 639 . 738 - ED / MG", "AI 790 . 954 - ED / RJ", "ARE 770619", "Recurso Extraordinário 639 . 738 - ED / MG", "AI 790 . 954 - ED / RJ", "SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 711 . 344 - 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato com que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da CF. Dependência econômica de menor em relação a servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos (alínea b do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201446. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO, em face de R DE A B, com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática de minha relatoria em que deferi a segurança para garantir ao menor que estava sob a guarda de servidor falecido o recebimento da pensão decorrente de sua morte. A agravante defende que, a partir da publicação da Medida Provisória nº 1.536/1996, tornou-se insubsistente qualquer discussão acerca da possibilidade de se conferir pensão a beneficiário considerado “menor sob guarda”, tendo em vista que a legislação deixou de considerá-lo como beneficiário. Nesse tocante, alega o seguinte: “De fato, conforme consta em seu preâmbulo, a Lei nº 9.717/1998 trata das ‘regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências’. Não há, portanto, dúvidas quanto à revogação do artigo 217 da Lei nº 8.112/1990. Além do mais, estabelece, o seu artigo 5°: ‘Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO, em face de R DE A B, com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática de minha relatoria em que deferi a segurança para garantir ao menor que estava sob a guarda de servidor falecido o recebimento da pensão decorrente de sua morte. A agravante defende que, a partir da publicação da Medida Provisória nº 1.536/1996, tornou-se insubsistente qualquer discussão acerca da possibilidade de se conferir pensão a beneficiário considerado “menor sob guarda”, tendo em vista que a legislação deixou de considerá-lo como beneficiário. Nesse tocante, alega o seguinte: “De fato, conforme consta em seu preâmbulo, a Lei nº 9.717/1998 trata das ‘regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências’. Não há, portanto, dúvidas quanto à revogação do artigo 217 da Lei nº 8.112/1990. Além do mais, estabelece, o seu artigo 5°: ‘Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório MS 31934 AGR / DF Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal’. Assim, não se pode negar vigência ao artigo 5° da Lei nº 9.717/98, que tem em seu favor o princípio da presunção de constitucionalidade.” Alega, também, que não há jurisprudência pacífica sobre o tema, uma vez que o MS nº 25.823/DF - precedente apontado na decisão agravada - não abordaria a questão sob o enfoque da derrogação da pensão instituída com fundamento no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990 pelo disposto no art. 5º da Lei nº 9.717/1998. Por fim, requer a reconsideração da decisão ou a remessa do processo ao colegiado competente, para fins de provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal’. Assim, não se pode negar vigência ao artigo 5° da Lei nº 9.717/98, que tem em seu favor o princípio da presunção de constitucionalidade.” Alega, também, que não há jurisprudência pacífica sobre o tema, uma vez que o MS nº 25.823/DF - precedente apontado na decisão agravada - não abordaria a questão sob o enfoque da derrogação da pensão instituída com fundamento no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990 pelo disposto no art. 5º da Lei nº 9.717/1998. Por fim, requer a reconsideração da decisão ou a remessa do processo ao colegiado competente, para fins de provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não assiste razão à agravante. Conforme por ela narrado, a decisão agravada está fundamentada no seguinte precedente do Plenário desta Suprema Corte, cuja ementa transcrevo: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, QUE EXTINGUIU PAGAMENTO DE PENSÃO A NETA DE EX-SERVIDORA. 1. O menor que, na data do óbito do servidor, esteja sob a guarda deste último, tem direito à pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Irrelevante o fato de a guarda ser provisória ou definitiva. 2. Segurança concedida” (MS nº 25.823/DF, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe de 28/8/09). Quando do julgamento do precedente, assim votou o Ministro Marco Aurélio: “(...) [S]egundo o artigo 227 da Carta da República: ‘Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.’ O pronunciamento do Supremo, como guarda maior da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não assiste razão à agravante. Conforme por ela narrado, a decisão agravada está fundamentada no seguinte precedente do Plenário desta Suprema Corte, cuja ementa transcrevo: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, QUE EXTINGUIU PAGAMENTO DE PENSÃO A NETA DE EX-SERVIDORA. 1. O menor que, na data do óbito do servidor, esteja sob a guarda deste último, tem direito à pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Irrelevante o fato de a guarda ser provisória ou definitiva. 2. Segurança concedida” (MS nº 25.823/DF, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe de 28/8/09). Quando do julgamento do precedente, assim votou o Ministro Marco Aurélio: “(...) [S]egundo o artigo 227 da Carta da República: ‘Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.’ O pronunciamento do Supremo, como guarda maior da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF Constituição, não pode implicar o afastamento desse preceito- princípio. Situação concreta: a guarda provisória da menor - reconheço que seria uma guarda provisória - foi alcançada pela avó em dezembro de 2000, já que os pais não tinham condições de mantê-la. A guarda foi alcançada mediante crivo judiciário, mediante decisão da 2ª Vara de Família do Distrito Federal. Realmente se assentou o prazo de cinco anos para essa guarda. O que ocorreu, então? Em 2001, ainda não exaurido o prazo de cinco anos - portanto a guarda não retornou aos genitores -, faleceu a avó, servidora desta Corte. Então, implementou-se a satisfação da pensão, mas comunicou-se à genitora - já que, com a morte da avó, os pais passaram a ter condições financeiras para assumir a guarda da menor - que, exaurido o período de cinco anos da guarda anterior, cessaria a satisfação da parcela. Ora, no caso, cumpre perquirir se, quando da morte da servidora, a menor era dependente dela, servidora. A Lei nº 8.112/90 é categórica ao revelar que, por morte do servidor, os dependentes têm jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração. O artigo 215 é explícito a esse respeito. Mais ainda: o artigo 217 revela, no inciso II, alínea “b”, que entre os beneficiários da pensão está ‘o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade’.” Com efeito, a discussão jurídica havida durante o julgamento do MS nº 25.823/DF pautou-se no respeito ao princípio da proteção à criança, consagrado no art. 227 da Constituição Federal. O STF, reconhecendo a dependência econômica da menor em relação à sua avó, considerou em plena vigência o disposto no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90. Nessa conformidade, a posição do Supremo Tribunal Federal é a de que o menor que esteja sob a guarda de servidor público e dele dependa economicamente tem direito à pensão temporária de que trata o art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90. Depreende-se dos documentos juntados aos autos que o menor 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF Constituição, não pode implicar o afastamento desse preceito- princípio. Situação concreta: a guarda provisória da menor - reconheço que seria uma guarda provisória - foi alcançada pela avó em dezembro de 2000, já que os pais não tinham condições de mantê-la. A guarda foi alcançada mediante crivo judiciário, mediante decisão da 2ª Vara de Família do Distrito Federal. Realmente se assentou o prazo de cinco anos para essa guarda. O que ocorreu, então? Em 2001, ainda não exaurido o prazo de cinco anos - portanto a guarda não retornou aos genitores -, faleceu a avó, servidora desta Corte. Então, implementou-se a satisfação da pensão, mas comunicou-se à genitora - já que, com a morte da avó, os pais passaram a ter condições financeiras para assumir a guarda da menor - que, exaurido o período de cinco anos da guarda anterior, cessaria a satisfação da parcela. Ora, no caso, cumpre perquirir se, quando da morte da servidora, a menor era dependente dela, servidora. A Lei nº 8.112/90 é categórica ao revelar que, por morte do servidor, os dependentes têm jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração. O artigo 215 é explícito a esse respeito. Mais ainda: o artigo 217 revela, no inciso II, alínea “b”, que entre os beneficiários da pensão está ‘o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade’.” Com efeito, a discussão jurídica havida durante o julgamento do MS nº 25.823/DF pautou-se no respeito ao princípio da proteção à criança, consagrado no art. 227 da Constituição Federal. O STF, reconhecendo a dependência econômica da menor em relação à sua avó, considerou em plena vigência o disposto no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90. Nessa conformidade, a posição do Supremo Tribunal Federal é a de que o menor que esteja sob a guarda de servidor público e dele dependa economicamente tem direito à pensão temporária de que trata o art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90. Depreende-se dos documentos juntados aos autos que o menor 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF dependia economicamente de sua avó. A decisão do Juízo de Direito da Sexta Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes de Salvador/BA foi no sentido de que Diva Lustosa de Aragão Bezerra, servidora falecida, seria a responsável pelo menor ora impetrante, detendo, assim, sua guarda e a responsabilidade por lhe assistir e defender em todos os seus interesses. Entendo, portanto, que a decisão monocrática está em plena conformidade com o precedente MS nº 25.823/DF. Em relação à questão da derrogação do art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90 pelo art. 5º da Lei 9.717/98, assim manifestou-se o Ministro Eros Grau durante o julgamento do MS nº 25.823/DF: “6. A pensão prevista na Lei n. 8.112/90 consubstancia benefício mensal pago, em razão da morte do servidor, aos dependentes que a ele façam jus. O texto legal distingue duas espécies: a pensão vitalícia e a temporária [art. 216, caput], a última extinguindo-se apenas ‘por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário’ [art. 216, § 2º]. As hipóteses de pensão da Lei n. 8.112/90 decorrem, à luz do que dispõe o preceito do art. 215, do evento morte. 7. No que tange à pensão temporária, são beneficiários [art. 217, II, da Lei n. 8.112/90]: ‘a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade; c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor; d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.’ 8. Não se deve confundir a pensão por morte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF dependia economicamente de sua avó. A decisão do Juízo de Direito da Sexta Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes de Salvador/BA foi no sentido de que Diva Lustosa de Aragão Bezerra, servidora falecida, seria a responsável pelo menor ora impetrante, detendo, assim, sua guarda e a responsabilidade por lhe assistir e defender em todos os seus interesses. Entendo, portanto, que a decisão monocrática está em plena conformidade com o precedente MS nº 25.823/DF. Em relação à questão da derrogação do art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/90 pelo art. 5º da Lei 9.717/98, assim manifestou-se o Ministro Eros Grau durante o julgamento do MS nº 25.823/DF: “6. A pensão prevista na Lei n. 8.112/90 consubstancia benefício mensal pago, em razão da morte do servidor, aos dependentes que a ele façam jus. O texto legal distingue duas espécies: a pensão vitalícia e a temporária [art. 216, caput], a última extinguindo-se apenas ‘por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário’ [art. 216, § 2º]. As hipóteses de pensão da Lei n. 8.112/90 decorrem, à luz do que dispõe o preceito do art. 215, do evento morte. 7. No que tange à pensão temporária, são beneficiários [art. 217, II, da Lei n. 8.112/90]: ‘a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade; c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor; d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.’ 8. Não se deve confundir a pensão por morte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF decorrente de relação estatutária com aquela prevista no Regime Geral de Previdência Social, Lei n. 8.213/91. Nesse regime a reforma promovida pela Lei n. 9.528/97 excluiu a equiparação do menor sob guarda judicial aos dependentes do segurado [art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/91]. Não houve alteração, no entanto, quanto aos menores sob guarda no regime previdenciário dos servidores públicos da União” (grifei). Nesse exato sentido, cito recente julgado da Primeira Turma desta Corte, de minha relatoria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato em que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da CF. Dependência econômica do menor em relação à servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido” (MS nº 31.687/DF-AgR, DJe de 3/4/14) Confira-se, ainda, a decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Luiz Fux nos autos do MS nº 32.213/PR, publicada em 30/10/13. Mantenho, destarte, o entendimento firmado no julgamento monocrático. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF decorrente de relação estatutária com aquela prevista no Regime Geral de Previdência Social, Lei n. 8.213/91. Nesse regime a reforma promovida pela Lei n. 9.528/97 excluiu a equiparação do menor sob guarda judicial aos dependentes do segurado [art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/91]. Não houve alteração, no entanto, quanto aos menores sob guarda no regime previdenciário dos servidores públicos da União” (grifei). Nesse exato sentido, cito recente julgado da Primeira Turma desta Corte, de minha relatoria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato em que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da CF. Dependência econômica do menor em relação à servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido” (MS nº 31.687/DF-AgR, DJe de 3/4/14) Confira-se, ainda, a decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Luiz Fux nos autos do MS nº 32.213/PR, publicada em 30/10/13. Mantenho, destarte, o entendimento firmado no julgamento monocrático. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministro, divirjo no item nº 1. Provejo o agravo regimental, para que o mandado de segurança da União venha a julgamento. Versa pensão a ser percebida por menor sob guarda. Entendo que o tema merece ser apreciado no julgamento do mandado de segurança. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225377. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministro, divirjo no item nº 1. Provejo o agravo regimental, para que o mandado de segurança da União venha a julgamento. Versa pensão a ser percebida por menor sob guarda. Entendo que o tema merece ser apreciado no julgamento do mandado de segurança. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : R DE A B ADV.(A/S) : JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070946 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : R DE A B ADV.(A/S) : JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6272708
2014-05-27T00:00:00
2014-07-01T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato com que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei nº 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da CF. Dependência econômica de menor em relação a servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos (alínea b do inciso II do art. 217 da Lei nº 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido.
sjur269078
- Acórdão(s) citado(s): (PENSÃO, MENOR DE VINTE E UM ANOS) MS 25823 (TP), MS 31687 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (PENSÃO, MENOR DE VINTE E UM ANOS) MS 32213. Número de páginas: 9. Análise: 29/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
31934
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00217 INC-00002 LET-B\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS" ]
MS-AgR
acordaos
MS 31934 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : R DE A B ADV.(A/S) : JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato com que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da Constituição Federal de 1988. Dependência econômica de menor em relação a servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos (alínea b do inciso II do art. 217 da Lei n 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201446. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO, em face de R DE A B, com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática de minha relatoria em que deferi a segurança para garantir ao menor que estava sob a guarda de servidor falecido o recebimento da pensão decorrente de sua morte. A agravante defende que, a partir da publicação da Medida Provisória n 1.536/1996, tornou-se insubsistente qualquer discussão acerca da possibilidade de se conferir pensão a beneficiário considerado “menor sob guarda”, tendo em vista que a legislação deixou de considerá-lo como beneficiário. Nesse tocante, alega o seguinte: “De fato, conforme consta em seu preâmbulo, a Lei n 9.717/1998 trata das ‘regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências’. Não há, portanto, dúvidas quanto à revogação do artigo 217 da Lei n 8.112/1990. Além do mais, estabelece, o seu artigo 5...: ‘Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :R DE A B ADV.(A/S) :JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela UNIÃO, em face de R DE A B, com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática de minha relatoria em que deferi a segurança para garantir ao menor que estava sob a guarda de servidor falecido o recebimento da pensão decorrente de sua morte. A agravante defende que, a partir da publicação da Medida Provisória n 1.536/1996, tornou-se insubsistente qualquer discussão acerca da possibilidade de se conferir pensão a beneficiário considerado “menor sob guarda”, tendo em vista que a legislação deixou de considerá-lo como beneficiário. Nesse tocante, alega o seguinte: “De fato, conforme consta em seu preâmbulo, a Lei n 9.717/1998 trata das ‘regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências’. Não há, portanto, dúvidas quanto à revogação do artigo 217 da Lei n 8.112/1990. Além do mais, estabelece, o seu artigo 5...: ‘Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório MS 31934 AGR / DF Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal’. Assim, não se pode negar vigência ao artigo 5... da Lei n 9.717/98, que tem em seu favor o princípio da presunção de constitucionalidade.” Alega, também, que não há jurisprudência pacífica sobre o tema, uma vez que o MS n 25.823/DF - precedente apontado na decisão agravada - não abordaria a questão sob o enfoque da derrogação da pensão instituída com fundamento no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/1990 pelo disposto no art. 5... da Lei n 9.717/1998. Por fim, requer a reconsideração da decisão ou a remessa do processo ao colegiado competente, para fins de provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal’. Assim, não se pode negar vigência ao artigo 5... da Lei n 9.717/98, que tem em seu favor o princípio da presunção de constitucionalidade.” Alega, também, que não há jurisprudência pacífica sobre o tema, uma vez que o MS n 25.823/DF - precedente apontado na decisão agravada - não abordaria a questão sob o enfoque da derrogação da pensão instituída com fundamento no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/1990 pelo disposto no art. 5... da Lei n 9.717/1998. Por fim, requer a reconsideração da decisão ou a remessa do processo ao colegiado competente, para fins de provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não assiste razão à agravante. Conforme por ela narrado, a decisão agravada está fundamentada no seguinte precedente do Plenário desta Suprema Corte, cuja ementa transcrevo: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, QUE EXTINGUIU PAGAMENTO DE PENSÃO A NETA DE EX-SERVIDORA. 1. O menor que, na data do óbito do servidor, esteja sob a guarda deste último, tem direito à pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei n 8.112/90). Irrelevante o fato de a guarda ser provisória ou definitiva. 2. Segurança concedida” (MS n 25.823/DF, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe de 28/8/09). Quando do julgamento do precedente, assim votou o Ministro Marco Aurélio: “(...) [S]egundo o artigo 227 da Carta da República: ‘Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.’ O pronunciamento do Supremo, como guarda maior da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não assiste razão à agravante. Conforme por ela narrado, a decisão agravada está fundamentada no seguinte precedente do Plenário desta Suprema Corte, cuja ementa transcrevo: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, QUE EXTINGUIU PAGAMENTO DE PENSÃO A NETA DE EX-SERVIDORA. 1. O menor que, na data do óbito do servidor, esteja sob a guarda deste último, tem direito à pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei n 8.112/90). Irrelevante o fato de a guarda ser provisória ou definitiva. 2. Segurança concedida” (MS n 25.823/DF, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, Plenário, DJe de 28/8/09). Quando do julgamento do precedente, assim votou o Ministro Marco Aurélio: “(...) [S]egundo o artigo 227 da Carta da República: ‘Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.’ O pronunciamento do Supremo, como guarda maior da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF Constituição, não pode implicar o afastamento desse preceito- princípio. Situação concreta: a guarda provisória da menor - reconheço que seria uma guarda provisória - foi alcançada pela avó em dezembro de 2000, já que os pais não tinham condições de mantê-la. A guarda foi alcançada mediante crivo judiciário, mediante decisão da 2... Vara de Família do Distrito Federal. Realmente se assentou o prazo de cinco anos para essa guarda. O que ocorreu, então? Em 2001, ainda não exaurido o prazo de cinco anos - portanto a guarda não retornou aos genitores -, faleceu a avó, servidora desta Corte. Então, implementou-se a satisfação da pensão, mas comunicou-se à genitora - já que, com a morte da avó, os pais passaram a ter condições financeiras para assumir a guarda da menor - que, exaurido o período de cinco anos da guarda anterior, cessaria a satisfação da parcela. Ora, no caso, cumpre perquirir se, quando da morte da servidora, a menor era dependente dela, servidora. A Lei n 8.112/90 é categórica ao revelar que, por morte do servidor, os dependentes têm jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração. O artigo 215 é explícito a esse respeito. Mais ainda: o artigo 217 revela, no inciso II, alínea “b”, que entre os beneficiários da pensão está ‘o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade’.” Com efeito, a discussão jurídica havida durante o julgamento do MS n 25.823/DF pautou-se no respeito ao princípio da proteção à criança, consagrado no art. 227 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a dependência econômica da menor em relação à sua avó, considerou em plena vigência o disposto no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90. Nessa conformidade, a posição do Supremo Tribunal Federal é a de que o menor que esteja sob a guarda de servidor público e dele dependa economicamente tem direito à pensão temporária de que trata o art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90. Depreende-se dos documentos juntados aos autos que o menor 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF Constituição, não pode implicar o afastamento desse preceito- princípio. Situação concreta: a guarda provisória da menor - reconheço que seria uma guarda provisória - foi alcançada pela avó em dezembro de 2000, já que os pais não tinham condições de mantê-la. A guarda foi alcançada mediante crivo judiciário, mediante decisão da 2... Vara de Família do Distrito Federal. Realmente se assentou o prazo de cinco anos para essa guarda. O que ocorreu, então? Em 2001, ainda não exaurido o prazo de cinco anos - portanto a guarda não retornou aos genitores -, faleceu a avó, servidora desta Corte. Então, implementou-se a satisfação da pensão, mas comunicou-se à genitora - já que, com a morte da avó, os pais passaram a ter condições financeiras para assumir a guarda da menor - que, exaurido o período de cinco anos da guarda anterior, cessaria a satisfação da parcela. Ora, no caso, cumpre perquirir se, quando da morte da servidora, a menor era dependente dela, servidora. A Lei n 8.112/90 é categórica ao revelar que, por morte do servidor, os dependentes têm jus a uma pensão mensal de valor correspondente ao da respectiva remuneração. O artigo 215 é explícito a esse respeito. Mais ainda: o artigo 217 revela, no inciso II, alínea “b”, que entre os beneficiários da pensão está ‘o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade’.” Com efeito, a discussão jurídica havida durante o julgamento do MS n 25.823/DF pautou-se no respeito ao princípio da proteção à criança, consagrado no art. 227 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a dependência econômica da menor em relação à sua avó, considerou em plena vigência o disposto no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90. Nessa conformidade, a posição do Supremo Tribunal Federal é a de que o menor que esteja sob a guarda de servidor público e dele dependa economicamente tem direito à pensão temporária de que trata o art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90. Depreende-se dos documentos juntados aos autos que o menor 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF dependia economicamente de sua avó. A decisão do Juízo de Direito da Sexta Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes de Salvador/BA foi no sentido de que Diva Lustosa de Aragão Bezerra, servidora falecida, seria a responsável pelo menor ora impetrante, detendo, assim, sua guarda e a responsabilidade por lhe assistir e defender em todos os seus interesses. Entendo, portanto, que a decisão monocrática está em plena conformidade com o precedente MS n 25.823/DF. Em relação à questão da derrogação do art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90 pelo art. 5... da Lei 9.717/98, assim manifestou-se o Ministro Eros Grau durante o julgamento do MS n 25.823/DF: “6. A pensão prevista na Lei n. 8.112/90 consubstancia benefício mensal pago, em razão da morte do servidor, aos dependentes que a ele façam jus. O texto legal distingue duas espécies: a pensão vitalícia e a temporária [art. 216, caput], a última extinguindo-se apenas ‘por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário’ [art. 216, § 2...]. As hipóteses de pensão da Lei n. 8.112/90 decorrem, à luz do que dispõe o preceito do art. 215, do evento morte. 7. No que tange à pensão temporária, são beneficiários [art. 217, II, da Lei n. 8.112/90]: ‘a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade; c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor; d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.’ 8. Não se deve confundir a pensão por morte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF dependia economicamente de sua avó. A decisão do Juízo de Direito da Sexta Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos e Ausentes de Salvador/BA foi no sentido de que Diva Lustosa de Aragão Bezerra, servidora falecida, seria a responsável pelo menor ora impetrante, detendo, assim, sua guarda e a responsabilidade por lhe assistir e defender em todos os seus interesses. Entendo, portanto, que a decisão monocrática está em plena conformidade com o precedente MS n 25.823/DF. Em relação à questão da derrogação do art. 217, II, b, da Lei n 8.112/90 pelo art. 5... da Lei 9.717/98, assim manifestou-se o Ministro Eros Grau durante o julgamento do MS n 25.823/DF: “6. A pensão prevista na Lei n. 8.112/90 consubstancia benefício mensal pago, em razão da morte do servidor, aos dependentes que a ele façam jus. O texto legal distingue duas espécies: a pensão vitalícia e a temporária [art. 216, caput], a última extinguindo-se apenas ‘por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário’ [art. 216, § 2...]. As hipóteses de pensão da Lei n. 8.112/90 decorrem, à luz do que dispõe o preceito do art. 215, do evento morte. 7. No que tange à pensão temporária, são beneficiários [art. 217, II, da Lei n. 8.112/90]: ‘a) os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; b) o menor sob guarda ou tutela até 21 (vinte e um) anos de idade; c) o irmão órfão, até 21 (vinte e um) anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor; d) a pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 (vinte e um) anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.’ 8. Não se deve confundir a pensão por morte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 31934 AGR / DF decorrente de relação estatutária com aquela prevista no Regime Geral de Previdência Social, Lei n. 8.213/91. Nesse regime a reforma promovida pela Lei n. 9.528/97 excluiu a equiparação do menor sob guarda judicial aos dependentes do segurado [art. 16, § 2... da Lei n. 8.213/91]. Não houve alteração, no entanto, quanto aos menores sob guarda no regime previdenciário dos servidores públicos da União” (grifei). Nesse exato sentido, cito recente julgado da Primeira Turma desta Corte, de minha relatoria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato em que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da Constituição Federal de 1988. Dependência econômica do menor em relação à servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei n 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido” (MS n 31.687/DF-AgR, DJe de 3/4/14) Confira-se, ainda, a decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Luiz Fux nos autos do MS n 32.213/PR, publicada em 30/10/13. Mantenho, destarte, o entendimento firmado no julgamento monocrático. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Supremo Tribunal Federal MS 31934 AGR / DF decorrente de relação estatutária com aquela prevista no Regime Geral de Previdência Social, Lei n. 8.213/91. Nesse regime a reforma promovida pela Lei n. 9.528/97 excluiu a equiparação do menor sob guarda judicial aos dependentes do segurado [art. 16, § 2... da Lei n. 8.213/91]. Não houve alteração, no entanto, quanto aos menores sob guarda no regime previdenciário dos servidores públicos da União” (grifei). Nesse exato sentido, cito recente julgado da Primeira Turma desta Corte, de minha relatoria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Menor sob guarda. Anulação de ato em que se negou registro, por ilegalidade, a pensão concedida com base no art. 217, II, b, da Lei n 8.112/1990. Princípio da proteção à criança – art. 227 da Constituição Federal de 1988. Dependência econômica do menor em relação à servidora falecida. Agravo regimental não provido. 1. É direito do menor que, na data do óbito de servidor, esteja sob a sua guarda receber pensão temporária até completar 21 (vinte e um) anos de idade (alínea ‘b' do inciso II do art. 217 da Lei n 8.112/90). Precedente. 2. Agravo regimental não provido” (MS n 31.687/DF-AgR, DJe de 3/4/14) Confira-se, ainda, a decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Luiz Fux nos autos do MS n 32.213/PR, publicada em 30/10/13. Mantenho, destarte, o entendimento firmado no julgamento monocrático. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministro, divirjo no item n 1. Provejo o agravo regimental, para que o mandado de segurança da União venha a julgamento. Versa pensão a ser percebida por menor sob guarda. Entendo que o tema merece ser apreciado no julgamento do mandado de segurança. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225377. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ministro, divirjo no item n 1. Provejo o agravo regimental, para que o mandado de segurança da União venha a julgamento. Versa pensão a ser percebida por menor sob guarda. Entendo que o tema merece ser apreciado no julgamento do mandado de segurança. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6225377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : R DE A B ADV.(A/S) : JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070946 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 31.934 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : R DE A B ADV.(A/S) : JOAO CARLOS NOGUEIRA REIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 31934 AGR / DF Federal", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934", "MS n 25 . 823 / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934 AGR / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934", "MS n 25 . 823 / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934 AGR / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS n 25 . 823 / DF", "MS 31934 AGR", "MS n 31 . 687 / DF - AgR", "MS n 32 . 213 / PR", "MS 31934 AGR /", "MS n 31 . 687 / DF - AgR", "MS n 32 . 213 / PR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 227 da Constituição Federal de 1988", "alínea b do inciso II do art . 217 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 1 . 536 / 1996", "Lei n 9 . 717 / 1998", "artigo 217 da Lei n 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 1 . 536 / 1996", "Lei n 9 . 717 / 1998", "artigo 217 da Lei n 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213", "Constituição Federal ’", "artigo 5 . . . da Lei n 9 . 717 / 98", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 5 . . . da Lei n 9 . 717 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213", "Constituição Federal ’", "artigo 5 . . . da Lei n 9 . 717 / 98", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 5 . . . da Lei n 9 . 717 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea ‘ b ' do inciso II do art . 217 da Lei n 8 . 112 / 90", "artigo 227 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea ‘ b ' do inciso II do art . 217 da Lei n 8 . 112 / 90", "artigo 227 da Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 227 da Constituição Federal", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "art . 227 da Constituição Federal", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 5 . . . da Lei 9 . 717 / 98", "Lei n . 8 . 112 / 90", "Lei n . 8 . 112 / 90", "art . 217 , II , da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 90", "art . 5 . . . da Lei 9 . 717 / 98", "Lei n . 8 . 112 / 90", "Lei n . 8 . 112 / 90", "art . 217 , II , da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regime Geral de Previdência Social", "Lei n . 8 . 213 / 91", "Lei n . 9 . 528 / 97", "art . 16 , § 2 . . . da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 217 , II , b , da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 227 da Constituição Federal de 1988", "alínea ‘ b ' do inciso II do art . 217 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regime Geral de Previdência Social", "Lei n . 8 . 213 / 91", "Lei n . 9 . 528 / 97", "art . 16 , § 2 . . . da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 217 , II , 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVO. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. RECURSOS DESVIADOS. ORIGEM. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 810639 AGR / SC agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Supremo Tribunal Federal RE 810639 AGR / SC agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão assim ementado: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL. TERCEIRO QUE CONCORREU PARA A PRÁTICA DO ILÍCITO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO. SENTENÇA EM REEXAME NECESSÁRIO REFORMADA. 01. A Constituição da República prescreve que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência" (art. 37, caput). A imprecisão do conceito de "moralidade administrativa" foi parcialmente eliminada com a Lei n. 8.429/1992. Criou ela "tipos legais conformadores de improbidade administrativa" (José dos Santos Carvalho Filho). Dispõe que "constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão assim ementado: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL. TERCEIRO QUE CONCORREU PARA A PRÁTICA DO ILÍCITO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO. SENTENÇA EM REEXAME NECESSÁRIO REFORMADA. 01. A Constituição da República prescreve que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência" (art. 37, caput). A imprecisão do conceito de "moralidade administrativa" foi parcialmente eliminada com a Lei n. 8.429/1992. Criou ela "tipos legais conformadores de improbidade administrativa" (José dos Santos Carvalho Filho). Dispõe que "constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 810639 AGR / SC administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições" (art. 11). No expressivo dizer de José Afonso da Silva, a "probidade administrativa consiste no dever de o 'funcionário servir a Administração com honestidade, procedendo no exercício das suas funções, sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer'. O desrespeito a esse dever é que caracteriza a improbidade administrativa. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada". 02. Aquele que se serve de interposta pessoa ("laranja", "testa de ferro") e constitui microempresa que passa a fornecer mercadorias (destinadas à merenda escolar) para o ente público do qual é servidor graduado (contador) atenta contra a moralidade administrativa. 03. As sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 "são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta" (art. 3º) (página 127 do documento eletrônico 3). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se violação ao art. 109, I e IV, da mesma Carta. O recorrente alega usurpação da competência da justiça federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, e a prova maior de que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) (página 262 do documento eletrônico 3) . A pretensão recursal não merece prosperar. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal RE 810639 AGR / SC administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições" (art. 11). No expressivo dizer de José Afonso da Silva, a "probidade administrativa consiste no dever de o 'funcionário servir a Administração com honestidade, procedendo no exercício das suas funções, sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer'. O desrespeito a esse dever é que caracteriza a improbidade administrativa. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada". 02. Aquele que se serve de interposta pessoa ("laranja", "testa de ferro") e constitui microempresa que passa a fornecer mercadorias (destinadas à merenda escolar) para o ente público do qual é servidor graduado (contador) atenta contra a moralidade administrativa. 03. As sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 "são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta" (art. 3º) (página 127 do documento eletrônico 3). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se violação ao art. 109, I e IV, da mesma Carta. O recorrente alega usurpação da competência da justiça federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, e a prova maior de que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) (página 262 do documento eletrônico 3) . A pretensão recursal não merece prosperar. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 810639 AGR / SC Tribunal de origem em relação a origem dos recursos, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. É certo, ainda, que o entendimento desta Corte é de que é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais (ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput ). O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas às págs. 1-8 do documento eletrônico 7 e requer o provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal RE 810639 AGR / SC Tribunal de origem em relação a origem dos recursos, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. É certo, ainda, que o entendimento desta Corte é de que é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais (ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput ). O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas às págs. 1-8 do documento eletrônico 7 e requer o provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consoante assinalado na decisão agravada, o dispositivo constitucional apontado como violado não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Cumpre esclarecer, por oportuno, que os embargos de declaração servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite na apreciação da questão constitucional suscitada em momento processualmente adequado. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 13/94. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULA 282). IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consoante assinalado na decisão agravada, o dispositivo constitucional apontado como violado não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Cumpre esclarecer, por oportuno, que os embargos de declaração servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite na apreciação da questão constitucional suscitada em momento processualmente adequado. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 13/94. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULA 282). IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 810639 AGR / SC REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processualmente adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em sede de embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (RE 598.123-AgR/PI, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 7º, LV, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. E a circunstância de a matéria poder ser suscitada em qualquer momento processual ou grau de jurisdição, por se tratar de questão de ordem pública, como afirmado pela recorrente, não afasta o preenchimento de tal requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 521.577-AgR/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma – grifos nossos). Ainda que superado referido óbice, o Tribunal de origem assentou que a hipótese em exame versa sobre ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina para condenar os réus pela prática de atos de improbidade administrativa que teriam lesado o patrimônio público do Município de Santa Terezinha do Progresso, localizado naquela unidade federativa. Por sua vez, o recorrente deduziu nas razões do recurso extraordinário a necessidade de deslocamento da lide da Justiça Estadual para a Justiça Federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, “e a prova maior de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal RE 810639 AGR / SC REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processualmente adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em sede de embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (RE 598.123-AgR/PI, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 7º, LV, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. E a circunstância de a matéria poder ser suscitada em qualquer momento processual ou grau de jurisdição, por se tratar de questão de ordem pública, como afirmado pela recorrente, não afasta o preenchimento de tal requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 521.577-AgR/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma – grifos nossos). Ainda que superado referido óbice, o Tribunal de origem assentou que a hipótese em exame versa sobre ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina para condenar os réus pela prática de atos de improbidade administrativa que teriam lesado o patrimônio público do Município de Santa Terezinha do Progresso, localizado naquela unidade federativa. Por sua vez, o recorrente deduziu nas razões do recurso extraordinário a necessidade de deslocamento da lide da Justiça Estadual para a Justiça Federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, “e a prova maior de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 810639 AGR / SC que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) Ocorre que, conforme asseverado na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado pelo Juízo a quo em relação a origem dos recursos necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Ressalto, como o fiz na decisão impugnada, que o entendimento desta Corte é de que “é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais”(ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal RE 810639 AGR / SC que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) Ocorre que, conforme asseverado na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado pelo Juízo a quo em relação a origem dos recursos necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Ressalto, como o fiz na decisão impugnada, que o entendimento desta Corte é de que “é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais”(ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) : GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564035 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) : GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6594764
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVO. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO STF. RECURSOS DESVIADOS. ORIGEM. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274527
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 521577 AgR (2ªT). (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, COMPETÊNCIA, MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL) ACO 1109 (TP), ACO 1156 (TP). Número de páginas: 9. Análise: 04/09/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
810639
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 810639 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) : GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVO. DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSOS DESVIADOS. ORIGEM. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão assim ementado: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL. TERCEIRO QUE CONCORREU PARA A PRÁTICA DO ILÍCITO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO. SENTENÇA EM REEXAME NECESSÁRIO REFORMADA. 01. A Constituição da República prescreve que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência" (art. 37, caput). A imprecisão do conceito de "moralidade administrativa" foi parcialmente eliminada com a Lei n. 8.429/1992. Criou ela "tipos legais conformadores de improbidade administrativa" (José dos Santos Carvalho Filho). Dispõe que "constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) :GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão assim ementado: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL. TERCEIRO QUE CONCORREU PARA A PRÁTICA DO ILÍCITO ADMINISTRATIVO. RECURSO VOLUNTÁRIO DESPROVIDO. SENTENÇA EM REEXAME NECESSÁRIO REFORMADA. 01. A Constituição da República prescreve que "a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência" (art. 37, caput). A imprecisão do conceito de "moralidade administrativa" foi parcialmente eliminada com a Lei n. 8.429/1992. Criou ela "tipos legais conformadores de improbidade administrativa" (José dos Santos Carvalho Filho). Dispõe que "constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições" (art. 11). No expressivo dizer de José Afonso da Silva, a "probidade administrativa consiste no dever de o 'funcionário servir a Administração com honestidade, procedendo no exercício das suas funções, sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer'. O desrespeito a esse dever é que caracteriza a improbidade administrativa. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada". 02. Aquele que se serve de interposta pessoa ("laranja", "testa de ferro") e constitui microempresa que passa a fornecer mercadorias (destinadas à merenda escolar) para o ente público do qual é servidor graduado (contador) atenta contra a moralidade administrativa. 03. As sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 "são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta" (art. 3...) (página 127 do documento eletrônico 3). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se violação ao art. 109, I e IV, da mesma Carta. O recorrente alega usurpação da competência da justiça federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, e a prova maior de que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) (página 262 do documento eletrônico 3) . A pretensão recursal não merece prosperar. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições" (art. 11). No expressivo dizer de José Afonso da Silva, a "probidade administrativa consiste no dever de o 'funcionário servir a Administração com honestidade, procedendo no exercício das suas funções, sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer'. O desrespeito a esse dever é que caracteriza a improbidade administrativa. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada". 02. Aquele que se serve de interposta pessoa ("laranja", "testa de ferro") e constitui microempresa que passa a fornecer mercadorias (destinadas à merenda escolar) para o ente público do qual é servidor graduado (contador) atenta contra a moralidade administrativa. 03. As sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 "são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta" (art. 3...) (página 127 do documento eletrônico 3). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alegou-se violação ao art. 109, I e IV, da mesma Carta. O recorrente alega usurpação da competência da justiça federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, e a prova maior de que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) (página 262 do documento eletrônico 3) . A pretensão recursal não merece prosperar. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC Tribunal de origem em relação a origem dos recursos, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É certo, ainda, que o entendimento desta Corte é de que é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais (ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas às págs. 1-8 do documento eletrônico 7 e requer o provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC Tribunal de origem em relação a origem dos recursos, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É certo, ainda, que o entendimento desta Corte é de que é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais (ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). O agravante, inconformado, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas às págs. 1-8 do documento eletrônico 7 e requer o provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consoante assinalado na decisão agravada, o dispositivo constitucional apontado como violado não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Cumpre esclarecer, por oportuno, que os embargos de declaração servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite na apreciação da questão constitucional suscitada em momento processualmente adequado. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 13/94. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULA 282). IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, consoante assinalado na decisão agravada, o dispositivo constitucional apontado como violado não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Cumpre esclarecer, por oportuno, que os embargos de declaração servem para obter o prequestionamento quando o Tribunal a quo se omite na apreciação da questão constitucional suscitada em momento processualmente adequado. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 13/94. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULA 282). IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processualmente adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em sede de embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (Recurso Extraordinário 598.123-AgR/PI, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 7..., LV, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. E a circunstância de a matéria poder ser suscitada em qualquer momento processual ou grau de jurisdição, por se tratar de questão de ordem pública, como afirmado pela recorrente, não afasta o preenchimento de tal requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 521.577-AgR/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma – grifos nossos). Ainda que superado referido óbice, o Tribunal de origem assentou que a hipótese em exame versa sobre ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina para condenar os réus pela prática de atos de improbidade administrativa que teriam lesado o patrimônio público do Município de Santa Terezinha do Progresso, localizado naquela unidade federativa. Por sua vez, o recorrente deduziu nas razões do recurso extraordinário a necessidade de deslocamento da lide da Justiça Estadual para a Justiça Federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, “e a prova maior de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O cumprimento do requisito do prequestionamento dá-se quando oportunamente suscitada a matéria constitucional, o que ocorre em momento processualmente adequado, nos termos da legislação vigente. A inovação da matéria em sede de embargos de declaração é juridicamente inaceitável para os fins de comprovação de prequestionamento. Precedentes” (Recurso Extraordinário 598.123-AgR/PI, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 7..., LV, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. E a circunstância de a matéria poder ser suscitada em qualquer momento processual ou grau de jurisdição, por se tratar de questão de ordem pública, como afirmado pela recorrente, não afasta o preenchimento de tal requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 521.577-AgR/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma – grifos nossos). Ainda que superado referido óbice, o Tribunal de origem assentou que a hipótese em exame versa sobre ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina para condenar os réus pela prática de atos de improbidade administrativa que teriam lesado o patrimônio público do Município de Santa Terezinha do Progresso, localizado naquela unidade federativa. Por sua vez, o recorrente deduziu nas razões do recurso extraordinário a necessidade de deslocamento da lide da Justiça Estadual para a Justiça Federal, tendo em vista que os recursos tidos por desviados em ação de improbidade seriam oriundos da União, “e a prova maior de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) Ocorre que, conforme asseverado na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado pelo Juízo a quo em relação a origem dos recursos necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ressalto, como o fiz na decisão impugnada, que o entendimento desta Corte é de que “é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais”(ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC que as verbas supostamente desviadas eram oriundas da União Federal, repita-se, está na documentação anexada às fls. 515/516 deste processo, demonstrando a participação do FNDE (...) Ocorre que, conforme asseverado na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado pelo Juízo a quo em relação a origem dos recursos necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ressalto, como o fiz na decisão impugnada, que o entendimento desta Corte é de que “é atribuição do Ministério Público Estadual atuar em ação de reparação de dano ao erário, por improbidade administrativa concernente a desvio de recursos do FUNDEF, quando não tenha havido complementação de verbas federais”(ACO 1.156/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Plenário). No mesmo sentido: ACO 1.109/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) : GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564035 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.639 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ADEMIR ANTONIO DETOFOL ADV.(A/S) : GABRIEL HENRIQUE DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6564035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 639", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 639", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 639", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 810639 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ACO 1 . 156 / SP", "ACO 1 . 109 / SP", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ACO 1 . 156 / SP", "ACO 1 . 109 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 639", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 639", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 598 . 123 - AgR / PI", "AI 521 . 577 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 810639 AGR / SC", "Recurso 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caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 13 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 13 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 7 . . . , LV , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Município de Santa Terezinha do Progresso", "Município de Santa Terezinha do Progresso", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA 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Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Ministério Público de Santa Catarina", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "FNDE", "Ministério Público Estadual", "FUNDEF", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "FNDE", "Ministério Público Estadual", "FUNDEF", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", ".", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201696. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 6º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Alega-se, no apelo extremo, a existência de contrariedade aos artigos 5º, caput e inciso XXXVI, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 6º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Alega-se, no apelo extremo, a existência de contrariedade aos artigos 5º, caput e inciso XXXVI, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere ao artigo 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição, indicado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, o acórdão recorrido dirimiu a controvérsia acerca da aptidão do autor, ora agravado, para o cargo de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere ao artigo 5º, caput e inciso XXXVI, da Constituição, indicado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, o acórdão recorrido dirimiu a controvérsia acerca da aptidão do autor, ora agravado, para o cargo de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF soldado da Polícia Militar do Distrito Federal amparado no conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas que compõem a lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. 1. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. POSSIBILIDADE DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 694.931/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA CENTRALMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A análise da legislação infraconstitucional bem como o reexame dos fatos e provas constantes dos autos são providências incompatíveis com a via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 655.157/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 16/4/12). ‘CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF soldado da Polícia Militar do Distrito Federal amparado no conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas que compõem a lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. 1. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. POSSIBILIDADE DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 694.931/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA CENTRALMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A análise da legislação infraconstitucional bem como o reexame dos fatos e provas constantes dos autos são providências incompatíveis com a via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 655.157/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 16/4/12). ‘CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 660.840/RR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de fatos e provas na via do recurso extraordinário (Súmula 279). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, ainda que a exigência do exame psicotécnico esteja prevista em lei, os critérios para a realização do mencionado exame devem ser objetivos. Precedentes’ (AI nº 658.527/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados os dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário. Aduz, ainda, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 660.840/RR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de fatos e provas na via do recurso extraordinário (Súmula 279). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, ainda que a exigência do exame psicotécnico esteja prevista em lei, os critérios para a realização do mencionado exame devem ser objetivos. Precedentes’ (AI nº 658.527/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados os dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário. Aduz, ainda, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF “[a]o julgar a apelação, a Corte estadual afirmou estar o recorrido apto ao exercício do cargo de policial militar, não obstante o reconhecimento expresso de que ele fora reprovado no exame psicológico e que, mesmo realizando nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a sua recomendação... (…) Desse modo, ao permitir a nomeação de candidato reprovado em uma das fases obrigatórias do certame, o v. acórdão incorreu em patente ofensa ao disposto nos artigos 5°, caput, e 37, caput e incisos I e II, da CF, que exigem a aprovação prévia em concurso público para o exercício de cargo público efetivo”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF “[a]o julgar a apelação, a Corte estadual afirmou estar o recorrido apto ao exercício do cargo de policial militar, não obstante o reconhecimento expresso de que ele fora reprovado no exame psicológico e que, mesmo realizando nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a sua recomendação... (…) Desse modo, ao permitir a nomeação de candidato reprovado em uma das fases obrigatórias do certame, o v. acórdão incorreu em patente ofensa ao disposto nos artigos 5°, caput, e 37, caput e incisos I e II, da CF, que exigem a aprovação prévia em concurso público para o exercício de cargo público efetivo”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Depreende-se dos autos que o apelado-autor impetrou mandado de segurança, no qual discutiu a ilegalidade do ato que o considerou não recomendado, com o argumento de que os critérios utilizados na avaliação psicológica foram subjetivos. Após ser submetido a novo exame psicológico, foi denegada a segurança, razão pela qual o candidato ajuizou a presente demanda, com o objetivo de lhe ser assegurado o direito de regresso ao Curso de Formação de Praças e permanência nas fileiras da PMDF, e, após a conclusão do curso, ser promovido a soldado de 1ª Classe. Verifica-se que, ao contrário do alegado pelo apelante-réu, embora as partes sejam as mesmas, a causa de pedir é outra e a pretensão deduzida nestes autos não é idêntica àquela postulada nos autos do mandado de segurança. Diante da ausência de coincidência de todos os elementos da ação, não está configurada a litispendência. Por conseguinte, o trânsito em julgado da sentença proferida no mandado de segurança nº 2010.01.1.094885-7, não impede a apreciação da presente demanda. Rejeito as preliminares de litispendência e de coisa julgada. (…) Conforme documentação acostada aos autos, o apelado- autor foi submetido a novo exame psicológico, decorrente de liminar deferida em sede recursal (AGI 2010.00.2.008952-5, fls.73/85). Verifica-se que, embora candidato tenha realizado nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Depreende-se dos autos que o apelado-autor impetrou mandado de segurança, no qual discutiu a ilegalidade do ato que o considerou não recomendado, com o argumento de que os critérios utilizados na avaliação psicológica foram subjetivos. Após ser submetido a novo exame psicológico, foi denegada a segurança, razão pela qual o candidato ajuizou a presente demanda, com o objetivo de lhe ser assegurado o direito de regresso ao Curso de Formação de Praças e permanência nas fileiras da PMDF, e, após a conclusão do curso, ser promovido a soldado de 1ª Classe. Verifica-se que, ao contrário do alegado pelo apelante-réu, embora as partes sejam as mesmas, a causa de pedir é outra e a pretensão deduzida nestes autos não é idêntica àquela postulada nos autos do mandado de segurança. Diante da ausência de coincidência de todos os elementos da ação, não está configurada a litispendência. Por conseguinte, o trânsito em julgado da sentença proferida no mandado de segurança nº 2010.01.1.094885-7, não impede a apreciação da presente demanda. Rejeito as preliminares de litispendência e de coisa julgada. (…) Conforme documentação acostada aos autos, o apelado- autor foi submetido a novo exame psicológico, decorrente de liminar deferida em sede recursal (AGI 2010.00.2.008952-5, fls.73/85). Verifica-se que, embora candidato tenha realizado nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF sua recomendação ou não. Todavia, é possível depreender dos resultados descritivos que o apelado-autor está apto ao exercício do cargo de policial militar (fls. 28/30); notadamente, porque após o novo exame ele foi inscrito e participou do II Curso de Formação de Praças-2010 (fl. 26), no qual obteve aprovação (fl. 177). Em razão disso, sem fundamento a alegação do Distrito Federal no sentido de que deve prevalecer a conclusão do Centro de Assistência Social da PMDF, o qual concluiu que o apelado-autor não apresentou características psicológicas ao bom desempenho da função policial. Relevante destacar, ainda, que o apelado-autor estava exercendo a função de policial militar, conforme declaração exarada pelo Chefe da Subseção de Pessoal da PMDF. Também improcede a insurgência do apelado-réu quanto à realização de outra avaliação psicológica. Nesse sentido, perfilho o entendimento de que o exame psicológico será ilegal quando, embora previsto em lei, for norteado pela subjetividade, o que é inadmissível. Ademais, em razão da relevância do cargo, necessária a submissão do candidato a novo exame, conforme ocorreu nesta ação”. Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e acolher as teses do ora agravante de existência de coisa julgada e da inaptidão do agravado para exercer a função de policial militar seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, consoante dispõe a Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação, em cada caso concreto, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF sua recomendação ou não. Todavia, é possível depreender dos resultados descritivos que o apelado-autor está apto ao exercício do cargo de policial militar (fls. 28/30); notadamente, porque após o novo exame ele foi inscrito e participou do II Curso de Formação de Praças-2010 (fl. 26), no qual obteve aprovação (fl. 177). Em razão disso, sem fundamento a alegação do Distrito Federal no sentido de que deve prevalecer a conclusão do Centro de Assistência Social da PMDF, o qual concluiu que o apelado-autor não apresentou características psicológicas ao bom desempenho da função policial. Relevante destacar, ainda, que o apelado-autor estava exercendo a função de policial militar, conforme declaração exarada pelo Chefe da Subseção de Pessoal da PMDF. Também improcede a insurgência do apelado-réu quanto à realização de outra avaliação psicológica. Nesse sentido, perfilho o entendimento de que o exame psicológico será ilegal quando, embora previsto em lei, for norteado pela subjetividade, o que é inadmissível. Ademais, em razão da relevância do cargo, necessária a submissão do candidato a novo exame, conforme ocorreu nesta ação”. Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e acolher as teses do ora agravante de existência de coisa julgada e da inaptidão do agravado para exercer a função de policial militar seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, consoante dispõe a Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação, em cada caso concreto, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF da ocorrência, ou não, de violação à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 796.136/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 594.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). “CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF da ocorrência, ou não, de violação à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 796.136/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 594.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). “CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) : ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071076 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) : ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6242440
2014-05-27T00:00:00
2014-06-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur268371
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 692172 AgR (1ªT), AI 726001 AgR (2ªT), RE 594053 AgR (1ªT), ARE 796136 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 29/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
772309
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 772309 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) : ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201696. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 6... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Alega-se, no apelo extremo, a existência de contrariedade aos artigos 5..., caput e inciso XXXVI, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) :ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da 6... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. Alega-se, no apelo extremo, a existência de contrariedade aos artigos 5..., caput e inciso XXXVI, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere ao artigo 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição, indicado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, o acórdão recorrido dirimiu a controvérsia acerca da aptidão do autor, ora agravado, para o cargo de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere ao artigo 5..., caput e inciso XXXVI, da Constituição, indicado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, o acórdão recorrido dirimiu a controvérsia acerca da aptidão do autor, ora agravado, para o cargo de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF soldado da Polícia Militar do Distrito Federal amparado no conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas que compõem a lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. 1. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. POSSIBILIDADE DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 694.931/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA CENTRALMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A análise da legislação infraconstitucional bem como o reexame dos fatos e provas constantes dos autos são providências incompatíveis com a via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 655.157/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 16/4/12). ‘CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF soldado da Polícia Militar do Distrito Federal amparado no conjunto fático-probatório constante dos autos. Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas que compõem a lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. 1. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. POSSIBILIDADE DO CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 694.931/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA CENTRALMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A análise da legislação infraconstitucional bem como o reexame dos fatos e provas constantes dos autos são providências incompatíveis com a via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 655.157/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 16/4/12). ‘CONSTITUCIONAL. EXAME PSICOTÉCNICO. ILEGITIMIDADE. ANÁLISE DE NORMA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 660.840/RR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de fatos e provas na via do recurso extraordinário (Súmula 279). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, ainda que a exigência do exame psicotécnico esteja prevista em lei, os critérios para a realização do mencionado exame devem ser objetivos. Precedentes’ (AI n 658.527/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados os dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário. Aduz, ainda, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Questão dirimida com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - É ilegítimo o exame psicotécnico realizado com base em critérios subjetivos ou sem a possibilidade de exercício do direito a recurso administrativo. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 660.840/RR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME PSICOTÉCNICO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise prévia da legislação infraconstitucional e das normas editalícias e, ainda, do reexame de fatos e provas na via do recurso extraordinário (Súmula 279). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que, ainda que a exigência do exame psicotécnico esteja prevista em lei, os critérios para a realização do mencionado exame devem ser objetivos. Precedentes’ (AI n 658.527/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teriam sido violados os dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário. Aduz, ainda, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 772309 AGR / DF “[a]o julgar a apelação, a Corte estadual afirmou estar o recorrido apto ao exercício do cargo de policial militar, não obstante o reconhecimento expresso de que ele fora reprovado no exame psicológico e que, mesmo realizando nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a sua recomendação... (…) Desse modo, ao permitir a nomeação de candidato reprovado em uma das fases obrigatórias do certame, o v. acórdão incorreu em patente ofensa ao disposto nos artigos 5..., caput, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal de 1988, que exigem a aprovação prévia em concurso público para o exercício de cargo público efetivo”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF “[a]o julgar a apelação, a Corte estadual afirmou estar o recorrido apto ao exercício do cargo de policial militar, não obstante o reconhecimento expresso de que ele fora reprovado no exame psicológico e que, mesmo realizando nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a sua recomendação... (…) Desse modo, ao permitir a nomeação de candidato reprovado em uma das fases obrigatórias do certame, o v. acórdão incorreu em patente ofensa ao disposto nos artigos 5..., caput, e 37, caput e incisos I e II, da Constituição Federal de 1988, que exigem a aprovação prévia em concurso público para o exercício de cargo público efetivo”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Depreende-se dos autos que o apelado-autor impetrou mandado de segurança, no qual discutiu a ilegalidade do ato que o considerou não recomendado, com o argumento de que os critérios utilizados na avaliação psicológica foram subjetivos. Após ser submetido a novo exame psicológico, foi denegada a segurança, razão pela qual o candidato ajuizou a presente demanda, com o objetivo de lhe ser assegurado o direito de regresso ao Curso de Formação de Praças e permanência nas fileiras da PMDF, e, após a conclusão do curso, ser promovido a soldado de 1... Classe. Verifica-se que, ao contrário do alegado pelo apelante-réu, embora as partes sejam as mesmas, a causa de pedir é outra e a pretensão deduzida nestes autos não é idêntica àquela postulada nos autos do mandado de segurança. Diante da ausência de coincidência de todos os elementos da ação, não está configurada a litispendência. Por conseguinte, o trânsito em julgado da sentença proferida no mandado de segurança n 2010.01.1.094885-7, não impede a apreciação da presente demanda. Rejeito as preliminares de litispendência e de coisa julgada. (…) Conforme documentação acostada aos autos, o apelado- autor foi submetido a novo exame psicológico, decorrente de liminar deferida em sede recursal (AGI 2010.00.2.008952-5, fls.73/85). Verifica-se que, embora candidato tenha realizado nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Depreende-se dos autos que o apelado-autor impetrou mandado de segurança, no qual discutiu a ilegalidade do ato que o considerou não recomendado, com o argumento de que os critérios utilizados na avaliação psicológica foram subjetivos. Após ser submetido a novo exame psicológico, foi denegada a segurança, razão pela qual o candidato ajuizou a presente demanda, com o objetivo de lhe ser assegurado o direito de regresso ao Curso de Formação de Praças e permanência nas fileiras da PMDF, e, após a conclusão do curso, ser promovido a soldado de 1... Classe. Verifica-se que, ao contrário do alegado pelo apelante-réu, embora as partes sejam as mesmas, a causa de pedir é outra e a pretensão deduzida nestes autos não é idêntica àquela postulada nos autos do mandado de segurança. Diante da ausência de coincidência de todos os elementos da ação, não está configurada a litispendência. Por conseguinte, o trânsito em julgado da sentença proferida no mandado de segurança n 2010.01.1.094885-7, não impede a apreciação da presente demanda. Rejeito as preliminares de litispendência e de coisa julgada. (…) Conforme documentação acostada aos autos, o apelado- autor foi submetido a novo exame psicológico, decorrente de liminar deferida em sede recursal (AGI 2010.00.2.008952-5, fls.73/85). Verifica-se que, embora candidato tenha realizado nova avaliação, o laudo psicológico não foi conclusivo sobre a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF sua recomendação ou não. Todavia, é possível depreender dos resultados descritivos que o apelado-autor está apto ao exercício do cargo de policial militar (fls. 28/30); notadamente, porque após o novo exame ele foi inscrito e participou do II Curso de Formação de Praças-2010 (fl. 26), no qual obteve aprovação (fl. 177). Em razão disso, sem fundamento a alegação do Distrito Federal no sentido de que deve prevalecer a conclusão do Centro de Assistência Social da PMDF, o qual concluiu que o apelado-autor não apresentou características psicológicas ao bom desempenho da função policial. Relevante destacar, ainda, que o apelado-autor estava exercendo a função de policial militar, conforme declaração exarada pelo Chefe da Subseção de Pessoal da PMDF. Também improcede a insurgência do apelado-réu quanto à realização de outra avaliação psicológica. Nesse sentido, perfilho o entendimento de que o exame psicológico será ilegal quando, embora previsto em lei, for norteado pela subjetividade, o que é inadmissível. Ademais, em razão da relevância do cargo, necessária a submissão do candidato a novo exame, conforme ocorreu nesta ação”. Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e acolher as teses do ora agravante de existência de coisa julgada e da inaptidão do agravado para exercer a função de policial militar seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, consoante dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação, em cada caso concreto, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF sua recomendação ou não. Todavia, é possível depreender dos resultados descritivos que o apelado-autor está apto ao exercício do cargo de policial militar (fls. 28/30); notadamente, porque após o novo exame ele foi inscrito e participou do II Curso de Formação de Praças-2010 (fl. 26), no qual obteve aprovação (fl. 177). Em razão disso, sem fundamento a alegação do Distrito Federal no sentido de que deve prevalecer a conclusão do Centro de Assistência Social da PMDF, o qual concluiu que o apelado-autor não apresentou características psicológicas ao bom desempenho da função policial. Relevante destacar, ainda, que o apelado-autor estava exercendo a função de policial militar, conforme declaração exarada pelo Chefe da Subseção de Pessoal da PMDF. Também improcede a insurgência do apelado-réu quanto à realização de outra avaliação psicológica. Nesse sentido, perfilho o entendimento de que o exame psicológico será ilegal quando, embora previsto em lei, for norteado pela subjetividade, o que é inadmissível. Ademais, em razão da relevância do cargo, necessária a submissão do candidato a novo exame, conforme ocorreu nesta ação”. Destarte, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem e acolher as teses do ora agravante de existência de coisa julgada e da inaptidão do agravado para exercer a função de policial militar seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, consoante dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação, em cada caso concreto, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF da ocorrência, ou não, de violação à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 796.136/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 594.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). “CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF da ocorrência, ou não, de violação à coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 796.136/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 594.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). “CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 772309 AGR / DF CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Supremo Tribunal Federal ARE 772309 AGR / DF CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) : ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071076 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.309 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA ADV.(A/S) : ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071076 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772 . 309", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 772309 AGR / DF", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 772309 AGR / DF", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 694 . 931 / DF - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 655 . 157 / PR - AgR", "ARE 772309", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 694 . 931 / DF - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 655 . 157 / PR - AgR", "ARE 772309 AGR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 660 . 840 / RR - AgR", "AI n 658 . 527 / BA - AgR", "ARE 772309 AGR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 660 . 840 / RR - AgR", "AI n 658 . 527 / BA - AgR", "ARE 772309 AGR / DF", "ARE 772309 AGR", "mandado de segurança n 2010 . 01 . 1 . 094885 - 7", "AGI 2010 . 00 . 2 . 008952 - 5", "AGI 2010 . 00 . 2 . 008952 - 5", "ARE 772309", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 772309 AGR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 772309 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 796 . 136 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 594 . 053 / RN - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 692 . 172 / SP - AgR", "ARE 772309", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 796 . 136 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 594 . 053 / RN - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 692 . 172 / SP - AgR", "ARE 772309 AGR / DF", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 726 . 001 / SP - AgR", "ARE 772309 AGR /", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 726 . 001 / SP - AgR", "AGRAVO 772 . 309" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e inciso XXXVI , e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e inciso XXXVI , e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 5 . . . , caput e inciso XXXVI , da Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 5 . . . , caput e inciso XXXVI , da Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput , e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput , e 37 , caput e incisos I e II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Distrito Federal", "6", ".", ". . Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Distrito Federal", "6", ". . . Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Polícia Militar do Distrito Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Militar do Distrito Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PMDF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PMDF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "Distrito Federal", "Centro de Assistência Social da PMDF", "PMDF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Centro de Assistência Social da PMDF", "PMDF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA", "ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA", "ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA", "ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA", "ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "ELDER DE OLIVEIRA ARRUDA", "ASDRUBAL NASCIMENTO LIMA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Militares do Estado de Pernambuco. Soldo. Escalonamento vertical. Valor básico de referência (VBR). Leis Estaduais nºs 10.426/90 e 11.216/95 e Lei Complementar Estadual nº 32/01. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. A questão relativa à ocorrência da prescrição está restrita à análise da legislação infraconstitucional e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. No exame do ARE nº 694.450/PE, esta Corte concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco (Leis Estaduais nºs 11.216/95 e 10.426/90 e Lei Complementar Estadual nº 32/01), por não se tratar de questão constitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 790993 AGR / PE ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): George Brandão Paulo e outro interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a fixação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco em face do escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual nº 10.426/90 e ante a estipulação, pela Lei Estadual nº 11.216/95, do Vencimento Básico de Referência. Debate-se, também, a respeito das diversas consequências jurídicas produzidas pela edição da Lei Complementar estadual nº 32/01 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): George Brandão Paulo e outro interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a fixação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco em face do escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual nº 10.426/90 e ante a estipulação, pela Lei Estadual nº 11.216/95, do Vencimento Básico de Referência. Debate-se, também, a respeito das diversas consequências jurídicas produzidas pela edição da Lei Complementar estadual nº 32/01 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 790993 AGR / PE Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. DETERMINAÇÃO DO VALOR DO SOLDO. ESCALONAMENTO VERTICAL. VALOR BÁSICO DE REFERÊNCIA VBR. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 32/2001. NECESSIDADE DE EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.‘ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente . Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduzem os agravante, in verbis, que “(…) os Agravantes, policiais e bombeiros militares do Estado de Pernambuco, perceberam, no período de 1º de maio de 1995 até o mês de julho de 2001, remuneração inferior ao que determinava a Lei de Remuneração dos Servidores Militares Estaduais, Lei nº 10.426/90. Ao pagar remuneração inferior ao que determinava a Lei, o Estado incorreu em infração ao que determina o artigo 7º, IV e VI, da Constituição Federal. Deixou, também, de cumprir as leis 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. DETERMINAÇÃO DO VALOR DO SOLDO. ESCALONAMENTO VERTICAL. VALOR BÁSICO DE REFERÊNCIA VBR. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 32/2001. NECESSIDADE DE EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.‘ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente . Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduzem os agravante, in verbis, que “(…) os Agravantes, policiais e bombeiros militares do Estado de Pernambuco, perceberam, no período de 1º de maio de 1995 até o mês de julho de 2001, remuneração inferior ao que determinava a Lei de Remuneração dos Servidores Militares Estaduais, Lei nº 10.426/90. Ao pagar remuneração inferior ao que determinava a Lei, o Estado incorreu em infração ao que determina o artigo 7º, IV e VI, da Constituição Federal. Deixou, também, de cumprir as leis 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 790993 AGR / PE 6.783/74, 10.426/90 e 11.216/95, além da Lei Complementar nº 13, de 30 de janeiro de 1995. Pretende a ação a condenação do Agravado no pagamento das diferenças salariais de todo o período de 1ª de maio de 1995 a 30 de julho de 2001, com as devidas e respectivas repercussões financeiras nas gratificações percebidas na época pelos Agravantes, conforme lhes era garantido pela Lei 11.216/95, com juros e correção monetária, recalculando-se o valor do soldo de cada graduação conforme atualmente é pago pelo Agravado, em face do descumprimento das Leis que disciplinavam a remuneração então em vigor.” Asseveram, ainda, que a pretensão não estaria prescrita pois “a citação válida, enquanto causa interruptiva, apresenta especial característica: a prescrição por ela interrompida só começa a correr do último ato do processo para a interromper”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE 6.783/74, 10.426/90 e 11.216/95, além da Lei Complementar nº 13, de 30 de janeiro de 1995. Pretende a ação a condenação do Agravado no pagamento das diferenças salariais de todo o período de 1ª de maio de 1995 a 30 de julho de 2001, com as devidas e respectivas repercussões financeiras nas gratificações percebidas na época pelos Agravantes, conforme lhes era garantido pela Lei 11.216/95, com juros e correção monetária, recalculando-se o valor do soldo de cada graduação conforme atualmente é pago pelo Agravado, em face do descumprimento das Leis que disciplinavam a remuneração então em vigor.” Asseveram, ainda, que a pretensão não estaria prescrita pois “a citação válida, enquanto causa interruptiva, apresenta especial característica: a prescrição por ela interrompida só começa a correr do último ato do processo para a interromper”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do julgado prolatado no Tribunal a quo, o seguinte: “Como ressaltado na decisão recorrida, as provas conduzidas aos autos induzem o convencimento de que os recorrentes, de fato, perceberam, por certo tempo, soldos com valores nominais inferiores ao ‘Vencimentos Básico de Referência – VBR’. Entretanto, perfilho a tese de que, com a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual nº 32/01, restou derrogada a Lei Estadual nº 11.216/95, no que tange à forma de cálculo de remuneração dos servidores militares. Isto, porque a lei complementar, além de estabelecer novos valores nominais para o soldo e algumas gratificações, revogou, em seu art. 7º, todas as disposições que lhe eram contrárias. A suposta lesão, que se renova mês a mês, consolidou-se, assim, no ato singular da vigência da lei complementar, por ser esta uma lei de efeitos concretos, isto é, uma lei ‘cuja vigência já acarreta lesão a direitos alegados em juízo pela parte interessada. A suposta lesão, nesses casos, não surge do ato administrativo que aplica a lei, mas sim da vigência da própria lei que, por exemplo, suprimiu uma vantagem ou modificou uma situação anterior.’ Passou, então, a ser aplicável não o art. 3º, mas o art. 1º do Decreto nº 20.910/32, que estabelece o prazo prescricional quinquenal, contado a partir do ato ou fato lesivo, que, na hipótese, é, repise-se, a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual nº 32/01. (…) Ora, se a Lei Complementar Estadual nº 32/01 modifica valores nominais de soldo e gratificações e revoga as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do julgado prolatado no Tribunal a quo, o seguinte: “Como ressaltado na decisão recorrida, as provas conduzidas aos autos induzem o convencimento de que os recorrentes, de fato, perceberam, por certo tempo, soldos com valores nominais inferiores ao ‘Vencimentos Básico de Referência – VBR’. Entretanto, perfilho a tese de que, com a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual nº 32/01, restou derrogada a Lei Estadual nº 11.216/95, no que tange à forma de cálculo de remuneração dos servidores militares. Isto, porque a lei complementar, além de estabelecer novos valores nominais para o soldo e algumas gratificações, revogou, em seu art. 7º, todas as disposições que lhe eram contrárias. A suposta lesão, que se renova mês a mês, consolidou-se, assim, no ato singular da vigência da lei complementar, por ser esta uma lei de efeitos concretos, isto é, uma lei ‘cuja vigência já acarreta lesão a direitos alegados em juízo pela parte interessada. A suposta lesão, nesses casos, não surge do ato administrativo que aplica a lei, mas sim da vigência da própria lei que, por exemplo, suprimiu uma vantagem ou modificou uma situação anterior.’ Passou, então, a ser aplicável não o art. 3º, mas o art. 1º do Decreto nº 20.910/32, que estabelece o prazo prescricional quinquenal, contado a partir do ato ou fato lesivo, que, na hipótese, é, repise-se, a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual nº 32/01. (…) Ora, se a Lei Complementar Estadual nº 32/01 modifica valores nominais de soldo e gratificações e revoga as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE disposições que lhe são contrárias, nega-se, ainda que implicitamente, as formas de cálculo estabelecidas em leis anteriores, de modo que, não exercida a pretensão nos cinco anos subsequentes à entrada em vigor da lei lesiva, ocorre a prescrição do fundo de direito. (…) A este entendimento os recorrentes contrapõem ainda a tese de que, se a Lei Complementar Estadual nº 32/01 fixou remuneração inferior a que a lei seria devida, ela seria inconstitucional por infringir o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sobre esta questão, registro que o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal é o de que não existe direito adquirido a regime jurídico, podendo-se reduzir ou suprimir gratificações, desde que respeitado o valor nominal da remuneração. (…) No caso, não se observa qualquer redução nominal na remuneração dos recorrentes. Ao invés, vejo que, com o advento da mesma Lei Complementar Estadual nº 32/01, o valor nominal do soldo de todos os postos ou graduações já eram superiores ao piso de R$ 130,00 (cento e trinta reais), estabelecido na Lei Estadual nº 11.216/95.” Verifica-se que a Corte de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que a pretensão dos ora agravantes se encontrava prescrita. É certo que, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a referida legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que a matéria referente à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação processual e ao exame das provas dos autos. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE disposições que lhe são contrárias, nega-se, ainda que implicitamente, as formas de cálculo estabelecidas em leis anteriores, de modo que, não exercida a pretensão nos cinco anos subsequentes à entrada em vigor da lei lesiva, ocorre a prescrição do fundo de direito. (…) A este entendimento os recorrentes contrapõem ainda a tese de que, se a Lei Complementar Estadual nº 32/01 fixou remuneração inferior a que a lei seria devida, ela seria inconstitucional por infringir o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sobre esta questão, registro que o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal é o de que não existe direito adquirido a regime jurídico, podendo-se reduzir ou suprimir gratificações, desde que respeitado o valor nominal da remuneração. (…) No caso, não se observa qualquer redução nominal na remuneração dos recorrentes. Ao invés, vejo que, com o advento da mesma Lei Complementar Estadual nº 32/01, o valor nominal do soldo de todos os postos ou graduações já eram superiores ao piso de R$ 130,00 (cento e trinta reais), estabelecido na Lei Estadual nº 11.216/95.” Verifica-se que a Corte de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que a pretensão dos ora agravantes se encontrava prescrita. É certo que, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a referida legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que a matéria referente à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação processual e ao exame das provas dos autos. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça. Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. 3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, sem a realização de concurso público. Agravo regimental não provido” (AI 769.553/SC- AgR , Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO Nº 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça. Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636 desta Corte. 3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, sem a realização de concurso público. Agravo regimental não provido” (AI 769.553/SC- AgR , Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO Nº 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/STF. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE regimental a que se nega provimento” (AI nº 732.208/SP-AgR- segundo, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco com fundamento nas Leis Estaduais nºs 11.216/95 e 10.426/90 e na Lei Complementar Estadual nº 32/01. Colhe-se da manifestação do Relator o seguinte: “A questão presente nestes autos refere-se à determinação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco, especificamente, ante o escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual 10.426/1990 e a estipulação do Vencimento Básico de Referência VBR pela Lei Pernambucana 11.216/1995. Debate-se, ainda, a respeito das consequências da edição da Lei Complementar Estadual 32/2001 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. De fato, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à definição do sentido normativo da legislação local que regula, no Estado de Pernambuco, a remuneração dos militares desse ente federado. Dessa forma, constato que a verdadeira pretensão dos recorrentes é modificar a interpretação conferida pelo Tribunal de origem às normas estaduais que regem a espécie, pleito que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Ressalto que esta Corte tem afirmado, de forma reiterada, a limitação do tema sob análise à esfera unicamente infraconstitucional, especificamente à disciplina normativa local”. Nego provimento do agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE regimental a que se nega provimento” (AI nº 732.208/SP-AgR- segundo, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco com fundamento nas Leis Estaduais nºs 11.216/95 e 10.426/90 e na Lei Complementar Estadual nº 32/01. Colhe-se da manifestação do Relator o seguinte: “A questão presente nestes autos refere-se à determinação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco, especificamente, ante o escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual 10.426/1990 e a estipulação do Vencimento Básico de Referência VBR pela Lei Pernambucana 11.216/1995. Debate-se, ainda, a respeito das consequências da edição da Lei Complementar Estadual 32/2001 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. De fato, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à definição do sentido normativo da legislação local que regula, no Estado de Pernambuco, a remuneração dos militares desse ente federado. Dessa forma, constato que a verdadeira pretensão dos recorrentes é modificar a interpretação conferida pelo Tribunal de origem às normas estaduais que regem a espécie, pleito que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Ressalto que esta Corte tem afirmado, de forma reiterada, a limitação do tema sob análise à esfera unicamente infraconstitucional, especificamente à disciplina normativa local”. Nego provimento do agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071115 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071115 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6242365
2014-05-27T00:00:00
2014-06-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Militares do Estado de Pernambuco. Soldo. Escalonamento vertical. Valor básico de referência (VBR). Leis Estaduais nºs 10.426/90 e 11.216/95 e Lei Complementar Estadual nº 32/01. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. A questão relativa à ocorrência da prescrição está restrita à análise da legislação infraconstitucional e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. No exame do ARE nº 694.450/PE, esta Corte concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco (Leis Estaduais nºs 11.216/95 e 10.426/90 e Lei Complementar Estadual nº 32/01), por não se tratar de questão constitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur268363
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, SOLDO INFERIOR AO VENCIMENTO BÁSICO DE REFERÊNCIA) ARE 694450 RG. (PRESCRIÇÃO) AI 796224 AgR (1ªT), RE 612799 AgR (2ªT), AI 732208 AgR-segundo (2ªT), ARE 651130 AgR (1ªT), ARE 712833 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 29/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
790993
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000032 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR, PE\n\n", "LEG-EST LEI-010426 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA, PE\n\n", "LEG-EST LEI-011216 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA, PE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 790993 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Militares do Estado de Pernambuco. Soldo. Escalonamento vertical. Valor básico de referência (VBR). Leis Estaduais ns 10.426/90 e 11.216/95 e Lei Complementar Estadual n 32/01. Repercussão geral. Inexistência. Precedentes. 1. A questão relativa à ocorrência da prescrição está restrita à análise da legislação infraconstitucional e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. No exame do ARE n 694.450/PE, esta Corte concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco (Leis Estaduais ns 11.216/95 e 10.426/90 e Lei Complementar Estadual n 32/01), por não se tratar de questão constitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 790993 AGR / PE ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): George Brandão Paulo e outro interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a fixação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco em face do escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual n 10.426/90 e ante a estipulação, pela Lei Estadual n 11.216/95, do Vencimento Básico de Referência. Debate-se, também, a respeito das diversas consequências jurídicas produzidas pela edição da Lei Complementar estadual n 32/01 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): George Brandão Paulo e outro interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a fixação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco em face do escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual n 10.426/90 e ante a estipulação, pela Lei Estadual n 11.216/95, do Vencimento Básico de Referência. Debate-se, também, a respeito das diversas consequências jurídicas produzidas pela edição da Lei Complementar estadual n 32/01 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 790993 AGR / PE Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. DETERMINAÇÃO DO VALOR DO SOLDO. ESCALONAMENTO VERTICAL. VALOR BÁSICO DE REFERÊNCIA VBR. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 32/2001. NECESSIDADE DE EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.‘ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente . Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduzem os agravante, in verbis, que “(…) os Agravantes, policiais e bombeiros militares do Estado de Pernambuco, perceberam, no período de 1... de maio de 1995 até o mês de julho de 2001, remuneração inferior ao que determinava a Lei de Remuneração dos Servidores Militares Estaduais, Lei n 10.426/90. Ao pagar remuneração inferior ao que determinava a Lei, o Estado incorreu em infração ao que determina o artigo 7..., IV e VI, da Constituição Federal. Deixou, também, de cumprir as leis 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE Não merece trânsito o apelo, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘ADMINISTRATIVO. MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. DETERMINAÇÃO DO VALOR DO SOLDO. ESCALONAMENTO VERTICAL. VALOR BÁSICO DE REFERÊNCIA VBR. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 32/2001. NECESSIDADE DE EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.‘ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente . Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduzem os agravante, in verbis, que “(…) os Agravantes, policiais e bombeiros militares do Estado de Pernambuco, perceberam, no período de 1... de maio de 1995 até o mês de julho de 2001, remuneração inferior ao que determinava a Lei de Remuneração dos Servidores Militares Estaduais, Lei n 10.426/90. Ao pagar remuneração inferior ao que determinava a Lei, o Estado incorreu em infração ao que determina o artigo 7..., IV e VI, da Constituição Federal. Deixou, também, de cumprir as leis 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 790993 AGR / PE 6.783/74, 10.426/90 e 11.216/95, além da Lei Complementar n 13, de 30 de janeiro de 1995. Pretende a ação a condenação do Agravado no pagamento das diferenças salariais de todo o período de 1... de maio de 1995 a 30 de julho de 2001, com as devidas e respectivas repercussões financeiras nas gratificações percebidas na época pelos Agravantes, conforme lhes era garantido pela Lei 11.216/95, com juros e correção monetária, recalculando-se o valor do soldo de cada graduação conforme atualmente é pago pelo Agravado, em face do descumprimento das Leis que disciplinavam a remuneração então em vigor.” Asseveram, ainda, que a pretensão não estaria prescrita pois “a citação válida, enquanto causa interruptiva, apresenta especial característica: a prescrição por ela interrompida só começa a correr do último ato do processo para a interromper”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE 6.783/74, 10.426/90 e 11.216/95, além da Lei Complementar n 13, de 30 de janeiro de 1995. Pretende a ação a condenação do Agravado no pagamento das diferenças salariais de todo o período de 1... de maio de 1995 a 30 de julho de 2001, com as devidas e respectivas repercussões financeiras nas gratificações percebidas na época pelos Agravantes, conforme lhes era garantido pela Lei 11.216/95, com juros e correção monetária, recalculando-se o valor do soldo de cada graduação conforme atualmente é pago pelo Agravado, em face do descumprimento das Leis que disciplinavam a remuneração então em vigor.” Asseveram, ainda, que a pretensão não estaria prescrita pois “a citação válida, enquanto causa interruptiva, apresenta especial característica: a prescrição por ela interrompida só começa a correr do último ato do processo para a interromper”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do julgado prolatado no Tribunal a quo, o seguinte: “Como ressaltado na decisão recorrida, as provas conduzidas aos autos induzem o convencimento de que os recorrentes, de fato, perceberam, por certo tempo, soldos com valores nominais inferiores ao ‘Vencimentos Básico de Referência – VBR’. Entretanto, perfilho a tese de que, com a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual n 32/01, restou derrogada a Lei Estadual n 11.216/95, no que tange à forma de cálculo de remuneração dos servidores militares. Isto, porque a lei complementar, além de estabelecer novos valores nominais para o soldo e algumas gratificações, revogou, em seu art. 7..., todas as disposições que lhe eram contrárias. A suposta lesão, que se renova mês a mês, consolidou-se, assim, no ato singular da vigência da lei complementar, por ser esta uma lei de efeitos concretos, isto é, uma lei ‘cuja vigência já acarreta lesão a direitos alegados em juízo pela parte interessada. A suposta lesão, nesses casos, não surge do ato administrativo que aplica a lei, mas sim da vigência da própria lei que, por exemplo, suprimiu uma vantagem ou modificou uma situação anterior.’ Passou, então, a ser aplicável não o art. 3..., mas o art. 1... do Decreto n 20.910/32, que estabelece o prazo prescricional quinquenal, contado a partir do ato ou fato lesivo, que, na hipótese, é, repise-se, a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual n 32/01. (…) Ora, se a Lei Complementar Estadual n 32/01 modifica valores nominais de soldo e gratificações e revoga as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do julgado prolatado no Tribunal a quo, o seguinte: “Como ressaltado na decisão recorrida, as provas conduzidas aos autos induzem o convencimento de que os recorrentes, de fato, perceberam, por certo tempo, soldos com valores nominais inferiores ao ‘Vencimentos Básico de Referência – VBR’. Entretanto, perfilho a tese de que, com a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual n 32/01, restou derrogada a Lei Estadual n 11.216/95, no que tange à forma de cálculo de remuneração dos servidores militares. Isto, porque a lei complementar, além de estabelecer novos valores nominais para o soldo e algumas gratificações, revogou, em seu art. 7..., todas as disposições que lhe eram contrárias. A suposta lesão, que se renova mês a mês, consolidou-se, assim, no ato singular da vigência da lei complementar, por ser esta uma lei de efeitos concretos, isto é, uma lei ‘cuja vigência já acarreta lesão a direitos alegados em juízo pela parte interessada. A suposta lesão, nesses casos, não surge do ato administrativo que aplica a lei, mas sim da vigência da própria lei que, por exemplo, suprimiu uma vantagem ou modificou uma situação anterior.’ Passou, então, a ser aplicável não o art. 3..., mas o art. 1... do Decreto n 20.910/32, que estabelece o prazo prescricional quinquenal, contado a partir do ato ou fato lesivo, que, na hipótese, é, repise-se, a entrada em vigor da Lei Complementar Estadual n 32/01. (…) Ora, se a Lei Complementar Estadual n 32/01 modifica valores nominais de soldo e gratificações e revoga as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE disposições que lhe são contrárias, nega-se, ainda que implicitamente, as formas de cálculo estabelecidas em leis anteriores, de modo que, não exercida a pretensão nos cinco anos subsequentes à entrada em vigor da lei lesiva, ocorre a prescrição do fundo de direito. (…) A este entendimento os recorrentes contrapõem ainda a tese de que, se a Lei Complementar Estadual n 32/01 fixou remuneração inferior a que a lei seria devida, ela seria inconstitucional por infringir o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sobre esta questão, registro que o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal é o de que não existe direito adquirido a regime jurídico, podendo-se reduzir ou suprimir gratificações, desde que respeitado o valor nominal da remuneração. (…) No caso, não se observa qualquer redução nominal na remuneração dos recorrentes. Ao invés, vejo que, com o advento da mesma Lei Complementar Estadual n 32/01, o valor nominal do soldo de todos os postos ou graduações já eram superiores ao piso de R$ 130,00 (cento e trinta reais), estabelecido na Lei Estadual n 11.216/95.” Verifica-se que a Corte de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que a pretensão dos ora agravantes se encontrava prescrita. É certo que, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a referida legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que a matéria referente à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação processual e ao exame das provas dos autos. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE disposições que lhe são contrárias, nega-se, ainda que implicitamente, as formas de cálculo estabelecidas em leis anteriores, de modo que, não exercida a pretensão nos cinco anos subsequentes à entrada em vigor da lei lesiva, ocorre a prescrição do fundo de direito. (…) A este entendimento os recorrentes contrapõem ainda a tese de que, se a Lei Complementar Estadual n 32/01 fixou remuneração inferior a que a lei seria devida, ela seria inconstitucional por infringir o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sobre esta questão, registro que o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal é o de que não existe direito adquirido a regime jurídico, podendo-se reduzir ou suprimir gratificações, desde que respeitado o valor nominal da remuneração. (…) No caso, não se observa qualquer redução nominal na remuneração dos recorrentes. Ao invés, vejo que, com o advento da mesma Lei Complementar Estadual n 32/01, o valor nominal do soldo de todos os postos ou graduações já eram superiores ao piso de R$ 130,00 (cento e trinta reais), estabelecido na Lei Estadual n 11.216/95.” Verifica-se que a Corte de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que a pretensão dos ora agravantes se encontrava prescrita. É certo que, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a referida legislação, bem como o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Ressalte-se que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que a matéria referente à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação processual e ao exame das provas dos autos. Nesse sentido, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça. Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. 3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, sem a realização de concurso público. Agravo regimental não provido” (AI 769.553/SC- AgR , Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO n 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE “Agravo regimental no agravo de instrumento. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Prescrição. Ato administrativo. Ofensa reflexa. Serventuária da Justiça. Oficial de Registro. Concurso público. Necessidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. A questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e ao exame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636 desta Corte. 3. Inviabilidade de efetivação em cargo de oficial de registro de serventia notarial, depois da entrada em vigor da Constituição Federal de 1988, sem a realização de concurso público. Agravo regimental não provido” (AI 769.553/SC- AgR , Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. DECRETO n 20.910/1932. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUPOSTA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. ENUNCIADO 279 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 790993 AGR / PE regimental a que se nega provimento” (AI n 732.208/SP-AgR- segundo, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco com fundamento nas Leis Estaduais ns 11.216/95 e 10.426/90 e na Lei Complementar Estadual n 32/01. Colhe-se da manifestação do Relator o seguinte: “A questão presente nestes autos refere-se à determinação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco, especificamente, ante o escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual 10.426/1990 e a estipulação do Vencimento Básico de Referência VBR pela Lei Pernambucana 11.216/1995. Debate-se, ainda, a respeito das consequências da edição da Lei Complementar Estadual 32/2001 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. De fato, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à definição do sentido normativo da legislação local que regula, no Estado de Pernambuco, a remuneração dos militares desse ente federado. Dessa forma, constato que a verdadeira pretensão dos recorrentes é modificar a interpretação conferida pelo Tribunal de origem às normas estaduais que regem a espécie, pleito que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Ressalto que esta Corte tem afirmado, de forma reiterada, a limitação do tema sob análise à esfera unicamente infraconstitucional, especificamente à disciplina normativa local”. Nego provimento do agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Supremo Tribunal Federal ARE 790993 AGR / PE regimental a que se nega provimento” (AI n 732.208/SP-AgR- segundo, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/6/11). Ademais, consoante expresso na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 694.450/PE, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à fixação do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco com fundamento nas Leis Estaduais ns 11.216/95 e 10.426/90 e na Lei Complementar Estadual n 32/01. Colhe-se da manifestação do Relator o seguinte: “A questão presente nestes autos refere-se à determinação do valor do soldo dos integrantes da carreira militar do Estado de Pernambuco, especificamente, ante o escalonamento vertical previsto pela Lei Estadual 10.426/1990 e a estipulação do Vencimento Básico de Referência VBR pela Lei Pernambucana 11.216/1995. Debate-se, ainda, a respeito das consequências da edição da Lei Complementar Estadual 32/2001 na disciplina normativa da remuneração dos militares daquele Estado. Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. De fato, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à definição do sentido normativo da legislação local que regula, no Estado de Pernambuco, a remuneração dos militares desse ente federado. Dessa forma, constato que a verdadeira pretensão dos recorrentes é modificar a interpretação conferida pelo Tribunal de origem às normas estaduais que regem a espécie, pleito que encontra óbice na Súmula 280 desta Corte. Ressalto que esta Corte tem afirmado, de forma reiterada, a limitação do tema sob análise à esfera unicamente infraconstitucional, especificamente à disciplina normativa local”. Nego provimento do agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071115 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.993 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GEORGE BRANDÃO PAULO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071115 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790 . 993", "Súmulas ns 636", "ARE n 694 . 450 / PE", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993 AGR / PE", "ARE 790993 AGR / PE", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 790993 AGR / PE", "ARE n 694 . 450 / PE", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993 AGR / PE", "ARE n 694 . 450 / PE", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993 AGR", "PE 6 . 783 / 74", "ARE 790993 AGR /", "PE 6 . 783 / 74", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993 AGR / PE", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993", "AI 769 . 553 / SC - AgR", "ARE n 651 . 130 / DF - AgR", "ENUNCIADO 279 DA SÚMULA / Supremo Tribunal Federal", "ARE 790993 AGR / PE", "AI 769 . 553 / SC - AgR", "ARE n 651 . 130 / DF - AgR", "ARE 790993 AGR /", "AI n 732 . 208 / SP - AgR - segundo", "ARE n 694 . 450 / PE", "ARE 790993 AGR", "AI n 732 . 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Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS 10 . 426 / 1990", "11", ".", "216", "/", "1995", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 32 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Lei de Remuneração dos Servidores Militares", "Lei n 10 . 426 / 90", "artigo 7 . . . , IV e VI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "10", ".", "426", "/", "90", "11", ".", "216", "/", "95", "Lei Complementar n 13", "Lei 11 . 216 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "10", ".", "/", "11", ".", "/", "95", "Lei Complementar", "Lei 11 . 216 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n 32 / 01", "Lei Estadual n 11 . 216 / 95", "art", "Decreto n 20 . 910 / 32", "Lei Complementar Estadual n 32 / 01", "Lei Complementar Estadual n 32 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n 32 / 01", "Lei Estadual n 11 . 216 / 95", "Decreto n 20 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"426", "/", "90", "Lei Complementar Estadual n 32 / 01", "Lei Estadual 10 . 426 / 1990", "Lei Pernambucana 11 . 216 / 1995", "Lei Complementar Estadual 32 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], 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Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário desta", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", 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Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "GEORGE BRANDÃO PAULO", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "1", ".", ". . de maio de 1995", "mês", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de maio de 1995", "julho de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de janeiro de 1995", "1", ".", ". . de maio de 1995", "30 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário. Discussão de índole infraconstitucional. 3. Precedente. AI-RG 843.287. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção do salário da agravante deve ser baseada sobre os 80% (oitenta por cento) maiores salários de contribuição, o que foi ignorado pela Autarquia federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343405. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção do salário da agravante deve ser baseada sobre os 80% (oitenta por cento) maiores salários de contribuição, o que foi ignorado pela Autarquia federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo pela decadência do direito da autora em pleitear a revisão de seu benefício previdenciário. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Registro ainda, que o Supremo Tribunal Federal apreciou a matéria relativa aos critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário, no AI-RG 843.287, DJe 1º.9.2011, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta, nos seguintes termos: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Benefício previdenciário. Renda mensal inicial. Critérios de cálculo. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo pela decadência do direito da autora em pleitear a revisão de seu benefício previdenciário. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Registro ainda, que o Supremo Tribunal Federal apreciou a matéria relativa aos critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário, no AI-RG 843.287, DJe 1º.9.2011, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta, nos seguintes termos: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Benefício previdenciário. Renda mensal inicial. Critérios de cálculo. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 727939 AGR / RS renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, versa sobre tema infraconstitucional”. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Supremo Tribunal Federal ARE 727939 AGR / RS renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, versa sobre tema infraconstitucional”. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) : DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492422 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) : DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492422 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6542514
2014-06-24T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário. Discussão de índole infraconstitucional. 3. Precedente. AI-RG 843.287. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273090
- Acórdão(s) citado(s): (CÁLCULO, RENDA MENSAL INICIAL, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) AI 843287 RG. Número de páginas: 5. Análise: 26/08/2014, MÁR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
727939
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 727939 AgR
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AGTE.(S) : ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) : DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário. Discussão de índole infraconstitucional. 3. Precedente. AI-RG 843.287. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção do salário da agravante deve ser baseada sobre os 80% (oitenta por cento) maiores salários de contribuição, o que foi ignorado pela Autarquia federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343405. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) :DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção do salário da agravante deve ser baseada sobre os 80% (oitenta por cento) maiores salários de contribuição, o que foi ignorado pela Autarquia federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo pela decadência do direito da autora em pleitear a revisão de seu benefício previdenciário. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Registro ainda, que o Supremo Tribunal Federal apreciou a matéria relativa aos critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário, no AI-RG 843.287, DJe 1....9.2011, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta, nos seguintes termos: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Benefício previdenciário. Renda mensal inicial. Critérios de cálculo. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo pela decadência do direito da autora em pleitear a revisão de seu benefício previdenciário. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Registro ainda, que o Supremo Tribunal Federal apreciou a matéria relativa aos critérios para cálculo de renda mensal inicial de benefício previdenciário, no AI-RG 843.287, DJe 1....9.2011, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta, nos seguintes termos: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Benefício previdenciário. Renda mensal inicial. Critérios de cálculo. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o direito de se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 727939 AGR / RS renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, versa sobre tema infraconstitucional”. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Supremo Tribunal Federal ARE 727939 AGR / RS renunciar aos salários-de-contribuição de menor expressão econômica para compor a média aritmética que servirá de base de cálculo para a renda mensal inicial de benefício previdenciário, versa sobre tema infraconstitucional”. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) : DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492422 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.939 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ORANDINA CARPENEDO ADV.(A/S) : DENISE ARISI DONDI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492422 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727 . 939", "AI", "-", "RG 843 . 287", "AI", "-", "RG 843 . 287", "ARE 727939 AGR / RS", "ARE 727939 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727 . 939" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ORANDINA CARPENEDO", "DENISE ARISI DONDI", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ORANDINA CARPENEDO", "DENISE ARISI DONDI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ORANDINA CARPENEDO", "DENISE ARISI DONDI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ORANDINA CARPENEDO", "DENISE ARISI DONDI", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ORANDINA CARPENEDO", "DENISE ARISI DONDI", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Execução de título judicial. Coisa julgada. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201417. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lúcia Maria Russo Corsini interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lúcia Maria Russo Corsini interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento parcial ao recurso especial interposto pela parte ora recorrida, assim ementado: ‘RECURSO ESPECIAL - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF - ARTIGO 808 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PREQUESTIONAMENTO - INEXISTÊNCIA - APLICAÇÃO DA SÚMULA 211/STJ - PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE - INCIDÊNCIA – ACORDO ENTABULADO ENTRE AS PARTES - OCORRÊNCIA - PREJUDICIALIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA – INEXISTÊNCIA DE CONFLITO ENTRE DECISÕES JUDICIAIS - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA EXTENSÃO, PROVIDO. I - A não explicitação precisa, por parte do recorrente, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lúcia Maria Russo Corsini interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lúcia Maria Russo Corsini interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento parcial ao recurso especial interposto pela parte ora recorrida, assim ementado: ‘RECURSO ESPECIAL - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF - ARTIGO 808 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PREQUESTIONAMENTO - INEXISTÊNCIA - APLICAÇÃO DA SÚMULA 211/STJ - PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE - INCIDÊNCIA – ACORDO ENTABULADO ENTRE AS PARTES - OCORRÊNCIA - PREJUDICIALIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA – INEXISTÊNCIA DE CONFLITO ENTRE DECISÕES JUDICIAIS - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA EXTENSÃO, PROVIDO. I - A não explicitação precisa, por parte do recorrente, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF sobre a forma como teria sido violado o dispositivo suscitado, no caso, o artigo 535, II, do Código de Processo Civil, atrai a incidência do enunciado nº 284 da Súmula do STF. II - A questão relativa ao artigo 808, do Código de Processo Civil, não foi objeto de exame pelo acórdão recorrido, estando ausente, dessa forma, o prequestionamento. Incidência da Súmula 211/STJ. III - Com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renuncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação anteriormente interposto. IV - Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, não se vislumbra a existência de interesse recursal em homenagem ao que dispõe o artigo 158, do Código de Processo Civil. Isso porque, sua exegese é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo, quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. V - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta a recorrente que o acórdão atacado, ao vedar a execução de título judicial transitado em julgado, incorreu em violação do artigo 5°, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Sem contrarrazões, o recurso extraordinário foi admitido. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF sobre a forma como teria sido violado o dispositivo suscitado, no caso, o artigo 535, II, do Código de Processo Civil, atrai a incidência do enunciado nº 284 da Súmula do STF. II - A questão relativa ao artigo 808, do Código de Processo Civil, não foi objeto de exame pelo acórdão recorrido, estando ausente, dessa forma, o prequestionamento. Incidência da Súmula 211/STJ. III - Com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renuncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação anteriormente interposto. IV - Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, não se vislumbra a existência de interesse recursal em homenagem ao que dispõe o artigo 158, do Código de Processo Civil. Isso porque, sua exegese é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo, quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. V - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta a recorrente que o acórdão atacado, ao vedar a execução de título judicial transitado em julgado, incorreu em violação do artigo 5°, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Sem contrarrazões, o recurso extraordinário foi admitido. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a alegação de afronta aos limites da coisa julgada, se dependente de reexame de normas infraconstitucionais, como no presente caso, configuraria ofensa constitucional indireta, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. PERDAS SALARIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA AFRONTA À COISA JULGADA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n° 777.705/TO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 24/2/14). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a alegação de afronta aos limites da coisa julgada, se dependente de reexame de normas infraconstitucionais, como no presente caso, configuraria ofensa constitucional indireta, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. PERDAS SALARIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA AFRONTA À COISA JULGADA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n° 777.705/TO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 24/2/14). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, os seguintes fundamentos: ‘A controvérsia aqui agitada reside em saber se, para a hipótese, deve prevalecer a sentença que homologou o acordo ou, ao contrário, o v. acórdão recorrido que, por sua vez, determinou o pagamento de honorários de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, os seguintes fundamentos: ‘A controvérsia aqui agitada reside em saber se, para a hipótese, deve prevalecer a sentença que homologou o acordo ou, ao contrário, o v. acórdão recorrido que, por sua vez, determinou o pagamento de honorários de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF sucumbência. E a curiosidade da presente controvérsia refere-se à identificação de que, segundo o v. acórdão recorrido, existem duas determinações judiciais com trânsito em julgado, que examinaram a mesma questão relativa aos honorários advocatícios. (…). É que, pelo menos na compreensão desta Relatoria, a nossa sistemática jurídica prestigia sempre o ato mais antigo, pelo princípio da anterioridade. Assim, por exemplo, ocorre com a penhora mais antiga no concurso de credores, nos termos dos artigos 711 e 712, ambos do Código de Processo Civil, bem como em relação aos Registros Públicos, onde a anterioridade é princípio nuclear. Nesse contexto, a anterioridade dá a ideia de prioridade, ou seja, o direito da preferência ou primazia à pessoa que executou o ato anteriormente, satisfazendo, desde logo, as exigências legais, asseguradas de seu direito. E, nesse sentido, na espécie, com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renúncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação interposto pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Não se vai aqui, registra-se, discutir acerca da extensão do acordo realizado entre as partes. Ou seja, se ele, de fato, limitava-se aos honorários advocatícios contratuais, ou, pelo contrário, se caberia, também, a interpretação de que se tratava de toda e qualquer discussão relativa aos honorários advocatícios, inclusive, os sucumbenciais. Essa tarefa, note-se, já foi realizada pelas Instâncias ordinárias e, sobretudo, em respeito ao que contido na Súmula n. 7 desta Corte Superior. De qualquer sorte, o que há, na presente controvérsia, é uma lamentável confusão que impõe, neste momento, seja corrigida. Na verdade, irresignada com o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF sucumbência. E a curiosidade da presente controvérsia refere-se à identificação de que, segundo o v. acórdão recorrido, existem duas determinações judiciais com trânsito em julgado, que examinaram a mesma questão relativa aos honorários advocatícios. (…). É que, pelo menos na compreensão desta Relatoria, a nossa sistemática jurídica prestigia sempre o ato mais antigo, pelo princípio da anterioridade. Assim, por exemplo, ocorre com a penhora mais antiga no concurso de credores, nos termos dos artigos 711 e 712, ambos do Código de Processo Civil, bem como em relação aos Registros Públicos, onde a anterioridade é princípio nuclear. Nesse contexto, a anterioridade dá a ideia de prioridade, ou seja, o direito da preferência ou primazia à pessoa que executou o ato anteriormente, satisfazendo, desde logo, as exigências legais, asseguradas de seu direito. E, nesse sentido, na espécie, com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renúncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação interposto pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Não se vai aqui, registra-se, discutir acerca da extensão do acordo realizado entre as partes. Ou seja, se ele, de fato, limitava-se aos honorários advocatícios contratuais, ou, pelo contrário, se caberia, também, a interpretação de que se tratava de toda e qualquer discussão relativa aos honorários advocatícios, inclusive, os sucumbenciais. Essa tarefa, note-se, já foi realizada pelas Instâncias ordinárias e, sobretudo, em respeito ao que contido na Súmula n. 7 desta Corte Superior. De qualquer sorte, o que há, na presente controvérsia, é uma lamentável confusão que impõe, neste momento, seja corrigida. Na verdade, irresignada com o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa , em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) A exegese do art. 158 do Código de Processo Civil, é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Colhe-se, nesse sentido a seguinte ementa: (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa , em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) A exegese do art. 158 do Código de Processo Civil, é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Colhe-se, nesse sentido a seguinte ementa: (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35) De fato, independente da decisão a ser proferida pelo egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, registre-se, após a notícia do acordo entre as partes, 4 (quatro) anos se escoaram para ser redigida, seu objeto estaria prejudicado ante a notícia do acordo’. Desse modo, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado, exclusivamente, nas disposições processuais pertinentes, de reexame incabível em sede extraordinária. Sobre o tema: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: transação: efeitos de coisa julgada: controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação jurisdicional e de falta de motivação do acórdão recorrido’ (AI nº 590.950/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 29/6/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal e que a ofensa ao mencionado dispositivo seria direta. Aduz, in verbis, que “(…) o recurso extraordinário, ao qual VOSSA EXCELÊNCIA negou seguimento pela r. decisão agravada, tem 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35) De fato, independente da decisão a ser proferida pelo egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, registre-se, após a notícia do acordo entre as partes, 4 (quatro) anos se escoaram para ser redigida, seu objeto estaria prejudicado ante a notícia do acordo’. Desse modo, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado, exclusivamente, nas disposições processuais pertinentes, de reexame incabível em sede extraordinária. Sobre o tema: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: transação: efeitos de coisa julgada: controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação jurisdicional e de falta de motivação do acórdão recorrido’ (AI nº 590.950/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 29/6/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal e que a ofensa ao mencionado dispositivo seria direta. Aduz, in verbis, que “(…) o recurso extraordinário, ao qual VOSSA EXCELÊNCIA negou seguimento pela r. decisão agravada, tem 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RE 797155 AGR / DF por objeto o acórdão de fls. 1127/1142 (e-STJ), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas para o julgamento do recurso extraordinário em questão não é preciso analisar qualquer norma infraconstitucional constante do acórdão de fls. 1127/1142 (e-STJ), pois basta ler esse acórdão e os atos processuais destes autos, para se perceber que, pelo referido acórdão, o Superior Tribunal de Justiça rejulgou processo que já havia transitado em julgado há mais de cinco anos na data do julgamento em questão”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF por objeto o acórdão de fls. 1127/1142 (e-STJ), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas para o julgamento do recurso extraordinário em questão não é preciso analisar qualquer norma infraconstitucional constante do acórdão de fls. 1127/1142 (e-STJ), pois basta ler esse acórdão e os atos processuais destes autos, para se perceber que, pelo referido acórdão, o Superior Tribunal de Justiça rejulgou processo que já havia transitado em julgado há mais de cinco anos na data do julgamento em questão”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente, bem como nos fatos e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário. Com efeito, consignou aquela Corte o seguinte: “(...) [I]rresignada com o acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa, em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) (...) De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente, bem como nos fatos e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário. Com efeito, consignou aquela Corte o seguinte: “(...) [I]rresignada com o acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa, em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) (...) De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 797155 AGR / DF acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35).” Assim, é certo que aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte consubstanciada nas Súmulas nºs 636 e 279/STF. Reitero, ainda, que é firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que a violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal que depende, para ser reconhecida como tal, da anterior análise de legislação infraconstitucional configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não desafia recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 800. 013/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35).” Assim, é certo que aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte consubstanciada nas Súmulas nºs 636 e 279/STF. Reitero, ainda, que é firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que a violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal que depende, para ser reconhecida como tal, da anterior análise de legislação infraconstitucional configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não desafia recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 800. 013/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 797155 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do CPC, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o CC/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI nº 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do CPC, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o CC/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI nº 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 797155 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Nos termos da Súmula n. 636 do STF, não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 670.173/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/8/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal RE 797155 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Nos termos da Súmula n. 636 do STF, não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 670.173/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/8/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) : LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) : PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071136 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) : LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) : PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6251128
2014-05-27T00:00:00
2014-06-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Execução de título judicial. Coisa julgada. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur268599
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 670173 AgR (2ªT), AI 803153 AgR (1ªT), ARE 800013 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 21/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
797155
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 797155 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) : LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) : PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Processual Civil. Execução de título judicial. Coisa julgada. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201417. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lúcia Maria Russo Corsini interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lúcia Maria Russo Corsini interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento parcial ao recurso especial interposto pela parte ora recorrida, assim ementado: ‘RECURSO ESPECIAL - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal - ARTIGO 808 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PREQUESTIONAMENTO - INEXISTÊNCIA - APLICAÇÃO DA SÚMULA 211/Superior Tribunal de Justiça - PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE - INCIDÊNCIA – ACORDO ENTABULADO ENTRE AS PARTES - OCORRÊNCIA - PREJUDICIALIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA – INEXISTÊNCIA DE CONFLITO ENTRE DECISÕES JUDICIAIS - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA EXTENSÃO, PROVIDO. I - A não explicitação precisa, por parte do recorrente, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) :LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) :PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Lúcia Maria Russo Corsini interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Lúcia Maria Russo Corsini interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento parcial ao recurso especial interposto pela parte ora recorrida, assim ementado: ‘RECURSO ESPECIAL - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL - AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal - ARTIGO 808 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PREQUESTIONAMENTO - INEXISTÊNCIA - APLICAÇÃO DA SÚMULA 211/Superior Tribunal de Justiça - PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE - INCIDÊNCIA – ACORDO ENTABULADO ENTRE AS PARTES - OCORRÊNCIA - PREJUDICIALIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA – INEXISTÊNCIA DE CONFLITO ENTRE DECISÕES JUDICIAIS - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA EXTENSÃO, PROVIDO. I - A não explicitação precisa, por parte do recorrente, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF sobre a forma como teria sido violado o dispositivo suscitado, no caso, o artigo 535, II, do Código de Processo Civil, atrai a incidência do enunciado n 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. II - A questão relativa ao artigo 808, do Código de Processo Civil, não foi objeto de exame pelo acórdão recorrido, estando ausente, dessa forma, o prequestionamento. Incidência da Súmula 211/Superior Tribunal de Justiça. III - Com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renuncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação anteriormente interposto. IV - Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, não se vislumbra a existência de interesse recursal em homenagem ao que dispõe o artigo 158, do Código de Processo Civil. Isso porque, sua exegese é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo, quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. V - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta a recorrente que o acórdão atacado, ao vedar a execução de título judicial transitado em julgado, incorreu em violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Sem contrarrazões, o recurso extraordinário foi admitido. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF sobre a forma como teria sido violado o dispositivo suscitado, no caso, o artigo 535, II, do Código de Processo Civil, atrai a incidência do enunciado n 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. II - A questão relativa ao artigo 808, do Código de Processo Civil, não foi objeto de exame pelo acórdão recorrido, estando ausente, dessa forma, o prequestionamento. Incidência da Súmula 211/Superior Tribunal de Justiça. III - Com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renuncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação anteriormente interposto. IV - Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, não se vislumbra a existência de interesse recursal em homenagem ao que dispõe o artigo 158, do Código de Processo Civil. Isso porque, sua exegese é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo, quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. V - Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta a recorrente que o acórdão atacado, ao vedar a execução de título judicial transitado em julgado, incorreu em violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Sem contrarrazões, o recurso extraordinário foi admitido. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a alegação de afronta aos limites da coisa julgada, se dependente de reexame de normas infraconstitucionais, como no presente caso, configuraria ofensa constitucional indireta, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. PERDAS SALARIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA AFRONTA À COISA JULGADA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 777.705/TO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 24/2/14). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a alegação de afronta aos limites da coisa julgada, se dependente de reexame de normas infraconstitucionais, como no presente caso, configuraria ofensa constitucional indireta, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. PERDAS SALARIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA AFRONTA À COISA JULGADA. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 777.705/TO-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 24/2/14). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, os seguintes fundamentos: ‘A controvérsia aqui agitada reside em saber se, para a hipótese, deve prevalecer a sentença que homologou o acordo ou, ao contrário, o v. acórdão recorrido que, por sua vez, determinou o pagamento de honorários de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, os seguintes fundamentos: ‘A controvérsia aqui agitada reside em saber se, para a hipótese, deve prevalecer a sentença que homologou o acordo ou, ao contrário, o v. acórdão recorrido que, por sua vez, determinou o pagamento de honorários de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF sucumbência. E a curiosidade da presente controvérsia refere-se à identificação de que, segundo o v. acórdão recorrido, existem duas determinações judiciais com trânsito em julgado, que examinaram a mesma questão relativa aos honorários advocatícios. (…). É que, pelo menos na compreensão desta Relatoria, a nossa sistemática jurídica prestigia sempre o ato mais antigo, pelo princípio da anterioridade. Assim, por exemplo, ocorre com a penhora mais antiga no concurso de credores, nos termos dos artigos 711 e 712, ambos do Código de Processo Civil, bem como em relação aos Registros Públicos, onde a anterioridade é princípio nuclear. Nesse contexto, a anterioridade dá a ideia de prioridade, ou seja, o direito da preferência ou primazia à pessoa que executou o ato anteriormente, satisfazendo, desde logo, as exigências legais, asseguradas de seu direito. E, nesse sentido, na espécie, com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renúncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação interposto pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Não se vai aqui, registra-se, discutir acerca da extensão do acordo realizado entre as partes. Ou seja, se ele, de fato, limitava-se aos honorários advocatícios contratuais, ou, pelo contrário, se caberia, também, a interpretação de que se tratava de toda e qualquer discussão relativa aos honorários advocatícios, inclusive, os sucumbenciais. Essa tarefa, note-se, já foi realizada pelas Instâncias ordinárias e, sobretudo, em respeito ao que contido na Súmula n. 7 desta Corte Superior. De qualquer sorte, o que há, na presente controvérsia, é uma lamentável confusão que impõe, neste momento, seja corrigida. Na verdade, irresignada com o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF sucumbência. E a curiosidade da presente controvérsia refere-se à identificação de que, segundo o v. acórdão recorrido, existem duas determinações judiciais com trânsito em julgado, que examinaram a mesma questão relativa aos honorários advocatícios. (…). É que, pelo menos na compreensão desta Relatoria, a nossa sistemática jurídica prestigia sempre o ato mais antigo, pelo princípio da anterioridade. Assim, por exemplo, ocorre com a penhora mais antiga no concurso de credores, nos termos dos artigos 711 e 712, ambos do Código de Processo Civil, bem como em relação aos Registros Públicos, onde a anterioridade é princípio nuclear. Nesse contexto, a anterioridade dá a ideia de prioridade, ou seja, o direito da preferência ou primazia à pessoa que executou o ato anteriormente, satisfazendo, desde logo, as exigências legais, asseguradas de seu direito. E, nesse sentido, na espécie, com a homologação do acordo entabulado entre as partes, o ato de renúncia ao direito que fundamentou as razões dos Embargos à Execução, fez perder o objeto do recurso de apelação interposto pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Não se vai aqui, registra-se, discutir acerca da extensão do acordo realizado entre as partes. Ou seja, se ele, de fato, limitava-se aos honorários advocatícios contratuais, ou, pelo contrário, se caberia, também, a interpretação de que se tratava de toda e qualquer discussão relativa aos honorários advocatícios, inclusive, os sucumbenciais. Essa tarefa, note-se, já foi realizada pelas Instâncias ordinárias e, sobretudo, em respeito ao que contido na Súmula n. 7 desta Corte Superior. De qualquer sorte, o que há, na presente controvérsia, é uma lamentável confusão que impõe, neste momento, seja corrigida. Na verdade, irresignada com o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa , em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) A exegese do art. 158 do Código de Processo Civil, é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Colhe-se, nesse sentido a seguinte ementa: (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa , em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) A exegese do art. 158 do Código de Processo Civil, é clara: o ato da parte, unilateral ou bilateral, consistente em declaração de vontade, sobretudo quando se trata de um acordo, deve produz efeitos imediatos. De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. Colhe-se, nesse sentido a seguinte ementa: (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35) De fato, independente da decisão a ser proferida pelo egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, registre-se, após a notícia do acordo entre as partes, 4 (quatro) anos se escoaram para ser redigida, seu objeto estaria prejudicado ante a notícia do acordo’. Desse modo, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado, exclusivamente, nas disposições processuais pertinentes, de reexame incabível em sede extraordinária. Sobre o tema: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: transação: efeitos de coisa julgada: controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação jurisdicional e de falta de motivação do acórdão recorrido’ (AI n 590.950/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 29/6/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal e que a ofensa ao mencionado dispositivo seria direta. Aduz, in verbis, que “(…) o recurso extraordinário, ao qual VOSSA EXCELÊNCIA negou seguimento pela r. decisão agravada, tem 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35) De fato, independente da decisão a ser proferida pelo egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que, registre-se, após a notícia do acordo entre as partes, 4 (quatro) anos se escoaram para ser redigida, seu objeto estaria prejudicado ante a notícia do acordo’. Desse modo, verifica-se que o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado, exclusivamente, nas disposições processuais pertinentes, de reexame incabível em sede extraordinária. Sobre o tema: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: transação: efeitos de coisa julgada: controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional, que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação jurisdicional e de falta de motivação do acórdão recorrido’ (AI n 590.950/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 29/6/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante na alegação de que teria sido violado o art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal e que a ofensa ao mencionado dispositivo seria direta. Aduz, in verbis, que “(…) o recurso extraordinário, ao qual VOSSA EXCELÊNCIA negou seguimento pela r. decisão agravada, tem 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF por objeto o acórdão de fls. 1127/1142 (e-Superior Tribunal de Justiça), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas para o julgamento do recurso extraordinário em questão não é preciso analisar qualquer norma infraconstitucional constante do acórdão de fls. 1127/1142 (e-Superior Tribunal de Justiça), pois basta ler esse acórdão e os atos processuais destes autos, para se perceber que, pelo referido acórdão, o Superior Tribunal de Justiça rejulgou processo que já havia transitado em julgado há mais de cinco anos na data do julgamento em questão”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF por objeto o acórdão de fls. 1127/1142 (e-Superior Tribunal de Justiça), proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas para o julgamento do recurso extraordinário em questão não é preciso analisar qualquer norma infraconstitucional constante do acórdão de fls. 1127/1142 (e-Superior Tribunal de Justiça), pois basta ler esse acórdão e os atos processuais destes autos, para se perceber que, pelo referido acórdão, o Superior Tribunal de Justiça rejulgou processo que já havia transitado em julgado há mais de cinco anos na data do julgamento em questão”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente, bem como nos fatos e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário. Com efeito, consignou aquela Corte o seguinte: “(...) [I]rresignada com o acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa, em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) (...) De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente, bem como nos fatos e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em recurso extraordinário. Com efeito, consignou aquela Corte o seguinte: “(...) [I]rresignada com o acolhimento parcial de seus Embargos à Execução, a ora recorrida, LÚCIA MARIA, interpôs recurso de apelação. Antes, contudo, de seu julgamento, realizou acordo com a parte ex adversa, em que expressamente renuncia ao direito que fundamenta os Embargos à Execução. Ora, como admitir interesse recursal em uma hipótese em que o recorrente renuncia ao próprio direito em que baseou suas alegações? Independentemente da discussão quanto à extensão do acordo, que repita-se, não cabe apreciação no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ou melhor, reapreciação, não se vislumbra a existência de interesse recursal na hipótese da ora recorrida, LÚCIA MARIA, notadamente se levarmos em consideração a redação do artigo 158 do Código de Processo Civil, in verbis: ‘Art. 158. Os atos das partes, consistentes em declarações unilaterais, ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a extinção de direitos processuais.’ (grifos nossos) (...) De mais a mais, não há, data venia, conflito de decisões judiciais com trânsito em julgado. Pelo contrário, a questão jurídica aqui debatida limita-se a discutir acerca da existência de interesse recursal, na hipótese em que, anteriormente ao julgamento do recurso apelatório, há notícia da pactuação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35).” Assim, é certo que aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte consubstanciada nas Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Reitero, ainda, que é firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que a violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal que depende, para ser reconhecida como tal, da anterior análise de legislação infraconstitucional configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não desafia recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 800. 013/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF acordo entre as partes. Assim, na verdade, tal acordo, independente de sua extensão, tornou prejudicado, na espécie, ainda que não identificado pelo v. acórdão recorrido, o exame das razões recursais apontadas pela ora recorrida, LÚCIA MARIA. (…). Bem de ver, ainda, que o r. Juízo a quo, ao acolher a exceção de pré- executividade proposta pelo ora recorrente, BANCO SANTANDER BANESPA S. A., identificou, com pertinência, que ‘a lide entre as partes, em verdade, restou finda (com o acordo), mesmo antes da prolação do v. acórdão ora exequendo.’ (fl. 35).” Assim, é certo que aplica-se ao caso a pacífica jurisprudência desta Corte consubstanciada nas Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Reitero, ainda, que é firme o entendimento deste Tribunal no sentido de que a violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal que depende, para ser reconhecida como tal, da anterior análise de legislação infraconstitucional configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não desafia recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. COISA JULGADA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. TEMA SEM REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTE. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS DA CAUSA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 800. 013/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do Código de Processo Civil, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o Código Civil Brasileiro/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI n 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do Código de Processo Civil, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o Código Civil Brasileiro/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI n 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Nos termos da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 670.173/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/8/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. Controvérsia decidida à luz de normas infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Nos termos da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, se houver necessidade de rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 670.173/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 22/8/08). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) : LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) : PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071136 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797.155 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LÚCIA MARIA RUSSO CORSINI ADV.(A/S) : LUCIANA BAMPA BUENO DE CAMARGO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO SANTANDER BANESPA S/A ADV.(A/S) : PLÍNIO PISTORESI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797 . 155", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797 . 155", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 211 / Superior Tribunal de Justiça", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797 . 155", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 211 / Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "enunciado n 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 211 / Superior Tribunal de Justiça", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "enunciado n 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 211 / Superior Tribunal de Justiça", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "ARE n 777 . 705 / TO - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "ARE n 777 . 705 / TO -", "Súmula 280 desta Corte", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "AI n 601 . 325 / PR - AgR", "Súmulas ns . 282", "AI n 658 . 206 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "AI n 601 . 325 / PR - AgR", "Súmulas ns . 282", "AI n 658 . 206 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "Súmula n . 7 desta Corte Superior", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "Súmula n . 7 desta Corte Superior", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 797155 AGR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "AI n 590 . 950 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "AI n 590 . 950 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR /", "Recurso Extraordinário 797155 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 797 .", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 800 . 013 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155 AGR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 800 . 013 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 797155", "AI n 803 . 153 / RS - 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2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 167 , parágrafo único , do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 167 , parágrafo único , do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 711 e 712 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 711 e 712 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 do Código de Processo Civil", "art . 158 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 do Código de Processo Civil", "art . 158 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 158 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "LEI 9 . 079 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "LEI 9 . 079 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 333 , II do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 333 , II do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro / 2002", "Medida Provisória n 2", "CONSTITUIÇÃO", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BANESPA S / A", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "BANCO SANTANDER BANESPA S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BANESPA S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BANCO SANTANDER BANESPA S . A .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "BANCO SANTANDER BANESPA S . A .", "do", "Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BANCO SANTANDER BANESPA S . 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO STF. ART. 102, I, “N”, DA CF/88. NÃO CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE TODA A MAGISTRATURA NACIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de teor seguinte: “1. Trata-se de ação originária, ajuizada por Samuel Ferreira Geraldo, para, reconhecida a competência do STF para julgamento da causa (art. 102, I, “n”, da Constituição Federal), seja declarada (a) a incompetência da Secretaria de Estado de São Paulo para regulamentar a Justiça de Paz no âmbito do Estado; (b) a competência do Órgão Especial do TJ/SP para o julgamento de procedimentos administrativos disciplinares instaurados em face de juízes de paz no Estado de São Paulo e (c) a nulidade do ato da Secretaria de Justiça de São Paulo, consistente em sua demissão do cargo de juiz de paz junto ao 2º Subdistrito da Comarca de Ipatinga/SP. Para tanto, alega, em síntese, que: (a) a Justiça de Paz seria parte componente da Magistratura Nacional; (b) ser nula de pleno direito a pena de demissão imposta ao autor por ato da Secretaria de Estado de São Paulo (Processo disciplinar 262.031/2000); (c) não teria sido recebida a norma prevista no art. 31, VIII, do Decreto 28.253/88; (d) a pena de demissão teria sido aplicada por autoridade incompetente, sem a observância Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de teor seguinte: “1. Trata-se de ação originária, ajuizada por Samuel Ferreira Geraldo, para, reconhecida a competência do STF para julgamento da causa (art. 102, I, “n”, da Constituição Federal), seja declarada (a) a incompetência da Secretaria de Estado de São Paulo para regulamentar a Justiça de Paz no âmbito do Estado; (b) a competência do Órgão Especial do TJ/SP para o julgamento de procedimentos administrativos disciplinares instaurados em face de juízes de paz no Estado de São Paulo e (c) a nulidade do ato da Secretaria de Justiça de São Paulo, consistente em sua demissão do cargo de juiz de paz junto ao 2º Subdistrito da Comarca de Ipatinga/SP. Para tanto, alega, em síntese, que: (a) a Justiça de Paz seria parte componente da Magistratura Nacional; (b) ser nula de pleno direito a pena de demissão imposta ao autor por ato da Secretaria de Estado de São Paulo (Processo disciplinar 262.031/2000); (c) não teria sido recebida a norma prevista no art. 31, VIII, do Decreto 28.253/88; (d) a pena de demissão teria sido aplicada por autoridade incompetente, sem a observância Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ACO 2444 AGR / SP do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF/88); e (e) a questão, ora em debate, envolveria interesse de todos os membros da magistratura, o que atrairia a competência da Corte para o julgamento da presente ação originária. 2. Nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao STF julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Com efeito, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da CF/88. Ademais, observa-se que pretensão idêntica foi adequadamente decidida no julgamento da AO 1.859 (de minha relatoria, DJe de 05/02/2014, com trânsito em julgado em 10/02/2014), de modo que a insistência e a reiteração das mesmas alegações, sem qualquer alteração substancial de seus fundamentos, pode caracterizar verdadeiro abuso do direito de ação, com a consequente imposição de multa ao demandante por litigância de má-fé. 3. Diante do exposto, nego seguimento ao pedido”. Alega o agravante, em síntese, que (a) não haveria identidade entre o objeto da presente ação e o objeto da AO 1.859; e (b) por haver discussão de interesse de toda a Justiça de Paz brasileira, seria o STF competente para processar e julgar a presente ação, nos termos do art. 102, I, “n”, da CF/88. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Supremo Tribunal Federal ACO 2444 AGR / SP do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF/88); e (e) a questão, ora em debate, envolveria interesse de todos os membros da magistratura, o que atrairia a competência da Corte para o julgamento da presente ação originária. 2. Nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao STF julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Com efeito, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da CF/88. Ademais, observa-se que pretensão idêntica foi adequadamente decidida no julgamento da AO 1.859 (de minha relatoria, DJe de 05/02/2014, com trânsito em julgado em 10/02/2014), de modo que a insistência e a reiteração das mesmas alegações, sem qualquer alteração substancial de seus fundamentos, pode caracterizar verdadeiro abuso do direito de ação, com a consequente imposição de multa ao demandante por litigância de má-fé. 3. Diante do exposto, nego seguimento ao pedido”. Alega o agravante, em síntese, que (a) não haveria identidade entre o objeto da presente ação e o objeto da AO 1.859; e (b) por haver discussão de interesse de toda a Justiça de Paz brasileira, seria o STF competente para processar e julgar a presente ação, nos termos do art. 102, I, “n”, da CF/88. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do agravante não merece prosperar. Com efeito, nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao STF julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Ora, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da CF/88”. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317496. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do agravante não merece prosperar. Com efeito, nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao STF julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Ora, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da CF/88”. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) : RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492332 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) : RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492332 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6541707
2014-06-24T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO STF. ART. 102, I, “N”, DA CF/88. NÃO CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE TODA A MAGISTRATURA NACIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
sjur273046
- Acórdão(s) citado(s): (INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA) Rcl 2936 (TP), AO 1412 (TP). (JUSTIÇA DE PAZ) ADI 2938 (TP). Número de páginas: 5. Análise: 29/08/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
2444
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 2444 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) : RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ART. 102, I, “N”, DA Constituição Federal de 1988/88. NÃO CONFIGURAÇÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE TODA A MAGISTRATURA NACIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de teor seguinte: “1. Trata-se de ação originária, ajuizada por Samuel Ferreira Geraldo, para, reconhecida a competência do Supremo Tribunal Federal para julgamento da causa (art. 102, I, “n”, da Constituição Federal), seja declarada (a) a incompetência da Secretaria de Estado de São Paulo para regulamentar a Justiça de Paz no âmbito do Estado; (b) a competência do Órgão Especial do TJ/SP para o julgamento de procedimentos administrativos disciplinares instaurados em face de juízes de paz no Estado de São Paulo e (c) a nulidade do ato da Secretaria de Justiça de São Paulo, consistente em sua demissão do cargo de juiz de paz junto ao 2... Subdistrito da Comarca de Ipatinga/SP. Para tanto, alega, em síntese, que: (a) a Justiça de Paz seria parte componente da Magistratura Nacional; (b) ser nula de pleno direito a pena de demissão imposta ao autor por ato da Secretaria de Estado de São Paulo (Processo disciplinar 262.031/2000); (c) não teria sido recebida a norma prevista no art. 31, VIII, do Decreto 28.253/88; (d) a pena de demissão teria sido aplicada por autoridade incompetente, sem a observância Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) :RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de teor seguinte: “1. Trata-se de ação originária, ajuizada por Samuel Ferreira Geraldo, para, reconhecida a competência do Supremo Tribunal Federal para julgamento da causa (art. 102, I, “n”, da Constituição Federal), seja declarada (a) a incompetência da Secretaria de Estado de São Paulo para regulamentar a Justiça de Paz no âmbito do Estado; (b) a competência do Órgão Especial do TJ/SP para o julgamento de procedimentos administrativos disciplinares instaurados em face de juízes de paz no Estado de São Paulo e (c) a nulidade do ato da Secretaria de Justiça de São Paulo, consistente em sua demissão do cargo de juiz de paz junto ao 2... Subdistrito da Comarca de Ipatinga/SP. Para tanto, alega, em síntese, que: (a) a Justiça de Paz seria parte componente da Magistratura Nacional; (b) ser nula de pleno direito a pena de demissão imposta ao autor por ato da Secretaria de Estado de São Paulo (Processo disciplinar 262.031/2000); (c) não teria sido recebida a norma prevista no art. 31, VIII, do Decreto 28.253/88; (d) a pena de demissão teria sido aplicada por autoridade incompetente, sem a observância Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ACO 2444 AGR / SP do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88); e (e) a questão, ora em debate, envolveria interesse de todos os membros da magistratura, o que atrairia a competência da Corte para o julgamento da presente ação originária. 2. Nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao Supremo Tribunal Federal julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Com efeito, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, observa-se que pretensão idêntica foi adequadamente decidida no julgamento da AO 1.859 (de minha relatoria, DJe de 05/02/2014, com trânsito em julgado em 10/02/2014), de modo que a insistência e a reiteração das mesmas alegações, sem qualquer alteração substancial de seus fundamentos, pode caracterizar verdadeiro abuso do direito de ação, com a consequente imposição de multa ao demandante por litigância de má-fé. 3. Diante do exposto, nego seguimento ao pedido”. Alega o agravante, em síntese, que (a) não haveria identidade entre o objeto da presente ação e o objeto da AO 1.859; e (b) por haver discussão de interesse de toda a Justiça de Paz brasileira, seria o Supremo Tribunal Federal competente para processar e julgar a presente ação, nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Supremo Tribunal Federal ACO 2444 AGR / SP do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88); e (e) a questão, ora em debate, envolveria interesse de todos os membros da magistratura, o que atrairia a competência da Corte para o julgamento da presente ação originária. 2. Nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao Supremo Tribunal Federal julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Com efeito, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, observa-se que pretensão idêntica foi adequadamente decidida no julgamento da AO 1.859 (de minha relatoria, DJe de 05/02/2014, com trânsito em julgado em 10/02/2014), de modo que a insistência e a reiteração das mesmas alegações, sem qualquer alteração substancial de seus fundamentos, pode caracterizar verdadeiro abuso do direito de ação, com a consequente imposição de multa ao demandante por litigância de má-fé. 3. Diante do exposto, nego seguimento ao pedido”. Alega o agravante, em síntese, que (a) não haveria identidade entre o objeto da presente ação e o objeto da AO 1.859; e (b) por haver discussão de interesse de toda a Justiça de Paz brasileira, seria o Supremo Tribunal Federal competente para processar e julgar a presente ação, nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do agravante não merece prosperar. Com efeito, nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao Supremo Tribunal Federal julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Ora, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88”. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317496. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação do agravante não merece prosperar. Com efeito, nos termos do disposto no art. 102, I, “n”, da Constituição da República, compete ao Supremo Tribunal Federal julgar originariamente as ações em que toda a magistratura seja direta ou indiretamente interessada (cf. AO 1.412, Rel. Min. Menezes Direito, Pleno, DJe de 13/02/2009; e Rcl 2.936, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe de 13/06/2011). Ora, ainda que a “quaestio iuris” possa interessar aos membros da Justiça de Paz, considerados por esta Corte como “parcela da magistratura nacional” (ADI 2.938, Rel. Min Eros Grau, Pleno, DJ de 09/12/2005, Ementário 2.217-2), não se verifica, no caso, interesse inequívoco de “todos os membros da magistratura”, como determina a regra inscrita no art. 102, I, “n”, da Constituição Federal de 1988/88”. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6317496. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) : RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492332 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.444 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SAMUEL FERREIRA GERALDO ADV.(A/S) : RENATA RISSARDI MATOS AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492332 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 444", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 444", "Processo disciplinar 262 . 031 / 2000", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 444", "AO 1 . 412", "Rcl 2 . 936", "ADI 2 . 938", "AO 1 . 859", "ACO 2444 AGR / SP", "AO 1 . 412", "Rcl 2 . 936", "ADI 2 . 938", "AO 1 . 859", "AO 1 . 859", "AO 1 . 412", "Rcl 2 . 936", "ADI 2 . 938", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 .", "AO 1 . 412", "Rcl 2 . 936", "ADI 2 . 938", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 444", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 444" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 , I , “ N ” , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ n ” , da Constituição Federal", "art . 31 , VIII , do Decreto 28 . 253 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ n ” , da Constituição Federal", "art . 31 , VIII , do Decreto 28 . 253 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , I , “ n ” , da Constituição da República", "art . 102 , I , “ n ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , I , “ n ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECURSO ESPECIAL – NATUREZA. O recurso especial, da competência do Superior Tribunal de Justiça, possui natureza extraordinária, sendo indispensável que, nas razões respectivas, haja abordagem do pressuposto específico de recorribilidade. TRÁFICO DE ENTORPECENTES – REGÊNCIA. Tem-se a regência pela lei em vigor na data da prática criminosa, observando-se o critério unitário. PENA – SUBSTITUIÇÃO. Descabe cogitar da substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos quando esta última, ante a reiteração da prática criminosa, mostra-se socialmente imprópria. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049382. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria: O paciente foi condenado a três anos e seis meses de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 12 da Lei nº 6.368, de 1976 (tráfico de entorpecentes). O Juízo da 1ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, deixou de o aplicar o artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343, de 2006, por entender não possuir o paciente condições pessoais favoráveis. Ressaltou a ausência de primariedade. Fixou o regime inicial fechado e indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, também salientando tratar-se de crime equiparado a hediondo. O impetrante noticia ter o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negado provimento à apelação interposta, não juntando cópia do acórdão. Da inicial, extrai-se que o colegiado não aplicou o artigo 33, § 4º, da nova Lei de Drogas, em virtude da impossibilidade de combinar leis penais vigentes em épocas diversas, sob pena de criação de direito não previsto pelo legislador. No mais, destacou ser o paciente reincidente e integrar grupo criminoso. Impugna-se a decisão proferida pelo Ministro Adilson Vieira Macabu, mediante a qual foi negado seguimento ao Recurso Especial n° 1.102.728/MG. O relator assinalou a ausência de indicação do dispositivo da lei federal tido por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria: O paciente foi condenado a três anos e seis meses de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 12 da Lei nº 6.368, de 1976 (tráfico de entorpecentes). O Juízo da 1ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, deixou de o aplicar o artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343, de 2006, por entender não possuir o paciente condições pessoais favoráveis. Ressaltou a ausência de primariedade. Fixou o regime inicial fechado e indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, também salientando tratar-se de crime equiparado a hediondo. O impetrante noticia ter o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negado provimento à apelação interposta, não juntando cópia do acórdão. Da inicial, extrai-se que o colegiado não aplicou o artigo 33, § 4º, da nova Lei de Drogas, em virtude da impossibilidade de combinar leis penais vigentes em épocas diversas, sob pena de criação de direito não previsto pelo legislador. No mais, destacou ser o paciente reincidente e integrar grupo criminoso. Impugna-se a decisão proferida pelo Ministro Adilson Vieira Macabu, mediante a qual foi negado seguimento ao Recurso Especial n° 1.102.728/MG. O relator assinalou a ausência de indicação do dispositivo da lei federal tido por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 111835 / MG violado. Quanto à causa de diminuição de pena, reiterou não se mostrar possível a combinação do conteúdo normativo de leis revogadas e vigentes, ainda que em benefício do réu. Destacou haver o tribunal de origem consignado que não seria benéfica ao réu a aplicação da nova Lei de Drogas. Disse da necessidade de reexame do conjunto fático probatório, a fim de reapreciar a sanção imposta. O impetrante assevera a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Defende a legalidade de fixação de regime inicial de cumprimento de pena menos rigoroso que o fechado. Em âmbito liminar, requer a observância do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343, de 2006, e a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Sucessivamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto ou aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela inadmissibilidade da impetração e, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Lancei visto no processo em 15 de maio de 2014, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Supremo Tribunal Federal HC 111835 / MG violado. Quanto à causa de diminuição de pena, reiterou não se mostrar possível a combinação do conteúdo normativo de leis revogadas e vigentes, ainda que em benefício do réu. Destacou haver o tribunal de origem consignado que não seria benéfica ao réu a aplicação da nova Lei de Drogas. Disse da necessidade de reexame do conjunto fático probatório, a fim de reapreciar a sanção imposta. O impetrante assevera a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Defende a legalidade de fixação de regime inicial de cumprimento de pena menos rigoroso que o fechado. Em âmbito liminar, requer a observância do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343, de 2006, e a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Sucessivamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto ou aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela inadmissibilidade da impetração e, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Lancei visto no processo em 15 de maio de 2014, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem que a atuação do Superior Tribunal de Justiça ocorreu em sede extraordinária. Este apontou defeito formal no que não foi indicado o preceito de lei infringido e, ainda assim, adentrou o tema de fundo para dizer da impossibilidade de combinação de diplomas legais a ponto de se chegar, mediante mesclagem, a disciplina normativa diversa. Está-se diante de situação que não enseja o implemento de ordem. No tocante ao artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, tem-se que, à época do fato, a espécie era regida pela Lei nº 6.368/76. De qualquer modo, consignou-se a inexistência de condições pessoais favoráveis, ante, até mesmo, a ausência de primariedade. Da mesma forma, não se acolheu o pedido de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito no que se formulou juízo quanto à necessidade de haver glosa maior. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049384. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem que a atuação do Superior Tribunal de Justiça ocorreu em sede extraordinária. Este apontou defeito formal no que não foi indicado o preceito de lei infringido e, ainda assim, adentrou o tema de fundo para dizer da impossibilidade de combinação de diplomas legais a ponto de se chegar, mediante mesclagem, a disciplina normativa diversa. Está-se diante de situação que não enseja o implemento de ordem. No tocante ao artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, tem-se que, à época do fato, a espécie era regida pela Lei nº 6.368/76. De qualquer modo, consignou-se a inexistência de condições pessoais favoráveis, ante, até mesmo, a ausência de primariedade. Da mesma forma, não se acolheu o pedido de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito no que se formulou juízo quanto à necessidade de haver glosa maior. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.835 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) : GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070949 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.835 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) : GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070949 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6180152
2014-05-27T00:00:00
2014-06-17T00:00:00
A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
HABEAS CORPUS
RECURSO ESPECIAL – NATUREZA. O recurso especial, da competência do Superior Tribunal de Justiça, possui natureza extraordinária, sendo indispensável que, nas razões respectivas, haja abordagem do pressuposto específico de recorribilidade. TRÁFICO DE ENTORPECENTES – REGÊNCIA. Tem-se a regência pela lei em vigor na data da prática criminosa, observando-se o critério unitário. PENA – SUBSTITUIÇÃO. Descabe cogitar da substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos quando esta última, ante a reiteração da prática criminosa, mostra-se socialmente imprópria.
sjur267800
Número de páginas: 5. Análise: 27/06/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
111835
[ "LEG-FED LEI-006368 ANO-1976\n LTX-1976 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 111835
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PACTE.(S) : HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) : GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP Nº 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP n 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECURSO ESPECIAL – NATUREZA. O recurso especial, da competência do Superior Tribunal de Justiça, possui natureza extraordinária, sendo indispensável que, nas razões respectivas, haja abordagem do pressuposto específico de recorribilidade. TRÁFICO DE ENTORPECENTES – REGÊNCIA. Tem-se a regência pela lei em vigor na data da prática criminosa, observando-se o critério unitário. PENA – SUBSTITUIÇÃO. Descabe cogitar da substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos quando esta última, ante a reiteração da prática criminosa, mostra-se socialmente imprópria. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049382. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP n 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria: O paciente foi condenado a três anos e seis meses de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 12 da Lei n 6.368, de 1976 (tráfico de entorpecentes). O Juízo da 1... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, deixou de o aplicar o artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343, de 2006, por entender não possuir o paciente condições pessoais favoráveis. Ressaltou a ausência de primariedade. Fixou o regime inicial fechado e indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, também salientando tratar-se de crime equiparado a hediondo. O impetrante noticia ter o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negado provimento à apelação interposta, não juntando cópia do acórdão. Da inicial, extrai-se que o colegiado não aplicou o artigo 33, § 4..., da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), em virtude da impossibilidade de combinar leis penais vigentes em épocas diversas, sob pena de criação de direito não previsto pelo legislador. No mais, destacou ser o paciente reincidente e integrar grupo criminoso. Impugna-se a decisão proferida pelo Ministro Adilson Vieira Macabu, mediante a qual foi negado seguimento ao Recurso Especial n 1.102.728/MG. O relator assinalou a ausência de indicação do dispositivo da lei federal tido por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) :GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP n 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria: O paciente foi condenado a três anos e seis meses de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 12 da Lei n 6.368, de 1976 (tráfico de entorpecentes). O Juízo da 1... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, deixou de o aplicar o artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343, de 2006, por entender não possuir o paciente condições pessoais favoráveis. Ressaltou a ausência de primariedade. Fixou o regime inicial fechado e indeferiu a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, também salientando tratar-se de crime equiparado a hediondo. O impetrante noticia ter o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais negado provimento à apelação interposta, não juntando cópia do acórdão. Da inicial, extrai-se que o colegiado não aplicou o artigo 33, § 4..., da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), em virtude da impossibilidade de combinar leis penais vigentes em épocas diversas, sob pena de criação de direito não previsto pelo legislador. No mais, destacou ser o paciente reincidente e integrar grupo criminoso. Impugna-se a decisão proferida pelo Ministro Adilson Vieira Macabu, mediante a qual foi negado seguimento ao Recurso Especial n 1.102.728/MG. O relator assinalou a ausência de indicação do dispositivo da lei federal tido por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 111835 / MG violado. Quanto à causa de diminuição de pena, reiterou não se mostrar possível a combinação do conteúdo normativo de leis revogadas e vigentes, ainda que em benefício do réu. Destacou haver o tribunal de origem consignado que não seria benéfica ao réu a aplicação da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Disse da necessidade de reexame do conjunto fático probatório, a fim de reapreciar a sanção imposta. O impetrante assevera a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Defende a legalidade de fixação de regime inicial de cumprimento de pena menos rigoroso que o fechado. Em âmbito liminar, requer a observância do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343, de 2006, e a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Sucessivamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto ou aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela inadmissibilidade da impetração e, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Lancei visto no processo em 15 de maio de 2014, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Supremo Tribunal Federal HC 111835 / MG violado. Quanto à causa de diminuição de pena, reiterou não se mostrar possível a combinação do conteúdo normativo de leis revogadas e vigentes, ainda que em benefício do réu. Destacou haver o tribunal de origem consignado que não seria benéfica ao réu a aplicação da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Disse da necessidade de reexame do conjunto fático probatório, a fim de reapreciar a sanção imposta. O impetrante assevera a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Defende a legalidade de fixação de regime inicial de cumprimento de pena menos rigoroso que o fechado. Em âmbito liminar, requer a observância do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343, de 2006, e a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Sucessivamente, pleiteia a fixação do regime inicial semiaberto ou aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela inadmissibilidade da impetração e, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Lancei visto no processo em 15 de maio de 2014, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem que a atuação do Superior Tribunal de Justiça ocorreu em sede extraordinária. Este apontou defeito formal no que não foi indicado o preceito de lei infringido e, ainda assim, adentrou o tema de fundo para dizer da impossibilidade de combinação de diplomas legais a ponto de se chegar, mediante mesclagem, a disciplina normativa diversa. Está-se diante de situação que não enseja o implemento de ordem. No tocante ao artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, tem-se que, à época do fato, a espécie era regida pela Lei n 6.368/76. De qualquer modo, consignou-se a inexistência de condições pessoais favoráveis, ante, até mesmo, a ausência de primariedade. Da mesma forma, não se acolheu o pedido de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito no que se formulou juízo quanto à necessidade de haver glosa maior. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049384. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.835 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Observem que a atuação do Superior Tribunal de Justiça ocorreu em sede extraordinária. Este apontou defeito formal no que não foi indicado o preceito de lei infringido e, ainda assim, adentrou o tema de fundo para dizer da impossibilidade de combinação de diplomas legais a ponto de se chegar, mediante mesclagem, a disciplina normativa diversa. Está-se diante de situação que não enseja o implemento de ordem. No tocante ao artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, tem-se que, à época do fato, a espécie era regida pela Lei n 6.368/76. De qualquer modo, consignou-se a inexistência de condições pessoais favoráveis, ante, até mesmo, a ausência de primariedade. Da mesma forma, não se acolheu o pedido de substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito no que se formulou juízo quanto à necessidade de haver glosa maior. Indefiro a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6049384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.835 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) : GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP n 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070949 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.835 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : HELBER DOS SANTOS PEDRA IMPTE.(S) : GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP n 1.102.728 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070949 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 835", "RESP n 1 . 102 . 728", "HABEAS CORPUS 111 . 835", "RESP n 1 . 102 . 728", "Recurso Especial n 1 . 102 . 728 / MG", "HABEAS CORPUS 111 . 835 MINAS", "RESP n 1 . 102 . 728", "Recurso Especial n 1 . 102 . 728 / MG", "HC 111835 / MG", "HC 111835 / MG", "HABEAS CORPUS 111 . 835", "HABEAS CORPUS 111 . 835", "HABEAS CORPUS 111 . 835", "RESP n 1 . 102 . 728", "HABEAS CORPUS 111 . 835", "RESP n 1 . 102 . 728" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 da Lei n 6 . 368", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343", "artigo 33 , § 4 . . . , da", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 12 da Lei n 6 . 368", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343", "artigo 33 , § 4 . . . , da", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 06", "Lei n 6 . 368 / 76", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 06", "Lei n 6 . 368 / 76", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara de Tóxicos da Comarca de Belo", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "HELBER DOS SANTOS", "GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "HELBER DOS SANTOS PEDRA", "GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA", "MARCO AURÉLIO", "Adilson Vieira Macabu", "MARCO AURÉLIO", "HELBER DOS SANTOS PEDRA", "GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA", "MARCO AURÉLIO", "Adilson Vieira Macabu", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "HELBER DOS SANTOS PEDRA", "GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "HELBER DOS SANTOS PEDRA", "GUILHERME ROBERTO AMARAL LIMA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "05", "/", "2014", "1976", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "1976", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "15 de maio de 2014", "27", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "15 de maio de 2014", "27", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O princípio da identidade física do juiz, por não apresentar caráter absoluto, comporta flexibilização. Precedente: HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do CPC. Precedentes: HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013, e RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013. 3. In casu o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 750896 AGR / DF DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4º, DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei nº. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4º, DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei nº. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 750896 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por IVANILDO DOS SANTOS GOMES contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. “O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização”. Precedentes: RHC 116.205/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/4/2013, e HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por IVANILDO DOS SANTOS GOMES contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. “O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização”. Precedentes: RHC 116.205/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/4/2013, e HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do CPC. Precedentes: HC 112.362, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandoski, DJe de 18.04.13; e RHC 116.205, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30.04.13. 4 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4º, DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do CPC. Precedentes: HC 112.362, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandoski, DJe de 18.04.13; e RHC 116.205, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30.04.13. 4 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4º, DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei nº. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Data maxima venia, a hipótese, pacificada nesta Egrégia Corte Constitucional, de se utilizar o constante no artigo 132 do Código de Processo Civil analogamente, é conhecida e aventada no apelo extremo interposto. Entretanto, diversamente do auferido na decisão ora atacada, os fatos trazidos à baila são diversos daqueles já, aqui, em sua maioria julgados, uma vez que a atuação do juiz substituto, apenas para sentenciar, após o transcurso de audiência una de instrução e julgamento, se deu, única e exclusivamente, em razão das férias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei nº. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Data maxima venia, a hipótese, pacificada nesta Egrégia Corte Constitucional, de se utilizar o constante no artigo 132 do Código de Processo Civil analogamente, é conhecida e aventada no apelo extremo interposto. Entretanto, diversamente do auferido na decisão ora atacada, os fatos trazidos à baila são diversos daqueles já, aqui, em sua maioria julgados, uma vez que a atuação do juiz substituto, apenas para sentenciar, após o transcurso de audiência una de instrução e julgamento, se deu, única e exclusivamente, em razão das férias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF tiradas pelo juiz titular. Fato, este, não abarcado por nenhum dos elementos trazidos no Código de Processo Civil.” (fl. 5 do documento eletrônico 18) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF tiradas pelo juiz titular. Fato, este, não abarcado por nenhum dos elementos trazidos no Código de Processo Civil.” (fl. 5 do documento eletrônico 18) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado pela decisão agravada, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto, admitindo flexibilização em sua aplicação. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 290, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR TER SIDO O INTERROGATÓRIO DO RÉU REALIZADO MEDIANTE CARTA PRECATÓRIA. 1. PACIENTE ASSISTIDO NESSE ATO PROCESSUAL POR DEFENSOR DATIVO. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 2. IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. PRINCÍPIO QUE COMPORTA FLEXIBILIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA. 1. Interrogatório do Paciente realizado pelo juízo deprecado com a presença de defensor dativo. Ausência de demonstração de prejuízo. Apesar de existir entendimento deste Supremo Tribunal no sentido de que o prejuízo de determinadas nulidades seria de “prova impossível”, o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto a relativa, pois não se decreta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado pela decisão agravada, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto, admitindo flexibilização em sua aplicação. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 290, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR TER SIDO O INTERROGATÓRIO DO RÉU REALIZADO MEDIANTE CARTA PRECATÓRIA. 1. PACIENTE ASSISTIDO NESSE ATO PROCESSUAL POR DEFENSOR DATIVO. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 2. IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. PRINCÍPIO QUE COMPORTA FLEXIBILIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA. 1. Interrogatório do Paciente realizado pelo juízo deprecado com a presença de defensor dativo. Ausência de demonstração de prejuízo. Apesar de existir entendimento deste Supremo Tribunal no sentido de que o prejuízo de determinadas nulidades seria de “prova impossível”, o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto a relativa, pois não se decreta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 2. Ausência de desarmonia entre o que decidido na sentença proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Milita e as provas colhidas, entre as quais o interrogatório do Paciente no juízo deprecado. Inexistência de afronta ao princípio da identidade física do juiz. Precedente. O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização. 3. Pretensão de deslocamento do Paciente ou do Conselho Permanente de Justiça para ouvi-lo. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal segundo a qual não é possível reexame de provas em habeas corpus. 4. Ordem denegada.” (HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011) Insta ressaltar que o artigo 132 do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao Processo Penal, excepciona a regra geral prevista no artigo 399 do Código de Processo Penal, prevendo a possibilidade do feito ser sentenciado pelo sucessor do juiz que presidiu a instrução, nas hipóteses de convocação, licenciamento, afastamento por qualquer motivo, promoção ou aposentadoria do titular, verbis: “Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor.” É certo que a expressão “afastado por qualquer motivo” contida no dispositivo legal abrange o afastamento do juiz titular por motivo de férias. Nesse sentido, os precedentes já citados na decisão anterior: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE SENTENCIADO POR MAGISTRADO DIVERSO DO QUE PRESIDIIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 2. Ausência de desarmonia entre o que decidido na sentença proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Milita e as provas colhidas, entre as quais o interrogatório do Paciente no juízo deprecado. Inexistência de afronta ao princípio da identidade física do juiz. Precedente. O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização. 3. Pretensão de deslocamento do Paciente ou do Conselho Permanente de Justiça para ouvi-lo. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal segundo a qual não é possível reexame de provas em habeas corpus. 4. Ordem denegada.” (HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011) Insta ressaltar que o artigo 132 do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao Processo Penal, excepciona a regra geral prevista no artigo 399 do Código de Processo Penal, prevendo a possibilidade do feito ser sentenciado pelo sucessor do juiz que presidiu a instrução, nas hipóteses de convocação, licenciamento, afastamento por qualquer motivo, promoção ou aposentadoria do titular, verbis: “Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor.” É certo que a expressão “afastado por qualquer motivo” contida no dispositivo legal abrange o afastamento do juiz titular por motivo de férias. Nesse sentido, os precedentes já citados na decisão anterior: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE SENTENCIADO POR MAGISTRADO DIVERSO DO QUE PRESIDIIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS E DEPOIS DESIGNADO PARA OUTRO JUÍZO. ORDEM DENEGADA. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2º, do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias e, posteriormente, designado para oficiar em outro juízo, situação que se enquadra na expressão 'afastado por qualquer motivo' disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3º do CPP). III – Ordem denegada” - Sem grifos no original.” (HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. RECORRENTES SENTENCIADOS POR MAGISTRADO DIVERSO DAQUELE QUE PRESIDIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS. RECURSO IMPROVIDO. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2º, do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias, situação que se enquadra na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS E DEPOIS DESIGNADO PARA OUTRO JUÍZO. ORDEM DENEGADA. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2º, do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias e, posteriormente, designado para oficiar em outro juízo, situação que se enquadra na expressão 'afastado por qualquer motivo' disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3º do CPP). III – Ordem denegada” - Sem grifos no original.” (HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. RECORRENTES SENTENCIADOS POR MAGISTRADO DIVERSO DAQUELE QUE PRESIDIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS. RECURSO IMPROVIDO. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2º, do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias, situação que se enquadra na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF expressão ‘afastado por qualquer motivo’ disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3º do CPP). III – Recurso ordinário improvido” - Sem grifos no original.” (RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF expressão ‘afastado por qualquer motivo’ disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3º do CPP). III – Recurso ordinário improvido” - Sem grifos no original.” (RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527877 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6554380
2014-08-05T00:00:00
2014-08-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O princípio da identidade física do juiz, por não apresentar caráter absoluto, comporta flexibilização. Precedente: HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do CPC. Precedentes: HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013, e RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013. 3. In casu o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4º, DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei nº. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur273285
- Acórdão(s) citado(s): (IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ) HC 107769 (1ªT), HC 112362 (2ªT), RHC 116205 (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 02/09/2014, BRU.
LUIZ FUX
Primeira Turma
750896
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00399\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 750896 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O princípio da identidade física do juiz, por não apresentar caráter absoluto, comporta flexibilização. Precedente: HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do Código de Processo Civil. Precedentes: HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013, e RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013. 3. In casu o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 750896 AGR / DF DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4..., DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4..., DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 750896 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por IVANILDO DOS SANTOS GOMES contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. “O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização”. Precedentes: RHC 116.205/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/4/2013, e HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por IVANILDO DOS SANTOS GOMES contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. “O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização”. Precedentes: RHC 116.205/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/4/2013, e HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 28/11/2011. 2. O afastamento do juiz titular por motivo de férias autoriza a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do Código de Processo Civil. Precedentes: HC 112.362, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandoski, DJe de 18.04.13; e RHC 116.205, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30.04.13. 4 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4..., DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF prolação da sentença pelo respectivo sucessor, nos termos do artigo 132 do Código de Processo Civil. Precedentes: HC 112.362, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandoski, DJe de 18.04.13; e RHC 116.205, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30.04.13. 4 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. ARTIGO 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006. APREENSÃO DE QUASE UM QUILO DE COCAÍNA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. REJEIÇÃO. RECURSO DA DEFESA. PENA-BASE. REDUÇÃO. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA CULPABILIDADE. REDUÇÃO AQUÉM DO MÍNIMO PELA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ARTIGO 33, §4..., DA LEI DE DROGAS. DIMINUIÇÃO DA PENA NA FRAÇÃO DE 1/4 (UM QUARTO). GRANDE QUANTIDADE DE DROGA. MANUTENÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. REQUISITOS SUBJETIVOS NÃO PREENCHIDOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio da identidade física do juiz não é absoluto, podendo ser relativizado quando, conforme ocorreu no caso dos autos, o julgador que presidiu a audiência de instrução e julgamento estiver em gozo de férias e o processo é concluso para sentença. O magistrado em exercício no Juízo é competente para prolatar a sentença. Preliminar rejeitada. 2. Deve ser excluída a avaliação negativa da culpabilidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Data maxima venia, a hipótese, pacificada nesta Egrégia Corte Constitucional, de se utilizar o constante no artigo 132 do Código de Processo Civil analogamente, é conhecida e aventada no apelo extremo interposto. Entretanto, diversamente do auferido na decisão ora atacada, os fatos trazidos à baila são diversos daqueles já, aqui, em sua maioria julgados, uma vez que a atuação do juiz substituto, apenas para sentenciar, após o transcurso de audiência una de instrução e julgamento, se deu, única e exclusivamente, em razão das férias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF quando não fundamentada em elementos concretos. 3. A incidência de circunstância atenuante não autoriza a redução da pena-base para aquém do mínimo legal. Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça. 4. A causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 deve ser aplicada ao apelante, com redução em 1/4 (um quarto), não fazendo jus à redução máxima devido à quantidade e a natureza da droga apreendida (999g de cocaína). 5. Na espécie, o réu preenche os requisitos objetivos constantes do inciso I do artigo 44 do Código Penal, porquanto a pena aplicada é inferior a 04 (quatro) anos – 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão – e o delito não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Quanto aos requisitos subjetivos, verifica-se que o réu não é reincidente, mas a pena-base foi fixada acima do mínimo legal em razão da quantidade de droga apreendida, qual seja, 999g (novecentos e noventa e nove gramas) de cocaína, o que, no caso dos autos, obsta a substituição pretendida. 6. Preliminar rejeitada. Recurso conhecido e parcialmente provido para, mantida a condenação do apelante nas sanções do artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, reduzir a pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 375 (trezentos e setenta e cinco) dias-multa, no valor unitário mínimo.” 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Data maxima venia, a hipótese, pacificada nesta Egrégia Corte Constitucional, de se utilizar o constante no artigo 132 do Código de Processo Civil analogamente, é conhecida e aventada no apelo extremo interposto. Entretanto, diversamente do auferido na decisão ora atacada, os fatos trazidos à baila são diversos daqueles já, aqui, em sua maioria julgados, uma vez que a atuação do juiz substituto, apenas para sentenciar, após o transcurso de audiência una de instrução e julgamento, se deu, única e exclusivamente, em razão das férias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 750896 AGR / DF tiradas pelo juiz titular. Fato, este, não abarcado por nenhum dos elementos trazidos no Código de Processo Civil.” (fl. 5 do documento eletrônico 18) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF tiradas pelo juiz titular. Fato, este, não abarcado por nenhum dos elementos trazidos no Código de Processo Civil.” (fl. 5 do documento eletrônico 18) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado pela decisão agravada, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto, admitindo flexibilização em sua aplicação. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 290, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR TER SIDO O INTERROGATÓRIO DO RÉU REALIZADO MEDIANTE CARTA PRECATÓRIA. 1. PACIENTE ASSISTIDO NESSE ATO PROCESSUAL POR DEFENSOR DATIVO. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 2. IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. PRINCÍPIO QUE COMPORTA FLEXIBILIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA. 1. Interrogatório do Paciente realizado pelo juízo deprecado com a presença de defensor dativo. Ausência de demonstração de prejuízo. Apesar de existir entendimento deste Supremo Tribunal no sentido de que o prejuízo de determinadas nulidades seria de “prova impossível”, o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto a relativa, pois não se decreta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante já afirmado pela decisão agravada, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto, admitindo flexibilização em sua aplicação. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INFRAÇÃO DO ART. 290, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE POR TER SIDO O INTERROGATÓRIO DO RÉU REALIZADO MEDIANTE CARTA PRECATÓRIA. 1. PACIENTE ASSISTIDO NESSE ATO PROCESSUAL POR DEFENSOR DATIVO. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 2. IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. PRINCÍPIO QUE COMPORTA FLEXIBILIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA. 1. Interrogatório do Paciente realizado pelo juízo deprecado com a presença de defensor dativo. Ausência de demonstração de prejuízo. Apesar de existir entendimento deste Supremo Tribunal no sentido de que o prejuízo de determinadas nulidades seria de “prova impossível”, o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto a relativa, pois não se decreta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 2. Ausência de desarmonia entre o que decidido na sentença proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5... Circunscrição Judiciária Milita e as provas colhidas, entre as quais o interrogatório do Paciente no juízo deprecado. Inexistência de afronta ao princípio da identidade física do juiz. Precedente. O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização. 3. Pretensão de deslocamento do Paciente ou do Conselho Permanente de Justiça para ouvi-lo. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal segundo a qual não é possível reexame de provas em habeas corpus. 4. Ordem denegada.” (HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011) Insta ressaltar que o artigo 132 do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao Processo Penal, excepciona a regra geral prevista no artigo 399 do Código de Processo Penal, prevendo a possibilidade do feito ser sentenciado pelo sucessor do juiz que presidiu a instrução, nas hipóteses de convocação, licenciamento, afastamento por qualquer motivo, promoção ou aposentadoria do titular, verbis: “Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor.” É certo que a expressão “afastado por qualquer motivo” contida no dispositivo legal abrange o afastamento do juiz titular por motivo de férias. Nesse sentido, os precedentes já citados na decisão anterior: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE SENTENCIADO POR MAGISTRADO DIVERSO DO QUE PRESIDIIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 2. Ausência de desarmonia entre o que decidido na sentença proferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 5... Circunscrição Judiciária Milita e as provas colhidas, entre as quais o interrogatório do Paciente no juízo deprecado. Inexistência de afronta ao princípio da identidade física do juiz. Precedente. O princípio da identidade física do juiz não tem caráter absoluto e comporta flexibilização. 3. Pretensão de deslocamento do Paciente ou do Conselho Permanente de Justiça para ouvi-lo. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal segundo a qual não é possível reexame de provas em habeas corpus. 4. Ordem denegada.” (HC 107.769, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28/11/2011) Insta ressaltar que o artigo 132 do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao Processo Penal, excepciona a regra geral prevista no artigo 399 do Código de Processo Penal, prevendo a possibilidade do feito ser sentenciado pelo sucessor do juiz que presidiu a instrução, nas hipóteses de convocação, licenciamento, afastamento por qualquer motivo, promoção ou aposentadoria do titular, verbis: “Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor.” É certo que a expressão “afastado por qualquer motivo” contida no dispositivo legal abrange o afastamento do juiz titular por motivo de férias. Nesse sentido, os precedentes já citados na decisão anterior: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE SENTENCIADO POR MAGISTRADO DIVERSO DO QUE PRESIDIIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS E DEPOIS DESIGNADO PARA OUTRO JUÍZO. ORDEM DENEGADA. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2..., do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias e, posteriormente, designado para oficiar em outro juízo, situação que se enquadra na expressão 'afastado por qualquer motivo' disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3... do CPP). III – Ordem denegada” - Sem grifos no original.” (HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. RECORRENTES SENTENCIADOS POR MAGISTRADO DIVERSO DAQUELE QUE PRESIDIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS. RECURSO IMPROVIDO. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2..., do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias, situação que se enquadra na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS E DEPOIS DESIGNADO PARA OUTRO JUÍZO. ORDEM DENEGADA. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2..., do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias e, posteriormente, designado para oficiar em outro juízo, situação que se enquadra na expressão 'afastado por qualquer motivo' disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3... do CPP). III – Ordem denegada” - Sem grifos no original.” (HC 112.362, Rel. Min. Ricardo Lewandoski, Segunda Turma, DJe 18/4/2013) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. RECORRENTES SENTENCIADOS POR MAGISTRADO DIVERSO DAQUELE QUE PRESIDIU A INSTRUÇÃO CRIMINAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. NÃO OCORRÊNCIA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCLUSÃO DOS AUTOS QUANDO O JUIZ TITULAR ENCONTRAVA-SE EM GOZO DE FÉRIAS. RECURSO IMPROVIDO. I – O princípio da identidade física do juiz (art. 399, § 2..., do CPP) deve ser aplicado com temperamentos, de modo que a sentença só deverá ser anulada nos casos em que houver um prejuízo flagrante para o réu ou uma incompatibilidade entre aquilo que foi colhido na instrução e o que foi decidido. Precedentes. II – Os autos foram conclusos para sentença quando o magistrado titular encontrava-se em gozo de férias, situação que se enquadra na 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 750896 AGR / DF expressão ‘afastado por qualquer motivo’ disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3... do CPP). III – Recurso ordinário improvido” - Sem grifos no original.” (RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Supremo Tribunal Federal ARE 750896 AGR / DF expressão ‘afastado por qualquer motivo’ disposta no art. 132 do Código de Processo Civil, que deve ser aplicado por analogia ao processo penal (art. 3... do CPP). III – Recurso ordinário improvido” - Sem grifos no original.” (RHC 116.205, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30/4/2013) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6494653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527877 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.896 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : IVANILDO DOS SANTOS GOMES ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527877 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750 . 896", "HC 107 . 769", "HC 112 . 362", "RHC 116 . 205", "ARE 750896 AGR / DF", "SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 750896 AGR /", "SÚMULA 231 DO SUPERIOR", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "RHC 116 . 205 / DF", "HC 107 . 769", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750 . 896", "RHC 116 . 205 / DF", "HC 107 . 769", "ARE 750896 AGR / DF", "HC 112 . 362", "RHC 116 . 205", "SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "ARE 750896 AGR / DF", "HC 112 . 362", "RHC 116 . 205", "SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "ARE 750896 AGR / DF", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 750896 AGR / DF", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 750896 AGR / DF", "ARE 750896 AGR / DF", "AGRAVO 750 . 896", "ARE 750896 AGR / DF", "HC 107 . 769", "ARE 750896 AGR / DF", "HC 107 . 769", "ARE 750896 AGR /", "HC 112 . 362", "ARE 750896", "HC 112 . 362", "RHC 116 . 205", "ARE 750896 AGR / DF", "RHC 116 . 205", "AGRAVO 750 . 896" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "artigo 132 do Código", "ARTIGO 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI DE DROGAS", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "inciso I do artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI DE DROGAS", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "inciso I do artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ARTIGO 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI DE DROGAS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ARTIGO 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI DE DROGAS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "inciso I do artigo 44 do Código Penal", "artigo 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 290 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL MILITAR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 290 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL MILITAR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "artigo 399 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 132 do Código de Processo Civil", "artigo 399 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 399 , § 2 . . . , do CPP", "art . 132 do Código de Processo Civil", ". . . do CPP", "ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 399 , § 2 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 399 , § 2 . . . , do CPP", "art . 132 do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . do CPP", "ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 399 , § 2 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Permanente de Justiça", "Exército da Auditoria", "Conselho Permanente de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira 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"-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandoski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandoski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandoski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandoski", "Ricardo Lewandoski", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "IVANILDO DOS SANTOS GOMES", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "ROBÉRIO BEZERRA DOS SANTOS", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "28", "/", "11", "/", "2011", "18", "/", "4", "/", "2013", "30", "/", "4", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de agosto de 2014", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OBJETO. Os embargos declaratórios visam o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, quer mediante integração, quer por meio de esclarecimento, incumbindo tomá- los com dose maior de compreensão. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – EFICÁCIA MODIFICATIVA. Uma vez constatada a omissão, cumpre prover os embargos declaratórios, emprestando-lhes, caso seja consequência natural, eficácia modificativa. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO – CHEFIA. Cumpre observar, na Chefia do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, a composição do Órgão, conforme decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO. A cadeira reservada ao Ministério Público, no Tribunal de Contas, há de ser preenchida por integrante da categoria especial – relevância do pedido de implemento de medida acauteladora. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RCL 14282 AGR-ED / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis o que relatado por ocasião do julgamento do agravo regimental: Por meio de decisão formalizada em 4 de agosto de 2012, neguei seguimento ao pedido, consignando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON argui a inobservância do acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski, pelo Procurador-Geral em exercício do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Sustenta ter legitimidade para a proposição da medida, fazendo-o com fundamento no artigo 156 do Regimento Interno do Supremo e na decisão proferida no Agravo Regimental na Reclamação nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis o que relatado por ocasião do julgamento do agravo regimental: Por meio de decisão formalizada em 4 de agosto de 2012, neguei seguimento ao pedido, consignando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON argui a inobservância do acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski, pelo Procurador-Geral em exercício do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Sustenta ter legitimidade para a proposição da medida, fazendo-o com fundamento no artigo 156 do Regimento Interno do Supremo e na decisão proferida no Agravo Regimental na Reclamação nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC 1.880, relator ministro Maurício Corrêa, julgamento em que foi ampliado o conceito de parte interessada para a propositura da reclamação constitucional. Assevera defender os interesses dos membros do Ministério Público de Contas em vinte e dois Estados e no Distrito Federal, possuindo, assim, caráter nacional. Aponta o artigo 1º, inciso II, do Regimento Interno da entidade, que lhe assegura a finalidade de defender em juízo os interesses da categoria. Consoante diz, o Supremo consolidou, em diversas ações diretas, o entendimento de que o Ministério Público de Contas é instituição autônoma em relação ao Ministério Público comum, de maneira que o provimento dos cargos respectivos deve ser feito por concurso específico. Alude a precedentes: Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 789/DF, relator ministro Celso de Mello, nº 1.545/SE, relator ministro Octavio Gallotti, nº 2.068/MG, relator ministro Sydney Sanches, nº 2.884/RJ, relator ministro Celso de Mello, nº 3.160/CE, relator ministro Celso de Mello, nº 3.315/CE e nº 328/SC, ambas da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Assevera haver a autoridade reclamada desrespeitado o preceito revelado no acórdão desta última ação direta, que foi assim ementado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC 1.880, relator ministro Maurício Corrêa, julgamento em que foi ampliado o conceito de parte interessada para a propositura da reclamação constitucional. Assevera defender os interesses dos membros do Ministério Público de Contas em vinte e dois Estados e no Distrito Federal, possuindo, assim, caráter nacional. Aponta o artigo 1º, inciso II, do Regimento Interno da entidade, que lhe assegura a finalidade de defender em juízo os interesses da categoria. Consoante diz, o Supremo consolidou, em diversas ações diretas, o entendimento de que o Ministério Público de Contas é instituição autônoma em relação ao Ministério Público comum, de maneira que o provimento dos cargos respectivos deve ser feito por concurso específico. Alude a precedentes: Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 789/DF, relator ministro Celso de Mello, nº 1.545/SE, relator ministro Octavio Gallotti, nº 2.068/MG, relator ministro Sydney Sanches, nº 2.884/RJ, relator ministro Celso de Mello, nº 3.160/CE, relator ministro Celso de Mello, nº 3.315/CE e nº 328/SC, ambas da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Assevera haver a autoridade reclamada desrespeitado o preceito revelado no acórdão desta última ação direta, que foi assim ementado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § 2º, I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3º, e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. Narra ter havido ação popular movida contra o Estado de Santa Catarina buscando afastar seis procuradores da fazenda junto ao Tribunal de Contas nomeados sem concurso público. O pedido formalizado foi julgado improcedente, consoante decisão proferida pelo Supremo em sede de recurso extraordinário, ocasião em que se reconheceu ter-se operado, em favor dos referidos procuradores, a estabilização no cargo decorrente do artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Remete ao conteúdo da Lei estadual nº 5.660/1979, que fixa as atribuições dos procuradores da Fazenda no Tribunal de Contas, as quais, afirma, não se confundem com as funções próprias do Ministério Público. Articula 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § 2º, I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3º, e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. Narra ter havido ação popular movida contra o Estado de Santa Catarina buscando afastar seis procuradores da fazenda junto ao Tribunal de Contas nomeados sem concurso público. O pedido formalizado foi julgado improcedente, consoante decisão proferida pelo Supremo em sede de recurso extraordinário, ocasião em que se reconheceu ter-se operado, em favor dos referidos procuradores, a estabilização no cargo decorrente do artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Remete ao conteúdo da Lei estadual nº 5.660/1979, que fixa as atribuições dos procuradores da Fazenda no Tribunal de Contas, as quais, afirma, não se confundem com as funções próprias do Ministério Público. Articula 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC com a diferença entre os cargos, porquanto aos procuradores da Fazenda cabe a representação da Fazenda Pública, ao passo que o Ministério Público atua em defesa da ordem jurídica, conforme assentado pelo próprio Supremo nos precedentes já assinalados. Argumenta que, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, o Supremo declarou inconstitucional o artigo 102 da Constituição estadual, que atribuía aos procuradores da Fazenda o exercício das funções do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. No entanto, salienta permanecer em vigor o artigo 107, § 1º, da Lei Complementar estadual nº 202/2000 – Lei Orgânica do Tribunal de Contas –, que assim dispõe: “Art. 107. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, ao qual se aplicam os princípios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional e administrativa, é exercido pela Procuradoria- Geral junto ao Tribunal de Contas e compõe-se de um Procurador Geral, um Procurador-Geral- Adjunto e três Procuradores, bacharéis em Direito. § 1º. O Procurador-Geral, nomeado em comissão pelo Governador do Estado, será escolhido dentre os Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, observados os mesmos requisitos exigidos para o cargo de Conselheiro, tendo iguais direitos, vantagens e prerrogativas, exceto a vitaliciedade e tratamento protocolar correspondente”. Prossegue afirmando que o quadro atual é 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC com a diferença entre os cargos, porquanto aos procuradores da Fazenda cabe a representação da Fazenda Pública, ao passo que o Ministério Público atua em defesa da ordem jurídica, conforme assentado pelo próprio Supremo nos precedentes já assinalados. Argumenta que, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, o Supremo declarou inconstitucional o artigo 102 da Constituição estadual, que atribuía aos procuradores da Fazenda o exercício das funções do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. No entanto, salienta permanecer em vigor o artigo 107, § 1º, da Lei Complementar estadual nº 202/2000 – Lei Orgânica do Tribunal de Contas –, que assim dispõe: “Art. 107. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, ao qual se aplicam os princípios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional e administrativa, é exercido pela Procuradoria- Geral junto ao Tribunal de Contas e compõe-se de um Procurador Geral, um Procurador-Geral- Adjunto e três Procuradores, bacharéis em Direito. § 1º. O Procurador-Geral, nomeado em comissão pelo Governador do Estado, será escolhido dentre os Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, observados os mesmos requisitos exigidos para o cargo de Conselheiro, tendo iguais direitos, vantagens e prerrogativas, exceto a vitaliciedade e tratamento protocolar correspondente”. Prossegue afirmando que o quadro atual é 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC composto de cinco procuradores, sendo quatro deles selecionados por concurso público específico, realizado em 2005, e um procurador da fazenda, Márcio de Sousa Rosa, que continua a exercer, em disfunção, as atribuições do cargo de procurador do Ministério Público especial. Assevera ser ele o atual Procurador-Geral do Ministério Público especial em exercício. Diz da inidoneidade moral do referido procurador, requisito exigido para a posse no cargo de Conselheiro, e também da impossibilidade de nomeação de titular de cargo não efetivo, porquanto estabilizado. Alude à existência de dezenas de ações ajuizadas contra Márcio de Sousa Rosa e também de processo instaurado em auditoria do próprio Tribunal de Contas. Articula com a expansão dos efeitos da coisa julgada objetiva nas ações constitucionais abstratas, que inclusive legitimam a declaração de inconstitucionalidade por arrastamento de outras normas. Sob o ângulo do risco, ressalta o prejuízo à atividade de controle exercida pelo Ministério Público especializado, chefiado por agente que não seria dotado das garantias necessárias à plena independência de atuação, vinculado aos interesses da fazenda em razão da natureza do cargo. Salienta haver sido publicado edital convocando para 6 de agosto de 2012 a reunião do corpo de procuradores para deliberar sobre a formação e encaminhamento de lista tríplice para escolha, pelo Governador, do Procurador-Geral para o biênio 2012/2014, com exercício a iniciar-se em 17 de setembro de 2012. Assim, postula o implemento de liminar para vedar a participação de Márcio de Sousa Rosa na lista tríplice destinada à nomeação para o cargo de Procurador- Geral ou, sucessivamente, seja impedida a respectiva 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC composto de cinco procuradores, sendo quatro deles selecionados por concurso público específico, realizado em 2005, e um procurador da fazenda, Márcio de Sousa Rosa, que continua a exercer, em disfunção, as atribuições do cargo de procurador do Ministério Público especial. Assevera ser ele o atual Procurador-Geral do Ministério Público especial em exercício. Diz da inidoneidade moral do referido procurador, requisito exigido para a posse no cargo de Conselheiro, e também da impossibilidade de nomeação de titular de cargo não efetivo, porquanto estabilizado. Alude à existência de dezenas de ações ajuizadas contra Márcio de Sousa Rosa e também de processo instaurado em auditoria do próprio Tribunal de Contas. Articula com a expansão dos efeitos da coisa julgada objetiva nas ações constitucionais abstratas, que inclusive legitimam a declaração de inconstitucionalidade por arrastamento de outras normas. Sob o ângulo do risco, ressalta o prejuízo à atividade de controle exercida pelo Ministério Público especializado, chefiado por agente que não seria dotado das garantias necessárias à plena independência de atuação, vinculado aos interesses da fazenda em razão da natureza do cargo. Salienta haver sido publicado edital convocando para 6 de agosto de 2012 a reunião do corpo de procuradores para deliberar sobre a formação e encaminhamento de lista tríplice para escolha, pelo Governador, do Procurador-Geral para o biênio 2012/2014, com exercício a iniciar-se em 17 de setembro de 2012. Assim, postula o implemento de liminar para vedar a participação de Márcio de Sousa Rosa na lista tríplice destinada à nomeação para o cargo de Procurador- Geral ou, sucessivamente, seja impedida a respectiva 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC nomeação e posse no cargo de Procurador-Geral ou Procurador-Geral Adjunto, caso a apreciação da medida acauteladora seja posterior à elaboração da lista tríplice. Pretende seja, ainda, cautelarmente, declarado o impedimento temporário de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial, o qual deverá ser colocado à disposição do Poder Executivo do Estado, assegurada a percepção da remuneração inerente ao cargo que ocupa. No mérito, busca a confirmação da medida acauteladora. Pede a declaração de impedimento, em caráter definitivo, de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial. Requer, por eventualidade, a declaração de nulidade da nomeação de Márcio de Sousa Rosa a qualquer cargo de chefia do Ministério Público especial. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. 2. A reclamação é medida excepcional. Pressupõe o desrespeito a decisão do Supremo ou a colocação, em segundo plano, da competência a ele atribuída pela Carta da República. No caso, o objetivo perseguido não é tornar prevalecente o que deliberou o Tribunal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, mas obstaculizar a caminhada de certo integrante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas visando preencher cadeira de conselheiro. A queima de etapas não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC nomeação e posse no cargo de Procurador-Geral ou Procurador-Geral Adjunto, caso a apreciação da medida acauteladora seja posterior à elaboração da lista tríplice. Pretende seja, ainda, cautelarmente, declarado o impedimento temporário de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial, o qual deverá ser colocado à disposição do Poder Executivo do Estado, assegurada a percepção da remuneração inerente ao cargo que ocupa. No mérito, busca a confirmação da medida acauteladora. Pede a declaração de impedimento, em caráter definitivo, de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial. Requer, por eventualidade, a declaração de nulidade da nomeação de Márcio de Sousa Rosa a qualquer cargo de chefia do Ministério Público especial. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. 2. A reclamação é medida excepcional. Pressupõe o desrespeito a decisão do Supremo ou a colocação, em segundo plano, da competência a ele atribuída pela Carta da República. No caso, o objetivo perseguido não é tornar prevalecente o que deliberou o Tribunal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, mas obstaculizar a caminhada de certo integrante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas visando preencher cadeira de conselheiro. A queima de etapas não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC se coaduna com a organicidade própria ao Direito, especialmente ao instrumental. 3. Nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A agravante, no regimental, reitera as razões expendidas na inicial. Argui o desrespeito ao acórdão formalizado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, em virtude da alegada usurpação de atribuições de membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas por Pocurador da Fazenda. Diz não se tratar de pretensão visando impedir nomeação para o cargo de conselheiro, mas para o de Procurador-Geral do Ministério Público especial. Afirma que o Procurador da Fazenda Márcio de Souza Rosa nunca se submeteu a concurso público, nem para o aludido cargo, nem para o de Procurador do Ministério Público especial. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. Narra haver sido nomeado para o cargo de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas em 2 de julho de 1982, tendo adquirido estabilidade, em 20 de agosto de 1982, ante o artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988, conforme decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário nº 111.345/SC. É o relatório. O recurso foi desprovido mediante as mesmas razões pelas quais neguei seguimento ao pedido. Nos declaratórios, a embargante aponta a ocorrência de omissão e obscuridade, além de equívoco no julgamento do regimental. Segundo diz, o objeto da reclamação não é impedir que certo membro do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina assuma a cadeira de Conselheiro, mas obstar o desempenho das funções de Procurador de Contas por determinado integrante da Procuradoria da Fazenda daquele Estado. Frisa o desrespeito ao decidido na Ação Direta 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC se coaduna com a organicidade própria ao Direito, especialmente ao instrumental. 3. Nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A agravante, no regimental, reitera as razões expendidas na inicial. Argui o desrespeito ao acórdão formalizado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, em virtude da alegada usurpação de atribuições de membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas por Pocurador da Fazenda. Diz não se tratar de pretensão visando impedir nomeação para o cargo de conselheiro, mas para o de Procurador-Geral do Ministério Público especial. Afirma que o Procurador da Fazenda Márcio de Souza Rosa nunca se submeteu a concurso público, nem para o aludido cargo, nem para o de Procurador do Ministério Público especial. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. Narra haver sido nomeado para o cargo de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas em 2 de julho de 1982, tendo adquirido estabilidade, em 20 de agosto de 1982, ante o artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988, conforme decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário nº 111.345/SC. É o relatório. O recurso foi desprovido mediante as mesmas razões pelas quais neguei seguimento ao pedido. Nos declaratórios, a embargante aponta a ocorrência de omissão e obscuridade, além de equívoco no julgamento do regimental. Segundo diz, o objeto da reclamação não é impedir que certo membro do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina assuma a cadeira de Conselheiro, mas obstar o desempenho das funções de Procurador de Contas por determinado integrante da Procuradoria da Fazenda daquele Estado. Frisa o desrespeito ao decidido na Ação Direta 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC de Inconstitucionalidade nº 328. O embargado manifesta-se pelo desprovimento dos declaratórios. Destaca jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas. Esclarece haver sido nomeado no dia 2 de julho de 1982 em decorrência das Leis locais nº 5.660/79 e 6.085/82. Consoante argumenta, o Supremo, quanto à situação específica do embargado, ao apreciar o Recurso Extraordinário nº 111.345, decidiu pela “permanência de investidura e exercício do cargo”. Informa haver ocupado a posição de Procurador-Geral por quatro mandatos, tendo sido novamente escolhido em setembro de 2012 pelo Governador do Estado de Santa Catarina. Por meio da Petição/STF nº 35.711/2014, protocolada em 15 de agosto de 2014, a reclamante noticiou fato novo, consistente na convocação dos Procuradores de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina visando a formação de lista tríplice, às 13h do dia 18 de agosto de 2014, segunda-feira, para encaminhamento ao Governador e escolha do novo Procurador-Geral do Ministério Público Especial. Disse da presença dos requisitos para a implementação de medida acauteladora incidental. Segundo afirmou, como tem ocorrido nos últimos vinte anos, o atual ocupante do cargo, procurador fazendário, novamente integraria a lista, no que entende olvidado o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328. Sob o ângulo do risco, aludiu à proximidade da data para a escolha do Chefe do Ministério Público Especial. Postulou a concessão de liminar voltada a obstar “a possibilidade de o Procurador Márcio de Sousa Rosa compor a próxima lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina até o julgamento final da presente reclamação.” Ainda no dia 15 de agosto de 2014, requereu o aditamento do pleito veiculado na aludida petição, para nele incluir não apenas o óbice relativo à inserção na lista tríplice, mas também o concernente a eventual nomeação, posse ou novo exercício do embargado no cargo de Procurador-Geral de Contas do Ministério Público Especial. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC de Inconstitucionalidade nº 328. O embargado manifesta-se pelo desprovimento dos declaratórios. Destaca jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas. Esclarece haver sido nomeado no dia 2 de julho de 1982 em decorrência das Leis locais nº 5.660/79 e 6.085/82. Consoante argumenta, o Supremo, quanto à situação específica do embargado, ao apreciar o Recurso Extraordinário nº 111.345, decidiu pela “permanência de investidura e exercício do cargo”. Informa haver ocupado a posição de Procurador-Geral por quatro mandatos, tendo sido novamente escolhido em setembro de 2012 pelo Governador do Estado de Santa Catarina. Por meio da Petição/STF nº 35.711/2014, protocolada em 15 de agosto de 2014, a reclamante noticiou fato novo, consistente na convocação dos Procuradores de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina visando a formação de lista tríplice, às 13h do dia 18 de agosto de 2014, segunda-feira, para encaminhamento ao Governador e escolha do novo Procurador-Geral do Ministério Público Especial. Disse da presença dos requisitos para a implementação de medida acauteladora incidental. Segundo afirmou, como tem ocorrido nos últimos vinte anos, o atual ocupante do cargo, procurador fazendário, novamente integraria a lista, no que entende olvidado o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328. Sob o ângulo do risco, aludiu à proximidade da data para a escolha do Chefe do Ministério Público Especial. Postulou a concessão de liminar voltada a obstar “a possibilidade de o Procurador Márcio de Sousa Rosa compor a próxima lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina até o julgamento final da presente reclamação.” Ainda no dia 15 de agosto de 2014, requereu o aditamento do pleito veiculado na aludida petição, para nele incluir não apenas o óbice relativo à inserção na lista tríplice, mas também o concernente a eventual nomeação, posse ou novo exercício do embargado no cargo de Procurador-Geral de Contas do Ministério Público Especial. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC Em 21 de agosto último, a reclamante informou que o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina foi publicado, no Diário Oficial do mencionado Estado, em 18 do referido mês, tendo ocorrido a posse no dia 20 subsequente. Reiterou o pedido de implemento da medida acauteladora. Trouxe cópia do ato de nomeação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Em 21 de agosto último, a reclamante informou que o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina foi publicado, no Diário Oficial do mencionado Estado, em 18 do referido mês, tendo ocorrido a posse no dia 20 subsequente. Reiterou o pedido de implemento da medida acauteladora. Trouxe cópia do ato de nomeação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Assiste razão à embargante. Realmente, considerada a alegação de desrespeito ao que assentado na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328, a medida fez-se direcionada a impedir a participação, em lista tríplice, e a eventual nomeação de determinado Procurador da Fazenda, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Tribunal de Contas de Santa Catarina. Não se buscou, ao contrário do consignado no acórdão atacado, obstar a caminhada do embargado ao cargo de Conselheiro do referido Tribunal. Mostrando-se evidente o descompasso, são, portanto, cabíveis os declaratórios. No mérito, procede a irresignação. No acórdão tido por inobservado, o Supremo proclamou a invalidade do parágrafo único do artigo 102 da Constituição estadual, promulgada em 5 de outubro de 1989, segundo o qual “o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é exercido pelos Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas.” Eis a ementa do acórdão: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Assiste razão à embargante. Realmente, considerada a alegação de desrespeito ao que assentado na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328, a medida fez-se direcionada a impedir a participação, em lista tríplice, e a eventual nomeação de determinado Procurador da Fazenda, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Tribunal de Contas de Santa Catarina. Não se buscou, ao contrário do consignado no acórdão atacado, obstar a caminhada do embargado ao cargo de Conselheiro do referido Tribunal. Mostrando-se evidente o descompasso, são, portanto, cabíveis os declaratórios. No mérito, procede a irresignação. No acórdão tido por inobservado, o Supremo proclamou a invalidade do parágrafo único do artigo 102 da Constituição estadual, promulgada em 5 de outubro de 1989, segundo o qual “o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é exercido pelos Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas.” Eis a ementa do acórdão: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 14282 AGR-ED / SC 2º, I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3º, e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328, relator ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Diário da Justiça eletrônico de 5 de março de 2009) No caso, embora o embargado afirme jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, a situação enquadra-se no parágrafo único do artigo 102 da Carta estadual, cuja inconstitucionalidade foi declarada no paradigma. Mesmo que assegurada ao embargado, no Recurso Extraordinário nº 111.345, a estabilidade preconizada no artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mantê-lo no Ministério Público especial em Santa Catarina, sobretudo na posição de Procurador-Geral da instituição, implica olvidar o que decidido no paradigma. O debate, no aludido extraordinário, fez-se voltado à invalidação dos atos de nomeação de Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas local tão somente em virtude da não realização de concurso público, presente o disposto no artigo 97, § 1º, da Carta de 1967, na redação conferida pela Emenda nº 1/1969. Não se adotou óptica – e o Tribunal não poderia fazê-lo, por ter sido a Carta estadual promulgada após o ajuizamento da ação popular na qual interposto o recurso – a partir da leitura do dispositivo declarado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC 2º, I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3º, e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328, relator ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Diário da Justiça eletrônico de 5 de março de 2009) No caso, embora o embargado afirme jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, a situação enquadra-se no parágrafo único do artigo 102 da Carta estadual, cuja inconstitucionalidade foi declarada no paradigma. Mesmo que assegurada ao embargado, no Recurso Extraordinário nº 111.345, a estabilidade preconizada no artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mantê-lo no Ministério Público especial em Santa Catarina, sobretudo na posição de Procurador-Geral da instituição, implica olvidar o que decidido no paradigma. O debate, no aludido extraordinário, fez-se voltado à invalidação dos atos de nomeação de Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas local tão somente em virtude da não realização de concurso público, presente o disposto no artigo 97, § 1º, da Carta de 1967, na redação conferida pela Emenda nº 1/1969. Não se adotou óptica – e o Tribunal não poderia fazê-lo, por ter sido a Carta estadual promulgada após o ajuizamento da ação popular na qual interposto o recurso – a partir da leitura do dispositivo declarado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 14282 AGR-ED / SC insubsistente na ação direta. Ante o exposto, dou provimento aos declaratórios e, conferindo-lhes efeitos modificativos, defiro a medida acauteladora para suspender o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, afastando-o, inclusive, do desempenho de funções perante a mencionada instituição. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC insubsistente na ação direta. Ante o exposto, dou provimento aos declaratórios e, conferindo-lhes efeitos modificativos, defiro a medida acauteladora para suspender o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, afastando-o, inclusive, do desempenho de funções perante a mencionada instituição. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu não só acompanho como cumprimento o eminente Relator pela grandeza de voltar atrás e fazer o certo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Acabei de falar, a Colegas de sacerdócio, dizendo – como sempre proclamei desde a época do Tribunal Superior do Trabalho – que os embargos declaratórios não devem ser tomados como crítica ao ofício judicante, mas como colaboração efetiva visando o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Portanto, devem ser tomados com espírito de compreensão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho, Presidente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência acaba de dar uma lição aos nossos juízes que estão presentes, porque realmente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao votar, acabei de confirmar o que falara há poucos minutos, ao receber, no Salão Branco, os Juízes. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, o magistrado não pode levar os embargos como uma crítica à sua decisão, é uma oportunidade de uma nova reflexão sobre aquilo que produziu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu não só acompanho como cumprimento o eminente Relator pela grandeza de voltar atrás e fazer o certo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Acabei de falar, a Colegas de sacerdócio, dizendo – como sempre proclamei desde a época do Tribunal Superior do Trabalho – que os embargos declaratórios não devem ser tomados como crítica ao ofício judicante, mas como colaboração efetiva visando o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Portanto, devem ser tomados com espírito de compreensão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho, Presidente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência acaba de dar uma lição aos nossos juízes que estão presentes, porque realmente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao votar, acabei de confirmar o que falara há poucos minutos, ao receber, no Salão Branco, os Juízes. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, o magistrado não pode levar os embargos como uma crítica à sua decisão, é uma oportunidade de uma nova reflexão sobre aquilo que produziu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 14282 AGR-ED / SC Confirma, Presidente, este julgamento que, enquanto a Justiça for obra do homem, será passível de falha. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Confirma, Presidente, este julgamento que, enquanto a Justiça for obra do homem, será passível de falha. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) : LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento aos embargos de declaração, suspendendo o ato de nomeação, inclusive afastando o nomeado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805637 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) : LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento aos embargos de declaração, suspendendo o ato de nomeação, inclusive afastando o nomeado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805637 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6836222
2014-08-28T00:00:00
2014-10-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento aos embargos de declaração, suspendendo o ato de nomeação, inclusive afastando o nomeado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OBJETO. Os embargos declaratórios visam o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, quer mediante integração, quer por meio de esclarecimento, incumbindo tomá-los com dose maior de compreensão. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – EFICÁCIA MODIFICATIVA. Uma vez constatada a omissão, cumpre prover os embargos declaratórios, emprestando-lhes, caso seja consequência natural, eficácia modificativa. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO – CHEFIA. Cumpre observar, na Chefia do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, a composição do Órgão, conforme decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO. A cadeira reservada ao Ministério Público, no Tribunal de Contas, há de ser preenchida por integrante da categoria especial – relevância do pedido de implemento de medida acauteladora.
sjur278621
- Acórdão(s) citado(s): (COMPOSIÇÃO, MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIAL, TRIBUNAL DE CONTAS) ADI 328 (TP). - Veja RE 111345 do STF. Número de páginas: 17. Análise: 06/10/2014, GOD.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
14282
[ "LEG-FED CF ANO-1967\n ART-00097 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA EMC-1/1969\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000001 ANO-1969\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00019\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00102 PAR-ÚNICO\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SC" ]
Rcl-AgR-ED
acordaos
Rcl 14282 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) : LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OBJETO. Os embargos declaratórios visam o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, quer mediante integração, quer por meio de esclarecimento, incumbindo tomá- los com dose maior de compreensão. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO – EFICÁCIA MODIFICATIVA. Uma vez constatada a omissão, cumpre prover os embargos declaratórios, emprestando-lhes, caso seja consequência natural, eficácia modificativa. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO – CHEFIA. Cumpre observar, na Chefia do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, a composição do Órgão, conforme decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO – MINISTÉRIO PÚBLICO. A cadeira reservada ao Ministério Público, no Tribunal de Contas, há de ser preenchida por integrante da categoria especial – relevância do pedido de implemento de medida acauteladora. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RCL 14282 AGR-ED / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de declaração no agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski Vice-Presidente, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 28 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis o que relatado por ocasião do julgamento do agravo regimental: Por meio de decisão formalizada em 4 de agosto de 2012, neguei seguimento ao pedido, consignando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON argui a inobservância do acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski, pelo Procurador-Geral em exercício do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Sustenta ter legitimidade para a proposição da medida, fazendo-o com fundamento no artigo 156 do Regimento Interno do Supremo e na decisão proferida no Agravo Regimental na Reclamação n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) :LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) :LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis o que relatado por ocasião do julgamento do agravo regimental: Por meio de decisão formalizada em 4 de agosto de 2012, neguei seguimento ao pedido, consignando: RECLAMAÇÃO – OBJETO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: A Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON argui a inobservância do acórdão da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, relator ministro Ricardo Lewandowski, pelo Procurador-Geral em exercício do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Sustenta ter legitimidade para a proposição da medida, fazendo-o com fundamento no artigo 156 do Regimento Interno do Supremo e na decisão proferida no Agravo Regimental na Reclamação n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC 1.880, relator ministro Maurício Corrêa, julgamento em que foi ampliado o conceito de parte interessada para a propositura da reclamação constitucional. Assevera defender os interesses dos membros do Ministério Público de Contas em vinte e dois Estados e no Distrito Federal, possuindo, assim, caráter nacional. Aponta o artigo 1..., inciso II, do Regimento Interno da entidade, que lhe assegura a finalidade de defender em juízo os interesses da categoria. Consoante diz, o Supremo consolidou, em diversas ações diretas, o entendimento de que o Ministério Público de Contas é instituição autônoma em relação ao Ministério Público comum, de maneira que o provimento dos cargos respectivos deve ser feito por concurso específico. Alude a precedentes: Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 789/DF, relator ministro Celso de Mello, n 1.545/SE, relator ministro Octavio Gallotti, n 2.068/MG, relator ministro Sydney Sanches, n 2.884/RJ, relator ministro Celso de Mello, n 3.160/CE, relator ministro Celso de Mello, n 3.315/CE e n 328/SC, ambas da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Assevera haver a autoridade reclamada desrespeitado o preceito revelado no acórdão desta última ação direta, que foi assim ementado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC 1.880, relator ministro Maurício Corrêa, julgamento em que foi ampliado o conceito de parte interessada para a propositura da reclamação constitucional. Assevera defender os interesses dos membros do Ministério Público de Contas em vinte e dois Estados e no Distrito Federal, possuindo, assim, caráter nacional. Aponta o artigo 1..., inciso II, do Regimento Interno da entidade, que lhe assegura a finalidade de defender em juízo os interesses da categoria. Consoante diz, o Supremo consolidou, em diversas ações diretas, o entendimento de que o Ministério Público de Contas é instituição autônoma em relação ao Ministério Público comum, de maneira que o provimento dos cargos respectivos deve ser feito por concurso específico. Alude a precedentes: Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 789/DF, relator ministro Celso de Mello, n 1.545/SE, relator ministro Octavio Gallotti, n 2.068/MG, relator ministro Sydney Sanches, n 2.884/RJ, relator ministro Celso de Mello, n 3.160/CE, relator ministro Celso de Mello, n 3.315/CE e n 328/SC, ambas da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Assevera haver a autoridade reclamada desrespeitado o preceito revelado no acórdão desta última ação direta, que foi assim ementado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § 2..., I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3..., e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. Narra ter havido ação popular movida contra o Estado de Santa Catarina buscando afastar seis procuradores da fazenda junto ao Tribunal de Contas nomeados sem concurso público. O pedido formalizado foi julgado improcedente, consoante decisão proferida pelo Supremo em sede de recurso extraordinário, ocasião em que se reconheceu ter-se operado, em favor dos referidos procuradores, a estabilização no cargo decorrente do artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Remete ao conteúdo da Lei estadual n 5.660/1979, que fixa as atribuições dos procuradores da Fazenda no Tribunal de Contas, as quais, afirma, não se confundem com as funções próprias do Ministério Público. Articula 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § 2..., I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3..., e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. Narra ter havido ação popular movida contra o Estado de Santa Catarina buscando afastar seis procuradores da fazenda junto ao Tribunal de Contas nomeados sem concurso público. O pedido formalizado foi julgado improcedente, consoante decisão proferida pelo Supremo em sede de recurso extraordinário, ocasião em que se reconheceu ter-se operado, em favor dos referidos procuradores, a estabilização no cargo decorrente do artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Remete ao conteúdo da Lei estadual n 5.660/1979, que fixa as atribuições dos procuradores da Fazenda no Tribunal de Contas, as quais, afirma, não se confundem com as funções próprias do Ministério Público. Articula 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC com a diferença entre os cargos, porquanto aos procuradores da Fazenda cabe a representação da Fazenda Pública, ao passo que o Ministério Público atua em defesa da ordem jurídica, conforme assentado pelo próprio Supremo nos precedentes já assinalados. Argumenta que, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, o Supremo declarou inconstitucional o artigo 102 da Constituição estadual, que atribuía aos procuradores da Fazenda o exercício das funções do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. No entanto, salienta permanecer em vigor o artigo 107, § 1..., da Lei Complementar estadual n 202/2000 – Lei Orgânica do Tribunal de Contas –, que assim dispõe: “Art. 107. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, ao qual se aplicam os princípios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional e administrativa, é exercido pela Procuradoria- Geral junto ao Tribunal de Contas e compõe-se de um Procurador Geral, um Procurador-Geral- Adjunto e três Procuradores, bacharéis em Direito. § 1.... O Procurador-Geral, nomeado em comissão pelo Governador do Estado, será escolhido dentre os Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, observados os mesmos requisitos exigidos para o cargo de Conselheiro, tendo iguais direitos, vantagens e prerrogativas, exceto a vitaliciedade e tratamento protocolar correspondente”. Prossegue afirmando que o quadro atual é 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC com a diferença entre os cargos, porquanto aos procuradores da Fazenda cabe a representação da Fazenda Pública, ao passo que o Ministério Público atua em defesa da ordem jurídica, conforme assentado pelo próprio Supremo nos precedentes já assinalados. Argumenta que, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, o Supremo declarou inconstitucional o artigo 102 da Constituição estadual, que atribuía aos procuradores da Fazenda o exercício das funções do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. No entanto, salienta permanecer em vigor o artigo 107, § 1..., da Lei Complementar estadual n 202/2000 – Lei Orgânica do Tribunal de Contas –, que assim dispõe: “Art. 107. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, ao qual se aplicam os princípios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional e administrativa, é exercido pela Procuradoria- Geral junto ao Tribunal de Contas e compõe-se de um Procurador Geral, um Procurador-Geral- Adjunto e três Procuradores, bacharéis em Direito. § 1.... O Procurador-Geral, nomeado em comissão pelo Governador do Estado, será escolhido dentre os Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, observados os mesmos requisitos exigidos para o cargo de Conselheiro, tendo iguais direitos, vantagens e prerrogativas, exceto a vitaliciedade e tratamento protocolar correspondente”. Prossegue afirmando que o quadro atual é 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC composto de cinco procuradores, sendo quatro deles selecionados por concurso público específico, realizado em 2005, e um procurador da fazenda, Márcio de Sousa Rosa, que continua a exercer, em disfunção, as atribuições do cargo de procurador do Ministério Público especial. Assevera ser ele o atual Procurador-Geral do Ministério Público especial em exercício. Diz da inidoneidade moral do referido procurador, requisito exigido para a posse no cargo de Conselheiro, e também da impossibilidade de nomeação de titular de cargo não efetivo, porquanto estabilizado. Alude à existência de dezenas de ações ajuizadas contra Márcio de Sousa Rosa e também de processo instaurado em auditoria do próprio Tribunal de Contas. Articula com a expansão dos efeitos da coisa julgada objetiva nas ações constitucionais abstratas, que inclusive legitimam a declaração de inconstitucionalidade por arrastamento de outras normas. Sob o ângulo do risco, ressalta o prejuízo à atividade de controle exercida pelo Ministério Público especializado, chefiado por agente que não seria dotado das garantias necessárias à plena independência de atuação, vinculado aos interesses da fazenda em razão da natureza do cargo. Salienta haver sido publicado edital convocando para 6 de agosto de 2012 a reunião do corpo de procuradores para deliberar sobre a formação e encaminhamento de lista tríplice para escolha, pelo Governador, do Procurador-Geral para o biênio 2012/2014, com exercício a iniciar-se em 17 de setembro de 2012. Assim, postula o implemento de liminar para vedar a participação de Márcio de Sousa Rosa na lista tríplice destinada à nomeação para o cargo de Procurador- Geral ou, sucessivamente, seja impedida a respectiva 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC composto de cinco procuradores, sendo quatro deles selecionados por concurso público específico, realizado em 2005, e um procurador da fazenda, Márcio de Sousa Rosa, que continua a exercer, em disfunção, as atribuições do cargo de procurador do Ministério Público especial. Assevera ser ele o atual Procurador-Geral do Ministério Público especial em exercício. Diz da inidoneidade moral do referido procurador, requisito exigido para a posse no cargo de Conselheiro, e também da impossibilidade de nomeação de titular de cargo não efetivo, porquanto estabilizado. Alude à existência de dezenas de ações ajuizadas contra Márcio de Sousa Rosa e também de processo instaurado em auditoria do próprio Tribunal de Contas. Articula com a expansão dos efeitos da coisa julgada objetiva nas ações constitucionais abstratas, que inclusive legitimam a declaração de inconstitucionalidade por arrastamento de outras normas. Sob o ângulo do risco, ressalta o prejuízo à atividade de controle exercida pelo Ministério Público especializado, chefiado por agente que não seria dotado das garantias necessárias à plena independência de atuação, vinculado aos interesses da fazenda em razão da natureza do cargo. Salienta haver sido publicado edital convocando para 6 de agosto de 2012 a reunião do corpo de procuradores para deliberar sobre a formação e encaminhamento de lista tríplice para escolha, pelo Governador, do Procurador-Geral para o biênio 2012/2014, com exercício a iniciar-se em 17 de setembro de 2012. Assim, postula o implemento de liminar para vedar a participação de Márcio de Sousa Rosa na lista tríplice destinada à nomeação para o cargo de Procurador- Geral ou, sucessivamente, seja impedida a respectiva 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC nomeação e posse no cargo de Procurador-Geral ou Procurador-Geral Adjunto, caso a apreciação da medida acauteladora seja posterior à elaboração da lista tríplice. Pretende seja, ainda, cautelarmente, declarado o impedimento temporário de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial, o qual deverá ser colocado à disposição do Poder Executivo do Estado, assegurada a percepção da remuneração inerente ao cargo que ocupa. No mérito, busca a confirmação da medida acauteladora. Pede a declaração de impedimento, em caráter definitivo, de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial. Requer, por eventualidade, a declaração de nulidade da nomeação de Márcio de Sousa Rosa a qualquer cargo de chefia do Ministério Público especial. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. 2. A reclamação é medida excepcional. Pressupõe o desrespeito a decisão do Supremo ou a colocação, em segundo plano, da competência a ele atribuída pela Carta da República. No caso, o objetivo perseguido não é tornar prevalecente o que deliberou o Tribunal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, mas obstaculizar a caminhada de certo integrante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas visando preencher cadeira de conselheiro. A queima de etapas não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC nomeação e posse no cargo de Procurador-Geral ou Procurador-Geral Adjunto, caso a apreciação da medida acauteladora seja posterior à elaboração da lista tríplice. Pretende seja, ainda, cautelarmente, declarado o impedimento temporário de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial, o qual deverá ser colocado à disposição do Poder Executivo do Estado, assegurada a percepção da remuneração inerente ao cargo que ocupa. No mérito, busca a confirmação da medida acauteladora. Pede a declaração de impedimento, em caráter definitivo, de Márcio de Sousa Rosa para o exercício de qualquer função própria do Ministério Público especial. Requer, por eventualidade, a declaração de nulidade da nomeação de Márcio de Sousa Rosa a qualquer cargo de chefia do Ministério Público especial. O processo encontra-se concluso para apreciação do pleito de concessão de liminar. 2. A reclamação é medida excepcional. Pressupõe o desrespeito a decisão do Supremo ou a colocação, em segundo plano, da competência a ele atribuída pela Carta da República. No caso, o objetivo perseguido não é tornar prevalecente o que deliberou o Tribunal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, mas obstaculizar a caminhada de certo integrante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas visando preencher cadeira de conselheiro. A queima de etapas não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC se coaduna com a organicidade própria ao Direito, especialmente ao instrumental. 3. Nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A agravante, no regimental, reitera as razões expendidas na inicial. Argui o desrespeito ao acórdão formalizado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, em virtude da alegada usurpação de atribuições de membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas por Pocurador da Fazenda. Diz não se tratar de pretensão visando impedir nomeação para o cargo de conselheiro, mas para o de Procurador-Geral do Ministério Público especial. Afirma que o Procurador da Fazenda Márcio de Souza Rosa nunca se submeteu a concurso público, nem para o aludido cargo, nem para o de Procurador do Ministério Público especial. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. Narra haver sido nomeado para o cargo de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas em 2 de julho de 1982, tendo adquirido estabilidade, em 20 de agosto de 1982, ante o artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988, conforme decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário n 111.345/SC. É o relatório. O recurso foi desprovido mediante as mesmas razões pelas quais neguei seguimento ao pedido. Nos declaratórios, a embargante aponta a ocorrência de omissão e obscuridade, além de equívoco no julgamento do regimental. Segundo diz, o objeto da reclamação não é impedir que certo membro do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina assuma a cadeira de Conselheiro, mas obstar o desempenho das funções de Procurador de Contas por determinado integrante da Procuradoria da Fazenda daquele Estado. Frisa o desrespeito ao decidido na Ação Direta 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC se coaduna com a organicidade própria ao Direito, especialmente ao instrumental. 3. Nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A agravante, no regimental, reitera as razões expendidas na inicial. Argui o desrespeito ao acórdão formalizado pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328/SC, em virtude da alegada usurpação de atribuições de membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas por Pocurador da Fazenda. Diz não se tratar de pretensão visando impedir nomeação para o cargo de conselheiro, mas para o de Procurador-Geral do Ministério Público especial. Afirma que o Procurador da Fazenda Márcio de Souza Rosa nunca se submeteu a concurso público, nem para o aludido cargo, nem para o de Procurador do Ministério Público especial. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato atacado. Narra haver sido nomeado para o cargo de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas em 2 de julho de 1982, tendo adquirido estabilidade, em 20 de agosto de 1982, ante o artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988, conforme decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário n 111.345/SC. É o relatório. O recurso foi desprovido mediante as mesmas razões pelas quais neguei seguimento ao pedido. Nos declaratórios, a embargante aponta a ocorrência de omissão e obscuridade, além de equívoco no julgamento do regimental. Segundo diz, o objeto da reclamação não é impedir que certo membro do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina assuma a cadeira de Conselheiro, mas obstar o desempenho das funções de Procurador de Contas por determinado integrante da Procuradoria da Fazenda daquele Estado. Frisa o desrespeito ao decidido na Ação Direta 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC de Inconstitucionalidade n 328. O embargado manifesta-se pelo desprovimento dos declaratórios. Destaca jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas. Esclarece haver sido nomeado no dia 2 de julho de 1982 em decorrência das Leis locais n 5.660/79 e 6.085/82. Consoante argumenta, o Supremo, quanto à situação específica do embargado, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 111.345, decidiu pela “permanência de investidura e exercício do cargo”. Informa haver ocupado a posição de Procurador-Geral por quatro mandatos, tendo sido novamente escolhido em setembro de 2012 pelo Governador do Estado de Santa Catarina. Por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 35.711/2014, protocolada em 15 de agosto de 2014, a reclamante noticiou fato novo, consistente na convocação dos Procuradores de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina visando a formação de lista tríplice, às 13h do dia 18 de agosto de 2014, segunda-feira, para encaminhamento ao Governador e escolha do novo Procurador-Geral do Ministério Público Especial. Disse da presença dos requisitos para a implementação de medida acauteladora incidental. Segundo afirmou, como tem ocorrido nos últimos vinte anos, o atual ocupante do cargo, procurador fazendário, novamente integraria a lista, no que entende olvidado o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328. Sob o ângulo do risco, aludiu à proximidade da data para a escolha do Chefe do Ministério Público Especial. Postulou a concessão de liminar voltada a obstar “a possibilidade de o Procurador Márcio de Sousa Rosa compor a próxima lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina até o julgamento final da presente reclamação.” Ainda no dia 15 de agosto de 2014, requereu o aditamento do pleito veiculado na aludida petição, para nele incluir não apenas o óbice relativo à inserção na lista tríplice, mas também o concernente a eventual nomeação, posse ou novo exercício do embargado no cargo de Procurador-Geral de Contas do Ministério Público Especial. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC de Inconstitucionalidade n 328. O embargado manifesta-se pelo desprovimento dos declaratórios. Destaca jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas. Esclarece haver sido nomeado no dia 2 de julho de 1982 em decorrência das Leis locais n 5.660/79 e 6.085/82. Consoante argumenta, o Supremo, quanto à situação específica do embargado, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 111.345, decidiu pela “permanência de investidura e exercício do cargo”. Informa haver ocupado a posição de Procurador-Geral por quatro mandatos, tendo sido novamente escolhido em setembro de 2012 pelo Governador do Estado de Santa Catarina. Por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 35.711/2014, protocolada em 15 de agosto de 2014, a reclamante noticiou fato novo, consistente na convocação dos Procuradores de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina visando a formação de lista tríplice, às 13h do dia 18 de agosto de 2014, segunda-feira, para encaminhamento ao Governador e escolha do novo Procurador-Geral do Ministério Público Especial. Disse da presença dos requisitos para a implementação de medida acauteladora incidental. Segundo afirmou, como tem ocorrido nos últimos vinte anos, o atual ocupante do cargo, procurador fazendário, novamente integraria a lista, no que entende olvidado o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328. Sob o ângulo do risco, aludiu à proximidade da data para a escolha do Chefe do Ministério Público Especial. Postulou a concessão de liminar voltada a obstar “a possibilidade de o Procurador Márcio de Sousa Rosa compor a próxima lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina até o julgamento final da presente reclamação.” Ainda no dia 15 de agosto de 2014, requereu o aditamento do pleito veiculado na aludida petição, para nele incluir não apenas o óbice relativo à inserção na lista tríplice, mas também o concernente a eventual nomeação, posse ou novo exercício do embargado no cargo de Procurador-Geral de Contas do Ministério Público Especial. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Relatório RCL 14282 AGR-ED / SC Em 21 de agosto último, a reclamante informou que o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina foi publicado, no Diário Oficial do mencionado Estado, em 18 do referido mês, tendo ocorrido a posse no dia 20 subsequente. Reiterou o pedido de implemento da medida acauteladora. Trouxe cópia do ato de nomeação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Em 21 de agosto último, a reclamante informou que o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Santa Catarina foi publicado, no Diário Oficial do mencionado Estado, em 18 do referido mês, tendo ocorrido a posse no dia 20 subsequente. Reiterou o pedido de implemento da medida acauteladora. Trouxe cópia do ato de nomeação. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6603384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Assiste razão à embargante. Realmente, considerada a alegação de desrespeito ao que assentado na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328, a medida fez-se direcionada a impedir a participação, em lista tríplice, e a eventual nomeação de determinado Procurador da Fazenda, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Tribunal de Contas de Santa Catarina. Não se buscou, ao contrário do consignado no acórdão atacado, obstar a caminhada do embargado ao cargo de Conselheiro do referido Tribunal. Mostrando-se evidente o descompasso, são, portanto, cabíveis os declaratórios. No mérito, procede a irresignação. No acórdão tido por inobservado, o Supremo proclamou a invalidade do parágrafo único do artigo 102 da Constituição estadual, promulgada em 5 de outubro de 1989, segundo o qual “o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é exercido pelos Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas.” Eis a ementa do acórdão: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Assiste razão à embargante. Realmente, considerada a alegação de desrespeito ao que assentado na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328, a medida fez-se direcionada a impedir a participação, em lista tríplice, e a eventual nomeação de determinado Procurador da Fazenda, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Tribunal de Contas de Santa Catarina. Não se buscou, ao contrário do consignado no acórdão atacado, obstar a caminhada do embargado ao cargo de Conselheiro do referido Tribunal. Mostrando-se evidente o descompasso, são, portanto, cabíveis os declaratórios. No mérito, procede a irresignação. No acórdão tido por inobservado, o Supremo proclamou a invalidade do parágrafo único do artigo 102 da Constituição estadual, promulgada em 5 de outubro de 1989, segundo o qual “o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é exercido pelos Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas.” Eis a ementa do acórdão: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. DISPOSITIVO SEGUNDO O QUAL OS PROCURADORES DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS EXERCERÃO AS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. PARQUET ESPECIAL CUJOS MEMBROS INTEGRAM CARREIRA AUTÔNOMA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. I. O art. 73, § Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 14282 AGR-ED / SC 2..., I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3..., e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328, relator ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Diário da Justiça eletrônico de 5 de março de 2009) No caso, embora o embargado afirme jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, a situação enquadra-se no parágrafo único do artigo 102 da Carta estadual, cuja inconstitucionalidade foi declarada no paradigma. Mesmo que assegurada ao embargado, no Recurso Extraordinário n 111.345, a estabilidade preconizada no artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mantê-lo no Ministério Público especial em Santa Catarina, sobretudo na posição de Procurador-Geral da instituição, implica olvidar o que decidido no paradigma. O debate, no aludido extraordinário, fez-se voltado à invalidação dos atos de nomeação de Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas local tão somente em virtude da não realização de concurso público, presente o disposto no artigo 97, § 1..., da Carta de 1967, na redação conferida pela Emenda n 1/1969. Não se adotou óptica – e o Tribunal não poderia fazê-lo, por ter sido a Carta estadual promulgada após o ajuizamento da ação popular na qual interposto o recurso – a partir da leitura do dispositivo declarado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC 2..., I, da Constituição Federal, prevê a existência de um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, estendendo, no art. 130 da mesma Carta, aos membros daquele órgão os direitos, vedações e a forma de investidura atinentes ao Parquet comum. II. Dispositivo impugnado que contraria o disposto nos arts. 37, II, e 129, § 3..., e 130 da Constituição Federal, que configuram "clausula de garantia" para a atuação independente do Parquet especial junto aos Tribunais de Contas. III. Trata-se de modelo jurídico heterônomo estabelecido pela própria Carta Federal que possui estrutura própria de maneira a assegurar a mais ampla autonomia a seus integrantes. IV - Inadmissibilidade de transmigração para o Ministério Público especial de membros de outras carreiras. V. Ação julgada procedente. (Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328, relator ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, Diário da Justiça eletrônico de 5 de março de 2009) No caso, embora o embargado afirme jamais ter ocupado o cargo de Procurador da Fazenda, mas o de Procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas, a situação enquadra-se no parágrafo único do artigo 102 da Carta estadual, cuja inconstitucionalidade foi declarada no paradigma. Mesmo que assegurada ao embargado, no Recurso Extraordinário n 111.345, a estabilidade preconizada no artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mantê-lo no Ministério Público especial em Santa Catarina, sobretudo na posição de Procurador-Geral da instituição, implica olvidar o que decidido no paradigma. O debate, no aludido extraordinário, fez-se voltado à invalidação dos atos de nomeação de Procuradores da Fazenda junto ao Tribunal de Contas local tão somente em virtude da não realização de concurso público, presente o disposto no artigo 97, § 1..., da Carta de 1967, na redação conferida pela Emenda n 1/1969. Não se adotou óptica – e o Tribunal não poderia fazê-lo, por ter sido a Carta estadual promulgada após o ajuizamento da ação popular na qual interposto o recurso – a partir da leitura do dispositivo declarado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 14282 AGR-ED / SC insubsistente na ação direta. Ante o exposto, dou provimento aos declaratórios e, conferindo-lhes efeitos modificativos, defiro a medida acauteladora para suspender o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, afastando-o, inclusive, do desempenho de funções perante a mencionada instituição. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC insubsistente na ação direta. Ante o exposto, dou provimento aos declaratórios e, conferindo-lhes efeitos modificativos, defiro a medida acauteladora para suspender o ato de nomeação do embargado, Márcio de Sousa Rosa, para o cargo de Procurador-Geral do Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, afastando-o, inclusive, do desempenho de funções perante a mencionada instituição. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6671405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu não só acompanho como cumprimento o eminente Relator pela grandeza de voltar atrás e fazer o certo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Acabei de falar, a Colegas de sacerdócio, dizendo – como sempre proclamei desde a época do Tribunal Superior do Trabalho – que os embargos declaratórios não devem ser tomados como crítica ao ofício judicante, mas como colaboração efetiva visando o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Portanto, devem ser tomados com espírito de compreensão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho, Presidente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência acaba de dar uma lição aos nossos juízes que estão presentes, porque realmente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao votar, acabei de confirmar o que falara há poucos minutos, ao receber, no Salão Branco, os Juízes. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, o magistrado não pode levar os embargos como uma crítica à sua decisão, é uma oportunidade de uma nova reflexão sobre aquilo que produziu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu não só acompanho como cumprimento o eminente Relator pela grandeza de voltar atrás e fazer o certo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Acabei de falar, a Colegas de sacerdócio, dizendo – como sempre proclamei desde a época do Tribunal Superior do Trabalho – que os embargos declaratórios não devem ser tomados como crítica ao ofício judicante, mas como colaboração efetiva visando o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Portanto, devem ser tomados com espírito de compreensão. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanho, Presidente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência acaba de dar uma lição aos nossos juízes que estão presentes, porque realmente é isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao votar, acabei de confirmar o que falara há poucos minutos, ao receber, no Salão Branco, os Juízes. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Pois é, o magistrado não pode levar os embargos como uma crítica à sua decisão, é uma oportunidade de uma nova reflexão sobre aquilo que produziu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 14282 AGR-ED / SC Confirma, Presidente, este julgamento que, enquanto a Justiça for obra do homem, será passível de falha. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Supremo Tribunal Federal RCL 14282 AGR-ED / SC Confirma, Presidente, este julgamento que, enquanto a Justiça for obra do homem, será passível de falha. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6762184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) : LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento aos embargos de declaração, suspendendo o ato de nomeação, inclusive afastando o nomeado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805637 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 14.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS ADV.(A/S) : LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (EM EXERCÍCIO) ADV.(A/S) : LEANDRO GAYER GUBERT E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento aos embargos de declaração, suspendendo o ato de nomeação, inclusive afastando o nomeado de suas funções junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805637 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 14 . 282", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282 AGR", "RCL 14282", "RECLAMAÇÃO 14", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RECLAMAÇÃO 14 . 282", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282 AGR -", "ED / SC 1 .", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 789 / DF", "RCL 14282 AGR", "-", "ED / SC 1 . 880", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade n 789 / DF", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282 AGR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "RCL 14282 AGR", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 / SC", "Recurso Extraordinário n 111 . 345 / SC", "RCL 14282 AGR - ED / SC", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 328 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 19 do Ato das Disposições Transitórias da Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis locais n 5 . 660 / 79", "6", ".", "085", "/", "82", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis locais n 5 . 660 / 79", "6", ".", "085", "/", "82", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 da Constituição estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 da Constituição estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , II , e 129 , § 3 . . . , e", "130 da Constituição Federal", "Carta Federal", "artigo 102 da Carta estadual", "artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "artigo 97 , § 1 . . . , da Carta de 1967", "Emenda n 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2 . . . , I , da Constituição Federal", "arts . 37 , II , e 129 , § 3 . . . , e 130 da Constituição Federal", "artigo 102 da Carta estadual", "artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "artigo 97 , § 1 . . . , da Carta de 1967", "Emenda n 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Distrito Federal", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Distrito Federal", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa 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Rosa", "Márcio de Sousa Rosa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Márcio de Sousa Rosa", "MARCO AURÉLIO", "Márcio de Sousa Rosa", "MARCO AURÉLIO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "MARCO AURÉLIO", "Márcio de Sousa Rosa", "Márcio de Sousa Rosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA", "LEANDRO GAYER GUBERT", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS MAXIMILIANO LEAL TELESCA MOTA", "LEANDRO GAYER GUBERT", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", "6 de agosto de 2012", "2012", "/", "2014", "17 de setembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", "6 de agosto de 2012", "2012", "/", "2014", "17 de setembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. ANALISAR A OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO EXIGIRIA A REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2012. Divergir do entendimento do Tribunal a quo, acerca da ocorrência de contratação precária para o exercício do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 733480 AGR / MA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Maranhão. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável o óbice da Súmula 279/STF. Alega inexistir direito à convocação da agravada. Afirma que “(...) a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital nº. 003/2009, tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público.” Pondera que o cumprimento da decisão da Corte de origem exigiria a criação de novos cargos de Professor, já preenchidas as vagas existentes pelos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas no edital. Sustenta que as vagas ofertadas para os professores temporários não se confundem com as vagas dos professores efetivos. Considera violado o princípio da separação dos Poderes. Requer a reforma do acórdão recorrido. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 28.4.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491836. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Maranhão. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável o óbice da Súmula 279/STF. Alega inexistir direito à convocação da agravada. Afirma que “(...) a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital nº. 003/2009, tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público.” Pondera que o cumprimento da decisão da Corte de origem exigiria a criação de novos cargos de Professor, já preenchidas as vagas existentes pelos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas no edital. Sustenta que as vagas ofertadas para os professores temporários não se confundem com as vagas dos professores efetivos. Considera violado o princípio da separação dos Poderes. Requer a reforma do acórdão recorrido. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 28.4.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Maranhão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 37, I, II e IX, 61, § 1º, e 169, § 1º, I e II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido, ARE 649.046-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 13.9.2012, que possui a seguinte ementa: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ocupação precária, por comissão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Maranhão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 37, I, II e IX, 61, § 1º, e 169, § 1º, I e II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido, ARE 649.046-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 13.9.2012, que possui a seguinte ementa: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ocupação precária, por comissão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual promovera o concurso público, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, caracterizando verdadeira burla à exigência constitucional do artigo 37, II, da Constituição Federal. Precedente: AI 776.070-AgR, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje 22/03/2011.2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. BURLA À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DO ART. 37, II, DA CF/88. CARACTERIZAÇÃO. DEFERIMENTO DA ORDEM QUE SE IMPÕE. I- A aprovação em concurso público, fora da quantidade de vagas, não gera direito à nomeação, mas apenas expectativa de direito. II- Essa expectativa, no entanto, convola-se em direito subjetivo, a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes do STJ (RMS nº 29.973/MA, Quinta Turma. Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO. DJE 22/11/2010). III A realização de processo seletivo simplificado, no caso ora apresentado, representou manifesta afronta à Lei Estadual nº 6.915/97, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, especificamente do inciso VII do seu art. 2º. IV- Com efeito, a disposição acima referida é clara no sentido de que somente haverá necessidade temporária de excepcional interesse público na admissão precária de professores na Rede Estadual de Ensino acaso não existam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual promovera o concurso público, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, caracterizando verdadeira burla à exigência constitucional do artigo 37, II, da Constituição Federal. Precedente: AI 776.070-AgR, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje 22/03/2011.2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. BURLA À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DO ART. 37, II, DA CF/88. CARACTERIZAÇÃO. DEFERIMENTO DA ORDEM QUE SE IMPÕE. I- A aprovação em concurso público, fora da quantidade de vagas, não gera direito à nomeação, mas apenas expectativa de direito. II- Essa expectativa, no entanto, convola-se em direito subjetivo, a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes do STJ (RMS nº 29.973/MA, Quinta Turma. Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO. DJE 22/11/2010). III A realização de processo seletivo simplificado, no caso ora apresentado, representou manifesta afronta à Lei Estadual nº 6.915/97, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, especificamente do inciso VII do seu art. 2º. IV- Com efeito, a disposição acima referida é clara no sentido de que somente haverá necessidade temporária de excepcional interesse público na admissão precária de professores na Rede Estadual de Ensino acaso não existam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. V- A atividade de docência é permanente e não temporária. Ou seja, não se poderia admitir que se façam contratações temporárias para atividades permanente, mormente quando há concurso público em plena vigência, como no caso em apreço. Essa contratação precária, friso uma vez mais, é uma burla à exigência constitucional talhada no art. 37, II, da CF/88. VI- Segurança concedida. 3. Agravo regimental não provido.’ Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’. Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da existência de preterição na ordem de nomeação, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. V- A atividade de docência é permanente e não temporária. Ou seja, não se poderia admitir que se façam contratações temporárias para atividades permanente, mormente quando há concurso público em plena vigência, como no caso em apreço. Essa contratação precária, friso uma vez mais, é uma burla à exigência constitucional talhada no art. 37, II, da CF/88. VI- Segurança concedida. 3. Agravo regimental não provido.’ Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’. Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da existência de preterição na ordem de nomeação, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça : “ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA NO CERTAME FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PRETERIÇÃO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. 1. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado com o objetivo de obter nomeação e posse em razão de aprovação em concurso público fora do número de vagas previsto no edital. 2. A instância ordinária denegou a segurança tendo em vista que, embora a recorrente tenha sido aprovada no concurso, sua classificação encontra-se fora do número de vagas previsto no edital. 3. O STJ adota o entendimento de que a mera expectativa de nomeação dos candidatos aprovados em concurso público (fora do número de vagas) convola-se em direito líquido e certo quando, dentro do prazo de validade do certame, há contratação de pessoal de forma precária para o preenchimento de vagas existentes, com preterição daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes. 4. No caso dos autos, comprovou-se que o prazo de validade do concurso não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça : “ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA NO CERTAME FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PRETERIÇÃO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. 1. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado com o objetivo de obter nomeação e posse em razão de aprovação em concurso público fora do número de vagas previsto no edital. 2. A instância ordinária denegou a segurança tendo em vista que, embora a recorrente tenha sido aprovada no concurso, sua classificação encontra-se fora do número de vagas previsto no edital. 3. O STJ adota o entendimento de que a mera expectativa de nomeação dos candidatos aprovados em concurso público (fora do número de vagas) convola-se em direito líquido e certo quando, dentro do prazo de validade do certame, há contratação de pessoal de forma precária para o preenchimento de vagas existentes, com preterição daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes. 4. No caso dos autos, comprovou-se que o prazo de validade do concurso não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA expirou por ocasião da realização de concurso para contratação precária de candidatos para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, de modo que merece reforma o acórdão da Corte de origem, sobretudo quando se observa que o art. 2º, inc. VII, da Lei estadual n. 6.915/1997, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, fixa que a contratação temporária somente é possível quando não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança provido.” (fl. 305 – destaquei). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional considerou caracterizada a preterição em virtude da contratação precária de pessoal para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação. Divergir desse entendimento exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que é vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. Tal como constatou a decisão agravada, a solução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 761506 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 09/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-096 DIVULG 20-05-2014 PUBLIC 21-05-2014) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA expirou por ocasião da realização de concurso para contratação precária de candidatos para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, de modo que merece reforma o acórdão da Corte de origem, sobretudo quando se observa que o art. 2º, inc. VII, da Lei estadual n. 6.915/1997, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, fixa que a contratação temporária somente é possível quando não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança provido.” (fl. 305 – destaquei). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional considerou caracterizada a preterição em virtude da contratação precária de pessoal para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação. Divergir desse entendimento exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que é vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. Tal como constatou a decisão agravada, a solução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 761506 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 09/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-096 DIVULG 20-05-2014 PUBLIC 21-05-2014) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS. CARGO EFETIVO VAGO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO NÃO RECONHECIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. A contratação temporária com suposta infração à vedação de preterição de vaga, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF, que dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Precedentes: ARE 705.459-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/10/2013, e ARE 782.696-AgR, Rel. Min.Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 20/2/2014. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONCURSO PÚBLICO. NOVO CERTAME, PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA, DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DA SELEÇÃO ANTERIOR. CANDIDATO APROVADO E CLASSIFICADO FORA DAS VAGAS OFERECIDAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 783421 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 29/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-092 DIVULG 14-05- 2014 PUBLIC 15-05-2014) De outra parte, inexistente a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, porquanto o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS. CARGO EFETIVO VAGO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO NÃO RECONHECIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. A contratação temporária com suposta infração à vedação de preterição de vaga, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF, que dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Precedentes: ARE 705.459-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/10/2013, e ARE 782.696-AgR, Rel. Min.Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 20/2/2014. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONCURSO PÚBLICO. NOVO CERTAME, PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA, DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DA SELEÇÃO ANTERIOR. CANDIDATO APROVADO E CLASSIFICADO FORA DAS VAGAS OFERECIDAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 783421 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 29/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-092 DIVULG 14-05- 2014 PUBLIC 15-05-2014) De outra parte, inexistente a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, porquanto o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 733480 AGR / MA ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate ante a necessidade do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal RE 733480 AGR / MA ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate ante a necessidade do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) : CARLOS LEVY FERREIRA GOMES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527854 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) : CARLOS LEVY FERREIRA GOMES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6571531
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. ANALISAR A OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO EXIGIRIA A REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2012. Divergir do entendimento do Tribunal a quo, acerca da ocorrência de contratação precária para o exercício do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur273823
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 783421 AgR (1ªT), RE 761506 AgR (1ªT). (CONTROLE DE LEGALIDADE, ATOS ADMINISTRATIVOS) RE 634900 AgR (1ªT), ARE 757716 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 08/09/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
733480
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 733480 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) : CARLOS LEVY FERREIRA GOMES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. ANALISAR A OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO EXIGIRIA A REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.4.2012. Divergir do entendimento do Tribunal a quo, acerca da ocorrência de contratação precária para o exercício do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Maranhão. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Alega inexistir direito à convocação da agravada. Afirma que “(...) a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009, tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público.” Pondera que o cumprimento da decisão da Corte de origem exigiria a criação de novos cargos de Professor, já preenchidas as vagas existentes pelos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas no edital. Sustenta que as vagas ofertadas para os professores temporários não se confundem com as vagas dos professores efetivos. Considera violado o princípio da separação dos Poderes. Requer a reforma do acórdão recorrido. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 28.4.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491836. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) :CARLOS LEVY FERREIRA GOMES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Maranhão. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Alega inexistir direito à convocação da agravada. Afirma que “(...) a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009, tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público.” Pondera que o cumprimento da decisão da Corte de origem exigiria a criação de novos cargos de Professor, já preenchidas as vagas existentes pelos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas no edital. Sustenta que as vagas ofertadas para os professores temporários não se confundem com as vagas dos professores efetivos. Considera violado o princípio da separação dos Poderes. Requer a reforma do acórdão recorrido. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 28.4.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491836. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Maranhão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 37, I, II e IX, 61, § 1..., e 169, § 1..., I e II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido, ARE 649.046-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 13.9.2012, que possui a seguinte ementa: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ocupação precária, por comissão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 MARANHÃO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Maranhão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 37, I, II e IX, 61, § 1..., e 169, § 1..., I e II, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido, ARE 649.046-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 13.9.2012, que possui a seguinte ementa: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ocupação precária, por comissão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual promovera o concurso público, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, caracterizando verdadeira burla à exigência constitucional do artigo 37, II, da Constituição Federal. Precedente: AI 776.070-AgR, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje 22/03/2011.2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. BURLA À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DO ART. 37, II, DA Constituição Federal de 1988/88. CARACTERIZAÇÃO. DEFERIMENTO DA ORDEM QUE SE IMPÕE. I- A aprovação em concurso público, fora da quantidade de vagas, não gera direito à nomeação, mas apenas expectativa de direito. II- Essa expectativa, no entanto, convola-se em direito subjetivo, a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça (RMS n 29.973/MA, Quinta Turma. Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO. DJE 22/11/2010). III A realização de processo seletivo simplificado, no caso ora apresentado, representou manifesta afronta à Lei Estadual n 6.915/97, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, especificamente do inciso VII do seu art. 2.... IV- Com efeito, a disposição acima referida é clara no sentido de que somente haverá necessidade temporária de excepcional interesse público na admissão precária de professores na Rede Estadual de Ensino acaso não existam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual promovera o concurso público, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, caracterizando verdadeira burla à exigência constitucional do artigo 37, II, da Constituição Federal. Precedente: AI 776.070-AgR, Relator Ministro Gilmar Mendes, Dje 22/03/2011.2. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. EXISTÊNCIA DE CANDIDATOS DEVIDAMENTE APROVADOS E HABILITADOS EM CERTAME VIGENTE. BURLA À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DO ART. 37, II, DA Constituição Federal de 1988/88. CARACTERIZAÇÃO. DEFERIMENTO DA ORDEM QUE SE IMPÕE. I- A aprovação em concurso público, fora da quantidade de vagas, não gera direito à nomeação, mas apenas expectativa de direito. II- Essa expectativa, no entanto, convola-se em direito subjetivo, a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça (RMS n 29.973/MA, Quinta Turma. Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO. DJE 22/11/2010). III A realização de processo seletivo simplificado, no caso ora apresentado, representou manifesta afronta à Lei Estadual n 6.915/97, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, especificamente do inciso VII do seu art. 2.... IV- Com efeito, a disposição acima referida é clara no sentido de que somente haverá necessidade temporária de excepcional interesse público na admissão precária de professores na Rede Estadual de Ensino acaso não existam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. V- A atividade de docência é permanente e não temporária. Ou seja, não se poderia admitir que se façam contratações temporárias para atividades permanente, mormente quando há concurso público em plena vigência, como no caso em apreço. Essa contratação precária, friso uma vez mais, é uma burla à exigência constitucional talhada no art. 37, II, da Constituição Federal de 1988/88. VI- Segurança concedida. 3. Agravo regimental não provido.’ Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’. Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da existência de preterição na ordem de nomeação, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. V- A atividade de docência é permanente e não temporária. Ou seja, não se poderia admitir que se façam contratações temporárias para atividades permanente, mormente quando há concurso público em plena vigência, como no caso em apreço. Essa contratação precária, friso uma vez mais, é uma burla à exigência constitucional talhada no art. 37, II, da Constituição Federal de 1988/88. VI- Segurança concedida. 3. Agravo regimental não provido.’ Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’. Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento acerca da existência de preterição na ordem de nomeação, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça : “ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA NO CERTAME FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PRETERIÇÃO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. 1. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado com o objetivo de obter nomeação e posse em razão de aprovação em concurso público fora do número de vagas previsto no edital. 2. A instância ordinária denegou a segurança tendo em vista que, embora a recorrente tenha sido aprovada no concurso, sua classificação encontra-se fora do número de vagas previsto no edital. 3. O Superior Tribunal de Justiça adota o entendimento de que a mera expectativa de nomeação dos candidatos aprovados em concurso público (fora do número de vagas) convola-se em direito líquido e certo quando, dentro do prazo de validade do certame, há contratação de pessoal de forma precária para o preenchimento de vagas existentes, com preterição daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes. 4. No caso dos autos, comprovou-se que o prazo de validade do concurso não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça : “ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATA APROVADA NO CERTAME FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PRETERIÇÃO. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. 1. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado com o objetivo de obter nomeação e posse em razão de aprovação em concurso público fora do número de vagas previsto no edital. 2. A instância ordinária denegou a segurança tendo em vista que, embora a recorrente tenha sido aprovada no concurso, sua classificação encontra-se fora do número de vagas previsto no edital. 3. O Superior Tribunal de Justiça adota o entendimento de que a mera expectativa de nomeação dos candidatos aprovados em concurso público (fora do número de vagas) convola-se em direito líquido e certo quando, dentro do prazo de validade do certame, há contratação de pessoal de forma precária para o preenchimento de vagas existentes, com preterição daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. Precedentes. 4. No caso dos autos, comprovou-se que o prazo de validade do concurso não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA expirou por ocasião da realização de concurso para contratação precária de candidatos para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, de modo que merece reforma o acórdão da Corte de origem, sobretudo quando se observa que o art. 2..., inc. VII, da Lei estadual n. 6.915/1997, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, fixa que a contratação temporária somente é possível quando não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança provido.” (fl. 305 – destaquei). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional considerou caracterizada a preterição em virtude da contratação precária de pessoal para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação. Divergir desse entendimento exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que é vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Tal como constatou a decisão agravada, a solução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 761506 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 09/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-096 DIVULG 20-05-2014 PUBLIC 21-05-2014) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA expirou por ocasião da realização de concurso para contratação precária de candidatos para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação, de modo que merece reforma o acórdão da Corte de origem, sobretudo quando se observa que o art. 2..., inc. VII, da Lei estadual n. 6.915/1997, a qual regula a contratação temporária de professores no âmbito do Estado do Maranhão, fixa que a contratação temporária somente é possível quando não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados. 5. Recurso ordinário em mandado de segurança provido.” (fl. 305 – destaquei). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional considerou caracterizada a preterição em virtude da contratação precária de pessoal para o exercício das funções do cargo para o qual a recorrente obteve aprovação. Divergir desse entendimento exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que é vedado em sede extraordinária, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO CONFIGURADA. CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Tal como constatou a decisão agravada, a solução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 761506 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 09/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-096 DIVULG 20-05-2014 PUBLIC 21-05-2014) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS. CARGO EFETIVO VAGO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO NÃO RECONHECIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A contratação temporária com suposta infração à vedação de preterição de vaga, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Precedentes: ARE 705.459-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/10/2013, e ARE 782.696-AgR, Rel. Min.Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 20/2/2014. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONCURSO PÚBLICO. NOVO CERTAME, PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA, DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DA SELEÇÃO ANTERIOR. CANDIDATO APROVADO E CLASSIFICADO FORA DAS VAGAS OFERECIDAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 783421 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 29/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-092 DIVULG 14-05- 2014 PUBLIC 15-05-2014) De outra parte, inexistente a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, porquanto o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS. CARGO EFETIVO VAGO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. DIREITO À NOMEAÇÃO NÃO RECONHECIDO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A contratação temporária com suposta infração à vedação de preterição de vaga, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Precedentes: ARE 705.459-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 2/10/2013, e ARE 782.696-AgR, Rel. Min.Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 20/2/2014. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “CONCURSO PÚBLICO. NOVO CERTAME, PARA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA, DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DA SELEÇÃO ANTERIOR. CANDIDATO APROVADO E CLASSIFICADO FORA DAS VAGAS OFERECIDAS NO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO À NOMEAÇÃO.” 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 783421 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 29/04/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-092 DIVULG 14-05- 2014 PUBLIC 15-05-2014) De outra parte, inexistente a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, porquanto o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900- AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716- AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate ante a necessidade do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate ante a necessidade do reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) : CARLOS LEVY FERREIRA GOMES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527854 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733.480 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS ADV.(A/S) : CARLOS LEVY FERREIRA GOMES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527854 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480", "ARE 649 . 046 - AgR", "ARE 649 . 046 - AgR", "Recurso Extraordinário 733480 AGR /", "AI 776 . 070 - AgR", "RMS n 29 . 973 / MA", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "AI 776 . 070 - AgR", "RMS n 29 . 973 / MA", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 761506 AgR", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 761506 AgR", "Recurso Extraordinário 733480 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 705 . 459 - AgR", "ARE 782 . 696 - AgR", "ARE 783421 AgR", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 705 . 459 - AgR", "ARE 782 . 696 - AgR", "ARE 783421 AgR", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 733480 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 733 . 480" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , II , da Constituição Federal", "ART . 37 , II , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual n 6 . 915 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , II , da Constituição Federal", "ART . 37 , II , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual n 6 . 915 /", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , inc . VII , da Lei estadual n . 6 . 915 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , inc . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MA", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "SANDRA NÍVEA", "CARLOS LEVY FERREIRA GOMES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "SANDRA NÍVEA", "CARLOS LEVY FERREIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "SANDRA NÍVEA", "CARLOS LEVY FERREIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO", "Gilmar Mendes", "NAPOLEÃO NUNES MAIS FILHO", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "SANDRA NÍVEA DUTRA DE MORAIS", "CARLOS LEVY FERREIRA GOMES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "SANDRA NÍVEA", "CARLOS LEVY FERREIRA GOMES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "13", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "13", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2011", "22", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "03", "/", "2011", "22", "/", "11", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2014", "096", "20", "-", "05", "-", "2014", "21", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2014", "20", "-", "05", "-", "2014", "21", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "2014", "29", "/", "04", "/", "2014", "14", "-", "05", "-", "2014", "15", "-", "05", "-", "2014", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2013", "20", "/", "2", "/", "2014", "29", "/", "04", "/", "2014", "14", "-", "05", "-", "2014", "15", "-", "05", "-", "2014", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEFICIÊNCIA NA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DA SEGURIDADE SOCIAL - GDASS. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. ALTERAÇÃO NA FORMA DE CÁLCULO DE REMUNERAÇÃO. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. AUSÊNCIA DE VULNERAÇÃO. PRECEDENTE: RE 563.965, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO. DJE DE 20/3/2009. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 794363 AGR / PR Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento aos argumentos de que (a) a exposição de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a Turma Recursal de origem, calcada na reiterada jurisprudência do STF, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social - GDASS - e das circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore, de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7º da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF); e (c) quanto à argumentação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição Federal, esta Suprema Corte já pacificou a orientação de que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica vulneração à irredutibilidade de vencimentos. No agravo, a parte recorrente alega, em suma, que a repercussão geral está devidamente fundamentada. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512039. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento aos argumentos de que (a) a exposição de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a Turma Recursal de origem, calcada na reiterada jurisprudência do STF, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social - GDASS - e das circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore, de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7º da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF); e (c) quanto à argumentação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição Federal, esta Suprema Corte já pacificou a orientação de que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica vulneração à irredutibilidade de vencimentos. No agravo, a parte recorrente alega, em suma, que a repercussão geral está devidamente fundamentada. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão recorrida é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, não assiste razão à parte recorrente. Esta Corte possui jurisprudência consolidada em relação à matéria versada no presente recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão recorrida é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que superado esse grave óbice, não assiste razão à parte recorrente. Esta Corte possui jurisprudência consolidada em relação à matéria versada no presente recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR extraordinário, orientação da qual não divergiu o juízo de origem. Registre-se que o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 597.154-QO-RG (Rel. Min. Presidente GILMAR MENDES, DJe de 29/05/2009), reconhecendo a repercussão geral da questão discutida e reafirmando sua jurisprudência, pacificou o entendimento de que, no que diz respeito à Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, uma vez consignado seu caráter genérico, devem ser aplicados aos servidores inativos os mesmos critérios de cálculo estabelecidos para os servidores em atividade, de acordo com a sucessão de leis de regência. Com base nessa compreensão, editou-se a Súmula Vinculante 20, nos seguintes termos: A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos. Em outra oportunidade, ao apreciar o RE 633.933-RG (DJe de 01/09/2011) de Relatoria do Min. Presidente CEZAR PELUSO, mais uma vez sob a sistemática da repercussão geral, esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no RE 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no RE 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7º do art. 7º da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6º da Lei 10.404/2002 e no art. 1º da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR extraordinário, orientação da qual não divergiu o juízo de origem. Registre-se que o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 597.154-QO-RG (Rel. Min. Presidente GILMAR MENDES, DJe de 29/05/2009), reconhecendo a repercussão geral da questão discutida e reafirmando sua jurisprudência, pacificou o entendimento de que, no que diz respeito à Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, uma vez consignado seu caráter genérico, devem ser aplicados aos servidores inativos os mesmos critérios de cálculo estabelecidos para os servidores em atividade, de acordo com a sucessão de leis de regência. Com base nessa compreensão, editou-se a Súmula Vinculante 20, nos seguintes termos: A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa GDATA, instituída pela Lei nº 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei nº 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1º da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos. Em outra oportunidade, ao apreciar o RE 633.933-RG (DJe de 01/09/2011) de Relatoria do Min. Presidente CEZAR PELUSO, mais uma vez sob a sistemática da repercussão geral, esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no RE 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no RE 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7º do art. 7º da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6º da Lei 10.404/2002 e no art. 1º da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR Dessa forma, assentou-se a possibilidade de extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado a seu caráter genérico. 4. Com razão, assim, a Turma Recursal de origem, que, calcada nesses fundamentos e na reiterada jurisprudência do STF, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social GDASS e às circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore , de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7º da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. 5. Por fim, quanto à alegação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição esta Suprema Corte já pacificou que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica em vulneração à irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido: EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR Dessa forma, assentou-se a possibilidade de extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado a seu caráter genérico. 4. Com razão, assim, a Turma Recursal de origem, que, calcada nesses fundamentos e na reiterada jurisprudência do STF, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social GDASS e às circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore , de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7º da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. 5. Por fim, quanto à alegação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição esta Suprema Corte já pacificou que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica em vulneração à irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido: EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (RE 563.965, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO Dje 20-03-2009 6. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (RE 563.965, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO Dje 20-03-2009 6. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521263 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6541726
2014-08-05T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEFICIÊNCIA NA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DA SEGURIDADE SOCIAL - GDASS. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. ALTERAÇÃO NA FORMA DE CÁLCULO DE REMUNERAÇÃO. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. AUSÊNCIA DE VULNERAÇÃO. PRECEDENTE: RE 563.965, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO. DJE DE 20/3/2009. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur273052
- Acórdão(s) citado(s): (ESTABILIDADE FINANCEIRA) RE 563965 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 01/09/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
794363
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 794363 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEFICIÊNCIA NA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DA SEGURIDADE SOCIAL - GDASS. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALTERAÇÃO NA FORMA DE CÁLCULO DE REMUNERAÇÃO. PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. AUSÊNCIA DE VULNERAÇÃO. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário 563.965, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO. DJE DE 20/3/2009. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 794363 AGR / PR Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento aos argumentos de que (a) a exposição de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a Turma Recursal de origem, calcada na reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social - GDASS - e das circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore, de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7... da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal); e (c) quanto à argumentação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição Federal, esta Suprema Corte já pacificou a orientação de que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica vulneração à irredutibilidade de vencimentos. No agravo, a parte recorrente alega, em suma, que a repercussão geral está devidamente fundamentada. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512039. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) :JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento aos argumentos de que (a) a exposição de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a Turma Recursal de origem, calcada na reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social - GDASS - e das circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore, de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7... da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal); e (c) quanto à argumentação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição Federal, esta Suprema Corte já pacificou a orientação de que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica vulneração à irredutibilidade de vencimentos. No agravo, a parte recorrente alega, em suma, que a repercussão geral está devidamente fundamentada. No mais, repisa os argumentos de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão recorrida é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, não assiste razão à parte recorrente. Esta Corte possui jurisprudência consolidada em relação à matéria versada no presente recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão recorrida é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que superado esse grave óbice, não assiste razão à parte recorrente. Esta Corte possui jurisprudência consolidada em relação à matéria versada no presente recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR extraordinário, orientação da qual não divergiu o juízo de origem. Registre-se que o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 597.154-QO-RG (Rel. Min. Presidente GILMAR MENDES, DJe de 29/05/2009), reconhecendo a repercussão geral da questão discutida e reafirmando sua jurisprudência, pacificou o entendimento de que, no que diz respeito à Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, uma vez consignado seu caráter genérico, devem ser aplicados aos servidores inativos os mesmos critérios de cálculo estabelecidos para os servidores em atividade, de acordo com a sucessão de leis de regência. Com base nessa compreensão, editou-se a Súmula Vinculante 20, nos seguintes termos: A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos. Em outra oportunidade, ao apreciar o Recurso Extraordinário 633.933-RG (DJe de 01/09/2011) de Relatoria do Min. Presidente CEZAR PELUSO, mais uma vez sob a sistemática da repercussão geral, esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no Recurso Extraordinário 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no Recurso Extraordinário 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7... do art. 7... da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6... da Lei 10.404/2002 e no art. 1... da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR extraordinário, orientação da qual não divergiu o juízo de origem. Registre-se que o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 597.154-QO-RG (Rel. Min. Presidente GILMAR MENDES, DJe de 29/05/2009), reconhecendo a repercussão geral da questão discutida e reafirmando sua jurisprudência, pacificou o entendimento de que, no que diz respeito à Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa - GDATA, uma vez consignado seu caráter genérico, devem ser aplicados aos servidores inativos os mesmos critérios de cálculo estabelecidos para os servidores em atividade, de acordo com a sucessão de leis de regência. Com base nessa compreensão, editou-se a Súmula Vinculante 20, nos seguintes termos: A Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa GDATA, instituída pela Lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vírgula cinco) pontos no período de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei n 10.404/2002, no período de junho de 2002 até a conclusão dos efeitos do último ciclo de avaliação a que se refere o artigo 1... da Medida Provisória no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos. Em outra oportunidade, ao apreciar o Recurso Extraordinário 633.933-RG (DJe de 01/09/2011) de Relatoria do Min. Presidente CEZAR PELUSO, mais uma vez sob a sistemática da repercussão geral, esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no Recurso Extraordinário 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no Recurso Extraordinário 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7... do art. 7... da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6... da Lei 10.404/2002 e no art. 1... da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR Dessa forma, assentou-se a possibilidade de extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado a seu caráter genérico. 4. Com razão, assim, a Turma Recursal de origem, que, calcada nesses fundamentos e na reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social GDASS e às circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore , de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7... da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. 5. Por fim, quanto à alegação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição esta Suprema Corte já pacificou que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica em vulneração à irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido: EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR Dessa forma, assentou-se a possibilidade de extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado a seu caráter genérico. 4. Com razão, assim, a Turma Recursal de origem, que, calcada nesses fundamentos e na reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, procedeu à análise da legislação pertinente à Gratificação de Desempenho de Atividade da Seguridade Social GDASS e às circunstâncias fáticas do caso, atestando que a mencionada gratificação foi concedida a todos os servidores ativos no mesmo percentual, apesar de sua natureza pro labore , de modo que passou a ter caráter geral, por consequência extensível, no mesmo patamar, aos aposentados e pensionistas abrangidos pelo art. 7... da EC 41/2003. Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação de matéria infraconstitucional, bem como do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário. 5. Por fim, quanto à alegação de ofensa ao art. 37, XV, da Constituição esta Suprema Corte já pacificou que a alteração na forma de cálculo de gratificação concedida a servidor público não implica em vulneração à irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido: EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 794363 AGR / PR GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 563.965, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO Dje 20-03-2009 6. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Supremo Tribunal Federal AI 794363 AGR / PR GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 563.965, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO Dje 20-03-2009 6. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521263 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 794.363 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : TANIA MARA MENDES ZOREK ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 794 . 363", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 563 . 965", "AI 794363 AGR / PR", "AI 794363 AGR / PR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 794 . 363", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 794 . 363", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "AI 794363 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 597 . 154 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "Recurso Extraordinário 476 . 279 / DF", "Recurso Extraordinário 476 . 390 / DF", "AI 794363 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 597 . 154 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "Recurso Extraordinário 476 . 279 / DF", "Recurso Extraordinário 476 . 390 / DF", "AI 794363 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 794363 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 563 . 965", "AI 794363", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 794 . 363" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . da", "EC 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . da EC 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "- A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 1 . . . da Medida Provisória no 198 / 2004", "§ 7 . . . do art . 7 . . . da Lei 11 . 357 / 2006", "art . 6 . . . da Lei 10 . 404 / 2002", "Lei 10 . 971 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 404 / 2002", "artigo 5 . . . , parágrafo único , da Lei n 10 . 404 / 2002", "Medida Provisória no 198 / 2004", "§ 7 . . . do art . 7 . . . da Lei 11 . 357 / 2006", "art . 6 . . . da Lei 10 . 404 / 2002", "art . 1 . . . da Lei 10 . 971 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . da EC 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Constituição", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . da EC 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Constituição", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 58/2003. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503710. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o deslinde da controvérsia depende da incursão nas provas dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF; e (c) o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com base na legislação local pertinente (Lei Complementar Estadual 58/2003), o que atrai o óbice da Súmula 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral do tema foi adequadamente demonstrada; (b) o recurso não pretende reexaminar quaisquer das provas dos autos; e (c) não se aplica a Súmula 280 do STF ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do apelo extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503776. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o deslinde da controvérsia depende da incursão nas provas dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF; e (c) o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com base na legislação local pertinente (Lei Complementar Estadual 58/2003), o que atrai o óbice da Súmula 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral do tema foi adequadamente demonstrada; (b) o recurso não pretende reexaminar quaisquer das provas dos autos; e (c) não se aplica a Súmula 280 do STF ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do apelo extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 809840 AGR / PB acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não merece prosperar. O recorrente afirma que o Tribunal a quo se equivocou, haja vista que não houve supressão ou redução ilegal da gratificação de atividades especiais. Todavia, o acórdão recorrido afirma que o valor é devido, visto que houve supressão do pagamento da gratificação referente ao mês de março de 2009, nos seguintes termos: […] Na verdade, inexiste qualquer justificativa legal que permita à administração pública suprimir a gratificação do autor no mês de março de 2009, pois, de acordo com os contracheques dos meses subsequentes (fls. 10 e 11) o servidor voltou a receber a gratificação reclamada. Destaque-se que o pagamento do benefício não deriva de um ato discricionário, pois é necessário que o servidor preencha qualquer um dos requisitos legais (art. 67 da LC 58/03) para receber a referida gratificação. [...] (fls 92/93) Assim, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de fatos da causa, bem como de normas locais (Lei Complementar 58/2003), o que faz incidir os óbices constantes das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Adite-se que os precedentes citados no regimental não tratam da mesma questão abordada no presente caso. Não se cuida, aqui, de redução do valor de gratificação por força da Lei Complementar Estadual 15/93, mas da supressão injustificada, por apenas um mês, de parcela de que trata a LC 58/2003. Dada a diversidade das situações examinadas no presente caso e nos precedentes, eles não têm o condão de influir na solução desta controvérsia. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Supremo Tribunal Federal ARE 809840 AGR / PB acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não merece prosperar. O recorrente afirma que o Tribunal a quo se equivocou, haja vista que não houve supressão ou redução ilegal da gratificação de atividades especiais. Todavia, o acórdão recorrido afirma que o valor é devido, visto que houve supressão do pagamento da gratificação referente ao mês de março de 2009, nos seguintes termos: […] Na verdade, inexiste qualquer justificativa legal que permita à administração pública suprimir a gratificação do autor no mês de março de 2009, pois, de acordo com os contracheques dos meses subsequentes (fls. 10 e 11) o servidor voltou a receber a gratificação reclamada. Destaque-se que o pagamento do benefício não deriva de um ato discricionário, pois é necessário que o servidor preencha qualquer um dos requisitos legais (art. 67 da LC 58/03) para receber a referida gratificação. [...] (fls 92/93) Assim, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de fatos da causa, bem como de normas locais (Lei Complementar 58/2003), o que faz incidir os óbices constantes das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Adite-se que os precedentes citados no regimental não tratam da mesma questão abordada no presente caso. Não se cuida, aqui, de redução do valor de gratificação por força da Lei Complementar Estadual 15/93, mas da supressão injustificada, por apenas um mês, de parcela de que trata a LC 58/2003. Dada a diversidade das situações examinadas no presente caso e nos precedentes, eles não têm o condão de influir na solução desta controvérsia. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) : MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521292 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) : MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521292 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6542524
2014-08-05T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 58/2003. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur273096
Número de páginas: 5. Análise: 29/08/2014, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
809840
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000015 ANO-1993\n LEI COMPLEMENTAR, PB\n\n", "LEG-EST LCP-000058 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR, PB" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 809840 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) : MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 58/2003. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503710. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o deslinde da controvérsia depende da incursão nas provas dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal; e (c) o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com base na legislação local pertinente (Lei Complementar Estadual 58/2003), o que atrai o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral do tema foi adequadamente demonstrada; (b) o recurso não pretende reexaminar quaisquer das provas dos autos; e (c) não se aplica a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do apelo extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503776. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) :MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o deslinde da controvérsia depende da incursão nas provas dos autos, inviável em recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal; e (c) o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com base na legislação local pertinente (Lei Complementar Estadual 58/2003), o que atrai o óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral do tema foi adequadamente demonstrada; (b) o recurso não pretende reexaminar quaisquer das provas dos autos; e (c) não se aplica a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do apelo extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 809840 AGR / PB acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não merece prosperar. O recorrente afirma que o Tribunal a quo se equivocou, haja vista que não houve supressão ou redução ilegal da gratificação de atividades especiais. Todavia, o acórdão recorrido afirma que o valor é devido, visto que houve supressão do pagamento da gratificação referente ao mês de março de 2009, nos seguintes termos: […] Na verdade, inexiste qualquer justificativa legal que permita à administração pública suprimir a gratificação do autor no mês de março de 2009, pois, de acordo com os contracheques dos meses subsequentes (fls. 10 e 11) o servidor voltou a receber a gratificação reclamada. Destaque-se que o pagamento do benefício não deriva de um ato discricionário, pois é necessário que o servidor preencha qualquer um dos requisitos legais (art. 67 da Lei Complementar 58/03) para receber a referida gratificação. [...] (fls 92/93) Assim, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de fatos da causa, bem como de normas locais (Lei Complementar 58/2003), o que faz incidir os óbices constantes das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Adite-se que os precedentes citados no regimental não tratam da mesma questão abordada no presente caso. Não se cuida, aqui, de redução do valor de gratificação por força da Lei Complementar Estadual 15/93, mas da supressão injustificada, por apenas um mês, de parcela de que trata a Lei Complementar 58/2003. Dada a diversidade das situações examinadas no presente caso e nos precedentes, eles não têm o condão de influir na solução desta controvérsia. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Supremo Tribunal Federal ARE 809840 AGR / PB acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, a irresignação não merece prosperar. O recorrente afirma que o Tribunal a quo se equivocou, haja vista que não houve supressão ou redução ilegal da gratificação de atividades especiais. Todavia, o acórdão recorrido afirma que o valor é devido, visto que houve supressão do pagamento da gratificação referente ao mês de março de 2009, nos seguintes termos: […] Na verdade, inexiste qualquer justificativa legal que permita à administração pública suprimir a gratificação do autor no mês de março de 2009, pois, de acordo com os contracheques dos meses subsequentes (fls. 10 e 11) o servidor voltou a receber a gratificação reclamada. Destaque-se que o pagamento do benefício não deriva de um ato discricionário, pois é necessário que o servidor preencha qualquer um dos requisitos legais (art. 67 da Lei Complementar 58/03) para receber a referida gratificação. [...] (fls 92/93) Assim, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de fatos da causa, bem como de normas locais (Lei Complementar 58/2003), o que faz incidir os óbices constantes das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Adite-se que os precedentes citados no regimental não tratam da mesma questão abordada no presente caso. Não se cuida, aqui, de redução do valor de gratificação por força da Lei Complementar Estadual 15/93, mas da supressão injustificada, por apenas um mês, de parcela de que trata a Lei Complementar 58/2003. Dada a diversidade das situações examinadas no presente caso e nos precedentes, eles não têm o condão de influir na solução desta controvérsia. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6503777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) : MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521292 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.840 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : ANTÔNIO JOSÉ DE SARMENTO QUEIROGA ADV.(A/S) : MARCOS SOUTO MAIOR FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521292 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 280 / Supremo", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 809840 AGR / PB", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 58 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 58 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 58 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. LEGITIMIDADE ATIVA. CONTROVÉRSIA SURGIDA NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2012. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, quando a questão constitucional tenha surgido no julgamento do recurso de segundo grau. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra o acórdão proferido em sede de apelação. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão RE 753582 AGR / MG de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a controvérsia constitucional teria surgido no julgamento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça. Considera inaplicável a Súmula 284/STF. Assevera que “(...) a violação ao disposto nos arts. 146, III (reserva de lei complementar) e 150, II (princípio da isonomia tributária), da CF/88, somente surgiram quando do julgamento, pelo STJ, dos Embargos de Divergência em Recurso Especial. Portanto, cabível o Recurso Extraordinário em face de violações à Constituição surgidas apenas no STJ, por ocasião da apreciação dos recursos de sua competência.“ Alega violação dos arts. 5º, LV e 93, IX, indeferidos liminarmente os embargos de divergência quando deveriam ser conhecidos. Requer o “(...) conhecimento das razões de insurgência do Recurso Extraordinário do Estado de Minas Gerais, as quais se voltam contra os fundamentos do REsp 1.299.303/SC, utilizados para indeferir os Embargos de Divergência, as quais não foram utilizadas no acórdão que precedeu tal recurso (proferido pela Primeira Turma do STJ), para fundamentar a sucumbência da fazenda estadual.” Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 05.12.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491856. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a controvérsia constitucional teria surgido no julgamento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça. Considera inaplicável a Súmula 284/STF. Assevera que “(...) a violação ao disposto nos arts. 146, III (reserva de lei complementar) e 150, II (princípio da isonomia tributária), da CF/88, somente surgiram quando do julgamento, pelo STJ, dos Embargos de Divergência em Recurso Especial. Portanto, cabível o Recurso Extraordinário em face de violações à Constituição surgidas apenas no STJ, por ocasião da apreciação dos recursos de sua competência.“ Alega violação dos arts. 5º, LV e 93, IX, indeferidos liminarmente os embargos de divergência quando deveriam ser conhecidos. Requer o “(...) conhecimento das razões de insurgência do Recurso Extraordinário do Estado de Minas Gerais, as quais se voltam contra os fundamentos do REsp 1.299.303/SC, utilizados para indeferir os Embargos de Divergência, as quais não foram utilizadas no acórdão que precedeu tal recurso (proferido pela Primeira Turma do STJ), para fundamentar a sucumbência da fazenda estadual.” Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 05.12.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV e LV, 93, IX, 97, 146, III, ‘a’, 150, II, e 155, II, da Lei Fundamental. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV e LV, 93, IX, 97, 146, III, ‘a’, 150, II, e 155, II, da Lei Fundamental. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Inviável, por seu turno, a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Inviável, por seu turno, a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.’ (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Transcrevo o teor do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, atacado via recurso especial: “Cuida-se de reexame necessário, e de apelação contra sentença do MM. Juiz da 3ª. Vara de Feitos Tributários do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.’ (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Transcrevo o teor do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, atacado via recurso especial: “Cuida-se de reexame necessário, e de apelação contra sentença do MM. Juiz da 3ª. Vara de Feitos Tributários do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG Estado, da comarca de Belo Horizonte, que concedeu a segurança impetrada por Minas Gusa Siderurgia Ltda. contra atos do Chefe da Superintendência do Crédito Tributário de Minas Gerais e do Chefe da Administração Fazendária de Itaúna. A sentença concedeu a segurança, "para reconhecer a ilegalidade da cobrança do ICMS incidente sobre a energia elétrica objeto do contrato de reserva de demanda não efetivamente consumida, e considerar como base de cálculo legítima apenas a energia elétrica efetivamente consumida pela impetrante" (fl. 87). O apelante alega, preliminarmente, que não há prova pré- constituída da alegada lesão a direito líquido e certo, de forma que não há como falar em mandado de segurança; e que a impetrante indicou erroneamente as autoridades coatoras. No mérito, alega que "a demanda de potência representa uma parcela obrigatória nos contratos de fornecimento de energia elétrica aos consumidores de grande porte e seus custos compõem o preço final da mercadoria energia elétrica" (fl. 99); que não há como dissociar a demanda da própria energia; e que a base de cálculo do ICMS é o valor total da operação. Passo ao reexame necessário. Não há como falar em ausência de prova pré-constituída, porque a impetrante juntou aos autos a fatura de energia elétrica de fl. 26, na qual se verifica a incidência do ICMS sobre o total da energia a ela disponibilizada. Por outro lado, também não há por que falar em ilegitimidade passiva das autoridades coatoras, porque o Chefe da Administração Fazendária de Itaúna tem competência para lavrar o auto de infração contra a impetrante. Da mesma forma, a referida autoridade está subordinada ao Chefe da Superintendência do Crédito Tributário do Estado. Em se constatando que ambas as autoridades detêm competência para lavrar eventual auto de infração contra a impetrante, é certo que têm legitimidade para responder ao mandado de segurança. No mérito, a matéria não é nova, já tendo sido apreciada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG Estado, da comarca de Belo Horizonte, que concedeu a segurança impetrada por Minas Gusa Siderurgia Ltda. contra atos do Chefe da Superintendência do Crédito Tributário de Minas Gerais e do Chefe da Administração Fazendária de Itaúna. A sentença concedeu a segurança, "para reconhecer a ilegalidade da cobrança do ICMS incidente sobre a energia elétrica objeto do contrato de reserva de demanda não efetivamente consumida, e considerar como base de cálculo legítima apenas a energia elétrica efetivamente consumida pela impetrante" (fl. 87). O apelante alega, preliminarmente, que não há prova pré- constituída da alegada lesão a direito líquido e certo, de forma que não há como falar em mandado de segurança; e que a impetrante indicou erroneamente as autoridades coatoras. No mérito, alega que "a demanda de potência representa uma parcela obrigatória nos contratos de fornecimento de energia elétrica aos consumidores de grande porte e seus custos compõem o preço final da mercadoria energia elétrica" (fl. 99); que não há como dissociar a demanda da própria energia; e que a base de cálculo do ICMS é o valor total da operação. Passo ao reexame necessário. Não há como falar em ausência de prova pré-constituída, porque a impetrante juntou aos autos a fatura de energia elétrica de fl. 26, na qual se verifica a incidência do ICMS sobre o total da energia a ela disponibilizada. Por outro lado, também não há por que falar em ilegitimidade passiva das autoridades coatoras, porque o Chefe da Administração Fazendária de Itaúna tem competência para lavrar o auto de infração contra a impetrante. Da mesma forma, a referida autoridade está subordinada ao Chefe da Superintendência do Crédito Tributário do Estado. Em se constatando que ambas as autoridades detêm competência para lavrar eventual auto de infração contra a impetrante, é certo que têm legitimidade para responder ao mandado de segurança. No mérito, a matéria não é nova, já tendo sido apreciada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG neste Tribunal, e no Superior Tribunal de Justiça, em diversas oportunidades. O contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda reservada de potência é geralmente firmado entre a concessionária e empresas comerciais e industriais, e tem por objetivo assegurar o fornecimento de energia elétrica para o bom desempenho de suas atividades. Todavia, em algumas situações, as empresas não consomem toda a energia que a elas foi disponibilizada; e, neste caso, argumenta a impetrante, não poderia incidir o ICMS sobre bem não consumido. O artigo 155, II, da Constituição Federal, confere competência aos Estados e ao Distrito Federal para instituírem o imposto sobre circulação de mercadoria, que tem como fato gerador a efetiva circulação do bem. Nesse ponto, há que se dizer que não basta a mera circulação física do bem, para que se efetive o fato gerador do ICMS, sendo imprescindível que ocorra a transferência de domínio. Tanto é assim "que não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte" (Súmula 166 do Superior Tribunal de Justiça). No caso, deve-se diferenciar o momento em que a energia é colocada à disposição da impetrante e o momento em que é por ela efetivamente consumida. Não há ocorrência do fato gerador do ICMS na disponibilização de determinada quantidade de energia elétrica, porque não houve ainda transferência do bem - energia elétrica. Para efeito de incidência do ICMS, considera-se ocorrida a circulação da energia elétrica no momento em que esta é consumida pela empresa, porque é nesse momento que sai da linha de transmissão da concessionária de serviço público e é apropriada pelo consumidor. Na verdade, sobre a energia colocada à disposição da impetrante, porém não consumida, não há transferência de domínio, porque a mesma permanece na linha de transmissão, em poder da concessionária de energia elétrica. Enfim, dúvida não há de que a simples formalização do contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG neste Tribunal, e no Superior Tribunal de Justiça, em diversas oportunidades. O contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda reservada de potência é geralmente firmado entre a concessionária e empresas comerciais e industriais, e tem por objetivo assegurar o fornecimento de energia elétrica para o bom desempenho de suas atividades. Todavia, em algumas situações, as empresas não consomem toda a energia que a elas foi disponibilizada; e, neste caso, argumenta a impetrante, não poderia incidir o ICMS sobre bem não consumido. O artigo 155, II, da Constituição Federal, confere competência aos Estados e ao Distrito Federal para instituírem o imposto sobre circulação de mercadoria, que tem como fato gerador a efetiva circulação do bem. Nesse ponto, há que se dizer que não basta a mera circulação física do bem, para que se efetive o fato gerador do ICMS, sendo imprescindível que ocorra a transferência de domínio. Tanto é assim "que não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte" (Súmula 166 do Superior Tribunal de Justiça). No caso, deve-se diferenciar o momento em que a energia é colocada à disposição da impetrante e o momento em que é por ela efetivamente consumida. Não há ocorrência do fato gerador do ICMS na disponibilização de determinada quantidade de energia elétrica, porque não houve ainda transferência do bem - energia elétrica. Para efeito de incidência do ICMS, considera-se ocorrida a circulação da energia elétrica no momento em que esta é consumida pela empresa, porque é nesse momento que sai da linha de transmissão da concessionária de serviço público e é apropriada pelo consumidor. Na verdade, sobre a energia colocada à disposição da impetrante, porém não consumida, não há transferência de domínio, porque a mesma permanece na linha de transmissão, em poder da concessionária de energia elétrica. Enfim, dúvida não há de que a simples formalização do contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG reservada de potência não caracteriza o fato gerador do ICMS. Nesse sentido, confira-se recente jurisprudência deste Tribunal, e do Superior Tribunal de Justiça: "MANDADO SEGURANÇA. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. CONTRATO DE DEMANDA. LEGITIMIDADE PASSIVA. FATO GERADOR. ENERGIA CONSUMIDA. PRECEDENTES DO STJ. · Tem legitimidade 'ad causam' passiva a autoridade impetrada que, prestando Informações, deixa obviada a sua resistência ao pleito da impetrante e o posicionamento da Fazenda Pública Estadual, arrecadadora, de manter a exigência do ICMS, nas condições descritas e impugnadas pela impetrante. · A regra matriz constitucional estabelece como critério material da hipótese de incidência do ICMS o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica que, embora equiparadas às operações mercantis, têm suas peculiaridades, dentre as quais a circunstância de que o fato gerador do ICMS ocorre no momento em que a energia elétrica saindo do estabelecimento do fornecedor, é efetivamente consumida, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. A ""saída"" não pode ser presumida por contrato, em que se estabeleça uma demanda junto à fornecedora de energia elétrica, sem que ocorra sua efetiva utilização. · A base de cálculo do imposto, em tal hipótese, é o valor da operação da qual decorra a entrega da energia consumida ao consumidor, consoante estabelecido no art. 34, § 9º, do ADCT, não havendo que se falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária" (Reexame Necessário 1.0024.06.197860-7/001, Relator Desembargador Eduardo Andrade. Julgamento em 25/09/2007). "TRIBUTÁRIO. DEMANDA CONTRATADA DE ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. ICMS. NÃO-INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Somente o Fisco credor é quem pode e deve sofrer os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG reservada de potência não caracteriza o fato gerador do ICMS. Nesse sentido, confira-se recente jurisprudência deste Tribunal, e do Superior Tribunal de Justiça: "MANDADO SEGURANÇA. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. CONTRATO DE DEMANDA. LEGITIMIDADE PASSIVA. FATO GERADOR. ENERGIA CONSUMIDA. PRECEDENTES DO STJ. · Tem legitimidade 'ad causam' passiva a autoridade impetrada que, prestando Informações, deixa obviada a sua resistência ao pleito da impetrante e o posicionamento da Fazenda Pública Estadual, arrecadadora, de manter a exigência do ICMS, nas condições descritas e impugnadas pela impetrante. · A regra matriz constitucional estabelece como critério material da hipótese de incidência do ICMS o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica que, embora equiparadas às operações mercantis, têm suas peculiaridades, dentre as quais a circunstância de que o fato gerador do ICMS ocorre no momento em que a energia elétrica saindo do estabelecimento do fornecedor, é efetivamente consumida, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. A ""saída"" não pode ser presumida por contrato, em que se estabeleça uma demanda junto à fornecedora de energia elétrica, sem que ocorra sua efetiva utilização. · A base de cálculo do imposto, em tal hipótese, é o valor da operação da qual decorra a entrega da energia consumida ao consumidor, consoante estabelecido no art. 34, § 9º, do ADCT, não havendo que se falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária" (Reexame Necessário 1.0024.06.197860-7/001, Relator Desembargador Eduardo Andrade. Julgamento em 25/09/2007). "TRIBUTÁRIO. DEMANDA CONTRATADA DE ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. ICMS. NÃO-INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Somente o Fisco credor é quem pode e deve sofrer os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG efeitos da condenação, porque é ele o único titular das pretensões contra as quais se insurge a autora, devendo, em conseqüência, figurar no pólo passivo da demanda.2. Segundo orientação traçada em julgados de ambas as Turmas integrantes da 1ª Seção, não incide o ICMS sobre as quantias relativas à chamada demanda contratada de energia elétrica. 3. Recurso especial a que se nega provimento" (REsp 972.843/RJ, Relator Ministro Teori Albino Zavascki. Julgamento em 11/10/2007). Com tais apontamentos, em reexame necessário, confirmo a sentença; prejudicado o recurso. Custas, do reexame e recursais, pelo Estado de Minas Gerais; isento, por força de lei.” (fl. 29) Oportuna a transcrição dos argumentos lançados por ocasião da oposição dos embargos de declaração: O ESTADO DE MINAS GERAIS, na busca de um provimento jurisdicional tão completo quanto possível, interpõe estes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com o objetivo de obter um pronunciamento explícito sobra a legitimidade ativa da Impetrante, consumidora final, para questionar a incidência do ICMS sobre a demanda contratada, questão que, embora não suscitada na instância de origem, cumpriria ao Tribunal conhecer de ofício, por se tratar de matéria de ordem pública e cujo conhecimento poderia prejudicar a concessão da segurança.” (fl. 90) Os embargos de declaração foram rejeitados por inovarem a matéria recursal. Veja-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL - EMBARGOS DECLARATÓRIOS - OMISSÃO - QUESTÃO NÃO DEDUZIDA ANTES DO JULGAMENTO - PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DE OFÍCIO - MOMENTO PROCESSUAL INOPORTUNO - REJEIÇÃO. Não há como acolher embargos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG efeitos da condenação, porque é ele o único titular das pretensões contra as quais se insurge a autora, devendo, em conseqüência, figurar no pólo passivo da demanda.2. Segundo orientação traçada em julgados de ambas as Turmas integrantes da 1ª Seção, não incide o ICMS sobre as quantias relativas à chamada demanda contratada de energia elétrica. 3. Recurso especial a que se nega provimento" (REsp 972.843/RJ, Relator Ministro Teori Albino Zavascki. Julgamento em 11/10/2007). Com tais apontamentos, em reexame necessário, confirmo a sentença; prejudicado o recurso. Custas, do reexame e recursais, pelo Estado de Minas Gerais; isento, por força de lei.” (fl. 29) Oportuna a transcrição dos argumentos lançados por ocasião da oposição dos embargos de declaração: O ESTADO DE MINAS GERAIS, na busca de um provimento jurisdicional tão completo quanto possível, interpõe estes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com o objetivo de obter um pronunciamento explícito sobra a legitimidade ativa da Impetrante, consumidora final, para questionar a incidência do ICMS sobre a demanda contratada, questão que, embora não suscitada na instância de origem, cumpriria ao Tribunal conhecer de ofício, por se tratar de matéria de ordem pública e cujo conhecimento poderia prejudicar a concessão da segurança.” (fl. 90) Os embargos de declaração foram rejeitados por inovarem a matéria recursal. Veja-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL - EMBARGOS DECLARATÓRIOS - OMISSÃO - QUESTÃO NÃO DEDUZIDA ANTES DO JULGAMENTO - PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DE OFÍCIO - MOMENTO PROCESSUAL INOPORTUNO - REJEIÇÃO. Não há como acolher embargos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG declaratórios em que o embargante pretenda que o Tribunal conheça, de ofício, de tema que não foi deduzido pelas partes no momento oportuno; o que afasta a possibilidade de afirmação de que o julgado contém omissão.” O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo no recurso especial em acórdão assim ementado: “PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE ATIVA. CONSUMIDOR FINAL. DEMANDA RESERVADA DE POTÊNCIA. FATO GERADOR. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 960.476/SC, DJ DE 13/05/2009. JULGADO SOB O REGIME DO ART. 543-C DO CPC. 1. O sujeito passivo da obrigação tributária é o consumidor final da energia elétrica, que assume a condição de contribuinte de fato e de direito, figurando a concessionária como mera responsável pelo recolhimento do tributo. (Precedentes: REsp 838542 / MT, 2ª Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 25/08/2006; EREsp 279491/SP, 1ª Seção, Rel. para acórdão Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 08/05/2006). 2. É cediço em sede doutrinária que, verbis: "Embora as operações de consumo de energia elétrica tenham sido equiparadas a operações mercantis, elas se revestem de algumas especificidades, que não podem ser ignoradas. O consumo de energia elétrica pressupõe, logicamente, sua produção (pelas usinas e hidrelétricas) e sua distribuição (por empresas concessionárias ou permissionárias). De fato, só se pode consumir uma energia elétrica anteriormente produzida e distribuída. A distribuidora de energia elétrica, no entanto, não se equipara a um comerciante atacadista, que revende ao varejista ou ao consumidor final, mercadorias de seu estoque. É que a energia elétrica não configura bem suscetível de ser "estocado", para ulterior revenda aos interessados. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG declaratórios em que o embargante pretenda que o Tribunal conheça, de ofício, de tema que não foi deduzido pelas partes no momento oportuno; o que afasta a possibilidade de afirmação de que o julgado contém omissão.” O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo no recurso especial em acórdão assim ementado: “PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE ATIVA. CONSUMIDOR FINAL. DEMANDA RESERVADA DE POTÊNCIA. FATO GERADOR. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1ª SEÇÃO, NO RESP 960.476/SC, DJ DE 13/05/2009. JULGADO SOB O REGIME DO ART. 543-C DO CPC. 1. O sujeito passivo da obrigação tributária é o consumidor final da energia elétrica, que assume a condição de contribuinte de fato e de direito, figurando a concessionária como mera responsável pelo recolhimento do tributo. (Precedentes: REsp 838542 / MT, 2ª Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 25/08/2006; EREsp 279491/SP, 1ª Seção, Rel. para acórdão Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 08/05/2006). 2. É cediço em sede doutrinária que, verbis: "Embora as operações de consumo de energia elétrica tenham sido equiparadas a operações mercantis, elas se revestem de algumas especificidades, que não podem ser ignoradas. O consumo de energia elétrica pressupõe, logicamente, sua produção (pelas usinas e hidrelétricas) e sua distribuição (por empresas concessionárias ou permissionárias). De fato, só se pode consumir uma energia elétrica anteriormente produzida e distribuída. A distribuidora de energia elétrica, no entanto, não se equipara a um comerciante atacadista, que revende ao varejista ou ao consumidor final, mercadorias de seu estoque. É que a energia elétrica não configura bem suscetível de ser "estocado", para ulterior revenda aos interessados. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG Em boa verdade científica, só há falar em operação jurídica relativa ao fornecimento de energia elétrica, passível de tributação por meio de ICMS, no preciso instante em que o interessado, consumindo-a, vem a transformá-la em outra espécie de bem da vida (luz, calor, frio, força, movimento ou qualquer outro tipo de utilidade). Logo, o ICMS-Energia Elétrica levará em conta todas as fases anteriores que tornaram possível o consumo de energia elétrica. Estas fases anteriores, entretanto, não são dotadas de autonomia apta a ensejar incidências isoladas, mas apenas uma, tendo por único sujeito passivo o consumidor final. A distribuidora, conquanto importante neste contexto, não é - e nem pode vir a ser - contribuinte do imposto, justamente porque, a rigor, não pratica qualquer operação mercantil, mas apenas a viabiliza, nos termos acima expostos. Obviamente, a distribuidora de energia elétrica é passível de tributação por via de ICMS quando consome, para uso próprio, esta mercadoria. Não, porém, quando se limita a interligar a fonte produtora ao consumidor final. Este é que é o sujeito passivo da obrigação tributária, na condição de contribuinte de direito e, ao mesmo tempo, de contribuinte de fato. (...) A distribuidora, ao colocar a energia elétrica à disposição do consumidor final, assume a condição de "responsável" pelo recolhimento do ICMS. Melhor explicando, ela, no caso, paga tributo a título alheio, isto é, por conta do consumidor final. Este, na verdade, o contribuinte do ICMS, nas duas acepções possíveis: contribuinte de direito (porque integra o pólo passivo da obrigação tributária correspondente) e contribuinte de fato (porque suporta a carga econômica do tributo)." (Roque Antonio Carrazza in ICMS, 10ª ed., Ed. Malheiros, p. 213/215) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG Em boa verdade científica, só há falar em operação jurídica relativa ao fornecimento de energia elétrica, passível de tributação por meio de ICMS, no preciso instante em que o interessado, consumindo-a, vem a transformá-la em outra espécie de bem da vida (luz, calor, frio, força, movimento ou qualquer outro tipo de utilidade). Logo, o ICMS-Energia Elétrica levará em conta todas as fases anteriores que tornaram possível o consumo de energia elétrica. Estas fases anteriores, entretanto, não são dotadas de autonomia apta a ensejar incidências isoladas, mas apenas uma, tendo por único sujeito passivo o consumidor final. A distribuidora, conquanto importante neste contexto, não é - e nem pode vir a ser - contribuinte do imposto, justamente porque, a rigor, não pratica qualquer operação mercantil, mas apenas a viabiliza, nos termos acima expostos. Obviamente, a distribuidora de energia elétrica é passível de tributação por via de ICMS quando consome, para uso próprio, esta mercadoria. Não, porém, quando se limita a interligar a fonte produtora ao consumidor final. Este é que é o sujeito passivo da obrigação tributária, na condição de contribuinte de direito e, ao mesmo tempo, de contribuinte de fato. (...) A distribuidora, ao colocar a energia elétrica à disposição do consumidor final, assume a condição de "responsável" pelo recolhimento do ICMS. Melhor explicando, ela, no caso, paga tributo a título alheio, isto é, por conta do consumidor final. Este, na verdade, o contribuinte do ICMS, nas duas acepções possíveis: contribuinte de direito (porque integra o pólo passivo da obrigação tributária correspondente) e contribuinte de fato (porque suporta a carga econômica do tributo)." (Roque Antonio Carrazza in ICMS, 10ª ed., Ed. Malheiros, p. 213/215) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG 3. A regra matriz constitucional estabeleceu como critério material da hipótese de incidência do ICMS sobre energia elétrica o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica, salvo o disposto no art. no art. 155, § 2º, X, "b". Embora equiparadas às operações mercantis, as operações de consumo de energia elétrica têm suas peculiaridades, razão pela qual o fato gerador do ICMS ocorre apenas no momento em que a energia elétrica sai do estabelecimento do fornecedor, sendo efetivamente consumida. Não se cogita acerca de tributação das operações anteriores, quais sejam, as de produção e distribuição da energia, porquanto estas representam meios necessários à prestação desse serviço público. 4. Destarte, a base de cálculo do imposto é o valor da operação da qual decorra a entrega do produto ao consumidor, vale dizer, o preço realmente praticado na operação final, consoante estabelecido no art. 34, § 9º, do ADCT. Nesse diapasão, não há falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária, porquanto faz- se mister a efetiva utilização da energia elétrica, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. (Precedentes: REsp 840285 / MT, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ 16/10/2006; AgRg no REsp 855929 / SC, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 16/10/2006; REsp 343952 / MG, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 17/06/2002). 5. A Primeira Seção, quando do julgamento do Resp 960479/SC, sujeito ao regime dos "recursos repetitivos", reafirmou o entendimento de que "para efeito de base de cálculo de ICMS (tributo cujo fato gerador supõe o efetivo consumo de energia), o valor da tarifa a ser levado em conta é o correspondente à demanda de potência efetivamente utilizada no período de faturamento, como tal considerada a demanda medida, segundo os métodos de medição a que se refere o art. 2º, XII, da Resolução ANEEL 456/2000, independentemente de ser ela menor, igual ou maior que a demanda contratada." (Rel. Ministro Teori Zavascki, DJ DE 13/05/2009) 6. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG 3. A regra matriz constitucional estabeleceu como critério material da hipótese de incidência do ICMS sobre energia elétrica o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica, salvo o disposto no art. no art. 155, § 2º, X, "b". Embora equiparadas às operações mercantis, as operações de consumo de energia elétrica têm suas peculiaridades, razão pela qual o fato gerador do ICMS ocorre apenas no momento em que a energia elétrica sai do estabelecimento do fornecedor, sendo efetivamente consumida. Não se cogita acerca de tributação das operações anteriores, quais sejam, as de produção e distribuição da energia, porquanto estas representam meios necessários à prestação desse serviço público. 4. Destarte, a base de cálculo do imposto é o valor da operação da qual decorra a entrega do produto ao consumidor, vale dizer, o preço realmente praticado na operação final, consoante estabelecido no art. 34, § 9º, do ADCT. Nesse diapasão, não há falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária, porquanto faz- se mister a efetiva utilização da energia elétrica, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. (Precedentes: REsp 840285 / MT, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ 16/10/2006; AgRg no REsp 855929 / SC, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 16/10/2006; REsp 343952 / MG, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 17/06/2002). 5. A Primeira Seção, quando do julgamento do Resp 960479/SC, sujeito ao regime dos "recursos repetitivos", reafirmou o entendimento de que "para efeito de base de cálculo de ICMS (tributo cujo fato gerador supõe o efetivo consumo de energia), o valor da tarifa a ser levado em conta é o correspondente à demanda de potência efetivamente utilizada no período de faturamento, como tal considerada a demanda medida, segundo os métodos de medição a que se refere o art. 2º, XII, da Resolução ANEEL 456/2000, independentemente de ser ela menor, igual ou maior que a demanda contratada." (Rel. Ministro Teori Zavascki, DJ DE 13/05/2009) 6. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 543-C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, do CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 7. Decisão mantida por seus fundamentos. 8. Agravo Regimental desprovido. Dessa decisão foram manejados embargos de divergência, liminarmente indeferidos nos seguintes termos: “(...) Indeferi monocraticamente a divergência, por dois motivos: a) não cabe embargos de divergência quando o acórdão paradigma foi proferido em sede de recurso ordinário em mandado de segurança; b) o acórdão embargado foi proferido no mesmo sentido da atual jurisprudência desta Corte, o que atrairia a incidência da Súmula 168/STJ. É contra essa decisão que o agravante se debate. Em meu sentir, a referida decisão não merece reforma. Não conheço da divergência em relação ao paradigma prolatado no âmbito do RMS 31786/CE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1º.7.2010. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não admite embargos de divergência quando o julgado paradigma foi proferido em Recurso Ordinário em Mandado de Segurança, pois os requisitos de admissibilidade desse recurso com o recurso especial possuem circunstâncias que descaracterizam o dissídio. Nesse sentido: AgRg nos EREsp 726.200/AP, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, julgado em 23.6.2010, DJe 4.8.2010; AgRg nos EREsp 693.716/SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 7.6.2006, DJ 1.08.2006 p. 336; AgRg nos EREsp 607485/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 24.8.2005, DJ 12.9.2005 p. 200. Quanto ao acórdão paradigma proferido no REsp 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 543-C, do CPC, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, do CPC (artigo 5º, I, da Res. STJ 8/2008). 7. Decisão mantida por seus fundamentos. 8. Agravo Regimental desprovido. Dessa decisão foram manejados embargos de divergência, liminarmente indeferidos nos seguintes termos: “(...) Indeferi monocraticamente a divergência, por dois motivos: a) não cabe embargos de divergência quando o acórdão paradigma foi proferido em sede de recurso ordinário em mandado de segurança; b) o acórdão embargado foi proferido no mesmo sentido da atual jurisprudência desta Corte, o que atrairia a incidência da Súmula 168/STJ. É contra essa decisão que o agravante se debate. Em meu sentir, a referida decisão não merece reforma. Não conheço da divergência em relação ao paradigma prolatado no âmbito do RMS 31786/CE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1º.7.2010. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não admite embargos de divergência quando o julgado paradigma foi proferido em Recurso Ordinário em Mandado de Segurança, pois os requisitos de admissibilidade desse recurso com o recurso especial possuem circunstâncias que descaracterizam o dissídio. Nesse sentido: AgRg nos EREsp 726.200/AP, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, julgado em 23.6.2010, DJe 4.8.2010; AgRg nos EREsp 693.716/SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 7.6.2006, DJ 1.08.2006 p. 336; AgRg nos EREsp 607485/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 24.8.2005, DJ 12.9.2005 p. 200. Quanto ao acórdão paradigma proferido no REsp 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG 928.875/MT, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1º.7.2010, o dissenso interpretativo também não merece conhecimento. Explico. A controvérsia dos autos diz respeito à legitimidade do consumidor final para discutir o tributo incidente no fornecimento de energia elétrica. Pretende a Fazenda Pública, em resumo, que seja decretada a ilegitimidade do consumidor final para discutir o valor do tributo em juízo. Em recente julgado submetido ao regime do art. 543-c do CPC, a Primeira Seção entendeu que o consumidor tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. A propósito: ‘RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543-C CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. ENERGIA ELÉTRICA. INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A DEMANDA "CONTRATADA E NÃO UTILIZADA". LEGITIMIDADE DO CONSUMIDOR PARA PROPOR AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. - Diante do que dispõe a legislação que disciplina as concessões de serviço público e da peculiar relação envolvendo o Estado-concedente, a concessionária e o consumidor, esse último tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. - O acórdão proferido no REsp 903.394/AL (repetitivo), da Primeira Seção, Ministro Luiz Fux, DJe de 26.4.2010, dizendo respeito a distribuidores de bebidas, não se aplica ao casos de fornecimento de energia elétrica. Recurso especial improvido. Acórdão proferido sob o rito 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG 928.875/MT, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1º.7.2010, o dissenso interpretativo também não merece conhecimento. Explico. A controvérsia dos autos diz respeito à legitimidade do consumidor final para discutir o tributo incidente no fornecimento de energia elétrica. Pretende a Fazenda Pública, em resumo, que seja decretada a ilegitimidade do consumidor final para discutir o valor do tributo em juízo. Em recente julgado submetido ao regime do art. 543-c do CPC, a Primeira Seção entendeu que o consumidor tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. A propósito: ‘RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543-C CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. ENERGIA ELÉTRICA. INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A DEMANDA "CONTRATADA E NÃO UTILIZADA". LEGITIMIDADE DO CONSUMIDOR PARA PROPOR AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. - Diante do que dispõe a legislação que disciplina as concessões de serviço público e da peculiar relação envolvendo o Estado-concedente, a concessionária e o consumidor, esse último tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. - O acórdão proferido no REsp 903.394/AL (repetitivo), da Primeira Seção, Ministro Luiz Fux, DJe de 26.4.2010, dizendo respeito a distribuidores de bebidas, não se aplica ao casos de fornecimento de energia elétrica. Recurso especial improvido. Acórdão proferido sob o rito 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG do art. 543-C do Código de Processo Civil." (REsp 1.299.303/SC, Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, Primeira Seção, julgado em 8.8.2012, DJe 14.8.2012.) Nota-se também que o acórdão colacionado como paradigma não reflete a atual jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência da Sumula 168/STJ, segundo a qual: "Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado". Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como penso. É como voto.” (fls. 34-5) Emerge dos autos que o Superior Tribunal de Justiça manteve os fundamentos do acórdão regional impugnado via recurso especial. Constato, portanto, conforme acima demonstrado, surgida a controvérsia acerca da legitimidade ativa do contribuinte quando da apreciação dos embargos de declaração opostos do julgamento do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra os acórdãos proferidos em sede de apelação. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso do segundo grau, hipótese ocorrente na espécie. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processual Civil. Questão decidida no segundo grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao especial. Preclusão. Precedentes. 3. Tributário. Imposto de renda retido na fonte. Servidor estadual. União. Interesse na causa. Ausência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 813.005-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 04.11.2013) 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG do art. 543-C do Código de Processo Civil." (REsp 1.299.303/SC, Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, Primeira Seção, julgado em 8.8.2012, DJe 14.8.2012.) Nota-se também que o acórdão colacionado como paradigma não reflete a atual jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência da Sumula 168/STJ, segundo a qual: "Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado". Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como penso. É como voto.” (fls. 34-5) Emerge dos autos que o Superior Tribunal de Justiça manteve os fundamentos do acórdão regional impugnado via recurso especial. Constato, portanto, conforme acima demonstrado, surgida a controvérsia acerca da legitimidade ativa do contribuinte quando da apreciação dos embargos de declaração opostos do julgamento do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra os acórdãos proferidos em sede de apelação. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso do segundo grau, hipótese ocorrente na espécie. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processual Civil. Questão decidida no segundo grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao especial. Preclusão. Precedentes. 3. Tributário. Imposto de renda retido na fonte. Servidor estadual. União. Interesse na causa. Ausência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 813.005-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 04.11.2013) 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 154.158-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 154.158-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI- 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma DJe 17.12.2010). 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 154.158-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 154.158-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI- 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma DJe 17.12.2010). 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 753582 AGR / MG Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal RE 753582 AGR / MG Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O caso versa a possibilidade de ter-se o Superior Tribunal de Justiça como tribunal de acesso ao Supremo. O importante é considerar que o acórdão por ele formalizado substituiu o pronunciamento anterior – artigo 512 do Código do Processo Civil. Provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553567. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O caso versa a possibilidade de ter-se o Superior Tribunal de Justiça como tribunal de acesso ao Supremo. O importante é considerar que o acórdão por ele formalizado substituiu o pronunciamento anterior – artigo 512 do Código do Processo Civil. Provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) : ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527881 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) : ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6572166
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. LEGITIMIDADE ATIVA. CONTROVÉRSIA SURGIDA NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2012. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, quando a questão constitucional tenha surgido no julgamento do recurso de segundo grau. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra o acórdão proferido em sede de apelação. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur273796
- Acórdão(s) citado(s): (CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL, ORIGEM, SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO, AUSÊNCIA, INTERPOSIÇÃO, SIMULTANEIDADE, RECURSO ESPECIAL, RECURSO EXTRAORDINÁRIO) AI 761983 AgR (2ªT), AI 813005 AgR (2ªT). Número de páginas: 22. Análise: 26/08/2014, IVA. Revisão: 22/09/2014, JOS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
753582
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00512\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 753582 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) : ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. LEGITIMIDADE ATIVA. CONTROVÉRSIA SURGIDA NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.12.2012. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, quando a questão constitucional tenha surgido no julgamento do recurso de segundo grau. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra o acórdão proferido em sede de apelação. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 05 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a controvérsia constitucional teria surgido no julgamento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça. Considera inaplicável a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Assevera que “(...) a violação ao disposto nos arts. 146, III (reserva de lei complementar) e 150, II (princípio da isonomia tributária), da Constituição Federal de 1988/88, somente surgiram quando do julgamento, pelo Superior Tribunal de Justiça, dos Embargos de Divergência em Recurso Especial. Portanto, cabível o Recurso Extraordinário em face de violações à Constituição surgidas apenas no Superior Tribunal de Justiça, por ocasião da apreciação dos recursos de sua competência.“ Alega violação dos arts. 5..., LV e 93, IX, indeferidos liminarmente os embargos de divergência quando deveriam ser conhecidos. Requer o “(...) conhecimento das razões de insurgência do Recurso Extraordinário do Estado de Minas Gerais, as quais se voltam contra os fundamentos do REsp 1.299.303/SC, utilizados para indeferir os Embargos de Divergência, as quais não foram utilizadas no acórdão que precedeu tal recurso (proferido pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça), para fundamentar a sucumbência da fazenda estadual.” Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 05.12.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491856. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) :ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a controvérsia constitucional teria surgido no julgamento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça. Considera inaplicável a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Assevera que “(...) a violação ao disposto nos arts. 146, III (reserva de lei complementar) e 150, II (princípio da isonomia tributária), da Constituição Federal de 1988/88, somente surgiram quando do julgamento, pelo Superior Tribunal de Justiça, dos Embargos de Divergência em Recurso Especial. Portanto, cabível o Recurso Extraordinário em face de violações à Constituição surgidas apenas no Superior Tribunal de Justiça, por ocasião da apreciação dos recursos de sua competência.“ Alega violação dos arts. 5..., LV e 93, IX, indeferidos liminarmente os embargos de divergência quando deveriam ser conhecidos. Requer o “(...) conhecimento das razões de insurgência do Recurso Extraordinário do Estado de Minas Gerais, as quais se voltam contra os fundamentos do REsp 1.299.303/SC, utilizados para indeferir os Embargos de Divergência, as quais não foram utilizadas no acórdão que precedeu tal recurso (proferido pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça), para fundamentar a sucumbência da fazenda estadual.” Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 05.12.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV e LV, 93, IX, 97, 146, III, ‘a’, 150, II, e 155, II, da Lei Fundamental. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV e LV, 93, IX, 97, 146, III, ‘a’, 150, II, e 155, II, da Lei Fundamental. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Inviável, por seu turno, a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Inviável, por seu turno, a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.’ (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Transcrevo o teor do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, atacado via recurso especial: “Cuida-se de reexame necessário, e de apelação contra sentença do MM. Juiz da 3.... Vara de Feitos Tributários do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.’ (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. Transcrevo o teor do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, atacado via recurso especial: “Cuida-se de reexame necessário, e de apelação contra sentença do MM. Juiz da 3.... Vara de Feitos Tributários do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Estado, da comarca de Belo Horizonte, que concedeu a segurança impetrada por Minas Gusa Siderurgia Ltda. contra atos do Chefe da Superintendência do Crédito Tributário de Minas Gerais e do Chefe da Administração Fazendária de Itaúna. A sentença concedeu a segurança, "para reconhecer a ilegalidade da cobrança do ICMS incidente sobre a energia elétrica objeto do contrato de reserva de demanda não efetivamente consumida, e considerar como base de cálculo legítima apenas a energia elétrica efetivamente consumida pela impetrante" (fl. 87). O apelante alega, preliminarmente, que não há prova pré- constituída da alegada lesão a direito líquido e certo, de forma que não há como falar em mandado de segurança; e que a impetrante indicou erroneamente as autoridades coatoras. No mérito, alega que "a demanda de potência representa uma parcela obrigatória nos contratos de fornecimento de energia elétrica aos consumidores de grande porte e seus custos compõem o preço final da mercadoria energia elétrica" (fl. 99); que não há como dissociar a demanda da própria energia; e que a base de cálculo do ICMS é o valor total da operação. Passo ao reexame necessário. Não há como falar em ausência de prova pré-constituída, porque a impetrante juntou aos autos a fatura de energia elétrica de fl. 26, na qual se verifica a incidência do ICMS sobre o total da energia a ela disponibilizada. Por outro lado, também não há por que falar em ilegitimidade passiva das autoridades coatoras, porque o Chefe da Administração Fazendária de Itaúna tem competência para lavrar o auto de infração contra a impetrante. Da mesma forma, a referida autoridade está subordinada ao Chefe da Superintendência do Crédito Tributário do Estado. Em se constatando que ambas as autoridades detêm competência para lavrar eventual auto de infração contra a impetrante, é certo que têm legitimidade para responder ao mandado de segurança. No mérito, a matéria não é nova, já tendo sido apreciada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Estado, da comarca de Belo Horizonte, que concedeu a segurança impetrada por Minas Gusa Siderurgia Ltda. contra atos do Chefe da Superintendência do Crédito Tributário de Minas Gerais e do Chefe da Administração Fazendária de Itaúna. A sentença concedeu a segurança, "para reconhecer a ilegalidade da cobrança do ICMS incidente sobre a energia elétrica objeto do contrato de reserva de demanda não efetivamente consumida, e considerar como base de cálculo legítima apenas a energia elétrica efetivamente consumida pela impetrante" (fl. 87). O apelante alega, preliminarmente, que não há prova pré- constituída da alegada lesão a direito líquido e certo, de forma que não há como falar em mandado de segurança; e que a impetrante indicou erroneamente as autoridades coatoras. No mérito, alega que "a demanda de potência representa uma parcela obrigatória nos contratos de fornecimento de energia elétrica aos consumidores de grande porte e seus custos compõem o preço final da mercadoria energia elétrica" (fl. 99); que não há como dissociar a demanda da própria energia; e que a base de cálculo do ICMS é o valor total da operação. Passo ao reexame necessário. Não há como falar em ausência de prova pré-constituída, porque a impetrante juntou aos autos a fatura de energia elétrica de fl. 26, na qual se verifica a incidência do ICMS sobre o total da energia a ela disponibilizada. Por outro lado, também não há por que falar em ilegitimidade passiva das autoridades coatoras, porque o Chefe da Administração Fazendária de Itaúna tem competência para lavrar o auto de infração contra a impetrante. Da mesma forma, a referida autoridade está subordinada ao Chefe da Superintendência do Crédito Tributário do Estado. Em se constatando que ambas as autoridades detêm competência para lavrar eventual auto de infração contra a impetrante, é certo que têm legitimidade para responder ao mandado de segurança. No mérito, a matéria não é nova, já tendo sido apreciada 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG neste Tribunal, e no Superior Tribunal de Justiça, em diversas oportunidades. O contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda reservada de potência é geralmente firmado entre a concessionária e empresas comerciais e industriais, e tem por objetivo assegurar o fornecimento de energia elétrica para o bom desempenho de suas atividades. Todavia, em algumas situações, as empresas não consomem toda a energia que a elas foi disponibilizada; e, neste caso, argumenta a impetrante, não poderia incidir o ICMS sobre bem não consumido. O artigo 155, II, da Constituição Federal, confere competência aos Estados e ao Distrito Federal para instituírem o imposto sobre circulação de mercadoria, que tem como fato gerador a efetiva circulação do bem. Nesse ponto, há que se dizer que não basta a mera circulação física do bem, para que se efetive o fato gerador do ICMS, sendo imprescindível que ocorra a transferência de domínio. Tanto é assim "que não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte" (Súmula 166 do Superior Tribunal de Justiça). No caso, deve-se diferenciar o momento em que a energia é colocada à disposição da impetrante e o momento em que é por ela efetivamente consumida. Não há ocorrência do fato gerador do ICMS na disponibilização de determinada quantidade de energia elétrica, porque não houve ainda transferência do bem - energia elétrica. Para efeito de incidência do ICMS, considera-se ocorrida a circulação da energia elétrica no momento em que esta é consumida pela empresa, porque é nesse momento que sai da linha de transmissão da concessionária de serviço público e é apropriada pelo consumidor. Na verdade, sobre a energia colocada à disposição da impetrante, porém não consumida, não há transferência de domínio, porque a mesma permanece na linha de transmissão, em poder da concessionária de energia elétrica. Enfim, dúvida não há de que a simples formalização do contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG neste Tribunal, e no Superior Tribunal de Justiça, em diversas oportunidades. O contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda reservada de potência é geralmente firmado entre a concessionária e empresas comerciais e industriais, e tem por objetivo assegurar o fornecimento de energia elétrica para o bom desempenho de suas atividades. Todavia, em algumas situações, as empresas não consomem toda a energia que a elas foi disponibilizada; e, neste caso, argumenta a impetrante, não poderia incidir o ICMS sobre bem não consumido. O artigo 155, II, da Constituição Federal, confere competência aos Estados e ao Distrito Federal para instituírem o imposto sobre circulação de mercadoria, que tem como fato gerador a efetiva circulação do bem. Nesse ponto, há que se dizer que não basta a mera circulação física do bem, para que se efetive o fato gerador do ICMS, sendo imprescindível que ocorra a transferência de domínio. Tanto é assim "que não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte" (Súmula 166 do Superior Tribunal de Justiça). No caso, deve-se diferenciar o momento em que a energia é colocada à disposição da impetrante e o momento em que é por ela efetivamente consumida. Não há ocorrência do fato gerador do ICMS na disponibilização de determinada quantidade de energia elétrica, porque não houve ainda transferência do bem - energia elétrica. Para efeito de incidência do ICMS, considera-se ocorrida a circulação da energia elétrica no momento em que esta é consumida pela empresa, porque é nesse momento que sai da linha de transmissão da concessionária de serviço público e é apropriada pelo consumidor. Na verdade, sobre a energia colocada à disposição da impetrante, porém não consumida, não há transferência de domínio, porque a mesma permanece na linha de transmissão, em poder da concessionária de energia elétrica. Enfim, dúvida não há de que a simples formalização do contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG reservada de potência não caracteriza o fato gerador do ICMS. Nesse sentido, confira-se recente jurisprudência deste Tribunal, e do Superior Tribunal de Justiça: "MANDADO SEGURANÇA. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. CONTRATO DE DEMANDA. LEGITIMIDADE PASSIVA. FATO GERADOR. ENERGIA CONSUMIDA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. · Tem legitimidade 'ad causam' passiva a autoridade impetrada que, prestando Informações, deixa obviada a sua resistência ao pleito da impetrante e o posicionamento da Fazenda Pública Estadual, arrecadadora, de manter a exigência do ICMS, nas condições descritas e impugnadas pela impetrante. · A regra matriz constitucional estabelece como critério material da hipótese de incidência do ICMS o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica que, embora equiparadas às operações mercantis, têm suas peculiaridades, dentre as quais a circunstância de que o fato gerador do ICMS ocorre no momento em que a energia elétrica saindo do estabelecimento do fornecedor, é efetivamente consumida, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. A ""saída"" não pode ser presumida por contrato, em que se estabeleça uma demanda junto à fornecedora de energia elétrica, sem que ocorra sua efetiva utilização. · A base de cálculo do imposto, em tal hipótese, é o valor da operação da qual decorra a entrega da energia consumida ao consumidor, consoante estabelecido no art. 34, § 9..., do ADCT, não havendo que se falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária" (Reexame Necessário 1.0024.06.197860-7/001, Relator Desembargador Eduardo Andrade. Julgamento em 25/09/2007). "TRIBUTÁRIO. DEMANDA CONTRATADA DE ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. ICMS. NÃO-INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Somente o Fisco credor é quem pode e deve sofrer os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG reservada de potência não caracteriza o fato gerador do ICMS. Nesse sentido, confira-se recente jurisprudência deste Tribunal, e do Superior Tribunal de Justiça: "MANDADO SEGURANÇA. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. CONTRATO DE DEMANDA. LEGITIMIDADE PASSIVA. FATO GERADOR. ENERGIA CONSUMIDA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. · Tem legitimidade 'ad causam' passiva a autoridade impetrada que, prestando Informações, deixa obviada a sua resistência ao pleito da impetrante e o posicionamento da Fazenda Pública Estadual, arrecadadora, de manter a exigência do ICMS, nas condições descritas e impugnadas pela impetrante. · A regra matriz constitucional estabelece como critério material da hipótese de incidência do ICMS o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica que, embora equiparadas às operações mercantis, têm suas peculiaridades, dentre as quais a circunstância de que o fato gerador do ICMS ocorre no momento em que a energia elétrica saindo do estabelecimento do fornecedor, é efetivamente consumida, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. A ""saída"" não pode ser presumida por contrato, em que se estabeleça uma demanda junto à fornecedora de energia elétrica, sem que ocorra sua efetiva utilização. · A base de cálculo do imposto, em tal hipótese, é o valor da operação da qual decorra a entrega da energia consumida ao consumidor, consoante estabelecido no art. 34, § 9..., do ADCT, não havendo que se falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária" (Reexame Necessário 1.0024.06.197860-7/001, Relator Desembargador Eduardo Andrade. Julgamento em 25/09/2007). "TRIBUTÁRIO. DEMANDA CONTRATADA DE ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. ICMS. NÃO-INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. Somente o Fisco credor é quem pode e deve sofrer os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG efeitos da condenação, porque é ele o único titular das pretensões contra as quais se insurge a autora, devendo, em conseqüência, figurar no pólo passivo da demanda.2. Segundo orientação traçada em julgados de ambas as Turmas integrantes da 1... Seção, não incide o ICMS sobre as quantias relativas à chamada demanda contratada de energia elétrica. 3. Recurso especial a que se nega provimento" (REsp 972.843/RJ, Relator Ministro Teori Albino Zavascki. Julgamento em 11/10/2007). Com tais apontamentos, em reexame necessário, confirmo a sentença; prejudicado o recurso. Custas, do reexame e recursais, pelo Estado de Minas Gerais; isento, por força de lei.” (fl. 29) Oportuna a transcrição dos argumentos lançados por ocasião da oposição dos embargos de declaração: O ESTADO DE MINAS GERAIS, na busca de um provimento jurisdicional tão completo quanto possível, interpõe estes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com o objetivo de obter um pronunciamento explícito sobra a legitimidade ativa da Impetrante, consumidora final, para questionar a incidência do ICMS sobre a demanda contratada, questão que, embora não suscitada na instância de origem, cumpriria ao Tribunal conhecer de ofício, por se tratar de matéria de ordem pública e cujo conhecimento poderia prejudicar a concessão da segurança.” (fl. 90) Os embargos de declaração foram rejeitados por inovarem a matéria recursal. Veja-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL - EMBARGOS DECLARATÓRIOS - OMISSÃO - QUESTÃO NÃO DEDUZIDA ANTES DO JULGAMENTO - PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DE OFÍCIO - MOMENTO PROCESSUAL INOPORTUNO - REJEIÇÃO. Não há como acolher embargos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG efeitos da condenação, porque é ele o único titular das pretensões contra as quais se insurge a autora, devendo, em conseqüência, figurar no pólo passivo da demanda.2. Segundo orientação traçada em julgados de ambas as Turmas integrantes da 1... Seção, não incide o ICMS sobre as quantias relativas à chamada demanda contratada de energia elétrica. 3. Recurso especial a que se nega provimento" (REsp 972.843/RJ, Relator Ministro Teori Albino Zavascki. Julgamento em 11/10/2007). Com tais apontamentos, em reexame necessário, confirmo a sentença; prejudicado o recurso. Custas, do reexame e recursais, pelo Estado de Minas Gerais; isento, por força de lei.” (fl. 29) Oportuna a transcrição dos argumentos lançados por ocasião da oposição dos embargos de declaração: O ESTADO DE MINAS GERAIS, na busca de um provimento jurisdicional tão completo quanto possível, interpõe estes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, com o objetivo de obter um pronunciamento explícito sobra a legitimidade ativa da Impetrante, consumidora final, para questionar a incidência do ICMS sobre a demanda contratada, questão que, embora não suscitada na instância de origem, cumpriria ao Tribunal conhecer de ofício, por se tratar de matéria de ordem pública e cujo conhecimento poderia prejudicar a concessão da segurança.” (fl. 90) Os embargos de declaração foram rejeitados por inovarem a matéria recursal. Veja-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL - EMBARGOS DECLARATÓRIOS - OMISSÃO - QUESTÃO NÃO DEDUZIDA ANTES DO JULGAMENTO - PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DE OFÍCIO - MOMENTO PROCESSUAL INOPORTUNO - REJEIÇÃO. Não há como acolher embargos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG declaratórios em que o embargante pretenda que o Tribunal conheça, de ofício, de tema que não foi deduzido pelas partes no momento oportuno; o que afasta a possibilidade de afirmação de que o julgado contém omissão.” O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo no recurso especial em acórdão assim ementado: “PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE ATIVA. CONSUMIDOR FINAL. DEMANDA RESERVADA DE POTÊNCIA. FATO GERADOR. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1... SEÇÃO, NO RESP 960.476/SC, DJ DE 13/05/2009. JULGADO SOB O REGIME DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil. 1. O sujeito passivo da obrigação tributária é o consumidor final da energia elétrica, que assume a condição de contribuinte de fato e de direito, figurando a concessionária como mera responsável pelo recolhimento do tributo. (Precedentes: REsp 838542 / MT, 2... Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 25/08/2006; EREsp 279491/SP, 1... Seção, Rel. para acórdão Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 08/05/2006). 2. É cediço em sede doutrinária que, verbis: "Embora as operações de consumo de energia elétrica tenham sido equiparadas a operações mercantis, elas se revestem de algumas especificidades, que não podem ser ignoradas. O consumo de energia elétrica pressupõe, logicamente, sua produção (pelas usinas e hidrelétricas) e sua distribuição (por empresas concessionárias ou permissionárias). De fato, só se pode consumir uma energia elétrica anteriormente produzida e distribuída. A distribuidora de energia elétrica, no entanto, não se equipara a um comerciante atacadista, que revende ao varejista ou ao consumidor final, mercadorias de seu estoque. É que a energia elétrica não configura bem suscetível de ser "estocado", para ulterior revenda aos interessados. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG declaratórios em que o embargante pretenda que o Tribunal conheça, de ofício, de tema que não foi deduzido pelas partes no momento oportuno; o que afasta a possibilidade de afirmação de que o julgado contém omissão.” O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo no recurso especial em acórdão assim ementado: “PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. LEGITIMIDADE ATIVA. CONSUMIDOR FINAL. DEMANDA RESERVADA DE POTÊNCIA. FATO GERADOR. MATÉRIA DECIDIDA PELA 1... SEÇÃO, NO RESP 960.476/SC, DJ DE 13/05/2009. JULGADO SOB O REGIME DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil. 1. O sujeito passivo da obrigação tributária é o consumidor final da energia elétrica, que assume a condição de contribuinte de fato e de direito, figurando a concessionária como mera responsável pelo recolhimento do tributo. (Precedentes: REsp 838542 / MT, 2... Turma, Rel. Min. Castro Meira, DJ 25/08/2006; EREsp 279491/SP, 1... Seção, Rel. para acórdão Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 08/05/2006). 2. É cediço em sede doutrinária que, verbis: "Embora as operações de consumo de energia elétrica tenham sido equiparadas a operações mercantis, elas se revestem de algumas especificidades, que não podem ser ignoradas. O consumo de energia elétrica pressupõe, logicamente, sua produção (pelas usinas e hidrelétricas) e sua distribuição (por empresas concessionárias ou permissionárias). De fato, só se pode consumir uma energia elétrica anteriormente produzida e distribuída. A distribuidora de energia elétrica, no entanto, não se equipara a um comerciante atacadista, que revende ao varejista ou ao consumidor final, mercadorias de seu estoque. É que a energia elétrica não configura bem suscetível de ser "estocado", para ulterior revenda aos interessados. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Em boa verdade científica, só há falar em operação jurídica relativa ao fornecimento de energia elétrica, passível de tributação por meio de ICMS, no preciso instante em que o interessado, consumindo-a, vem a transformá-la em outra espécie de bem da vida (luz, calor, frio, força, movimento ou qualquer outro tipo de utilidade). Logo, o ICMS-Energia Elétrica levará em conta todas as fases anteriores que tornaram possível o consumo de energia elétrica. Estas fases anteriores, entretanto, não são dotadas de autonomia apta a ensejar incidências isoladas, mas apenas uma, tendo por único sujeito passivo o consumidor final. A distribuidora, conquanto importante neste contexto, não é - e nem pode vir a ser - contribuinte do imposto, justamente porque, a rigor, não pratica qualquer operação mercantil, mas apenas a viabiliza, nos termos acima expostos. Obviamente, a distribuidora de energia elétrica é passível de tributação por via de ICMS quando consome, para uso próprio, esta mercadoria. Não, porém, quando se limita a interligar a fonte produtora ao consumidor final. Este é que é o sujeito passivo da obrigação tributária, na condição de contribuinte de direito e, ao mesmo tempo, de contribuinte de fato. (...) A distribuidora, ao colocar a energia elétrica à disposição do consumidor final, assume a condição de "responsável" pelo recolhimento do ICMS. Melhor explicando, ela, no caso, paga tributo a título alheio, isto é, por conta do consumidor final. Este, na verdade, o contribuinte do ICMS, nas duas acepções possíveis: contribuinte de direito (porque integra o pólo passivo da obrigação tributária correspondente) e contribuinte de fato (porque suporta a carga econômica do tributo)." (Roque Antonio Carrazza in ICMS, 10... ed., Ed. Malheiros, p. 213/215) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Em boa verdade científica, só há falar em operação jurídica relativa ao fornecimento de energia elétrica, passível de tributação por meio de ICMS, no preciso instante em que o interessado, consumindo-a, vem a transformá-la em outra espécie de bem da vida (luz, calor, frio, força, movimento ou qualquer outro tipo de utilidade). Logo, o ICMS-Energia Elétrica levará em conta todas as fases anteriores que tornaram possível o consumo de energia elétrica. Estas fases anteriores, entretanto, não são dotadas de autonomia apta a ensejar incidências isoladas, mas apenas uma, tendo por único sujeito passivo o consumidor final. A distribuidora, conquanto importante neste contexto, não é - e nem pode vir a ser - contribuinte do imposto, justamente porque, a rigor, não pratica qualquer operação mercantil, mas apenas a viabiliza, nos termos acima expostos. Obviamente, a distribuidora de energia elétrica é passível de tributação por via de ICMS quando consome, para uso próprio, esta mercadoria. Não, porém, quando se limita a interligar a fonte produtora ao consumidor final. Este é que é o sujeito passivo da obrigação tributária, na condição de contribuinte de direito e, ao mesmo tempo, de contribuinte de fato. (...) A distribuidora, ao colocar a energia elétrica à disposição do consumidor final, assume a condição de "responsável" pelo recolhimento do ICMS. Melhor explicando, ela, no caso, paga tributo a título alheio, isto é, por conta do consumidor final. Este, na verdade, o contribuinte do ICMS, nas duas acepções possíveis: contribuinte de direito (porque integra o pólo passivo da obrigação tributária correspondente) e contribuinte de fato (porque suporta a carga econômica do tributo)." (Roque Antonio Carrazza in ICMS, 10... ed., Ed. Malheiros, p. 213/215) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG 3. A regra matriz constitucional estabeleceu como critério material da hipótese de incidência do ICMS sobre energia elétrica o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica, salvo o disposto no art. no art. 155, § 2..., X, "b". Embora equiparadas às operações mercantis, as operações de consumo de energia elétrica têm suas peculiaridades, razão pela qual o fato gerador do ICMS ocorre apenas no momento em que a energia elétrica sai do estabelecimento do fornecedor, sendo efetivamente consumida. Não se cogita acerca de tributação das operações anteriores, quais sejam, as de produção e distribuição da energia, porquanto estas representam meios necessários à prestação desse serviço público. 4. Destarte, a base de cálculo do imposto é o valor da operação da qual decorra a entrega do produto ao consumidor, vale dizer, o preço realmente praticado na operação final, consoante estabelecido no art. 34, § 9..., do ADCT. Nesse diapasão, não há falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária, porquanto faz- se mister a efetiva utilização da energia elétrica, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. (Precedentes: REsp 840285 / MT, 1... Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ 16/10/2006; AgRg no REsp 855929 / SC, 1... Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 16/10/2006; REsp 343952 / MG, 2... Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 17/06/2002). 5. A Primeira Seção, quando do julgamento do Resp 960479/SC, sujeito ao regime dos "recursos repetitivos", reafirmou o entendimento de que "para efeito de base de cálculo de ICMS (tributo cujo fato gerador supõe o efetivo consumo de energia), o valor da tarifa a ser levado em conta é o correspondente à demanda de potência efetivamente utilizada no período de faturamento, como tal considerada a demanda medida, segundo os métodos de medição a que se refere o art. 2..., XII, da Resolução ANEEL 456/2000, independentemente de ser ela menor, igual ou maior que a demanda contratada." (Rel. Ministro Teori Zavascki, DJ DE 13/05/2009) 6. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG 3. A regra matriz constitucional estabeleceu como critério material da hipótese de incidência do ICMS sobre energia elétrica o ato de realizar operações envolvendo energia elétrica, salvo o disposto no art. no art. 155, § 2..., X, "b". Embora equiparadas às operações mercantis, as operações de consumo de energia elétrica têm suas peculiaridades, razão pela qual o fato gerador do ICMS ocorre apenas no momento em que a energia elétrica sai do estabelecimento do fornecedor, sendo efetivamente consumida. Não se cogita acerca de tributação das operações anteriores, quais sejam, as de produção e distribuição da energia, porquanto estas representam meios necessários à prestação desse serviço público. 4. Destarte, a base de cálculo do imposto é o valor da operação da qual decorra a entrega do produto ao consumidor, vale dizer, o preço realmente praticado na operação final, consoante estabelecido no art. 34, § 9..., do ADCT. Nesse diapasão, não há falar em incidência da exação sobre demanda reservada ou contratada junto à concessionária, porquanto faz- se mister a efetiva utilização da energia elétrica, não sendo suficiente a sua mera disponibilização pela distribuidora. (Precedentes: REsp 840285 / MT, 1... Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ 16/10/2006; AgRg no REsp 855929 / SC, 1... Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 16/10/2006; REsp 343952 / MG, 2... Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ 17/06/2002). 5. A Primeira Seção, quando do julgamento do Resp 960479/SC, sujeito ao regime dos "recursos repetitivos", reafirmou o entendimento de que "para efeito de base de cálculo de ICMS (tributo cujo fato gerador supõe o efetivo consumo de energia), o valor da tarifa a ser levado em conta é o correspondente à demanda de potência efetivamente utilizada no período de faturamento, como tal considerada a demanda medida, segundo os métodos de medição a que se refere o art. 2..., XII, da Resolução ANEEL 456/2000, independentemente de ser ela menor, igual ou maior que a demanda contratada." (Rel. Ministro Teori Zavascki, DJ DE 13/05/2009) 6. À luz da novel metodologia legal, publicado o acórdão 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 543-C, do Código de Processo Civil, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil (artigo 5..., I, da Res. Superior Tribunal de Justiça 8/2008). 7. Decisão mantida por seus fundamentos. 8. Agravo Regimental desprovido. Dessa decisão foram manejados embargos de divergência, liminarmente indeferidos nos seguintes termos: “(...) Indeferi monocraticamente a divergência, por dois motivos: a) não cabe embargos de divergência quando o acórdão paradigma foi proferido em sede de recurso ordinário em mandado de segurança; b) o acórdão embargado foi proferido no mesmo sentido da atual jurisprudência desta Corte, o que atrairia a incidência da Súmula 168/Superior Tribunal de Justiça. É contra essa decisão que o agravante se debate. Em meu sentir, a referida decisão não merece reforma. Não conheço da divergência em relação ao paradigma prolatado no âmbito do RMS 31786/CE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1....7.2010. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não admite embargos de divergência quando o julgado paradigma foi proferido em Recurso Ordinário em Mandado de Segurança, pois os requisitos de admissibilidade desse recurso com o recurso especial possuem circunstâncias que descaracterizam o dissídio. Nesse sentido: AgRg nos EREsp 726.200/AP, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, julgado em 23.6.2010, DJe 4.8.2010; AgRg nos EREsp 693.716/SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 7.6.2006, DJ 1.08.2006 p. 336; AgRg nos EREsp 607485/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 24.8.2005, DJ 12.9.2005 p. 200. Quanto ao acórdão paradigma proferido no REsp 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG do julgamento do recurso especial, submetido ao regime previsto no artigo 543-C, do Código de Processo Civil, os demais recursos já distribuídos, fundados em idêntica controvérsia, deverão ser julgados pelo relator, nos termos do artigo 557, do Código de Processo Civil (artigo 5..., I, da Res. Superior Tribunal de Justiça 8/2008). 7. Decisão mantida por seus fundamentos. 8. Agravo Regimental desprovido. Dessa decisão foram manejados embargos de divergência, liminarmente indeferidos nos seguintes termos: “(...) Indeferi monocraticamente a divergência, por dois motivos: a) não cabe embargos de divergência quando o acórdão paradigma foi proferido em sede de recurso ordinário em mandado de segurança; b) o acórdão embargado foi proferido no mesmo sentido da atual jurisprudência desta Corte, o que atrairia a incidência da Súmula 168/Superior Tribunal de Justiça. É contra essa decisão que o agravante se debate. Em meu sentir, a referida decisão não merece reforma. Não conheço da divergência em relação ao paradigma prolatado no âmbito do RMS 31786/CE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1....7.2010. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não admite embargos de divergência quando o julgado paradigma foi proferido em Recurso Ordinário em Mandado de Segurança, pois os requisitos de admissibilidade desse recurso com o recurso especial possuem circunstâncias que descaracterizam o dissídio. Nesse sentido: AgRg nos EREsp 726.200/AP, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, julgado em 23.6.2010, DJe 4.8.2010; AgRg nos EREsp 693.716/SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 7.6.2006, DJ 1.08.2006 p. 336; AgRg nos EREsp 607485/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 24.8.2005, DJ 12.9.2005 p. 200. Quanto ao acórdão paradigma proferido no REsp 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG 928.875/MT, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1....7.2010, o dissenso interpretativo também não merece conhecimento. Explico. A controvérsia dos autos diz respeito à legitimidade do consumidor final para discutir o tributo incidente no fornecimento de energia elétrica. Pretende a Fazenda Pública, em resumo, que seja decretada a ilegitimidade do consumidor final para discutir o valor do tributo em juízo. Em recente julgado submetido ao regime do art. 543-c do Código de Processo Civil, a Primeira Seção entendeu que o consumidor tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. A propósito: ‘RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543-C CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. ENERGIA ELÉTRICA. INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A DEMANDA "CONTRATADA E NÃO UTILIZADA". LEGITIMIDADE DO CONSUMIDOR PARA PROPOR AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. - Diante do que dispõe a legislação que disciplina as concessões de serviço público e da peculiar relação envolvendo o Estado-concedente, a concessionária e o consumidor, esse último tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. - O acórdão proferido no REsp 903.394/AL (repetitivo), da Primeira Seção, Ministro Luiz Fux, DJe de 26.4.2010, dizendo respeito a distribuidores de bebidas, não se aplica ao casos de fornecimento de energia elétrica. Recurso especial improvido. Acórdão proferido sob o rito 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG 928.875/MT, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1....7.2010, o dissenso interpretativo também não merece conhecimento. Explico. A controvérsia dos autos diz respeito à legitimidade do consumidor final para discutir o tributo incidente no fornecimento de energia elétrica. Pretende a Fazenda Pública, em resumo, que seja decretada a ilegitimidade do consumidor final para discutir o valor do tributo em juízo. Em recente julgado submetido ao regime do art. 543-c do Código de Processo Civil, a Primeira Seção entendeu que o consumidor tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. A propósito: ‘RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. ART. 543-C CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. ENERGIA ELÉTRICA. INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE A DEMANDA "CONTRATADA E NÃO UTILIZADA". LEGITIMIDADE DO CONSUMIDOR PARA PROPOR AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. - Diante do que dispõe a legislação que disciplina as concessões de serviço público e da peculiar relação envolvendo o Estado-concedente, a concessionária e o consumidor, esse último tem legitimidade para propor ação declaratória c/c repetição de indébito na qual se busca afastar, no tocante ao fornecimento de energia elétrica, a incidência do ICMS sobre a demanda contratada e não utilizada. - O acórdão proferido no REsp 903.394/AL (repetitivo), da Primeira Seção, Ministro Luiz Fux, DJe de 26.4.2010, dizendo respeito a distribuidores de bebidas, não se aplica ao casos de fornecimento de energia elétrica. Recurso especial improvido. Acórdão proferido sob o rito 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG do art. 543-C do Código de Processo Civil." (REsp 1.299.303/SC, Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, Primeira Seção, julgado em 8.8.2012, DJe 14.8.2012.) Nota-se também que o acórdão colacionado como paradigma não reflete a atual jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência da Sumula 168/Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual: "Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado". Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como penso. É como voto.” (fls. 34-5) Emerge dos autos que o Superior Tribunal de Justiça manteve os fundamentos do acórdão regional impugnado via recurso especial. Constato, portanto, conforme acima demonstrado, surgida a controvérsia acerca da legitimidade ativa do contribuinte quando da apreciação dos embargos de declaração opostos do julgamento do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra os acórdãos proferidos em sede de apelação. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso do segundo grau, hipótese ocorrente na espécie. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processual Civil. Questão decidida no segundo grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao especial. Preclusão. Precedentes. 3. Tributário. Imposto de renda retido na fonte. Servidor estadual. União. Interesse na causa. Ausência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 813.005-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 04.11.2013) 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG do art. 543-C do Código de Processo Civil." (REsp 1.299.303/SC, Rel. Min. Cesar Asfor Rocha, Primeira Seção, julgado em 8.8.2012, DJe 14.8.2012.) Nota-se também que o acórdão colacionado como paradigma não reflete a atual jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência da Sumula 168/Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual: "Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado". Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como penso. É como voto.” (fls. 34-5) Emerge dos autos que o Superior Tribunal de Justiça manteve os fundamentos do acórdão regional impugnado via recurso especial. Constato, portanto, conforme acima demonstrado, surgida a controvérsia acerca da legitimidade ativa do contribuinte quando da apreciação dos embargos de declaração opostos do julgamento do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Pretendesse impugnar a matéria constitucional perante o Supremo Tribunal Federal, deveria o agravante interpor, juntamente com o recurso especial, recurso extraordinário contra os acórdãos proferidos em sede de apelação. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de não admitir recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso do segundo grau, hipótese ocorrente na espécie. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processual Civil. Questão decidida no segundo grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao especial. Preclusão. Precedentes. 3. Tributário. Imposto de renda retido na fonte. Servidor estadual. União. Interesse na causa. Ausência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 813.005-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 04.11.2013) 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 154.158-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 154.158-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI- 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma DJe 17.12.2010). 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 154.158-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 154.158-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido” (AI- 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma DJe 17.12.2010). 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6491857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O caso versa a possibilidade de ter-se o Superior Tribunal de Justiça como tribunal de acesso ao Supremo. O importante é considerar que o acórdão por ele formalizado substituiu o pronunciamento anterior – artigo 512 do Código do Processo Civil. Provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553567. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O caso versa a possibilidade de ter-se o Superior Tribunal de Justiça como tribunal de acesso ao Supremo. O importante é considerar que o acórdão por ele formalizado substituiu o pronunciamento anterior – artigo 512 do Código do Processo Civil. Provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6553567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) : ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527881 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753.582 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : MINAS GUSA SIDERURGIA LTDA ADV.(A/S) : ENZO GAUZZI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527881 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753 . 582", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "REsp 1 . 299 . 303 / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 753 . 582", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "REsp 1 . 299 . 303 / SC", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 426 . 981 - AgR", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "-", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário 753582 AGR / MG", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS TIDAS POR VIOLADAS NÃO PREQUESTIONADAS. SÚMULAS 282 E 356/STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 636/STF. DIREITO DO CONSUMIDOR. TV POR ASSINATURA. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULA 454/STF. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ademais, os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 803941 AGR / RS da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF. Não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Precedentes. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF. Não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Precedentes. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) “as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão quanto aos temas (Súmulas 282 e 356/STF)”; (ii) “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição”; (iii) não “há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, relativa à cobrança de ponto adicional de TV por assinatura”; e (iv) para “dissentir da conclusão do Colegiado de origem, fazem- se necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como análise das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes (Súmulas 279 e 454/STF)”. 2. A parte agravante reafirma as razões do recurso extraordinário. Destaca que “não há lei que vede a cobrança do ponto adicional (art. 5º, II da CF), sendo assegurado à agravante, ainda, o livre exercício da atividade econômica (parágrafo único do art. 170 da CF). Ademais, trata-se de novo serviço oneroso, o qual possui custo, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) “as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão quanto aos temas (Súmulas 282 e 356/STF)”; (ii) “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição”; (iii) não “há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, relativa à cobrança de ponto adicional de TV por assinatura”; e (iv) para “dissentir da conclusão do Colegiado de origem, fazem- se necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como análise das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes (Súmulas 279 e 454/STF)”. 2. A parte agravante reafirma as razões do recurso extraordinário. Destaca que “não há lei que vede a cobrança do ponto adicional (art. 5º, II da CF), sendo assegurado à agravante, ainda, o livre exercício da atividade econômica (parágrafo único do art. 170 da CF). Ademais, trata-se de novo serviço oneroso, o qual possui custo, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 803941 AGR / RS já reconhecido em dezenas de decisões em diversos Tribunais do Brasil”. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS já reconhecido em dezenas de decisões em diversos Tribunais do Brasil”. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reafirmar as razões do recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe-01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe-24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe-25/06/2010.” 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 263-267): “CONSUMIDOR. TELEVISÃO POR ASSINATURA. NET. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reafirmar as razões do recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe-01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe-24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe-25/06/2010.” 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 263-267): “CONSUMIDOR. TELEVISÃO POR ASSINATURA. NET. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 803941 AGR / RS COBRANÇA DE MENSALIDADE POR PONTO-EXTRA, PONTO ADICIONAL AO PRINCIPAL. IRREGULAR A COBRANÇA PELA TRANSMISSÃO DO SINAL, AUTORIZADA SOMENTE A COBRANÇA PELA PRIMEIRA INSTALAÇÃO DO PONTO E EVENTUAL MANUTENÇÃO E, QUANTO AO EQUIPAMENTO EM SI, POSSÍVEL A VENDA, ALUGUEL OU COMODATO, NÃO PODENDO A PRESTADORA, CONTUDO, CONVERTER O COMODATO EM ALUGUEL UNILATERALMENTE E SEM ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR, O QUE TRADUZ PRÁTICA ABUSIVA E NULA DE PLENO DIREITO, SENDO DEVIDA, NESSAS HIPÓTESES, A REPETIÇÃO EM DOBRO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. APLICAÇÃO DA RESOLUÇÃO 528/2009 E SÚMULA 09/2010, AMBAS DA ANATEL. APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO TRIENAL PARA AS HIPÓTESES DE RESTITUIÇÃO DE VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE, COM BASE NO ART. 206, § 3º, INC. IV, DO CC. PRESCRIÇÃO TRIENAL PRONUNCIADA DE OFÍCIO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.” 2. Como se vê, os preceitos constitucionais tidos por violados (arts. 5º, II, e 170) não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 3. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS COBRANÇA DE MENSALIDADE POR PONTO-EXTRA, PONTO ADICIONAL AO PRINCIPAL. IRREGULAR A COBRANÇA PELA TRANSMISSÃO DO SINAL, AUTORIZADA SOMENTE A COBRANÇA PELA PRIMEIRA INSTALAÇÃO DO PONTO E EVENTUAL MANUTENÇÃO E, QUANTO AO EQUIPAMENTO EM SI, POSSÍVEL A VENDA, ALUGUEL OU COMODATO, NÃO PODENDO A PRESTADORA, CONTUDO, CONVERTER O COMODATO EM ALUGUEL UNILATERALMENTE E SEM ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR, O QUE TRADUZ PRÁTICA ABUSIVA E NULA DE PLENO DIREITO, SENDO DEVIDA, NESSAS HIPÓTESES, A REPETIÇÃO EM DOBRO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. APLICAÇÃO DA RESOLUÇÃO 528/2009 E SÚMULA 09/2010, AMBAS DA ANATEL. APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO TRIENAL PARA AS HIPÓTESES DE RESTITUIÇÃO DE VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE, COM BASE NO ART. 206, § 3º, INC. IV, DO CC. PRESCRIÇÃO TRIENAL PRONUNCIADA DE OFÍCIO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.” 2. Como se vê, os preceitos constitucionais tidos por violados (arts. 5º, II, e 170) não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 3. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 803941 AGR / RS “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” 4. Cabe ressaltar, ainda, que não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Nessa linha, vejam-se o ARE 694.542, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; o ARE 649.879, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e a ementa do ARE 705.177-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. TV por assinatura. Ponto adicional. Cobrança. Reexame de cláusulas contratuais e de fatos e provas. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais, dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 454, 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.” 5. Por último, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” 4. Cabe ressaltar, ainda, que não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Nessa linha, vejam-se o ARE 694.542, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; o ARE 649.879, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e a ementa do ARE 705.177-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. TV por assinatura. Ponto adicional. Cobrança. Reexame de cláusulas contratuais e de fatos e provas. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais, dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 454, 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.” 5. Por último, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) : FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) : MARCELO BRAUN BURGER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572712 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) : FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) : MARCELO BRAUN BURGER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572712 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6659892
2014-08-12T00:00:00
2014-09-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS TIDAS POR VIOLADAS NÃO PREQUESTIONADAS. SÚMULAS 282 E 356/STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 636/STF. DIREITO DO CONSUMIDOR. TV POR ASSINATURA. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULA 454/STF. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ademais, os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/STF. Não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Precedentes. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur275501
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 287) ARE 695632 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 705177 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 649879, ARE 694542. Número de páginas: 8. Análise: 24/09/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
803941
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 803941 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) : FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) : MARCELO BRAUN BURGER
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIAS CONSTITUCIONAIS TIDAS POR VIOLADAS NÃO PREQUESTIONADAS. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. DIREITO DO CONSUMIDOR. TV POR ASSINATURA. COBRANÇA DE PONTO ADICIONAL. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Ademais, os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 803941 AGR / RS da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal. Não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Precedentes. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal. Não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Precedentes. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) “as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão quanto aos temas (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal)”; (ii) “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição”; (iii) não “há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, relativa à cobrança de ponto adicional de TV por assinatura”; e (iv) para “dissentir da conclusão do Colegiado de origem, fazem- se necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como análise das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal)”. 2. A parte agravante reafirma as razões do recurso extraordinário. Destaca que “não há lei que vede a cobrança do ponto adicional (art. 5..., II da Constituição Federal de 1988), sendo assegurado à agravante, ainda, o livre exercício da atividade econômica (parágrafo único do art. 170 da Constituição Federal de 1988). Ademais, trata-se de novo serviço oneroso, o qual possui custo, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) :FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) :MARCELO BRAUN BURGER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) “as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão quanto aos temas (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal)”; (ii) “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição”; (iii) não “há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, relativa à cobrança de ponto adicional de TV por assinatura”; e (iv) para “dissentir da conclusão do Colegiado de origem, fazem- se necessários nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como análise das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal)”. 2. A parte agravante reafirma as razões do recurso extraordinário. Destaca que “não há lei que vede a cobrança do ponto adicional (art. 5..., II da Constituição Federal de 1988), sendo assegurado à agravante, ainda, o livre exercício da atividade econômica (parágrafo único do art. 170 da Constituição Federal de 1988). Ademais, trata-se de novo serviço oneroso, o qual possui custo, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 803941 AGR / RS já reconhecido em dezenas de decisões em diversos Tribunais do Brasil”. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS já reconhecido em dezenas de decisões em diversos Tribunais do Brasil”. 3. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reafirmar as razões do recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe-01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe-24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe-25/06/2010.” 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 263-267): “CONSUMIDOR. TELEVISÃO POR ASSINATURA. NET. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reafirmar as razões do recurso extraordinário. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe-01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe-24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe-25/06/2010.” 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado (fls. 263-267): “CONSUMIDOR. TELEVISÃO POR ASSINATURA. NET. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 803941 AGR / RS COBRANÇA DE MENSALIDADE POR PONTO-EXTRA, PONTO ADICIONAL AO PRINCIPAL. IRREGULAR A COBRANÇA PELA TRANSMISSÃO DO SINAL, AUTORIZADA SOMENTE A COBRANÇA PELA PRIMEIRA INSTALAÇÃO DO PONTO E EVENTUAL MANUTENÇÃO E, QUANTO AO EQUIPAMENTO EM SI, POSSÍVEL A VENDA, ALUGUEL OU COMODATO, NÃO PODENDO A PRESTADORA, CONTUDO, CONVERTER O COMODATO EM ALUGUEL UNILATERALMENTE E SEM ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR, O QUE TRADUZ PRÁTICA ABUSIVA E NULA DE PLENO DIREITO, SENDO DEVIDA, NESSAS HIPÓTESES, A REPETIÇÃO EM DOBRO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. APLICAÇÃO DA RESOLUÇÃO 528/2009 E SÚMULA 09/2010, AMBAS DA ANATEL. APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO TRIENAL PARA AS HIPÓTESES DE RESTITUIÇÃO DE VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE, COM BASE NO ART. 206, § 3..., INC. IV, DO Código Civil Brasileiro. PRESCRIÇÃO TRIENAL PRONUNCIADA DE OFÍCIO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.” 2. Como se vê, os preceitos constitucionais tidos por violados (arts. 5..., II, e 170) não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS COBRANÇA DE MENSALIDADE POR PONTO-EXTRA, PONTO ADICIONAL AO PRINCIPAL. IRREGULAR A COBRANÇA PELA TRANSMISSÃO DO SINAL, AUTORIZADA SOMENTE A COBRANÇA PELA PRIMEIRA INSTALAÇÃO DO PONTO E EVENTUAL MANUTENÇÃO E, QUANTO AO EQUIPAMENTO EM SI, POSSÍVEL A VENDA, ALUGUEL OU COMODATO, NÃO PODENDO A PRESTADORA, CONTUDO, CONVERTER O COMODATO EM ALUGUEL UNILATERALMENTE E SEM ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR, O QUE TRADUZ PRÁTICA ABUSIVA E NULA DE PLENO DIREITO, SENDO DEVIDA, NESSAS HIPÓTESES, A REPETIÇÃO EM DOBRO DOS VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. APLICAÇÃO DA RESOLUÇÃO 528/2009 E SÚMULA 09/2010, AMBAS DA ANATEL. APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO TRIENAL PARA AS HIPÓTESES DE RESTITUIÇÃO DE VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE, COM BASE NO ART. 206, § 3..., INC. IV, DO Código Civil Brasileiro. PRESCRIÇÃO TRIENAL PRONUNCIADA DE OFÍCIO. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO.” 2. Como se vê, os preceitos constitucionais tidos por violados (arts. 5..., II, e 170) não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Em se tratando especificamente de supostas ofensas ao princípio da legalidade, o que se pode discutir nesta sede, em linha de princípio, é o eventual descumprimento da própria reserva legal, ou seja, da exigência de que determinada matéria seja disciplinada por lei e não por ato secundário. Não é disso que se trata nos autos. A hipótese, portanto, atrai a incidência da súmula 636/Supremo Tribunal Federal: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 803941 AGR / RS “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” 4. Cabe ressaltar, ainda, que não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Nessa linha, vejam-se o ARE 694.542, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; o ARE 649.879, Rel. Min. Cármen Lúcia; e a ementa do ARE 705.177-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. TV por assinatura. Ponto adicional. Cobrança. Reexame de cláusulas contratuais e de fatos e provas. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais, dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 454, 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” 5. Por último, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Supremo Tribunal Federal ARE 803941 AGR / RS “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” 4. Cabe ressaltar, ainda, que não há matéria constitucional a ser dirimida na controvérsia sob exame, em que se discute a cobrança de ponto adicional de TV por assinatura. Nessa linha, vejam-se o ARE 694.542, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; o ARE 649.879, Rel. Min. Cármen Lúcia; e a ementa do ARE 705.177-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Dias Toffoli: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. TV por assinatura. Ponto adicional. Cobrança. Reexame de cláusulas contratuais e de fatos e provas. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas contratuais, dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 454, 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” 5. Por último, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6574304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) : FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) : MARCELO BRAUN BURGER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572712 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.941 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NILTON BRASIL DE LEÃO ADV.(A/S) : FERNANDO ANTÔNIO ZANELLA ADV.(A/S) : MARCELO BRAUN BURGER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572712 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMÓVEL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E NOVA APRECIAÇÃO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 776739 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática, que conheceu de agravo para negar provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇO - TARIFA – OBRIGAÇÃO DE FAZER E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. I. Decreto n. 41.446/96 tratamento diverso com base na categoria dos imóveis (comercial/residencial); II. Tratamento desigual que importa em violação ao princípio da isonomia, cobrança não compatível com a utilização do serviço; III. Cadastramento de uma única "economia" que viola princípio constitucional - sentença reformada; IV. Restituição em dobro, aplicação do Código de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática, que conheceu de agravo para negar provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇO - TARIFA – OBRIGAÇÃO DE FAZER E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. I. Decreto n. 41.446/96 tratamento diverso com base na categoria dos imóveis (comercial/residencial); II. Tratamento desigual que importa em violação ao princípio da isonomia, cobrança não compatível com a utilização do serviço; III. Cadastramento de uma única "economia" que viola princípio constitucional - sentença reformada; IV. Restituição em dobro, aplicação do Código de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP Defesa do Consumidor, ressalvado entendimento pessoal da relatora - não ocorrência; V. RECURSO PROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, caput, LV; 93, IX; e 175, III, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ‘o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão’; e (ii) ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade aos demais artigos constitucionais arrolados na peça recursal, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais’. O recurso não deve ser provido. Em primeiro lugar, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP Defesa do Consumidor, ressalvado entendimento pessoal da relatora - não ocorrência; V. RECURSO PROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, caput, LV; 93, IX; e 175, III, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ‘o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão’; e (ii) ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade aos demais artigos constitucionais arrolados na peça recursal, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais’. O recurso não deve ser provido. Em primeiro lugar, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, em segundo lugar, quanto às alegações de violação aos demais dispositivos constitucionais mencionados, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de tratar-se de matéria infraconstitucional a questão relativa aos critérios de classificação dos consumidores para aferição da tarifa de água. Com efeito, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional pertinente (Decreto-Lei nº 41.446/1996) e o reexame do acervo probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que é incabível em recurso extraordinário. Nessa linha, confiram-se: ARE 646.198, Rel. Min. Luiz Fux, RE 603.678-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, AI 641.758-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e RE 627.760-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FEDERAL E LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais, federais e locais, que fundamentam a decisão a quo . A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II. Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, em segundo lugar, quanto às alegações de violação aos demais dispositivos constitucionais mencionados, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de tratar-se de matéria infraconstitucional a questão relativa aos critérios de classificação dos consumidores para aferição da tarifa de água. Com efeito, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional pertinente (Decreto-Lei nº 41.446/1996) e o reexame do acervo probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que é incabível em recurso extraordinário. Nessa linha, confiram-se: ARE 646.198, Rel. Min. Luiz Fux, RE 603.678-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, AI 641.758-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e RE 627.760-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FEDERAL E LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais, federais e locais, que fundamentam a decisão a quo . A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II. Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP caso, a Súmula 279 do STF.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que “não há questão fática a ser analisada, mas sim da análise por este Superior Tribunal no que diz respeito à violação do artigo 5º, caput, da Constituição Federal”. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP caso, a Súmula 279 do STF.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que “não há questão fática a ser analisada, mas sim da análise por este Superior Tribunal no que diz respeito à violação do artigo 5º, caput, da Constituição Federal”. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a causa com base na interpretação da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, bem como no exame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser incabível recurso extraordinário, quando, para chegar a conclusão diversa do Tribunal de origem, for necessário reexaminar legislação infraconstitucional local e o acervo probatório. Logo, incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ÁGUA E COLETA DE ESGOTO. COBRANÇA. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ENQUADRAMENTO DO IMÓVEL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUM. 279/STF. 1. A tarifa de água nas hipóteses em que sub judice a aferição do critério utilizado para sua cobrança encerra análise de normas infraconstitucionais. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 627.760- AgR, Relator Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a causa com base na interpretação da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, bem como no exame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser incabível recurso extraordinário, quando, para chegar a conclusão diversa do Tribunal de origem, for necessário reexaminar legislação infraconstitucional local e o acervo probatório. Logo, incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ÁGUA E COLETA DE ESGOTO. COBRANÇA. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ENQUADRAMENTO DO IMÓVEL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUM. 279/STF. 1. A tarifa de água nas hipóteses em que sub judice a aferição do critério utilizado para sua cobrança encerra análise de normas infraconstitucionais. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 627.760- AgR, Relator Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776739 AGR / SP Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5/92011, e RE 603533 AgR, Relator Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 31/5/2011. 3. A súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Prestação de serviços - Fornecimento de água e coleta de esgoto - Ação de repetição de indébito - Regime de economias - Imóvel composto por unidades autônomas de uso exclusivamente comercial - Sistema de múltiplas economias, nos termos do artigo 2º, § único, do decreto estadual n° 21.123/83, até a entrada em vigor do decreto estadual n° 41.446/96, que redefiniu o conceito de ‘economia’, trazendo diferenciação em relação às categorias de consumidores Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade - Sentença mantida - Recurso improvido.’ 6. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 680.081- AgR, Rel. Mi. Luiz Fux) “DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5/92011, e RE 603533 AgR, Relator Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 31/5/2011. 3. A súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Prestação de serviços - Fornecimento de água e coleta de esgoto - Ação de repetição de indébito - Regime de economias - Imóvel composto por unidades autônomas de uso exclusivamente comercial - Sistema de múltiplas economias, nos termos do artigo 2º, § único, do decreto estadual n° 21.123/83, até a entrada em vigor do decreto estadual n° 41.446/96, que redefiniu o conceito de ‘economia’, trazendo diferenciação em relação às categorias de consumidores Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade - Sentença mantida - Recurso improvido.’ 6. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 680.081- AgR, Rel. Mi. Luiz Fux) “DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776739 AGR / SP interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Agravo conhecido e não provido.” (RE 686.777-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Agravo conhecido e não provido.” (RE 686.777-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) : CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302481 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) : CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6511002
2014-06-24T00:00:00
2014-08-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMÓVEL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E NOVA APRECIAÇÃO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274405
Número de páginas: 10. Análise: 27/08/2014, AUR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
776739
[ "LEG-EST DEC-041446 ANO-1996\n DECRETO, SP\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 776739 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) : CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMÓVEL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E NOVA APRECIAÇÃO DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 776739 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática, que conheceu de agravo para negar provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇO - TARIFA – OBRIGAÇÃO DE FAZER E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. I. Decreto n. 41.446/96 tratamento diverso com base na categoria dos imóveis (comercial/residencial); II. Tratamento desigual que importa em violação ao princípio da isonomia, cobrança não compatível com a utilização do serviço; III. Cadastramento de uma única "economia" que viola princípio constitucional - sentença reformada; IV. Restituição em dobro, aplicação do Código de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) :CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática, que conheceu de agravo para negar provimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇO - TARIFA – OBRIGAÇÃO DE FAZER E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. I. Decreto n. 41.446/96 tratamento diverso com base na categoria dos imóveis (comercial/residencial); II. Tratamento desigual que importa em violação ao princípio da isonomia, cobrança não compatível com a utilização do serviço; III. Cadastramento de uma única "economia" que viola princípio constitucional - sentença reformada; IV. Restituição em dobro, aplicação do Código de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP Defesa do Consumidor, ressalvado entendimento pessoal da relatora - não ocorrência; V. RECURSO PROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, LV; 93, IX; e 175, III, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ‘o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão’; e (ii) ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade aos demais artigos constitucionais arrolados na peça recursal, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais’. O recurso não deve ser provido. Em primeiro lugar, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP Defesa do Consumidor, ressalvado entendimento pessoal da relatora - não ocorrência; V. RECURSO PROVIDO.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, LV; 93, IX; e 175, III, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ‘o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão’; e (ii) ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade aos demais artigos constitucionais arrolados na peça recursal, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais’. O recurso não deve ser provido. Em primeiro lugar, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292- QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, em segundo lugar, quanto às alegações de violação aos demais dispositivos constitucionais mencionados, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de tratar-se de matéria infraconstitucional a questão relativa aos critérios de classificação dos consumidores para aferição da tarifa de água. Com efeito, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional pertinente (Decreto-Lei n 41.446/1996) e o reexame do acervo probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é incabível em recurso extraordinário. Nessa linha, confiram-se: ARE 646.198, Rel. Min. Luiz Fux, Recurso Extraordinário 603.678-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, AI 641.758-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Recurso Extraordinário 627.760-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FEDERAL E LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais, federais e locais, que fundamentam a decisão a quo . A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II. Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ Ademais, em segundo lugar, quanto às alegações de violação aos demais dispositivos constitucionais mencionados, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de tratar-se de matéria infraconstitucional a questão relativa aos critérios de classificação dos consumidores para aferição da tarifa de água. Com efeito, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional pertinente (Decreto-Lei n 41.446/1996) e o reexame do acervo probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é incabível em recurso extraordinário. Nessa linha, confiram-se: ARE 646.198, Rel. Min. Luiz Fux, Recurso Extraordinário 603.678-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, AI 641.758-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Recurso Extraordinário 627.760-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FEDERAL E LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais, federais e locais, que fundamentam a decisão a quo . A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II. Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 776739 AGR / SP caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que “não há questão fática a ser analisada, mas sim da análise por este Superior Tribunal no que diz respeito à violação do artigo 5..., caput, da Constituição Federal”. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que “não há questão fática a ser analisada, mas sim da análise por este Superior Tribunal no que diz respeito à violação do artigo 5..., caput, da Constituição Federal”. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a causa com base na interpretação da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, bem como no exame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser incabível recurso extraordinário, quando, para chegar a conclusão diversa do Tribunal de origem, for necessário reexaminar legislação infraconstitucional local e o acervo probatório. Logo, incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ÁGUA E COLETA DE ESGOTO. COBRANÇA. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ENQUADRAMENTO DO IMÓVEL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUM. 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A tarifa de água nas hipóteses em que sub judice a aferição do critério utilizado para sua cobrança encerra análise de normas infraconstitucionais. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 627.760- AgR, Relator Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a causa com base na interpretação da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, bem como no exame do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de ser incabível recurso extraordinário, quando, para chegar a conclusão diversa do Tribunal de origem, for necessário reexaminar legislação infraconstitucional local e o acervo probatório. Logo, incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ÁGUA E COLETA DE ESGOTO. COBRANÇA. CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ENQUADRAMENTO DO IMÓVEL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUM. 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A tarifa de água nas hipóteses em que sub judice a aferição do critério utilizado para sua cobrança encerra análise de normas infraconstitucionais. 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 627.760- AgR, Relator Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776739 AGR / SP Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5/92011, e Recurso Extraordinário 603533 AgR, Relator Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 31/5/2011. 3. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Prestação de serviços - Fornecimento de água e coleta de esgoto - Ação de repetição de indébito - Regime de economias - Imóvel composto por unidades autônomas de uso exclusivamente comercial - Sistema de múltiplas economias, nos termos do artigo 2..., § único, do decreto estadual n 21.123/83, até a entrada em vigor do decreto estadual n 41.446/96, que redefiniu o conceito de ‘economia’, trazendo diferenciação em relação às categorias de consumidores Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade - Sentença mantida - Recurso improvido.’ 6. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 680.081- AgR, Rel. Mi. Luiz Fux) “DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 5/92011, e Recurso Extraordinário 603533 AgR, Relator Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 31/5/2011. 3. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘Prestação de serviços - Fornecimento de água e coleta de esgoto - Ação de repetição de indébito - Regime de economias - Imóvel composto por unidades autônomas de uso exclusivamente comercial - Sistema de múltiplas economias, nos termos do artigo 2..., § único, do decreto estadual n 21.123/83, até a entrada em vigor do decreto estadual n 41.446/96, que redefiniu o conceito de ‘economia’, trazendo diferenciação em relação às categorias de consumidores Inexistência de ilegalidade ou inconstitucionalidade - Sentença mantida - Recurso improvido.’ 6. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 680.081- AgR, Rel. Mi. Luiz Fux) “DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 776739 AGR / SP interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal : ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Agravo conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 686.777-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Supremo Tribunal Federal ARE 776739 AGR / SP interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal : ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Agravo conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 686.777-AgR, Rel. Min. Rosa Weber) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6414277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) : CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302481 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 776.739 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO EDIFICIO CENTRO CLINICO DR ARTHUR DOMINGUES PINTO ADV.(A/S) : CLÉBER GONÇALVES COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776739 AGR", "ARE 776739 AGR", "ARE 776739 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 776739 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 646 . 198", "Recurso Extraordinário 603 . 678 - AgR", "AI 641 . 758 - AgR", "Recurso Extraordinário 627 . 760 -", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 desta Corte", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 646 . 198", "Recurso Extraordinário 603 . 678 - AgR", "AI 641 . 758 - AgR", "Recurso Extraordinário 627 . 760 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo", "Recurso Extraordinário 627 . 760 - AgR", "AGRAVO 776 . 739", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 627 . 760 - AgR", "Recurso Extraordinário 603533 AgR", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 081 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776739 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 603533 AgR", "súmula 279 / Supremo", "ARE 680 . 081 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 686 . 777 - AgR", "ARE 776739 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 686 . 777 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 41 . 446 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 41 . 446 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , LV ; 93 , IX ; e 175 , III , todos da Constituição", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Gonet Branco", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ANA PAULA DA COSTA BARROS LIMA", "ARTHUR DOMINGUES PINTO", "CLÉBER GONÇALVES COSTA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de Coleta de Lixo. Controvérsia decidida à luz da legislação local aplicável. Incidência do Enunciado 280 do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597274. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso ante a incidência do Enunciado 280 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 145, II, e 150 da Constituição Federal. Aponta-se a constitucionalidade da cobrança, pelo município de João Pessoa, da Taxa de Coleta de Resíduos, instituída pela Lei Complementar 16/98. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597275. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso ante a incidência do Enunciado 280 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 145, II, e 150 da Constituição Federal. Aponta-se a constitucionalidade da cobrança, pelo município de João Pessoa, da Taxa de Coleta de Resíduos, instituída pela Lei Complementar 16/98. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “É ilegal a cobrança da taxa de coleta de lixo, uma vez que a Lei Complementar nº 16/98, do Município de João Pessoa, não incluiu na base de cálculo do tributo os prédios públicos” (fl. 76). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação local, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do STF. Nesse sentido, cito as seguintes decisões monocráticas: ARE 813.965/PB, rel. min. Celso de Mello, DJe 28.5.2014; ARE 810.098/PB, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.5.2014; RE 649.229/PB, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 29.11.2013; RE 628.815/PB, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 03.8.2011, este último assim decidido: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que entendeu que as Leis Complementares 16/1998 e 27/2001 do Município de João Pessoa, que regem a Taxa de Coleta de Resíduos naquele município, não permitem a cobrança do tributo em relação aos prédio públicos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “É ilegal a cobrança da taxa de coleta de lixo, uma vez que a Lei Complementar nº 16/98, do Município de João Pessoa, não incluiu na base de cálculo do tributo os prédios públicos” (fl. 76). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação local, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do STF. Nesse sentido, cito as seguintes decisões monocráticas: ARE 813.965/PB, rel. min. Celso de Mello, DJe 28.5.2014; ARE 810.098/PB, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.5.2014; RE 649.229/PB, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 29.11.2013; RE 628.815/PB, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 03.8.2011, este último assim decidido: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que entendeu que as Leis Complementares 16/1998 e 27/2001 do Município de João Pessoa, que regem a Taxa de Coleta de Resíduos naquele município, não permitem a cobrança do tributo em relação aos prédio públicos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 809835 AGR / PB Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, ofensa ao art. 145, II , da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (CTN e Leis Complementares Municipais 16/1998 e 27/2001). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo Juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 638.319/PB, Rel. Min Marco Aurélio; RE 545.913/PB, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 523.237/PB, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Supremo Tribunal Federal ARE 809835 AGR / PB Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, ofensa ao art. 145, II , da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (CTN e Leis Complementares Municipais 16/1998 e 27/2001). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo Juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do STF. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 638.319/PB, Rel. Min Marco Aurélio; RE 545.913/PB, Rel. Min. Joaquim Barbosa; RE 523.237/PB, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563489 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563489 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6622764
2014-08-12T00:00:00
2014-09-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de Coleta de Lixo. Controvérsia decidida à luz da legislação local aplicável. Incidência do Enunciado 280 do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274862
- Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280) RE 628815, RE 649229, ARE 810098, ARE 813965. Número de páginas: 5. Análise: 16/09/2014, BRU.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
809835
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000016 ANO-1998\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, PB" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 809835 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de Coleta de Lixo. Controvérsia decidida à luz da legislação local aplicável. Incidência do Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597274. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso ante a incidência do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 145, II, e 150 da Constituição Federal. Aponta-se a constitucionalidade da cobrança, pelo município de João Pessoa, da Taxa de Coleta de Resíduos, instituída pela Lei Complementar 16/98. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597275. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) :ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso ante a incidência do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 145, II, e 150 da Constituição Federal. Aponta-se a constitucionalidade da cobrança, pelo município de João Pessoa, da Taxa de Coleta de Resíduos, instituída pela Lei Complementar 16/98. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “É ilegal a cobrança da taxa de coleta de lixo, uma vez que a Lei Complementar n 16/98, do Município de João Pessoa, não incluiu na base de cálculo do tributo os prédios públicos” (fl. 76). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação local, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões monocráticas: ARE 813.965/PB, rel. min. Celso de Mello, DJe 28.5.2014; ARE 810.098/PB, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.5.2014; Recurso Extraordinário 649.229/PB, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 29.11.2013; Recurso Extraordinário 628.815/PB, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 03.8.2011, este último assim decidido: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que entendeu que as Leis Complementares 16/1998 e 27/2001 do Município de João Pessoa, que regem a Taxa de Coleta de Resíduos naquele município, não permitem a cobrança do tributo em relação aos prédio públicos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “É ilegal a cobrança da taxa de coleta de lixo, uma vez que a Lei Complementar n 16/98, do Município de João Pessoa, não incluiu na base de cálculo do tributo os prédios públicos” (fl. 76). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação local, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões monocráticas: ARE 813.965/PB, rel. min. Celso de Mello, DJe 28.5.2014; ARE 810.098/PB, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.5.2014; Recurso Extraordinário 649.229/PB, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 29.11.2013; Recurso Extraordinário 628.815/PB, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 03.8.2011, este último assim decidido: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que entendeu que as Leis Complementares 16/1998 e 27/2001 do Município de João Pessoa, que regem a Taxa de Coleta de Resíduos naquele município, não permitem a cobrança do tributo em relação aos prédio públicos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 809835 AGR / PB Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, ofensa ao art. 145, II , da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (CTN e Leis Complementares Municipais 16/1998 e 27/2001). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo Juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 638.319/PB, Rel. Min Marco Aurélio; Recurso Extraordinário 545.913/PB, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 523.237/PB, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Supremo Tribunal Federal ARE 809835 AGR / PB Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, ofensa ao art. 145, II , da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional, federal e local, aplicável à espécie (CTN e Leis Complementares Municipais 16/1998 e 27/2001). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo Juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 638.319/PB, Rel. Min Marco Aurélio; Recurso Extraordinário 545.913/PB, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 523.237/PB, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6597276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563489 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809.835 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563489 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 809 . 835", "Enunciado 280 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 813 . 965 / PB", "ARE 810 . 098 / PB", "Recurso Extraordinário 649 . 229 / PB", "Recurso Extraordinário 628 . 815 / PB", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 813 . 965 / PB", "ARE 810 . 098 / PB", "Recurso Extraordinário 649 . 229 / PB", "Recurso Extraordinário 628 . 815 / PB", "ARE 809835 AGR / PB", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 638 . 319 / PB", "Recurso Extraordinário 545 . 913 / PB", "Recurso Extraordinário 523 . 237 / PB", "ARE 809835 AGR / PB", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 638 . 319 / PB", "Recurso Extraordinário 545 . 913 / PB", "Recurso Extraordinário 523 . 237 / PB" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao princípio do devido processo legal. Arguição somente após julgamento do REsp. Questão debatida nas instâncias ordinárias. Não interposição do RE contra decisão do Tribunal a quo. Preclusão. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343416. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no art. 1º, incisos I e II, da Lei n. 8.137/90 c/c art. 69 do Código Penal (duas vezes), por ter, em tese, omitido informações de rendimentos nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física nos anos de 1997 e 1998. Sobreveio a condenação, na qual o réu recebeu a reprimenda de 4 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto, e o pagamento de 120 dias-multa. Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, a qual restou desprovida. Ainda inconformada, interpôs recurso especial, admitido pelo Superior Tribunal Justiça. Este foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. Confira-se a ementa: “RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. NULIDADES. SÚMULA 7/STJ. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS NÃO INFORMADAS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. CARACTERIZAÇÃO DO DELITO PREVISTO NO ART 1º, I, DA LEI Nº 8.137/90. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no art. 1º, incisos I e II, da Lei n. 8.137/90 c/c art. 69 do Código Penal (duas vezes), por ter, em tese, omitido informações de rendimentos nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física nos anos de 1997 e 1998. Sobreveio a condenação, na qual o réu recebeu a reprimenda de 4 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto, e o pagamento de 120 dias-multa. Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, a qual restou desprovida. Ainda inconformada, interpôs recurso especial, admitido pelo Superior Tribunal Justiça. Este foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. Confira-se a ementa: “RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. NULIDADES. SÚMULA 7/STJ. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS NÃO INFORMADAS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. CARACTERIZAÇÃO DO DELITO PREVISTO NO ART 1º, I, DA LEI Nº 8.137/90. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 737344 AGR / PE 1. Não há falar em inépcia da inicial acusatória tampouco em nulidade da sentença condenatória, sob alegação de vício no procedimento administrativo fiscal. No caso, o Tribunal a quo, lastreado no acervo probatório dos autos, assegura a regularidade do contencioso fiscal e da constituição do débito tributário. Rever, no ponto, as conclusões do acórdão recorrido é inviável na via eleita, a teor da Súmula 7 desta Corte. 2. Este Superior Tribunal firmou posicionamento segundo o qual a incompatibilidade entre os rendimentos informados na declaração de ajuste anual e valores movimentados no ano- calendário caracterizam a presunção relativa de omissão de receita, que pode ser afastada por prova em contrário do contribuinte, ônus do qual não se desincumbiu o Recorrente. 3. De acordo com o posicionamento desta Corte, o dolo se manifesta na conduta dirigida à apresentação de declaração de imposto de renda sem informar a respectiva movimentação financeira, culminando com a omissão de receita e redução do IRPF. 4. Recurso especial conhecido em parte, nessa extensão, negado-lhe provimento”. Daí, a interposição do recurso extraordinário. No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. A defesa argumenta que a decisão condenatória teve por sustentação básica prova produzida sem o crivo do contraditório (o Auto de Infração lavrado pelo Fisco). O STJ negou trânsito ao recurso extraordinário, por entender que a violação constitucional mencionada, se existisse, seria indireta. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, por entender que as alegações encontram-se preclusas, haja vista que contra a decisão proferida pelo Tribunal a quo só foi interposto recurso especial. No presente agravo regimental, a defesa defende que a questão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE 1. Não há falar em inépcia da inicial acusatória tampouco em nulidade da sentença condenatória, sob alegação de vício no procedimento administrativo fiscal. No caso, o Tribunal a quo, lastreado no acervo probatório dos autos, assegura a regularidade do contencioso fiscal e da constituição do débito tributário. Rever, no ponto, as conclusões do acórdão recorrido é inviável na via eleita, a teor da Súmula 7 desta Corte. 2. Este Superior Tribunal firmou posicionamento segundo o qual a incompatibilidade entre os rendimentos informados na declaração de ajuste anual e valores movimentados no ano- calendário caracterizam a presunção relativa de omissão de receita, que pode ser afastada por prova em contrário do contribuinte, ônus do qual não se desincumbiu o Recorrente. 3. De acordo com o posicionamento desta Corte, o dolo se manifesta na conduta dirigida à apresentação de declaração de imposto de renda sem informar a respectiva movimentação financeira, culminando com a omissão de receita e redução do IRPF. 4. Recurso especial conhecido em parte, nessa extensão, negado-lhe provimento”. Daí, a interposição do recurso extraordinário. No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. A defesa argumenta que a decisão condenatória teve por sustentação básica prova produzida sem o crivo do contraditório (o Auto de Infração lavrado pelo Fisco). O STJ negou trânsito ao recurso extraordinário, por entender que a violação constitucional mencionada, se existisse, seria indireta. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, por entender que as alegações encontram-se preclusas, haja vista que contra a decisão proferida pelo Tribunal a quo só foi interposto recurso especial. No presente agravo regimental, a defesa defende que a questão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 737344 AGR / PE constitucional só se delineou quando do julgamento pelo STJ e reitera as teses anteriores. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE constitucional só se delineou quando do julgamento pelo STJ e reitera as teses anteriores. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No presente recurso, o agravante alega que não houve preclusão, pois a questão constitucional só se teria delineado quando do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ocorre que, em breve leitura do acórdão do julgado proferido pelo TRF da 5ª Região, a questão trazida pelo presente recurso já se mostra evidente. Confira-se: “PROCESSUAL PENAL E PENAL. NULIDADES PROCESSUAIS. INEXISTÊNCIA. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA ELEVADA E INCOMPATÍVEL COM OS RENDIMENTOS DECLARADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS NAS CONTAS DO ACUSADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. - Alegação de que o procedimento administrativo tributário desobedeceu ao devido processo legal é irrelevante para o desfecho do processo-crime. Seara em que descabe discutir a invalidade da constituição do crédito tributário, mas apenas a responsabilidade penal pela prática de crime contra a ordem tributária, consistente na supressão de tributos por meio de omissão de informações ao Fisco e a apresentação de declarações falsas (movimentação financeira em contas bancárias incompatível com os rendimentos declarados como recebidos nos anos de 1997 e 1998). Precedente recente desta Turma. - As intimações no procedimento administrativo fiscal da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No presente recurso, o agravante alega que não houve preclusão, pois a questão constitucional só se teria delineado quando do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ocorre que, em breve leitura do acórdão do julgado proferido pelo TRF da 5ª Região, a questão trazida pelo presente recurso já se mostra evidente. Confira-se: “PROCESSUAL PENAL E PENAL. NULIDADES PROCESSUAIS. INEXISTÊNCIA. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA ELEVADA E INCOMPATÍVEL COM OS RENDIMENTOS DECLARADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS NAS CONTAS DO ACUSADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. - Alegação de que o procedimento administrativo tributário desobedeceu ao devido processo legal é irrelevante para o desfecho do processo-crime. Seara em que descabe discutir a invalidade da constituição do crédito tributário, mas apenas a responsabilidade penal pela prática de crime contra a ordem tributária, consistente na supressão de tributos por meio de omissão de informações ao Fisco e a apresentação de declarações falsas (movimentação financeira em contas bancárias incompatível com os rendimentos declarados como recebidos nos anos de 1997 e 1998). Precedente recente desta Turma. - As intimações no procedimento administrativo fiscal da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE União podem ser efetuadas por via postal com aviso de recebimento. Art. 23, II, do Decreto n. 70.235/72, com redação dada pela Lei n. 9.532/97. Inexistência de nulidade no procedimento que resultou na constituição do crédito tributário. - Se a prova pode ser produzida pela parte diretamente, sem que seja indispensável intervenção do Judiciário, está ausente o interesse processual, que é condição de admissibilidade de qualquer pretensão deduzida judicialmente. A atividade jurisdicional é eminentemente substitutiva, apenas sendo exercida se efetivamente necessária, caso o interessado não disponha de meios próprios para satisfazer sua pretensão. - Extratos de contas bancárias, cópia dos cheques que emitira e de comprovantes de depósitos efetuados nas suas próprias contas são documentos que podem ser obtidos pelo réu titular das contas, não se justificando o requerimento para requisição judicial senão quando tais documentos tivessem sido negados pela instituição financeira ou se houvesse demora injustificada ou excessiva. Cerceamento de defesa não configurado. - Alegação de que a sentença está embasada exclusivamente em procedimento administrativo fiscal que não procede, uma vez que o Juízo a quo também a fundamentou em perícias contábeis judiciais e nos depoimentos testemunhais produzidos no curso do processo. - O titular da conta bancária tem disponibilidade econômica e jurídica sobre a quantia nela existente, tanto que pode fazer com ela o que bem entender. Isso ocorre mesmo quando a quantia depositada na conta de alguém não lhe pertence. Essa é a regra. Cabe ao titular da conta bancária a comprovação da origem dos valores nela depositados, a fim de afastar a presunção relativa de que são rendimentos ou proventos tributáveis. Art. 42 da Lei n. 9.430/96. Precedentes de todas as Cortes Regionais Federais, inclusive da 5ª Região. - Peritos da Polícia Federal indicaram documentos que poderiam ser apresentados pelo réu para comprovar a alegação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE União podem ser efetuadas por via postal com aviso de recebimento. Art. 23, II, do Decreto n. 70.235/72, com redação dada pela Lei n. 9.532/97. Inexistência de nulidade no procedimento que resultou na constituição do crédito tributário. - Se a prova pode ser produzida pela parte diretamente, sem que seja indispensável intervenção do Judiciário, está ausente o interesse processual, que é condição de admissibilidade de qualquer pretensão deduzida judicialmente. A atividade jurisdicional é eminentemente substitutiva, apenas sendo exercida se efetivamente necessária, caso o interessado não disponha de meios próprios para satisfazer sua pretensão. - Extratos de contas bancárias, cópia dos cheques que emitira e de comprovantes de depósitos efetuados nas suas próprias contas são documentos que podem ser obtidos pelo réu titular das contas, não se justificando o requerimento para requisição judicial senão quando tais documentos tivessem sido negados pela instituição financeira ou se houvesse demora injustificada ou excessiva. Cerceamento de defesa não configurado. - Alegação de que a sentença está embasada exclusivamente em procedimento administrativo fiscal que não procede, uma vez que o Juízo a quo também a fundamentou em perícias contábeis judiciais e nos depoimentos testemunhais produzidos no curso do processo. - O titular da conta bancária tem disponibilidade econômica e jurídica sobre a quantia nela existente, tanto que pode fazer com ela o que bem entender. Isso ocorre mesmo quando a quantia depositada na conta de alguém não lhe pertence. Essa é a regra. Cabe ao titular da conta bancária a comprovação da origem dos valores nela depositados, a fim de afastar a presunção relativa de que são rendimentos ou proventos tributáveis. Art. 42 da Lei n. 9.430/96. Precedentes de todas as Cortes Regionais Federais, inclusive da 5ª Região. - Peritos da Polícia Federal indicaram documentos que poderiam ser apresentados pelo réu para comprovar a alegação 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE de que recebia pagamentos pela venda de automóveis de terceiros nas suas contas, repassando os mesmos logo em seguida aos vendedores, com dedução apenas de suas comissões, mas nem assim a defesa os apresentou, limitando-se a produzir prova testemunha vaga e imprecisa, que não infirma as provas em sentido contrário constante nos autos. - Ausência de comprovação pelo réu da origem dos depósitos que, nos anos de 1997 e 1998, superaram os rendimentos declarados como percebidos em R$ 1.311,569,82 e R$ 666.479,97. Prevalência da presunção de omissão de receita ou rendimento (art. 42 da Lei n. 9.430/96). Condenação por crime contra a ordem tributária que deve ser mantida. - Apelação improvida (eDOC 4, p. 30-31) (Grifei) (Ementa). “A última preliminar – de nulidade da sentença, por ser fundamentada exclusivamente no procedimento administrativo fiscal não submetido ao contraditório judicial – também não merece guarida. É suficiente uma simples leitura da sentença para constatar que, além dos documentos produzidos extrajudicialmente no procedimento administrativo fiscal, foram valorados os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas (de acusação e de defesa) e os laudos elaborados por peritos da Polícia Federal. Ao contrário do que o réu sustenta em seu apelo, a sentença não está fundamentada exclusivamente em prova produzida extrajudicialmente. Ademais, na medida em que os autos do procedimento fiscal foram colacionados aos autos com a denúncia, sobre ele se manifestando a defesa em diversas oportunidades, não se pode negar que foi submetido ao contraditório judicial, ainda que ulteriormente.” (eDOC 4, p. 21; grifei; corpo do voto). Verifico, portanto, a ocorrência da preclusão acerca da violação ao devido processo legal, pois se existente, teria ocorrido desde a decisão de primeiro grau, não sendo oportuna a alegação apenas no âmbito do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE de que recebia pagamentos pela venda de automóveis de terceiros nas suas contas, repassando os mesmos logo em seguida aos vendedores, com dedução apenas de suas comissões, mas nem assim a defesa os apresentou, limitando-se a produzir prova testemunha vaga e imprecisa, que não infirma as provas em sentido contrário constante nos autos. - Ausência de comprovação pelo réu da origem dos depósitos que, nos anos de 1997 e 1998, superaram os rendimentos declarados como percebidos em R$ 1.311,569,82 e R$ 666.479,97. Prevalência da presunção de omissão de receita ou rendimento (art. 42 da Lei n. 9.430/96). Condenação por crime contra a ordem tributária que deve ser mantida. - Apelação improvida (eDOC 4, p. 30-31) (Grifei) (Ementa). “A última preliminar – de nulidade da sentença, por ser fundamentada exclusivamente no procedimento administrativo fiscal não submetido ao contraditório judicial – também não merece guarida. É suficiente uma simples leitura da sentença para constatar que, além dos documentos produzidos extrajudicialmente no procedimento administrativo fiscal, foram valorados os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas (de acusação e de defesa) e os laudos elaborados por peritos da Polícia Federal. Ao contrário do que o réu sustenta em seu apelo, a sentença não está fundamentada exclusivamente em prova produzida extrajudicialmente. Ademais, na medida em que os autos do procedimento fiscal foram colacionados aos autos com a denúncia, sobre ele se manifestando a defesa em diversas oportunidades, não se pode negar que foi submetido ao contraditório judicial, ainda que ulteriormente.” (eDOC 4, p. 21; grifei; corpo do voto). Verifico, portanto, a ocorrência da preclusão acerca da violação ao devido processo legal, pois se existente, teria ocorrido desde a decisão de primeiro grau, não sendo oportuna a alegação apenas no âmbito do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE Superior Tribunal. Como o apelo extremo deixou de ser então deduzido, registrou-se, no caso, hipótese configuradora de preclusão referente à motivação de ordem constitucional. Nesses termos, não cabe ao recorrente, agora, em momento procedimental já superado no tempo, o apelo extremo em questão, em virtude de configurar, na espécie, típico caso caracterizador de preclusão. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se, nesse próprio acórdão, desenhar-se, originariamente, a questão de direito constitucional. Se a controvérsia constitucional, no entanto, surgir em sede jurisdicional anterior, como no caso, caberá, à parte interessada interpor o recurso extraordinário contra a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, não o STJ, o órgão judiciário responsável pela resolução, incidenter tantum, da questão constitucional. Nesse sentido, confiram-se: RE-AgR 409.973, Segunda Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJe 26.3.10; ARE 788.985 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2014; ARE 774.270 ED, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.12.2013; AI-AgR 714.886/SP, Primeira Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.3.2009; e RE-AgR 557.872/GO, Primeira Turma, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 6.11.2009. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE Superior Tribunal. Como o apelo extremo deixou de ser então deduzido, registrou-se, no caso, hipótese configuradora de preclusão referente à motivação de ordem constitucional. Nesses termos, não cabe ao recorrente, agora, em momento procedimental já superado no tempo, o apelo extremo em questão, em virtude de configurar, na espécie, típico caso caracterizador de preclusão. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se, nesse próprio acórdão, desenhar-se, originariamente, a questão de direito constitucional. Se a controvérsia constitucional, no entanto, surgir em sede jurisdicional anterior, como no caso, caberá, à parte interessada interpor o recurso extraordinário contra a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, não o STJ, o órgão judiciário responsável pela resolução, incidenter tantum, da questão constitucional. Nesse sentido, confiram-se: RE-AgR 409.973, Segunda Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJe 26.3.10; ARE 788.985 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2014; ARE 774.270 ED, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.12.2013; AI-AgR 714.886/SP, Primeira Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.3.2009; e RE-AgR 557.872/GO, Primeira Turma, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 6.11.2009. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) : LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492429 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) : LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492429 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6542602
2014-06-24T00:00:00
2014-08-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao princípio do devido processo legal. Arguição somente após julgamento do REsp. Questão debatida nas instâncias ordinárias. Não interposição do RE contra decisão do Tribunal a quo. Preclusão. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273100
- Acórdão(s) citado(s): (PRECLUSÃO) AI 714886 AgR (1ªT), RE 557872 AgR (1ªT), RE 409973 AgR (2ªT), ARE 774270 ED (1ªT), ARE 788985 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 26/08/2014, MÁR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
737344
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 737344 AgR
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AGTE.(S) : EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) : LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação ao princípio do devido processo legal. Arguição somente após julgamento do REsp. Questão debatida nas instâncias ordinárias. Não interposição do Recurso Extraordinário contra decisão do Tribunal a quo. Preclusão. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343416. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no art. 1..., incisos I e II, da Lei n. 8.137/90 c/c art. 69 do Código Penal (duas vezes), por ter, em tese, omitido informações de rendimentos nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física nos anos de 1997 e 1998. Sobreveio a condenação, na qual o réu recebeu a reprimenda de 4 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto, e o pagamento de 120 dias-multa. Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal Regional Federal da 5... Região, a qual restou desprovida. Ainda inconformada, interpôs recurso especial, admitido pelo Superior Tribunal Justiça. Este foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. Confira-se a ementa: “RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. NULIDADES. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS NÃO INFORMADAS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. CARACTERIZAÇÃO DO DELITO PREVISTO NO ART 1..., I, DA LEI n 8.137/90. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) :LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no art. 1..., incisos I e II, da Lei n. 8.137/90 c/c art. 69 do Código Penal (duas vezes), por ter, em tese, omitido informações de rendimentos nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física nos anos de 1997 e 1998. Sobreveio a condenação, na qual o réu recebeu a reprimenda de 4 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto, e o pagamento de 120 dias-multa. Irresignada, a defesa interpôs apelação criminal no Tribunal Regional Federal da 5... Região, a qual restou desprovida. Ainda inconformada, interpôs recurso especial, admitido pelo Superior Tribunal Justiça. Este foi parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. Confira-se a ementa: “RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. NULIDADES. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS NÃO INFORMADAS NA DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. CARACTERIZAÇÃO DO DELITO PREVISTO NO ART 1..., I, DA LEI n 8.137/90. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 737344 AGR / PE 1. Não há falar em inépcia da inicial acusatória tampouco em nulidade da sentença condenatória, sob alegação de vício no procedimento administrativo fiscal. No caso, o Tribunal a quo, lastreado no acervo probatório dos autos, assegura a regularidade do contencioso fiscal e da constituição do débito tributário. Rever, no ponto, as conclusões do acórdão recorrido é inviável na via eleita, a teor da Súmula 7 desta Corte. 2. Este Superior Tribunal firmou posicionamento segundo o qual a incompatibilidade entre os rendimentos informados na declaração de ajuste anual e valores movimentados no ano- calendário caracterizam a presunção relativa de omissão de receita, que pode ser afastada por prova em contrário do contribuinte, ônus do qual não se desincumbiu o Recorrente. 3. De acordo com o posicionamento desta Corte, o dolo se manifesta na conduta dirigida à apresentação de declaração de imposto de renda sem informar a respectiva movimentação financeira, culminando com a omissão de receita e redução do IRPF. 4. Recurso especial conhecido em parte, nessa extensão, negado-lhe provimento”. Daí, a interposição do recurso extraordinário. No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. A defesa argumenta que a decisão condenatória teve por sustentação básica prova produzida sem o crivo do contraditório (o Auto de Infração lavrado pelo Fisco). O Superior Tribunal de Justiça negou trânsito ao recurso extraordinário, por entender que a violação constitucional mencionada, se existisse, seria indireta. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, por entender que as alegações encontram-se preclusas, haja vista que contra a decisão proferida pelo Tribunal a quo só foi interposto recurso especial. No presente agravo regimental, a defesa defende que a questão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE 1. Não há falar em inépcia da inicial acusatória tampouco em nulidade da sentença condenatória, sob alegação de vício no procedimento administrativo fiscal. No caso, o Tribunal a quo, lastreado no acervo probatório dos autos, assegura a regularidade do contencioso fiscal e da constituição do débito tributário. Rever, no ponto, as conclusões do acórdão recorrido é inviável na via eleita, a teor da Súmula 7 desta Corte. 2. Este Superior Tribunal firmou posicionamento segundo o qual a incompatibilidade entre os rendimentos informados na declaração de ajuste anual e valores movimentados no ano- calendário caracterizam a presunção relativa de omissão de receita, que pode ser afastada por prova em contrário do contribuinte, ônus do qual não se desincumbiu o Recorrente. 3. De acordo com o posicionamento desta Corte, o dolo se manifesta na conduta dirigida à apresentação de declaração de imposto de renda sem informar a respectiva movimentação financeira, culminando com a omissão de receita e redução do IRPF. 4. Recurso especial conhecido em parte, nessa extensão, negado-lhe provimento”. Daí, a interposição do recurso extraordinário. No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. A defesa argumenta que a decisão condenatória teve por sustentação básica prova produzida sem o crivo do contraditório (o Auto de Infração lavrado pelo Fisco). O Superior Tribunal de Justiça negou trânsito ao recurso extraordinário, por entender que a violação constitucional mencionada, se existisse, seria indireta. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, por entender que as alegações encontram-se preclusas, haja vista que contra a decisão proferida pelo Tribunal a quo só foi interposto recurso especial. No presente agravo regimental, a defesa defende que a questão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 737344 AGR / PE constitucional só se delineou quando do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça e reitera as teses anteriores. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE constitucional só se delineou quando do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça e reitera as teses anteriores. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No presente recurso, o agravante alega que não houve preclusão, pois a questão constitucional só se teria delineado quando do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ocorre que, em breve leitura do acórdão do julgado proferido pelo TRF da 5... Região, a questão trazida pelo presente recurso já se mostra evidente. Confira-se: “PROCESSUAL PENAL E PENAL. NULIDADES PROCESSUAIS. INEXISTÊNCIA. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA ELEVADA E INCOMPATÍVEL COM OS RENDIMENTOS DECLARADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS NAS CONTAS DO ACUSADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. - Alegação de que o procedimento administrativo tributário desobedeceu ao devido processo legal é irrelevante para o desfecho do processo-crime. Seara em que descabe discutir a invalidade da constituição do crédito tributário, mas apenas a responsabilidade penal pela prática de crime contra a ordem tributária, consistente na supressão de tributos por meio de omissão de informações ao Fisco e a apresentação de declarações falsas (movimentação financeira em contas bancárias incompatível com os rendimentos declarados como recebidos nos anos de 1997 e 1998). Precedente recente desta Turma. - As intimações no procedimento administrativo fiscal da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No presente recurso, o agravante alega que não houve preclusão, pois a questão constitucional só se teria delineado quando do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Ocorre que, em breve leitura do acórdão do julgado proferido pelo TRF da 5... Região, a questão trazida pelo presente recurso já se mostra evidente. Confira-se: “PROCESSUAL PENAL E PENAL. NULIDADES PROCESSUAIS. INEXISTÊNCIA. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA ELEVADA E INCOMPATÍVEL COM OS RENDIMENTOS DECLARADOS. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS NAS CONTAS DO ACUSADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. - Alegação de que o procedimento administrativo tributário desobedeceu ao devido processo legal é irrelevante para o desfecho do processo-crime. Seara em que descabe discutir a invalidade da constituição do crédito tributário, mas apenas a responsabilidade penal pela prática de crime contra a ordem tributária, consistente na supressão de tributos por meio de omissão de informações ao Fisco e a apresentação de declarações falsas (movimentação financeira em contas bancárias incompatível com os rendimentos declarados como recebidos nos anos de 1997 e 1998). Precedente recente desta Turma. - As intimações no procedimento administrativo fiscal da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE União podem ser efetuadas por via postal com aviso de recebimento. Art. 23, II, do Decreto n. 70.235/72, com redação dada pela Lei n. 9.532/97. Inexistência de nulidade no procedimento que resultou na constituição do crédito tributário. - Se a prova pode ser produzida pela parte diretamente, sem que seja indispensável intervenção do Judiciário, está ausente o interesse processual, que é condição de admissibilidade de qualquer pretensão deduzida judicialmente. A atividade jurisdicional é eminentemente substitutiva, apenas sendo exercida se efetivamente necessária, caso o interessado não disponha de meios próprios para satisfazer sua pretensão. - Extratos de contas bancárias, cópia dos cheques que emitira e de comprovantes de depósitos efetuados nas suas próprias contas são documentos que podem ser obtidos pelo réu titular das contas, não se justificando o requerimento para requisição judicial senão quando tais documentos tivessem sido negados pela instituição financeira ou se houvesse demora injustificada ou excessiva. Cerceamento de defesa não configurado. - Alegação de que a sentença está embasada exclusivamente em procedimento administrativo fiscal que não procede, uma vez que o Juízo a quo também a fundamentou em perícias contábeis judiciais e nos depoimentos testemunhais produzidos no curso do processo. - O titular da conta bancária tem disponibilidade econômica e jurídica sobre a quantia nela existente, tanto que pode fazer com ela o que bem entender. Isso ocorre mesmo quando a quantia depositada na conta de alguém não lhe pertence. Essa é a regra. Cabe ao titular da conta bancária a comprovação da origem dos valores nela depositados, a fim de afastar a presunção relativa de que são rendimentos ou proventos tributáveis. Art. 42 da Lei n. 9.430/96. Precedentes de todas as Cortes Regionais Federais, inclusive da 5... Região. - Peritos da Polícia Federal indicaram documentos que poderiam ser apresentados pelo réu para comprovar a alegação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE União podem ser efetuadas por via postal com aviso de recebimento. Art. 23, II, do Decreto n. 70.235/72, com redação dada pela Lei n. 9.532/97. Inexistência de nulidade no procedimento que resultou na constituição do crédito tributário. - Se a prova pode ser produzida pela parte diretamente, sem que seja indispensável intervenção do Judiciário, está ausente o interesse processual, que é condição de admissibilidade de qualquer pretensão deduzida judicialmente. A atividade jurisdicional é eminentemente substitutiva, apenas sendo exercida se efetivamente necessária, caso o interessado não disponha de meios próprios para satisfazer sua pretensão. - Extratos de contas bancárias, cópia dos cheques que emitira e de comprovantes de depósitos efetuados nas suas próprias contas são documentos que podem ser obtidos pelo réu titular das contas, não se justificando o requerimento para requisição judicial senão quando tais documentos tivessem sido negados pela instituição financeira ou se houvesse demora injustificada ou excessiva. Cerceamento de defesa não configurado. - Alegação de que a sentença está embasada exclusivamente em procedimento administrativo fiscal que não procede, uma vez que o Juízo a quo também a fundamentou em perícias contábeis judiciais e nos depoimentos testemunhais produzidos no curso do processo. - O titular da conta bancária tem disponibilidade econômica e jurídica sobre a quantia nela existente, tanto que pode fazer com ela o que bem entender. Isso ocorre mesmo quando a quantia depositada na conta de alguém não lhe pertence. Essa é a regra. Cabe ao titular da conta bancária a comprovação da origem dos valores nela depositados, a fim de afastar a presunção relativa de que são rendimentos ou proventos tributáveis. Art. 42 da Lei n. 9.430/96. Precedentes de todas as Cortes Regionais Federais, inclusive da 5... Região. - Peritos da Polícia Federal indicaram documentos que poderiam ser apresentados pelo réu para comprovar a alegação 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE de que recebia pagamentos pela venda de automóveis de terceiros nas suas contas, repassando os mesmos logo em seguida aos vendedores, com dedução apenas de suas comissões, mas nem assim a defesa os apresentou, limitando-se a produzir prova testemunha vaga e imprecisa, que não infirma as provas em sentido contrário constante nos autos. - Ausência de comprovação pelo réu da origem dos depósitos que, nos anos de 1997 e 1998, superaram os rendimentos declarados como percebidos em R$ 1.311,569,82 e R$ 666.479,97. Prevalência da presunção de omissão de receita ou rendimento (art. 42 da Lei n. 9.430/96). Condenação por crime contra a ordem tributária que deve ser mantida. - Apelação improvida (eDOC 4, p. 30-31) (Grifei) (Ementa). “A última preliminar – de nulidade da sentença, por ser fundamentada exclusivamente no procedimento administrativo fiscal não submetido ao contraditório judicial – também não merece guarida. É suficiente uma simples leitura da sentença para constatar que, além dos documentos produzidos extrajudicialmente no procedimento administrativo fiscal, foram valorados os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas (de acusação e de defesa) e os laudos elaborados por peritos da Polícia Federal. Ao contrário do que o réu sustenta em seu apelo, a sentença não está fundamentada exclusivamente em prova produzida extrajudicialmente. Ademais, na medida em que os autos do procedimento fiscal foram colacionados aos autos com a denúncia, sobre ele se manifestando a defesa em diversas oportunidades, não se pode negar que foi submetido ao contraditório judicial, ainda que ulteriormente.” (eDOC 4, p. 21; grifei; corpo do voto). Verifico, portanto, a ocorrência da preclusão acerca da violação ao devido processo legal, pois se existente, teria ocorrido desde a decisão de primeiro grau, não sendo oportuna a alegação apenas no âmbito do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE de que recebia pagamentos pela venda de automóveis de terceiros nas suas contas, repassando os mesmos logo em seguida aos vendedores, com dedução apenas de suas comissões, mas nem assim a defesa os apresentou, limitando-se a produzir prova testemunha vaga e imprecisa, que não infirma as provas em sentido contrário constante nos autos. - Ausência de comprovação pelo réu da origem dos depósitos que, nos anos de 1997 e 1998, superaram os rendimentos declarados como percebidos em R$ 1.311,569,82 e R$ 666.479,97. Prevalência da presunção de omissão de receita ou rendimento (art. 42 da Lei n. 9.430/96). Condenação por crime contra a ordem tributária que deve ser mantida. - Apelação improvida (eDOC 4, p. 30-31) (Grifei) (Ementa). “A última preliminar – de nulidade da sentença, por ser fundamentada exclusivamente no procedimento administrativo fiscal não submetido ao contraditório judicial – também não merece guarida. É suficiente uma simples leitura da sentença para constatar que, além dos documentos produzidos extrajudicialmente no procedimento administrativo fiscal, foram valorados os depoimentos prestados em juízo pelas testemunhas (de acusação e de defesa) e os laudos elaborados por peritos da Polícia Federal. Ao contrário do que o réu sustenta em seu apelo, a sentença não está fundamentada exclusivamente em prova produzida extrajudicialmente. Ademais, na medida em que os autos do procedimento fiscal foram colacionados aos autos com a denúncia, sobre ele se manifestando a defesa em diversas oportunidades, não se pode negar que foi submetido ao contraditório judicial, ainda que ulteriormente.” (eDOC 4, p. 21; grifei; corpo do voto). Verifico, portanto, a ocorrência da preclusão acerca da violação ao devido processo legal, pois se existente, teria ocorrido desde a decisão de primeiro grau, não sendo oportuna a alegação apenas no âmbito do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 737344 AGR / PE Superior Tribunal. Como o apelo extremo deixou de ser então deduzido, registrou-se, no caso, hipótese configuradora de preclusão referente à motivação de ordem constitucional. Nesses termos, não cabe ao recorrente, agora, em momento procedimental já superado no tempo, o apelo extremo em questão, em virtude de configurar, na espécie, típico caso caracterizador de preclusão. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se, nesse próprio acórdão, desenhar-se, originariamente, a questão de direito constitucional. Se a controvérsia constitucional, no entanto, surgir em sede jurisdicional anterior, como no caso, caberá, à parte interessada interpor o recurso extraordinário contra a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução, incidenter tantum, da questão constitucional. Nesse sentido, confiram-se: Recurso Extraordinário-AgR 409.973, Segunda Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJe 26.3.10; ARE 788.985 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2014; ARE 774.270 ED, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.12.2013; AI-AgR 714.886/SP, Primeira Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.3.2009; e Recurso Extraordinário-AgR 557.872/GO, Primeira Turma, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 6.11.2009. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Supremo Tribunal Federal ARE 737344 AGR / PE Superior Tribunal. Como o apelo extremo deixou de ser então deduzido, registrou-se, no caso, hipótese configuradora de preclusão referente à motivação de ordem constitucional. Nesses termos, não cabe ao recorrente, agora, em momento procedimental já superado no tempo, o apelo extremo em questão, em virtude de configurar, na espécie, típico caso caracterizador de preclusão. É firme o entendimento desta Corte no sentido de que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária se, nesse próprio acórdão, desenhar-se, originariamente, a questão de direito constitucional. Se a controvérsia constitucional, no entanto, surgir em sede jurisdicional anterior, como no caso, caberá, à parte interessada interpor o recurso extraordinário contra a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução, incidenter tantum, da questão constitucional. Nesse sentido, confiram-se: Recurso Extraordinário-AgR 409.973, Segunda Turma, rel. Min. Celso de Mello, DJe 26.3.10; ARE 788.985 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 13.5.2014; ARE 774.270 ED, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.12.2013; AI-AgR 714.886/SP, Primeira Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.3.2009; e Recurso Extraordinário-AgR 557.872/GO, Primeira Turma, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 6.11.2009. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) : LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492429 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.344 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : EDSÁ SAMPAIO ADV.(A/S) : LUCIANO RAMOS VOLK E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492429 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 737344 AGR / PE", "Súmula 7 desta Corte", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR /", "RECURSO", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR / PE", "ARE 737344 AGR / PE", "Recurso Extraordinário - AgR 409 . 973", "ARE 788 . 985 AgR", "ARE 774 . 270 ED", "AI", "-", "AgR 714 . 886 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 557 . 872 / GO", "Recurso Extraordinário - AgR 409 . 973", "ARE 788 . 985 AgR", "ARE 774 . 270 ED", "AI", "-", "AgR 714 . 886 / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 557 . 872 / GO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , incisos I e II , da Lei n . 8 . 137 / 90", "69 do Código Penal", "ART 1 . . . , I , DA LEI n 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , incisos I e II , da Lei n . 8 . 137 / 90", "art . 69 do Código Penal", "ART 1 . . . , I , DA LEI n 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , do permissivo constitucional", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 23 , II , do Decreto n . 70 . 235 / 72", "Lei n . 9 . 532 / 97", "Art . 42 da Lei n . 9 . 430 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 23 , II , do Decreto n . 70 . 235 / 72", "Lei n . 9 . 532 / 97", "Art . 42 da Lei n . 9 . 430 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n . 9 . 430 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n . 9 . 430 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Micro e pequena empresa. SIMPLES 3. IPI. Creditamento. Impossibilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770716. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou provimento a recurso, ante a consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Corte, no sentido de ser constitucional o art. 5º, § 5º, da Lei 9.317/96. No agravo regimental, sustenta-se que, nas razões recursais, restou demonstrada a violação ao princípio constitucional da não- cumulatividade, uma vez que o dispositivo atacado veda o creditamento do IPI pelas pequenas empresas vinculadas ao SIMPLES. Ademais, argumenta-se o seguinte: “Ora, se o crédito é admitido pela Receita Federal na hipótese de saída isenta ou sujeita à alíquota zero, com muito mais razão deve mantido o do IPI, quando a operação de saída for tributada, como ocorre na ME e EPP inscritas no SIMPLES (a saída é tributada com alíquota de 0,5% sobre essa receita bruta, nos termos do artigo 5º, § 2º, da Lei nº 9.317/96)” (fl. 428). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770717. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou provimento a recurso, ante a consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Corte, no sentido de ser constitucional o art. 5º, § 5º, da Lei 9.317/96. No agravo regimental, sustenta-se que, nas razões recursais, restou demonstrada a violação ao princípio constitucional da não- cumulatividade, uma vez que o dispositivo atacado veda o creditamento do IPI pelas pequenas empresas vinculadas ao SIMPLES. Ademais, argumenta-se o seguinte: “Ora, se o crédito é admitido pela Receita Federal na hipótese de saída isenta ou sujeita à alíquota zero, com muito mais razão deve mantido o do IPI, quando a operação de saída for tributada, como ocorre na ME e EPP inscritas no SIMPLES (a saída é tributada com alíquota de 0,5% sobre essa receita bruta, nos termos do artigo 5º, § 2º, da Lei nº 9.317/96)” (fl. 428). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a agravante não demonstrou a violação ao sistema da não-cumulatividade. A controvérsia diz respeito à possibilidade de creditamento do IPI previsto no inciso II do § 3º do art. 153 da Constituição Federal de 1988 pelas pessoas jurídicas optantes do SIMPLES. A decisão recorrida encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte que, por ocasião do julgamento do RE 512.792, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 6.4.2011, fazendo uma exegese apoiada no que foi consignado na ADI 1.502, rel. min. Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ 14.11.1996, assentou a constitucionalidade da vedação do aproveitamento de crédito de IPI por empresa optante pelo SIMPLES. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FORNECEDORES OPTANTES DO SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE nº 595.450/PR AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 9.11.12). “TRIBUTÁRIO. ANTIGO SIMPLES. PROIBIÇÃO DO APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DO IPI. VIOLAÇÃO DA REGRA DA NÃO CUMULATIVIDADE E DO PRINCÍPIO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a agravante não demonstrou a violação ao sistema da não-cumulatividade. A controvérsia diz respeito à possibilidade de creditamento do IPI previsto no inciso II do § 3º do art. 153 da Constituição Federal de 1988 pelas pessoas jurídicas optantes do SIMPLES. A decisão recorrida encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte que, por ocasião do julgamento do RE 512.792, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 6.4.2011, fazendo uma exegese apoiada no que foi consignado na ADI 1.502, rel. min. Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ 14.11.1996, assentou a constitucionalidade da vedação do aproveitamento de crédito de IPI por empresa optante pelo SIMPLES. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FORNECEDORES OPTANTES DO SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE nº 595.450/PR AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 9.11.12). “TRIBUTÁRIO. ANTIGO SIMPLES. PROIBIÇÃO DO APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DO IPI. VIOLAÇÃO DA REGRA DA NÃO CUMULATIVIDADE E DO PRINCÍPIO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 828601 AGR / CE SELETIVIDADE. INCONSISTÊNCIA. ART. 5º, § 5º, DA LEI 9.317/1996. ART. 153, § 3º, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. A adesão ao extinto Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte - SIMPLES era facultativa, de modo que cabia à parte interessada sopesar as vantagens e as desvantagens inerentes ao modelo de tributação que previa a negativa aos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI como contrapartida ao acesso à carga tributária bruta menor e com obrigações acessórias simplificadas. Inexistente, portanto, violação da regra constitucional da não cumulatividade ou do princípio da seletividade . Questão de fundo ausente das razões recursais: efeito da negativa ao aproveitamento de créditos na consecução dos objetivos estabelecidos nos arts. 146, III, d e 170, IX e 179 da Constituição. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (RE 523.416/SC AgR, Segunda Turma, rel. min. Joaquim Barbosa, Dje 4.11.11 – grifei). Com efeito, o sistema SIMPLES atende ao comando do art. 170, IX, da Constituição Federal de 1988, na medida em que confere tratamento adequado às micro e pequenas empresas, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, sendo norma facultativa ao empreendedor, que faz a opção quanto à melhor forma empresarial de ingresso no mercado. Na mesma linha, vale mencionar ainda os seguintes julgados: RE 503.102, rel. min. Cármen Lúcia; RE 525.712, rel. min. Joaquim Barbosa; RE 550.557, rel. min. Ellen Gracie; RE 582.979, rel. min. Dias Toffoli; e RE 630.171, rel. min. Ricardo Lewandowski. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Supremo Tribunal Federal RE 828601 AGR / CE SELETIVIDADE. INCONSISTÊNCIA. ART. 5º, § 5º, DA LEI 9.317/1996. ART. 153, § 3º, I E II, DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. A adesão ao extinto Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte - SIMPLES era facultativa, de modo que cabia à parte interessada sopesar as vantagens e as desvantagens inerentes ao modelo de tributação que previa a negativa aos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI como contrapartida ao acesso à carga tributária bruta menor e com obrigações acessórias simplificadas. Inexistente, portanto, violação da regra constitucional da não cumulatividade ou do princípio da seletividade . Questão de fundo ausente das razões recursais: efeito da negativa ao aproveitamento de créditos na consecução dos objetivos estabelecidos nos arts. 146, III, d e 170, IX e 179 da Constituição. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (RE 523.416/SC AgR, Segunda Turma, rel. min. Joaquim Barbosa, Dje 4.11.11 – grifei). Com efeito, o sistema SIMPLES atende ao comando do art. 170, IX, da Constituição Federal de 1988, na medida em que confere tratamento adequado às micro e pequenas empresas, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, sendo norma facultativa ao empreendedor, que faz a opção quanto à melhor forma empresarial de ingresso no mercado. Na mesma linha, vale mencionar ainda os seguintes julgados: RE 503.102, rel. min. Cármen Lúcia; RE 525.712, rel. min. Joaquim Barbosa; RE 550.557, rel. min. Ellen Gracie; RE 582.979, rel. min. Dias Toffoli; e RE 630.171, rel. min. Ricardo Lewandowski. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) : NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769281 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) : NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769281 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6795928
2014-09-09T00:00:00
2014-09-24T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Micro e pequena empresa. SIMPLES 3. IPI. Creditamento. Impossibilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido.
sjur277654
- Acórdão(s) citado(s): (VEDAÇÃO, CREDITAMENTO, IPI) RE 523416 AgR (2ªT), RE 595450 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (VEDAÇÃO, CREDITAMENTO, IPI) RE 512792, RE 630171, RE 525712, RE 550557, RE 503102, RE 582979. Número de páginas: 5. Análise: 07/10/2014, BRU.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
828601
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00153 PAR-00003 INC-00002 ART-00170 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 828601 AgR
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AGTE.(S) : SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) : NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Micro e pequena empresa. SIMPLES 3. IPI. Creditamento. Impossibilidade. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de setembro de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770716. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou provimento a recurso, ante a consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Corte, no sentido de ser constitucional o art. 5..., § 5..., da Lei 9.317/96. No agravo regimental, sustenta-se que, nas razões recursais, restou demonstrada a violação ao princípio constitucional da não- cumulatividade, uma vez que o dispositivo atacado veda o creditamento do IPI pelas pequenas empresas vinculadas ao SIMPLES. Ademais, argumenta-se o seguinte: “Ora, se o crédito é admitido pela Receita Federal na hipótese de saída isenta ou sujeita à alíquota zero, com muito mais razão deve mantido o do IPI, quando a operação de saída for tributada, como ocorre na ME e EPP inscritas no SIMPLES (a saída é tributada com alíquota de 0,5% sobre essa receita bruta, nos termos do artigo 5..., § 2..., da Lei n 9.317/96)” (fl. 428). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770717. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) :NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou provimento a recurso, ante a consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência desta Corte, no sentido de ser constitucional o art. 5..., § 5..., da Lei 9.317/96. No agravo regimental, sustenta-se que, nas razões recursais, restou demonstrada a violação ao princípio constitucional da não- cumulatividade, uma vez que o dispositivo atacado veda o creditamento do IPI pelas pequenas empresas vinculadas ao SIMPLES. Ademais, argumenta-se o seguinte: “Ora, se o crédito é admitido pela Receita Federal na hipótese de saída isenta ou sujeita à alíquota zero, com muito mais razão deve mantido o do IPI, quando a operação de saída for tributada, como ocorre na ME e EPP inscritas no SIMPLES (a saída é tributada com alíquota de 0,5% sobre essa receita bruta, nos termos do artigo 5..., § 2..., da Lei n 9.317/96)” (fl. 428). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a agravante não demonstrou a violação ao sistema da não-cumulatividade. A controvérsia diz respeito à possibilidade de creditamento do IPI previsto no inciso II do § 3... do art. 153 da Constituição Federal de 1988 pelas pessoas jurídicas optantes do SIMPLES. A decisão recorrida encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 512.792, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 6.4.2011, fazendo uma exegese apoiada no que foi consignado na ADI 1.502, rel. min. Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ 14.11.1996, assentou a constitucionalidade da vedação do aproveitamento de crédito de IPI por empresa optante pelo SIMPLES. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FORNECEDORES OPTANTES DO SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário n 595.450/PR AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 9.11.12). “TRIBUTÁRIO. ANTIGO SIMPLES. PROIBIÇÃO DO APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DO IPI. VIOLAÇÃO DA REGRA DA NÃO CUMULATIVIDADE E DO PRINCÍPIO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a agravante não demonstrou a violação ao sistema da não-cumulatividade. A controvérsia diz respeito à possibilidade de creditamento do IPI previsto no inciso II do § 3... do art. 153 da Constituição Federal de 1988 pelas pessoas jurídicas optantes do SIMPLES. A decisão recorrida encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 512.792, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 6.4.2011, fazendo uma exegese apoiada no que foi consignado na ADI 1.502, rel. min. Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJ 14.11.1996, assentou a constitucionalidade da vedação do aproveitamento de crédito de IPI por empresa optante pelo SIMPLES. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. FORNECEDORES OPTANTES DO SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS: IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário n 595.450/PR AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe 9.11.12). “TRIBUTÁRIO. ANTIGO SIMPLES. PROIBIÇÃO DO APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS DO IPI. VIOLAÇÃO DA REGRA DA NÃO CUMULATIVIDADE E DO PRINCÍPIO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 828601 AGR / CE SELETIVIDADE. INCONSISTÊNCIA. ART. 5..., § 5..., DA LEI 9.317/1996. ART. 153, § 3..., I E II, DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. A adesão ao extinto Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte - SIMPLES era facultativa, de modo que cabia à parte interessada sopesar as vantagens e as desvantagens inerentes ao modelo de tributação que previa a negativa aos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI como contrapartida ao acesso à carga tributária bruta menor e com obrigações acessórias simplificadas. Inexistente, portanto, violação da regra constitucional da não cumulatividade ou do princípio da seletividade . Questão de fundo ausente das razões recursais: efeito da negativa ao aproveitamento de créditos na consecução dos objetivos estabelecidos nos arts. 146, III, d e 170, IX e 179 da Constituição. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 523.416/SC AgR, Segunda Turma, rel. min. Joaquim Barbosa, Dje 4.11.11 – grifei). Com efeito, o sistema SIMPLES atende ao comando do art. 170, IX, da Constituição Federal de 1988, na medida em que confere tratamento adequado às micro e pequenas empresas, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, sendo norma facultativa ao empreendedor, que faz a opção quanto à melhor forma empresarial de ingresso no mercado. Na mesma linha, vale mencionar ainda os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 503.102, rel. min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 525.712, rel. min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 550.557, rel. min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 582.979, rel. min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 630.171, rel. min. Ricardo Lewandowski. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 828601 AGR / CE SELETIVIDADE. INCONSISTÊNCIA. ART. 5..., § 5..., DA LEI 9.317/1996. ART. 153, § 3..., I E II, DA CONSTITUIÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. A adesão ao extinto Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte - SIMPLES era facultativa, de modo que cabia à parte interessada sopesar as vantagens e as desvantagens inerentes ao modelo de tributação que previa a negativa aos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI como contrapartida ao acesso à carga tributária bruta menor e com obrigações acessórias simplificadas. Inexistente, portanto, violação da regra constitucional da não cumulatividade ou do princípio da seletividade . Questão de fundo ausente das razões recursais: efeito da negativa ao aproveitamento de créditos na consecução dos objetivos estabelecidos nos arts. 146, III, d e 170, IX e 179 da Constituição. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 523.416/SC AgR, Segunda Turma, rel. min. Joaquim Barbosa, Dje 4.11.11 – grifei). Com efeito, o sistema SIMPLES atende ao comando do art. 170, IX, da Constituição Federal de 1988, na medida em que confere tratamento adequado às micro e pequenas empresas, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, sendo norma facultativa ao empreendedor, que faz a opção quanto à melhor forma empresarial de ingresso no mercado. Na mesma linha, vale mencionar ainda os seguintes julgados: Recurso Extraordinário 503.102, rel. min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 525.712, rel. min. Joaquim Barbosa; Recurso Extraordinário 550.557, rel. min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 582.979, rel. min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 630.171, rel. min. Ricardo Lewandowski. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770718. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) : NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769281 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.601 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SOBRAL PRODUTORA DE ARTEFATOS TÊXTEIS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA - SPARTEX ADV.(A/S) : NELSON BRUNO VALENÇA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769281 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 601", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 601", "Recurso Extraordinário 512 . 792", "ADI 1 . 502", "Recurso Extraordinário n 595 . 450 / PR AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 601", "Recurso Extraordinário 512 . 792", "ADI 1 . 502", "Recurso Extraordinário n 595 . 450 / PR AgR", "Recurso Extraordinário 828601 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 523 . 416 / SC AgR", "Recurso Extraordinário 503 . 102", "Recurso Extraordinário 525 . 712", "Recurso Extraordinário 550 . 557", "Recurso Extraordinário 582 . 979", "Recurso Extraordinário 630 . 171", "Recurso Extraordinário 828601 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 523 . 416 / SC AgR", "Recurso Extraordinário 503 . 102", "Recurso Extraordinário 525 . 712", "Recurso Extraordinário 550 . 557", "Recurso Extraordinário 582 . 979", "Recurso Extraordinário 630 . 171", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 601", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 601" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. ESTELIONATO SUPOSTAMENTE PRATICADO POR EX-MILITAR CONTRA EX- MILITAR, FORA DE SITUAÇÃO DE ATIVIDADE E DE LOCAL SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. MOTIVAÇÃO ALHEIA ÀS FUNÇÕES MILITARES. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. RECURSO PROVIDO. PRECEDENTES. I – No caso sob exame, os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado. II – A tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Precedentes. III – Recurso ordinário provido para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 122562 / AM das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto por ANTONIO GARCIA FERREIRA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem no HC 32-27.2014.7.00.0000, Rel. Min. Fernando Sérgio Galvão. Consta dos autos que o recorrente foi denunciado na Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar (Manaus/AM) pela suposta prática do crime previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato), sendo a inicial acusatória recebida em 24/9/2010. Alegando incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar os fatos narrados na denúncia, a Defensoria Pública da União opôs exceção de incompetência, que foi indeferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 12ª CJM. Dessa decisão manejou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar os fatos a ele imputados. Nesse contexto, ressalta que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto por ANTONIO GARCIA FERREIRA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem no HC 32-27.2014.7.00.0000, Rel. Min. Fernando Sérgio Galvão. Consta dos autos que o recorrente foi denunciado na Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar (Manaus/AM) pela suposta prática do crime previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato), sendo a inicial acusatória recebida em 24/9/2010. Alegando incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar os fatos narrados na denúncia, a Defensoria Pública da União opôs exceção de incompetência, que foi indeferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 12ª CJM. Dessa decisão manejou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar os fatos a ele imputados. Nesse contexto, ressalta que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 122562 / AM os eventos narrados na denúncia teriam sido praticados “em detrimento de patrimônio particular, em agência bancária que não estava localizada em área sob a administração militar, sendo que réu e ofendido não estavam em serviço, trajados em vestes civis e, ainda, hoje tanto o réu quanto o ofendido são civis” (fl. 158v). Argumenta, então, que “o crime militar deve ser entendido de forma restrita, sempre tendo em conta a razão de ser da justiça especializada” (fl. 159), que só deve ser acionada quando afetados os bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal castrense. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de se determinar o sobrestamento da ação penal proposta em seu desfavor até o julgamento definitivo deste recurso ordinário. No mérito, pede o provimento do recurso, para que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Em 18/6/2014, deferi a medida liminar requerida para determinar a suspensão da ação penal movida contra o recorrente até o julgamento definitivo deste recurso ordinário em habeas corpus. Na ocasião, determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo provimento do recurso, a fim de que seja declarada a incompetência da Justiça Militar. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM os eventos narrados na denúncia teriam sido praticados “em detrimento de patrimônio particular, em agência bancária que não estava localizada em área sob a administração militar, sendo que réu e ofendido não estavam em serviço, trajados em vestes civis e, ainda, hoje tanto o réu quanto o ofendido são civis” (fl. 158v). Argumenta, então, que “o crime militar deve ser entendido de forma restrita, sempre tendo em conta a razão de ser da justiça especializada” (fl. 159), que só deve ser acionada quando afetados os bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal castrense. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de se determinar o sobrestamento da ação penal proposta em seu desfavor até o julgamento definitivo deste recurso ordinário. No mérito, pede o provimento do recurso, para que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Em 18/6/2014, deferi a medida liminar requerida para determinar a suspensão da ação penal movida contra o recorrente até o julgamento definitivo deste recurso ordinário em habeas corpus. Na ocasião, determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo provimento do recurso, a fim de que seja declarada a incompetência da Justiça Militar. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que é caso de dar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. NULIDADE DO PROCESSO A PARTIR DA DENÚNCIA. INCOMPETÊNCIA DA JMU. ESTELIONATO PERPETRADO FORA DE LOCAL SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. AGENTE E VÍTIMA - MILITARES DA ATIVA. ORDEM DENEGADA. 1) Graduado do Exército que, ao receber cartão bancário e respectiva senha, e documentos pessoais da vítima – companheiro de farda – com o intuito de acompanhar operação de empréstimo em andamento, formalizada pelo próprio contratante, aproveita-se do ensejo, agindo com perspicácia e mediante quebra de confiança, efetua diversos saques não autorizados pelo correntista, bem como recargas em celular, causando prejuízo considerável ao soldado titular da conta. 2) A competência da JMU está erigida com sustentáculo no art. 9º, inciso II, alínea 'a', do CPM, uma vez que os fatos envolveram militares da ativa (agente e vítima), pouco importando o superveniente licenciamento dos envolvidos das fileiras do Exército. 3) Nesse compasso, a alegação de que o episódio ilícito se deu em localidade fora da área sob a Administração Militar e envolveu, unicamente, o patrimônio privado de ambos militares, não tem o condão de afastar a competência da Justiça castrense para o processo e julgamento da ação penal instaurada. 4) Ordem denegada. Decisão unânime”. Conforme relatado, alega-se neste writ a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o recorrente, ex-militar, pela suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que é caso de dar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. NULIDADE DO PROCESSO A PARTIR DA DENÚNCIA. INCOMPETÊNCIA DA JMU. ESTELIONATO PERPETRADO FORA DE LOCAL SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. AGENTE E VÍTIMA - MILITARES DA ATIVA. ORDEM DENEGADA. 1) Graduado do Exército que, ao receber cartão bancário e respectiva senha, e documentos pessoais da vítima – companheiro de farda – com o intuito de acompanhar operação de empréstimo em andamento, formalizada pelo próprio contratante, aproveita-se do ensejo, agindo com perspicácia e mediante quebra de confiança, efetua diversos saques não autorizados pelo correntista, bem como recargas em celular, causando prejuízo considerável ao soldado titular da conta. 2) A competência da JMU está erigida com sustentáculo no art. 9º, inciso II, alínea 'a', do CPM, uma vez que os fatos envolveram militares da ativa (agente e vítima), pouco importando o superveniente licenciamento dos envolvidos das fileiras do Exército. 3) Nesse compasso, a alegação de que o episódio ilícito se deu em localidade fora da área sob a Administração Militar e envolveu, unicamente, o patrimônio privado de ambos militares, não tem o condão de afastar a competência da Justiça castrense para o processo e julgamento da ação penal instaurada. 4) Ordem denegada. Decisão unânime”. Conforme relatado, alega-se neste writ a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o recorrente, ex-militar, pela suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM prática do delito previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato). Desse modo, a Defensoria Pública da União pleiteia que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Assiste razão à Defensoria Pública da União. Os fatos imputados ao recorrente foram assim descritos na denúncia: “Consta do incluso Inquérito Policial Militar que entre os meses de maio e junho de 2008, o CB ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, qualificado à fl. 20, em posse de documentos pessoais do SD MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA, qualificado à fl. 17, sem autorização e aproveitando-se da confiança deste, realizou empréstimo consignado junto a financeira CAPEMISA, bem como diversos saques e recargas de celular utilizando a conta corrente de MIGUEL, obtendo para si ilícita vantagem patrimonial, e causando ao ofendido prejuízo financeiro constante do Laudo Pericial Contábil de fls. 73/76. Segundo restou suficientemente apurado, no mês de maio de 2008, MIGUEL foi escalado para integrar missão no Destacamento Curupaiti, em Santo Antônio do Içá. Por inexistir agência do Banco do Brasil naquela localidade e confiando na amizade que tinha com GARCIA, deixou sob a responsabilidade deste sua identidade, certidão de registro de nascimento, cartão de CPF, Título de Eleitor e cartão de correntista do Banco do Brasil, referente a conta corrente nº 21866-9, Ag. 0577-0, com a respectiva senha, a fim de que GARCIA acompanhasse o andamento de um empréstimo realizado junto a financeira CAPEMI (fls. 18 e 109). Durante a missão, MIGUEL telefonou para GARCIA, buscando informações a respeito do referido empréstimo, ao que lhe foi respondido por GARCIA que o mesmo não fora autorizado por falta de documentos. (fl. 17). Ao retornar a Manaus, MIGUEL não conseguiu estabelecer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM prática do delito previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato). Desse modo, a Defensoria Pública da União pleiteia que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Assiste razão à Defensoria Pública da União. Os fatos imputados ao recorrente foram assim descritos na denúncia: “Consta do incluso Inquérito Policial Militar que entre os meses de maio e junho de 2008, o CB ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, qualificado à fl. 20, em posse de documentos pessoais do SD MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA, qualificado à fl. 17, sem autorização e aproveitando-se da confiança deste, realizou empréstimo consignado junto a financeira CAPEMISA, bem como diversos saques e recargas de celular utilizando a conta corrente de MIGUEL, obtendo para si ilícita vantagem patrimonial, e causando ao ofendido prejuízo financeiro constante do Laudo Pericial Contábil de fls. 73/76. Segundo restou suficientemente apurado, no mês de maio de 2008, MIGUEL foi escalado para integrar missão no Destacamento Curupaiti, em Santo Antônio do Içá. Por inexistir agência do Banco do Brasil naquela localidade e confiando na amizade que tinha com GARCIA, deixou sob a responsabilidade deste sua identidade, certidão de registro de nascimento, cartão de CPF, Título de Eleitor e cartão de correntista do Banco do Brasil, referente a conta corrente nº 21866-9, Ag. 0577-0, com a respectiva senha, a fim de que GARCIA acompanhasse o andamento de um empréstimo realizado junto a financeira CAPEMI (fls. 18 e 109). Durante a missão, MIGUEL telefonou para GARCIA, buscando informações a respeito do referido empréstimo, ao que lhe foi respondido por GARCIA que o mesmo não fora autorizado por falta de documentos. (fl. 17). Ao retornar a Manaus, MIGUEL não conseguiu estabelecer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM contato com GARCIA, que se encontrava de férias no município de Fonte Boa/AM. Ato contínuo, com ajuda do 3º Sgt. RUBEM, verificou pela internet, que havia em seu contracheque um desconto de R$ 451,64 (quatrocentos e cinquenta e um reais e sessenta e quatro centavos), referente a um empréstimo contratado no valor de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais), junto à financeira CAPEMISA (fl. 60). MIGUEL verificou sua conta bancária e descobriu também, vários saques e recargas de celular pré pago referente ao nº 8116.6942, de propriedade de GARCIA (fls. 17/18). Procurado por MIGUEL, GARCIA confessou ter sacado o dinheiro do empréstimo para quitar dívidas particulares e assumiu a autoria do fato ao seu comandante, o 1º TEN RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU (fls. 15/16 e 20/24). GARCIA afirmou, ainda, que ao verificar o depósito do empréstimo na conta do colega de farda, realizou, sem autorização, um saque no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em agência do Banco do Brasil, e para tanto, utilizou o cartão magnético e a identidade de MIGUEL, com a finalidade de pagar sua dívida perante ao banco Honda. MIGUEL efetuou, ainda, saques de outros valores através de caixa eletrônico (fls. 12/13 e 22). A Perícia contábil constatou o valor de R$ 17.383,23 (dezessete mil trezentos e oitenta e três reais e vinte e três centavos), referente aos prejuízos suportados por MIGUEL (fls. 73/76). Assim agindo, ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, livre e conscientemente, mediante meio fraudulento, aproveitando-se da posse dos documentos pessoais do ofendido, de sua ausência e da confiança que este lhe depositava, obteve ilícita vantagem patrimonial em prejuízo a MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA. Por todo o exposto, DENUNCIO ANTÔNIO GARCIA FERREIRA perante esse r. Juízo, com incurso nas sanções do artigo 251, caput, do Código Penal Militar” (fls. 30-32). Ora, da leitura da inicial acusatória, verifica-se que os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM contato com GARCIA, que se encontrava de férias no município de Fonte Boa/AM. Ato contínuo, com ajuda do 3º Sgt. RUBEM, verificou pela internet, que havia em seu contracheque um desconto de R$ 451,64 (quatrocentos e cinquenta e um reais e sessenta e quatro centavos), referente a um empréstimo contratado no valor de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais), junto à financeira CAPEMISA (fl. 60). MIGUEL verificou sua conta bancária e descobriu também, vários saques e recargas de celular pré pago referente ao nº 8116.6942, de propriedade de GARCIA (fls. 17/18). Procurado por MIGUEL, GARCIA confessou ter sacado o dinheiro do empréstimo para quitar dívidas particulares e assumiu a autoria do fato ao seu comandante, o 1º TEN RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU (fls. 15/16 e 20/24). GARCIA afirmou, ainda, que ao verificar o depósito do empréstimo na conta do colega de farda, realizou, sem autorização, um saque no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em agência do Banco do Brasil, e para tanto, utilizou o cartão magnético e a identidade de MIGUEL, com a finalidade de pagar sua dívida perante ao banco Honda. MIGUEL efetuou, ainda, saques de outros valores através de caixa eletrônico (fls. 12/13 e 22). A Perícia contábil constatou o valor de R$ 17.383,23 (dezessete mil trezentos e oitenta e três reais e vinte e três centavos), referente aos prejuízos suportados por MIGUEL (fls. 73/76). Assim agindo, ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, livre e conscientemente, mediante meio fraudulento, aproveitando-se da posse dos documentos pessoais do ofendido, de sua ausência e da confiança que este lhe depositava, obteve ilícita vantagem patrimonial em prejuízo a MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA. Por todo o exposto, DENUNCIO ANTÔNIO GARCIA FERREIRA perante esse r. Juízo, com incurso nas sanções do artigo 251, caput, do Código Penal Militar” (fls. 30-32). Ora, da leitura da inicial acusatória, verifica-se que os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado (fl. 135). Conforme consignei ao deferir o pedido de medida liminar, a tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Nesse sentido, cito precedentes das duas Turmas do Tribunal: “Habeas corpus. 2. Direito Penal Militar. Estelionato praticado por militar contra militar do Exército, ambos da ativa. Delito praticado fora de situação de atividade e de local sujeito à administração militar e por motivos alheios às funções militares. 3. Crime militar descaracterizado. Competência da Justiça comum. 4. Ordem concedida” (HC 114.523, Rel. Min. Gilmar Mendes). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO (CPM, ART. 251). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. OFENSIVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. ALTA REPROVAÇÃO SOCIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DELITO PRATICADO POR SOLDADO DAS FORÇAS ARMADAS CONTRA MEMBRO DA CORPORAÇÃO FORA DAS DEPENDÊNCIAS MILITARES. AUSÊNCIA DE INTUITO DE CONTRAPOR-SE À INSTITUIÇÃO MILITAR OU A QUALQUER DE SUAS ESPECÍFICAS FINALIDADES. ORDEM CONCEDIDA PARA DETERMINAR A REMESSA DO FEITO PARA A JUSTIÇA COMUM. 1. O princípio da insignificância penal é aplicável apenas quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado (fl. 135). Conforme consignei ao deferir o pedido de medida liminar, a tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Nesse sentido, cito precedentes das duas Turmas do Tribunal: “Habeas corpus. 2. Direito Penal Militar. Estelionato praticado por militar contra militar do Exército, ambos da ativa. Delito praticado fora de situação de atividade e de local sujeito à administração militar e por motivos alheios às funções militares. 3. Crime militar descaracterizado. Competência da Justiça comum. 4. Ordem concedida” (HC 114.523, Rel. Min. Gilmar Mendes). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO (CPM, ART. 251). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. OFENSIVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. ALTA REPROVAÇÃO SOCIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DELITO PRATICADO POR SOLDADO DAS FORÇAS ARMADAS CONTRA MEMBRO DA CORPORAÇÃO FORA DAS DEPENDÊNCIAS MILITARES. AUSÊNCIA DE INTUITO DE CONTRAPOR-SE À INSTITUIÇÃO MILITAR OU A QUALQUER DE SUAS ESPECÍFICAS FINALIDADES. ORDEM CONCEDIDA PARA DETERMINAR A REMESSA DO FEITO PARA A JUSTIÇA COMUM. 1. O princípio da insignificância penal é aplicável apenas quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada, o que reclama criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. Precedentes do STF: AI-QO nº 559.904, rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 07/06/2005, Primeira Turma; HC nº 104.401/MA, Segunda Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 08.02.011; HC nº 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22.03.11). 2. In casu, o desfalque patrimonial de R$ 900,00 (novecentos reais) sofrido pela vítima ocorreu, porquanto se colhe da inicial que '(...) o paciente (...), no dia 08/07/2011, utilizou o cartão e senha, mediante fraude, [da vítima], sem o conhecimento desta, para saque de dinheiro no Banco do Brasil. Como havia pouco dinheiro em conta corrente, o paciente contraiu um empréstimo em nome do lesado no terminal de Autoatendimento no valor de R$ 792,31 em 10 parcelas', caracterizando fato penalmente relevante, máxime quando considerado o soldo de um soldado conscrito das Forças Armadas, bem como a existência de prévia condenação do paciente por crime de mesma natureza pela Justiça Militar. Inviável, portanto, a declaração de atipicidade da conduta do paciente com fulcro no princípio da insignificância penal. 3. A necessária congruência entre a definição legal do crime militar e as razões da existência da Justiça Militar exsurge como critério básico, implícito na Constituição, a impedir a subtração arbitrária da Justiça comum de delitos que não tenham conexão com a vida castrense (RE nº 122.706, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, j. 21/11/1990). 4. Na espécie, embora o paciente e a vítima fossem militares à época, o crime não foi praticado em lugar sujeito à administração militar nem durante o horário de expediente, sendo certo que não há quaisquer elementos nos autos que denotem sua intenção de contrapor-se à instituição militar ou a qualquer de suas específicas finalidades ou operações. Destarte, não há elementos suficientes para assentar a excepcional competência da Justiça Penal militar. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada, o que reclama criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. Precedentes do STF: AI-QO nº 559.904, rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 07/06/2005, Primeira Turma; HC nº 104.401/MA, Segunda Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 08.02.011; HC nº 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22.03.11). 2. In casu, o desfalque patrimonial de R$ 900,00 (novecentos reais) sofrido pela vítima ocorreu, porquanto se colhe da inicial que '(...) o paciente (...), no dia 08/07/2011, utilizou o cartão e senha, mediante fraude, [da vítima], sem o conhecimento desta, para saque de dinheiro no Banco do Brasil. Como havia pouco dinheiro em conta corrente, o paciente contraiu um empréstimo em nome do lesado no terminal de Autoatendimento no valor de R$ 792,31 em 10 parcelas', caracterizando fato penalmente relevante, máxime quando considerado o soldo de um soldado conscrito das Forças Armadas, bem como a existência de prévia condenação do paciente por crime de mesma natureza pela Justiça Militar. Inviável, portanto, a declaração de atipicidade da conduta do paciente com fulcro no princípio da insignificância penal. 3. A necessária congruência entre a definição legal do crime militar e as razões da existência da Justiça Militar exsurge como critério básico, implícito na Constituição, a impedir a subtração arbitrária da Justiça comum de delitos que não tenham conexão com a vida castrense (RE nº 122.706, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, j. 21/11/1990). 4. Na espécie, embora o paciente e a vítima fossem militares à época, o crime não foi praticado em lugar sujeito à administração militar nem durante o horário de expediente, sendo certo que não há quaisquer elementos nos autos que denotem sua intenção de contrapor-se à instituição militar ou a qualquer de suas específicas finalidades ou operações. Destarte, não há elementos suficientes para assentar a excepcional competência da Justiça Penal militar. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM 5. Ordem de habeas corpus concedida para determinar a remessa do processo para a Justiça Comum” (HC 115.590/RJ, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus). Na mesma linha foi a manifestação do ilustre representante do Parquet Federal, senão vejamos: “4. Dispõe o art. 9º, II, ‘a’, do Código Penal Militar, que são considerados crimes militares, em tempo de paz, aqueles que, embora previstos com igual definição na lei penal comum, ‘sejam praticados por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado’. Mesmo assim, esse singelo elemento de conexão é insuficiente, no caso, para justificar a competência da Justiça castrense. 5. Descreve a peça acusatória que o recorrente obteve valores indevidos, em prejuízo do Sargento Miguel Jonhy da Silva Moreira pois, na posse de seus documentos, com o pretexto de ajudá-lo a acompanhar um empréstimo realizado no Banco do Brasil, situado fora da área militar, realizou empréstimos, recargas de celular e diversos saques na conta da vítima. 6. No caso, o único liame com o Exército é o fato de ambos, acusado e vítima, serem militares da ativa. Assim, verifica- se que todos os fatos relatados ocorreram dentro da esfera da vida particular do acusado e da vítima. Ou seja, a conduta do recorrente não causou dano, ainda que indireto, às Forças Armadas: ‘O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 251 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do CP), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar’ (HC 109.574/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012)” (fls. 193v-194). Isso posto, dou provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar –, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM 5. Ordem de habeas corpus concedida para determinar a remessa do processo para a Justiça Comum” (HC 115.590/RJ, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus). Na mesma linha foi a manifestação do ilustre representante do Parquet Federal, senão vejamos: “4. Dispõe o art. 9º, II, ‘a’, do Código Penal Militar, que são considerados crimes militares, em tempo de paz, aqueles que, embora previstos com igual definição na lei penal comum, ‘sejam praticados por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado’. Mesmo assim, esse singelo elemento de conexão é insuficiente, no caso, para justificar a competência da Justiça castrense. 5. Descreve a peça acusatória que o recorrente obteve valores indevidos, em prejuízo do Sargento Miguel Jonhy da Silva Moreira pois, na posse de seus documentos, com o pretexto de ajudá-lo a acompanhar um empréstimo realizado no Banco do Brasil, situado fora da área militar, realizou empréstimos, recargas de celular e diversos saques na conta da vítima. 6. No caso, o único liame com o Exército é o fato de ambos, acusado e vítima, serem militares da ativa. Assim, verifica- se que todos os fatos relatados ocorreram dentro da esfera da vida particular do acusado e da vítima. Ou seja, a conduta do recorrente não causou dano, ainda que indireto, às Forças Armadas: ‘O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 251 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do CP), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar’ (HC 109.574/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012)” (fls. 193v-194). Isso posto, dou provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar –, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6760912
2014-09-09T00:00:00
2014-09-18T00:00:00
A Turma, por votação unânime, deu provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União - Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. ESTELIONATO SUPOSTAMENTE PRATICADO POR EX-MILITAR CONTRA EX-MILITAR, FORA DE SITUAÇÃO DE ATIVIDADE E DE LOCAL SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. MOTIVAÇÃO ALHEIA ÀS FUNÇÕES MILITARES. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. RECURSO PROVIDO. PRECEDENTES. I – No caso sob exame, os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado. II – A tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Precedentes. III – Recurso ordinário provido para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual.
sjur277025
- Acórdão(s) citado(s): (ESTELIONATO, MILITAR CONTRA MILITAR) HC 114523 (2ªT), HC 115590 (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 02/10/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
122562
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00251 \"CAPUT\"\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR" ]
RHC
acordaos
RHC 122562
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RECTE.(S) : ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. ESTELIONATO SUPOSTAMENTE PRATICADO POR EX-MILITAR CONTRA EX- MILITAR, FORA DE SITUAÇÃO DE ATIVIDADE E DE LOCAL SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. MOTIVAÇÃO ALHEIA ÀS FUNÇÕES MILITARES. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. RECURSO PROVIDO. PRECEDENTES. I – No caso sob exame, os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado. II – A tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Precedentes. III – Recurso ordinário provido para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 122562 / AM das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM das notas taquigráficas, por votação unânime, dar provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto por ANTONIO GARCIA FERREIRA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem no HC 32-27.2014.7.00.0000, Rel. Min. Fernando Sérgio Galvão. Consta dos autos que o recorrente foi denunciado na Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar (Manaus/AM) pela suposta prática do crime previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato), sendo a inicial acusatória recebida em 24/9/2010. Alegando incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar os fatos narrados na denúncia, a Defensoria Pública da União opôs exceção de incompetência, que foi indeferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 12... CJM. Dessa decisão manejou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar os fatos a ele imputados. Nesse contexto, ressalta que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de medida liminar, interposto por ANTONIO GARCIA FERREIRA, assistido pela Defensoria Pública da União, contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem no HC 32-27.2014.7.00.0000, Rel. Min. Fernando Sérgio Galvão. Consta dos autos que o recorrente foi denunciado na Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar (Manaus/AM) pela suposta prática do crime previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato), sendo a inicial acusatória recebida em 24/9/2010. Alegando incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar os fatos narrados na denúncia, a Defensoria Pública da União opôs exceção de incompetência, que foi indeferida pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército da Auditoria da 12... CJM. Dessa decisão manejou habeas corpus no Superior Tribunal Militar, que denegou a ordem. É contra o acórdão da Corte castrense que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar os fatos a ele imputados. Nesse contexto, ressalta que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 122562 / AM os eventos narrados na denúncia teriam sido praticados “em detrimento de patrimônio particular, em agência bancária que não estava localizada em área sob a administração militar, sendo que réu e ofendido não estavam em serviço, trajados em vestes civis e, ainda, hoje tanto o réu quanto o ofendido são civis” (fl. 158v). Argumenta, então, que “o crime militar deve ser entendido de forma restrita, sempre tendo em conta a razão de ser da justiça especializada” (fl. 159), que só deve ser acionada quando afetados os bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal castrense. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de se determinar o sobrestamento da ação penal proposta em seu desfavor até o julgamento definitivo deste recurso ordinário. No mérito, pede o provimento do recurso, para que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Em 18/6/2014, deferi a medida liminar requerida para determinar a suspensão da ação penal movida contra o recorrente até o julgamento definitivo deste recurso ordinário em habeas corpus. Na ocasião, determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo provimento do recurso, a fim de que seja declarada a incompetência da Justiça Militar. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM os eventos narrados na denúncia teriam sido praticados “em detrimento de patrimônio particular, em agência bancária que não estava localizada em área sob a administração militar, sendo que réu e ofendido não estavam em serviço, trajados em vestes civis e, ainda, hoje tanto o réu quanto o ofendido são civis” (fl. 158v). Argumenta, então, que “o crime militar deve ser entendido de forma restrita, sempre tendo em conta a razão de ser da justiça especializada” (fl. 159), que só deve ser acionada quando afetados os bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal castrense. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de se determinar o sobrestamento da ação penal proposta em seu desfavor até o julgamento definitivo deste recurso ordinário. No mérito, pede o provimento do recurso, para que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Em 18/6/2014, deferi a medida liminar requerida para determinar a suspensão da ação penal movida contra o recorrente até o julgamento definitivo deste recurso ordinário em habeas corpus. Na ocasião, determinei, ainda, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo provimento do recurso, a fim de que seja declarada a incompetência da Justiça Militar. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727077. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que é caso de dar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. NULIDADE DO PROCESSO A PARTIR DA DENÚNCIA. INCOMPETÊNCIA DA JMU. ESTELIONATO PERPETRADO FORA DE LOCAL SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. AGENTE E VÍTIMA - MILITARES DA ATIVA. ORDEM DENEGADA. 1) Graduado do Exército que, ao receber cartão bancário e respectiva senha, e documentos pessoais da vítima – companheiro de farda – com o intuito de acompanhar operação de empréstimo em andamento, formalizada pelo próprio contratante, aproveita-se do ensejo, agindo com perspicácia e mediante quebra de confiança, efetua diversos saques não autorizados pelo correntista, bem como recargas em celular, causando prejuízo considerável ao soldado titular da conta. 2) A competência da JMU está erigida com sustentáculo no art. 9..., inciso II, alínea 'a', do CPM, uma vez que os fatos envolveram militares da ativa (agente e vítima), pouco importando o superveniente licenciamento dos envolvidos das fileiras do Exército. 3) Nesse compasso, a alegação de que o episódio ilícito se deu em localidade fora da área sob a Administração Militar e envolveu, unicamente, o patrimônio privado de ambos militares, não tem o condão de afastar a competência da Justiça castrense para o processo e julgamento da ação penal instaurada. 4) Ordem denegada. Decisão unânime”. Conforme relatado, alega-se neste writ a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o recorrente, ex-militar, pela suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que é caso de dar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS. NULIDADE DO PROCESSO A PARTIR DA DENÚNCIA. INCOMPETÊNCIA DA JMU. ESTELIONATO PERPETRADO FORA DE LOCAL SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. AGENTE E VÍTIMA - MILITARES DA ATIVA. ORDEM DENEGADA. 1) Graduado do Exército que, ao receber cartão bancário e respectiva senha, e documentos pessoais da vítima – companheiro de farda – com o intuito de acompanhar operação de empréstimo em andamento, formalizada pelo próprio contratante, aproveita-se do ensejo, agindo com perspicácia e mediante quebra de confiança, efetua diversos saques não autorizados pelo correntista, bem como recargas em celular, causando prejuízo considerável ao soldado titular da conta. 2) A competência da JMU está erigida com sustentáculo no art. 9..., inciso II, alínea 'a', do CPM, uma vez que os fatos envolveram militares da ativa (agente e vítima), pouco importando o superveniente licenciamento dos envolvidos das fileiras do Exército. 3) Nesse compasso, a alegação de que o episódio ilícito se deu em localidade fora da área sob a Administração Militar e envolveu, unicamente, o patrimônio privado de ambos militares, não tem o condão de afastar a competência da Justiça castrense para o processo e julgamento da ação penal instaurada. 4) Ordem denegada. Decisão unânime”. Conforme relatado, alega-se neste writ a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o recorrente, ex-militar, pela suposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM prática do delito previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato). Desse modo, a Defensoria Pública da União pleiteia que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Assiste razão à Defensoria Pública da União. Os fatos imputados ao recorrente foram assim descritos na denúncia: “Consta do incluso Inquérito Policial Militar que entre os meses de maio e junho de 2008, o CB ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, qualificado à fl. 20, em posse de documentos pessoais do SD MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA, qualificado à fl. 17, sem autorização e aproveitando-se da confiança deste, realizou empréstimo consignado junto a financeira CAPEMISA, bem como diversos saques e recargas de celular utilizando a conta corrente de MIGUEL, obtendo para si ilícita vantagem patrimonial, e causando ao ofendido prejuízo financeiro constante do Laudo Pericial Contábil de fls. 73/76. Segundo restou suficientemente apurado, no mês de maio de 2008, MIGUEL foi escalado para integrar missão no Destacamento Curupaiti, em Santo Antônio do Içá. Por inexistir agência do Banco do Brasil naquela localidade e confiando na amizade que tinha com GARCIA, deixou sob a responsabilidade deste sua identidade, certidão de registro de nascimento, cartão de CPF, Título de Eleitor e cartão de correntista do Banco do Brasil, referente a conta corrente n 21866-9, Ag. 0577-0, com a respectiva senha, a fim de que GARCIA acompanhasse o andamento de um empréstimo realizado junto a financeira CAPEMI (fls. 18 e 109). Durante a missão, MIGUEL telefonou para GARCIA, buscando informações a respeito do referido empréstimo, ao que lhe foi respondido por GARCIA que o mesmo não fora autorizado por falta de documentos. (fl. 17). Ao retornar a Manaus, MIGUEL não conseguiu estabelecer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM prática do delito previsto no art. 251, caput, do Código Penal Militar (estelionato). Desse modo, a Defensoria Pública da União pleiteia que seja reconhecida a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o feito, anulando-se a ação penal desde o recebimento da denúncia. Assiste razão à Defensoria Pública da União. Os fatos imputados ao recorrente foram assim descritos na denúncia: “Consta do incluso Inquérito Policial Militar que entre os meses de maio e junho de 2008, o CB ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, qualificado à fl. 20, em posse de documentos pessoais do SD MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA, qualificado à fl. 17, sem autorização e aproveitando-se da confiança deste, realizou empréstimo consignado junto a financeira CAPEMISA, bem como diversos saques e recargas de celular utilizando a conta corrente de MIGUEL, obtendo para si ilícita vantagem patrimonial, e causando ao ofendido prejuízo financeiro constante do Laudo Pericial Contábil de fls. 73/76. Segundo restou suficientemente apurado, no mês de maio de 2008, MIGUEL foi escalado para integrar missão no Destacamento Curupaiti, em Santo Antônio do Içá. Por inexistir agência do Banco do Brasil naquela localidade e confiando na amizade que tinha com GARCIA, deixou sob a responsabilidade deste sua identidade, certidão de registro de nascimento, cartão de CPF, Título de Eleitor e cartão de correntista do Banco do Brasil, referente a conta corrente n 21866-9, Ag. 0577-0, com a respectiva senha, a fim de que GARCIA acompanhasse o andamento de um empréstimo realizado junto a financeira CAPEMI (fls. 18 e 109). Durante a missão, MIGUEL telefonou para GARCIA, buscando informações a respeito do referido empréstimo, ao que lhe foi respondido por GARCIA que o mesmo não fora autorizado por falta de documentos. (fl. 17). Ao retornar a Manaus, MIGUEL não conseguiu estabelecer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM contato com GARCIA, que se encontrava de férias no município de Fonte Boa/AM. Ato contínuo, com ajuda do 3... Sgt. RUBEM, verificou pela internet, que havia em seu contracheque um desconto de R$ 451,64 (quatrocentos e cinquenta e um reais e sessenta e quatro centavos), referente a um empréstimo contratado no valor de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais), junto à financeira CAPEMISA (fl. 60). MIGUEL verificou sua conta bancária e descobriu também, vários saques e recargas de celular pré pago referente ao n 8116.6942, de propriedade de GARCIA (fls. 17/18). Procurado por MIGUEL, GARCIA confessou ter sacado o dinheiro do empréstimo para quitar dívidas particulares e assumiu a autoria do fato ao seu comandante, o 1... TEN RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU (fls. 15/16 e 20/24). GARCIA afirmou, ainda, que ao verificar o depósito do empréstimo na conta do colega de farda, realizou, sem autorização, um saque no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em agência do Banco do Brasil, e para tanto, utilizou o cartão magnético e a identidade de MIGUEL, com a finalidade de pagar sua dívida perante ao banco Honda. MIGUEL efetuou, ainda, saques de outros valores através de caixa eletrônico (fls. 12/13 e 22). A Perícia contábil constatou o valor de R$ 17.383,23 (dezessete mil trezentos e oitenta e três reais e vinte e três centavos), referente aos prejuízos suportados por MIGUEL (fls. 73/76). Assim agindo, ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, livre e conscientemente, mediante meio fraudulento, aproveitando-se da posse dos documentos pessoais do ofendido, de sua ausência e da confiança que este lhe depositava, obteve ilícita vantagem patrimonial em prejuízo a MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA. Por todo o exposto, DENUNCIO ANTÔNIO GARCIA FERREIRA perante esse r. Juízo, com incurso nas sanções do artigo 251, caput, do Código Penal Militar” (fls. 30-32). Ora, da leitura da inicial acusatória, verifica-se que os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM contato com GARCIA, que se encontrava de férias no município de Fonte Boa/AM. Ato contínuo, com ajuda do 3... Sgt. RUBEM, verificou pela internet, que havia em seu contracheque um desconto de R$ 451,64 (quatrocentos e cinquenta e um reais e sessenta e quatro centavos), referente a um empréstimo contratado no valor de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais), junto à financeira CAPEMISA (fl. 60). MIGUEL verificou sua conta bancária e descobriu também, vários saques e recargas de celular pré pago referente ao n 8116.6942, de propriedade de GARCIA (fls. 17/18). Procurado por MIGUEL, GARCIA confessou ter sacado o dinheiro do empréstimo para quitar dívidas particulares e assumiu a autoria do fato ao seu comandante, o 1... TEN RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU (fls. 15/16 e 20/24). GARCIA afirmou, ainda, que ao verificar o depósito do empréstimo na conta do colega de farda, realizou, sem autorização, um saque no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em agência do Banco do Brasil, e para tanto, utilizou o cartão magnético e a identidade de MIGUEL, com a finalidade de pagar sua dívida perante ao banco Honda. MIGUEL efetuou, ainda, saques de outros valores através de caixa eletrônico (fls. 12/13 e 22). A Perícia contábil constatou o valor de R$ 17.383,23 (dezessete mil trezentos e oitenta e três reais e vinte e três centavos), referente aos prejuízos suportados por MIGUEL (fls. 73/76). Assim agindo, ANTÔNIO GARCIA FERREIRA, livre e conscientemente, mediante meio fraudulento, aproveitando-se da posse dos documentos pessoais do ofendido, de sua ausência e da confiança que este lhe depositava, obteve ilícita vantagem patrimonial em prejuízo a MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA. Por todo o exposto, DENUNCIO ANTÔNIO GARCIA FERREIRA perante esse r. Juízo, com incurso nas sanções do artigo 251, caput, do Código Penal Militar” (fls. 30-32). Ora, da leitura da inicial acusatória, verifica-se que os fatos atribuídos ao recorrente ocorreram em agência bancária fora de área sujeita à administração militar, tendo atingido apenas o patrimônio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado (fl. 135). Conforme consignei ao deferir o pedido de medida liminar, a tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Nesse sentido, cito precedentes das duas Turmas do Tribunal: “Habeas corpus. 2. Direito Penal Militar. Estelionato praticado por militar contra militar do Exército, ambos da ativa. Delito praticado fora de situação de atividade e de local sujeito à administração militar e por motivos alheios às funções militares. 3. Crime militar descaracterizado. Competência da Justiça comum. 4. Ordem concedida” (HC 114.523, Rel. Min. Gilmar Mendes). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO (CPM, ART. 251). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. OFENSIVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. ALTA REPROVAÇÃO SOCIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DELITO PRATICADO POR SOLDADO DAS FORÇAS ARMADAS CONTRA MEMBRO DA CORPORAÇÃO FORA DAS DEPENDÊNCIAS MILITARES. AUSÊNCIA DE INTUITO DE CONTRAPOR-SE À INSTITUIÇÃO MILITAR OU A QUALQUER DE SUAS ESPECÍFICAS FINALIDADES. ORDEM CONCEDIDA PARA DETERMINAR A REMESSA DO FEITO PARA A JUSTIÇA COMUM. 1. O princípio da insignificância penal é aplicável apenas quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM particular do ofendido, circunstâncias que foram reconhecidas, inclusive, no acórdão impugnado (fl. 135). Conforme consignei ao deferir o pedido de medida liminar, a tese sustentada pelo recorrente está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte, no sentido de que a natureza militar do fato delituoso deve levar em conta a índole militar do ilícito e se o agente se encontra em situação de atividade, o que não se evidencia no presente caso. Nesse sentido, cito precedentes das duas Turmas do Tribunal: “Habeas corpus. 2. Direito Penal Militar. Estelionato praticado por militar contra militar do Exército, ambos da ativa. Delito praticado fora de situação de atividade e de local sujeito à administração militar e por motivos alheios às funções militares. 3. Crime militar descaracterizado. Competência da Justiça comum. 4. Ordem concedida” (HC 114.523, Rel. Min. Gilmar Mendes). “HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO (CPM, ART. 251). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. OFENSIVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. ALTA REPROVAÇÃO SOCIAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DELITO PRATICADO POR SOLDADO DAS FORÇAS ARMADAS CONTRA MEMBRO DA CORPORAÇÃO FORA DAS DEPENDÊNCIAS MILITARES. AUSÊNCIA DE INTUITO DE CONTRAPOR-SE À INSTITUIÇÃO MILITAR OU A QUALQUER DE SUAS ESPECÍFICAS FINALIDADES. ORDEM CONCEDIDA PARA DETERMINAR A REMESSA DO FEITO PARA A JUSTIÇA COMUM. 1. O princípio da insignificância penal é aplicável apenas quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada, o que reclama criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: AI-QO n 559.904, rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 07/06/2005, Primeira Turma; HC n 104.401/MA, Segunda Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 08.02.011; HC n 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22.03.11). 2. In casu, o desfalque patrimonial de R$ 900,00 (novecentos reais) sofrido pela vítima ocorreu, porquanto se colhe da inicial que '(...) o paciente (...), no dia 08/07/2011, utilizou o cartão e senha, mediante fraude, [da vítima], sem o conhecimento desta, para saque de dinheiro no Banco do Brasil. Como havia pouco dinheiro em conta corrente, o paciente contraiu um empréstimo em nome do lesado no terminal de Autoatendimento no valor de R$ 792,31 em 10 parcelas', caracterizando fato penalmente relevante, máxime quando considerado o soldo de um soldado conscrito das Forças Armadas, bem como a existência de prévia condenação do paciente por crime de mesma natureza pela Justiça Militar. Inviável, portanto, a declaração de atipicidade da conduta do paciente com fulcro no princípio da insignificância penal. 3. A necessária congruência entre a definição legal do crime militar e as razões da existência da Justiça Militar exsurge como critério básico, implícito na Constituição, a impedir a subtração arbitrária da Justiça comum de delitos que não tenham conexão com a vida castrense (Recurso Extraordinário n 122.706, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, j. 21/11/1990). 4. Na espécie, embora o paciente e a vítima fossem militares à época, o crime não foi praticado em lugar sujeito à administração militar nem durante o horário de expediente, sendo certo que não há quaisquer elementos nos autos que denotem sua intenção de contrapor-se à instituição militar ou a qualquer de suas específicas finalidades ou operações. Destarte, não há elementos suficientes para assentar a excepcional competência da Justiça Penal militar. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada, o que reclama criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: AI-QO n 559.904, rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 07/06/2005, Primeira Turma; HC n 104.401/MA, Segunda Turma, rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 08.02.011; HC n 101.998/MG, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22.03.11). 2. In casu, o desfalque patrimonial de R$ 900,00 (novecentos reais) sofrido pela vítima ocorreu, porquanto se colhe da inicial que '(...) o paciente (...), no dia 08/07/2011, utilizou o cartão e senha, mediante fraude, [da vítima], sem o conhecimento desta, para saque de dinheiro no Banco do Brasil. Como havia pouco dinheiro em conta corrente, o paciente contraiu um empréstimo em nome do lesado no terminal de Autoatendimento no valor de R$ 792,31 em 10 parcelas', caracterizando fato penalmente relevante, máxime quando considerado o soldo de um soldado conscrito das Forças Armadas, bem como a existência de prévia condenação do paciente por crime de mesma natureza pela Justiça Militar. Inviável, portanto, a declaração de atipicidade da conduta do paciente com fulcro no princípio da insignificância penal. 3. A necessária congruência entre a definição legal do crime militar e as razões da existência da Justiça Militar exsurge como critério básico, implícito na Constituição, a impedir a subtração arbitrária da Justiça comum de delitos que não tenham conexão com a vida castrense (Recurso Extraordinário n 122.706, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, j. 21/11/1990). 4. Na espécie, embora o paciente e a vítima fossem militares à época, o crime não foi praticado em lugar sujeito à administração militar nem durante o horário de expediente, sendo certo que não há quaisquer elementos nos autos que denotem sua intenção de contrapor-se à instituição militar ou a qualquer de suas específicas finalidades ou operações. Destarte, não há elementos suficientes para assentar a excepcional competência da Justiça Penal militar. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM 5. Ordem de habeas corpus concedida para determinar a remessa do processo para a Justiça Comum” (HC 115.590/RJ, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus). Na mesma linha foi a manifestação do ilustre representante do Parquet Federal, senão vejamos: “4. Dispõe o art. 9..., II, ‘a’, do Código Penal Militar, que são considerados crimes militares, em tempo de paz, aqueles que, embora previstos com igual definição na lei penal comum, ‘sejam praticados por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado’. Mesmo assim, esse singelo elemento de conexão é insuficiente, no caso, para justificar a competência da Justiça castrense. 5. Descreve a peça acusatória que o recorrente obteve valores indevidos, em prejuízo do Sargento Miguel Jonhy da Silva Moreira pois, na posse de seus documentos, com o pretexto de ajudá-lo a acompanhar um empréstimo realizado no Banco do Brasil, situado fora da área militar, realizou empréstimos, recargas de celular e diversos saques na conta da vítima. 6. No caso, o único liame com o Exército é o fato de ambos, acusado e vítima, serem militares da ativa. Assim, verifica- se que todos os fatos relatados ocorreram dentro da esfera da vida particular do acusado e da vítima. Ou seja, a conduta do recorrente não causou dano, ainda que indireto, às Forças Armadas: ‘O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 251 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do Código Penal Brasileiro), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar’ (HC 109.574/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012)” (fls. 193v-194). Isso posto, dou provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar –, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM 5. Ordem de habeas corpus concedida para determinar a remessa do processo para a Justiça Comum” (HC 115.590/RJ, Rel. Min. Luiz Fux – grifos meus). Na mesma linha foi a manifestação do ilustre representante do Parquet Federal, senão vejamos: “4. Dispõe o art. 9..., II, ‘a’, do Código Penal Militar, que são considerados crimes militares, em tempo de paz, aqueles que, embora previstos com igual definição na lei penal comum, ‘sejam praticados por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado’. Mesmo assim, esse singelo elemento de conexão é insuficiente, no caso, para justificar a competência da Justiça castrense. 5. Descreve a peça acusatória que o recorrente obteve valores indevidos, em prejuízo do Sargento Miguel Jonhy da Silva Moreira pois, na posse de seus documentos, com o pretexto de ajudá-lo a acompanhar um empréstimo realizado no Banco do Brasil, situado fora da área militar, realizou empréstimos, recargas de celular e diversos saques na conta da vítima. 6. No caso, o único liame com o Exército é o fato de ambos, acusado e vítima, serem militares da ativa. Assim, verifica- se que todos os fatos relatados ocorreram dentro da esfera da vida particular do acusado e da vítima. Ou seja, a conduta do recorrente não causou dano, ainda que indireto, às Forças Armadas: ‘O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 251 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do Código Penal Brasileiro), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar’ (HC 109.574/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 14.12.2012)” (fls. 193v-194). Isso posto, dou provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar –, a partir do recebimento da denúncia, determinado-se 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122562 / AM a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Supremo Tribunal Federal RHC 122562 / AM a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6727078. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727487 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.562 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : ANTONIO GARCIA FERREIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, deu provimento ao recurso ordinário para declarar nula a ação penal proposta contra o paciente na Justiça Militar da União – Ação Penal 0000015-92.2009.7.12.0012 da Auditoria da 12... Circunscrição Judiciária Militar -, a partir do recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos para a Justiça Comum Estadual, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727487 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 562 AMAZONAS", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009 . 7 .", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009 . 7 .", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 562", "HC 32 - 27 . 2014 . 7 . 00 . 0000", "HC 32 - 27 . 2014 . 7 . 00 . 0000", "RHC 122562 / AM", "HABEAS CORPUS 122 . 562", "RHC 122562 / AM", "RHC 122562 / AM", "HC 114 . 523", "HC 114 . 523", "AI", "-", "QO n 559 . 904", "HC n 104 . 401 / MA", "HC n 101 . 998 / MG", "Recurso Extraordinário n 122 . 706", "RHC 122562 / AM", "AI", "-", "QO n 559 . 904", "HC n 104 . 401 / MA", "HC n 101 . 998 / MG", "Recurso Extraordinário n 122 . 706", "RHC 122562 / AM", "HC 109 . 574 / PA", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009 . 7 . 12 . 0012", "RHC 122562 / AM", "HC 115 . 590 / RJ", "HC 109 . 574 / PA", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009", "RHC", "RHC 122562 / AM", "RECURSO", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009 . 7 . 12 . 0012", "HABEAS CORPUS 122 . 562", "Ação Penal 0000015 - 92 . 2009 . 7 . 12 . 0012" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , inciso II , alínea ' a ' , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , inciso II , alínea ' a ' , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 , caput , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 , caput , do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 251", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 251", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , II , ‘ a ’ , do Código Penal Militar", "art . 251 do CPM", "art . 171 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , II , ‘ a ’ , do Código Penal Militar", "art . 251 do CPM", "art . 171 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "Manaus", "/", "AM", "Manaus", "/", "AM", "AMAZONAS", "Destacamento Curupaiti", "Santo Antônio do Içá", "Manaus", "Destacamento Curupaiti", "Santo Antônio do Içá", "Manaus", "município de Fonte Boa / AM", "município de Fonte Boa / AM", "AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "União", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "12", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "12", "Circunscrição Judiciária Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "AMAZONAS", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Defensoria Pública da União", "Superior Tribunal Militar", "12", ". . . 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Circunscrição Judiciária Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Parquet", "Banco do Brasil", "Exército", "União", "Circunscrição Judiciária Militar", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "União", "Auditoria", "12", ".", ".", ". Circunscrição Judiciária Militar", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AMAZONAS", "União", "Auditoria da", "12", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "Fernando Sérgio Galvão", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "Fernando Sérgio Galvão", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTÔNIO GARCIA FERREIRA", "MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA", "MIGUEL", "MIGUEL", "GARCIA", "GARCIA", "MIGUEL", "GARCIA", "GARCIA", "MIGUEL", "ANTÔNIO GARCIA FERREIRA", "MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA", "MIGUEL", "MIGUEL", "GARCIA", "GARCIA", "MIGUEL", "GARCIA", "GARCIA", "MIGUEL", "RICARDO", "GARCIA", "RUBEM", "MIGUEL", "GARCIA", "MIGUEL", "GARCIA", "RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU", "GARCIA", "MIGUEL", "MIGUEL", "MIGUEL", "ANTÔNIO GARCIA FERREIRA", "JONHY DA SILVA MOREIRA", "GARCIA", "RUBEM", "MIGUEL", "GARCIA", "MIGUEL", "GARCIA", "RUDNEI SANDERSON DA SILVA ABREU", "GARCIA", "MIGUEL", "MIGUEL", "MIGUEL", "ANTÔNIO GARCIA FERREIRA", "MIGUEL JONHY DA SILVA MOREIRA", "DENUNCIO", "ANTÔNIO GARCIA FERREIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Sepúlveda Pertence", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Miguel Jonhy da Silva Moreira", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Miguel Jonhy da Silva Moreira", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANTONIO GARCIA FERREIRA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "6", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "6", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "maio e junho de 2008", "maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "maio e", "junho de 2008", "maio de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2005", "08", ".", "02", ".", "011", "22", ".", "03", ".", "11", "08", "/", "07", "/", "2011", "21", "/", "11", "/", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2005", "08", ".", "02", ".", "011", "22", ".", "03", ".", "11", "08", "/", "07", "/", "2011", "21", "/", "11", "/", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "09", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA DA INSTÂNCIA ANTERIOR. PRECEDENTES. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE RECURSO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXV, XXXVI E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 23.8.2010. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância - o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 777940 AGR / DF do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão constitucional discutida no presente recurso difere da versada no recurso manejado na segunda instância. Afirma que o conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, quando ausentes os pressupostos, viola o art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 23.8.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544180. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão constitucional discutida no presente recurso difere da versada no recurso manejado na segunda instância. Afirma que o conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, quando ausentes os pressupostos, viola o art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 23.8.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, XIII, XVIII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 196, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, XIII, XVIII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 196, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.” (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.” (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF Tal como consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial do ora agravante e manteve a decisão proferida pelo Tribunal Regional. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. COOPERATIVA MÊDICA. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. INVALIDADE. 1. É inválida a cláusula inserta em estatuto de cooperativa de trabalho médico que impõe exclusividade aos médicos cooperados (interpretação sistemática do artigo 29, parágrafo 4º da Lei n° 5.764/71). 2. Embargos de divergência acolhidos.” (fl. 1.300) Transcrevo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ANULAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL – Cooperativa médica - Exclusão de médicos referendados por empresa das normas 5.764/71 de seguro-saúde - Aplicação estatutárias e da Lei n° Inadmissibilidade - Matéria suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário - Incidência do inciso XXXV, do artigo 5º da Constituição Federal Interpretação extensiva, em cláusula restritiva - Cerceamento à liberdade de exercício da profissão Recurso improviso. SUCUMBÊNCIA - Redução - Impossibilidade -Fixação compatível com as causas, e com o trabalho desenvolvido pelos advogados - Recurso improvido.” (fl. 526) Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que a questão versada no recurso especial é a mesma discutida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF Tal como consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial do ora agravante e manteve a decisão proferida pelo Tribunal Regional. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. COOPERATIVA MÊDICA. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. INVALIDADE. 1. É inválida a cláusula inserta em estatuto de cooperativa de trabalho médico que impõe exclusividade aos médicos cooperados (interpretação sistemática do artigo 29, parágrafo 4º da Lei n° 5.764/71). 2. Embargos de divergência acolhidos.” (fl. 1.300) Transcrevo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ANULAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL – Cooperativa médica - Exclusão de médicos referendados por empresa das normas 5.764/71 de seguro-saúde - Aplicação estatutárias e da Lei n° Inadmissibilidade - Matéria suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário - Incidência do inciso XXXV, do artigo 5º da Constituição Federal Interpretação extensiva, em cláusula restritiva - Cerceamento à liberdade de exercício da profissão Recurso improviso. SUCUMBÊNCIA - Redução - Impossibilidade -Fixação compatível com as causas, e com o trabalho desenvolvido pelos advogados - Recurso improvido.” (fl. 526) Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que a questão versada no recurso especial é a mesma discutida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. RE contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. RE contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.” (RE 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.3.2010). De outra parte, quanto à eventual violação do art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, ante a alegada impossibilidade de conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. Anoto precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DE EXAME EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI 431.408- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.” (RE 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.3.2010). De outra parte, quanto à eventual violação do art. 5º, XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, ante a alegada impossibilidade de conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. Anoto precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DE EXAME EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI 431.408- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 11.6.2013) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 1. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE 739.226-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 01.07.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 11.6.2013) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 1. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE 739.226-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 01.07.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 777940 AGR / DF improvido” (ARE 740.208-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 17.09.2013). Destaco ainda que o Plenário desta Corte, no exame do RE 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, DJe 26.3.2010, concluiu pela ausência da repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal RE 777940 AGR / DF improvido” (ARE 740.208-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 17.09.2013). Destaco ainda que o Plenário desta Corte, no exame do RE 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, DJe 26.3.2010, concluiu pela ausência da repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Trata- se da preclusão da questão constitucional, surgindo a problemática do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. Lembrei, em uma das últimas sessões, que havia um presidente no Superior Tribunal de Justiça que dizia simplesmente – daí a consequência de se ter quebrado, com a Carta de 88, o princípio da unicidade recursal – que aquela Corte não era de passagem para o Supremo. Por isso, importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, julgando o recurso especial, adotou ou não entendimento sob o ângulo constitucional. Se o fez, a teor do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o acórdão formalizado substituiu o anterior quer o tenha reformado ou não. Provejo o agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6607148. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Trata- se da preclusão da questão constitucional, surgindo a problemática do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. Lembrei, em uma das últimas sessões, que havia um presidente no Superior Tribunal de Justiça que dizia simplesmente – daí a consequência de se ter quebrado, com a Carta de 88, o princípio da unicidade recursal – que aquela Corte não era de passagem para o Supremo. Por isso, importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, julgando o recurso especial, adotou ou não entendimento sob o ângulo constitucional. Se o fez, a teor do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o acórdão formalizado substituiu o anterior quer o tenha reformado ou não. Provejo o agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6607148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572675 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6631763
2014-08-12T00:00:00
2014-09-02T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA DA INSTÂNCIA ANTERIOR. PRECEDENTES. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE RECURSO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXV, XXXVI E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 23.8.2010. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância - o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur274993
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE) AI 431408 AgR (2ªT), RE 598365 RG, RE 409973 AgR (2ªT), AI 832659 AgR (1ªT), ARE 730135 AgR (1ªT), ARE 739226 AgR (2ªT), ARE 740208 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 17/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
777940
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00036 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00512\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 777940 AgR
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AGTE.(S) : UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA DA INSTÂNCIA ANTERIOR. PRECEDENTES. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE RECURSO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5..., XXXV, XXXVI E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 23.8.2010. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância - o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão constitucional discutida no presente recurso difere da versada no recurso manejado na segunda instância. Afirma que o conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, quando ausentes os pressupostos, viola o art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 23.8.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544180. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) :CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental a Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a questão constitucional discutida no presente recurso difere da versada no recurso manejado na segunda instância. Afirma que o conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, quando ausentes os pressupostos, viola o art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 23.8.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., XIII, XVIII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 196, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Unimed Rio Claro - Cooperativa De Trabalho Médico. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., XIII, XVIII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 196, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.” (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido.’ (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) ‘DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido.” (AI 714.886- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF Tal como consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial do ora agravante e manteve a decisão proferida pelo Tribunal Regional. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. COOPERATIVA MÊDICA. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. INVALIDADE. 1. É inválida a cláusula inserta em estatuto de cooperativa de trabalho médico que impõe exclusividade aos médicos cooperados (interpretação sistemática do artigo 29, parágrafo 4... da Lei n 5.764/71). 2. Embargos de divergência acolhidos.” (fl. 1.300) Transcrevo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ANULAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL – Cooperativa médica - Exclusão de médicos referendados por empresa das normas 5.764/71 de seguro-saúde - Aplicação estatutárias e da Lei n Inadmissibilidade - Matéria suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário - Incidência do inciso XXXV, do artigo 5... da Constituição Federal Interpretação extensiva, em cláusula restritiva - Cerceamento à liberdade de exercício da profissão Recurso improviso. SUCUMBÊNCIA - Redução - Impossibilidade -Fixação compatível com as causas, e com o trabalho desenvolvido pelos advogados - Recurso improvido.” (fl. 526) Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que a questão versada no recurso especial é a mesma discutida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF Tal como consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial do ora agravante e manteve a decisão proferida pelo Tribunal Regional. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. COOPERATIVA MÊDICA. CLÁUSULA DE EXCLUSIVIDADE. INVALIDADE. 1. É inválida a cláusula inserta em estatuto de cooperativa de trabalho médico que impõe exclusividade aos médicos cooperados (interpretação sistemática do artigo 29, parágrafo 4... da Lei n 5.764/71). 2. Embargos de divergência acolhidos.” (fl. 1.300) Transcrevo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “ANULAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL – Cooperativa médica - Exclusão de médicos referendados por empresa das normas 5.764/71 de seguro-saúde - Aplicação estatutárias e da Lei n Inadmissibilidade - Matéria suscetível de apreciação pelo Poder Judiciário - Incidência do inciso XXXV, do artigo 5... da Constituição Federal Interpretação extensiva, em cláusula restritiva - Cerceamento à liberdade de exercício da profissão Recurso improviso. SUCUMBÊNCIA - Redução - Impossibilidade -Fixação compatível com as causas, e com o trabalho desenvolvido pelos advogados - Recurso improvido.” (fl. 526) Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que a questão versada no recurso especial é a mesma discutida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.6.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.3.2010). De outra parte, quanto à eventual violação do art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, ante a alegada impossibilidade de conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. Anoto precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DE EXAME EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI 431.408- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.3.2010). De outra parte, quanto à eventual violação do art. 5..., XXXV, XXXVI e LV, da Lei Maior, ante a alegada impossibilidade de conhecimento dos embargos de divergência pelo Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta a reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outro Tribunal, considerado o âmbito infraconstitucional do debate. Anoto precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DE EXAME EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI 431.408- 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 11.6.2013) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 1. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE 739.226-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 01.07.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 11.6.2013) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 1. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 2. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”(ARE 739.226-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 01.07.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF improvido” (ARE 740.208-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 17.09.2013). Destaco ainda que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso Extraordinário 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, DJe 26.3.2010, concluiu pela ausência da repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF improvido” (ARE 740.208-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 17.09.2013). Destaco ainda que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso Extraordinário 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, DJe 26.3.2010, concluiu pela ausência da repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outras Cortes, verbis: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608”. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6544181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Trata- se da preclusão da questão constitucional, surgindo a problemática do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. Lembrei, em uma das últimas sessões, que havia um presidente no Superior Tribunal de Justiça que dizia simplesmente – daí a consequência de se ter quebrado, com a Carta de 88, o princípio da unicidade recursal – que aquela Corte não era de passagem para o Supremo. Por isso, importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, julgando o recurso especial, adotou ou não entendimento sob o ângulo constitucional. Se o fez, a teor do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o acórdão formalizado substituiu o anterior quer o tenha reformado ou não. Provejo o agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6607148. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Trata- se da preclusão da questão constitucional, surgindo a problemática do julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. Lembrei, em uma das últimas sessões, que havia um presidente no Superior Tribunal de Justiça que dizia simplesmente – daí a consequência de se ter quebrado, com a Carta de 88, o princípio da unicidade recursal – que aquela Corte não era de passagem para o Supremo. Por isso, importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, julgando o recurso especial, adotou ou não entendimento sob o ângulo constitucional. Se o fez, a teor do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o acórdão formalizado substituiu o anterior quer o tenha reformado ou não. Provejo o agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6607148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572675 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.940 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS AGDO.(A/S) : CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA - CADE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ARGEMIRO DOLCE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MELINA MARTINS MERLO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 940", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 940", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 940", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 940", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 940", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "ARE 665 . 016 - ED", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "AI 714 . 886 - AgR", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 714 . 886 - AgR", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 730 . 135 / AM - AgR", "AI 832 . 659 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 730 . 135 / AM - AgR", "AI 832 . 659 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 409 . 973 / AgR - SP", "AI 431 . 408 - 5", "Recurso Extraordinário 777940 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 409 . 973 / AgR - 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Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário da Corte", "1", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED RIO CLARO - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA", "CADE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DISTRITO", "UNIMED RIO CLARO", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA", "CADE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA", "ARGEMIRO DOLCE", "MELINA MARTINS MERLO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA", "ARGEMIRO DOLCE", "MELINA MARTINS MERLO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA", "ARGEMIRO DOLCE", "MELINA MARTINS MERLO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA", "ARGEMIRO DOLCE", "MELINA MARTINS MERLO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "MÁRCIO ANTÔNIO EBRAM VILELA", "ARGEMIRO DOLCE", "MELINA MARTINS MERLO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "23", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "23", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "23", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "5", ".", "2012", "27", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "5", ".", "2012", "27", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2013", "06", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2013", "06", ".", "5", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "6", "01", ".", "07", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "6", ".", "2013", "01", ".", "07", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "09", ".", "2013", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "09", ".", "2013", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO DE ORIGEM. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2007. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza da gratificação e da sua integração aos proventos da servidora inativa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 596553 AGR / AM Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Supremo Tribunal Federal RE 596553 AGR / AM Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi devidamente debatida no Tribunal a quo e não se trata de recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a jurisprudência desta Corte. Sustenta a inaplicabilidade do princípio da paridade, com fundamento no art. 40, § 8º, da Lei Maior, em razão da ausência de direito adquirido a regime jurídico e que “(...) os proventos dos servidores inativos devem observar o reajuste geral dos servidores públicos (...)” (doc. 13, fl. 09). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, XXXVI, 37, X, 40, § 8º, 51, IV e 52, XIII, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 28.8.2007. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770999. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi devidamente debatida no Tribunal a quo e não se trata de recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a jurisprudência desta Corte. Sustenta a inaplicabilidade do princípio da paridade, com fundamento no art. 40, § 8º, da Lei Maior, em razão da ausência de direito adquirido a regime jurídico e que “(...) os proventos dos servidores inativos devem observar o reajuste geral dos servidores públicos (...)” (doc. 13, fl. 09). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, XXXVI, 37, X, 40, § 8º, 51, IV e 52, XIII, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 28.8.2007. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Amazonas. Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 5º, XXXVI, 37, X, 51, IV, 52, XIII, e 40, §§ 4º e 8º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Amazonas. Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 5º, XXXVI, 37, X, 51, IV, 52, XIII, e 40, §§ 4º e 8º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 596553 AGR / AM PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. CARÁTER GENÉRICO. INCLUSÃO NOS PROVENTOS. CF, art. 40, § 8º. I - O Tribunal do Estado do Amazonas, ao interpretar norma local, entendeu que a vantagem objeto da causa possui caráter genérico, portanto integra os proventos do servidor público inativo. O exame da interpretação de normas locais, feita pelo Tribunal local, não pode ser realizado por esta Corte. Precedente. II - Agravo regimental improvido.’ (RE 460.222- AgR/AM, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 23.6.2006.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 722.722-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 18.4.2013.) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal RE 596553 AGR / AM PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. CARÁTER GENÉRICO. INCLUSÃO NOS PROVENTOS. CF, art. 40, § 8º. I - O Tribunal do Estado do Amazonas, ao interpretar norma local, entendeu que a vantagem objeto da causa possui caráter genérico, portanto integra os proventos do servidor público inativo. O exame da interpretação de normas locais, feita pelo Tribunal local, não pode ser realizado por esta Corte. Precedente. II - Agravo regimental improvido.’ (RE 460.222- AgR/AM, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 23.6.2006.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 722.722-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 18.4.2013.) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 596553 AGR / AM extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REAJUSTE. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE ENTRE VENCIMENTOS E PROVENTOS. QUESTÃO DE ORDEM. INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO QUE INSTITUIU A GRATIFICAÇÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA EM ABONO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal RE 596553 AGR / AM extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REAJUSTE. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE ENTRE VENCIMENTOS E PROVENTOS. QUESTÃO DE ORDEM. INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO QUE INSTITUIU A GRATIFICAÇÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA EM ABONO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 596553 AGR / AM AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E SEGURANÇA JURÍDICA. I – Assegura-se aos inativos, com base no direito adquirido, o recebimento da gratificação de produtividade, pois, sendo paga indistintamente aos servidores da ativa, sem qualquer aferição de grau de produtividade, a exclusão dos proventos dos aposentados ofende a isonomia preceituada pelo art. 40, § 8º, da Carta Magna. (...)” (doc. 04, fls. 12-3). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional decidiu que a gratificação de produtividade, por ter caráter geral, incorpora-se aos vencimentos da servidora inativa devidamente reajustada. Para divergir desse entendimento, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 527.656-AgR/ES, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 23.8.2013). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal RE 596553 AGR / AM AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E SEGURANÇA JURÍDICA. I – Assegura-se aos inativos, com base no direito adquirido, o recebimento da gratificação de produtividade, pois, sendo paga indistintamente aos servidores da ativa, sem qualquer aferição de grau de produtividade, a exclusão dos proventos dos aposentados ofende a isonomia preceituada pelo art. 40, § 8º, da Carta Magna. (...)” (doc. 04, fls. 12-3). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional decidiu que a gratificação de produtividade, por ter caráter geral, incorpora-se aos vencimentos da servidora inativa devidamente reajustada. Para divergir desse entendimento, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 527.656-AgR/ES, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 23.8.2013). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 596553 AGR / AM “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE DE CARÁTER GENÉRICO: INCLUSÃO NOS PROVENTOS. CF, art. 40, § 8º. I. - O Tribunal do Estado-membro, interpretando normas locais, entendeu que a vantagem objeto da causa tem caráter genérico. Sendo assim, integra os proventos do aposentado. A interpretação de normas locais, pelo Tribunal local, é feita de forma soberana. II. - Agravo não provido” (RE 460.537- AgR/AM, Rel. Min Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 16.12.2005). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL APOSENTADA. NATUREZA DA VANTAGEM INTEGRADA AOS PROVENTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. Discussões acerca da natureza das parcelas que integram a remuneração ou os proventos do servidor não têm lugar em sede de recurso extraordinário, ante a necessidade de interpretar a legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 283 do STF. Agravo regimental desprovido” (RE 434.934-AgR/CE, Rel. Min. Carlos Britto. 1ª Turma, DJ 20.4.2006). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal RE 596553 AGR / AM “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE DE CARÁTER GENÉRICO: INCLUSÃO NOS PROVENTOS. CF, art. 40, § 8º. I. - O Tribunal do Estado-membro, interpretando normas locais, entendeu que a vantagem objeto da causa tem caráter genérico. Sendo assim, integra os proventos do aposentado. A interpretação de normas locais, pelo Tribunal local, é feita de forma soberana. II. - Agravo não provido” (RE 460.537- AgR/AM, Rel. Min Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 16.12.2005). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL APOSENTADA. NATUREZA DA VANTAGEM INTEGRADA AOS PROVENTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. Discussões acerca da natureza das parcelas que integram a remuneração ou os proventos do servidor não têm lugar em sede de recurso extraordinário, ante a necessidade de interpretar a legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 283 do STF. Agravo regimental desprovido” (RE 434.934-AgR/CE, Rel. Min. Carlos Britto. 1ª Turma, DJ 20.4.2006). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) : VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : VANDER LAAN REIS GOES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780305 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) : VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : VANDER LAAN REIS GOES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780305 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6825897
2014-09-09T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO DE ORIGEM. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2007. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza da gratificação e da sua integração aos proventos da servidora inativa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur278440
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A INATIVO) RE 434934 AgR (1ªT), RE 460537 AgR (2ªT), RE 527656 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 09/10/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
596553
null
RE-AgR
acordaos
RE 596553 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) : VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : VANDER LAAN REIS GOES
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO DE ORIGEM. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.8.2007. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza da gratificação e da sua integração aos proventos da servidora inativa demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi devidamente debatida no Tribunal a quo e não se trata de recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a jurisprudência desta Corte. Sustenta a inaplicabilidade do princípio da paridade, com fundamento no art. 40, § 8..., da Lei Maior, em razão da ausência de direito adquirido a regime jurídico e que “(...) os proventos dos servidores inativos devem observar o reajuste geral dos servidores públicos (...)” (doc. 13, fl. 09). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., XXXVI, 37, X, 40, § 8..., 51, IV e 52, XIII, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 28.8.2007. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770999. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) :VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) :VANDER LAAN REIS GOES R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Amazonas. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a matéria foi devidamente debatida no Tribunal a quo e não se trata de recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a jurisprudência desta Corte. Sustenta a inaplicabilidade do princípio da paridade, com fundamento no art. 40, § 8..., da Lei Maior, em razão da ausência de direito adquirido a regime jurídico e que “(...) os proventos dos servidores inativos devem observar o reajuste geral dos servidores públicos (...)” (doc. 13, fl. 09). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., XXXVI, 37, X, 40, § 8..., 51, IV e 52, XIII, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas publicado em 28.8.2007. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial – decisão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Amazonas. Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 5..., XXXVI, 37, X, 51, IV, 52, XIII, e 40, §§ 4... e 8..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 AMAZONAS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado do Amazonas. Aparelhado o recurso na alegação de afronta aos arts. 5..., XXXVI, 37, X, 51, IV, 52, XIII, e 40, §§ 4... e 8..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. CARÁTER GENÉRICO. INCLUSÃO NOS PROVENTOS. Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8.... I - O Tribunal do Estado do Amazonas, ao interpretar norma local, entendeu que a vantagem objeto da causa possui caráter genérico, portanto integra os proventos do servidor público inativo. O exame da interpretação de normas locais, feita pelo Tribunal local, não pode ser realizado por esta Corte. Precedente. II - Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 460.222- AgR/AM, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 23.6.2006.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 722.722-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 18.4.2013.) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. CARÁTER GENÉRICO. INCLUSÃO NOS PROVENTOS. Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8.... I - O Tribunal do Estado do Amazonas, ao interpretar norma local, entendeu que a vantagem objeto da causa possui caráter genérico, portanto integra os proventos do servidor público inativo. O exame da interpretação de normas locais, feita pelo Tribunal local, não pode ser realizado por esta Corte. Precedente. II - Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 460.222- AgR/AM, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 23.6.2006.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 722.722-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 18.4.2013.) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REAJUSTE. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE ENTRE VENCIMENTOS E PROVENTOS. QUESTÃO DE ORDEM. INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO QUE INSTITUIU A GRATIFICAÇÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA EM ABONO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO PRESIDENTE DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. REAJUSTE. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE ENTRE VENCIMENTOS E PROVENTOS. QUESTÃO DE ORDEM. INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO QUE INSTITUIU A GRATIFICAÇÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA EM ABONO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E SEGURANÇA JURÍDICA. I – Assegura-se aos inativos, com base no direito adquirido, o recebimento da gratificação de produtividade, pois, sendo paga indistintamente aos servidores da ativa, sem qualquer aferição de grau de produtividade, a exclusão dos proventos dos aposentados ofende a isonomia preceituada pelo art. 40, § 8..., da Carta Magna. (...)” (doc. 04, fls. 12-3). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional decidiu que a gratificação de produtividade, por ter caráter geral, incorpora-se aos vencimentos da servidora inativa devidamente reajustada. Para divergir desse entendimento, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 527.656-AgR/ES, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 23.8.2013). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E SEGURANÇA JURÍDICA. I – Assegura-se aos inativos, com base no direito adquirido, o recebimento da gratificação de produtividade, pois, sendo paga indistintamente aos servidores da ativa, sem qualquer aferição de grau de produtividade, a exclusão dos proventos dos aposentados ofende a isonomia preceituada pelo art. 40, § 8..., da Carta Magna. (...)” (doc. 04, fls. 12-3). Verifica-se, portanto, que o Tribunal Regional decidiu que a gratificação de produtividade, por ter caráter geral, incorpora-se aos vencimentos da servidora inativa devidamente reajustada. Para divergir desse entendimento, seria necessária a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Colho precedentes: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no entendimento de que são extensivas aos inativos todas as vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 527.656-AgR/ES, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 23.8.2013). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE DE CARÁTER GENÉRICO: INCLUSÃO NOS PROVENTOS. Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8.... I. - O Tribunal do Estado-membro, interpretando normas locais, entendeu que a vantagem objeto da causa tem caráter genérico. Sendo assim, integra os proventos do aposentado. A interpretação de normas locais, pelo Tribunal local, é feita de forma soberana. II. - Agravo não provido” (Recurso Extraordinário 460.537- AgR/AM, Rel. Min Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 16.12.2005). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL APOSENTADA. NATUREZA DA VANTAGEM INTEGRADA AOS PROVENTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. Discussões acerca da natureza das parcelas que integram a remuneração ou os proventos do servidor não têm lugar em sede de recurso extraordinário, ante a necessidade de interpretar a legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 434.934-AgR/CE, Rel. Min. Carlos Britto. 1... Turma, DJ 20.4.2006). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. ESTADO DO AMAZONAS. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE DE CARÁTER GENÉRICO: INCLUSÃO NOS PROVENTOS. Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8.... I. - O Tribunal do Estado-membro, interpretando normas locais, entendeu que a vantagem objeto da causa tem caráter genérico. Sendo assim, integra os proventos do aposentado. A interpretação de normas locais, pelo Tribunal local, é feita de forma soberana. II. - Agravo não provido” (Recurso Extraordinário 460.537- AgR/AM, Rel. Min Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 16.12.2005). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL APOSENTADA. NATUREZA DA VANTAGEM INTEGRADA AOS PROVENTOS. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. Discussões acerca da natureza das parcelas que integram a remuneração ou os proventos do servidor não têm lugar em sede de recurso extraordinário, ante a necessidade de interpretar a legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas 279 e 283 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 434.934-AgR/CE, Rel. Min. Carlos Britto. 1... Turma, DJ 20.4.2006). Nesse contexto, ajustada à jurisprudência da Suprema Corte, mantenho a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6771000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) : VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : VANDER LAAN REIS GOES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780305 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596.553 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : THEREZINHA FROTA UCHÔA ADV.(A/S) : VIVALDO BARROS FROTA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS ADV.(A/S) : VANDER LAAN REIS GOES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780305 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 553 AMAZONAS", "Recurso Extraordinário 596553", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 553", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 553", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 596 . 553", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 460 . 222 - AgR / AM", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO", "ARE 722 . 722 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 596553", "Recurso Extraordinário 460 . 222 - AgR / AM", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 722 . 722 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 596553 AGR /", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 527 . 656 - AgR / ES", "Recurso Extraordinário 596553 AGR /", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 527 . 656 - AgR / ES", "Recurso Extraordinário 596553 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 460 . 537 - 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2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXVI , 37 , X , 51 , IV , 52 , XIII , e 40 , § § 4 . . . e 8 . . . , da Constituição Federal", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 40 , § 8 .", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 40 , § 8 .", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 /", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Constituição da República ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Carta Magna", "art . 102 da Constituição Federal", "ART . 40 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal do Estado do Amazonas", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", "Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal do Estado", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "THEREZINHA FROTA UCHÔA", "VIVALDO BARROS FROTA", "VANDER LAAN REIS GOES", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "THEREZINHA FROTA UCHÔA", "VIVALDO BARROS FROTA", "VANDER LAAN REIS GOES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "THEREZINHA FROTA UCHÔA", "VIVALDO BARROS FROTA", "VANDER LAAN REIS GOES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Carlos Britto", "Carlos Velloso", "Carlos Britto", "ROSA WEBER", "THEREZINHA FROTA UCHÔA", "VIVALDO BARROS FROTA", "VANDER LAAN REIS GOES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "THEREZINHA FROTA UCHÔA", "VIVALDO BARROS FROTA", "VANDER LAAN REIS GOES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "28", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "28", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "28", ".", "8", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2006", "18", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2006", "18", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2012", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2005", "20", ".", "4", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2005", "20", ".", "4", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – NATUREZA JURÍDICA DO VÍNCULO DOS ORA FUNCIONÁRIOS REPRESENTADOS – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de agosto de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537063. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537064. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). A parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal que: “(...) os trabalhadores da Universidade de São Paulo, representados pelo Embargante foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, ao contrário do previsto na Emenda citada, deixando de esclarecer se de fato, a presente demanda, envolvendo trabalhadores celetistas, também são submetidos à competência da Justiça comum, ou da Justiça do Trabalho, nos moldes previstos no art. 114 da Constituição Federal.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em análise constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Com efeito, a questão concernente à natureza do vínculo dos funcionários representados nesta ação, referida pela parte embargante, não se revela passível de conhecimento, pois essa matéria sequer foi debatida no acórdão recorrido, constituindo, por isso mesmo, tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada na presente sede recursal, tal como referido no acórdão impugnado pelo apelo extremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). A parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal que: “(...) os trabalhadores da Universidade de São Paulo, representados pelo Embargante foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, ao contrário do previsto na Emenda citada, deixando de esclarecer se de fato, a presente demanda, envolvendo trabalhadores celetistas, também são submetidos à competência da Justiça comum, ou da Justiça do Trabalho, nos moldes previstos no art. 114 da Constituição Federal.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em análise constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Com efeito, a questão concernente à natureza do vínculo dos funcionários representados nesta ação, referida pela parte embargante, não se revela passível de conhecimento, pois essa matéria sequer foi debatida no acórdão recorrido, constituindo, por isso mesmo, tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada na presente sede recursal, tal como referido no acórdão impugnado pelo apelo extremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 751917 ED / SP Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (…).” (RE 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal RE 751917 ED / SP Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (…).” (RE 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 751917 ED / SP Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal RE 751917 ED / SP Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) : RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6573324 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) : RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6573324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6573375
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – NATUREZA JURÍDICA DO VÍNCULO DOS ORA FUNCIONÁRIOS REPRESENTADOS – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur273855
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 243832 ED (2ªT), AI 243159 ED (2ªT), Rcl 4395 ED (TP), RTJ 145/664. ("JURA NOVIT CURIA") RTJ 147/994, RTJ 173/335. Número de páginas: 6. Análise: 05/09/2014, BRU.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
751917
null
RE-ED
acordaos
RE 751917 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) : RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – NATUREZA JURÍDICA DO VÍNCULO DOS ORA FUNCIONÁRIOS REPRESENTADOS – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de agosto de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537063. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537064. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) :RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). A parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal que: “(...) os trabalhadores da Universidade de São Paulo, representados pelo Embargante foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, ao contrário do previsto na Emenda citada, deixando de esclarecer se de fato, a presente demanda, envolvendo trabalhadores celetistas, também são submetidos à competência da Justiça comum, ou da Justiça do Trabalho, nos moldes previstos no art. 114 da Constituição Federal.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em análise constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Com efeito, a questão concernente à natureza do vínculo dos funcionários representados nesta ação, referida pela parte embargante, não se revela passível de conhecimento, pois essa matéria sequer foi debatida no acórdão recorrido, constituindo, por isso mesmo, tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada na presente sede recursal, tal como referido no acórdão impugnado pelo apelo extremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). A parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal que: “(...) os trabalhadores da Universidade de São Paulo, representados pelo Embargante foram contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, ao contrário do previsto na Emenda citada, deixando de esclarecer se de fato, a presente demanda, envolvendo trabalhadores celetistas, também são submetidos à competência da Justiça comum, ou da Justiça do Trabalho, nos moldes previstos no art. 114 da Constituição Federal.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em análise constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Com efeito, a questão concernente à natureza do vínculo dos funcionários representados nesta ação, referida pela parte embargante, não se revela passível de conhecimento, pois essa matéria sequer foi debatida no acórdão recorrido, constituindo, por isso mesmo, tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada na presente sede recursal, tal como referido no acórdão impugnado pelo apelo extremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 751917 ED / SP Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (…).” (Recurso Extraordinário 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 751917 ED / SP Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (…).” (Recurso Extraordinário 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 751917 ED / SP Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 751917 ED / SP Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6537065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) : RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6573324 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751.917 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SINTUSP ADV.(A/S) : RENATO PINCOVAI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : PASCHOAL JOSÉ DORSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, a que negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6573324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 917", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 751917 ED / SP", "RTJ 173 / 335", "RTJ 147 / 994 - 995", "Recurso Extraordinário 99 . 978 - ED / PR", "RTJ 90 / 516", "Recurso Extraordinário 751917 ED / SP", "RTJ 173 / 335", "RTJ 147 / 994 - 995", "Recurso Extraordinário 99 . 978 - ED / PR", "RTJ 90 / 516", "Recurso Extraordinário 751917 ED / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 917", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 751 . 917" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "08", "/", "2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "SINTUSP", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "SINTUSP", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO -", "USP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "SINTUSP", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Universidade de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Universidade de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "SINTUSP", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "SINTUSP", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "RENATO PINCOVAI", "JOSÉ DORSA", "Teori Zavascki", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RENATO PINCOVAI", "JOSÉ DORSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RENATO PINCOVAI", "JOSÉ DORSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALDIR PASSARINHO", "ADA PELLEGRINI GRINOVER", "ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO", "ANTONIO SCARANCE FERNANDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALDIR PASSARINHO", "ADA PELLEGRINI GRINOVER", "ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO", "ANTONIO SCARANCE FERNANDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RENATO PINCOVAI", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Déborah Duprat", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "RENATO PINCOVAI", "JOSÉ DORSA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Déborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "05 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "05", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "08", ".", "2014", "24", "/" ] }
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (RE 598.365, Rel. Min. Ayres Britto), relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional. A jurisprudência desta Corte afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 703585 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Luiz Fux. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Luiz Fux. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, tendo por base a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e porque a controvérsia depende da análise de norma infraconstitucional e incide a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário de violação aos arts. 5º, XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885283. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, tendo por base a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e porque a controvérsia depende da análise de norma infraconstitucional e incide a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário de violação aos arts. 5º, XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. LEVANTAMENTO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO. DÚVIDAS. 1. Não se pode confundir ‘dúvida fundada sobre o domínio’, com concurso de credores. É apenas àquela que se refere o parágrafo único do artigo 34 do DL 3365/41 (Lei de Desapropriações). No caso, ademais, o incidente que deu origem à questão debatida no presente recurso especial diz respeito apenas a parte do valor (21%), razão pela qual nada impede o levantamento da quantia restante pelo seu legítimo titular. 2. Recurso provido.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. LEVANTAMENTO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO. DÚVIDAS. 1. Não se pode confundir ‘dúvida fundada sobre o domínio’, com concurso de credores. É apenas àquela que se refere o parágrafo único do artigo 34 do DL 3365/41 (Lei de Desapropriações). No caso, ademais, o incidente que deu origem à questão debatida no presente recurso especial diz respeito apenas a parte do valor (21%), razão pela qual nada impede o levantamento da quantia restante pelo seu legítimo titular. 2. Recurso provido.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) com relação ao art. 5º, XXXVI e LV, ‘verifica-se que sua análise demandaria necessariamente o exame de normas infraconstitucionais’ (e-STJ, fl. 1263); e (ii) no tocante ao art. 93, IX, ‘o v. acórdão recorrido encontra-se em conformidade com esse entendimento, na medida em que, embora contrário aos interesses do recorrente, está suficientemente motivado, não configurando, portanto, ofensa à Constituição Federal’ (e-STJ, fl. 1.264). O recurso não deve ser admitido. Em primeiro lugar, não pode ser acolhida a alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição, em razão de suposta ausência de intimação da parte recorrente da sessão de julgamento do recurso especial interposto pelo ora recorrido, Banque Nationale de Paris (SUISSE) S/A. Veja-se trecho da questão de ordem resolvida pelo Superior Tribunal de Justiça, na qual se concluiu pela ausência de interesse do ora recorrente no julgamento do recurso especial (e-STJ, fls. 1.047/48): ‘Às fls. 888-890, Luiz Leonardo Goulart Advogados peticionou nos autos requerendo o reconhecimento da nulidade do julgamento do apelo especial, uma vez que, apesar de figurar como agravado no recurso que originou o presente especial, não foi intimado para as sessões de julgamento, deixando de exercer seu direito de sustentar oralmente suas contrarrazões. […] Entendo que não assiste razão ao requerente. Isso porque, conforme já demonstrado no relatório do presente recurso, o ora requerente ingressou nos autos por meio de simples petição acostada aos autos da execução de sentença proferida em ação de desapropriação proposta contra Cotra S/A, na qual pleiteou o levantamento de importância depositada a título de indenização, amparando-se em instrumento particular supostamente firmado com a empresa expropriada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) com relação ao art. 5º, XXXVI e LV, ‘verifica-se que sua análise demandaria necessariamente o exame de normas infraconstitucionais’ (e-STJ, fl. 1263); e (ii) no tocante ao art. 93, IX, ‘o v. acórdão recorrido encontra-se em conformidade com esse entendimento, na medida em que, embora contrário aos interesses do recorrente, está suficientemente motivado, não configurando, portanto, ofensa à Constituição Federal’ (e-STJ, fl. 1.264). O recurso não deve ser admitido. Em primeiro lugar, não pode ser acolhida a alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição, em razão de suposta ausência de intimação da parte recorrente da sessão de julgamento do recurso especial interposto pelo ora recorrido, Banque Nationale de Paris (SUISSE) S/A. Veja-se trecho da questão de ordem resolvida pelo Superior Tribunal de Justiça, na qual se concluiu pela ausência de interesse do ora recorrente no julgamento do recurso especial (e-STJ, fls. 1.047/48): ‘Às fls. 888-890, Luiz Leonardo Goulart Advogados peticionou nos autos requerendo o reconhecimento da nulidade do julgamento do apelo especial, uma vez que, apesar de figurar como agravado no recurso que originou o presente especial, não foi intimado para as sessões de julgamento, deixando de exercer seu direito de sustentar oralmente suas contrarrazões. […] Entendo que não assiste razão ao requerente. Isso porque, conforme já demonstrado no relatório do presente recurso, o ora requerente ingressou nos autos por meio de simples petição acostada aos autos da execução de sentença proferida em ação de desapropriação proposta contra Cotra S/A, na qual pleiteou o levantamento de importância depositada a título de indenização, amparando-se em instrumento particular supostamente firmado com a empresa expropriada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP O mencionado pedido, entretanto, foi indeferido pela instância de origem (fls. 627-629), sem que o Tribunal de origem tenha se manifestado a respeito de eventual ingresso do requerente no feito, na qualidade de interessado. Ademais, o agravo de instrumento interposto pelo ora requerente perante esta Corte contra decisão denegatória de recurso especial manejado em face do acórdão que manteve o indeferimento do mencionado pedido de levantamento de valores foi desprovido, por acórdão transitado em julgado em 01 de setembro de 2009 (Ag 1.091.589-SP, da Relatoria do Ministro Humberto Martins). Dessa forma, verifica-se que a discussão a respeito da eventual possibilidade de levantamento, pelo ora requerente, de valores depositados em favor de Contra S/A na ação de desapropriação já foi objeto de recurso endereçado a esta Corte, o que demonstra que o requerente já exerceu seu direito de defesa oportunamente. Assim, não se vislumbra interesse do requerente no resultado do presente recurso interposto por Banque Nationale de Paris (Suisse), tampouco nenhum prejuízo que lhe tenha sido causado em decorrência da falta de intimação para a respectiva sessão de julgamento, motivo pelo qual indefiro o pedido de renovação do julgamento.’ O Superior Tribunal de Justiça assentou, ainda, a desnecessidade da intimação da parte ora recorrente para a sessão de julgamento do recurso de sua competência, tendo em conta que não havia nos autos elementos para corroborar o seu eventual interesse na lide. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto condutor do acórdão dos embargos declaratórios julgados por aquela Corte Superior (e-STJ, fl. 1.166): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP O mencionado pedido, entretanto, foi indeferido pela instância de origem (fls. 627-629), sem que o Tribunal de origem tenha se manifestado a respeito de eventual ingresso do requerente no feito, na qualidade de interessado. Ademais, o agravo de instrumento interposto pelo ora requerente perante esta Corte contra decisão denegatória de recurso especial manejado em face do acórdão que manteve o indeferimento do mencionado pedido de levantamento de valores foi desprovido, por acórdão transitado em julgado em 01 de setembro de 2009 (Ag 1.091.589-SP, da Relatoria do Ministro Humberto Martins). Dessa forma, verifica-se que a discussão a respeito da eventual possibilidade de levantamento, pelo ora requerente, de valores depositados em favor de Contra S/A na ação de desapropriação já foi objeto de recurso endereçado a esta Corte, o que demonstra que o requerente já exerceu seu direito de defesa oportunamente. Assim, não se vislumbra interesse do requerente no resultado do presente recurso interposto por Banque Nationale de Paris (Suisse), tampouco nenhum prejuízo que lhe tenha sido causado em decorrência da falta de intimação para a respectiva sessão de julgamento, motivo pelo qual indefiro o pedido de renovação do julgamento.’ O Superior Tribunal de Justiça assentou, ainda, a desnecessidade da intimação da parte ora recorrente para a sessão de julgamento do recurso de sua competência, tendo em conta que não havia nos autos elementos para corroborar o seu eventual interesse na lide. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto condutor do acórdão dos embargos declaratórios julgados por aquela Corte Superior (e-STJ, fl. 1.166): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP ‘Em relação aos aclaratórios de Luiz Leonardo Goulart Advogados, em questão de ordem (fls. 1045-1048), decidiu-se pela desnecessidade de sua intimação para a sessão de julgamento, tendo em vista que (a) o Tribunal de origem não se manifestou acerca de seu eventual interesse, na qualidade de interessado e; (b) transitou em julgado a decisão que indeferiu seu pedido de levantamento do crédito.’ Dissentir de tais conclusões, a fim de afirmar eventual interesse do recorrente no julgamento de recurso interposto por outrem e, em consequência, a existência de vício decorrente da ausência de intimação para o respectivo julgamento, demandaria o exame da legislação processual pertinente, bem como uma nova análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incide, neste ponto, a Súmula 279/STF. Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça, quanto ao interesse da parte recorrente no julgamento do recurso, decidiu a questão amparado nos pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, não havendo questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 598.365, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP ‘Em relação aos aclaratórios de Luiz Leonardo Goulart Advogados, em questão de ordem (fls. 1045-1048), decidiu-se pela desnecessidade de sua intimação para a sessão de julgamento, tendo em vista que (a) o Tribunal de origem não se manifestou acerca de seu eventual interesse, na qualidade de interessado e; (b) transitou em julgado a decisão que indeferiu seu pedido de levantamento do crédito.’ Dissentir de tais conclusões, a fim de afirmar eventual interesse do recorrente no julgamento de recurso interposto por outrem e, em consequência, a existência de vício decorrente da ausência de intimação para o respectivo julgamento, demandaria o exame da legislação processual pertinente, bem como uma nova análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incide, neste ponto, a Súmula 279/STF. Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça, quanto ao interesse da parte recorrente no julgamento do recurso, decidiu a questão amparado nos pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, não havendo questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do RE 598.365, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP Em terceiro lugar, consignou-se, no julgamento dos embargos declaratórios pelo STJ, que transitou em julgado a decisão que indeferira o pedido da parte recorrente de levantamento do crédito. Veja-se, a propósito, o trecho do voto do Ministro Teori Zavascki, à época integrante do Superior Tribunal de Justiça: ‘O acórdão embargado afastou a alegação de ofensa à coisa julgada decorrente do REsp 345.338, ao argumento de que ‘a decisão que determina a disputa in genere do preço nas vias próprias não se confunde com a que rejeita levantamento da parcela incontroversa, calcada em novel causa petendi’’ Nessas circunstâncias, conclui-se que a questão relativa ao trânsito em julgado do indeferimento do pedido de levantamento do crédito pela parte recorrente, bem como a alegada ofensa ao decidido no REsp 345.338, insere-se no exame acerca dos limites objetivos da coisa julgada, matéria que não comporta exame em sede de recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP Em terceiro lugar, consignou-se, no julgamento dos embargos declaratórios pelo STJ, que transitou em julgado a decisão que indeferira o pedido da parte recorrente de levantamento do crédito. Veja-se, a propósito, o trecho do voto do Ministro Teori Zavascki, à época integrante do Superior Tribunal de Justiça: ‘O acórdão embargado afastou a alegação de ofensa à coisa julgada decorrente do REsp 345.338, ao argumento de que ‘a decisão que determina a disputa in genere do preço nas vias próprias não se confunde com a que rejeita levantamento da parcela incontroversa, calcada em novel causa petendi’’ Nessas circunstâncias, conclui-se que a questão relativa ao trânsito em julgado do indeferimento do pedido de levantamento do crédito pela parte recorrente, bem como a alegada ofensa ao decidido no REsp 345.338, insere-se no exame acerca dos limites objetivos da coisa julgada, matéria que não comporta exame em sede de recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 703.585, já que se proclama que a coisa julgada não tem estatura maior, constitucional. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6848087. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 703.585, já que se proclama que a coisa julgada não tem estatura maior, constitucional. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6848087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) : BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780335 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) : BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6930962
2014-09-09T00:00:00
2014-10-13T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (RE 598.365, Rel. Min. Ayres Britto), relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional. A jurisprudência desta Corte afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur280223
- Acórdão(s) citado(s): (PRESSUPOSTO RECURSAL, TRIBUNAL DIVERSO) RE 598365 RG. Número de páginas: 10. Análise: 04/11/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
703585
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 703585 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) : BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão discutida (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. Ayres Britto), relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional. A jurisprudência desta Corte afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de violação aos limites da coisa julgada, uma vez que se trata de tema cujo âmbito é estritamente infraconstitucional. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 703585 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Luiz Fux. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Luiz Fux. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, tendo por base a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e porque a controvérsia depende da análise de norma infraconstitucional e incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário de violação aos arts. 5..., XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885283. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) :BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) :ARNOLDO WALD ADV.(A/S) :LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, tendo por base a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e porque a controvérsia depende da análise de norma infraconstitucional e incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário de violação aos arts. 5..., XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. LEVANTAMENTO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO. DÚVIDAS. 1. Não se pode confundir ‘dúvida fundada sobre o domínio’, com concurso de credores. É apenas àquela que se refere o parágrafo único do artigo 34 do DL 3365/41 (Lei de Desapropriações). No caso, ademais, o incidente que deu origem à questão debatida no presente recurso especial diz respeito apenas a parte do valor (21%), razão pela qual nada impede o levantamento da quantia restante pelo seu legítimo titular. 2. Recurso provido.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. LEVANTAMENTO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO. DÚVIDAS. 1. Não se pode confundir ‘dúvida fundada sobre o domínio’, com concurso de credores. É apenas àquela que se refere o parágrafo único do artigo 34 do DL 3365/41 (Lei de Desapropriações). No caso, ademais, o incidente que deu origem à questão debatida no presente recurso especial diz respeito apenas a parte do valor (21%), razão pela qual nada impede o levantamento da quantia restante pelo seu legítimo titular. 2. Recurso provido.’ O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXVI e LV; 93, IX; e 105, III, a e c, todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) com relação ao art. 5..., XXXVI e LV, ‘verifica-se que sua análise demandaria necessariamente o exame de normas infraconstitucionais’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1263); e (ii) no tocante ao art. 93, IX, ‘o v. acórdão recorrido encontra-se em conformidade com esse entendimento, na medida em que, embora contrário aos interesses do recorrente, está suficientemente motivado, não configurando, portanto, ofensa à Constituição Federal’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.264). O recurso não deve ser admitido. Em primeiro lugar, não pode ser acolhida a alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição, em razão de suposta ausência de intimação da parte recorrente da sessão de julgamento do recurso especial interposto pelo ora recorrido, Banque Nationale de Paris (SUISSE) S/A. Veja-se trecho da questão de ordem resolvida pelo Superior Tribunal de Justiça, na qual se concluiu pela ausência de interesse do ora recorrente no julgamento do recurso especial (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 1.047/48): ‘Às fls. 888-890, Luiz Leonardo Goulart Advogados peticionou nos autos requerendo o reconhecimento da nulidade do julgamento do apelo especial, uma vez que, apesar de figurar como agravado no recurso que originou o presente especial, não foi intimado para as sessões de julgamento, deixando de exercer seu direito de sustentar oralmente suas contrarrazões. […] Entendo que não assiste razão ao requerente. Isso porque, conforme já demonstrado no relatório do presente recurso, o ora requerente ingressou nos autos por meio de simples petição acostada aos autos da execução de sentença proferida em ação de desapropriação proposta contra Cotra S/A, na qual pleiteou o levantamento de importância depositada a título de indenização, amparando-se em instrumento particular supostamente firmado com a empresa expropriada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) com relação ao art. 5..., XXXVI e LV, ‘verifica-se que sua análise demandaria necessariamente o exame de normas infraconstitucionais’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1263); e (ii) no tocante ao art. 93, IX, ‘o v. acórdão recorrido encontra-se em conformidade com esse entendimento, na medida em que, embora contrário aos interesses do recorrente, está suficientemente motivado, não configurando, portanto, ofensa à Constituição Federal’ (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.264). O recurso não deve ser admitido. Em primeiro lugar, não pode ser acolhida a alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição, em razão de suposta ausência de intimação da parte recorrente da sessão de julgamento do recurso especial interposto pelo ora recorrido, Banque Nationale de Paris (SUISSE) S/A. Veja-se trecho da questão de ordem resolvida pelo Superior Tribunal de Justiça, na qual se concluiu pela ausência de interesse do ora recorrente no julgamento do recurso especial (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 1.047/48): ‘Às fls. 888-890, Luiz Leonardo Goulart Advogados peticionou nos autos requerendo o reconhecimento da nulidade do julgamento do apelo especial, uma vez que, apesar de figurar como agravado no recurso que originou o presente especial, não foi intimado para as sessões de julgamento, deixando de exercer seu direito de sustentar oralmente suas contrarrazões. […] Entendo que não assiste razão ao requerente. Isso porque, conforme já demonstrado no relatório do presente recurso, o ora requerente ingressou nos autos por meio de simples petição acostada aos autos da execução de sentença proferida em ação de desapropriação proposta contra Cotra S/A, na qual pleiteou o levantamento de importância depositada a título de indenização, amparando-se em instrumento particular supostamente firmado com a empresa expropriada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP O mencionado pedido, entretanto, foi indeferido pela instância de origem (fls. 627-629), sem que o Tribunal de origem tenha se manifestado a respeito de eventual ingresso do requerente no feito, na qualidade de interessado. Ademais, o agravo de instrumento interposto pelo ora requerente perante esta Corte contra decisão denegatória de recurso especial manejado em face do acórdão que manteve o indeferimento do mencionado pedido de levantamento de valores foi desprovido, por acórdão transitado em julgado em 01 de setembro de 2009 (Ag 1.091.589-SP, da Relatoria do Ministro Humberto Martins). Dessa forma, verifica-se que a discussão a respeito da eventual possibilidade de levantamento, pelo ora requerente, de valores depositados em favor de Contra S/A na ação de desapropriação já foi objeto de recurso endereçado a esta Corte, o que demonstra que o requerente já exerceu seu direito de defesa oportunamente. Assim, não se vislumbra interesse do requerente no resultado do presente recurso interposto por Banque Nationale de Paris (Suisse), tampouco nenhum prejuízo que lhe tenha sido causado em decorrência da falta de intimação para a respectiva sessão de julgamento, motivo pelo qual indefiro o pedido de renovação do julgamento.’ O Superior Tribunal de Justiça assentou, ainda, a desnecessidade da intimação da parte ora recorrente para a sessão de julgamento do recurso de sua competência, tendo em conta que não havia nos autos elementos para corroborar o seu eventual interesse na lide. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto condutor do acórdão dos embargos declaratórios julgados por aquela Corte Superior (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.166): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP O mencionado pedido, entretanto, foi indeferido pela instância de origem (fls. 627-629), sem que o Tribunal de origem tenha se manifestado a respeito de eventual ingresso do requerente no feito, na qualidade de interessado. Ademais, o agravo de instrumento interposto pelo ora requerente perante esta Corte contra decisão denegatória de recurso especial manejado em face do acórdão que manteve o indeferimento do mencionado pedido de levantamento de valores foi desprovido, por acórdão transitado em julgado em 01 de setembro de 2009 (Ag 1.091.589-SP, da Relatoria do Ministro Humberto Martins). Dessa forma, verifica-se que a discussão a respeito da eventual possibilidade de levantamento, pelo ora requerente, de valores depositados em favor de Contra S/A na ação de desapropriação já foi objeto de recurso endereçado a esta Corte, o que demonstra que o requerente já exerceu seu direito de defesa oportunamente. Assim, não se vislumbra interesse do requerente no resultado do presente recurso interposto por Banque Nationale de Paris (Suisse), tampouco nenhum prejuízo que lhe tenha sido causado em decorrência da falta de intimação para a respectiva sessão de julgamento, motivo pelo qual indefiro o pedido de renovação do julgamento.’ O Superior Tribunal de Justiça assentou, ainda, a desnecessidade da intimação da parte ora recorrente para a sessão de julgamento do recurso de sua competência, tendo em conta que não havia nos autos elementos para corroborar o seu eventual interesse na lide. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto condutor do acórdão dos embargos declaratórios julgados por aquela Corte Superior (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.166): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP ‘Em relação aos aclaratórios de Luiz Leonardo Goulart Advogados, em questão de ordem (fls. 1045-1048), decidiu-se pela desnecessidade de sua intimação para a sessão de julgamento, tendo em vista que (a) o Tribunal de origem não se manifestou acerca de seu eventual interesse, na qualidade de interessado e; (b) transitou em julgado a decisão que indeferiu seu pedido de levantamento do crédito.’ Dissentir de tais conclusões, a fim de afirmar eventual interesse do recorrente no julgamento de recurso interposto por outrem e, em consequência, a existência de vício decorrente da ausência de intimação para o respectivo julgamento, demandaria o exame da legislação processual pertinente, bem como uma nova análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incide, neste ponto, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça, quanto ao interesse da parte recorrente no julgamento do recurso, decidiu a questão amparado nos pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, não havendo questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 598.365, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP ‘Em relação aos aclaratórios de Luiz Leonardo Goulart Advogados, em questão de ordem (fls. 1045-1048), decidiu-se pela desnecessidade de sua intimação para a sessão de julgamento, tendo em vista que (a) o Tribunal de origem não se manifestou acerca de seu eventual interesse, na qualidade de interessado e; (b) transitou em julgado a decisão que indeferiu seu pedido de levantamento do crédito.’ Dissentir de tais conclusões, a fim de afirmar eventual interesse do recorrente no julgamento de recurso interposto por outrem e, em consequência, a existência de vício decorrente da ausência de intimação para o respectivo julgamento, demandaria o exame da legislação processual pertinente, bem como uma nova análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incide, neste ponto, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça, quanto ao interesse da parte recorrente no julgamento do recurso, decidiu a questão amparado nos pressupostos de admissibilidade de recurso de sua competência, não havendo questão constitucional a ser examinada. Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 598.365, julgado sob a relatoria do Ministro Ayres Britto: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 703585 AGR / SP Em terceiro lugar, consignou-se, no julgamento dos embargos declaratórios pelo Superior Tribunal de Justiça, que transitou em julgado a decisão que indeferira o pedido da parte recorrente de levantamento do crédito. Veja-se, a propósito, o trecho do voto do Ministro Teori Zavascki, à época integrante do Superior Tribunal de Justiça: ‘O acórdão embargado afastou a alegação de ofensa à coisa julgada decorrente do REsp 345.338, ao argumento de que ‘a decisão que determina a disputa in genere do preço nas vias próprias não se confunde com a que rejeita levantamento da parcela incontroversa, calcada em novel causa petendi’’ Nessas circunstâncias, conclui-se que a questão relativa ao trânsito em julgado do indeferimento do pedido de levantamento do crédito pela parte recorrente, bem como a alegada ofensa ao decidido no REsp 345.338, insere-se no exame acerca dos limites objetivos da coisa julgada, matéria que não comporta exame em sede de recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Supremo Tribunal Federal ARE 703585 AGR / SP Em terceiro lugar, consignou-se, no julgamento dos embargos declaratórios pelo Superior Tribunal de Justiça, que transitou em julgado a decisão que indeferira o pedido da parte recorrente de levantamento do crédito. Veja-se, a propósito, o trecho do voto do Ministro Teori Zavascki, à época integrante do Superior Tribunal de Justiça: ‘O acórdão embargado afastou a alegação de ofensa à coisa julgada decorrente do REsp 345.338, ao argumento de que ‘a decisão que determina a disputa in genere do preço nas vias próprias não se confunde com a que rejeita levantamento da parcela incontroversa, calcada em novel causa petendi’’ Nessas circunstâncias, conclui-se que a questão relativa ao trânsito em julgado do indeferimento do pedido de levantamento do crédito pela parte recorrente, bem como a alegada ofensa ao decidido no REsp 345.338, insere-se no exame acerca dos limites objetivos da coisa julgada, matéria que não comporta exame em sede de recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 703.585, já que se proclama que a coisa julgada não tem estatura maior, constitucional. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6848087. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 703.585, já que se proclama que a coisa julgada não tem estatura maior, constitucional. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6848087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) : BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780335 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ LEONARDO GOULART ADVOGADOS SOCIEDADE ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART AGDO.(A/S) : BANQUE NATIONALE DE PARIS (SUISSE) S/A ADV.(A/S) : ARNOLDO WALD ADV.(A/S) : LUIZ LEONARDO GOULART E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780335 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 703 . 585", "SÚMULA 279 / Supremo", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "ARE 703585 AGR / SP", "ARE 703585 AGR / SP", "AGRAVO 703 . 585", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 703585 AGR / SP", "ARE 703585 AGR / SP", "ARE 703585 AGR / SP", "Ag 1 . 091 . 589 - SP", "ARE 703585 AGR / SP", "Ag 1 . 091 . 589 - SP", "ARE 703585 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 584 . 608 . ’", "ARE 703585 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 584 . 608 .", "ARE 703585 AGR / SP", "REsp 345 . 338", "REsp 345 . 338", "ARE 703585 AGR / SP", "REsp 345 . 338", "REsp 345 . 338", "Recurso Extraordinário com Agravo n 703 . 585" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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. 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ 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PARIS", "SUISSE", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANQUE NATIONALE DE PARIS", "SUISSE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUIZ LEONARDO GOULART", "ARNOLDO WALD", "LUIZ LEONARDO GOULART", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUIZ LEONARDO GOULART", "ARNOLDO WALD", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUIZ LEONARDO GOULART", "ARNOLDO WALD", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Humberto Martins", "Humberto Martins", "ROBERTO BARROSO", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Luiz Leonardo Goulart Advogados", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUIZ LEONARDO GOULART", "ARNOLDO WALD", "LUIZ LEONARDO GOULART", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ LEONARDO GOULART", "LUIZ LEONARDO GOULART", "ARNOLDO WALD", "LUIZ LEONARDO GOULART", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CÁLCULO DE ADICIONAL DE FÉRIAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. As alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria a interpretação de legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedentes. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, a atrair a incidência da Súmula 279/STF. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 784971 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento a agravo, por estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589584. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento a agravo, por estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. VERBAS DO TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS NÃO PAGAS NO SEU DEVIDO TEMPO. DEVIDAS PARCELAS VENCIDAS E AQUELAS VINCENDAS NO CURSO DO PROCESSO, CORRESPONDENTES AO PERÍODO AQUISIITO ANUAL COMPLETO. CÁLCULO DO ADICIONAL DE FÉRIAS COM BASE EM TODA REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR. RECURSO NÃO PROVIDO. ‘ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 2º; 5º, LIV, LV; 18; todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem na hipótese as súmulas 282 e 356/ STF e, ainda, que o Supremo Tribunal Federal já firmou posicionamento no sentido de que a ofensa ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, quando muito, é meramente reflexa ao Texto Constitucional, não sendo possível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. VERBAS DO TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS NÃO PAGAS NO SEU DEVIDO TEMPO. DEVIDAS PARCELAS VENCIDAS E AQUELAS VINCENDAS NO CURSO DO PROCESSO, CORRESPONDENTES AO PERÍODO AQUISIITO ANUAL COMPLETO. CÁLCULO DO ADICIONAL DE FÉRIAS COM BASE EM TODA REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR. RECURSO NÃO PROVIDO. ‘ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 2º; 5º, LIV, LV; 18; todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem na hipótese as súmulas 282 e 356/ STF e, ainda, que o Supremo Tribunal Federal já firmou posicionamento no sentido de que a ofensa ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, quando muito, é meramente reflexa ao Texto Constitucional, não sendo possível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA impugná-la na via estreita do recurso extraordinário. O recurso não deve ser provido. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa. (RE 596.579- AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 24.09.2010). No que diz respeito aos arts. 2º e 18; nota-se que as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Quanto às demais alegações, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, afirmando não fazer jus a parte recorrida às verbas pleiteadas. Nessas condições, incide a Súmula 279/STF. Incide, igualmente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA impugná-la na via estreita do recurso extraordinário. O recurso não deve ser provido. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa. (RE 596.579- AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 24.09.2010). No que diz respeito aos arts. 2º e 18; nota-se que as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Quanto às demais alegações, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, afirmando não fazer jus a parte recorrida às verbas pleiteadas. Nessas condições, incide a Súmula 279/STF. Incide, igualmente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário’.” 2. No mesmo sentido, e tratando da mesma controvérsia dos autos, veja-se a ementa do ARE 770.935-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Rosa Weber: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AÇÃO DE COBRANÇA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.7.2011. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicação das Súmulas 282 e 356/STF. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. A alegada violação do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário’.” 2. No mesmo sentido, e tratando da mesma controvérsia dos autos, veja-se a ementa do ARE 770.935-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Rosa Weber: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AÇÃO DE COBRANÇA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.7.2011. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicação das Súmulas 282 e 356/STF. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. A alegada violação do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA Agravo regimental conhecido e não provido.” 3. Outros precedentes nessa linha: ARE 788.613-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 774.637, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 748.331-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA Agravo regimental conhecido e não provido.” 3. Outros precedentes nessa linha: ARE 788.613-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; ARE 774.637, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 748.331-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) : RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) : JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623770 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) : RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) : JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6638552
2014-08-19T00:00:00
2014-09-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CÁLCULO DE ADICIONAL DE FÉRIAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. As alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria a interpretação de legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedentes. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, a atrair a incidência da Súmula 279/STF. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur275144
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) ARE 748331 AgR (2ªT), ARE 770935 AgR (1ªT), ARE 788613 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (PREQUESTIONAMENTO) ARE 774637. Número de páginas: 8. Análise: 09/09/2014, MAR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
784971
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 784971 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) : RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) : JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. CÁLCULO DE ADICIONAL DE FÉRIAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. As alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). O exame do recurso extraordinário permite constatar que a hipótese envolveria a interpretação de legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedentes. Hipótese em que, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, a atrair a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 784971 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participaram deste julgamento, justificadamente, os Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 19 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589583. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento a agravo, por estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589584. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) :RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) :JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) :BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento a agravo, por estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil). 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal. 3. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. VERBAS DO TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS NÃO PAGAS NO SEU DEVIDO TEMPO. DEVIDAS PARCELAS VENCIDAS E AQUELAS VINCENDAS NO CURSO DO PROCESSO, CORRESPONDENTES AO PERÍODO AQUISIITO ANUAL COMPLETO. CÁLCULO DO ADICIONAL DE FÉRIAS COM BASE EM TODA REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR. RECURSO NÃO PROVIDO. ‘ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 2...; 5..., LIV, LV; 18; todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem na hipótese as súmulas 282 e 356/ Supremo Tribunal Federal e, ainda, que o Supremo Tribunal Federal já firmou posicionamento no sentido de que a ofensa ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, quando muito, é meramente reflexa ao Texto Constitucional, não sendo possível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. VERBAS DO TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS NÃO PAGAS NO SEU DEVIDO TEMPO. DEVIDAS PARCELAS VENCIDAS E AQUELAS VINCENDAS NO CURSO DO PROCESSO, CORRESPONDENTES AO PERÍODO AQUISIITO ANUAL COMPLETO. CÁLCULO DO ADICIONAL DE FÉRIAS COM BASE EM TODA REMUNERAÇÃO DO SERVIDOR. RECURSO NÃO PROVIDO. ‘ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 2...; 5..., LIV, LV; 18; todos da Constituição. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que incidem na hipótese as súmulas 282 e 356/ Supremo Tribunal Federal e, ainda, que o Supremo Tribunal Federal já firmou posicionamento no sentido de que a ofensa ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, quando muito, é meramente reflexa ao Texto Constitucional, não sendo possível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA impugná-la na via estreita do recurso extraordinário. O recurso não deve ser provido. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa. (Recurso Extraordinário 596.579- AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 24.09.2010). No que diz respeito aos arts. 2... e 18; nota-se que as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Quanto às demais alegações, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, afirmando não fazer jus a parte recorrida às verbas pleiteadas. Nessas condições, incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Incide, igualmente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA impugná-la na via estreita do recurso extraordinário. O recurso não deve ser provido. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa. (Recurso Extraordinário 596.579- AgR/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 24.09.2010). No que diz respeito aos arts. 2... e 18; nota-se que as alegações de ofensa à Constituição não foram apreciadas pelo acórdão impugnado. Tampouco foram suscitadas nos embargos declaratórios opostos. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Quanto às demais alegações, o recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, afirmando não fazer jus a parte recorrida às verbas pleiteadas. Nessas condições, incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Incide, igualmente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘(...) II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário’.” 2. No mesmo sentido, e tratando da mesma controvérsia dos autos, veja-se a ementa do ARE 770.935-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Rosa Weber: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AÇÃO DE COBRANÇA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.7.2011. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicação das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. A alegada violação do art. 5..., XXXV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego seguimento ao recurso extraordinário’.” 2. No mesmo sentido, e tratando da mesma controvérsia dos autos, veja-se a ementa do ARE 770.935-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Rosa Weber: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. AÇÃO DE COBRANÇA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOVAÇÃO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.7.2011. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicação das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes. A alegada violação do art. 5..., XXXV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 784971 AGR / BA Agravo regimental conhecido e não provido.” 3. Outros precedentes nessa linha: ARE 788.613-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 774.637, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 748.331-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Supremo Tribunal Federal ARE 784971 AGR / BA Agravo regimental conhecido e não provido.” 3. Outros precedentes nessa linha: ARE 788.613-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 774.637, Rel. Min. Teori Zavascki; e ARE 748.331-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6589585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) : RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) : JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623770 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.971 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO ADV.(A/S) : RAFAEL BORGES SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIANCLE DA SILVA ARAÚJO AGDO.(A/S) : JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS ADV.(A/S) : BRUNO TÍNEL DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784 . 971", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 784971 AGR / BA", "ARE 784971 AGR / BA", "AGRAVO 784 . 971", "súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784 . 971", "súmulas 282", "ARE 784971 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR / MG", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 839 . 837 - AgR", "ARE 784971 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR / MG", "Súmulas 282", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 839 . 837 - AgR", "ARE 784971 AGR / BA", "ARE 770 . 935 - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 784971 AGR / BA", "ARE 770 . 935 - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 784971 AGR / BA", "ARE 788 . 613 - AgR", "ARE 774 . 637", "ARE 748 . 331 - AgR", "ARE 784971 AGR / BA", "ARE 788 . 613 - AgR", "ARE 774 . 637", "ARE 748 . 331 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 2 . . .", "Texto", "Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 2 . . . ; 5 . . . , LIV , LV ; 18 ; todos da Constituição", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI /", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "MUNICÍPIO DE CAPIM GROSSO", "BAHIA", "MUNICÍPIO DE CAPIM 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Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL BORGES SANTOS", "THIANCLE DA SILVA ARAÚJO", "JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS", "BRUNO TÍNEL DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL BORGES SANTOS", "THIANCLE DA SILVA ARAÚJO", "JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS", "BRUNO TÍNEL DE CARVALHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL BORGES SANTOS", "THIANCLE DA SILVA ARAÚJO", "JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS", "BRUNO TÍNEL DE CARVALHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL BORGES SANTOS", "THIANCLE DA SILVA ARAÚJO", "JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS", "BRUNO TÍNEL DE CARVALHO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL BORGES SANTOS", "THIANCLE DA SILVA ARAÚJO", "JANDIRA MARIA SOUZA SANTOS", "BRUNO", "TÍNEL DE CARVALHO", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "7", ".", "2011", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL COMPETÊNCIA – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO - JUSTIÇA COMUM. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o interesse genérico ou indireto da União não é apto para o deslocamento da competência à Justiça Federal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - À folha 458 à 460, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem, em ação relativa a empréstimo compulsório sobre consumo de energia elétrica formalizada contra a Eletrobrás, concluiu pela competência da Justiça Comum. Assentou inexistir litisconsórcio passivo necessário considerada a União, não cabendo o julgamento à Justiça Federal. No tocante à competência da Justiça Comum, a jurisprudência de ambas as Turmas do Supremo é pacífica no sentido de que o interesse da União para o deslocamento da competência não pode ser apenas genérico ou indireto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - À folha 458 à 460, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem, em ação relativa a empréstimo compulsório sobre consumo de energia elétrica formalizada contra a Eletrobrás, concluiu pela competência da Justiça Comum. Assentou inexistir litisconsórcio passivo necessário considerada a União, não cabendo o julgamento à Justiça Federal. No tocante à competência da Justiça Comum, a jurisprudência de ambas as Turmas do Supremo é pacífica no sentido de que o interesse da União para o deslocamento da competência não pode ser apenas genérico ou indireto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 795792 AGR / RS Confiram as seguintes ementas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESTITUIÇÃO DE DEBÊNTURES CONTRA A ELETROBRÁS. INTERESSE JURÍDICO DA UNIÃO AFASTADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Na ausência de interesse jurídico da União no feito, compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 775.333, Primeira Turma, relator ministro Ricardo Lewandowski, Diário da Justiça eletrônico de 10 de março de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) CONSTITUCIONAL. ART. 109, INC. I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO DA UNIÃO, DE AUTARQUIA OU DE EMPRESA PÚBLICA PARA INTEGRAR A LIDE. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DE UM DESSES ENTES. IMPOSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. 2) ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 588.134, Primeira Turma, relatora ministra Cármen Lúcia, Diário da Justiça eletrônico de 1º de julho de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. COMPETÊNCIA: ART. 109, I, DA CB. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal RE 795792 AGR / RS Confiram as seguintes ementas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESTITUIÇÃO DE DEBÊNTURES CONTRA A ELETROBRÁS. INTERESSE JURÍDICO DA UNIÃO AFASTADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Na ausência de interesse jurídico da União no feito, compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 775.333, Primeira Turma, relator ministro Ricardo Lewandowski, Diário da Justiça eletrônico de 10 de março de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) CONSTITUCIONAL. ART. 109, INC. I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO DA UNIÃO, DE AUTARQUIA OU DE EMPRESA PÚBLICA PARA INTEGRAR A LIDE. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DE UM DESSES ENTES. IMPOSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. 2) ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 588.134, Primeira Turma, relatora ministra Cármen Lúcia, Diário da Justiça eletrônico de 1º de julho de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. COMPETÊNCIA: ART. 109, I, DA CB. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 795792 AGR / RS PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. Não havendo interesse jurídico da União no feito, em se tratando de demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular, a competência é da justiça estadual. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência dos óbices das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 4. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 677.479, Segunda Turma, relator ministro Eros Grau, Diário da Justiça eletrônico de 30 de novembro de 2007) No julgamento do Recurso Extraordinário nº 614.115, da relatoria do ministro Dias Toffoli, consignei que, se assim não fosse, o simples fato de a União ser acionista majoritária em empresa pública ou em sociedade de economia mista atrairia a competência da Justiça Federal. No mais, o Supremo, no Agravo de Instrumento nº 810.097/SC, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, reconhecendo a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à responsabilidade solidária da União quando a decisão do Tribunal de origem está fundamentada na Lei nº 4.156/62. 2. Ante os precedentes, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal RE 795792 AGR / RS PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. Não havendo interesse jurídico da União no feito, em se tratando de demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular, a competência é da justiça estadual. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência dos óbices das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 4. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 677.479, Segunda Turma, relator ministro Eros Grau, Diário da Justiça eletrônico de 30 de novembro de 2007) No julgamento do Recurso Extraordinário nº 614.115, da relatoria do ministro Dias Toffoli, consignei que, se assim não fosse, o simples fato de a União ser acionista majoritária em empresa pública ou em sociedade de economia mista atrairia a competência da Justiça Federal. No mais, o Supremo, no Agravo de Instrumento nº 810.097/SC, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, reconhecendo a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à responsabilidade solidária da União quando a decisão do Tribunal de origem está fundamentada na Lei nº 4.156/62. 2. Ante os precedentes, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório RE 795792 AGR / RS extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 462 a 466, discorre acerca da aplicação do inciso I do artigo 109 da Constituição Federal, buscando demonstrar a competência da Justiça Federal para o julgamento da causa. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 476). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal RE 795792 AGR / RS extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 462 a 466, discorre acerca da aplicação do inciso I do artigo 109 da Constituição Federal, buscando demonstrar a competência da Justiça Federal para o julgamento da causa. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 476). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 467 a 472), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. A pretensão da agravante não merece prosperar. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região assentou a competência da Justiça Comum, consignando, em síntese (folha 280): DEBÊNTURES. AÇÃO AJUIZADA TÃO-SOMENTE CONTRA A ELETROBRÁS. AUSÊNCIA DOS ENTES ELENCADOS NO ART. 109, I, DA CF. 1. O Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que a competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição Federal, é fixada, em regra, em razão da pessoa. 2. Ainda que a União seja solidariamente responsável apenas pelo valor nominal das debêntures, inexistindo, portanto, o litisconsórcio passivo necessário, compete ao autor eleger contra quem pretende litigar, na forma o art. 46, I do CPC, sob o ônus das consequências de sua livre escolha, ou seja, a demanda não terá qualquer efeito ou reflexo em relação a União Federal. A conclusão está em consonância com a jurisprudência consolidada de ambas as Turmas do Supremo, no sentido de que, em se tratando de sociedade de economia mista, a competência será da Justiça Federal somente na hipótese de interesse direto da União, o que não ocorre na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555060. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 467 a 472), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. A pretensão da agravante não merece prosperar. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região assentou a competência da Justiça Comum, consignando, em síntese (folha 280): DEBÊNTURES. AÇÃO AJUIZADA TÃO-SOMENTE CONTRA A ELETROBRÁS. AUSÊNCIA DOS ENTES ELENCADOS NO ART. 109, I, DA CF. 1. O Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que a competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição Federal, é fixada, em regra, em razão da pessoa. 2. Ainda que a União seja solidariamente responsável apenas pelo valor nominal das debêntures, inexistindo, portanto, o litisconsórcio passivo necessário, compete ao autor eleger contra quem pretende litigar, na forma o art. 46, I do CPC, sob o ônus das consequências de sua livre escolha, ou seja, a demanda não terá qualquer efeito ou reflexo em relação a União Federal. A conclusão está em consonância com a jurisprudência consolidada de ambas as Turmas do Supremo, no sentido de que, em se tratando de sociedade de economia mista, a competência será da Justiça Federal somente na hipótese de interesse direto da União, o que não ocorre na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) : FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527961 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) : FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6573222
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
COMPETÊNCIA – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO - JUSTIÇA COMUM. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o interesse genérico ou indireto da União não é apto para o deslocamento da competência à Justiça Federal.
sjur273787
Número de páginas: 7. Análise: 05/09/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
795792
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 795792 AgR
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AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) : FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL COMPETÊNCIA – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO - JUSTIÇA COMUM. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o interesse genérico ou indireto da União não é apto para o deslocamento da competência à Justiça Federal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de agosto de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - À folha 458 à 460, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem, em ação relativa a empréstimo compulsório sobre consumo de energia elétrica formalizada contra a Eletrobrás, concluiu pela competência da Justiça Comum. Assentou inexistir litisconsórcio passivo necessário considerada a União, não cabendo o julgamento à Justiça Federal. No tocante à competência da Justiça Comum, a jurisprudência de ambas as Turmas do Supremo é pacífica no sentido de que o interesse da União para o deslocamento da competência não pode ser apenas genérico ou indireto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) :FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - À folha 458 à 460, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO – SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA – INTERESSE GENÉRICO DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem, em ação relativa a empréstimo compulsório sobre consumo de energia elétrica formalizada contra a Eletrobrás, concluiu pela competência da Justiça Comum. Assentou inexistir litisconsórcio passivo necessário considerada a União, não cabendo o julgamento à Justiça Federal. No tocante à competência da Justiça Comum, a jurisprudência de ambas as Turmas do Supremo é pacífica no sentido de que o interesse da União para o deslocamento da competência não pode ser apenas genérico ou indireto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS Confiram as seguintes ementas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESTITUIÇÃO DE DEBÊNTURES CONTRA A ELETROBRÁS. INTERESSE JURÍDICO DA UNIÃO AFASTADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Na ausência de interesse jurídico da União no feito, compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 775.333, Primeira Turma, relator ministro Ricardo Lewandowski, Diário da Justiça eletrônico de 10 de março de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) CONSTITUCIONAL. ART. 109, INC. I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO DA UNIÃO, DE AUTARQUIA OU DE EMPRESA PÚBLICA PARA INTEGRAR A LIDE. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DE UM DESSES ENTES. IMPOSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. 2) ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 588.134, Primeira Turma, relatora ministra Cármen Lúcia, Diário da Justiça eletrônico de 1... de julho de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. COMPETÊNCIA: ART. 109, I, DA CB. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS Confiram as seguintes ementas: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESTITUIÇÃO DE DEBÊNTURES CONTRA A ELETROBRÁS. INTERESSE JURÍDICO DA UNIÃO AFASTADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Na ausência de interesse jurídico da União no feito, compete à Justiça Estadual julgar demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 775.333, Primeira Turma, relator ministro Ricardo Lewandowski, Diário da Justiça eletrônico de 10 de março de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1) CONSTITUCIONAL. ART. 109, INC. I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO DA UNIÃO, DE AUTARQUIA OU DE EMPRESA PÚBLICA PARA INTEGRAR A LIDE. MERA ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE INTERESSE DE UM DESSES ENTES. IMPOSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. 2) ALEGAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO: QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 588.134, Primeira Turma, relatora ministra Cármen Lúcia, Diário da Justiça eletrônico de 1... de julho de 2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. COMPETÊNCIA: ART. 109, I, DA CB. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. Não havendo interesse jurídico da União no feito, em se tratando de demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular, a competência é da justiça estadual. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência dos óbices das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 4. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 677.479, Segunda Turma, relator ministro Eros Grau, Diário da Justiça eletrônico de 30 de novembro de 2007) No julgamento do Recurso Extraordinário n 614.115, da relatoria do ministro Dias Toffoli, consignei que, se assim não fosse, o simples fato de a União ser acionista majoritária em empresa pública ou em sociedade de economia mista atrairia a competência da Justiça Federal. No mais, o Supremo, no Agravo de Instrumento n 810.097/SC, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, reconhecendo a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à responsabilidade solidária da União quando a decisão do Tribunal de origem está fundamentada na Lei n 4.156/62. 2. Ante os precedentes, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. Não havendo interesse jurídico da União no feito, em se tratando de demanda entre empresa concessionária de serviço público e particular, a competência é da justiça estadual. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência dos óbices das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 4. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 677.479, Segunda Turma, relator ministro Eros Grau, Diário da Justiça eletrônico de 30 de novembro de 2007) No julgamento do Recurso Extraordinário n 614.115, da relatoria do ministro Dias Toffoli, consignei que, se assim não fosse, o simples fato de a União ser acionista majoritária em empresa pública ou em sociedade de economia mista atrairia a competência da Justiça Federal. No mais, o Supremo, no Agravo de Instrumento n 810.097/SC, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, reconhecendo a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à responsabilidade solidária da União quando a decisão do Tribunal de origem está fundamentada na Lei n 4.156/62. 2. Ante os precedentes, nego seguimento ao recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 462 a 466, discorre acerca da aplicação do inciso I do artigo 109 da Constituição Federal, buscando demonstrar a competência da Justiça Federal para o julgamento da causa. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 476). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 462 a 466, discorre acerca da aplicação do inciso I do artigo 109 da Constituição Federal, buscando demonstrar a competência da Justiça Federal para o julgamento da causa. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 476). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 467 a 472), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. A pretensão da agravante não merece prosperar. O Tribunal Regional Federal da 4... Região assentou a competência da Justiça Comum, consignando, em síntese (folha 280): DEBÊNTURES. AÇÃO AJUIZADA TÃO-SOMENTE CONTRA A ELETROBRÁS. AUSÊNCIA DOS ENTES ELENCADOS NO ART. 109, I, DA Constituição Federal de 1988. 1. O Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que a competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição Federal, é fixada, em regra, em razão da pessoa. 2. Ainda que a União seja solidariamente responsável apenas pelo valor nominal das debêntures, inexistindo, portanto, o litisconsórcio passivo necessário, compete ao autor eleger contra quem pretende litigar, na forma o art. 46, I do Código de Processo Civil, sob o ônus das consequências de sua livre escolha, ou seja, a demanda não terá qualquer efeito ou reflexo em relação a União Federal. A conclusão está em consonância com a jurisprudência consolidada de ambas as Turmas do Supremo, no sentido de que, em se tratando de sociedade de economia mista, a competência será da Justiça Federal somente na hipótese de interesse direto da União, o que não ocorre na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555060. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 467 a 472), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. A pretensão da agravante não merece prosperar. O Tribunal Regional Federal da 4... Região assentou a competência da Justiça Comum, consignando, em síntese (folha 280): DEBÊNTURES. AÇÃO AJUIZADA TÃO-SOMENTE CONTRA A ELETROBRÁS. AUSÊNCIA DOS ENTES ELENCADOS NO ART. 109, I, DA Constituição Federal de 1988. 1. O Superior Tribunal de Justiça orienta-se no sentido de que a competência da Justiça Federal, prevista no art. 109, I, da Constituição Federal, é fixada, em regra, em razão da pessoa. 2. Ainda que a União seja solidariamente responsável apenas pelo valor nominal das debêntures, inexistindo, portanto, o litisconsórcio passivo necessário, compete ao autor eleger contra quem pretende litigar, na forma o art. 46, I do Código de Processo Civil, sob o ônus das consequências de sua livre escolha, ou seja, a demanda não terá qualquer efeito ou reflexo em relação a União Federal. A conclusão está em consonância com a jurisprudência consolidada de ambas as Turmas do Supremo, no sentido de que, em se tratando de sociedade de economia mista, a competência será da Justiça Federal somente na hipótese de interesse direto da União, o que não ocorre na espécie. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6555060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) : FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527961 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795.792 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : LEANDRO BARATA SILVA BRASIL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA DEITOS DE MORAES ADV.(A/S) : FABIANA FRANCO TRINDADE E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795 . 792", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795 . 792", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795 . 792", "Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 775 . 333", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 588 . 134", "Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 775 . 333", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 588 . 134", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 677 . 479", "Recurso Extraordinário n 614 . 115", "Agravo de Instrumento n 810 . 097 / SC", "Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 677 . 479", "Recurso Extraordinário n 614 . 115", "Agravo de Instrumento n 810 . 097 / SC", "Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 795792 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 795" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 109 , INC . 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PECULATO. MODALIDADE DESVIO. ATIPICIDADE. INOCORRÊNCIA. DOLO ESPECÍFICO. FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONCEITO. 1. O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz, depositário fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de processo-crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao assumir a função de depositário fiel. 3. O artigo 312 do Código Penal dispõe: “Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa”. 4. É cediço que “o verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” (BITTENCOURT, Cezar. Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, São Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 103559 / SP Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Ordinário em Habeas Corpus, tendo por objeto Acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu o writ impetrado com a pretensão de reconhecimento da atipicidade do crime de peculato imputado ao paciente pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: HABEAS CORPUS. PECULATO. EMPRÉSTIMO DE ARMAMENTO POR PARTE DE MAGISTRADO A POLICIAL FEDERAL. INSTRUMENTO QUE SE ENCONTRAVA ACAUTELADO NA SERVENTIA DA TITULARIDADE DE JUIZ FEDERAL. LEGÍTIMA DEFESA E ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. INFORMAÇÕES DANDO CONTA DA TIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE COTEJO APROFUNDADO DE PROVAS. INVIABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. O delito inserto no art. 312 do CP, na modalidade desvio, é crime formal e consuma-se no momento em que é dada destinação diversa ao bem alheio, pouco importando a ocorrência de efetivo prejuízo patrimonial, pois a conduta malfere também o dever de fidelidade e a moralidade administrativa. 2. Não exsurgindo, à primeira vista, a ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade, de ausência de indícios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Ordinário em Habeas Corpus, tendo por objeto Acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu o writ impetrado com a pretensão de reconhecimento da atipicidade do crime de peculato imputado ao paciente pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: HABEAS CORPUS. PECULATO. EMPRÉSTIMO DE ARMAMENTO POR PARTE DE MAGISTRADO A POLICIAL FEDERAL. INSTRUMENTO QUE SE ENCONTRAVA ACAUTELADO NA SERVENTIA DA TITULARIDADE DE JUIZ FEDERAL. LEGÍTIMA DEFESA E ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. INFORMAÇÕES DANDO CONTA DA TIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE COTEJO APROFUNDADO DE PROVAS. INVIABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. O delito inserto no art. 312 do CP, na modalidade desvio, é crime formal e consuma-se no momento em que é dada destinação diversa ao bem alheio, pouco importando a ocorrência de efetivo prejuízo patrimonial, pois a conduta malfere também o dever de fidelidade e a moralidade administrativa. 2. Não exsurgindo, à primeira vista, a ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade, de ausência de indícios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 103559 / SP de autoria ou de prova da materialidade do delito e ainda de atipicidade da conduta, é inviável anular a decisão condenatória, pela via do habeas corpus, remédio jurídico de emprego limitado, e que não se presta à valoração aprofundada e à discussão dilatada das provas. 3. Ordem denegada. (HC 104764/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 14/12/2009) Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão e 48 dias-multa pela prática do crime de peculato, previsto no artigo 312, caput, do Código de Penal (folha 03). Colhe-se da denúncia ter o Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos emprestado ao paciente armas de fogo apreendidas em ações penais em trâmite na Justiça Federal, imputando-lhe a prática do tipo contido no artigo 312, caput, do Código Penal (Peculato), na medida em que o Juiz Federal desviou bens móveis de que tinha posse em razão do cargo em proveito do paciente. O impetrante sustenta a impossibilidade de condenação por peculato em razão da conduta do paciente ter se limitado a agir no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. Sustenta ter sido chamado, na qualidade de policial federal, a comparecer na residência do Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos em razão de violenta discussão deste com sua esposa para que retirasse as armas que estavam em posse do magistrado. Ademais, sublinhou não haver impedimento legal no tempo dos fatos para o acautelamento pessoal pelo Juiz Federal das armas apreendidas em processo crime. Requer, ao final, seja dado provimento ao Recurso para declarar a atipicidade da conduta de modo a anular a condenação pelo crime de Peculato. Em sede de contrarrazões (folha 409/419), manifestou-se pelo desprovimento do Recurso. Afirmou a possibilidade de prática de peculato por magistrado, já que o desempenho da atividade jurisdicional ajusta-se ao conceito de funcionário público para fins penais. Apontou a presença do dolo específico, na medida em que o Acórdão condenatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP de autoria ou de prova da materialidade do delito e ainda de atipicidade da conduta, é inviável anular a decisão condenatória, pela via do habeas corpus, remédio jurídico de emprego limitado, e que não se presta à valoração aprofundada e à discussão dilatada das provas. 3. Ordem denegada. (HC 104764/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 14/12/2009) Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão e 48 dias-multa pela prática do crime de peculato, previsto no artigo 312, caput, do Código de Penal (folha 03). Colhe-se da denúncia ter o Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos emprestado ao paciente armas de fogo apreendidas em ações penais em trâmite na Justiça Federal, imputando-lhe a prática do tipo contido no artigo 312, caput, do Código Penal (Peculato), na medida em que o Juiz Federal desviou bens móveis de que tinha posse em razão do cargo em proveito do paciente. O impetrante sustenta a impossibilidade de condenação por peculato em razão da conduta do paciente ter se limitado a agir no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. Sustenta ter sido chamado, na qualidade de policial federal, a comparecer na residência do Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos em razão de violenta discussão deste com sua esposa para que retirasse as armas que estavam em posse do magistrado. Ademais, sublinhou não haver impedimento legal no tempo dos fatos para o acautelamento pessoal pelo Juiz Federal das armas apreendidas em processo crime. Requer, ao final, seja dado provimento ao Recurso para declarar a atipicidade da conduta de modo a anular a condenação pelo crime de Peculato. Em sede de contrarrazões (folha 409/419), manifestou-se pelo desprovimento do Recurso. Afirmou a possibilidade de prática de peculato por magistrado, já que o desempenho da atividade jurisdicional ajusta-se ao conceito de funcionário público para fins penais. Apontou a presença do dolo específico, na medida em que o Acórdão condenatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 103559 / SP individualizou e concluiu pela presença do elemento subjetivo na conduta do recorrente. Advertiu ao caráter formal do crime de Peculato, notadamente na modalidade desvio, no que não se exige a demonstração de vantagem econômica pelo agente ou terceiro. Disse da inadequação da via eleita, na medida em que o Habeas Corpus não se presta a discutir o poder persuasivo das provas colhidas em instrução penal. Aduziu não se tratar de peculato uso, ante a destinação diversa dada ao bem ora em posse do magistrado em razão de sua função. Rechaçou a alegação de excludente de antijuridicidade. O Ministério Público Federal, à folha 438/447 opinou pelo conhecimento e desprovimento do Recurso. À folha 482, a Juíza de Direito Sueli Zerail de Oliveira Armani, titular da 2ª Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté informa não haver extinção da punibilidade pelo cumprimento da pena. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP individualizou e concluiu pela presença do elemento subjetivo na conduta do recorrente. Advertiu ao caráter formal do crime de Peculato, notadamente na modalidade desvio, no que não se exige a demonstração de vantagem econômica pelo agente ou terceiro. Disse da inadequação da via eleita, na medida em que o Habeas Corpus não se presta a discutir o poder persuasivo das provas colhidas em instrução penal. Aduziu não se tratar de peculato uso, ante a destinação diversa dada ao bem ora em posse do magistrado em razão de sua função. Rechaçou a alegação de excludente de antijuridicidade. O Ministério Público Federal, à folha 438/447 opinou pelo conhecimento e desprovimento do Recurso. À folha 482, a Juíza de Direito Sueli Zerail de Oliveira Armani, titular da 2ª Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté informa não haver extinção da punibilidade pelo cumprimento da pena. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes que se mostram os demais pressupostos de admissibilidade. O que se pretende neste writ é o reconhecimento da ilegalidade do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu Habeas Corpus impetrado contra Acórdão do Tribunal Federal Regional da 3ª Região que condenou o impetrante pelo crime de Peculato. Alega o recorrente a atipicidade da conduta, ante a devolução do bem ao Poder Público, sendo irrelevante para o direito penal o peculato de uso. Disse atuar no estrito cumprimento do dever legal, já que cumpria ordem de magistrado federal e, ainda, agia em legítima defesa de terceiro pois o Juiz Federal, depositário fiel, tinha se desentendido com sua esposa. Não se vislumbra ilegalidade na condenação. A imputação descrita na denúncia é clara e individualizada quanto à conduta do paciente. O elemento subjetivo está descrito e provado pelas transcrições de conversas telefônicas, cuja quebra do sigilo foi autorizada pela Justiça, que demonstram o conhecimento do defendente acerca da origem das armas e sua vinculação à processos criminais em andamento. Confira-se (folha 145): (...) “Portanto, provas de que a pistola Carl Walther, modelo PPKS, calibre 7,65mm, número de série 314490, origem da Alemanha, teve seu destino alterado, ao caso da lei, encontrando-se em uso de César Herman, até que fosse devolvida ao processo presidido por João Carlos da Rocha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes que se mostram os demais pressupostos de admissibilidade. O que se pretende neste writ é o reconhecimento da ilegalidade do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu Habeas Corpus impetrado contra Acórdão do Tribunal Federal Regional da 3ª Região que condenou o impetrante pelo crime de Peculato. Alega o recorrente a atipicidade da conduta, ante a devolução do bem ao Poder Público, sendo irrelevante para o direito penal o peculato de uso. Disse atuar no estrito cumprimento do dever legal, já que cumpria ordem de magistrado federal e, ainda, agia em legítima defesa de terceiro pois o Juiz Federal, depositário fiel, tinha se desentendido com sua esposa. Não se vislumbra ilegalidade na condenação. A imputação descrita na denúncia é clara e individualizada quanto à conduta do paciente. O elemento subjetivo está descrito e provado pelas transcrições de conversas telefônicas, cuja quebra do sigilo foi autorizada pela Justiça, que demonstram o conhecimento do defendente acerca da origem das armas e sua vinculação à processos criminais em andamento. Confira-se (folha 145): (...) “Portanto, provas de que a pistola Carl Walther, modelo PPKS, calibre 7,65mm, número de série 314490, origem da Alemanha, teve seu destino alterado, ao caso da lei, encontrando-se em uso de César Herman, até que fosse devolvida ao processo presidido por João Carlos da Rocha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP Mattos, existem suficientemente. Evidenciada, outrossim, a ciência do irregular desvio, por ambos os acusados, como se denota do diál9ogo interceptado, em que João Carlos da Rocha Mattos diz a Cézar Herman Rodriguez que ‘eu preciso devolver aquela pistola, aquela outra na Justiça porque ela é de um processo’, ao que César responde, identificando precisamente a arma, revelando pleno conhecimento de sua origem ‘eu sei qual é, é aquela 765’. Também a confirmar participação dolosa de César Herman, a devolução, juntamente com a arma, em secretaria, do termo de entrega expedido pela Polícia Federal em favor de Carlos Roberto de Almeida Pifai. O documento, que se encontrava em poder do corréu César, continha referencia expressa à vinculação da arma ao processo, não sendo cabível, portanto, alegação de ignorância dessa condição.” Não procede, tampouco, a alegação de que os magistrados não são funcionários públicos para efeitos penais. É plenamente possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Logo, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais1. Vale ressaltar que esta Turma já considerou funcionário público para efeitos penais agente político ocupante de cargo em comissão2. Os demais elementos do tipo do artigo 312 do Código Penal estão presentes. Conforme exposto, o recorrente agiu dolosamente, sabendo se apoderar de bem que estava sob a cautela de Juiz Federal em razão de sua função. Como bem destacado pelo Ministério Público Federal, o corréu João Carlos da Rocha Mattos, então Juiz Federal, tomou para si encargo 1 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7ª Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 188 2 RHC 110432, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP Mattos, existem suficientemente. Evidenciada, outrossim, a ciência do irregular desvio, por ambos os acusados, como se denota do diál9ogo interceptado, em que João Carlos da Rocha Mattos diz a Cézar Herman Rodriguez que ‘eu preciso devolver aquela pistola, aquela outra na Justiça porque ela é de um processo’, ao que César responde, identificando precisamente a arma, revelando pleno conhecimento de sua origem ‘eu sei qual é, é aquela 765’. Também a confirmar participação dolosa de César Herman, a devolução, juntamente com a arma, em secretaria, do termo de entrega expedido pela Polícia Federal em favor de Carlos Roberto de Almeida Pifai. O documento, que se encontrava em poder do corréu César, continha referencia expressa à vinculação da arma ao processo, não sendo cabível, portanto, alegação de ignorância dessa condição.” Não procede, tampouco, a alegação de que os magistrados não são funcionários públicos para efeitos penais. É plenamente possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Logo, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais1. Vale ressaltar que esta Turma já considerou funcionário público para efeitos penais agente político ocupante de cargo em comissão2. Os demais elementos do tipo do artigo 312 do Código Penal estão presentes. Conforme exposto, o recorrente agiu dolosamente, sabendo se apoderar de bem que estava sob a cautela de Juiz Federal em razão de sua função. Como bem destacado pelo Ministério Público Federal, o corréu João Carlos da Rocha Mattos, então Juiz Federal, tomou para si encargo 1 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7ª Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 188 2 RHC 110432, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP ilegítimo ao tornar-se depositário fiel da pistola objeto de apreensão nos autos de processo-crime em tramite na Vara em que atuava como titular. Após, agiu dolosamente para dar destinação diversa ao destino da arma, transferindo-a ilicitamente em proveito do paciente. Sobre o tema, transcrevo lição de Cezar Roberto Bitencourt3: “O verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” Continua, acerca do dolo específico: “Poder-se-á discutir a natureza do proveito exigido para configurar esse crime, (...). Contrariamente, contudo, ao que se poderia exigir nos crimes patrimoniais, aqui, mesmo que implique, nesta figura, valor patrimonial, o proveito pode ser de qualquer natureza: patrimonial, moral, funcional etc. Nessa modalidade, o crime consuma-se com a efetivação do desvio, independentemente da real obtenção de proveito para si ou para outrem.” Não se trata, tampouco, de peculato uso, já que foi dada destinação diversa e ilegal da pretendida ao bem em posse da Justiça Federal. A apreensão de instrumentos de processo crime serve para instruir ação penal. Ao tomar a posse do bem e dar-lhe destinação outra que não 3 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7ª Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 47/48 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP ilegítimo ao tornar-se depositário fiel da pistola objeto de apreensão nos autos de processo-crime em tramite na Vara em que atuava como titular. Após, agiu dolosamente para dar destinação diversa ao destino da arma, transferindo-a ilicitamente em proveito do paciente. Sobre o tema, transcrevo lição de Cezar Roberto Bitencourt3: “O verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” Continua, acerca do dolo específico: “Poder-se-á discutir a natureza do proveito exigido para configurar esse crime, (...). Contrariamente, contudo, ao que se poderia exigir nos crimes patrimoniais, aqui, mesmo que implique, nesta figura, valor patrimonial, o proveito pode ser de qualquer natureza: patrimonial, moral, funcional etc. Nessa modalidade, o crime consuma-se com a efetivação do desvio, independentemente da real obtenção de proveito para si ou para outrem.” Não se trata, tampouco, de peculato uso, já que foi dada destinação diversa e ilegal da pretendida ao bem em posse da Justiça Federal. A apreensão de instrumentos de processo crime serve para instruir ação penal. Ao tomar a posse do bem e dar-lhe destinação outra que não 3 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7ª Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 47/48 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP aquela prevista no Código de Processo Penal, especialmente nos artigos, 124, 175 e 187, § 2º, VII, age ilegalmente o defendente. Por fim, a alegação de excludente de ilicitude não merece prosperar. É que a conduta do acusado não foi dirigida à proteção de bem jurídico ou lastreada em disposição legal ou relação hierárquica legítima, não se estando diante de legítima defesa ou estrito cumprimento do dever legal. Ainda que assim não fosse, a via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. Na hipótese, não se verifica abuso de poder ou ilegalidade, apenas a desconformidade da parte com a diretiva adotada pelo Colegiado a quo, razão pela qual, por si só, não enseja a concessão da ordem. Isso posto, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP aquela prevista no Código de Processo Penal, especialmente nos artigos, 124, 175 e 187, § 2º, VII, age ilegalmente o defendente. Por fim, a alegação de excludente de ilicitude não merece prosperar. É que a conduta do acusado não foi dirigida à proteção de bem jurídico ou lastreada em disposição legal ou relação hierárquica legítima, não se estando diante de legítima defesa ou estrito cumprimento do dever legal. Ainda que assim não fosse, a via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. Na hipótese, não se verifica abuso de poder ou ilegalidade, apenas a desconformidade da parte com a diretiva adotada pelo Colegiado a quo, razão pela qual, por si só, não enseja a concessão da ordem. Isso posto, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – As armas realmente estavam depositadas no Juízo e sabemos a destinação, em geral, de bens apreendidos em decorrência da persecução criminal. Na espécie, o Juiz federal em exercício procedeu ao empréstimo a um policial federal, e presumo que o tenha feito para proporcionar a esse policial – na óptica dele, não minha, porque a própria polícia fornece o armamento – o bom desempenho. O tipo penal pressupõe o elemento subjetivo, que é o dolo: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel, público ou particular, a que tenha posse em razão do cargo ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. Não posso vislumbrar que tenha havido o desvio em proveito do cidadão em si que estaria a ocupar o cargo de policial federal, mas da própria sociedade. Por isso, peço vênia ao relator para prover o recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6652951. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – As armas realmente estavam depositadas no Juízo e sabemos a destinação, em geral, de bens apreendidos em decorrência da persecução criminal. Na espécie, o Juiz federal em exercício procedeu ao empréstimo a um policial federal, e presumo que o tenha feito para proporcionar a esse policial – na óptica dele, não minha, porque a própria polícia fornece o armamento – o bom desempenho. O tipo penal pressupõe o elemento subjetivo, que é o dolo: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel, público ou particular, a que tenha posse em razão do cargo ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. Não posso vislumbrar que tenha havido o desvio em proveito do cidadão em si que estaria a ocupar o cargo de policial federal, mas da própria sociedade. Por isso, peço vênia ao relator para prover o recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6652951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623640 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623640 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6826250
2014-08-19T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PECULATO. MODALIDADE DESVIO. ATIPICIDADE. INOCORRÊNCIA. DOLO ESPECÍFICO. FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONCEITO. 1. O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz, depositário fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de processo-crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao assumir a função de depositário fiel. 3. O artigo 312 do Código Penal dispõe: “Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa”. 4. É cediço que “o verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” (BITTENCOURT, Cezar. Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, São Paulo: 2013, 7ª Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
sjur278443
- Acórdão(s) citado(s): (CONCEITO, FUNCIONÁRIO PÚBLICO, ÂMBITO PENAL) RHC 110432 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 06/10/2014, GOD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
103559
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00312 ART-00327\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00124 ART-00175 ART-00187 PAR-00002 \n INC-00007\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 103559
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RECTE.(S) : CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PECULATO. MODALIDADE DESVIO. ATIPICIDADE. INOCORRÊNCIA. DOLO ESPECÍFICO. FUNCIONÁRIO PÚBLICO. CONCEITO. 1. O peculato desvio caracteriza-se na hipótese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz, depositário fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de funcionário público. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de processo-crime em tramitação perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem de que tinha posse em razão da função em proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao assumir a função de depositário fiel. 3. O artigo 312 do Código Penal dispõe: “Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa”. 4. É cediço que “o verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” (BITTENCOURT, Cezar. Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, São Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 103559 / SP Paulo: 2013, 7... Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP Paulo: 2013, 7... Ed. p. 47). 3. É possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 19 de agosto de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596622. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Ordinário em Habeas Corpus, tendo por objeto Acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu o writ impetrado com a pretensão de reconhecimento da atipicidade do crime de peculato imputado ao paciente pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: HABEAS CORPUS. PECULATO. EMPRÉSTIMO DE ARMAMENTO POR PARTE DE MAGISTRADO A POLICIAL FEDERAL. INSTRUMENTO QUE SE ENCONTRAVA ACAUTELADO NA SERVENTIA DA TITULARIDADE DE JUIZ FEDERAL. LEGÍTIMA DEFESA E ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. INFORMAÇÕES DANDO CONTA DA TIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE COTEJO APROFUNDADO DE PROVAS. INVIABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. O delito inserto no art. 312 do Código Penal Brasileiro, na modalidade desvio, é crime formal e consuma-se no momento em que é dada destinação diversa ao bem alheio, pouco importando a ocorrência de efetivo prejuízo patrimonial, pois a conduta malfere também o dever de fidelidade e a moralidade administrativa. 2. Não exsurgindo, à primeira vista, a ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade, de ausência de indícios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de Recurso Ordinário em Habeas Corpus, tendo por objeto Acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu o writ impetrado com a pretensão de reconhecimento da atipicidade do crime de peculato imputado ao paciente pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: HABEAS CORPUS. PECULATO. EMPRÉSTIMO DE ARMAMENTO POR PARTE DE MAGISTRADO A POLICIAL FEDERAL. INSTRUMENTO QUE SE ENCONTRAVA ACAUTELADO NA SERVENTIA DA TITULARIDADE DE JUIZ FEDERAL. LEGÍTIMA DEFESA E ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL. INFORMAÇÕES DANDO CONTA DA TIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE COTEJO APROFUNDADO DE PROVAS. INVIABILIDADE. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. O delito inserto no art. 312 do Código Penal Brasileiro, na modalidade desvio, é crime formal e consuma-se no momento em que é dada destinação diversa ao bem alheio, pouco importando a ocorrência de efetivo prejuízo patrimonial, pois a conduta malfere também o dever de fidelidade e a moralidade administrativa. 2. Não exsurgindo, à primeira vista, a ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade, de ausência de indícios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 103559 / SP de autoria ou de prova da materialidade do delito e ainda de atipicidade da conduta, é inviável anular a decisão condenatória, pela via do habeas corpus, remédio jurídico de emprego limitado, e que não se presta à valoração aprofundada e à discussão dilatada das provas. 3. Ordem denegada. (HC 104764/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 14/12/2009) Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão e 48 dias-multa pela prática do crime de peculato, previsto no artigo 312, caput, do Código de Penal (folha 03). Colhe-se da denúncia ter o Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos emprestado ao paciente armas de fogo apreendidas em ações penais em trâmite na Justiça Federal, imputando-lhe a prática do tipo contido no artigo 312, caput, do Código Penal (Peculato), na medida em que o Juiz Federal desviou bens móveis de que tinha posse em razão do cargo em proveito do paciente. O impetrante sustenta a impossibilidade de condenação por peculato em razão da conduta do paciente ter se limitado a agir no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. Sustenta ter sido chamado, na qualidade de policial federal, a comparecer na residência do Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos em razão de violenta discussão deste com sua esposa para que retirasse as armas que estavam em posse do magistrado. Ademais, sublinhou não haver impedimento legal no tempo dos fatos para o acautelamento pessoal pelo Juiz Federal das armas apreendidas em processo crime. Requer, ao final, seja dado provimento ao Recurso para declarar a atipicidade da conduta de modo a anular a condenação pelo crime de Peculato. Em sede de contrarrazões (folha 409/419), manifestou-se pelo desprovimento do Recurso. Afirmou a possibilidade de prática de peculato por magistrado, já que o desempenho da atividade jurisdicional ajusta-se ao conceito de funcionário público para fins penais. Apontou a presença do dolo específico, na medida em que o Acórdão condenatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP de autoria ou de prova da materialidade do delito e ainda de atipicidade da conduta, é inviável anular a decisão condenatória, pela via do habeas corpus, remédio jurídico de emprego limitado, e que não se presta à valoração aprofundada e à discussão dilatada das provas. 3. Ordem denegada. (HC 104764/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 10/11/2009, DJe 14/12/2009) Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 anos de reclusão e 48 dias-multa pela prática do crime de peculato, previsto no artigo 312, caput, do Código de Penal (folha 03). Colhe-se da denúncia ter o Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos emprestado ao paciente armas de fogo apreendidas em ações penais em trâmite na Justiça Federal, imputando-lhe a prática do tipo contido no artigo 312, caput, do Código Penal (Peculato), na medida em que o Juiz Federal desviou bens móveis de que tinha posse em razão do cargo em proveito do paciente. O impetrante sustenta a impossibilidade de condenação por peculato em razão da conduta do paciente ter se limitado a agir no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa. Sustenta ter sido chamado, na qualidade de policial federal, a comparecer na residência do Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos em razão de violenta discussão deste com sua esposa para que retirasse as armas que estavam em posse do magistrado. Ademais, sublinhou não haver impedimento legal no tempo dos fatos para o acautelamento pessoal pelo Juiz Federal das armas apreendidas em processo crime. Requer, ao final, seja dado provimento ao Recurso para declarar a atipicidade da conduta de modo a anular a condenação pelo crime de Peculato. Em sede de contrarrazões (folha 409/419), manifestou-se pelo desprovimento do Recurso. Afirmou a possibilidade de prática de peculato por magistrado, já que o desempenho da atividade jurisdicional ajusta-se ao conceito de funcionário público para fins penais. Apontou a presença do dolo específico, na medida em que o Acórdão condenatório 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 103559 / SP individualizou e concluiu pela presença do elemento subjetivo na conduta do recorrente. Advertiu ao caráter formal do crime de Peculato, notadamente na modalidade desvio, no que não se exige a demonstração de vantagem econômica pelo agente ou terceiro. Disse da inadequação da via eleita, na medida em que o Habeas Corpus não se presta a discutir o poder persuasivo das provas colhidas em instrução penal. Aduziu não se tratar de peculato uso, ante a destinação diversa dada ao bem ora em posse do magistrado em razão de sua função. Rechaçou a alegação de excludente de antijuridicidade. O Ministério Público Federal, à folha 438/447 opinou pelo conhecimento e desprovimento do Recurso. À folha 482, a Juíza de Direito Sueli Zerail de Oliveira Armani, titular da 2... Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté informa não haver extinção da punibilidade pelo cumprimento da pena. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP individualizou e concluiu pela presença do elemento subjetivo na conduta do recorrente. Advertiu ao caráter formal do crime de Peculato, notadamente na modalidade desvio, no que não se exige a demonstração de vantagem econômica pelo agente ou terceiro. Disse da inadequação da via eleita, na medida em que o Habeas Corpus não se presta a discutir o poder persuasivo das provas colhidas em instrução penal. Aduziu não se tratar de peculato uso, ante a destinação diversa dada ao bem ora em posse do magistrado em razão de sua função. Rechaçou a alegação de excludente de antijuridicidade. O Ministério Público Federal, à folha 438/447 opinou pelo conhecimento e desprovimento do Recurso. À folha 482, a Juíza de Direito Sueli Zerail de Oliveira Armani, titular da 2... Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté informa não haver extinção da punibilidade pelo cumprimento da pena. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596623. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes que se mostram os demais pressupostos de admissibilidade. O que se pretende neste writ é o reconhecimento da ilegalidade do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu Habeas Corpus impetrado contra Acórdão do Tribunal Federal Regional da 3... Região que condenou o impetrante pelo crime de Peculato. Alega o recorrente a atipicidade da conduta, ante a devolução do bem ao Poder Público, sendo irrelevante para o direito penal o peculato de uso. Disse atuar no estrito cumprimento do dever legal, já que cumpria ordem de magistrado federal e, ainda, agia em legítima defesa de terceiro pois o Juiz Federal, depositário fiel, tinha se desentendido com sua esposa. Não se vislumbra ilegalidade na condenação. A imputação descrita na denúncia é clara e individualizada quanto à conduta do paciente. O elemento subjetivo está descrito e provado pelas transcrições de conversas telefônicas, cuja quebra do sigilo foi autorizada pela Justiça, que demonstram o conhecimento do defendente acerca da origem das armas e sua vinculação à processos criminais em andamento. Confira-se (folha 145): (...) “Portanto, provas de que a pistola Carl Walther, modelo PPKS, calibre 7,65mm, número de série 314490, origem da Alemanha, teve seu destino alterado, ao caso da lei, encontrando-se em uso de César Herman, até que fosse devolvida ao processo presidido por João Carlos da Rocha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes que se mostram os demais pressupostos de admissibilidade. O que se pretende neste writ é o reconhecimento da ilegalidade do Acórdão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu Habeas Corpus impetrado contra Acórdão do Tribunal Federal Regional da 3... Região que condenou o impetrante pelo crime de Peculato. Alega o recorrente a atipicidade da conduta, ante a devolução do bem ao Poder Público, sendo irrelevante para o direito penal o peculato de uso. Disse atuar no estrito cumprimento do dever legal, já que cumpria ordem de magistrado federal e, ainda, agia em legítima defesa de terceiro pois o Juiz Federal, depositário fiel, tinha se desentendido com sua esposa. Não se vislumbra ilegalidade na condenação. A imputação descrita na denúncia é clara e individualizada quanto à conduta do paciente. O elemento subjetivo está descrito e provado pelas transcrições de conversas telefônicas, cuja quebra do sigilo foi autorizada pela Justiça, que demonstram o conhecimento do defendente acerca da origem das armas e sua vinculação à processos criminais em andamento. Confira-se (folha 145): (...) “Portanto, provas de que a pistola Carl Walther, modelo PPKS, calibre 7,65mm, número de série 314490, origem da Alemanha, teve seu destino alterado, ao caso da lei, encontrando-se em uso de César Herman, até que fosse devolvida ao processo presidido por João Carlos da Rocha Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP Mattos, existem suficientemente. Evidenciada, outrossim, a ciência do irregular desvio, por ambos os acusados, como se denota do diál9ogo interceptado, em que João Carlos da Rocha Mattos diz a Cézar Herman Rodriguez que ‘eu preciso devolver aquela pistola, aquela outra na Justiça porque ela é de um processo’, ao que César responde, identificando precisamente a arma, revelando pleno conhecimento de sua origem ‘eu sei qual é, é aquela 765’. Também a confirmar participação dolosa de César Herman, a devolução, juntamente com a arma, em secretaria, do termo de entrega expedido pela Polícia Federal em favor de Carlos Roberto de Almeida Pifai. O documento, que se encontrava em poder do corréu César, continha referencia expressa à vinculação da arma ao processo, não sendo cabível, portanto, alegação de ignorância dessa condição.” Não procede, tampouco, a alegação de que os magistrados não são funcionários públicos para efeitos penais. É plenamente possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Logo, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais1. Vale ressaltar que esta Turma já considerou funcionário público para efeitos penais agente político ocupante de cargo em comissão2. Os demais elementos do tipo do artigo 312 do Código Penal estão presentes. Conforme exposto, o recorrente agiu dolosamente, sabendo se apoderar de bem que estava sob a cautela de Juiz Federal em razão de sua função. Como bem destacado pelo Ministério Público Federal, o corréu João Carlos da Rocha Mattos, então Juiz Federal, tomou para si encargo 1 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7... Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 188 2 RHC 110432, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP Mattos, existem suficientemente. Evidenciada, outrossim, a ciência do irregular desvio, por ambos os acusados, como se denota do diál9ogo interceptado, em que João Carlos da Rocha Mattos diz a Cézar Herman Rodriguez que ‘eu preciso devolver aquela pistola, aquela outra na Justiça porque ela é de um processo’, ao que César responde, identificando precisamente a arma, revelando pleno conhecimento de sua origem ‘eu sei qual é, é aquela 765’. Também a confirmar participação dolosa de César Herman, a devolução, juntamente com a arma, em secretaria, do termo de entrega expedido pela Polícia Federal em favor de Carlos Roberto de Almeida Pifai. O documento, que se encontrava em poder do corréu César, continha referencia expressa à vinculação da arma ao processo, não sendo cabível, portanto, alegação de ignorância dessa condição.” Não procede, tampouco, a alegação de que os magistrados não são funcionários públicos para efeitos penais. É plenamente possível a atribuição do conceito de funcionário público contida no artigo 327 do Código Penal a Juiz Federal. É que a função jurisdicional é função pública, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constituição e normas processuais respectivas. Logo, aquele que atua na prestação jurisdicional ou a pretexto de exercê-la é funcionário público para fins penais1. Vale ressaltar que esta Turma já considerou funcionário público para efeitos penais agente político ocupante de cargo em comissão2. Os demais elementos do tipo do artigo 312 do Código Penal estão presentes. Conforme exposto, o recorrente agiu dolosamente, sabendo se apoderar de bem que estava sob a cautela de Juiz Federal em razão de sua função. Como bem destacado pelo Ministério Público Federal, o corréu João Carlos da Rocha Mattos, então Juiz Federal, tomou para si encargo 1 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7... Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 188 2 RHC 110432, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP ilegítimo ao tornar-se depositário fiel da pistola objeto de apreensão nos autos de processo-crime em tramite na Vara em que atuava como titular. Após, agiu dolosamente para dar destinação diversa ao destino da arma, transferindo-a ilicitamente em proveito do paciente. Sobre o tema, transcrevo lição de Cezar Roberto Bitencourt3: “O verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” Continua, acerca do dolo específico: “Poder-se-á discutir a natureza do proveito exigido para configurar esse crime, (...). Contrariamente, contudo, ao que se poderia exigir nos crimes patrimoniais, aqui, mesmo que implique, nesta figura, valor patrimonial, o proveito pode ser de qualquer natureza: patrimonial, moral, funcional etc. Nessa modalidade, o crime consuma-se com a efetivação do desvio, independentemente da real obtenção de proveito para si ou para outrem.” Não se trata, tampouco, de peculato uso, já que foi dada destinação diversa e ilegal da pretendida ao bem em posse da Justiça Federal. A apreensão de instrumentos de processo crime serve para instruir ação penal. Ao tomar a posse do bem e dar-lhe destinação outra que não 3 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7... Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 47/48 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP ilegítimo ao tornar-se depositário fiel da pistola objeto de apreensão nos autos de processo-crime em tramite na Vara em que atuava como titular. Após, agiu dolosamente para dar destinação diversa ao destino da arma, transferindo-a ilicitamente em proveito do paciente. Sobre o tema, transcrevo lição de Cezar Roberto Bitencourt3: “O verbo núcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o funcionário público dá ao objeto material aplicação diversa da que lhe foi determinada, em benefício próprio ou de outrem. Nessa figura não há o propósito de apropriar-se, que é identificado como animus rem sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa pública, objeto material do peculato.” Continua, acerca do dolo específico: “Poder-se-á discutir a natureza do proveito exigido para configurar esse crime, (...). Contrariamente, contudo, ao que se poderia exigir nos crimes patrimoniais, aqui, mesmo que implique, nesta figura, valor patrimonial, o proveito pode ser de qualquer natureza: patrimonial, moral, funcional etc. Nessa modalidade, o crime consuma-se com a efetivação do desvio, independentemente da real obtenção de proveito para si ou para outrem.” Não se trata, tampouco, de peculato uso, já que foi dada destinação diversa e ilegal da pretendida ao bem em posse da Justiça Federal. A apreensão de instrumentos de processo crime serve para instruir ação penal. Ao tomar a posse do bem e dar-lhe destinação outra que não 3 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte especial. 7... Ed. São Paulo, Saraiva, 2013, v. 5 p. 47/48 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 103559 / SP aquela prevista no Código de Processo Penal, especialmente nos artigos, 124, 175 e 187, § 2..., VII, age ilegalmente o defendente. Por fim, a alegação de excludente de ilicitude não merece prosperar. É que a conduta do acusado não foi dirigida à proteção de bem jurídico ou lastreada em disposição legal ou relação hierárquica legítima, não se estando diante de legítima defesa ou estrito cumprimento do dever legal. Ainda que assim não fosse, a via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. Na hipótese, não se verifica abuso de poder ou ilegalidade, apenas a desconformidade da parte com a diretiva adotada pelo Colegiado a quo, razão pela qual, por si só, não enseja a concessão da ordem. Isso posto, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Supremo Tribunal Federal RHC 103559 / SP aquela prevista no Código de Processo Penal, especialmente nos artigos, 124, 175 e 187, § 2..., VII, age ilegalmente o defendente. Por fim, a alegação de excludente de ilicitude não merece prosperar. É que a conduta do acusado não foi dirigida à proteção de bem jurídico ou lastreada em disposição legal ou relação hierárquica legítima, não se estando diante de legítima defesa ou estrito cumprimento do dever legal. Ainda que assim não fosse, a via estreita do Habeas Corpus não se preza à discussão acerca da valoração da prova produzida em ação penal. É que, nos termos da Constituição esta ação se destina a afastar restrição à liberdade de locomoção por ilegalidade ou por abuso de poder. Na hipótese, não se verifica abuso de poder ou ilegalidade, apenas a desconformidade da parte com a diretiva adotada pelo Colegiado a quo, razão pela qual, por si só, não enseja a concessão da ordem. Isso posto, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6596624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – As armas realmente estavam depositadas no Juízo e sabemos a destinação, em geral, de bens apreendidos em decorrência da persecução criminal. Na espécie, o Juiz federal em exercício procedeu ao empréstimo a um policial federal, e presumo que o tenha feito para proporcionar a esse policial – na óptica dele, não minha, porque a própria polícia fornece o armamento – o bom desempenho. O tipo penal pressupõe o elemento subjetivo, que é o dolo: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel, público ou particular, a que tenha posse em razão do cargo ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. Não posso vislumbrar que tenha havido o desvio em proveito do cidadão em si que estaria a ocupar o cargo de policial federal, mas da própria sociedade. Por isso, peço vênia ao relator para prover o recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6652951. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – As armas realmente estavam depositadas no Juízo e sabemos a destinação, em geral, de bens apreendidos em decorrência da persecução criminal. Na espécie, o Juiz federal em exercício procedeu ao empréstimo a um policial federal, e presumo que o tenha feito para proporcionar a esse policial – na óptica dele, não minha, porque a própria polícia fornece o armamento – o bom desempenho. O tipo penal pressupõe o elemento subjetivo, que é o dolo: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem imóvel, público ou particular, a que tenha posse em razão do cargo ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. Não posso vislumbrar que tenha havido o desvio em proveito do cidadão em si que estaria a ocupar o cargo de policial federal, mas da própria sociedade. Por isso, peço vênia ao relator para prover o recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6652951. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623640 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103.559 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : CESAR HERMAN RODRIGUES ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623640 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RHC 103559 / SP", "RHC 110 . 432", "RHC 103559 / SP", "RHC 110 . 432", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103 . 559 SÃO", "HABEAS CORPUS 103 . 559 SÃO", "RHC 103559 / SP", "HC 104764 / SP", "RHC 103559 / SP", "HC 104764 / SP", "RHC 103559 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 103 . 559", "HABEAS CORPUS 103 . 559", "RHC 110432", "RHC 110432", "RHC 103559 / SP", "RHC 103559 / SP", "HABEAS CORPUS 103 . 559", "HABEAS CORPUS 103 . 559", "HABEAS CORPUS 103 . 559" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 312 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 327 do Código Penal", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 327 do Código Penal", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , caput , do Código de Penal", "artigo 312 , caput , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 , caput , do Código de Penal", "artigo 312 , caput , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 327 do Código Penal", "Constituição", "artigo 312 do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 327 do Código Penal", "Constituição", "artigo 312 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Paulo", "Brasília", "SÃO PAULO", "Alemanha", "SÃO PAULO", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Saraiva", "São", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "2", ".", ".", ".", "Vara de Execuções", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RHC", "Ministério Público Federal", "2", "Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Federal Regional da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 813863 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 134 e 135, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 134 e 135, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 813863 AGR / SP fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 139 a 151, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da ausência de apreciação das provas por parte do Tribunal de origem e aponta a negativa de prestação jurisdicional. Sustenta a existência de ofensa aos artigos 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 155). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 139 a 151, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da ausência de apreciação das provas por parte do Tribunal de origem e aponta a negativa de prestação jurisdicional. Sustenta a existência de ofensa aos artigos 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 155). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 813863 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 52), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: DANOS MORAIS – transferência de veículo – Recorrida não provou venda do veículo ao Recorrente – Recurso provido – Sentença reformada em parte. O deslinde do caso deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644446. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 52), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: DANOS MORAIS – transferência de veículo – Recorrida não provou venda do veículo ao Recorrente – Recurso provido – Sentença reformada em parte. O deslinde do caso deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) : DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) : MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) : MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623830 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) : DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) : MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) : MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623830 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6707454
2014-08-19T00:00:00
2014-09-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur276321
Número de páginas: 7. Análise: 29/09/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
813863
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 813863 AgR
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AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) : DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) : MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) : MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 813863 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 134 e 135, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) :DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) :MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) :MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 134 e 135, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 813863 AGR / SP fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 139 a 151, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da ausência de apreciação das provas por parte do Tribunal de origem e aponta a negativa de prestação jurisdicional. Sustenta a existência de ofensa aos artigos 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 155). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, no regimental de folha 139 a 151, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca da ausência de apreciação das provas por parte do Tribunal de origem e aponta a negativa de prestação jurisdicional. Sustenta a existência de ofensa aos artigos 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 155). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 813863 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Supremo Tribunal Federal ARE 813863 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 52), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: DANOS MORAIS – transferência de veículo – Recorrida não provou venda do veículo ao Recorrente – Recurso provido – Sentença reformada em parte. O deslinde do caso deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644446. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada (folha 52), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: DANOS MORAIS – transferência de veículo – Recorrida não provou venda do veículo ao Recorrente – Recurso provido – Sentença reformada em parte. O deslinde do caso deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6644446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 19/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) : DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) : MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) : MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623830 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DE LOURDES CARVALHO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ELISA CARVALHO DE OLIVEIRA CAVALCANTE AGDO.(A/S) : DONISETI MIGUEL TADEU BORGUIM ADV.(A/S) : MARIA GERCINA SILVA ADV.(A/S) : MARIA RAQUEL FAVORETTO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 19.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6623830 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813 . 863", "ARE 813863 AGR / SP", "ARE 813863 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 813863 AGR / SP", "ARE 813863 AGR / SP", "ARE 813863 AGR / SP", "ARE 813863 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRABALHO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEM CONCURSO. NULIDADE. EFEITOS JURÍDICOS ADMISSÍVEIS EM RELAÇÃO A EMPREGADOS: PAGAMENTO DE SALDO SALARIAL E LEVANTAMENTO DE FGTS (RE 596.478 - REPERCUSSÃO GERAL). INEXIGIBILIDADE DE OUTRAS VERBAS, MESMO A TÍTULO INDENIZATÓRIO. 1. Conforme reiteradamente afirmado pelo Supremo Tribunal Federal, a Constituição de 1988 reprova severamente as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público, cominando a sua nulidade e impondo sanções à autoridade responsável (CF, art. 37, § 2º). 2. No que se refere a empregados, essas contratações ilegítimas não geram quaisquer efeitos jurídicos válidos, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 3. Recurso extraordinário desprovido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 705140 / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trazem os autos recurso extraordinário interposto para impugnar a constitucionalidade de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que, provendo parcialmente recurso de revista veiculado por entidade de direito público, afastou a legitimidade do vínculo empregatício reconhecido na instância regional por entender incompatível com o princípio da inafastabilidade do concurso público, previsto no artigo 37, II, da Constituição. O acórdão recebeu ementa nos seguintes termos: RECURSO DE REVISTA. ENTE PÚBLICO. RELAÇÃO DE EMPREGO. NULIDADE. EFEITOS. Em caso de nulidade do contrato celebrado com ente público, em razão da inobservância do requisito da prévia aprovação em concurso público, a parte reclamante, além da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o salário mínimo/hora, faz jus ainda à parcela relativa ao FGTS. Inteligência da Súmula nº 363/TST. Recurso conhecido e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trazem os autos recurso extraordinário interposto para impugnar a constitucionalidade de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que, provendo parcialmente recurso de revista veiculado por entidade de direito público, afastou a legitimidade do vínculo empregatício reconhecido na instância regional por entender incompatível com o princípio da inafastabilidade do concurso público, previsto no artigo 37, II, da Constituição. O acórdão recebeu ementa nos seguintes termos: RECURSO DE REVISTA. ENTE PÚBLICO. RELAÇÃO DE EMPREGO. NULIDADE. EFEITOS. Em caso de nulidade do contrato celebrado com ente público, em razão da inobservância do requisito da prévia aprovação em concurso público, a parte reclamante, além da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o salário mínimo/hora, faz jus ainda à parcela relativa ao FGTS. Inteligência da Súmula nº 363/TST. Recurso conhecido e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 705140 / RS parcialmente provido. Opostos embargos de declaração, foram estes rejeitados (fls. 161/163). No extraordinário, a recorrente deduziu a tese de que, ao negar validade à relação de emprego, impedindo o pagamento das verbas rescisórias pertinentes, o TST teria infringido (i) os arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, porque entregou prestação jurisdicional incompleta; (ii) o art. 37, § 2º, da CF, porque o dispositivo não poderia ser invocado para delimitar os efeitos decorrentes da contrato irregular; e (iii) art. 37, § 6º, da CF, à consideração de que a entidade pública recorrida deveria responder pelos prejuízos advindos da inobservância do princípio do concurso público, não podendo o trabalhador, com exclusividade, suportar as consequências de ilícito praticado por terceiro, sob pena de se operar enriquecimento ilícito. Inadmitido no Tribunal Superior do Trabalho (fls. 184/190), o caso foi alçado a esta Suprema Corte por meio de agravo de instrumento, posteriormente convertido em recurso extraordinário (fl. 171). Submetida a questão constitucional de fundo ao escrutínio do Plenário Virtual, recebeu ela juízo positivo quanto à existência de repercussão geral, tendo sido capitulada sob à rubrica 308 – “Efeitos trabalhistas decorrentes de contratação pela Administração Pública de empregado não submetido à prévia aprovação em concurso público”. Em manifestações de fls. 151/157 e 160/167, a União e os Estados da Federação requereram seu ingresso no processo, na condição de amicus curiae, o que foi deferido por despacho de 11/12/2013. Todos os peticionantes defenderam a tese da nulidade ex tunc das relações contratuais estabelecidas com a Administração Pública sem a devida aprovação em concurso, ressalvando apenas o pagamento de salários correspondentes aos dias trabalhados e o levantamento do FGTS depositado. O parecer do Procurador-Geral da República foi pela improcedência da pretensão recursal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS parcialmente provido. Opostos embargos de declaração, foram estes rejeitados (fls. 161/163). No extraordinário, a recorrente deduziu a tese de que, ao negar validade à relação de emprego, impedindo o pagamento das verbas rescisórias pertinentes, o TST teria infringido (i) os arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, porque entregou prestação jurisdicional incompleta; (ii) o art. 37, § 2º, da CF, porque o dispositivo não poderia ser invocado para delimitar os efeitos decorrentes da contrato irregular; e (iii) art. 37, § 6º, da CF, à consideração de que a entidade pública recorrida deveria responder pelos prejuízos advindos da inobservância do princípio do concurso público, não podendo o trabalhador, com exclusividade, suportar as consequências de ilícito praticado por terceiro, sob pena de se operar enriquecimento ilícito. Inadmitido no Tribunal Superior do Trabalho (fls. 184/190), o caso foi alçado a esta Suprema Corte por meio de agravo de instrumento, posteriormente convertido em recurso extraordinário (fl. 171). Submetida a questão constitucional de fundo ao escrutínio do Plenário Virtual, recebeu ela juízo positivo quanto à existência de repercussão geral, tendo sido capitulada sob à rubrica 308 – “Efeitos trabalhistas decorrentes de contratação pela Administração Pública de empregado não submetido à prévia aprovação em concurso público”. Em manifestações de fls. 151/157 e 160/167, a União e os Estados da Federação requereram seu ingresso no processo, na condição de amicus curiae, o que foi deferido por despacho de 11/12/2013. Todos os peticionantes defenderam a tese da nulidade ex tunc das relações contratuais estabelecidas com a Administração Pública sem a devida aprovação em concurso, ressalvando apenas o pagamento de salários correspondentes aos dias trabalhados e o levantamento do FGTS depositado. O parecer do Procurador-Geral da República foi pela improcedência da pretensão recursal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso satisfaz os pressupostos recursais que lhe são inerentes, estando em condições de ser conhecido. 2. É de ser afastada a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto o acórdão recorrido veiculou resposta judicial suficiente para resolver a lide, aplicando ao caso o entendimento firmado no enunciado 363 da Súmula/TST, para, negando legitimidade ao vínculo de emprego, resguardar o pagamento de salários e o levantamento do FGTS depositado em favor do recorrente, com exceção da multa de 40%. 3. A questão com repercussão geral visualizada pelo Plenário Virtual diz respeito aos efeitos jurídicos típicos da relação trabalhista – tais como as verbas do aviso prévio, gratificação natalina, férias e respectivo 1/3, indenização referente ao seguro-desemprego, multa do art. 477, § 8º, da CLT, entre outras, que haviam sido garantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região – em favor de trabalhador que prestou serviços para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM), sem, contudo, ter sido aprovado em concurso público, nos termos exigidos pela Constituição. O que se sustenta no recurso, em síntese, é que a supressão desses efeitos trabalhistas não pode ser imposta com fundamento no art. 37, § 2º, da CF, que nada dispõe a respeito; e que o art. 37, § 6º, da CF impõe à Administração recorrida a responsabilidade pelo ilícito a que deu causa ao promover a contratação ilegítima. 4. Não prosperam as teses do recurso. O § 2º do art. 37 da Constituição - que comina a nulidade das contratações estabelecidas com ofensa às normas de concurso público e prevê punição da autoridade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso satisfaz os pressupostos recursais que lhe são inerentes, estando em condições de ser conhecido. 2. É de ser afastada a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto o acórdão recorrido veiculou resposta judicial suficiente para resolver a lide, aplicando ao caso o entendimento firmado no enunciado 363 da Súmula/TST, para, negando legitimidade ao vínculo de emprego, resguardar o pagamento de salários e o levantamento do FGTS depositado em favor do recorrente, com exceção da multa de 40%. 3. A questão com repercussão geral visualizada pelo Plenário Virtual diz respeito aos efeitos jurídicos típicos da relação trabalhista – tais como as verbas do aviso prévio, gratificação natalina, férias e respectivo 1/3, indenização referente ao seguro-desemprego, multa do art. 477, § 8º, da CLT, entre outras, que haviam sido garantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região – em favor de trabalhador que prestou serviços para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM), sem, contudo, ter sido aprovado em concurso público, nos termos exigidos pela Constituição. O que se sustenta no recurso, em síntese, é que a supressão desses efeitos trabalhistas não pode ser imposta com fundamento no art. 37, § 2º, da CF, que nada dispõe a respeito; e que o art. 37, § 6º, da CF impõe à Administração recorrida a responsabilidade pelo ilícito a que deu causa ao promover a contratação ilegítima. 4. Não prosperam as teses do recurso. O § 2º do art. 37 da Constituição - que comina a nulidade das contratações estabelecidas com ofensa às normas de concurso público e prevê punição da autoridade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS responsável - constitui referência normativa que não pode ser ignorada na avaliação dos efeitos extraíveis das relações estabelecidas entre Administração e prestadores de serviços ilegitimamente contratados. Nas múltiplas ocasiões em que o Supremo Tribunal Federal se pronunciou sobre o tema, assentou-se que a Constituição de 1988 reprova severamente os recrutamentos feitos à margem do instituto do concurso público. São inúmeros os precedentes nesse sentido em ambas as Turmas do Tribunal, dentre eles o AI 322524 AgR, 2ª T., Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/2002; o AI 361878 AgR, 1ª T., Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 23/04/2004; o AI 488991 AgR, 1ª T., Rel. Min. Eros Grau, DJ de 29/04/2005; o AI 501901 AgR, 1ª T., Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 21/10/2005; o AI 677753 AgR, 1ª T., Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/09/2009; e o AI 612687 AgR, 1ª T., Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/03/2011. E o fundamento dessas decisões reside essencialmente no § 2º do artigo 37, que atribui às contratações sem concurso uma espécie de nulidade jurídica qualificada, cuja consequência é não só o desfazimento imediato da relação, como a punição da autoridade que tiver dado causa a elas. Daí afirmar-se que o referido art. 37, § 2º impõe a ascendência do concurso no cenário do direito público brasileiro, cuja prevalência é garantida mesmo diante de interesses de valor social considerável, como aqueles protegidos pelas verbas rescisórias dos contratos de trabalho por tempo indeterminado, consideradas inexigíveis em face da nulidade do pacto celebrado contra a Constituição. Ressalva-se apenas, como efeito jurídico válido, o direito à percepção de salários correspondentes ao serviço efetivamente prestado e a possibilidade de recebimento dos valores depositados na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço vinculada ao nome do trabalhador. Não obstante seja o levantamento do FGTS previsto em dispositivo de lei específica – o art. 19-A da Lei 8.036/90 – a censura que o ordenamento constitucional levanta contra contratações deste tipo é tão ostensiva que essa norma chegou a ter sua inconstitucionalidade reconhecida por 5 dos 11 Ministros desta Suprema Corte no julgamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS responsável - constitui referência normativa que não pode ser ignorada na avaliação dos efeitos extraíveis das relações estabelecidas entre Administração e prestadores de serviços ilegitimamente contratados. Nas múltiplas ocasiões em que o Supremo Tribunal Federal se pronunciou sobre o tema, assentou-se que a Constituição de 1988 reprova severamente os recrutamentos feitos à margem do instituto do concurso público. São inúmeros os precedentes nesse sentido em ambas as Turmas do Tribunal, dentre eles o AI 322524 AgR, 2ª T., Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/2002; o AI 361878 AgR, 1ª T., Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 23/04/2004; o AI 488991 AgR, 1ª T., Rel. Min. Eros Grau, DJ de 29/04/2005; o AI 501901 AgR, 1ª T., Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 21/10/2005; o AI 677753 AgR, 1ª T., Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/09/2009; e o AI 612687 AgR, 1ª T., Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/03/2011. E o fundamento dessas decisões reside essencialmente no § 2º do artigo 37, que atribui às contratações sem concurso uma espécie de nulidade jurídica qualificada, cuja consequência é não só o desfazimento imediato da relação, como a punição da autoridade que tiver dado causa a elas. Daí afirmar-se que o referido art. 37, § 2º impõe a ascendência do concurso no cenário do direito público brasileiro, cuja prevalência é garantida mesmo diante de interesses de valor social considerável, como aqueles protegidos pelas verbas rescisórias dos contratos de trabalho por tempo indeterminado, consideradas inexigíveis em face da nulidade do pacto celebrado contra a Constituição. Ressalva-se apenas, como efeito jurídico válido, o direito à percepção de salários correspondentes ao serviço efetivamente prestado e a possibilidade de recebimento dos valores depositados na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço vinculada ao nome do trabalhador. Não obstante seja o levantamento do FGTS previsto em dispositivo de lei específica – o art. 19-A da Lei 8.036/90 – a censura que o ordenamento constitucional levanta contra contratações deste tipo é tão ostensiva que essa norma chegou a ter sua inconstitucionalidade reconhecida por 5 dos 11 Ministros desta Suprema Corte no julgamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS do RE 596.478, redator do acórdão o Min. Dias Toffoli, julgado sob o rito de repercussão geral em 13/06/2012. Eis a ementa que retrata o julgado: EMENTA Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (RE 596478, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/03/2013) Naquela assentada, a Ministra Ellen Gracie ponderou o seguinte: 4. Para que a exigência de concurso efetivamente cumpra função de salvaguarda do interesse público, a Constituição é clara quanto às conseqüências de eventual violação: punição da autoridade responsável e nulidade do ato. Tais sanções dão a exata dimensão da importância que a Constituição atribuiu ao concurso público e torna inequívoca a negativa de efeitos à investidura indevida. A nulidade é vício que implica invalidade na origem e insanável, impedindo que o ato produza os efeitos jurídicos que normalmente lhe seriam próprios e inerentes. O ato nulo é natimorto. Este Supremo Tribunal Federal já analisou o art. 37 da Constituição, proclamando a nulidade de pleno direito da investidura sem concurso público. Veja-se a emenda do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS do RE 596.478, redator do acórdão o Min. Dias Toffoli, julgado sob o rito de repercussão geral em 13/06/2012. Eis a ementa que retrata o julgado: EMENTA Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (RE 596478, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/03/2013) Naquela assentada, a Ministra Ellen Gracie ponderou o seguinte: 4. Para que a exigência de concurso efetivamente cumpra função de salvaguarda do interesse público, a Constituição é clara quanto às conseqüências de eventual violação: punição da autoridade responsável e nulidade do ato. Tais sanções dão a exata dimensão da importância que a Constituição atribuiu ao concurso público e torna inequívoca a negativa de efeitos à investidura indevida. A nulidade é vício que implica invalidade na origem e insanável, impedindo que o ato produza os efeitos jurídicos que normalmente lhe seriam próprios e inerentes. O ato nulo é natimorto. Este Supremo Tribunal Federal já analisou o art. 37 da Constituição, proclamando a nulidade de pleno direito da investidura sem concurso público. Veja-se a emenda do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS AgRegAI 677.753-5, relator o Ministro Ricardo Lewandowski,: I - Ambas as Turmas deste Tribunal assentaram entendimento de que a nulidade do contrato de trabalho firmado com entidade da Administração Pública sem a prévia realização de concurso público não gera efeitos trabalhistas. II – Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III – Agravo regimental improvido. 5. Resguarda-se, tão-somente, o pagamento dos salários pelo trabalho prestado, de modo a evitar o enriquecimento sem causa do Estado. O Ministro Celso de Melo, em decisão monocrática que proferiu no AI 743.712AgR destacou a existência de entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte, que reconhece, como único efeito jurídico válido resultante do pacto celebrado, o direito à percepção do salário referente ao período efetivamente trabalhado . Também em acórdão relatado pelo Ministro Carlos Britto a posição do Tribunal restou clara: 1. Após a Carta Magna de 1988, é nula a contratação para a investidura em cargo ou emprego público sem prévia aprovação em concurso público. Tal contrato gera, tão- somente, o direito ao pagamento dos salários pelos dias efetivamente trabalhados, pena de enriquecimento sem causa do Poder Público. (AI 502140 AgR). 6. Considerando o entendimento deste Tribunal no sentido de que a nulidade da investidura impede o surgimento dos direitos trabalhistas, deve-se concluir que, nessas circunstâncias, não há direito do empregado aos depósitos em conta vinculada a título de FGTS. Isso porque o fundo de garantia do tempo de serviço não se confunde com a mera contraprestação estrita pelo trabalho prestado. Figura no art. 7º, inciso III, da Constituição, isto sim, como um dos direitos fundamentais sociais ao lado de outros como o da proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, o seguro-desemprego, o décimo terceiro salário e o aviso prévio. Os depósitos em conta vinculada constituem direito trabalhista autônomo, que surgiu como uma alternativa à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS AgRegAI 677.753-5, relator o Ministro Ricardo Lewandowski,: I - Ambas as Turmas deste Tribunal assentaram entendimento de que a nulidade do contrato de trabalho firmado com entidade da Administração Pública sem a prévia realização de concurso público não gera efeitos trabalhistas. II – Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III – Agravo regimental improvido. 5. Resguarda-se, tão-somente, o pagamento dos salários pelo trabalho prestado, de modo a evitar o enriquecimento sem causa do Estado. O Ministro Celso de Melo, em decisão monocrática que proferiu no AI 743.712AgR destacou a existência de entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte, que reconhece, como único efeito jurídico válido resultante do pacto celebrado, o direito à percepção do salário referente ao período efetivamente trabalhado . Também em acórdão relatado pelo Ministro Carlos Britto a posição do Tribunal restou clara: 1. Após a Carta Magna de 1988, é nula a contratação para a investidura em cargo ou emprego público sem prévia aprovação em concurso público. Tal contrato gera, tão- somente, o direito ao pagamento dos salários pelos dias efetivamente trabalhados, pena de enriquecimento sem causa do Poder Público. (AI 502140 AgR). 6. Considerando o entendimento deste Tribunal no sentido de que a nulidade da investidura impede o surgimento dos direitos trabalhistas, deve-se concluir que, nessas circunstâncias, não há direito do empregado aos depósitos em conta vinculada a título de FGTS. Isso porque o fundo de garantia do tempo de serviço não se confunde com a mera contraprestação estrita pelo trabalho prestado. Figura no art. 7º, inciso III, da Constituição, isto sim, como um dos direitos fundamentais sociais ao lado de outros como o da proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, o seguro-desemprego, o décimo terceiro salário e o aviso prévio. Os depósitos em conta vinculada constituem direito trabalhista autônomo, que surgiu como uma alternativa à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS estabilidade no emprego (daí a possibilidade originária de opção pelo seu regime – Lei 5.107/66), posteriormente consolidou-se como direito de qualquer empregado e, finalmente, foi alçado à condição de direito fundamental social. Reconhecida a nulidade do vínculo, resta automaticamente afastada a obrigação de recolhimento da contribuição ao FGTS pelo Estado relativamente às investiduras nulas. 7. O art. 9º da Medida MP 2.164-41/91, ao acrescentar o art. 19-A à Lei 8.036/90, contemplou com o FGTS o empregado investido em cargo público por ato nulo, verbis : Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2 o , da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput , que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. Ao atribuir efeitos a uma relação trabalhista considerada nula de pleno direito por força do art. 37, inciso II e § 2º da Constituição, acabou por afastar, ao menos em parte, tal nulidade. 8. Note-se que o conhecimento e o cumprimento da Constituição é dever de todos, tanto das autoridades como dos particulares. Na investidura em emprego público sem concurso, ambos incorrem em violação à Constituição, devendo suportar os ônus de tal conduta, dentre as quais a nulidade do ato. Também o legislador deve ater-se à Constituição, abstendo-se de reconhecer direito que a prescrição constitucional de nulidade da investidura em emprego público sem prévio concurso afasta. 9. Ante todo o exposto, dou provimento ao recurso do Estado de Roraima, reconhecendo a inconstitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/90, acrescido pelo 9º da Medida Provisória 2.164-41/91, por violação ao art. 37, II e § 2º, da Constituição, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS estabilidade no emprego (daí a possibilidade originária de opção pelo seu regime – Lei 5.107/66), posteriormente consolidou-se como direito de qualquer empregado e, finalmente, foi alçado à condição de direito fundamental social. Reconhecida a nulidade do vínculo, resta automaticamente afastada a obrigação de recolhimento da contribuição ao FGTS pelo Estado relativamente às investiduras nulas. 7. O art. 9º da Medida MP 2.164-41/91, ao acrescentar o art. 19-A à Lei 8.036/90, contemplou com o FGTS o empregado investido em cargo público por ato nulo, verbis : Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2 o , da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput , que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. Ao atribuir efeitos a uma relação trabalhista considerada nula de pleno direito por força do art. 37, inciso II e § 2º da Constituição, acabou por afastar, ao menos em parte, tal nulidade. 8. Note-se que o conhecimento e o cumprimento da Constituição é dever de todos, tanto das autoridades como dos particulares. Na investidura em emprego público sem concurso, ambos incorrem em violação à Constituição, devendo suportar os ônus de tal conduta, dentre as quais a nulidade do ato. Também o legislador deve ater-se à Constituição, abstendo-se de reconhecer direito que a prescrição constitucional de nulidade da investidura em emprego público sem prévio concurso afasta. 9. Ante todo o exposto, dou provimento ao recurso do Estado de Roraima, reconhecendo a inconstitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/90, acrescido pelo 9º da Medida Provisória 2.164-41/91, por violação ao art. 37, II e § 2º, da Constituição, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS com o que resta improcedente a reclamatória trabalhista. A orientação foi secundada nesses termos pelo Min. Luiz Fux: Anoto, Senhor Presidente, além das considerações que Vossa Excelência trouxe, que o artigo 37, § 2º, da Constituição Federal é explícito, até como uma forma de desestimular contratações fraudulentas – não estimular fraudes –, ao dispor que a não observância do disposto nos incisos II e III do artigo 37, que versa exatamente sobre contratação para o serviço público sem concurso, quer dizer, não observando o concurso, o ato é acoimado de nulidade. E, uma vez acoimado de nulidade, a jurisprudência da própria Corte já teve oportunidade de, exatamente sob o pálio de desestímulo à fraude, fixar sua jurisprudência no sentido de que o único efeito produzido, para que não haja um enriquecimento sem causa do Estado, é o pagamento dos salários respectivos aos serviços prestados, à semelhança do que ocorre, por exemplo, na Lei de Licitações, em que, apesar de não ter sido observada a regra da licitação, pelo menos, os serviços executados são pagos e há previsão legal para esse fim. Então, mutatis mutandis, essa situação é análoga. Embora manifestadas em votos vencidos naquela oportunidade, essas observações prestam-se inteiramente ao caso em julgamento, pois retratam a orientação geral desta Corte no que se refere à elevada dignidade que a Constituição atribui ao instituto do concurso público e às consequências jurídicas decorrentes da sua violação. Daí a reiterada posição das Turmas do STF, conforme já noticiado, de negar o acolhimento da pretensão de obter o pagamento de outras verbas rescisórias típicas do contrato de trabalho, ainda que a título de indenização, com fundamento na responsabilidade extracontratual de que trata o art. 37, § 6º, da Constituição. Na verdade, o alegado prejuízo do trabalhador contratado sem concurso não constitui dano juridicamente indenizável. É que, embora decorrente de ato imputável à Administração, se trata de contratação 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS com o que resta improcedente a reclamatória trabalhista. A orientação foi secundada nesses termos pelo Min. Luiz Fux: Anoto, Senhor Presidente, além das considerações que Vossa Excelência trouxe, que o artigo 37, § 2º, da Constituição Federal é explícito, até como uma forma de desestimular contratações fraudulentas – não estimular fraudes –, ao dispor que a não observância do disposto nos incisos II e III do artigo 37, que versa exatamente sobre contratação para o serviço público sem concurso, quer dizer, não observando o concurso, o ato é acoimado de nulidade. E, uma vez acoimado de nulidade, a jurisprudência da própria Corte já teve oportunidade de, exatamente sob o pálio de desestímulo à fraude, fixar sua jurisprudência no sentido de que o único efeito produzido, para que não haja um enriquecimento sem causa do Estado, é o pagamento dos salários respectivos aos serviços prestados, à semelhança do que ocorre, por exemplo, na Lei de Licitações, em que, apesar de não ter sido observada a regra da licitação, pelo menos, os serviços executados são pagos e há previsão legal para esse fim. Então, mutatis mutandis, essa situação é análoga. Embora manifestadas em votos vencidos naquela oportunidade, essas observações prestam-se inteiramente ao caso em julgamento, pois retratam a orientação geral desta Corte no que se refere à elevada dignidade que a Constituição atribui ao instituto do concurso público e às consequências jurídicas decorrentes da sua violação. Daí a reiterada posição das Turmas do STF, conforme já noticiado, de negar o acolhimento da pretensão de obter o pagamento de outras verbas rescisórias típicas do contrato de trabalho, ainda que a título de indenização, com fundamento na responsabilidade extracontratual de que trata o art. 37, § 6º, da Constituição. Na verdade, o alegado prejuízo do trabalhador contratado sem concurso não constitui dano juridicamente indenizável. É que, embora decorrente de ato imputável à Administração, se trata de contratação 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 705140 / RS manifestamente contrária a expressa e clara norma constitucional, cuja força normativa alcança também a parte contratada, e cujo sentido e alcance não poderia ser por ela ignorado. De qualquer modo, o reconhecimento do direito a salários pelos serviços efetivamente prestados afasta a alegação de enriquecimento ilícito. 5. É de se confirmar, portanto, o acórdão recorrido, adotando-se a seguinte tese, para fins de repercussão geral: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 6. Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal RE 705140 / RS manifestamente contrária a expressa e clara norma constitucional, cuja força normativa alcança também a parte contratada, e cujo sentido e alcance não poderia ser por ela ignorado. De qualquer modo, o reconhecimento do direito a salários pelos serviços efetivamente prestados afasta a alegação de enriquecimento ilícito. 5. É de se confirmar, portanto, o acórdão recorrido, adotando-se a seguinte tese, para fins de repercussão geral: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (CF, art. 37, § 2º), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 6. Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, primeiro, queria cumprimentar o Doutor Nei Bruno, que sustentou da tribuna, e o Doutor Mauro de Azevedo Menezes, cuja sustentação vigorosa, devo dizer, fez-me considerar seriamente as alternativas suscitadas por Sua Excelência. E eu até consideraria, Ministro Teori, em tese, que pagamento de salário por evidente, décimo terceiro e gratificação natalina, para mim, faz até mais sentido do que o FGTS, que, em rigor, os servidores públicos não têm. Portanto, eu acho que a solução legislativa não foi a mais feliz e, não por outra razão, como Vossa Excelência observa, quase foi derrubada, por este Tribunal, em embargos de declaração. Eu mesmo pedi vista para repensar o assunto. Eu melhor acharia o pagamento do décimo terceiro e das férias proporcionais que fossem. Porém, diante do teor peremptório do art. 37, § 2º, e da alternativa que o legislador concebeu, penso que nós devemos nos curvar ao mandamento constitucional e à solução legislativa. De modo que estou de acordo com o voto e com a proposição da tese de repercussão geral, que acaba de fazer o Ministro Teori. xxxxxxx Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7113930. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, primeiro, queria cumprimentar o Doutor Nei Bruno, que sustentou da tribuna, e o Doutor Mauro de Azevedo Menezes, cuja sustentação vigorosa, devo dizer, fez-me considerar seriamente as alternativas suscitadas por Sua Excelência. E eu até consideraria, Ministro Teori, em tese, que pagamento de salário por evidente, décimo terceiro e gratificação natalina, para mim, faz até mais sentido do que o FGTS, que, em rigor, os servidores públicos não têm. Portanto, eu acho que a solução legislativa não foi a mais feliz e, não por outra razão, como Vossa Excelência observa, quase foi derrubada, por este Tribunal, em embargos de declaração. Eu mesmo pedi vista para repensar o assunto. Eu melhor acharia o pagamento do décimo terceiro e das férias proporcionais que fossem. Porém, diante do teor peremptório do art. 37, § 2º, e da alternativa que o legislador concebeu, penso que nós devemos nos curvar ao mandamento constitucional e à solução legislativa. De modo que estou de acordo com o voto e com a proposição da tese de repercussão geral, que acaba de fazer o Ministro Teori. xxxxxxx Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7113930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, registro uma curiosidade. Foi citada da tribuna a Bahia e foi citado o mestre, grande mestre, Orlando Gomes. O acórdão impugnado está subscrito, e, portanto, funcionou como Relator um outro baiano que, talvez, tenha sido inclusive aluno do mestre Orlando Gomes, ou seja, o Ministro Horácio Senna Pires. A primeira vez que me defrontei com caso semelhante foi justamente no Tribunal Superior do Trabalho, em que se questionava – não como neste que tudo começou com um contrato de estágio – a prestação de serviços a um bicheiro, ou seja, para uma atividade ilegal. O Tribunal Superior do Trabalho – que não tinha, à época, inclusive verbete de súmula sobre a matéria, hoje já tem – proclamou que seriam devidos apenas os salários, porque serviço prestado é salário devido, e não se poderia realmente retornar ao estágio anterior, a prestação de serviço, pela impossibilidade de devolver ao prestador dos serviços as forças despendidas. Acompanho, Presidente, o Relator. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, porque pitoresco, há uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia reconhecendo, a uma mulher, que era uma trabalhadora do sexo, atividade considerada ilegal,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A mais antiga das profissões. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - .... reconhecendo a ela direitos trabalhistas a serem pagos pelo estabelecimento no qual ela prestava os serviços; ou seja, independentemente da licitude ou não da atividade, havia o vínculo, e, portanto, impôs-se o pagamento das obrigações trabalhistas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087289. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, registro uma curiosidade. Foi citada da tribuna a Bahia e foi citado o mestre, grande mestre, Orlando Gomes. O acórdão impugnado está subscrito, e, portanto, funcionou como Relator um outro baiano que, talvez, tenha sido inclusive aluno do mestre Orlando Gomes, ou seja, o Ministro Horácio Senna Pires. A primeira vez que me defrontei com caso semelhante foi justamente no Tribunal Superior do Trabalho, em que se questionava – não como neste que tudo começou com um contrato de estágio – a prestação de serviços a um bicheiro, ou seja, para uma atividade ilegal. O Tribunal Superior do Trabalho – que não tinha, à época, inclusive verbete de súmula sobre a matéria, hoje já tem – proclamou que seriam devidos apenas os salários, porque serviço prestado é salário devido, e não se poderia realmente retornar ao estágio anterior, a prestação de serviço, pela impossibilidade de devolver ao prestador dos serviços as forças despendidas. Acompanho, Presidente, o Relator. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, porque pitoresco, há uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia reconhecendo, a uma mulher, que era uma trabalhadora do sexo, atividade considerada ilegal,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A mais antiga das profissões. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - .... reconhecendo a ela direitos trabalhistas a serem pagos pelo estabelecimento no qual ela prestava os serviços; ou seja, independentemente da licitude ou não da atividade, havia o vínculo, e, portanto, impôs-se o pagamento das obrigações trabalhistas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. : ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805691 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. : ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805691 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7131636
2014-08-28T00:00:00
2014-11-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: CONSTITUCIONAL E TRABALHO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEM CONCURSO. NULIDADE. EFEITOS JURÍDICOS ADMISSÍVEIS EM RELAÇÃO A EMPREGADOS: PAGAMENTO DE SALDO SALARIAL E LEVANTAMENTO DE FGTS (RE 596.478 - REPERCUSSÃO GERAL). INEXIGIBILIDADE DE OUTRAS VERBAS, MESMO A TÍTULO INDENIZATÓRIO. 1. Conforme reiteradamente afirmado pelo Supremo Tribunal Federal, a Constituição de 1988 reprova severamente as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público, cominando a sua nulidade e impondo sanções à autoridade responsável (CF, art. 37, § 2º). 2. No que se refere a empregados, essas contratações ilegítimas não geram quaisquer efeitos jurídicos válidos, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 3. Recurso extraordinário desprovido.
sjur283169
REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO AI 757244 RG. - Acórdão(s) citado(s): (ADMINISTRATAÇÃO PÚBLICA, CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO, FGTS) RE 596478 RG. (ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, NULIDADE, CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO) AI 322524 AgR (2ªT), AI 361878 AgR (1ªT), AI 501901 AgR (1ªT), AI 488991 AgR (1ªT), AI 677753 AgR (1ªT), AI 612687 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 23/01/2015, GOD.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
705140
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00002 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008036 ANO-1990\n ART-0019A\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00477 PAR-00008\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMTST-000363 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
RE
acordaos
RE 705140
[ "" ]
RECTE.(S) : GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. : ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL E TRABALHO. CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEM CONCURSO. NULIDADE. EFEITOS JURÍDICOS ADMISSÍVEIS EM RELAÇÃO A EMPREGADOS: PAGAMENTO DE SALDO SALARIAL E LEVANTAMENTO DE FGTS (Recurso Extraordinário 596.478 - REPERCUSSÃO GERAL). INEXIGIBILIDADE DE OUTRAS VERBAS, MESMO A TÍTULO INDENIZATÓRIO. 1. Conforme reiteradamente afirmado pelo Supremo Tribunal Federal, a Constituição de 1988 reprova severamente as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público, cominando a sua nulidade e impondo sanções à autoridade responsável (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...). 2. No que se refere a empregados, essas contratações ilegítimas não geram quaisquer efeitos jurídicos válidos, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 3. Recurso extraordinário desprovido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 705140 / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trazem os autos recurso extraordinário interposto para impugnar a constitucionalidade de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que, provendo parcialmente recurso de revista veiculado por entidade de direito público, afastou a legitimidade do vínculo empregatício reconhecido na instância regional por entender incompatível com o princípio da inafastabilidade do concurso público, previsto no artigo 37, II, da Constituição. O acórdão recebeu ementa nos seguintes termos: RECURSO DE REVISTA. ENTE PÚBLICO. RELAÇÃO DE EMPREGO. NULIDADE. EFEITOS. Em caso de nulidade do contrato celebrado com ente público, em razão da inobservância do requisito da prévia aprovação em concurso público, a parte reclamante, além da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o salário mínimo/hora, faz jus ainda à parcela relativa ao FGTS. Inteligência da Súmula n 363/Tribunal Superior do Trabalho. Recurso conhecido e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. :ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trazem os autos recurso extraordinário interposto para impugnar a constitucionalidade de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho que, provendo parcialmente recurso de revista veiculado por entidade de direito público, afastou a legitimidade do vínculo empregatício reconhecido na instância regional por entender incompatível com o princípio da inafastabilidade do concurso público, previsto no artigo 37, II, da Constituição. O acórdão recebeu ementa nos seguintes termos: RECURSO DE REVISTA. ENTE PÚBLICO. RELAÇÃO DE EMPREGO. NULIDADE. EFEITOS. Em caso de nulidade do contrato celebrado com ente público, em razão da inobservância do requisito da prévia aprovação em concurso público, a parte reclamante, além da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o salário mínimo/hora, faz jus ainda à parcela relativa ao FGTS. Inteligência da Súmula n 363/Tribunal Superior do Trabalho. Recurso conhecido e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 705140 / RS parcialmente provido. Opostos embargos de declaração, foram estes rejeitados (fls. 161/163). No extraordinário, a recorrente deduziu a tese de que, ao negar validade à relação de emprego, impedindo o pagamento das verbas rescisórias pertinentes, o Tribunal Superior do Trabalho teria infringido (i) os arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, porque entregou prestação jurisdicional incompleta; (ii) o art. 37, § 2..., da Constituição Federal de 1988, porque o dispositivo não poderia ser invocado para delimitar os efeitos decorrentes da contrato irregular; e (iii) art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988, à consideração de que a entidade pública recorrida deveria responder pelos prejuízos advindos da inobservância do princípio do concurso público, não podendo o trabalhador, com exclusividade, suportar as consequências de ilícito praticado por terceiro, sob pena de se operar enriquecimento ilícito. Inadmitido no Tribunal Superior do Trabalho (fls. 184/190), o caso foi alçado a esta Suprema Corte por meio de agravo de instrumento, posteriormente convertido em recurso extraordinário (fl. 171). Submetida a questão constitucional de fundo ao escrutínio do Plenário Virtual, recebeu ela juízo positivo quanto à existência de repercussão geral, tendo sido capitulada sob à rubrica 308 – “Efeitos trabalhistas decorrentes de contratação pela Administração Pública de empregado não submetido à prévia aprovação em concurso público”. Em manifestações de fls. 151/157 e 160/167, a União e os Estados da Federação requereram seu ingresso no processo, na condição de amicus curiae, o que foi deferido por despacho de 11/12/2013. Todos os peticionantes defenderam a tese da nulidade ex tunc das relações contratuais estabelecidas com a Administração Pública sem a devida aprovação em concurso, ressalvando apenas o pagamento de salários correspondentes aos dias trabalhados e o levantamento do FGTS depositado. O parecer do Procurador-Geral da República foi pela improcedência da pretensão recursal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS parcialmente provido. Opostos embargos de declaração, foram estes rejeitados (fls. 161/163). No extraordinário, a recorrente deduziu a tese de que, ao negar validade à relação de emprego, impedindo o pagamento das verbas rescisórias pertinentes, o Tribunal Superior do Trabalho teria infringido (i) os arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e 93, IX, da Constituição, porque entregou prestação jurisdicional incompleta; (ii) o art. 37, § 2..., da Constituição Federal de 1988, porque o dispositivo não poderia ser invocado para delimitar os efeitos decorrentes da contrato irregular; e (iii) art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988, à consideração de que a entidade pública recorrida deveria responder pelos prejuízos advindos da inobservância do princípio do concurso público, não podendo o trabalhador, com exclusividade, suportar as consequências de ilícito praticado por terceiro, sob pena de se operar enriquecimento ilícito. Inadmitido no Tribunal Superior do Trabalho (fls. 184/190), o caso foi alçado a esta Suprema Corte por meio de agravo de instrumento, posteriormente convertido em recurso extraordinário (fl. 171). Submetida a questão constitucional de fundo ao escrutínio do Plenário Virtual, recebeu ela juízo positivo quanto à existência de repercussão geral, tendo sido capitulada sob à rubrica 308 – “Efeitos trabalhistas decorrentes de contratação pela Administração Pública de empregado não submetido à prévia aprovação em concurso público”. Em manifestações de fls. 151/157 e 160/167, a União e os Estados da Federação requereram seu ingresso no processo, na condição de amicus curiae, o que foi deferido por despacho de 11/12/2013. Todos os peticionantes defenderam a tese da nulidade ex tunc das relações contratuais estabelecidas com a Administração Pública sem a devida aprovação em concurso, ressalvando apenas o pagamento de salários correspondentes aos dias trabalhados e o levantamento do FGTS depositado. O parecer do Procurador-Geral da República foi pela improcedência da pretensão recursal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso satisfaz os pressupostos recursais que lhe são inerentes, estando em condições de ser conhecido. 2. É de ser afastada a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto o acórdão recorrido veiculou resposta judicial suficiente para resolver a lide, aplicando ao caso o entendimento firmado no enunciado 363 da Súmula/Tribunal Superior do Trabalho, para, negando legitimidade ao vínculo de emprego, resguardar o pagamento de salários e o levantamento do FGTS depositado em favor do recorrente, com exceção da multa de 40%. 3. A questão com repercussão geral visualizada pelo Plenário Virtual diz respeito aos efeitos jurídicos típicos da relação trabalhista – tais como as verbas do aviso prévio, gratificação natalina, férias e respectivo 1/3, indenização referente ao seguro-desemprego, multa do art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho, entre outras, que haviam sido garantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região – em favor de trabalhador que prestou serviços para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM), sem, contudo, ter sido aprovado em concurso público, nos termos exigidos pela Constituição. O que se sustenta no recurso, em síntese, é que a supressão desses efeitos trabalhistas não pode ser imposta com fundamento no art. 37, § 2..., da Constituição Federal de 1988, que nada dispõe a respeito; e que o art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988 impõe à Administração recorrida a responsabilidade pelo ilícito a que deu causa ao promover a contratação ilegítima. 4. Não prosperam as teses do recurso. O § 2... do art. 37 da Constituição - que comina a nulidade das contratações estabelecidas com ofensa às normas de concurso público e prevê punição da autoridade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso satisfaz os pressupostos recursais que lhe são inerentes, estando em condições de ser conhecido. 2. É de ser afastada a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto o acórdão recorrido veiculou resposta judicial suficiente para resolver a lide, aplicando ao caso o entendimento firmado no enunciado 363 da Súmula/Tribunal Superior do Trabalho, para, negando legitimidade ao vínculo de emprego, resguardar o pagamento de salários e o levantamento do FGTS depositado em favor do recorrente, com exceção da multa de 40%. 3. A questão com repercussão geral visualizada pelo Plenário Virtual diz respeito aos efeitos jurídicos típicos da relação trabalhista – tais como as verbas do aviso prévio, gratificação natalina, férias e respectivo 1/3, indenização referente ao seguro-desemprego, multa do art. 477, § 8..., da Consolidação das Leis do Trabalho, entre outras, que haviam sido garantidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região – em favor de trabalhador que prestou serviços para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM), sem, contudo, ter sido aprovado em concurso público, nos termos exigidos pela Constituição. O que se sustenta no recurso, em síntese, é que a supressão desses efeitos trabalhistas não pode ser imposta com fundamento no art. 37, § 2..., da Constituição Federal de 1988, que nada dispõe a respeito; e que o art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988 impõe à Administração recorrida a responsabilidade pelo ilícito a que deu causa ao promover a contratação ilegítima. 4. Não prosperam as teses do recurso. O § 2... do art. 37 da Constituição - que comina a nulidade das contratações estabelecidas com ofensa às normas de concurso público e prevê punição da autoridade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS responsável - constitui referência normativa que não pode ser ignorada na avaliação dos efeitos extraíveis das relações estabelecidas entre Administração e prestadores de serviços ilegitimamente contratados. Nas múltiplas ocasiões em que o Supremo Tribunal Federal se pronunciou sobre o tema, assentou-se que a Constituição de 1988 reprova severamente os recrutamentos feitos à margem do instituto do concurso público. São inúmeros os precedentes nesse sentido em ambas as Turmas do Tribunal, dentre eles o AI 322524 AgR, 2... T., Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/2002; o AI 361878 AgR, 1... T., Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 23/04/2004; o AI 488991 AgR, 1... T., Rel. Min. Eros Grau, DJ de 29/04/2005; o AI 501901 AgR, 1... T., Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 21/10/2005; o AI 677753 AgR, 1... T., Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/09/2009; e o AI 612687 AgR, 1... T., Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/03/2011. E o fundamento dessas decisões reside essencialmente no § 2... do artigo 37, que atribui às contratações sem concurso uma espécie de nulidade jurídica qualificada, cuja consequência é não só o desfazimento imediato da relação, como a punição da autoridade que tiver dado causa a elas. Daí afirmar-se que o referido art. 37, § 2... impõe a ascendência do concurso no cenário do direito público brasileiro, cuja prevalência é garantida mesmo diante de interesses de valor social considerável, como aqueles protegidos pelas verbas rescisórias dos contratos de trabalho por tempo indeterminado, consideradas inexigíveis em face da nulidade do pacto celebrado contra a Constituição. Ressalva-se apenas, como efeito jurídico válido, o direito à percepção de salários correspondentes ao serviço efetivamente prestado e a possibilidade de recebimento dos valores depositados na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço vinculada ao nome do trabalhador. Não obstante seja o levantamento do FGTS previsto em dispositivo de lei específica – o art. 19-A da Lei 8.036/90 – a censura que o ordenamento constitucional levanta contra contratações deste tipo é tão ostensiva que essa norma chegou a ter sua inconstitucionalidade reconhecida por 5 dos 11 Ministros desta Suprema Corte no julgamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS responsável - constitui referência normativa que não pode ser ignorada na avaliação dos efeitos extraíveis das relações estabelecidas entre Administração e prestadores de serviços ilegitimamente contratados. Nas múltiplas ocasiões em que o Supremo Tribunal Federal se pronunciou sobre o tema, assentou-se que a Constituição de 1988 reprova severamente os recrutamentos feitos à margem do instituto do concurso público. São inúmeros os precedentes nesse sentido em ambas as Turmas do Tribunal, dentre eles o AI 322524 AgR, 2... T., Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19/12/2002; o AI 361878 AgR, 1... T., Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 23/04/2004; o AI 488991 AgR, 1... T., Rel. Min. Eros Grau, DJ de 29/04/2005; o AI 501901 AgR, 1... T., Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 21/10/2005; o AI 677753 AgR, 1... T., Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/09/2009; e o AI 612687 AgR, 1... T., Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/03/2011. E o fundamento dessas decisões reside essencialmente no § 2... do artigo 37, que atribui às contratações sem concurso uma espécie de nulidade jurídica qualificada, cuja consequência é não só o desfazimento imediato da relação, como a punição da autoridade que tiver dado causa a elas. Daí afirmar-se que o referido art. 37, § 2... impõe a ascendência do concurso no cenário do direito público brasileiro, cuja prevalência é garantida mesmo diante de interesses de valor social considerável, como aqueles protegidos pelas verbas rescisórias dos contratos de trabalho por tempo indeterminado, consideradas inexigíveis em face da nulidade do pacto celebrado contra a Constituição. Ressalva-se apenas, como efeito jurídico válido, o direito à percepção de salários correspondentes ao serviço efetivamente prestado e a possibilidade de recebimento dos valores depositados na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço vinculada ao nome do trabalhador. Não obstante seja o levantamento do FGTS previsto em dispositivo de lei específica – o art. 19-A da Lei 8.036/90 – a censura que o ordenamento constitucional levanta contra contratações deste tipo é tão ostensiva que essa norma chegou a ter sua inconstitucionalidade reconhecida por 5 dos 11 Ministros desta Suprema Corte no julgamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS do Recurso Extraordinário 596.478, redator do acórdão o Min. Dias Toffoli, julgado sob o rito de repercussão geral em 13/06/2012. Eis a ementa que retrata o julgado: EMENTA Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 596478, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/03/2013) Naquela assentada, a Ministra Ellen Gracie ponderou o seguinte: 4. Para que a exigência de concurso efetivamente cumpra função de salvaguarda do interesse público, a Constituição é clara quanto às conseqüências de eventual violação: punição da autoridade responsável e nulidade do ato. Tais sanções dão a exata dimensão da importância que a Constituição atribuiu ao concurso público e torna inequívoca a negativa de efeitos à investidura indevida. A nulidade é vício que implica invalidade na origem e insanável, impedindo que o ato produza os efeitos jurídicos que normalmente lhe seriam próprios e inerentes. O ato nulo é natimorto. Este Supremo Tribunal Federal já analisou o art. 37 da Constituição, proclamando a nulidade de pleno direito da investidura sem concurso público. Veja-se a emenda do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS do Recurso Extraordinário 596.478, redator do acórdão o Min. Dias Toffoli, julgado sob o rito de repercussão geral em 13/06/2012. Eis a ementa que retrata o julgado: EMENTA Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90. Constitucionalidade. 1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público, desde que mantido o seu direito ao salário. 2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 596478, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 01/03/2013) Naquela assentada, a Ministra Ellen Gracie ponderou o seguinte: 4. Para que a exigência de concurso efetivamente cumpra função de salvaguarda do interesse público, a Constituição é clara quanto às conseqüências de eventual violação: punição da autoridade responsável e nulidade do ato. Tais sanções dão a exata dimensão da importância que a Constituição atribuiu ao concurso público e torna inequívoca a negativa de efeitos à investidura indevida. A nulidade é vício que implica invalidade na origem e insanável, impedindo que o ato produza os efeitos jurídicos que normalmente lhe seriam próprios e inerentes. O ato nulo é natimorto. Este Supremo Tribunal Federal já analisou o art. 37 da Constituição, proclamando a nulidade de pleno direito da investidura sem concurso público. Veja-se a emenda do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS AgRegAI 677.753-5, relator o Ministro Ricardo Lewandowski,: I - Ambas as Turmas deste Tribunal assentaram entendimento de que a nulidade do contrato de trabalho firmado com entidade da Administração Pública sem a prévia realização de concurso público não gera efeitos trabalhistas. II – Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III – Agravo regimental improvido. 5. Resguarda-se, tão-somente, o pagamento dos salários pelo trabalho prestado, de modo a evitar o enriquecimento sem causa do Estado. O Ministro Celso de Melo, em decisão monocrática que proferiu no AI 743.712AgR destacou a existência de entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte, que reconhece, como único efeito jurídico válido resultante do pacto celebrado, o direito à percepção do salário referente ao período efetivamente trabalhado . Também em acórdão relatado pelo Ministro Carlos Britto a posição do Tribunal restou clara: 1. Após a Carta Magna de 1988, é nula a contratação para a investidura em cargo ou emprego público sem prévia aprovação em concurso público. Tal contrato gera, tão- somente, o direito ao pagamento dos salários pelos dias efetivamente trabalhados, pena de enriquecimento sem causa do Poder Público. (AI 502140 AgR). 6. Considerando o entendimento deste Tribunal no sentido de que a nulidade da investidura impede o surgimento dos direitos trabalhistas, deve-se concluir que, nessas circunstâncias, não há direito do empregado aos depósitos em conta vinculada a título de FGTS. Isso porque o fundo de garantia do tempo de serviço não se confunde com a mera contraprestação estrita pelo trabalho prestado. Figura no art. 7..., inciso III, da Constituição, isto sim, como um dos direitos fundamentais sociais ao lado de outros como o da proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, o seguro-desemprego, o décimo terceiro salário e o aviso prévio. Os depósitos em conta vinculada constituem direito trabalhista autônomo, que surgiu como uma alternativa à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS AgRegAI 677.753-5, relator o Ministro Ricardo Lewandowski,: I - Ambas as Turmas deste Tribunal assentaram entendimento de que a nulidade do contrato de trabalho firmado com entidade da Administração Pública sem a prévia realização de concurso público não gera efeitos trabalhistas. II – Recurso Protelatório. Aplicação de multa. III – Agravo regimental improvido. 5. Resguarda-se, tão-somente, o pagamento dos salários pelo trabalho prestado, de modo a evitar o enriquecimento sem causa do Estado. O Ministro Celso de Melo, em decisão monocrática que proferiu no AI 743.712AgR destacou a existência de entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito desta Suprema Corte, que reconhece, como único efeito jurídico válido resultante do pacto celebrado, o direito à percepção do salário referente ao período efetivamente trabalhado . Também em acórdão relatado pelo Ministro Carlos Britto a posição do Tribunal restou clara: 1. Após a Carta Magna de 1988, é nula a contratação para a investidura em cargo ou emprego público sem prévia aprovação em concurso público. Tal contrato gera, tão- somente, o direito ao pagamento dos salários pelos dias efetivamente trabalhados, pena de enriquecimento sem causa do Poder Público. (AI 502140 AgR). 6. Considerando o entendimento deste Tribunal no sentido de que a nulidade da investidura impede o surgimento dos direitos trabalhistas, deve-se concluir que, nessas circunstâncias, não há direito do empregado aos depósitos em conta vinculada a título de FGTS. Isso porque o fundo de garantia do tempo de serviço não se confunde com a mera contraprestação estrita pelo trabalho prestado. Figura no art. 7..., inciso III, da Constituição, isto sim, como um dos direitos fundamentais sociais ao lado de outros como o da proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, o seguro-desemprego, o décimo terceiro salário e o aviso prévio. Os depósitos em conta vinculada constituem direito trabalhista autônomo, que surgiu como uma alternativa à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS estabilidade no emprego (daí a possibilidade originária de opção pelo seu regime – Lei 5.107/66), posteriormente consolidou-se como direito de qualquer empregado e, finalmente, foi alçado à condição de direito fundamental social. Reconhecida a nulidade do vínculo, resta automaticamente afastada a obrigação de recolhimento da contribuição ao FGTS pelo Estado relativamente às investiduras nulas. 7. O art. 9... da Medida Medida Provisória 2.164-41/91, ao acrescentar o art. 19-A à Lei 8.036/90, contemplou com o FGTS o empregado investido em cargo público por ato nulo, verbis : Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2 o , da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput , que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. Ao atribuir efeitos a uma relação trabalhista considerada nula de pleno direito por força do art. 37, inciso II e § 2... da Constituição, acabou por afastar, ao menos em parte, tal nulidade. 8. Note-se que o conhecimento e o cumprimento da Constituição é dever de todos, tanto das autoridades como dos particulares. Na investidura em emprego público sem concurso, ambos incorrem em violação à Constituição, devendo suportar os ônus de tal conduta, dentre as quais a nulidade do ato. Também o legislador deve ater-se à Constituição, abstendo-se de reconhecer direito que a prescrição constitucional de nulidade da investidura em emprego público sem prévio concurso afasta. 9. Ante todo o exposto, dou provimento ao recurso do Estado de Roraima, reconhecendo a inconstitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/90, acrescido pelo 9... da Medida Provisória 2.164-41/91, por violação ao art. 37, II e § 2..., da Constituição, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS estabilidade no emprego (daí a possibilidade originária de opção pelo seu regime – Lei 5.107/66), posteriormente consolidou-se como direito de qualquer empregado e, finalmente, foi alçado à condição de direito fundamental social. Reconhecida a nulidade do vínculo, resta automaticamente afastada a obrigação de recolhimento da contribuição ao FGTS pelo Estado relativamente às investiduras nulas. 7. O art. 9... da Medida Medida Provisória 2.164-41/91, ao acrescentar o art. 19-A à Lei 8.036/90, contemplou com o FGTS o empregado investido em cargo público por ato nulo, verbis : Art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2 o , da Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário. Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até 28 de julho de 2001, nas condições do caput , que não tenha sido levantado até essa data, será liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. Ao atribuir efeitos a uma relação trabalhista considerada nula de pleno direito por força do art. 37, inciso II e § 2... da Constituição, acabou por afastar, ao menos em parte, tal nulidade. 8. Note-se que o conhecimento e o cumprimento da Constituição é dever de todos, tanto das autoridades como dos particulares. Na investidura em emprego público sem concurso, ambos incorrem em violação à Constituição, devendo suportar os ônus de tal conduta, dentre as quais a nulidade do ato. Também o legislador deve ater-se à Constituição, abstendo-se de reconhecer direito que a prescrição constitucional de nulidade da investidura em emprego público sem prévio concurso afasta. 9. Ante todo o exposto, dou provimento ao recurso do Estado de Roraima, reconhecendo a inconstitucionalidade do art. 19-A da Lei 8.036/90, acrescido pelo 9... da Medida Provisória 2.164-41/91, por violação ao art. 37, II e § 2..., da Constituição, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS com o que resta improcedente a reclamatória trabalhista. A orientação foi secundada nesses termos pelo Min. Luiz Fux: Anoto, Senhor Presidente, além das considerações que Vossa Excelência trouxe, que o artigo 37, § 2..., da Constituição Federal é explícito, até como uma forma de desestimular contratações fraudulentas – não estimular fraudes –, ao dispor que a não observância do disposto nos incisos II e III do artigo 37, que versa exatamente sobre contratação para o serviço público sem concurso, quer dizer, não observando o concurso, o ato é acoimado de nulidade. E, uma vez acoimado de nulidade, a jurisprudência da própria Corte já teve oportunidade de, exatamente sob o pálio de desestímulo à fraude, fixar sua jurisprudência no sentido de que o único efeito produzido, para que não haja um enriquecimento sem causa do Estado, é o pagamento dos salários respectivos aos serviços prestados, à semelhança do que ocorre, por exemplo, na Lei de Licitações, em que, apesar de não ter sido observada a regra da licitação, pelo menos, os serviços executados são pagos e há previsão legal para esse fim. Então, mutatis mutandis, essa situação é análoga. Embora manifestadas em votos vencidos naquela oportunidade, essas observações prestam-se inteiramente ao caso em julgamento, pois retratam a orientação geral desta Corte no que se refere à elevada dignidade que a Constituição atribui ao instituto do concurso público e às consequências jurídicas decorrentes da sua violação. Daí a reiterada posição das Turmas do Supremo Tribunal Federal, conforme já noticiado, de negar o acolhimento da pretensão de obter o pagamento de outras verbas rescisórias típicas do contrato de trabalho, ainda que a título de indenização, com fundamento na responsabilidade extracontratual de que trata o art. 37, § 6..., da Constituição. Na verdade, o alegado prejuízo do trabalhador contratado sem concurso não constitui dano juridicamente indenizável. É que, embora decorrente de ato imputável à Administração, se trata de contratação 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS com o que resta improcedente a reclamatória trabalhista. A orientação foi secundada nesses termos pelo Min. Luiz Fux: Anoto, Senhor Presidente, além das considerações que Vossa Excelência trouxe, que o artigo 37, § 2..., da Constituição Federal é explícito, até como uma forma de desestimular contratações fraudulentas – não estimular fraudes –, ao dispor que a não observância do disposto nos incisos II e III do artigo 37, que versa exatamente sobre contratação para o serviço público sem concurso, quer dizer, não observando o concurso, o ato é acoimado de nulidade. E, uma vez acoimado de nulidade, a jurisprudência da própria Corte já teve oportunidade de, exatamente sob o pálio de desestímulo à fraude, fixar sua jurisprudência no sentido de que o único efeito produzido, para que não haja um enriquecimento sem causa do Estado, é o pagamento dos salários respectivos aos serviços prestados, à semelhança do que ocorre, por exemplo, na Lei de Licitações, em que, apesar de não ter sido observada a regra da licitação, pelo menos, os serviços executados são pagos e há previsão legal para esse fim. Então, mutatis mutandis, essa situação é análoga. Embora manifestadas em votos vencidos naquela oportunidade, essas observações prestam-se inteiramente ao caso em julgamento, pois retratam a orientação geral desta Corte no que se refere à elevada dignidade que a Constituição atribui ao instituto do concurso público e às consequências jurídicas decorrentes da sua violação. Daí a reiterada posição das Turmas do Supremo Tribunal Federal, conforme já noticiado, de negar o acolhimento da pretensão de obter o pagamento de outras verbas rescisórias típicas do contrato de trabalho, ainda que a título de indenização, com fundamento na responsabilidade extracontratual de que trata o art. 37, § 6..., da Constituição. Na verdade, o alegado prejuízo do trabalhador contratado sem concurso não constitui dano juridicamente indenizável. É que, embora decorrente de ato imputável à Administração, se trata de contratação 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 705140 / RS manifestamente contrária a expressa e clara norma constitucional, cuja força normativa alcança também a parte contratada, e cujo sentido e alcance não poderia ser por ela ignorado. De qualquer modo, o reconhecimento do direito a salários pelos serviços efetivamente prestados afasta a alegação de enriquecimento ilícito. 5. É de se confirmar, portanto, o acórdão recorrido, adotando-se a seguinte tese, para fins de repercussão geral: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 6. Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 705140 / RS manifestamente contrária a expressa e clara norma constitucional, cuja força normativa alcança também a parte contratada, e cujo sentido e alcance não poderia ser por ela ignorado. De qualquer modo, o reconhecimento do direito a salários pelos serviços efetivamente prestados afasta a alegação de enriquecimento ilícito. 5. É de se confirmar, portanto, o acórdão recorrido, adotando-se a seguinte tese, para fins de repercussão geral: A Constituição de 1988 comina de nulidade as contratações de pessoal pela Administração Pública sem a observância das normas referentes à indispensabilidade da prévia aprovação em concurso público (Constituição Federal de 1988, art. 37, § 2...), não gerando, essas contratações, quaisquer efeitos jurídicos válidos em relação aos empregados contratados, a não ser o direito à percepção dos salários referentes ao período trabalhado e, nos termos do art. 19-A da Lei 8.036/90, ao levantamento dos depósitos efetuados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. 6. Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6985943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, primeiro, queria cumprimentar o Doutor Nei Bruno, que sustentou da tribuna, e o Doutor Mauro de Azevedo Menezes, cuja sustentação vigorosa, devo dizer, fez-me considerar seriamente as alternativas suscitadas por Sua Excelência. E eu até consideraria, Ministro Teori, em tese, que pagamento de salário por evidente, décimo terceiro e gratificação natalina, para mim, faz até mais sentido do que o FGTS, que, em rigor, os servidores públicos não têm. Portanto, eu acho que a solução legislativa não foi a mais feliz e, não por outra razão, como Vossa Excelência observa, quase foi derrubada, por este Tribunal, em embargos de declaração. Eu mesmo pedi vista para repensar o assunto. Eu melhor acharia o pagamento do décimo terceiro e das férias proporcionais que fossem. Porém, diante do teor peremptório do art. 37, § 2..., e da alternativa que o legislador concebeu, penso que nós devemos nos curvar ao mandamento constitucional e à solução legislativa. De modo que estou de acordo com o voto e com a proposição da tese de repercussão geral, que acaba de fazer o Ministro Teori. xxxxxxx Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7113930. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, primeiro, queria cumprimentar o Doutor Nei Bruno, que sustentou da tribuna, e o Doutor Mauro de Azevedo Menezes, cuja sustentação vigorosa, devo dizer, fez-me considerar seriamente as alternativas suscitadas por Sua Excelência. E eu até consideraria, Ministro Teori, em tese, que pagamento de salário por evidente, décimo terceiro e gratificação natalina, para mim, faz até mais sentido do que o FGTS, que, em rigor, os servidores públicos não têm. Portanto, eu acho que a solução legislativa não foi a mais feliz e, não por outra razão, como Vossa Excelência observa, quase foi derrubada, por este Tribunal, em embargos de declaração. Eu mesmo pedi vista para repensar o assunto. Eu melhor acharia o pagamento do décimo terceiro e das férias proporcionais que fossem. Porém, diante do teor peremptório do art. 37, § 2..., e da alternativa que o legislador concebeu, penso que nós devemos nos curvar ao mandamento constitucional e à solução legislativa. De modo que estou de acordo com o voto e com a proposição da tese de repercussão geral, que acaba de fazer o Ministro Teori. xxxxxxx Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7113930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, registro uma curiosidade. Foi citada da tribuna a Bahia e foi citado o mestre, grande mestre, Orlando Gomes. O acórdão impugnado está subscrito, e, portanto, funcionou como Relator um outro baiano que, talvez, tenha sido inclusive aluno do mestre Orlando Gomes, ou seja, o Ministro Horácio Senna Pires. A primeira vez que me defrontei com caso semelhante foi justamente no Tribunal Superior do Trabalho, em que se questionava – não como neste que tudo começou com um contrato de estágio – a prestação de serviços a um bicheiro, ou seja, para uma atividade ilegal. O Tribunal Superior do Trabalho – que não tinha, à época, inclusive verbete de súmula sobre a matéria, hoje já tem – proclamou que seriam devidos apenas os salários, porque serviço prestado é salário devido, e não se poderia realmente retornar ao estágio anterior, a prestação de serviço, pela impossibilidade de devolver ao prestador dos serviços as forças despendidas. Acompanho, Presidente, o Relator. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, porque pitoresco, há uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia reconhecendo, a uma mulher, que era uma trabalhadora do sexo, atividade considerada ilegal,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A mais antiga das profissões. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - .... reconhecendo a ela direitos trabalhistas a serem pagos pelo estabelecimento no qual ela prestava os serviços; ou seja, independentemente da licitude ou não da atividade, havia o vínculo, e, portanto, impôs-se o pagamento das obrigações trabalhistas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087289. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, registro uma curiosidade. Foi citada da tribuna a Bahia e foi citado o mestre, grande mestre, Orlando Gomes. O acórdão impugnado está subscrito, e, portanto, funcionou como Relator um outro baiano que, talvez, tenha sido inclusive aluno do mestre Orlando Gomes, ou seja, o Ministro Horácio Senna Pires. A primeira vez que me defrontei com caso semelhante foi justamente no Tribunal Superior do Trabalho, em que se questionava – não como neste que tudo começou com um contrato de estágio – a prestação de serviços a um bicheiro, ou seja, para uma atividade ilegal. O Tribunal Superior do Trabalho – que não tinha, à época, inclusive verbete de súmula sobre a matéria, hoje já tem – proclamou que seriam devidos apenas os salários, porque serviço prestado é salário devido, e não se poderia realmente retornar ao estágio anterior, a prestação de serviço, pela impossibilidade de devolver ao prestador dos serviços as forças despendidas. Acompanho, Presidente, o Relator. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, porque pitoresco, há uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia reconhecendo, a uma mulher, que era uma trabalhadora do sexo, atividade considerada ilegal,... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A mais antiga das profissões. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - .... reconhecendo a ela direitos trabalhistas a serem pagos pelo estabelecimento no qual ela prestava os serviços; ou seja, independentemente da licitude ou não da atividade, havia o vínculo, e, portanto, impôs-se o pagamento das obrigações trabalhistas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. : ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805691 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705.140 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) : GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM-ESTAR DO MENOR - FEBEM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AM. CURIAE. : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AM. CURIAE. : ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Impedida a Ministra Rosa Weber. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Falaram, pela recorrente, o Dr. Mauro de Azevedo Menezes, OAB/DF 19.241, e, pela recorrida, o Dr. Nei Fernando Marques Brum, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805691 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705 . 140", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705 . 140", "Súmula n 363 / Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 363 / Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705 . 140", "enunciado 363 da Súmula / Tribunal Superior do Trabalho", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 705 . 140", "enunciado 363 da Súmula / Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "AI 322524 AgR ,", "AI 361878 AgR", "AI 488991 AgR", "AI 501901 AgR ,", "AI 677753 AgR ,", "AI 612687 AgR ,", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "AI 322524 AgR ,", "AI 361878 AgR ,", "AI 488991 AgR ,", "AI 501901 AgR , 1", "AI 677753 AgR ,", "AI 612687 AgR ,", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Recurso Extraordinário 596478", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 478", "Recurso Extraordinário 596478", "Recurso Extraordinário 705140 / RS", "AgRegAI 677 . 753 - 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Região", "Fundação Estadual do Bem - Estar do Menor", "FEBEM", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fundo de Garantia por Tempo de Serviço", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Estado de", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Corte Constitucional da Colômbia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Corte Constitucional da Colômbia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO ESTADUAL DO BEM - ESTAR DO MENOR", "FEBEM", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Superior Eleitoral", "OAB", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Superior Eleitoral", "OAB", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI", "ZAVASCKI", "GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Mauro de Azevedo Menezes", "Nei Fernando Marques Brum", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Mauro de Azevedo Menezes", "Nei Fernando Marques Brum", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Eros Grau", "Carlos Britto", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Eros Grau", "Carlos Britto", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "ELLEN GRACIE", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "TEORI ZAVASCKI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Melo", "Carlos Britto", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Melo", "Carlos Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Nei Bruno", "Mauro de Azevedo Menezes", "Teori", "Teori", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Nei Bruno", "Mauro de Azevedo Menezes", "Teori", "Teori", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Orlando Gomes", "Orlando Gomes", "Horácio Senna Pires", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "Orlando Gomes", "Orlando Gomes", "Horácio Senna Pires", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Mauro de Azevedo Menezes", "Nei Fernando Marques Brum", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "GLAUCIA ROSAURA DOS SANTOS", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Mauro de Azevedo Menezes", "Nei Fernando Marques Brum", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2002", "23", "/", "04", "/", "2004", "29", "/", "04", "/", "2005", "21", "/", "10", "/", "2005", "18", "/", "09", "/", "2009", "09", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2002", "23", "/", "04", "/", "2004", "29", "/", "04", "/", "2005", "21", "/", "10", "/", "2005", "18", "/", "09", "/", "2009", "09", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "06", "/", "2012", "01", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "06", "/", "2012", "01", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de julho de 2001", "agosto de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de julho de 2001", "agosto de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654201. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Não consta dos autos procuração ao advogado subscritor do recurso. Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de considerar como inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos (cf. AI nº 445.958-AgR , Rel. Min. CELSO DE MELLO , DJ de 07.11.2003; RE nº 384.040-AgR , Rel. Min. NELSON JOBIM , DJ de 23.10.2003; AI nº 400.324-AgR , Rel. Min. CARLOS VELLOSO , DJ de 18.08.2003; AI nº 431.845 , Rel. Min. GILMAR MENDES , DJ de 04.06.2004; AI nº 474.810 , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJ de 27.11.2003). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do RISTF, art. 38 da Lei nº 8.038, de 28.05.1990, e art. 557 do CPC).” (Fls. 141 ) No agravo regimental as advogadas subscritoras do recurso extraordinário e do agravo juntam a procuração e alegam haver sanado o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Não consta dos autos procuração ao advogado subscritor do recurso. Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de considerar como inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos (cf. AI nº 445.958-AgR , Rel. Min. CELSO DE MELLO , DJ de 07.11.2003; RE nº 384.040-AgR , Rel. Min. NELSON JOBIM , DJ de 23.10.2003; AI nº 400.324-AgR , Rel. Min. CARLOS VELLOSO , DJ de 18.08.2003; AI nº 431.845 , Rel. Min. GILMAR MENDES , DJ de 04.06.2004; AI nº 474.810 , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJ de 27.11.2003). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do RISTF, art. 38 da Lei nº 8.038, de 28.05.1990, e art. 557 do CPC).” (Fls. 141 ) No agravo regimental as advogadas subscritoras do recurso extraordinário e do agravo juntam a procuração e alegam haver sanado o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 654690 AGR / SP vício de acordo com a regra do art. 13 do Código de Processo Civil, bem como tecem argumentos quanto ao mérito da ação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Supremo Tribunal Federal ARE 654690 AGR / SP vício de acordo com a regra do art. 13 do Código de Processo Civil, bem como tecem argumentos quanto ao mérito da ação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. No caso em exame, apesar de haver pedido de prazo para juntada do respectivo mandato (fls. 79/81), pedido esse que foi deferido à fls. 82, as causídicas não anexaram aos autos a devida procuração. Observo que o instrumento procuratório foi juntado aos autos somente no momento da interposição do agravo regimental. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. No caso em exame, apesar de haver pedido de prazo para juntada do respectivo mandato (fls. 79/81), pedido esse que foi deferido à fls. 82, as causídicas não anexaram aos autos a devida procuração. Observo que o instrumento procuratório foi juntado aos autos somente no momento da interposição do agravo regimental. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 654690 AGR / SP diligência” (RE 606.117-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2ª parte, do CPC. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2ª parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados” (AI 640.855-AgR-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Supremo Tribunal Federal ARE 654690 AGR / SP diligência” (RE 606.117-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2ª parte, do CPC. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2ª parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados” (AI 640.855-AgR-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) : FÁBIO YAMAGUCHI FARIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805646 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) : FÁBIO YAMAGUCHI FARIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6826619
2014-08-28T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278399
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA, PROCURAÇÃO) AI 640855 AgR (1ªT), RE 606117 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 01/10/2014, MÁR.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
654690
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00013 ART-00037\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 654690 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) : FÁBIO YAMAGUCHI FARIA
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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654201. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Não consta dos autos procuração ao advogado subscritor do recurso. Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de considerar como inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos (cf. AI n 445.958-AgR , Rel. Min. CELSO DE MELLO , DJ de 07.11.2003; Recurso Extraordinário n 384.040-AgR , Rel. Min. NELSON JOBIM , DJ de 23.10.2003; AI n 400.324-AgR , Rel. Min. CARLOS VELLOSO , DJ de 18.08.2003; AI n 431.845 , Rel. Min. GILMAR MENDES , DJ de 04.06.2004; AI n 474.810 , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJ de 27.11.2003). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do RISTF, art. 38 da Lei n 8.038, de 28.05.1990, e art. 557 do Código de Processo Civil).” (Fls. 141 ) No agravo regimental as advogadas subscritoras do recurso extraordinário e do agravo juntam a procuração e alegam haver sanado o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) :ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) :FÁBIO YAMAGUCHI FARIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente): Eis o teor da decisão agravada: “1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Não consta dos autos procuração ao advogado subscritor do recurso. Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de considerar como inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos (cf. AI n 445.958-AgR , Rel. Min. CELSO DE MELLO , DJ de 07.11.2003; Recurso Extraordinário n 384.040-AgR , Rel. Min. NELSON JOBIM , DJ de 23.10.2003; AI n 400.324-AgR , Rel. Min. CARLOS VELLOSO , DJ de 18.08.2003; AI n 431.845 , Rel. Min. GILMAR MENDES , DJ de 04.06.2004; AI n 474.810 , Rel. Min. ELLEN GRACIE , DJ de 27.11.2003). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do RISTF, art. 38 da Lei n 8.038, de 28.05.1990, e art. 557 do Código de Processo Civil).” (Fls. 141 ) No agravo regimental as advogadas subscritoras do recurso extraordinário e do agravo juntam a procuração e alegam haver sanado o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 654690 AGR / SP vício de acordo com a regra do art. 13 do Código de Processo Civil, bem como tecem argumentos quanto ao mérito da ação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Supremo Tribunal Federal ARE 654690 AGR / SP vício de acordo com a regra do art. 13 do Código de Processo Civil, bem como tecem argumentos quanto ao mérito da ação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662936. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. No caso em exame, apesar de haver pedido de prazo para juntada do respectivo mandato (fls. 79/81), pedido esse que foi deferido à fls. 82, as causídicas não anexaram aos autos a devida procuração. Observo que o instrumento procuratório foi juntado aos autos somente no momento da interposição do agravo regimental. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. No caso em exame, apesar de haver pedido de prazo para juntada do respectivo mandato (fls. 79/81), pedido esse que foi deferido à fls. 82, as causídicas não anexaram aos autos a devida procuração. Observo que o instrumento procuratório foi juntado aos autos somente no momento da interposição do agravo regimental. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 654690 AGR / SP diligência” (Recurso Extraordinário 606.117-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados” (AI 640.855-AgR-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Supremo Tribunal Federal ARE 654690 AGR / SP diligência” (Recurso Extraordinário 606.117-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados” (AI 640.855-AgR-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6654203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) : FÁBIO YAMAGUCHI FARIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805646 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654.690 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : BANCO BRADESCO S/A ADV.(A/S) : ANDRESSA CAVALCA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FRANCISCO CARLOS DADONA ADV.(A/S) : FÁBIO YAMAGUCHI FARIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805646 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654 . 690", "AI n 445 . 958 - AgR", "Recurso Extraordinário n 384 . 040 - AgR", "AI n 400 . 324 - AgR", "AI n 431 . 845", "AI n 474 . 810", "AI n 445 . 958 - AgR", "Recurso Extraordinário n 384 . 040 - AgR", "AI n 400 .", "AI n 431 . 845", "AI n 474 . 810", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 654 . 690", "ARE 654690 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 606 . 117 - AgR / PR", "AI 640 . 855 - AgR - ED / MG", "Recurso Extraordinário 606 . 117 - AgR / PR", "AI 640 . 855", "-", "AgR", "-", "ED", "/", "MG", "AGRAVO 654 . 690" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 38 da Lei n 8 . 038", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 38 da Lei n 8 . 038", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 do Código de Processo Civil", "art . 13 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 do Código de Processo Civil", "art . 13 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 13 e 37 , 2 . . . parte , do", "Código de Processo Civil", "arts . 13 e 37 , 2 . . . parte , do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 13 e 37 , 2 . . . parte , do Código de Processo Civil", "arts . 13 e 37 , 2 . . . parte , do Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "México", "SÃO PAULO", "México" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BANCO BRADESCO S / A", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ANDRESSA CAVALCA", "FRANCISCO CARLOS DADONA", "FÁBIO YAMAGUCHI FARIA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANDRESSA CAVALCA", "FRANCISCO CARLOS DADONA", "FÁBIO YAMAGUCHI FARIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "NELSON JOBIM", "CARLOS VELLOSO", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "ANDRESSA CAVALCA", "FRANCISCO CARLOS DADONA", "FÁBIO YAMAGUCHI FARIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "NELSON JOBIM", "CARLOS VELLOSO", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ANDRESSA CAVALCA", "FRANCISCO CARLOS DADONA", "FÁBIO YAMAGUCHI FARIA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "ANDRESSA CAVALCA", "FRANCISCO CARLOS DADONA", "FÁBIO YAMAGUCHI FARIA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "07", ".", "11", ".", "2003", "23", ".", "10", ".", "2003", "18", ".", "08", ".", "2003", "04", ".", "06", ".", "2004", "27", ".", "11", ".", "2003", "28", ".", "05", ".", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "07", ".", "11", ".", "2003", "23", ".", "10", ".", "2003", "18", ".", "08", ".", "2003", "04", ".", "06", ".", "2004", "27", ".", "11", ".", "2003", "28", ".", "05", ".", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS: VALIDADE DO TERMO DE ADESÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 1 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário interposto por Rosa Maria Coelho de Almeida e outros contra decisão que não admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual decidiu pela falta de interesse de agir da autora, uma vez que aderiu ao acordo proposto na Lei Complementar 110/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Agravante. 5. O Tribunal de origem assentou: “‘A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do STJ (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 1 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário interposto por Rosa Maria Coelho de Almeida e outros contra decisão que não admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual decidiu pela falta de interesse de agir da autora, uma vez que aderiu ao acordo proposto na Lei Complementar 110/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Agravante. 5. O Tribunal de origem assentou: “‘A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do STJ (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do STF, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)” (fls. 22-23, doc. 6).” A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do STF, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)” (fls. 22-23, doc. 6).” A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula STF 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/STF. Agravo regimental não provido” (RE 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula STF 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/STF. Agravo regimental não provido” (RE 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.8.2014, interpõe Rosa Maria Coelho de Almeida, em 14.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que, “considerando que a Agravante possuía saldo na conta vinculada ao FGTS em janeiro de 1989 e abril de 1990, esta possui o direito adquirido de receber a aplicação dos expurgos inflacionários sobre a totalidade do saldo da sua conta do FGTS. Entretanto, a Agravante não recebeu a aplicação dos índices de tais expurgos sobre o saldo do seu FGTS”. Afirma que a Agravada “não juntou aos autos o termo de adesão firmado pela fundista, mas tão somente extratos da conta do FGTS indicando o creditamento de valores.” Alega que “os extratos acostados pela Agravada aos autos não devem ser considerados como meio de prova, haja vista que a Agravada pode ter creditado os expurgos inflacionários na conta do FGTS da Agravante sem que a mesma tenha aderido à LC nº 110/01”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.8.2014, interpõe Rosa Maria Coelho de Almeida, em 14.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que, “considerando que a Agravante possuía saldo na conta vinculada ao FGTS em janeiro de 1989 e abril de 1990, esta possui o direito adquirido de receber a aplicação dos expurgos inflacionários sobre a totalidade do saldo da sua conta do FGTS. Entretanto, a Agravante não recebeu a aplicação dos índices de tais expurgos sobre o saldo do seu FGTS”. Afirma que a Agravada “não juntou aos autos o termo de adesão firmado pela fundista, mas tão somente extratos da conta do FGTS indicando o creditamento de valores.” Alega que “os extratos acostados pela Agravada aos autos não devem ser considerados como meio de prova, haja vista que a Agravada pode ter creditado os expurgos inflacionários na conta do FGTS da Agravante sem que a mesma tenha aderido à LC nº 110/01”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do STJ (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do STJ (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do STF, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001 e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do STF, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001 e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula STF 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/STF. Agravo regimental não provido” (RE 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). “EMENTA CONSTITUCIONAL. CORREÇÃO DAS CONTAS VINCULADAS DO FGTS. ACORDO FIRMADO PELO TRABALHADOR. INEXISTÊNCIA DE PROVA DE SUA CELEBRAÇÃO. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 418.918/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário da Caixa Econômica Federal, ao entendimento de que a decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula STF 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/STF. Agravo regimental não provido” (RE 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). “EMENTA CONSTITUCIONAL. CORREÇÃO DAS CONTAS VINCULADAS DO FGTS. ACORDO FIRMADO PELO TRABALHADOR. INEXISTÊNCIA DE PROVA DE SUA CELEBRAÇÃO. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 418.918/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário da Caixa Econômica Federal, ao entendimento de que a decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS desconsidera o Termo de Adesão a que alude a Lei Complementar 110/01, assinado pela Caixa Econômica Federal e pelos trabalhadores, viola o instituto do ato jurídico perfeito (CF, art. 5º, XXXVI). II - O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). “EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Termo de adesão da LC n. 110/2001. Não incidência sobre uma das contas vinculadas. Reexame do conjunto fático-probatório e de cláusulas contratuais. Inteligência das súmulas 279 e 454. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Os termos das súmulas 279 e 454 impedem a avaliação do acertou ou desacerto da decisão que afasta a incidência o termo de adesão da LC n. 110/2001 sobre uma das contas vinculadas do FGTS ” (RE 554.430-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 1º.2.2008). E: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS desconsidera o Termo de Adesão a que alude a Lei Complementar 110/01, assinado pela Caixa Econômica Federal e pelos trabalhadores, viola o instituto do ato jurídico perfeito (CF, art. 5º, XXXVI). II - O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). “EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Termo de adesão da LC n. 110/2001. Não incidência sobre uma das contas vinculadas. Reexame do conjunto fático-probatório e de cláusulas contratuais. Inteligência das súmulas 279 e 454. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Os termos das súmulas 279 e 454 impedem a avaliação do acertou ou desacerto da decisão que afasta a incidência o termo de adesão da LC n. 110/2001 sobre uma das contas vinculadas do FGTS ” (RE 554.430-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 1º.2.2008). E: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 765.612-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.11.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas seu inconformismo e sua resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 765.612-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.11.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas seu inconformismo e sua resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563989 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6594455
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS: VALIDADE DO TERMO DE ADESÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur384521
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) RE 422410 AgR (1ªT), AI 581874 AgR (1ªT), RE 554430 AgR (2ªT), AI 701414 AgR (1ªT), AI 765612 AgR (1ªT), AI 730902 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 08/05/2018, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
821109
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000110 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 821109 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS: VALIDADE DO TERMO DE ADESÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULA N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de agosto de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 1 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário interposto por Rosa Maria Coelho de Almeida e outros contra decisão que não admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual decidiu pela falta de interesse de agir da autora, uma vez que aderiu ao acordo proposto na Lei Complementar 110/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Agravante. 5. O Tribunal de origem assentou: “‘A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do Superior Tribunal de Justiça (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 1 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário interposto por Rosa Maria Coelho de Almeida e outros contra decisão que não admitiu recurso extraordinário contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual decidiu pela falta de interesse de agir da autora, uma vez que aderiu ao acordo proposto na Lei Complementar 110/2001. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste à Agravante. 5. O Tribunal de origem assentou: “‘A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do Superior Tribunal de Justiça (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do Supremo Tribunal Federal, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)” (fls. 22-23, doc. 6).” A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do Supremo Tribunal Federal, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)” (fls. 22-23, doc. 6).” A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula Supremo Tribunal Federal 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula Supremo Tribunal Federal 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 821109 AGR / RS II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.8.2014, interpõe Rosa Maria Coelho de Almeida, em 14.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que, “considerando que a Agravante possuía saldo na conta vinculada ao FGTS em janeiro de 1989 e abril de 1990, esta possui o direito adquirido de receber a aplicação dos expurgos inflacionários sobre a totalidade do saldo da sua conta do FGTS. Entretanto, a Agravante não recebeu a aplicação dos índices de tais expurgos sobre o saldo do seu FGTS”. Afirma que a Agravada “não juntou aos autos o termo de adesão firmado pela fundista, mas tão somente extratos da conta do FGTS indicando o creditamento de valores.” Alega que “os extratos acostados pela Agravada aos autos não devem ser considerados como meio de prova, haja vista que a Agravada pode ter creditado os expurgos inflacionários na conta do FGTS da Agravante sem que a mesma tenha aderido à Lei Complementar n 110/01”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal).” 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.8.2014, interpõe Rosa Maria Coelho de Almeida, em 14.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta que, “considerando que a Agravante possuía saldo na conta vinculada ao FGTS em janeiro de 1989 e abril de 1990, esta possui o direito adquirido de receber a aplicação dos expurgos inflacionários sobre a totalidade do saldo da sua conta do FGTS. Entretanto, a Agravante não recebeu a aplicação dos índices de tais expurgos sobre o saldo do seu FGTS”. Afirma que a Agravada “não juntou aos autos o termo de adesão firmado pela fundista, mas tão somente extratos da conta do FGTS indicando o creditamento de valores.” Alega que “os extratos acostados pela Agravada aos autos não devem ser considerados como meio de prova, haja vista que a Agravada pode ter creditado os expurgos inflacionários na conta do FGTS da Agravante sem que a mesma tenha aderido à Lei Complementar n 110/01”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da 4... Região decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do Superior Tribunal de Justiça (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal 19/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da 4... Região decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A autora, em junho de 2002, firmou termo de adesão ao acordo de que trata a Lei Complementar n. 110, de 29 de junho de 2001, como demonstram os extratos respectivos. Nesse sentido: ‘ADMINISTRATIVO. FGTS. TERMO DE ADESÃO. Deve ser extinta a execução, nos termos do art. 794, II, do Código de Processo Civil, pois os termos de adesão firmados para o recebimento de créditos referentes aos expurgos inflacionários do FGTS são válidos, independentemente da assistência do advogado, não havendo que se distinguir entre o termo de adesão 'azul' e termo de adesão 'branco', nem entre os momentos processuais para apresentação dos termos, se antes ou após o trânsito em julgado do processo de conhecimento. Precedente do Superior Tribunal de Justiça (TRF4, AG 2009.04.00.041338-3, Quarta Turma, Relator Sérgio Renato Tejada Garcia, D.E. 22/03/2010). Resta evidente o caráter de ato jurídico perfeito que tem a adesão feita na via administrativa. O acordo trazido aos autos é válido e traz obrigações a ambas as partes, portanto, não pode ser desfeito pela simples vontade de uma. O termo de adesão somente poderia ser desconstituído na hipótese de vícios inerentes aos negócios jurídicos em geral. O que poderia justificar a intervenção do judiciário em tais casos seria a prova de vícios de vontade a contaminar o ato da transação, o que não ocorre no presente caso. A extinção da ação devido à transação administrativa merece ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do Supremo Tribunal Federal, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001 e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS acolhida na sua integralidade, pois, sendo o ato jurídico perfeito e acabado, desaconselhável prosseguir aqui, nestes autos, na cobrança dos valores perseguidos pela autora. Não se está aqui negando o acesso ao Judiciário dos optantes do FGTS para recebimento de suas parcelas devidas. Porém, não podemos ignorar a existência da Súmula Vinculante n. 01, do Supremo Tribunal Federal, que trata da presente questão, a saber: 'Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar 110/2001'. Portanto, impõe-se neste caso a falta de interesse de agir da autora à aplicação dos expurgos inflacionários à sua conta do FGTS, do que resulta a extinção do feito, sem julgamento do mérito.’ (…) Encontra-se acostado aos autos o extrato da conta vinculada do FGTS da autora com registro do creditamento de importância relativa à Lei Complementar 110/2001 (evento 2 OUT11)”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, do contrato celebrado entre as partes e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 110/2001 e Código de Processo Civil), não ocorrendo ofensa constitucional direta, única a permitir o regular processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 102, inc. III, al. a, da Constituição da República. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 17.4.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula Supremo Tribunal Federal 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). “EMENTA CONSTITUCIONAL. CORREÇÃO DAS CONTAS VINCULADAS DO FGTS. ACORDO FIRMADO PELO TRABALHADOR. INEXISTÊNCIA DE PROVA DE SUA CELEBRAÇÃO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 418.918/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário da Caixa Econômica Federal, ao entendimento de que a decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACORDO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 581.874-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 22.6.2007). “Apreciação do recurso extraordinário requer o reexame de interpretação de cláusulas contratuais (Súmula Supremo Tribunal Federal 454), além de matéria de índole infraconstitucional, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. Precedentes. 2. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido” (AI 730.902-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). “Celebração de acordo. Vício de vontade. Ato jurídico perfeito. A garantia constitucional da intangibilidade do ato jurídico perfeito destina-se à proteção dos contratos validamente firmados, nela não se inserindo as avenças impregnadas de vícios de vontade. 2. Reexame da controvérsia. Impossibilidade. É inadmissível no julgamento do recurso extraordinário a análise do pacto e da verificação das condições de sua validade. Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 422.410-AgR, o Ministro Eros Grau, Primeira Turma, DJ 11.11.2005). “EMENTA CONSTITUCIONAL. CORREÇÃO DAS CONTAS VINCULADAS DO FGTS. ACORDO FIRMADO PELO TRABALHADOR. INEXISTÊNCIA DE PROVA DE SUA CELEBRAÇÃO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 418.918/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário da Caixa Econômica Federal, ao entendimento de que a decisão que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS desconsidera o Termo de Adesão a que alude a Lei Complementar 110/01, assinado pela Caixa Econômica Federal e pelos trabalhadores, viola o instituto do ato jurídico perfeito (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI). II - O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). “EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Termo de adesão da Lei Complementar n. 110/2001. Não incidência sobre uma das contas vinculadas. Reexame do conjunto fático-probatório e de cláusulas contratuais. Inteligência das súmulas 279 e 454. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Os termos das súmulas 279 e 454 impedem a avaliação do acertou ou desacerto da decisão que afasta a incidência o termo de adesão da Lei Complementar n. 110/2001 sobre uma das contas vinculadas do FGTS ” (Recurso Extraordinário 554.430-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 1....2.2008). E: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS desconsidera o Termo de Adesão a que alude a Lei Complementar 110/01, assinado pela Caixa Econômica Federal e pelos trabalhadores, viola o instituto do ato jurídico perfeito (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI). II - O Tribunal a quo analisou as provas contidas nos autos e afirmou inexistir prova da celebração do acordo entre o agravado e a Caixa Econômica Federal. Assim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III. Agravo regimental improvido” (AI 701.414-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). “EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Termo de adesão da Lei Complementar n. 110/2001. Não incidência sobre uma das contas vinculadas. Reexame do conjunto fático-probatório e de cláusulas contratuais. Inteligência das súmulas 279 e 454. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Os termos das súmulas 279 e 454 impedem a avaliação do acertou ou desacerto da decisão que afasta a incidência o termo de adesão da Lei Complementar n. 110/2001 sobre uma das contas vinculadas do FGTS ” (Recurso Extraordinário 554.430-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 1....2.2008). E: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 821109 AGR / RS legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 765.612-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.11.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas seu inconformismo e sua resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Supremo Tribunal Federal ARE 821109 AGR / RS legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta” (AI 765.612-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.11.2009). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas seu inconformismo e sua resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563989 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.109 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROSA MARIA COELHO DE ALMEIDA ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : VERA ANDÚJAR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6563989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 279", "AG 2009 . 04 . 00 . 041338 - 3", "AG 2009 . 04 . 00 . 041338 - 3", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 01 , do", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 01 , do Supremo Tribunal Federal", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmulas n . 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "AI 581 . 874 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 454", "AI 730 . 902 - AgR", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 422 . 410 - AgR", "Súmulas n . 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "AI 581 . 874 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 454", "AI 730 . 902 - AgR", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 422 . 410 - AgR", "ARE 821109 AGR", "ARE 821109 AGR / RS", "AG 2009 . 04 . 00 . 041338 - 3", "RECURSO", "AG 2009 . 04 . 00 . 041338 - 3", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 01 , do Supremo", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 01 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "ARE 821109 AGR / RS", "AI 581 . 874 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 454", "AI 730 . 902 - AgR", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 422 . 410 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 418 . 918 / RJ", "ARE 821109 AGR / RS", "AI 581 . 874 - AgR", "Súmula", "AI 730 . 902 - AgR", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 422 . 410 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 418 . 918 / RJ", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "Recurso Extraordinário 554 . 430 - AgR", "ARE 821109 AGR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 701 . 414 - AgR", "Recurso Extraordinário 554 . 430 - AgR", "ARE 821109 AGR / RS", "AI 765 . 612 - AgR", "ARE 821109 AGR / RS", "AI 765 . 612 -" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Lei Complementar n . 110", "art . 794 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Lei Complementar n . 110", "art . 794 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001", "Lei Complementar 110 / 2001e", "Código de Processo Civil", "art . 102 , inc . 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J A A F ADV.(A/S) :CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :R S A ADV.(A/S) :MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REVISÃO DE ALIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6750714. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A A F ADV.(A/S) : CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : R S A ADV.(A/S) : MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727457 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A A F ADV.(A/S) : CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : R S A ADV.(A/S) : MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727457 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6836561
2014-09-09T00:00:00
2014-10-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 09.09.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REVISÃO DE ALIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur278590
Número de páginas: 2. Análise: 08/10/2014, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
823486
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 823486 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : J A A F ADV.(A/S) : CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : R S A ADV.(A/S) : MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :J A A F ADV.(A/S) :CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :R S A ADV.(A/S) :MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REVISÃO DE ALIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 9 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6750714. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 09/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A A F ADV.(A/S) : CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : R S A ADV.(A/S) : MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727457 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823.486 PROCED. : SERGIPE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : J A A F ADV.(A/S) : CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : R S A ADV.(A/S) : MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 09.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6727457 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823 . 486", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 823 . 486" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SERGIPE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO", "MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CLARISSE", "MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CLARISSE DE AGUIAR ROCHA RIBEIRO", "MARIA DA PURIFICAÇÃO OLIVEIRA SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "9 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "09", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "09", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662938. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ante a ausência de preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Busca-se, em suma, no presente agravo, a reforma do decisum atacado, para que seja processado o recurso extraordinário. É o relatório necessário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659161. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ante a ausência de preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Busca-se, em suma, no presente agravo, a reforma do decisum atacado, para que seja processado o recurso extraordinário. É o relatório necessário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão impugnada, na petição do recurso extraordinário, não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, consoante determinam o art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e o art. 327, caput, do RISTF. Nesse sentido, trago à colação o julgado proferido pelo Plenário desta Corte, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, cuja ementa segue transcrita: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral”. Ademais, cumpre registrar que esta Corte possui orientação no sentido de que é exigível a apresentação da preliminar do referido requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo na hipótese da existência de repercussão geral presumida, conforme se observa no julgamento do AI 707.121-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, cuja ementa transcrevo a seguir: “1. Inobservância ao que disposto no artigo 543-A, § 2º, do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão impugnada, na petição do recurso extraordinário, não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, consoante determinam o art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e o art. 327, caput, do RISTF. Nesse sentido, trago à colação o julgado proferido pelo Plenário desta Corte, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, cuja ementa segue transcrita: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral”. Ademais, cumpre registrar que esta Corte possui orientação no sentido de que é exigível a apresentação da preliminar do referido requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo na hipótese da existência de repercussão geral presumida, conforme se observa no julgamento do AI 707.121-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, cuja ementa transcrevo a seguir: “1. Inobservância ao que disposto no artigo 543-A, § 2º, do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG Código de Processo Civil, que exige a apresentação de preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral, significando a demonstração da existência de questões constitucionais relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Precedente. 3. A ausência dessa preliminar permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal negue, liminarmente, o processamento do recurso extraordinário, bem como do agravo de instrumento interposto contra a decisão que o inadmitiu na origem (13, V, c, e 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo regimental desprovido”. Da mesma forma, a alegação de ofensa a enunciado de súmula vinculante não supre a necessidade de preliminar de repercussão geral. O art. 7º, caput, da Lei 11.417/2006 prevê apenas que “da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação”, em nada alterando a estrutura do recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG Código de Processo Civil, que exige a apresentação de preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral, significando a demonstração da existência de questões constitucionais relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Precedente. 3. A ausência dessa preliminar permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal negue, liminarmente, o processamento do recurso extraordinário, bem como do agravo de instrumento interposto contra a decisão que o inadmitiu na origem (13, V, c, e 327, caput e § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo regimental desprovido”. Da mesma forma, a alegação de ofensa a enunciado de súmula vinculante não supre a necessidade de preliminar de repercussão geral. O art. 7º, caput, da Lei 11.417/2006 prevê apenas que “da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação”, em nada alterando a estrutura do recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543- A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘no caso dos autos, a evidenciar ampla e geral repercussão tem-se a decisão contrária a Súmula Vinculante nº 10, do Supremo Tribunal Federal, que deve ser observada pelos demais órgãos do Poder Judiciário, por força do art. 103-A, da CF/88 (...)’ Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. O mero inconformismo com o acórdão recorrido não satisfaz, por si só, a exigência constitucional de demonstração de repercussão geral. (Precedentes: RE n. 575.983-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 13.05.11; RE n. 601.381-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 29.10.09; RE n. 650.739-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543- A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘no caso dos autos, a evidenciar ampla e geral repercussão tem-se a decisão contrária a Súmula Vinculante nº 10, do Supremo Tribunal Federal, que deve ser observada pelos demais órgãos do Poder Judiciário, por força do art. 103-A, da CF/88 (...)’ Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. O mero inconformismo com o acórdão recorrido não satisfaz, por si só, a exigência constitucional de demonstração de repercussão geral. (Precedentes: RE n. 575.983-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 13.05.11; RE n. 601.381-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 29.10.09; RE n. 650.739-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG Turma, DJe de 15.02.12, entre outros). 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedentes: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11; RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). (...) 7. Agravo regimental não provido” (RE 615.240-AgR/AM, Rel. Min. Luiz Fux – grifei). Por fim, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-QO/MG, entendeu que o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG Turma, DJe de 15.02.12, entre outros). 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedentes: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11; RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). (...) 7. Agravo regimental não provido” (RE 615.240-AgR/AM, Rel. Min. Luiz Fux – grifei). Por fim, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-QO/MG, entendeu que o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3º, da Constituição federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Debate 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, lançou-se, nas razões do recurso, que a repercussão geral seria presumida? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Seria presumida? Não, nós estamos aqui afastando por falta, dizendo o seguinte: Nos termos do art. ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque entendo que, quando ela é presumida, na forma do Regimento, considerado o verbete de súmula, não há necessidade de se discorrer a respeito. Basta sinalizar que o caso se enquadra em tal situação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, mas aqui... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acho que o Pleno decidiu que tem de ter preliminar de questão da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Ministro, o caso é diferente daqueles. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou entendendo a sua posição. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nós fazemos essa pré-triagem, é claro que procuramos salvar o máximo possível dos recursos. E aqui, além de isto estar bem explicitado, porque a Lei exige que haja uma preliminar formal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, lançou-se, nas razões do recurso, que a repercussão geral seria presumida? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Seria presumida? Não, nós estamos aqui afastando por falta, dizendo o seguinte: Nos termos do art. ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque entendo que, quando ela é presumida, na forma do Regimento, considerado o verbete de súmula, não há necessidade de se discorrer a respeito. Basta sinalizar que o caso se enquadra em tal situação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, mas aqui... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acho que o Pleno decidiu que tem de ter preliminar de questão da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Ministro, o caso é diferente daqueles. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou entendendo a sua posição. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nós fazemos essa pré-triagem, é claro que procuramos salvar o máximo possível dos recursos. E aqui, além de isto estar bem explicitado, porque a Lei exige que haja uma preliminar formal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Debate ARE 685395 AGR / MG da repercussão geral, estou sendo informado agora que não houve, realmente, nem implicitamente, a formulação de uma tese. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Tem uma questão de ordem nesse sentido. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se apontou que a situação, sob o ângulo da repercussão geral, seria do instituto presumido? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não se apontou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, acompanho-o. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nem explícita, nem implicitamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que tinha assinalado na lista: esclarecer. Esclarecido, acompanho Vossa Excelência. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, vamos esclarecer aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Silenciou totalmente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - O que é que Vossa Excelência sugere, então? Sugere que alteração na ementa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Apenas para frisar que não se versou a repercussão geral, afastada a necessidade de fundamentação. Porque, se é presumida, não precisa existir motivação, basta que se diga que é presumida e a razão, que seria a existência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG da repercussão geral, estou sendo informado agora que não houve, realmente, nem implicitamente, a formulação de uma tese. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Tem uma questão de ordem nesse sentido. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se apontou que a situação, sob o ângulo da repercussão geral, seria do instituto presumido? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não se apontou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, acompanho-o. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nem explícita, nem implicitamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que tinha assinalado na lista: esclarecer. Esclarecido, acompanho Vossa Excelência. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, vamos esclarecer aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Silenciou totalmente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - O que é que Vossa Excelência sugere, então? Sugere que alteração na ementa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Apenas para frisar que não se versou a repercussão geral, afastada a necessidade de fundamentação. Porque, se é presumida, não precisa existir motivação, basta que se diga que é presumida e a razão, que seria a existência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Debate ARE 685395 AGR / MG verbete de súmula. Mas, se não houve alusão, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, mas é que isso, de alguma forma, tem que ser veiculado. Mas, na hipótese, não houve veiculação desse caso, dessa hipótese. Eu então indago se posso proclamar que negamos provimento aos recursos? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pode sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, com observação do Ministro Marco Aurélio. Daqui para a frente, eu procurarei trazê-los de forma mais explícita. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E essa triagem que a Presidência faz é fundamental para nós, que estamos com uma sobrecarga de processos inimaginável. Quer dizer, são examinados aspectos formais que podem ser aferidos por corpo de servidores, claro, categorizados, e nos evita um trabalho incrível. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência verificou que nós fizemos uma força tarefa agora, e distribuímos mais de 4.000 processos. É um trabalho que demandou, enfim, o envolvimento de 50 servidores que examinam escrupulosamente todos esses aspectos, para que o Ministro tenha o trabalho facilitado, não tenha que refazer todo esse trabalho, que é quase braçal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG verbete de súmula. Mas, se não houve alusão, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, mas é que isso, de alguma forma, tem que ser veiculado. Mas, na hipótese, não houve veiculação desse caso, dessa hipótese. Eu então indago se posso proclamar que negamos provimento aos recursos? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pode sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, com observação do Ministro Marco Aurélio. Daqui para a frente, eu procurarei trazê-los de forma mais explícita. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E essa triagem que a Presidência faz é fundamental para nós, que estamos com uma sobrecarga de processos inimaginável. Quer dizer, são examinados aspectos formais que podem ser aferidos por corpo de servidores, claro, categorizados, e nos evita um trabalho incrível. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência verificou que nós fizemos uma força tarefa agora, e distribuímos mais de 4.000 processos. É um trabalho que demandou, enfim, o envolvimento de 50 servidores que examinam escrupulosamente todos esses aspectos, para que o Ministro tenha o trabalho facilitado, não tenha que refazer todo esse trabalho, que é quase braçal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805690 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6827324
2014-08-28T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278409
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR FORMAL, REPERCUSSÃO GERAL) AI 707121 AgR (TP), AI 812378 AgR (TP), RE 615240 AgR (1ªT). (SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP). Número de páginas: 10. Análise: 02/10/2014, MÁR.
RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente)
Tribunal Pleno
685395
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011417 ANO-2006\n ART-00007 \"CAPUT\"\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 \"CAPUT\"\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 685395 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 28 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI Presidente em exercício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6662938. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ante a ausência de preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Busca-se, em suma, no presente agravo, a reforma do decisum atacado, para que seja processado o recurso extraordinário. É o relatório necessário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659161. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) :HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) :ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo ante a ausência de preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Busca-se, em suma, no presente agravo, a reforma do decisum atacado, para que seja processado o recurso extraordinário. É o relatório necessário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão impugnada, na petição do recurso extraordinário, não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, consoante determinam o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e o art. 327, caput, do RISTF. Nesse sentido, trago à colação o julgado proferido pelo Plenário desta Corte, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, cuja ementa segue transcrita: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral”. Ademais, cumpre registrar que esta Corte possui orientação no sentido de que é exigível a apresentação da preliminar do referido requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo na hipótese da existência de repercussão geral presumida, conforme se observa no julgamento do AI 707.121-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, cuja ementa transcrevo a seguir: “1. Inobservância ao que disposto no artigo 543-A, § 2..., do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Presidente): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que não são aduzidos novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão impugnada, na petição do recurso extraordinário, não foi apresentada a preliminar de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, consoante determinam o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e o art. 327, caput, do RISTF. Nesse sentido, trago à colação o julgado proferido pelo Plenário desta Corte, AI 812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, cuja ementa segue transcrita: “Recurso. Extraordinário. Inadmissibilidade. Preliminar de repercussão geral. Ausência. Não conhecimento do agravo de instrumento. Agravo regimental não provido. É incognoscível recurso extraordinário que careça de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral”. Ademais, cumpre registrar que esta Corte possui orientação no sentido de que é exigível a apresentação da preliminar do referido requisito de admissibilidade do recurso extraordinário mesmo na hipótese da existência de repercussão geral presumida, conforme se observa no julgamento do AI 707.121-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, cuja ementa transcrevo a seguir: “1. Inobservância ao que disposto no artigo 543-A, § 2..., do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG Código de Processo Civil, que exige a apresentação de preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral, significando a demonstração da existência de questões constitucionais relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Precedente. 3. A ausência dessa preliminar permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal negue, liminarmente, o processamento do recurso extraordinário, bem como do agravo de instrumento interposto contra a decisão que o inadmitiu na origem (13, V, c, e 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo regimental desprovido”. Da mesma forma, a alegação de ofensa a enunciado de súmula vinculante não supre a necessidade de preliminar de repercussão geral. O art. 7..., caput, da Lei 11.417/2006 prevê apenas que “da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação”, em nada alterando a estrutura do recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG Código de Processo Civil, que exige a apresentação de preliminar formal e fundamentada sobre a repercussão geral, significando a demonstração da existência de questões constitucionais relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos das partes, em tópico destacado na petição de recurso extraordinário. 2. É imprescindível a observância desse requisito formal mesmo nas hipóteses de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Precedente. 3. A ausência dessa preliminar permite que a Presidência do Supremo Tribunal Federal negue, liminarmente, o processamento do recurso extraordinário, bem como do agravo de instrumento interposto contra a decisão que o inadmitiu na origem (13, V, c, e 327, caput e § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo regimental desprovido”. Da mesma forma, a alegação de ofensa a enunciado de súmula vinculante não supre a necessidade de preliminar de repercussão geral. O art. 7..., caput, da Lei 11.417/2006 prevê apenas que “da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação”, em nada alterando a estrutura do recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. OBRIGATORIEDADE. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘no caso dos autos, a evidenciar ampla e geral repercussão tem-se a decisão contrária a Súmula Vinculante n 10, do Supremo Tribunal Federal, que deve ser observada pelos demais órgãos do Poder Judiciário, por força do art. 103-A, da Constituição Federal de 1988/88 (...)’ Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. O mero inconformismo com o acórdão recorrido não satisfaz, por si só, a exigência constitucional de demonstração de repercussão geral. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 575.983-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 13.05.11; Recurso Extraordinário n. 601.381-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 29.10.09; Recurso Extraordinário n. 650.739-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘no caso dos autos, a evidenciar ampla e geral repercussão tem-se a decisão contrária a Súmula Vinculante n 10, do Supremo Tribunal Federal, que deve ser observada pelos demais órgãos do Poder Judiciário, por força do art. 103-A, da Constituição Federal de 1988/88 (...)’ Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. O mero inconformismo com o acórdão recorrido não satisfaz, por si só, a exigência constitucional de demonstração de repercussão geral. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 575.983-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 13.05.11; Recurso Extraordinário n. 601.381-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 29.10.09; Recurso Extraordinário n. 650.739-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 685395 AGR / MG Turma, DJe de 15.02.12, entre outros). 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedentes: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11; Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). (...) 7. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 615.240-AgR/AM, Rel. Min. Luiz Fux – grifei). Por fim, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-QO/MG, entendeu que o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG Turma, DJe de 15.02.12, entre outros). 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedentes: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11; Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). (...) 7. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 615.240-AgR/AM, Rel. Min. Luiz Fux – grifei). Por fim, este Tribunal, analisando questão de ordem suscitada no ARE 663.637-QO/MG, entendeu que o reconhecimento, pelo Plenário, da existência de repercussão geral sobre determinada questão apenas dispensa a submissão desta a novo julgamento, subsistindo a necessidade de a parte apresentar a preliminar de repercussão geral devidamente fundamentada, nos termos do art. 102, § 3..., da Constituição federal e do art. 543- A, do Código de Processo Civil. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6659162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Debate 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, lançou-se, nas razões do recurso, que a repercussão geral seria presumida? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Seria presumida? Não, nós estamos aqui afastando por falta, dizendo o seguinte: Nos termos do art. ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque entendo que, quando ela é presumida, na forma do Regimento, considerado o verbete de súmula, não há necessidade de se discorrer a respeito. Basta sinalizar que o caso se enquadra em tal situação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, mas aqui... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acho que o Pleno decidiu que tem de ter preliminar de questão da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Ministro, o caso é diferente daqueles. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou entendendo a sua posição. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nós fazemos essa pré-triagem, é claro que procuramos salvar o máximo possível dos recursos. E aqui, além de isto estar bem explicitado, porque a Lei exige que haja uma preliminar formal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, lançou-se, nas razões do recurso, que a repercussão geral seria presumida? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Seria presumida? Não, nós estamos aqui afastando por falta, dizendo o seguinte: Nos termos do art. ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque entendo que, quando ela é presumida, na forma do Regimento, considerado o verbete de súmula, não há necessidade de se discorrer a respeito. Basta sinalizar que o caso se enquadra em tal situação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, mas aqui... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu acho que o Pleno decidiu que tem de ter preliminar de questão da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Ministro, o caso é diferente daqueles. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou entendendo a sua posição. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nós fazemos essa pré-triagem, é claro que procuramos salvar o máximo possível dos recursos. E aqui, além de isto estar bem explicitado, porque a Lei exige que haja uma preliminar formal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Debate ARE 685395 AGR / MG da repercussão geral, estou sendo informado agora que não houve, realmente, nem implicitamente, a formulação de uma tese. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Tem uma questão de ordem nesse sentido. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se apontou que a situação, sob o ângulo da repercussão geral, seria do instituto presumido? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não se apontou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, acompanho-o. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nem explícita, nem implicitamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que tinha assinalado na lista: esclarecer. Esclarecido, acompanho Vossa Excelência. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, vamos esclarecer aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Silenciou totalmente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - O que é que Vossa Excelência sugere, então? Sugere que alteração na ementa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Apenas para frisar que não se versou a repercussão geral, afastada a necessidade de fundamentação. Porque, se é presumida, não precisa existir motivação, basta que se diga que é presumida e a razão, que seria a existência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG da repercussão geral, estou sendo informado agora que não houve, realmente, nem implicitamente, a formulação de uma tese. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Tem uma questão de ordem nesse sentido. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se apontou que a situação, sob o ângulo da repercussão geral, seria do instituto presumido? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Não se apontou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Então, acompanho-o. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Nem explícita, nem implicitamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que tinha assinalado na lista: esclarecer. Esclarecido, acompanho Vossa Excelência. SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, vamos esclarecer aqui. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Silenciou totalmente. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - O que é que Vossa Excelência sugere, então? Sugere que alteração na ementa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Apenas para frisar que não se versou a repercussão geral, afastada a necessidade de fundamentação. Porque, se é presumida, não precisa existir motivação, basta que se diga que é presumida e a razão, que seria a existência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Debate ARE 685395 AGR / MG verbete de súmula. Mas, se não houve alusão, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, mas é que isso, de alguma forma, tem que ser veiculado. Mas, na hipótese, não houve veiculação desse caso, dessa hipótese. Eu então indago se posso proclamar que negamos provimento aos recursos? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pode sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, com observação do Ministro Marco Aurélio. Daqui para a frente, eu procurarei trazê-los de forma mais explícita. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E essa triagem que a Presidência faz é fundamental para nós, que estamos com uma sobrecarga de processos inimaginável. Quer dizer, são examinados aspectos formais que podem ser aferidos por corpo de servidores, claro, categorizados, e nos evita um trabalho incrível. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência verificou que nós fizemos uma força tarefa agora, e distribuímos mais de 4.000 processos. É um trabalho que demandou, enfim, o envolvimento de 50 servidores que examinam escrupulosamente todos esses aspectos, para que o Ministro tenha o trabalho facilitado, não tenha que refazer todo esse trabalho, que é quase braçal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Supremo Tribunal Federal ARE 685395 AGR / MG verbete de súmula. Mas, se não houve alusão, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - É, mas é que isso, de alguma forma, tem que ser veiculado. Mas, na hipótese, não houve veiculação desse caso, dessa hipótese. Eu então indago se posso proclamar que negamos provimento aos recursos? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pode sim. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não, com observação do Ministro Marco Aurélio. Daqui para a frente, eu procurarei trazê-los de forma mais explícita. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E essa triagem que a Presidência faz é fundamental para nós, que estamos com uma sobrecarga de processos inimaginável. Quer dizer, são examinados aspectos formais que podem ser aferidos por corpo de servidores, claro, categorizados, e nos evita um trabalho incrível. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE E RELATOR) - Vossa Excelência verificou que nós fizemos uma força tarefa agora, e distribuímos mais de 4.000 processos. É um trabalho que demandou, enfim, o envolvimento de 50 servidores que examinam escrupulosamente todos esses aspectos, para que o Ministro tenha o trabalho facilitado, não tenha que refazer todo esse trabalho, que é quase braçal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6803945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805690 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CLEUNICE MARCIA DAMASCENO ADV.(A/S) : HUMBERTO MARCIAL FONSECA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE IPATINGA ADV.(A/S) : ELCIO FONSECA REIS E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685 . 395", "RECURSO", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "AI 707 . 121 - AgR / DF", "AI 812 . 378 - AgR / SP", "AI 707 . 121 - AgR / DF", "ARE 685395 AGR / MG", "ARE 685395 AGR", "ARE 685395 AGR", "AI n . 797 . 515 – AgR", "Súmula Vinculante n 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 575 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 601 . 381 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 650 . 739 - AgR", "ARE 685395 AGR / MG", "AI n . 797 . 515 – AgR", "Súmula Vinculante n 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 575 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 601 . 381 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 650 . 739 - AgR", "AI n . 803 . 478 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 647 . 336 - AgR", "Recurso Extraordinário 615 . 240 - AgR / AM", "ARE 663 . 637 - QO / MG", "AI n . 803 . 478 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 647 . 336 -", "Recurso Extraordinário 615 . 240 - AgR / AM", "ARE 663 . 637 - QO / MG", "ARE 685395 AGR / MG", "ARE 685395 AGR / MG", "ARE 685395 AGR / MG", "ARE 685395 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 327 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 327 , caput , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 323 , § 1 . . . , do RISTF", "13 , V , c , e 327 , caput e § 1 . . . , do", "Lei 11 . 417 / 2006", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "13 , V , c , e 327 , caput e § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 7 . . . , caput , da Lei 11 . 417 / 2006", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "art . 103 - A , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n . 11 . 418 / 06", "art . 103 - A , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição federal", "art . 543 - A , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Agravo", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição federal", "art . 543 - A , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE IPATINGA", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "México", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE", "IPATINGA", "México" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "1", ".", "2", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ARE", "MG Turma", "1", "1", ".", ".", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Presidência", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "-", "Americana sobre", "Tribunal Superior Eleitoral", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "ELCIO FONSECA REIS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCIA DAMASCENO", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "ELCIO FONSECA REIS", "Ricardo Lewandowski", "MARCIA DAMASCENO", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "ELCIO FONSECA REIS", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLEUNICE MARCIA DAMASCENO", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "ELCIO FONSECA REIS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "CLEUNICE MARCIA DAMASCENO", "HUMBERTO MARCIAL FONSECA", "ELCIO FONSECA REIS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte" ], "TEMPO": [ "28", "/", "08", "/", "2014", "28 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "02", ".", "11", "03", ".", "05", ".", "2007", "13", ".", "29", ".", "10", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "02", ".", "11", "03", ".", "05", ".", "2007", "13", ".", "05", ".", "11", "29", ".", "10", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "02", ".", "12", "21", ".", "02", ".", "11", "18", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "02", ".", "12", "21", ".", "02", ".", "11", "18", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2014", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE Nº 21. A teor da Súmula Vinculante nº 21, “é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo”. No caso em exame, não se divisa contrariedade ao aludido verbete, pois os recursos administrativos da reclamante foram admitidos e processados sem exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 16281 ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a reclamação monocrática por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação, opõe embargos de declaração Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda. Alega não enfrentadas, na decisão embargada, as questões relativas à alegada contrariedade à Súmula 21/STF, nos autos dos processos administrativos nº 11309.000071/2010-44 e nº 11309.000971/2008-77. Aduz que “(...) a decisão embargada validou o processamento dos recursos administrativos pelo simples fato de não terem sido exigidos os depósitos recursais, sem, contudo, analisar as questões levantadas quanto à admissão desses recursos. Assim, o objeto da Reclamação e o objeto do julgamento são distintos.” Alega, ainda, não considerado, no histórico da lide, o deferimento de medida liminar nos autos da reclamação nº 12.767. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770986. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a reclamação monocrática por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação, opõe embargos de declaração Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda. Alega não enfrentadas, na decisão embargada, as questões relativas à alegada contrariedade à Súmula 21/STF, nos autos dos processos administrativos nº 11309.000071/2010-44 e nº 11309.000971/2008-77. Aduz que “(...) a decisão embargada validou o processamento dos recursos administrativos pelo simples fato de não terem sido exigidos os depósitos recursais, sem, contudo, analisar as questões levantadas quanto à admissão desses recursos. Assim, o objeto da Reclamação e o objeto do julgamento são distintos.” Alega, ainda, não considerado, no histórico da lide, o deferimento de medida liminar nos autos da reclamação nº 12.767. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou os embargos de declaração: “Trata-se de reclamação constitucional proposta por Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda em face da União, na qual se sustenta que as decisões proferidas pelo Delegado da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, teriam afrontado a Súmula Vinculante 21/STF. Narra a reclamante que, nos autos dos embargos à execução n. 2006.38.004975-0, interpôs o agravo de instrumento distribuído sob o n° 0072587-6.2010.4.01.000/MG, no qual foi determinada a reapreciação das decisões proferidas nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77 que, em razão da ausência de depósito recursal, haviam negado seguimento aos recursos administrativos por ela interpostos. Alega que, em cumprimento à decisão proferida no referido agravo de instrumento, a Autoridade Reclamada, em 14.09.2011, determinou o regular processamento dos recursos administrativos. Relata, no entanto, que a Procuradoria da Fazenda Nacional em Uberlândia, reconhecendo a violação da Súmula Vinculante 21/STF, cancelou as Certidões de Dívida Ativa relativas aos créditos fiscais oriundos dos referidos processos administrativos, o que acarretou a extinção da Ação de Execução Fiscal nº 2006.38.03.002832-5, e, consequentemente, do agravo de instrumento nos embargos à execução, no qual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou os embargos de declaração: “Trata-se de reclamação constitucional proposta por Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda em face da União, na qual se sustenta que as decisões proferidas pelo Delegado da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, teriam afrontado a Súmula Vinculante 21/STF. Narra a reclamante que, nos autos dos embargos à execução n. 2006.38.004975-0, interpôs o agravo de instrumento distribuído sob o n° 0072587-6.2010.4.01.000/MG, no qual foi determinada a reapreciação das decisões proferidas nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77 que, em razão da ausência de depósito recursal, haviam negado seguimento aos recursos administrativos por ela interpostos. Alega que, em cumprimento à decisão proferida no referido agravo de instrumento, a Autoridade Reclamada, em 14.09.2011, determinou o regular processamento dos recursos administrativos. Relata, no entanto, que a Procuradoria da Fazenda Nacional em Uberlândia, reconhecendo a violação da Súmula Vinculante 21/STF, cancelou as Certidões de Dívida Ativa relativas aos créditos fiscais oriundos dos referidos processos administrativos, o que acarretou a extinção da Ação de Execução Fiscal nº 2006.38.03.002832-5, e, consequentemente, do agravo de instrumento nos embargos à execução, no qual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG determinada a reapreciação dos recursos administrativos. Sustenta que as decisões administrativas datadas de 14.09.2011 as quais deram seguimento aos recursos administrativos originariamente considerados desertos foram executadas com base na decisão do Agravo de Instrumento 0072587-06.2010.4.01.0000/MG , mesmo após a desistência da ação executiva que lhe deu causa. Afirma, ainda, que não foi intimada da decisão administrativa que determinou o processamento dos recursos administrativos e, por essa razão, o processo teria tramitado a sua revelia, a despeito do que pacificado por essa Excelsa Corte no Recurso Extraordinário 596.294. Segundo a reclamada, a simples falta de intimação da Reclamante do processamento dos recursos administrativos já bastaria à nulidade do procedimento. Todavia, no caso dos autos, essa nulidade foi praticada no cumprimento de decisão judicial que, por fato subsequente, tornou-se insubsistente, não sendo assim possível a revalidação de tais atos, contexto que inexoravelmente afasta a aplicabilidade da Súmula Vinculante n° 21 pretendida na decisão reclamada . Requer a concessão de medida liminar para suspender a eficácia das decisões reclamadas e no mérito, a sua cassação, determinando-se à Autoridade Reclamada que profira outras, em observância à Súmula Vinculante 21/STF. Solicitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada, a qual requer a extinção do processo sem resolução do mérito, em razão de sua ilegitimidade passiva. Pugna, ainda, pela juntada das informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia. É o relatório. Decido. Verifico que o alvo da presente reclamação são os atos administrativos praticados pelo Secretário da Receita Federal em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, razão pela qual deve este constar como autoridade reclamada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG determinada a reapreciação dos recursos administrativos. Sustenta que as decisões administrativas datadas de 14.09.2011 as quais deram seguimento aos recursos administrativos originariamente considerados desertos foram executadas com base na decisão do Agravo de Instrumento 0072587-06.2010.4.01.0000/MG , mesmo após a desistência da ação executiva que lhe deu causa. Afirma, ainda, que não foi intimada da decisão administrativa que determinou o processamento dos recursos administrativos e, por essa razão, o processo teria tramitado a sua revelia, a despeito do que pacificado por essa Excelsa Corte no Recurso Extraordinário 596.294. Segundo a reclamada, a simples falta de intimação da Reclamante do processamento dos recursos administrativos já bastaria à nulidade do procedimento. Todavia, no caso dos autos, essa nulidade foi praticada no cumprimento de decisão judicial que, por fato subsequente, tornou-se insubsistente, não sendo assim possível a revalidação de tais atos, contexto que inexoravelmente afasta a aplicabilidade da Súmula Vinculante n° 21 pretendida na decisão reclamada . Requer a concessão de medida liminar para suspender a eficácia das decisões reclamadas e no mérito, a sua cassação, determinando-se à Autoridade Reclamada que profira outras, em observância à Súmula Vinculante 21/STF. Solicitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada, a qual requer a extinção do processo sem resolução do mérito, em razão de sua ilegitimidade passiva. Pugna, ainda, pela juntada das informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia. É o relatório. Decido. Verifico que o alvo da presente reclamação são os atos administrativos praticados pelo Secretário da Receita Federal em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, razão pela qual deve este constar como autoridade reclamada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG A reclamação é instituto processual previsto no texto original da Carta de 1988 destinado à preservação da competência e à garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, l, da Lei Maior). Com o advento da EC nº 45/2004, o texto constitucional passou a contemplar a possibilidade de reclamação em face de ato administrativo ou decisão judicial contrária a súmula vinculante, aprovada, de ofício ou mediante provocação, por decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). No tocante à alegação de violação da Súmula 21/STF segundo a qual é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibilidade de recurso administrativo -, a reclamação não merece prosperar, uma vez que o interesse da reclamante foi atendido pela autoridade reclamada, a qual determinou o processamento dos recursos administrativos, anteriormente obstados em razão da ausência do depósito recursal. Segundo as informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia (e-STF, doc. 28), o CARF julgou os recursos voluntários da contribuinte ora reclamante dando- lhes parcial provimento para diminuir o valor dos débitos lançados. Uma vez admitidos e julgados os recursos administrativos sem a exigência de depósito , não há falar em afronta à Súmula 21/STF. Quanto à suposta afronta à autoridade da decisão prolatada no RE nº 596.294, observo que, em se tratando de processo de índole subjetiva, no qual o reclamante não foi parte, eventual contrariedade à decisão nele proferida não autoriza o manejo de reclamação. A propósito, por pertinente, recordo precedente do Plenário deste Tribunal: ‘Agravo regimental na reclamação. Paradigma de caráter subjetivo. Não cabimento de reclamação por quem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG A reclamação é instituto processual previsto no texto original da Carta de 1988 destinado à preservação da competência e à garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, l, da Lei Maior). Com o advento da EC nº 45/2004, o texto constitucional passou a contemplar a possibilidade de reclamação em face de ato administrativo ou decisão judicial contrária a súmula vinculante, aprovada, de ofício ou mediante provocação, por decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3º, da Magna Carta). No tocante à alegação de violação da Súmula 21/STF segundo a qual é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibilidade de recurso administrativo -, a reclamação não merece prosperar, uma vez que o interesse da reclamante foi atendido pela autoridade reclamada, a qual determinou o processamento dos recursos administrativos, anteriormente obstados em razão da ausência do depósito recursal. Segundo as informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia (e-STF, doc. 28), o CARF julgou os recursos voluntários da contribuinte ora reclamante dando- lhes parcial provimento para diminuir o valor dos débitos lançados. Uma vez admitidos e julgados os recursos administrativos sem a exigência de depósito , não há falar em afronta à Súmula 21/STF. Quanto à suposta afronta à autoridade da decisão prolatada no RE nº 596.294, observo que, em se tratando de processo de índole subjetiva, no qual o reclamante não foi parte, eventual contrariedade à decisão nele proferida não autoriza o manejo de reclamação. A propósito, por pertinente, recordo precedente do Plenário deste Tribunal: ‘Agravo regimental na reclamação. Paradigma de caráter subjetivo. Não cabimento de reclamação por quem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG não foi parte no caso concreto versado no paradigma. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte com eficácia vinculante. Reclamação como sucedâneo de recurso. Agravo regimental não provido. 1. É inadmissível o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não tenha figurado como sujeito processual no caso concreto versado no paradigma. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigmática do STF para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal, visando fazer subir, per saltum, a matéria à análise desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental não provido’. (Rcl. 4487, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 05.12.2011) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PREFEITO. AÇÃO DE IMPROBIDADE. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE, À ÉPOCA, AINDA NÃO HAVIA SIDO PROFERIDA NOS AUTOS DA RECLAMAÇÃO N. 2.138/DF. PROCESSO SUBJETIVO. EFEITOS INTER PARTES. 1. Não cabe reclamação com fundamento em descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal em processo cujo julgamento não foi concluído, ainda que haja maioria de votos proferidos em determinado sentido. Precedentes. 2. A decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Reclamação n. 2.138/DF tem efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o Agravante. 3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’. (Rcl. 4119 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 28.10.2008) ‘RECLAMAÇÃO - ALEGADO DESRESPEITO A DECISÕES PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSOS DE ÍNDOLE SUBJETIVA, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG não foi parte no caso concreto versado no paradigma. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte com eficácia vinculante. Reclamação como sucedâneo de recurso. Agravo regimental não provido. 1. É inadmissível o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do STF e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não tenha figurado como sujeito processual no caso concreto versado no paradigma. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigmática do STF para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal, visando fazer subir, per saltum, a matéria à análise desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental não provido’. (Rcl. 4487, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 05.12.2011) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PREFEITO. AÇÃO DE IMPROBIDADE. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE, À ÉPOCA, AINDA NÃO HAVIA SIDO PROFERIDA NOS AUTOS DA RECLAMAÇÃO N. 2.138/DF. PROCESSO SUBJETIVO. EFEITOS INTER PARTES. 1. Não cabe reclamação com fundamento em descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal em processo cujo julgamento não foi concluído, ainda que haja maioria de votos proferidos em determinado sentido. Precedentes. 2. A decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Reclamação n. 2.138/DF tem efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o Agravante. 3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’. (Rcl. 4119 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 28.10.2008) ‘RECLAMAÇÃO - ALEGADO DESRESPEITO A DECISÕES PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSOS DE ÍNDOLE SUBJETIVA, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG VERSANDO CASOS CONCRETOS NOS QUAIS A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL - INADMISSIBILIDADE - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. - Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte, em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o STF tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes’. (Rcl. 4381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 05.08.2011) Ante o exposto: i) determino a retificação da autuação, para que, em lugar da União, conste, como reclamado, o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG VERSANDO CASOS CONCRETOS NOS QUAIS A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL - INADMISSIBILIDADE - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. - Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte, em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o STF tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes’. (Rcl. 4381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 05.08.2011) Ante o exposto: i) determino a retificação da autuação, para que, em lugar da União, conste, como reclamado, o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG Delegado da Receita Federal em Uberlândia; e ii) forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” Recebo os embargos de declaração da reclamante e converto-os em agravo regimental. Nada colhe o agravo regimental. Em relação à medida liminar concedida nos autos da Rcl 12.767, cumpre destacar que a agravante mencionou a sua existência na exordial, bem como a da Rcl 11.280, apenas no intuito de justificar a distribuição por prevenção. De toda forma, destaco que a suposta afronta à decisão proferida na Rcl 12.767 já foi analisada por este Supremo Tribunal Federal nos autos da Rcl 13.957, de relatoria do eminente Ministro Celso de Mello, nos seguintes termos: “Sendo esse o contexto, cabe assinalar, desde logo, que o exame dos fundamentos em que se apoia o ato judicial ora reclamado evidencia que não houve o alegado desrespeito à autoridade da decisão proferida por ocasião do julgamento da Rcl 12.767-MC/MG. É que não se registra, na espécie, situação configuradora de desrespeito à autoridade da decisão apontada, pois a tramitação dos procedimentos administrativos tributários em questão ocorreu sem que fossem ultrapassados os limites delineados pelo provimento cautelar, por mim deferido, que, longe de haver declarado, desde logo, “a inexistência de crédito tributário”, limitou-se, meramente, a suspender, em juízo de caráter estritamente delibatório, a execução fiscal em curso perante o Juízo da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Uberlândia/MG (Processo nº 2006.38.03.004975-0). Entendo, desse modo, que a autoridade judiciária ora reclamada, ao indeferir a postulação formulada pela parte ora reclamante, nada mais fez senão atuar nos estritos limites 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG Delegado da Receita Federal em Uberlândia; e ii) forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” Recebo os embargos de declaração da reclamante e converto-os em agravo regimental. Nada colhe o agravo regimental. Em relação à medida liminar concedida nos autos da Rcl 12.767, cumpre destacar que a agravante mencionou a sua existência na exordial, bem como a da Rcl 11.280, apenas no intuito de justificar a distribuição por prevenção. De toda forma, destaco que a suposta afronta à decisão proferida na Rcl 12.767 já foi analisada por este Supremo Tribunal Federal nos autos da Rcl 13.957, de relatoria do eminente Ministro Celso de Mello, nos seguintes termos: “Sendo esse o contexto, cabe assinalar, desde logo, que o exame dos fundamentos em que se apoia o ato judicial ora reclamado evidencia que não houve o alegado desrespeito à autoridade da decisão proferida por ocasião do julgamento da Rcl 12.767-MC/MG. É que não se registra, na espécie, situação configuradora de desrespeito à autoridade da decisão apontada, pois a tramitação dos procedimentos administrativos tributários em questão ocorreu sem que fossem ultrapassados os limites delineados pelo provimento cautelar, por mim deferido, que, longe de haver declarado, desde logo, “a inexistência de crédito tributário”, limitou-se, meramente, a suspender, em juízo de caráter estritamente delibatório, a execução fiscal em curso perante o Juízo da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Uberlândia/MG (Processo nº 2006.38.03.004975-0). Entendo, desse modo, que a autoridade judiciária ora reclamada, ao indeferir a postulação formulada pela parte ora reclamante, nada mais fez senão atuar nos estritos limites 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG expressamente definidos pelo provimento liminar concedido em mencionada Rcl 12.767-MC/MG.” Feito o registro, e tendo em vista que, no caso, não houve exigência, por parte da autoridade reclamada, de prévio depósito ou arrolamento de dinheiro ou bens para admitir recursos administrativos, a evidenciar a inexistência de contrariedade à Súmula Vinculante nº 21, concluo que as razões do agravante são insuficientes para modificar a decisão agravada, traduzindo mero inconformismo e resistência em pôr fim à demanda. Ante o exposto, recebo os embargos de declaração da reclamante como agravo regimental, ao qual nego provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG expressamente definidos pelo provimento liminar concedido em mencionada Rcl 12.767-MC/MG.” Feito o registro, e tendo em vista que, no caso, não houve exigência, por parte da autoridade reclamada, de prévio depósito ou arrolamento de dinheiro ou bens para admitir recursos administrativos, a evidenciar a inexistência de contrariedade à Súmula Vinculante nº 21, concluo que as razões do agravante são insuficientes para modificar a decisão agravada, traduzindo mero inconformismo e resistência em pôr fim à demanda. Ante o exposto, recebo os embargos de declaração da reclamante como agravo regimental, ao qual nego provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico vencido na conversão e acompanho Sua Excelência quanto à matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6821088. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico vencido na conversão e acompanho Sua Excelência quanto à matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6821088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6882621
2014-09-09T00:00:00
2014-10-06T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Primeira Turma, 9.9.2014.
EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE Nº 21. A teor da Súmula Vinculante nº 21, “é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo”. No caso em exame, não se divisa contrariedade ao aludido verbete, pois os recursos administrativos da reclamante foram admitidos e processados sem exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur279143
Número de páginas: 12. Análise: 28/10/2014, AUR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
16281
[ "LEG-FED SUV-000021 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-ED
acordaos
Rcl 16281 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE n 21. A teor da Súmula Vinculante n 21, “é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo”. No caso em exame, não se divisa contrariedade ao aludido verbete, pois os recursos administrativos da reclamante foram admitidos e processados sem exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 16281 ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a reclamação monocrática por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação, opõe embargos de declaração Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda. Alega não enfrentadas, na decisão embargada, as questões relativas à alegada contrariedade à Súmula 21/Supremo Tribunal Federal, nos autos dos processos administrativos n 11309.000071/2010-44 e n 11309.000971/2008-77. Aduz que “(...) a decisão embargada validou o processamento dos recursos administrativos pelo simples fato de não terem sido exigidos os depósitos recursais, sem, contudo, analisar as questões levantadas quanto à admissão desses recursos. Assim, o objeto da Reclamação e o objeto do julgamento são distintos.” Alega, ainda, não considerado, no histórico da lide, o deferimento de medida liminar nos autos da reclamação n 12.767. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770986. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) :IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) :DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a reclamação monocrática por mim proferida, mediante a qual negado seguimento à reclamação, opõe embargos de declaração Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda. Alega não enfrentadas, na decisão embargada, as questões relativas à alegada contrariedade à Súmula 21/Supremo Tribunal Federal, nos autos dos processos administrativos n 11309.000071/2010-44 e n 11309.000971/2008-77. Aduz que “(...) a decisão embargada validou o processamento dos recursos administrativos pelo simples fato de não terem sido exigidos os depósitos recursais, sem, contudo, analisar as questões levantadas quanto à admissão desses recursos. Assim, o objeto da Reclamação e o objeto do julgamento são distintos.” Alega, ainda, não considerado, no histórico da lide, o deferimento de medida liminar nos autos da reclamação n 12.767. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou os embargos de declaração: “Trata-se de reclamação constitucional proposta por Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda em face da União, na qual se sustenta que as decisões proferidas pelo Delegado da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, teriam afrontado a Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal. Narra a reclamante que, nos autos dos embargos à execução n. 2006.38.004975-0, interpôs o agravo de instrumento distribuído sob o n 0072587-6.2010.4.01.000/MG, no qual foi determinada a reapreciação das decisões proferidas nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77 que, em razão da ausência de depósito recursal, haviam negado seguimento aos recursos administrativos por ela interpostos. Alega que, em cumprimento à decisão proferida no referido agravo de instrumento, a Autoridade Reclamada, em 14.09.2011, determinou o regular processamento dos recursos administrativos. Relata, no entanto, que a Procuradoria da Fazenda Nacional em Uberlândia, reconhecendo a violação da Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal, cancelou as Certidões de Dívida Ativa relativas aos créditos fiscais oriundos dos referidos processos administrativos, o que acarretou a extinção da Ação de Execução Fiscal n 2006.38.03.002832-5, e, consequentemente, do agravo de instrumento nos embargos à execução, no qual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou os embargos de declaração: “Trata-se de reclamação constitucional proposta por Peixoto Comércio Indústria Serviços e Transportes Ltda em face da União, na qual se sustenta que as decisões proferidas pelo Delegado da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, teriam afrontado a Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal. Narra a reclamante que, nos autos dos embargos à execução n. 2006.38.004975-0, interpôs o agravo de instrumento distribuído sob o n 0072587-6.2010.4.01.000/MG, no qual foi determinada a reapreciação das decisões proferidas nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77 que, em razão da ausência de depósito recursal, haviam negado seguimento aos recursos administrativos por ela interpostos. Alega que, em cumprimento à decisão proferida no referido agravo de instrumento, a Autoridade Reclamada, em 14.09.2011, determinou o regular processamento dos recursos administrativos. Relata, no entanto, que a Procuradoria da Fazenda Nacional em Uberlândia, reconhecendo a violação da Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal, cancelou as Certidões de Dívida Ativa relativas aos créditos fiscais oriundos dos referidos processos administrativos, o que acarretou a extinção da Ação de Execução Fiscal n 2006.38.03.002832-5, e, consequentemente, do agravo de instrumento nos embargos à execução, no qual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG determinada a reapreciação dos recursos administrativos. Sustenta que as decisões administrativas datadas de 14.09.2011 as quais deram seguimento aos recursos administrativos originariamente considerados desertos foram executadas com base na decisão do Agravo de Instrumento 0072587-06.2010.4.01.0000/MG , mesmo após a desistência da ação executiva que lhe deu causa. Afirma, ainda, que não foi intimada da decisão administrativa que determinou o processamento dos recursos administrativos e, por essa razão, o processo teria tramitado a sua revelia, a despeito do que pacificado por essa Excelsa Corte no Recurso Extraordinário 596.294. Segundo a reclamada, a simples falta de intimação da Reclamante do processamento dos recursos administrativos já bastaria à nulidade do procedimento. Todavia, no caso dos autos, essa nulidade foi praticada no cumprimento de decisão judicial que, por fato subsequente, tornou-se insubsistente, não sendo assim possível a revalidação de tais atos, contexto que inexoravelmente afasta a aplicabilidade da Súmula Vinculante n 21 pretendida na decisão reclamada . Requer a concessão de medida liminar para suspender a eficácia das decisões reclamadas e no mérito, a sua cassação, determinando-se à Autoridade Reclamada que profira outras, em observância à Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal. Solicitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada, a qual requer a extinção do processo sem resolução do mérito, em razão de sua ilegitimidade passiva. Pugna, ainda, pela juntada das informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia. É o relatório. Decido. Verifico que o alvo da presente reclamação são os atos administrativos praticados pelo Secretário da Receita Federal em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, razão pela qual deve este constar como autoridade reclamada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG determinada a reapreciação dos recursos administrativos. Sustenta que as decisões administrativas datadas de 14.09.2011 as quais deram seguimento aos recursos administrativos originariamente considerados desertos foram executadas com base na decisão do Agravo de Instrumento 0072587-06.2010.4.01.0000/MG , mesmo após a desistência da ação executiva que lhe deu causa. Afirma, ainda, que não foi intimada da decisão administrativa que determinou o processamento dos recursos administrativos e, por essa razão, o processo teria tramitado a sua revelia, a despeito do que pacificado por essa Excelsa Corte no Recurso Extraordinário 596.294. Segundo a reclamada, a simples falta de intimação da Reclamante do processamento dos recursos administrativos já bastaria à nulidade do procedimento. Todavia, no caso dos autos, essa nulidade foi praticada no cumprimento de decisão judicial que, por fato subsequente, tornou-se insubsistente, não sendo assim possível a revalidação de tais atos, contexto que inexoravelmente afasta a aplicabilidade da Súmula Vinculante n 21 pretendida na decisão reclamada . Requer a concessão de medida liminar para suspender a eficácia das decisões reclamadas e no mérito, a sua cassação, determinando-se à Autoridade Reclamada que profira outras, em observância à Súmula Vinculante 21/Supremo Tribunal Federal. Solicitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada, a qual requer a extinção do processo sem resolução do mérito, em razão de sua ilegitimidade passiva. Pugna, ainda, pela juntada das informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia. É o relatório. Decido. Verifico que o alvo da presente reclamação são os atos administrativos praticados pelo Secretário da Receita Federal em Uberlândia, nos autos dos Processos Administrativos 11309.000071/2010-44 e 11309.000971/2008-77, razão pela qual deve este constar como autoridade reclamada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG A reclamação é instituto processual previsto no texto original da Carta de 1988 destinado à preservação da competência e à garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, l, da Lei Maior). Com o advento da EC n 45/2004, o texto constitucional passou a contemplar a possibilidade de reclamação em face de ato administrativo ou decisão judicial contrária a súmula vinculante, aprovada, de ofício ou mediante provocação, por decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). No tocante à alegação de violação da Súmula 21/Supremo Tribunal Federal segundo a qual é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibilidade de recurso administrativo -, a reclamação não merece prosperar, uma vez que o interesse da reclamante foi atendido pela autoridade reclamada, a qual determinou o processamento dos recursos administrativos, anteriormente obstados em razão da ausência do depósito recursal. Segundo as informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia (e-Supremo Tribunal Federal, doc. 28), o CARF julgou os recursos voluntários da contribuinte ora reclamante dando- lhes parcial provimento para diminuir o valor dos débitos lançados. Uma vez admitidos e julgados os recursos administrativos sem a exigência de depósito , não há falar em afronta à Súmula 21/Supremo Tribunal Federal. Quanto à suposta afronta à autoridade da decisão prolatada no Recurso Extraordinário n 596.294, observo que, em se tratando de processo de índole subjetiva, no qual o reclamante não foi parte, eventual contrariedade à decisão nele proferida não autoriza o manejo de reclamação. A propósito, por pertinente, recordo precedente do Plenário deste Tribunal: ‘Agravo regimental na reclamação. Paradigma de caráter subjetivo. Não cabimento de reclamação por quem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG A reclamação é instituto processual previsto no texto original da Carta de 1988 destinado à preservação da competência e à garantia da autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal (art. 102, l, da Lei Maior). Com o advento da EC n 45/2004, o texto constitucional passou a contemplar a possibilidade de reclamação em face de ato administrativo ou decisão judicial contrária a súmula vinculante, aprovada, de ofício ou mediante provocação, por decisão de dois terços dos membros desta Suprema Corte, após reiteradas decisões sobre a matéria (art. 103-A, § 3..., da Magna Carta). No tocante à alegação de violação da Súmula 21/Supremo Tribunal Federal segundo a qual é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para a admissibilidade de recurso administrativo -, a reclamação não merece prosperar, uma vez que o interesse da reclamante foi atendido pela autoridade reclamada, a qual determinou o processamento dos recursos administrativos, anteriormente obstados em razão da ausência do depósito recursal. Segundo as informações prestadas pelo Delegado da Receita Federal em Uberlândia (e-Supremo Tribunal Federal, doc. 28), o CARF julgou os recursos voluntários da contribuinte ora reclamante dando- lhes parcial provimento para diminuir o valor dos débitos lançados. Uma vez admitidos e julgados os recursos administrativos sem a exigência de depósito , não há falar em afronta à Súmula 21/Supremo Tribunal Federal. Quanto à suposta afronta à autoridade da decisão prolatada no Recurso Extraordinário n 596.294, observo que, em se tratando de processo de índole subjetiva, no qual o reclamante não foi parte, eventual contrariedade à decisão nele proferida não autoriza o manejo de reclamação. A propósito, por pertinente, recordo precedente do Plenário deste Tribunal: ‘Agravo regimental na reclamação. Paradigma de caráter subjetivo. Não cabimento de reclamação por quem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG não foi parte no caso concreto versado no paradigma. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte com eficácia vinculante. Reclamação como sucedâneo de recurso. Agravo regimental não provido. 1. É inadmissível o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não tenha figurado como sujeito processual no caso concreto versado no paradigma. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigmática do Supremo Tribunal Federal para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal, visando fazer subir, per saltum, a matéria à análise desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental não provido’. (Rcl. 4487, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 05.12.2011) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PREFEITO. AÇÃO DE IMPROBIDADE. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE, À ÉPOCA, AINDA NÃO HAVIA SIDO PROFERIDA NOS AUTOS DA RECLAMAÇÃO N. 2.138/DF. PROCESSO SUBJETIVO. EFEITOS INTER PARTES. 1. Não cabe reclamação com fundamento em descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal em processo cujo julgamento não foi concluído, ainda que haja maioria de votos proferidos em determinado sentido. Precedentes. 2. A decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Reclamação n. 2.138/DF tem efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o Agravante. 3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’. (Rcl. 4119 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 28.10.2008) ‘RECLAMAÇÃO - ALEGADO DESRESPEITO A DECISÕES PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSOS DE ÍNDOLE SUBJETIVA, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG não foi parte no caso concreto versado no paradigma. Ausência de identidade de temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte com eficácia vinculante. Reclamação como sucedâneo de recurso. Agravo regimental não provido. 1. É inadmissível o uso da reclamação por alegada ofensa à autoridade do Supremo Tribunal Federal e à eficácia de decisão proferida em processo de índole subjetiva quando a parte reclamante não tenha figurado como sujeito processual no caso concreto versado no paradigma. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigmática do Supremo Tribunal Federal para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Reclamação não pode se confundir com sucedâneo recursal, visando fazer subir, per saltum, a matéria à análise desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental não provido’. (Rcl. 4487, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 05.12.2011) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PREFEITO. AÇÃO DE IMPROBIDADE. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO QUE, À ÉPOCA, AINDA NÃO HAVIA SIDO PROFERIDA NOS AUTOS DA RECLAMAÇÃO N. 2.138/DF. PROCESSO SUBJETIVO. EFEITOS INTER PARTES. 1. Não cabe reclamação com fundamento em descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal em processo cujo julgamento não foi concluído, ainda que haja maioria de votos proferidos em determinado sentido. Precedentes. 2. A decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Reclamação n. 2.138/DF tem efeitos apenas inter partes, não beneficiando, assim, o Agravante. 3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento’. (Rcl. 4119 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 28.10.2008) ‘RECLAMAÇÃO - ALEGADO DESRESPEITO A DECISÕES PROFERIDAS PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSOS DE ÍNDOLE SUBJETIVA, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG VERSANDO CASOS CONCRETOS NOS QUAIS A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL - INADMISSIBILIDADE - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. - Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte, em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o Supremo Tribunal Federal tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes’. (Rcl. 4381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 05.08.2011) Ante o exposto: i) determino a retificação da autuação, para que, em lugar da União, conste, como reclamado, o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG VERSANDO CASOS CONCRETOS NOS QUAIS A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL - INADMISSIBILIDADE - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. - Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte, em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o Supremo Tribunal Federal tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes’. (Rcl. 4381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 05.08.2011) Ante o exposto: i) determino a retificação da autuação, para que, em lugar da União, conste, como reclamado, o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG Delegado da Receita Federal em Uberlândia; e ii) forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” Recebo os embargos de declaração da reclamante e converto-os em agravo regimental. Nada colhe o agravo regimental. Em relação à medida liminar concedida nos autos da Rcl 12.767, cumpre destacar que a agravante mencionou a sua existência na exordial, bem como a da Rcl 11.280, apenas no intuito de justificar a distribuição por prevenção. De toda forma, destaco que a suposta afronta à decisão proferida na Rcl 12.767 já foi analisada por este Supremo Tribunal Federal nos autos da Rcl 13.957, de relatoria do eminente Ministro Celso de Mello, nos seguintes termos: “Sendo esse o contexto, cabe assinalar, desde logo, que o exame dos fundamentos em que se apoia o ato judicial ora reclamado evidencia que não houve o alegado desrespeito à autoridade da decisão proferida por ocasião do julgamento da Rcl 12.767-MC/MG. É que não se registra, na espécie, situação configuradora de desrespeito à autoridade da decisão apontada, pois a tramitação dos procedimentos administrativos tributários em questão ocorreu sem que fossem ultrapassados os limites delineados pelo provimento cautelar, por mim deferido, que, longe de haver declarado, desde logo, “a inexistência de crédito tributário”, limitou-se, meramente, a suspender, em juízo de caráter estritamente delibatório, a execução fiscal em curso perante o Juízo da 3... Vara Federal da Subseção Judiciária de Uberlândia/MG (Processo n 2006.38.03.004975-0). Entendo, desse modo, que a autoridade judiciária ora reclamada, ao indeferir a postulação formulada pela parte ora reclamante, nada mais fez senão atuar nos estritos limites 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG Delegado da Receita Federal em Uberlândia; e ii) forte nos arts. 38 da Lei 8.038/1990 e 21, § 1..., do RISTF, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o exame do pedido liminar.” Recebo os embargos de declaração da reclamante e converto-os em agravo regimental. Nada colhe o agravo regimental. Em relação à medida liminar concedida nos autos da Rcl 12.767, cumpre destacar que a agravante mencionou a sua existência na exordial, bem como a da Rcl 11.280, apenas no intuito de justificar a distribuição por prevenção. De toda forma, destaco que a suposta afronta à decisão proferida na Rcl 12.767 já foi analisada por este Supremo Tribunal Federal nos autos da Rcl 13.957, de relatoria do eminente Ministro Celso de Mello, nos seguintes termos: “Sendo esse o contexto, cabe assinalar, desde logo, que o exame dos fundamentos em que se apoia o ato judicial ora reclamado evidencia que não houve o alegado desrespeito à autoridade da decisão proferida por ocasião do julgamento da Rcl 12.767-MC/MG. É que não se registra, na espécie, situação configuradora de desrespeito à autoridade da decisão apontada, pois a tramitação dos procedimentos administrativos tributários em questão ocorreu sem que fossem ultrapassados os limites delineados pelo provimento cautelar, por mim deferido, que, longe de haver declarado, desde logo, “a inexistência de crédito tributário”, limitou-se, meramente, a suspender, em juízo de caráter estritamente delibatório, a execução fiscal em curso perante o Juízo da 3... Vara Federal da Subseção Judiciária de Uberlândia/MG (Processo n 2006.38.03.004975-0). Entendo, desse modo, que a autoridade judiciária ora reclamada, ao indeferir a postulação formulada pela parte ora reclamante, nada mais fez senão atuar nos estritos limites 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 16281 ED / MG expressamente definidos pelo provimento liminar concedido em mencionada Rcl 12.767-MC/MG.” Feito o registro, e tendo em vista que, no caso, não houve exigência, por parte da autoridade reclamada, de prévio depósito ou arrolamento de dinheiro ou bens para admitir recursos administrativos, a evidenciar a inexistência de contrariedade à Súmula Vinculante n 21, concluo que as razões do agravante são insuficientes para modificar a decisão agravada, traduzindo mero inconformismo e resistência em pôr fim à demanda. Ante o exposto, recebo os embargos de declaração da reclamante como agravo regimental, ao qual nego provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Supremo Tribunal Federal RCL 16281 ED / MG expressamente definidos pelo provimento liminar concedido em mencionada Rcl 12.767-MC/MG.” Feito o registro, e tendo em vista que, no caso, não houve exigência, por parte da autoridade reclamada, de prévio depósito ou arrolamento de dinheiro ou bens para admitir recursos administrativos, a evidenciar a inexistência de contrariedade à Súmula Vinculante n 21, concluo que as razões do agravante são insuficientes para modificar a decisão agravada, traduzindo mero inconformismo e resistência em pôr fim à demanda. Ante o exposto, recebo os embargos de declaração da reclamante como agravo regimental, ao qual nego provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6770987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico vencido na conversão e acompanho Sua Excelência quanto à matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6821088. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico vencido na conversão e acompanho Sua Excelência quanto à matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6821088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 16.281 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : PEIXOTO COMÉRCIO INDÚSTRIA SERVIÇOS E TRANSPORTES LTDA ADV.(A/S) : IGOR ALEXANDER MIRANDA CARVALHAES EMBDO.(A/S) : DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM UBERLÂNDIA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RCL 16281 ED / MG", "RCL 16281 ED / MG", "Súmula 21 / Supremo Tribunal Federal", "processos", "n 11309 . 000971 / 2008 - 77", "reclamação n 12 . 767", "RECLAMAÇÃO 16 . 281", "Súmula 21 / Supremo Tribunal Federal", "reclamação n 12 . 767", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", "Ação de Execução Fiscal n 2006 . 38 . 03 . 002832 - 5", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", "Ação de Execução Fiscal n 2006 . 38 . 03 . 002832 - 5", "Agravo de Instrumento 0072587 - 06 . 2010 . 4 . 01 . 0000 / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 294", "Súmula Vinculante n 21", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", "Processos", "11309", ".", "000971", "/", "2008", "-", "77", "RCL 16281 ED / MG", "Agravo de Instrumento 0072587 - 06 . 2010 . 4 . 01 . 0000 / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 294", "Súmula Vinculante n 21", "Súmula Vinculante 21 / Supremo Tribunal Federal", ".", "000071", "/", "2010", "-", "44", "11309", ".", "000971", "/", "2008", "-", "77", "RCL 16281 ED / MG", "Súmula 21 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 596 . 294", "RCL 16281 ED / MG", "Súmula 21 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 21 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 596 . 294", "Rcl . 4487", "RECLAMAÇÃO N . 2 . 138 / DF", "Reclamação n . 2 . 138 / DF", "Rcl . 4119 AgR", "RCL 16281 ED / MG", "Rcl . 4487", "RECLAMAÇÃO N . 2 . 138 / DF", "Reclamação n . 2 . 138 / DF", "Rcl . 4119 AgR", "RTJ 134 / 1033", "Rcl . 4381 AgR", "RTJ 134 / 1033", "Rcl . 4381 AgR", "Rcl 12 . 767", "Rcl 11 . 280", "Rcl 12 . 767", "Rcl 13 . 957", "Rcl 12 . 767 - 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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Associação para o tráfico de drogas. Prisão preventiva. Risco concreto de reiteração criminosa. Base empírica idônea para a prisão cautelar, cuja finalidade é garantir a ordem pública. Recurso não provido. 1. As vultosas quantidades de droga apreendidas, sua natureza (pasta de cocaína), o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa, que se espraiaria por cidades de diferentes estados, com possíveis ramificações no exterior, e o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes justificam a prisão preventiva do recorrente, tendo em vista a garantia da ordem pública e o objetivo de se evitar a reiteração criminosa. Precedentes. 2. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal de que “a gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado [ ] enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC nº 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1º/7/11). 3. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 120977 / PA ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Patrick Foro Franco, por intermédio da Defensoria Pública da União, buscando a sua liberdade provisória. O recurso foi interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Alega o recorrente, em linhas gerais, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei nº 12.403/11). Requer, liminarmente, o provimento do recurso para que lhe seja assegurado o benefício da liberdade provisória ou que se determine a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Indeferi o pedido de liminar e, por estar o recurso devidamente instruído, dispensei o pedido de informações. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201593. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Patrick Foro Franco, por intermédio da Defensoria Pública da União, buscando a sua liberdade provisória. O recurso foi interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Alega o recorrente, em linhas gerais, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei nº 12.403/11). Requer, liminarmente, o provimento do recurso para que lhe seja assegurado o benefício da liberdade provisória ou que se determine a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Indeferi o pedido de liminar e, por estar o recurso devidamente instruído, dispensei o pedido de informações. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se este recurso contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Colhe-se da inicial que, “(...) [em] 18 de setembro de 2009, foi indeferido pedido de liberdade provisória deduzido pelo recorrente. Em outro momento, deferiu-se o pleito, expedindo-se alvará de soltura. A acusação interpôs recurso em sentido estrito. O TJPA deu provimento ao recurso ministerial. A defesa impetrou o HC em epígrafe no STJ. Pleiteou a soltura do recorrente. A Quinta Turma do STJ denegou a ordem” (fl. 218 da instrução). Transcrevo o teor do proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PROCESSUAL. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE EVIDENCIADA. INTENSA PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NECESSIDADE DE SE INTERROMPER AS ATIVIDADES ILÍCITAS. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. É válida prisão preventiva fundamentada na existência de indicativos de reiterada traficância ilícita de entorpecentes. É de se considerar, sobretudo, o fato de, no caso, tratar-se de grande organização criminosa, destinada à promoção do crime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se este recurso contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Colhe-se da inicial que, “(...) [em] 18 de setembro de 2009, foi indeferido pedido de liberdade provisória deduzido pelo recorrente. Em outro momento, deferiu-se o pleito, expedindo-se alvará de soltura. A acusação interpôs recurso em sentido estrito. O TJPA deu provimento ao recurso ministerial. A defesa impetrou o HC em epígrafe no STJ. Pleiteou a soltura do recorrente. A Quinta Turma do STJ denegou a ordem” (fl. 218 da instrução). Transcrevo o teor do proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PROCESSUAL. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE EVIDENCIADA. INTENSA PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NECESSIDADE DE SE INTERROMPER AS ATIVIDADES ILÍCITAS. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. É válida prisão preventiva fundamentada na existência de indicativos de reiterada traficância ilícita de entorpecentes. É de se considerar, sobretudo, o fato de, no caso, tratar-se de grande organização criminosa, destinada à promoção do crime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA de tráfico de drogas, em Tabatinga/AM, Manaus/AM, Santarém/PA e Santa Izabel/PA. 2. A manutenção da custódia preventiva do Paciente encontra-se suficientemente fundamentada, em face das circunstâncias do caso pois, pelas características delineadas, configura-se in concreto a periculosidade do agente. Necessidade de sua segregação considerado, sobretudo, o modus operandi da conduta, que demonstra, com clareza, sua perniciosidade ao meio social. 3. ‘A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva’ (STF, HC 95.024/SP, 1.ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 4. O princípio constitucional da presunção de não- culpabilidade é um dos mais importantes na Carta Magna, porque protege o cidadão de bem contra o abuso e a arbitrariedade da repressão Estatal. No entanto, não se pode erguer barreira intransponível quanto à adoção de medidas cautelares necessárias ao resgate da higidez das instituições públicas e da ordem social. 5. Feito juízo de valor estabelecido entre interesses postos em conflito, sobreleva muito acima a necessidade de pronta resposta estatal para o resguardo da ordem pública, frontalmente ameaçada com prática de crimes graves, o que demonstra forma de agir atentatória às instituições que dão suporte à existência de um Estado Democrático de Direito. 6. Ordem de habeas corpus denegada” (fl. 198 da instrução grifos da autora). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste feito. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA de tráfico de drogas, em Tabatinga/AM, Manaus/AM, Santarém/PA e Santa Izabel/PA. 2. A manutenção da custódia preventiva do Paciente encontra-se suficientemente fundamentada, em face das circunstâncias do caso pois, pelas características delineadas, configura-se in concreto a periculosidade do agente. Necessidade de sua segregação considerado, sobretudo, o modus operandi da conduta, que demonstra, com clareza, sua perniciosidade ao meio social. 3. ‘A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva’ (STF, HC 95.024/SP, 1.ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 4. O princípio constitucional da presunção de não- culpabilidade é um dos mais importantes na Carta Magna, porque protege o cidadão de bem contra o abuso e a arbitrariedade da repressão Estatal. No entanto, não se pode erguer barreira intransponível quanto à adoção de medidas cautelares necessárias ao resgate da higidez das instituições públicas e da ordem social. 5. Feito juízo de valor estabelecido entre interesses postos em conflito, sobreleva muito acima a necessidade de pronta resposta estatal para o resguardo da ordem pública, frontalmente ameaçada com prática de crimes graves, o que demonstra forma de agir atentatória às instituições que dão suporte à existência de um Estado Democrático de Direito. 6. Ordem de habeas corpus denegada” (fl. 198 da instrução grifos da autora). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste feito. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA formado. Ademais, em uma análise do ato prisional em questão, tenho que ele apresenta fundamentos aptos a justificar a privação processual da liberdade do recorrente, porque revestido da necessária cautelaridade. O Tribunal de Justiça do Pará, em sede de recurso em sentido estrito, interposto pelo Ministério Público, decretou a prisão preventiva do recorrente, em face da existência de veementes indícios de que ele integrava grande “organização criminosa estabelecida nas cidades de Tabatinga, Estado do Amazonas, e Belém, neste Estado, contando com conexões nas cidades Manaus-AM, Santarém-PA e Santa Izabel do Pará”, e de que atuava como distribuidor de drogas para um megatraficante (e- STJ fls. 91/104, primeiro anexo). De acordo com essa decisão, o recorrente, que ostenta antecedente criminal por tráfico de drogas, foi detido em Belém do Pará quando aguardava a chegada de uma embarcação procedente de Manaus que transportaria seis tambores com 200 (duzentos) litros de pasta de cocaína, os quais lhe seriam entregues para operar sua distribuição. Por fim, o decreto de prisão registrou que a denominada operação “Mosaico”, que resultou na detenção do recorrente, derivou de outras duas grandes operações policiais, “que tiveram como saldo a prisão de aproximadamente 40 (quarenta) pessoas e a apreensão de 800 (oitocentos) quilos de cocaína” (e-STJ fls. 97/98, primeiro anexo). Nesse contexto, pode-se afirmar que i) as vultosas quantidades de droga apreendidas, ii) sua natureza (pasta de cocaína), iii) o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa voltada ao tráfico, a qual se espraiaria por cidades de diferentes Estados, com possíveis ramificações no exterior – de acordo com a denúncia, o carregamento da droga foi encomendado a um agente que “transita na fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru”, sendo a cocaína, em estado puro, procedente do Peru (e-STJ fls. 145/146, terceiro anexo) -, e iv) o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes constituem, inequivocamente, base empírica idônea para a segregação cautelar do paciente, tendo em vista a garantia da ordem pública e, notadamente, o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA formado. Ademais, em uma análise do ato prisional em questão, tenho que ele apresenta fundamentos aptos a justificar a privação processual da liberdade do recorrente, porque revestido da necessária cautelaridade. O Tribunal de Justiça do Pará, em sede de recurso em sentido estrito, interposto pelo Ministério Público, decretou a prisão preventiva do recorrente, em face da existência de veementes indícios de que ele integrava grande “organização criminosa estabelecida nas cidades de Tabatinga, Estado do Amazonas, e Belém, neste Estado, contando com conexões nas cidades Manaus-AM, Santarém-PA e Santa Izabel do Pará”, e de que atuava como distribuidor de drogas para um megatraficante (e- STJ fls. 91/104, primeiro anexo). De acordo com essa decisão, o recorrente, que ostenta antecedente criminal por tráfico de drogas, foi detido em Belém do Pará quando aguardava a chegada de uma embarcação procedente de Manaus que transportaria seis tambores com 200 (duzentos) litros de pasta de cocaína, os quais lhe seriam entregues para operar sua distribuição. Por fim, o decreto de prisão registrou que a denominada operação “Mosaico”, que resultou na detenção do recorrente, derivou de outras duas grandes operações policiais, “que tiveram como saldo a prisão de aproximadamente 40 (quarenta) pessoas e a apreensão de 800 (oitocentos) quilos de cocaína” (e-STJ fls. 97/98, primeiro anexo). Nesse contexto, pode-se afirmar que i) as vultosas quantidades de droga apreendidas, ii) sua natureza (pasta de cocaína), iii) o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa voltada ao tráfico, a qual se espraiaria por cidades de diferentes Estados, com possíveis ramificações no exterior – de acordo com a denúncia, o carregamento da droga foi encomendado a um agente que “transita na fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru”, sendo a cocaína, em estado puro, procedente do Peru (e-STJ fls. 145/146, terceiro anexo) -, e iv) o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes constituem, inequivocamente, base empírica idônea para a segregação cautelar do paciente, tendo em vista a garantia da ordem pública e, notadamente, o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA objetivo de se evitar a reiteração delitiva. Confiram-se julgados de ambas as turmas a esse respeito: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO preventiva: NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DA DROGA, PARTICIPAÇÃO DOS PACIENTES EM ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTE E DA POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da quantidade de drogas apreendida (setenta e oito quilos de cocaína), a participação dos Pacientes em organização criminosa e do risco concreto de reiteração delitiva. Precedentes. 3. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado” (HC nº 110.121/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/8/12, grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . RECORRENTES CONDENADOS POR TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DIREITO DE OS RÉUS RECORREREM EM LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ELEMENTOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA objetivo de se evitar a reiteração delitiva. Confiram-se julgados de ambas as turmas a esse respeito: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO preventiva: NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DA DROGA, PARTICIPAÇÃO DOS PACIENTES EM ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTE E DA POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da quantidade de drogas apreendida (setenta e oito quilos de cocaína), a participação dos Pacientes em organização criminosa e do risco concreto de reiteração delitiva. Precedentes. 3. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado” (HC nº 110.121/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/8/12, grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . RECORRENTES CONDENADOS POR TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DIREITO DE OS RÉUS RECORREREM EM LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ELEMENTOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA CONCRETOS. grande QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. RECURSO IMPROVIDO. I Na sentença condenatória, o juízo processante negou o direito de os réus recorrerem em liberdade, por entender necessária a custódia cautelar para preservação da ordem pública, consignando a alta probabilidade de que, soltos, os recorrentes voltem ao comércio de drogas, tendo em vista a grande quantidade de entorpecente envolvida na associação, além do fato de o réu Valdeci já ser reincidente específico. II Esse contexto evidencia a existência de uma organização voltada à prática reiterada do delito de tráfico de drogas, o que justifica a prisão cautelar dos recorrentes. III Recurso ordinário improvido” (RHC nº 111.040/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/5/12 grifei). Dessa feita, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal. Vide: “A gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado, enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC nº 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1º/7/11). “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/02/2009). Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA CONCRETOS. grande QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. RECURSO IMPROVIDO. I Na sentença condenatória, o juízo processante negou o direito de os réus recorrerem em liberdade, por entender necessária a custódia cautelar para preservação da ordem pública, consignando a alta probabilidade de que, soltos, os recorrentes voltem ao comércio de drogas, tendo em vista a grande quantidade de entorpecente envolvida na associação, além do fato de o réu Valdeci já ser reincidente específico. II Esse contexto evidencia a existência de uma organização voltada à prática reiterada do delito de tráfico de drogas, o que justifica a prisão cautelar dos recorrentes. III Recurso ordinário improvido” (RHC nº 111.040/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/5/12 grifei). Dessa feita, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal. Vide: “A gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado, enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC nº 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1º/7/11). “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/02/2009). Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070965 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070965 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6244312
2014-05-27T00:00:00
2014-06-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Associação para o tráfico de drogas. Prisão preventiva. Risco concreto de reiteração criminosa. Base empírica idônea para a prisão cautelar, cuja finalidade é garantir a ordem pública. Recurso não provido. 1. As vultosas quantidades de droga apreendidas, sua natureza (pasta de cocaína), o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa, que se espraiaria por cidades de diferentes estados, com possíveis ramificações no exterior, e o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes justificam a prisão preventiva do recorrente, tendo em vista a garantia da ordem pública e o objetivo de se evitar a reiteração criminosa. Precedentes. 2. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal de que “a gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado [ ] enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC nº 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1º/7/11). 3. Recurso não provido.
sjur268570
- Acórdão(s) citado(s): (GRAVIDADE DO CRIME, DECORRÊNCIA, FORMA, EXECUÇÃO, FUNDAMENTO, PRISÃO PREVENTIVA) HC 101132 (1ªT). (QUANTIDADE, ENTORPECENTE, PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA) HC 110121 (1ªT), RHC 111040 (2ªT). (PARTICIPAÇÃO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA) HC 95024 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 27/06/2014, IVA. Revisão: 15/07/2014, RAF.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
120977
null
RHC
acordaos
RHC 120977
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RECTE.(S) : PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Associação para o tráfico de drogas. Prisão preventiva. Risco concreto de reiteração criminosa. Base empírica idônea para a prisão cautelar, cuja finalidade é garantir a ordem pública. Recurso não provido. 1. As vultosas quantidades de droga apreendidas, sua natureza (pasta de cocaína), o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa, que se espraiaria por cidades de diferentes estados, com possíveis ramificações no exterior, e o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes justificam a prisão preventiva do recorrente, tendo em vista a garantia da ordem pública e o objetivo de se evitar a reiteração criminosa. Precedentes. 2. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal de que “a gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado [ ] enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC n 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1.../7/11). 3. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 120977 / PA ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201596. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Patrick Foro Franco, por intermédio da Defensoria Pública da União, buscando a sua liberdade provisória. O recurso foi interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Alega o recorrente, em linhas gerais, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei n 12.403/11). Requer, liminarmente, o provimento do recurso para que lhe seja assegurado o benefício da liberdade provisória ou que se determine a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Indeferi o pedido de liminar e, por estar o recurso devidamente instruído, dispensei o pedido de informações. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201593. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto por Patrick Foro Franco, por intermédio da Defensoria Pública da União, buscando a sua liberdade provisória. O recurso foi interposto contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Alega o recorrente, em linhas gerais, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei n 12.403/11). Requer, liminarmente, o provimento do recurso para que lhe seja assegurado o benefício da liberdade provisória ou que se determine a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Indeferi o pedido de liminar e, por estar o recurso devidamente instruído, dispensei o pedido de informações. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se este recurso contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Colhe-se da inicial que, “(...) [em] 18 de setembro de 2009, foi indeferido pedido de liberdade provisória deduzido pelo recorrente. Em outro momento, deferiu-se o pleito, expedindo-se alvará de soltura. A acusação interpôs recurso em sentido estrito. O TJPA deu provimento ao recurso ministerial. A defesa impetrou o HC em epígrafe no Superior Tribunal de Justiça. Pleiteou a soltura do recorrente. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem” (fl. 218 da instrução). Transcrevo o teor do proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PROCESSUAL. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE EVIDENCIADA. INTENSA PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NECESSIDADE DE SE INTERROMPER AS ATIVIDADES ILÍCITAS. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. É válida prisão preventiva fundamentada na existência de indicativos de reiterada traficância ilícita de entorpecentes. É de se considerar, sobretudo, o fato de, no caso, tratar-se de grande organização criminosa, destinada à promoção do crime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se este recurso contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 208.172/PA, Relatora a Ministra Laurita Vaz. Colhe-se da inicial que, “(...) [em] 18 de setembro de 2009, foi indeferido pedido de liberdade provisória deduzido pelo recorrente. Em outro momento, deferiu-se o pleito, expedindo-se alvará de soltura. A acusação interpôs recurso em sentido estrito. O TJPA deu provimento ao recurso ministerial. A defesa impetrou o HC em epígrafe no Superior Tribunal de Justiça. Pleiteou a soltura do recorrente. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem” (fl. 218 da instrução). Transcrevo o teor do proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “HABEAS CORPUS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PROCESSUAL. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE EVIDENCIADA. INTENSA PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NECESSIDADE DE SE INTERROMPER AS ATIVIDADES ILÍCITAS. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. 1. É válida prisão preventiva fundamentada na existência de indicativos de reiterada traficância ilícita de entorpecentes. É de se considerar, sobretudo, o fato de, no caso, tratar-se de grande organização criminosa, destinada à promoção do crime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA de tráfico de drogas, em Tabatinga/AM, Manaus/AM, Santarém/PA e Santa Izabel/PA. 2. A manutenção da custódia preventiva do Paciente encontra-se suficientemente fundamentada, em face das circunstâncias do caso pois, pelas características delineadas, configura-se in concreto a periculosidade do agente. Necessidade de sua segregação considerado, sobretudo, o modus operandi da conduta, que demonstra, com clareza, sua perniciosidade ao meio social. 3. ‘A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC 95.024/SP, 1. Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 4. O princípio constitucional da presunção de não- culpabilidade é um dos mais importantes na Carta Magna, porque protege o cidadão de bem contra o abuso e a arbitrariedade da repressão Estatal. No entanto, não se pode erguer barreira intransponível quanto à adoção de medidas cautelares necessárias ao resgate da higidez das instituições públicas e da ordem social. 5. Feito juízo de valor estabelecido entre interesses postos em conflito, sobreleva muito acima a necessidade de pronta resposta estatal para o resguardo da ordem pública, frontalmente ameaçada com prática de crimes graves, o que demonstra forma de agir atentatória às instituições que dão suporte à existência de um Estado Democrático de Direito. 6. Ordem de habeas corpus denegada” (fl. 198 da instrução grifos da autora). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste feito. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA de tráfico de drogas, em Tabatinga/AM, Manaus/AM, Santarém/PA e Santa Izabel/PA. 2. A manutenção da custódia preventiva do Paciente encontra-se suficientemente fundamentada, em face das circunstâncias do caso pois, pelas características delineadas, configura-se in concreto a periculosidade do agente. Necessidade de sua segregação considerado, sobretudo, o modus operandi da conduta, que demonstra, com clareza, sua perniciosidade ao meio social. 3. ‘A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC 95.024/SP, 1. Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 4. O princípio constitucional da presunção de não- culpabilidade é um dos mais importantes na Carta Magna, porque protege o cidadão de bem contra o abuso e a arbitrariedade da repressão Estatal. No entanto, não se pode erguer barreira intransponível quanto à adoção de medidas cautelares necessárias ao resgate da higidez das instituições públicas e da ordem social. 5. Feito juízo de valor estabelecido entre interesses postos em conflito, sobreleva muito acima a necessidade de pronta resposta estatal para o resguardo da ordem pública, frontalmente ameaçada com prática de crimes graves, o que demonstra forma de agir atentatória às instituições que dão suporte à existência de um Estado Democrático de Direito. 6. Ordem de habeas corpus denegada” (fl. 198 da instrução grifos da autora). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste feito. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA formado. Ademais, em uma análise do ato prisional em questão, tenho que ele apresenta fundamentos aptos a justificar a privação processual da liberdade do recorrente, porque revestido da necessária cautelaridade. O Tribunal de Justiça do Pará, em sede de recurso em sentido estrito, interposto pelo Ministério Público, decretou a prisão preventiva do recorrente, em face da existência de veementes indícios de que ele integrava grande “organização criminosa estabelecida nas cidades de Tabatinga, Estado do Amazonas, e Belém, neste Estado, contando com conexões nas cidades Manaus-AM, Santarém-PA e Santa Izabel do Pará”, e de que atuava como distribuidor de drogas para um megatraficante (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 91/104, primeiro anexo). De acordo com essa decisão, o recorrente, que ostenta antecedente criminal por tráfico de drogas, foi detido em Belém do Pará quando aguardava a chegada de uma embarcação procedente de Manaus que transportaria seis tambores com 200 (duzentos) litros de pasta de cocaína, os quais lhe seriam entregues para operar sua distribuição. Por fim, o decreto de prisão registrou que a denominada operação “Mosaico”, que resultou na detenção do recorrente, derivou de outras duas grandes operações policiais, “que tiveram como saldo a prisão de aproximadamente 40 (quarenta) pessoas e a apreensão de 800 (oitocentos) quilos de cocaína” (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 97/98, primeiro anexo). Nesse contexto, pode-se afirmar que i) as vultosas quantidades de droga apreendidas, ii) sua natureza (pasta de cocaína), iii) o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa voltada ao tráfico, a qual se espraiaria por cidades de diferentes Estados, com possíveis ramificações no exterior – de acordo com a denúncia, o carregamento da droga foi encomendado a um agente que “transita na fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru”, sendo a cocaína, em estado puro, procedente do Peru (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 145/146, terceiro anexo) -, e iv) o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes constituem, inequivocamente, base empírica idônea para a segregação cautelar do paciente, tendo em vista a garantia da ordem pública e, notadamente, o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA formado. Ademais, em uma análise do ato prisional em questão, tenho que ele apresenta fundamentos aptos a justificar a privação processual da liberdade do recorrente, porque revestido da necessária cautelaridade. O Tribunal de Justiça do Pará, em sede de recurso em sentido estrito, interposto pelo Ministério Público, decretou a prisão preventiva do recorrente, em face da existência de veementes indícios de que ele integrava grande “organização criminosa estabelecida nas cidades de Tabatinga, Estado do Amazonas, e Belém, neste Estado, contando com conexões nas cidades Manaus-AM, Santarém-PA e Santa Izabel do Pará”, e de que atuava como distribuidor de drogas para um megatraficante (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 91/104, primeiro anexo). De acordo com essa decisão, o recorrente, que ostenta antecedente criminal por tráfico de drogas, foi detido em Belém do Pará quando aguardava a chegada de uma embarcação procedente de Manaus que transportaria seis tambores com 200 (duzentos) litros de pasta de cocaína, os quais lhe seriam entregues para operar sua distribuição. Por fim, o decreto de prisão registrou que a denominada operação “Mosaico”, que resultou na detenção do recorrente, derivou de outras duas grandes operações policiais, “que tiveram como saldo a prisão de aproximadamente 40 (quarenta) pessoas e a apreensão de 800 (oitocentos) quilos de cocaína” (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 97/98, primeiro anexo). Nesse contexto, pode-se afirmar que i) as vultosas quantidades de droga apreendidas, ii) sua natureza (pasta de cocaína), iii) o elevado número de pessoas envolvidas na organização criminosa voltada ao tráfico, a qual se espraiaria por cidades de diferentes Estados, com possíveis ramificações no exterior – de acordo com a denúncia, o carregamento da droga foi encomendado a um agente que “transita na fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru”, sendo a cocaína, em estado puro, procedente do Peru (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 145/146, terceiro anexo) -, e iv) o grau de sofisticação da divisão de tarefas entre os agentes constituem, inequivocamente, base empírica idônea para a segregação cautelar do paciente, tendo em vista a garantia da ordem pública e, notadamente, o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA objetivo de se evitar a reiteração delitiva. Confiram-se julgados de ambas as turmas a esse respeito: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO preventiva: NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DA DROGA, PARTICIPAÇÃO DOS PACIENTES EM ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTE E DA POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da quantidade de drogas apreendida (setenta e oito quilos de cocaína), a participação dos Pacientes em organização criminosa e do risco concreto de reiteração delitiva. Precedentes. 3. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado” (HC n 110.121/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../8/12, grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . RECORRENTES CONDENADOS POR TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DIREITO DE OS RÉUS RECORREREM EM LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ELEMENTOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA objetivo de se evitar a reiteração delitiva. Confiram-se julgados de ambas as turmas a esse respeito: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. ALEGAÇÕES DE EXISTÊNCIA DE CONDIÇÕES SUBJETIVAS A RECOMENDAR A SOLTURA DA PACIENTE E DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTO IDÔNEO PARA A PRISÃO preventiva: NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM RAZÃO DA QUANTIDADE DA DROGA, PARTICIPAÇÃO DOS PACIENTES EM ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTE E DA POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A decretação da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública está devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da quantidade de drogas apreendida (setenta e oito quilos de cocaína), a participação dos Pacientes em organização criminosa e do risco concreto de reiteração delitiva. Precedentes. 3. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que as condições subjetivas favoráveis do Paciente, tais como emprego lícito, residência fixa e família constituída, não obstam a segregação cautelar. Precedentes. 4. Habeas corpus denegado” (HC n 110.121/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../8/12, grifei); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS . RECORRENTES CONDENADOS POR TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DIREITO DE OS RÉUS RECORREREM EM LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ELEMENTOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 120977 / PA CONCRETOS. grande QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. RECURSO IMPROVIDO. I Na sentença condenatória, o juízo processante negou o direito de os réus recorrerem em liberdade, por entender necessária a custódia cautelar para preservação da ordem pública, consignando a alta probabilidade de que, soltos, os recorrentes voltem ao comércio de drogas, tendo em vista a grande quantidade de entorpecente envolvida na associação, além do fato de o réu Valdeci já ser reincidente específico. II Esse contexto evidencia a existência de uma organização voltada à prática reiterada do delito de tráfico de drogas, o que justifica a prisão cautelar dos recorrentes. III Recurso ordinário improvido” (RHC n 111.040/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/5/12 grifei). Dessa feita, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal. Vide: “A gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado, enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC n 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1.../7/11). “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/02/2009). Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Supremo Tribunal Federal RHC 120977 / PA CONCRETOS. grande QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. RECURSO IMPROVIDO. I Na sentença condenatória, o juízo processante negou o direito de os réus recorrerem em liberdade, por entender necessária a custódia cautelar para preservação da ordem pública, consignando a alta probabilidade de que, soltos, os recorrentes voltem ao comércio de drogas, tendo em vista a grande quantidade de entorpecente envolvida na associação, além do fato de o réu Valdeci já ser reincidente específico. II Esse contexto evidencia a existência de uma organização voltada à prática reiterada do delito de tráfico de drogas, o que justifica a prisão cautelar dos recorrentes. III Recurso ordinário improvido” (RHC n 111.040/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/5/12 grifei). Dessa feita, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça não dissente do magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal. Vide: “A gravidade in concreto do delito ante o modus operandi empregado, enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente” (HC n 101.132/MA, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 1.../7/11). “A necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva” (HC 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/02/2009). Ante o exposto, voto pelo não provimento do recurso. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070965 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120.977 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : PATRICK FORO FRANCO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6070965 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 120 . 977 PARÁ", "HC n 101 . 132 / MA", "RHC 120977 / PA", "RHC 120977 /", "HC n 208 . 172 / PA", "HABEAS CORPUS 120 . 977", "HC n 208 . 172 / PA", "HABEAS CORPUS 120 . 977", "HC n 208 . 172 / PA", "HABEAS CORPUS 120 . 977", "HC n 208 . 172 / PA", "RHC 120977 / PA", "HC 95 . 024 / SP", "RHC 120977 / PA", "HC 95 . 024 / SP", "RHC 120977 / PA", "RHC 120977 / PA", "HC n 110 . 121 / MS", "RHC 120977 / PA", "HC n 110 . 121 / MS", "RHC n 111 . 040 / DF", "HC n 101 . 132 / MA", "HC 95 . 024 / SP", "RHC 120977 / PA", "RHC n 111 . 040 / DF", "HC n 101 . 132 / MA", "HC 95 . 024 / SP", "HABEAS CORPUS 120 . 977" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Lei n 12 . 403 / 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Lei n 12 . 403 / 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "Tabatinga", "/", "AM", "Manaus", "/", "AM", "Santarém", "/", "PA", "Santa Izabel / PA", "Tabatinga", "/", "AM", "Manaus", "/", "AM", "Santarém", "/", "PA", "Santa Izabel /", "PA", "Tabatinga", "Estado do Amazonas", "Belém", "Manaus", "-", "AM", "Santarém", "-", "PA", "Santa Izabel do Pará", "Belém do Pará", "Manaus", "Brasil", "Colômbia", "Peru", "Peru", "Tabatinga", "Estado do Amazonas", "Belém", "Manaus", "-", "AM", "Santarém", "-", "PA", "Santa Izabel do Pará", "Belém do Pará", "Manaus", "Brasil", "Colômbia", "Peru", "Peru", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA 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"Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "PATRICK FORO FRANCO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PATRICK FORO FRANCO", "DIAS TOFFOLI", "Patrick Foro Franco", "Laurita Vaz", "Edson Oliveira de Almeida", "PATRICK FORO FRANCO", "DIAS TOFFOLI", "Patrick Foro Franco", "Laurita Vaz", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Laurita Vaz", "DIAS TOFFOLI", "Laurita Vaz", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Valdeci", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Valdeci", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "PATRICK FORO FRANCO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "PATRICK FORO FRANCO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "05", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de maio de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2014", "18 de 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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.02.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RE 689910 AGR / CE postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, manejam agravo regimental Sebastião Leme de Vasconcelos e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se discute violação da Lei Estadual 11.171/1986, “(...) mas sim infringência de direito subjetivo constitucional assegurado aos recorrentes e que foram descumpridos pelo Estado do Ceará (...)” (doc. 07, fl. 03). Alegam que possuem direito à incorporação das vantagens aos seus respectivos vencimentos, uma vez que “(...) são todas espécies do gênero Gratificação Incorporadas ao Vencimento, incorporação essa autorizada por lei em decorrência da percepção ao longo do tempo (…). Assim, não se pode mais falar em supressão daquela vantagem vencimental (…) atendida pelas exigências da lei vigente (...)” (doc. 07, fls. 04-5). Insistem na alegação de afronta direta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Constituição Federal. Requerem o provimento do recurso. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 1º.02.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752931. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, manejam agravo regimental Sebastião Leme de Vasconcelos e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se discute violação da Lei Estadual 11.171/1986, “(...) mas sim infringência de direito subjetivo constitucional assegurado aos recorrentes e que foram descumpridos pelo Estado do Ceará (...)” (doc. 07, fl. 03). Alegam que possuem direito à incorporação das vantagens aos seus respectivos vencimentos, uma vez que “(...) são todas espécies do gênero Gratificação Incorporadas ao Vencimento, incorporação essa autorizada por lei em decorrência da percepção ao longo do tempo (…). Assim, não se pode mais falar em supressão daquela vantagem vencimental (…) atendida pelas exigências da lei vigente (...)” (doc. 07, fls. 04-5). Insistem na alegação de afronta direta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Constituição Federal. Requerem o provimento do recurso. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 1º.02.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Sebastião Leme de Vasconcelos e outro (a/s). Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XIV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Sebastião Leme de Vasconcelos e outro (a/s). Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XIV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional indicada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e RE 227.755-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.10.2012, cuja ementa transcrevo: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Aposentadoria. Lei estadual nº 11.171/86. Gratificação. Incorporação. Estabilidade financeira. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Redução de vencimentos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional indicada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e RE 227.755-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 23.10.2012, cuja ementa transcrevo: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Aposentadoria. Lei estadual nº 11.171/86. Gratificação. Incorporação. Estabilidade financeira. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Redução de vencimentos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE Impossibilidade. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Aplica-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para a sua concessão. 2. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que não viola a Constituição o cálculo de vantagens nos termos da Lei estadual nº 11.171/86 em face de fato que tenha se consolidado antes da alteração, pela Emenda Constitucional nº 19/98, do art. 37, inciso XIV, da Constituição Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 4. Rever o entendimento assentado no Tribunal de origem quanto à ocorrência de redução nos proventos do servidor demandaria a análise das Leis estaduais nºs 11.17186 e 12.386/94, e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido. ‘. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE Impossibilidade. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Aplica-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para a sua concessão. 2. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que não viola a Constituição o cálculo de vantagens nos termos da Lei estadual nº 11.171/86 em face de fato que tenha se consolidado antes da alteração, pela Emenda Constitucional nº 19/98, do art. 37, inciso XIV, da Constituição Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 4. Rever o entendimento assentado no Tribunal de origem quanto à ocorrência de redução nos proventos do servidor demandaria a análise das Leis estaduais nºs 11.17186 e 12.386/94, e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido. ‘. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.6.2010. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 825.294-ED/SP, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 26.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. APLICAÇÃO DE PENALIDADE. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. BENEFICIÁRIO DA CONDENAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio constitucional da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Outrossim, o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. II - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a ação de execução de penalidade imposta por Tribunal de Contas somente pode ser ajuizada pelo ente público beneficiário da condenação. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 791.577- AgR/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.6.2010. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 825.294-ED/SP, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 26.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. APLICAÇÃO DE PENALIDADE. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. BENEFICIÁRIO DA CONDENAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio constitucional da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Outrossim, o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. II - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a ação de execução de penalidade imposta por Tribunal de Contas somente pode ser ajuizada pelo ente público beneficiário da condenação. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 791.577- AgR/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE De outra parte, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Nesse sentido é a jurisprudência de ambas as Turmas: AI 372.358-AgR/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002, RE 563.816-AgR/MT, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 26.11.2010, AI 804.854-AgR/DF, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 25.11.2010 e AI 323.323-AgR/BA, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011. Cito, ainda, os seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE De outra parte, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Nesse sentido é a jurisprudência de ambas as Turmas: AI 372.358-AgR/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002, RE 563.816-AgR/MT, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 26.11.2010, AI 804.854-AgR/DF, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 25.11.2010 e AI 323.323-AgR/BA, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011. Cito, ainda, os seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROVENTOS. REDUÇÃO. PERCEPÇÃO DE GRATIFICAÇÕES EM EFEITO CASCATA. VEDAÇÃO. SUJEIÇÃO DA REMUNERAÇÃO À NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. RECURSO DESPROVIDO. 1. Consoante o art. 37, XIV, da CF, é vedada a superposição de vantagens pecuniárias de servidores públicos, de sorte que uma dada gratificação não pode ter como base de cálculo o vencimento básico acrescido de outras vantagens remuneratórias, ainda que incorporadas, o que evita, assim, o bis in idem. 2. Não há eiva de ilegalidade no ato administrativo que afasta o conhecido "efeito cascata" ou "repicão", harmonizando os proventos ou o sistema remuneratório do servidor público aos preceitos constitucionais, ex vi do art. 17 do ADCT. É que não há direito adquirido a regime jurídico nem a regime de remuneração. 3. Este Tribunal Superior já firmou o entendimento de que a gratificação por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do cargo efetivo do servidor público, não englobando outras vantagens, inclusive as decorrentes de exercício de cargo em comissão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (doc. 03, fl. 92). Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROVENTOS. REDUÇÃO. PERCEPÇÃO DE GRATIFICAÇÕES EM EFEITO CASCATA. VEDAÇÃO. SUJEIÇÃO DA REMUNERAÇÃO À NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. RECURSO DESPROVIDO. 1. Consoante o art. 37, XIV, da CF, é vedada a superposição de vantagens pecuniárias de servidores públicos, de sorte que uma dada gratificação não pode ter como base de cálculo o vencimento básico acrescido de outras vantagens remuneratórias, ainda que incorporadas, o que evita, assim, o bis in idem. 2. Não há eiva de ilegalidade no ato administrativo que afasta o conhecido "efeito cascata" ou "repicão", harmonizando os proventos ou o sistema remuneratório do servidor público aos preceitos constitucionais, ex vi do art. 17 do ADCT. É que não há direito adquirido a regime jurídico nem a regime de remuneração. 3. Este Tribunal Superior já firmou o entendimento de que a gratificação por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do cargo efetivo do servidor público, não englobando outras vantagens, inclusive as decorrentes de exercício de cargo em comissão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (doc. 03, fl. 92). Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 689910 AGR / CE gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal RE 689910 AGR / CE gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780331 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780331 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819271
2014-09-09T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.02.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur278202
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 825294 ED (1ªT), ARE 791577 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA) AI 372358 AgR (2ªT), AI 323323 AgR (1ªT), RE 563816 AgR (2ªT), AI 804854 AgR (1ªT), AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 09/10/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
689910
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 689910 AgR
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AGTE.(S) : SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....02.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de setembro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, manejam agravo regimental Sebastião Leme de Vasconcelos e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se discute violação da Lei Estadual 11.171/1986, “(...) mas sim infringência de direito subjetivo constitucional assegurado aos recorrentes e que foram descumpridos pelo Estado do Ceará (...)” (doc. 07, fl. 03). Alegam que possuem direito à incorporação das vantagens aos seus respectivos vencimentos, uma vez que “(...) são todas espécies do gênero Gratificação Incorporadas ao Vencimento, incorporação essa autorizada por lei em decorrência da percepção ao longo do tempo (…). Assim, não se pode mais falar em supressão daquela vantagem vencimental (…) atendida pelas exigências da lei vigente (...)” (doc. 07, fls. 04-5). Insistem na alegação de afronta direta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Constituição Federal. Requerem o provimento do recurso. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 1....02.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752931. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, manejam agravo regimental Sebastião Leme de Vasconcelos e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que não se discute violação da Lei Estadual 11.171/1986, “(...) mas sim infringência de direito subjetivo constitucional assegurado aos recorrentes e que foram descumpridos pelo Estado do Ceará (...)” (doc. 07, fl. 03). Alegam que possuem direito à incorporação das vantagens aos seus respectivos vencimentos, uma vez que “(...) são todas espécies do gênero Gratificação Incorporadas ao Vencimento, incorporação essa autorizada por lei em decorrência da percepção ao longo do tempo (…). Assim, não se pode mais falar em supressão daquela vantagem vencimental (…) atendida pelas exigências da lei vigente (...)” (doc. 07, fls. 04-5). Insistem na alegação de afronta direta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Constituição Federal. Requerem o provimento do recurso. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça publicado em 1....02.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Sebastião Leme de Vasconcelos e outro (a/s). Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XIV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 CEARÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, manejam recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Sebastião Leme de Vasconcelos e outro (a/s). Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, XIV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09) ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08) ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional indicada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e Recurso Extraordinário 227.755-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.10.2012, cuja ementa transcrevo: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Aposentadoria. Lei estadual n 11.171/86. Gratificação. Incorporação. Estabilidade financeira. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Redução de vencimentos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional indicada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e Recurso Extraordinário 227.755-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 23.10.2012, cuja ementa transcrevo: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Aposentadoria. Lei estadual n 11.171/86. Gratificação. Incorporação. Estabilidade financeira. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Redução de vencimentos. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE Impossibilidade. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Aplica-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para a sua concessão. 2. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que não viola a Constituição o cálculo de vantagens nos termos da Lei estadual n 11.171/86 em face de fato que tenha se consolidado antes da alteração, pela Emenda Constitucional n 19/98, do art. 37, inciso XIV, da Constituição Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 4. Rever o entendimento assentado no Tribunal de origem quanto à ocorrência de redução nos proventos do servidor demandaria a análise das Leis estaduais ns 11.17186 e 12.386/94, e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido. ‘. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE Impossibilidade. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Precedentes. 1. Aplica-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para a sua concessão. 2. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que não viola a Constituição o cálculo de vantagens nos termos da Lei estadual n 11.171/86 em face de fato que tenha se consolidado antes da alteração, pela Emenda Constitucional n 19/98, do art. 37, inciso XIV, da Constituição Federal. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora constitucional o instituto da estabilidade financeira, não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 4. Rever o entendimento assentado no Tribunal de origem quanto à ocorrência de redução nos proventos do servidor demandaria a análise das Leis estaduais ns 11.17186 e 12.386/94, e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido. ‘. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.6.2010. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 825.294-ED/SP, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 26.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. APLICAÇÃO DE PENALIDADE. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. BENEFICIÁRIO DA CONDENAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio constitucional da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Outrossim, o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. II - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a ação de execução de penalidade imposta por Tribunal de Contas somente pode ser ajuizada pelo ente público beneficiário da condenação. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 791.577- AgR/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 21.8.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.6.2010. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (AI 825.294-ED/SP, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 26.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. APLICAÇÃO DE PENALIDADE. EXECUÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. BENEFICIÁRIO DA CONDENAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa ao princípio constitucional da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Outrossim, o julgamento contrário aos interesses da parte não basta à configuração da negativa de prestação jurisdicional. II - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a ação de execução de penalidade imposta por Tribunal de Contas somente pode ser ajuizada pelo ente público beneficiário da condenação. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 791.577- AgR/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 21.8.2014). 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE De outra parte, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Nesse sentido é a jurisprudência de ambas as Turmas: AI 372.358-AgR/SP, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002, Recurso Extraordinário 563.816-AgR/MT, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 26.11.2010, AI 804.854-AgR/DF, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 25.11.2010 e AI 323.323-AgR/BA, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011. Cito, ainda, os seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE De outra parte, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada - alicerçada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, no sentido de ser incabível recurso extraordinário, em regra, para tratar de matéria referente aos postulados da legalidade, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois a ofensa, acaso existente, seria meramente reflexa ou indireta. Nesse sentido é a jurisprudência de ambas as Turmas: AI 372.358-AgR/SP, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28.6.2002, Recurso Extraordinário 563.816-AgR/MT, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 26.11.2010, AI 804.854-AgR/DF, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 25.11.2010 e AI 323.323-AgR/BA, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 19.9.2011. Cito, ainda, os seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROVENTOS. REDUÇÃO. PERCEPÇÃO DE GRATIFICAÇÕES EM EFEITO CASCATA. VEDAÇÃO. SUJEIÇÃO DA REMUNERAÇÃO À NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. RECURSO DESPROVIDO. 1. Consoante o art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988, é vedada a superposição de vantagens pecuniárias de servidores públicos, de sorte que uma dada gratificação não pode ter como base de cálculo o vencimento básico acrescido de outras vantagens remuneratórias, ainda que incorporadas, o que evita, assim, o bis in idem. 2. Não há eiva de ilegalidade no ato administrativo que afasta o conhecido "efeito cascata" ou "repicão", harmonizando os proventos ou o sistema remuneratório do servidor público aos preceitos constitucionais, ex vi do art. 17 do ADCT. É que não há direito adquirido a regime jurídico nem a regime de remuneração. 3. Este Tribunal Superior já firmou o entendimento de que a gratificação por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do cargo efetivo do servidor público, não englobando outras vantagens, inclusive as decorrentes de exercício de cargo em comissão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (doc. 03, fl. 92). Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). Noutro giro, oportuna a transcrição do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROVENTOS. REDUÇÃO. PERCEPÇÃO DE GRATIFICAÇÕES EM EFEITO CASCATA. VEDAÇÃO. SUJEIÇÃO DA REMUNERAÇÃO À NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. RECURSO DESPROVIDO. 1. Consoante o art. 37, XIV, da Constituição Federal de 1988, é vedada a superposição de vantagens pecuniárias de servidores públicos, de sorte que uma dada gratificação não pode ter como base de cálculo o vencimento básico acrescido de outras vantagens remuneratórias, ainda que incorporadas, o que evita, assim, o bis in idem. 2. Não há eiva de ilegalidade no ato administrativo que afasta o conhecido "efeito cascata" ou "repicão", harmonizando os proventos ou o sistema remuneratório do servidor público aos preceitos constitucionais, ex vi do art. 17 do ADCT. É que não há direito adquirido a regime jurídico nem a regime de remuneração. 3. Este Tribunal Superior já firmou o entendimento de que a gratificação por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do cargo efetivo do servidor público, não englobando outras vantagens, inclusive as decorrentes de exercício de cargo em comissão. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (doc. 03, fl. 92). Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da natureza das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE gratificações demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6752932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780331 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689.910 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SEBASTIÃO LEME DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO BRASILEIRO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780331 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689 . 910", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689 . 910", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 426 . 981 - AgR", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "-", "AgR", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574", "-", "AgR", "/", "SP", "Recurso Extraordinário 227 . 755 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 227 . 755 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 825 . 294 - ED / SP", "ARE 791 . 577 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 689910 AGR", "AI 825 . 294 - ED / SP", "ARE 791 . 577 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 372 . 358 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 563 . 816 - AgR / MT", "AI 804 . 854 - AgR / DF", "AI 323 . 323 - AgR / BA", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 372 . 358 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 563 . 816 - AgR / MT", "AI 804 . 854 - AgR / DF", "AI 323 . 323 - AgR / BA", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 689910 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689 . 910", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 689 . 910" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 11 . 171 / 1986", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 37 , XV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 11 . 171 / 1986", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", ".", ". , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 37 , XIV , e 93 , IX , da Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 37 , XIV , e 93 , IX , da Lei Maior", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9", ".", "715", "/", "98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV . 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. AQUISIÇÃO DE BENS PARA O ATIVO FIXO. RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA LEI ESTADUAL Nº 3.188/1999. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. As controvérsias relativas à não cumulatividade sob a perspectiva do crédito financeiro não possuem repercussão constitucional. A concessão dos créditos em tal hipótese é uma liberalidade do legislador, de modo que as restrições previstas em legislação local devem ser consideradas eficazes até o advento de previsão específica na norma geral. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 05 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513975. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, com base nos seguintes termos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a e c, da Constituição Federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou ilegal o creditamento integral do valor do ICMS correspondente aos bens adquiridos para o ativo fixo, em face do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro, do art. 23 da Lei Complementar 87/96 e do art. 155, II, da Constituição federal. Sustenta-se a violação dos arts. 148, I e II, e 155, § 2º, I e XII, da Carta Magna, tendo em vista a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 3.188/99. Também alega que suas pretensões são amparadas por uma interpretação sistemática do art. 23 da Lei Complementar 87/96. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 155, § 2º, I e II da Constituição, firmou a relevância da destinação dada a bem ou serviço adquirido, no âmbito de operação subseqüente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, com base nos seguintes termos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a e c, da Constituição Federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou ilegal o creditamento integral do valor do ICMS correspondente aos bens adquiridos para o ativo fixo, em face do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro, do art. 23 da Lei Complementar 87/96 e do art. 155, II, da Constituição federal. Sustenta-se a violação dos arts. 148, I e II, e 155, § 2º, I e XII, da Carta Magna, tendo em vista a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 3.188/99. Também alega que suas pretensões são amparadas por uma interpretação sistemática do art. 23 da Lei Complementar 87/96. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 155, § 2º, I e II da Constituição, firmou a relevância da destinação dada a bem ou serviço adquirido, no âmbito de operação subseqüente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ de circulação de mercadoria ou da prestação de serviços, para fins de reconhecimento do direito ao crédito de ICMS como instrumento de vedação da cumulatividade. Assim, não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (“crédito físico”). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional nesse sentido. Registro, nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. PRETENDIDO CRÉDITO RELATIVO AO ICMS INCIDENTE SOBRE A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA EM ESTABELECIMENTO COMERCIAL. Descabimento.´Não implicará crédito para compensação com o montante do imposto devido nas operações ou prestações seguintes, a entrada de bens destinados a consumo ou à integração no ativo fixo do estabelecimento´ (art. 31, II, do Convênio ICMS 66/88). Se não há saída do bem, ainda que na qualidade de componente de produto industrializado, não há falar-se em cumulatividade tributária. Recurso não conhecido.’ (RE 200.168, rel. min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, DJ 22.11.1996); ‘EMENTAS: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. ICMS. Compensação créditos decorrentes da aquisição de energia elétrica, bens que integram o ativo fixo e de serviços de telecomunicações. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ de circulação de mercadoria ou da prestação de serviços, para fins de reconhecimento do direito ao crédito de ICMS como instrumento de vedação da cumulatividade. Assim, não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (“crédito físico”). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional nesse sentido. Registro, nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. PRETENDIDO CRÉDITO RELATIVO AO ICMS INCIDENTE SOBRE A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA EM ESTABELECIMENTO COMERCIAL. Descabimento.´Não implicará crédito para compensação com o montante do imposto devido nas operações ou prestações seguintes, a entrada de bens destinados a consumo ou à integração no ativo fixo do estabelecimento´ (art. 31, II, do Convênio ICMS 66/88). Se não há saída do bem, ainda que na qualidade de componente de produto industrializado, não há falar-se em cumulatividade tributária. Recurso não conhecido.’ (RE 200.168, rel. min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, DJ 22.11.1996); ‘EMENTAS: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. ICMS. Compensação créditos decorrentes da aquisição de energia elétrica, bens que integram o ativo fixo e de serviços de telecomunicações. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado.’ (RE 547.725-AgR, rel. min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe-191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09- 10-2009); ‘Segundo a jurisprudência desta Corte, o contribuinte do ICMS não tem direito a se creditar do imposto pago na aquisição de energia elétrica , comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Precedentes: AI 250.852-AgR e RE 195.894. Agravo regimental improvido.’ (RE 354.935-AgR, rel. min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21.02.2003); ‘EMENTA: 1. TRIBUTO. ICMS. Créditos excedentes. Correção monetária. Inadmissibilidade. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte entende que o contribuinte do ICMS não tem direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes. 2. TRIBUTO. ICMS. Creditamento. Aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Indevido Precedentes. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte não reconhece o direito de creditamento do imposto pago na aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.’ (RE 588.985- AgR, rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJU de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado.’ (RE 547.725-AgR, rel. min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe-191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09- 10-2009); ‘Segundo a jurisprudência desta Corte, o contribuinte do ICMS não tem direito a se creditar do imposto pago na aquisição de energia elétrica , comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Precedentes: AI 250.852-AgR e RE 195.894. Agravo regimental improvido.’ (RE 354.935-AgR, rel. min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21.02.2003); ‘EMENTA: 1. TRIBUTO. ICMS. Créditos excedentes. Correção monetária. Inadmissibilidade. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte entende que o contribuinte do ICMS não tem direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes. 2. TRIBUTO. ICMS. Creditamento. Aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Indevido Precedentes. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte não reconhece o direito de creditamento do imposto pago na aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.’ (RE 588.985- AgR, rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJU de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ 09.10.2009); Na mesma linha: RE 195.894, Segunda Turma, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 14.11.2000; AI 602998 AgR/MG, Segunda Turma, rel. min. Eros Grau, DJ de 01.06.2007; AI 355683 AgR/SP, Primeira Turma, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 20.04.2006. Ademais, eventual violação constitucional, principalmente em relação aos arts. 148, I e II, e 155, § 2º, XII, da CF/88, se existente, seria indireta ou reflexa, dado que pressupõe de modo imediato a interpretação do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro, assim como da Lei Complementar 87/96. Confira-se, nesse sentido, o RE 216.200-AgR (rel. min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ 13.10.2000). Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 2. A parte agravante alega que a Lei estadual nº 3.188/1999 não poderia servir de fundamento para restringir o aproveitamento de créditos relativos à aquisição de material pertencente ao ativo fixo, porquanto a norma estaria em desencontro com o estabelecido no art. 155, XII, c, da Constituição Federal e no art. 20, § 5º, da Lei Complementar nº 87/1996. Aponta que a redação original da Lei Complementar nº 87/1996 assegurava expressamente o benefício, motivo pelo qual não poderia a norma estadual disciplinar o regime de compensação do ICMS. Aduz que situação perdurou até o advento da Lei Complementar nº 102/2000. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ 09.10.2009); Na mesma linha: RE 195.894, Segunda Turma, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 14.11.2000; AI 602998 AgR/MG, Segunda Turma, rel. min. Eros Grau, DJ de 01.06.2007; AI 355683 AgR/SP, Primeira Turma, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 20.04.2006. Ademais, eventual violação constitucional, principalmente em relação aos arts. 148, I e II, e 155, § 2º, XII, da CF/88, se existente, seria indireta ou reflexa, dado que pressupõe de modo imediato a interpretação do art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro, assim como da Lei Complementar 87/96. Confira-se, nesse sentido, o RE 216.200-AgR (rel. min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ 13.10.2000). Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 2. A parte agravante alega que a Lei estadual nº 3.188/1999 não poderia servir de fundamento para restringir o aproveitamento de créditos relativos à aquisição de material pertencente ao ativo fixo, porquanto a norma estaria em desencontro com o estabelecido no art. 155, XII, c, da Constituição Federal e no art. 20, § 5º, da Lei Complementar nº 87/1996. Aponta que a redação original da Lei Complementar nº 87/1996 assegurava expressamente o benefício, motivo pelo qual não poderia a norma estadual disciplinar o regime de compensação do ICMS. Aduz que situação perdurou até o advento da Lei Complementar nº 102/2000. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a questão sob apreciação não encontra ressonância constitucional. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho conclusivo do juízo monocrático: “Não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (‘crédito físico’). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional.” 2. A não cumulatividade é uma técnica de apuração que confere à parte o direito de abater do valor devido a importância paga em operações realizadas anteriormente, nas quais já houve recolhimento do tributo em questão. Entretanto, cumpre salientar que, tratando-se de crédito físico, sua consolidação depende essencialmente da verificação das saídas e entradas físicas das mercadorias adquiridas pelos respectivos contribuintes. Quanto a este viés, inquestionavelmente constitucional, não se pode admitir qualquer restrição de ordem legal. 3. Verifico, contudo, que a controvérsia constante dos autos diverge da situação explicitada, uma vez que a aquisição de mercadorias empregadas no ativo fixo não estão sujeitas ao regime do crédito físico, notadamente porque não se verifica em tal hipótese a entrada/saída física da mercadoria adquirida. Nesse caso, por força da previsão constante da norma geral, Lei Complementar nº 87/1996, prevalece o regime do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a questão sob apreciação não encontra ressonância constitucional. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho conclusivo do juízo monocrático: “Não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (‘crédito físico’). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional.” 2. A não cumulatividade é uma técnica de apuração que confere à parte o direito de abater do valor devido a importância paga em operações realizadas anteriormente, nas quais já houve recolhimento do tributo em questão. Entretanto, cumpre salientar que, tratando-se de crédito físico, sua consolidação depende essencialmente da verificação das saídas e entradas físicas das mercadorias adquiridas pelos respectivos contribuintes. Quanto a este viés, inquestionavelmente constitucional, não se pode admitir qualquer restrição de ordem legal. 3. Verifico, contudo, que a controvérsia constante dos autos diverge da situação explicitada, uma vez que a aquisição de mercadorias empregadas no ativo fixo não estão sujeitas ao regime do crédito físico, notadamente porque não se verifica em tal hipótese a entrada/saída física da mercadoria adquirida. Nesse caso, por força da previsão constante da norma geral, Lei Complementar nº 87/1996, prevalece o regime do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 542093 AGR / RJ crédito financeiro. Em tais circunstâncias, a não cumulatividade encontra sua disciplina no âmbito infraconstitucional, não havendo repercussão constitucional imediata a ensejar aprofundamento de mérito na via do recurso extraordinário. Nesse sentido tem se orientado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3º, I E II, E 5º, V, DA LEI COMPLEMENTAR 87/1996. FUNDAMENTO INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O STJ. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado. Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3º, I e II, e 5º, V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos em comodato a terceiros consubstancia fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário (Súmulas 283 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 763.848-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa) “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRÉDITO DE ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ crédito financeiro. Em tais circunstâncias, a não cumulatividade encontra sua disciplina no âmbito infraconstitucional, não havendo repercussão constitucional imediata a ensejar aprofundamento de mérito na via do recurso extraordinário. Nesse sentido tem se orientado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3º, I E II, E 5º, V, DA LEI COMPLEMENTAR 87/1996. FUNDAMENTO INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O STJ. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado. Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3º, I e II, e 5º, V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos em comodato a terceiros consubstancia fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário (Súmulas 283 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 763.848-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa) “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRÉDITO DE ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 542093 AGR / RJ ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não há ofensa ao princípio da não-cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (AI 716.636-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 4. A partir da orientação exposta, é possível concluir que o estabelecimento de restrições formais e temporais aos créditos financeiros não ofendem a Constituição, na medida em que sua concessão é uma liberalidade do legislador. No vazio da norma geral, são válidas as disposições a este respeito constantes na lei estadual. Promovida a regulamentação do tema pela Lei Complementar nº 102/2000, alterando a Lei Complementar nº 87/1996, a lei estadual tem sua eficácia suspensa naquilo que dispor de forma distinta. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não há ofensa ao princípio da não-cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (AI 716.636-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 4. A partir da orientação exposta, é possível concluir que o estabelecimento de restrições formais e temporais aos créditos financeiros não ofendem a Constituição, na medida em que sua concessão é uma liberalidade do legislador. No vazio da norma geral, são válidas as disposições a este respeito constantes na lei estadual. Promovida a regulamentação do tema pela Lei Complementar nº 102/2000, alterando a Lei Complementar nº 87/1996, a lei estadual tem sua eficácia suspensa naquilo que dispor de forma distinta. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527756 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527756 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6572119
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. AQUISIÇÃO DE BENS PARA O ATIVO FIXO. RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA LEI ESTADUAL Nº 3.188/1999. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. As controvérsias relativas à não cumulatividade sob a perspectiva do crédito financeiro não possuem repercussão constitucional. A concessão dos créditos em tal hipótese é uma liberalidade do legislador, de modo que as restrições previstas em legislação local devem ser consideradas eficazes até o advento de previsão específica na norma geral. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273739
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, ATIVO FIXO) AI 716636 AgR (1ªT), AI 763848 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 05/09/2014, AUR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
542093
[ "LEG-FED LCP-000087 ANO-1996\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-EST LEI-003188 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
AI-AgR
acordaos
AI 542093 AgR
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AGTE.(S) : PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. AQUISIÇÃO DE BENS PARA O ATIVO FIXO. RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA LEI ESTADUAL n 3.188/1999. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. As controvérsias relativas à não cumulatividade sob a perspectiva do crédito financeiro não possuem repercussão constitucional. A concessão dos créditos em tal hipótese é uma liberalidade do legislador, de modo que as restrições previstas em legislação local devem ser consideradas eficazes até o advento de previsão específica na norma geral. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 05 de agosto de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513975. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, com base nos seguintes termos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a e c, da Constituição Federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou ilegal o creditamento integral do valor do ICMS correspondente aos bens adquiridos para o ativo fixo, em face do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro, do art. 23 da Lei Complementar 87/96 e do art. 155, II, da Constituição federal. Sustenta-se a violação dos arts. 148, I e II, e 155, § 2..., I e XII, da Carta Magna, tendo em vista a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro n 3.188/99. Também alega que suas pretensões são amparadas por uma interpretação sistemática do art. 23 da Lei Complementar 87/96. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 155, § 2..., I e II da Constituição, firmou a relevância da destinação dada a bem ou serviço adquirido, no âmbito de operação subseqüente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, com base nos seguintes termos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a e c, da Constituição Federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou ilegal o creditamento integral do valor do ICMS correspondente aos bens adquiridos para o ativo fixo, em face do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro, do art. 23 da Lei Complementar 87/96 e do art. 155, II, da Constituição federal. Sustenta-se a violação dos arts. 148, I e II, e 155, § 2..., I e XII, da Carta Magna, tendo em vista a inconstitucionalidade do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro n 3.188/99. Também alega que suas pretensões são amparadas por uma interpretação sistemática do art. 23 da Lei Complementar 87/96. O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar o art. 155, § 2..., I e II da Constituição, firmou a relevância da destinação dada a bem ou serviço adquirido, no âmbito de operação subseqüente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ de circulação de mercadoria ou da prestação de serviços, para fins de reconhecimento do direito ao crédito de ICMS como instrumento de vedação da cumulatividade. Assim, não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (“crédito físico”). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional nesse sentido. Registro, nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. PRETENDIDO CRÉDITO RELATIVO AO ICMS INCIDENTE SOBRE A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA EM ESTABELECIMENTO COMERCIAL. Descabimento.´Não implicará crédito para compensação com o montante do imposto devido nas operações ou prestações seguintes, a entrada de bens destinados a consumo ou à integração no ativo fixo do estabelecimento´ (art. 31, II, do Convênio ICMS 66/88). Se não há saída do bem, ainda que na qualidade de componente de produto industrializado, não há falar-se em cumulatividade tributária. Recurso não conhecido.’ (Recurso Extraordinário 200.168, rel. min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, DJ 22.11.1996); ‘EMENTAS: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. ICMS. Compensação créditos decorrentes da aquisição de energia elétrica, bens que integram o ativo fixo e de serviços de telecomunicações. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ de circulação de mercadoria ou da prestação de serviços, para fins de reconhecimento do direito ao crédito de ICMS como instrumento de vedação da cumulatividade. Assim, não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (“crédito físico”). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional nesse sentido. Registro, nesse sentido, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. PRETENDIDO CRÉDITO RELATIVO AO ICMS INCIDENTE SOBRE A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA EM ESTABELECIMENTO COMERCIAL. Descabimento.´Não implicará crédito para compensação com o montante do imposto devido nas operações ou prestações seguintes, a entrada de bens destinados a consumo ou à integração no ativo fixo do estabelecimento´ (art. 31, II, do Convênio ICMS 66/88). Se não há saída do bem, ainda que na qualidade de componente de produto industrializado, não há falar-se em cumulatividade tributária. Recurso não conhecido.’ (Recurso Extraordinário 200.168, rel. min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, DJ 22.11.1996); ‘EMENTAS: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. ICMS. Compensação créditos decorrentes da aquisição de energia elétrica, bens que integram o ativo fixo e de serviços de telecomunicações. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado.’ (Recurso Extraordinário 547.725-AgR, rel. min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe-191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09- 10-2009); ‘Segundo a jurisprudência desta Corte, o contribuinte do ICMS não tem direito a se creditar do imposto pago na aquisição de energia elétrica , comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Precedentes: AI 250.852-AgR e Recurso Extraordinário 195.894. Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 354.935-AgR, rel. min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21.02.2003); ‘EMENTA: 1. TRIBUTO. ICMS. Créditos excedentes. Correção monetária. Inadmissibilidade. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte entende que o contribuinte do ICMS não tem direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes. 2. TRIBUTO. ICMS. Creditamento. Aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Indevido Precedentes. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte não reconhece o direito de creditamento do imposto pago na aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.’ (Recurso Extraordinário 588.985- AgR, rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJU de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado.’ (Recurso Extraordinário 547.725-AgR, rel. min. CEZAR PELUSO, Segunda Turma, DJe-191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09- 10-2009); ‘Segundo a jurisprudência desta Corte, o contribuinte do ICMS não tem direito a se creditar do imposto pago na aquisição de energia elétrica , comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Precedentes: AI 250.852-AgR e Recurso Extraordinário 195.894. Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 354.935-AgR, rel. min. ELLEN GRACIE, Primeira Turma, DJ 21.02.2003); ‘EMENTA: 1. TRIBUTO. ICMS. Créditos excedentes. Correção monetária. Inadmissibilidade. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte entende que o contribuinte do ICMS não tem direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes. 2. TRIBUTO. ICMS. Creditamento. Aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. Indevido Precedentes. Recurso extraordinário não provido. Esta Corte não reconhece o direito de creditamento do imposto pago na aquisição de energia elétrica, comunicação, bens do ativo fixo e de uso e consumo. 3. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.’ (Recurso Extraordinário 588.985- AgR, rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJU de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 542093 AGR / RJ 09.10.2009); Na mesma linha: Recurso Extraordinário 195.894, Segunda Turma, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 14.11.2000; AI 602998 AgR/MG, Segunda Turma, rel. min. Eros Grau, DJ de 01.06.2007; AI 355683 AgR/SP, Primeira Turma, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 20.04.2006. Ademais, eventual violação constitucional, principalmente em relação aos arts. 148, I e II, e 155, § 2..., XII, da Constituição Federal de 1988/88, se existente, seria indireta ou reflexa, dado que pressupõe de modo imediato a interpretação do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro, assim como da Lei Complementar 87/96. Confira-se, nesse sentido, o Recurso Extraordinário 216.200-AgR (rel. min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ 13.10.2000). Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 2. A parte agravante alega que a Lei estadual n 3.188/1999 não poderia servir de fundamento para restringir o aproveitamento de créditos relativos à aquisição de material pertencente ao ativo fixo, porquanto a norma estaria em desencontro com o estabelecido no art. 155, XII, c, da Constituição Federal e no art. 20, § 5..., da Lei Complementar n 87/1996. Aponta que a redação original da Lei Complementar n 87/1996 assegurava expressamente o benefício, motivo pelo qual não poderia a norma estadual disciplinar o regime de compensação do ICMS. Aduz que situação perdurou até o advento da Lei Complementar n 102/2000. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ 09.10.2009); Na mesma linha: Recurso Extraordinário 195.894, Segunda Turma, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 14.11.2000; AI 602998 AgR/MG, Segunda Turma, rel. min. Eros Grau, DJ de 01.06.2007; AI 355683 AgR/SP, Primeira Turma, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 20.04.2006. Ademais, eventual violação constitucional, principalmente em relação aos arts. 148, I e II, e 155, § 2..., XII, da Constituição Federal de 1988/88, se existente, seria indireta ou reflexa, dado que pressupõe de modo imediato a interpretação do art. 2... da Lei Estadual do Rio de Janeiro, assim como da Lei Complementar 87/96. Confira-se, nesse sentido, o Recurso Extraordinário 216.200-AgR (rel. min. NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ 13.10.2000). Ante o exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 2. A parte agravante alega que a Lei estadual n 3.188/1999 não poderia servir de fundamento para restringir o aproveitamento de créditos relativos à aquisição de material pertencente ao ativo fixo, porquanto a norma estaria em desencontro com o estabelecido no art. 155, XII, c, da Constituição Federal e no art. 20, § 5..., da Lei Complementar n 87/1996. Aponta que a redação original da Lei Complementar n 87/1996 assegurava expressamente o benefício, motivo pelo qual não poderia a norma estadual disciplinar o regime de compensação do ICMS. Aduz que situação perdurou até o advento da Lei Complementar n 102/2000. 3. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a questão sob apreciação não encontra ressonância constitucional. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho conclusivo do juízo monocrático: “Não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (‘crédito físico’). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional.” 2. A não cumulatividade é uma técnica de apuração que confere à parte o direito de abater do valor devido a importância paga em operações realizadas anteriormente, nas quais já houve recolhimento do tributo em questão. Entretanto, cumpre salientar que, tratando-se de crédito físico, sua consolidação depende essencialmente da verificação das saídas e entradas físicas das mercadorias adquiridas pelos respectivos contribuintes. Quanto a este viés, inquestionavelmente constitucional, não se pode admitir qualquer restrição de ordem legal. 3. Verifico, contudo, que a controvérsia constante dos autos diverge da situação explicitada, uma vez que a aquisição de mercadorias empregadas no ativo fixo não estão sujeitas ao regime do crédito físico, notadamente porque não se verifica em tal hipótese a entrada/saída física da mercadoria adquirida. Nesse caso, por força da previsão constante da norma geral, Lei Complementar n 87/1996, prevalece o regime do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a questão sob apreciação não encontra ressonância constitucional. Nesse sentido, cumpre transcrever trecho conclusivo do juízo monocrático: “Não há direito constitucional assegurado ao creditamento de valores relativos à aquisição de energia elétrica, bens ou mercadorias de uso e consumo ou aqueles destinados à integração ao ativo fixo, mesmo que intermediários, que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado (‘crédito físico’). Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende da existência de legislação infraconstitucional.” 2. A não cumulatividade é uma técnica de apuração que confere à parte o direito de abater do valor devido a importância paga em operações realizadas anteriormente, nas quais já houve recolhimento do tributo em questão. Entretanto, cumpre salientar que, tratando-se de crédito físico, sua consolidação depende essencialmente da verificação das saídas e entradas físicas das mercadorias adquiridas pelos respectivos contribuintes. Quanto a este viés, inquestionavelmente constitucional, não se pode admitir qualquer restrição de ordem legal. 3. Verifico, contudo, que a controvérsia constante dos autos diverge da situação explicitada, uma vez que a aquisição de mercadorias empregadas no ativo fixo não estão sujeitas ao regime do crédito físico, notadamente porque não se verifica em tal hipótese a entrada/saída física da mercadoria adquirida. Nesse caso, por força da previsão constante da norma geral, Lei Complementar n 87/1996, prevalece o regime do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 542093 AGR / RJ crédito financeiro. Em tais circunstâncias, a não cumulatividade encontra sua disciplina no âmbito infraconstitucional, não havendo repercussão constitucional imediata a ensejar aprofundamento de mérito na via do recurso extraordinário. Nesse sentido tem se orientado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3..., I E II, E 5..., V, DA LEI COMPLEMENTAR 87/1996. FUNDAMENTO INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O Superior Tribunal de Justiça. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado. Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3..., I e II, e 5..., V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos em comodato a terceiros consubstancia fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário (Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 763.848-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa) “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRÉDITO DE ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ crédito financeiro. Em tais circunstâncias, a não cumulatividade encontra sua disciplina no âmbito infraconstitucional, não havendo repercussão constitucional imediata a ensejar aprofundamento de mérito na via do recurso extraordinário. Nesse sentido tem se orientado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3..., I E II, E 5..., V, DA LEI COMPLEMENTAR 87/1996. FUNDAMENTO INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O Superior Tribunal de Justiça. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado. Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3..., I e II, e 5..., V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos em comodato a terceiros consubstancia fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário (Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 763.848-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa) “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRÉDITO DE ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 542093 AGR / RJ ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não há ofensa ao princípio da não-cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (AI 716.636-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 4. A partir da orientação exposta, é possível concluir que o estabelecimento de restrições formais e temporais aos créditos financeiros não ofendem a Constituição, na medida em que sua concessão é uma liberalidade do legislador. No vazio da norma geral, são válidas as disposições a este respeito constantes na lei estadual. Promovida a regulamentação do tema pela Lei Complementar n 102/2000, alterando a Lei Complementar n 87/1996, a lei estadual tem sua eficácia suspensa naquilo que dispor de forma distinta. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Supremo Tribunal Federal AI 542093 AGR / RJ ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Não há ofensa ao princípio da não-cumulatividade a situação de inexistência de direito a crédito de ICMS pago em razão de aquisição de bens destinados ao ativo fixo. Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. III - Agravo regimental improvido.” (AI 716.636-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 4. A partir da orientação exposta, é possível concluir que o estabelecimento de restrições formais e temporais aos créditos financeiros não ofendem a Constituição, na medida em que sua concessão é uma liberalidade do legislador. No vazio da norma geral, são válidas as disposições a este respeito constantes na lei estadual. Promovida a regulamentação do tema pela Lei Complementar n 102/2000, alterando a Lei Complementar n 87/1996, a lei estadual tem sua eficácia suspensa naquilo que dispor de forma distinta. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6513977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527756 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 542.093 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PROCOSA PRODUTOS DE BELEZA LTDA ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DANTAS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527756 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 542 . 093", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 542 . 093", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 542 . 093", "AI 542093 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 200 . 168", "AI 542093 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 200 . 168", "AI 542093 AGR / RJ", "AI 250 . 852 - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 894", "Recurso Extraordinário 354 . 935 - AgR", "Recurso Extraordinário 588 . 985 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 547 . 725 - AgR", "AI 250 . 852 - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 894", "Recurso Extraordinário 354 . 935 - AgR", "Recurso Extraordinário 588 . 985 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 195 . 894", "AI 602998 AgR / MG", "AI 355683 AgR / SP", "Recurso Extraordinário 216 . 200 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 195 . 894", "AI 602998 AgR / MG", "AI 355683 AgR / SP", "Recurso Extraordinário 216 . 200 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 542 . 093", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 542 . 093", "AI 542093 AGR / RJ", "Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 848 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 848 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "AI 716 . 636 - AgR", "AI 542093 AGR / RJ", "AI 716 . 636 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL n 3 . 188 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "art", "Lei Estadual do Rio de Janeiro", "art . 23 da Lei Complementar 87 / 96", "art . 155 , II , da Constituição federal", "arts . 148 , I e II , e 155 , § 2 . . . , I e XII , da Carta Magna", "Lei Estadual do Rio de Janeiro n 3 . 188 / 99", "art . 23 da Lei Complementar 87 / 96", "art . 155 , § 2 . . . , I e II da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Lei Estadual do Rio de Janeiro", "art . 23 da Lei Complementar 87 / 96", "art . 155 , II , da Constituição federal", "arts . 148 , I e II , e 155 , § 2 . . . , I e 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102 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 148 , I e II , e 155 , § 2 . . . , XII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual do Rio de Janeiro", "Lei Complementar 87 / 96", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Lei estadual n 3 . 188 / 1999", "art . 155 , XII , c , da Constituição Federal", "art . 20 , § 5 . . . , da Lei Complementar n 87 / 1996", "Lei Complementar n 87 /", "Lei Complementar n 102 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 87 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 87 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 , § § 3 . . . , I E II , E 5 . . . , V , DA LEI COMPLEMENTAR 87 / 1996", "art . 20 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 20 , § § 3 . . . , I E II , E 5 . . . , V , DA LEI COMPLEMENTAR 87 / 1996", "art . 20 , § § 3 . . . , I e II , e 5 . . . , V , da Lei Complementar 87 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Sistema Financeiro da Habitação. Saldo residual. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Incidência do Enunciado 454 da Súmula do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556701. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência dos enunciados 282 e 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação ao art. 5º, inciso XXXV e a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 2.349/87. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556702. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência dos enunciados 282 e 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação ao art. 5º, inciso XXXV e a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 2.349/87. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL VO T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como de cláusulas contratuais firmadas pelas partes. Incide, na espécie, portanto, o Enunciado 454 da Súmula do STF. Quanto ao tema, destaco, além dos precedentes indicados na decisão agravada, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATO DE MÚTUO HABITACIONAL. SALDO DEVEDOR RESIDUAL. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 1º, III, E 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 1º, III, e 5º, caput , da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL VO T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como de cláusulas contratuais firmadas pelas partes. Incide, na espécie, portanto, o Enunciado 454 da Súmula do STF. Quanto ao tema, destaco, além dos precedentes indicados na decisão agravada, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATO DE MÚTUO HABITACIONAL. SALDO DEVEDOR RESIDUAL. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 1º, III, E 5º, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 1º, III, e 5º, caput , da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 816046 AGR / DF Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Nas hipóteses em que o acórdão recorrido se assenta em fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável, caso destes autos, este Tribunal tem entendido pela inviabilidade do apelo extremo, com base na aplicação da Súmula 283 do STF. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (RE 756.472-AgR/AL, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.9.2013). “Recurso extraordinário: descabimento: reajuste de saldo devedor de financiamento habitacional: questão de natureza contratual e infraconstitucional, sendo indireta ou reflexa a violação que pudesse existir ao texto constitucional (Súmulas 279 e 454); inocorrente, ademais, negativa de prestação jurisdicional”. (AI 374.918-AgR/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 7.5.2004). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Supremo Tribunal Federal ARE 816046 AGR / DF Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Nas hipóteses em que o acórdão recorrido se assenta em fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável, caso destes autos, este Tribunal tem entendido pela inviabilidade do apelo extremo, com base na aplicação da Súmula 283 do STF. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (RE 756.472-AgR/AL, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.9.2013). “Recurso extraordinário: descabimento: reajuste de saldo devedor de financiamento habitacional: questão de natureza contratual e infraconstitucional, sendo indireta ou reflexa a violação que pudesse existir ao texto constitucional (Súmulas 279 e 454); inocorrente, ademais, negativa de prestação jurisdicional”. (AI 374.918-AgR/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 7.5.2004). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) : ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521323 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) : ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521323 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6571992
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Sistema Financeiro da Habitação. Saldo residual. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Incidência do Enunciado 454 da Súmula do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273878
- Acórdão(s) citado(s): (SALDO RESIDUAL, SFH) AI 374918 AgR (1ªT), RE 756472 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 03/09/2014, AUR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
816046
[ "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 816046 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) : ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. Sistema Financeiro da Habitação. Saldo residual. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. Incidência do Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556701. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência dos enunciados 282 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação ao art. 5..., inciso XXXV e a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 2.349/87. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556702. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) :ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) :EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional, bem como pela incidência dos enunciados 282 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação ao art. 5..., inciso XXXV e a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 2.349/87. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL VO T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como de cláusulas contratuais firmadas pelas partes. Incide, na espécie, portanto, o Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao tema, destaco, além dos precedentes indicados na decisão agravada, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATO DE MÚTUO HABITACIONAL. SALDO DEVEDOR RESIDUAL. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 1..., III, E 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 1..., III, e 5..., caput , da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 DISTRITO FEDERAL VO T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como de cláusulas contratuais firmadas pelas partes. Incide, na espécie, portanto, o Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao tema, destaco, além dos precedentes indicados na decisão agravada, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRATO DE MÚTUO HABITACIONAL. SALDO DEVEDOR RESIDUAL. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 1..., III, E 5..., CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento dos arts. 1..., III, e 5..., caput , da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 816046 AGR / DF Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Nas hipóteses em que o acórdão recorrido se assenta em fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável, caso destes autos, este Tribunal tem entendido pela inviabilidade do apelo extremo, com base na aplicação da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário 756.472-AgR/AL, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.9.2013). “Recurso extraordinário: descabimento: reajuste de saldo devedor de financiamento habitacional: questão de natureza contratual e infraconstitucional, sendo indireta ou reflexa a violação que pudesse existir ao texto constitucional (Súmulas 279 e 454); inocorrente, ademais, negativa de prestação jurisdicional”. (AI 374.918-AgR/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 7.5.2004). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Supremo Tribunal Federal ARE 816046 AGR / DF Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Nas hipóteses em que o acórdão recorrido se assenta em fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável, caso destes autos, este Tribunal tem entendido pela inviabilidade do apelo extremo, com base na aplicação da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário 756.472-AgR/AL, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 24.9.2013). “Recurso extraordinário: descabimento: reajuste de saldo devedor de financiamento habitacional: questão de natureza contratual e infraconstitucional, sendo indireta ou reflexa a violação que pudesse existir ao texto constitucional (Súmulas 279 e 454); inocorrente, ademais, negativa de prestação jurisdicional”. (AI 374.918-AgR/SP, rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 7.5.2004). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6556703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) : ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521323 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816.046 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SÔNIA SOARES DOS ANJOS ADV.(A/S) : ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF AGDO.(A/S) : EMGEA - EMPRESA GESTORA DE ATIVOS ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521323 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 816 . 046", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "enunciados 282", "enunciados 282 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816046 AGR / DF", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 756 . 472 - AgR / AL", "AI 374 . 918 - AgR / SP", "ARE 816046", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 756 . 472 - AgR / AL", "AI 374 . 918 - AgR / SP", "AGRAVO 816 . 046" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 2 . 349 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 2 . 349 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 1 . . . , III , E 5 . . . , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "arts . 1 . . . , III , e 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS .", "arts . 1 . . . , III , e 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "EMGEA", "EMPRESA GESTORA DE ATIVOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "EMGEA", "EMPRESA GESTORA DE ATIVOS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "EMGEA", "EMPRESA GESTORA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "EMGEA", "EMPRESA GESTORA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "EMGEA", "EMPRESA GESTORA DE ATIVOS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "SÔNIA SOARES DOS ANJOS", "ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SÔNIA SOARES DOS ANJOS", "ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SÔNIA SOARES DOS ANJOS", "ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "SÔNIA SOARES DOS ANJOS", "ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Déborah Duprat", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "SÔNIA SOARES DOS ANJOS", "ANTHONY FERNANDES OLIVEIRA LIMA", "SÉRGIO LUIZ GUIMARÃES FARIAS", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Déborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "5 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2013", "7", ".", "5", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2013", "7", ".", "5", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "05", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Procedimento cautelar de busca e apreensão extinto a pedido do Ministério Público. Crimes contra a ordem tributária, frustração de direito assegurado por lei trabalhista e sonegação de contribuição previdenciária. Nulidade. Inocorrência. 3. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pierpaolo Cruz Bottini e outros, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra decisão da minha lavra em que foi negado seguimento ao writ por inexistência de constrangimento ilegal a ser sanado. Neste agravo regimental, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar. Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. A decisão agravada possui o seguinte teor (eDOC 5): “Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Danyelle da Silva Galvão, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra acórdão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferido no HC 233.467/DF, que não conheceu do pedido. Na espécie, o paciente é sócio-gerente da empresa Pneus Way Pneus e Serviços Automotivos Ltda., contra a qual foi deferida medida cautelar de busca e apreensão pelo Juízo da 10ª Vara Federal de Brasília/DF. O pedido de busca e apreensão foi requerido pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pierpaolo Cruz Bottini e outros, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra decisão da minha lavra em que foi negado seguimento ao writ por inexistência de constrangimento ilegal a ser sanado. Neste agravo regimental, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar. Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. A decisão agravada possui o seguinte teor (eDOC 5): “Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Danyelle da Silva Galvão, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra acórdão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferido no HC 233.467/DF, que não conheceu do pedido. Na espécie, o paciente é sócio-gerente da empresa Pneus Way Pneus e Serviços Automotivos Ltda., contra a qual foi deferida medida cautelar de busca e apreensão pelo Juízo da 10ª Vara Federal de Brasília/DF. O pedido de busca e apreensão foi requerido pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF Ministério Público Federal, visando à obtenção de elementos materiais e de convicção referentes à suposta prática dos crimes previstos nos arts. 203 e 337-A, ambos do CP, e arts. 1º, incisos I, II, III e IV, e 2º, incisos I e II, da Lei 8.137/90, concernente ao pagamento de comissões indevidas a empregados da PNEULINE PNEUS E SERVIÇOS LTDA. e PNEUS WAY PNEUS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS LTDA., sem o recolhimento de contribuições previdenciárias. A medida foi deferida e cumprida no dia 26 de novembro de 2010. A defesa, então, impetrou habeas corpus no TRF da 1ª Região, buscando a anulação da medida cautelar de busca e apreensão autorizada nos autos do Processo n. 48423- 59.2010.4.01.3400/DF. Sustentou falta de justa causa para a medida em face da ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Alegou, ainda, violação ao princípio do juiz natural e desrespeito à competência para prevenção, pois o Juízo da 12ª Vara Federal Criminal do DF (Autos n. 1474-74.2010.4.01.3400) já teria apreciado a suposta sonegação fiscal previdenciária nos autos de processo trabalhista ajuizado em desfavor da empresa da qual o paciente é sócio. A ordem restou concedida parcialmente, tão somente para que fossem devolvidos ao paciente os documentos relativos aos períodos não compreendidos entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008 (período sob investigação). Nova impetração de habeas corpus no STJ. O Min. Jorge Mussi indeferiu liminarmente o writ, por entender não haver risco à liberdade de locomoção do paciente. Naquela oportunidade, afirmou: ‘Constata-se, assim, a inadequação da via eleita pelos impetrantes para pleitear a anulação de medida cautelar de busca e apreensão, porquanto não configurada qualquer das hipóteses de cabimento do writ, tendo em vista que não está em discussão a liberdade pessoal do paciente, sequer por via oblíqua’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF Ministério Público Federal, visando à obtenção de elementos materiais e de convicção referentes à suposta prática dos crimes previstos nos arts. 203 e 337-A, ambos do CP, e arts. 1º, incisos I, II, III e IV, e 2º, incisos I e II, da Lei 8.137/90, concernente ao pagamento de comissões indevidas a empregados da PNEULINE PNEUS E SERVIÇOS LTDA. e PNEUS WAY PNEUS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS LTDA., sem o recolhimento de contribuições previdenciárias. A medida foi deferida e cumprida no dia 26 de novembro de 2010. A defesa, então, impetrou habeas corpus no TRF da 1ª Região, buscando a anulação da medida cautelar de busca e apreensão autorizada nos autos do Processo n. 48423- 59.2010.4.01.3400/DF. Sustentou falta de justa causa para a medida em face da ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Alegou, ainda, violação ao princípio do juiz natural e desrespeito à competência para prevenção, pois o Juízo da 12ª Vara Federal Criminal do DF (Autos n. 1474-74.2010.4.01.3400) já teria apreciado a suposta sonegação fiscal previdenciária nos autos de processo trabalhista ajuizado em desfavor da empresa da qual o paciente é sócio. A ordem restou concedida parcialmente, tão somente para que fossem devolvidos ao paciente os documentos relativos aos períodos não compreendidos entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008 (período sob investigação). Nova impetração de habeas corpus no STJ. O Min. Jorge Mussi indeferiu liminarmente o writ, por entender não haver risco à liberdade de locomoção do paciente. Naquela oportunidade, afirmou: ‘Constata-se, assim, a inadequação da via eleita pelos impetrantes para pleitear a anulação de medida cautelar de busca e apreensão, porquanto não configurada qualquer das hipóteses de cabimento do writ, tendo em vista que não está em discussão a liberdade pessoal do paciente, sequer por via oblíqua’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF Tal decisão ensejou o manejo de idêntica medida perante esta Suprema Corte. Ao julgar o HC 112.851/DF, de minha relatoria e que se voltou contra o indeferimento liminar acima referido, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu a ordem para ‘determinar ao Relator do HC 233.467 do STJ que apreci[asse] o referido writ como entende[sse] de direito’. Eis a ementa do julgado: ‘Habeas corpus. 2. Busca e apreensão deferida em desfavor de empresa da qual o paciente é sócio. 3. Alegações de incompetência do Juízo que deferiu a cautelar e ausência de justa causa para concessão da medida perante o não-esgotamento da via administrativa, constituição definitiva do crédito tributário. 4. HC indeferido liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu não haver risco à liberdade de locomoção. 5. Na perspectiva dos direitos fundamentais de caráter judicial e de garantias do processo, é cabível o writ, porquanto, efetivamente, encontra-se o paciente sujeito a ato constritivo, real e concreto do poder estatal. 6. Ordem concedida para determinar ao Relator do HC 233.467 do STJ que aprecie o referido writ como entender de direito.’ Diante da decisão do STF, a 5ª Turma do STJ apreciou a impetração e decidiu pela perda superveniente do interesse processual. Confira-se a ementa: ‘HABEAS CORPUS. MEDIDA CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO PARA APURAÇÃO DE CRIME DE SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEFERIMENTO DA LIMINAR E POSTERIOR EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. NECESSIDADE DE CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DO INTERESSE PROCESSUAL. WRIT 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF Tal decisão ensejou o manejo de idêntica medida perante esta Suprema Corte. Ao julgar o HC 112.851/DF, de minha relatoria e que se voltou contra o indeferimento liminar acima referido, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu a ordem para ‘determinar ao Relator do HC 233.467 do STJ que apreci[asse] o referido writ como entende[sse] de direito’. Eis a ementa do julgado: ‘Habeas corpus. 2. Busca e apreensão deferida em desfavor de empresa da qual o paciente é sócio. 3. Alegações de incompetência do Juízo que deferiu a cautelar e ausência de justa causa para concessão da medida perante o não-esgotamento da via administrativa, constituição definitiva do crédito tributário. 4. HC indeferido liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu não haver risco à liberdade de locomoção. 5. Na perspectiva dos direitos fundamentais de caráter judicial e de garantias do processo, é cabível o writ, porquanto, efetivamente, encontra-se o paciente sujeito a ato constritivo, real e concreto do poder estatal. 6. Ordem concedida para determinar ao Relator do HC 233.467 do STJ que aprecie o referido writ como entender de direito.’ Diante da decisão do STF, a 5ª Turma do STJ apreciou a impetração e decidiu pela perda superveniente do interesse processual. Confira-se a ementa: ‘HABEAS CORPUS. MEDIDA CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO PARA APURAÇÃO DE CRIME DE SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEFERIMENTO DA LIMINAR E POSTERIOR EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. NECESSIDADE DE CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DO INTERESSE PROCESSUAL. WRIT 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF PREJUDICADO. I - Medida Cautelar de Busca e Apreensão proposta com finalidade de assegurar a colheita de prova para apuração de crime de sonegação de contribuição previdenciária anteriormente à constituição definitiva do crédito tributário. II - O Ministério Público Federal, após o deferimento da medida liminar, requereu o arquivamento da ação por entender não haver utilidade na persecução criminal e o processo foi extinto sem resolução de mérito. III - Impossibilidade do reconhecimento de nulidade em processo extinto, carência superveniente de interesse processual no writ. IV - Habeas corpus não conhecido.’ Nesta impetração, a defesa reitera todos os argumentos anteriores. Diz, mais, ter o STJ descumprido a determinação desta Suprema Corte ao não apreciar o mérito do HC 233.467. Requer o deferimento de medida liminar para suspender os efeitos da busca e apreensão de documentos. Postula a concessão definitiva da ordem para que o STJ aprecie o mérito da impetração ou para que o STF anule a busca e apreensão referida. É o relatório. Decido. É certo que inexiste divergência teórica quanto ao fato de o habeas corpus se destinar a proteger o indivíduo contra qualquer medida restritiva do poder público à liberdade de ir, vir e permanecer (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). O Plenário desta Corte reiteradamente tem assentado que aludido remédio tem como escopo a proteção da liberdade de locomoção e seu cabimento tem parâmetros constitucionalmente estabelecidos, justificando-se a impetração sempre que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer, violência ou coação em sua liberdade de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder, sendo inadequado o writ quando utilizado 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF PREJUDICADO. I - Medida Cautelar de Busca e Apreensão proposta com finalidade de assegurar a colheita de prova para apuração de crime de sonegação de contribuição previdenciária anteriormente à constituição definitiva do crédito tributário. II - O Ministério Público Federal, após o deferimento da medida liminar, requereu o arquivamento da ação por entender não haver utilidade na persecução criminal e o processo foi extinto sem resolução de mérito. III - Impossibilidade do reconhecimento de nulidade em processo extinto, carência superveniente de interesse processual no writ. IV - Habeas corpus não conhecido.’ Nesta impetração, a defesa reitera todos os argumentos anteriores. Diz, mais, ter o STJ descumprido a determinação desta Suprema Corte ao não apreciar o mérito do HC 233.467. Requer o deferimento de medida liminar para suspender os efeitos da busca e apreensão de documentos. Postula a concessão definitiva da ordem para que o STJ aprecie o mérito da impetração ou para que o STF anule a busca e apreensão referida. É o relatório. Decido. É certo que inexiste divergência teórica quanto ao fato de o habeas corpus se destinar a proteger o indivíduo contra qualquer medida restritiva do poder público à liberdade de ir, vir e permanecer (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). O Plenário desta Corte reiteradamente tem assentado que aludido remédio tem como escopo a proteção da liberdade de locomoção e seu cabimento tem parâmetros constitucionalmente estabelecidos, justificando-se a impetração sempre que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer, violência ou coação em sua liberdade de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder, sendo inadequado o writ quando utilizado 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF com a finalidade de proteger outros direitos. (AgR no HC 82.880/SP, DJ 16.5.2003). Ainda, a jurisprudência prevalecente no STF é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete diretamente a liberdade de locomoção. Nesse sentido: (…). A despeito da extensão e da amplitude que essa interpretação tem assumido em nossa jurisprudência, não me impressiona o argumento de que o habeas corpus é o meio adequado para proteger tão somente o direito de ir e vir do cidadão em face de violência, coação ilegal ou abuso de poder. (...) Não olvido as legítimas razões que alimentam a preocupação com o alargamento das hipóteses de cabimento do habeas corpus e, com efeito, as distorções que dele decorrem. Contudo, incomoda-me mais, ante os fatos históricos, restringir seu espectro de tutela. Pois bem. No presente caso, no entanto, não há constrangimento ilegal a ser reparado. O STJ apreciou a impetração, nos termos determinados por esta Segunda Turma nos autos do HC 112.851/DF, de minha relatoria, DJe 14.8.2013. Com efeito, o aresto desta Segunda Turma concedeu a ordem apenas para afastar o fundamento de não cabimento do writ, por suposta ausência de risco à liberdade de locomoção. Isto é, a ordem do STF não impõe o conhecimento do habeas corpus, mas apenas impede a reiteração daquele fundamento já rechaçado. Decidido, ainda que por maioria, pela perda superveniente do objeto da ação, considerada a manifestação do Ministério Público quanto à ausência de utilidade da persecução criminal em razão da não constituição definitiva do crédito tributário, cumpriu-se, efetivamente, a ordem do Supremo Tribunal Federal. Ademais, tem razão o acórdão atacado ao apontar a perda superveniente do objeto, ante o posterior arquivamento do processo penal. Ante o exposto, por considerar inexistente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF com a finalidade de proteger outros direitos. (AgR no HC 82.880/SP, DJ 16.5.2003). Ainda, a jurisprudência prevalecente no STF é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete diretamente a liberdade de locomoção. Nesse sentido: (…). A despeito da extensão e da amplitude que essa interpretação tem assumido em nossa jurisprudência, não me impressiona o argumento de que o habeas corpus é o meio adequado para proteger tão somente o direito de ir e vir do cidadão em face de violência, coação ilegal ou abuso de poder. (...) Não olvido as legítimas razões que alimentam a preocupação com o alargamento das hipóteses de cabimento do habeas corpus e, com efeito, as distorções que dele decorrem. Contudo, incomoda-me mais, ante os fatos históricos, restringir seu espectro de tutela. Pois bem. No presente caso, no entanto, não há constrangimento ilegal a ser reparado. O STJ apreciou a impetração, nos termos determinados por esta Segunda Turma nos autos do HC 112.851/DF, de minha relatoria, DJe 14.8.2013. Com efeito, o aresto desta Segunda Turma concedeu a ordem apenas para afastar o fundamento de não cabimento do writ, por suposta ausência de risco à liberdade de locomoção. Isto é, a ordem do STF não impõe o conhecimento do habeas corpus, mas apenas impede a reiteração daquele fundamento já rechaçado. Decidido, ainda que por maioria, pela perda superveniente do objeto da ação, considerada a manifestação do Ministério Público quanto à ausência de utilidade da persecução criminal em razão da não constituição definitiva do crédito tributário, cumpriu-se, efetivamente, a ordem do Supremo Tribunal Federal. Ademais, tem razão o acórdão atacado ao apontar a perda superveniente do objeto, ante o posterior arquivamento do processo penal. Ante o exposto, por considerar inexistente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF constrangimento ilegal a ser sanado e manifesta improcedência, nego seguimento ao habeas corpus.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF constrangimento ilegal a ser sanado e manifesta improcedência, nego seguimento ao habeas corpus.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Com o presente agravo regimental, o recorrente pretende, em última instância, rever a decisão que não conheceu do pedido deduzido no STJ de fulminar a busca e apreensão de documentos efetuada, ao argumento de que, não obstante o arquivamento da medida cautelar pela inexistência de interesse processual, os documentos obtidos teriam instruído procedimento administrativo-fiscal tendente a constituição de créditos tributários e previdenciários. Conforme relatado, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar (potencial futuro prejuízo pela utilização de prova produzida por juiz alegadamente incompetente). Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, razão pela qual nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565588. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Com o presente agravo regimental, o recorrente pretende, em última instância, rever a decisão que não conheceu do pedido deduzido no STJ de fulminar a busca e apreensão de documentos efetuada, ao argumento de que, não obstante o arquivamento da medida cautelar pela inexistência de interesse processual, os documentos obtidos teriam instruído procedimento administrativo-fiscal tendente a constituição de créditos tributários e previdenciários. Conforme relatado, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar (potencial futuro prejuízo pela utilização de prova produzida por juiz alegadamente incompetente). Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, razão pela qual nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521189 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521189 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588413
2014-08-05T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Procedimento cautelar de busca e apreensão extinto a pedido do Ministério Público. Crimes contra a ordem tributária, frustração de direito assegurado por lei trabalhista e sonegação de contribuição previdenciária. Nulidade. Inocorrência. 3. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274307
Número de páginas: 9. Análise: 09/09/2014, BRU.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
122731
null
HC-AgR
acordaos
HC 122731 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Procedimento cautelar de busca e apreensão extinto a pedido do Ministério Público. Crimes contra a ordem tributária, frustração de direito assegurado por lei trabalhista e sonegação de contribuição previdenciária. Nulidade. Inocorrência. 3. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pierpaolo Cruz Bottini e outros, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra decisão da minha lavra em que foi negado seguimento ao writ por inexistência de constrangimento ilegal a ser sanado. Neste agravo regimental, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar. Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. A decisão agravada possui o seguinte teor (eDOC 5): “Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Danyelle da Silva Galvão, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra acórdão da 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), proferido no HC 233.467/DF, que não conheceu do pedido. Na espécie, o paciente é sócio-gerente da empresa Pneus Way Pneus e Serviços Automotivos Ltda., contra a qual foi deferida medida cautelar de busca e apreensão pelo Juízo da 10... Vara Federal de Brasília/DF. O pedido de busca e apreensão foi requerido pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pierpaolo Cruz Bottini e outros, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra decisão da minha lavra em que foi negado seguimento ao writ por inexistência de constrangimento ilegal a ser sanado. Neste agravo regimental, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar. Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. A decisão agravada possui o seguinte teor (eDOC 5): “Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Danyelle da Silva Galvão, em favor de Ciro Walter Saraiva de Oliveira, contra acórdão da 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), proferido no HC 233.467/DF, que não conheceu do pedido. Na espécie, o paciente é sócio-gerente da empresa Pneus Way Pneus e Serviços Automotivos Ltda., contra a qual foi deferida medida cautelar de busca e apreensão pelo Juízo da 10... Vara Federal de Brasília/DF. O pedido de busca e apreensão foi requerido pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF Ministério Público Federal, visando à obtenção de elementos materiais e de convicção referentes à suposta prática dos crimes previstos nos arts. 203 e 337-A, ambos do Código Penal Brasileiro, e arts. 1..., incisos I, II, III e IV, e 2..., incisos I e II, da Lei 8.137/90, concernente ao pagamento de comissões indevidas a empregados da PNEULINE PNEUS E SERVIÇOS LTDA. e PNEUS WAY PNEUS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS LTDA., sem o recolhimento de contribuições previdenciárias. A medida foi deferida e cumprida no dia 26 de novembro de 2010. A defesa, então, impetrou habeas corpus no TRF da 1... Região, buscando a anulação da medida cautelar de busca e apreensão autorizada nos autos do Processo n. 48423- 59.2010.4.01.3400/DF. Sustentou falta de justa causa para a medida em face da ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Alegou, ainda, violação ao princípio do juiz natural e desrespeito à competência para prevenção, pois o Juízo da 12... Vara Federal Criminal do DF (Autos n. 1474-74.2010.4.01.3400) já teria apreciado a suposta sonegação fiscal previdenciária nos autos de processo trabalhista ajuizado em desfavor da empresa da qual o paciente é sócio. A ordem restou concedida parcialmente, tão somente para que fossem devolvidos ao paciente os documentos relativos aos períodos não compreendidos entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008 (período sob investigação). Nova impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Min. Jorge Mussi indeferiu liminarmente o writ, por entender não haver risco à liberdade de locomoção do paciente. Naquela oportunidade, afirmou: ‘Constata-se, assim, a inadequação da via eleita pelos impetrantes para pleitear a anulação de medida cautelar de busca e apreensão, porquanto não configurada qualquer das hipóteses de cabimento do writ, tendo em vista que não está em discussão a liberdade pessoal do paciente, sequer por via oblíqua’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF Ministério Público Federal, visando à obtenção de elementos materiais e de convicção referentes à suposta prática dos crimes previstos nos arts. 203 e 337-A, ambos do Código Penal Brasileiro, e arts. 1..., incisos I, II, III e IV, e 2..., incisos I e II, da Lei 8.137/90, concernente ao pagamento de comissões indevidas a empregados da PNEULINE PNEUS E SERVIÇOS LTDA. e PNEUS WAY PNEUS E SERVIÇOS AUTOMOTIVOS LTDA., sem o recolhimento de contribuições previdenciárias. A medida foi deferida e cumprida no dia 26 de novembro de 2010. A defesa, então, impetrou habeas corpus no TRF da 1... Região, buscando a anulação da medida cautelar de busca e apreensão autorizada nos autos do Processo n. 48423- 59.2010.4.01.3400/DF. Sustentou falta de justa causa para a medida em face da ausência de constituição definitiva do crédito tributário. Alegou, ainda, violação ao princípio do juiz natural e desrespeito à competência para prevenção, pois o Juízo da 12... Vara Federal Criminal do DF (Autos n. 1474-74.2010.4.01.3400) já teria apreciado a suposta sonegação fiscal previdenciária nos autos de processo trabalhista ajuizado em desfavor da empresa da qual o paciente é sócio. A ordem restou concedida parcialmente, tão somente para que fossem devolvidos ao paciente os documentos relativos aos períodos não compreendidos entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008 (período sob investigação). Nova impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Min. Jorge Mussi indeferiu liminarmente o writ, por entender não haver risco à liberdade de locomoção do paciente. Naquela oportunidade, afirmou: ‘Constata-se, assim, a inadequação da via eleita pelos impetrantes para pleitear a anulação de medida cautelar de busca e apreensão, porquanto não configurada qualquer das hipóteses de cabimento do writ, tendo em vista que não está em discussão a liberdade pessoal do paciente, sequer por via oblíqua’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF Tal decisão ensejou o manejo de idêntica medida perante esta Suprema Corte. Ao julgar o HC 112.851/DF, de minha relatoria e que se voltou contra o indeferimento liminar acima referido, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu a ordem para ‘determinar ao Relator do HC 233.467 do Superior Tribunal de Justiça que apreci[asse] o referido writ como entende[sse] de direito’. Eis a ementa do julgado: ‘Habeas corpus. 2. Busca e apreensão deferida em desfavor de empresa da qual o paciente é sócio. 3. Alegações de incompetência do Juízo que deferiu a cautelar e ausência de justa causa para concessão da medida perante o não-esgotamento da via administrativa, constituição definitiva do crédito tributário. 4. HC indeferido liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que entendeu não haver risco à liberdade de locomoção. 5. Na perspectiva dos direitos fundamentais de caráter judicial e de garantias do processo, é cabível o writ, porquanto, efetivamente, encontra-se o paciente sujeito a ato constritivo, real e concreto do poder estatal. 6. Ordem concedida para determinar ao Relator do HC 233.467 do Superior Tribunal de Justiça que aprecie o referido writ como entender de direito.’ Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, a 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça apreciou a impetração e decidiu pela perda superveniente do interesse processual. Confira-se a ementa: ‘HABEAS CORPUS. MEDIDA CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO PARA APURAÇÃO DE CRIME DE SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEFERIMENTO DA LIMINAR E POSTERIOR EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. NECESSIDADE DE CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DO INTERESSE PROCESSUAL. WRIT 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF Tal decisão ensejou o manejo de idêntica medida perante esta Suprema Corte. Ao julgar o HC 112.851/DF, de minha relatoria e que se voltou contra o indeferimento liminar acima referido, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu a ordem para ‘determinar ao Relator do HC 233.467 do Superior Tribunal de Justiça que apreci[asse] o referido writ como entende[sse] de direito’. Eis a ementa do julgado: ‘Habeas corpus. 2. Busca e apreensão deferida em desfavor de empresa da qual o paciente é sócio. 3. Alegações de incompetência do Juízo que deferiu a cautelar e ausência de justa causa para concessão da medida perante o não-esgotamento da via administrativa, constituição definitiva do crédito tributário. 4. HC indeferido liminarmente pelo Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que entendeu não haver risco à liberdade de locomoção. 5. Na perspectiva dos direitos fundamentais de caráter judicial e de garantias do processo, é cabível o writ, porquanto, efetivamente, encontra-se o paciente sujeito a ato constritivo, real e concreto do poder estatal. 6. Ordem concedida para determinar ao Relator do HC 233.467 do Superior Tribunal de Justiça que aprecie o referido writ como entender de direito.’ Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal, a 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça apreciou a impetração e decidiu pela perda superveniente do interesse processual. Confira-se a ementa: ‘HABEAS CORPUS. MEDIDA CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO PARA APURAÇÃO DE CRIME DE SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEFERIMENTO DA LIMINAR E POSTERIOR EXTINÇÃO DA AÇÃO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. NECESSIDADE DE CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DO INTERESSE PROCESSUAL. WRIT 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF PREJUDICADO. I - Medida Cautelar de Busca e Apreensão proposta com finalidade de assegurar a colheita de prova para apuração de crime de sonegação de contribuição previdenciária anteriormente à constituição definitiva do crédito tributário. II - O Ministério Público Federal, após o deferimento da medida liminar, requereu o arquivamento da ação por entender não haver utilidade na persecução criminal e o processo foi extinto sem resolução de mérito. III - Impossibilidade do reconhecimento de nulidade em processo extinto, carência superveniente de interesse processual no writ. IV - Habeas corpus não conhecido.’ Nesta impetração, a defesa reitera todos os argumentos anteriores. Diz, mais, ter o Superior Tribunal de Justiça descumprido a determinação desta Suprema Corte ao não apreciar o mérito do HC 233.467. Requer o deferimento de medida liminar para suspender os efeitos da busca e apreensão de documentos. Postula a concessão definitiva da ordem para que o Superior Tribunal de Justiça aprecie o mérito da impetração ou para que o Supremo Tribunal Federal anule a busca e apreensão referida. É o relatório. Decido. É certo que inexiste divergência teórica quanto ao fato de o habeas corpus se destinar a proteger o indivíduo contra qualquer medida restritiva do poder público à liberdade de ir, vir e permanecer (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). O Plenário desta Corte reiteradamente tem assentado que aludido remédio tem como escopo a proteção da liberdade de locomoção e seu cabimento tem parâmetros constitucionalmente estabelecidos, justificando-se a impetração sempre que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer, violência ou coação em sua liberdade de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder, sendo inadequado o writ quando utilizado 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF PREJUDICADO. I - Medida Cautelar de Busca e Apreensão proposta com finalidade de assegurar a colheita de prova para apuração de crime de sonegação de contribuição previdenciária anteriormente à constituição definitiva do crédito tributário. II - O Ministério Público Federal, após o deferimento da medida liminar, requereu o arquivamento da ação por entender não haver utilidade na persecução criminal e o processo foi extinto sem resolução de mérito. III - Impossibilidade do reconhecimento de nulidade em processo extinto, carência superveniente de interesse processual no writ. IV - Habeas corpus não conhecido.’ Nesta impetração, a defesa reitera todos os argumentos anteriores. Diz, mais, ter o Superior Tribunal de Justiça descumprido a determinação desta Suprema Corte ao não apreciar o mérito do HC 233.467. Requer o deferimento de medida liminar para suspender os efeitos da busca e apreensão de documentos. Postula a concessão definitiva da ordem para que o Superior Tribunal de Justiça aprecie o mérito da impetração ou para que o Supremo Tribunal Federal anule a busca e apreensão referida. É o relatório. Decido. É certo que inexiste divergência teórica quanto ao fato de o habeas corpus se destinar a proteger o indivíduo contra qualquer medida restritiva do poder público à liberdade de ir, vir e permanecer (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). O Plenário desta Corte reiteradamente tem assentado que aludido remédio tem como escopo a proteção da liberdade de locomoção e seu cabimento tem parâmetros constitucionalmente estabelecidos, justificando-se a impetração sempre que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer, violência ou coação em sua liberdade de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder, sendo inadequado o writ quando utilizado 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF com a finalidade de proteger outros direitos. (AgR no HC 82.880/SP, DJ 16.5.2003). Ainda, a jurisprudência prevalecente no Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete diretamente a liberdade de locomoção. Nesse sentido: (…). A despeito da extensão e da amplitude que essa interpretação tem assumido em nossa jurisprudência, não me impressiona o argumento de que o habeas corpus é o meio adequado para proteger tão somente o direito de ir e vir do cidadão em face de violência, coação ilegal ou abuso de poder. (...) Não olvido as legítimas razões que alimentam a preocupação com o alargamento das hipóteses de cabimento do habeas corpus e, com efeito, as distorções que dele decorrem. Contudo, incomoda-me mais, ante os fatos históricos, restringir seu espectro de tutela. Pois bem. No presente caso, no entanto, não há constrangimento ilegal a ser reparado. O Superior Tribunal de Justiça apreciou a impetração, nos termos determinados por esta Segunda Turma nos autos do HC 112.851/DF, de minha relatoria, DJe 14.8.2013. Com efeito, o aresto desta Segunda Turma concedeu a ordem apenas para afastar o fundamento de não cabimento do writ, por suposta ausência de risco à liberdade de locomoção. Isto é, a ordem do Supremo Tribunal Federal não impõe o conhecimento do habeas corpus, mas apenas impede a reiteração daquele fundamento já rechaçado. Decidido, ainda que por maioria, pela perda superveniente do objeto da ação, considerada a manifestação do Ministério Público quanto à ausência de utilidade da persecução criminal em razão da não constituição definitiva do crédito tributário, cumpriu-se, efetivamente, a ordem do Supremo Tribunal Federal. Ademais, tem razão o acórdão atacado ao apontar a perda superveniente do objeto, ante o posterior arquivamento do processo penal. Ante o exposto, por considerar inexistente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF com a finalidade de proteger outros direitos. (AgR no HC 82.880/SP, DJ 16.5.2003). Ainda, a jurisprudência prevalecente no Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete diretamente a liberdade de locomoção. Nesse sentido: (…). A despeito da extensão e da amplitude que essa interpretação tem assumido em nossa jurisprudência, não me impressiona o argumento de que o habeas corpus é o meio adequado para proteger tão somente o direito de ir e vir do cidadão em face de violência, coação ilegal ou abuso de poder. (...) Não olvido as legítimas razões que alimentam a preocupação com o alargamento das hipóteses de cabimento do habeas corpus e, com efeito, as distorções que dele decorrem. Contudo, incomoda-me mais, ante os fatos históricos, restringir seu espectro de tutela. Pois bem. No presente caso, no entanto, não há constrangimento ilegal a ser reparado. O Superior Tribunal de Justiça apreciou a impetração, nos termos determinados por esta Segunda Turma nos autos do HC 112.851/DF, de minha relatoria, DJe 14.8.2013. Com efeito, o aresto desta Segunda Turma concedeu a ordem apenas para afastar o fundamento de não cabimento do writ, por suposta ausência de risco à liberdade de locomoção. Isto é, a ordem do Supremo Tribunal Federal não impõe o conhecimento do habeas corpus, mas apenas impede a reiteração daquele fundamento já rechaçado. Decidido, ainda que por maioria, pela perda superveniente do objeto da ação, considerada a manifestação do Ministério Público quanto à ausência de utilidade da persecução criminal em razão da não constituição definitiva do crédito tributário, cumpriu-se, efetivamente, a ordem do Supremo Tribunal Federal. Ademais, tem razão o acórdão atacado ao apontar a perda superveniente do objeto, ante o posterior arquivamento do processo penal. Ante o exposto, por considerar inexistente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Relatório HC 122731 AGR / DF constrangimento ilegal a ser sanado e manifesta improcedência, nego seguimento ao habeas corpus.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Supremo Tribunal Federal HC 122731 AGR / DF constrangimento ilegal a ser sanado e manifesta improcedência, nego seguimento ao habeas corpus.” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Com o presente agravo regimental, o recorrente pretende, em última instância, rever a decisão que não conheceu do pedido deduzido no Superior Tribunal de Justiça de fulminar a busca e apreensão de documentos efetuada, ao argumento de que, não obstante o arquivamento da medida cautelar pela inexistência de interesse processual, os documentos obtidos teriam instruído procedimento administrativo-fiscal tendente a constituição de créditos tributários e previdenciários. Conforme relatado, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar (potencial futuro prejuízo pela utilização de prova produzida por juiz alegadamente incompetente). Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, razão pela qual nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565588. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Com o presente agravo regimental, o recorrente pretende, em última instância, rever a decisão que não conheceu do pedido deduzido no Superior Tribunal de Justiça de fulminar a busca e apreensão de documentos efetuada, ao argumento de que, não obstante o arquivamento da medida cautelar pela inexistência de interesse processual, os documentos obtidos teriam instruído procedimento administrativo-fiscal tendente a constituição de créditos tributários e previdenciários. Conforme relatado, a defesa reitera o quanto já alegado e reafirma a existência do constrangimento ilegal a ensejar o deferimento da medida liminar (potencial futuro prejuízo pela utilização de prova produzida por juiz alegadamente incompetente). Requer a reconsideração da decisão agravada, o deferimento da medida liminar pleiteada ou a submissão do HC à Turma. Não há falar de nulificar procedimento cautelar extinto a pedido do Ministério Público, em especial quando em sua gênese perscrutava-se tipo penal que independe de constituição definitiva de crédito tributário como pressuposto objetivo da ação principal. Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos, razão pela qual nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521189 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 122.731 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CIRO WALTER SARAIVA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521189 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HC 233 . 467 / DF", "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HC 233 . 467 / DF", "HC 122731 AGR / DF", "Processo n . 48423 - 59 . 2010 . 4 . 01 . 3400 / DF", "Autos n . 1474 - 74 . 2010 . 4 . 01 . 3400", "HC 122731 AGR / DF", "Processo n . 48423 - 59 . 2010 . 4 . 01 . 3400 / DF", "Autos n . 1474 - 74 . 2010 . 4 . 01 . 3400", "HC 122731 AGR / DF", "HC 112 . 851 / DF", "HC 233 . 467 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 233 . 467 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 122731", "HC 112 . 851 / DF", "HC 233 . 467 do Superior", "HC 233 . 467 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 122731 AGR / DF", "HC 233 . 467", "HC 122731 AGR / DF", "HC 233 . 467", "HC 122731 AGR / DF", "AgR no HC 82 . 880 / SP", "HC 112 . 851 / DF", "HC 122731 AGR / DF", "AgR no HC 82 . 880 / SP", "HC 112 . 851 / DF", "HC 122731 AGR / DF", "HC 122731 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HABEAS CORPUS 122 . 731", "HABEAS CORPUS 122 . 731" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 203 e 337 - A , ambos do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 203 e 337 - A , ambos do Código Penal Brasileiro", "arts . 1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "5", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 460287 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Supremo Tribunal Federal RE 460287 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 286 a 288, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO – TABELA PROGRESSIVA – PARÂMETRO DEFICIENTE DO CUSTO DAS ATIVIDADES PÚBLICAS – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou ter a Lei nº 11.073, de 1997, estabelecido taxa de fiscalização e controle de serviços públicos delegados utilizando-se de tabela de valores cuja progressividade a impede de servir de parâmetro para medir o custo dos serviços relacionados ao tributo. Apontou a regularidade da cobrança se realizada por meio do percentual Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 286 a 288, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO – TABELA PROGRESSIVA – PARÂMETRO DEFICIENTE DO CUSTO DAS ATIVIDADES PÚBLICAS – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou ter a Lei nº 11.073, de 1997, estabelecido taxa de fiscalização e controle de serviços públicos delegados utilizando-se de tabela de valores cuja progressividade a impede de servir de parâmetro para medir o custo dos serviços relacionados ao tributo. Apontou a regularidade da cobrança se realizada por meio do percentual Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 460287 AGR / RS menor da aludida tabela. Conclusão diversa requer o reexame do conjunto probatório e a interpretação de normas legais, atividades vedadas em sede extraordinária. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal RE 460287 AGR / RS menor da aludida tabela. Conclusão diversa requer o reexame do conjunto probatório e a interpretação de normas legais, atividades vedadas em sede extraordinária. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 460287 AGR / RS legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Ante o exposto, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, no regimental de folha 292 a 297, discorrem acerca da constitucionalidade da cobrança progressiva de taxa de fiscalização de serviços, evocando o inciso II do artigo 145 da Carta Federal. No mais, afirmam não se tratar de reexame de fatos e provas e buscam demonstrar a índole constitucional da controvérsia. A parte agravada, na contraminuta de folhas 305 e 306, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal RE 460287 AGR / RS legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Ante o exposto, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, no regimental de folha 292 a 297, discorrem acerca da constitucionalidade da cobrança progressiva de taxa de fiscalização de serviços, evocando o inciso II do artigo 145 da Carta Federal. No mais, afirmam não se tratar de reexame de fatos e provas e buscam demonstrar a índole constitucional da controvérsia. A parte agravada, na contraminuta de folhas 305 e 306, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 162): TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL. FATURAMENTO DAS EMPRESAS DELEGATÁRIAS DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS COMO BASE DE CÁLCULO DA TAXA: CONSTITUCIONALIDADE. ADOÇÃO DE TABELA PROGRESSIVA CRESCENTE PARA O CÁLCULO: INCONSTITUCIONALIDADE QUANTO ÀS ALÍQUOTAS EXCEDENTES À PRIMEIRA. 1. É admissível a adoção do faturamento como base de cálculo de taxa de fiscalização e controle de serviços de transporte intermunicipal de passageiros, por guardar ela proporção e equivalência entre o número de usuários do serviço e o trajeto percorrido, com o número de veículos utilizados, ficando, desta forma, atendido o princípio constitucional da divisibilidade do serviço público contraprestacionado a título de taxa. 2. Sendo a taxa a rigorosa expressão monetária do serviço público contraprestacionado, não pode ela ser calculada de forma progressiva crescente, o que é próprio dos impostos e, assim mesmo, dos impostos pessoais. Assim o fazendo, viola ela a regra do art. 145, II, da CF/88, por não corresponder ao custo real do serviço efetivamente prestado. 3. Precedentes deste Tribunal: AC n° 70000346221. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 162): TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL. FATURAMENTO DAS EMPRESAS DELEGATÁRIAS DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS COMO BASE DE CÁLCULO DA TAXA: CONSTITUCIONALIDADE. ADOÇÃO DE TABELA PROGRESSIVA CRESCENTE PARA O CÁLCULO: INCONSTITUCIONALIDADE QUANTO ÀS ALÍQUOTAS EXCEDENTES À PRIMEIRA. 1. É admissível a adoção do faturamento como base de cálculo de taxa de fiscalização e controle de serviços de transporte intermunicipal de passageiros, por guardar ela proporção e equivalência entre o número de usuários do serviço e o trajeto percorrido, com o número de veículos utilizados, ficando, desta forma, atendido o princípio constitucional da divisibilidade do serviço público contraprestacionado a título de taxa. 2. Sendo a taxa a rigorosa expressão monetária do serviço público contraprestacionado, não pode ela ser calculada de forma progressiva crescente, o que é próprio dos impostos e, assim mesmo, dos impostos pessoais. Assim o fazendo, viola ela a regra do art. 145, II, da CF/88, por não corresponder ao custo real do serviço efetivamente prestado. 3. Precedentes deste Tribunal: AC n° 70000346221. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 460287 AGR / RS O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Supremo Tribunal Federal RE 460287 AGR / RS O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELLO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527738 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELLO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527738 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6573039
2014-08-05T00:00:00
2014-08-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur273743
Número de páginas: 8. Análise: 05/09/2014, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
460287
null
RE-AgR
acordaos
RE 460287 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELLO
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de agosto de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512538. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 286 a 288, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO – TABELA PROGRESSIVA – PARÂMETRO DEFICIENTE DO CUSTO DAS ATIVIDADES PÚBLICAS – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou ter a Lei n 11.073, de 1997, estabelecido taxa de fiscalização e controle de serviços públicos delegados utilizando-se de tabela de valores cuja progressividade a impede de servir de parâmetro para medir o custo dos serviços relacionados ao tributo. Apontou a regularidade da cobrança se realizada por meio do percentual Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) :AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELLO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 286 a 288, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO – TABELA PROGRESSIVA – PARÂMETRO DEFICIENTE DO CUSTO DAS ATIVIDADES PÚBLICAS – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou ter a Lei n 11.073, de 1997, estabelecido taxa de fiscalização e controle de serviços públicos delegados utilizando-se de tabela de valores cuja progressividade a impede de servir de parâmetro para medir o custo dos serviços relacionados ao tributo. Apontou a regularidade da cobrança se realizada por meio do percentual Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS menor da aludida tabela. Conclusão diversa requer o reexame do conjunto probatório e a interpretação de normas legais, atividades vedadas em sede extraordinária. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS menor da aludida tabela. Conclusão diversa requer o reexame do conjunto probatório e a interpretação de normas legais, atividades vedadas em sede extraordinária. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, a reapreciação dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Ante o exposto, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, no regimental de folha 292 a 297, discorrem acerca da constitucionalidade da cobrança progressiva de taxa de fiscalização de serviços, evocando o inciso II do artigo 145 da Carta Federal. No mais, afirmam não se tratar de reexame de fatos e provas e buscam demonstrar a índole constitucional da controvérsia. A parte agravada, na contraminuta de folhas 305 e 306, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Ante o exposto, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, no regimental de folha 292 a 297, discorrem acerca da constitucionalidade da cobrança progressiva de taxa de fiscalização de serviços, evocando o inciso II do artigo 145 da Carta Federal. No mais, afirmam não se tratar de reexame de fatos e provas e buscam demonstrar a índole constitucional da controvérsia. A parte agravada, na contraminuta de folhas 305 e 306, sustenta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 162): TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL. FATURAMENTO DAS EMPRESAS DELEGATÁRIAS DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS COMO BASE DE CÁLCULO DA TAXA: CONSTITUCIONALIDADE. ADOÇÃO DE TABELA PROGRESSIVA CRESCENTE PARA O CÁLCULO: INCONSTITUCIONALIDADE QUANTO ÀS ALÍQUOTAS EXCEDENTES À PRIMEIRA. 1. É admissível a adoção do faturamento como base de cálculo de taxa de fiscalização e controle de serviços de transporte intermunicipal de passageiros, por guardar ela proporção e equivalência entre o número de usuários do serviço e o trajeto percorrido, com o número de veículos utilizados, ficando, desta forma, atendido o princípio constitucional da divisibilidade do serviço público contraprestacionado a título de taxa. 2. Sendo a taxa a rigorosa expressão monetária do serviço público contraprestacionado, não pode ela ser calculada de forma progressiva crescente, o que é próprio dos impostos e, assim mesmo, dos impostos pessoais. Assim o fazendo, viola ela a regra do art. 145, II, da Constituição Federal de 1988/88, por não corresponder ao custo real do serviço efetivamente prestado. 3. Precedentes deste Tribunal: AC n 70000346221. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 162): TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL. FATURAMENTO DAS EMPRESAS DELEGATÁRIAS DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS COMO BASE DE CÁLCULO DA TAXA: CONSTITUCIONALIDADE. ADOÇÃO DE TABELA PROGRESSIVA CRESCENTE PARA O CÁLCULO: INCONSTITUCIONALIDADE QUANTO ÀS ALÍQUOTAS EXCEDENTES À PRIMEIRA. 1. É admissível a adoção do faturamento como base de cálculo de taxa de fiscalização e controle de serviços de transporte intermunicipal de passageiros, por guardar ela proporção e equivalência entre o número de usuários do serviço e o trajeto percorrido, com o número de veículos utilizados, ficando, desta forma, atendido o princípio constitucional da divisibilidade do serviço público contraprestacionado a título de taxa. 2. Sendo a taxa a rigorosa expressão monetária do serviço público contraprestacionado, não pode ela ser calculada de forma progressiva crescente, o que é próprio dos impostos e, assim mesmo, dos impostos pessoais. Assim o fazendo, viola ela a regra do art. 145, II, da Constituição Federal de 1988/88, por não corresponder ao custo real do serviço efetivamente prestado. 3. Precedentes deste Tribunal: AC n 70000346221. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6512540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELLO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527738 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460.287 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : AGÊNCIA ESTADUAL REGULADORA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DO RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : VIAÇÃO OURO E PRATA S/A ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELLO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6527738 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 287", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 460287", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 287", "AC n 70000346221", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 287", "AC n 70000346221", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 460287 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 287", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 460 . 287" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 073", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 073", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "inciso II do artigo 145 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "inciso II do artigo 145 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 145 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 145 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ESTADO", "AGÊNCIA ESTADUAL", "VIAÇÃO OURO E PRATA S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO OURO E PRATA S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO OURO E PRATA S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AGÊNCIA ESTADUAL", "VIAÇÃO OURO E PRATA S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO OURO E PRATA S / A", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DARCI NORTE REBELLO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DARCI NORTE REBELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DARCI NORTE REBELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DARCI NORTE REBELLO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DARCI NORTE REBELLO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "08", "/", "2014", "5 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação à competência da Justiça Castrense. Inocorrência. Entendimento desta Suprema Corte de que a competência para processar e julgar crimes comuns praticados por policiais militares é da Justiça comum, bem como para decretar a perda do cargo público como efeito da condenação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565533. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ementado nos seguintes termos: “Extorsão qualificada. Agentes, um deles armado, que invadem a residência da vítima, afirmando serem policiais, a agridem e levam-na até um veículo, onde exigem quantia em dinheiro, mediante grave ameaça. Prisão dos réus em flagrante, no interior do carro, onde foi apreendida a arma e uma camiseta, com emblema da Polícia Civil, utilizada por um dos acusados. Prova inconcussa da autoria e da materialidade. Palavra da vítima coerente e segura, em consonância com o relato da testemunha e dos policiais. Extorsão caracterizada. Crime consumado. Causa de aumento bem reconhecida. Impossibilidade de desclassificação da conduta para ameaça ou constrangimento ilegal. Penas adequadas. Majoração da base necessária. Regime fechado necessário. Apelo improvido, afastadas as matérias preliminares. Decretação, deofício, da perda do cargo público de ELISEU, soldado PM”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ementado nos seguintes termos: “Extorsão qualificada. Agentes, um deles armado, que invadem a residência da vítima, afirmando serem policiais, a agridem e levam-na até um veículo, onde exigem quantia em dinheiro, mediante grave ameaça. Prisão dos réus em flagrante, no interior do carro, onde foi apreendida a arma e uma camiseta, com emblema da Polícia Civil, utilizada por um dos acusados. Prova inconcussa da autoria e da materialidade. Palavra da vítima coerente e segura, em consonância com o relato da testemunha e dos policiais. Extorsão caracterizada. Crime consumado. Causa de aumento bem reconhecida. Impossibilidade de desclassificação da conduta para ameaça ou constrangimento ilegal. Penas adequadas. Majoração da base necessária. Regime fechado necessário. Apelo improvido, afastadas as matérias preliminares. Decretação, deofício, da perda do cargo público de ELISEU, soldado PM”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 819673 AGR / SP O apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, inciso III, alínea a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 125, § 4º, da Constituição Federal. O recorrente argumenta que a decretação da perda de graduação de praças é incumbência do Tribunal de Justiça Militar Estadual. Requer, nesse sentido, a reforma do acórdão proferido pelo TJ/SP, anulando-se a decretação da perda do cargo público, ante a incompetência do Juízo que a decretou. O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário, por ausência de prequestionamento. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, ao aplicar entendimento pacífico desta Corte, no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. No presente agravo regimental, a defesa reitera as teses elencadas no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP O apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, inciso III, alínea a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 125, § 4º, da Constituição Federal. O recorrente argumenta que a decretação da perda de graduação de praças é incumbência do Tribunal de Justiça Militar Estadual. Requer, nesse sentido, a reforma do acórdão proferido pelo TJ/SP, anulando-se a decretação da perda do cargo público, ante a incompetência do Juízo que a decretou. O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário, por ausência de prequestionamento. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, ao aplicar entendimento pacífico desta Corte, no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. No presente agravo regimental, a defesa reitera as teses elencadas no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero o quanto consignado na decisão agravada. O entendimento do Tribunal de origem está de acordo com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. CRIME DE TORTURA. LEI 9.455/1997. CRIME COMUM. PERDA DO CARGO. EFEITO DA CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. INAPLICABILIDADE DO ART. 125, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Em se tratando de condenação de oficial da Polícia Militar pela prática do crime de tortura, sendo crime comum, a competência para decretar a perda do oficialato, como efeito da condenação, é da Justiça Comum. O disposto no art. 125, § 4º, da Constituição Federal refere- se à competência da Justiça Militar para decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças quando se tratar de crimes militares definidos em lei. Precedente. Nos termos da orientação deste Tribunal, cabe à parte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero o quanto consignado na decisão agravada. O entendimento do Tribunal de origem está de acordo com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. CRIME DE TORTURA. LEI 9.455/1997. CRIME COMUM. PERDA DO CARGO. EFEITO DA CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. INAPLICABILIDADE DO ART. 125, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Em se tratando de condenação de oficial da Polícia Militar pela prática do crime de tortura, sendo crime comum, a competência para decretar a perda do oficialato, como efeito da condenação, é da Justiça Comum. O disposto no art. 125, § 4º, da Constituição Federal refere- se à competência da Justiça Militar para decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças quando se tratar de crimes militares definidos em lei. Precedente. Nos termos da orientação deste Tribunal, cabe à parte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819673 AGR / SP impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso, tornando inviável o agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 769.637/MG, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.5.2012). “CRIME DE TORTURA – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR – PERDA DO POSTO E DA PATENTE COMO CONSEQUÊNCIA NATURAL DESSA CONDENAÇÃO ( LEI Nº 9.455/97, ART. 1º, § 5º) – INAPLICABILIDADE DA REGRA INSCRITA NO ART. 125, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO, PELO FATO DE O CRIME DE TORTURA NÃO SE QUALIFICAR COMO DELITO MILITAR – PRECEDENTES – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE , A UM NOVO JULGAMENTO DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – PRONTO CUMPRIMENTO DO JULGADO DESTA SUPREMA CORTE, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO, PARA EFEITO DE IMEDIATA EXECUÇÃO DAS DECISÕES EMANADAS DO TRIBUNAL LOCAL – POSSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. TORTURA – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM – PERDA DO CARGO COMO EFEITO AUTOMÁTICO E NECESSÁRIO DA CONDENAÇÃO PENAL . - O crime de tortura, tipificado na Lei nº 9.455/97, não se qualifica como delito de natureza castrense, achando-se incluído, por isso mesmo, na esfera de competência penal da Justiça comum (federal ou local, conforme o caso), ainda que praticado por membro das Forças Armadas ou por integrante da Polícia Militar. Doutrina . Precedentes . 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso, tornando inviável o agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 769.637/MG, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.5.2012). “CRIME DE TORTURA – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR – PERDA DO POSTO E DA PATENTE COMO CONSEQUÊNCIA NATURAL DESSA CONDENAÇÃO ( LEI Nº 9.455/97, ART. 1º, § 5º) – INAPLICABILIDADE DA REGRA INSCRITA NO ART. 125, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO, PELO FATO DE O CRIME DE TORTURA NÃO SE QUALIFICAR COMO DELITO MILITAR – PRECEDENTES – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE , A UM NOVO JULGAMENTO DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – PRONTO CUMPRIMENTO DO JULGADO DESTA SUPREMA CORTE, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO, PARA EFEITO DE IMEDIATA EXECUÇÃO DAS DECISÕES EMANADAS DO TRIBUNAL LOCAL – POSSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. TORTURA – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM – PERDA DO CARGO COMO EFEITO AUTOMÁTICO E NECESSÁRIO DA CONDENAÇÃO PENAL . - O crime de tortura, tipificado na Lei nº 9.455/97, não se qualifica como delito de natureza castrense, achando-se incluído, por isso mesmo, na esfera de competência penal da Justiça comum (federal ou local, conforme o caso), ainda que praticado por membro das Forças Armadas ou por integrante da Polícia Militar. Doutrina . Precedentes . 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819673 AGR / SP - A perda do cargo, função ou emprego público – que configura efeito extrapenal secundário – constitui consequência necessária que resulta, automaticamente , de pleno direito, da condenação penal imposta ao agente público pela prática do crime de tortura, ainda que se cuide de integrante da Polícia Militar, não se lhe aplicando, a despeito de tratar-se de Oficial da Corporação, a cláusula inscrita no art. 125, § 4º, da Constituição da República. Doutrina. Precedentes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – UTILIZAÇÃO PROCRASTINATÓRIA – EXECUÇÃO IMEDIATA – POSSIBILIDADE . A reiteração de embargos de declaração, sem que se registre qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade ( CPP , art. 620), reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a conduta processual da parte recorrente. - O propósito revelado pelo embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se , para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza , em consequência, o imediato cumprimento da decisão emanada desta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes ”. (AI- AgR-ED-ED 769.637/MG, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP - A perda do cargo, função ou emprego público – que configura efeito extrapenal secundário – constitui consequência necessária que resulta, automaticamente , de pleno direito, da condenação penal imposta ao agente público pela prática do crime de tortura, ainda que se cuide de integrante da Polícia Militar, não se lhe aplicando, a despeito de tratar-se de Oficial da Corporação, a cláusula inscrita no art. 125, § 4º, da Constituição da República. Doutrina. Precedentes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – UTILIZAÇÃO PROCRASTINATÓRIA – EXECUÇÃO IMEDIATA – POSSIBILIDADE . A reiteração de embargos de declaração, sem que se registre qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade ( CPP , art. 620), reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a conduta processual da parte recorrente. - O propósito revelado pelo embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se , para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza , em consequência, o imediato cumprimento da decisão emanada desta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes ”. (AI- AgR-ED-ED 769.637/MG, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) : MARCOS SERGIO DA CUNHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521338 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) : MARCOS SERGIO DA CUNHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6588729
2014-08-05T00:00:00
2014-08-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação à competência da Justiça Castrense. Inocorrência. Entendimento desta Suprema Corte de que a competência para processar e julgar crimes comuns praticados por policiais militares é da Justiça comum, bem como para decretar a perda do cargo público como efeito da condenação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur274315
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA COMUM) AI 769637 AgR (2ªT), AI 769637 AgR-ED-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/09/2014, BRU.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
819673
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 819673 AgR
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AGTE.(S) : ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) : MARCOS SERGIO DA CUNHA
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Ementa e Acórdão 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação à competência da Justiça Castrense. Inocorrência. Entendimento desta Suprema Corte de que a competência para processar e julgar crimes comuns praticados por policiais militares é da Justiça comum, bem como para decretar a perda do cargo público como efeito da condenação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565533. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ementado nos seguintes termos: “Extorsão qualificada. Agentes, um deles armado, que invadem a residência da vítima, afirmando serem policiais, a agridem e levam-na até um veículo, onde exigem quantia em dinheiro, mediante grave ameaça. Prisão dos réus em flagrante, no interior do carro, onde foi apreendida a arma e uma camiseta, com emblema da Polícia Civil, utilizada por um dos acusados. Prova inconcussa da autoria e da materialidade. Palavra da vítima coerente e segura, em consonância com o relato da testemunha e dos policiais. Extorsão caracterizada. Crime consumado. Causa de aumento bem reconhecida. Impossibilidade de desclassificação da conduta para ameaça ou constrangimento ilegal. Penas adequadas. Majoração da base necessária. Regime fechado necessário. Apelo improvido, afastadas as matérias preliminares. Decretação, deofício, da perda do cargo público de ELISEU, soldado PM”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) :MARCOS SERGIO DA CUNHA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ementado nos seguintes termos: “Extorsão qualificada. Agentes, um deles armado, que invadem a residência da vítima, afirmando serem policiais, a agridem e levam-na até um veículo, onde exigem quantia em dinheiro, mediante grave ameaça. Prisão dos réus em flagrante, no interior do carro, onde foi apreendida a arma e uma camiseta, com emblema da Polícia Civil, utilizada por um dos acusados. Prova inconcussa da autoria e da materialidade. Palavra da vítima coerente e segura, em consonância com o relato da testemunha e dos policiais. Extorsão caracterizada. Crime consumado. Causa de aumento bem reconhecida. Impossibilidade de desclassificação da conduta para ameaça ou constrangimento ilegal. Penas adequadas. Majoração da base necessária. Regime fechado necessário. Apelo improvido, afastadas as matérias preliminares. Decretação, deofício, da perda do cargo público de ELISEU, soldado PM”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 819673 AGR / SP O apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, inciso III, alínea a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 125, § 4..., da Constituição Federal. O recorrente argumenta que a decretação da perda de graduação de praças é incumbência do Tribunal de Justiça Militar Estadual. Requer, nesse sentido, a reforma do acórdão proferido pelo TJ/SP, anulando-se a decretação da perda do cargo público, ante a incompetência do Juízo que a decretou. O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário, por ausência de prequestionamento. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, ao aplicar entendimento pacífico desta Corte, no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. No presente agravo regimental, a defesa reitera as teses elencadas no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP O apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, inciso III, alínea a, do permissivo constitucional, sustenta violação ao art. 125, § 4..., da Constituição Federal. O recorrente argumenta que a decretação da perda de graduação de praças é incumbência do Tribunal de Justiça Militar Estadual. Requer, nesse sentido, a reforma do acórdão proferido pelo TJ/SP, anulando-se a decretação da perda do cargo público, ante a incompetência do Juízo que a decretou. O Tribunal a quo negou trânsito ao recurso extraordinário, por ausência de prequestionamento. Neguei seguimento ao recurso, monocraticamente, ao aplicar entendimento pacífico desta Corte, no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. No presente agravo regimental, a defesa reitera as teses elencadas no recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero o quanto consignado na decisão agravada. O entendimento do Tribunal de origem está de acordo com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. CRIME DE TORTURA. LEI 9.455/1997. CRIME COMUM. PERDA DO CARGO. EFEITO DA CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. INAPLICABILIDADE DO ART. 125, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Em se tratando de condenação de oficial da Polícia Militar pela prática do crime de tortura, sendo crime comum, a competência para decretar a perda do oficialato, como efeito da condenação, é da Justiça Comum. O disposto no art. 125, § 4..., da Constituição Federal refere- se à competência da Justiça Militar para decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças quando se tratar de crimes militares definidos em lei. Precedente. Nos termos da orientação deste Tribunal, cabe à parte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal 05/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Reitero o quanto consignado na decisão agravada. O entendimento do Tribunal de origem está de acordo com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que compete à Justiça comum processar e julgar policial militar pela prática de crimes comuns, bem como para decretar a perda do cargo como efeito da condenação. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. POLICIAL MILITAR. CRIME DE TORTURA. LEI 9.455/1997. CRIME COMUM. PERDA DO CARGO. EFEITO DA CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. INAPLICABILIDADE DO ART. 125, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Em se tratando de condenação de oficial da Polícia Militar pela prática do crime de tortura, sendo crime comum, a competência para decretar a perda do oficialato, como efeito da condenação, é da Justiça Comum. O disposto no art. 125, § 4..., da Constituição Federal refere- se à competência da Justiça Militar para decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças quando se tratar de crimes militares definidos em lei. Precedente. Nos termos da orientação deste Tribunal, cabe à parte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819673 AGR / SP impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso, tornando inviável o agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 769.637/MG, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.5.2012). “CRIME DE TORTURA – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR – PERDA DO POSTO E DA PATENTE COMO CONSEQUÊNCIA NATURAL DESSA CONDENAÇÃO ( LEI n 9.455/97, ART. 1..., § 5...) – INAPLICABILIDADE DA REGRA INSCRITA NO ART. 125, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO, PELO FATO DE O CRIME DE TORTURA NÃO SE QUALIFICAR COMO DELITO MILITAR – PRECEDENTES – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE , A UM NOVO JULGAMENTO DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – PRONTO CUMPRIMENTO DO JULGADO DESTA SUPREMA CORTE, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO, PARA EFEITO DE IMEDIATA EXECUÇÃO DAS DECISÕES EMANADAS DO TRIBUNAL LOCAL – POSSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. TORTURA – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM – PERDA DO CARGO COMO EFEITO AUTOMÁTICO E NECESSÁRIO DA CONDENAÇÃO PENAL . - O crime de tortura, tipificado na Lei n 9.455/97, não se qualifica como delito de natureza castrense, achando-se incluído, por isso mesmo, na esfera de competência penal da Justiça comum (federal ou local, conforme o caso), ainda que praticado por membro das Forças Armadas ou por integrante da Polícia Militar. Doutrina . Precedentes . 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso, tornando inviável o agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 769.637/MG, rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.5.2012). “CRIME DE TORTURA – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR – PERDA DO POSTO E DA PATENTE COMO CONSEQUÊNCIA NATURAL DESSA CONDENAÇÃO ( LEI n 9.455/97, ART. 1..., § 5...) – INAPLICABILIDADE DA REGRA INSCRITA NO ART. 125, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO, PELO FATO DE O CRIME DE TORTURA NÃO SE QUALIFICAR COMO DELITO MILITAR – PRECEDENTES – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENSÃO RECURSAL QUE VISA, NA REALIDADE , A UM NOVO JULGAMENTO DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – PRONTO CUMPRIMENTO DO JULGADO DESTA SUPREMA CORTE, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO, PARA EFEITO DE IMEDIATA EXECUÇÃO DAS DECISÕES EMANADAS DO TRIBUNAL LOCAL – POSSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. TORTURA – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM – PERDA DO CARGO COMO EFEITO AUTOMÁTICO E NECESSÁRIO DA CONDENAÇÃO PENAL . - O crime de tortura, tipificado na Lei n 9.455/97, não se qualifica como delito de natureza castrense, achando-se incluído, por isso mesmo, na esfera de competência penal da Justiça comum (federal ou local, conforme o caso), ainda que praticado por membro das Forças Armadas ou por integrante da Polícia Militar. Doutrina . Precedentes . 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 819673 AGR / SP - A perda do cargo, função ou emprego público – que configura efeito extrapenal secundário – constitui consequência necessária que resulta, automaticamente , de pleno direito, da condenação penal imposta ao agente público pela prática do crime de tortura, ainda que se cuide de integrante da Polícia Militar, não se lhe aplicando, a despeito de tratar-se de Oficial da Corporação, a cláusula inscrita no art. 125, § 4..., da Constituição da República. Doutrina. Precedentes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – UTILIZAÇÃO PROCRASTINATÓRIA – EXECUÇÃO IMEDIATA – POSSIBILIDADE . A reiteração de embargos de declaração, sem que se registre qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade ( CPP , art. 620), reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a conduta processual da parte recorrente. - O propósito revelado pelo embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se , para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza , em consequência, o imediato cumprimento da decisão emanada desta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes ”. (AI- AgR-ED-ED 769.637/MG, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Supremo Tribunal Federal ARE 819673 AGR / SP - A perda do cargo, função ou emprego público – que configura efeito extrapenal secundário – constitui consequência necessária que resulta, automaticamente , de pleno direito, da condenação penal imposta ao agente público pela prática do crime de tortura, ainda que se cuide de integrante da Polícia Militar, não se lhe aplicando, a despeito de tratar-se de Oficial da Corporação, a cláusula inscrita no art. 125, § 4..., da Constituição da República. Doutrina. Precedentes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – UTILIZAÇÃO PROCRASTINATÓRIA – EXECUÇÃO IMEDIATA – POSSIBILIDADE . A reiteração de embargos de declaração, sem que se registre qualquer dos pressupostos legais de embargabilidade ( CPP , art. 620), reveste-se de caráter abusivo e evidencia o intuito protelatório que anima a conduta processual da parte recorrente. - O propósito revelado pelo embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se , para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de embargos declaratórios incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza , em consequência, o imediato cumprimento da decisão emanada desta Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes ”. (AI- AgR-ED-ED 769.637/MG, rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6565535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 05/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) : MARCOS SERGIO DA CUNHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521338 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.673 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ELISEU TEIXEIRA MONTEIRO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : BERNARDO BARBOSA INTDO.(A/S) : MARCOS SERGIO DA CUNHA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6521338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819 . 673", "AGRAVO 819 . 673", "ARE 819673 AGR / SP", "ARE 819673 AGR / SP", "ARE 819673 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 769 . 637 / MG", "ARE 819673 AGR / SP", "AI", "-", "AgR 769 . 637 / MG", "ARE 819673 AGR / SP", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "ED 769 . 637 / MG", "ARE 819673 AGR / SP", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "ED 769 . 637 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819 . 673" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , alínea a , do permissivo constitucional", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 455 / 1997", "ART . 125 , § 4 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 455 / 1997", "ART . 125 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. DEMISSÃO E CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO ACERVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SUMÚLAS 280 E 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento de questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 do STF. IV – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 814492 AGR / SP constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Supremo Tribunal Federal RE 814492 AGR / SP constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, ante a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do STF e porque eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. O agravante sustenta, em síntese, a inaplicabilidade das referidas súmulas ao caso dos autos e afirma que o acórdão recorrido afrontou diretamente a Constituição. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529490. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, ante a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do STF e porque eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. O agravante sustenta, em síntese, a inaplicabilidade das referidas súmulas ao caso dos autos e afirma que o acórdão recorrido afrontou diretamente a Constituição. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “Quanto à alegada ofensa ao art. 2º da Lei Maior, verifica-se que não ocorreu o necessário prequestionamento. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Além disso, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “Quanto à alegada ofensa ao art. 2º da Lei Maior, verifica-se que não ocorreu o necessário prequestionamento. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. Além disso, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 814492 AGR / SP quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta’ (AI 777.240- AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contrarrazões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição’ (AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e das normas locais pertinentes ao caso, o que é vedado pelas Súmula 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, cito o seguinte julgado desta Corte: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 843.907-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Supremo Tribunal Federal RE 814492 AGR / SP quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta’ (AI 777.240- AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contrarrazões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição’ (AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e das normas locais pertinentes ao caso, o que é vedado pelas Súmula 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, cito o seguinte julgado desta Corte: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 843.907-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) : MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542653 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) : MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542653 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6556216
2014-08-12T00:00:00
2014-08-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. DEMISSÃO E CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO ACERVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SUMÚLAS 280 E 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento de questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 do STF. IV – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. V – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273596
Número de páginas: 6. Análise: 03/09/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
814492
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 814492 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) : MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. DEMISSÃO E CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO ACERVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. SUMÚLAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Ausência de prequestionamento de questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. IV – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, ante a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal e porque eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. O agravante sustenta, em síntese, a inaplicabilidade das referidas súmulas ao caso dos autos e afirma que o acórdão recorrido afrontou diretamente a Constituição. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529490. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) :MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, ante a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal e porque eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. O agravante sustenta, em síntese, a inaplicabilidade das referidas súmulas ao caso dos autos e afirma que o acórdão recorrido afrontou diretamente a Constituição. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “Quanto à alegada ofensa ao art. 2... da Lei Maior, verifica-se que não ocorreu o necessário prequestionamento. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “Quanto à alegada ofensa ao art. 2... da Lei Maior, verifica-se que não ocorreu o necessário prequestionamento. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta’ (AI 777.240- AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contrarrazões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição’ (AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e das normas locais pertinentes ao caso, o que é vedado pelas Súmula 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, cito o seguinte julgado desta Corte: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 843.907-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta’ (AI 777.240- AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Certidão de não apresentação de contrarrazões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição’ (AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). Por fim, para verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e das normas locais pertinentes ao caso, o que é vedado pelas Súmula 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, cito o seguinte julgado desta Corte: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 843.907-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia)”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) : MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542653 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.492 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA RUEDER ADV.(A/S) : MARCELO OLIVEIRA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542653 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SUMÚLAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492", "Súmulas 279 , 280 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492", "Súmulas 279 , 280 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "SÚMULAS N . 279", "AI 843 . 907 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 814492 AGR / SP", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "SÚMULAS N . 279", "AI 843 . 907 - AgR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 492" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Maior", "ART . 5 . . . , INC . 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Previdenciário. Índices negativos de correção monetária. Deflação. IGP-M. 3. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Precedente: RE-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343553. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção monetária negativa atinge muitos débitos, que não os previdenciários, o que revelaria a repercussão geral da questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343554. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção monetária negativa atinge muitos débitos, que não os previdenciários, o que revelaria a repercussão geral da questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo que a correção monetária negativa deve ser considerada na variação global do índice, o que não ensejaria ofensa ao princípio da irredutibilidade e da preservação do valor real dos benefícios. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Ressalto que o Plenário do Supremo Tribunal já apreciou a matéria por meio do julgamento do RE-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral. Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343555. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo que a correção monetária negativa deve ser considerada na variação global do índice, o que não ensejaria ofensa ao princípio da irredutibilidade e da preservação do valor real dos benefícios. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Ressalto que o Plenário do Supremo Tribunal já apreciou a matéria por meio do julgamento do RE-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral. Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492421 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6563229
2014-06-24T00:00:00
2014-08-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Previdenciário. Índices negativos de correção monetária. Deflação. IGP-M. 3. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Precedente: RE-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur273634
- Acórdão(s) citado(s): (CORREÇÃO MONETÁRIA NEGATIVA, DEFLAÇÃO) RE 729011 RG. Número de páginas: 4. Análise: 03/09/2014, AUR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
723017
null
RE-AgR
acordaos
RE 723017 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Previdenciário. Índices negativos de correção monetária. Deflação. IGP-M. 3. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Precedente: Recurso Extraordinário-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343553. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção monetária negativa atinge muitos débitos, que não os previdenciários, o que revelaria a repercussão geral da questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343554. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) :DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso interposto, tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que há matéria constitucional em debate. Assevera-se, também, que a correção monetária negativa atinge muitos débitos, que não os previdenciários, o que revelaria a repercussão geral da questão. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo que a correção monetária negativa deve ser considerada na variação global do índice, o que não ensejaria ofensa ao princípio da irredutibilidade e da preservação do valor real dos benefícios. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Ressalto que o Plenário do Supremo Tribunal já apreciou a matéria por meio do julgamento do Recurso Extraordinário-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral. Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343555. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Consoante já consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional aplicável, concluindo que a correção monetária negativa deve ser considerada na variação global do índice, o que não ensejaria ofensa ao princípio da irredutibilidade e da preservação do valor real dos benefícios. Ocorre que, uma vez assentada a adequação da referida norma pela instância recorrida, esta Corte, para dissentir do referido posicionamento, não prescinde da prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que obsta o prosseguimento deste recurso extraordinário, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Ressalto que o Plenário do Supremo Tribunal já apreciou a matéria por meio do julgamento do Recurso Extraordinário-RG 729.011 (Tema 749), rel. Min. Teori Zavascki, oportunidade em que rejeitou a existência de repercussão geral. Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional. Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6343555. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492421 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723.017 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LOURENÇO EGYDIO WOLF ADV.(A/S) : DAISSON SILVA PORTANOVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723 . 017", "Recurso Extraordinário - RG 729 . 011", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723 .", "Recurso Extraordinário - RG 729 . 011", "RECURSO", "Recurso Extraordinário - RG 729 . 011", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723 . 017", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 723 . 017" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "LOURENÇO EGYDIO WOLF", "DAISSON SILVA PORTANOVA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LOURENÇO EGYDIO WOLF", "DAISSON SILVA PORTANOVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LOURENÇO EGYDIO WOLF", "DAISSON SILVA PORTANOVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "LOURENÇO EGYDIO WOLF", "DAISSON SILVA PORTANOVA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "LOURENÇO EGYDIO WOLF", "DAISSON SILVA PORTANOVA", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL. CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. MAJORAÇÃO DA PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A sentença condenatória não merece reparo, pois o juízo sentenciante fixou a pena-base 1 (um) ano acima do mínimo legal em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. II – Por ocasião da prolação da sentença condenatória, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do CP –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. III – A pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 122977 / RJ Cármen Lúcia). IV – Recurso ordinário ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Cármen Lúcia). IV – Recurso ordinário ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, assistido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 220.223/RJ, Rel. Min. Moura Ribeiro. Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 8 (oito) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, combinado com o art. 40, III, da Lei 11.343/2006), em virtude de ter sido flagrado por agentes penitenciários na posse de 27 g (vinte e sete gramas) de cocaína, no interior da Cadeia Pública Romeiro Neto, no Município de Magé/RJ. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso, tão somente para diminuir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto), reduzindo, assim, a reprimenda imposta na sentença condenatória para 7 (sete) anos reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 700 (setecentos) dias-multa. Buscando a redução da pena-base ao mínimo legal e a fixação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, assistido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 220.223/RJ, Rel. Min. Moura Ribeiro. Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 8 (oito) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, combinado com o art. 40, III, da Lei 11.343/2006), em virtude de ter sido flagrado por agentes penitenciários na posse de 27 g (vinte e sete gramas) de cocaína, no interior da Cadeia Pública Romeiro Neto, no Município de Magé/RJ. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso, tão somente para diminuir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto), reduzindo, assim, a reprimenda imposta na sentença condenatória para 7 (sete) anos reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 700 (setecentos) dias-multa. Buscando a redução da pena-base ao mínimo legal e a fixação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 122977 / RJ regime inicial semiaberto, a Defensoria Pública fluminense impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da impetração. É contra esse acórdão que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a total ausência de dados concretos para a exasperação da pena-base com fulcro na avaliação desfavorável da sua conduta social e da sua personalidade. Argumenta, nesse contexto, que, “tão somente, o vetor 'antecedentes' ancorou-se em dado concreto, qual seja, a folha de antecedentes criminais (FAC) do recorrente. Por outro lado, os vetores 'conduta social' e 'personalidade' do recorrente foram considerados desfavoráveis sem que fossem apontados quaisquer dados concretos para tal conclusão” (página 300 do documento eletrônico 1). Assevera, outrossim, que a simples menção aos vetores previstos no art. 59 do Código Penal, sem a indicação de qualquer dado concreto para tanto, resulta em “flagrante ilegalidade consubstanciada no desrespeito ao que determina os artigos 59 e 68 do Código Penal , e violação ao artigo 93, IX, da CRFB/88 e ao princípio constitucional da individualização da pena” (página 301 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que sejam anulados a sentença de primeiro grau e o acórdão proferido pelo TJRJ, determinando-se, também, a prolação de uma nova e fundamentada decisão quanto à dosimetria da pena. Pede, ainda, a concessão de liberdade provisória até que o novo decreto condenatório seja proferido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ regime inicial semiaberto, a Defensoria Pública fluminense impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da impetração. É contra esse acórdão que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a total ausência de dados concretos para a exasperação da pena-base com fulcro na avaliação desfavorável da sua conduta social e da sua personalidade. Argumenta, nesse contexto, que, “tão somente, o vetor 'antecedentes' ancorou-se em dado concreto, qual seja, a folha de antecedentes criminais (FAC) do recorrente. Por outro lado, os vetores 'conduta social' e 'personalidade' do recorrente foram considerados desfavoráveis sem que fossem apontados quaisquer dados concretos para tal conclusão” (página 300 do documento eletrônico 1). Assevera, outrossim, que a simples menção aos vetores previstos no art. 59 do Código Penal, sem a indicação de qualquer dado concreto para tanto, resulta em “flagrante ilegalidade consubstanciada no desrespeito ao que determina os artigos 59 e 68 do Código Penal , e violação ao artigo 93, IX, da CRFB/88 e ao princípio constitucional da individualização da pena” (página 301 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que sejam anulados a sentença de primeiro grau e o acórdão proferido pelo TJRJ, determinando-se, também, a prolação de uma nova e fundamentada decisão quanto à dosimetria da pena. Pede, ainda, a concessão de liberdade provisória até que o novo decreto condenatório seja proferido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 122977 / RJ Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA ALTERAÇÃO DA DOSIMETRIA. PRETENSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO. ANÁLISE DE MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. O Tribunal de origem, valorando as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, fixou e fundamentou a pena acima do mínimo legal por entender presentes circunstâncias desfavoráveis no que diz respeito à conduta social e personalidade do paciente. Para modificar este entendimento seria necessária dilação probatória, inviável em sede de habeas corpus. 3. No que se refere à possibilidade de regime inicial diverso do fechado, em razão do que preconiza o art. 33, § 2º, b, do Código Penal, os argumentos trazidos não são capazes de superar o óbice da ausência de debate na origem, sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição. 5. Habeas corpus não conhecido”. Conforme relatado, a Defensoria Pública estadual postula a anulação do decreto condenatório no ponto em que exasperou a pena-base imposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA ALTERAÇÃO DA DOSIMETRIA. PRETENSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO. ANÁLISE DE MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. O Tribunal de origem, valorando as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, fixou e fundamentou a pena acima do mínimo legal por entender presentes circunstâncias desfavoráveis no que diz respeito à conduta social e personalidade do paciente. Para modificar este entendimento seria necessária dilação probatória, inviável em sede de habeas corpus. 3. No que se refere à possibilidade de regime inicial diverso do fechado, em razão do que preconiza o art. 33, § 2º, b, do Código Penal, os argumentos trazidos não são capazes de superar o óbice da ausência de debate na origem, sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição. 5. Habeas corpus não conhecido”. Conforme relatado, a Defensoria Pública estadual postula a anulação do decreto condenatório no ponto em que exasperou a pena-base imposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ ao recorrente em 1 (um) ano acima do mínimo legal. A pretensão, contudo, não merece acolhida. Inicialmente, registro que, embora a Quinta Turma do STJ não tenha conhecido do writ manejado naquela Corte Superior, não se eximiu de analisar os fundamentos da impetração para afastar a possibilidade da concessão da ordem de ofício, o que permite que este Tribunal também os examine. No caso sob exame, o magistrado de primeiro grau fixou a pena-base do paciente em 6 (seis) anos de reclusão (1 ano acima do mínimo legal), com preponderância nos antecedentes, na conduta social e na personalidade. Transcrevo, por oportuno, o trecho da individualização da pena levada a efeito pelo juízo sentenciante: “Passo a individualizar a pena, com base nos arts. 59 e 68 do Código Penal. Culpabilidade consciente. Agiu com dolo. Os antecedentes são desfavoráveis, bem como sua conduta social. Sua personalidade se revela voltada para o crime. O motivo do crime, em se tratando de tráfico, é a ganância. As circunstâncias e as consequências do crime são as, infelizmente, normais e nefastas desse câncer social, que é o tráfico de drogas. Diante de tais circunstâncias, necessária a aplicação da pena base acima do mínimo legal. Feita essa análise, pelo delito de tráfico ilícito de entorpecentes cometido por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, fixo a pena base em 6 (seis) anos de reclusão. Levando em conta a causa especial de aumento de pena do art. 40, III da Lei 11343/06, bem como suas circunstâncias judiciais, elevo a pena em um terço, chegando ao patamar de 08 (oito) anos de reclusão. À míngua de outras circunstâncias genéricas e de causas especiais de aumento ou de diminuição a considerar, TORNO DEFINITIVA a pena aplicada na primeira fase em 8 (OITO) ANOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ ao recorrente em 1 (um) ano acima do mínimo legal. A pretensão, contudo, não merece acolhida. Inicialmente, registro que, embora a Quinta Turma do STJ não tenha conhecido do writ manejado naquela Corte Superior, não se eximiu de analisar os fundamentos da impetração para afastar a possibilidade da concessão da ordem de ofício, o que permite que este Tribunal também os examine. No caso sob exame, o magistrado de primeiro grau fixou a pena-base do paciente em 6 (seis) anos de reclusão (1 ano acima do mínimo legal), com preponderância nos antecedentes, na conduta social e na personalidade. Transcrevo, por oportuno, o trecho da individualização da pena levada a efeito pelo juízo sentenciante: “Passo a individualizar a pena, com base nos arts. 59 e 68 do Código Penal. Culpabilidade consciente. Agiu com dolo. Os antecedentes são desfavoráveis, bem como sua conduta social. Sua personalidade se revela voltada para o crime. O motivo do crime, em se tratando de tráfico, é a ganância. As circunstâncias e as consequências do crime são as, infelizmente, normais e nefastas desse câncer social, que é o tráfico de drogas. Diante de tais circunstâncias, necessária a aplicação da pena base acima do mínimo legal. Feita essa análise, pelo delito de tráfico ilícito de entorpecentes cometido por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, fixo a pena base em 6 (seis) anos de reclusão. Levando em conta a causa especial de aumento de pena do art. 40, III da Lei 11343/06, bem como suas circunstâncias judiciais, elevo a pena em um terço, chegando ao patamar de 08 (oito) anos de reclusão. À míngua de outras circunstâncias genéricas e de causas especiais de aumento ou de diminuição a considerar, TORNO DEFINITIVA a pena aplicada na primeira fase em 8 (OITO) ANOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ RECLUSÃO, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, de acordo com o art. 331 § 2°, 'b' e §3° do CP. Condeno-o, ainda, ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, fixados unitariamente no mínimo legal” (páginas 133-134 do documento eletrônico 1 – grifos no original). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, deu parcial provimento ao apelo defensivo, tão somente para reduzir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto) e, por conseguinte, diminuir a reprimenda imposta para 7 (sete) anos reclusão, mantendo íntegros os demais termos da sentença condenatória. No que concerne à fixação da pena-base, aduziu os seguintes fundamentos: “Nenhum reparo é de ser feito nas penas-base, estabelecidas um pouco acima dos mínimos legais, porém com a devida fundamentação, notadamente na conduta social do recorrente, na sua personalidade voltada para a prática de crimes e nos seus maus antecedentes, como se depreende de sua FAC (fls. 28/30), devidamente esclarecida pela comunicação de fls. 51, que noticia condenação, entre outros, pelo delito de tráfico de entorpecentes, com trânsito em julgado em 27/5/2009. Aliás, tal condenação caracteriza reincidência específica no delito de tráfico” (página 219 do documento eletrônico 1). Esse entendimento foi ratificado pela Quinta Turma do STJ, que não identificou nos julgados proferidos pelas instâncias ordinárias ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Pois bem. Quanto à primeira fase da dosimetria da pena, considero que a sentença condenatória não merece reparo, pois o magistrado sentenciante agravou a pena-base em 1 (um ano) em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. A decisão de primeira instância foi mantida pelo Tribunal fluminense, que discorreu, de forma bem fundamentada, acerca dos fatores que levaram à exasperação da sanção na primeira fase da dosimetria da pena. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ RECLUSÃO, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, de acordo com o art. 331 § 2°, 'b' e §3° do CP. Condeno-o, ainda, ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, fixados unitariamente no mínimo legal” (páginas 133-134 do documento eletrônico 1 – grifos no original). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, deu parcial provimento ao apelo defensivo, tão somente para reduzir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto) e, por conseguinte, diminuir a reprimenda imposta para 7 (sete) anos reclusão, mantendo íntegros os demais termos da sentença condenatória. No que concerne à fixação da pena-base, aduziu os seguintes fundamentos: “Nenhum reparo é de ser feito nas penas-base, estabelecidas um pouco acima dos mínimos legais, porém com a devida fundamentação, notadamente na conduta social do recorrente, na sua personalidade voltada para a prática de crimes e nos seus maus antecedentes, como se depreende de sua FAC (fls. 28/30), devidamente esclarecida pela comunicação de fls. 51, que noticia condenação, entre outros, pelo delito de tráfico de entorpecentes, com trânsito em julgado em 27/5/2009. Aliás, tal condenação caracteriza reincidência específica no delito de tráfico” (página 219 do documento eletrônico 1). Esse entendimento foi ratificado pela Quinta Turma do STJ, que não identificou nos julgados proferidos pelas instâncias ordinárias ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Pois bem. Quanto à primeira fase da dosimetria da pena, considero que a sentença condenatória não merece reparo, pois o magistrado sentenciante agravou a pena-base em 1 (um ano) em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. A decisão de primeira instância foi mantida pelo Tribunal fluminense, que discorreu, de forma bem fundamentada, acerca dos fatores que levaram à exasperação da sanção na primeira fase da dosimetria da pena. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ Neste ponto, aliás, cumpre destacar que a Folha de Antecedentes Criminais (páginas 138-141 do documento eletrônico 1) revela que, por ocasião da prolação da sentença condenatória impugnada neste recurso ordinário, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do CP –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. Logo, não vislumbro ilegalidade na sentença condenatória – após o ajuste realizado pelo TJRJ – que autorize o manejo de habeas corpus para rever a dosimetria da pena. Ressalto, ainda, que a pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). De outra banda, para divergir do entendimento das instâncias ordinárias, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório que embasou tanto a condenação do paciente quanto a definição da reprimenda imposta, o que não se admite na via estreita do habeas corpus. Daí porque não merece reparo o acórdão proferido pela Quinta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Neste ponto, aliás, cumpre destacar que a Folha de Antecedentes Criminais (páginas 138-141 do documento eletrônico 1) revela que, por ocasião da prolação da sentença condenatória impugnada neste recurso ordinário, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do CP –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. Logo, não vislumbro ilegalidade na sentença condenatória – após o ajuste realizado pelo TJRJ – que autorize o manejo de habeas corpus para rever a dosimetria da pena. Ressalto, ainda, que a pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). De outra banda, para divergir do entendimento das instâncias ordinárias, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório que embasou tanto a condenação do paciente quanto a definição da reprimenda imposta, o que não se admite na via estreita do habeas corpus. Daí porque não merece reparo o acórdão proferido pela Quinta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ Turma do STJ, que, com fulcro na jurisprudência daquela Corte Superior, não vislumbrou a existência de flagrante ilegalidade no caso concreto, de modo a possibilitar a concessão da ordem de ofício. Com essas considerações, nego provimento ao recurso ordinário. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Turma do STJ, que, com fulcro na jurisprudência daquela Corte Superior, não vislumbrou a existência de flagrante ilegalidade no caso concreto, de modo a possibilitar a concessão da ordem de ofício. Com essas considerações, nego provimento ao recurso ordinário. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6556198
2014-08-12T00:00:00
2014-08-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.08.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL. CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. MAJORAÇÃO DA PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A sentença condenatória não merece reparo, pois o juízo sentenciante fixou a pena-base 1 (um) ano acima do mínimo legal em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. II – Por ocasião da prolação da sentença condenatória, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do CP –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. III – A pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). IV – Recurso ordinário ao qual se nega provimento.
sjur273595
- Acórdão(s) citado(s): (HC, JUÍZO DE REPROVABILIDADE) HC 94655 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 03/09/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
122977
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00061 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 122977
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RECTE.(S) : DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL. CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. MAJORAÇÃO DA PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I – A sentença condenatória não merece reparo, pois o juízo sentenciante fixou a pena-base 1 (um) ano acima do mínimo legal em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. II – Por ocasião da prolação da sentença condenatória, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do Código Penal Brasileiro –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. III – A pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 122977 / RJ Cármen Lúcia). IV – Recurso ordinário ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Cármen Lúcia). IV – Recurso ordinário ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 12 de agosto de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, assistido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 220.223/RJ, Rel. Min. Moura Ribeiro. Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 8 (oito) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, combinado com o art. 40, III, da Lei 11.343/2006), em virtude de ter sido flagrado por agentes penitenciários na posse de 27 g (vinte e sete gramas) de cocaína, no interior da Cadeia Pública Romeiro Neto, no Município de Magé/RJ. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso, tão somente para diminuir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto), reduzindo, assim, a reprimenda imposta na sentença condenatória para 7 (sete) anos reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 700 (setecentos) dias-multa. Buscando a redução da pena-base ao mínimo legal e a fixação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) :DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, assistido pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC 220.223/RJ, Rel. Min. Moura Ribeiro. Consta dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 8 (oito) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33, combinado com o art. 40, III, da Lei 11.343/2006), em virtude de ter sido flagrado por agentes penitenciários na posse de 27 g (vinte e sete gramas) de cocaína, no interior da Cadeia Pública Romeiro Neto, no Município de Magé/RJ. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso, tão somente para diminuir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei de Drogas para 1/6 (um sexto), reduzindo, assim, a reprimenda imposta na sentença condenatória para 7 (sete) anos reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 700 (setecentos) dias-multa. Buscando a redução da pena-base ao mínimo legal e a fixação do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 122977 / RJ regime inicial semiaberto, a Defensoria Pública fluminense impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da impetração. É contra esse acórdão que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a total ausência de dados concretos para a exasperação da pena-base com fulcro na avaliação desfavorável da sua conduta social e da sua personalidade. Argumenta, nesse contexto, que, “tão somente, o vetor 'antecedentes' ancorou-se em dado concreto, qual seja, a folha de antecedentes criminais (FAC) do recorrente. Por outro lado, os vetores 'conduta social' e 'personalidade' do recorrente foram considerados desfavoráveis sem que fossem apontados quaisquer dados concretos para tal conclusão” (página 300 do documento eletrônico 1). Assevera, outrossim, que a simples menção aos vetores previstos no art. 59 do Código Penal, sem a indicação de qualquer dado concreto para tanto, resulta em “flagrante ilegalidade consubstanciada no desrespeito ao que determina os artigos 59 e 68 do Código Penal , e violação ao artigo 93, IX, da CRFB/88 e ao princípio constitucional da individualização da pena” (página 301 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que sejam anulados a sentença de primeiro grau e o acórdão proferido pelo TJRJ, determinando-se, também, a prolação de uma nova e fundamentada decisão quanto à dosimetria da pena. Pede, ainda, a concessão de liberdade provisória até que o novo decreto condenatório seja proferido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ regime inicial semiaberto, a Defensoria Pública fluminense impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da impetração. É contra esse acórdão que se insurge o recorrente. Sustenta, em síntese, a total ausência de dados concretos para a exasperação da pena-base com fulcro na avaliação desfavorável da sua conduta social e da sua personalidade. Argumenta, nesse contexto, que, “tão somente, o vetor 'antecedentes' ancorou-se em dado concreto, qual seja, a folha de antecedentes criminais (FAC) do recorrente. Por outro lado, os vetores 'conduta social' e 'personalidade' do recorrente foram considerados desfavoráveis sem que fossem apontados quaisquer dados concretos para tal conclusão” (página 300 do documento eletrônico 1). Assevera, outrossim, que a simples menção aos vetores previstos no art. 59 do Código Penal, sem a indicação de qualquer dado concreto para tanto, resulta em “flagrante ilegalidade consubstanciada no desrespeito ao que determina os artigos 59 e 68 do Código Penal , e violação ao artigo 93, IX, da CRFB/88 e ao princípio constitucional da individualização da pena” (página 301 do documento eletrônico 1 – grifos no original). Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que sejam anulados a sentença de primeiro grau e o acórdão proferido pelo TJRJ, determinando-se, também, a prolação de uma nova e fundamentada decisão quanto à dosimetria da pena. Pede, ainda, a concessão de liberdade provisória até que o novo decreto condenatório seja proferido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 122977 / RJ Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA ALTERAÇÃO DA DOSIMETRIA. PRETENSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO. ANÁLISE DE MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. O Tribunal de origem, valorando as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, fixou e fundamentou a pena acima do mínimo legal por entender presentes circunstâncias desfavoráveis no que diz respeito à conduta social e personalidade do paciente. Para modificar este entendimento seria necessária dilação probatória, inviável em sede de habeas corpus. 3. No que se refere à possibilidade de regime inicial diverso do fechado, em razão do que preconiza o art. 33, § 2..., b, do Código Penal, os argumentos trazidos não são capazes de superar o óbice da ausência de debate na origem, sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição. 5. Habeas corpus não conhecido”. Conforme relatado, a Defensoria Pública estadual postula a anulação do decreto condenatório no ponto em que exasperou a pena-base imposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de negar provimento ao recurso. Eis a ementa do acórdão impugnado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRÁFICO DE DROGAS. PLEITO PELA ALTERAÇÃO DA DOSIMETRIA. PRETENSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO. ANÁLISE DE MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. OCORRÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Os Tribunais Superiores restringiram o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais. 2. O Tribunal de origem, valorando as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, fixou e fundamentou a pena acima do mínimo legal por entender presentes circunstâncias desfavoráveis no que diz respeito à conduta social e personalidade do paciente. Para modificar este entendimento seria necessária dilação probatória, inviável em sede de habeas corpus. 3. No que se refere à possibilidade de regime inicial diverso do fechado, em razão do que preconiza o art. 33, § 2..., b, do Código Penal, os argumentos trazidos não são capazes de superar o óbice da ausência de debate na origem, sob pena de indevida supressão de um dos graus de jurisdição. 5. Habeas corpus não conhecido”. Conforme relatado, a Defensoria Pública estadual postula a anulação do decreto condenatório no ponto em que exasperou a pena-base imposta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ ao recorrente em 1 (um) ano acima do mínimo legal. A pretensão, contudo, não merece acolhida. Inicialmente, registro que, embora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenha conhecido do writ manejado naquela Corte Superior, não se eximiu de analisar os fundamentos da impetração para afastar a possibilidade da concessão da ordem de ofício, o que permite que este Tribunal também os examine. No caso sob exame, o magistrado de primeiro grau fixou a pena-base do paciente em 6 (seis) anos de reclusão (1 ano acima do mínimo legal), com preponderância nos antecedentes, na conduta social e na personalidade. Transcrevo, por oportuno, o trecho da individualização da pena levada a efeito pelo juízo sentenciante: “Passo a individualizar a pena, com base nos arts. 59 e 68 do Código Penal. Culpabilidade consciente. Agiu com dolo. Os antecedentes são desfavoráveis, bem como sua conduta social. Sua personalidade se revela voltada para o crime. O motivo do crime, em se tratando de tráfico, é a ganância. As circunstâncias e as consequências do crime são as, infelizmente, normais e nefastas desse câncer social, que é o tráfico de drogas. Diante de tais circunstâncias, necessária a aplicação da pena base acima do mínimo legal. Feita essa análise, pelo delito de tráfico ilícito de entorpecentes cometido por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, fixo a pena base em 6 (seis) anos de reclusão. Levando em conta a causa especial de aumento de pena do art. 40, III da Lei 11343/06, bem como suas circunstâncias judiciais, elevo a pena em um terço, chegando ao patamar de 08 (oito) anos de reclusão. À míngua de outras circunstâncias genéricas e de causas especiais de aumento ou de diminuição a considerar, TORNO DEFINITIVA a pena aplicada na primeira fase em 8 (OITO) ANOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ ao recorrente em 1 (um) ano acima do mínimo legal. A pretensão, contudo, não merece acolhida. Inicialmente, registro que, embora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenha conhecido do writ manejado naquela Corte Superior, não se eximiu de analisar os fundamentos da impetração para afastar a possibilidade da concessão da ordem de ofício, o que permite que este Tribunal também os examine. No caso sob exame, o magistrado de primeiro grau fixou a pena-base do paciente em 6 (seis) anos de reclusão (1 ano acima do mínimo legal), com preponderância nos antecedentes, na conduta social e na personalidade. Transcrevo, por oportuno, o trecho da individualização da pena levada a efeito pelo juízo sentenciante: “Passo a individualizar a pena, com base nos arts. 59 e 68 do Código Penal. Culpabilidade consciente. Agiu com dolo. Os antecedentes são desfavoráveis, bem como sua conduta social. Sua personalidade se revela voltada para o crime. O motivo do crime, em se tratando de tráfico, é a ganância. As circunstâncias e as consequências do crime são as, infelizmente, normais e nefastas desse câncer social, que é o tráfico de drogas. Diante de tais circunstâncias, necessária a aplicação da pena base acima do mínimo legal. Feita essa análise, pelo delito de tráfico ilícito de entorpecentes cometido por DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO, fixo a pena base em 6 (seis) anos de reclusão. Levando em conta a causa especial de aumento de pena do art. 40, III da Lei 11343/06, bem como suas circunstâncias judiciais, elevo a pena em um terço, chegando ao patamar de 08 (oito) anos de reclusão. À míngua de outras circunstâncias genéricas e de causas especiais de aumento ou de diminuição a considerar, TORNO DEFINITIVA a pena aplicada na primeira fase em 8 (OITO) ANOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ RECLUSÃO, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, de acordo com o art. 331 § 2..., 'b' e §3... do Código Penal Brasileiro. Condeno-o, ainda, ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, fixados unitariamente no mínimo legal” (páginas 133-134 do documento eletrônico 1 – grifos no original). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, deu parcial provimento ao apelo defensivo, tão somente para reduzir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) para 1/6 (um sexto) e, por conseguinte, diminuir a reprimenda imposta para 7 (sete) anos reclusão, mantendo íntegros os demais termos da sentença condenatória. No que concerne à fixação da pena-base, aduziu os seguintes fundamentos: “Nenhum reparo é de ser feito nas penas-base, estabelecidas um pouco acima dos mínimos legais, porém com a devida fundamentação, notadamente na conduta social do recorrente, na sua personalidade voltada para a prática de crimes e nos seus maus antecedentes, como se depreende de sua FAC (fls. 28/30), devidamente esclarecida pela comunicação de fls. 51, que noticia condenação, entre outros, pelo delito de tráfico de entorpecentes, com trânsito em julgado em 27/5/2009. Aliás, tal condenação caracteriza reincidência específica no delito de tráfico” (página 219 do documento eletrônico 1). Esse entendimento foi ratificado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não identificou nos julgados proferidos pelas instâncias ordinárias ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Pois bem. Quanto à primeira fase da dosimetria da pena, considero que a sentença condenatória não merece reparo, pois o magistrado sentenciante agravou a pena-base em 1 (um ano) em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. A decisão de primeira instância foi mantida pelo Tribunal fluminense, que discorreu, de forma bem fundamentada, acerca dos fatores que levaram à exasperação da sanção na primeira fase da dosimetria da pena. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ RECLUSÃO, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, de acordo com o art. 331 § 2..., 'b' e §3... do Código Penal Brasileiro. Condeno-o, ainda, ao pagamento de 800 (oitocentos) dias-multa, fixados unitariamente no mínimo legal” (páginas 133-134 do documento eletrônico 1 – grifos no original). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, deu parcial provimento ao apelo defensivo, tão somente para reduzir a fração de aumento prevista no inciso III do art. 40 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) para 1/6 (um sexto) e, por conseguinte, diminuir a reprimenda imposta para 7 (sete) anos reclusão, mantendo íntegros os demais termos da sentença condenatória. No que concerne à fixação da pena-base, aduziu os seguintes fundamentos: “Nenhum reparo é de ser feito nas penas-base, estabelecidas um pouco acima dos mínimos legais, porém com a devida fundamentação, notadamente na conduta social do recorrente, na sua personalidade voltada para a prática de crimes e nos seus maus antecedentes, como se depreende de sua FAC (fls. 28/30), devidamente esclarecida pela comunicação de fls. 51, que noticia condenação, entre outros, pelo delito de tráfico de entorpecentes, com trânsito em julgado em 27/5/2009. Aliás, tal condenação caracteriza reincidência específica no delito de tráfico” (página 219 do documento eletrônico 1). Esse entendimento foi ratificado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não identificou nos julgados proferidos pelas instâncias ordinárias ilegalidade manifesta apta a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício. Pois bem. Quanto à primeira fase da dosimetria da pena, considero que a sentença condenatória não merece reparo, pois o magistrado sentenciante agravou a pena-base em 1 (um ano) em razão dos maus antecedentes, da conduta social e da personalidade do agente. A decisão de primeira instância foi mantida pelo Tribunal fluminense, que discorreu, de forma bem fundamentada, acerca dos fatores que levaram à exasperação da sanção na primeira fase da dosimetria da pena. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ Neste ponto, aliás, cumpre destacar que a Folha de Antecedentes Criminais (páginas 138-141 do documento eletrônico 1) revela que, por ocasião da prolação da sentença condenatória impugnada neste recurso ordinário, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do Código Penal Brasileiro –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. Logo, não vislumbro ilegalidade na sentença condenatória – após o ajuste realizado pelo TJRJ – que autorize o manejo de habeas corpus para rever a dosimetria da pena. Ressalto, ainda, que a pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). De outra banda, para divergir do entendimento das instâncias ordinárias, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório que embasou tanto a condenação do paciente quanto a definição da reprimenda imposta, o que não se admite na via estreita do habeas corpus. Daí porque não merece reparo o acórdão proferido pela Quinta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Neste ponto, aliás, cumpre destacar que a Folha de Antecedentes Criminais (páginas 138-141 do documento eletrônico 1) revela que, por ocasião da prolação da sentença condenatória impugnada neste recurso ordinário, o recorrente já possuía uma condenação definitiva pela prática dos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de posse ou porte ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, na qual lhe foi imposta uma pena de 8 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, além do pagamento de 1.283 (mil duzentos e oitenta e três) dias-multa. Esse fato, que caracteriza a circunstância agravante da reincidência – prevista no art. 61, I, do Código Penal Brasileiro –, não foi considerado na segunda fase da dosimetria da reprimenda, sendo utilizado apenas para agravar a pena-base imposta ao recorrente. Logo, não vislumbro ilegalidade na sentença condenatória – após o ajuste realizado pelo TJRJ – que autorize o manejo de habeas corpus para rever a dosimetria da pena. Ressalto, ainda, que a pena-base fixada definitivamente em 6 (seis) anos de reclusão, num intervalo que varia de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, não desbordou dos lindes da proporcionalidade e da razoabilidade, não havendo, a meu ver, flagrante ilegalidade ou teratologia que justifique a concessão da ordem, sendo certo que não se pode utilizar “o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). De outra banda, para divergir do entendimento das instâncias ordinárias, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório que embasou tanto a condenação do paciente quanto a definição da reprimenda imposta, o que não se admite na via estreita do habeas corpus. Daí porque não merece reparo o acórdão proferido pela Quinta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RHC 122977 / RJ Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, com fulcro na jurisprudência daquela Corte Superior, não vislumbrou a existência de flagrante ilegalidade no caso concreto, de modo a possibilitar a concessão da ordem de ofício. Com essas considerações, nego provimento ao recurso ordinário. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Supremo Tribunal Federal RHC 122977 / RJ Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, com fulcro na jurisprudência daquela Corte Superior, não vislumbrou a existência de flagrante ilegalidade no caso concreto, de modo a possibilitar a concessão da ordem de ofício. Com essas considerações, nego provimento ao recurso ordinário. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6529499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/08/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.977 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RECTE.(S) : DOUGLAS DA CONCEIÇÃO FLORIANO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6542630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 122 . 977", "HC 94 . 655 / MT", "RHC 122977 / RJ", "RHC", "HC 220 . 223 / RJ", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 977", "HC 220 . 223 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "HABEAS CORPUS 122 . 977", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "RHC 122977 / RJ", "HC 94 . 655 / MT", "RHC 122977 / RJ", "HC 94 . 655 / MT", "RHC", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 977", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 977" ], "LEGISLACAO": [ "art . 61 , I , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , combinado com o", "art . 40 , III , da Lei 11 . 343 / 2006", "inciso III do art . 40 da Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , combinado com o art . 40 , III , da Lei 11 . 343 / 2006", "inciso III do art . 40 da Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "artigos 59 e 68 do Código Penal", "artigo 93 , IX , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "artigos 59 e 68 do Código Penal", "artigo 93 , IX , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 68 do Código Penal", "art . 40 , III da Lei 11343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 59 e 68 do Código Penal", "art . 40 , III da Lei 11343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 § 2 . . . , ' b ' e § 3 . . . do Código Penal Brasileiro", "inciso III do art . 40 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Medida 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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional da controvérsia, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 669949 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, 40 e 93, IX, da Constituição Federal. Alega a inexistência do direito à percepção da Gratificação de Encargos Especiais prevista no Decreto Municipal nº 12.812/1994. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 06.12.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536432. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, 40 e 93, IX, da Constituição Federal. Alega a inexistência do direito à percepção da Gratificação de Encargos Especiais prevista no Decreto Municipal nº 12.812/1994. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 06.12.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 649.207-AGR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 03.5.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI n. 649.653-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 12.09.2011 e AI n. 682.356-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli. DJe de 14.09.2011. 2. A Súmula 279/STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INCORPORAÇÃO. REQUISITOS. Servidor público municipal que teve sua remuneração reduzida em virtude do cancelamento da gratificação por encargos especiais que recebia 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 649.207-AGR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 03.5.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI n. 649.653-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 12.09.2011 e AI n. 682.356-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli. DJe de 14.09.2011. 2. A Súmula 279/STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INCORPORAÇÃO. REQUISITOS. Servidor público municipal que teve sua remuneração reduzida em virtude do cancelamento da gratificação por encargos especiais que recebia 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ininterruptamente por mais de 14 anos. Prova documental escorreita. O art. 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro garante o direito à incorporação desde que a percepção ocorra por oito anos ininterruptos ou doze alternados. Não podem as autoridades Impetradas, a pretexto de observarem o limite global previsto em decretos , ferir preceitos constitucionais e infraconstitucionais que garantem ao Impetrante o direito de perceber a gratificação de encargos especiais porque incorporada ao seu vencimento. Neste contexto, o ato que determinou o cancelamento da gratificação é ilegal e outra não pode ser a solução senão o restabelecimento imediato da gratificação por encargos especiais à remuneração do Impetrante desde o momento em que esta foi suprimida, ou seja, fevereiro de 2009. Direito líquido e certo reconhecido. Segurança concedida, nos termos do voto do Desembargador Relator. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (fl. 198): “Agravo Inominado. Mandado de Segurança. Servidor Público Municipal. Gratificação de Encargos Especiais instituída pelo Decreto Municipal nº 12.812/94. Suspensão pelo Decreto nº 30.471/09. Obediência ao limite global. Ofensa ao princípio da irredutibilidade nominal da remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ininterruptamente por mais de 14 anos. Prova documental escorreita. O art. 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro garante o direito à incorporação desde que a percepção ocorra por oito anos ininterruptos ou doze alternados. Não podem as autoridades Impetradas, a pretexto de observarem o limite global previsto em decretos , ferir preceitos constitucionais e infraconstitucionais que garantem ao Impetrante o direito de perceber a gratificação de encargos especiais porque incorporada ao seu vencimento. Neste contexto, o ato que determinou o cancelamento da gratificação é ilegal e outra não pode ser a solução senão o restabelecimento imediato da gratificação por encargos especiais à remuneração do Impetrante desde o momento em que esta foi suprimida, ou seja, fevereiro de 2009. Direito líquido e certo reconhecido. Segurança concedida, nos termos do voto do Desembargador Relator. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (fl. 198): “Agravo Inominado. Mandado de Segurança. Servidor Público Municipal. Gratificação de Encargos Especiais instituída pelo Decreto Municipal nº 12.812/94. Suspensão pelo Decreto nº 30.471/09. Obediência ao limite global. Ofensa ao princípio da irredutibilidade nominal da remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ Aumentos futuros que deverão ser absorvidos pela parcela da gratificação, até que seja alcançado o teto estabelecido pelo Município. Concessão da Segurança. Agravo inominado a que se nega provimento.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo o Tribunal a quo dirimido a lide com interpretação de legislação local (Decretos Municipais nºs 12.812/1994 e 30.471/2009), incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista que o deslinde da controvérsia depende do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 821.728-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 23.4.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725.172-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.6.2013). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ Aumentos futuros que deverão ser absorvidos pela parcela da gratificação, até que seja alcançado o teto estabelecido pelo Município. Concessão da Segurança. Agravo inominado a que se nega provimento.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo o Tribunal a quo dirimido a lide com interpretação de legislação local (Decretos Municipais nºs 12.812/1994 e 30.471/2009), incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista que o deslinde da controvérsia depende do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 821.728-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 23.4.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725.172-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.6.2013). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme quanto à extensão aos inativos, na forma do artigo 40, § 4º [atual § 8º], da Constituição de 1988, da Gratificação de Encargos Especiais, que não remunera serviços especiais, constituindo-se, antes, em aumento de vencimentos, embora com outro nome. Precedentes. 2. A análise da natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local. Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 704.092-AgR, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 15.8.2008). Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedente: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme quanto à extensão aos inativos, na forma do artigo 40, § 4º [atual § 8º], da Constituição de 1988, da Gratificação de Encargos Especiais, que não remunera serviços especiais, constituindo-se, antes, em aumento de vencimentos, embora com outro nome. Precedentes. 2. A análise da natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local. Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 704.092-AgR, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 15.8.2008). Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedente: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). Nesse contexto, a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). Nesse contexto, a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) : MARISA NEVES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572562 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) : MARISA NEVES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6580219
2014-08-12T00:00:00
2014-08-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional da controvérsia, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur274037
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, GRATIFICAÇÃO) AI 704092 AgR (2ªT), AI 821728 AgR (1ªT), ARE 725172 AgR (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 13. Análise: 16/09/2014, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
669949
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN DEC-012812 ANO-1994\n DECRETO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ\n\n", "LEG-MUN DEC-030471 ANO-2009\n DECRETO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 669949 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) : MARISA NEVES DA SILVA
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Ementa e Acórdão 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.12.2010. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional da controvérsia, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 669949 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de agosto de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, 40 e 93, IX, da Constituição Federal. Alega a inexistência do direito à percepção da Gratificação de Encargos Especiais prevista no Decreto Municipal n 12.812/1994. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 06.12.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536432. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) :MARISA NEVES DA SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, 40 e 93, IX, da Constituição Federal. Alega a inexistência do direito à percepção da Gratificação de Encargos Especiais prevista no Decreto Municipal n 12.812/1994. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 06.12.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 RIO DE JANEIRO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). ‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 649.207-AGR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 03.5.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI n. 649.653-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 12.09.2011 e AI n. 682.356-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli. DJe de 14.09.2011. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INCORPORAÇÃO. REQUISITOS. Servidor público municipal que teve sua remuneração reduzida em virtude do cancelamento da gratificação por encargos especiais que recebia 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 649.207-AGR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 03.5.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI n. 649.653-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 12.09.2011 e AI n. 682.356-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli. DJe de 14.09.2011. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO POR ENCARGOS ESPECIAIS. INCORPORAÇÃO. REQUISITOS. Servidor público municipal que teve sua remuneração reduzida em virtude do cancelamento da gratificação por encargos especiais que recebia 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ ininterruptamente por mais de 14 anos. Prova documental escorreita. O art. 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro garante o direito à incorporação desde que a percepção ocorra por oito anos ininterruptos ou doze alternados. Não podem as autoridades Impetradas, a pretexto de observarem o limite global previsto em decretos , ferir preceitos constitucionais e infraconstitucionais que garantem ao Impetrante o direito de perceber a gratificação de encargos especiais porque incorporada ao seu vencimento. Neste contexto, o ato que determinou o cancelamento da gratificação é ilegal e outra não pode ser a solução senão o restabelecimento imediato da gratificação por encargos especiais à remuneração do Impetrante desde o momento em que esta foi suprimida, ou seja, fevereiro de 2009. Direito líquido e certo reconhecido. Segurança concedida, nos termos do voto do Desembargador Relator. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (fl. 198): “Agravo Inominado. Mandado de Segurança. Servidor Público Municipal. Gratificação de Encargos Especiais instituída pelo Decreto Municipal n 12.812/94. Suspensão pelo Decreto n 30.471/09. Obediência ao limite global. Ofensa ao princípio da irredutibilidade nominal da remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ ininterruptamente por mais de 14 anos. Prova documental escorreita. O art. 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro garante o direito à incorporação desde que a percepção ocorra por oito anos ininterruptos ou doze alternados. Não podem as autoridades Impetradas, a pretexto de observarem o limite global previsto em decretos , ferir preceitos constitucionais e infraconstitucionais que garantem ao Impetrante o direito de perceber a gratificação de encargos especiais porque incorporada ao seu vencimento. Neste contexto, o ato que determinou o cancelamento da gratificação é ilegal e outra não pode ser a solução senão o restabelecimento imediato da gratificação por encargos especiais à remuneração do Impetrante desde o momento em que esta foi suprimida, ou seja, fevereiro de 2009. Direito líquido e certo reconhecido. Segurança concedida, nos termos do voto do Desembargador Relator. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (fl. 198): “Agravo Inominado. Mandado de Segurança. Servidor Público Municipal. Gratificação de Encargos Especiais instituída pelo Decreto Municipal n 12.812/94. Suspensão pelo Decreto n 30.471/09. Obediência ao limite global. Ofensa ao princípio da irredutibilidade nominal da remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ Aumentos futuros que deverão ser absorvidos pela parcela da gratificação, até que seja alcançado o teto estabelecido pelo Município. Concessão da Segurança. Agravo inominado a que se nega provimento.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo o Tribunal a quo dirimido a lide com interpretação de legislação local (Decretos Municipais ns 12.812/1994 e 30.471/2009), incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista que o deslinde da controvérsia depende do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 821.728-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 23.4.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725.172-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 10.6.2013). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ Aumentos futuros que deverão ser absorvidos pela parcela da gratificação, até que seja alcançado o teto estabelecido pelo Município. Concessão da Segurança. Agravo inominado a que se nega provimento.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tendo o Tribunal a quo dirimido a lide com interpretação de legislação local (Decretos Municipais ns 12.812/1994 e 30.471/2009), incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO A SERVIDORES INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista que o deslinde da controvérsia depende do exame prévio da legislação local aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 821.728-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 23.4.2014). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 725.172-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 10.6.2013). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme quanto à extensão aos inativos, na forma do artigo 40, § 4... [atual § 8...], da Constituição de 1988, da Gratificação de Encargos Especiais, que não remunera serviços especiais, constituindo-se, antes, em aumento de vencimentos, embora com outro nome. Precedentes. 2. A análise da natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local. Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 704.092-AgR, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 15.8.2008). Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedente: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme quanto à extensão aos inativos, na forma do artigo 40, § 4... [atual § 8...], da Constituição de 1988, da Gratificação de Encargos Especiais, que não remunera serviços especiais, constituindo-se, antes, em aumento de vencimentos, embora com outro nome. Precedentes. 2. A análise da natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local. Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 704.092-AgR, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 15.8.2008). Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito precedente: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 669949 AGR / RJ à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). Nesse contexto, a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Supremo Tribunal Federal ARE 669949 AGR / RJ à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). Nesse contexto, a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6536433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) : MARISA NEVES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572562 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669.949 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : JOSÉ NILDO DE MELO ADV.(A/S) : MARISA NEVES DA SILVA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 669 . 949", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 669949 AGR / RJ", "ARE 669949 AGR / RJ", "ARE 669949 AGR / RJ", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "ARE 669949 AGR / RJ", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 669949 AGR / RJ", "AI", "-", "AgR - 495 . 880 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 669949 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "ARE 649 . 207 - AGR / RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 649 . 653 - AgR", "AI n . 682 . 356 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "649", ".", "207", "-", "AGR", "/", "RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 649 . 653 - AgR", "AI n . 682 . 356 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 669949 AGR / RJ", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 821 . 728 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 172 - AgR", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 821 . 728 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 172 - AgR", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 704 . 092 - AgR", "ARE 669949 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 704 . 092 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 669949 AGR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 37 , XV , 40 e 93 , IX , da Constituição Federal", "Decreto Municipal n 12 . 812 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 .", "Decreto Municipal n 12 . 812 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 37 , XV , e 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 37 , XV , e 93 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Lei n . 9 . 715 / 98", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts", "C", ".", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "art . 5 .", "Constituição da República", "arts", "C", ".", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , LIV e LV", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Decreto Municipal n 12 . 812 / 94", "Decreto n 30 . 471 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 205 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Decreto Municipal n 12 . 812 / 94", "Decreto n 30 . 471 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Municipais ns 12 . 812 / 1994", "30", ".", "471", "/", "2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Municipais ns 12 . 812 / 1994", "30", ".", "471", "/", "2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , § 4 . . . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "1", ".", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "1", ".", ". . Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JOSÉ NILDO DE MELO", "MARISA NEVES DA SILVA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSÉ NILDO DE MELO", "MARISA NEVES DA SILVA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSÉ NILDO DE MELO", "MARISA NEVES DA SILVA", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Carlos", "Britto", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Eros Grau", "Eros Grau", "ROSA WEBER ARE", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "JOSÉ NILDO DE MELO", "MARISA NEVES DA SILVA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "JOSÉ NILDO DE MELO", "MARISA NEVES DA SILVA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "08", "/", "2014", "06", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de agosto de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "06", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "06", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "27", ".", "6", ".", "2012", "03", ".", "5", ".", "2012", "12", ".", "09", ".", "2011", "14", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "27", ".", "6", ".", "2012", "03", ".", "5", ".", "2012", "12", ".", "09", ".", "2011", "14", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "2014", "10", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "2014", "10", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2014", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Forma de cálculo dos proventos. Manutenção. Impossibilidade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 743072 AGR / PE Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Euclides Teixeira Neto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim ementado: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA – GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE – LEI Nº 10.426/90 – POLICIAL MILITAR DA RESERVA – O SERVIDOR PÚBLICO NÃO TEM DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO – RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. I – É evidente o fato de inexistir direito adquirido a regime jurídico, os pretórios pátrios averbam iterativamente que, se não houver minoração remuneratória, a forma de cálculo das tenças dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Euclides Teixeira Neto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim ementado: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA – GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE – LEI Nº 10.426/90 – POLICIAL MILITAR DA RESERVA – O SERVIDOR PÚBLICO NÃO TEM DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO – RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. I – É evidente o fato de inexistir direito adquirido a regime jurídico, os pretórios pátrios averbam iterativamente que, se não houver minoração remuneratória, a forma de cálculo das tenças dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE servidores públicos, ativos ou inativos, pode ser alterada da maneira que melhor aprouver a Administração Pública, desde que seja por meio legislativo adequado e, reitere-se, não haja diminuição do valor da remuneração fixada pela legislação anterior. II – Precedentes desta Corte. III – Recurso de Agravo não provido. IV – Decisão Unânime.’ Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a questão acerca dos proventos almejados pelo recorrente, no presente caso, situa-se no plano da legislação infraconstitucional (Leis Complementares Estaduais nº 32/01 e 59/04, e Lei Estadual nº 10.426/90), o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE servidores públicos, ativos ou inativos, pode ser alterada da maneira que melhor aprouver a Administração Pública, desde que seja por meio legislativo adequado e, reitere-se, não haja diminuição do valor da remuneração fixada pela legislação anterior. II – Precedentes desta Corte. III – Recurso de Agravo não provido. IV – Decisão Unânime.’ Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a questão acerca dos proventos almejados pelo recorrente, no presente caso, situa-se no plano da legislação infraconstitucional (Leis Complementares Estaduais nº 32/01 e 59/04, e Lei Estadual nº 10.426/90), o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR REFORMADO. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO INVALIDEZ. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. LEI ESTADUAL 10.426/90. OFENSA REFLEXA À CF. FATOS E PROVAS. SÚMULAS STF 279 E 280. 1. Para se aferir a alegada afronta ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, na hipótese, seria necessário o reexame de fatos e de provas, bem como a análise de legislação local (Lei 10.426/90), hipóteses inviáveis nesta via (Súmulas STF 279 e 280). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº 785.386/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 13/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. VALOR FIXADO A TÍTULO DE SOLDO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Entendimento diverso do adotado no aresto impugnado exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (Leis estaduais 10.426/1990 e 11.216/1995), providência que não tem lugar na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido.’ (RE nº 601.230/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1º/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR: AUXÍLIO-INVALIDEZ. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR REFORMADO. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO INVALIDEZ. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. LEI ESTADUAL 10.426/90. OFENSA REFLEXA À CF. FATOS E PROVAS. SÚMULAS STF 279 E 280. 1. Para se aferir a alegada afronta ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, na hipótese, seria necessário o reexame de fatos e de provas, bem como a análise de legislação local (Lei 10.426/90), hipóteses inviáveis nesta via (Súmulas STF 279 e 280). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº 785.386/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 13/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. VALOR FIXADO A TÍTULO DE SOLDO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Entendimento diverso do adotado no aresto impugnado exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (Leis estaduais 10.426/1990 e 11.216/1995), providência que não tem lugar na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido.’ (RE nº 601.230/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1º/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR: AUXÍLIO-INVALIDEZ. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 579.404/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 13/3/09). Nesse mesmo sentido, em caso similar, o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA REMUNERADA. ADICIONAL DE INATIVIDADE. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana nº 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 744.672/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/10/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso. Publique-se.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 579.404/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 13/3/09). Nesse mesmo sentido, em caso similar, o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA REMUNERADA. ADICIONAL DE INATIVIDADE. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana nº 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 744.672/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/10/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso. Publique-se.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE Alega o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV; 37, caput e incisos X, XI, XV, e § 2º; e 42, § 1º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a ação tem como objetivo] garantir ao Agravante a revisão do seu ato de reforma para que o mesmo seja retificado no sentido de passar a perceber proventos referentes à graduação hierárquica superior a de soldado na qual foi aposentado, devendo perceber os citados proventos com a GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE, com a condenação do Estado de Pernambuco ao pagamento das diferenças. (...) (…) [A] Lei 10.426/90 garante que os proventos são o quantitativo em dinheiro que o servidor militar percebe na inatividade, quer na reserva remunerada quer na situação de reformado, os quais serão constituídos dentre outras parcelas pelo adicional de inatividade (…). (…) A Emenda Constitucional nº 20/98 não incluiu os militares na vedação contida nos §§ 2º e 3º do artigo 40 da Constituição Federal, isto é, de que os proventos não podem exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo, acrescentando que a matéria, por determinação constitucional, deve ser tratada por lei complementar específica, como dispõe o § 1º, do artigo 42, da Carta Magna. (...) A vantagem ora afetada, gratificação incorporada, se caracteriza como vantagem de ordem pessoal, integrante à remuneração do cargo como resultante do desempenho efetivo da função exercida, e, como tal, insuscetível de contenção em limites de vencimentos, como constitucionalmente assegurado. A gratificação incorporada, que regular e legalmente vinham sendo pago ao Agravante, não pode ser reduzido ou expurgado da remuneração, sem afrontar inequívoca ao 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE Alega o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV; 37, caput e incisos X, XI, XV, e § 2º; e 42, § 1º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a ação tem como objetivo] garantir ao Agravante a revisão do seu ato de reforma para que o mesmo seja retificado no sentido de passar a perceber proventos referentes à graduação hierárquica superior a de soldado na qual foi aposentado, devendo perceber os citados proventos com a GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE, com a condenação do Estado de Pernambuco ao pagamento das diferenças. (...) (…) [A] Lei 10.426/90 garante que os proventos são o quantitativo em dinheiro que o servidor militar percebe na inatividade, quer na reserva remunerada quer na situação de reformado, os quais serão constituídos dentre outras parcelas pelo adicional de inatividade (…). (…) A Emenda Constitucional nº 20/98 não incluiu os militares na vedação contida nos §§ 2º e 3º do artigo 40 da Constituição Federal, isto é, de que os proventos não podem exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo, acrescentando que a matéria, por determinação constitucional, deve ser tratada por lei complementar específica, como dispõe o § 1º, do artigo 42, da Carta Magna. (...) A vantagem ora afetada, gratificação incorporada, se caracteriza como vantagem de ordem pessoal, integrante à remuneração do cargo como resultante do desempenho efetivo da função exercida, e, como tal, insuscetível de contenção em limites de vencimentos, como constitucionalmente assegurado. A gratificação incorporada, que regular e legalmente vinham sendo pago ao Agravante, não pode ser reduzido ou expurgado da remuneração, sem afrontar inequívoca ao 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE princípio da irredutibilidade de vencimentos”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE princípio da irredutibilidade de vencimentos”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. 5º, incisos XXXVI, LIV e LV; e 37, incisos X e XI, e § 2º, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. No mais, colhe-se do julgado proferido em sede de apelação: “Cinge-se a solução da presente lide em saber se o apelante tem direito adquirido à forma de cálculo de seus proventos de acordo com as regras estabelecidas pela Lei Estadual nº 6.783/1974, que foram modificadas pela Lei Complementar nº 32, de 27 de Abril de 2001... (…) No caso em análise, as gratificações e vantagens incorporadas percebidas pelo apelantes eram calculadas em forma de percentual incidente sobre o valor do soldo e passaram, com a nova legislação, a ter valor fixo. Tal modificação, ao contrário do que aduzido pelo apelante, não gera afronta alguma às normas constitucionais nem ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito, sendo plenamente cabível, portanto, que haja a alteração do regime legal de seu reajuste, desde que, para tanto, seja respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. (…) Conclui-se, assim, que o único impedimento à consolidação dos novos critérios remuneratórios estabelecidos por intermédio da Lei Complementar nº 032/2001 seria a ocorrência de decréscimo remuneratório, o que não ocorreu no caso”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. 5º, incisos XXXVI, LIV e LV; e 37, incisos X e XI, e § 2º, da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. No mais, colhe-se do julgado proferido em sede de apelação: “Cinge-se a solução da presente lide em saber se o apelante tem direito adquirido à forma de cálculo de seus proventos de acordo com as regras estabelecidas pela Lei Estadual nº 6.783/1974, que foram modificadas pela Lei Complementar nº 32, de 27 de Abril de 2001... (…) No caso em análise, as gratificações e vantagens incorporadas percebidas pelo apelantes eram calculadas em forma de percentual incidente sobre o valor do soldo e passaram, com a nova legislação, a ter valor fixo. Tal modificação, ao contrário do que aduzido pelo apelante, não gera afronta alguma às normas constitucionais nem ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito, sendo plenamente cabível, portanto, que haja a alteração do regime legal de seu reajuste, desde que, para tanto, seja respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. (…) Conclui-se, assim, que o único impedimento à consolidação dos novos critérios remuneratórios estabelecidos por intermédio da Lei Complementar nº 032/2001 seria a ocorrência de decréscimo remuneratório, o que não ocorreu no caso”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE É certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos, o que teria ocorrido no caso dos autos. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. ADVENTO DA LEI Nº 10.475/2002. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DECESSO REMUNERATÓRIO NÃO VERIFICADO. SÚMULA 279/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria a análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 857.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/10/13). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – SERVIDOR PÚBLICO – ESTABILIDADE FINANCEIRA – FORMA DE CÁLCULO DE VANTAGEM PECUNIÁRIA DE NATUREZA FUNCIONAL – AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 563.965/RN – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS” (RE nº 682.966/AM-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE É certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos, o que teria ocorrido no caso dos autos. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. ADVENTO DA LEI Nº 10.475/2002. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DECESSO REMUNERATÓRIO NÃO VERIFICADO. SÚMULA 279/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria a análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 857.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/10/13). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – SERVIDOR PÚBLICO – ESTABILIDADE FINANCEIRA – FORMA DE CÁLCULO DE VANTAGEM PECUNIÁRIA DE NATUREZA FUNCIONAL – AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 563.965/RN – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS” (RE nº 682.966/AM-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE 12/8/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/7/13). Ademais, para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Por fim, ressalte-se que, conquanto esta Corte já tenha se manifestado no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, melhor sorte não socorre o agravante. Isso porque o fato de a referida norma não se dirigir aos militares não impede que os estados-membros, utilizando-se de suas prerrogativas constitucionais, assim o prevejam, haja vista que compete a esses entes federados, mediante lei estadual e nos termos do art. 42, § 1º, c/c o art. 142, § 3º, inciso X, regular a matéria relativa à aposentadoria de seus servidores militares. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE 12/8/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/7/13). Ademais, para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Por fim, ressalte-se que, conquanto esta Corte já tenha se manifestado no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, melhor sorte não socorre o agravante. Isso porque o fato de a referida norma não se dirigir aos militares não impede que os estados-membros, utilizando-se de suas prerrogativas constitucionais, assim o prevejam, haja vista que compete a esses entes federados, mediante lei estadual e nos termos do art. 42, § 1º, c/c o art. 142, § 3º, inciso X, regular a matéria relativa à aposentadoria de seus servidores militares. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula nº 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, DJe de 9/11/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, DJe de 9/11/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6242568
2014-05-27T00:00:00
2014-06-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Forma de cálculo dos proventos. Manutenção. Impossibilidade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur268370
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA) AI 791589 AgR (1ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, REMUNERAÇÃO, DIREITO ADQUIRIDO) AI 857007 AgR (1ªT), RE 682966 AgR-ED (2ªT), ARE 705702 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 29/07/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
743072
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00042 PAR-00001 ART-00142 PAR-00003 \n INC-00010\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000032 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR, PE\n\n", "LEG-EST LCP-000059 ANO-2004\n LEI COMPLEMENTAR, PE\n\n", "LEG-EST LEI-010426 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA, PE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 743072 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Forma de cálculo dos proventos. Manutenção. Impossibilidade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Fatos e provas. Reexame. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos. 2. Para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 743072 AGR / PE Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE Brasília, 27 de maio de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Euclides Teixeira Neto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim ementado: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA – GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE – LEI n 10.426/90 – POLICIAL MILITAR DA RESERVA – O SERVIDOR PÚBLICO NÃO TEM DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO – RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. I – É evidente o fato de inexistir direito adquirido a regime jurídico, os pretórios pátrios averbam iterativamente que, se não houver minoração remuneratória, a forma de cálculo das tenças dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Euclides Teixeira Neto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim ementado: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA – GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE – LEI n 10.426/90 – POLICIAL MILITAR DA RESERVA – O SERVIDOR PÚBLICO NÃO TEM DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO – RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. I – É evidente o fato de inexistir direito adquirido a regime jurídico, os pretórios pátrios averbam iterativamente que, se não houver minoração remuneratória, a forma de cálculo das tenças dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE servidores públicos, ativos ou inativos, pode ser alterada da maneira que melhor aprouver a Administração Pública, desde que seja por meio legislativo adequado e, reitere-se, não haja diminuição do valor da remuneração fixada pela legislação anterior. II – Precedentes desta Corte. III – Recurso de Agravo não provido. IV – Decisão Unânime.’ Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a questão acerca dos proventos almejados pelo recorrente, no presente caso, situa-se no plano da legislação infraconstitucional (Leis Complementares Estaduais n 32/01 e 59/04, e Lei Estadual n 10.426/90), o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE servidores públicos, ativos ou inativos, pode ser alterada da maneira que melhor aprouver a Administração Pública, desde que seja por meio legislativo adequado e, reitere-se, não haja diminuição do valor da remuneração fixada pela legislação anterior. II – Precedentes desta Corte. III – Recurso de Agravo não provido. IV – Decisão Unânime.’ Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, uma vez que a questão acerca dos proventos almejados pelo recorrente, no presente caso, situa-se no plano da legislação infraconstitucional (Leis Complementares Estaduais n 32/01 e 59/04, e Lei Estadual n 10.426/90), o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR REFORMADO. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO INVALIDEZ. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. LEI ESTADUAL 10.426/90. OFENSA REFLEXA À Constituição Federal de 1988. FATOS E PROVAS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. 1. Para se aferir a alegada afronta ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, na hipótese, seria necessário o reexame de fatos e de provas, bem como a análise de legislação local (Lei 10.426/90), hipóteses inviáveis nesta via (Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n 785.386/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 13/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. VALOR FIXADO A TÍTULO DE SOLDO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Entendimento diverso do adotado no aresto impugnado exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (Leis estaduais 10.426/1990 e 11.216/1995), providência que não tem lugar na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido.’ (Recurso Extraordinário n 601.230/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1.../6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR: AUXÍLIO-INVALIDEZ. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR REFORMADO. SUPRESSÃO DO AUXÍLIO INVALIDEZ. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. LEI ESTADUAL 10.426/90. OFENSA REFLEXA À Constituição Federal de 1988. FATOS E PROVAS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. 1. Para se aferir a alegada afronta ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, na hipótese, seria necessário o reexame de fatos e de provas, bem como a análise de legislação local (Lei 10.426/90), hipóteses inviáveis nesta via (Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n 785.386/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 13/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. VALOR FIXADO A TÍTULO DE SOLDO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EXCLUSIVAMENTE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ESTADUAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Entendimento diverso do adotado no aresto impugnado exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente (Leis estaduais 10.426/1990 e 11.216/1995), providência que não tem lugar na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido.’ (Recurso Extraordinário n 601.230/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1.../6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR: AUXÍLIO-INVALIDEZ. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 579.404/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 13/3/09). Nesse mesmo sentido, em caso similar, o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA REMUNERADA. ADICIONAL DE INATIVIDADE. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana n 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 744.672/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/10/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso. Publique-se.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 579.404/PE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 13/3/09). Nesse mesmo sentido, em caso similar, o seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA REMUNERADA. ADICIONAL DE INATIVIDADE. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. LEGISLAÇÃO LOCAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana n 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 744.672/PE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/10/13). Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso. Publique-se.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE Alega o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV; 37, caput e incisos X, XI, XV, e § 2...; e 42, § 1..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a ação tem como objetivo] garantir ao Agravante a revisão do seu ato de reforma para que o mesmo seja retificado no sentido de passar a perceber proventos referentes à graduação hierárquica superior a de soldado na qual foi aposentado, devendo perceber os citados proventos com a GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE, com a condenação do Estado de Pernambuco ao pagamento das diferenças. (...) (…) [A] Lei 10.426/90 garante que os proventos são o quantitativo em dinheiro que o servidor militar percebe na inatividade, quer na reserva remunerada quer na situação de reformado, os quais serão constituídos dentre outras parcelas pelo adicional de inatividade (…). (…) A Emenda Constitucional n 20/98 não incluiu os militares na vedação contida nos §§ 2... e 3... do artigo 40 da Constituição Federal, isto é, de que os proventos não podem exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo, acrescentando que a matéria, por determinação constitucional, deve ser tratada por lei complementar específica, como dispõe o § 1..., do artigo 42, da Carta Magna. (...) A vantagem ora afetada, gratificação incorporada, se caracteriza como vantagem de ordem pessoal, integrante à remuneração do cargo como resultante do desempenho efetivo da função exercida, e, como tal, insuscetível de contenção em limites de vencimentos, como constitucionalmente assegurado. A gratificação incorporada, que regular e legalmente vinham sendo pago ao Agravante, não pode ser reduzido ou expurgado da remuneração, sem afrontar inequívoca ao 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE Alega o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV; 37, caput e incisos X, XI, XV, e § 2...; e 42, § 1..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[a ação tem como objetivo] garantir ao Agravante a revisão do seu ato de reforma para que o mesmo seja retificado no sentido de passar a perceber proventos referentes à graduação hierárquica superior a de soldado na qual foi aposentado, devendo perceber os citados proventos com a GRATIFICAÇÃO DE INATIVIDADE, com a condenação do Estado de Pernambuco ao pagamento das diferenças. (...) (…) [A] Lei 10.426/90 garante que os proventos são o quantitativo em dinheiro que o servidor militar percebe na inatividade, quer na reserva remunerada quer na situação de reformado, os quais serão constituídos dentre outras parcelas pelo adicional de inatividade (…). (…) A Emenda Constitucional n 20/98 não incluiu os militares na vedação contida nos §§ 2... e 3... do artigo 40 da Constituição Federal, isto é, de que os proventos não podem exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo, acrescentando que a matéria, por determinação constitucional, deve ser tratada por lei complementar específica, como dispõe o § 1..., do artigo 42, da Carta Magna. (...) A vantagem ora afetada, gratificação incorporada, se caracteriza como vantagem de ordem pessoal, integrante à remuneração do cargo como resultante do desempenho efetivo da função exercida, e, como tal, insuscetível de contenção em limites de vencimentos, como constitucionalmente assegurado. A gratificação incorporada, que regular e legalmente vinham sendo pago ao Agravante, não pode ser reduzido ou expurgado da remuneração, sem afrontar inequívoca ao 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 743072 AGR / PE princípio da irredutibilidade de vencimentos”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE princípio da irredutibilidade de vencimentos”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. 5..., incisos XXXVI, LIV e LV; e 37, incisos X e XI, e § 2..., da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. No mais, colhe-se do julgado proferido em sede de apelação: “Cinge-se a solução da presente lide em saber se o apelante tem direito adquirido à forma de cálculo de seus proventos de acordo com as regras estabelecidas pela Lei Estadual n 6.783/1974, que foram modificadas pela Lei Complementar n 32, de 27 de Abril de 2001... (…) No caso em análise, as gratificações e vantagens incorporadas percebidas pelo apelantes eram calculadas em forma de percentual incidente sobre o valor do soldo e passaram, com a nova legislação, a ter valor fixo. Tal modificação, ao contrário do que aduzido pelo apelante, não gera afronta alguma às normas constitucionais nem ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito, sendo plenamente cabível, portanto, que haja a alteração do regime legal de seu reajuste, desde que, para tanto, seja respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. (…) Conclui-se, assim, que o único impedimento à consolidação dos novos critérios remuneratórios estabelecidos por intermédio da Lei Complementar n 032/2001 seria a ocorrência de decréscimo remuneratório, o que não ocorreu no caso”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que as supostas violações dos arts. 5..., incisos XXXVI, LIV e LV; e 37, incisos X e XI, e § 2..., da Constituição Federal não foram suscitadas nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações recursais manifestas em momento inoportuno. No mais, colhe-se do julgado proferido em sede de apelação: “Cinge-se a solução da presente lide em saber se o apelante tem direito adquirido à forma de cálculo de seus proventos de acordo com as regras estabelecidas pela Lei Estadual n 6.783/1974, que foram modificadas pela Lei Complementar n 32, de 27 de Abril de 2001... (…) No caso em análise, as gratificações e vantagens incorporadas percebidas pelo apelantes eram calculadas em forma de percentual incidente sobre o valor do soldo e passaram, com a nova legislação, a ter valor fixo. Tal modificação, ao contrário do que aduzido pelo apelante, não gera afronta alguma às normas constitucionais nem ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito, sendo plenamente cabível, portanto, que haja a alteração do regime legal de seu reajuste, desde que, para tanto, seja respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. (…) Conclui-se, assim, que o único impedimento à consolidação dos novos critérios remuneratórios estabelecidos por intermédio da Lei Complementar n 032/2001 seria a ocorrência de decréscimo remuneratório, o que não ocorreu no caso”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE É certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos, o que teria ocorrido no caso dos autos. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. ADVENTO DA LEI n 10.475/2002. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DECESSO REMUNERATÓRIO NÃO VERIFICADO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria a análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 857.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/10/13). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – SERVIDOR PÚBLICO – ESTABILIDADE FINANCEIRA – FORMA DE CÁLCULO DE VANTAGEM PECUNIÁRIA DE NATUREZA FUNCIONAL – AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 563.965/RN – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS” (Recurso Extraordinário n 682.966/AM-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE É certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte de que não há direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração do servidor, o que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada, entretanto, a irredutibilidade de vencimentos, o que teria ocorrido no caso dos autos. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. ADVENTO DA LEI n 10.475/2002. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DECESSO REMUNERATÓRIO NÃO VERIFICADO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria a análise dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 857.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 9/10/13). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – SERVIDOR PÚBLICO – ESTABILIDADE FINANCEIRA – FORMA DE CÁLCULO DE VANTAGEM PECUNIÁRIA DE NATUREZA FUNCIONAL – AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 563.965/RN – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE MENCIONADO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME DESSA CONTROVÉRSIA – PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS” (Recurso Extraordinário n 682.966/AM-AgR-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE 12/8/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../7/13). Ademais, para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Por fim, ressalte-se que, conquanto esta Corte já tenha se manifestado no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, melhor sorte não socorre o agravante. Isso porque o fato de a referida norma não se dirigir aos militares não impede que os estados-membros, utilizando-se de suas prerrogativas constitucionais, assim o prevejam, haja vista que compete a esses entes federados, mediante lei estadual e nos termos do art. 42, § 1..., c/c o art. 142, § 3..., inciso X, regular a matéria relativa à aposentadoria de seus servidores militares. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE 12/8/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../7/13). Ademais, para dissentir do acórdão recorrido e acolher a tese do agravante de que teria havido decesso remuneratório, seria necessário analisar a legislação local e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Por fim, ressalte-se que, conquanto esta Corte já tenha se manifestado no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, melhor sorte não socorre o agravante. Isso porque o fato de a referida norma não se dirigir aos militares não impede que os estados-membros, utilizando-se de suas prerrogativas constitucionais, assim o prevejam, haja vista que compete a esses entes federados, mediante lei estadual e nos termos do art. 42, § 1..., c/c o art. 142, § 3..., inciso X, regular a matéria relativa à aposentadoria de seus servidores militares. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula n 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 743072 AGR / PE 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, DJe de 9/11/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Supremo Tribunal Federal ARE 743072 AGR / PE 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, DJe de 9/11/11). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6201354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 27/05/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.072 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EUCLIDES TEIXEIRA NETO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 27.5.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6071055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 072", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "Questão", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE 743072", "Súmulas", "AI n 785 . 386 / PE - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 601 . 230 / PE", "SÚMULA 280 DO SUPREMO", "ARE 743072 AGR /", "Súmulas", "AI n 785 . 386 / PE - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 601 . 230 / PE - AgR", "SÚMULA 280 DO SUPREMO", "ARE 743072 AGR / PE", "AI n 579 . 404 / PE - AgR", "Súmulas ns 280", "ARE n 744 . 672 / PE - AgR", "ARE 743072 AGR / PE", "AI n 579 . 404 / PE - AgR", "Súmulas ns 280", "ARE n 744 . 672 / PE - AgR", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "ARE 743072 AGR / PE", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 857 . 007 / RS - AgR", "Recurso 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Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. 1. Administrativo. 2. Paridade. Art. 40, § 8º (redação dada pela EC 20/1998). 3. Servidores inativos e pensionistas do extinto DNER possuem direito aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos no Plano Especial de Cargos do DNIT. 4. Recurso extraordinário não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ementado nos seguintes termos: “ADMNISTRATIVO. APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO DNER. PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DNIT. ENQUADRAMENTO. PARIDADE. APLICAÇÃO. LEI N. 11.171/05. Reconhecida a ilegitimidade do DNIT. Não ocorre litispendência ou coisa julgada da ação individual em face da anterior propositura de ação coletiva por entidade de classe ou sindicato, quando os autores não requereram a suspensão ou extinção do feito, nos termos do art. 104 da Lei 8.078/90. Aplica-se à espécie o prazo quinquenal estabelecido no Decreto 20.910/1932, na forma da Súmula n. 85 do STJ. No caso, não há parcelas prescritas pois a ação foi ajuizada em 09/02/2010, e a Lei n. 11.171/05 entrou em vigor em 05/09/2005, não existindo, portanto, parcelas originadas anteriormente ao quinquênio que precede à propositura da ação. Deve ser conferida aplicação à Lei n. 11.171/05 em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região ementado nos seguintes termos: “ADMNISTRATIVO. APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO DNER. PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DNIT. ENQUADRAMENTO. PARIDADE. APLICAÇÃO. LEI N. 11.171/05. Reconhecida a ilegitimidade do DNIT. Não ocorre litispendência ou coisa julgada da ação individual em face da anterior propositura de ação coletiva por entidade de classe ou sindicato, quando os autores não requereram a suspensão ou extinção do feito, nos termos do art. 104 da Lei 8.078/90. Aplica-se à espécie o prazo quinquenal estabelecido no Decreto 20.910/1932, na forma da Súmula n. 85 do STJ. No caso, não há parcelas prescritas pois a ação foi ajuizada em 09/02/2010, e a Lei n. 11.171/05 entrou em vigor em 05/09/2005, não existindo, portanto, parcelas originadas anteriormente ao quinquênio que precede à propositura da ação. Deve ser conferida aplicação à Lei n. 11.171/05 em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RE 677730 / RS conformidade com a Constituição Federal, assegurando-se aos aposentados e pensionistas, egressos do extinto DNER, o direito às diferenças, vencidas e vincendas, entre os padrões salariais obtidos a partir do enquadramento no Plano Especial de Cargos do DNIT, em paridade com os servidores ativos, e os vencimentos efetivamente auferidos junto ao Ministério dos Transportes. Correção monetária pelo INPC até 29/06/2009. A partir de 30/06/2009, correção e juros pelo art. 1º-F da Lei n. 9.494/97, na redação dada pela Lei n. 11.960/09. Honorários advocatícios em favor do DNIT mantidos em R$ 1.000,00, a serem suportados pelos autores. Honorários advocatícios em favor dos autores fixados em 10% do valor da condenação, conforme precedentes da Turma. Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Apelação dos autores provida. Apelos da União e do DNIT improvidos. Remessa oficial parcialmente provida”. (eDOC 17, p. 1-2) No recurso extraordinário, interposto com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, aponta-se violação aos artigos 2º; 5º, XXXVI; 40, § 8º (redação dada pela Emenda Constitucional 20/1998); e 61, § 1º, II, “a”, todos do texto constitucional, além do art. 7º da Emenda Constitucional 41/2003. Na espécie, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região assegurou aos recorridos – servidores inativos do DNER – a paridade remuneratória em relação aos servidores ativos que, provindos do DNER (que foi extinto pela Lei 10.233/2001), passaram a integrar o quadro do DNIT, por força de Plano Especial de Cargos instituído pela Lei 11.171/2005. A recorrente, União, pugna pela aplicação do Enunciado 339 da Súmula do STF, consignando que o Poder Judiciário não pode conceder aumento ao servidores públicos, ainda que sob fundamento do princípio da isonomia. Sustenta, também, que “com o advento da Lei n. 10.233/2001, os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS conformidade com a Constituição Federal, assegurando-se aos aposentados e pensionistas, egressos do extinto DNER, o direito às diferenças, vencidas e vincendas, entre os padrões salariais obtidos a partir do enquadramento no Plano Especial de Cargos do DNIT, em paridade com os servidores ativos, e os vencimentos efetivamente auferidos junto ao Ministério dos Transportes. Correção monetária pelo INPC até 29/06/2009. A partir de 30/06/2009, correção e juros pelo art. 1º-F da Lei n. 9.494/97, na redação dada pela Lei n. 11.960/09. Honorários advocatícios em favor do DNIT mantidos em R$ 1.000,00, a serem suportados pelos autores. Honorários advocatícios em favor dos autores fixados em 10% do valor da condenação, conforme precedentes da Turma. Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Apelação dos autores provida. Apelos da União e do DNIT improvidos. Remessa oficial parcialmente provida”. (eDOC 17, p. 1-2) No recurso extraordinário, interposto com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, aponta-se violação aos artigos 2º; 5º, XXXVI; 40, § 8º (redação dada pela Emenda Constitucional 20/1998); e 61, § 1º, II, “a”, todos do texto constitucional, além do art. 7º da Emenda Constitucional 41/2003. Na espécie, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região assegurou aos recorridos – servidores inativos do DNER – a paridade remuneratória em relação aos servidores ativos que, provindos do DNER (que foi extinto pela Lei 10.233/2001), passaram a integrar o quadro do DNIT, por força de Plano Especial de Cargos instituído pela Lei 11.171/2005. A recorrente, União, pugna pela aplicação do Enunciado 339 da Súmula do STF, consignando que o Poder Judiciário não pode conceder aumento ao servidores públicos, ainda que sob fundamento do princípio da isonomia. Sustenta, também, que “com o advento da Lei n. 10.233/2001, os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 677730 / RS servidores inativos e pensionistas do extinto DNER não ficaram vinculados ao DNIT, uma vez que passaram a ser servidores inativos e pensionistas vinculados diretamente à União, a quem foi transferido o ônus do pagamento dos respectivos vencimentos e proventos, por intermédio do Ministério dos Transportes” (eDOC 38, p. 12). Alega que “[c]om a superveniência do Plano de Cargos e Salários do DNIT, o artigo 3º da Lei n. 11.171/2005 determinou que fariam jus ao novo Plano de Cargos e Salários apenas os servidores lotados no DNIT até 31-07- 2004, ou aqueles que fossem redistribuídos à nova autarquia, desde que o pedido de redistribuição tivesse sido requerido até a mesma data de 31-07-2004” (eDOC 38, p. 13). Aduz, ainda, que a Lei 11.171/2005 não institui reajuste de remuneração, tendo criado novos cargos públicos e novo Plano de Cargos e Salários, motivo pelo qual a pretensa equiparação suscitada pelos servidores inativos do DNER não encontra amparo legal. Por fim, afirma “que a única possibilidade de percepção, pelos servidores aposentados do DNER e respectivos pensionistas, de valores de remuneração previstos pelo novo Plano de Cargos e Salários do DNIT, seria a alteração do vínculo estatutário, seja porque lotados no DNIT até 1º de outubro de 2004, seja porque tenham requerido sua redistribuição para o DNIT até 31 de julho de 2004. Uma vez que os autores não se enquadram em nenhuma das exceções legais, fica caracterizada a improcedência da pretendida ‘equiparação’ de proventos e pensões” (eDOC 38, p. 15). O recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (eDOC 55). Estes autos foram levados pelo Ministro Ricardo Lewandowski ao Plenário Virtual, oportunidade em que a Corte reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em razão de o relator originário haver ficado vencido quanto à existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no presente recurso extraordinário, o processo foi a mim redistribuído, nos termos do art. 324, § 3º, do RISTF. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS servidores inativos e pensionistas do extinto DNER não ficaram vinculados ao DNIT, uma vez que passaram a ser servidores inativos e pensionistas vinculados diretamente à União, a quem foi transferido o ônus do pagamento dos respectivos vencimentos e proventos, por intermédio do Ministério dos Transportes” (eDOC 38, p. 12). Alega que “[c]om a superveniência do Plano de Cargos e Salários do DNIT, o artigo 3º da Lei n. 11.171/2005 determinou que fariam jus ao novo Plano de Cargos e Salários apenas os servidores lotados no DNIT até 31-07- 2004, ou aqueles que fossem redistribuídos à nova autarquia, desde que o pedido de redistribuição tivesse sido requerido até a mesma data de 31-07-2004” (eDOC 38, p. 13). Aduz, ainda, que a Lei 11.171/2005 não institui reajuste de remuneração, tendo criado novos cargos públicos e novo Plano de Cargos e Salários, motivo pelo qual a pretensa equiparação suscitada pelos servidores inativos do DNER não encontra amparo legal. Por fim, afirma “que a única possibilidade de percepção, pelos servidores aposentados do DNER e respectivos pensionistas, de valores de remuneração previstos pelo novo Plano de Cargos e Salários do DNIT, seria a alteração do vínculo estatutário, seja porque lotados no DNIT até 1º de outubro de 2004, seja porque tenham requerido sua redistribuição para o DNIT até 31 de julho de 2004. Uma vez que os autores não se enquadram em nenhuma das exceções legais, fica caracterizada a improcedência da pretendida ‘equiparação’ de proventos e pensões” (eDOC 38, p. 15). O recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (eDOC 55). Estes autos foram levados pelo Ministro Ricardo Lewandowski ao Plenário Virtual, oportunidade em que a Corte reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em razão de o relator originário haver ficado vencido quanto à existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no presente recurso extraordinário, o processo foi a mim redistribuído, nos termos do art. 324, § 3º, do RISTF. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): 1. Da controvérsia constitucional A questão constitucional versada no presente recurso extraordinário cinge-se a saber se os servidores aposentados e os pensionistas do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) - órgão extinto por ocasião da Lei 10.233, de 5 de junho de 2001 – fazem jus à paridade remuneratória em relação aos servidores ativos do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) egressos do antigo DNER. 2. Da incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal Afasto a incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação da Emenda Constitucional 20/1998), ao estatuir regra de paridade de vencimentos entre os servidores ativos e inativos que tenham exercido cargos correspondentes, dispensa a edição de lei casuística que estenda a vantagem ou o benefício deferido ao servidor ativo, motivo pelo qual não há falar em aplicação da jurisprudência sumulada desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “I . Recurso extraordinário: prequestionamento mediante embargos de declaração . A rejeição dos embargos não impede que, no julgamento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): 1. Da controvérsia constitucional A questão constitucional versada no presente recurso extraordinário cinge-se a saber se os servidores aposentados e os pensionistas do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) - órgão extinto por ocasião da Lei 10.233, de 5 de junho de 2001 – fazem jus à paridade remuneratória em relação aos servidores ativos do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) egressos do antigo DNER. 2. Da incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal Afasto a incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação da Emenda Constitucional 20/1998), ao estatuir regra de paridade de vencimentos entre os servidores ativos e inativos que tenham exercido cargos correspondentes, dispensa a edição de lei casuística que estenda a vantagem ou o benefício deferido ao servidor ativo, motivo pelo qual não há falar em aplicação da jurisprudência sumulada desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “I . Recurso extraordinário: prequestionamento mediante embargos de declaração . A rejeição dos embargos não impede que, no julgamento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 677730 / RS do recurso extraordinário, se considere prequestionada a matéria neles veiculada, como resulta, a contrario sensu , da Súmula 356, desde que sobre essa matéria tivesse de pronunciar-se o órgão julgador. A teor da Súmula 356, o que se reputa não prequestionado é o ponto indevidamente omitido pelo acórdão primitivo sobre o qual “ não foram opostos embargos declaratórios ”. Mas, se opostos, o Tribunal a quo se recusa a suprir a omissão, por entendê-la inexistente, nada mais se pode exigir da parte. II . Proventos de aposentadoria : Constituição, art. 40, § 4º: regra de paridade com os vencimentos do cargo correspondente que tem precisamente o sentido de dispensar que a lei estenda ao inativo em cada caso, o benefício ou vantagem que outorgue ao servidor em atividade: logo, quando incide, o dispositivo constitucional ilide a aplicação da Súmula 339”. (RE 214.724, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 6.11.1998) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO PROVISÓRIA. MEDIDA PROVISÓRIA 1.587/1997, CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998. EXTENSÃO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 2. NATUREZA DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as vantagens de natureza genérica, concedidas ao pessoal da ativa, são extensíveis aos aposentados e pensionistas, em nome do princípio da isonomia, nos termos do § 8º do art. 40 (na redação anterior à EC 41/2003) da Magna Carta. 2. A discussão acerca da natureza jurídica de parcelas remuneratórias devidas a servidores públicos é de índole eminentemente infraconstitucional. Agravo regimental desprovido”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS do recurso extraordinário, se considere prequestionada a matéria neles veiculada, como resulta, a contrario sensu , da Súmula 356, desde que sobre essa matéria tivesse de pronunciar-se o órgão julgador. A teor da Súmula 356, o que se reputa não prequestionado é o ponto indevidamente omitido pelo acórdão primitivo sobre o qual “ não foram opostos embargos declaratórios ”. Mas, se opostos, o Tribunal a quo se recusa a suprir a omissão, por entendê-la inexistente, nada mais se pode exigir da parte. II . Proventos de aposentadoria : Constituição, art. 40, § 4º: regra de paridade com os vencimentos do cargo correspondente que tem precisamente o sentido de dispensar que a lei estenda ao inativo em cada caso, o benefício ou vantagem que outorgue ao servidor em atividade: logo, quando incide, o dispositivo constitucional ilide a aplicação da Súmula 339”. (RE 214.724, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 6.11.1998) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO PROVISÓRIA. MEDIDA PROVISÓRIA 1.587/1997, CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998. EXTENSÃO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 2. NATUREZA DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as vantagens de natureza genérica, concedidas ao pessoal da ativa, são extensíveis aos aposentados e pensionistas, em nome do princípio da isonomia, nos termos do § 8º do art. 40 (na redação anterior à EC 41/2003) da Magna Carta. 2. A discussão acerca da natureza jurídica de parcelas remuneratórias devidas a servidores públicos é de índole eminentemente infraconstitucional. Agravo regimental desprovido”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 677730 / RS (AI-AgR 802.545, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 21.3.2011) “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III Esta Corte possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de vencimentos (art. 40, § 8º, da CF/88, redação anterior à EC 41/2003) dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV - Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 601.225, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010) De se ver, no caso da paridade remuneratória de servidores ativos e inativos a que fazia referência o art. 40, § 8º (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003), é o próprio texto constitucional que, à luz do princípio da isonomia, estabelece que serão extensíveis aos aposentados e pensionistas as vantagens concedidas aos servidores em atividade. Não há falar, portanto, em ausência direito à paridade em virtude de inexistência de lei específica de iniciativa do Chefe do Poder Executivo que cuide de reajuste de remuneração de servidor público. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS (AI-AgR 802.545, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 21.3.2011) “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III Esta Corte possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de vencimentos (art. 40, § 8º, da CF/88, redação anterior à EC 41/2003) dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV - Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 601.225, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010) De se ver, no caso da paridade remuneratória de servidores ativos e inativos a que fazia referência o art. 40, § 8º (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003), é o próprio texto constitucional que, à luz do princípio da isonomia, estabelece que serão extensíveis aos aposentados e pensionistas as vantagens concedidas aos servidores em atividade. Não há falar, portanto, em ausência direito à paridade em virtude de inexistência de lei específica de iniciativa do Chefe do Poder Executivo que cuide de reajuste de remuneração de servidor público. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 677730 / RS 3. Da reestruturação da carreira dos servidores ativos do extinto DNER no Plano Especial de Cargos do DNIT A Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, criou o “Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres [ANTT], a Agência Nacional de Transportes Aquaviários [ANTAQ] e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes [DNIT]” e, ao mesmo tempo, determinou a extinção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, em seu art. 102-A, in verbis: “Art. 102-A. Instaladas a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, ficam extintos a Comissão Federal de Transportes Ferroviários - COFER e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER e dissolvida a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes - GEIPOT”. A referida lei criou, ainda, quadro de pessoal específico da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, absorvendo, pois, os servidores ativos que integravam os quadros do DNER e do Ministério dos Transportes. Salientou, ainda, que a absorção supramencionada deveria ser feita mediante redistribuição do cargo (arts. 113 e 113-A). Ainda segundo a mencionada lei, o Ministério dos Transportes possuía o encargo pela pagamento dos inativos e pensionistas advindos do DNER (art. 117). É dizer, a lei que criou o DNIT estabeleceu a possibilidade de que servidores que anteriormente ocupavam cargos do DNER pudessem ser absorvidos aos seus quadros. Da mesma forma, servidores antes jungidos ao DNER poderiam ser reaproveitados nos quadros da ANTAQ e da ANTT. Por sua vez, foi editada a Lei 11.171, de 2 de setembro de 2005, que, instituindo novo plano de carreiras do DNIT, promoveu reajustes remuneratórios, bem como reestruturação das carreiras, reorganizando e reclassificando cargos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS 3. Da reestruturação da carreira dos servidores ativos do extinto DNER no Plano Especial de Cargos do DNIT A Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, criou o “Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres [ANTT], a Agência Nacional de Transportes Aquaviários [ANTAQ] e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes [DNIT]” e, ao mesmo tempo, determinou a extinção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, em seu art. 102-A, in verbis: “Art. 102-A. Instaladas a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, ficam extintos a Comissão Federal de Transportes Ferroviários - COFER e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER e dissolvida a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes - GEIPOT”. A referida lei criou, ainda, quadro de pessoal específico da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, absorvendo, pois, os servidores ativos que integravam os quadros do DNER e do Ministério dos Transportes. Salientou, ainda, que a absorção supramencionada deveria ser feita mediante redistribuição do cargo (arts. 113 e 113-A). Ainda segundo a mencionada lei, o Ministério dos Transportes possuía o encargo pela pagamento dos inativos e pensionistas advindos do DNER (art. 117). É dizer, a lei que criou o DNIT estabeleceu a possibilidade de que servidores que anteriormente ocupavam cargos do DNER pudessem ser absorvidos aos seus quadros. Da mesma forma, servidores antes jungidos ao DNER poderiam ser reaproveitados nos quadros da ANTAQ e da ANTT. Por sua vez, foi editada a Lei 11.171, de 2 de setembro de 2005, que, instituindo novo plano de carreiras do DNIT, promoveu reajustes remuneratórios, bem como reestruturação das carreiras, reorganizando e reclassificando cargos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 677730 / RS Obviamente, os servidores ativos egressos do DNER, submetidos à aludida reestruturação de carreiras e reajustes remuneratórios, passaram a gozar das vantagens e privilégios inerentes às novas carreiras. Como já antecipei, a garantia da paridade remuneratória a que fazia referência o art. 40, § 8º (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003) é formulação, no próprio texto constitucional, de regra à luz do princípio da isonomia. Para assegurar, portanto, aos aposentados e pensionistas do DNER o direito à paridade, é preciso cogitar, tão somente, o seguinte – ante a autoaplicabilidade da regra constitucional ora em exame: a) existência de lei que confira aos servidores ativos determinada vantagem ou benefício remuneratório; e b) natureza jurídica dos privilégios deferidos aos servidores da ativa. Em suma, para garantir-lhes o direito, é suficiente que se verifique se os servidores aposentados e os pensionistas gozariam dos benefícios caso estivessem em atividade. Na espécie, não vejo como não reconhecer a incidência da cláusula constitucional da paridade remuneratória, nos moldes em que prevista pela Emenda Constitucional 20/1998, em favor daqueles servidores aposentados e dos pensionistas do DNER, tendo em vista a possibilidade inaugurada pela lei de que os servidores ativos deste órgão pudessem ser alocados, por conta de suas atribuições, para o DNIT. 4. Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil, para deixar assentado que os servidores aposentados e pensionistas do extinto DNER fazem jus aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos que, provindos deste órgão, passaram a gozar dos benefícios e vantagens resultantes do Plano Especial de Cargos do DNIT, instituído pela Lei 11.171/2005. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal RE 677730 / RS Obviamente, os servidores ativos egressos do DNER, submetidos à aludida reestruturação de carreiras e reajustes remuneratórios, passaram a gozar das vantagens e privilégios inerentes às novas carreiras. Como já antecipei, a garantia da paridade remuneratória a que fazia referência o art. 40, § 8º (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003) é formulação, no próprio texto constitucional, de regra à luz do princípio da isonomia. Para assegurar, portanto, aos aposentados e pensionistas do DNER o direito à paridade, é preciso cogitar, tão somente, o seguinte – ante a autoaplicabilidade da regra constitucional ora em exame: a) existência de lei que confira aos servidores ativos determinada vantagem ou benefício remuneratório; e b) natureza jurídica dos privilégios deferidos aos servidores da ativa. Em suma, para garantir-lhes o direito, é suficiente que se verifique se os servidores aposentados e os pensionistas gozariam dos benefícios caso estivessem em atividade. Na espécie, não vejo como não reconhecer a incidência da cláusula constitucional da paridade remuneratória, nos moldes em que prevista pela Emenda Constitucional 20/1998, em favor daqueles servidores aposentados e dos pensionistas do DNER, tendo em vista a possibilidade inaugurada pela lei de que os servidores ativos deste órgão pudessem ser alocados, por conta de suas atribuições, para o DNIT. 4. Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil, para deixar assentado que os servidores aposentados e pensionistas do extinto DNER fazem jus aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos que, provindos deste órgão, passaram a gozar dos benefícios e vantagens resultantes do Plano Especial de Cargos do DNIT, instituído pela Lei 11.171/2005. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Registro dois aspectos. O primeiro é que a própria Emenda nº 41, não bastasse a teoria da aplicação da lei no tempo, ressalvou a situação daqueles que já estavam aposentados. As relações jurídicas continuaram sendo regidas pelo § 8º do artigo 40 da Constituição Federal. Em segundo lugar, é importante, para saber-se sobre a incidência ou não desse parágrafo, indagar-se: se os aposentados estivessem na ativa, seriam beneficiados? Seriam. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É usaram aqui um sofisma de reenquadramento para poder não conceder a paridade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O relator explicou bem: as premissas são irrefutáveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7013384. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Registro dois aspectos. O primeiro é que a própria Emenda nº 41, não bastasse a teoria da aplicação da lei no tempo, ressalvou a situação daqueles que já estavam aposentados. As relações jurídicas continuaram sendo regidas pelo § 8º do artigo 40 da Constituição Federal. Em segundo lugar, é importante, para saber-se sobre a incidência ou não desse parágrafo, indagar-se: se os aposentados estivessem na ativa, seriam beneficiados? Seriam. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É usaram aqui um sofisma de reenquadramento para poder não conceder a paridade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O relator explicou bem: as premissas são irrefutáveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7013384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805648 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805648 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7026554
2014-08-28T00:00:00
2014-10-24T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. 1. Administrativo. 2. Paridade. Art. 40, § 8º (redação dada pela EC 20/1998). 3. Servidores inativos e pensionistas do extinto DNER possuem direito aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos no Plano Especial de Cargos do DNIT. 4. Recurso extraordinário não provido.
sjur281778
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 339/STF, INAPLICABILIDADE) RE 214724 (2ªT), RE 601225 AgR (1ªT), AI 802545 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 30/08/2016, KBP.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
677730
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00008 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/1998\n ART-00040 PAR-00008 REDAÇÃO DADA PELA EMC-41/2003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-010233 ANO-2001\n ART-0102A ART-00113 ART-0113A ART-00117\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011171 ANO-2005\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000339 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE
acordaos
RE 677730
[ "" ]
RECTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Recurso extraordinário. Repercussão geral reconhecida. 1. Administrativo. 2. Paridade. Art. 40, § 8... (redação dada pela EC 20/1998). 3. Servidores inativos e pensionistas do extinto DNER possuem direito aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos no Plano Especial de Cargos do DNIT. 4. Recurso extraordinário não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Brasília, 28 de agosto de 2014. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 4... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região ementado nos seguintes termos: “ADMNISTRATIVO. APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO DNER. PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DNIT. ENQUADRAMENTO. PARIDADE. APLICAÇÃO. LEI N. 11.171/05. Reconhecida a ilegitimidade do DNIT. Não ocorre litispendência ou coisa julgada da ação individual em face da anterior propositura de ação coletiva por entidade de classe ou sindicato, quando os autores não requereram a suspensão ou extinção do feito, nos termos do art. 104 da Lei 8.078/90. Aplica-se à espécie o prazo quinquenal estabelecido no Decreto 20.910/1932, na forma da Súmula n. 85 do Superior Tribunal de Justiça. No caso, não há parcelas prescritas pois a ação foi ajuizada em 09/02/2010, e a Lei n. 11.171/05 entrou em vigor em 05/09/2005, não existindo, portanto, parcelas originadas anteriormente ao quinquênio que precede à propositura da ação. Deve ser conferida aplicação à Lei n. 11.171/05 em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) :MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da 4... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região ementado nos seguintes termos: “ADMNISTRATIVO. APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO DNER. PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DNIT. ENQUADRAMENTO. PARIDADE. APLICAÇÃO. LEI N. 11.171/05. Reconhecida a ilegitimidade do DNIT. Não ocorre litispendência ou coisa julgada da ação individual em face da anterior propositura de ação coletiva por entidade de classe ou sindicato, quando os autores não requereram a suspensão ou extinção do feito, nos termos do art. 104 da Lei 8.078/90. Aplica-se à espécie o prazo quinquenal estabelecido no Decreto 20.910/1932, na forma da Súmula n. 85 do Superior Tribunal de Justiça. No caso, não há parcelas prescritas pois a ação foi ajuizada em 09/02/2010, e a Lei n. 11.171/05 entrou em vigor em 05/09/2005, não existindo, portanto, parcelas originadas anteriormente ao quinquênio que precede à propositura da ação. Deve ser conferida aplicação à Lei n. 11.171/05 em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 677730 / RS conformidade com a Constituição Federal, assegurando-se aos aposentados e pensionistas, egressos do extinto DNER, o direito às diferenças, vencidas e vincendas, entre os padrões salariais obtidos a partir do enquadramento no Plano Especial de Cargos do DNIT, em paridade com os servidores ativos, e os vencimentos efetivamente auferidos junto ao Ministério dos Transportes. Correção monetária pelo INPC até 29/06/2009. A partir de 30/06/2009, correção e juros pelo art. 1...-F da Lei n. 9.494/97, na redação dada pela Lei n. 11.960/09. Honorários advocatícios em favor do DNIT mantidos em R$ 1.000,00, a serem suportados pelos autores. Honorários advocatícios em favor dos autores fixados em 10% do valor da condenação, conforme precedentes da Turma. Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Apelação dos autores provida. Apelos da União e do DNIT improvidos. Remessa oficial parcialmente provida”. (eDOC 17, p. 1-2) No recurso extraordinário, interposto com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, aponta-se violação aos artigos 2...; 5..., XXXVI; 40, § 8... (redação dada pela Emenda Constitucional 20/1998); e 61, § 1..., II, “a”, todos do texto constitucional, além do art. 7... da Emenda Constitucional 41/2003. Na espécie, o Tribunal Regional Federal da 4... Região assegurou aos recorridos – servidores inativos do DNER – a paridade remuneratória em relação aos servidores ativos que, provindos do DNER (que foi extinto pela Lei 10.233/2001), passaram a integrar o quadro do DNIT, por força de Plano Especial de Cargos instituído pela Lei 11.171/2005. A recorrente, União, pugna pela aplicação do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, consignando que o Poder Judiciário não pode conceder aumento ao servidores públicos, ainda que sob fundamento do princípio da isonomia. Sustenta, também, que “com o advento da Lei n. 10.233/2001, os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS conformidade com a Constituição Federal, assegurando-se aos aposentados e pensionistas, egressos do extinto DNER, o direito às diferenças, vencidas e vincendas, entre os padrões salariais obtidos a partir do enquadramento no Plano Especial de Cargos do DNIT, em paridade com os servidores ativos, e os vencimentos efetivamente auferidos junto ao Ministério dos Transportes. Correção monetária pelo INPC até 29/06/2009. A partir de 30/06/2009, correção e juros pelo art. 1...-F da Lei n. 9.494/97, na redação dada pela Lei n. 11.960/09. Honorários advocatícios em favor do DNIT mantidos em R$ 1.000,00, a serem suportados pelos autores. Honorários advocatícios em favor dos autores fixados em 10% do valor da condenação, conforme precedentes da Turma. Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Apelação dos autores provida. Apelos da União e do DNIT improvidos. Remessa oficial parcialmente provida”. (eDOC 17, p. 1-2) No recurso extraordinário, interposto com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, aponta-se violação aos artigos 2...; 5..., XXXVI; 40, § 8... (redação dada pela Emenda Constitucional 20/1998); e 61, § 1..., II, “a”, todos do texto constitucional, além do art. 7... da Emenda Constitucional 41/2003. Na espécie, o Tribunal Regional Federal da 4... Região assegurou aos recorridos – servidores inativos do DNER – a paridade remuneratória em relação aos servidores ativos que, provindos do DNER (que foi extinto pela Lei 10.233/2001), passaram a integrar o quadro do DNIT, por força de Plano Especial de Cargos instituído pela Lei 11.171/2005. A recorrente, União, pugna pela aplicação do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, consignando que o Poder Judiciário não pode conceder aumento ao servidores públicos, ainda que sob fundamento do princípio da isonomia. Sustenta, também, que “com o advento da Lei n. 10.233/2001, os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 677730 / RS servidores inativos e pensionistas do extinto DNER não ficaram vinculados ao DNIT, uma vez que passaram a ser servidores inativos e pensionistas vinculados diretamente à União, a quem foi transferido o ônus do pagamento dos respectivos vencimentos e proventos, por intermédio do Ministério dos Transportes” (eDOC 38, p. 12). Alega que “[c]om a superveniência do Plano de Cargos e Salários do DNIT, o artigo 3... da Lei n. 11.171/2005 determinou que fariam jus ao novo Plano de Cargos e Salários apenas os servidores lotados no DNIT até 31-07- 2004, ou aqueles que fossem redistribuídos à nova autarquia, desde que o pedido de redistribuição tivesse sido requerido até a mesma data de 31-07-2004” (eDOC 38, p. 13). Aduz, ainda, que a Lei 11.171/2005 não institui reajuste de remuneração, tendo criado novos cargos públicos e novo Plano de Cargos e Salários, motivo pelo qual a pretensa equiparação suscitada pelos servidores inativos do DNER não encontra amparo legal. Por fim, afirma “que a única possibilidade de percepção, pelos servidores aposentados do DNER e respectivos pensionistas, de valores de remuneração previstos pelo novo Plano de Cargos e Salários do DNIT, seria a alteração do vínculo estatutário, seja porque lotados no DNIT até 1... de outubro de 2004, seja porque tenham requerido sua redistribuição para o DNIT até 31 de julho de 2004. Uma vez que os autores não se enquadram em nenhuma das exceções legais, fica caracterizada a improcedência da pretendida ‘equiparação’ de proventos e pensões” (eDOC 38, p. 15). O recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (eDOC 55). Estes autos foram levados pelo Ministro Ricardo Lewandowski ao Plenário Virtual, oportunidade em que a Corte reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em razão de o relator originário haver ficado vencido quanto à existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no presente recurso extraordinário, o processo foi a mim redistribuído, nos termos do art. 324, § 3..., do RISTF. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS servidores inativos e pensionistas do extinto DNER não ficaram vinculados ao DNIT, uma vez que passaram a ser servidores inativos e pensionistas vinculados diretamente à União, a quem foi transferido o ônus do pagamento dos respectivos vencimentos e proventos, por intermédio do Ministério dos Transportes” (eDOC 38, p. 12). Alega que “[c]om a superveniência do Plano de Cargos e Salários do DNIT, o artigo 3... da Lei n. 11.171/2005 determinou que fariam jus ao novo Plano de Cargos e Salários apenas os servidores lotados no DNIT até 31-07- 2004, ou aqueles que fossem redistribuídos à nova autarquia, desde que o pedido de redistribuição tivesse sido requerido até a mesma data de 31-07-2004” (eDOC 38, p. 13). Aduz, ainda, que a Lei 11.171/2005 não institui reajuste de remuneração, tendo criado novos cargos públicos e novo Plano de Cargos e Salários, motivo pelo qual a pretensa equiparação suscitada pelos servidores inativos do DNER não encontra amparo legal. Por fim, afirma “que a única possibilidade de percepção, pelos servidores aposentados do DNER e respectivos pensionistas, de valores de remuneração previstos pelo novo Plano de Cargos e Salários do DNIT, seria a alteração do vínculo estatutário, seja porque lotados no DNIT até 1... de outubro de 2004, seja porque tenham requerido sua redistribuição para o DNIT até 31 de julho de 2004. Uma vez que os autores não se enquadram em nenhuma das exceções legais, fica caracterizada a improcedência da pretendida ‘equiparação’ de proventos e pensões” (eDOC 38, p. 15). O recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (eDOC 55). Estes autos foram levados pelo Ministro Ricardo Lewandowski ao Plenário Virtual, oportunidade em que a Corte reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Em razão de o relator originário haver ficado vencido quanto à existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no presente recurso extraordinário, o processo foi a mim redistribuído, nos termos do art. 324, § 3..., do RISTF. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): 1. Da controvérsia constitucional A questão constitucional versada no presente recurso extraordinário cinge-se a saber se os servidores aposentados e os pensionistas do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) - órgão extinto por ocasião da Lei 10.233, de 5 de junho de 2001 – fazem jus à paridade remuneratória em relação aos servidores ativos do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) egressos do antigo DNER. 2. Da incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal Afasto a incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação da Emenda Constitucional 20/1998), ao estatuir regra de paridade de vencimentos entre os servidores ativos e inativos que tenham exercido cargos correspondentes, dispensa a edição de lei casuística que estenda a vantagem ou o benefício deferido ao servidor ativo, motivo pelo qual não há falar em aplicação da jurisprudência sumulada desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “I . Recurso extraordinário: prequestionamento mediante embargos de declaração . A rejeição dos embargos não impede que, no julgamento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): 1. Da controvérsia constitucional A questão constitucional versada no presente recurso extraordinário cinge-se a saber se os servidores aposentados e os pensionistas do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) - órgão extinto por ocasião da Lei 10.233, de 5 de junho de 2001 – fazem jus à paridade remuneratória em relação aos servidores ativos do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) egressos do antigo DNER. 2. Da incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal Afasto a incidência do Enunciado 339 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação da Emenda Constitucional 20/1998), ao estatuir regra de paridade de vencimentos entre os servidores ativos e inativos que tenham exercido cargos correspondentes, dispensa a edição de lei casuística que estenda a vantagem ou o benefício deferido ao servidor ativo, motivo pelo qual não há falar em aplicação da jurisprudência sumulada desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “I . Recurso extraordinário: prequestionamento mediante embargos de declaração . A rejeição dos embargos não impede que, no julgamento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 677730 / RS do recurso extraordinário, se considere prequestionada a matéria neles veiculada, como resulta, a contrario sensu , da Súmula 356, desde que sobre essa matéria tivesse de pronunciar-se o órgão julgador. A teor da Súmula 356, o que se reputa não prequestionado é o ponto indevidamente omitido pelo acórdão primitivo sobre o qual “ não foram opostos embargos declaratórios ”. Mas, se opostos, o Tribunal a quo se recusa a suprir a omissão, por entendê-la inexistente, nada mais se pode exigir da parte. II . Proventos de aposentadoria : Constituição, art. 40, § 4...: regra de paridade com os vencimentos do cargo correspondente que tem precisamente o sentido de dispensar que a lei estenda ao inativo em cada caso, o benefício ou vantagem que outorgue ao servidor em atividade: logo, quando incide, o dispositivo constitucional ilide a aplicação da Súmula 339”. (Recurso Extraordinário 214.724, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 6.11.1998) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO PROVISÓRIA. MEDIDA PROVISÓRIA 1.587/1997, CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998. EXTENSÃO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 2. NATUREZA DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as vantagens de natureza genérica, concedidas ao pessoal da ativa, são extensíveis aos aposentados e pensionistas, em nome do princípio da isonomia, nos termos do § 8... do art. 40 (na redação anterior à EC 41/2003) da Magna Carta. 2. A discussão acerca da natureza jurídica de parcelas remuneratórias devidas a servidores públicos é de índole eminentemente infraconstitucional. Agravo regimental desprovido”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS do recurso extraordinário, se considere prequestionada a matéria neles veiculada, como resulta, a contrario sensu , da Súmula 356, desde que sobre essa matéria tivesse de pronunciar-se o órgão julgador. A teor da Súmula 356, o que se reputa não prequestionado é o ponto indevidamente omitido pelo acórdão primitivo sobre o qual “ não foram opostos embargos declaratórios ”. Mas, se opostos, o Tribunal a quo se recusa a suprir a omissão, por entendê-la inexistente, nada mais se pode exigir da parte. II . Proventos de aposentadoria : Constituição, art. 40, § 4...: regra de paridade com os vencimentos do cargo correspondente que tem precisamente o sentido de dispensar que a lei estenda ao inativo em cada caso, o benefício ou vantagem que outorgue ao servidor em atividade: logo, quando incide, o dispositivo constitucional ilide a aplicação da Súmula 339”. (Recurso Extraordinário 214.724, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 6.11.1998) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO PROVISÓRIA. MEDIDA PROVISÓRIA 1.587/1997, CONVERTIDA NA LEI 9.651/1998. EXTENSÃO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 2. NATUREZA DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que as vantagens de natureza genérica, concedidas ao pessoal da ativa, são extensíveis aos aposentados e pensionistas, em nome do princípio da isonomia, nos termos do § 8... do art. 40 (na redação anterior à EC 41/2003) da Magna Carta. 2. A discussão acerca da natureza jurídica de parcelas remuneratórias devidas a servidores públicos é de índole eminentemente infraconstitucional. Agravo regimental desprovido”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 677730 / RS (AI-AgR 802.545, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 21.3.2011) “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III Esta Corte possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de vencimentos (art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, redação anterior à EC 41/2003) dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 601.225, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010) De se ver, no caso da paridade remuneratória de servidores ativos e inativos a que fazia referência o art. 40, § 8... (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003), é o próprio texto constitucional que, à luz do princípio da isonomia, estabelece que serão extensíveis aos aposentados e pensionistas as vantagens concedidas aos servidores em atividade. Não há falar, portanto, em ausência direito à paridade em virtude de inexistência de lei específica de iniciativa do Chefe do Poder Executivo que cuide de reajuste de remuneração de servidor público. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS (AI-AgR 802.545, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 21.3.2011) “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARIDADE DE VENCIMENTOS POR MEIO DE DECRETO. GRATIFICAÇÃO INSTITUÍDA POR LEI ESTADUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III Esta Corte possui entendimento no sentido de que a regra da paridade de vencimentos (art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, redação anterior à EC 41/2003) dispensa a exigência de edição de lei para estender ao inativo, em cada caso, o benefício ou vantagem outorgada ao servidor em atividade. IV - Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 601.225, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 17.9.2010) De se ver, no caso da paridade remuneratória de servidores ativos e inativos a que fazia referência o art. 40, § 8... (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003), é o próprio texto constitucional que, à luz do princípio da isonomia, estabelece que serão extensíveis aos aposentados e pensionistas as vantagens concedidas aos servidores em atividade. Não há falar, portanto, em ausência direito à paridade em virtude de inexistência de lei específica de iniciativa do Chefe do Poder Executivo que cuide de reajuste de remuneração de servidor público. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 677730 / RS 3. Da reestruturação da carreira dos servidores ativos do extinto DNER no Plano Especial de Cargos do DNIT A Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, criou o “Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres [ANTT], a Agência Nacional de Transportes Aquaviários [ANTAQ] e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes [DNIT]” e, ao mesmo tempo, determinou a extinção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, em seu art. 102-A, in verbis: “Art. 102-A. Instaladas a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, ficam extintos a Comissão Federal de Transportes Ferroviários - COFER e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER e dissolvida a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes - GEIPOT”. A referida lei criou, ainda, quadro de pessoal específico da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, absorvendo, pois, os servidores ativos que integravam os quadros do DNER e do Ministério dos Transportes. Salientou, ainda, que a absorção supramencionada deveria ser feita mediante redistribuição do cargo (arts. 113 e 113-A). Ainda segundo a mencionada lei, o Ministério dos Transportes possuía o encargo pela pagamento dos inativos e pensionistas advindos do DNER (art. 117). É dizer, a lei que criou o DNIT estabeleceu a possibilidade de que servidores que anteriormente ocupavam cargos do DNER pudessem ser absorvidos aos seus quadros. Da mesma forma, servidores antes jungidos ao DNER poderiam ser reaproveitados nos quadros da ANTAQ e da ANTT. Por sua vez, foi editada a Lei 11.171, de 2 de setembro de 2005, que, instituindo novo plano de carreiras do DNIT, promoveu reajustes remuneratórios, bem como reestruturação das carreiras, reorganizando e reclassificando cargos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS 3. Da reestruturação da carreira dos servidores ativos do extinto DNER no Plano Especial de Cargos do DNIT A Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, criou o “Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, a Agência Nacional de Transportes Terrestres [ANTT], a Agência Nacional de Transportes Aquaviários [ANTAQ] e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes [DNIT]” e, ao mesmo tempo, determinou a extinção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, em seu art. 102-A, in verbis: “Art. 102-A. Instaladas a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, ficam extintos a Comissão Federal de Transportes Ferroviários - COFER e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER e dissolvida a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes - GEIPOT”. A referida lei criou, ainda, quadro de pessoal específico da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, absorvendo, pois, os servidores ativos que integravam os quadros do DNER e do Ministério dos Transportes. Salientou, ainda, que a absorção supramencionada deveria ser feita mediante redistribuição do cargo (arts. 113 e 113-A). Ainda segundo a mencionada lei, o Ministério dos Transportes possuía o encargo pela pagamento dos inativos e pensionistas advindos do DNER (art. 117). É dizer, a lei que criou o DNIT estabeleceu a possibilidade de que servidores que anteriormente ocupavam cargos do DNER pudessem ser absorvidos aos seus quadros. Da mesma forma, servidores antes jungidos ao DNER poderiam ser reaproveitados nos quadros da ANTAQ e da ANTT. Por sua vez, foi editada a Lei 11.171, de 2 de setembro de 2005, que, instituindo novo plano de carreiras do DNIT, promoveu reajustes remuneratórios, bem como reestruturação das carreiras, reorganizando e reclassificando cargos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 677730 / RS Obviamente, os servidores ativos egressos do DNER, submetidos à aludida reestruturação de carreiras e reajustes remuneratórios, passaram a gozar das vantagens e privilégios inerentes às novas carreiras. Como já antecipei, a garantia da paridade remuneratória a que fazia referência o art. 40, § 8... (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003) é formulação, no próprio texto constitucional, de regra à luz do princípio da isonomia. Para assegurar, portanto, aos aposentados e pensionistas do DNER o direito à paridade, é preciso cogitar, tão somente, o seguinte – ante a autoaplicabilidade da regra constitucional ora em exame: a) existência de lei que confira aos servidores ativos determinada vantagem ou benefício remuneratório; e b) natureza jurídica dos privilégios deferidos aos servidores da ativa. Em suma, para garantir-lhes o direito, é suficiente que se verifique se os servidores aposentados e os pensionistas gozariam dos benefícios caso estivessem em atividade. Na espécie, não vejo como não reconhecer a incidência da cláusula constitucional da paridade remuneratória, nos moldes em que prevista pela Emenda Constitucional 20/1998, em favor daqueles servidores aposentados e dos pensionistas do DNER, tendo em vista a possibilidade inaugurada pela lei de que os servidores ativos deste órgão pudessem ser alocados, por conta de suas atribuições, para o DNIT. 4. Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil, para deixar assentado que os servidores aposentados e pensionistas do extinto DNER fazem jus aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos que, provindos deste órgão, passaram a gozar dos benefícios e vantagens resultantes do Plano Especial de Cargos do DNIT, instituído pela Lei 11.171/2005. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 677730 / RS Obviamente, os servidores ativos egressos do DNER, submetidos à aludida reestruturação de carreiras e reajustes remuneratórios, passaram a gozar das vantagens e privilégios inerentes às novas carreiras. Como já antecipei, a garantia da paridade remuneratória a que fazia referência o art. 40, § 8... (na redação anterior à Emenda Constitucional 41/2003) é formulação, no próprio texto constitucional, de regra à luz do princípio da isonomia. Para assegurar, portanto, aos aposentados e pensionistas do DNER o direito à paridade, é preciso cogitar, tão somente, o seguinte – ante a autoaplicabilidade da regra constitucional ora em exame: a) existência de lei que confira aos servidores ativos determinada vantagem ou benefício remuneratório; e b) natureza jurídica dos privilégios deferidos aos servidores da ativa. Em suma, para garantir-lhes o direito, é suficiente que se verifique se os servidores aposentados e os pensionistas gozariam dos benefícios caso estivessem em atividade. Na espécie, não vejo como não reconhecer a incidência da cláusula constitucional da paridade remuneratória, nos moldes em que prevista pela Emenda Constitucional 20/1998, em favor daqueles servidores aposentados e dos pensionistas do DNER, tendo em vista a possibilidade inaugurada pela lei de que os servidores ativos deste órgão pudessem ser alocados, por conta de suas atribuições, para o DNIT. 4. Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil, para deixar assentado que os servidores aposentados e pensionistas do extinto DNER fazem jus aos efeitos financeiros decorrentes do enquadramento de servidores ativos que, provindos deste órgão, passaram a gozar dos benefícios e vantagens resultantes do Plano Especial de Cargos do DNIT, instituído pela Lei 11.171/2005. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6993051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Registro dois aspectos. O primeiro é que a própria Emenda n 41, não bastasse a teoria da aplicação da lei no tempo, ressalvou a situação daqueles que já estavam aposentados. As relações jurídicas continuaram sendo regidas pelo § 8... do artigo 40 da Constituição Federal. Em segundo lugar, é importante, para saber-se sobre a incidência ou não desse parágrafo, indagar-se: se os aposentados estivessem na ativa, seriam beneficiados? Seriam. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É usaram aqui um sofisma de reenquadramento para poder não conceder a paridade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O relator explicou bem: as premissas são irrefutáveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7013384. Supremo Tribunal Federal 28/08/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Registro dois aspectos. O primeiro é que a própria Emenda n 41, não bastasse a teoria da aplicação da lei no tempo, ressalvou a situação daqueles que já estavam aposentados. As relações jurídicas continuaram sendo regidas pelo § 8... do artigo 40 da Constituição Federal. Em segundo lugar, é importante, para saber-se sobre a incidência ou não desse parágrafo, indagar-se: se os aposentados estivessem na ativa, seriam beneficiados? Seriam. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É usaram aqui um sofisma de reenquadramento para poder não conceder a paridade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O relator explicou bem: as premissas são irrefutáveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7013384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805648 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA RECURSO EXTRAORDINÁRIO 677.730 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECDO.(A/S) : MOYSES FRANCISCO ALVES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANO ÂNGELO CARDOSO INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello, a Ministra Cármen Lúcia e o Ministro Dias Toffoli, que participa da VI Conferência Ibero-Americana sobre Justiça Eleitoral, no México, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 28.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6805648 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS EXTRADIÇÃO – REQUISITOS. Uma vez atendidos requisitos legais sob o ângulo da existência de ordem de prisão ou de título condenatório criminal, da dupla tipologia e da ausência de prescrição, respeitando os documentos anexados ao processo a forma prevista em lei, cumpre reconhecer a possibilidade de implementar a extradição, cabendo o ato definidor ao Chefe do Poder Executivo Nacional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em declarar a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781316. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Roberto Lisandro Leão: O Governo dos Estados Unidos da América, mediante a Nota Verbal nº 588/2012, apresentada por meio diplomático, requer a extradição do nacional norte-americano Willian Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, com base no artigo 9 do Tratado bilateral firmado entre os Estados brasileiro e norte-americano, em virtude de ordem de prisão expedida pelo Tribunal Federal de Primeira Instância do Distrito Sul de Nova Iorque, ante a suposta prática do crime de formação de quadrilha para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Acompanharam a peça os documentos de folha 2 a 95. Segundo os fatos narrados na denúncia, o extraditando teria violado o disposto no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (a) (1) A (i), porquanto, supostamente, objetivou ocultar e disfarçar a natureza, o local, a fonte, a propriedade e o controle dos frutos da alegada atividade ilícita, no período de setembro de 2010 a maio de 2011. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Roberto Lisandro Leão: O Governo dos Estados Unidos da América, mediante a Nota Verbal nº 588/2012, apresentada por meio diplomático, requer a extradição do nacional norte-americano Willian Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, com base no artigo 9 do Tratado bilateral firmado entre os Estados brasileiro e norte-americano, em virtude de ordem de prisão expedida pelo Tribunal Federal de Primeira Instância do Distrito Sul de Nova Iorque, ante a suposta prática do crime de formação de quadrilha para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Acompanharam a peça os documentos de folha 2 a 95. Segundo os fatos narrados na denúncia, o extraditando teria violado o disposto no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (a) (1) A (i), porquanto, supostamente, objetivou ocultar e disfarçar a natureza, o local, a fonte, a propriedade e o controle dos frutos da alegada atividade ilícita, no período de setembro de 2010 a maio de 2011. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Em 10 de fevereiro de 2012, o ministro Celso de Mello – a quem o pedido de segregação cautelar para fins de extradição, foi distribuído – determinou a prisão preventiva do extraditando e a apreensão dos bens com ele eventualmente encontrados, em razão dos aludidos fatos. Sua excelência assentou a inexistência de óbice ao deferimento da medida constritiva, consoante previsto no Estatuto do Estrangeiro e no mencionado Tratado bilateral. O mandado foi cumprido em 1º de junho de 2012. No interrogatório, ocorrido perante o Juízo da 2ª Vara Federal Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, o extraditando refutou a acusação imputada. Afirmou ser comum a realização de várias transações bancárias no respectivo nome, por vezes consubstanciadas em altos valores – cem a duzentos mil dólares, referentes à venda de relógios –, consideradas legais, porquanto efetuadas por intermédio de instituição financeira. Disse ter situação econômica “normal” constituída de dívidas e créditos, não possuindo patrimônio. Frisou haver contradição entre o que colhido nas investigações realizadas pela Polícia Federal brasileira e os fatos apontados pelo Estado requerente. A Defensoria Pública da União, à folha 140 à 161, requereu a extinção do processo sem julgamento do mérito, cumulado com o afastamento da preventiva, bem como o indeferimento do pedido de extradição, ante a alegada ausência de dupla tipicidade dos delitos indicados na peça acusatória. Destacou a falha na instrução do pedido, pois, consoante argumentou, não foi juntada a cópia da norma supostamente violada – Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), “conspiração para o delito de lavagem de dinheiro” – necessária à constatação da dupla tipicidade. Sustentou, ainda, a falta da indicação precisa do ato criminoso praticado pelo extraditando, a cargo do Estado requerente, conforme descrito nos artigos 80 da Lei nº 6.815/1980 e IX do Decreto nº 55.750/1965, que promulgou o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Em 10 de fevereiro de 2012, o ministro Celso de Mello – a quem o pedido de segregação cautelar para fins de extradição, foi distribuído – determinou a prisão preventiva do extraditando e a apreensão dos bens com ele eventualmente encontrados, em razão dos aludidos fatos. Sua excelência assentou a inexistência de óbice ao deferimento da medida constritiva, consoante previsto no Estatuto do Estrangeiro e no mencionado Tratado bilateral. O mandado foi cumprido em 1º de junho de 2012. No interrogatório, ocorrido perante o Juízo da 2ª Vara Federal Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, o extraditando refutou a acusação imputada. Afirmou ser comum a realização de várias transações bancárias no respectivo nome, por vezes consubstanciadas em altos valores – cem a duzentos mil dólares, referentes à venda de relógios –, consideradas legais, porquanto efetuadas por intermédio de instituição financeira. Disse ter situação econômica “normal” constituída de dívidas e créditos, não possuindo patrimônio. Frisou haver contradição entre o que colhido nas investigações realizadas pela Polícia Federal brasileira e os fatos apontados pelo Estado requerente. A Defensoria Pública da União, à folha 140 à 161, requereu a extinção do processo sem julgamento do mérito, cumulado com o afastamento da preventiva, bem como o indeferimento do pedido de extradição, ante a alegada ausência de dupla tipicidade dos delitos indicados na peça acusatória. Destacou a falha na instrução do pedido, pois, consoante argumentou, não foi juntada a cópia da norma supostamente violada – Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), “conspiração para o delito de lavagem de dinheiro” – necessária à constatação da dupla tipicidade. Sustentou, ainda, a falta da indicação precisa do ato criminoso praticado pelo extraditando, a cargo do Estado requerente, conforme descrito nos artigos 80 da Lei nº 6.815/1980 e IX do Decreto nº 55.750/1965, que promulgou o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Tratado de Extradição entre o Brasil e os Estados Unidos da América. Por meio das Petições/STF nº 2.586 e 4.158/2013, às folhas 352 à 361 e 416 à 418, respectivamente, a defesa pleiteou a revogação da prisão preventiva e reiterou os argumentos expendidos pela Defensoria Pública da União, no tocante à inexistência do crime de lavagem de dinheiro no rol dos delitos previstos no Tratado bilateral. Em 14 de fevereiro de 2013, sobreveio o pronunciamento do então relator, no sentido da presença de óbice à valoração da prova penal referente à participação, ou não, do extraditando no evento criminoso. Ressaltou prevalecer, no ordenamento jurídico brasileiro, o sistema de contenciosidade limitada. Apontou a modificação da Jurisprudência do Supremo, a partir do julgamento do Habeas Corpus nº 92.598/RJ – acórdão redigido pelo ministro Menezes Direito –, no que se passou a entender ampliada, para fins extradicionais, a relação dos delitos inscritos no mencionado Tratado, contemplado, atualmente, o crime de lavagem de valores, com base no artigo 16 da Convenção de Palermo e no artigo 44, n. 4, da Convenção das Nações Unidas contra a corrupção. Observou a eventual divergência entre o que dispôs a nota verbal, à folha 3 à 10, e o objeto do mandado de prisão, à folha 38, porquanto este descreve apenas o delito de conspiração para o crime de lavagem, enquanto aquela menciona, além do referido delito, outros tipos penais. Concluiu pela necessidade de o Estado requerente prestar esclarecimentos sobre os delitos subjacentes à demanda em tela. Consignou que, prevalecendo o crime indicado no mandado de prisão, o processo estaria insuficientemente instruído, ante a ausência da respectiva descrição do tipo penal correspondente. Alfim, destacou a inexistência de elementos aptos a afastar o risco de fuga do extraditando e autorizar a concessão de medidas cautelares diversas da custódia. Assinou o prazo de sessenta dias ao 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Tratado de Extradição entre o Brasil e os Estados Unidos da América. Por meio das Petições/STF nº 2.586 e 4.158/2013, às folhas 352 à 361 e 416 à 418, respectivamente, a defesa pleiteou a revogação da prisão preventiva e reiterou os argumentos expendidos pela Defensoria Pública da União, no tocante à inexistência do crime de lavagem de dinheiro no rol dos delitos previstos no Tratado bilateral. Em 14 de fevereiro de 2013, sobreveio o pronunciamento do então relator, no sentido da presença de óbice à valoração da prova penal referente à participação, ou não, do extraditando no evento criminoso. Ressaltou prevalecer, no ordenamento jurídico brasileiro, o sistema de contenciosidade limitada. Apontou a modificação da Jurisprudência do Supremo, a partir do julgamento do Habeas Corpus nº 92.598/RJ – acórdão redigido pelo ministro Menezes Direito –, no que se passou a entender ampliada, para fins extradicionais, a relação dos delitos inscritos no mencionado Tratado, contemplado, atualmente, o crime de lavagem de valores, com base no artigo 16 da Convenção de Palermo e no artigo 44, n. 4, da Convenção das Nações Unidas contra a corrupção. Observou a eventual divergência entre o que dispôs a nota verbal, à folha 3 à 10, e o objeto do mandado de prisão, à folha 38, porquanto este descreve apenas o delito de conspiração para o crime de lavagem, enquanto aquela menciona, além do referido delito, outros tipos penais. Concluiu pela necessidade de o Estado requerente prestar esclarecimentos sobre os delitos subjacentes à demanda em tela. Consignou que, prevalecendo o crime indicado no mandado de prisão, o processo estaria insuficientemente instruído, ante a ausência da respectiva descrição do tipo penal correspondente. Alfim, destacou a inexistência de elementos aptos a afastar o risco de fuga do extraditando e autorizar a concessão de medidas cautelares diversas da custódia. Assinou o prazo de sessenta dias ao 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Estado requerente, para a complementação instrutória do processo, dando-se ciência por meio do Ofício nº 694/R, de 18 de fevereiro de 2013. Na Petição/STF nº 19.548/2013 de 29 de abril de 2013, a defesa pleiteou o afastamento da prisão, alegando o transcurso do prazo assinado. Na mesma data, a documentação complementar foi juntada ao processo, à folha 464 à 479. Esclareceu-se, em primeiro lugar, que a única imputação formal é a de conspiração para cometer lavagem de dinheiro, em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), sendo esse o motivo pelo qual no mandado de prisão, consta apenas o delito acima descrito. Em segundo lugar, com base na legislação americana, a tipificação na Seção 1956 (h) define como crime a conspiração para praticar qualquer uma das ofensas definidas na Seção 1956 ou no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1957. Elucidou-se, ainda, que, vindo os Estados Unidos a concluir a conspiração mediante uma das formas descritas na Seção 1956 ou Título 18, Seção 1957, o extraditando será considerado culpado na capitulação constante na acusação formal. A Procuradoria Geral da República pronunciou-se pela viabilidade do pedido de extradição (483 a 494). Por meio da Petição/STF nº 53.507/2013, às folhas 545 e 546, a defesa requereu a inclusão do processo em pauta de julgamento e, sucessivamente, o implemento de outras medidas cautelares, alegando estar o extraditando à disposição da Justiça brasileira há mais de um ano e quatro meses. Em 30 de outubro de 2013, o ministro Celso de Mello autorizou a transferência do extraditando para unidade prisional de segurança máxima, em razão de haver sido encontrado, durante inspeção na cela individual ocupada, um aparelho de telefonia móvel, conforme informado nos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Estado requerente, para a complementação instrutória do processo, dando-se ciência por meio do Ofício nº 694/R, de 18 de fevereiro de 2013. Na Petição/STF nº 19.548/2013 de 29 de abril de 2013, a defesa pleiteou o afastamento da prisão, alegando o transcurso do prazo assinado. Na mesma data, a documentação complementar foi juntada ao processo, à folha 464 à 479. Esclareceu-se, em primeiro lugar, que a única imputação formal é a de conspiração para cometer lavagem de dinheiro, em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), sendo esse o motivo pelo qual no mandado de prisão, consta apenas o delito acima descrito. Em segundo lugar, com base na legislação americana, a tipificação na Seção 1956 (h) define como crime a conspiração para praticar qualquer uma das ofensas definidas na Seção 1956 ou no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1957. Elucidou-se, ainda, que, vindo os Estados Unidos a concluir a conspiração mediante uma das formas descritas na Seção 1956 ou Título 18, Seção 1957, o extraditando será considerado culpado na capitulação constante na acusação formal. A Procuradoria Geral da República pronunciou-se pela viabilidade do pedido de extradição (483 a 494). Por meio da Petição/STF nº 53.507/2013, às folhas 545 e 546, a defesa requereu a inclusão do processo em pauta de julgamento e, sucessivamente, o implemento de outras medidas cautelares, alegando estar o extraditando à disposição da Justiça brasileira há mais de um ano e quatro meses. Em 30 de outubro de 2013, o ministro Celso de Mello autorizou a transferência do extraditando para unidade prisional de segurança máxima, em razão de haver sido encontrado, durante inspeção na cela individual ocupada, um aparelho de telefonia móvel, conforme informado nos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório EXT 1284 / DF documentos à folha 548 à 555. À folha 564 à 568, a defesa do extraditando requereu a reconsideração da decisão em que determinada a transferência e, à folha 579 à 581, reiterou o pedido de julgamento do processo. Na decisão proferida à folha 585, o ministro relator declarou-se suspeito para atuar no processo, ante razões supervenientes de foro íntimo, não as especificando. Por meio das Petições/STF nº 12.682 e 30.048/2014, a defesa reitera os pedidos de inclusão do processo na pauta de julgamento, salientando que a morosidade na tramitação advém da incompletude dos documentos encaminhados pelo Estado solicitante. O processo veio concluso a Vossa Excelência em 19 de março de 2014. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF documentos à folha 548 à 555. À folha 564 à 568, a defesa do extraditando requereu a reconsideração da decisão em que determinada a transferência e, à folha 579 à 581, reiterou o pedido de julgamento do processo. Na decisão proferida à folha 585, o ministro relator declarou-se suspeito para atuar no processo, ante razões supervenientes de foro íntimo, não as especificando. Por meio das Petições/STF nº 12.682 e 30.048/2014, a defesa reitera os pedidos de inclusão do processo na pauta de julgamento, salientando que a morosidade na tramitação advém da incompletude dos documentos encaminhados pelo Estado solicitante. O processo veio concluso a Vossa Excelência em 19 de março de 2014. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A documentação apresentada via corpo diplomático ganha a presunção de veracidade. Pois bem, acompanhando o aviso que deu início a este processo, subscrito pelo Ministro de Estado da Justiça, Dr. José Eduardo Cardozo, vieram documentos em língua estrangeira, que mereceram a cabível tradução. A Diretora Associada do Gabinete de Assuntos Internacionais – Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos certificou a autenticidade das peças, afirmando serem oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Washington. Constata-se que o extraditando foi denunciado presente o fato de integrar quadrilha voltada a lavar valores oriundos do tráfico de entorpecentes. O Júri de Acusação assentou a existência de dados revelando os fatos próprios à espécie. Juiz Auxiliar Federal do Distrito Sul de Nova Iorque emitiu o mandado de prisão. Consignou-se o enquadramento do caso no Título 18 do Código dos Estados Unidos, a prever segregação de vinte anos e multa. Fez-se referência a registros bancários, a depoimento de informantes e a outras testemunhas. Teria o extraditando atuado como membro de organização direcionada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, auxiliando-a ao coordenar a transferência de fundos obtidos – folha 57 a 64. À folha 67 à 69, procedeu- se à transcrição do Título 18 do Código dos Estados Unidos, a versar a lavagem de recursos financeiros. Juntou-se, mais, o Título 21 do referido Código, a dispor sobre apreensão de recursos provenientes de delito “penal” – folhas 70 e 71. Na denúncia que se encontra à folha 73 à 77, há narração a demonstrar a lavagem de recursos. Não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A documentação apresentada via corpo diplomático ganha a presunção de veracidade. Pois bem, acompanhando o aviso que deu início a este processo, subscrito pelo Ministro de Estado da Justiça, Dr. José Eduardo Cardozo, vieram documentos em língua estrangeira, que mereceram a cabível tradução. A Diretora Associada do Gabinete de Assuntos Internacionais – Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos certificou a autenticidade das peças, afirmando serem oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Washington. Constata-se que o extraditando foi denunciado presente o fato de integrar quadrilha voltada a lavar valores oriundos do tráfico de entorpecentes. O Júri de Acusação assentou a existência de dados revelando os fatos próprios à espécie. Juiz Auxiliar Federal do Distrito Sul de Nova Iorque emitiu o mandado de prisão. Consignou-se o enquadramento do caso no Título 18 do Código dos Estados Unidos, a prever segregação de vinte anos e multa. Fez-se referência a registros bancários, a depoimento de informantes e a outras testemunhas. Teria o extraditando atuado como membro de organização direcionada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, auxiliando-a ao coordenar a transferência de fundos obtidos – folha 57 a 64. À folha 67 à 69, procedeu- se à transcrição do Título 18 do Código dos Estados Unidos, a versar a lavagem de recursos financeiros. Juntou-se, mais, o Título 21 do referido Código, a dispor sobre apreensão de recursos provenientes de delito “penal” – folhas 70 e 71. Na denúncia que se encontra à folha 73 à 77, há narração a demonstrar a lavagem de recursos. Não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO EXT 1284 / DF prática criminosa. O mandado de prisão de folha 79 reporta-se ao citado Título 18 no que estampa o delito de lavagem de recursos financeiros. Segue-se, em termos de documentação, a declaração do Agente Especial do Departamento de Fiscalização das Drogas na cidade de Nova Iorque, Jeffrey Stratton, também a apontar a transferência de numerário obtido com o tráfico de drogas considerado o país de origem, El Salvador, e os Estados Unidos e outros lugares – folha 81 a 92. Esse retrospecto é feito para tornar estreme de dúvidas que não há o descompasso na documentação, ante a óptica de que alguns elementos revelariam o crime de quadrilha e outros, o de lavagem de dinheiro. Em síntese, o pleito foi formalizado presente a lavagem de dinheiro. Ocorre a dupla tipicidade, valendo notar que a circunstância de a legislação estrangeira conter peculiaridades, sob o ângulo quer da causa de aumento, quer da própria definição do tipo, não impede, conforme a melhor doutrina – Francisco Rezek –, o acolhimento do pedido de extradição. Ao processo vieram, atendendo-se a despacho do relator de sorteio, ministro Celso de Mello, documentos – folha 461 a 479 – e, mais uma vez, voltou-se a versar a problemática da lavagem de recursos financeiros, remetendo-se ao Título 18 acima mencionado. No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação americana, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. Não subsiste a defesa apresentada. Voto no sentido de assentar a viabilidade de entregar o extraditando ao Governo requerente, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, devendo-se observar a detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF prática criminosa. O mandado de prisão de folha 79 reporta-se ao citado Título 18 no que estampa o delito de lavagem de recursos financeiros. Segue-se, em termos de documentação, a declaração do Agente Especial do Departamento de Fiscalização das Drogas na cidade de Nova Iorque, Jeffrey Stratton, também a apontar a transferência de numerário obtido com o tráfico de drogas considerado o país de origem, El Salvador, e os Estados Unidos e outros lugares – folha 81 a 92. Esse retrospecto é feito para tornar estreme de dúvidas que não há o descompasso na documentação, ante a óptica de que alguns elementos revelariam o crime de quadrilha e outros, o de lavagem de dinheiro. Em síntese, o pleito foi formalizado presente a lavagem de dinheiro. Ocorre a dupla tipicidade, valendo notar que a circunstância de a legislação estrangeira conter peculiaridades, sob o ângulo quer da causa de aumento, quer da própria definição do tipo, não impede, conforme a melhor doutrina – Francisco Rezek –, o acolhimento do pedido de extradição. Ao processo vieram, atendendo-se a despacho do relator de sorteio, ministro Celso de Mello, documentos – folha 461 a 479 – e, mais uma vez, voltou-se a versar a problemática da lavagem de recursos financeiros, remetendo-se ao Título 18 acima mencionado. No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação americana, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. Não subsiste a defesa apresentada. Voto no sentido de assentar a viabilidade de entregar o extraditando ao Governo requerente, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, devendo-se observar a detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572500 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto Vista 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O -V I S T A Ementa: EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. CONSPIRAÇÃO PARA A LAVAGEM DE DINHEIRO. DUPLA TIPICIDADE. PEDIDO DEFERIDO. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Senhor Presidente, trago em mesa o meu voto-vista. I. SÍNTESE DA DEMANDA 1. Trata-se de Extradição instrutória, solicitada pelos Estados Unidos da América, em desfavor do nacional americano William Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, acusado do crime de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 2. O Ministro Marco Aurélio, atual relator, votou pelo deferimento do pedido, ressaltando, apenas, a necessidade de ser observada a “detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua”. 3. Pedi vista dos autos para uma análise mais detida do processo, especialmente porque muito me impressionou a alegação de que não estaria configurado o requisito da dupla tipicidade. II. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O -V I S T A Ementa: EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. CONSPIRAÇÃO PARA A LAVAGEM DE DINHEIRO. DUPLA TIPICIDADE. PEDIDO DEFERIDO. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Senhor Presidente, trago em mesa o meu voto-vista. I. SÍNTESE DA DEMANDA 1. Trata-se de Extradição instrutória, solicitada pelos Estados Unidos da América, em desfavor do nacional americano William Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, acusado do crime de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 2. O Ministro Marco Aurélio, atual relator, votou pelo deferimento do pedido, ressaltando, apenas, a necessidade de ser observada a “detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua”. 3. Pedi vista dos autos para uma análise mais detida do processo, especialmente porque muito me impressionou a alegação de que não estaria configurado o requisito da dupla tipicidade. II. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF 4. Do ponto de vista formal, o pedido atende aos pressupostos descritos tanto no Tratado bilateral (Brasil x Estados Unidos da América) quanto no Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/1980). 5. O pedido de extradição foi encaminhado por via diplomática e instruído com a ordem de prisão expedida pela autoridade judiciária competente, a identificação do acusado, a descrição do fato pelo qual sofre persecução criminal, além de cópia da legislação pertinente, com a correspondente tradução. 6. A prisão preventiva foi decretada pelo Ministro Celso de Mello (relator originário do processo) e cumprida pelo Departamento de Polícia Federal, em 1º de junho de 2012. 7. O interrogatório foi realizado pelo Juízo da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de São Paulo, em 26/09/2012. 8. A Defensoria Pública da União apresentou defesa escrita (art. 212 do RI/STF) e requereu o indeferimento da Extradição, tendo em vista a má instrução do processo e a suposta ausência de cumprimento ao requisito da dupla tipicidade. 9. O Estado requerente prestou os esclarecimentos suplementares requeridos pelo relator originário (Ministro Celso de Mello), anexando aos autos a descrição do delito imputado ao extraditando (“Crime de conspiração para lavagem de dinheiro”, Título 18, Seção 1956(h), do Código dos Estados Unidos), devidamente traduzida. II) Análise do requisito da dupla tipicidade 10. De início, lembro que o delito de Lavagem de Dinheiro, em suas diversas modalidades, foi automaticamente incorporado ao rol de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF 4. Do ponto de vista formal, o pedido atende aos pressupostos descritos tanto no Tratado bilateral (Brasil x Estados Unidos da América) quanto no Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/1980). 5. O pedido de extradição foi encaminhado por via diplomática e instruído com a ordem de prisão expedida pela autoridade judiciária competente, a identificação do acusado, a descrição do fato pelo qual sofre persecução criminal, além de cópia da legislação pertinente, com a correspondente tradução. 6. A prisão preventiva foi decretada pelo Ministro Celso de Mello (relator originário do processo) e cumprida pelo Departamento de Polícia Federal, em 1º de junho de 2012. 7. O interrogatório foi realizado pelo Juízo da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de São Paulo, em 26/09/2012. 8. A Defensoria Pública da União apresentou defesa escrita (art. 212 do RI/STF) e requereu o indeferimento da Extradição, tendo em vista a má instrução do processo e a suposta ausência de cumprimento ao requisito da dupla tipicidade. 9. O Estado requerente prestou os esclarecimentos suplementares requeridos pelo relator originário (Ministro Celso de Mello), anexando aos autos a descrição do delito imputado ao extraditando (“Crime de conspiração para lavagem de dinheiro”, Título 18, Seção 1956(h), do Código dos Estados Unidos), devidamente traduzida. II) Análise do requisito da dupla tipicidade 10. De início, lembro que o delito de Lavagem de Dinheiro, em suas diversas modalidades, foi automaticamente incorporado ao rol de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF delitos enunciado no Tratado de Extradição Brasil – Estados Unidos, tendo em vista a adesão de ambos os países à Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção e à Convenção de Palermo. Esse entendimento vem sendo adotado por esta Corte, desde o julgamento plenário do HC 92.598, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Nessa linha de orientação, vejam-se a Ext 1.103, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, Sessão de 13/03/2008 – Caso “Juan Carlos Ramirez Abadia”; e a Ext 1.188, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, Sessão de 08/11/2011. 11. Diante disso, o eminente Relator não teve dúvida em reconhecer a dupla tipicidade, ressaltando que os fatos narrados pelo Estado requerente demonstram a prática do crime de lavagem de dinheiro, sendo certo que, segundo Sua Excelência, “não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de prática criminosa”. 12. Tenho uma pequena divergência quanto à fundamentação do voto do relator. Embora constem dos autos dados que evidenciariam não só a prática da lavagem de dinheiro como também a própria associação para o tráfico, o fato é que as informações suplementares prestadas pelo Estado requerente dão conta de que a presente Extradição foi solicitada para processar e julgar o acusado tão somente quanto ao crime de “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, assim descrito pela norma penal norte-americana (Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956, (h)): “Título 18 do Código dos Estados Unidos Seção 1956 – Lavagem de Recursos financeiros […] (h) Qualquer pessoa que conspire para cometer qualquer das ofensas definidas nesta seção ou na seção 1957 estará sujeita às mesmas penalidades prescritas para a ofensa cujo cometimento era objeto de conspiração” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF delitos enunciado no Tratado de Extradição Brasil – Estados Unidos, tendo em vista a adesão de ambos os países à Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção e à Convenção de Palermo. Esse entendimento vem sendo adotado por esta Corte, desde o julgamento plenário do HC 92.598, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Nessa linha de orientação, vejam-se a Ext 1.103, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, Sessão de 13/03/2008 – Caso “Juan Carlos Ramirez Abadia”; e a Ext 1.188, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, Sessão de 08/11/2011. 11. Diante disso, o eminente Relator não teve dúvida em reconhecer a dupla tipicidade, ressaltando que os fatos narrados pelo Estado requerente demonstram a prática do crime de lavagem de dinheiro, sendo certo que, segundo Sua Excelência, “não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de prática criminosa”. 12. Tenho uma pequena divergência quanto à fundamentação do voto do relator. Embora constem dos autos dados que evidenciariam não só a prática da lavagem de dinheiro como também a própria associação para o tráfico, o fato é que as informações suplementares prestadas pelo Estado requerente dão conta de que a presente Extradição foi solicitada para processar e julgar o acusado tão somente quanto ao crime de “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, assim descrito pela norma penal norte-americana (Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956, (h)): “Título 18 do Código dos Estados Unidos Seção 1956 – Lavagem de Recursos financeiros […] (h) Qualquer pessoa que conspire para cometer qualquer das ofensas definidas nesta seção ou na seção 1957 estará sujeita às mesmas penalidades prescritas para a ofensa cujo cometimento era objeto de conspiração” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF 13. Nessas condições, e não obstante essa pequena divergência, entendo caracterizada a dupla tipicidade. 14. Para a defesa, o requisito não estaria preenchido pelos seguintes motivos: (i) na linha de dois precedentes do STF (Ext 701, Rel. Min. Ilmar Galvão, e Ext 1051, Rel. Min. Marco Aurélio), não é possível enquadrar a conduta imputada ao extraditando como crime de quadrilha, uma vez que não está comprovada a associação do acusado com três ou mais pessoas, conforme exigido pelo art. 288 do Código Penal brasileiro (redação anterior à Lei nº 12.850/2013); (ii) o tipo autônomo do art. 1º, § 2º, II, da Lei nº 9.613/1998 não corresponde ao delito de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 15. O primeiro argumento, data venia, não procede, tendo em vista que os precedentes mencionados pela defesa não se amoldam ao caso concreto pelos seguintes motivos: (i) os fatos discutidos nos autos da Ext 701, da relatoria do Min. Ilmar Galvão, ocorreram em momento anterior à Lei nº 9.613/1998. Logo, não seria possível falar em dupla tipicidade quanto ao crime de lavagem de dinheiro por absoluta ausência de norma penal incriminadora; (ii) no julgamento da Ext 1051, da relatoria do Min. Marco Aurélio, o Tribunal examinou o requisito da dupla tipicidade do delito de “Conspiração” (Título 21, art. 963, do Código dos Estados Unidos) em face do art. 288 do Código Penal brasileiro (o então denominado crime de formação de quadrilha). Situação que é totalmente diversa da retratada nestes autos, em que o Estado americano requer o deferimento da Extradição para que o réu seja processado pelo crime específico, e autônomo, de “Conspiração para lavagem de dinheiro” (Título 18, Seção 1956, (h), do Código dos Estados Unidos). 16. Da mesma forma, não posso acolher o segundo argumento. Na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF 13. Nessas condições, e não obstante essa pequena divergência, entendo caracterizada a dupla tipicidade. 14. Para a defesa, o requisito não estaria preenchido pelos seguintes motivos: (i) na linha de dois precedentes do STF (Ext 701, Rel. Min. Ilmar Galvão, e Ext 1051, Rel. Min. Marco Aurélio), não é possível enquadrar a conduta imputada ao extraditando como crime de quadrilha, uma vez que não está comprovada a associação do acusado com três ou mais pessoas, conforme exigido pelo art. 288 do Código Penal brasileiro (redação anterior à Lei nº 12.850/2013); (ii) o tipo autônomo do art. 1º, § 2º, II, da Lei nº 9.613/1998 não corresponde ao delito de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 15. O primeiro argumento, data venia, não procede, tendo em vista que os precedentes mencionados pela defesa não se amoldam ao caso concreto pelos seguintes motivos: (i) os fatos discutidos nos autos da Ext 701, da relatoria do Min. Ilmar Galvão, ocorreram em momento anterior à Lei nº 9.613/1998. Logo, não seria possível falar em dupla tipicidade quanto ao crime de lavagem de dinheiro por absoluta ausência de norma penal incriminadora; (ii) no julgamento da Ext 1051, da relatoria do Min. Marco Aurélio, o Tribunal examinou o requisito da dupla tipicidade do delito de “Conspiração” (Título 21, art. 963, do Código dos Estados Unidos) em face do art. 288 do Código Penal brasileiro (o então denominado crime de formação de quadrilha). Situação que é totalmente diversa da retratada nestes autos, em que o Estado americano requer o deferimento da Extradição para que o réu seja processado pelo crime específico, e autônomo, de “Conspiração para lavagem de dinheiro” (Título 18, Seção 1956, (h), do Código dos Estados Unidos). 16. Da mesma forma, não posso acolher o segundo argumento. Na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF entendo que o delito tipificado no direito norte-americano corresponde no Brasil ao tipo alternativo do art. 1º, § 2º, II, da Lei nº 9.613/1998 (redação originária), assim definido: “Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: Pena: reclusão de três a dez anos e multa. […] § 2º Incorre, ainda, na mesma pena quem: […] II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.” (Negrito acrescentado) 17. Com efeito, a simples leitura da documentação suplementar encaminhada pelo Estado requerente revela que o extraditando “[...] HIDALGO LEONOR foi acusado por apenas um crime na Acusação Formal Substituinte: conspiração para cometer lavagem de dinheiro em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h). E é por essa razão que o mandado de prisão expedido em conexão com a Acusação Formal Substituinte refere-se apenas ao capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), porque esse é o único crime do qual HIDALGO LEONOR é acusado. Como também mencionado acima, como parte daquela acusação, a Acusação Formal Substituinte alega que HIDALGO LEONOR conspirou, ou concordou, em violar três outras disposições legais, especificamente o Capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, seções 1956 (a) (1) (A) (i), 1956 (a) (1) (B) (i), e 1957 (a). A Acusação Formal Substituinte não acusa das violações descritas em nenhuma daquelas seções, porém alega meramente que o objetivo da conspiração era violar aquelas seções, e prova além de uma dúvida razoável 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF entendo que o delito tipificado no direito norte-americano corresponde no Brasil ao tipo alternativo do art. 1º, § 2º, II, da Lei nº 9.613/1998 (redação originária), assim definido: “Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: Pena: reclusão de três a dez anos e multa. […] § 2º Incorre, ainda, na mesma pena quem: […] II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.” (Negrito acrescentado) 17. Com efeito, a simples leitura da documentação suplementar encaminhada pelo Estado requerente revela que o extraditando “[...] HIDALGO LEONOR foi acusado por apenas um crime na Acusação Formal Substituinte: conspiração para cometer lavagem de dinheiro em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h). E é por essa razão que o mandado de prisão expedido em conexão com a Acusação Formal Substituinte refere-se apenas ao capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), porque esse é o único crime do qual HIDALGO LEONOR é acusado. Como também mencionado acima, como parte daquela acusação, a Acusação Formal Substituinte alega que HIDALGO LEONOR conspirou, ou concordou, em violar três outras disposições legais, especificamente o Capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, seções 1956 (a) (1) (A) (i), 1956 (a) (1) (B) (i), e 1957 (a). A Acusação Formal Substituinte não acusa das violações descritas em nenhuma daquelas seções, porém alega meramente que o objetivo da conspiração era violar aquelas seções, e prova além de uma dúvida razoável 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF de que HIDALGO LEONOR conspirou para violar qualquer uma daquelas seções é suficiente para que seja considerado culpado do crime imputado na Acusação Formal Substituinte...” 18. Em que pesem as críticas de alguns autores quanto a “essa ampliação desmesurada da incidência da norma penal” (Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Cruz Botini - “Lavagem de Dinheiro – Aspectos penais e processuais penais”, página 115), grande parte da doutrina nacional entende que o crime do art. 1º, § 2º, II, da redação original da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998) é autônomo em relação à lavagem de dinheiro e não se confunde – como quer a defesa – com o crime de quadrilha ou bando (a atual associação criminosa). Vejam-se: José Paulo Baltazar Junior (“Crimes Federais”, 9ª edição, 2014, página 1125): “[...] O inciso II, bastante criticado, consiste em forma específica do crime do art. 288 do CP, que descreve a associação criminosa. Sendo assim, cuida-se de crime autônomo em relação à lavagem, podendo o agente responder, em concurso material, pelo crime ora descrito e também por aquele do caput. O inciso seria desnecessário, porque os tipos penais já existentes ou as regras gerais de participação, do CP, seriam suficientes para alcançar os efeitos pretendidos pelo tipo em comento. A incriminação atende, porém, ao padrão internacional, como se lê no seguinte trecho das Notas Interpretativas das Quarenta Recomendações do GAFI: Deveriam estar previstos crimes auxiliares apropriados ao crime de lavagem de dinheiro, inclusive a participação, associação ou conspiração para cometer, tentar, auxiliar, facilitar e aconselhar o cometimento, exceto se não permitido pelos princípios fundamentais das leis domésticas.” 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF de que HIDALGO LEONOR conspirou para violar qualquer uma daquelas seções é suficiente para que seja considerado culpado do crime imputado na Acusação Formal Substituinte...” 18. Em que pesem as críticas de alguns autores quanto a “essa ampliação desmesurada da incidência da norma penal” (Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Cruz Botini - “Lavagem de Dinheiro – Aspectos penais e processuais penais”, página 115), grande parte da doutrina nacional entende que o crime do art. 1º, § 2º, II, da redação original da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998) é autônomo em relação à lavagem de dinheiro e não se confunde – como quer a defesa – com o crime de quadrilha ou bando (a atual associação criminosa). Vejam-se: José Paulo Baltazar Junior (“Crimes Federais”, 9ª edição, 2014, página 1125): “[...] O inciso II, bastante criticado, consiste em forma específica do crime do art. 288 do CP, que descreve a associação criminosa. Sendo assim, cuida-se de crime autônomo em relação à lavagem, podendo o agente responder, em concurso material, pelo crime ora descrito e também por aquele do caput. O inciso seria desnecessário, porque os tipos penais já existentes ou as regras gerais de participação, do CP, seriam suficientes para alcançar os efeitos pretendidos pelo tipo em comento. A incriminação atende, porém, ao padrão internacional, como se lê no seguinte trecho das Notas Interpretativas das Quarenta Recomendações do GAFI: Deveriam estar previstos crimes auxiliares apropriados ao crime de lavagem de dinheiro, inclusive a participação, associação ou conspiração para cometer, tentar, auxiliar, facilitar e aconselhar o cometimento, exceto se não permitido pelos princípios fundamentais das leis domésticas.” 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF Roberto Delmanto, Roberto Delmanto Júnior e Fabio M. De Almeida Delmanto (“Leis Penais Especiais Comentadas”, 2ª edição, 2014, páginas 702/703): “[...] Pune-se, neste dispositivo, não a lavagem de bens, direitos ou valores propriamente dita, mas, sim, a conduta de quem participa (faz parte, integra) de grupo (reunião de pessoas com objetivo comum), associação (sociedade, organização) ou escritório (lugar onde se tratam negócios, se recebem clientes), tendo conhecimento (sabendo) de que a sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes” Guilherme de Souza Nucci (“Leis Penais e Processuais Penais Comentadas”, 7ª edição, 2013, páginas 488/489) “[...] 34. Análise do núcleo do tipo: participar (tomar parte de algo) é a conduta, cujo objeto é o grupo (conjunto de unidades operacionais), a associação (a atividade organizada de pessoas) ou escritório (lugar onde se administra obra ou serviço). Na realidade, o tipo é peculiar, pois visa à punição de pessoa que, embora não realize, pessoal e diretamente, a lavagem de dinheiro exerce suas atividades laborativas em lugar que assim procede. Retira vantagem indireta do crime...” 19. Ademais, tal como apontou o eminente Relator, a conduta alegadamente praticada pelo agente não se limitou à mera prática de atos preparatórios à conspiração para lavagem de dinheiro. Ao contrário, os documentos acostados aos autos revelam que o acusado, de forma deliberada e consciente, para além de incorrer na “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, também teria praticado atos concretos caracterizadores do próprio delito de lavagem de dinheiro e de associação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Roberto Delmanto, Roberto Delmanto Júnior e Fabio M. De Almeida Delmanto (“Leis Penais Especiais Comentadas”, 2ª edição, 2014, páginas 702/703): “[...] Pune-se, neste dispositivo, não a lavagem de bens, direitos ou valores propriamente dita, mas, sim, a conduta de quem participa (faz parte, integra) de grupo (reunião de pessoas com objetivo comum), associação (sociedade, organização) ou escritório (lugar onde se tratam negócios, se recebem clientes), tendo conhecimento (sabendo) de que a sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes” Guilherme de Souza Nucci (“Leis Penais e Processuais Penais Comentadas”, 7ª edição, 2013, páginas 488/489) “[...] 34. Análise do núcleo do tipo: participar (tomar parte de algo) é a conduta, cujo objeto é o grupo (conjunto de unidades operacionais), a associação (a atividade organizada de pessoas) ou escritório (lugar onde se administra obra ou serviço). Na realidade, o tipo é peculiar, pois visa à punição de pessoa que, embora não realize, pessoal e diretamente, a lavagem de dinheiro exerce suas atividades laborativas em lugar que assim procede. Retira vantagem indireta do crime...” 19. Ademais, tal como apontou o eminente Relator, a conduta alegadamente praticada pelo agente não se limitou à mera prática de atos preparatórios à conspiração para lavagem de dinheiro. Ao contrário, os documentos acostados aos autos revelam que o acusado, de forma deliberada e consciente, para além de incorrer na “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, também teria praticado atos concretos caracterizadores do próprio delito de lavagem de dinheiro e de associação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF para o tráfico. Vejam-se, nessa linha, as seguintes passagens da Declaração em apoio ao pedido de extradição, subscrita por agente especial do Departamento de Fiscalização das Drogas (“DEA”): “[...] 5. HIDALGO-LEONOR atuou como membro de uma organização de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e auxiliou a organização ao coordenar a transferência de produtos financeiros ilícitos obtidos com o tráfico de drogas de El Salvador para os Estados Unidos e outros lugares. HIDALGO-LEONOR instruiu um informante secreto a converter montantes elevados em notas de menor valor (em dólares dos EUA) a notas de maior valor, ou a depositar os fundos em uma conta bancária de El Salvador, para sua posterior transferência eletrônica a contas bancárias dos Estados Unidos e outros lugares...Além dessas transferências, HIDALGO-LEONOR organizou a lavagem de milhões de dólares dos EUA, produto financeiro de operações com drogas, através de contas bancárias de dentro e fora dos Estados Unidos...” 20. Diante do exposto, defiro o pedido de extradição, na linha da conclusão do voto do relator. 21. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF para o tráfico. Vejam-se, nessa linha, as seguintes passagens da Declaração em apoio ao pedido de extradição, subscrita por agente especial do Departamento de Fiscalização das Drogas (“DEA”): “[...] 5. HIDALGO-LEONOR atuou como membro de uma organização de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e auxiliou a organização ao coordenar a transferência de produtos financeiros ilícitos obtidos com o tráfico de drogas de El Salvador para os Estados Unidos e outros lugares. HIDALGO-LEONOR instruiu um informante secreto a converter montantes elevados em notas de menor valor (em dólares dos EUA) a notas de maior valor, ou a depositar os fundos em uma conta bancária de El Salvador, para sua posterior transferência eletrônica a contas bancárias dos Estados Unidos e outros lugares...Além dessas transferências, HIDALGO-LEONOR organizou a lavagem de milhões de dólares dos EUA, produto financeiro de operações com drogas, através de contas bancárias de dentro e fora dos Estados Unidos...” 20. Diante do exposto, defiro o pedido de extradição, na linha da conclusão do voto do relator. 21. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Decisão: A Turma declarou a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780281 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Decisão: A Turma declarou a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780281 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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2014-09-09T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Decisão: A Turma declarou a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
EXTRADIÇÃO
EXTRADIÇÃO – REQUISITOS. Uma vez atendidos requisitos legais sob o ângulo da existência de ordem de prisão ou de título condenatório criminal, da dupla tipologia e da ausência de prescrição, respeitando os documentos anexados ao processo a forma prevista em lei, cumpre reconhecer a possibilidade de implementar a extradição, cabendo o ato definidor ao Chefe do Poder Executivo Nacional.
sjur278222
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO, TRATADO DE EXTRADIÇÃO BRASIL - ESTADOS UNIDOS) HC 92598 (TP), Ext 1103 (TP), Ext 1188 (2ªT). (DUPLA TIPICIDADE, CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO) EXT 701 (TP). (DUPLA TIPICIDADE, CONSPIRAÇÃO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA) Ext 1051 (TP). - Legislação estrangeira citada: Título 18, Seção 1956(h), Título 21, art. 963, do Código dos Estados Unidos. Número de páginas: 18. Análise: 06/10/2014, JOS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1284
[ "LEG-INT TTD ANO-1961\n DE EXTRADIÇÃO CELEBRADO ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA\n\n", "LEG-FED LEI-006815 ANO-1980\n EE-1980 ESTATUTO DO ESTRANGEIRO\n\n", "LEG-FED LEI-009613 ANO-1998\n ART-00001 PAR-00002 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00001 PAR-00002 INC-00002 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012850 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00288 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DLG-000013 ANO-1964\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA O TRATADO DE EXTRADIÇÃO CELEBRADO ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA\n\n", "LEG-FED DEC-055750 ANO-1965\n DECRETO - PROMULGA O TRATADO DE EXTRADIÇÃO CELEBRADO ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00212\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Ext
acordaos
Ext 1284
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REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS
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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS EXTRADIÇÃO – REQUISITOS. Uma vez atendidos requisitos legais sob o ângulo da existência de ordem de prisão ou de título condenatório criminal, da dupla tipologia e da ausência de prescrição, respeitando os documentos anexados ao processo a forma prevista em lei, cumpre reconhecer a possibilidade de implementar a extradição, cabendo o ato definidor ao Chefe do Poder Executivo Nacional. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em declarar a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 9 de setembro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6781316. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Relatório 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Roberto Lisandro Leão: O Governo dos Estados Unidos da América, mediante a Nota Verbal n 588/2012, apresentada por meio diplomático, requer a extradição do nacional norte-americano Willian Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, com base no artigo 9 do Tratado bilateral firmado entre os Estados brasileiro e norte-americano, em virtude de ordem de prisão expedida pelo Tribunal Federal de Primeira Instância do Distrito Sul de Nova Iorque, ante a suposta prática do crime de formação de quadrilha para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Acompanharam a peça os documentos de folha 2 a 95. Segundo os fatos narrados na denúncia, o extraditando teria violado o disposto no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (a) (1) A (i), porquanto, supostamente, objetivou ocultar e disfarçar a natureza, o local, a fonte, a propriedade e o controle dos frutos da alegada atividade ilícita, no período de setembro de 2010 a maio de 2011. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) :WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) :PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) :IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Roberto Lisandro Leão: O Governo dos Estados Unidos da América, mediante a Nota Verbal n 588/2012, apresentada por meio diplomático, requer a extradição do nacional norte-americano Willian Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, com base no artigo 9 do Tratado bilateral firmado entre os Estados brasileiro e norte-americano, em virtude de ordem de prisão expedida pelo Tribunal Federal de Primeira Instância do Distrito Sul de Nova Iorque, ante a suposta prática do crime de formação de quadrilha para fins de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Acompanharam a peça os documentos de folha 2 a 95. Segundo os fatos narrados na denúncia, o extraditando teria violado o disposto no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (a) (1) A (i), porquanto, supostamente, objetivou ocultar e disfarçar a natureza, o local, a fonte, a propriedade e o controle dos frutos da alegada atividade ilícita, no período de setembro de 2010 a maio de 2011. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Em 10 de fevereiro de 2012, o ministro Celso de Mello – a quem o pedido de segregação cautelar para fins de extradição, foi distribuído – determinou a prisão preventiva do extraditando e a apreensão dos bens com ele eventualmente encontrados, em razão dos aludidos fatos. Sua excelência assentou a inexistência de óbice ao deferimento da medida constritiva, consoante previsto no Estatuto do Estrangeiro e no mencionado Tratado bilateral. O mandado foi cumprido em 1... de junho de 2012. No interrogatório, ocorrido perante o Juízo da 2... Vara Federal Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, o extraditando refutou a acusação imputada. Afirmou ser comum a realização de várias transações bancárias no respectivo nome, por vezes consubstanciadas em altos valores – cem a duzentos mil dólares, referentes à venda de relógios –, consideradas legais, porquanto efetuadas por intermédio de instituição financeira. Disse ter situação econômica “normal” constituída de dívidas e créditos, não possuindo patrimônio. Frisou haver contradição entre o que colhido nas investigações realizadas pela Polícia Federal brasileira e os fatos apontados pelo Estado requerente. A Defensoria Pública da União, à folha 140 à 161, requereu a extinção do processo sem julgamento do mérito, cumulado com o afastamento da preventiva, bem como o indeferimento do pedido de extradição, ante a alegada ausência de dupla tipicidade dos delitos indicados na peça acusatória. Destacou a falha na instrução do pedido, pois, consoante argumentou, não foi juntada a cópia da norma supostamente violada – Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), “conspiração para o delito de lavagem de dinheiro” – necessária à constatação da dupla tipicidade. Sustentou, ainda, a falta da indicação precisa do ato criminoso praticado pelo extraditando, a cargo do Estado requerente, conforme descrito nos artigos 80 da Lei n 6.815/1980 e IX do Decreto n 55.750/1965, que promulgou o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Em 10 de fevereiro de 2012, o ministro Celso de Mello – a quem o pedido de segregação cautelar para fins de extradição, foi distribuído – determinou a prisão preventiva do extraditando e a apreensão dos bens com ele eventualmente encontrados, em razão dos aludidos fatos. Sua excelência assentou a inexistência de óbice ao deferimento da medida constritiva, consoante previsto no Estatuto do Estrangeiro e no mencionado Tratado bilateral. O mandado foi cumprido em 1... de junho de 2012. No interrogatório, ocorrido perante o Juízo da 2... Vara Federal Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, o extraditando refutou a acusação imputada. Afirmou ser comum a realização de várias transações bancárias no respectivo nome, por vezes consubstanciadas em altos valores – cem a duzentos mil dólares, referentes à venda de relógios –, consideradas legais, porquanto efetuadas por intermédio de instituição financeira. Disse ter situação econômica “normal” constituída de dívidas e créditos, não possuindo patrimônio. Frisou haver contradição entre o que colhido nas investigações realizadas pela Polícia Federal brasileira e os fatos apontados pelo Estado requerente. A Defensoria Pública da União, à folha 140 à 161, requereu a extinção do processo sem julgamento do mérito, cumulado com o afastamento da preventiva, bem como o indeferimento do pedido de extradição, ante a alegada ausência de dupla tipicidade dos delitos indicados na peça acusatória. Destacou a falha na instrução do pedido, pois, consoante argumentou, não foi juntada a cópia da norma supostamente violada – Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), “conspiração para o delito de lavagem de dinheiro” – necessária à constatação da dupla tipicidade. Sustentou, ainda, a falta da indicação precisa do ato criminoso praticado pelo extraditando, a cargo do Estado requerente, conforme descrito nos artigos 80 da Lei n 6.815/1980 e IX do Decreto n 55.750/1965, que promulgou o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Tratado de Extradição entre o Brasil e os Estados Unidos da América. Por meio das Petições/Supremo Tribunal Federal n 2.586 e 4.158/2013, às folhas 352 à 361 e 416 à 418, respectivamente, a defesa pleiteou a revogação da prisão preventiva e reiterou os argumentos expendidos pela Defensoria Pública da União, no tocante à inexistência do crime de lavagem de dinheiro no rol dos delitos previstos no Tratado bilateral. Em 14 de fevereiro de 2013, sobreveio o pronunciamento do então relator, no sentido da presença de óbice à valoração da prova penal referente à participação, ou não, do extraditando no evento criminoso. Ressaltou prevalecer, no ordenamento jurídico brasileiro, o sistema de contenciosidade limitada. Apontou a modificação da Jurisprudência do Supremo, a partir do julgamento do Habeas Corpus n 92.598/RJ – acórdão redigido pelo ministro Menezes Direito –, no que se passou a entender ampliada, para fins extradicionais, a relação dos delitos inscritos no mencionado Tratado, contemplado, atualmente, o crime de lavagem de valores, com base no artigo 16 da Convenção de Palermo e no artigo 44, n. 4, da Convenção das Nações Unidas contra a corrupção. Observou a eventual divergência entre o que dispôs a nota verbal, à folha 3 à 10, e o objeto do mandado de prisão, à folha 38, porquanto este descreve apenas o delito de conspiração para o crime de lavagem, enquanto aquela menciona, além do referido delito, outros tipos penais. Concluiu pela necessidade de o Estado requerente prestar esclarecimentos sobre os delitos subjacentes à demanda em tela. Consignou que, prevalecendo o crime indicado no mandado de prisão, o processo estaria insuficientemente instruído, ante a ausência da respectiva descrição do tipo penal correspondente. Alfim, destacou a inexistência de elementos aptos a afastar o risco de fuga do extraditando e autorizar a concessão de medidas cautelares diversas da custódia. Assinou o prazo de sessenta dias ao 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Tratado de Extradição entre o Brasil e os Estados Unidos da América. Por meio das Petições/Supremo Tribunal Federal n 2.586 e 4.158/2013, às folhas 352 à 361 e 416 à 418, respectivamente, a defesa pleiteou a revogação da prisão preventiva e reiterou os argumentos expendidos pela Defensoria Pública da União, no tocante à inexistência do crime de lavagem de dinheiro no rol dos delitos previstos no Tratado bilateral. Em 14 de fevereiro de 2013, sobreveio o pronunciamento do então relator, no sentido da presença de óbice à valoração da prova penal referente à participação, ou não, do extraditando no evento criminoso. Ressaltou prevalecer, no ordenamento jurídico brasileiro, o sistema de contenciosidade limitada. Apontou a modificação da Jurisprudência do Supremo, a partir do julgamento do Habeas Corpus n 92.598/RJ – acórdão redigido pelo ministro Menezes Direito –, no que se passou a entender ampliada, para fins extradicionais, a relação dos delitos inscritos no mencionado Tratado, contemplado, atualmente, o crime de lavagem de valores, com base no artigo 16 da Convenção de Palermo e no artigo 44, n. 4, da Convenção das Nações Unidas contra a corrupção. Observou a eventual divergência entre o que dispôs a nota verbal, à folha 3 à 10, e o objeto do mandado de prisão, à folha 38, porquanto este descreve apenas o delito de conspiração para o crime de lavagem, enquanto aquela menciona, além do referido delito, outros tipos penais. Concluiu pela necessidade de o Estado requerente prestar esclarecimentos sobre os delitos subjacentes à demanda em tela. Consignou que, prevalecendo o crime indicado no mandado de prisão, o processo estaria insuficientemente instruído, ante a ausência da respectiva descrição do tipo penal correspondente. Alfim, destacou a inexistência de elementos aptos a afastar o risco de fuga do extraditando e autorizar a concessão de medidas cautelares diversas da custódia. Assinou o prazo de sessenta dias ao 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório EXT 1284 / DF Estado requerente, para a complementação instrutória do processo, dando-se ciência por meio do Ofício n 694/R, de 18 de fevereiro de 2013. Na Petição/Supremo Tribunal Federal n 19.548/2013 de 29 de abril de 2013, a defesa pleiteou o afastamento da prisão, alegando o transcurso do prazo assinado. Na mesma data, a documentação complementar foi juntada ao processo, à folha 464 à 479. Esclareceu-se, em primeiro lugar, que a única imputação formal é a de conspiração para cometer lavagem de dinheiro, em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), sendo esse o motivo pelo qual no mandado de prisão, consta apenas o delito acima descrito. Em segundo lugar, com base na legislação americana, a tipificação na Seção 1956 (h) define como crime a conspiração para praticar qualquer uma das ofensas definidas na Seção 1956 ou no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1957. Elucidou-se, ainda, que, vindo os Estados Unidos a concluir a conspiração mediante uma das formas descritas na Seção 1956 ou Título 18, Seção 1957, o extraditando será considerado culpado na capitulação constante na acusação formal. A Procuradoria Geral da República pronunciou-se pela viabilidade do pedido de extradição (483 a 494). Por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 53.507/2013, às folhas 545 e 546, a defesa requereu a inclusão do processo em pauta de julgamento e, sucessivamente, o implemento de outras medidas cautelares, alegando estar o extraditando à disposição da Justiça brasileira há mais de um ano e quatro meses. Em 30 de outubro de 2013, o ministro Celso de Mello autorizou a transferência do extraditando para unidade prisional de segurança máxima, em razão de haver sido encontrado, durante inspeção na cela individual ocupada, um aparelho de telefonia móvel, conforme informado nos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Estado requerente, para a complementação instrutória do processo, dando-se ciência por meio do Ofício n 694/R, de 18 de fevereiro de 2013. Na Petição/Supremo Tribunal Federal n 19.548/2013 de 29 de abril de 2013, a defesa pleiteou o afastamento da prisão, alegando o transcurso do prazo assinado. Na mesma data, a documentação complementar foi juntada ao processo, à folha 464 à 479. Esclareceu-se, em primeiro lugar, que a única imputação formal é a de conspiração para cometer lavagem de dinheiro, em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), sendo esse o motivo pelo qual no mandado de prisão, consta apenas o delito acima descrito. Em segundo lugar, com base na legislação americana, a tipificação na Seção 1956 (h) define como crime a conspiração para praticar qualquer uma das ofensas definidas na Seção 1956 ou no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1957. Elucidou-se, ainda, que, vindo os Estados Unidos a concluir a conspiração mediante uma das formas descritas na Seção 1956 ou Título 18, Seção 1957, o extraditando será considerado culpado na capitulação constante na acusação formal. A Procuradoria Geral da República pronunciou-se pela viabilidade do pedido de extradição (483 a 494). Por meio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 53.507/2013, às folhas 545 e 546, a defesa requereu a inclusão do processo em pauta de julgamento e, sucessivamente, o implemento de outras medidas cautelares, alegando estar o extraditando à disposição da Justiça brasileira há mais de um ano e quatro meses. Em 30 de outubro de 2013, o ministro Celso de Mello autorizou a transferência do extraditando para unidade prisional de segurança máxima, em razão de haver sido encontrado, durante inspeção na cela individual ocupada, um aparelho de telefonia móvel, conforme informado nos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório EXT 1284 / DF documentos à folha 548 à 555. À folha 564 à 568, a defesa do extraditando requereu a reconsideração da decisão em que determinada a transferência e, à folha 579 à 581, reiterou o pedido de julgamento do processo. Na decisão proferida à folha 585, o ministro relator declarou-se suspeito para atuar no processo, ante razões supervenientes de foro íntimo, não as especificando. Por meio das Petições/Supremo Tribunal Federal n 12.682 e 30.048/2014, a defesa reitera os pedidos de inclusão do processo na pauta de julgamento, salientando que a morosidade na tramitação advém da incompletude dos documentos encaminhados pelo Estado solicitante. O processo veio concluso a Vossa Excelência em 19 de março de 2014. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF documentos à folha 548 à 555. À folha 564 à 568, a defesa do extraditando requereu a reconsideração da decisão em que determinada a transferência e, à folha 579 à 581, reiterou o pedido de julgamento do processo. Na decisão proferida à folha 585, o ministro relator declarou-se suspeito para atuar no processo, ante razões supervenientes de foro íntimo, não as especificando. Por meio das Petições/Supremo Tribunal Federal n 12.682 e 30.048/2014, a defesa reitera os pedidos de inclusão do processo na pauta de julgamento, salientando que a morosidade na tramitação advém da incompletude dos documentos encaminhados pelo Estado solicitante. O processo veio concluso a Vossa Excelência em 19 de março de 2014. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A documentação apresentada via corpo diplomático ganha a presunção de veracidade. Pois bem, acompanhando o aviso que deu início a este processo, subscrito pelo Ministro de Estado da Justiça, Dr. José Eduardo Cardozo, vieram documentos em língua estrangeira, que mereceram a cabível tradução. A Diretora Associada do Gabinete de Assuntos Internacionais – Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos certificou a autenticidade das peças, afirmando serem oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Washington. Constata-se que o extraditando foi denunciado presente o fato de integrar quadrilha voltada a lavar valores oriundos do tráfico de entorpecentes. O Júri de Acusação assentou a existência de dados revelando os fatos próprios à espécie. Juiz Auxiliar Federal do Distrito Sul de Nova Iorque emitiu o mandado de prisão. Consignou-se o enquadramento do caso no Título 18 do Código dos Estados Unidos, a prever segregação de vinte anos e multa. Fez-se referência a registros bancários, a depoimento de informantes e a outras testemunhas. Teria o extraditando atuado como membro de organização direcionada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, auxiliando-a ao coordenar a transferência de fundos obtidos – folha 57 a 64. À folha 67 à 69, procedeu- se à transcrição do Título 18 do Código dos Estados Unidos, a versar a lavagem de recursos financeiros. Juntou-se, mais, o Título 21 do referido Código, a dispor sobre apreensão de recursos provenientes de delito “penal” – folhas 70 e 71. Na denúncia que se encontra à folha 73 à 77, há narração a demonstrar a lavagem de recursos. Não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Supremo Tribunal Federal 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A documentação apresentada via corpo diplomático ganha a presunção de veracidade. Pois bem, acompanhando o aviso que deu início a este processo, subscrito pelo Ministro de Estado da Justiça, Dr. José Eduardo Cardozo, vieram documentos em língua estrangeira, que mereceram a cabível tradução. A Diretora Associada do Gabinete de Assuntos Internacionais – Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos certificou a autenticidade das peças, afirmando serem oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Washington. Constata-se que o extraditando foi denunciado presente o fato de integrar quadrilha voltada a lavar valores oriundos do tráfico de entorpecentes. O Júri de Acusação assentou a existência de dados revelando os fatos próprios à espécie. Juiz Auxiliar Federal do Distrito Sul de Nova Iorque emitiu o mandado de prisão. Consignou-se o enquadramento do caso no Título 18 do Código dos Estados Unidos, a prever segregação de vinte anos e multa. Fez-se referência a registros bancários, a depoimento de informantes e a outras testemunhas. Teria o extraditando atuado como membro de organização direcionada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, auxiliando-a ao coordenar a transferência de fundos obtidos – folha 57 a 64. À folha 67 à 69, procedeu- se à transcrição do Título 18 do Código dos Estados Unidos, a versar a lavagem de recursos financeiros. Juntou-se, mais, o Título 21 do referido Código, a dispor sobre apreensão de recursos provenientes de delito “penal” – folhas 70 e 71. Na denúncia que se encontra à folha 73 à 77, há narração a demonstrar a lavagem de recursos. Não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO EXT 1284 / DF prática criminosa. O mandado de prisão de folha 79 reporta-se ao citado Título 18 no que estampa o delito de lavagem de recursos financeiros. Segue-se, em termos de documentação, a declaração do Agente Especial do Departamento de Fiscalização das Drogas na cidade de Nova Iorque, Jeffrey Stratton, também a apontar a transferência de numerário obtido com o tráfico de drogas considerado o país de origem, El Salvador, e os Estados Unidos e outros lugares – folha 81 a 92. Esse retrospecto é feito para tornar estreme de dúvidas que não há o descompasso na documentação, ante a óptica de que alguns elementos revelariam o crime de quadrilha e outros, o de lavagem de dinheiro. Em síntese, o pleito foi formalizado presente a lavagem de dinheiro. Ocorre a dupla tipicidade, valendo notar que a circunstância de a legislação estrangeira conter peculiaridades, sob o ângulo quer da causa de aumento, quer da própria definição do tipo, não impede, conforme a melhor doutrina – Francisco Rezek –, o acolhimento do pedido de extradição. Ao processo vieram, atendendo-se a despacho do relator de sorteio, ministro Celso de Mello, documentos – folha 461 a 479 – e, mais uma vez, voltou-se a versar a problemática da lavagem de recursos financeiros, remetendo-se ao Título 18 acima mencionado. No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação americana, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. Não subsiste a defesa apresentada. Voto no sentido de assentar a viabilidade de entregar o extraditando ao Governo requerente, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, devendo-se observar a detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF prática criminosa. O mandado de prisão de folha 79 reporta-se ao citado Título 18 no que estampa o delito de lavagem de recursos financeiros. Segue-se, em termos de documentação, a declaração do Agente Especial do Departamento de Fiscalização das Drogas na cidade de Nova Iorque, Jeffrey Stratton, também a apontar a transferência de numerário obtido com o tráfico de drogas considerado o país de origem, El Salvador, e os Estados Unidos e outros lugares – folha 81 a 92. Esse retrospecto é feito para tornar estreme de dúvidas que não há o descompasso na documentação, ante a óptica de que alguns elementos revelariam o crime de quadrilha e outros, o de lavagem de dinheiro. Em síntese, o pleito foi formalizado presente a lavagem de dinheiro. Ocorre a dupla tipicidade, valendo notar que a circunstância de a legislação estrangeira conter peculiaridades, sob o ângulo quer da causa de aumento, quer da própria definição do tipo, não impede, conforme a melhor doutrina – Francisco Rezek –, o acolhimento do pedido de extradição. Ao processo vieram, atendendo-se a despacho do relator de sorteio, ministro Celso de Mello, documentos – folha 461 a 479 – e, mais uma vez, voltou-se a versar a problemática da lavagem de recursos financeiros, remetendo-se ao Título 18 acima mencionado. No mais, não há a incidência da prescrição, nem considerada a legislação americana, nem a brasileira, sendo que a procedência da imputação não pode ser definida na extradição instrutória. Não subsiste a defesa apresentada. Voto no sentido de assentar a viabilidade de entregar o extraditando ao Governo requerente, fenômeno a cargo da Chefia do Estado Brasileiro, devendo-se observar a detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6520757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Extrato de Ata - 12/08/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572500 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6572500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto Vista 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O -V I S T A Ementa: EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. CONSPIRAÇÃO PARA A LAVAGEM DE DINHEIRO. DUPLA TIPICIDADE. PEDIDO DEFERIDO. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Senhor Presidente, trago em mesa o meu voto-vista. I. SÍNTESE DA DEMANDA 1. Trata-se de Extradição instrutória, solicitada pelos Estados Unidos da América, em desfavor do nacional americano William Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, acusado do crime de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 2. O Ministro Marco Aurélio, atual relator, votou pelo deferimento do pedido, ressaltando, apenas, a necessidade de ser observada a “detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua”. 3. Pedi vista dos autos para uma análise mais detida do processo, especialmente porque muito me impressionou a alegação de que não estaria configurado o requisito da dupla tipicidade. II. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRADIÇÃO 1.284 DISTRITO FEDERAL V O T O -V I S T A Ementa: EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. CONSPIRAÇÃO PARA A LAVAGEM DE DINHEIRO. DUPLA TIPICIDADE. PEDIDO DEFERIDO. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: Senhor Presidente, trago em mesa o meu voto-vista. I. SÍNTESE DA DEMANDA 1. Trata-se de Extradição instrutória, solicitada pelos Estados Unidos da América, em desfavor do nacional americano William Salvador Hidalgo-Leonor ou Benedict Rivas, acusado do crime de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 2. O Ministro Marco Aurélio, atual relator, votou pelo deferimento do pedido, ressaltando, apenas, a necessidade de ser observada a “detração, ou seja, levar em conta o período em que o extraditando esteve recolhido no Brasil, ficando obstaculizada a prisão perpétua”. 3. Pedi vista dos autos para uma análise mais detida do processo, especialmente porque muito me impressionou a alegação de que não estaria configurado o requisito da dupla tipicidade. II. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF 4. Do ponto de vista formal, o pedido atende aos pressupostos descritos tanto no Tratado bilateral (Brasil x Estados Unidos da América) quanto no Estatuto do Estrangeiro (Lei n 6.815/1980). 5. O pedido de extradição foi encaminhado por via diplomática e instruído com a ordem de prisão expedida pela autoridade judiciária competente, a identificação do acusado, a descrição do fato pelo qual sofre persecução criminal, além de cópia da legislação pertinente, com a correspondente tradução. 6. A prisão preventiva foi decretada pelo Ministro Celso de Mello (relator originário do processo) e cumprida pelo Departamento de Polícia Federal, em 1... de junho de 2012. 7. O interrogatório foi realizado pelo Juízo da 2... Vara Federal da Subseção Judiciária de São Paulo, em 26/09/2012. 8. A Defensoria Pública da União apresentou defesa escrita (art. 212 do RI/Supremo Tribunal Federal) e requereu o indeferimento da Extradição, tendo em vista a má instrução do processo e a suposta ausência de cumprimento ao requisito da dupla tipicidade. 9. O Estado requerente prestou os esclarecimentos suplementares requeridos pelo relator originário (Ministro Celso de Mello), anexando aos autos a descrição do delito imputado ao extraditando (“Crime de conspiração para lavagem de dinheiro”, Título 18, Seção 1956(h), do Código dos Estados Unidos), devidamente traduzida. II) Análise do requisito da dupla tipicidade 10. De início, lembro que o delito de Lavagem de Dinheiro, em suas diversas modalidades, foi automaticamente incorporado ao rol de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF 4. Do ponto de vista formal, o pedido atende aos pressupostos descritos tanto no Tratado bilateral (Brasil x Estados Unidos da América) quanto no Estatuto do Estrangeiro (Lei n 6.815/1980). 5. O pedido de extradição foi encaminhado por via diplomática e instruído com a ordem de prisão expedida pela autoridade judiciária competente, a identificação do acusado, a descrição do fato pelo qual sofre persecução criminal, além de cópia da legislação pertinente, com a correspondente tradução. 6. A prisão preventiva foi decretada pelo Ministro Celso de Mello (relator originário do processo) e cumprida pelo Departamento de Polícia Federal, em 1... de junho de 2012. 7. O interrogatório foi realizado pelo Juízo da 2... Vara Federal da Subseção Judiciária de São Paulo, em 26/09/2012. 8. A Defensoria Pública da União apresentou defesa escrita (art. 212 do RI/Supremo Tribunal Federal) e requereu o indeferimento da Extradição, tendo em vista a má instrução do processo e a suposta ausência de cumprimento ao requisito da dupla tipicidade. 9. O Estado requerente prestou os esclarecimentos suplementares requeridos pelo relator originário (Ministro Celso de Mello), anexando aos autos a descrição do delito imputado ao extraditando (“Crime de conspiração para lavagem de dinheiro”, Título 18, Seção 1956(h), do Código dos Estados Unidos), devidamente traduzida. II) Análise do requisito da dupla tipicidade 10. De início, lembro que o delito de Lavagem de Dinheiro, em suas diversas modalidades, foi automaticamente incorporado ao rol de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF delitos enunciado no Tratado de Extradição Brasil – Estados Unidos, tendo em vista a adesão de ambos os países à Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção e à Convenção de Palermo. Esse entendimento vem sendo adotado por esta Corte, desde o julgamento plenário do HC 92.598, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Nessa linha de orientação, vejam-se a Ext 1.103, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, Sessão de 13/03/2008 – Caso “Juan Carlos Ramirez Abadia”; e a Ext 1.188, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, Sessão de 08/11/2011. 11. Diante disso, o eminente Relator não teve dúvida em reconhecer a dupla tipicidade, ressaltando que os fatos narrados pelo Estado requerente demonstram a prática do crime de lavagem de dinheiro, sendo certo que, segundo Sua Excelência, “não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de prática criminosa”. 12. Tenho uma pequena divergência quanto à fundamentação do voto do relator. Embora constem dos autos dados que evidenciariam não só a prática da lavagem de dinheiro como também a própria associação para o tráfico, o fato é que as informações suplementares prestadas pelo Estado requerente dão conta de que a presente Extradição foi solicitada para processar e julgar o acusado tão somente quanto ao crime de “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, assim descrito pela norma penal norte-americana (Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956, (h)): “Título 18 do Código dos Estados Unidos Seção 1956 – Lavagem de Recursos financeiros […] (h) Qualquer pessoa que conspire para cometer qualquer das ofensas definidas nesta seção ou na seção 1957 estará sujeita às mesmas penalidades prescritas para a ofensa cujo cometimento era objeto de conspiração” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF delitos enunciado no Tratado de Extradição Brasil – Estados Unidos, tendo em vista a adesão de ambos os países à Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção e à Convenção de Palermo. Esse entendimento vem sendo adotado por esta Corte, desde o julgamento plenário do HC 92.598, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Nessa linha de orientação, vejam-se a Ext 1.103, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, Sessão de 13/03/2008 – Caso “Juan Carlos Ramirez Abadia”; e a Ext 1.188, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, Sessão de 08/11/2011. 11. Diante disso, o eminente Relator não teve dúvida em reconhecer a dupla tipicidade, ressaltando que os fatos narrados pelo Estado requerente demonstram a prática do crime de lavagem de dinheiro, sendo certo que, segundo Sua Excelência, “não descaracteriza a imputação como tal o fato de aludir-se à denominada conspiração, ao acordo de vontades visando o objetivo de dar aparência de legítimo a recurso proveniente de prática criminosa”. 12. Tenho uma pequena divergência quanto à fundamentação do voto do relator. Embora constem dos autos dados que evidenciariam não só a prática da lavagem de dinheiro como também a própria associação para o tráfico, o fato é que as informações suplementares prestadas pelo Estado requerente dão conta de que a presente Extradição foi solicitada para processar e julgar o acusado tão somente quanto ao crime de “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, assim descrito pela norma penal norte-americana (Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956, (h)): “Título 18 do Código dos Estados Unidos Seção 1956 – Lavagem de Recursos financeiros […] (h) Qualquer pessoa que conspire para cometer qualquer das ofensas definidas nesta seção ou na seção 1957 estará sujeita às mesmas penalidades prescritas para a ofensa cujo cometimento era objeto de conspiração” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF 13. Nessas condições, e não obstante essa pequena divergência, entendo caracterizada a dupla tipicidade. 14. Para a defesa, o requisito não estaria preenchido pelos seguintes motivos: (i) na linha de dois precedentes do Supremo Tribunal Federal (Ext 701, Rel. Min. Ilmar Galvão, e Ext 1051, Rel. Min. Marco Aurélio), não é possível enquadrar a conduta imputada ao extraditando como crime de quadrilha, uma vez que não está comprovada a associação do acusado com três ou mais pessoas, conforme exigido pelo art. 288 do Código Penal brasileiro (redação anterior à Lei n 12.850/2013); (ii) o tipo autônomo do art. 1..., § 2..., II, da Lei n 9.613/1998 não corresponde ao delito de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 15. O primeiro argumento, data venia, não procede, tendo em vista que os precedentes mencionados pela defesa não se amoldam ao caso concreto pelos seguintes motivos: (i) os fatos discutidos nos autos da Ext 701, da relatoria do Min. Ilmar Galvão, ocorreram em momento anterior à Lei n 9.613/1998. Logo, não seria possível falar em dupla tipicidade quanto ao crime de lavagem de dinheiro por absoluta ausência de norma penal incriminadora; (ii) no julgamento da Ext 1051, da relatoria do Min. Marco Aurélio, o Tribunal examinou o requisito da dupla tipicidade do delito de “Conspiração” (Título 21, art. 963, do Código dos Estados Unidos) em face do art. 288 do Código Penal brasileiro (o então denominado crime de formação de quadrilha). Situação que é totalmente diversa da retratada nestes autos, em que o Estado americano requer o deferimento da Extradição para que o réu seja processado pelo crime específico, e autônomo, de “Conspiração para lavagem de dinheiro” (Título 18, Seção 1956, (h), do Código dos Estados Unidos). 16. Da mesma forma, não posso acolher o segundo argumento. Na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF 13. Nessas condições, e não obstante essa pequena divergência, entendo caracterizada a dupla tipicidade. 14. Para a defesa, o requisito não estaria preenchido pelos seguintes motivos: (i) na linha de dois precedentes do Supremo Tribunal Federal (Ext 701, Rel. Min. Ilmar Galvão, e Ext 1051, Rel. Min. Marco Aurélio), não é possível enquadrar a conduta imputada ao extraditando como crime de quadrilha, uma vez que não está comprovada a associação do acusado com três ou mais pessoas, conforme exigido pelo art. 288 do Código Penal brasileiro (redação anterior à Lei n 12.850/2013); (ii) o tipo autônomo do art. 1..., § 2..., II, da Lei n 9.613/1998 não corresponde ao delito de “Conspiração para lavagem de dinheiro”. 15. O primeiro argumento, data venia, não procede, tendo em vista que os precedentes mencionados pela defesa não se amoldam ao caso concreto pelos seguintes motivos: (i) os fatos discutidos nos autos da Ext 701, da relatoria do Min. Ilmar Galvão, ocorreram em momento anterior à Lei n 9.613/1998. Logo, não seria possível falar em dupla tipicidade quanto ao crime de lavagem de dinheiro por absoluta ausência de norma penal incriminadora; (ii) no julgamento da Ext 1051, da relatoria do Min. Marco Aurélio, o Tribunal examinou o requisito da dupla tipicidade do delito de “Conspiração” (Título 21, art. 963, do Código dos Estados Unidos) em face do art. 288 do Código Penal brasileiro (o então denominado crime de formação de quadrilha). Situação que é totalmente diversa da retratada nestes autos, em que o Estado americano requer o deferimento da Extradição para que o réu seja processado pelo crime específico, e autônomo, de “Conspiração para lavagem de dinheiro” (Título 18, Seção 1956, (h), do Código dos Estados Unidos). 16. Da mesma forma, não posso acolher o segundo argumento. Na linha do parecer da Procuradoria-Geral da República, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF entendo que o delito tipificado no direito norte-americano corresponde no Brasil ao tipo alternativo do art. 1..., § 2..., II, da Lei n 9.613/1998 (redação originária), assim definido: “Art. 1... Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: Pena: reclusão de três a dez anos e multa. […] § 2... Incorre, ainda, na mesma pena quem: […] II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.” (Negrito acrescentado) 17. Com efeito, a simples leitura da documentação suplementar encaminhada pelo Estado requerente revela que o extraditando “[...] HIDALGO LEONOR foi acusado por apenas um crime na Acusação Formal Substituinte: conspiração para cometer lavagem de dinheiro em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h). E é por essa razão que o mandado de prisão expedido em conexão com a Acusação Formal Substituinte refere-se apenas ao capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), porque esse é o único crime do qual HIDALGO LEONOR é acusado. Como também mencionado acima, como parte daquela acusação, a Acusação Formal Substituinte alega que HIDALGO LEONOR conspirou, ou concordou, em violar três outras disposições legais, especificamente o Capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, seções 1956 (a) (1) (A) (i), 1956 (a) (1) (B) (i), e 1957 (a). A Acusação Formal Substituinte não acusa das violações descritas em nenhuma daquelas seções, porém alega meramente que o objetivo da conspiração era violar aquelas seções, e prova além de uma dúvida razoável 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF entendo que o delito tipificado no direito norte-americano corresponde no Brasil ao tipo alternativo do art. 1..., § 2..., II, da Lei n 9.613/1998 (redação originária), assim definido: “Art. 1... Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: Pena: reclusão de três a dez anos e multa. […] § 2... Incorre, ainda, na mesma pena quem: […] II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.” (Negrito acrescentado) 17. Com efeito, a simples leitura da documentação suplementar encaminhada pelo Estado requerente revela que o extraditando “[...] HIDALGO LEONOR foi acusado por apenas um crime na Acusação Formal Substituinte: conspiração para cometer lavagem de dinheiro em violação ao Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h). E é por essa razão que o mandado de prisão expedido em conexão com a Acusação Formal Substituinte refere-se apenas ao capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 1956 (h), porque esse é o único crime do qual HIDALGO LEONOR é acusado. Como também mencionado acima, como parte daquela acusação, a Acusação Formal Substituinte alega que HIDALGO LEONOR conspirou, ou concordou, em violar três outras disposições legais, especificamente o Capítulo 18 do Código dos Estados Unidos, seções 1956 (a) (1) (A) (i), 1956 (a) (1) (B) (i), e 1957 (a). A Acusação Formal Substituinte não acusa das violações descritas em nenhuma daquelas seções, porém alega meramente que o objetivo da conspiração era violar aquelas seções, e prova além de uma dúvida razoável 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF de que HIDALGO LEONOR conspirou para violar qualquer uma daquelas seções é suficiente para que seja considerado culpado do crime imputado na Acusação Formal Substituinte...” 18. Em que pesem as críticas de alguns autores quanto a “essa ampliação desmesurada da incidência da norma penal” (Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Cruz Botini - “Lavagem de Dinheiro – Aspectos penais e processuais penais”, página 115), grande parte da doutrina nacional entende que o crime do art. 1..., § 2..., II, da redação original da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei n 9.613/1998) é autônomo em relação à lavagem de dinheiro e não se confunde – como quer a defesa – com o crime de quadrilha ou bando (a atual associação criminosa). Vejam-se: José Paulo Baltazar Junior (“Crimes Federais”, 9... edição, 2014, página 1125): “[...] O inciso II, bastante criticado, consiste em forma específica do crime do art. 288 do Código Penal Brasileiro, que descreve a associação criminosa. Sendo assim, cuida-se de crime autônomo em relação à lavagem, podendo o agente responder, em concurso material, pelo crime ora descrito e também por aquele do caput. O inciso seria desnecessário, porque os tipos penais já existentes ou as regras gerais de participação, do Código Penal Brasileiro, seriam suficientes para alcançar os efeitos pretendidos pelo tipo em comento. A incriminação atende, porém, ao padrão internacional, como se lê no seguinte trecho das Notas Interpretativas das Quarenta Recomendações do GAFI: Deveriam estar previstos crimes auxiliares apropriados ao crime de lavagem de dinheiro, inclusive a participação, associação ou conspiração para cometer, tentar, auxiliar, facilitar e aconselhar o cometimento, exceto se não permitido pelos princípios fundamentais das leis domésticas.” 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF de que HIDALGO LEONOR conspirou para violar qualquer uma daquelas seções é suficiente para que seja considerado culpado do crime imputado na Acusação Formal Substituinte...” 18. Em que pesem as críticas de alguns autores quanto a “essa ampliação desmesurada da incidência da norma penal” (Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Cruz Botini - “Lavagem de Dinheiro – Aspectos penais e processuais penais”, página 115), grande parte da doutrina nacional entende que o crime do art. 1..., § 2..., II, da redação original da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei n 9.613/1998) é autônomo em relação à lavagem de dinheiro e não se confunde – como quer a defesa – com o crime de quadrilha ou bando (a atual associação criminosa). Vejam-se: José Paulo Baltazar Junior (“Crimes Federais”, 9... edição, 2014, página 1125): “[...] O inciso II, bastante criticado, consiste em forma específica do crime do art. 288 do Código Penal Brasileiro, que descreve a associação criminosa. Sendo assim, cuida-se de crime autônomo em relação à lavagem, podendo o agente responder, em concurso material, pelo crime ora descrito e também por aquele do caput. O inciso seria desnecessário, porque os tipos penais já existentes ou as regras gerais de participação, do Código Penal Brasileiro, seriam suficientes para alcançar os efeitos pretendidos pelo tipo em comento. A incriminação atende, porém, ao padrão internacional, como se lê no seguinte trecho das Notas Interpretativas das Quarenta Recomendações do GAFI: Deveriam estar previstos crimes auxiliares apropriados ao crime de lavagem de dinheiro, inclusive a participação, associação ou conspiração para cometer, tentar, auxiliar, facilitar e aconselhar o cometimento, exceto se não permitido pelos princípios fundamentais das leis domésticas.” 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF Roberto Delmanto, Roberto Delmanto Júnior e Fabio M. De Almeida Delmanto (“Leis Penais Especiais Comentadas”, 2... edição, 2014, páginas 702/703): “[...] Pune-se, neste dispositivo, não a lavagem de bens, direitos ou valores propriamente dita, mas, sim, a conduta de quem participa (faz parte, integra) de grupo (reunião de pessoas com objetivo comum), associação (sociedade, organização) ou escritório (lugar onde se tratam negócios, se recebem clientes), tendo conhecimento (sabendo) de que a sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes” Guilherme de Souza Nucci (“Leis Penais e Processuais Penais Comentadas”, 7... edição, 2013, páginas 488/489) “[...] 34. Análise do núcleo do tipo: participar (tomar parte de algo) é a conduta, cujo objeto é o grupo (conjunto de unidades operacionais), a associação (a atividade organizada de pessoas) ou escritório (lugar onde se administra obra ou serviço). Na realidade, o tipo é peculiar, pois visa à punição de pessoa que, embora não realize, pessoal e diretamente, a lavagem de dinheiro exerce suas atividades laborativas em lugar que assim procede. Retira vantagem indireta do crime...” 19. Ademais, tal como apontou o eminente Relator, a conduta alegadamente praticada pelo agente não se limitou à mera prática de atos preparatórios à conspiração para lavagem de dinheiro. Ao contrário, os documentos acostados aos autos revelam que o acusado, de forma deliberada e consciente, para além de incorrer na “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, também teria praticado atos concretos caracterizadores do próprio delito de lavagem de dinheiro e de associação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF Roberto Delmanto, Roberto Delmanto Júnior e Fabio M. De Almeida Delmanto (“Leis Penais Especiais Comentadas”, 2... edição, 2014, páginas 702/703): “[...] Pune-se, neste dispositivo, não a lavagem de bens, direitos ou valores propriamente dita, mas, sim, a conduta de quem participa (faz parte, integra) de grupo (reunião de pessoas com objetivo comum), associação (sociedade, organização) ou escritório (lugar onde se tratam negócios, se recebem clientes), tendo conhecimento (sabendo) de que a sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes” Guilherme de Souza Nucci (“Leis Penais e Processuais Penais Comentadas”, 7... edição, 2013, páginas 488/489) “[...] 34. Análise do núcleo do tipo: participar (tomar parte de algo) é a conduta, cujo objeto é o grupo (conjunto de unidades operacionais), a associação (a atividade organizada de pessoas) ou escritório (lugar onde se administra obra ou serviço). Na realidade, o tipo é peculiar, pois visa à punição de pessoa que, embora não realize, pessoal e diretamente, a lavagem de dinheiro exerce suas atividades laborativas em lugar que assim procede. Retira vantagem indireta do crime...” 19. Ademais, tal como apontou o eminente Relator, a conduta alegadamente praticada pelo agente não se limitou à mera prática de atos preparatórios à conspiração para lavagem de dinheiro. Ao contrário, os documentos acostados aos autos revelam que o acusado, de forma deliberada e consciente, para além de incorrer na “Conspiração para a lavagem de dinheiro”, também teria praticado atos concretos caracterizadores do próprio delito de lavagem de dinheiro e de associação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vista EXT 1284 / DF para o tráfico. Vejam-se, nessa linha, as seguintes passagens da Declaração em apoio ao pedido de extradição, subscrita por agente especial do Departamento de Fiscalização das Drogas (“DEA”): “[...] 5. HIDALGO-LEONOR atuou como membro de uma organização de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e auxiliou a organização ao coordenar a transferência de produtos financeiros ilícitos obtidos com o tráfico de drogas de El Salvador para os Estados Unidos e outros lugares. HIDALGO-LEONOR instruiu um informante secreto a converter montantes elevados em notas de menor valor (em dólares dos EUA) a notas de maior valor, ou a depositar os fundos em uma conta bancária de El Salvador, para sua posterior transferência eletrônica a contas bancárias dos Estados Unidos e outros lugares...Além dessas transferências, HIDALGO-LEONOR organizou a lavagem de milhões de dólares dos EUA, produto financeiro de operações com drogas, através de contas bancárias de dentro e fora dos Estados Unidos...” 20. Diante do exposto, defiro o pedido de extradição, na linha da conclusão do voto do relator. 21. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Supremo Tribunal Federal EXT 1284 / DF para o tráfico. Vejam-se, nessa linha, as seguintes passagens da Declaração em apoio ao pedido de extradição, subscrita por agente especial do Departamento de Fiscalização das Drogas (“DEA”): “[...] 5. HIDALGO-LEONOR atuou como membro de uma organização de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e auxiliou a organização ao coordenar a transferência de produtos financeiros ilícitos obtidos com o tráfico de drogas de El Salvador para os Estados Unidos e outros lugares. HIDALGO-LEONOR instruiu um informante secreto a converter montantes elevados em notas de menor valor (em dólares dos EUA) a notas de maior valor, ou a depositar os fundos em uma conta bancária de El Salvador, para sua posterior transferência eletrônica a contas bancárias dos Estados Unidos e outros lugares...Além dessas transferências, HIDALGO-LEONOR organizou a lavagem de milhões de dólares dos EUA, produto financeiro de operações com drogas, através de contas bancárias de dentro e fora dos Estados Unidos...” 20. Diante do exposto, defiro o pedido de extradição, na linha da conclusão do voto do relator. 21. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Decisão: A Turma declarou a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780281 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EXTRADIÇÃO 1.284 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REQTE.(S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EXTDO.(A/S) : WILLIAM SALVADOR HIDALGO-LEONOR OU BENEDICT RIVAS ADV.(A/S) : PIERPAOLO CRUZ BOTTINI ADV.(A/S) : IGOR SANT'ANNA TAMASAUSKAS Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente e Relator, que deferia a extradição no sentido de viabilizar a entrega do extraditando ao governo requerente pelo Chefe do Poder Executivo Nacional, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Aguardam os demais. Falou o Dr. Pierpaolo Cruz Bottini, pelo extraditando. Primeira Turma, 12.8.2014. Decisão: A Turma declarou a viabilidade da entrega do extraditando pelo Chefe do Poder Executivo ao Governo requerente, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780281 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF", "Habeas Corpus n 92 . 598 / RJ", "EXT 1284 / DF", "Habeas Corpus n 92 . 598 / RJ", "EXT 1284 / DF", "Petição", "Petição", "EXT 1284 / DF", "Petição", "Petição", "EXT 1284 / DF", "30", ".", "048", "/", "2014", "EXT 1284 / DF", "EXTRADIÇÃO 1 . 284", "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF", "HC 92 . 598", "Ext 1 . 103", "Ext 1 . 188", "HC 92 . 598", "Ext 1 . 103", "Ext 1 . 188", "EXT 1284 / DF", "Ext 701", "Ext 1051", "Ext 701", "Ext 1051", "Ext 701", "Ext 1051", "Ext 701", "Ext 1051", "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF", "EXT 1284 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Título 18 do Código dos Estados Unidos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Título 18 do Código dos Estados Unidos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Estrangeiro", "Título", "Código dos Estados Unidos", "artigos 80 da Lei n 6 . 815 / 1980", "IX do Decreto n 55 . 750 / 1965", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Estrangeiro", "Lei n 6 . 815 / 1980", "art . 212 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Estrangeiro", "Lei n 6 . 815 / 1980", "art . 212 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção", "Convenção", "Título 18 do Código dos Estados Unidos ,", "Título 18 do Código dos Estados Unidos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção da Organização das Nações Unidas contra a Corrupção", "Título 18 do Código dos Estados Unidos ,", "Título 18 do Código dos Estados Unidos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 288 do Código Penal brasileiro", "Lei n 12 . 850 / 2013", "art . 1 . . . , § 2 . . . , II , da Lei n 9 . 613 / 1998", "Lei n 9 . 613 / 1998", "Título 21 , art . 963 , do Código dos Estados Unidos", "art . 288 do Código Penal brasileiro", "Título 18 , Seção 1956 , ( h ) , do Código dos Estados Unidos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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