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Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXECUÇÃO FISCAL MOVIDA PELA UNIÃO EM FACE DE ESTADO ESTRANGEIRO. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7ª Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7ª Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1º, do regimento interno do STF, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1º, I; 4º, I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da CF/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do CPC; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1º, do regimento interno do STF, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1º, I; 4º, I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da CF/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do CPC; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5º, IIII, do RI/STF, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5º, IIII, do RI/STF, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6820125
2014-09-09T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: Agravo Regimental em Ação Cível Originária. Execução Fiscal movida pela União em face de Estado estrangeiro. Impossibilidade jurídica do pedido. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur278207
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO FISCAL, ESTADO ESTRANGEIRO) ACO 522 AgR (2ªT), ACO 633 AgR (TP), ACO 645 AgR (TP). (IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO) ACi 9696 (TP), AI 139671 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO) ACO 1437, ACO 1769. Número de páginas: 7. Análise: 09/10/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
740
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00005 INC-00003\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 740 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. EXECUÇÃO FISCAL MOVIDA PELA UNIÃO EM FACE DE ESTADO ESTRANGEIRO. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite o ajuizamento de execução fiscal pela União em face de Estado estrangeiro. Precedentes: ACO 633-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, entre outros. 2. Hipótese em que deve ser reconhecida a impossibilidade jurídica do pedido (ACO 1.769, Rel. Min. Celso de Mello; ACO 1.437, Rel. Min. Marco Aurélio). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 09 de setembro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7... Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) :CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, assim redigida: “Trata-se de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional contra o Consulado-geral americano de São Paulo por débito em imposto de importação e multa de mora, recebida inicialmente na 7... Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo. Determinou-se a remessa destes autos a esta Corte, em despacho a fls. 5/6. Em diversos precedentes, esta Corte tem reiterado a imunidade de execução dos Estados estrangeiros, observando que dela não decorre ofensa à soberania nacional, especialmente em questões tributárias como a presente (ACO 634-AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno, 25.09.2002; ACO 522- AgR, rel. min. Ilmar Galvão, pleno 16.09.1998; ACO 524-AgR, rel. min. Carlos Velloso, pleno, 26.03.2003). Acrescente-se, nesse sentido, que, tratando-se de pretensão executória da Fazenda Nacional referente a supostos débitos fiscais para os quais há regra expressa de isenção na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, entendeu a Corte que pedido como o presente é juridicamente impossível Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1..., do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7... Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1..., I; 4..., I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da Constituição Federal de 1988/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do Código de Processo Civil; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP (voto do eminente ministro Sepúlveda Pertence na ACO 527- AgR, rel. min. Nelson Jobim, pleno, 30.09.1998), dispensando- se, assim, a consulta ao Estado estrangeiro para que este se manifeste sobre possível renúncia à imunidade. Do exposto, e com base no art. 21, § 1..., do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente execução fiscal.” 2. A União ajuizou a presente execução fiscal em face do “Consulado Geral Americano em São Paulo”. 3. O Juízo da 7... Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo declinou da competência para o julgamento da causa, tendo em vista a norma do art. 102, I, e, da Constituição Federal1. 4. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário, negou seguimento à presente execução fiscal (decisão já referida). 5. A União postula, em síntese, o provimento deste recurso para que se dê prosseguimento à presente execução fiscal. Estes os principais argumentos da recorrente: (i) há pronunciamentos do Superior Tribunal de Justiça que afastam a imunidade de jurisdição em casos de execução fiscal; (ii) a soberania nacional torna “irrelevante cuidar-se de processo de conhecimento ou de processo de execução”; (iii) a decisão agravada afronta os arts. 1..., I; 4..., I e V; 21, I; 84, VII e VIII, e 102, I, e, todos da Constituição Federal de 1988/88; (iv) não há como excluir-se a competência do Poder Judiciário brasileiro (art. 102, I, e), até mesmo em face da regra do art. 88, II e III, do Código de Processo Civil; (v) “não se pode, hoje, afirmar-se como absoluta a imunidade de execução, seja em termos doutrinários, seja em termos legislativos, seja, ainda, em termos jurisprudenciais”. 1 “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: […] e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP 6. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 7. Antes de concluir este relatório, observo que a União anexou aos autos cópia do processo administrativo em que apurado o débito tributário, oportunidade em que o Consulado-Geral Americano, intimado regularmente, deixou de efetuar o recolhimento dos créditos tributários (fls. 72). 8. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797594. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5..., IIII, do RI/Supremo Tribunal Federal, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Não obstante a regra do art. 5..., IIII, do RI/Supremo Tribunal Federal, trago o presente agravo regimental para julgamento da Turma, tendo em vista a reiterada jurisprudência da Corte sobre a questão jurídica versada neste processo. Na linha, ademais, do que ficou decidido no julgamento da Rcl 10.418-AgR, julgada sob a relatoria do Ministro Marco Aurélio. 2. O agravo regimental não deve ser provido. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não tem admitido execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. 4. Com efeito, vários foram os pronunciamentos desta Corte no sentido de que “a imunidade de jurisdição não sofreu alteração em face do novo quadro normativo que se delineou no plano do direito internacional e no âmbito do direito comparado (cf. AgRg 139.671, Min. Celso de Mello, e AC 9.696, Min. Sydney Sanches), quando o litígio se trava entre o Estado brasileiro e o Estado estrangeiro, notadamente em se tratando de execução” (ACO 522-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão). Nessa linha de orientação, examinando hipóteses idênticas à presente, vejam-se os seguintes julgados: ACO 645-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; ACO 634-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão; ACO 633- AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; ACO 524-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso; ACO 527-AgR, Rel. Min. Nelson Jobim. 5. Tal como consignou o Ministro Sepúlveda Pertence no julgamento da ACO 527-AgR, da relatoria do Ministro Nelson Jobim, “em se tratando de execução, e execução fiscal, o caso é de impossibilidade jurídica e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Supremo Tribunal Federal ACO 740 AGR / SP portanto, independe de prévia audiência do Estado estrangeiro para submeter-se, ou não, à jurisdição brasileira”. Esse entendimento também foi perfilhado em recente decisão monocrática do Ministro Celso de Mello, ao extinguir liminarmente execução fiscal ajuizada pela União em face de Estado estrangeiro. Refiro-me à ACO 1.769, assim fundamentada, no ponto: “[...] Vale destacar, por relevante, neste ponto, que, o Supremo Tribunal Federal, mesmo com nova composição, tem adotado idêntica compreensão em torno da matéria, reconhecendo, por isso mesmo, a impossibilidade jurídica de se promover execução judicial contra representações diplomáticas e/ou consulares de Estados estrangeiros (AI 597.817/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 743.826/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 678.785/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.). Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes que a prática jurisprudencial desta Corte já estabeleceu no tema. Sendo assim, pelas razões expostas, considerando, ainda, a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, notadamente os julgamentos plenários da ACO 633-AgR/SP e da ACO 645-AgR/SP e com ressalva da posição pessoal que externei em decisão proferida na ACO 709/SP, de que sou Relator, julgo extinto este processo de execução, sem resolução de mérito [...].” 6. Diante do exposto, acolho o parecer da Procuradoria-Geral da República e nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6797595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 09/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - SIMONE ANGHER AGDO.(A/S) : CONSULADO GERAL AMERICANO EM SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 9.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6780279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO", "ACO 633 - AgR", "ACO 645 -", "AgR", "ACO 522 -", "AgR", "ACO 1 . 769", "ACO 1 . 437", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740", "ACO 634 - AgR", "ACO 522 -", "ACO 524 -", "AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740 SÃO", "ACO 634", "AgR", "ACO 522", "ACO 524", "AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 527 - AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 527 - AgR", "Rcl 10 . 418 - AgR", "AgRg 139 . 671", "AC 9 . 696", "ACO 522 - AgR", "ACO 645 - AgR", "ACO 634 - AgR", "ACO 633 - AgR", "ACO 524 -", "AgR", "ACO 527 -", "AgR", "ACO 527 - AgR", "Rcl 10 . 418 - AgR", "AgRg 139 . 671", "AC 9 . 696", "ACO 522 - AgR", "ACO 645 - AgR", "ACO 634 -", "AgR", "ACO 633 - AgR", "ACO 524 - AgR", "ACO 527 - AgR", "ACO 527 - AgR", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 1 . 769", "AI 597 . 817 / RJ", "AI 743 . 826 / RJ", "ARE 678 . 785 / SP", "ACO 633 - AgR / SP", "ACO 645 - AgR / SP", "ACO 709 / SP", "ACO 740 AGR / SP", "ACO 1 . 769", "AI 597 . 817 / RJ", "AI 743 . 826 / RJ", "ARE 678 . 785 / SP", "ACO 633 - AgR / SP", "ACO 645 - AgR / SP", "ACO 709 / SP", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 740" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção de Viena", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do regimento interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , e , da Constituição Federal1", "arts .", "III , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do regimento interno do", "art . 102 , I , e , da Constituição Federal1", "arts", "art . 88 , II e III , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IIII , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , IIII , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CONSULADO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Joaquim Barbosa", "Fazenda Nacional", "Consulado", "-", "geral americano de São Paulo", "7", ".", ".", ". Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo", "Fazenda Nacional", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CONSULADO", "Fazenda Nacional", "Consulado", "-", "geral americano de São Paulo", "7", "Vara de Execuções fiscais da Seção Judiciária de São Paulo", "Fazenda Nacional", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Consulado Geral Americano em São", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal de Execuções Fiscais em São Paulo", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Consulado Geral Americano em São Paulo", "7", ".", ".", ".", "Vara Federal de Execuções Fiscais", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Consulado", "-", "Geral Americano", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "Consulado", "-", "Geral Americano", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "PFN", "CONSULADO GERAL AMERICANO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "SIMONE ANGHER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "ROBERTO BARROSO", "SIMONE ANGHER", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "Joaquim Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Sydney Sanches", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Sydney Sanches", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Sepúlveda Pertence", "Nelson Jobim", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "09", "/", "2014", "09 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", ".", "09", ".", "2002", "16", ".", "09", ".", "1998", "26", ".", "03", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", ".", "09", ".", "2002", "16", ".", "09", ".", "1998", "26", ".", "03", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "09", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1º, da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1º, da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1º, da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1º, da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, RE 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), RE 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), RE 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), RE 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do RE 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, RE 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), RE 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), RE 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), RE 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do RE 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1º.02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1º.02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1º, da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1º do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal RE 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6534250
2014-06-24T00:00:00
2014-08-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272703
- Acórdão(s) citado(s): (PUBLICIDADE, ATOS GOVERNAMENTAIS) RE 191668 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 27/08/2014, AUR.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
631448
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 631448 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1..., da Constituição Federal, assentou que o “rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos” (Recurso Extraordinário 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2014. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478352. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1..., da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1..., da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) :RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) :DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘AÇÃO POPULAR. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PROMOÇÃO PESSOAL. LESÃO AO ERÁRIO. Perde o caráter informativo e educativo, prestigiados pelo art. 37, § 1..., da CRFB⁄88, a propaganda institucional que vincula a matéria divulgada ao governante e seu partido político, configurando lesão ao erário, passível de ressarcimento.’ (fls. 330) Nas razões do recurso extraordinário, alega-se ofensa do disposto no art. 37, § 1..., da Constituição federal. Sustenta-se que a ‘prática de publicações de atos, com fotos e slogans de seus responsáveis é uma prática corrente, no âmbito das administrações federal, estadual e municipal, publicações de atos ou programas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), Recurso Extraordinário 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), Recurso Extraordinário 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), Recurso Extraordinário 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do Recurso Extraordinário 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC governamentais, contendo os nomes dos seus responsáveis, não se apresentando, com essas atitudes, ato de improbidade administrativa (…) é consabido que se trata de costume administrativo’ (fls. 376). O recurso especial não foi conhecido. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, a que a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento. É o relatório. Decido. As questões constitucionais, tal como postas, não podem ser analisadas sem prévio exame das provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, Recurso Extraordinário 242.546-AgR (rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18.11.2005), Recurso Extraordinário 366.983-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24.03.2006), Recurso Extraordinário 217.025- AgR (rel. min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 05.06.1998), Recurso Extraordinário 207.966 (rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ de 06.08.1999) e AI 492.970 (rel. min. Joaquim Barbosa, DJ de 28.09.2005). Ainda que superado o referido óbice, o acórdão recorrido não contraria orientação desta Corte, conforme se observa no julgamento do Recurso Extraordinário 191.668 (rel. min. Menezes Direito, Primeira Turma, DJe de 30.05.2008), cuja ementa transcrevo: ‘Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1....02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido.’ Confira-se também o AI 743.222 (rel. min. Celso de Mello, DJe de 1....02.2010). Do exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso extraordinário, sustentando que a análise da controvérsia prescinde do reexame dos fatos e provas constantes dos autos. 3. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478353. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, a decisão proferida pelo Tribunal de origem alinha-se com a jurisprudência desta Corte no sentido de que fere o princípio constitucional da moralidade e da impessoalidade administrativa a veiculação de propagandas institucionais que ultrapassem o conteúdo informativo, de modo a servir como meio para promoção de partido político ou de outro ente ligado à administração pública. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 191.668, julgado sob a relatoria do Ministro Menezes Direito: “Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. Art. 37, parágrafo 1..., da Constituição Federal. 1. O caput e o parágrafo 1... do artigo 37 da Constituição Federal impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta. 2. Recurso extraordinário desprovido”. 3. Nota-se que o acórdão recorrido assentou que a veiculação das propagandas institucionais ultrapassaram os limites informativos, servindo de promoção pessoal do governo atual. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão: “De qualquer sorte, as provas colacionadas aos autos evidenciam a saciedade, que as propagandas institucionais ultrapassam os lindes informativos, para servir-se de mecanismo promocional do governa atual. […] Impossível, pois, deixar de reconhecer que as propagandas aportadas aos autos divergem dos preceitos impostos pela Constituição e princípios constitucionais, sendo totalmente desprovidas de interesse público, circunstância que configura desvio de finalidade”. 4. Desse modo, dissentir dessa conclusão demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável neste momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6478354. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.448 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DECIO NERY DE LIMA ADV.(A/S) : RONEI DANIELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JEAN JACKSON KUHLMANN ADV.(A/S) : DÊNIO ALEXANDRE SCOTTINI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 24.6.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Celso de Mello para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo G. Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6302449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 242 . 546 - AgR", "Recurso Extraordinário 366 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário 217 . 025 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 966", "AI 492 . 970", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 242 . 546 - AgR", "Recurso Extraordinário 366 . 983 - AgR", "Recurso Extraordinário 217 . 025 - AgR", "Recurso Extraordinário 207 . 966", "AI 492 . 970", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "AI 743 . 222", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "AI 743 . 222", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC dos oitenta", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631448 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 448" ], "LEGISLACAO": [ "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 37 , § 1 . . . , da CRFB⁄88", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 37 , § 1 . . . , da CRFB⁄88", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , parágrafo 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 37 , parágrafo 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Gonet", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "DECIO NERY DE LIMA", "RONEI DANIELLI", "JEAN JACKSON KUHLMANN", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Paulo G . 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Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal RE 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 398.379-AgR/PR e RE 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; RE 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; RE 398.379-AgR/PR e RE 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; RE 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, CF, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal RE 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, CF, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6519623
2014-06-24T00:00:00
2014-08-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 24.06.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur272260
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 774016 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 20/08/2014, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
706240
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009032 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009129 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 706240 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.032/1995 e 9.129/1995. INCIDÊNCIA PARA OS CRÉDITOS CONSTITUÍDOS APÓS SUA VIGÊNCIA, AINDA QUE OS PAGAMENTOS INDEVIDOS TENHAM OCORRIDO ANTERIORMENTE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. CONFLITO ENTRE AS REGRAS SOBRE COMPENSAÇÃO PREVISTAS NESSAS NORMAS E NO CTN. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Inexiste direito adquirido a regime jurídico. Aplicação das limitações à compensação tributária constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, ainda que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. II – Análise de eventual conflito entre os dispositivos das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação. Questão que envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível o recurso extraordinário. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 24 de junho de 2014. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do recurso extraordinário e deu-lhe provimento. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 8 e requer seja negado provimento ao recurso extraordinário. Para tanto, alega que não é possível aplicar-se a limitação do direito de compensação previsto nas Leis 9.032/95 e 9.129/95 aos créditos discutidos nos autos, uma vez que a constituição dos créditos ocorreu antes da vigência dessas normas. Afirma, ainda, essas leis contrariaram o princípio constitucional da hierarquia das leis ao preverem regras diversas daquela estabelecida no art. 170 do CTN, que assegura aos contribuintes o mais amplo e irrestrito direito à compensação. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 398.379-AgR/PR e Recurso Extraordinário 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal 24/06/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “(...) o acórdão está em desacordo com o entendimento fixado por esta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Dessa forma, aplicam-se à compensação tributária as limitações constantes das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995 quanto aos créditos constituídos na sua vigência, mesmo que os pagamentos indevidos tenham sido recolhidos anteriormente. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 75.214-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; Recurso Extraordinário 398.379-AgR/PR e Recurso Extraordinário 592.260-AgR/BA, Rel. Min. Ayres Britto; Recurso Extraordinário 562.939-AgR/PR, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 254.459/SC, Rel. Min. Ilmar Galvão” (grifos meus) (documento eletrônico 6). Quanto à data de constituição dos créditos discutidos nos autos, observe-se que a presente demanda (mandado de segurança que busca compensar tributo recolhido indevidamente ante o reconhecimento de sua inconstitucionalidade) foi iniciada em data posterior à vigência das Leis 9.032/1995 e 9.129/1995, motivo pelo qual os limites à compensação nelas estabelecidos devem incidir no caso em questão, ainda que o recolhimento dos valores pagos indevidamente tenha ocorrido antes do início da vigência daquelas leis. No que se refere ao alegado conflito entre os dispositivos das Leis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, Constituição Federal de 1988, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP 9.032/1995 e 9.129/1995 e o CTN, na parte em que disciplinam o direito à compensação, a questão envolve a interpretação a ser dada a essas normas. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário quanto ao ponto. Nesse sentido, transcrevo a ementa do julgamento do AI 774.016-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Representação de inconstitucionalidade. Parâmetro. Contrariedade ao art. 170, CTN. Compensação. Questão de mera legalidade. Afronta reflexa. 1. O art. 170 do Código Tributário Nacional não é reprodução mitigada do art. 146, III, b, da Constituição. Trata-se de norma geral de direito tributário, a qual, atendendo o comando do art. 146, III, b, Constituição Federal de 1988, dispõe sobre a compensação, uma das formas de extinção do crédito tributário. 2. A questão suscitada se limita ao plano da legalidade, atingindo apenas de forma reflexa a Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido”. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6276489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706.240 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SELLYS INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : RONALDO RAYES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 24.06.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6492417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 706240 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "ARE 75 . 214 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 398 . 379 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 592 . 260 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 562 . 939 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 254 . 459 / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "ARE 75 . 214 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 398 . 379 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 592 . 260 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 562 . 939 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 254 . 459 / SC", "Recurso Extraordinário 706240 AGR", "/ SP 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "AI 774 . 016 - AgR / GO", "Recurso", "AI 774 . 016 - AgR / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 706 . 240" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "CTN", "Leis 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "Leis 9 . 032 / 1995", "9", ".", "129", "/", "1995", "CTN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SELLYS INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SELLYS INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SELLYS INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "129", "/", "1995", "CTN", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SELLYS INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SELLYS INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONALDO RAYES", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONALDO RAYES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONALDO RAYES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Ilmar Galvão", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Ilmar Galvão", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONALDO RAYES", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONALDO RAYES", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2014", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.0(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6826991
2014-08-19T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
"Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator,(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVI(...TRUNCATED)
sjur278430
"- Acórdão(s) citado(s):\n(IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA, SANEAMENTO BÁSICO)\nRE 482814 AgR (2(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
763000
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 763000 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE VITÓRIA \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA \n(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763.0(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 763 . 000","SÚMULA 279 / Supremo","Súmula 2(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. R(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6704274
2014-08-19T00:00:00
2014-09-11T00:00:00
"Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem julgamento do mérito, mas implementou(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"Ementa: HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONA(...TRUNCATED)
sjur276076
"- Acórdão(s) citado(s):\n(HC, SUBSTITUTIVO, RHC)\nHC 109956 (1ªT). \n(HC, FATOS, PROVAS)\nHC 111(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
107107
["LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE(...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 107107
[ "" ]
"PACTE.(S) : MARC BOGODOU \nPACTE.(S) : GUY ROCH BEAUZY THAI \nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nHABEAS CORPUS 107.107 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. R(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 107 . 107","HC 111 . 840","HC 107107 / SP","HC 107107 / SP","HABEA(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL\nREL(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6595583
2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO POR ESTA CORTE NA (...TRUNCATED)
sjur274489
Número de páginas: 10. Análise: 03/09/2014, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
15650
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 15650 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ÁLVARES MACHADO \nADV.(A/S) : ROGERIO MONTEIRO DE BARROS \nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.650 DISTRITO FEDERAL\nREL(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO 15 . 650","ADI 4 . 465 - MC / DF","Ação Direta de Inconstituciona(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n09/09/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.4(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6836370
2014-09-09T00:00:00
2014-10-01T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"CRÉDITO TRIBUTÁRIO – PRESCRIÇÃO – LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05. O Tribunal, no julgamento do(...TRUNCATED)
sjur278572
"- Acórdão(s) citado(s):\n(APLICAÇÃO RETROATIVA, LCP)\nRE 566621 (TP). \nNúmero de páginas: 6.(...TRUNCATED)
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
817429
[ "LEG-FED LCP-000118 ANO-2005\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 817429 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SIRINHAÉM/PE \nADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)\(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n09/09/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817.4(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 817 . 429","Recurso Extraordinário n 566 . 6(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS\nR(...TRUNCATED)
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2014-08-19T00:00:00
2014-08-28T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚ(...TRUNCATED)
sjur274508
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SÚMULA 279, SÚMULA 280)\nAI 752671 AgR (2ªT), RE 606250 AgR (2ªT), (...TRUNCATED)
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
810526
["LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
RE-AgR
acordaos
RE 810526 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS \nAGDO.(A/S) (...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810.526 GOIÁS\nR(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO 810 . 526","SÚMULAS NS . 279","RECURSO EXTRAORDINÁRIO (...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n12/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JAN(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6604492
2014-08-12T00:00:00
2014-08-29T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FU(...TRUNCATED)
sjur274638
"- Acórdão(s) citado(s):\n(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)\nARE 737174 AgR (2ªT). (...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
831001
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 ART-00093 INC-00009\n CF-(...TRUNCATED)
AI-AgR
acordaos
AI 831001 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : FIORENZA AUTO DISTRIBUIDORA LTDA \nADV.(A/S) : MARCO ENRICO SLERCA E OUTRO(A/S)\nAGDO.(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n12/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 831.001 RIO DE JAN(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["AGRAVO DE INSTRUMENTO 831 . 001","AI 831001 AGR / RJ","AI 831001 AGR / RJ","AGRA(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6645080
2014-08-19T00:00:00
2014-09-04T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não partic(...TRUNCATED)
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
"EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO BENEFICIADO PELA R(...TRUNCATED)
sjur275313
"- Acórdão(s) citado(s):\n(SÚMULA 280)\nAI 796875 AgR (1ªT), AI 798836 AgR (2ªT). \nNúmero de (...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
739005
["LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
AI-AgR
acordaos
AI 739005 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO A(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/08/2014\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.005 SÃO PAULO(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 005","SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal","Súmu(...TRUNCATED)
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